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Avaliação Palpatória do Joelho
A aula iniciou abordando a avaliação palpatória do joelho, especialmente da patela e das estruturas adjacentes. A professora orientou que, para essa avaliação, o paciente deve permanecer sentado, com os joelhos flexionados aproximadamente a 90 graus, os pés apoiados e a musculatura relaxada. O fisioterapeuta deve posicionar-se à frente do paciente, ajustando sua altura conforme necessário para facilitar a palpação e preservar sua ergonomia durante o atendimento.
Foi enfatizada a importância do posicionamento adequado do fisioterapeuta. Em ambiente clínico, o uso de bancos de manuseio pode auxiliar o profissional a evitar posturas inadequadas e sobrecarga física durante as avaliações.
1. Patela
- Osso sesamoide volumoso, triangular com um ápice distal e uma base proximal, localizado anteriormente no joelho. Apresenta duas bordas ou margens (medial e lateral), duas superfícies articulares separadas por uma crista que entram em contato com os côndilos do fêmur na flexão do joelho, sendo a face lateral maior que a medial. Sua face anterior é áspera, servindo de fixação para o tendão do quadríceps e para o tendão ou ligamento patelar.
- Acidentes anatômicos: base, ápice, bordas lateral e medial, face áspera, superfícies ar-ticulares lateral e medial.
A professora explicou que a palpação deve sempre começar pela identificação das proeminências ósseas. A patela geralmente é uma estrutura de fácil localização, especialmente quando o joelho está relaxado.
Após localizar a patela, pode-se utilizar diferentes formas de apreensão manual, como:
· Mão em concha; 
· Pinça grossa. 
Uma vez identificada a patela, o examinador deve explorar seus limites superior, inferior, medial e lateral.
Ao deslizar inferiormente à patela, encontra-se o tendão patelar, estrutura que conecta a patela à tuberosidade da tíbia. A professora destacou que alterações no alinhamento da patela podem estar associadas a condições como:
· Condromalácia patelar; 
· Instabilidade patelar; 
· Luxação ou subluxação patelar. 
Quando a patela apresenta instabilidade, ela pode deslocar-se lateralmente durante os movimentos, comprometendo a biomecânica do joelho e causando dor.
Também foi mencionada a avaliação do reflexo patelar, realizada por meio da percussão do tendão patelar, provocando a contração reflexa do músculo quadríceps.
- PALPAÇÃO
· Posição do paciente. Sentado na maca ou cadeira. Quadril e joelho flexionados a aproximadamente 90°. Músculos relaxados. 
· Posição do fisioterapeuta: À frente do paciente. 
· Posição do membro: Joelho em flexão de 90°. Pé apoiado. 
· Forma da mão: Mão de palpação: Em concha ou pinça grossa. Mão de movimento: Não necessária. 
· Técnica
· Localizar a região anterior do joelho. 
· Identificar a proeminência óssea da patela. 
· Delimitar suas bordas superior, inferior, medial e lateral por meio da palpação suave
2. Tendão Patelar
Posição do paciente: Sentado. Joelho flexionado a 90°. 
Posição do fisioterapeuta: À frente do paciente. 
Posição do membro: Joelho relaxado em flexão. 
Forma da mão: Mão de palpação: Polpas digitais do indicador e médio. Mão de movimento: Não necessária. 
Técnica
· Após localizar a borda inferior da patela, deslizar os dedos inferiormente. 
· Identificar a estrutura firme e cordonal que se estende até a tuberosidade da tíbia. 
· Avaliar continuidade, espessura e sensibilidade.
3. Linha Articular do Joelho
· Posição do paciente: Sentado. 
· Posição do fisioterapeuta: À frente do paciente. 
· Posição do membro: Joelho flexionado entre 70° e 90°. 
· Forma da mão: Mão de palpação: Polpas dos dedos indicador e médio. Mão de movimento: Pode estabilizar a perna. 
· Técnica
· Localizar inicialmente a patela. 
· Deslocar os dedos medialmente e lateralmente ao tendão patelar. 
· Identificar uma pequena depressão entre o fêmur e a tíbia. 
· Essa depressão corresponde à linha articular. 
4. Sulco patelar
O sulco patelar (também conhecido como tróclea femoral) é a depressão em formato de "V" ou "U" localizada na face anterior da região distal do fêmur, onde a face articular da patela desliza durante os movimentos de flexo-extensão.
- PALPAÇÃO
· Paciente: Sentado na maca ou cadeira, inicialmente com a musculatura relaxada. Contudo, para palpar o fundo do sulco patelar de forma direta, o joelho deve ser posicionado em extensão completa (ou leve flexão de até 10° a 20° com apoio). Isso é necessário porque, a 90° de flexão (como na imagem anterior do joelho e no texto), a patela entra completamente no sulco, bloqueando o acesso direto dos dedos do examinador à tróclea. 
· Fisioterapeuta: Posicionado sentado ou em pé à frente ou ao lado do membro avaliado do paciente, garantindo boa ergonomia. 
· Forma da Mão de Palpação: Mão de palpação: Utilizam-se as polpas digitais (geralmente dos dedos polegar, indicador ou médio) para tatear as bordas e o fundo do sulco. Mão de mobilização: Utiliza-se a polpa do polegar e do indicador da outra mão para realizar o desvio lateral ou medial da patela.
· Técnica de Palpação
· Localize a patela na região anterior do joelho. 
· Deslocamento Patelar: Com o joelho relaxado e estendido, use uma das mãos para transladar/empurrar a patela passivamente para o lado oposto ao que deseja avaliar (por exemplo, empurre a patela medialmente para expor a vertente lateral do sulco patelar).
· Palpação das Vertentes: Com a polpa dos dedos da mão livre, deslize profundamente logo abaixo da borda patelar exposta, palpando as superfícies ósseas do fêmur que formam o sulco (vertente lateral e vertente medial).
· Palpação Suprapatelar: Alternativamente, deslize os dedos logo acima da base da patela (borda superior) em direção proximal central, pressionando levemente para sentir a depressão central do sulco femoral (tróclea) na porção onde a patela entra no início da flexão. 
EPICÔNDILOS FEMORAIS
	O epicôndilo femoral é uma proeminência óssea localizada na porção distal do fêmur, imediatamente acima dos côndilos femorais. Existem dois epicôndilos:
· Epicôndilo femoral medial 
· Epicôndilo femoral lateral
5. Epicôndilo Medial do Fêmur
· Posição do paciente: Sentado. 
· Posição do fisioterapeuta: À frente do paciente. 
· Posição do membro: Joelho flexionado a 90°. 
· Forma da mão: Mão de palpação: Pinça grossa entre polegar e indicador. Mão de movimento: Não necessária. 
· Técnica
· Localizar a linha articular medial. 
· Deslizar superiormente. 
· Identificar a proeminência óssea do epicôndilo medial do fêmur. 
· Comparar com o lado contralateral quando necessário. 
 
6. Epicôndilo Lateral do Fêmur
· Posição do paciente: Sentado. 
· Posição do fisioterapeuta: À frente do paciente. 
· Posição do membro: Joelho flexionado a 90°. 
· Forma da mão: Mão de palpação: Pinça grossa. Mão de movimento: Não necessária. 
· Técnica
· Localizar a linha articular lateral. 
· Deslizar superiormente. 
· Palpar a proeminência óssea correspondente ao epicôndilo lateral do fêmur. 
· Avaliar presença de dor, edema ou irregularidades. 
7. Côndilos femurais
	Os côndilos femorais são duas grandes proeminências ósseas localizadas na extremidade distal do fêmur, que se articulam com a tíbia e a patela, formando a articulação do joelho. São divididos em:
· Côndilo femoral medial 
· Côndilo femoral lateral
- PALPAÇÃO
· Posição do paciente: Sentado. 
· Posição do fisioterapeuta: À frente do paciente. 
· Posição do membro: Joelho flexionado a 90°. 
· Forma da mão: Mão de palpação: Pinça grossa. Mão de movimento: Não necessária. 
· Técnica
· Posicione o polegar e o indicador nas regiões medial e lateral do joelho. 
· Localize inicialmente a linha articular tibiofemoral. 
· Deslize os dedos proximalmente (para cima) a partir da linha articular até identificar as proeminências ósseas arredondadas dos côndilos femorais medial e lateral. 
· Realize a palpação comparativa entre os lados para verificar simetria e possíveis alterações. 
· Solicite pequenos movimentos de flexão e extensão do joelho, se necessário,para facilitar a identificação dos contornos ósseos.
	O que é a Linha Articular do Joelho?
A linha articular do joelho/ tibiofemoral.: é o espaço localizado entre o fêmur e a tíbia, correspondendo à região onde ocorre a articulação tibiofemoral. Externamente, ela pode ser identificada como uma pequena depressão entre os côndilos femorais e os platôs tibiais.
Nessa região encontram-se estruturas importantes, como:
· Os meniscos medial e lateral. 
· A cápsula articular. 
· Os ligamentos colaterais em suas proximidades. 
· A cartilagem articular que reveste as superfícies ósseas. 
A palpação da linha articular é muito utilizada para investigar lesões meniscais, processos inflamatórios e alterações degenerativas do joelho.
Características Anatômicas
· O côndilo medial geralmente é maior e se projeta mais distalmente. 
· O côndilo lateral apresenta formato mais arredondado. 
· Ambos são revestidos por cartilagem articular, permitindo o deslizamento suave durante os movimentos do joelho. 
Importância Clínica
· Referência anatômica para avaliação do alinhamento do joelho. 
· Utilizados na identificação de lesões ligamentares e meniscais. 
· Importantes em procedimentos ortopédicos e avaliações fisioterapêuticas. 
· Podem apresentar sensibilidade dolorosa em casos de trauma, osteoartrite e processos inflamatórios. 
Dica Prática de Palpação
Com o joelho flexionado a aproximadamente 90°, coloque os polegares nas laterais da patela e deslize-os inferiormente até a linha articular. As estruturas ósseas arredondadas e facilmente palpáveis logo acima dessa região correspondem aos côndilos femorais medial e lateral.
ESTRUTURAS ÓSSEAS DA TÍBIA
Após a identificação da patela, a professora orientou os alunos a seguir a palpação inferiormente até encontrar a tuberosidade da tíbia, uma proeminência óssea facilmente perceptível logo abaixo do tendão patelar.
Foi comentado que essa região pode apresentar dor em adolescentes durante o crescimento, especialmente em casos relacionados à Doença de Osgood-Schlatter, devido à tração excessiva exercida pelo tendão patelar sobre a tuberosidade tibial.
A partir dessa referência anatômica, podem ser identificadas outras estruturas da tíbia, incluindo:
· Côndilo medial da tíbia; 
· Côndilo lateral da tíbia; 
· Linha articular do joelho. 
A linha articular foi descrita como uma pequena depressão localizada entre o fêmur e a tíbia, importante para a avaliação clínica da articulação do joelho.
Os côndilos tibiais são as porções superiores da tíbia que se articulam com os côndilos femorais, formando a articulação tibiofemoral do joelho. Eles constituem a superfície articular proximal da tíbia e são divididos em:
· Côndilo tibial medial 
· Côndilo tibial lateral
	Dica Prática
Com o joelho flexionado a 90°, encontre a linha articular do joelho. Deslize os dedos cerca de 1 a 2 cm para baixo. As superfícies ósseas palpadas logo abaixo da articulação correspondem aos côndilos tibiais (ou planaltos tibiais), medial e lateral.
8. Côndilo Medial da Tíbia
· Posição do paciente: Sentado. 
· Posição do fisioterapeuta: À frente do paciente. 
· Posição do membro: Joelho flexionado a aproximadamente 90°. 
· Forma da mão: Mão de palpação: Polpas digitais. Mão de movimento: Estabilização da perna, se necessário. 
· Técnica
· Localizar a linha articular medial. 
· Deslizar os dedos inferiormente. 
· Identificar a superfície óssea arredondada e firme do côndilo medial da tíbia. 
9. Côndilo Lateral da Tíbia
· Posição do paciente: Sentado. 
· Posição do fisioterapeuta: À frente do paciente. 
· Posição do membro: Joelho flexionado a aproximadamente 90°. 
· Forma da mão: Mão de palpação: Polpas digitais. Mão de movimento: Estabilização da perna, se necessário. 
· Técnica
· Localizar a linha articular lateral. 
· Deslizar os dedos inferiormente. 
· Identificar a superfície óssea correspondente ao côndilo lateral da tíbia. 
10. . Tuberosidade da Tíbia
A tuberosidade da tíbia é uma proeminência óssea localizada na face anterior da porção proximal da tíbia, logo abaixo da patela. É o local de inserção do ligamento patelar, que transmite a força gerada pelo músculo quadríceps para a extensão do joelho.
- PALPAÇÃO
· Posição do paciente: Sentado. 
· Posição do fisioterapeuta: À frente do paciente. 
· Posição do membro: Joelho flexionado a 90°. 
· Forma da mão: Mão de palpação: Polpas digitais. Mão de movimento: Não necessária. 
· Técnica
· Partir do tendão patelar. 
· Seguir inferiormente até encontrar uma proeminência óssea na face anterior da tíbia. 
· Confirmar a tuberosidade tibial pela sua consistência rígida e localização central. 
FÍBULA
A fíbula é um osso longo localizado na porção lateral da perna, paralelamente à tíbia. Embora suporte pouca carga corporal, desempenha papel importante na estabilidade do tornozelo e serve como ponto de inserção para diversos músculos e ligamentos.
Suas principais referências anatômicas palpáveis são:
· Cabeça da fíbula 
· Colo da fíbula 
· Corpo da fíbula 
· Maléolo lateral
11. Cabeça da Fíbula
- PALPAÇÃO
· Posição do paciente: Sentado. 
· Posição do fisioterapeuta: Sentado em um banquinho de manuseio, posicionado logo à frente do joelho a ser avaliado. 
· Posição do membro: Joelho flexionado a $90^\circ$, com o pé apoiado e a perna relaxada (sem descarga de peso). 
· Forma da mão: Mão de palpação: Em formato de pinça digital (indicador e polegar) na face lateral do joelho. Mão de movimento: Mão de apoio estabilizando o tornozelo ou a região distal da perna do paciente para garantir o relaxamento.
· Técnica:
· Localize o contorno do côndilo lateral do fêmur. 
· Desça os dedos verticalmente até cruzar a fenda da linha interarticular do joelho. 
· Desloque a palpação ligeiramente para baixo e para trás (região póstero-lateral). 
· Aplique a pinça digital para abraçar e delimitar a projeção óssea arredondada da cabeça da fíbula
TORNOZELO
O tornozelo é a articulação que conecta a perna ao pé, sendo formado principalmente pela articulação entre a tíbia, a fíbula e o tálus. É responsável pelos movimentos de dorsiflexão (elevar a ponta do pé) e flexão plantar (apontar a ponta do pé para baixo), além de contribuir para a estabilidade durante a marcha e o equilíbrio.
Principais Referências Anatômicas Palpáveis
· Maléolo medial (tíbia) 
· Maléolo lateral (fíbula) 
· Tálus 
· Tendão de Aquiles 
· Calcâneo 
12. Maléolo Lateral (Fíbula)
O maléolo lateral é a proeminência óssea localizada na extremidade distal da fíbula, na face lateral do tornozelo. É facilmente visível e palpável, formando a saliência óssea externa do tornozelo.
Além de contribuir para a estabilidade da articulação do tornozelo, serve como ponto de inserção para importantes ligamentos laterais, que auxiliam na prevenção de entorses.
PALPAÇÃO 
· Posição do paciente: Sentado. 
· Posição do fisioterapeuta: À frente do paciente. 
· Posição do membro: Joelho flexionado a aproximadamente 90°, com o pé relaxado. 
· Forma da mão: Mão de palpação: Pinça grossa. Mão de movimento: Não necessária. 
· Técnica
· Localize a proeminência óssea na face lateral do tornozelo. 
· Posicione o polegar e o indicador ao redor da estrutura. 
· Percorra seus contornos anterior, posterior, superior e inferior. 
· Observe que o maléolo lateral encontra-se mais distal e posterior que o maléolo medial. 
· Compare a palpação com o lado contralateral para avaliar simetria.
13. Maléolo medial (tíbia)
O maléolo medial é a proeminência óssea localizada na extremidade distal da tíbia, na face medial (interna) do tornozelo. Ele forma a saliência óssea interna do tornozelo e contribui para a estabilidade da articulação talocrural.
É um importante ponto de inserção do ligamento deltóide, um dos principais estabilizadores mediais do tornozelo.
- PALPAÇÃO
· Posição do paciente: Sentado. 
· Posição do fisioterapeuta: À frente do paciente. 
· Posição do membro: Joelho flexionado a aproximadamente 90°, com o pé relaxado. 
· Forma da mão: Mão de palpação: Pinça grossa. Mão de movimento:Não necessária. 
· Técnica
· Localize a proeminência óssea na face medial do tornozelo. 
· Posicione o polegar e o indicador ao redor da estrutura. 
· Percorra seus contornos anterior, posterior, superior e inferior. 
· Palpe a extremidade distal da tíbia até identificar claramente o maléolo medial. 
· Compare a palpação com o lado contralateral para verificar simetria e possíveis alterações.
PÉ
O pé humano é composto por 26 ossos, organizados em três grupos: tarso, metatarso e falanges. Esses ossos trabalham em conjunto para fornecer sustentação, equilíbrio e mobilidade durante a marcha.
1) Ossos do Tarso (7)
Os ossos do tarso formam a porção posterior e média do pé:
· Tálus 
· Calcâneo 
· Navicular 
· Cuboide 
· Cuneiforme medial 
· Cuneiforme intermediário 
· Cuneiforme lateral
14. Tálus (Talus)
O tálus é um dos principais ossos do tornozelo, localizado entre a tíbia e a fíbula superiormente e o calcâneo inferiormente. Ele é responsável por transmitir o peso do corpo da perna para o pé e participa dos movimentos do tornozelo e do retropé.
Diferentemente da maioria dos ossos, o tálus não possui inserções musculares diretas, sendo estabilizado por ligamentos e pelas articulações ao seu redor
- PALPAÇÃO
· Posição do paciente: Sentado. 
· Posição do fisioterapeuta: À frente do paciente. 
· Posição do membro: Joelho flexionado a aproximadamente 90°, com o pé relaxado. 
· Forma da mão: Mão de palpação: Pinça grossa. Mão de movimento: Uma mão pode mobilizar suavemente o pé em flexão plantar e dorsiflexão. 
· Técnica
· Localize os maléolos medial e lateral. 
· Posicione os dedos anteriormente à articulação do tornozelo, entre os dois maléolos. 
· Solicite ou realize passivamente movimentos de dorsiflexão e flexão plantar. 
· Durante o movimento, palpe a superfície anterior da tróclea do tálus, que se desloca sob os dedos. 
· A cabeça do tálus pode ser palpada anteriormente ao maléolo medial e lateral, logo à frente da articulação do tornozelo.
 
15. Navicular
O osso navicular é um osso do tarso localizado na face medial do pé, entre a cabeça do tálus e os três ossos cuneiformes. Seu nome deriva do formato semelhante a uma embarcação ("navis" = barco, em latim).
Ele desempenha papel importante na manutenção do arco longitudinal medial do pé e na distribuição das cargas durante a marcha.
PALPAÇÃO
· Posição do paciente: Sentado. 
· Posição do fisioterapeuta: À frente ou ao lado do paciente. 
· Posição do membro: Pé apoiado no solo ou relaxado. 
· Forma da mão: Mão de palpação: Pinça grossa ou polpa do polegar. Mão de movimento: Não necessária. 
· Técnica
· Localize o maléolo medial. 
· Deslize os dedos anteriormente e distalmente em direção ao arco medial do pé. 
· Identifique uma proeminência óssea na face medial do pé, aproximadamente 2 a 3 cm à frente e abaixo do maléolo medial. 
· Essa proeminência corresponde à tuberosidade do navicular, a porção mais facilmente palpável do osso. 
· Confirme a localização percorrendo os contornos ósseos da região.
16) Cuneiforme Lateral
O cuneiforme lateral é um dos três ossos cuneiformes do pé e faz parte do grupo dos ossos do tarso. Ele está localizado na região média do pé, entre o navicular e o 3º metatarso, contribuindo para a formação e manutenção do arco transversal do pé.
Os três cuneiformes são:
· Cuneiforme medial 
· Cuneiforme intermediário 
· Cuneiforme lateral
- PALPAÇÃO
· Posição do paciente: Sentado. 
· Posição do fisioterapeuta: À frente ou ao lado do paciente. 
· Posição do membro: Pé apoiado ou relaxado. 
· Forma da mão: Mão de palpação: Polpa dos dedos. Mão de movimento: Não necessária. 
· Técnica
· Localize o osso navicular na face medial do pé. 
· Identifique a região dos metatarsos no médio-pé. 
· O cuneiforme lateral encontra-se entre o navicular e a base do 3º metatarso. 
· Como é um osso profundo e recoberto por tecidos moles, sua palpação direta é difícil. 
· Sua localização é geralmente identificada por meio das referências anatômicas vizinhas.
17) Cuboide
O cuboide é um dos sete ossos do tarso, localizado na porção lateral do pé. Recebe esse nome por apresentar formato semelhante a um cubo. Ele está situado entre o calcâneo e os 4º e 5º metatarsos, contribuindo para a estabilidade da coluna lateral do pé.
O cuboide participa da sustentação do arco longitudinal lateral e auxilia na transmissão de forças durante a marcha.
- 
PALPAÇÃO
· Posição do paciente: Sentado. 
· Posição do fisioterapeuta: À frente ou ao lado do paciente. 
· Posição do membro: Pé apoiado ou relaxado. 
· Forma da mão: Mão de palpação: Pinça grossa ou polpa dos dedos. Mão de movimento: Não necessária. 
· Técnica
· Localize a base do 5º metatarso na borda lateral do pé. 
· Deslize os dedos posteriormente (em direção ao calcanhar). 
· Identifique uma região óssea firme localizada entre a base do 5º metatarso e o calcâneo. 
· Palpe seus contornos na face lateral do médio-pé. 
· O cuboide pode ser melhor identificado realizando leve inversão e eversão do pé. 
18) Calcâneo
O calcâneo é o maior osso do pé e forma o calcanhar. Localiza-se na porção posterior do pé, abaixo do tálus, sendo responsável por suportar grande parte do peso corporal durante a posição em pé e a marcha.
Além disso, é o local de inserção do tendão de Aquiles (tendão calcâneo), o tendão mais forte do corpo humano.
-PALPAÇÃO
· Posição do paciente: Sentado. 
· Posição do fisioterapeuta: À frente ou ao lado do paciente. 
· Posição do membro: Pé relaxado e apoiado. 
· Forma da mão: Mão de palpação: Pinça grossa. Mão de movimento: Não necessária. 
· Técnica
· Localize a região posterior do pé (calcanhar). 
· Segure o calcanhar entre o polegar e os demais dedos. 
· Palpe as faces medial, lateral e posterior do osso. 
· Identifique a tuberosidade do calcâneo, a porção mais proeminente do calcanhar. 
· Na face posterior superior, localize a inserção do tendão de Aquiles.
19) Metatarsos (5)
Os metatarsos são cinco ossos longos localizados entre os ossos do tarso e as falanges dos dedos. Eles formam a estrutura do antepé e desempenham papel fundamental na sustentação do peso corporal e na propulsão durante a marcha.
São os ossos longos localizados entre o tarso e as falanges:
· Primeiro metatarso 
· Segundo metatarso 
· Terceiro metatarso 
· Quarto metatarso 
· Quinto metatarso
- PALPAÇÃO
Posição do Paciente: Sentado. 
Posição do Fisioterapeuta: À frente ou ao lado do paciente. 
Posição do Membro: Pé relaxado e apoiado. 
Forma da Mão: Mão de palpação: Pinça grossa ou polpa dos dedos. Mão de movimento: Não necessária. 
Técnica
· Localize os dedos do pé e siga em direção proximal (em direção ao tornozelo). 
· Palpe os ossos longos situados entre os dedos e o mediopé. 
· Percorra cada metatarso desde sua base até a cabeça. 
· As cabeças dos metatarsos podem ser palpadas na região plantar e dorsal próxima aos dedos. 
· Compare os lados medial e lateral do pé e observe possíveis irregularidades ou pontos dolorosos. 
· Estruturas Palpadas
20) Falanges (14)
Formam os dedos do pé:
· Hálux (dedão): 2 falanges 
· Falange proximal 
· Falange distal 
· Demais dedos: 3 falanges cada 
· Falange proximal 
· Falange média 
· Falange distal
- PALPAÇÃO
· Posição do paciente: Sentado.
· Posição do fisioterapeuta: À frente ou ao lado do paciente.
· Posição do membro: Pé relaxado e apoiado sobre o solo, maca ou apoio.
· Forma da mão: Mão de palpação: pinça fina utilizando o polegar e o indicador, ou polpa dos dedos. Mão de movimento: utilizada para estabilizar o dedo avaliado e realizar pequenos movimentos de flexão, extensão ou deslizamento quando necessário.
· Técnica
• Iniciar a palpação pelo hálux (dedão do pé), identificando suas duas falanges: proximal e distal.
• Nos demais dedos, localizar sequencialmente as falanges proximal, média e distal.
• Segurar o dedo entre o polegar e o indicador, palpando suas faces dorsal, medial e lateral.
• Percorrer cada falange desde sua base até sua extremidade distal, identificando seuscontornos ósseos.
• Palpar as articulações interfalângicas para identificar os limites entre as falanges.
• Realizar pequenos movimentos passivos de flexão e extensão para facilitar a diferenciação entre os segmentos ósseos e as articulações.
• Comparar os dedos entre si, observando alinhamento, deformidades, edema, espessamentos, proeminências ósseas ou pontos dolorosos.
• Avaliar bilateralmente para identificar possíveis assimetrias.
Estruturas palpadas
• Falange proximal do hálux.
• Falange distal do hálux.
• Falanges proximais do 2º ao 5º dedo.
• Falanges médias do 2º ao 5º dedo.
• Falanges distais do 2º ao 5º dedo.
• Articulações interfalângicas proximais.
• Articulações interfalângicas distais. 
DIVISÃO do PÉ
O pé pode ser dividido em três regiões anatômicas:
1. Retropé 
2. Mediopé 
3. Antepé
1) Retropé
O retropé é a região posterior do pé, responsável principalmente pela sustentação do peso corporal, absorção de impactos e transmissão das forças da perna para o pé durante a marcha.
Ossos do Retropé
· Tálus 
· Calcâneo 
PALPAÇÃO DO RETROPÉ
· Posição do paciente: Sentado. 
· Posição do fisioterapeuta: À frente ou ao lado do paciente. 
· Posição do membro: Pé relaxado. 
· Forma da mão: Mão de palpação: Pinça grossa. Mão de movimento: Não necessária. 
· Técnica
· Localize o calcâneo na região do calcanhar. 
· Palpe suas faces medial, lateral e posterior. 
· Localize o tálus anteriormente ao tornozelo, entre os maléolos medial e lateral. 
· Solicite pequenos movimentos de dorsiflexão e flexão plantar para facilitar a identificação do tálus. 
· Avalie os contornos ósseos e possíveis áreas dolorosas. 
2 Mediopé
O mediopé é a região intermediária do pé, situada entre o retropé e o antepé. Sua principal função é proporcionar estabilidade ao pé e auxiliar na manutenção dos arcos plantares.
Ossos do Mediopé
· Navicular 
· Cuboide 
· Cuneiforme medial 
· Cuneiforme intermediário 
· Cuneiforme lateral 
PALPAÇÃO DO MEDIOPÉ
· Posição do paciente: Sentado. 
· Posição do fisioterapeuta: À frente ou ao lado do paciente. 
· Posição do membro: Pé relaxado e apoiado. 
· Forma da mão: Mão de palpação: Pinça grossa ou polpa dos dedos. Mão de movimento: Não necessária. 
· Técnica
· Localize a tuberosidade do navicular na face medial do pé. 
· Localize o cuboide na face lateral do pé, anteriormente ao calcâneo. 
· Identifique a região dos cuneiformes entre o navicular e as bases dos metatarsos. 
· Percorra os contornos ósseos do mediopé utilizando a polpa dos dedos. 
· Avalie a presença de dor, deformidades ou alterações dos arcos plantares. 
3) Antepé
O antepé é a região mais anterior do pé, responsável principalmente pela propulsão durante a marcha, corrida e saltos.
Ossos do Antepé
· 5 Metatarsos 
· 14 Falanges 
PALPAÇÃO DO ANTEPÉ
· Posição do paciente: Sentado. 
· Posição do fisioterapeuta: À frente ou ao lado do paciente. 
· Posição do membro: Pé relaxado e apoiado. 
· Forma da mão: Mão de palpação: Pinça grossa ou polpa dos dedos. Mão de movimento: Não necessária. 
· Técnica
· Localize os dedos do pé. 
· Palpe as falanges proximal, média e distal de cada dedo. 
· Siga proximalmente para identificar os metatarsos. 
· Percorra os corpos, bases e cabeças dos metatarsos. 
· Avalie a presença de deformidades, proeminências ósseas, edema ou dor à palpação. 
Resumo
	Região
	Ossos
	Retropé
	Tálus e Calcâneo
	Mediopé
	Navicular, Cuboide e Cuneiformes
	Antepé
	Metatarsos e Falanges
Sequência Anatômica
Retropé → Mediopé → Antepé
Tálus e Calcâneo → Navicular, Cuboide e Cuneiformes → Metatarsos e Falanges.
	1. Patela
	· Posição do paciente: Sentado na maca ou cadeira, com o quadril e joelho flexionados a aproximadamente 90° e músculos relaxados. 
· Posição do fisioterapeuta: À frente do paciente. 
· Posição do membro: Joelho em flexão de 90° com o pé apoiado. 
· Forma da mão:
· Mão de palpação: Em concha ou pinça grossa. 
· Mão de movimento: Não necessária. 
· Técnica: Localizar a região anterior do joelho, identificar a proeminência óssea da patela e delimitar suas bordas superior, inferior, medial e lateral por meio de palpação suave. 
	2. Tendão Patelar
	· Posição do paciente: Sentado. 
· Posição do fisioterapeuta: À frente do paciente. 
· Posição do membro: Joelho relaxado em flexão a 90°. 
· Forma da mão:
· Mão de palpação: Polpas digitais do indicador e médio. 
· Mão de movimento: Não necessária. 
· Técnica: Após localizar a borda inferior da patela, deslizar os dedos inferiormente, identificando a estrutura firme e cordonal que se estende até a tuberosidade da tíbia para avaliar continuidade, espessura e sensibilidade. 
	3. Sulco Patelar (Tróclea Femoral)
	· Posição do paciente: Sentado na maca ou cadeira, com a musculatura relaxada. 
· Posição do fisioterapeuta: Sentado ou em pé, à frente ou ao lado do membro avaliado. 
· Posição do membro: Joelho em extensão completa (ou leve flexão de até 10° a 20° com apoio) para que a patela não bloqueie o sulco. 
· Forma da mão:
· Mão de palpação: Polpas digitais (geralmente polegar, indicador ou médio). 
· Mão de movimento: Polpa do polegar e do indicador da outra mão (para mobilização). 
· Técnica: Localizar a patela; usar a mão de movimento para transladar/empurrar a patela passivamente para o lado oposto ao avaliado e, com a mão livre, deslizar profundamente abaixo da borda exposta para tatear as vertentes ósseas. Alternativamente, palpar centralmente acima da base da patela. 
	4. Epicôndilo Medial do Fêmur
	· Posição do paciente: Sentado. 
· Posição do fisioterapeuta: À frente do paciente. 
· Posição do membro: Joelho flexionado a 90°. 
· Forma da mão:
· Mão de palpação: Pinça grossa entre polegar e indicador. 
· Mão de movimento: Não necessária. 
· Técnica: Localizar a linha articular medial, deslizar superiormente e identificar a proeminência óssea do epicôndilo medial do fêmur. 
	5. Epicôndilo Lateral do Fêmur
	· Posição do paciente: Sentado. 
· Posição do fisioterapeuta: À frente do paciente. 
· Posição do membro: Joelho flexionado a 90°. 
· Forma da mão:
· Mão de palpação: Pinça grossa. 
· Mão de movimento: Não necessária. 
· Técnica: Localizar a linha articular lateral, deslizar superiormente e palpar a proeminência óssea correspondente para avaliar dor, edema ou irregularidades. 
	6. Côndilos Femorais (Medial e Lateral)
	· Posição do paciente: Sentado. 
· Posição do fisioterapeuta: À frente do paciente. 
· Posição do membro: Joelho flexionado a 90°. 
· Forma da mão:
· Mão de palpação: Pinça grossa. 
· Mão de movimento: Não necessária (pode solicitar pequenos movimentos ativos se preciso). 
· Técnica: Posicionar o polegar e o indicador nas regiões medial e lateral do joelho, localizar a linha articular tibiofemoral e deslizar os dedos proximalmente (para cima) até identificar as grandes proeminências arredondadas. 
	7. Côndilo Medial da Tíbia (Planalto Medial)
	· Posição do paciente: Sentado. 
· Posição do fisioterapeuta: À frente do paciente. 
· Posição do membro: Joelho flexionado a aproximadamente 90°. 
· Forma da mão:
· Mão de palpação: Polpas digitais. 
· Mão de movimento: Estabilização da perna, se necessário. 
· Técnica: Localizar a linha articular medial e deslizar os dedos inferiormente (cerca de 1 a 2 cm) para identificar a superfície óssea arredondada e firme. 
	8. Côndilo Lateral da Tíbia (Planalto Lateral)
	· Posição do paciente: Sentado. 
· Posição do fisioterapeuta: À frente do paciente. 
· Posição do membro: Joelho flexionado a aproximadamente 90°. 
· Forma da mão:
· Mão de palpação: Polpas digitais. 
· Mão de movimento: Estabilização da perna, se necessário. 
· Técnica: Localizar a linha articular lateral e deslizar os dedos inferiormente para identificar a superfície correspondente logo abaixo da articulação. 
	9. Tuberosidade da Tíbia
	· Posição do paciente: Sentado. 
· Posição do fisioterapeuta: À frente do paciente. 
· Posição do membro: Joelho flexionado a 90°. 
· Forma da mão:
· Mão de palpação: Polpas digitais. 
· Mão de movimento: Não necessária. 
Técnica: Partir do tendão patelar e seguirverticalmente para baixo até encontrar uma proeminência óssea marcante na face anterior da tíbia, confirmando por sua rigidez central
	10. Cabeça da Fíbula
	· Posição do paciente: Sentado. 
· Posição do fisioterapeuta: Sentado em um banquinho de manuseio, posicionado logo à frente do joelho. 
· Posição do membro: Joelho flexionado a 90°, com o pé apoiado e a perna relaxada (sem descarga de peso). 
· Forma da mão:
· Mão de palpação: Em formato de pinça digital (indicador e polegar). 
· Mão de movimento: Mão de apoio estabilizando o tornozelo ou a região distal da perna. 
· Técnica: Localizar o contorno do côndilo lateral do fêmur, descer verticalmente cruzando a linha interarticular e deslocar-se ligeiramente para baixo e para trás (região póstero-lateral), aplicando a pinça para abraçar a projeção arredondada. 
	11. Maléolo Lateral (Fíbula)
	· Posição do paciente: Sentado. 
· Posição do fisioterapeuta: À frente do paciente. 
· Posição do membro: Joelho flexionado a aproximadamente 90°, com o pé relaxado. 
· Forma da mão:
· Mão de palpação: Pinça grossa. 
· Mão de movimento: Não necessária. 
· Técnica: Localizar a saliente proeminência óssea externa na face lateral do tornozelo, posicionar o polegar e o indicador ao redor e percorrer seus contornos anterior, posterior, superior e inferior. 
	12. Maléolo Medial (Tíbia)
	· Posição do paciente: Sentado. 
· Posição do fisioterapeuta: À frente do paciente. 
· Posição do membro: Joelho flexionado a aproximadamente 90°, com o pé relaxado. 
· Forma da mão:
· Mão de palpação: Pinça grossa. 
· Mão de movimento: Não necessária. 
· Técnica: Localizar a proeminência óssea interna na face medial do tornozelo, percorrendo a extremidade distal da tíbia e contornando a estrutura com os dedos. 
	13. Tálus (Corpo e Cabeça)
	· Posição do paciente: Sentado. 
· Posição do fisioterapeuta: À frente do paciente. 
· Posição do membro: Joelho flexionado a aproximadamente 90°, com o pé relaxado. 
· Forma da mão:
· Mão de palpação: Pinça grossa. 
· Mão de movimento: Uma mão mobiliza suavemente o pé em flexão plantar e dorsiflexão. 
· Técnica: Posicionar os dedos anteriormente à articulação do tornozelo, entre os dois maléolos. Enquanto a mão de movimento realiza a flexão plantar (expondo a tróclea), a mão de palpação sente a superfície anterior que se desloca sob os dedos. 
	14. Navicular (Tuberosidade)
	· Posição do paciente: Sentado. 
· Posição do fisioterapeuta: À frente ou ao lado do paciente. 
· Posição do membro: Pé apoiado no solo ou relaxado. 
· Forma da mão:
· Mão de palpação: Pinça grossa ou polpa do polegar. 
· Mão de movimento: Não necessária (pode-se solicitar inversão resistida para tensionar o tendão do tibial posterior como guia). 
· Técnica: Localizar o maléolo medial, deslizar os dedos anterior e distalmente (cerca de 2 a 3 cm) em direção ao arco longitudinal medial até encontrar a nítida saliência da tuberosidade do navicular. 
	15. Cuneiforme Lateral
	· Posição do paciente: Sentado. 
· Posição do fisioterapeuta: À frente ou ao lado do paciente. 
· Posição do membro: Pé apoiado ou relaxado. 
· Forma da mão:
· Mão de palpação: Polpa dos dedos. 
· Mão de movimento: Não necessária. 
Técnica: Identificar o osso navicular (medial) e a base do 3º metatarso; o cuneiforme lateral situa-se profundamente entre essas duas estruturas, sendo delimitado indiretamente por meio das referências vizinhas no médio-pé
	16. Cuboide
	· Posição do paciente: Sentado. 
· Posição do fisioterapeuta: À frente ou ao lado do paciente. 
· Posição do membro: Pé apoiado ou relaxado. 
· Forma da mão:
· Mão de palpação: Pinça grossa ou polpa dos dedos. 
· Mão de movimento: Não necessária (pode realizar leve inversão/eversão para destacar os limites). 
Técnica: Localizar a base do 5º metatarso na borda lateral do pé e deslizar os dedos imediatamente para trás (direção proximal), tateando a região firme situada entre essa base e o calcâneo
	17. Calcâneo (e sua Tuberosidade)
	· Posição do paciente: Sentado. 
· Posição do fisioterapeuta: À frente ou ao lado do paciente. 
· Posição do membro: Pé relaxado e apoiado. 
· Forma da mão:
· Mão de palpação: Pinça grossa. 
· Mão de movimento: Não necessária. 
· Técnica: Abraçar a região posterior do calcanhar entre o polegar e os demais dedos, palpando suas faces medial, lateral e posterior, identificando a robusta tuberosidade do calcâneo e a inserção do tendão de Aquiles. 
	18. Metatarsos (Do 1º ao 5º)
	· Posição do paciente: Sentado. 
· Posição do fisioterapeuta: À frente ou ao lado do paciente. 
· Posição do membro: Pé relaxado e apoiado. 
· Forma da mão:
· Mão de palpação: Pinça grossa ou polpa dos dedos. 
· Mão de movimento: Não necessária (ou usada para pinçar a cabeça do metatarso pelo dorso e planta). 
· Técnica: Partir da base dos dedos e progredir proximalmente para palpar os corpos longos dos metatarsos; percorrer cada um desde a base até a cabeça (que pode ser pinçada e mobilizada em flexo-extensão). Destacar a proeminente base do 5º metatarso lateralmente. 
	19. Falanges (Do 1º ao 5º dedo)
	· Posição do paciente: Sentado. 
· Posição do fisioterapeuta: À frente ou ao lado do paciente. 
· Posição do membro: Pé relaxado e apoiado sobre o solo, maca ou apoio. 
· Forma da mão:
· Mão de palpação: Pinça fina utilizando o polegar e o indicador, ou polpa dos dedos. 
· Mão de movimento: Utilizada para estabilizar o dedo adjacente e realizar pequenos movimentos passivos de flexão/extensão. 
· Técnica: Iniciar pelo hálux (identificando suas duas falanges: proximal e distal) e seguir sequencialmente para os demais dedos (identificando as falanges proximal, média e distal), percorrendo as faces dorsal, medial e lateral de cada segmento e tateando as articulações interfalângicas. 
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