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ANATOMIA PALPATÓRIA DA CABEÇA E PESCOÇO.
OSTEOLOGIA DA CABEÇA
Osso Temporal / Processo Mastoide.
 - PALPAÇÃO: O examinador com seu dedo sensitivo palpará logo atrás da região da orelha conhecida como antígrado ou lóbulo da orelha.
Osso Occipital / Protuberância occipital externa e linha nucal.
 - PALPAÇÃO: O terapeuta com seu dedo sensitivo no centro do osso occipital perceberá uma proeminência óssea e, ao deslizar seu dedo lateralmente, palpará as linhas nucais.
MIOLOGIA DO PESCOÇO
Esternocleidooccipitomastóideo ( ECOM).
- ORIGEM: manúbrio esternal e clavícula
- INSERÇÃO: processo mastóideo
- AÇÃO: estende, fixa e roda o pescoço para o lado oposto
 - PALPAÇÃO UNILATERAL: Solicita uma rotação para um dos lados, o examinador posicionará sua mão na região mentoniana (queixo) do paciente ou na cabeça e fará uma resistência á flexão anterior com rotação para um dos lados. Com seus dedos sensitivos palpará o músculo na região anterolateral do pescoço.
- PALPAÇÃO BILATERAL: O examinador posicionará uma das mãos na região frontal da cabeça do paciente e fará uma resistência á flexão anterior. Com os dedos da mão sensitiva, palpará de cada lado do pescoço o músculo.
 02) Escaleno anterior.
- PALPAÇÃO: O examinador atrás do paciente irá colocar o 1º e 2º dedos na fossa supraclavicular posteriormente a porção clavicular do ECOM. Em seguida o examinador resistira á flexão lateral da cabeça e perceberá a tensão do músculo.
VASOS
Artéria carótida
- PALPAÇÃO: O examinador primeiramente deverá fazer uma resistência na altura da região frontal do paciente para evidenciar o músculo ECOM. Com seu 2º e 3º dedos a frente deste músculo, palpará o pulso radial.
ANATOMIA PALPATÓRIA DO MEMBRO SUPERIOR
OSTEOLOGIA DA CINTURA ESCAPULAR
CLAVÍCULA
Extremidade Esternal:
 - PALPAÇÃO: Tendo como referência a incisura jugular, o examinador deslizará o dedo indicador em sentido lateral, onde irá perceber primeiramente um sulco e, em seguida, uma proeminência anterior.
1.2) Extremidade Acromial:
- PALPAÇÃO: Com o polegar e indicador em forma de pinça, segue-se pela diáfise de medial para lateral, percebe-se a convexidade anterior (2/3 medial) e concavidade anterior (1/3 lateral) até as extremidades laterais. Logo após há uma depressão correspondendo a extremidade lateral da clavícula aonde ela se articula com o acrômio.
02) ESCÁPULA (Estende-se sobre a 2º costela até a 7º costela)
- POSIÇÃO ANATÔMICA: espinha da escápula posterossuperior e cavidade glenoide superolateral.
- OBS: Quando for examinar qualquer estrutura no dorso, pode-se tirar como referência sempre o ângulo inferior da escápula. A partir desse ponto anatômico podem-se encontrar tanto os músculos quanto os acidentes anatômicos.
2.1) Ângulo inferior:
- PALPAÇÃO: Posicionar o braço do paciente em rotação medial e apoiar o dorso da mão sobre as costas. Em seguida, com seu dedo sensitivo palpará uma elevação óssea.
2.2) Borda lateral:
- PALPAÇÃO: Tendo como referência o ângulo inferior da escápula, o examinador deslizará seus dedos sensitivos para cima e para o lado (em sentido diagonal).
2.3) Borda medial:
- PALPAÇÃO: Tendo como referência o ângulo inferior da escápula, o examinador deslizará seus dedos sensitivos medialmente em sentido cranial.
2.4) Ângulo superior:
- PALPAÇÃO: Partindo do ângulo inferior da escápula pela borda medial, o dedo sensitivo palpará a raiz da espinha da escápula, e o ângulo superior se encontrará aproximadamente a dois dedos acima.
2.5) Espinha da escápula ou Espinha acromial:
- PALPAÇÃO: Partindo do ângulo inferior da escápula pela borda medial, o dedo sensitivo palpará a raiz da espinha da escápula, e em sentido medial para lateral encontrará a espinha da escápula.
Obs: Ângulo inferior, bordas lateral e medial: 
- Palpação global: Com a mão sensitiva homolateral na escápula do paciente, o examinador deverá posicionar o ângulo formado entre o polegar e o indicador no ângulo inferior, em seguida seu indicador posicionar-se-á imediatamente na borda lateral, e o polegar se posicionará na borda medial da escápula.
2.6) Acrômio:
- PALPAÇÃO: Partindo do ângulo inferior da escápula pela borda medial, os dedos sensitivos palparão a raiz da espinha da escápula e, de medial para lateral em sentido oblíquo pela espinha da escápula, encontrará uma projeção óssea plana anteriormente.
- PALPAÇÃO: Lateralmente pela extremidade acromial da clavícula e após passar por uma elevação óssea, o examinador colocará um de seus dedos nessa elevação que corresponde á extremidade acromial, e o outro lateralmente a esse encontrará uma superfície óssea plana.
2.7) Processo Coracoide:
- PALPAÇÃO: O examinador deverá posicionar dois dedos horizontais abaixo da clavícula, e como o dedo sensitivo no sulco deltopeitoral, poderá sentir o acidente.
- PALPAÇÃO: Com a mão cheia no deltoide, em direção da linha axilar e o polegar onde cair, pressionar.
03) ÚMERO (EPÍFISE PROXIMAL):
- Articula-se superiormente com a cavidade glenoide da escápula (articulação glenoumeral) e inferolateral com a cabeça do rádio, e com a incisura troclear inferomedialmente (articulação do cotovelo).
- Posição anatômica: cabeça superomedial e fossa do olecrano posteroinferior.
3.1) Tubérculo menor:
- PALPAÇÃO: O examinador coloca uma das mãos abraçando o ombro do paciente de lateral para medial, o polegar cairá sobre o tubérculo menor do úmero. Com a outra mão, segura o antebraço do paciente e realiza uma rotação lateral do úmero.
- PALPAÇÃO: Traçar uma linha imaginária entre a axila e o acrômio, o examinador colocará um dedo lateral a essa linha, onde palpará o acidente.
3.2) Tubérculo maior:
- PALPAÇÃO: Tendo como base a borda lateral do acrômio e um dedo abaixo e através do M. deltoide, pressionará seu polegar na estrutura. Com a outra mão segura o antebraço do paciente e realiza uma rotação medial do úmero.
3.3) Sulco Intertubercular e Tendão da porção longa do M. Bíceps Braquial.
- PALPAÇÃO: Braço do paciente a 90º, realiza movimentos de rotações lateral e medial. Com o seu polegar da outra mão entre os dois tubérculos, perceberá as cristas dos tubérculos, entre eles encontra-se o sulco intertubercular. Para verificar o tendão será solicitado ao paciente flexões repetidas do cotovelo com resistência e mantendo seu dedo sensitivo no sulco.
ARTROLOGIA 
- Quatro articulações do tipo sinovial: duas articulações esternoclaviculares anteromediais contendo um disco intrarticular entre as partes ósseas, e duas articulações acromioclaviculares laterais.
01) Articulação Esternoclavicular:
- Tipo de articulação: sinovial
- Classificação morfológica: plana
- Classificação funcional: esferoide
- Movimento: anteroposterior, depressão e elevação, rotações anterior e posterior.
- Inervação: ramos do nervo supraclavicular medial e o nervo para o M. subclávio.
- PALPAÇÃO: Tendo como referência a incisura jugular, o examinador deslizará seu dedo indicador lateralmente até perceber uma saliência antes da extremidade esternal da clavícula.
02) Articulação Acromioclavicular e ligamento acromioclavicular:
- Tipo de articulação: sinovial
- Classificação morfológica: plana
- Classificação funcional: axial
- Movimento: seus movimentos estão associados aos movimentos da articulação escapulotorácica.
- Inervação: nervos supraclavicular, peitoral lateral e axilar.
- PALPAÇÃO: O examinador com o seu dedo sensitivo deverá seguir pela diáfise da clavícula até a extremidade lateral, onde encontrará uma pequena eminência antes de chegar ao acrômio. O ligamento é de difícil palpação, para potencializar deverá solicitar uma elevação da cintura escapular.
03) Ligamento Interclavicular:
- Características: ele reforça a cápsula superiormente estendendo-se da extremidade esternal de uma clavícula a outra, passando pala incisura jugular.
- PALPAÇÃO: O examinador com seu dedo sensitivo palpará o ligamento na incisura jugular entre as duas clavículas.
04) Bolsa subacromial ou Subdeltóidea:
- Características: a bolsa subacromial está localizadaentre o acrômio e o ligamento coracoacromial inferior e superiormente ao tendão do músculo supraespinhal. A bolsa subdeltóidea se localiza entre o m. deltoide e o tubérculo maior do úmero e com frequência se comunica com a bolsa subacromial costumando-se referenciá-las como uma estrutura única. 
- PALPAÇÃO: Uma das mãos estabiliza o paciente em um dos ombros, com a outra mão colocará o polegar ou indicador sobre o acrômio e deslizará imediatamente lateral na direção da cabeça do úmero, que através do m. deltoide fará uma pressão a um dedo transversal abaixo em sentido laterolateral.
05) Articulação Escapultotorácica
- PALPAÇÃO: Paciente em decúbito lateral, com uma das mãos encaixe os dedos na borda medial da escápula e com a outra mão, envolva o ombro do paciente para estabilizar. O examinador irá realizar rotação lateral e medial (ângulo inferior); elevação e depressão; adução e abdução na escápula sobre o gradil costal.
MIOLOGIA
- São 15 músculos nesta região: 7 tem origem na escápula, 4 nas vértebras cervicais e torácicas, 2 nas costelas e outros dois em diversas regiões.
- Temos o manguito rotador (supra e infra-espinhal, redondo menor e subescapular).
01) Músculos que unem o tronco a cintura escapular e ao úmero:
1.1) TRAPÉZIO:
- Músculo mais superficial do dorso e de forma triangular.
- Origem: protuberância occipital externa e linha nucal superior; ligamento nucal e todos os processos espinhosos das vértebras torácicas (T1 a T12).
- Inserção: espinha da escápula, acrômio e 1/3 lateral da clavícula.
- Ação: fibras ascendentes (depressão do ombro); fibras transversais (retração ou adução do ombro); fibras descendentes (elevação do ombro).
- FIBRAS DESCENDENTES (parte superior): Solicita uma abdução do braço do paciente com cotovelo flexionado a 90º e faz uma leve resistência. Com sua mão sensitiva, palpará o músculo com seus dedos desde sua origem (cabeça-região occipital) até sua inserção (ombro- espinha da escápula – acrômio).
- FIBRAS TRANSVERSAIS (parte média): posiciona meus dedos (falanges) entre a coluna e a borda medial da escápula. Peço uma abdução do braço do paciente com cotovelo flexionado a 90º, coloco uma mão atrás do cotovelo e peço uma extensão horizontal resistida.
- FIBRAS ASCENDENTES: O examinador posicionará uma de suas mãos no braço do paciente próximo á região axilar, e resistirá simultaneamente á extensão do braço e depressão da cintura escapular. Sua mão sensitiva estará posicionada um dedo medialmente ao ângulo inferior da escápula.
1.2) ROMBOÍDE MAIOR: 
- Abaixo do trapézio, possui formato quadrilátero e plano, fibras paralelas em direção lateral ´a borda vertebral das escápulas.
- ORIGEM: processos espinhosos da 7º vértebra cervical e cinco primeiras vértebras torácicas.
- INSERÇÃO: borda medial da escápula, da espinha até o ângulo inferior.
- AÇÃO: adução das escápula e rotação medial do ângulo inferior das escápulas e elevação do ombro.
- PALPAÇÃO: Tenha como referência o ângulo inferior da escápula e subirá 2/3 pela borda medial da escápula, encaixando seus dedos. Solicita ao paciente uma abdução de ombro a 90° com flexão do cotovelo, a outra mão, resiste ao movimento de extensão horizontal do braço do paciente. 
- OBS: O movimento de extensão horizontal serve para auxiliar na adução da escápula. Alguns autores afirmam que o romboide menor não é palpável devido ser recoberto pelas fibras médias do trapézio.
1.3) LEVANTADOR DA ESCÁPULA: 
- Formato plano, cilindroide e alargado. Localizado abaixo do trapézio e posteriormente aos músculos escalenos tendo direção oblíqua e lateralmente.
- ORIGEM: processo transverso das 4 primeiras vértebras cervicais.
- INSERÇÃO: borda medial da escápula, da espinha até o ângulo superior.
- AÇÃO: elevação da escápula.
- PALPAÇÃO: Palpar a borda medial até encontrar o ângulo superior, posiciona o seu dedo sensitivo dois dedos acima do acidente e pressiona. A outra mão, resistirá na altura do ombro á elevação da cintura escapular ou elevação do ombro.
- OBS: o dedo deverá estar pressionando o trapézio, já que realiza a mesma função.
1.4) PEITORAL MENOR: 
- Logo abaixo do peitoral maior, delgado e triangular.
- ORIGEM: da 2º a 5º costela, próximo a união da cartilagem costal com a costela, tem um trajeto oblíquo ascendente e lateralmente.
- INSERÇÃO: borda medial do processo coracoide.
- AÇÃO: depressão da escápula (ponto fixo está nas costelas); levantar as costelas na inspiração (ponto fixo está no processo coracoide).
- PALPAÇÃO: Paciente sentado ou em DD. Localize o processo coracoide e posiciona seu polegar um dedo abaixo, depois solicitar o movimento de depressão da cintura escapular, dando apoio a mão do membro examinado, ou coloca um apoio na altura de sua mão e solicita ao paciente que empurre.
1.5) SERRÁTIL ANTERIOR: 
- Localizado na parede dorsolateral do tórax.
- ORIGEM: depressão na face externa das 8 costelas superiores segue trajeto anterossuperiormente é recoberto pelos m. peitorais, e inferiormente suas fibras entrecruzam com as fibras do oblíquo externo do abdome.
- INSERÇÃO: face costal do ângulo superior, borda medial e ângulo inferior da escápula.
- AÇÃO: protração da escápula.
- PALPAÇÃO: Solicito uma flexão do ombro e cotovelo (mão do paciente no ombro), lateralmente ao peitoral maior, posiciona sua mão em cima de cada costela visível imediatamente anterolateral no tórax, anteriormente ao latíssimo do dorso. Solicito que eleve e empurre o seu cotovelo para cima contra a resistência (flexão do ombro resistida).
1.6) LATÍSSIMO DO DORSO:
- Triangular e achatado, localizado posteroinferior ao tronco pela fáscia toracolombar nas cristas ilíacas.
- ORIGEM: processos espinhosos das 6 últimas vértebras torácicas, crista ilíaca e fáscia tóracolombar (proveniente dos processos espinhosos das vértebras sacrais e lombares) tendo um trajeto lateral e superiormente.
- INSERÇÃO: crista do tubérculo menor e assoalho do sulco intertubercular do úmero.
- AÇÃO: produz a extensão, adução e rotação medial do braço.
- PALPAÇÃO: localiza a ângulo inferior da escápula, posiciona sua mão sensitiva logo abaixo da região axilar (posterolateral) e solicitará que faça uma extensão do ombro partindo de flexão anterior. Braço apoiado no seu ombro.
- OBS: poderá se basear colocando o seu dedo indicador no ângulo inferior da escápula.
02) Músculos que unem a cintura escapular ao ombro:
2.1) DELTOÍDE:
- Forma o arcabouço muscular do ombro, unindo a cintura escapular á diáfise do úmero.
- ORIGEM: espinha da escápula, acrômio e terço lateral da clavícula.
- INSERÇÃO: tuberosidade deltoidea do úmero.
- AÇÃO: abdução do braço (as três partes juntas)
 Flexão (porção clavicular) e roda medialmente
 Extensão (porção escapular) e roda lateralmente
- PALPAÇÃO DA PORÇÃO ANTERIOR OU CLAVICULAR: paciente sentado é solicitado o movimento de flexão anterior ou abdução contra resistência. Com os dedos polegar e indicador, em forma de pinça, na extremidade lateral da clavícula (no ventre muscular anterior) delimitando suas margens anterior e posterior.
- PALPAÇÃO DA PORÇÃO MEDIAL OU ACROMIAL: Paciente sentado é solicitado o movimento de abdução do braço com resistência na altura do cotovelo fletido. Com os dedos polegar e indicador, em forma de pinça, partindo do acrômio nas suas margens anterior e posterior (no ventre muscular medialmente).
- PALPAÇÃO POSTERIOR OU ESPINHAL: Paciente sentado é solicitado o movimento de abdução do braço com flexão de cotovelo e contra resistência do examinador fará extensão do braço. Com os dedos polegar e indicador, em forma de pinça, examinará nas suas margens anterior e posterior (no ventre muscular posteriormente).
2.2) SUBESCAPULAR:
- Na face anterior da escápula de formas plana, triangular e pluripeniforme.
- ORIGEM: face costal da escápula, passa á frente do músculo serrátil anterior.
- INSERÇÃO: tubérculo menor do úmero.
- AÇÃO: rotação medial do braço.
- PALPAÇÃO: Paciente em decúbito ventralcom o braço pendente, o examinador coloca á polpa de seus dedos na região axilar até a fossa subescapular, á frente do músculo latíssmo do dorso. Solicita ao paciente o movimento de rotação medial do braço, evidenciando a tensão do músculo em seus dedos.
- PALPAÇÃO: Paciente em DD, o examinador sustenta o braço flexionado e abduzido do paciente, e com os dedos da outra mão penetra anteriormente ao latíssimo do dorso na fossa subescapular. Solicita uma rotação medial do braço contra resistência.
2.3) SUPRAESPINHAL:
- Bipenado, triangular e volumoso localizado na fossa supraespinhal da escápula. Principal músculo no início da abdução do braço (até 20°).
- ORIGEM: fossa supraespinhal da escápula
- INSERÇÃO: tubérculo maior do úmero
- AÇÃO: abdução do braço
- PALPAÇÃO: Paciente em P.O ou sentado solicita abdução do braço até 20º com cotovelo fletido com resistência no mesmo. A mão sensitiva estará sobre o músculo na fossa supraespinhal, com seus dedos voltados para o acrômio. Cabeça do paciente deverá ser inclinada para o mesmo lado do exame a fim de anular a ação do trapézio.
2.4) TENDÃO DO SUPRAESPINHAL:
- PALPAÇÃO: Dedo sensitivo no espaço encontrado antes de chegar no acrômio, dentro da fossa supraespinhal. É solicitado uma abdução do braço com leve resistência.
- Com o braço pendente, o tendão no seu ponto de inserção fica encoberto pelo acrômio.
2.5) INFRAESPINHAL:
- Bipenado, triangular e volumoso localizado na fossa infraespinhal da escápula.
- Encoberto parcialmente pelas fibras inferiores do trapézio e pela porção espinhal do deltoide.
- ORIGEM: fossa infraespinhal da escápula
- INSERÇÃO: tubérculo maior do úmero
- AÇÃO: rotação lateral do braço e adução.
- PALPAÇÃO: Paciente sentado ou em P.O. Mão sensitiva na fossa infraespinhal de medial para lateral, logo abaixo da porção posterior do deltoide. A outra mão estará no terço proximal do antebraço do paciente resistindo a rotação lateral do braço.
2.6) REDONDO MAIOR:
- Volumoso e robusto com tendão largo como o ventre. Localizado inferolateralmente na borda lateral da escápula em direção súperolateral á epífise proximal do úmero.
- ORIGEM: borda lateral da escápula (1/3 inferior)
- INSERÇÃO: crista do tubérculo menor do úmero
- AÇÃO: rotação medial do braço e adução.
- PALPAÇÃO: Paciente sentado ou em P.O. Mão sensitiva localiza o ângulo inferior da escápula e posicionará 3 dedos inferiores na borda lateral ou axilar da escápula. A outra mão pela frente do paciente e na altura do punho medialmente fará resistência a rotação medial do braço.
2.7) REDONDO MENOR:
- Localizado abaixo do infraespinhal.
- ORIGEM: borda lateral da escápula (2/3 superiores)
- INSERÇÃO: tubérculo maior do úmero
- AÇÃO: rotação lateral do braço e adução
- PALPAÇÃO: O examinador traçará uma linha imaginária do ângulo superior da escápula em direção á axila, posicionará dois dedos na borda lateral ou axilar. A outra mão pela frente do paciente e na altura do punho lateralmente fará resistência a rotação lateral do braço.
2.8) PEITORAL MAIOR:
- Localizado anteriormente no tórax, formato plano e volumoso.
- ORIGEM: metade medial da clavícula, esterno e seis primeiras cartilagens costais, aponeurose do m. oblíquo externo do abdome.
- INSERÇÃO: as fibras musculares convergem para tendão único que se fixa na crista do tubérculo maior do úmero.
- AÇÃO: adução do braço, rotação medial. Sua porção clavicular (com origem na metade medial da clavícula) faz a flexão do braço.
- PALPAÇÃO GLOBAL: Paciente em D.D. Com uma das mãos o examinador sustenta o braço do paciente na altura do cotovelo em abdução. A outra mão sensitiva sobre o músculo, faz resistência ao movimento de adução do braço.
- PALPAÇÃO (PORÇÃO CLAVICULAR): Paciente em D.D. Com os dedos sensitivos na metade medial da clavícula, o examinador impõe uma resistência ao movimento de adução.
2.9) CORACOBRAQUIAL: 
- Localizado na região axilar, é coberto em sua parte pelo músculo peitoral maior.
- ORIGEM: processo coracóide da escápula
- INSERÇÃO: terço médio do úmero, medialmente
- AÇÃO: adução do braço e auxilia na flexão do braço.
- PALPAÇÃO: Paciente em D.D. Deverá localizar um espaço entre os músculos tríceps e bíceps braquial e coloca seus dedos sensitivos próximos a região axilar. Solicitará uma adução contra resistência do examinador.
BRAÇO
- São músculos funcionais.
- Podem atuar tanto na articulação do ombro como no cotovelo, sendo assim músculos biaxiais.
01) Músculos anteriores:
1.1) BÍCEPS BRAQUIAL:
- Localizado anteriormente no braço.
- Músculo cilindroide, volumoso e fusiforme, dois ventres musculares.
- ORIGEM: porção longa no tubérculo supraglenoidal da escápula.
 Porção curta no processo coracoíde da escápula.
- INSERÇÃO: tuberosidade do rádio
- AÇÃO: flexão do antebraço (cotovelo) e auxilia na supinação do antebraço.
- PALPAÇÃO: Com uma das mãos faz resistência no punho no movimento de flexão do cotovelo. Mão sensitiva na região anterior do braço perceberá os ventres musculares.
- DIVISÃO DA PORÇÃO LONGA E CURTA: Com uma das mãos faz resistência no punho no movimento de flexão do cotovelo. Dedo indicador próximo á região axilar e abaixo da porção anterior do deltoide, pressionará entre os dois tendões percebendo um sulco entre eles. O tendão da porção curta é mais palpável.
- TENDÃO DE INSERÇÃO: Mão na altura do punho do paciente em pronação, resistirá ao movimento de flexão do cotovelo com supinação do antebraço. Com o 2º e 3º dedos da outra mão na região da articulação do cotovelo, aparecendo o tendão.
1.2) BRAQUIAL:
- Localizado anteriormente no braço e profundamente ao músculo braquial.
- Formato achatado, fusiforme.
- ORIGEM: face anterior da metade distal do úmero.
- INSERÇÃO: processo coronóide e tuberosidade da ulna.
- AÇÃO: flexão do antebraço (cotovelo).
- PALPAÇÃO: O examinador com sua mão na região distal do antebraço próximo ao punho. Dedos indicadores, médio, anular medialmente irá localizar o limite o bíceps braquial com o úmero. Com seus dedos nesse limite será realizado uma flexão de cotovelo resistida com o braço pronado.
02) Músculos Posteriores:
2.1) TRÍCEPS BRAQUIAL:
- Localizado na face posterior do braço, forma plana e quadrangular alongado.
- ORIGEM: porção longa (tubérculo infraglenoidal)
 porção lateral (face posterior do úmero acima do sulco para o n. radial)
 porção medial (face posterior do úmero abaixo do sulco para o n. radial)
- INSERÇÃO: face posterior do olecrano da ulna.
- AÇÃO: extensão do antebraço (cotovelo).
- PALPAÇÃO - PORÇÃO LONGA: Será realizada uma resistência na altura do 1/3 proximal do antebraço na extensão do cotovelo. A outra mão estará na porção longa na face posteromedial e a porção lateral na face posterolateral do braço.
- PALPAÇÃO – PORÇÃO LATERAL: Saliente na região posterolateral do braço (de lado), acima do sulco do nervo radial e abaixo do deltoide. Será solicitado uma extensão do cotovelo com rotação medial de braço sem resistência. Seus dedos sensitivos lateralmente no braço, examinará a porção lateral.
- PALPAÇÃO – INTERMÉDIA OU MÉDIA: Será solicitado uma extensão do cotovelo resistida, primeiro localiza a borda medial da porção longa e encaixar seus dedos nesse sulco, depois rebaterá lateralmente essa porção e pressionará com seus dedos. Solicitará novamente uma extensão de cotovelo resistida percebendo o ventre muscular (sensação que seus dedos estão sendo empurrados).
2.2) TENDÃO DE INSERÇÃO DISTAL: 
- PALPAÇÃO: Uma das mãos no 1/3 distal do antebraço do paciente. O examinador posicionará a polpa de seu indicador no ápice do olecrano e irá deslizá-lo para cima pedindo ao mesmo uma extensão do cotovelo que será resistido.
NERVOS E VASOS 
ARTÉRIA BRAQUIAL:
- PALPAÇÃO: Paciente sentado ou em P.O e abdução do ombro. Primeiro localizar na face medial do braço um sulco que delimita o bíceps e tríceps braquiais. Segundo colocará o seu dedo sensitivo nesse sulco e verificará o pulso da artéria braquial. 
2)NERVO ULNAR:
- PALPAÇÃO: Paciente sentado ou em P.O e abdução do ombro. Com o 2º e 3º dedos na face medial do braço (sulco que delimita o bíceps e tríceps braquiais) se percebe o sulco da artéria braquial. O examinador deslizará seu dedo sensitivo inferiormente até encontrar um “cordão rígido”.
3) NERVO MEDIANO:
- PALPAÇÃO: Paciente sentado ou em P.O e abdução do ombro. Com o 2º e 3º dedos na face medial do braço (sulco que delimita o bíceps e tríceps braquiais) se percebe o sulco da artéria braquial. O examinador deslizará seu dedo sensitivo superiormente até encontrar um “cordão rígido”.
COTOVELO
- Três ossos.
- Na extremidade inferior do úmero temos o capítulo que se articula lateralmente com a cabeça do rádio e medialmente a tróclea que se articula com a ulna pela incisura troclear.
- Posteriormente temos a fossa olecraniana no úmero que irá acomodar o olecrano da ulna limitando a extensão.
- Articulações sinoviais: Art. Umeroulnar (gínglimo e monoaxial / flexão e extensão); Art. Umerorradial (condilar e biaxial / flexão, extensão e rotação); Art. Radioulnar proximal (trocoide/ monoaxial / pronação e supinação). 
OSTEOLOGIA
ÚMERO, RÁDIO E ULNA:
 EPICÔNDILO MEDIAL:
- PALPAÇÃO: Dedo sensitivo na região de cotovelo medialmente, irá localizar uma elevada proeminência óssea.
1.2) EPICÔNDILO LATERAL:
- PALPAÇÃO: Dedo sensitivo na região de cotovelo lateralmente, irá localizar uma elevada proeminência óssea.
1.3) EPICÔNDILOS E OLÉCRANOS
- PALPAÇÃO GLOBAL: Uma das mãos apoia o antebraço do paciente em flexão. Sua mão sensitiva, apoiará o 4º dedo sobre o epicôndilo lateral, o 2º dedo sobre o epicôndilo medial, e quando o cotovelo for estendido passivamente o 3º dedo cairá sobre o olecrano.
1.4) CABEÇA DO RÁDIO
- PALPAÇÃO: Uma das mãos apoia o antebraço do paciente na altura do punho em flexão e pronado, coloca a polpa do 2º dedo no epicôndilo lateral e o 3º e 4º dedos posicionados imediatamente ao lado do 2º dedo no sentido distal. Realizar uma prono-supinação, logo a cabeça do rádio ficará proeminente no 3º e 4º dedos do examinador.
- PALPAÇÃO: Mão sensitiva encaixada na região do cotovelo ´posteriormente, deixará a polpa do polegar localizar o epicôndilo lateral. A outra mão, o examinador apoia o antebraço pronado do paciente na altura do punho e realiza prono-supinação para poder sentir sob seu dedo polegar o acidente.
1.5) NERVO ULNAR
- PALPAÇÃO: Segurando o antebraço, o examinador primeiro localiza o epicôndilo medial, depois deslizará seu dedo sensitivo medialmente em direção ao olecrano, caindo dentro de um sulco e perceberá o nervo.

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