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CURSO DE ENFERMAGEM PACIENTE CRÍTICO 2019/2 Prof. Me. Dherik Fraga Santos VAMOS TESTAR A CONCENTRAÇÃO E AGILIDADE AO FINAL DA AULA O desenvolvimento cientifico e tecnológico alcançado na unidade de terapia intensiva (UTI) POSSIBILITA que o manejo e o tratamento da maioria dos pacientes internados sejam bem-sucedidos. Para tanto, e preciso uma equipe de saúde altamente especializada, com um ENFOQUE INTEGRAL MULTI E INTERDISCIPLINAR, pois a atenção ao paciente em estado crítico deve centrar-se tanto na: manutenção das funções vitais estáveis e do tratamento da doença quanto no conforto e na prevenção de complicações, sem esquecer os familiares. Um paciente em estado crítico é aquele que apresenta alterações vitais de um ou mais órgãos QUE COLOCAM SUA VIDA EM RISCO e que ingressa na unidade de terapia intensiva para monitoração reanimação manutenção das constantes vitais tratamento definitivo Cabe assinalar que cada unidade de terapia intensiva deve definir o alcance dos serviços que presta e a população de pacientes que atende, com base em diretrizes e políticas de implementação. Por isso, e importante que o profissional de enfermagem CONHEÇA O PROCESSO DE ADMISSÃO em UTI. 1. Comunicação verbal e escrita para explicar os motivos de admissão, isto é, as razões pelas quais o paciente requer a terapia intensiva. 2. Informar ao paciente e à família sobre alterações, evolução, transferências e condições do atendimento que são proporcionadas. 3. Na ocasião da internação, o médico da UTI comunica ao enfermeiro as condições clínicas e as necessidades de vigilância e terapia intensiva do paciente a ser internado. 4. Prepara-se a unidade para a recepção do paciente. 5. O serviço solicitante da internação coordena os trâmites para a entrada do paciente. 6. Elaboração, por parte do médico responsável pelo tratamento, das anotações correspondentes ao expediente. 7. A transferência ocorre sob vigilância e responsabilidade do SERVIÇO SOLICITANTE DA INTERNAÇÃO, garantindo os cuidados para minimizar riscos. A elaboração de protocolos de transferência é aplicável nesses casos. 8. No caso de ocupação total dos leitos na UTI, as admissões serão avaliadas de acordo com a quantidade e a qualidade de atenção médico/enfermagem requeridas para a internação e pelos que ocupam a unidade. A decisão da admissão na UTI é de responsabilidade do MÉDICO INTENSIVISTA. Os fatores determinantes de admissão na UTI são as alterações reais ou potenciais dos sistemas fisiológicos principais, e NÃO A NATUREZA DO SOFRIMENTO. A internação de um paciente na UTI deve ser resultado da decisão compartilhada entre a equipe de tratamento e o responsável pelo serviço solicitante. Os critérios de admissão se apoiam basicamente em DOIS MODELOS: um baseado nas funções orgânicas outro nas prioridades de atendimento Pacientes que apresentem INSUFICIÊNCIA OU INSTABILIDADE de um ou mais sistemas fisiológicos principais, com possibilidades razoáveis de recuperação. Pacientes que apresentem alto risco: perigo para a estabilidade de sistemas fisiológicos principais com NECESSIDADE DE MONITORAÇÃO. Pacientes com a necessidade de CUIDADOS ESPECIAIS OU ESPECIALIZADOS que podem ser oferecidos somente na UTI. Pacientes que apresentem MORTE CEREBRAL E SEJAM DOADORES POTENCIAIS DE ÓRGÃOS. Pacientes que requeiram cuidados paliativos que JUSTIFIQUEM SUA ADMISSÃO NA UTI. NÃO SE BENEFICIARÃO PRIORIDADE I. Paciente em estado agudo crítico, INSTÁVEL, com necessidade de tratamento intensivo e monitoração. PRIORIDADE II. Pacientes que precisem de MONITORAÇÃO INTENSIVA e que possam necessitar de intervenções imediatas, como consequência de eventos graves agudos ou complicação de procedimentos médicos ou cirúrgicos. PRIORIDADE III. Paciente em estado agudo crítico, instável, COM POUCAS POSSIBILIDADES de recuperar-se das condições subjacentes ou pela própria natureza da doença aguda. PRIORIDADE IV. Pacientes para os quais a internação na UTI é CONSIDERADA INAPROPRIADA. A admissão desses pacientes deve ser decidida de maneira individualizada, sob circunstâncias não comuns e ajuizadas pelo médico responsável da UTI. A condição do paciente deverá ser avaliada continuamente para identificar os critérios de alta: ventilação espontânea e regular, requisitos de oxigenação não invasiva a concentrações menores que 50%, término da necessidade de monitoração contínua, término da infusão de medicamentos de alto risco, estado neurológico estável, manejo não complexo do controle de líquidos, pacientes que não estejam sendo beneficiados pela UTI e cuja atenção e cuidados possam ser oferecidos em outras unidades de menor complexidade, sem colocar em risco a segurança no cuidado do paciente. Essa avaliação EVITA ALTAS PREMATURAS, que resultem no retorno do paciente à UTI com agravamento de sua condição. Em seguida, então, a admissão do paciente de uma UTI deverá ser realizada em uma unidade de cuidado intermediário OU em outra área hospitalar, que garanta a continuidade do bom estado hemodinâmico que o paciente possa apresentar após um período agudo, e o atendimento de enfermagem continuará na unidade de cuidado intermediário. Alta para a residência por motivo de melhora Alta voluntária Alta para outros serviços de hospitalização por beneficio máximo Alta para outros serviços de hospitalização por motivo de melhora Alta por óbito Antes de dar alta a um paciente para outra área do hospital, deve-se garantir a CONTINUIDADE DO CUIDADO com o objetivo de identificar pontos críticos e necessidades especiais. É preciso realizar uma avaliação exaustiva, por aparelhos e sistemas, sobretudo naqueles que foram a causa da entrada do paciente na UTI. Cabe mencionar que nas áreas de internação têm sido criadas EQUIPES DE PRIMEIRA RESPOSTA OU EQUIPES DE RESPOSTA RÁPIDA, que surgem para garantir a segurança na atenção oportuna dos pacientes internados mediante a detecção de sinais de alerta. O objetivo da equipe de resposta rápida ou primeira resposta é DETECTAR ALTERAÇÕES HEMODINÂMICAS NO PACIENTE NAS 6 HORAS PRÉVIAS AO INÍCIO DA PIORA, que pode levá-lo de volta à unidade de terapia intensiva ou, na pior das hipóteses, apresentar parada cardiorrespiratória e/ou morte iminente O IDEAL É que a alta da UTI OCORRA PRIMEIRO para uma unidade de menor complexidade no hospital. O período agudo da doença passou e o paciente encontra-se em um estado de melhora. A participação da enfermagem consiste na ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE ALTA que permita garantir a continuidade do cuidado do paciente com o objetivo de consolidar: autoconfiança; independência; continuidade da assistência em casa; estimulação do paciente em atividades de autocuidado, mantendo a atividade física, utilizando a educação para explicar ao paciente e à família as condições de saúde, identificando sinais de alerta e os cuidados a serem realizados em casa, dando continuidade à recuperação que o levará até sua rápida e total cura em casa; identificação dos pontos críticos, o que diminui a possibilidade de retorno por possíveis complicações. Várias causas podem gerar esse tipo de alta do paciente; por exemplo, motivo econômico, transferência para outra instituição e inconformidade em relação ao atendimento prestado. A equipe multidisciplinar DEVE INVESTIGAR OS MOTIVOS PRÉVIOS AO SOLICITAR A ALTA VOLUNTÁRIA e, na medida do possível, oferecer alternativas ao paciente e seus familiares para continuar a sua atenção em condições ideais. Se, após tudo isso, houver recusa em dar seguimento ao atendimento ou se for necessária a transferência, deve-se cumprir avontade da família e/ou do paciente, informando-os sobre a gravidade e o prognóstico da doença. Antes da saída do paciente da UTI, a equipe de enfermagem deve realizar uma AVALIAÇÃO EXAUSTIVA E REGISTRAR AS CONDIÇÕES EM QUE ESTÁ SENDO DADA A ALTA DO PACIENTE (manifestações clínicas, limitações, presença de cateteres, sondas, aparelhos etc.), redigir a informação sobre o profissional responsável pela transferência, deixando tudo documentado na anotação da enfermagem, que é de grande apoio como instrumento de informação no campo da saúde como documento médico-legal. É aconselhável a transferência a uma unidade de menor complexidade, com a intenção de privilegiar o conforto e a presença da família, quando o paciente apresentar uma grave deterioração fisiológica, a terapia tiver fracassado, o prognóstico de curto prazo for precário e não houver possibilidade de recuperação ou, ainda, quando o paciente não obtiver benefício maior com a terapia intensiva. Nesse aspecto, DEVE-SE CONSIDERAR A REALIZAÇÃO DE UMA REUNIÃO PARA PODER TOMAR UMA DECISÃO MÉDICA, ÉTICA E CIENTIFICAMENTE DISCUTIDA com a família antes de dar a alta a um paciente cujo estado de saúde não se beneficie da terapia intensiva. Sofre de uma doença incurável, progressiva e mortal. Apresenta resposta escassa ou nula a tratamento específico disponível. Tem prognóstico de vida inferior a 6 meses. Ao dar as más notícias, deve-se levar em consideração as normas legais de cada país ou estado e a observância aos protocolos institucionais. A inter- relação da equipe médica e da família é fundamental, sendo recomendável orientar-se pela verdade e empregar o contexto adequado para cada paciente e família, isto é, de acordo com seu grupo ÉTNICO, PRINCÍPIOS MORAIS E CRENÇA RELIGIOSA. Em seguida, A SAÍDA DEVERÁ OCORRER O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL, para evitar transtornos e atrasos desnecessários aos familiares. O pessoal de enfermagem pode proporcionar apoio emocional e de acompanhamento aos familiares, orientando-os nos trâmites necessários VERIFICAR SE É POTENCIAL DOADOR DE ÓRGÃOS Os índices de gravidade são definidos como “classificações NUMÉRICAS relacionadas a determinadas características apresentadas pelos pacientes e que proporcionam meios para avaliar as probabilidades de MORTALIDADE E MORBIDADE resultantes de um quadro patológico”. O Sistema de Classificação de Pacientes (SCP) contribui com o dimensionamento das horas de trabalho de enfermagem, pois permite avaliar este tempo conforme a classificação dos pacientes nas diferentes categorias de cuidados, auxiliando no planejamento de custos da assistência prestada Proporcionar qualidade de atendimento aos pacientes da UTI é um desafio profissional para quem gerencia a área de recursos humanos da enfermagem, pois dimensionar pessoal é realizar a PREVISÃO DA QUANTIDADE DE FUNCIONÁRIOS POR CATEGORIA, SUPRINDO AS NECESSIDADES DE ASSISTÊNCIA QUALIFICADA, prestada direta ou indiretamente aos pacientes. KILLIP-KIMBALL Trata-se de uma classificação de gravidade baseada em evidências da presença de insuficiência cardíaca ou choque; Escala de Coma de Glasgow, Avalia o estado de consciência em pacientes com distúrbios ou traumas neurológicos, a partir de três aspectos do comportamento: respostas motora, verbal e abertura ocular APACHE (Acute Physiologic and Chronic Health Evaluation) Classifica os pacientes de acordo com o desvio em variáveis fisiológicas mensuradas, apontando risco para mortalidade Específicos Genéricos TISS-28 é um instrumento simplificado e capaz de classificar os pacientes de acordo com a complexidade das intervenções realizadas, podendo também avaliar a carga de trabalho através do tempo gasto pela equipe de enfermagem, nos cuidados com o paciente O objetivo da nova escala era determinar as atividades de enfermagem que melhor descrevessem a carga de trabalho na UTI e atribuir valores para essas atividades, para que a pontuação mostrasse o consumo médio de tempo em vez da gravidade da doença. VAMOS TREINAR!!! Paciente lúcido, obedece aos comandos, eupneico em uso de cateter de O2 nasal contínuo, sendo verificado sinais vitais de 2/2h, mobiliza todos os membros, apresenta pequenas lesões em dorso, se alimenta de forma autônoma, necessita de auxílio para realização do banho de aspersão e eliminações fisiológicas, possui acesso venoso periférico com hidratação endovenosa contínua! Paciente orientado 1, obedece aos comandos, eupneico em uso de cateter de O2 nasal contínuo 3, sendo verificado sinais vitais de 2/2h 4, mobiliza todos os membros sem auxilio 1, apresenta pequenas lesões em dorso 1, se alimenta de forma autônoma 1 , necessita de auxílio para realização do banho de aspersão 2 e eliminações fisiológicas 2, possui acesso venoso periférico com hidratação endovenosa contínua 3! PONTUAÇÃO: 18 – (BDE – BAIXA DEPENDENCIA DE CUIDADOS) OBRIGADO!!! Qualquer dúvida... ENVIE MENSAGEM: NO AVA NO ZAP (27) 99297-8823 NO E-MAIL: dherik.fraga@faesa.br