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QUESTIONÁRIO P1 - SEMIOTÉCNICA 1. O QUE PODEMOS FAZER PARA DEIXAR O PACIENTE MAIS FAMILIARIZADO COM O AMBIENTE HOSPITALAR? Apresentando-o à equipe presente e a outros pacientes internados, em caso de enfermaria, acompanhando-o em visita às dependências da unidade, orientando-o sobre o regulamento, normas e rotinas da instituição. É importante solicitar aos familiares que providenciem objetos de uso pessoal, quando necessário, bem como arrolar roupas e valores nos casos em que o paciente esteja desacompanhado e seu estado indique a necessidade de tal procedimento. 2. MESMO DOENTE, A PESSOA AINDA TEM POSSE DE SEUS DIREITOS, QUAIS SÃO? ao respeito de ser chamado pelo nome, de decidir, junto aos profissionais, sobre seus cuidados, de ser informado sobre os procedimentos e tratamento que lhe serão dispensados, e a que seja mantida sua privacidade física e o segredo sobre as informações confidenciais que digam respeito à sua vida e estado de saúde. 3. DEFINA INTERNAÇÃO: é a admissão do paciente para ocupar um leito hospitalar, por período igual ou maior que 24 horas. 4. COMO O PACIENTE VÊ A INTERNAÇÃO? significa a interrupção do curso normal de vida e a convivência temporária com pessoas estranhas e em ambiente não-familiar. Para a maioria das pessoas, este fato representa desequilíbrio financeiro, isolamento social, perda de privacidade e individualidade, sensação de insegurança, medo e abandono. 5. COMO É A ADAPTAÇÃO DO PACIENTE FRENTE A INTERNAÇÃO? é marcada por dificuldades pois, aos fatores acima, soma-se a necessidade de seguir regras e normas institucionais quase sempre bastante rígidas e inflexíveis, de entrosar- se com a equipe de saúde, de submeter-se a inúmeros procedimentos e de mudar de hábitos. 6. DEFINA A AMBIÊNCIA NA SAÚDE, PRECONIZADA PELA POLÍTICA NACIONAL DE HUMANIZAÇÃO (PNH) DO MINISTÉRIO DA SAÚDE? refere-se ao tratamento dado ao espaço físico, entendido como espaço social, profissional e de relações interpessoais que deve proporcionar atenção acolhedora, resolutiva e humana. É considerada como um fator estruturante para a promoção de conforto e bem-estar, de acolhimento dos usuários e seus familiares e do processo terapêutico. 7. CITE OS ELEMENTOS QUE INTERFEREM NO TRATAMENTO DO USUÁRIO: A estrutura física, os recursos humanos e as relações sociais do espaço de trabalho, aspectos que caracterizam o conforto, a subjetividade e o processo de trabalho. 8. O QUE UM AMBIENTE TERAPÊUTICO DEVE PROPICIAR? conforto, bem-estar e a interação entre usuários, família e equipe, proporcionando o acolhimento e o estabelecimento de vínculo entre os envolvidos, resgatando valores de solidariedade, respeito e corresponsabilidade com o outro. Nesse sentido, a qualidade do cuidado está condicionada à confortabilidade do ambiente, à medida que favorece as ações cuidadoras. 9. PARA QUE O ESPAÇO SEJA CONFORTÁVEL, HÁ COMPONENTES MODIFICADORES E QUALIFICADORES, QUAIS SÃO? recepção sem grade, com cadeiras ou bancos e salas planejadas para acomodar os usuários; uso de placas de identificação dos serviços disponibilizados; sinalização dos fluxos; espaço adaptado a pessoas com deficiências; acesso a bebedouros e instalações sanitárias devidamente higienizadas; tratamento das áreas externas e ambientes de apoio (copa, cozinha e banheiros). Ambientes claros, com ventilação adequada, com materiais apropriados para a cobertura e os acabamentos. 10. O QUE SIGNIFICA HUMANIZAR? valorização dos diferentes sujeitos implicados no processo de produção de saúde. 11. OS VALORES QUE NORTEIAM ESSA POLÍTICA? a autonomia e o protagonismo dos sujeitos, a corresponsabilidade entre eles, os vínculos solidários e a participação coletiva nas práticas de saúde. 12. DE ACORDO COM A OMS, QUAL O CONCEITO DE SEGURANÇA DO PACIENTE? redução dos riscos de danos desnecessários associados à assistência em saúde até um mínimo aceitável. Em outras palavras é a redução de atos inseguros nos processos assistenciais e o uso das melhores práticas descritas de forma a alcançar os melhores resultados possíveis para o paciente. 13. CITE AS METAS INTERNACIONAIS DE SEGURANÇA DO PACIENTE: 1 - Identificação correta do paciente: Enfatizar a responsabilidade dos profissionais de saúde na identificação correta de pacientes antes da realização de procedimentos; Uso de pelo menos dois identificadores (ex.: nome e data de nascimento) para confirmar a identidade de um paciente na admissão, transferência para outro hospital e antes da prestação de cuidados. 2 - Melhorar a comunicação entre os profissionais de saúde: Existem diversas formas de comunicação, como verbal, não verbal, escrita, telefônica, eletrônica, entre outras, sendo fundamental que ocorra de forma adequada permitindo o entendimento entre as pessoas. O paciente recebe cuidados de diversos profissionais e em diferentes locais, o que torna imprescindível a comunicação eficaz entre os envolvidos no processo. 3 – Melhorar a segurança na prescrição, no uso e na administração de medicamentos: Os erros de medicação e as reações adversas a medicamentos estão entre as falhas mais frequentes nos cuidados em saúde e é importante destacar que estas situações, muitas vezes, poderiam ter sido evitadas nas três principais fases do processo de medicação – prescrição, dispensação e administração, as quais envolvem ações multiprofissionais de equipes médicas, de enfermagem e farmacêuticas. Utilizar os 9 certos (ANVISA): 1. Paciente certo 2. Medicamento certo 3. Dose certa 4. Via certa 5. Registro certo da administração 6. Orientação correta 7. Hora certa 8. Forma certa 9. Resposta certa. 4 - Assegurar cirurgias em local de intervenção, procedimento e paciente corretos: Apresentar medidas para tornar o procedimento cirúrgico mais seguro e ajudar a equipe de saúde a reduzir a possibilidade de ocorrência de danos ao paciente, promovendo a realização do procedimento certo, no local e paciente corretos. A utilização de uma ou de várias listas de verificação (checklist) traz inúmeras vantagens. Os serviços devem elaborar suas listas específicas, dependendo da complexidade dos procedimentos que são realizados. 5 - Higienizar as mãos para evitar infecções: Higienizar as mãos é remover a sujidade, suor, oleosidade, pelos e células descamativas da microbiota da pele, com a finalidade de prevenir e reduzir as infecções relacionadas a assistência à saúde. Pode ser feita com água e sabão e soluções alcoólicas (álcool gel/ glicerinado). 1. Lave as mãos com água e sabão quando visivelmente sujas, contaminadas com sangue ou outros fluidos corporais. 2. Use preferencialmente produtos para higienização das mãos à base de álcool para antissepsia rotineira, se as mãos não estiverem visivelmente sujas. 3. Lave as mãos com água e sabão, com antisséptico ou as higienize com uma formulação alcoólica antes e após a realização de procedimentos. 4. O uso de luvas não substitui a necessidade de higienização das mãos. 5. Encoraje os pacientes e suas famílias a solicitar que os profissionais higienizem as mãos. 6. Estimule os familiares e visitantes a higienizar suas mãos, antes e após o contato com o paciente. 6 - Reduzir o risco de queda e de lesão por pressão: A queda pode ser definida como a situação na qual o paciente, não intencionalmente, vai ao chão ou a algum plano mais baixo em relação à sua posição inicial. Fatores de risco para ocorrência de queda: 1. Idade menor que 5 anos ou maior que 65 anos. 2. Agitação/confusão. 3. Déficit sensitivo. 4. Distúrbios neurológicos. 5. Uso de sedativos. 6. Visão reduzida (glaucoma, catarata). 7. Dificuldades de marcha. 8. Hiperatividade. 9. Mobiliário (berço, cama, escadas, tapetes). 10. Riscos ambientais (iluminação inadequada, pisosescorregadios, superfícies irregulares). 11. Calçado e vestuário não apropriados. 12. Bengalas ou andadores não apropriados. Precauções: Identifique os pacientes de risco com a utilização de pulseiras de alerta; Oriente os profissionais e familiares a manter as grades da cama elevadas; Oriente o acompanhante a não dormir com criança no colo; Disponibilize equipamentos de auxílio à marcha, quando necessário; Adeque os horários dos medicamentos que possam causar sonolência; Oriente o acompanhante a avisar a equipe toda vez que for se ausentar do quarto. Lesão por pressão: é uma lesão na pele e ou nos tecidos ou estruturas subjacentes, geralmente localizada sobre uma proeminência óssea, resultante de pressão isolada, ou combinada com fricção e/ou cisalhamento. Fatores de risco para úlcera por pressão: 1. Grau de mobilidade alterado. 2. Incontinência urinária e/ou fecal. 3. Alterações da sensibilidade cutânea. 4. Alterações do estado de consciência. 5. Presença de doença vascular. 6. Estado nutricional alterado. Precauções: Proteja a pele do paciente do excesso de umidade, ressecamento, fricção e cisalhamento; Mantenha os lençóis secos, sem vincos e sem restos alimentares; Realize mudança de decúbito conforme protocolos institucionais; Providencie colchão de poliuretano (colchão caixa de ovo) para o paciente acamado. 14. DEFINA CONFORTO: Estado de harmonia, resultado da integração corpo-mente-espírito na relação consigo mesmo, dela e do ambiente, em que a pessoa sente-se em um ambiente familiar, segura, cuidada, amada, em controle, e é capaz de funcionar e viver tanto quanto possível uma vida normal, desempenhando seus papéis usuais. 15. CITE AS NECESSIDADES DE CONFORTO: •Proporcionar alívio de possíveis angústias da pessoa que passa por período de doença; •Proporcionar condições para manter uma circulação adequada à todos os tecidos e órgãos; •Manter a integridade cutânea de forma a prevenir lesões; •Manter a atividade muscular prevenindo contratura e atrofia; •Facilitar e manter a função respiratória. • CALMA (o estado de tranquilidade ou satisfação); • ALÍVIO (o estado de ter um desconforto específico aliviado); • FÍSICO (que pertence as sensações do corpo); • SOCIAL (que pertence às relações interpessoais, familiares e sociais). • PSICOESPIRITUAL (que pertence à conscientização interna do eu, incluindo estima, conceito, sexualidade e significado na vida do indivíduo, pode também abranger um relacionamento do indivíduo com uma ordem mais alta ou ser superior); • AMBIENTAL (que pertence ao cenário externo da experiência humana, abrangendo luz, barulho, ambiente, cor, temperatura e elementos naturais e sintéticos); 16. QUAIS AS PRINCIPAIS INTERVENÇÕES PARA PROMOVER O CONFORTO FÍSICO? Controle do ambiente: conforto- Propiciar um ambiente agradável depende da idade do paciente, da gravidade da doença e do nível de atividades normais diárias. Regular a temperatura, se possível, que em geral se torna agradável entre 20 e 23ºC. Um bom sistema de ventilação impede que o ar viciado e os odores permaneçam nos quartos. Aplicação de calor e frio: As terapias frias são particularmente efetivas no alívio da dor. A aplicação de calor é mais efetiva para alguns clientes. Controle de náuseas Controle da dor: Além da administração de medicamentos, outras medidas muito eficazes podem ser utilizadas no controle e na prevenção da dor: *Ajustar e suavizar as rugas nas roupas de cama; *Aliviar as faixas de constrição; * Trocar curativos e roupas molhadas; * Posicionar o cliente em alinhamento anatômico do corpo; * Checar a temperatura de aplicações quentes/frios e inclusive a água do banho; * Elevar o cliente na cama, sem arrastá-lo para isso; * Posicionar o cliente corretamente na “comadre”; * Evitar a exposição da pele a agente “irritantes”; * Manter os clientes limpos e secos. Se necessário usar dispositivo para incontinência urinária; * Prevenir a constipação intestinal. 17. O QUE FAZER NA ADMISSÃO DO PACIENTE? Apresentar o paciente para os colegas da enfermaria e equipe de saúde; • Mostrar as dependências e orientá-lo quanto a equipe de saúde e rotinas da unidade; •Todas as condutas terapêuticas e assistência de enfermagem devem ser precedidas sempre de orientação, esclarecimento de dúvidas e encorajamento; 18. DEFINA CONFORTO NO AMBIENTE: O controle das características do ambiente é fundamental para proporcionar conforto aos pacientes hospitalizados. Atenção para: * Criar um ambiente calmo e de apoio; * Proporcionar um ambiente seguro e limpo; * Ajustar a temperatura àquela mais confortável para o indivíduo; * Evitar exposições desnecessárias, correntes de ar, aquecimento ou frio excessivo; * Evitar interrupções e permitir um período de repouso; * Monitorar a pele, especialmente sobre proeminências ósseas, quanto à sinais de pressão ou irritação; * Dar atenção imediata a campainhas, que devem estar sempre ao alcance do indivíduo. 19. CITE OS MEIOS PARA PROPORCIONAR CONFORTO ESPIRITUAL: • Proporcionar contato com um conselheiro espiritual, respeitando sua crença; • Encaminhar o cliente à capela, caso deseje; • Fazer leitura para clientes que não possam ler; • Ouvir o cliente a respeito de questões espirituais, não fazendo apologias religiosas; • Esclarecer o cliente sobre horários e locais de atividades religiosas existentes no hospital. 20. CITE OS MEIOS PARA PROPORCIONAR CONFORTO ESPIRITUAL: • Proporcionar contato com um conselheiro espiritual, respeitando sua crença; • Encaminhar o cliente à capela, caso deseje; • Fazer leitura para clientes que não possam ler; • Ouvir o cliente a respeito de questões espirituais, não fazendo apologias religiosas; • Esclarecer o cliente sobre horários e locais de atividades religiosas existentes no hospital. 21. DEFINA O CONFORTO EMOCIONAL: Clientes recém-hospitalizados descrevem o conforto emocional como um sentimento positivo agradável e estado de relaxamento resultantes das intervenções terapêuticas. Os clientes descrevem o desconforto emocional como sentimentos negativos desagradáveis e tensão. O controle pessoal da situação contribui para o conforto emocional. As interações terapêuticas ajudam o cliente a atingir controle e se associar a conforto emocional. Os clientes percebem uma relação positiva entre conforto emocional e recuperação. 22. DEFINA HIGIENE E CONFORTO DO PACIENTE: A manutenção da higiene pessoal é necessária para o conforto,segurança e bem estar do indivíduo. • Os indivíduos doentes ou com algum comprometimento físico podem precisar de ajuda para realizar as práticas rotineiras de higiene. • Determinar a capacidade do cliente para realizar o autocuidado e proporcionar o cuidado higiênico conforme necessidades e preferências do cliente. • Considerar limitações físicas, crenças, valores e hábitos. •Assegurar privacidade. • Manter o cliente ativo no processo de higienização, estimulando- o para o autocuidado. 23. CITE OS FATORES QUE INFLUENCIAM A PRÁTICA DE HIGIENE: • Imagem Corporal: afeta o modo pelo qual a higiene é mantida. • Práticas Sociais: os grupos sociais com os quais o cliente se relaciona influenciam as práticas de higiene pessoal. • Condição Socioeconômica: determinar se o cliente pode comprar produtos e acessórios. • Conhecimento: o conhecimento sobre a importância da higiene e suas implicações para o bem-estar pode influenciar as práticas de higiene. • Variáveis culturais: diferentes práticas de autocuidado. • Preferências pessoais. • Condição física: falta de energia física ou destreza, imobilidade, etc. 24. DEFINA LEITO HOSPITALAR: compõe-se da cama, colchão, lençóis, cobertores e impermeáveis destinados a receber o cliente quando hospitalizado,com a finalidade de repouso, proporcionar conforto e segurança ao cliente. 25. QUAIS OS TIPOS DE LEITOS HOSPITALARES? • Leito fechado - leito vazio, aquele que aguarda uma pessoa a ser internada, permanecendo fechado até que um novo cliente o ocupe. • Leito aberto - leito ocupado pelo cliente que pode locomover-se ou o leito que aguarda a chegada de um cliente cuja internação já tenha sido comunicada. • Leito ocupado (acamado) - ocupado pelo cliente impossibilitado de locomover-se. Para melhor segurança, ele é preparado por duas pessoas, uma para segurar o cliente e outra para arrumar o leito. • Leito de operado - leito que receberá o cliente após realização de cirurgia ou exames sob anestesia. 26. QUAIS OS TIPOS DE BANHO? • BANHO DE ASPERSÃO; • BANHO DO LEITO; • BANHO DE IMERSÃO; • BANHO DE ASSENTO; 27. DEFINA HIGIENE ÍNTIMA EXTERNA: É a limpeza dos genitais para procedimentos específicos como: sondagem vesical, coleta de material e preparo pré-operatório, ou eliminações (sujidade em geral – fezes, secreções, odor, etc). OBJETIVOS: • Proporcionar conforto; • Evitar infecções; • Auxiliar nos tratamentos perineais. 28. DEFINA HIGIENE ORAL: • REALIZADO EM CLIENTES CAPAZES DE AUTO-CUIDADO; • HIGIENE ORAL A CLIENTES INCAPAZES DO AUTO-CUIDADO; • HIGIENE ORAL DE CLIENTES EM ESTADO GRAVE OU INCONSCIENTE.