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Unidade 1 
 
 
 
1. CONSTITUIÇÃO DO TEGUMENTO HUMANO – EPIDERME, DERME, 
HIPODERME E ANEXOS EMBRIONÁRIOS 
 
1.1 Estrutura histológica e funcional da epiderme e dos anexos epidérmicos 
1.2 Estrutura histológica e funcional da derme 
1.3 Estrutura histológica e funcional da hipoderme 
1.4 Aspectos moleculares e imunológicos do tegumento 
1.5 Principais propriedades Biomecânicas do Tegumento 
 
 
 
 
 
 
 
 
2016 
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1 CONSTITUIÇÃO DO TEGUMENTO HUMANO – 
EPIDERME, DERME, HIPODERME E ANEXOS 
EPIDERMÍDICOS 
 
 
O Tegumento humano é também chamado de “pele”. Possui as seguintes 
características: 
• Recobre aproximadamente 75000 cm² do corpo humano; 
• Possui o peso aproximado de 3 a 4.5 kg; 
• Recebe 1/3 de todo o sangue; 
• Mede de 1 a 2 mm de espessura. 
A aparência do tegumento de cada indivíduo depende de alguns fatores como: idade, 
sexo, clima, alimentação e saúde individual. Sua coloração é influenciada pela espessura 
da pele, grau de irrigação sanguínea e melanina. 
 Possui diversas funções importantes como: 
• Função Barreira: reveste todo o corpo protegendo-o contra eventuais atritos, 
desidratação, entrada de microrganismos e da radiação ultravioleta. 
• Função Sensorial: possui neurônios sensoriais periféricos responsáveis pela 
percepção dos sentidos - tato, calor, pressão e dor. 
• Função Termorreguladora: caso haja necessidade promove a vasodilatação e a 
secreção do suor para aumentar a dispersão do calor, ou ao contrário, a 
vasoconstrição para diminuir a dispersão deste calor e aumento consequente da 
temperatura. 
• Função Imunológica: possui células com função imunológicas como as células 
de Langerhans que captam e processam antígenos cutâneos. 
• Função Hormonal: possui receptores de vitamina D, hormônio esteroide, que 
entre outras funções regula a homeostase do cálcio e a formação e reabsorção 
óssea. 
 
 
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As camadas da pele são: epiderme, derme e hipoderme e estão ilustradas na figura 
abaixo: 
 
 
Figura 1: Camadas da pele. 
Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/96/Pele_humana.jpg 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1.1 Estrutura histológica e funcional da epiderme e dos anexos 
epidérmicos 
A epiderme é constituída por tecido epitelial estratificado pavimentoso 
queratinizado e avascular. Sua estrutura é de 0,1 mm com relação palmo-plantar entre 
0,8-1,4 mm e possui cinco camadas ilustradas na figura a seguir: 
 
Figura 2: Camadas da epiderme. 
Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/68/Blausen_0353_Epidermis.pngado de: 
 
 
 A camada basal ou estrato germinativo é a mais profunda. Nela encontram -se 
as células tronco que apresentam contínua atividade mitótica, sendo, portanto, 
responsáveis pela renovação da epiderme. Das duas células resultantes de cada mitose, 
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uma permanece na camada basal, como célula tronco e a outra migra para camadas mais 
superficiais. Possui queratinócitos basais, melanócitos e células de Merkel. 
A camada espinhosa possui várias camadas de células (queratinócitos 
espinhosos e células de Langerhans). As células dessa camada apresentam-se poligonais 
com núcleos volumosos e ovóides e com curtas expansões citoplasmáticas ligadas por 
desmossomos às células adjacentes. Os desmossomos são placas proteicas liberadas 
para os espaços intercelulares por meio de filamentos, o que confere às células um 
aspecto espinhoso e contribui para a coesão e resistência da epiderme ao atrito. O 
aspecto histológico dessas pontes intercelulares é semelhante a espinhos, por isso esse o 
nome espinhosa. 
 
Figura 3: Desmossomos da camada espinhosa. 
Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/6f/Desmosome_cell_junction_ 
en.svg/2000px-Desmosome_cell_junction_en.svg.png 
 
 
As células da camada granulosa são achatadas com núcleo enrugado. Possuem 
numerosos grânulos de querato-hialina (grânulos de queratina e grânulos de substância 
fosfolipídica associada à glicosaminoglicanas). Esses grânulos formam uma barreira 
entre as células impedindo a passagem de compostos e água e, garantindo a resistência 
às células e desempenhando importante papel na barreira hídrica da epiderme. 
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Na camada lúcida, os núcleos das células apresentam sinais de degeneração por 
ter sofrido digestão por enzimas lisossômicas e no citoplasma, a maioria das organelas 
já desapareceu. Essas células são parcialmente preenchidas por queratina. 
A camada córnea, estrato mais superficial da epiderme, é constituída por várias 
camadas de células achatadas - os corneócitos (queratinócitos maduros) e células mortas 
em lâminas sobrepostas, anucleadas e com citoplasma rico em grãos de querato-hialina 
cimentados. Protege o tegumento quanto à perda da água e atrito. 
 A Epiderme possui vários tipos celulares cujas características são descritas 
abaixo: 
• Queratinócitos: sintetizam a queratina para a constituição da camada córnea. O 
tempo de vida de cada queratinócito é de 40 a 50 dias na pele delgada e de 25 a 
30 dias na pele espessa. Além da queratina, sintetizam acilglicosilceramida a 
partir de fosfolipídios e glicosaminoglicanos. Essa substância é acondicionada 
em corpos lamelares envoltos por membrana e depois exocitada para o espaço 
intercelular, cimentando as células e formando uma barreira impermeável à 
água, que impede a dessecação. 
 
 
Figura 4: Queratinócitos da epiderme. 
Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/70/Proliferative_response_induced_ 
by_a_tumor_promoter_in_the_epidermis_of_a_wild-type_mouse_-_ mage.pbio.v11 
.i07.g001.pnghttps://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/36/Cheekcells_stained.jpg 
• Melanócitos: são células dendríticas produtoras do pigmento melanina, 
responsável pela coloração da pele. Estas células encontram-se na junção da 
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derme com a epiderme ou entre os queratinócitos da camada basal da epiderme. 
Foram-se da crista neural embrionária e apresentam um citoplasma globoso de 
onde partem prolongamentos que penetram em reentrâncias das células das 
camadas basal e espinhosa, transferindo, deste modo, melanina para as células 
presentes nestas camadas. 
 
Figura 5: Melanócito. 
Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/36/Blausen_0632_Melanocyte.png 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Células de Langerhans: participam da resposta imune do organismo 
fagocitando e processando antígenos estranhos e depois migram para os nódulos 
linfoides na vizinhança apresentando-os aos linfócitos T. Na imagem abaixo 
Leitura Complementar Artigo (material em anexo): 
� MIOT, Luciane Donida Bartoli et al. Fisiopatologia do melasma. An. Bras. 
Dermatol. Rio de Janeiro. v. 84, n. 6, p. 623-635, Dec. 2009 . 
 
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visualiza-se um infiltrado de células de Langerhans volumosas, de citoplasma 
eosinofílico, núcleo riniforme e com nucléolos evidentes, permeadas por 
linfócitos, neutrófilos e eosinófilos. 
 
Figura 6: Células de Langerhans. 
Fonte: Fernandes et al, 2011. 
 
• Células de Merkel: estão ligadas a terminações nervosas sensoriais e 
funcionam como mecanoreceptores. Auxiliam na percepção vibratória, 
possibilitando detectar e identificar objetos que entram em contato com a pele e 
discernir suas formas e textura. 
 
 
Figura 7: Células de Merkel. 
Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/ce/Blausen_0805_Skin 
_MerkelCell.png/600px-Blausen_0805_Skin_MerkelCell.png 
 
 
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Anexos epidérmicosOs anexos epidérmicos são: pelos, unhas e as glândulas sebáceas e sudoríparas. 
 
Figura 8: Anexos epidérmicos. 
Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/96/Pele_humana.jpg 
 
• Pelos 
 Os pelos são filamentos flexíveis formados por células queratinizadas 
produzidos nos folículos pilosos. Se implantam na derme e são compostos por duas 
partes, uma externa (haste) e a interna (raiz). A raiz está contida na base do folículo 
piloso em uma dilatação chamada bulbo do pelo. 
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Figura 9: Pelo e folículo piloso. 
Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/70/Fol%C3%ADculo_piloso.jpg 
 Os pelos recebem denominações diferentes de acordo com a região que se 
encontram: cabelos no couro cabeludo, supercílios nas órbitas, cílios nas pálpebras, 
vibrissas nas narinas, bigode no lábio superior, barba na face, hircos nas axilas, tragos 
no meato acústico externo, monte púbico na região pubiana. 
 Os pelos crescem dentro do folículo e podem cair ou serem eliminados. Quando isto 
ocorre, um novo pelo é formado. O ciclo de desenvolvimento dos pelos passa por uma 
alternância de fases de crescimento e repouso que variam de dois a sete anos de pessoa 
para pessoa. Assim temos uma certa quantidade de pelos em fases diferentes que se 
sucedem: anágena (crescimento), catágena (repouso) e telógena (desprendimento). 
 
 
Figura 10: Fases do crescimento do pelo. 
Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/cd/Anagen_catagen_telogen.jpg 
 
 
Fase Anágena 
 
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 Fase em que o pelo está em crescimento. As células se dividem e 
queratinizam-se ativamente. Localiza-se fixo dentro do folículo é nutrido por sangue e 
cresce. Quando retirado por depilação mecânica nesta fase, a pessoa sente um estímulo 
doloroso. Nesta fase, a depilação mecânica só remove o pelo velho e já condenado a 
cair. O pelo novo que ainda não está formado não possui tamanho suficiente para ser 
removido no processo depilatório escapa da depilação. A fase anágena dura de dois a 
cinco anos, sendo que 85% dos pelos estão nesta fase. 
 
 
Fase Catágena 
 
 Nesta fase o pelo está em contato íntimo com as células germinativas. O 
crescimento já terminou e o pelo está queratinizado e implantado no fundo do folículo. 
É o período ideal para se realizar a depilação, pois, o pelo é arrancado com a bainha 
epitelial, deixando à mostra a camada germinativa para ser destruída pelo laser. Dura 
cerca de 2 a 4 semanas e 15% dos pelos estão nesta fase ou na telógena. 
 
Fase Telógena 
 
 Fase de eliminação dos cabelos mortos. Dura de 5 a 6 semanas. Nesta fase, 
os cabelos maturam para então caírem do couro cabeludo. A perda diária normal está 
entre 50 e 100 fios. Numa queda acentuada, o primeiro passo é investigar a causa e 
iniciar um tratamento preventivo. 
 
 
 
 
Leitura Complementar Artigos (material em anexo): 
� MATOS, H. P; MARTINS, R. M; E FELIPE, D. F. Avaliação da eficácia de formulações 
desenvolvidas para o procedimento de depilação. V Mostra Interna de Trabalhos de 
Iniciação Científica CESUMAR – Centro Universitário de Maringá. Maringá – Paraná, 
2010. 
� PATRIOTA, R. C. R. Laser um aliado na dermatologia Laser an ally in dermatology. Rev 
Med São Paulo, v. 86, n. 2, p. 64-70, 2007. 
� SPRITZER, P. M. Diagnóstico etiológico do hirsutismo e implicações para o tratamento. 
Rev Bras Ginecol Obstet. v. 31, n.1, p. 41-7 2009. 
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• Glândulas Sebáceas 
 
 Estão situadas junto ao folículo piloso aonde se abrem em um ducto. São 
responsáveis pela oleosidade da pele. Nas pálpebras são encontrados dois tipos de 
glândulas sebáceas: as glândulas társicas e as glândulas ciliares sebáceas. Na aréola 
mamária também é encontrada outra modificação dessas estruturas que são as glândulas 
areolares. O sebo é constituído de triglicerídeos, ácidos graxos livres, colesterol e 
ésteres de colesterol. Em algumas regiões, abrem-se diretamente na superfície da pele – 
lábios, vulva e glande. São estimuladas por hormônios andrógenos. A contração do 
músculo eretor ajuda a expelir o conteúdo gorduroso. Não existem em pele glabra. 
 
Figura 11: Glândulas sebáceas. 
Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/4a/407_Sebaceous_Glands.jpg 
 
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• Glândulas Sudoríparas 
 Estão localizadas abaixo da epiderme, são classificadas como écrinas e 
apócrinas. Estão sob controle térmico e são inervadas por fibras nervosas do sistema 
simpático colinérgico, então além de produzirem o suor também contribuem para a 
regulação da temperatura corporal. 
 
Figura 12: Glândula sudorípara. 
Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f7/Piel46.JPG 
 
 As glândulas écrinas distribuem-se por toda a pele, especialmente nas 
palmas das mãos, solas dos pés, axilas e testa, mas não estão presentes nas membranas 
mucosas. São responsáveis pela formação do suor aquoso que mantém a temperatura 
corporal e impede a hipertermia. O fluido que secretam é desencadeado por estímulos 
térmicos ou psíquicos e contém cloreto de sódio, ácido láctico, ácidos graxos, uréia, 
glicoproteínas e mucopolissacarídeos. 
 As glândulas apócrinas são grandes e seus ductos se abrem para os 
folículos pilosos. Elas estão presentes nas axilas, aréolas mamilares e região ano genital. 
Tornam-se ativas na puberdade e produzem uma secreção leitosa, inodora e rica em 
proteínas e material orgânico. Estão sob o controle de fibras nervosas simpáticas 
adrenérgicas e seu estímulo principal é hormonal. 
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1.2 Estrutura histológica e funcional da derme 
 A derme é constituída de tecido conjuntivo e apresenta diferentes tipos 
celulares e abundante substância fundamental amorfa (SFA). A SFA é um material 
gelatinoso, incolor e viscoso composto de glicosaminoglicanas (GAGs), proteoglicanas, 
glicoproteínas e fibras. Suas características principais são: 
• É um tecido que dá suporte da epiderme; 
• Possui espessura variável; 
• Possui 0,6 mm nas pálpebras; 
• Possui 3 mm no dorso; 
• Apresenta 3 camadas: derme papilar, derme reticular e hipoderme; 
• Preenche os espaços entre as células e as fibras; 
• Atua como lubrificante; 
• Previne a penetração de partículas e microrganismos nos tecidos; 
• É um veículo para a difusão de substâncias hidrossolúveis (nutrientes e excretas) 
para dentro e para fora dos tecidos, por via sanguínea. 
 
 Os Glicosaminoglicanos são polissacarídeos lineares, compostos de unidades 
dissacarídicas repetitivas e alternadas de uma hexosamina e um ácido urónico. O 
principais GAGs encontrados na derme são o ácido hialurônico, condroitim sulfato, 
heparina e queratam sulfato. Com exceção do ácido hialurônico, nos tecidos, todos os 
GAGs encontram-se ligados a proteínas na forma de proteoglicanos. Os principais são 
Agregam, Betaglicam, Decorim, Perlecam, Serglicim e Sindecam-1. A alta densidade 
de cargas negativas na superfície do ácido hialurônico, como ilustrado na figura abaixo, 
Leitura Complementar Artigo (material em anexo): 
� DIAS et.al. Eficácia da Toxina Botulínica no Tratamento da Hiperidrose. Rev. Neurociências, v. 
9, n. 3, p. 93-96, 2001. 
� SHIBASAKI, M; CRAIG G. Crandall. Mechanisms and controllers of eccrine sweating in 
humans. Front Biosci (Schol Ed), v. 2, p. 685–696. 
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atrai nuvens de cátions, como o Na+, que são osmoticamente ativos, retêm água e 
contribuem para a hidratação da matriz. 
 
 
 
 
• Camadas da derme: 
 
 
Figura 13: Camadas da derme. 
Fonte: 
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b4/Normal_Epidermis_and_Dermis_with_Intradermal_Nevus_10x.JPG 
 
 
 A derme reticular é formada por tecido conjuntivo denso não modelado. As 
fibras de colágeno I e III e de elastina cruzam-se paralelamente à superfície cutânea. É a 
este nível que são encontradas as glândulas sebáceas, as glândulas sudoríparas e os 
folículos pilosos. Esta camada está igualmente bem irrigada de canais vasculares, 
sanguíneos e linfáticos, e também apresenta terminações nervosas livres ou associadas 
Camada córnea 
Epiderme 
Derme Papilar 
Derme reticular 
Hipoderme 
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aos corpúsculos de Pacini e de Rufini, além de elementos da matriz extracelular - 
GAG’s. 
 A derme papilar é formada por tecido conjuntivo frouxo. Possui 
Fibroblastos que sintetizam as fibras de colágeno e elastina, além de elementos da 
matriz extracelular - GAG’s e também células imunes como mastócitos, macrófagos e 
linfócitos T. 
 
 
• Tipos e localização das fibras colágenas: 
 
- Colágeno tipo I: Primeiro tipo a ser caracterizado, sendo descrito como o mais 
comum e abundante dentre os outros grupos. Identificado nas cartilagens, tendões, 
ossos e pele. 
- Colágeno tipo II: Identificado pela primeira vez na cartilagem, onde é o principal 
componente estrutural. Está presente também nos discos intervertebrais, no humor 
vítreo e na notocorda. 
- Colágeno tipo III: Identificado inicialmente na derme fetal. Tem se mostrado 
presente em pequenas quantidades em muitos outros tecidos como: nas trabéculas 
dos órgãos hematopoiéticos (baço, nódulos linfáticos), no fígado, útero, nas camadas 
musculares do intestino e particularmente no sistema vascular. Uma alta proporção 
deste tipo de colágeno pode ser encontrada também no perimísio de músculos 
desempenhando papel fundamental na textura da carne. 
- Colágeno tipo IV: Presentes na membrana basal, constituindo películas não 
fibrosas subjacentes a células epiteliais e endoteliais, circundando células 
musculares e nervosas e fornecendo a estrutura da cápsula do cristalino ocular e dos 
glomérulos. 
- Colágeno tipo V: Isolado inicialmente de membranas placentárias e presente 
também nos ossos e tendões. 
- Colágeno tipo VI: Identificado originalmente na aorta. 
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- Colágeno tipo VII: Isolado primeiramente da placenta através da digestão por 
pepsina. Encontrado na membrana basal da derme e na membrana cório-alantóide. 
- Colágeno tipo VIII: Originalmente identificado em culturas de células endoteliais, 
embora não seja sintetizado por todas estas células. Está presente na aorta de 
bovinos, mas ausente na de humanos; há poucas evidências quanto a sua 
distribuição nos tecidos, estrutura ou composição. 
- Colágeno tipo IX: Isolado pela primeira vez da cartilagem articular de suínos, 
discos intervertebrais e da cartilagem esternal de pintainhos. Isolado também, 
posteriormente, de um tumor cartilaginoso e de cultura de células embrionárias de 
cartilagem hialina. 
- Colágeno tipo X: Inicialmente identificado em meio a culturas de condrócitos. 
Presente em cartilagens. 
- Colágeno tipo XI: Presente nas cartilagens articulares. 
 
• Fibras do tecido conjuntivo 
 
 
 
 
Figura 14: Fibras do tecido conjuntivo. 
Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/99/408_Connective_Tissue.jpg 
 
 As fibras dos tecidos conjuntivo são: 
 As Fibras colágenas: existem, pelo menos, cinco tipos distintos de fibras 
colágenas. São as mais frequentes no tecido conjuntivo e representam 30% das 
proteínas totais do organismo. Apresentam grande resistência e elasticidade. 
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 São formadas pelo colágeno, proteína constituída pela polimerização de uma 
unidade chamada procolágeno que no espaço extracelular transforma-se em 
tropocolágeno. Cada molécula de tropocolágeno é composta por três subunidades 
ligadas por pontes de hidrogênio. Os aminoácidos predominantes são a glicina (33%), a 
prolina (12%) e a hidroxiprolina (10%). Há diferentes tipos de colágeno, constituindo 
uma família de proteínas, produzidos por diferentes tipos de células e estas se 
distinguem entre si pela composição química, propriedades físicas, morfologia, 
distribuição nos tecidos e funções. Os principais são os tipos classificados de I a V. 
 O colágeno do tipo I corresponde a 90% do colágeno total do organismo 
dos mamíferos é formando feixes e fibras muito resistentes. São encontrados nos 
tendões, ligamentos, cápsula dos órgãos, derme, tecido conjuntivo frouxo, ossos, 
dentina, etc. É sintetizado pelos fibroblastos, odontoblastos e osteoblastos. 
 O colágeno do tipo II é encontrado na cartilagem hialina e elástica. Forma 
fibrilas finérrimas produzidas pelos condroblastos. O colágeno do tipo III está 
associado ao tipo I, é o que forma as fibras reticulares. É sintetizado pelos fibroblastos 
e células reticulares. 
 O colágeno do tipo IV não é um constituinte do tecido conjuntivo. Está 
presente nas lâminas basais do tecido epitelial e é sintetizado por células epiteliais. O 
colágeno do tipo V é componente das membranas do feto, membranas basais da 
placenta e pouca quantidade no adulto. Este tipo é pouco conhecido. 
 
Obs: Importância Estética das Fibras Colágenas – Flacidez 
 O colágeno é o principal responsável pela textura firme da pele. Problemas 
com a síntese, seja por deficiência de vitamina C ou pelo envelhecimento, aumentam a 
flacidez e a propensão a marcas. 
 
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Figura 15: Fibras de colágeno. 
Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/13/Blausen_0296_DenseIrregularCT.png 
 
• Fibras reticulares: são fibras muito finas compostas por colágeno do tipo III 
associado com glicoproteínas. 
• Fibras elásticas: são fibras ramificadas podendo formam redes. São compostas por 
microfibrilas das proteínas, elastinas e fibrina. Apresentam grande potencial de 
distensibilidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Leitura Complementar Artigos (material em anexo): 
� LIMA, E. P. F; RODRIGUES, G. B. O. A estimulação russa no fortalecimento da 
musculatura abdominal. Arq Bras Cir Dig, v. 25, n. 2, p. 125-128, 2012. 
� GOLDMAN, BUTTERWICK, FITZPATRICK, GROFF AND FABI. Noninvasive 
skin tightening: focus on new ultrasound techniques. Clinical, Cosmetic and 
Investigational Dermatolog, v.8, p.47–52, 2015. 
� CARVALHO et al. Avaliação dos efeitos da radiofrequência no tecido conjuntivo 
RBM Especial Dermatologia Abr 11 v. 68, 2011. 
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Obs: Importância Estética das Fibras Elásticas – Estrias 
 As estrias ocorrem quando há desestruturação das fibras elásticas por 
diferentes motivos: crescimento acelerado; gravidez; obesidade e uso prolongado de 
glicocorticoides. 
 
Figura 16: Estrias. 
Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a2/Belly_Strech_Marks.jpg 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Células encontradas na derme 
 
• Fibroblastos 
Leitura Complementar Artigos (material em anexo): 
� DOVER, J. F; ROTHAUS, R; GOLD, M. Evaluation of safety and patient 
subjective efficacy of using radiofrequency and pulsed magnetic fields for the 
treatment of striae (stretch marks). J Clin Aesthet Dermatol. v.7, n. 9, p. 30-3, 
2014. 
� GUNGOR, S; SAYILGAN, T; GOKDEMIR, G; OZCAN, G. Evaluation of an 
ablative and non-ablative laser procedure in the treatment of striae distensae. 
Indian Journal of dermatology, Venereology and leprology. v. 80, n. 5, p. 409-
412, 2014. 
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 São as células mais características do tecido conjuntivo, migram através dele 
e são produtoras da matriz extracelular e das fibras proteicas, especialmente, o 
colágeno. Quando inativas, transformam-se em fibrócitos. 
 
Figura 17: Fibroblastos.Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/4f/Fibroblasts_1.jpg/1024px-
Fibroblasts_1.jpg 
 
 Os fibroblastos são responsáveis pela formação das fibras colágenas, 
reticulares e elásticas, além de proteoglicanas. Portanto, os fibroblastos participam da 
formação de toda a Matriz Extracelular (MEC). No tecido conjuntivo de um adulto, os 
fibroblastos não se dividem com frequência e entram em mitose apenas por conta de 
uma solicitação aumentada, por sobrecarga funcional ou em resposta a lesões. 
. 
• Adipócitos 
 Os adipócitos originam-se de células do mesênquima. São responsáveis pela 
síntese e armazenamento de gorduras neutras. No adulto, são uniloculares. O citoplasma 
e o núcleo estão restritos a uma estreita faixa que contorna um grande vacúolo de 
gordura. 
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. 
Figura 18: Adipócitos. 
Fonte: http://www.sobiologia.com.br/figuras/Corpo/adipocitos.jpg 
 
• Pericitos 
 Os pericitos originam-se de células mesenquimais indiferenciadas e 
permanecem com papel pluripotencial. Localizam-se nas adjacências dos capilares 
sanguíneos. 
 
Figura 19: Pericitos. 
Fonte:https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/12/Blood_vessels_brain_english.jpgt 
http://www.ictusyalzheimer.com/attachments/Image/BARRERA-HEMATOENCEFALICA. 
jpg?template=generic 
 
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• Plasmócitos 
 Os plasmócitos originam-se dos linfócitos B. Possuem forma ovóide com 
núcleo excêntrico. Complexo de Golgi bem desenvolvido. Grande concentração de 
Retículo Endoplasmático. Síntese de imunoglobulina (anticorpos). 
 
Figura 20: Plasmócito. 
Fonte:https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/17/Lymphocyte2.jpg/800px-
Lymphocyte2.jpg 
 
 
 
 
• Mastócitos 
 Os mastócitos são células grandes, livres, caracterizadas pela presença de 
inúmeros grânulos metacromáticos no citoplasma. A principal função dos mastócitos é 
armazenar potentes mediadores químicos da inflamação, como heparina 
(anticoagulante), histamina (vasodilatador), serotonina, o fator quimiotático dos 
eosinófilos na anafilaxia (ECF-A). 
 
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Figura 21: Mastócito. 
Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f4/Mast_cell_leukemia.jpg 
 
 
 
 
 
 
 
1.3 Estrutura histológica e funcional da hipoderme 
 A Hipoderme é a camada mais profunda da pele, sendo composta por tecido 
adiposo localização: estreita na fronte e larga nos glúteos. Representa 15 a 30% do peso 
corporal (entre 8 a 20 kg). A hipoderme localiza-se logo abaixo da derme. É constituída 
por tecido conjuntivo frouxo e tecido adiposo, que é uma variedade do tecido 
conjuntivo e adipócitos que armazenam energia na forma de gordura. Os lipídeos 
25 
 
 
armazenados são principalmente triglicerídeos, obtidos da alimentação, do fígado ou 
sintetizados da glicose no próprio adipócito. 
 
 
 
Figura 22: Hipoderme. 
Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/96/Pele_humana.jpg 
 
 O papel principal da hipoderme é armazenar reservas energéticas para o 
organismo. Serve de interface entre a derme e as estruturas móveis situadas abaixo desta 
- músculos, tendões, etc. Também protege o organismo dos choques e constitui uma 
manta térmica. Com a idade, o desaparecimento dos septos conjuntivos entre os lóbulos 
de adipócitos provoca o abatimento dos tecidos e a perda de densidade cutânea. 
 A disposição do septo fibroso no homem e na mulher é diferente. Nas 
mulheres ele é fino, com projeção perpendicular à derme e epiderme, enquanto que, no 
homem, existe um septo mais grosso, com projeção oblíqua. Estas características 
histológicas favorecem o sentido de expansão do tecido gorduroso da hipoderme que, 
26 
 
 
quando aumentado, nos homens tomam direção à profundidade e nas mulheres para a 
superfície. Assim, quando há uma expansão do tecido adiposo nas mulheres, a pele se 
expande para a superfície, enquanto os pontos de ancoragem fibrosos (septos fibrosos) 
puxam o tecido para baixo, sendo os responsáveis pelo aspecto casca de laranja 
característico da celulite. 
 O tecido adiposo é classificado em unilocular ou gordura amarela e ou 
multilocular ou gordura parda, de acordo com o número de vacúolos de gordura 
presentes. Quando submetidos ao jejum, os adipócitos sofrem modificações estruturais. 
Há evaginações no citoplasma, semelhantes à podócitos, diminuição do tamanho e vão 
adquirindo forma estrelada. Além disso, os adipócitos sofrem ação de diversas 
substâncias como GH, glicocorticoides, insulina e tiroxina, o que torna o metabolismo 
bastante complexo. A camada subcutânea contém a principal rede de veias e artérias, a 
partir das quais alguns vasos se estendem para camadas mais superficiais, formando os 
plexos cutâneos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Leitura Complementar Artigos (material em anexo): 
� PALMA et al. Ação da endermologia no tratamento da lipodistrofia localizada. 
Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão. Presidente Prudente, outubro, 2012. 
� Duarte, A. B; MEJIA, D. P, M. A utilização da Radiofrequência como técnica de 
tratamento da flacidez corporal. Monografia apresentada a Pós-graduação em 
Fisioterapia Dermato- Funcional - Faculdade Ávila. Disponível em: 
http://portalbiocursos.com.br/ohs/data/docs/19/35_A_utilizaYYo_da_RadiofrequY
ncia_como_tYcnica_de_tratamento_da_flacidez_corporal.pdf 
� Costa, R. B. et al. Estudo comparativo dos efeitos da terapia combinada - manthus 
x heccus no tratamento de gordura localizada na região abdominal. Anais 
Eletrônico VI Mostra Interna de Trabalhos de Iniciação Científica . ISBN 978-85-
8084-413-9, 2012. 
27 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1.4 Aspectos moleculares e imunológicos do tegumento 
 A pele constitui o maior órgão imunológico do corpo e apresenta 
componentes imunológicos estruturais e celulares. A barreira epidérmica é composta 
pela ampla rede de vasos linfáticos e sanguíneos, através das quais circulam células 
imunes. 
28 
 
 
 
Figura 23: Vasos sanguíneos da barreira epidérmica. 
Fonte: Modificado de: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/96/Pele_humana.jpg 
 
 
 Contém quase todos os elementos celulares, exceto linfócitos B. As células 
que participam dessa função: queratinócitos, mastócitos, células endoteliais, células 
dendríticas e linfócitos. Além das células locais, a epiderme produz citocinas que vão 
induzir e regular uma resposta imunológica. 
• Os queratinócitos secretam vários mediadores da resposta inflamatória e da 
resposta imune (interleucinas). 
 
• As células de Langerhans iniciam a resposta imunológica na derme. As 
funções prioritárias são reconhecer e apresentar antígenos para os linfócitos T, 
induzindo respostas primária e secundária destas células. 
 
 
29 
 
 
• Os Linfócitos T citototócicos (LTc) são destruidores de outras células e os 
Linfócitos T supressores (LTs) são reguladores de outros linfócitos. Além das células 
imunocompetentes, a derme possui células dendríticas específicas localizadas 
nas áreas perivasculares, os dendrócitos. Apresentam antígenos, realizam 
fagocitose e estimulam células T inativas. 
 
1.5 Propriedades Biomecânicas do Tegumento 
 
A pele apresenta como uma de suas funções o efeito barreira que fornece contra agentes 
físicos, agentes mecânicos, agentes microbianos e radiação UV. 
 A função barreira está relacionada com a inibição da perda de água da pele 
pela composição dos lipídios da epiderme em especial as ceramidas, colesterol e Ácidos 
Graxos Livres (AGL) que limita o movimento transcutâneoda água e dos eletrólitos. 
 Além disso, os corneócitos ficam imersos nesta matriz rica em lipídios, 
proporcionando uma estrutura necessária para a organização das membranas lamelares. 
A ruptura da barreira provoca uma cascata de processos bioquímicos que obriga a 
recuperação rápida dos componentes necessários para proteção da pele. 
 A percepção da pele sensível está relacionada com esta função de barreira da 
pele em indivíduos que relatam ter sensibilidade ao uso de produtos tópicos. Estes 
indivíduos normalmente apresentam um determinado grau de lesão na barreira de 
permeabilidade, o que ocasiona maior penetração de produtos em camadas cutâneas 
mais profundas, levando a irritação a determinados ingredientes. 
 Biometrologia cutânea é o ramo da ciência dedicado às avaliações 
quantitativas das propriedades biomecânicas da pele. Com os avanços tecnológicos hoje 
temos equipamentos capazes de avaliar as os efeitos de barreira, as propriedades 
mecânicas e estruturais e as propriedades espectroscópicas da pele, tais como: 
Hidratação (conteúdo hídrico) que é avaliado por corneometria; TEWL (transepidermal 
water loss) que verifica a perda de água transepidérmica. Neste último, o aumento nos 
30 
 
 
valores indicam alterações na integridade da barreira devido a processos patológicos ou 
irritativos; avaliações de descamação; oleosidade e pH. 
 A realização da avaliação do efeito de barreira da pele é feita 
essencialmente verificando a preservação do estrato córneo - organização e atividade 
bioquímica. Incluem-se aqui as propriedades relativas à produção do sebo e 
transpiração, que influenciam a qualidade do manto hidrolipídico. 
 As propriedades mecânicas e estruturais da pele são determinadas 
essencialmente pela derme. As estruturas da rede de colágeno e elastina da membrana 
basal, derme papilar e derme reticular determinam o comportamento viscoelástico deste 
tecido como um todo. 
 Propriedades espectroscópicas: a pele apresenta diferentes respostas a 
estímulos radiantes, que fornecem importantes informações sobre sua composição, sua 
estrutura e sobre o nível de atividade e o grau de irrigação. Pode-se assim avaliar o 
efeito de produtos cosméticos sobre a barreira, bem como a resposta da pele a diferentes 
estímulos e tratamentos. 
 Utiliza-se a radiação infravermelha para obter informação sobre o nível de 
organização das camadas lipídicas. As multicamadas lipídicas intercelulares que 
compõem o estrato córneo contêm ceramidas, colesterol e ácidos graxos livres e 
apresentam um polimorfismo complexo de diferentes fases sólidas, no qual as cadeias 
lipídicas são firmemente empacotadas e imóveis. 
 
 
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tratamento da flacidez corporal. Monografia apresentada a Pós-graduação em 
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