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Trabalho de Clínica Psicanalítica

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CURSO DE PSICOLOGIA
Willams Oliveira Lima
ARACJU-SE
2019
Willams Oliveira Lima
CLÍNICA PSICANALÍTICA
 Trabalho solicitado Pela Prof.ª Ana Manuela Lima Santana
 de Santana Titular da disciplina Clínica Psicanalítica como
 requisito avaliativo da AV1 do curso de Psicologia. 
ARACJU-SE
2019
Atividade 1
O que é histeria?
R: É uma psicose caraterizada por alterações transitórias da consciência, como períodos de anamnésias ou perda de memória, e por várias manifestações sensitivas ou motoras, também passageiras, como tiques, perda da sensibilidade cutânea, paralisia dos membros, cegueiras ou convulsões.
Quais os tipos de histerias descreva cada uma delas?
R: Do ponto de vista psiquiátrico a histeria pode ser dividida em dois tipos: histeria conversiva e histeria dissociativa.
- Histeria conversiva: Esse termo é utilizado para designar a forma sintomática da neurose em que o conflito psíquico se simboliza em sintomas corporais diversos. Sejam eles de maior intensidade, como uma crise emocional com totalidade ou mais duradouros, como anestesias e paralisias histéricas.
- Histeria dissociativa: O estímulo é sentido de forma tão intensa que quebra a funcionalidade da própria mente, descoordenando-a e levando a pessoa a atos dissociados da realidade que a cercou por mais ou menos tempo. Quando eu dissocio, saio da realidade, fujo da realidade.
Faça um histórico da histeria.
R: A histeria muito presente entre as mulheres do séc. XIX apresenta sintomas como paralisia e anestesia, confusão mental, múltipla personalidade e apatia em relação ao mundo exterior ou, ao contrario, aqueles ataques nervosos que os leigos associam à palavra histeria. O nome vem do grego hystéra, que significa útero. “Acreditava-se, na antiguidade, que a energia vital desse órgão se deslocava para outras regiões do corpo, causando os ataques. Já na Idade Média, eles eram considerados manifestações de bruxaria e não foram poucas mulheres queimadas vivas por causa disso. A psiquiatria do séc. XIX, por sua vez, acreditava que a raiz devia estar em uma lesão orgânica, enquanto outros falavam em fingimento”.
	O que os médicos nunca haviam percebido era que a histeria representou um grito de socorro das mulheres contra sua repressão sexual. Esse segredo começou a ser desvendado pelo Francês Jean Martin Charcot (1825-1893), um dos pais da neurologia, que descobriu, por meio da hipnose, que tais sintomas tinham origem psíquica. O mais célebre aluno de Charcot, Sigmund Freud, demonstrou que essa origem estava sempre um trauma sexual – ponto de partida para a criação de uma nova disciplina: a Psicanálise. Com as mudanças sociais e culturais do séc. XIX, a histeria deixou de ser tão comum e seu lugar foi ocupado pela depressão, o principal distúrbio psicológico da atualidade.
Descreva a 1ª tópica Freudiana.
R:- 1ª. Consciente: Local de idéias que tiveram acesso direto.
- 2ª. Pré-consciente: A localização do material suscetível de ser tornar consciente.
- 3ª. Inconsciente: A localização de tudo o que havia sido reprimido da consciência e se tornou, assim, inacessível a ela.
Descreva a 2ª. Tópica Freudiana.
R: - 1ª. Id: Tem um correspondente quase exato na primeira tópica – o inconsciente. È o povo pulsional. Na Segunda Tópica pulsão de vida e pulsão de morte pertence a ele. No id não há lugar para a negação, nem princípio de não contradição, ignora os juízos de valor, o bem, o mal, a moral. Regido pelo princípio do prazer – desejo.
- 2ª. Ego: è polo defensivo do psiquismo. È um mediador. Por um lado pode ser considerado como uma diferenciação progressiva do id que leva a um contínuo aumento de controle sobre o resto do aparelho psíquico. Por outro ponto de vista, o ego se forma na sequência de identificações a objetos externos, que são incorporados ao ego. De qualquer forma, o ego não é uma instancia que passe a existir representativamente, é uma construção.
	O ego não equivale ao consciente, não se superpõe ao consciente, nem se confunde com ele. O ego tem raízes no inconsciente, como é o caso dos mecanismos de defesa, que são funções do ego, assim como o desenvolvimento da angustia.
	A função do ego é mediadora, integradora e harmonizadora entre as pulsões do id, as exigências e ameaças do superego w as demandas da realidade exterior. É regido pelo princípio de realidade – mediador entre o id e o Superego.
- 3ª. Superego: É o herdeiro do complexo de Édipo. É estruturado por processo de identificação. A identificação com o superego dos pais. Assume três funções: auto- conservação; consciência moral; função de ideal – ideal do ego.
	 O superego é constituído pelo precipitado de rejeições e identificações que a criança faz com aspectos parciais dos pais, com as proibições de conduta e o tipo de relacionamento desses pais entre si. É regido pela moral, ética e castrador.
Fale sobre os mecanismos de defesas.
R: - Recalque: Mecanismo de defesa qual individuo tenta eliminar do seu inconsciente representações que considera inaceitáveis. 
	Ex.: Uma pessoa, que está insatisfeita, reprimida e critica sobre determinado assunto ou situação, mas sem um motivo ou justificativa plausível aparente.
- Resistencia: Ato ou efeito de resistir. Força que se opõe a outra, que não cede a outra. Força que defende um organismo do desgaste de doença, cansaço, fome, etc. Aquilo que se opõe ao deslocamento de um corpo que se move.
- Sublimação: É a transformação de impulso indesejado em algo menos prejudicial. Isto pode ser simplesmente uma libertação de distração ou pode ser uma peça construtiva e valiosa de trabalho. 
	Ex.: Estou com raiva. Eu saio e vou cortar madeira. Eu acabo com uma pilha de lenha útil. Eu desconto minha raiva e mais ninguém sai prejudicado. 
- Projeção: É um deslocamento de um impulso interno para o exterior, ou do indivíduo para o outro. Os conteúdos projetados são sempre desconhecidos da pessoa que projeta, justamente porque tiveram de ser expulsos para evitar o desprazer de tomar contato com esses conteúdos. Um exemplo é uma mulher que se sente atraída por outra mulher, mas projeta essa no marido, gerando desconfiança de que será traída, ou seja, de que a atração é sentida pelo marido. Além desse, outros exemplos de projeção podem estar na causa de preconceitos e violência.
- Racionalização: São premissas lógicas que ajudam a afastar da nossa violência afetiva certos fatos que nos causam dor, sofrimento. São motivos lógicos e racionais que encontramos para afastar pensamentos, lembranças etc. Desfaçamos os verdadeiros motivos que nos incomodam.
- Regressão: Volta a níveis anteriores, diante de frustação, é primitivo e não apresenta uma solução no momento, apenas regride e continua no inconsciente.
- Formação Reativa: Hábito psicológico oposto ao desejo recalcado. É a inversão do verdadeiro desejo. Ás vezes um problema nascido na infância ou na adolescência é contrariado a vida toda, mas o valor continua importante. Aquilo que causa sofrimento acaba recebendo uma reação contrária em nossos atos.
Sonhos
R: São atividades mentais ativadas pelo inconsciente quando as pessoas estão dormindo. A principal teoria a respeito dos sonhos partiu de Sigmund Freud que caracterizou os sonhos como liberação de desejos reprimidos, ou seja, para Freud as coisas que desejamos e que não nos encorajamos a fazer são liberadas pelo inconsciente quando dormimos.
	Carl Gustav Jung, discípulo de Freud, decidiu seguir seu próprio caminho e defender suas idéias que eram diferentes propostas por Freud. Carl concordava que os sonhos eram manifestações do inconsciente, só que de forma a buscar o equilíbrio do eu e refletir sobre si mesmo.
- Elaboração Onírica: A transformação do conteúdo latente em conteúdo manifesto após algumas deformações.
- Elaboração Secundária: Modificação do sonho, a fim de que ele seja mais coerente e compreensível, perdendo