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Beatriz Freitas Sales - 98
Cap 6 - Cromossomos
Os cromossomos são representados de forma duplicada porque só é possível visualiza-lo no microscópio durante a divisão celular, onde ocorre duplicação do cromossomo.
Um cariótipo é a disposição dos cromossomos ordenados de acordo com o tamanho.
De acordo com a posição do centrômero (constrição primária que divide o cromossomo em dois braços), foi possível separar os cromossomos em quatro grupos, são eles:
Centrômero Metacêntrico – Bem no meio, formando braços de tamanho praticamente iguais.
Centrômero Submetacêntrico – Possuem os centrômeros em algum lugar entre o meio e o topo.
Centrômero Acrocêntrico – Tem o seu centrômero próximo à extremidade, quase todo cromossomo é feito de braço longo.
Centrômero Telocêntrico – O centrômero se encontra totalmente na extremidade, fazendo com que o cromossomo tenha apenas braços longos (não existe no ser humano).
De acordo com o tamanho dos braços, é possível dividi-los em braços longos e curtos:
Braço curto = Braço p
Braço grande = Braço q
Os cromossomos foram redivididos em 7 grupos de acordo com a posição dos centrômeros e o tamanho. São eles:
Grupo A – Engloba os cromossomos 1,2 e 3. São os metacêntricos maiores.
Grupo B – Engloba os cromossomos 4 e 5. São os submetacêntricos maiores.
Grupo C – Engloba os cromossomos de 6 a 12 e o cromossomo sexual X. São os submetacêntricos médios.
Grupo D – Engloba os cromossomos 13,14 e 15. São os acrocêntricos maiores.
Grupo E – Engloba os cromossomos 16,17 e 18. São os submetacêntricos menores.
Grupo F – Engloba os cromossomos 19 e 20. São os metacêntricos menores.
Grupo G – Engloba os cromossomos 21,22 e o cromossomos sexual Y. São os acrocêntricos menores.
Bandas R negativas e positivas ele não vai cobrar!
As síndromes de Down, Edwards e Patau (21,18 e 13) são as que apresentam os cromossomos que tem a menor densidade gênica, são menores, com menos genes. Dessa forma, é uma anomalia menos danosa ao corpo, o que faz com que tenha mais chance do feto que apresenta essa anomalia nascer, faz com que a mesma seja compatível com a vida em alguns casos.
Porém, a quase totalidade de concepções de anomalias cromossômicas são abortados logo no primeiro trimestre de gestação devido a densidade gênica alterada, o material genético não funcionar de forma correta. É no primeiro trimestre porque nessa fase o material genético do embrião está começando a ser expresso, fazendo com que, ao perceber erros que incapacitem a vida do mesmo, o feto é abortado.
Metade dos abortos do primeiro trimestre é devido a anomalias cromossômicas.
Ter ausência de material genético é muito mais maléfico do que tê-lo a mais.
Mulher acima de 35 anos parir (por incrível que pareça, parir é o termo certo) = Idade avançada.
De cada 100 concepções, 20 são abortadas. Motivos:
Quando a mulher tem seu primeiro filho a partir dos 30 anos, o útero não está “acostumado a trabalhar” e a mulher passou do período de elasticidade maior do mesmo, fazendo com que, em alguns casos, a mesma sofra um aborto espontâneo na primeira gestação. 
Aborto de primeiro trimestre, devido a anomalias cromossômicas.
Coloquei características de algumas doenças como curiosidade, ele não falou sobre isso na aula.
Síndromes:
Síndrome de Down – Trissomia do cromossomo 21. A incidência da síndrome de Down em níveis mundiais é relativamente pequena, isto é, aparece uma vez em uma amostra de 700 a 800 indivíduos que nasceram vivos. Entretanto, há um aumento significativo quando se analisa a incidência em relação à idade materna. A possibilidade de uma mãe que possua idade acima de 40 anos de ter um bebê com Down é uma a cada cem gestações. Embora a chance de gerar um feto com a anomalia aumenta de acordo com a idade materna, a maior concentração de criança com Down é em mulheres abaixo dos 35 anos. Isso ocorre devido ao número de gestação de mulheres abaixo dos 35 anos, que é infinitamente maior do que o número de gestação de mulheres acima dessa idade. A chance de um feto que apresenta essa anomalia não sofrer aborto espontâneo é maior quando comparado as outras anomalias, porque o cromossomo 21 é o menor cromossomo da espécie humana.
Síndrome de Edwards – Trissomia do cromossomo 18. Algumas das implicações da síndrome são extremamente graves e, portanto, comprometem seriamente o desenvolvimento do bebê, mantendo sua expectativa de vida muito baixa. Baixo peso, cabeça pequena, má oxigenação do sangue arterial, tremores, convulsões, hérnia umbilical, fenda facial, problemas na formação do sistema digestivo, sola arredondada dos pés, defeitos congênitos graves em órgãos fundamentais como o coração são algumas delas. 95% dos bebês diagnosticados com síndrome de Edwards morrem antes mesmo de nascer e somente 5 a 10% completam o primeiro ano de vida. Mães com mais de 35 anos possuem maior predisposição para dar à luz bebês com a síndrome de Edwards.
Síndrome de Patau – Trissomia do cromossomo 13. Extremamente rara, estudos apontam que a incidência da síndrome corresponde a um caso para cada cinco mil nascimentos. Crianças que vem ao mundo com esta condição, geralmente, vivem de 2 a 5 dias, quando conseguem nascer, pois, geralmente, é mais comum que morram ainda dentro do útero da mãe, devido às complicações serem extremamente letais. Globo ocular pequeno, fenda do palato labial, maior número de dedos, malformações graves no sistema nervoso central e no sistema urinário-reprodutivo, retardo mental, problemas cardíacos gravíssimos e rins policísticos são alguns dos sinais mais evidentes da síndrome. Caso a criança nasça, o tratamento é feito, basicamente, para tentar controlar as complicações mais sérias.
Síndrome de Turner – 45, X. É a única monossomia compatível com a vida. Seu nível de ocorrência é pequeno: a cada 2.500 nascimentos, apenas um apresentará a doença, sem contar os abortos espontâneos. A baixa estatura é uma das complicações clínicas das meninas que nascem com esta condição, que também apresentam amenorreia primaria, malformações das gônadas, infertilidade e problemas cardíacos.
Síndrome de Kleinfelter – 47, XXY. Afeta de um a quatro indivíduos do sexo masculino nascidos em uma amostra de mil bebês. Basicamente, devido à presença de mais um cromossomo responsável pela determinação do sexo do ser humano, neste caso, do feminino, bebês portadores da síndrome apresentam baixos níveis de testosterona, o que acarreta em uma menor quantidade de pelos corporais e faciais, além do desenvolvimento incomum das mamas. Ou seja, esses meninos apresentam características sexuais secundárias pouco desenvolvidas. Além da deficiência funcional dos testículos, que causa uma produção ínfima — às vezes quase nula — de espermatozoides, pessoas com a síndrome também tendem a possuir um retardo mental leve, além de dificuldades no aprendizado.
Trissomia do 16 – Nunca vive.
Cromatina = DNA + Proteínas (histonas).
Histonas = H1, H2A, H2B, H3 e H4
Nucleossomo = Menor parte da cromatina.
Cromatossomo = Unidade básica da cromatina.
Do conteúdo de material genético presente em nossa célula, apenas 2% dele é de fato transcrito sobre a forma de RNA mensageiro e traduzido em proteína. Os outros 98% são inutilizados, tem basicamente a função de “proteger” o material genético funcional.
Heterocromatina = Menor concentração de genes, parte do material que não é transcrita.
Eucromatina = Maior concentração de genes, parte do material que é transcrita.
Haploidia: n = 23 (somente gametas)
Euploidia: Múltiplos do número haploide (2n = 46 [normal. As células do nosso corpo, menos as haploides, são 2n]; 3n = 69 [errado, porém alguns nascem. Continuam sendo denominados euplóides. ]; etc.)
Aneuploidia: Números que não são múltiplos do haploide. (47,45, etc.)
Translocações: Uma translocação é o intercâmbio de material genético entre cromossomos não-homólogos. São divididas em:
Translocações Balanceadas = Representam uma das aberrações cromossômicas mais comuns nos seres humanos,ocorrendo entre 1 a cada 500-1000 indivíduos. É a troca de material genético onde não há perda de material. Se não há perda de material, é uma pessoa normal. 
Translocações Recíprocas = Acontecem quando ocorre quebras em dois cromossomos diferentes e o material é mutualmente intercambiado. Estas translocações geralmente não causam danos e podem ser encontradas durante um diagnóstico pré-natal. Entretanto, os portadores de translocações recíprocas balanceadas possuem riscos aumentados de criarem gametas com translocações cromossômicas não-balanceadas causando abortos ou crianças com anormalidades. O aconselhamento genético e o exame genético é frequentemente oferecido para famílias que possam carregar uma translocação.
Translocações Robertsonianas = Este tipo de rearranjo envolve dois cromossomos acrocêntricos que se fundem próximos da região do centrômero com perda de seus braços curtos. O cariótipo resultante em humanos possui somente 45 cromossomos já que dois cromossomos se uniram com a fusão. As translocações Robertsonianas já foram observadas envolvendo todas combinações de cromossomos acrocêntricos. Assim como outras translocações, os portadores de translocações Robertsonianas são fenotipicamente normais, mas existe um risco de gametas não-balanceados que podem levar a abortos e uma prole anormal. Por exemplo, portadores de translocações Robertsonianas envolvendo o cromossomo 21 possuem uma maior chance de ter uma criança com síndrome de Down.
Risco de ocorrência – Quando está fazendo o mapeamento genético para saber a chance de ter um filho com determinada doença.
Risco de recorrência – Quando se tem um filho com determinada doença, e está fazendo o mapeamento para saber das chances do próximo filho ter a mesma doença.
Os cariótipos são representados da seguinte forma:
46, XX = Indivíduo euplóide, 46 cromossomos, sexo feminino.
47, XY, +21 = Indivíduo aneuplóide, sexo masculino, com um cromossomo extra no par 21.
47, X = Indivíduo aneuplóide, sexo feminino, com apenas um cromossomo X. (NÃO ESCREVE X0, ELE VAI TIRAR PONTO SE FIZER ISSO).
46, XY, t (1;8) (1q;8p) = Indivíduo euplóide, sexo masculino, com translocação (balanceada) entre o braço curto do cromossomo 8 e o braço longo do cromossomo 1.
FAÇA EXATAMENTE DESSA FORMA.
46, XX, 5p- (ou del 5p) = Indivíduo euplóide, sexo feminino, com deleção do braço curto do cromossomo 5 (síndrome do miado do gato).
46, XY, 5p+ (ou dup 5p) = Indivíduo euplóide, sexo masculino, com duplicação do braço curto do cromossomo 5.
46, XX, 4p- = Indivíduo euplóide, sexo feminino, com deleção do braço curto do cromossomo 4 (síndrome de Wolf-Hirschhorn. GRAVA ESSE NOME E COMO SE ESCREVE. Ele disse dá 0 se escrever errado, mas disse que Wolf é com 2 f, e no livro está com apenas 1 f.)
45, XY, rob (14;21) = Indivíduo aneuplóide, sexo masculino, com translocação robertsoniana envolvendo os cromossomos 14 e 21. Indivíduo normal.

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