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EXERCÍCIOS DE DIREITO PENAL – PARTE ESPECIAL
TÓPICO XIV: CRIMES CONTRA A VIDA
429 ( ) Na tentativa perfeita ou acabada de homicídio o agente esgota o processo de execução desse crime, fazendo tudo o que podia para matar, exaurindo sua capacidade de vulneração da vítima.
430 ( ) O homicídio é um delito formal.
431 ( ) O homicídio privilegiado não é considerado crime hediondo.
432 ( ) No homicídio, a vingança por si só não leva necessariamente ao reconhecimento da qualificadora da torpeza.
433 ( ) O “outro crime” de que fala a qualificadora do homicídio sob o inciso V do § 2º do art. 121 (conexão teleológica) do Código Penal somente pode ser executado pelo agente do homicídio.
434 ( ) Na “emboscada”, o sujeito ativo aguarda ocultamente a passagem ou a chegada da vítima, que se encontra desprevenida, para o fim de atacá-la. É inerente a esse recurso a premeditação.
435 ( ) A multiplicidade de golpes de arma branca contra a vítima não qualifica, por si só, o crime de homicídio pelo emprego de meio cruel.
436 ( ) A causa privilegiadora do “relevante valor moral” é incompatível com o homicídio cometido com o emprego de veneno.
437 ( ) O homicídio é crime comum.
438 ( ) O homicídio praticado contra uma criança torna-o qualificado, em face da maior dificuldade de defesa da vítima.
439 ( ) A premeditação, que em certos casos pode revelar a maldade de espírito, não é qualificadora do crime de homicídio.
440 ( ) A eutanásia pode ser citada como exemplo de homicídio privilegiado, uma vez que o autor do crime age para abreviar a dor e o sofrimento de uma pessoa desenganada pela medicina e com uma doença reconhecidamente incurável.
441 ( ) A prática do homicídio simples em atividade típica de “grupo de extermínio” – situação que invoca tratamento mais severo previsto na Lei 8.072/1990 – não o transforma em tipo “qualificado”, tampouco lhe serve de agravante e nem é elementar de uma nova figura incriminadora; a verificação desse fato cabe ao juiz, não devendo ser apresentado quesito específico aos jurados.
442 ( ) É pacífico o entendimento dos tribunais inadmitindo as hipóteses de homicídio qualificado-privilegiado, eis que a qualificação do homicídio repele o privilégio, e vice-versa, independentemente de serem os qualificados de ordem objetiva ou subjetiva.
443 ( ) Se no homicídio culposo as conseqüências do delito atingem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária, a lei prevê o dever do juiz deixar de aplicar a pena, fazendo incidir hipótese de perdão judicial.
444 ( ) No crime de homicídio qualificado, a vingança pode ser classificada como motivo fútil, não se confundindo com motivo torpe.
445 ( ) As circunstâncias legais contidas na figura típica do homicídio privilegiado são de natureza subjetiva.
446 ( ) O motivo torpe não se confunde com o motivo fútil, como circunstância qualificadora do homicídio doloso.
447 ( ) O delito do art. 122 (instigação, induzimento ou auxílio ao suicídio) do Código Penal somente pode ser imputado àquele que tem o dever legal de cuidar do suicida.
448 ( ) Quem induz um alienado menta, desprovido de discernimento, a se suicidar não comete o crime de induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, mas o crime de homicídio.
449 ( ) César induziu Luciano a cometer suicídio, além de auxiliá-lo nesse ato, entregando-lhe as chaves de um apartamento localizado no 19º andar de um prédio. Luciano, influenciado pela conduta de César, jogou-se da janela do apartamento, mas foi salvo pelo Corpo de Bombeiros, vindo a sofrer lesões leves em decorrência do evento. Nessa situação, César praticou crime de induzimento, instigação ou auxílio a suicídio.
450 ( ) O estado puerperal, na hipótese do infanticídio, é elemento que torna o agente do fato isento de pena, conforme preconiza o CP ao tratar da inimputabilidade.
451 ( ) Quando o estado puerperal, no crime de infanticídio, produz efeitos que resultam em perturbação da saúde mental, diminuindo a capacidade de entendimento ou de determinação da parturiente, esta terá a redução da pena, em razão de sua semi-imputabilidade.
452 ( ) De acordo com o CP, o aborto não é punido quando a gravidez resulta de estupro, razão por que o médico que assistir a gestante vítima desse crime fica obrigado a interromper a gravidez.
453 ( ) O aborto praticado em feto que não tinha viabilidade de vida é plenamente permitido pela legislação penal brasileira, configurando uma das hipóteses supra-legais de estado de necessidade e é conhecido como aborto eugenésico ou eugênico.
	TÓPICO XV: LESÕES CORPORAIS
454 ( ) O crime de lesão corporal seguida de morte exige, para sua caracterização, que fique demonstrado que o agente não quis o resultado obtido com sua ação ou que esse lhe fosse imprevisível.
455 ( ) O delito de lesão corporal seguida de morte é espécie de crime qualificado pelo resultado e, portanto, não admite a forma tentada.
456 ( ) A lesão corporal seguida de morte é punível ainda que a morte seja fruto do acaso ou do imprevisível.
457 ( ) O Tribunal do Júri é competente para julgar o acusado da prática de lesão corporal seguida de morte.
458 ( ) Se, no laudo de exame de corpo de delito referente a lesões corporais, nas respostas dadas aos quesitos, o perito afirmou que a vítima experimentou forte dor física e que a referida dor causou crise nervosa, restará caracterizado o crime de lesão corporal grave, nos termos do dispositivo pertinente do Código Penal. 
459 ( ) A perda de um dos rins, pelo ofendido, decorrente da agressão praticada pelo agente, constitui lesão grave, e não lesão gravíssima.
Gabarito
429 – v
430 – f
431 – v
432 – v
433 – f
434 – v
435 – v
436 – f
437 – v
438 – f
439 – v
440 – v
441 – v
442 –f
443 – f
444 – f
445 – v
446 – v
447 – f
448 – v
449 – f
450 – f
451 – v
452 – f
453 – f
454 – f
455 – v
456 – f
457 – f
458 – f
459 -v

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