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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ INSTITUTO DE TECNOLOGIA FACULDADE DE ENGENHARIA MECÂNICA DISCIPLINA: MECÂNICA DOS FLUIDOS Cap. 1: PROPRIEDADES DOS FLUIDOS Prof. Roger Barros da Cruz 13/12/2012 2 13/12/2012 3 13/12/2012 4 Considerações iniciais “(...)Fluidos são agregações moleculares amplamente espaçadas em um gás, e estritamente espaçadas em um liquido” (Frank White,1994) O Arranjo e átomos em diferentes fases: (a) moléculas estão em posições fixas relativas nos sólidos, (b) grupos de moléculas se movimentam umas sobre as outras na fase líquida, (c) moléculas se movimentam aleatoriamente na fase gasosa e amplamente espaçadas 13/12/2012 5 • Líquidos tem as suas moléculas mais próximas e tornam a forma do recipiente no qual são inseridos ou armazenados, mudando a sua forma com as mudanças de forma destes, mas conservando o seu volume praticamente constante. • Gases são grupos de moléculas arranjados na qual a matéria tem forma porém seus volumes são variáveis. Moléculas se movimentam livremente e com grande velocidade. Alta força de repulsão e baixa forma de coesão. Gases ideais; Gases reais; Considerações iniciais 13/12/2012 6 Considerações iniciais Apesar de um fluido não ser um meio contínuo porquanto o número de moléculas que ocupam um dado volume variam continuamente, no seu tratamento hidráulico admite-se que se comporta como um meio contínuo uma vez que para dimensão física dos problemas de engenharia as variações podem ser desprezadas considerando-se a massa volumétrica constante. 13/12/2012 7 Introdução às propriedades Propriedades podem ser diferenciadas entre propriedades intensivas e extensivas de fluido. • Propriedades intensivas – São aquelas que independem da massa do sistema. Ex: Temperatura, pressão, massa específica. • Propriedades extensivas – São aquelas cujo os valores dependem do tamanho ou extensão do sistema. Ex: Massa total, Volume total, quantidade de movimento total 13/12/2012 8 Introdução às propriedades Ao tirarmos a razão de uma propriedade extensiva pela unidade de massa teremos as chamas propriedades específicas. Ex: Volume específico = V/m Energia total específica = e/m 13/12/2012 9 “O estado de um sistema simples compressível está completamente especificado por duas propriedades intensivas independentes.” Introdução às propriedades Azevedo Netto et al. (1998) 13/12/2012 10 Propriedades Massa específica e densidade relativa Comumente massa específica é confundida como densidade devido sua grafia no inglês “density”, porém a diferença primordial tange no aspecto de que densidade representa um número comparativo de uma dada massa específica em relação a uma massa específica padrão a exemplos: água (para liquidos), e ar ( para gases). 13/12/2012 11 Propriedades Massa específica e densidade relativa 13/12/2012 12 Propriedades Peso específico O peso específico de uma substância é o produto da sua massa específica pela aceleração da gravidade (N/m³) Com g sendo a aceleração da gravidade na superfície da terra sendo 9,81 m/s² 13/12/2012 13 Propriedades 13/12/2012 14 Considerações sobre gases perfeitos: •lei de Boyle-Mariotte- "sob a temperatura constante (condições isotérmicas), o produto da pressão e do volume de uma massa gasosa é constante, sendo, portanto, inversamente proporcionais. Qualquer aumento de pressão produz uma diminuição de volume e qualquer aumento de volume produz uma diminuição de pressão"; •lei de Charles- "à pressão constante, o volume de uma quantidade constante de gás aumenta proporcionalmente com a temperatura"; •lei de Gay-lussac- "sob volume constante, a pressão de uma quantidade constante de gás aumenta proporcionalmente com a temperatura". Propriedades Massa específica em Gases ideais 13/12/2012 15 Propriedades Pressão de vapor e cavitação A pressão de vapor de uma substância pura é definida como a pressão exercida pelo seu vapor em equilíbrio com a sua fase de líquido a uma determinada temperatura. O colapso de bolha de vapor (chamado bolhas de cavitação uma vez que formam "cavidades" no líquido) à medida que são arrastadas a partir das regiões de baixa pressão, gerando ondas de pressões extremamente elevadas. Este fenômeno, que é uma causa comum para a queda no desempenho e mesmo a erosão das pás do impulsor, é chamado de cavitação, e é uma consideração importante na concepção de turbinas hidráulicas e bombas. 13/12/2012 16 Propriedades Pressão de vapor e cavitação Danos de cavitação em 16mm por 23 mm de amostra de alumínio testadas a 60 m / s, durante 2,5 h. 13/12/2012 17 Propriedades Energia e calores específicos As formas de energia relacionado com a estrutura molecular de um sistema e o grau de atividade molecular são referidos como a energia microscópica. A soma de todas as formas microscópicas de energia é chamada de energia interna de um sistema, e é denotado por U (ou u, numa base de massa de unidade). A energia macroscópica de um sistema está relacionada com o movimento e a influência de alguns efeitos externos tais como a gravidade, magnetismo, eletricidade, e tensão superficial. A energia que um sistema tem como resultado do seu movimento em relação a algum quadro de referência é chamada de energia cinética. A energia que um sistema tem como resultado da sua elevação em um campo gravitacional é chamada de energia potencial. 13/12/2012 18 Propriedades Energia e calores específicos 13/12/2012 19 Propriedades Energia e calores específicos 13/12/2012 20 É a propriedade que consiste na redução de volume quando sujeitos à pressões externas. esta redução de volume é acompanhada do aumento da massa específica, um aumento de pressão corresponde a um aumento da massa específica ( lei da conservação da massa). Propriedades Compressibilidade 13/12/2012 21 Propriedades Compressibilidade Os efeitos da mudança de temperatura na mudança de sua massa específica é mais fortemente observada do que na mudança de sua pressão. 13/12/2012 22 Os fluidos normalmente estão sob ação de tensões externas, o que porventura respondem com uma reação. Essa resistência interna de uma substância ao fluxo quando submetida a uma dada tensão é chamada de viscosidade. A viscosidade em gases está relacionada com a resistência ao impulso devido à agitação molecular. Enquanto nos líquidos está relacionado com a coesão ente as moléculas. Propriedades Viscosidade 13/12/2012 23 Propriedades Viscosidade 13/12/2012 24 Propriedades Viscosidade 13/12/2012 25 Propriedades Viscosidade Ao tirarmos a razão da viscosidade dinâmica pela massa específica de um fluido, obteremos sua viscosidade cinemática. 13/12/2012 26 Propriedades Viscosidade “A viscosidade é uma propriedade que resulta do 'atrito interno' das moléculas. Quando as camadas de um fluido deslizam uma sobre as outras, verificasse um certo atrito, que se traduz em colisões sucessivas das moléculas na superfície de resvalamento e que, assim, transferem quantidade de movimento entre elas)” Peixoto, 1993. 13/12/2012 27 Propriedades Viscosidade 13/12/2012 28 Propriedades Tensão superficial A tensão superficial pode ser definida como forças laterais por unidade de área e resulta da coesão entre as moléculas líquidas. 13/12/2012 29 Propriedades Tensão superficial A tensão superficial pode ser definida como forças laterais por unidade de área e resulta da coesão entre as moléculas líquidas. 13/12/2012 30 Propriedades Tensão superficial 13/12/2012 31 PropriedadesEfeito de capilaridade Outra consequência da tensão superficial é o efeito capilar, o qual é a subida ou descida de um líquido em um tubo de pequeno diâmetro inserido no líquido. Tais tubos ou canais estreitos confinados fluxo são chamados capilares. O ângulo que a tangente à superfície do líquido faz com a superfície sólida, no ponto de contato. 13/12/2012 32 Propriedades Efeito de capilaridade Duas forças são responsáveis: forças de coesão, e forças de adesividade. 13/12/2012 33 13/12/2012 34 13/12/2012 35 13/12/2012 36 13/12/2012 37 REFERÊNCIAS Azevedo Netto, J.M., Fernandez y Fernandez, M., Araújo, R., Ito, A.E. Manual de Hidráulica. 8ª Ed., Editora Edgar Blücher, São Paulo. 1998. Peixoto, J.P. A água na atmosfera e o ambiente. Instituto de Promoção Ambiental, Lisboa, 1993. R. W. Fox and A. T. McDonald. Introduction to Fluid Mechanics, 5th ed. New York:Wiley, 1999. White, F.M. Fluids Mechanics. 3rd Edition, McGraw-Hill, New York, 1994. Y. A. Cengel and M. A. Boles. Thermodynamics: An Engineering Approach, 4th ed. New York: McGraw-Hill, 2002. Y. A. Cengel and Cimbala, John M. Fluids mechanics: fundamentals and applications, 2nd ed. New York: McGraw-Hill, 2008.