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Odontopediatria - odontogênese

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Odontogênese 
Desenvolvimento embrionário
Espermatozóide zigoto mórula blastocele blastocisto embrião bilaminar embrião trilaminar
 + Ovócito II Clivagens 2ª semana de vida
 Fecundação
Desenvolvimento da face e da cavidade bucal
1ª fase (entre a 5ª e 6ª semana):
Maria Clara Tabosa
União dos processos formadores da face
Rompimento da membrana bucofaríngea
2ª fase (entre 7ª e 8ª semana)
Divisão das cavidades bucal e nasal
Formação do palato
Odontogênese
É um período onde os ossos são formados (maxila e mandíbula) e também ocorre o desenvolvimento dentário 
O desenvolvimento dentário ocorre a partir da 6ª semana de vida intrauterina 
A cavidade bucal primitiva é revestida por um epitélio delgado que será invaginado por células ectodérmicas das cristas neurais (o ectomesênquima tem papel fundamental no desenvolvimento dentário)
Campânula
 avançada
Campânula
 
Capuz
Lâmina dentária
Botão
Ocorrerá a proliferação das células basais do epitélio bucal no ectomesênquima adjacente e formará a banda epitelial primária. Em seguida, tem a bifurcação da banda epitelial primária em lâmina vestibular e lâmina dentária. A lâmina vestibular (lâmina epitelial mais externa) sofre degeneração das células centrais e origina o fundo de saco do sulco vestibular
A faixa de epitélio interno dará origem aos dentes e é chamada de lâmina dentária e cada lâmina desta corresponde a um arco. Na 8ª semana, a lâmina dentária de cada arco mostra dez centros de proliferação das células epiteliais tornando uma estrutura arredondada (botão)
O germe dentário é formado por uma estrutura ectodérmica (dá origem ao esmalte) e uma estrutura mesodérmica (dá origem a polpa, dentina, cemento e estruturas de suporte do dente)
Lâmina primária: contém os germes dos dentes decíduos
Lâmina secundária: contém os germes dos dentes permanentes de substituição (atém o PM). Desenvolve-se por lingual dos decíduos
Lâmina terciária: contém os germes dos dentes permanentes que não substituem (molares). Desenvolvem-se por distal dos molares decíduos
Broto ou botão 
Há uma condensação do ectomesênquima em torno da parte mais profunda do broto. Possíveis alterações: número de dentes, geminação, fusão, concrescência, odontomas
Capuz
Crescimento desigual na porção mais externa do botão, influenciada pela resistência física da condensação mesenquimal (extomesênquima). Diferenciação na sua estrutura: epitélio interno do órgão do esmalte, epitélio externo do órgão do esmalte, retículo estrelado, papila dentária e folículo dentário
Campânula 
Histodiferenciação dos tecidos com crescimento das partes externas do capuz. Germe dentário se separa da lâmina dentária. Folículo dentário circunda todo o germe. Presença de pré-ameloblastos e pré-odontoblastos (as células do epitélio interno se diferenciam em pré-ameloblastos)
Campânula avançada ou coroa
Amelogênese (formação centrífuga) e dentinogênese (formação centrípeta) deposição de dentina e esmalte na coroa do futuro dente; e indução recíproca (estimulação de ambos)
Obs: a tendência é que com o passar da idade, a câmara pulpar diminua de tamanho porque tem depósito de dentina a vida toda
Amelogênese
Esmalte dentário: origem epitelial, não renovável, translúcido, alta dureza, até 2,5mm
Célula formadora: ameloblasto (célula terminantemente diferenciada apoptose)
O ciclo da vida do ameloblasto acaba quando acabar a secreção e maturação do esmalte
A partir do estímulo da polpa, o odontoblasto vai estimular o pré-ameloblasto a se diferenciar em ameloblasto e, dessa forma, inicia-se a secreção da matriz orgânica do esmalte
Odontoblasto pré-ameloblasto ameloblasto
Fase morfogenética 
Ocorre no início do estágio de campânula 
Determina a forma da junção amelodentinária e forma da futura coroa (interrupção das mitoses)
Interação das células do epitélio interno do órgão do esmalte com células ectomesenquimais
Fase de diferenciação 
Células do epitélio interno do órgão do esmalte tornam-se cilíndricas e sofrem inversão de polaridade: pré-ameloblastos ameloblastos
Degradação da lâmina basal
Interação das células do epitélio interno do órgão do esmalte com células do tecido conjuntivo adjacente 
Diferenciação em odontoblastos
Fase secretora 
Amelogênese propriamente dita
15 a 30% da mineralização total nessa fase
Secreção da matriz de esmalte formada por proteínas não colágenas (amelogeninas e não-amelogeninas – secretadas pelos ameloblastos) 
1ª matriz: esmalte aprismático – ainda não existe prisma
Junção amelo-dentinária: esmalte aprismático e dentina do manto 
Processo de Tomes: orienta o esmalte em formação (prismático)
Fase de maturação (mineralização completa)
Ocorre após a formação da maior parte da espessura de matriz do esmalte na região incisal/oclusal
Ainda está ocorrendo a formação da matriz na região cervical
Maturação pré-eruptiva 
Degradação das amelogeninas (terminação lisa) modulação ameloblástica; e bombeamento dos íons Ca 2+ e PO4-2 (terminação rugosa – 25% dos ameloblastos morrem nessa fase) o ameloblasto remove a estrutura protéica e calcifica o esmalte
Redução dos tamanhos dos ameloblastos começa a regredir para entrar em apoptose
Fase de proteção
Formação do epitélio reduzido do órgão do esmalte
Proteger o esmalte maduro, separando-o do tecido conjuntivo até a erupção dentária
Formação do epitélio juncional e da gengiva
Dentinogênese 
 Ocorre numa sequência de duas fases: 
Matriz orgânica não mineralizada: pré-dentina 30% (dentina do manto)
Dentina propriamente dita (mineralização) 70%: depósito de cristais de hidroxiapatita
 A formação e a mineralização da dentina começam na ponta da cúspide ou bordas incisivas e avança para o centro por uma aposição rítmica de camadas cônicas, uma dentro da outra. Com a conclusão da dentina radicular, a formação da dentina primária chega ao seu final.
 Células ectomesenquimais da papila vão se diferenciar em odontoblastos e estes vão começar a formar matriz de dentina
Obs: quando a dentina é formada, a mineralização avança em direção à polpa.
 A formação de dentina ocorre durante toda a vida, porém, depois que o dente atinge o completo desenvolvimento o ritmo se torna mais lento. A dentina secundária é aquela que continua se formando. Ela é diferente da formada durante a odontogênese.
 A cripta óssea impede que a junção do epitélio interno do órgão do esmalte e epitélio externo do órgão do esmalte continuam em linha reta e gera uma dobra diafragma epitelial
 A bainha epitelial de Hertwing estimula a produção de dentina. Quando a bainha se rompe, ficam os restos epiteliais de Malassez. 
 A formação do LP leva a formação do osso alveolar no lado externo ao folículo.
 As fibras do ligamento periodontal inseridas no comento e no osso alveolar são chamadas de Sharpey.
Polpa dentária
Inicialmente chamada papila dentária
Esse tecido (papila) só é denominado polpa, apenas após a dentina se formar ao redor dela
Funções da polpa
Indutiva: induz a diferenciação do epitélio bucal a formar a lâmina dentária, órgão do esmalte e determinar a identidade do dente formado
Formativa: o órgão pulpar produz a dentina que os envolve (com o desenvolvimento dos processos odontoblásticos, a dentina é formada)
Nutritiva: a polpa nutre a dentina através dos odontoblastos e de seus prolongamentos
Protetora: resposta de dor aos estímulos recebidos (calor, frio, pressão, agentes químicos, procedimentos operatórios de corte etc)
Defensiva ou reparadora: produz dentina reparadora e causa esclerose dos túbulos dentinários (tentativas de proteção contra as fontes de irritação)
Consequências clínicas (distúrbios na odontogênese)
Alteração no padrão de oclusão 
Função mastigatória anormal 
Desequilíbrio no crescimento das arcadas
Migrações dentárias não desejáveis 
Retenção dos dentes decíduos
	FASE
	OCORRÊNCIAS