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1 
 
Seja Bem Vindo! 
 
Curso 
Fotografia Digital 
Carga horária: 40hs 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
Dicas importantes 
 
• Nunca se esqueça de que o objetivo central é aprender o 
conteúdo, e não apenas terminar o curso. Qualquer um termina, só 
os determinados aprendem! 
 
• Leia cada trecho do conteúdo com atenção redobrada, não se 
deixando dominar pela pressa. 
 
• Explore profundamente as ilustrações explicativas disponíveis, 
pois saiba que elas têm uma função bem mais importante que 
embelezar o texto, são fundamentais para exemplificar e melhorar 
o entendimento sobre o conteúdo. 
 
• Saiba que quanto mais aprofundaste seus conhecimentos mais 
se diferenciará dos demais alunos dos cursos. 
 
 Todos têm acesso aos mesmos cursos, mas o aproveitamento 
que cada aluno faz do seu momento de aprendizagem diferencia os 
“alunos certificados” dos “alunos capacitados”. 
 
• Busque complementar sua formação fora do ambiente virtual 
onde faz o curso, buscando novas informações e leituras extras, 
e quando necessário procurando executar atividades práticas que 
não são possíveis de serem feitas durante o curso. 
 
• Entenda que a aprendizagem não se faz apenas no momento 
em que está realizando o curso, mas sim durante todo o dia-a-
dia. Ficar atento às coisas que estão à sua volta permite encontrar 
elementos para reforçar aquilo que foi aprendido. 
 
• Critique o que está aprendendo, verificando sempre a aplicação 
do conteúdo no dia-a-dia. O aprendizado só tem sentido 
quando pode efetivamente ser colocado em prática. 
 
 
 
 
3 
 
Conteúdo 
 
Breve Histórico 
O que é Fotografar? 
A Luz e as Cores 
Equipamentos e Formatos (Convencionais x Digitais) 
Como a Imagem é Registrada? 
Os Dispositivos de Exposição 
Como Fotografar? 
A Composição da Imagem 
Imprima e Impressione 
Escolhendo um Equipamento 
Cuidados Especiais 
Bibliografia/Links Recomendados 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
Breve Histórico 
 
1727 – Alemanha – Johann Heinrich. Fenômeno da 
fotossensibilidade em sais de prata. 
1826 – França - Joseph Nicéphore Nièpce. Inventa a 
Héliographie. Morreu antes de ver seu invento mundialmente 
aclamado. 
 
1835 – William Henry Fox Talbot. Inventa a Calotipia ou 
Talbotipia (Desenho fotogênico). Fazia uso de um tipo de 
negativo de papel = Reprodutibilidade. 
1839 – França – Jean Jacques Mandé Daguerre inventa a 
Daguerreotypie: 
- Placa de cobre revestida com prata polida; 
- Imagem única e rara; 
- Longas horas de exposição (ruim para retratos). 
 
Niépce de Saint Victor (sobrinho de Niépce) - Daguerreótipos 
com tênue coloração. 
5 
 
1869 – Hauron e Cros – Imagens em cores na mesma época, 
sem que um tivesse conhecimento do outro. 
1907 – Autochrome Lumiére – Féculas de batata previamente 
tingidas (RGB) em placas de vidro. 
1935 – Leopold Manner e Leopold Godowsky – Filme 
diapositivo (slide) – Kodachrome – Emulsões de sais de prata em 
3 camadas independentes (RGB). 
1941 – Kodak - Negativo / Positivo em cores. 
1947 – Ektacolor – Filme colorido que podia ser processado 
pelo próprio fotógrafo. 
Década 80 – Popularização da revelação em cores (processo 
C41), com entrega em 24 hs. 
Década 90 – Popularização da revelação em cores, processo 
C41, com entrega em 1 hora. 
Início dos anos 2000 - Terceiro milênio – Lançamento da 
fotografia digital (160 ANOS APÓS). Uma das principais e mais 
profundas revoluções tecnológicas. 
 
O que é Fotografar? 
 
É registrar o cotidiano? 
Enxergar detalhes? 
Descobrir novos olhares? 
Captar flagrantes? 
Provocar reações? 
É luz e sombra? 
Estado da arte? 
 
É tudo isso! 
É ter a oportunidade de guardar as boas lembranças (No Japão, 
chega a favorecer a aprovação de pedido de casamento); 
É memória (Filme Titanic / Rose); 
6 
 
É paixão. 
E prática. Muita prática. 
 
Exercício prático 1: Pegar uma revista sobre fotografia e criticar 
as obras. 
 
A Luz e as Cores 
 
LUZ 
 
(Aurélio) Radiação eletromagnética de comprimento de onda 
compreendido, aproximadamente, entre 4.000Å e 7.800Å, capaz 
de provocar sensação visual num observador normal. 
 
VISÃO 
 
O que vemos, portanto, é a reflexão destas ondas diante de uma 
superfície (Luminância). As cores (Crominância) que enxergamos 
acontecem porque estas ondas vibram em freqüências distintas, 
após incidirem em superfícies de materiais distintos. 
 
FONTES DE LUZ 
 
NATURAIS: 
1) Sol 
Direta – Luz “dura”, com alto contraste. Boa para detalhar relevo 
e texturas. 
Indireta – Luz difusa, com baixo contraste. Boa para fotografar 
pessoas (atenua as marcas de expressão, imperfeições e 
rugosidades). 
2) LUA – Muito tênue e demasiadamente fraca para registro. 
 
ARTIFICIAIS: 
Incandescente, Fluorescente, Vapor de Mercúrio, Vapor de 
Sódio, Flash (Direta, difusa ou rebatida) etc. 
7 
 
 
AS CORES 
 
OLHO HUMANO: 
A visão humana é capaz de distinguir cores a partir do 
infravermelho, até o ultravioleta (as cores visíveis no arco-íris), a 
partir de três pigmentos visuais dispostos nas células cones, no 
fundo da retina do globo ocular (Hearn e Baker). 
CORES PRIMÁRIAS (Cores puras): 
POSITIVAS: RGB = Red (vermelho), Green (verde) e Blue (azul). 
Gráficas usam o padrão CYMK.
 
Cyan, Yellow, Magenta e K-Black. 
CORES SECUNDÁRIAS ou PRIMÁRIAS NEGATIVAS: 
CMY = Cyan (ciano), Magenta e Yellow (amarelo). 
Resultantes da mistura entre duas cores primárias. 
CORES TERCIÁRIAS são formadas por uma primária e uma 
secundária. 
 
A TEMPERATURA DE COR 
 
Cada fonte de luz possui uma freqüência de onda diferente, 
fazendo com que os objetos sejam vistos, pelas suas respectivas 
reflexões, com cores diferentes das originais. 
No século 19, o escocês Lord Kelvin criou uma tabela capaz de 
medir os desvios de proporção da luz branca, a partir de uma 
barra de ferro sendo aquecida. Da cor negra, abaixo dos 1000o 
Kelvin, a medida em que ia aquecendo a barra de ferro, passava 
a emitir irradiação luminosa, com cores variáveis, do vermelho 
(1200o K), ao azul (11000o K), conforme gráfico abaixo. 
8 
 
 
Por padrão, imagens iluminadas com fonte luminosa natural, do 
sol ao meio dia e à sombra, por exemplo, produz uma imagem 
tendendo à cor branca. Já ao crepúsculo, produz imagens 
avermelhadas. De forma análoga, cada fonte luminosa produz um 
padrão cromático distinto. Um bom fotógrafo sabe distinguir quais 
são essas tendências de aberrações, antes mesmo do registro. 
Veja a tabela abaixo com alguns exemplos desses efeitos com as 
fontes luminosas mais comuns: 
 
De forma inteligente, o cérebro humano, ao receber os pulsos 
nervosos normais com a imagem, automaticamente, ajusta o 
balanço de cor, fazendo com que as cores pareçam mais reais e 
naturais,se baseando nas luminâncias mais altas, deixando-as 
brancas. Por esse motivo, não percebemos esses efeitos. 
9 
 
Os filmes fotográficos possuem filtros cromáticos para correção 
de temperatura de cor, bem como fazem os equipamentos 
fotográficos e filmadoras, que corrigem, manualmente ou 
automaticamente, essas aberrações naturais, para que as cores 
pareçam mais reais. Quando esse ajuste é feito manualmente, 
usa-se o termo “bater o branco” ou “White Balance setting”. 
 
Exercício prático 2: Ajuste a câmera para posição luz natural, 
com sol, e fotografe locais com diferentes temperaturas de cor. 
 
Equipamentos e Formatos (Convencionais x 
Digitais) 
 
COMPONENTES BÁSICOS 
 
CLASSIFICAÇÃO DOS TIPOS DE EQUIPAMENTOS 
 
QUANTO AO USO: AMADORES 
Dotada de recursos automáticos para facilitar a vida do fotógrafo, 
tais como foco, velocidade, abertura e ajuste de ISO automáticos 
ou fixos. São muito limitadas.QUANTO AO USO: PROFISSIONAIS 
Uso de recursos manuais e automáticos, respectivamente, para 
oferecer controle total da exposição e para facilitar a vida do 
10 
 
fotógrafo, tais como ajustes de foco, velocidade, abertura e de 
ISO ou ASA automáticos ou fixos. 
A maior característica de um equipamento profissional é a 
presença do SLR - Single Lens Reflex - (monoreflex), na qual a 
imagem enquadrada passa pela objetiva e chega, por meio de 
espelhos, atévisor (ocular). Tal recurso favorece o 
enquadramento e a certeza do foco, evitando o erro de paralaxe. 
 
QUANTO A FORMA DE REGISTRO: CONVENCIONAIS 
São os equipamentos que fazem uso de películas fotográficas 
negativas ou positivas (slides e instantâneos), à base de haleto 
de prata. 
Os filmes deram à fotografia a natureza intrínseca: a 
reprodutibilidade. 
Quanto maior a área do filme, maior a definição da imagem. 
 
FORMATOS DE FILMES: 
Extintos: 110, 126 etc. 
Atuais: APS, 135 (mais usado) e 120 (6x6cm ou 6x7cm) .
 
11 
 
> NEGATIVOS OU POSITIVOS (SLIDES) 
> PRETO&BRANCO OU EM CORES 
> INSTANTÂNEO (Polaroid). 
 
QUANTO A FORMA DE REGISTRO: DIGITAIS 
São os equipamentos que fazem uso de sensores eletrônicos 
(CCD ou CMOS) para registrar a imagem e gravam em arquivos 
de formatos binários (JPG, TIF, RAW etc.). 
 
Quanto maior o número de pixels (pontos de imagem) no chip, 
maior a definição e qualidade da imagem. 
 
Exercício prático 3: Qual formato é a sua câmera, quanto à 
forma de registro e quanto ao uso? Como é feito o ajuste de 
temperatura de cor da sua câmera? 
 
AS OBJETIVAS 
 
Levam em conta o ângulo da abordagem fotográfica e são 
classificadas em função da distância, em milímetros, entre o filme 
(ou sensor) e a primeira lente do conjunto óptico da objetiva. 
Com base em câmeras de filmes 35mm, podem ser: 
FISH EYE (Olho de peixe) – Abaixo de 20mm. 
GRANDE ANGULAR – Entre 20 e 45mm. 
NORMAL – 45 ~60 mm. 
TELEOBJETIVA – Acima de 70 mm. 
ZOOM – Distância focal variável. 
MACRO – Capaz de focar objetos muito próximos (poucos 
centímetros). 
12 
 
PC – PERSPECTIVE CONTROL – Grande angular com 
capacidade de corrigir distorções. 
 
CARACTERÍSTICAS FOCAIS: 
OBJETIVA – GRANDE ANGULAR 
São as objetivas com distância focal entre 20 e 45mm (filme 135); 
Oferecem campo de visão ampliado; 
Grande profundidade de campo (área em foco); 
Altera a perspectiva gerando distorções na imagem. Os assuntos 
mais próximos ficam muito maiores do que os mais distantes. 
 
OBJETIVA - NORMAL 
São as objetivas com distância focal aproximada de 50mm (filme 
135); 
Oferecem campo de visão análogo ao olho humano; 
Profundidade de campo moderada (área em foco); 
Altera muito pouco a perspectiva. 
 
OBJETIVA - TELEOBJETIVA 
São as objetivas com distância focal acima de 55mm (filme 135); 
Oferecem campo de visão fechado; 
Baixa profundidade de campo (área em foco); 
Altera bem menos a perspectiva. 
13 
 
 
OBJETIVA - ZOOM 
São as objetivas com distância focal ou campo de visão 
VARIÁVEIS; 
Profundidade de campo (área em foco) depende do ângulo usado 
e da abertura; 
A distorção de perspectiva altera, também, em função do ângulo. 
 
Observação: O Zoom digital é um recurso que deve ser usado de 
forma muito restrita, pelo fato de ser mais um mero apelo de 
venda da indústria do que um útil recurso. O maior problema é 
que ele causa deformações na imagem final, ao ampliar os pixels 
e ao tentar criar novos pontos semelhantes. Seus efeitos podem 
ser irreversíveis e nocivos à uma boa imagem. 
 
Exercício prático 4: Faça 3 fotos com distâncias focais em 
grande angular, normal e tele e anotem os resultados. Dica: 
Cuidado com as gordinhas! 
 
ACESSÓRIOS ÚTEIS 
 
FLASHES 
14 
 
Fornecem luz balanceada (temperatura de cor da luz do dia = cor 
branca), para situações de baixa luminosidade. Podem gerar 
iluminação muito dura (luz “chapada”, com altos contrastes, 
deixando a imagem muito plana). Esses efeitos indesejados 
podem ser atenuados pelo uso de difusores ou de rebatedores, 
presentes nos modelos profissionais.
 
Alguns modelos fazem leitura do ambiente, de sorte a adequar a 
intensidade luminosa às condições de iluminação do ambiente e 
ao valor do diafragma previamente escolhido. Outros ainda 
possuem a capacidade de ajustar o foco, automaticamente, em 
função da distância focal do zoom e, ainda, de trocar informações 
com as câmeras monoreflex (sistema TTL – Through the lens), 
para garantir um melhor ajuste automático. 
RED EYE REDUCTION: Há um efeito desagradável que ocorre 
com as câmeras compactas, cujo flash embutido, por 
necessidade de projeto de desenho, fica disposto muito próximo 
da lente, que deixa as pessoas com os olhos vermelhos. Esse 
efeito ocorre porque o ângulo de reflexão da luz está muito 
fechado, fazendo com que a luz do flash ilumine, diretamente, o 
fundo do olho e retorne direto para a lente. Como o globo ocular é 
irrigado por vasos sangüíneos, resulta na cor vermelha da pupila. 
Para evitar esse efeito, algumas câmeras possuem um recurso 
chamado de Red Eye Reduction (redutor de olhos vermelhos), 
que consiste na emissão de um foco de luz ou de pequenas 
rajadas de flashes, para que, por esse estímulo, as pupilas se 
contraiam e atenuem esse efeito. 
 
15 
 
CARTÕES DE MEMÓRIA (CHIP)
 
Responsáveis pelo armazenamento da imagem nas câmeras 
digitais. É como se fosse a gasolina de um automóvel, portanto, é 
indispensável. Quanto maior a suacapacidade de 
armazenamento, maior quantidade de fotos podemos armazenar 
neles. 
Quadro comparativo: Megabytes X Megapixels 
 
 
OUTROS ACESSÓRIOS: 
Oferecem recursos adicionais às fotografias e proteção ao 
equipamento: tripé, bolsas de proteção, pilhas recarregáveis, 
filtros (UV, Polarizador, Close-Up etc.) 
 
FILTRO: POLARIZADOR 
Capaz de polarizar a reflexão da luz, eliminando reflexos 
indesejáveis. 
16 
 
 
 
LENTE: CLOSE UP 
Lente de aproximação, que amplia a imagem. 
 
Exercício Prático 5: Quantos Megabytes tem o seu cartão de 
memória e quantos Megapixels tem seu sensor de imagem? 
Qual é o zoom óptico e digital de sua câmera. 
 
Como a Imagem é Registrada? 
 
A palavra fotografia deriva do grego Photo (luz), acrescido de 
Graphos (escrita ou desenho). Atualmente, fotografias podem ser 
registradas por meio de filmes ou papéis fotossensíveis 
(equipamentos convencionais) ou por sensores de imagem 
(equipamentos digitais). 
17 
 
CONVENCIONAL: O Filme Fotográfico
 
O filme negativo fotográfico em cores é composto, basicamente, 
por uma base plástica transparente e de três películas sensíveis 
à cada uma das cores primárias, compostas de emulsões à base 
de sais de prata (virgem), como elemento fotossensível, e de 
gelatina, como veículo. 
Cada uma dessas películas possui camadas com corantes com 
as cores primárias negativas, que atuam como filtros. Só passam 
pelos filtros as informações de cores diferentes da cor do mesmo. 
Portanto, cada uma das camadas só registra nuances cromáticas 
de cores semelhantes à mesma. 
 
DIGITAL : O Sensor 
 
Nas câmeras digitais, no lugar do filme fotográfico, há um ou mais 
sensores de captação de imagens do tipo CCD (Charged Couped 
Device) ou CMOS (Complementary Metal Oxide Semiconductor). 
No caso do CCD, cada célula forma um ponto (pixel) 
18 
 
sensibilizado analogicamente, cujo valor é mensurado e 
convertido para sinal digital. A imagem final é composta, portanto, 
pelo conjunto desses valores e de outros atributos extras 
necessários à formação do arquivo. Já o CMOS é composto por 
vários transistores para cada pixel que amplificam e movem a 
carga por fios condutores. Como o sinal já é digital, dispensa a 
conversão e, com efeito, permite captações mais rápidas (refresh 
time).Assim como ocorre com os filmes fotográficos, também, há 
filtros de cores para captação das cores (em RGB, RGBK etc.). 
 
DIGITAL : Pixel (Picture Element) 
É a menor parte de uma imagem. É um microponto, ou um ponto 
discreto de uma imagem. 
 
DIGITAL : Codificação Analógico > Digital
 
Como apresentado antes, no caso da captação por CCD há a 
necessidade de digitalização da imagem. Cada pixel é formado, 
basicamente, pelos valores analógicos de cada uma das cores 
(normalmente pelo RGB). Esses valores são digitalizados, de 
sorte a amostrar milhões de possibilidades de cores, são 
agrupados e, por fim, recebem os cabeçalhos e rabichos de 
fechamento dos arquivos digitais, formando o arquivo final, sem 
compressão. 
 
DIGITAL : Compressão JPEG 
Arquivos de imagem, ou tipo raster, demandam grandes 
quantidades de memória para amostragem e formação do 
conjunto de pixels. Para diminuir o tamanho da informação, em 
19 
 
bytes, usa-se algoritmos de compressão, sendo o JPEG um dos 
mais usados, por causa da qualidade final dos arquivos e do alto 
poder de compressão. Vide no diagrama abaixo, o esquema de 
compressão e descompressão JPEG. 
 
DIGITAL : Anti Aliasing 
Como o formato original do pixel é quadrado, as imagens digitais 
formadas tendem a “serrilhar” os detalhes finos. A solução para 
disfarçar esse efeito indesejado foi em inserir pixels com valores 
intermediários nos contornos dos detalhes, formando uma escala 
em degradê. 
 
20 
 
CONVENCIONAL x DIGITAL
 
Fotógrafos mais conservadores ainda defendem a qualidade da 
fotografia convencional como superior, tal como ocorre, ainda, 
com outros profissionais ao preferirem a fotografia em 
preto&branco. Na verdade, se levarmos em conta uma mesma 
resolução e óptica, a fotografia digital (1:4000 = 12 pontos de f) 
possui uma faixa dinâmica bem maior do que a convencional 
(1:32 = 5 pontos f), conforme se pode observar na tabela ao lado, 
segundo a PMA (Photo Marketing Association). Essa vantagem 
para o digital permite captações com detalhamento mais fino, 
com sombras bem mais suaves e menos contrastadas, capazes 
de amostrar detalhes antes ocultados pela fotografia em 
cores tradicional. 
 
Exercício prático 6: Fazer 3 fotografias com uma mesma 
câmera digital e de um mesmo assunto e ângulo, explorando 3 
níveis de compressão distintos. Compararem os resultados 
obtidos. 
 
Os Dispositivos de Exposição 
 
O FOCO 
MANUAL: 
Pode ser feito com o auxílio de Telêmetro de Imagem Partida ou 
de Microprismas, que é um recurso óptico presente em algumas 
câmeras profissionais e pouco usado, hoje em dia, por ter sido 
21 
 
substituído por sistemas eletrônicos de focalização automática 
mais eficientes. 
AUTOMÁTICO: 
Atualmente, são várias as tecnologias de medição de distância, 
para ajuste de foco, tais como por emissão de raios 
infravermelhos, ultra-sônicos etc. São recursos bem 
desenvolvidos e confiáveis. Algumas câmeras contam com 
algoritmos inteligentes, capazes de prever onde (a distância 
focal) um dado objeto em movimento estará no momento do 
registro. 
 
A EXPOSIÇÃO 
É o ato de expor o sensor ou o filme fotográfico a uma quantidade 
exata de luz, de forma a excitá-lo plenamente e sem excesso, 
para que uma imagem seja bem registrada, de acordo com a 
leitura de fotometria (vide parágrafo abaixo). Caso falte luz 
(subexposição), as áreas mais escuras da imagem vão se 
esmaecendo, proporcionalmente à falta de luz, chegando a não 
ser sequer registradas. Do contrário, caso haja excesso, as 
partes mais claras são sacrificadas, até que cause um quadro 
completamente branco. 
 
FOTOMETRIA: É o ato de medir a quantidade de luz, de sorte a 
informar quais os números de diafragma e de velocidade do 
obturador são indicados para o registro da imagem. A fotometria 
é realizada pelo FOTÔMETRO (interno), ao se pressionar 
levemente (na maioria das câmeras) o botão do obturador 
(disparo). Os resultados da medição dependerão da sensibilidade 
de ISO ajustada. 
Há equipamentos que permitem a configuração do sistema de 
fotometria em: EVALUATIVE = É o modo mais inteligente 
presente em câmeras avançadas, que avalia vários pontos no 
quadro, para analisar o objeto principal, a iluminação de frente e 
de fundo, brilho etc., para, então, definir quais regulagens de 
diafragma e velocidade deve-se usar, em função do programa 
definido pelo fotógrafo (P, Green Zone, Av, Tv etc.); 
SPOT (pontual) = Analisa apenas um ponto central do quadro, 
ignorando as demais áreas; 
22 
 
PARTIAL = É como o SPOT, só que mede uma área maior ao 
centro (+- 9% da área); 
CENTER-WEIGHTED AVERAGE = Calcula a média de 
iluminação do quadro, mas prioriza a luz presente no centro 
(média ponderada). 
FOTÔMETRO EXTERNO: Essa medição pode ser, também, 
realizada por equipamentos profissionais dedicados, que só são 
úteis para fotografia profissional. A precisão da leitura de um 
fotômetro resulta na qualidade do registro. 
 
CONTROLES BÁSICOS DA EXPOSIÇÃO 
As máquinas fotográficas mais avançadas contam com, pelo 
menos, três recursos essenciais a uma boa fotografia (diafragma 
ou íris, cortina do obturador, ajuste de sensibilidade), como forma 
de ajuste da exposição do filme ou do sensor à luz. Por razões 
econômicas ou de desenho, alguns equipamentos são 
construídos com um ou mais desses ajustes com valores 
medianos fixos. Ou seja, ao invés de contarem com conjuntos 
eletromecânicos de alta precisão, substituem por circuitos 
eletrônicos que simulam os seus funcionamentos (p.ex. aparelhos 
celulares), de forma limitada, ou mesmo não oferecem qualquer 
ajuste (p.ex. câmeras descartáveis, populares ou falsificadas), 
tendo suas funções básicas fixadas em valores medianos. 
Nesses casos, a qualidade final da exposição àluz fica limitada às 
condições às quais esses equipamentos foram pré-programados, 
não havendo como o fotógrafo interagir com a exposição. 
 
DISPOSITIVOS MANUAIS DE EXPOSIÇÃO 
 
23 
 
 
CORTINA DO OBTURADOR 
 
É um dispositivo mecânico, controlado eletronicamente nos 
equipamentos mais avançados, disposto entre a objetiva e o 
sensor ou filme fotográfico, que é responsável por obstruir o 
sensor ou filme quando não estiver em registro da imagem e por 
abrir a cortina durante o período de tempo definido pelo fotógrafo 
ou pelos cálculos automáticos, de sorte a expor o sensor ou filme 
à luz necessária ao registro da imagem. 
 
AJUSTE DE VELOCIDADE DO OBTURADOR 
Regula a tempo, em frações de segundos, em que a película ou o 
sensor será exposto à luz. Quanto maior o número de 
Velocidade, mais rápida será a exposição. 
Escala geral: 2”, 1”, 2, 4, 8, 15, 30, 60, 125, 250, 500, 1000, 2000. 
Velocidades altas, “congelam” a cena. 
Velocidades baixas, borram os pontos com movimento. (Usar 
tripé) 
24 
 
 
FOTOS EM LONGA EXPOSIÇÃO: São fotos registradas a 
velocidades extremamente baixas, capturadas com tripé e 
propulsor ou com Timer, para cenas com pouca iluminação 
(paisagens noturnas) ou quando se pretende enfatizar o 
movimento. 
 
DIAFRAGMA ou IRIS 
Regula a entrada de luz pela objetiva, de forma análoga ao íris do 
olho humano. Nas máquinas fotográficas, quanto maior o número 
de f, mais fechado está o diafragma. Escala geral: 1.8, 2.8, 4, 5.6, 
8, 11, 16, 22. 
 
Nota: Relação óptica do diafragma: Quanto mais aberto, menor 
profundidade de campo, ou seja, a região em foco limita-se ao 
plano de foco, borrando os elementos anteriores e posteriores 
deste plano focal. O foco, nesta situação de lente muito aberta, 
fica muito crítico. À medida em que se fecha o íris ou diafragma, 
a profundidade de campo em foco aumenta proporcionalmente. 
Vale ressaltar que a arte fotográfica depende, em muito, desse 
conceito. Uma boa composição fotográfica pode ser conseguida 
na delimitação das áreas emfoco, como meio de guiar o olhar do 
expectador para o assunto que o fotógrafo deseja que seja 
percebido. 
 
SENSIBILIDADE 
 
Calibra a leitura do fotômetro (dispositivo que mensura a 
quantidade de luz do ambiente), em função da sensibilidade à luz 
desejada. Em câmeras convencionais que usam filmes 
fotográficos, a sensibilidade é definida em ASA ou ISO e depende 
da quantidade de prata que foi aplicada neles durante a 
fabricação. Já no caso de equipamentos digitais, trata-se de um 
ajuste eletrônico que regula o quanto sensível à luz ficará o 
sensor. Quanto maior a sensibilidade à luz (porque mais sais de 
prata há nos filmes ou mais forçados serão os circuitos 
eletrônicos), menos luz precisará para o registro da imagem e, 
em compensação, mais “granulada” ficará a imagem (porque sais 
25 
 
de prata não são translúcidos e o excesso de sensibilidade, 
ajustado eletronicamente, gera ruídos). 
Escala geral: ..., 25, 50, 100, 200, 400, 800, 1600... 
Nota: Algumas câmeras convencionais recentes, que fazem uso 
de filmes fotográficos, eram dotadas com um sistema de leitura 
de ASA (ou ISO) automático, chamado de sistema DX. As 
bobinas dos filmes fotográficos 135 possuíam um tipo de código 
de barras, com informações da quantidade de chapas e da 
sensibilidade do filme. 
 
DISPOSITIVOS AUTOMÁTICOS 
 
Notem que, nas ilustrações anteriores, por questões econômicas 
e/ou de desenho, cada câmera possui uma localização própria 
dessas funções, bem como de quais recursos estão disponíveis. 
 
COMPENSAÇÃO 
26 
 
 
Ajustes finos para compensar aberrações de leitura do sistema 
de fotometria, principalmente usado para situações de forte 
contra-luz ou de objetos muito brancos com fundos escuros. 
Pode ser ajustado em passos (pontos) inteiros ou frações de 
exposição. 
Varia, em geral, de -2.0 a +2.0 pontos de exposição. Médio: 0. 
WHITE BALANCE: Balanço de Branco. 
É o ajuste necessário para que a câmera digital filtre as 
aberrações cromáticas das fontes de luz predominantes da cena, 
de sorte a deixar a imagem com cores mais naturais. Pode ser 
feito manualmente (posição set, para “bater o branco”), por 
ajustes pré-ajustados (lâmpadas fluorescentes, halógenas, sol, 
tempo nublado etc.) ou automaticamente. 
 
Exercício prático 7: Anote quais recursos (ajustes) têm em sua 
máquina fotográfica, manuais e automáticos. 
 
Como Fotografar? 
 
A questão que mais confunde os fotógrafos iniciantes é que, para 
expor o filme ou sensor, os três dispositivos básicos utilizados na 
exposição (diafragma ou íris, velocidade do obturador e ajuste de 
sensibilidade) são GRANDEZAS INVERSAMENTE 
PROPORCIONAIS. Desta forma, para melhor explicar, 
apresentamos uma analogia desenvolvida pelo autor, como um 
interessante recurso didático: A Caixa D’Água. 
 
ANALOGIA: A CAIXA D’ÁGUA 
27 
 
 
Tal como ocorre com a exposição de uma imagem durante um 
registro fotográfico, uma caixa d’água conta com elementos 
semelhantes para que fique 100% cheia. Ou seja, o tempo gasto 
para que uma caixa se encha plenamente, sem jogar água fora, 
depende do tamanho do recipiente e de quanto aberta está a 
torneira. Certo? 
Desta forma, para encher uma caixa com capacidade de 1 litro de 
água, por exemplo, contando uma torneira aberta pela metade, 
leva-se, hipoteticamente, 3 segundos, para que se encha sem 
transbordar. 
Caso aumentemos a abertura da torneira para ¾ de vazão, para 
encher o mesmo recipiente, o tempo reduzirá em 1 segundo. No 
mesmo raciocínio, caso fechemos um pouco a abertura da 
torneira para ¼, o tempo gasto subirá em 1 segundo, conforme 
se pode notar na ilustração ao lado. 
Portanto, a cada passo que damos na abertura ou fechamento da 
torneira, diminui ou aumenta em um segundo, respectivamente, o 
tempo adequado para enchê-la. Seguindo o mesmo raciocínio, 
caso o volume da caixa seja aumentado, ou levará mais tempo 
para enchê-la com a mesma vazão ou teremos que compensar 
com uma maior abertura da torneira. Não é? 
Finalmente, pode-se concluir que, com a máquina fotográfica, o 
registro da imagem ocorre da mesma forma. Assim como há a 
abertura da torneira, a máquina fotográfica conta com a abertura 
28 
 
da lente, realizado pelo ÍRIS ou DIAFRAGMA. O tempo em que o 
sensor ou película fotográfica ficará exposto é definido pelo ajuste 
de VELOCIDADE DO OBTURADOR. Já o volume da caixa 
d’água foi usado para exemplificar como funciona o ajuste de 
SENSIBILIDADE, conforme pode-se ver nas ilustrações a seguir. 
 
De forma análoga ao enchimento da caixa d’água, o ato de 
fotografar, também, segue os mesmos efeitos causados por 
GRANDEZAS INVERSAMENTE PROPORCIONAIS. A cada 
passo de velocidade de obturação que é acrescido, ou seja, que 
aumenta-se a velocidade de abertura da cortina, faz-se 
necessário que compense com um passo de abertura do 
diafragma ou que aumente em um passo a sensibilidade. 
 
COMO TIRAR UMA FOTOGRAFIA NO MODO MANUAL, 
SEM FLASH? (Recomendado para câmeras que possuam 
posição Manual (M)) 
 
1. Ajuste a máquina fotográfica para exposição manual (M). 
2. Ajuste a sensibilidade da câmera (valores menores garantem 
melhores resoluções e os maiores são mais indicados para 
ambientes mais escuros ou que não se podem usar flashes). 
3. Escolha se prefere priorizar o valor do diafragma ou da 
velocidade do obturador e fixe o valor desejado. Velocidades 
muito baixas fazem fotos tremidas. 
4. Ajuste o balanço de branco, de acordo com a iluminação 
predominante (só câmeras digitais). 
5. Faça o enquadramento da composição. 
6. Ajuste o foco. 
7. Faça a fotometria, apertando levemente o obturador. (Como 
cada máquina possui uma forma de apresentar a leitura, é 
indicado ler o manual. Em geral, fotometrias com iluminação 
29 
 
deficiente fazem com que o Led verde fique piscando e que 
apareça uma marca na escala de compensação indicando a 
super ou subexposição. Quando a luz está correta, o Led fica 
aceso, sem piscar, e a marca de compensação situa-se ao 
centro.). 
8. Ajuste o valor do diafragma (se preferiu fixar a velocidade) ou a 
velocidade (se fixou o diafragma) até que o Led verde pare de 
piscar e permaneça aceso. Caso em todos os ajustes o LED 
permaneça piscando, poderá ser necessário abaixar ou aumentar 
o valor fixado, por ter sido fixado além do valor possível. 
9. Recomponha o enquadramento. 
10. Dispare a foto. 
 
COMO TIRAR UMA FOTOGRAFIA MANUAL, COM FLASH 
MANUAL? (Recomendado para câmeras que possuam 
posição Manual (M) e que tenham sapatas para flashes 
externos.) 
 
1. Ajuste a máquina fotográfica para exposição manual (M). 
2. Ajuste a sensibilidade de ASA do flash e o coloque na posição 
manual (M). 
3. Ajuste o balanço de branco para a posição flash (só as 
câmeras digitais). 
4. Saiba qual é a velocidade máxima de sincronismo entre a 
máquina e o flash e a ajuste com valor menor ou igual ao limite 
de velocidade. Velocidades ajustadas acima do limite fazem com 
que apenas parte da imagem saia iluminada e muito baixas 
fazem fotos tremidas. 
5. Ajuste o foco e leia qual é a distância aferida. 
6. Leia a tabela do flash e ajuste o número de diafragma 
correspondente para a distância do objeto em foco e em função 
da sensibilidade do filme ou do sensor. 
7. Recomponha o enquadramento. 
8. Dispare a foto. 
 
COMO TIRAR UMA FOTOGRAFIA MANUAL, COM FLASH 
AUTOMÁTICO? (Recomendado para câmeras que possuam 
posição Manual (M), com flash externo automático.) 
 
1. Ajuste a máquina fotográfica para exposição manual (M). 
2. Ajuste a sensibilidade de ASA do flash e o coloque na posição 
30 
 
AUTO (M). 
3. Ajuste o balanço de branco para a posição flash (só as 
câmeras digitais). 
4. Saiba qual é a velocidade máxima de sincronismo entre a 
máquina e o flash e a ajuste com valor menor ou igual ao limite 
de velocidade. Velocidades ajustadasacima do limite fazem com 
que apenas parte da imagem saia iluminada e muito baixas 
fazem fotos tremidas. 
5. Ajuste o diafragma da câmera, de acordo com o valor 
recomendado na tabela do flash (posição: automático). 
6. Ajuste o foco e confira se a distância encontrada está dentro 
do limite da escala automática do flash. 
7. Recomponha o enquadramento. 
8. Dispare a foto. 
 
COMO TIRAR UMA FOTOGRAFIA NO MODO 
AUTOMÁTICO? (Recomendado para câmeras que 
possuam, pelo menos, uma das posições automáticas 
descritas.) 
 
1. Escolha qual programa prefere e que esteja disponível:
 
a. Green Zone (Quadro verde) – Modo automático pleno. Basta 
apontar e disparar a foto. A câmera, 
automaticamente, ajusta o foco, a sensibilidade, o balanço de 
branco, aciona o flash se necessário (com Red Eye Reduction) e 
salva na melhor resolução possível. 
b. Program (P): Modo semi-automático. A câmera toma as 
principais decisões (de velocidade e de abertura de diafragma), 
mas o fotógrafo pode interagir e alterar alguns ajustes (formato 
de arquivo a ser salvo, ISO, balanço de branco, acionamento do 
31 
 
flash etc.). 
c. Shutter-Priority (Tv): Prioridade de velocidade do obturador. O 
fotógrafo fixa a velocidade e a câmera encontra qual o diafragma 
necessário. Todos os demais ajustes podem ser definidos 
manualmente. 
d. Aperture-Priority (Av): Prioridade de abertura de diafragma. O 
fotógrafo fixa a abertura e a câmera encontra qual a velocidade 
necessária. Todos os demais ajustes podem ser definidos 
manualmente. 
e. Automatic Deph-of-field (A-Dep): O fotógrafo informa (primeiro 
toque leve no obturador) qual é o primeiro plano focal e o último 
(segundo toque leve no obturador), que a câmera calcula os 
ajustes de diafragma e velocidade necessários. Todos os demais 
ajustes podem ser, também, definidos pelo fotógrafo. 
f. Portrait: A câmera toma as decisões essenciais para se tirar 
uma boa fotografia de retrato e não permite ajustes manuais de 
outras funções. Procura por diafragmas mais abertos para 
desfocar o fundo. 
g. Landscape: A câmera toma as decisões essenciais para se 
tirar uma boa fotografia de paisagem e não permite ajustes 
manuais de outras funções. Procura usar diafragmas mais altos, 
para manter em foco o máximo de assunto possível. 
h. Close-up: A câmera toma as decisões essenciais para se tirar 
uma boa fotografia de retrato e não permite ajustes manuais de 
outras funções. Procura por objetos a curta distância. 
i. Sports: A câmera toma as decisões essenciais para se tirar 
uma boa fotografia de ação e não permite ajustes manuais de 
outras funções. Procura usar as mais altas velocidades de 
obturador possíveis, para congelar a cena. 
j. Night Portrait: A câmera toma as decisões essenciais para se 
tirar uma boa fotografia de retrato à noite e não permite ajustes 
manuais de outras funções. Ela procura abaixar a velocidade de 
sincronismo e diminuir o diafragma (abrir) para explorar ao 
máximo a iluminação local, permitindo que o fundo apareça. É 
preciso tomar cuidado para não tremer a foto, como fazer uso de 
tripé. 
k. Flash off: Modo para desabilitar o flash para locais onde não 
possa ou deva ser usado. A câmera toma todas as demais 
decisões. É preciso tomar cuidado para não tremer a foto, como 
fazer uso de tripé. 
32 
 
 
2. Aperte, levemente, o obturador e verifique se o Led indicador 
de condição de foco e de exposição sinaliza como situação 
positiva (aceso, sem piscar), caso contrário, verifique o problema 
no manual da câmera e trate-o. 
3. Ajuste os itens restantes, caso necessário (ISO, resolução da 
foto, balanço de branco etc.). 
4. Recomponha a foto. 
5. Dispare. 
 
COMPENSAÇÃO OU BACK LIGHT 
 
Praticamente, todos os recursos automáticos falham, por mais 
precisos que sejam os sensores de distância e de fotometria. Isso 
ocorre porque, na verdade, a câmera, por mais que seu programa 
se esforce, não sabe, exatamente, qual é o objetivo do fotógrafo. 
Em composições com predominância de cores escuras, caso o 
fotógrafo queira registrar um pequeno objeto claro, haverá a 
tendência de “estourar” a luz no objeto, porque o sistema 
automático da câmera tentará clarear o restante da composição 
(que preenche a maioria do quadro). De forma análoga, objetos 
dispostos diante de uma forte contraluz, a câmera tenderá cortar 
o excesso de claridade do fundo, deixando o objeto principal 
33 
 
ainda mais escuro, conforme se pode notar na foto à esquerda.
 
Para corrigir essas aberrações de interpretação em situações 
críticas, algumas câmeras contam com recursos especiais, como 
Anel de Compensação (presente em equipamentos mais 
avançados, que, geralmente, permite correções de +2 a –2 
pontos de correção) ou com a função Back Light (que, 
geralmente, aumenta em 2 pontos a exposição para situações de 
contra-luz), conforme se pode ver o resultado na foto à direita. 
 
DICA 1: FOTOGRAFIA COM FLASH 
 
Nem sempre o flash precisa ser a luz principal e única de uma 
cena. Mesmo numa praia ensolarada, o uso do flash pode ser 
muito útil para correção de sombras muito duras. A luz do flash, 
portanto, pode e deve ser usada como luz de enchimento ou de 
correção de sombras, para conseguirmos detalhar relevos e 
texturas ocultas pela sombra. Explore a iluminação ambiente 
interna, à noite, abaixando a velocidade até que consiga segurar 
a câmera sem tremer e explore diafragmas e rajadas de flash 
34 
 
mais brandas, para registrar toda a cena, evitando que o fundo 
fique escuro demais. 
 
DICA 2: MULTIEXPOSIÇÃO 
Para quem não quer usar um editor de fotos, como o Adobe 
Photoshop, há algumas câmeras profissionais convencionais 
(filmes) que contam com recurso de multiexposição. Consiste em 
um recurso que, ao sensibilizar a película, a câmera não avança 
o filme para a próxima chapa, até que o programa termine, 
permitindo que, uma mesma chapa seja sensibilizada mais de 
uma vez. Para tal recurso, demanda-se muita habilidade do 
fotógrafo e de conhecimento técnico, para que partes da 
composição não saiam “veladas”. 
 
LEMBRETE: 
PARA DIMINUIR A PROFUNDIDADE DE CAMPO: 
Use a objetiva com distância focal acima de 70mm e/ou 
Abra o DIAFRAGMA até conseguir a profundidade desejada, 
compensando com o aumento da VELOCIDADE. 
 
PARA CONGELAR A CENA: 
Aumente a VELOCIDADE, compensando com a abertura do 
DIAFRAGMA. 
 
PARA DIMINUIR DISTORÇÕES NA IMAGEM: 
Use objetiva com distância focal acima de 70mm. 
 
PARA CAPTURAR CENAS SEM TREMIDOS: 
Use sempre um tripé em baixas exposições ou quando estiver 
usando uma teleobjetiva ou com zoom muito puxado. 
 
35 
 
Exercício prático 8: Explore todas as funções automáticas e 
manuais presentes na sua câmera, registrando fotos de teste, e 
eleja as que mais gostou e justifique a resposta. 
 
A Composição da Imagem 
 
MARCA DE PARALAXE - EQUIPAMENTOS AMADORES 
 
Como nas câmeras compactas a imagem formada na ocular não 
passa pela objetiva, podem ocorrer cortes na composição. A esse 
erro, chama-se erro de paralaxe. Para evitar esses cortes, essas 
câmeras contam com marcas de segurança para delimitação do 
quadro, chamadas de Marcas de Paralaxe. 
 
REGRA DOS TERÇOS 
 
A regra dos terços é uma técnica bastante popular e útil para 
facilitar o enquadramento. Consiste na divisão imaginária da 
composição em três partes iguais horizontais e verticais, devendo 
o fotógrafo tentar colocar o objetivo principal da foto no quadro 
central. 
 
DINÂMICA DA DIREÇÃO 
36 
 
 
Trata-se de uma técnica própria do autor, que 
consiste na descentralização do objetivo principal da fotografia, 
de sorte a deixar uma margem maior a favor de um olhar ou de 
algum objeto em movimento. 
Note que, nas fotos à esquerda, a composição incomoda, fica 
estranha. No caso da serpente, o observador nãoconsegue 
enxergar o que ela olha. No caso do ousado piloto, a ausência de 
espaço no sentido do movimento corrompe a imaginação, tanto 
da altura, quanto para aonde ele vai. Uma ligeira 
descentralização, vide imagens à direita, corrige bem a 
composição. 
 
ÂNGULOS DE ABORDAGEM 
Durante a composição, tenha em mente que, ângulos de 
abordagem superiores ao assunto principal, inferiorizam o 
assunto. Ao nível do olhar, estabelece-se um padrão de 
igualdade e respeito mútuo. 
37 
 
Ângulos inferiores ao assunto, crescem a importância do assunto, 
deixando-os imponentes, superiores ou realçados. 
 
 
ENQUADRAMENTO 
 
A seguir, serão expostos alguns enquadramentos muito 
populares para as técnicas de cinema e de produção de vídeo: 
Geral, Médio, Americano, Portrait, Close e Big Close. O corte do 
enquadramento leva em consideração o elemento humano. No 
Plano Geral, interessa é captar o máximo possível da cena. No 
Plano Médio, limita-se à altura da pessoa. No Americano, da 
cintura ao final da cabeça. No Portrait ou retrato, enquadra-se a 
partir do peito. No Plano de Close, limita-se o quadro na cabeça e 
no Big Close, praticamente, só a expressão. 
38 
 
 
 
ELEMENTOS DA COMPOSIÇÃO 
 
Apresentaremos alguns elementos que podem ser explorados na 
composição. 
1. FORMA 
39 
 
Para realçar o objetivo principal 
da composição, busque criar contrastes entre o objetivo principal 
e o fundo, de sorte a valorizar a forma. A clareza da intenção do 
autor conduz o olhar de quem for ver a obra. 
 
2. LINHA 
 
Há situações que pode-se descentralizar o assunto principal e, 
mesmo assim, chamar a atenção para o objetivo da foto. 
Alinhamentos, retas e curvas conduzem o olhar para o ponto 
central do assunto. 
 
3. TEXTURA 
40 
 
Enquanto que, no primeiro 
elemento, o destaque é feito pela forma, em outras situações 
pode-se não conseguir essa composição, como o caso de objetos 
de mesmas cores, como a natureza morta ao lado. Uma solução 
de realce pode se dar na diferença de texturas. Diferenças de 
texturas, em geral, aguçam a curiosidade e ornamentam o 
quadro. 
 
 
 
 
4. DIMENSÃO E ESPAÇO 
 
Se você olhar bem a foto à esquerda, tampando a foto da direita, 
por se tratar de um objeto desconhecido, percebe-se que não 
seria possível ao observador inferir quanto à sua real dimensão. 
Objetos desconhecidos ou fractais (cachoeiras, árvores, insetos 
desconhecidos, trincas emparedes etc.) precisam de alguma 
referência conhecida no enquadramento, para que se tenha 
41 
 
noção de proporcionalidade e dimensão.
 
 
Imprima e Impressione 
 
IMPRIMIR OU VISUALIZAR? 
Graças à evolução tecnológica, os microcomputadores têm se 
tornado, a cada dia, mais presentes entre nós e, desde que a 
fotografia chegou às telas dos micros, a qualidade, o 
armazenamento e a facilidade de retoques deram novo salto para 
seu crescimento e popularização. 
Entretanto, a fotografia tem, como uma de suas qualidades 
intrínsecas, a portabilidade. É de fácil transporte e, a qualquer 
momento, em qualquer lugar e sem depender de nenhuma 
tecnologia especial ou de energia, podemos vê-la naturalmente. 
Desde que, é claro, esteja impressa no papel. 
Fotos em telas de computador tendem a ficar esquecidas, além 
de vulneráveis aos ataques comuns dos hackers e vírus e, então, 
perder o fio da história. Imprimir as fotos é necessário. 
 
JATO DE TINTA DOMÉSTICA 
As impressoras a Jato de Tinta domésticas, geralmente, não têm 
boa qualidade de imagem e têm estabilidade fraca. A qualidade 
delas tem melhorado, à medida em que são utilizados mais 
cartuchos com cores intermediárias (acima de 6 cartuchos de 
cores). Outras desvantagens são que os cartuchos são muito 
caros e a estabilidade da imagem, na maioria, dura pouco mais 
de 2 anos. Não são indicadas para impressão de fotos. São 
indicadas apenas para impressões de documentos. 
42 
 
 
JATO DE TINTA DE FINALIZAÇÃO 
As impressões de finalização apresentam boa estabilidade de 
imagem (resistência +-5 anos em uso externo) e menor custo, por 
serem impressas em materiais plásticos (lonas Night&day e Vinil). 
Entretanto, a resolução e a fidelidade de cores são bem inferiores 
às de Jato de Tinta Fotográficas, pelo fato de usarem tintas 
pigmentadas e por usarem materiais mais rústicos. Por isso que 
são indicadas para peças publicitárias que precisam de maior 
resistência em uso externo e menor custo. 
Não são indicadas para substituir as impressões fotográficas. 
 
JATO DE TINTA 
FOTOGRÁFICA 
As impressoras a Jato de Tinta Fotográficas usam tintas 
especiais à base de corantes, que oferecem excelente qualidade 
e excelente estabilidade. Imprimem em papel ou em materiais 
plásticos. Podem, também, usar tintas à base de Pigmentos. 
As tecnologias mais recentes oferecem resistência à água e 
durabilidade de até 100 anos (uso interno), desde que se utilizem 
insumos originais (pouco mais caros). 
Podem imprimir fotos para uso externo. 
 
IMPRESSORAS DE SUBLIMAÇÃO (DYE SUBLIMATION) 
43 
 
 
As impressoras de Sublimação Térmica 
imprimem fotos com qualidade fotográfica, de excelente 
resistência e durabilidade. 
São bastante rápidas de impressão (menos de 1 minuto) e estão 
presentes nas maiorias dos quiosques. São limitadas a larguras 
mais convencionais (até 15x21cm.). Alguns quiosques oferecem 
recursos de retoques e recortes básicos com interface fácil para 
usuários comuns. 
Os insumos são mais caros do que a fotografia convencional 
(química). Por isso, devem ser mais usadas quando não houver 
tempo para espera (impressão em 1 hora). 
 
LASER 
 
As impressoras a Laser, tais como as impressoras usadas em 
Finalização (lonas Night&day e Vinil) têm resoluções, em geral, 
bem menores do que as impressoras a Jato de Tinta Fotográfica. 
Apresentam boa estabilidade de imagem (resistência +-5 anos 
em uso externo). São mais indicadas para provas de peças 
publicitárias e para impressão de documentos. 
 
44 
 
PAPEL FOTOGRÁFICO (Processo C41 - Haleto de Prata)
 
 
As impressões realizadas em Minilabs, em papel fotográfico, têm 
qualidade consagrada. Apresentam excelente relação 
CustoXBenefício. Os custos de impressão são mais baixos, têm 
excelente durabilidade (>60 anos), resolução extra e são 
resistentes à água. 
 
TABELA BÁSICA DE IMPRESSÃO 
 
 
 
Exercício prático 10: Qual é o máximo de ampliação suportada, 
com qualidade fotográfica, possível de fazer com sua máquina 
e com qual nível de compressão de imagem? 
 
Escolhendo um Equipamento 
 
VAI COMPRAR UMA NOVA CÂMERA? 
45 
 
 
Dê uma olhada nas dicas abaixo e tire suas próprias conclusões. 
Cuidado com vendedores preocupados só com a comissão e que 
não entendem do assunto. Lamentavelmente, pouquíssimos 
profissionais de venda dominam o assunto. 
1)Qual será o uso? 
Se for para uso amador, qual é o sue nível de exigência? Quais 
recursos mínimos deseja que ela tenha? 
Se for para uso profissional, dê preferência para câmeras do 
formato SLR, com ajustes manuais e automáticos. 
 
2)Custo X Benefício 
Quanto pretende investir e o que espera do equipamento? 
 
3) Critérios Essenciais: 
• Ter Zoom Óptico (zoom digital é embromação!); 
• Resolução igual ou acima de 4.0 MP. 
Em geral, uma câmera com até uns 6 MP atende perfeitamente à 
maioria das demandas. Raramente um usuário amador precisará 
de imprimir fotos acima de 30x40 centímetros. 
Portanto, resoluções acima de 6, podem ser um exagero. 
Certamente, a indústria fotográfica conhece bem o perfil do seu 
consumidor e, mês após mês, vem lançando câmeras com 
resoluções exageradas, na tentativa de abocanhar o consumidor 
desavisado, que compra câmeras com 12 ou mais MP e se 
esquece de um bom Zoom ÓPTICO, de recursos essenciaisetc.; 
• Ter boa qualidade e precisão eletrônica (Fabricante de 1a. 
linha). 
Cuidados Especiais 
 
FOTOGRAFIAS 
1) Dê preferência para impressões em papel fotográfico (química 
ou sublimação ou jato de tinta fotográfica em papel 
próprio/original). 
46 
 
2) Se ficar em exposição, coloque-a em moldura com vidro para 
reduzir a incidência dos raios UV e para protegê-la de pragas 
domésticas e ataques de fungos e microorganismos. 
3) Evite, ao máximo, a exposição à luz direta do sol. 
4) Não as deixem expostas a umidade e ao excesso de calor. 
 
EQUIPAMENTOS 
1) Mantenha-os devidamente guardados em bolsas próprias ou 
Cases; 
2) Não os deixem expostos à umidade ou ao excesso de calor 
(porta-luvas e porta-malas de veículos); 
3) Evite locais com alta incidência de poeira, ácidos ou sal; 
4) Quando for guardá-los por muito tempo, retire as pilhas e 
guarde-as em local separado; 
5) Evite tocar nas objetivas e lentes. 
 
REGRAS X ARTE 
A fotografia se tornou um dos mais importantes recursos que 
convivem com o nosso dia-a-dia. Por meio dela, nós preservamos 
a nossa história, convivemos com a arte e registramos o 
cotidiano. 
Enxergamos e aprendemos com as últimas descobertas da 
ciência. Com ela, somos, também, estimulados ao consumo. 
A fotografia já faz parte do acervo cultural humano e é capaz de 
abranger, desde o real, ao imaginário. É, sobretudo, arte. 
Esperamos que, com este curso, o aluno consiga transcender as 
técnicas e regras aqui abordadas. 
Que não fique totalmente preso a elas, mas que se solte e, por 
meio delas, consiga aplicá-las em maior número, com maior 
domínio possível, de sorte a alcançar novos patamares, ainda 
não atingidos. 
47 
 
Imprima o seu estilo pessoal e nos mostre como você enxerga a 
vida. 
Boas Fotos! 
Bibliografia/Links Recomendados 
 
- Curso de Fotografia Digital, de Fernando Martins. 
- BUSSELLE, Michael. Tudo sobre fotografia. São Paulo: 
Pioneira, 1982. 
 
- GURAN, Milton. Linguagem fotográfica e informação. Rio de 
Janeiro: Gama Filho, 1999. 
 
- HEDGECOE, John. Guia Completo de Fotografia. São Paulo, 
Martins Fontes, 1996.· 
 
- LANGFORD, M. J. Fotografia básica. São Paulo: Martins 
Fontes, 1990. 
 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR 
 
- HUMBERTO, Luís. Fotografia – universos e arrabaldes. Brasília: 
FUNARTE, 1983. 
 
- LIMA, Ivan. A fotografia é sua linguagem. Rio de Janeiro: 
Espaço e tempo, 1988. 
 
- MACHADO, Arlindo. A imagem espetacular: introdução à 
fotografia. Rio de Janeiro: Vozes, 1984. 
 
- SONTAG, Susan. Ensaios sobre a Fotografia. Rio de Janeiro, 
Arbor, 1981. 
 
- ITTEN, Johannes. The Elements of Color. Estados Unidos, John 
Wiley & Sons, 2001. 
 
- MANGUEL, Alberto. Lendo Imagens. São Paulo, Companhia 
das Letras, 2001. 
 
48 
 
- VARIS, Lee. Digital Photography for Graphic Designers. Estados 
Unidos, Rockport Publishers, 2001.