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Universidade Zambeze Faculdade de Ciências e Tecnologia Curso de Engenharia Mecatrónica Máquinas Eléctricas Tema: Transformadores 3◦ Ano de Licenciatura Preparado por MSc. Majequete, Duarte Beira, Setembro de 2018 Tema 3: Transformador Apontamentos de Máquinas Eléctricas Por: MSc. DMajequete @ 2019 Página 2 3. TRANSFORMADOR 3.1 Introdução Transformador é um dispositivo electromagnético estático (isto é, sem peças móveis) através do qual a corrente alternada de um nível de tensão é transformada em corrente alternada da mesma frequência, mas com doutro nível de tensão, usando para tal o princípio de indução mútua. O transformador é provavelmente um dos dispositivos eléctricos mais úteis jamais inventados, pois ele pode elevar ou baixar valores de tensão ou corrente em circuito de corrente alternada, pode isolar circuitos eléctricos entre si e modificar (aumentando ou diminuindo) valores de capacitores, indutores ou resistores em circuitos eléctricos, valendo-lhe desse modo a sua aplicação respectivamente em linhas de transmissão de energia eléctrica (transformador de potência), aplicação em circuitos de medida (transformador de medida), em circuitos electrónicos e de comando, no casamento de impedâncias e em isolamento de circuitos mantendo a continuidade de corrente alternada entre os circuitos. O transformador é um dos dispositivos mais simples e é constituído por dois circuitos eléctricos acoplados por um circuito magnético comum, e sua análise envolve muito os princípios essenciais do estudo de máquinas elétricas. Figura 3.1 Esquema básico de um transformador Tema 3: Transformador Apontamentos de Máquinas Eléctricas Por: MSc. DMajequete @ 2019 Página 3 3.2 Constituição do transformador Basicamente, um transformador consiste em dois ou mais enrolamentos acoplados por meio de um fluxo magnético comum, constituindo desta feita enrolamentos respectivamente primário e secundário, e o núcleo. Se um desses enrolamentos (primário) for conectado a uma fonte de tensão alternada, então será produzido um fluxo alternado cuja amplitude dependerá da tensão do primário, da frequência da tensão aplicada e do número de espiras, conforme a lei da indução electromagnética de Faraday. (1) Considerando um transformador ideal, isto é, sem perdas (fig. 3.2) e com base na lei de Lenz, pode se deduzir que , e se essa igualdade for válida, então, se , pelo que . E sendo o fluxo produzido pela uma corrente sinusoidal, então o fluxo instantâneo será: , o que também a fem instantânea irá resultar em: (2) Sendo que uma porção do fluxo, o fluxo mútuo, concatena o segundo enrolamento (secundário) induzindo neste uma tensão cujo valor depende do número de espiras do enrolamento assim como da magnitude do fluxo comum e da frequência. Analogamente, a fem induzida no secundário será: (3) Tema 3: Transformador Apontamentos de Máquinas Eléctricas Por: MSc. DMajequete @ 2019 Página 4 Fig. 3.2 Transformador ideal 3.3 Equação da fem do transformador Considerando que a tensão da fonte do primário é sinusoidal, também o fluxo será sinusoidal e o valor eficaz da fem induzida no primário considerando a expressão (2) e sabendo que no transformador ideal está adiantado em 90◦ em relação ao fluxo e , então o valor eficaz será: (4.a) (4.b) Onde: – Valor da fem eficaz induzida no primário (V) – Valor da fem eficaz induzida no secundário (V) - Frequência do fluxo (Hz) - Número de espiras do primário - Número de espiras do secundário - Valor pico do fluxo (Wb) 4.44 – Constante (valor exacto: ) 3.4 Relação de transformação A partir das expressões das fems induzidas nos enrolamentos primário e secundário, pode se deduzir a relação (razão) de transformação como sendo: (5) Tema 3: Transformador Apontamentos de Máquinas Eléctricas Por: MSc. DMajequete @ 2019 Página 5 Considerando o transformador ideal, isto é, sem perdas e nem fluxo de dispersão então a força magneto motriz líquida ao longo do circuito magnético deve ser zero. Portanto, se e são respectivamente correntes no primário e secundário, então , ou (6) Comparando as expressões 5 e 6, vemos que a relação de corrente através do transformador é inverso da relação de tensão. Logo, quando se ganha em tensão perde-se em corrente e vice- versa, e isso está de acordo com a condição de que a potência aparente de entrada no primário dever ser igual a potência aparente de saída no secundário. Uma propriedade adicional do transformador ideal pode ser vista examinando-se o caso em que se aplica uma tensão senoidal no primário e usa-se uma impedância como carga do lado do secundário. Desta feita, pode se deduzir o seguinte: e (7.a) e (7.b) Dessas expressões vem que: (8) Observamos que a impedância de carga relaciona-se com a tensão e corrente do secundário por: (9) Consequentemente das equações 8 e 9, vemos que a vista nos terminais do primário é igual a: (10) Tema 3: Transformador Apontamentos de Máquinas Eléctricas Por: MSc. DMajequete @ 2019 Página 6 E, consequentemente, vemos que, nos terminais do primário, uma impedância no circuito secundário poderá ser substituída por uma impedância equivalente no circuito primário se satisfizer à relação: (11) Esse modo de transferir a impedância de um lado a outro de um transformador é conhecido por referir ou reflectir a impedância para o outro lado. As impedâncias são transformadas proporcionalmente ao quadrado da relação de espiras. Do mesmo modo, as tensões e correntes podem ser referidas a um lado ou outro, usando-se as expressões (7.a) e (7.b) para calcular a tensão e a corrente equivalentes no lado escolhido. Em resumo, em um transformador ideal, as tensões são transformadas na razão direta da relação de espiras; as correntes, na razão inversa, e as impedâncias, na razão directa da relação de espiras ao quadrado. A potência e os volts-amperes não se alteram. 3.5 Perdas do transformador Até aqui estávamos a considerar um caso de transformador ideal, mas que na prática como qualquer máquina, o transformador real apresenta as seguintes perdas: 1. Perdas no núcleo, as quais incluem perdas por histerese e correntes de Foucault; 2. Perdas resistivas (I 2 R) nos enrolamentos primários e secundários. 3.6 Circuitos Equivalentes As diferenças de um transformador real em relação a um ideal devem ser incluídas em grau maior ou menor na maioria das análises de desempenho dos transformadores. Um modelo mais completo deve levarem consideração os efeitos das resistências dos enrolamentos, os fluxos dispersos e as correntes finitas de excitação relativas à permeabilidade finita (não linear, na realidade) do núcleo. Em alguns casos, as capacitâncias dos enrolamentos também têm efeitos importantes, notavelmente em problemas que envolvem o comportamento do transformador em frequências acima da faixa de áudio, ou durante condições transitórias com variações muito rápidas, como as encontradas em transformadores de sistemas de potência, resultantes de surtos de tensão causados por raios ou transitórios de chaveamento. Entretanto, a análise desses Tema 3: Transformador Apontamentos de Máquinas Eléctricas Por: MSc. DMajequete @ 2019 Página 7 problemas de alta frequência está além do escopo desta abordagem e, por essa razão, as capacitâncias dos enrolamentos serão desprezadas. Dois métodos de análise, pelos quais as características reais e não as ideais podem ser levadas em consideração, são (1) uma técnica de circuito equivalente baseada em raciocínio físico e (2) uma abordagem matemática baseada na teoria clássica dos circuitos magneticamente acoplados. Ambos os métodos são de uso corrente e ambos encontram paralelos quase iguais nas teorias de máquinas rotativas. Como oferece um excelente exemplo do processo de raciocínio usado na conversão de conceitos físicos em uma teoria quantitativa, a técnica do circuito equivalente será apresentada aqui. Para iniciar o desenvolvimento de um circuito equivalente de transformador, examinaremos primeiro o caso de um transformador ideal como mostrado pela figura 3.3 (a). Considerando agora um transformador real, portanto, transformador que comporta perdas por conta dos efeitos das resistências dos enrolamentos, das reactâncias de dispersão, da reactância de magnetização e das perdas no núcleo, o circuito fica como demonstrado na figura 3.3 (b) onde o primário e o secundário são acoplados por um transformador ideal. Fazendo o uso das expressões (5), (6) e (11), o transformador ideal é removido da figura 3.3 (b) e todo circuito equivalente pode ser referido ou para o primário ou para o secundário, conforme as figuras 3.3 (c) e (d) respectivamente. (a) Circuito equivalente de Transformador ideal Tema 3: Transformador Apontamentos de Máquinas Eléctricas Por: MSc. DMajequete @ 2019 Página 8 (b) Circuito equivalente de Transformador real (c) Circuito equivalente de Transformador real referido para o primário (d) Circuito equivalente de Transformador real referido para o secundário Figura 3.3 Circuito equivalente de transformador Tema 3: Transformador Apontamentos de Máquinas Eléctricas Por: MSc. DMajequete @ 2019 Página 9 Onde: - Resistência do enrolamento do primário - Resistência do enrolamento do secundário - Resistência do núcleo - Reactância de dispersão do enrolamento primário - Reactância de dispersão do enrolamento secundário - Reactância de magnetização – Corrente em vazio no primário – Corrente no núcleo – Corrente de magnetização 3.7 Testes em Transformadores As características de desempenho do transformador podem ser obtidos dos circuitos equivalentes, e os parâmetros do circuito equivalente são determinados, ou pelos dados do projecto ou pelos dados de testes (ensaios). Portanto, dos testes comumente usados são os testes em vazio e em curto-circuito. 3.7.1 Teste em vazio Para esse teste, um dos enrolamentos do transformador é deixado em aberto, e o outro enrolamento é ligado a uma fonte de tensão e frequência nominais, e não importa em que enrolamento é aplicado a tensão mas sugere-se sempre do lado de baixa tensão por questões de segurança e da disponibilidade de fontes de baixa tensão. Neste caso, no enrolamento em que é ligado à fonte são medidos os valores de tensão, corrente e potência, designadas grandezas em vazio. Também do enrolamento em aberto é medido o valor da tensão e com este valor pode se fazer a verificação da razão de transformação de espiras. Supondo que o enrolamento que é ligado à fonte é o primário, a leitura do wattímetro corresponde a potência de perdas, pelo que as perdas no núcleo podem ser calculadas de acordo com a expressão. (12) Tema 3: Transformador Apontamentos de Máquinas Eléctricas Por: MSc. DMajequete @ 2019 Página 10 A tensão induzida no primário é dada em forma fasorial, por: (13) Onde equivale ao angulo de factor de potência a vazio, . Outras quantidades do circuito são encontradas por: (14.a) (14.b) (14.c) (14.d) (14.e) 3.7.2 Teste de Curto-Circuito Neste teste, um enrolamento é curto-circuitado através dos seus terminais, e uma tensão reduzida é aplicada no outro enrolamento. A tensão é aplicada gradualmente até que pelo enrolamento em curto-circuito flua a corrente nominal. Mais uma vez, a escolha do enrolamento a ser curto- circuitado é normalmente determinado pelos equipamentos de medição disponíveis para o uso no teste. Embora seja arbitrária a escolha de qual enrolamento usar para o curto-circuito, sugere-se que o curto-circuito seja aplicado ao secundário do transformador e a tensão, ao primário. Nesse tipo de ensaio, por conveniência, o lado de alta tensão em geral é como o primário. Em um transformador comum, como a impedância em série equivalente é relativamente baixa, então uma tensão da ordem de 10 a 15% ou menos do valor nominal, quando aplicada ao primário, resultará na corrente nominal. Entretanto, cuidados devem ser tomados registando-se qual enrolamento está em curto-circuitado, porque isto indicará o enrolamento de referência para se expressar as componentes de impedância obtidas por este teste. Tema 3: Transformador Apontamentos de Máquinas Eléctricas Por: MSc. DMajequete @ 2019 Página 11 Figura 3.4 Circuito equivalente de teste em C-C Com tensão reduzida aplicada no enrolamento primário, a corrente de perdas no núcleo e a corrente de magnetização tornam-se muito pequenas, e o circuito equivalente reduz-se ao indicado na figura 3.4. Assim, se , e são respectivamente potência, corrente e tensão de entrada sob curto-circuito, então referidos ao primário será: (15.a) (15.b) (15.c) Conhecendo e razão de transformação , pode ser determinada pela expressão (15.b). Na expressão (15.c) é normalmente admitido que a reactância de dispersão é dividida igualmente entre o primário e o secundário, isto é, (15.d) 3.8 Regulação de tensão A regulação de tensão de um transformador é definida como a variação de tensão nos terminais do secundário quando se passa da condição sem carga para carga total. É expressa normalmente como uma percentagem da tensão a plena carga. Em aplicações de sistemas de potência, a regulação é uma figura de mérito de um transformador: um valor baixo indica que as variações de cargado secundário no transformador não afetam de forma significativa o valor da tensão Tema 3: Transformador Apontamentos de Máquinas Eléctricas Por: MSc. DMajequete @ 2019 Página 12 fornecida à carga. É calculada supondo que a tensão do primário permanece constante quando a carga é removida do secundário do transformador. A regulação de tensão depende do factor de potência da carga. Por conseguinte, se deve especificar o factor de potência. Se a carga é capacitiva, a tensão em vazio pode exceder a tensão em plena carga, cuja regulação é negativa. (16.a) Em casos de circuitos equivalentes aproximados referidos do primário ou secundário, pode se calcular a regulação de tensão através de: (16.b) (16.c) Onde: - Tensão no secundário em vazio - Tensão no secundário em plena carga - Tensão no primário em plena carga (caso de circuito equivalente) - Tensão especificada no secundário em plena carga (caso de circuito equivalente) 3.9 Autotransformadores, transformadores de múltiplos enrolamentos Os princípios discutidos nas secções anteriores foram desenvolvidos tendo como referência específica os transformadores de apenas dois enrolamentos. Na prática existem transformadores com outras configurações, para as quais os mesmos princípios são também aplicados. 3.9.1 Autotransformadores Na Fig. 3.2, é mostrado um transformador de dois enrolamentos N1 e N2 do primário e secundário respectivamente. O mesmo efeito de transformação sobre tensões, correntes e impedâncias pode ser obtido quando esses enrolamentos são conectados como mostrado na fig. 3.5. No entanto, observe que nessa figura o enrolamento bc é comum a ambos os circuitos do primário e do secundário. Esse tipo de transformador é chamado autotransformador. É similar a Tema 3: Transformador Apontamentos de Máquinas Eléctricas Por: MSc. DMajequete @ 2019 Página 13 um transformador normal conectado de forma especial, excepto que os enrolamentos devem ser isolados adequadamente para suportar a tensão de funcionamento. Figura 3.5 Circuito de Autotransformador Uma diferença importante entre o transformador de dois enrolamentos e o autotransformador é que os enrolamentos do transformador de dois enrolamentos estão electricamente isolados, ao passo que os do autotransformador estão conectados directamente entre si. Além disso, conectado como autotransformador, o enrolamento ab exige uma isolação extra, pois deve estar isolado contra a plena tensão máxima do autotransformador. Os autotransformadores têm reactâncias de dispersão menores, perdas mais baixas, menores correntes de excitação e custam menos que os transformadores de dois enrolamentos, desde que as relações de tensões não sejam muito diferentes de 1:1. 3.9.2 Transformadores de múltiplos enrolamentos Transformadores com três ou mais enrolamentos, conhecidos como transformadores de múltiplos enrolamentos ou de múltiplos circuitos, são usados muitas vezes para interconectar três ou mais circuitos que podem ter tensões diferentes. Para esses propósitos, um transformador de múltiplos enrolamentos custa menos e é mais eficiente do que um número equivalente de transformadores de dois enrolamentos. Transformadores com um primário e múltiplos Tema 3: Transformador Apontamentos de Máquinas Eléctricas Por: MSc. DMajequete @ 2019 Página 14 secundários são encontrados frequentemente em fontes de alimentação CC de saídas múltiplas para aplicações em electrónica. Do mesmo modo, um grande sistema de distribuição pode ser alimentado através de um banco trifásico de transformadores de múltiplos enrolamentos a partir de dois ou mais sistemas de transmissão de tensões diferentes. Além disso, os bancos de transformadores trifásicos usados para interligar dois sistemas de transmissão de tensões diferentes têm frequentemente um terceiro (ou terciário) conjunto de enrolamentos para fornecer tensão para fins auxiliares em subestações ou para alimentar um sistema de distribuição local. Capacitores estáticos ou condensadores síncronos podem ser conectados aos enrolamentos terciários para corrigir o factor de potência ou regular a tensão. Algumas vezes, enrolamentos terciários conectados em triângulo são colocados em bancos trifásicos para fornecer um caminho de baixa impedância para as componentes de terceira harmônica da corrente de excitação, de modo a reduzir as componentes de terceira harmônica da tensão do neutro. Algumas das questões que surgem no uso de transformadores de enrolamentos múltiplos estão associadas aos efeitos das impedâncias de dispersão sobre a regulação de tensão, as correntes de curto-circuito e a divisão de carga entre circuitos. Esses problemas podem ser resolvidos por uma técnica de circuito equivalente similar à usada no tratamento de transformadores de dois circuitos. Os circuitos equivalentes de transformadores de enrolamentos múltiplos são mais complicados do que os de dois enrolamentos, porque devem levar em conta as impedâncias de dispersão associadas a cada par de enrolamentos. Normalmente, nesses circuitos equivalentes, todas as grandezas são referidas a uma base comum, seja usando as relações de espiras adequadas para referir os enrolamentos, seja expressando todas as grandezas no chamado sistema por unidade. Tema 3: Transformador Apontamentos de Máquinas Eléctricas Por: MSc. DMajequete @ 2019 Página 15 FICHA DE EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO 1. O primário de um transformador tem 200 espiras e é alimentado por uma fonte de 220 V a 50 Hz. Qual é o máximo valor do fluxo no núcleo? 2. Um transformador de 60 Hz, tendo um enrolamento primário com 480 espiras consome a vazio 80 W de potência com uma corrente de 1.4 A e uma tensão de entrada de 120 V. Se a resistência do enrolamento primário é de 0.25 Ω , determine: a) A perda no núcleo. b) O factor de potência a vazio. c) O máximo fluxo no núcleo (despreze as quedas na resistência e na reactância do primário) 3. Para o transformador do exercício anterior (exercício no.2) avalie a reactância de magnetização Xm e a resistência de perdas magnéticas Rc. a) Desprezando a queda na impedância do primário. b) Incluindo o efeito da resistência do enrolamento R1=0.25Ω, e da reactância de dispersão X1=1.2Ω. 4. Os parâmetros do circuito equivalente de um transformador de 150 KVA, 2400/240 V são R1=0.2 Ω, R2=2 mΩ, X1=0.45Ω, X2=4.5 mΩ, Rc=10 Ω e Xm=1.55 KΩ. Considerando o circuito referido para o primário, determine: a) A regulação de tensão. b) O rendimento do transformador operando com carga nominal e factor de potência 0.8 atrasado. 5. Os valores óhmicos dos parâmetros do circuito de um transformador, tendo uma relacao de espiras de 5, são R1=0.5 Ω, R2=0.021 Ω, X1=3.2 Ω, X2=0.12 Ω. Os valores de Rc=350 Ω e Xm=98 Ω estão referidos para o primário. Desenhe o circuito equivalente aproximado e mostre os valores numéricos dos parâmetros do circuito, quando o transformador é referido para: a) O primário. b) O secundário Tema 3: Transformador Apontamentos de Máquinas Eléctricas Por: MSc. DMajequete @ 2019 Página 16 6. Um transformador de distribuição de 50 kVA, 2400:240 V e 60 Hz tem uma impedânciade dispersão de 0,72 + j0,92 Ω no enrolamento de alta tensão e 0,0070 + j0,0090 Ω, no de baixa tensão. Na tensão e frequência nominais, a impedância Zϕ do ramo em derivação (igual à impedância de Rc e jXm em paralelo), responsável pela corrente de excitação, é 6,32 + j43,7 Ω, quando vista do lado de baixa tensão. Desenhe indicando numericamente as impedâncias no desenho, o circuito equivalente referido para: a) Lado de alta tensão, b) Lado de baixa tensão. 7. Os resultados dos testes em vazio e em curto-circuito de um transformador de 25 KVA, 440/220 V, 60 Hz, são os seguintes: Teste em vazio, enrolamento primário em circuito aberto e com os instrumentos colocados no lado de baixa tensão: Tensão de entrada, 220 V; corrente de entrada, 9.6 A; potência de entrada, 710 W. Teste em curto-circuito, enrolamento secundário curto-circuitado com instrumentos colocados no lado de alta tensão. Tensão de entrada, 42 V; corrente de entrada, 57 A; potência de entrada, 1030 W. Obtenha os parâmetros do circuito equivalente “exacto”, referidos para o lado de alta tensão, assumindo que e .