Prévia do material em texto
CURSO DE PEDAGOGIA PROJETOS E PRÁTICAS DE AÇÃO PEDAGÓGICA – SUPERVISÃO ESCOLAR E ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL POSTAGEM 2: ATIVIDADE 2 PROJETO DE INTERVENÇÃO DIDÁTICA RESPEITANDO OPINIÕES E CULTIVANDO AMIZADES Andriele Aila Mancini Fernandes de Souza – 1734552 Julia Cunha dos Reis - 1844731 São José dos Campos 2019 SUMÁRIO 1. Tema 2. Situação-problema 3. Justificativa e embasamento teórico 4.Público-alvo 5. Objetivos 6. Percurso metodológico 7. Recursos 8. Cronograma 9. Avaliação e produto final 10. Referências TEMA Respeitando opiniões e cultivando amizades – Violência no ambiente escolar SITUAÇÃO-PROBLEMA Observamos que alguns alunos têm apresentado comportamentos violentos com os colegas e também com toda equipe escolar. JUSTIFICATIVA E EMBASAMENTO TEORICO Justificativa: Compreendemos que a violência é um assunto muito delicado e não apenas um caso de indisciplina. Sendo assim, o projeto visa trabalhar possíveis motivos que desencadearam tais ações e tratar a problemática através de diálogo, ouvindo com muita atenção e respeito todas as opiniões. Embasamento teórico: A violência tem crescido de forma absurda em nosso país, não somente nas ruas, mas também nos ambientes escolares, um local onde se devia ser para aprendizagem, troca de experiências e tolerância, muitas vezes se torna hostil e de difícil convivência. “Alguns dos fatores que refletem na violência dentro das escolas, pode-se destacar o ambiente onde as escolas estão inseridas, que muitas vezes tornam os alunos vulneráveis tanto a sofrerem violências, como a reproduzi-la dentro da escola.” (TORRES, Maria Carolinna Bastos Santana e MARTINS, Ana Caroline Carvalho), partindo dessa premissa, a escola tem que sempre estar atenta aos acontecimentos da comunidade escolar, das famílias dos alunos, para poder saber como agir em situações de hostilidade, falta de respeito, agressões. A escola tem que considerar como atos violentos, não somente as agressões, assaltos, mas também a violência simbólica, as agressões verbais e emocionais, o bullying, o preconceito. Devemos trabalhar todo e qualquer indicio que esteja levando o ambiente escolar ao desgaste emocional e físico, tantos dos alunos, como a equipe da escola (professores, faxineiras, equipe de direção) e a comunidade. De acordo com uma pesquisa divulgada pela revista Época com alunos brasileiros no ano de 2015 “A violência verbal ou física atingiu 42% dos alunos da rede pública nos últimos 12 meses”, é um número alto e preocupante, que faz com que as escolas pensem em como agir nessas circunstâncias, e a melhor forma encontrada é sempre o diálogo, tentar resolver os problemas e conflitos através de discussões saudáveis, envolvendo sempre toda a comunidade, não apenas os profissionais da educação e os alunos. “Os problemas de violências apresentados nas escolas são os mesmos em sua maioria, e para solucionar tal problema, deve haver a busca coletiva de meios para que isso ocorra.” (TORRES, Maria Carolinna Bastos Santana e MARTINS, Ana Caroline Carvalho), nestes casos de violência é necessária a interação entre família e escola, trabalhar as questões de desigualdade, conciliar e mediar da melhor maneira possível a razão da violência estar se expandindo, em alguns casos não compete-se apenas a escola a intervenção, tendo que haver a ajuda de psicólogos, policiais, concelho tutelar. O Estado tem que estar sempre disponível e atento a essas situações, para proporcionar um ensino de qualidade e um ambiente seguro para todos. PÚBLICO-ALVO Todo corpo docente, alunos do ensino fundamental e comunidade escolar. OBJETIVOS Objetivo geral: Propiciar aos alunos e a equipe escolar um ambiente de respeito mútuo. Objetivos específicos: Estimular os alunos, professores e demais funcionários a sempre usarem a cordialidade e o respeito com o próximo; Propiciar a participação da família no projeto através de suas experiências; Incentivar à todos a usarem o diálogo para resolverem problemas e conflitos. PERCURSO METODOLOGICO Primeiramente apresentaremos o projeto aos professores e toda equipe escolar. Debateremos com eles os possíveis motivos para os acontecimentos violentos, como famílias desestruturadas por drogas, alcoolismo, violência doméstica e atos violentos entorno da comunidade em que vivemos. Em seguida vamos acolher ideias de ações que podem contribuir para a conscientização e melhoria. Utilizaremos um sábado letivo para promover uma palestra sobre respeito e importância do diálogo. Apresentaremos vídeos com depoimentos de outras escolas que tenham passado por isso e como superaram a indisciplina e a violência. Faremos uma roda de conversa com os alunos, pais e funcionários sobre o que eles pensam sobre ética, diversidade e tolerância. Faremos uma dinâmica com o “DIA DO ELOGIO”, onde todos poderão ressaltar qualidades do outro através de cartões, como correio elegante e cartazes que serão fixados nos corredores da escola. Para finalizar a dinâmica, faremos uma roda de conversa para que possamos ouvir a opinião dos alunos e como se sentiram com o desenvolvimento da atividade. Estaremos sempre retomando a temática com os professores nos HTC’s, as formas de lidar com os alunos, seus sentimentos e vivências, ressaltando a importância da interação entre aluno, professor e comunidade de maneira respeitosa e amistosa. RECURSOS Material Equipamentos eletrônicos; Papel; Cartolina; Canetas; Canetinhas; Tesoura; Durex. Humano Palestrantes. CRONOGRAMA Tarefa Duração 1. Reunião para apresentação do projeto 1 dia 2. Sábado letivo 1 dia 3. Dinâmica “DIA DO ELOGIO” 1 dia 4. Relações aluno, professor e comunidade Quinzenal (HTC’S) AVALIAÇÃO E PRODUTO FINAL Avaliação: O retorno de todo o projeto será continuo, através da observação do ambiente escolar, da conversa com professores, funcionários, alunos e comunidade. Sempre estaremos abertos para ouvir o retorno de todos e se necessário mediar futuros conflitos. Produto final: Exposição nos corredores da escola, com cartazes confeccionado pelos próprios alunos no dia da dinâmica, fotos do sábado letivo e frases motivacionais ligadas a temática. REFERÊNCIAS BARROS, Jussara. Escola x violência. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/ educacao-x-violencia.htm >. Acesso em 25 de março de 2019. Como lidar com a violência na escola? Disponível em: <https://escoladainteligencia.com.br/como-lidar-com-a-violencia-na-escola/>. Acesso em 06 de junho de 2019. MORRONE, Beatriz. Violência atinge 42% dos alunos da rede pública. Disponível em: <https://epoca.globo.com/vida/noticia/2016/03/violencia-atinge-42-dos-alunos-da-rede-publica.html>. Acesso em 06 de junho de 2019. NOVAKOSKI, Mildre Meri. Violência na Escola: ações desenvolvidas pela escola e pelo Estado através de programas, projetos e políticas públicas para o enfrentamento à violência escolar. Disponível em: https:// <www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2014/2014_ufpr_gestao_pdp_mildre_meri_novakoski_margaridi.pdf>. Acesso em 26 de março de 2019. PICOLLI, Elizabete de Souza. Enfrentando à violência no âmbito escolar. Disponível em: <www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2016/2016_pde_gestao_unioeste_elizabete desouzapicolli.pdf>. Acesso em 26 de março de 2019. TORRES, Maria Carolinna Barros Santana e MARTINS, Ana Caroline Carvalho. Violência Escolar: Uma reflexão sobre suas causas e o papel do Estado. Disponível em <https://carolinnabastos.jusbrasil.com.br/artigos/412419103/violencia-escolar-uma-reflexao-sobre-suas-causas-e-o-papel-do-estado>. Acesso em 06 de junho de 2019.