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UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP CAMPUS – RANGEL CURSO DE TECNÓLOGO EM RADIOLOGIA RAQUEL GRECCO MACHADO JULIANA DE PAIVA BENTO ANA CAROLINA ARAÚJO DOS SANTOS ISABELA VITÓRIO MENDES FRATURAS ÓSSEAS: ASPECTOS RADIOLÓGICOS EM GERAL SANTOS – SP 2018 UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP CAMPUS – RANGEL CURSO DE TECNÓLOGO EM RADIOLOGIA RAQUEL GRECCO MACHADO – T5789E2 JULIANA DE PAIVA BENTO – D72BCJ6 ANA CAROLINA ARAÚJO DOS SANTOS – D64BAF5 ISABELA VITÓRIO MENDES – D6647F9 FRATURAS ÓSSEAS: ASPECTOS RADIOLÓGICOS EM GERAL Projeto Integrado Multidisciplinar apresentado ao curso de Radiologia da Universidade Paulista - UNIP do 1°semestre. Orientadora: Prof.ª Ma. Anna Teles SANTOS – SP 2018 UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP CAMPUS – RANGEL CURSO DE TECNÓLOGO EM RADIOLOGIA RAQUEL GRECCO MACHADO – T5789E2 JULIANA DE PAIVA BENTO – D72BCJ6 ANA CAROLINA ARAUJO DOS SANTOS – D64BAF5 ISABELA VITÓRIO MENDES – D6647F9 FRATURAS ÓSSEAS: ASPECTOS RADIOLÓGICOS EM GERAL Projeto Integrado Multidisciplinar apresentado ao curso de Radiologia da Universidade Paulista - UNIP do 1°semestre. Orientadora: Prof.ª Ma. Anna Teles Aprovado em ____ de___________ de 20____. BANCA EXAMINADORA _________________________________________ Examinadora e Orientadora: Ma. Anna Teles Universidade Paulista – UNIP SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO.............................................................................................. 7 2. OBJETIVO .................................................................................................... 8 3. METODOLOGIA............................................................................................ 8 4. REFERENCIAL TEÓRICO............................................................................ 8 4.1. OSSOS.…........................................................................................ 8 4.2. CLASSIFICAÇÃO DAS FRATURAS................................................ 10 4.2.1 Fraturas Fechadas ou Simples........................................... 11 4.2.2 Fraturas Abertas ou Expostas............................................. 11 4.2.3 Fraturas Cominutivas ou Cominutas................................... 12 4.2.4 Fraturas Oblíquas................................................................ 12 4.2.5 Fraturas em Galho Verde.................................................... 13 4.2.6 Fraturas em Espiral............................................................. 13 4.3 PATOLOGIA DAS FRATURAS.......................................................... 14 4.3.1 Fraturas causadas exclusivamente por traumas................. 14 4.3.2 Fraturas de Fadiga ou de Estresse..................................... 14 4.3.3 Fraturas Patológicas............................................................ 14 4.4 SINTOMAS CLÍNICOS..................................................................... 15 4.5 TRATAMENTO.................................................................................. 15 4.5.1 Histórico do Tratamento das Fraturas............................................ 15 4.5.2 Espécies de Tratamento...................................................... 16 4.5.3 Novidades Tecnológicas no Tratamento de Fraturas.......... 17 4.6 MÉTODOS DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM EM FRATURAS..... 18 4.6.1 Radiografia Convencional e Digital..................................... 18 4.6.2 Tomografia Computadorizada............................................. 20 4.6.3 Ressonância Magnética...................................................... 20 4.6.4 Cintilografia Óssea.............................................................. 21 5. DISCUSSÃO.................................................................................................. 21 6. CONCLUSÃO................................................................................................ 23 7. REFERÊNCIAS............................................................................................. 24 LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Osso Longo..................................................................................... 9 Figura 2 – Osso Curto...................................................................................... 9 Figura 3 – Ossos do Crânio............................................................................. 9 Figura 4 – Fratura Incompleta e Completa...................................................... 10 Figura 5 – Fratura Fechada ou Simples........................................................... 11 Figura 6 – Fratura Aberta ou Exposta.............................................................. 11 Figura 7 – Fraturas Cominutivas...................................................................... 12 Figura 8 – Fratura Oblíqua............................................................................... 12 Figura 9 – Fratura em Galho Verde ….............................................................. 13 Figura 10 – Fratura em Espiral......................................................................... 13 Figura 11 – Osso fêmur de coelho: com a lesão, sem o tratamento, e com hidrogel.............................................................................. 18 LISTA DE ABREVIATURAS TC – Tomografia Computadorizada. RM – Ressonância Magnética. RX – Raio-X. CR – Computed Radiography (Radiografia Computadorizada) DR – Digital Radiography (Radiografia Digital). 7 1. INTRODUÇÃO A informação de que o paciente não consegue ficar em pé ou caminhar após um trauma, ou então utilizar o membro atingido, deve sempre levantar a suspeita de fratura (ADAMS e HAMBLEN, 1994). Essa condição traumática mais comum encontrada por Radiologistas, trata- se de uma ruptura completa ou incompleta da continuidade de um osso, sempre acompanhada por lesão de tecidos moles, ocasionadas por traumas, patologias, ou devido a um estresse. Desta maneira, o osso pode ser fraturado por uma lesão direta ou indireta. O impacto de alguma estrutura rígida contra o osso ocasionando uma fratura, como no caso de um atropelamento, é um exemplo de lesão direta. Já quando a ruptura decorre de torções ou angulações ósseas, a fratura, que, então, ocorre no ponto de maior tensão, é denominada de indireta (MORAES, 2007). Há uma grande variedade de fraturas, e cada região do esqueleto possui suas próprias características quanto a esse ferimento. Assim, os principais tipos de fraturas ósseas, além de completas e incompletas, são: fraturas fechadas (ou simples), abertas (ou expostas), cominutivas (ou cominutas), oblíquas, em galho verde e em espiral (RODRIGUES, 2011; ADAMS e HAMBLEN, 1994). A avaliação inicial inclui um exame físico cuidadoso e a determinação do mecanismo do trauma, sempre que possível. No entanto, é essencial que isso seja feito em correlação com a avaliação direcionada da radiologia convencional. Nas últimas décadas surgiram novos métodos de diagnósticos por imagem, que contribuíram para essa avaliação, podemos destacar: a Ressonância Magnética, a Tomografia Computadorizada e a Cintilografia Óssea (RODRIGUES, 2011; ADAMS e HAMBLEN, 1994). 8 2. OBJETIVO O objetivo desse trabalho é mostrar a importância que os exames por imagem têm em casos de fraturas ósseas, facilitando o diagnóstico e, por conseguinte, o tratamento. 3. METODOLOGIA Pesquisa de natureza básica, descritiva, realizada com fontes secundárias em bases eletrônicas como: SciELO (Scientific Electronic Library Online), Google e Google Acadêmico, bem como, em livros. 4. REFERENCIAL TEÓRICO 4.1 OSSOS A saúde e o funcionamento adequado do sistema musculoesquelético são interdependentes com os outros sistemas orgânicos. A estrutura óssea forneceproteção para os órgãos vitais. O esqueleto ósseo fornece uma armação vigorosa para sustentar as estruturas ósseas. A matriz óssea armazena cálcio, fósforo, magnésio e fluoreto. Mais de 98% do cálcio corporal total estão presentes no osso. (OLIVEIRA et. al., 1999) Existem 206 ossos no corpo humano. Segundo Wecker (2016) os ossos são classificados de acordo com sua forma, sendo três grupos básicos: Ossos Longos: Tem o comprimento maior que a largura e são constituídos por um corpo e duas extremidades. Eles são um pouco encurvados, os que lhes garante maior resistência. Por exemplo: fêmur. 9 Ossos Curtos: São parecidos com um cubo, tendo seus comprimentos praticamente iguais às suas larguras. Por exemplo: ossos do carpo. Ossos Planos ou Laminares: São ossos finos e compostos por duas lâminas paralelas de tecido ósseo compacto, com camada de osso esponjoso entre elas. Por exemplo: osso frontal e parietal. Figura 1 - Osso Longo (fêmur) Figura 2 - Osso Curto (carpo) Figura 3 - Ossos do crânio Fonte: Aula de Anatomia, 2016; Hipermídia Técnico em Radiologia, 2018. 10 4.2 CLASSIFICAÇÃO DAS FRATURAS A fratura é inicialmente classificada em completa ou incompleta. A fratura completa apresenta uma solução de continuidade em todo o diâmetro ósseo, ou seja, a quebra é completa separando o osso em duas partes. A fratura incompleta apresenta um segmento da cortical intacto, ou seja, o osso não é quebrado em duas partes (RODRIGUES, 2011). Figura 4 - Fratura Incompleta e Completa Fonte: LinkedIn SlideShare, 2011 11 Outros principais tipos de fraturas ósseas são: 4.2.1 Fraturas Fechadas ou Simples: uma fratura é fechada ou simples quando não há comunicação entre o foco da fratura e a parte externa do corpo (ADAMS E HAMBLEM, 1994). 4.2.2 Fraturas Abertas ou Expostas: uma fratura é exposta quando há um ferimento na superfície da pele que se comunica com o foco da fratura. Deve se enfatizar que a presença de um ferimento associado à fratura não significa, necessariamente, que seja uma fratura exposta: é classificada como exposta apenas quando há uma comunicação direta entre o meio ambiente e as extremidades fraturadas do osso (ADAMS E HAMBLEM, 1994). Figura 5 – Fratura Fechada ou Simples Fonte: MAFFI, 2018 Figura 6 – Fratura Aberta ou Exposta dos ossos da perna sem evidência de lesão na articulação do tornozelo Fonte: ZAMBONI et al., 2016 12 4.2.3 Fraturas Cominutivas ou Cominutas: uma fratura cominutiva, são aquelas que o osso se divide em vários fragmentos (SNIDER et al., 2000). Figura 7 – Fraturas Cominutivas Fonte: LinkedIn SlideShare, 2011 4.2.4 Fraturas Oblíquas: a fratura atravessa o osso em um ângulo oblíquo (SNIDER et al., 2000). Figura 8 – Fratura oblíqua em perfil do tornozelo Fonte: RODRIGUES, 2011 13 4.2.5 Fraturas em Galho Verde: é a fratura incompleta que atravessa apenas uma parte do osso. São fraturas geralmente com pequeno desvio e que não exigem redução; quando exigem, é feita com o alinhamento do eixo dos ossos. Sua ocorrência mais comum é em crianças e nos antebraços (punho). (FRATURAS..., 2018) Figura 9 – Fratura em galho verde no punho de uma criança de 10 anos Fonte: RODRIGUES, 2011 4.2.6 Fraturas em Espiral: é quando o traço de fratura encontra-se ao redor e através do osso. Estas fraturas são decorrentes de lesões que ocorrem com uma torção. (FRATURAS..., 2018) Figura 10 - Fratura em espiral Fonte: LinkedIn SlideShare, 2011 14 4.3 PATOLOGIA DAS FRATURAS Segundo Adams e Hamblem (1994), as fraturas podem ser subdivididas, de acordo com sua etiologia, em três grupos: 1) fraturas causadas exclusivamente por traumas; 2) fraturas de fadiga ou estresse; 3) fraturas patológicas. 4.3.1 Fraturas causadas exclusivamente por traumas Este é o grupo que engloba a grande maioria das fraturas. Elas ocorrem em ossos até então sãos. Tais fraturas podem ser causadas por choque direto, por exemplo, quando um peso atinge o pé e fratura o osso metatarsiano; ou por choque indireto ao longo do osso, por exemplo, quando a cabeça do rádio é fraturada em uma queda sobre a mão espalmada, ou a clavícula em uma queda sobre o ombro. 4.3.2 Fraturas de Fadiga ou de Estresse As fraturas de fadiga ou estresse não ocorrem como decorrência de uma única lesão violenta, mas de um estresse repetido. A razão de ocorrerem em ossos que não revelam nenhum sinal de doença, ainda não foi determinada com precisão. Têm sido comparadas às fraturas que ocorrem em certos metais quando “sob fadiga” ou por estresse repetido. 4.3.3 Fraturas Patológicas Uma fratura patológica ocorre em um osso que já está enfraquecido por alguma patologia. Frequentemente o osso é fraturado por um trauma banal, ou até mesmo espontaneamente. Em muitos casos o paciente, quando é interrogado de maneira direta, admite ter sofrido dor ou desconforto na região do osso afetado por algum tempo antes da fratura. 15 4.4 SINTOMAS CLÍNICOS Inchaço, sensibilidade, dor e deformidade são os sinais clínicos das fraturas agudas. No caso de uma fratura sem deslocamento, o osso pode não estar angulado e nem exibir uma deformidade óbvia, mas ocorrerá inchaço no local. No caso das fraturas de tensão pode ocorrer leve tumefação e sensibilidade ou dor durante a sustentação do peso. (SNIDER et al., 2000) 4.5 TRATAMENTO 4.5.1 Histórico do Tratamento das Fraturas As primeiras tentativas de tratamento conhecidas datam de há mais de 5000 anos. Consistiam na utilização de pedaços de madeira ou casca de árvores amarrados em torno do membro fraturado com linho, e foram descobertas em escavações realizadas no Egito. (SOUZA, 2014; ASSIS, 2010) A primeira referência à utilização de materiais semelhantes ao gesso atual data de 900 d.C., por Rhazes Athuriscus, um médico árabe que descreveu a preparação de tiras de linho embebidas numa mistura de cal e clara de ovo, que adquiria bastante resistência. (SOUZA, 2014; BROWNER et al., 2000) No mundo ocidental, as ataduras gessadas utilizadas hoje em dia foram introduzidas pela primeira vez em 1854 por Antonius Mathijsen, um cirurgião militar holandês. (ASSIS, 2010; BROWNER et al., 2000) Antes do advento dos antibióticos uma fratura exposta estava associada a uma mortalidade extremamente elevada, devido a infecções da ferida e do osso (osteomielite). A única terapêutica nestas situações consistia na amputação precoce do membro, embora a amputação fosse em si um método com elevada mortalidade, devido a hemorragia ou a gangrena infecciosa. (ASSIS, 2010) 16 Assim, com relação à primeira cirurgia das fraturas, admite-se geralmente que a mais antiga técnica de fixação interna de fraturas foi a de ligadura ou sutura com arame (fixação com fio), realizada no começo da década de 1770, por cirurgiões de Toulouse. O uso de parafusos provavelmente começou em torno do final da década de 1840. E, a primeira descrição de fixação óssea com placa foi provavelmente o relato de 1886 por Hansmann de Hamburgo intitulado “Um Novo Método de Fixação dos Fragmentos de Fraturas Complicadas”. (BROWNER et al., 2000) Em relação ao primeiro aparelho de fixação externa, tradicionalmente, foi a pointe métallique concebida pelo cirurgião francês Joseph-François Malgaigne em 1840 (BROWNER et al., 2000). 4.5.2 Espécies de Tratamento Conforme Rockwood (1993), o tratamento de fraturas pode ser dividido em três fases: Tratamento de emergência – recomenda-se imobilizar o membro fraturado no momento em que for identificada a fratura,pois isso evita lesões adicionais em tecidos moles, alivia a dor e facilita o transporte e exames no paciente. Devem ser utilizadas talas para as imobilizações, de madeira, arame, insufláveis, alumínio, entre outras. As talas podem ser improvisadas, basta ter um material rígido e algo macio para alojar entre o material rígido e a pele. Por exemplo, pode-se utilizar uma ripa de madeira e a revestir com jornais para imobilizar o membro lesado. A imobilização de fraturas expostas ocorre da mesma forma que as fechadas, mas necessitam de um cuidado maior, devendo cobrir o ferimento tão logo quanto possível. Tratamento definitivo – deve acontecer quando houver uma estabilização no quadro do paciente. Os tipos de tratamento definitivo são denominados 17 abertos ou fechados. Caracterizam-se como abertos os métodos de tratamentos cirúrgicos. Já os métodos fechados são aqueles em que há uma redução ou manipulação da fratura até a finalização da consolidação óssea. Contudo, o método fechado – ou de redução –, é contraindicado quando não há grande desvio ou causa pouca preocupação, quando a fratura é de caráter cominutiva, ou seja, há várias fragmentações ósseas (três ou mais). Dessa forma, quando há estabilização do quadro do paciente por meio de tratamento definitivo, seja aberto ou fechado, segue-se um período de imobilização até a consolidação total da fratura, cujo principal acessório para imobilização é o gesso. Reabilitação – os principais objetivos da reabilitação consistem na manutenção do movimento articular, preservação da força e resistência muscular, aumento da velocidade de recuperação e retorno do paciente às suas atividades cotidianas. 4.5.3 Novidades Tecnológicas no Tratamento de Fraturas No ano de 2017, um grupo de cientistas do Brasil, Argentina e Espanha, usando engenharia de tecidos, produziram em laboratório um biomaterial com potencial para resolver problemas de saúde que vêm aumentando nos últimos tempos: as lesões e perdas ósseas por causas congênitas (antes do nascimento) e adquiridas. Trata-se de um hidrogel que, injetado no defeito ósseo colabora no processo cicatricial das fraturas. O experimento consistiu da introdução do gel em lesões do osso femoral de coelhos brancos, tendo como resultado uma evidente reparação do tecido, ou seja, 18 formação de osso novo. Para os cientistas, isso pode significar um futuro próximo de tratamentos de fraturas sem colocação de implantes e cirurgias invasivas. Além disso, pelos experimentos, os pesquisadores garantem que o biomaterial não é tóxico, integra-se ao ambiente celular, estimula a formação de novo tecido ósseo e, ao mesmo tempo, é biodegradável – característica que permite sua substituição de forma gradual pelo novo tecido ósseo, já que sua função é de suporte temporário. (STELLA, 2017) Figura 11 – Osso fêmur de coelho: com a lesão (esq.), sem o tratamento (centro), e com hidrogel (dir.) Fonte: Jornal da USP, 2017 4.6 MÉTODOS DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM EM FRATURAS 4.6.1 Radiografia Convencional e Digital Segundo Rodrigues (2011), é essencial a realização de radiografias de alta qualidade com o apropriado posicionamento do paciente. O estudo radiográfico 19 inicial deve incluir, pelo menos, dois planos distintos, obtidos em projeções de 90 graus de um em relação ao outro (frente e perfil). Dependendo da localização e morfologia da fratura, incidências adicionais podem ser necessárias. A fratura aparece, em geral, como uma linha radiotransparente, podendo se manifestar como uma linha esclerótica nas fraturas compressivas. A presença de alterações de partes moles ao raio-X podem sugerir a fratura nos casos mais sutis. Estas alterações incluem borramento e/ou deslocamento das linhas gordurosas, aumento de partes moles e derrame articular. No entanto, estes achados são inespecíficos, podendo estar presentes apenas relacionados ao trauma, sem fraturas. Durante os últimos anos, houve o advento da imagem digital na radiologia. A aquisição ou conversão digital da imagem e sua distribuição eletrônica apresenta diversas vantagens sobre a radiografia em filme, tais como: possibilidade de distribuição da imagem para diversos usuários em locais distintos e com rapidez; fácil localização e armazenamento das imagens; menor espaço físico necessário para armazenamento das imagens; possibilidade de aplicar técnicas de processamento de imagens. Para a avaliação das fraturas, as radiografias digitais necessitam de uma alta resolução espacial para avaliar pequenos detalhes ósseos e a capacidade de avaliar tecidos com valores de atenuação muito diferentes (osso e partes moles). Os novos aparelhos de conversão digital (CR) ou aquisição digital (DR) produzem imagens como uma resolução igual ou superior aquelas obtidas de forma analógica, através de filmes radiográficos.(RODRIGUES, 2011) 20 4.6.2 Tomografia Computadorizada (TC) É usada par identificar a localização e extensão das fraturas nas áreas de difícil avaliação. (OLIVEIRA et. al., 1999) A TC apresenta grandes vantagens em relação às radiografias convencionais, pois elimina a superposição de estruturas nas imagens, tendo utilidade na avaliação de órgãos com uma anatomia complexa, difíceis de serem avaliadas pelas radiografias simples. (RODRIGUES, 2011) Com o desenvolvimento tecnológico e o aparecimento dos novos aparelhos com multidetectores, imagens multiplanares e tridimensionais de alta resolução passaram a ser obtidas. Além de permitir um diagnóstico mais preciso, tais imagens também podem ajudar o cirurgião ortopédico a planejar o tratamento. A capacidade de obtenção de imagens multiplanares permite a localização exata das fraturas, a pesquisa de fragmentos intra-articulares, luxações e uma mensuração precisa de desvios. (RODRIGUES, 2011) 4.6.3 Ressonância Magnética (RM) É uma técnica de imageamento especial, não-invasiva, que utiliza campos magnéticos, ondas de rádio e computadores para demonstrar anormalidades. (OLIVEIRA et. al., 1999) A Ressonância Magnética é o método por imagem com melhor contraste entre osso, medula óssea, músculos, liquido, gordura e vasos. É capaz de detectar a fratura, porém apresenta papel limitado em seu diagnóstico e estadiamento, pois existem métodos mais simples e com custo menor para este fim. No caso do estadiamento das fraturas, o Raio-X e a Tomografia Computadorizada (TC) são, na maioria das vezes, superiores a RM. 21 O papel da RM é crucial no diagnóstico das fraturas ocultas. Estas fraturas não são visíveis ao RX/TC. Diante disto, devido ao quadro clínico muito evidente para fratura ou suspeita de lesão em partes moles, uma RM é indicada e a fratura pode ser detectada, caracterizando a fratura oculta. (RODRIGUES, 2011) 4.6.4 Cintilografia Óssea A cintilografia óssea tem utilidade na identificação de fraturas de estresse (ou por fadiga), fraturas de difícil visualização aos raios-X como as de costela e de pequenos ossos das mãos. (IMEN, 2018; SNIDER et al., 2000) É uma técnica que usa radioisótopos para indicar o fluxo sanguíneo, e portanto a formação ou destruição do tecido ósseo. (SNIDER et al., 2000) 5. DISCUSSÃO O tratamento das fraturas ósseas ganha grande interesse neste século, onde as medidas preventivas e ações de saúde pública dão cada vez mais relevância à traumatologia, como uma doença endêmica da nossa sociedade. (REIS, 2003) Estima-se que o trauma, problema de saúde públicamundial, anualmente cause, só nos acidentes de trânsito, cerca de 1,2 milhão de mortes em todo o mundo. Apresenta grande morbidade e atinge hoje mais de 50 milhões de pessoas, situação agravada nos centros urbanos, sobretudo nas capitais e nas regiões metropolitanas, onde a crescente frota de veículos e a maior agressividade no trânsito causam acidentes com alta energia. (FREITAS et al., 2013) O trauma é a maior indicação de um estudo radiológico do esqueleto e é utilizado há cerca de 100 anos na medicina. Desde a descoberta do raio-X pelo 22 físico alemão Wilhelm Conrad Roentgen, sua aplicação na avaliação de fraturas e luxações recebeu imediata atenção.(RODRIGUES, 2011) O radiologista enfrenta um dilema no paciente traumatizado. O reconhecimento da fratura. Embora isso pareça simples, requer que o profissional tenha um detalhado conhecimento anatômico da região para não confundir variações anatômicas normais ou superposição de outras patologias com a lesão traumática. (AGUIAR, 2015) Avanços espetaculares foram efetuados e continuam a ser efetuados no campo da aquisição de imagens radiológicas, facilitando o processo por vezes difícil do diagnóstico.(GREENSPAN, 2012) Os métodos de imagem são essenciais no diagnóstico de uma fratura óssea. A radiografia simples geralmente inicia a avaliação radiológica, fornecendo informações essenciais em relação as estruturas ósseas. Os demais métodos por imagem: RM, TC e a Cintilografia Óssea, possuem um papel secundário, geralmente complementares ao RX. Estes métodos são utilizados em casos de ausência de anormalidade ao RX com exame clínico suspeito ou na necessidade de se fazer um estadiamento pré-cirúrgico mais detalhado, visando o planejamento cirúrgico. (RODRIGUES, 2011) Ao lidar com casos de suspeitas de fraturas e luxações deve-se obter radiografias em, pelo menos, duas projeções, a 90 graus uma em relação a outra. (GREENSPAN, 2012) Por fim, vale destacar a importância dos primeiros atendimentos, pois, em muitos casos se considera como o tratamento emergencial, devido à aplicação de imobilização ao local lesionado quando necessário, possibilitando melhor recuperação futura ao paciente. Em todo caso, torna-se de grande importância conhecer e principalmente, saber proceder em um primeiro atendimento à vítima de trauma, pois, seja pela falta, demora ou pela inadequada intervenção, poderá esta ter o quadro de saúde mais agravado. (OLIVEIRA et al., 2015) 23 6. CONCLUSÃO Traumas por causas externas são de grande preocupação, tanto pela morbidade quanto pela mortalidade que podem causar, além dos custos com internação e tratamento e os danos psicológicos. Após estabilização da vítima, os métodos de diagnóstico por imagem são fundamentais para condução dos casos com lesões musculoesqueléticas, sendo o raio-X a primeira opção, pois é um exame rápido, de fácil acesso e baixo custo. A decisão pelo método diagnóstico mais indicado para cada caso é da equipe médica, porém cabe ao tecnólogo em radiologia a execução do exame, com posicionamento do paciente e avaliação da dose de radiação a ser ministrada. Assim, é necessária uma atualização constante na área para que em situações de emergências possa se tomar decisões rápidas e eficientes. Os exames de imagem, portanto, são fundamentais não apenas para fazer o diagnóstico inicial, mas também para definir o tipo de tratamento a ser adotado, podendo contribuir decisivamente para a saúde dos pacientes. 24 7. REFERÊNCIAS ADAMS, John Crawford; HAMBLEN, David L. Manual de Fraturas. 10ª edição. São Paulo: Artes Médicas, 1994, p. 4, 20, 24-25. AGUIAR, Rodrigo. Radiologia Músculo-Esquelética II. Diagnóstico Avançado por Imagem (DAPI), 2015. Disponível em: <www.dapi.com.br/medicos/centro- estudos/wp-content/uploads/2015/02/musculo_esqueletico_2.pdf>. Acesso em: 21/05/2018. ASSIS, Danilo Rocha. Fraturas. Disponível em: <http://fisioterapeutico.blogspot.com.br/2010/10/fraturas.html>. Acesso em: 02/05/2018. BROWER, Bruce D.; et al. Traumatismo do Sistema Musculoesquelético. 2ª edição, vol. I, São Paulo:Manole, 2000, p. 5, 13-14 e 19. 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