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A arte do trançado e da cestaria – Conceituação, apreciação cultural e experimentação prática. 1/1
Você á reparou nos cestos usados para colocar frutas? Aqueles que
ficam em cima de mesas e que também servem de decoração? Esses
cestos são artesanais, são feitos de trançados. O trançado é uma
técnica bem antiga, que foi praticada por quase todos os povos
primitivos, e hoje permanece sendo realizada por artesãos. O trançado
tradicional é feito com fibras vegetais, e é muito utilizado na produção
de cestaria. Chamamos de cestaria a confecção de cestos, peneiras e
outros utensílios confeccionados originalmente para guardar,
conservar, transportar e preparar alimentos.
Hoje, eles também são utilizados para outras finalidades e valorizados como objetos de decoração. Para a produção do trançado, são utilizadas
fibras de diversos tipos de vegetais, que variam de região para região, de acordo com a matéria-prima disponível: cipós, bambus, vime, palhas
de folha de palmeira, palhas de espiga de milho etc. As artes brasileiras do trançado e da cestaria possuem várias técnicas, que estão
relacionadas à cultura, ao meio ambiente, á história e aos costumes de cada região. São técnicas herdadas dos europeus, dos africanso e,
principalemnte, dos povos indígenas.
Um bom exemplo é o da nação indígenas baniwa, com sua milenar tradição na
arte do trançado e da cestaria de arumã. Os baniwas são formados por 22 grupos
diferentes de povos indígenas, que viem na fronteira do Brasil com a Colômbia e
da Venezuela, às margens do rio Içana, e em comunidades no alto Rio Negro.
A população baniwa atual é de, aproximadamente,
12 mil índios, dos quais cerca de 4 mil vivem no
brasil, basicamente da agricultura e da pesca.
Utilizando tiras na cr natural e tingidas de preto e
vermelho em suas técnicas de trançado, os baniwas
criaram vários padrões com motivos geométricos,
cada um com um significado.
Atualmente, a preocupação com o meio ambiente e com a
reciclagem de grandes quantidades de resíduos faz com que
artistas e artesãos das regiões urbanas usem sua criatividade
para reutilizar resíduos e materiais que antes eram tratados
apenas como lixo. Um exemplo disso é o jornal, que, no dia
seguinte á sua publicação, já é considerado lixo, e, a partir da
arte do trançado e da cestaria, trasnforma-se em objetos
bonitos e decorativo, com inúmeras utilidades.
A técnica consiste em trançar, utilizando tiras de folhas de jornal enroladas em tubos bem
finos, no lugar das fibras vegetais, conforme exemplo a seguir:
O resultado dessa técnica é surpreendente
quando ela é feita com muito capricho e
empenho. Vale a pena tentar.
A arte do trançado e da cestaria – Conceituação, apreciação cultural e experimentação prática. 1/2
Experimentação prática I: Agora é a sua vez de criar um trançado. Para isso,
selecione três papéis de diferentes cores, recorte tirar de 1,0 cm de largura por 15
cm de comprimento. Depois de tudo recortado, você irá intercalar uma tira com a
outra. Para facilitar o seu trabalho, vá passando cola apenas num dos lados das tiras,
assim elas ficarão fixar e você terá mais facilidade na hora de montar o seu trnaçado.
Depois de pronto cole o seu trabalho no espaço reservado.
Experimentação prática II: Neste exercício, você deverá
fazer associações e ligar um item ao outro, de acordo com
o que foi estudado. Tente memorizar.
Experimentação prática III: Como
você já viu, cada motivo geométrico
usado na decoração dos urutus ou
balaios dos baniwas possui um
significado. É com a técnica do
trançado que esses motivos
geométricos – ou sílabas gráficas,
como também são chamdos – são
criados e se tornam mais interesantes
com o uso das cores vermelha e preta.
Agora é a sua vez de usar a imaginação
e criar motivos geométricos nos
balaios que se encontram logo abaixo.
Seja bastante criativo e não se esqueça
de usar também a cor vermelha.
A criação do mundo – As diferentes expressões da arte na construção da cultura. 1/4
O homem sempre procurou representar, por meio de imagens,
o modo como ele via e o mundo, a realidade. O desenho, a
escultura, a pintura, a música, o teatro, a literatura e a dança
são formas de expressão que constituem a Arte e que estão
integradas à cultura dos povos. Dentre vários pintores da
humanidade, houce um que muito se destacou: Michelangelo
Buonarroti, que nasceu em 6 de março de 1475, em Caprese,
uma pequena cidade da Itália. Mas foi na cidade de Florença
que ele viveu grande parte da sua vida.
Como grande parte dos pintores e escultores da época,
Michelangelo começou a carreira artística sendo aprendiz de
um grande mestre das artes. Seu mestre, que lhe ensinou as
técnicas artísticas, foi Domenico Girlandaio. Após observar o
talento do jovem aprendiz, Girlandaio encaminhou-o para a
cidade de Florença, para aprender com Lorenzo de Médici. Na
Escola de Lorenzo de Medici, Michelangelo permaneceu por 2
anos (1490 a 1492). Em Florença, recebeu influências artísticas
de vários pintores, escultores e intelectuais da época, já que a
cidade era um grande centro de produção cultural
O artista inspirou-se na Bíblia – Velho e Novo Testamentos – para pintar o teto da Capela Sistina, utilizando a técnica do
afresco. A Capela Sistina localiza-se no Estado do Vaticano, em Roma.
O afresco integra um conjunto de pinturas que
compõem o teto da Capela Sistina, onde
Michalengelo representou várias cenas bíblicas e
figuras proféticas. Entre elas, "A Criação de
Adão" é a mais icônica, recebendo a admiração
de todos os visitantes. Considerada a sua obra
prima, rendeu a Michelangelo um enorme
prestígio, tornando-o um dos maiores artistas da
História.
Para criar a sensação de luz e sombra na pintura, basta reforçar a cor no
ponto onde se quer sombra, deixando-o mais escuro. A cor é a mesma,
apenas a tonalidade muda. Na pintura das mãos, Michelangelo foi
reforçando a cor nos pontos onde desejava sombra e, com isso, criava
volume. O próprio tema da pintura chama a atenção. O artista representa
uma importante passagem do Livro do Gênesis: o momento em que Deus
cria o primeiro homem, Adão. Trata-se de uma narrativa, Michelangelo conta
uma história através da imagem, capturando o instante no qual a vida
humana está prestes a começar.
Michelengelo morreu aos 89 anos e é considerado, até os dias atuais, um dos
artistas plásticos mais talentosos de todos os tempos.
A criação do mundo – As diferentes expressões da arte na construção da cultura. 2/4
Na escultura, Michelangelo também se sobressaiu, sendo essa a
sua grande paixão. A Pieá (ou Piedade), obra que se encontra na
Basílica de São Pedro, no Vaticano, é um de seus trabalhos mais
reconhecidos e valorizados. Nessa obra, Michelangelo representa
Jesus morto nos braços da Virgem Maria. Ao observarmos os
detalhes e as formas em Pietá, como as vestes de Maria e o corpo
de Jesus, percebemos quanto eles são ricos, marcantes e se
aproximam da realidade. Michelangelo era extremamente
perfeccionista.
Como os outros artistas
renascentistas, ele soube
usar a técnica do claro-
escuro, ou de luz e
sombra. Com essa
técnica, é possível dar
volume aos corpos,
permitindo, assim, que a
obra se aproxime mais da
perfeição.
Com 23 anos Michelangelo esculpe a Pietá, que se encontra na
Basílica de São Pedro (Vaticano). É a instantânea do momento em
que a Virgem Maria sustenta nos braços a seu filho morto, Jesus
Cristo. O interessante nesta obra é que o artista consegue
transmitir sentimentos universais que vão além dos episódios
bíblicos.Esta escultura foi reconhecida como obra-prima desde o
primeiro dia que foi exposta. Muita gente não acreditava que
alguém jovem pudesse realizar um trabalho tão fino e delicado,
com uma técnica tão aprimorada. Até queentra um peregrino na
igreja e afirma que a escultura era de um artista lombardo,
Christoforo Solari. Michelangelo irado, na mesma noite, esculpe na
faixa da roupa da Virgem: “Michelangelo Buonarroti, Florentino,
Fez isto”. O artista depois se arrependeu do seu gesto, e prometeu
que nunca mais assinaria um trabalho com suas mãos.
Experimentação prática: A Criação de Adão - Releitura
Observe as duas imagens a seguir. A primeira é a pintura “A criação de Adão”, de Michelangelo, e a segunda imagem é
uma releitura dessa obra, feita por Maurício de Sousa, intitulada A criação de Cebolinha”.
Observando detalhes da pintura: Olhando as mãos de Deus e de Adão, notamos que
uma mesma cor aparece clara e, outras vezes, escura. Os lugares claros recebem luz e
os escuros são regições de sombra. A cor é a mesma, mas a tonalidade muda. Para
conseguir mudar o tom de uma cor, quer dizer, passar do claro para o escuro, basta
trabalhar com o lápis sobre o papel suavemente e ir colocando, aos poucos, mais fora
sobre o lápis. A luz e a sombra fazem com que um objeto crie volume, isto é, um
simples círculo vira uma esfera, que pode virar uma maçã.
A criação do mundo – As diferentes expressões da arte na construção da cultura. 3/4
Experimentação prática: Diante das observações citadas, faça o que se pede: 8. Michelangelo usava a técnica de luz e sombra, em suas
pinturas criando, assim, o volume dos corpos. A sombra pode
ser criada de diversas formas, desde que ela respeite o lado
por onde a luz chega. Veja as figuras:
Seguindo os modelos apresentados,
insira a sombra nas figuras abaixo. Para
este exercício você poderá usar o seu
próprio lápis de escrever. Use-o de
forma leve para adquirir traços mais
suaves e, na medida que desejar traços
mais forte, vá pressionando-o.
9. Com base nos estudos, complete o diagrama seguinte.
a) Movimento em que os artistas, como
Michelangelo, valorizavam o ser humano e a
natureza.
b) Nome da capela onde se encontra a obra “A
criação de Adão”, de Michelangelo.
c) Textos em que Michelangelo se baseou para
representar a criação do homem.
d) Um dos trabalhos mais valorizados e
reconhecidos, em escultura, de
Michelangelo.
e) Michelangelo trabalhava como escultor,
pintor, poeta e...
f) Técnica usada por Michelangelo que é feita
sobre uma base de gesso ou nata de cal
ainda úmida.
g) A técnica do claro-escuro, ou de luz e sombra,
permite que se dê_________ aos corpos.
1. As técnicas usadas nas duas pinturas são as mesmas? Registre suas observações.
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2. O que mais lhe chamou a atenção nas duas pinturas? Por quê?
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3. Maurício de Souza soube usar a técnica de luz e sombra da mesma forma que
Michelangelo? Justifique sua resposta.
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4. Qual sensação que o quadro de Michelangelo lhe passa? E o de Maurício de Sousa?
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5. Escreva e comente o que você achou da releitura de Maurício de Sousa com seus
colegas.
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6. Observando os quadros, você consegue perceber que foram pintados em épocas
diferentes? Comente.
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7. Se você pudesse levar esses dois quadros para casa e pendurá-los nas paredes, em
quais ambientes você os colocaria? Por que?
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A criação do mundo – As diferentes expressões da arte na construção da cultura. 4/4
10. Michelangelo usou fatos biblícos para representar a criação do homem, o que
resultou em “A criação de Adão” – uma das mais belas obras do mundo artístico.
Agora é a sua vez de representar a sua
ideia. Como você acha que foi a criação do
homem?
Você poderá usar:
Recortes de jornais e revistas;
Grafite e lápis de cor.
Tinta goache e pincéis.
Monte sua obra no seu caderno de arte.
11. Agora, você terá a oportunidade
de montar um modelo de homem e
de mulher. Para isso, você
pesquisará, em revistas ou jornais,
partes do corpo (rosto, ombros,
quadris, pernas, pés etc.) de
homens e mulheres e, depois, vai
juntá-las, colando-as em uma folha
de papel.
A espacialidade e a arte – Diferentes conceitos e experimentação prática. 1/2
Em nosso dia a dia, reconhecemos e usamos espaços, mas responder a essa pergunta não é uma tarefa
simples. A palavra “espaço” pode ter vários sentidos. Podemos entendê-la como um sinônimo de “lugar”
ou com o significado de “distância entre dois seres”. Também podemos falar em espaço no sentido
matemático, quando consideramos as três dimensôes que o constituem: altura, largura e profundidade. Na
astronomia, espaço é a porção “vazia” do universo, onde existe apenas o vácuo. Existem ainda os espaços
construídos pelo ser humano, como o arquitetônico, o político e o cultural. E, nos tempos atuais, devemos
considerar também a ideia de espaço virtual. Na arte, a questão do espaço tem sido fonte de inspiração e
estudo por muito tempo.
Para entendermos o conceito deespaço na arte, o
primeiro passo que devemos dar é entender as três
dimensões. São elas que permitem analisar e medir o
espaço. Pensando geometricamente:
- A primeira dimensão é representada pela LINHA,
que pode ser medida de acordo com seu
COMPRIMENTO.
- A segunda dimensão é a ALTURA. Juntando a altura
e o comprimento, temos a superfície ou ÁREA.
- A terceira dimensão é a PROFUNDIDADE. As três
dimensões juntas definem o VOLUME da figura.
Na arte, temos obras didimensionais (que ocupam
apenas duas dimensões) e obras tridimensionais (que
englobam uma terceira dimensão). Observe no
desenho a seguir. Ela é bidimensional, mas também
nos dá a ilusão de volume, como uma obra
tridimensional.
Vejamos agora o ponto, que é o início de tudo, na definição do artista Wassily
Kandinsky. Observe, na obra a seguir, como esse artista explorou as linhas e
pontos.
- Que tipos de linhas você consegue perceber na
obra de Kandisnky?
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- Qual a sua opinião sobre a obra?
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Há certos conceitos na
Geometria que são
chamados de primitivos.
Isso significa que não
podemos definí-los com
precisão. Ponto, reta e
plano fazem parte desses
conceitos. Podemos
imaginar tais conceitos
como sendo lugares no
espaço.
A espacialidade e a arte – Diferentes conceitos e experimentação prática. 2/2
Experimentação prática: Em muitas obras, Kandinsky fazia relações entre a imagem, a música e a dança. Ele distribuía as linhas e os pontos no espaço da pintura, pensando no ritmo entre
esses elementos. Como na pintura desse artista, faça no espaço abaixo uma composição com linhas e pontos de vários tipos. Se for possível, faça a atividade ouvindo uma música e procure
seguir o ritmo dela.
A expressão da arte no dia-a-dia. A arte modificando o trabalho. 1/3
A arte expressa ideias, sentimentos e pontos de vista. Por meio
dela, é possível enxergar o mundo de uma maneira diferente.
Vamos vaiconhecer alguns artistas que discutem questões que
estão presentes no dia a dia, mostrando seus pontos de vista sobre
o mundo do trabalho. O trabalho já foi tema de muitas obras de
arte. Vamos estudar algumas dessas obras e refletir sobre o que
elas podem representar. Você já parou para pensar sobre o que é
o “trabalho”? Uma das possíveis definições é o ato de o ser
humano transformar a natureza, por meio do raciocínio, da
capacidade de pensar, planejar e executar uma obra. Nesse
processo, ele transforma a natureza e a si mesmo. Por esse ponto
de vista, o artista é visto como um trabalhador, cujo ofício
compara-se ao de outros tantos trabalhadores. Partindo da ideia
de que o trabalho transforma a natureza, é possível encontrar
vários exemplos de trabalho realizados por artistas. Observe as
imagens a seguir:
Esses são alguns dos exemplos da ação do ser
humano alterando a natureza. Mas como o
homem pode se transformar por meio do
trabalho?
O homem se transforma, pois passa a se relacionar com as coisas de forma
diferente. Por exemplo, se você faz uma mesa a partir de uma tora de madeira
para seu uso pessoal, você facilita sua vida, transformando-a. Senta de maneira
confortável para almoçar ou jantar. Além disso, ao vê-la terminada você
provavelmente ficaria satisfeito com sua produção. Para fazer a mesa, você
precisou planejar e trabalhar por etapas: decidir o tamanho, separar as
ferramentas necessárias para medir, cortar, lixar, pintar, entre outros passos.
Ao realizar todo esse trabalho, você se modificou, pois descobriu como produzir
a mesa, buscando uma forma mais prática para cortar a madeira, ou percebeu
que pode pintá-la, e então passou a apreciar o resultado da mesa colorida.
Quer ver outro exemplo de como o homem transforma a natureza e, com isso,
acaba transformando a si próprio? Imagine que você vai plantar uma horta de
verduras. Seria preciso conhecer a terra, adubá-la, pesquisar as regras para o
plantio, quais sementes ou mudas deve usar, a quantidade ideal de água e de luz do
sol para a planta vingar, o tempo de poda e como podar para a muda continuar viva
e produtiva. Nesses dois exemplos (fazer a mesa de madeira e cultivar uma horta),
você usou o trabalho para transformar a natureza e, ao mesmo tempo, seria
transformado ao longo do processo.
Com a arte acontece a mesma coisa. A arte também está ligada a essa ideia de
trabalho, de transformar a natureza e a si próprio. Na Idade Média, por
exemplo, os profissionais eram conhecidos como mestres de artes e ofícios. A
arte e o artesanato eram atividades muito próximas, o que significava que um
pintor, por exemplo, para realizar um quadro tinha de fazer as próprias tintas,
montar a própria tela de pintura, fazer seus pincéis e todos os instrumentos
necessários para o seu trabalho. Somente assim era possível produzir uma obra
de arte.
A arte e o artesanato foram se separando, e no século XIX essa distinção se consolidou. Nesse momento, se fortaleceu
a ideia de arte como algo que nasce com o indivíduo, que seria fruto de uma genialidade. O problema é que isso, ainda
hoje, se confunde muito com a ideia de que o artista, por ser um gênio criativo, não precisa trabalhar para viver.
Existem o talento e a vocação artística, como em qualquer outra profissão. Mas existe também o trabalho dos artistas,
que continuam pesquisando e estudando p ara se desenvolver e melhorar sua atuação. Apesar disso, o artista ainda é
o profission al cujo ofício é pouco valorizado, e diversos artistas trabalham, muitas vezes, com pouco reconhecimento
ou até mesmo sem pagame nto. Ainda assim, dedicam parte de sua vida e mesmo sua vida inteira ao trabalho com a
arte. Por outro lado, há artistas devidamente reconhecidos e remunerados, que são valorizados.
A expressão da arte no dia-a-dia. A arte modificando o trabalho. 2/3
O filme Tempos modernos, produzido por Charles Chaplin em 1936, é um exemplo de como
o tema trabalho pode ser desenvolvido por meio da arte. O personagem principal é um
operário que trabalha em uma grande fábrica. Ele tem como tarefa apertar parafusos de
peças em uma esteira rolante, mas não consegue acompanhar a velocidade da esteira,
repleta de peças, e, para recuperar o trabalho perdido na esteira que passou, ele começa a
“atropelar” os colegas que trabalham ao lado dele. Veja imagens desse trecho do filme. O
filme mostra, de modo divertido, mas também crítico, como todos trabalhavam de forma
mecânica e em ritmo acelerado.
Aqui no Brasil, o trabalho nas fábricas também despertou o interesse de artistas. No começo
do século XX, em São Paulo, um grupo de artistas tentou produzir uma arte “mais
brasileira”, após conhecer e transformar o que estava sendo feito por artistas europeus,
como os expressionistas, os cubistas etc. Desse modo, houve uma renovação e uma
redefinição da linguagem artística, que foram a base para o chamado movimento
modernista. Alguns dos artistas que participaram do movimento foram os escritores M ario
de Andrade e Oswald de Andrade, e as pintoras Tarsila do Amaral e Anita Malfatti, além dos
pintores Emiliano Di Cavalcanti e Candido Portinari. Nessa época, Tarsila do Amaral
produziu algumas obras que retrataram a industrialização no Brasil. Sua preocupação era
mostrar que, com esse processo, os lavradores começaram a se mudar do campo para as
cidades, onde as fábricas contratavam muitos trabalhadores e exigiam deles muitas ho ras
de trabalho. Assim, esse trabalhose intensificou, de forma que os trabal hadores e sua força
de trabalho eram altamente explorados.
Veja a obra “Segunda classe”, de Tarsila do Amaral, que retrata essa população que saiu do
campo, rumo à cidade, a fim de conseguir emprego nas fábricas. Note como a artista retrata
essa “segunda classe”. Os corpos, os rostos, as cores apagadas, os pés descalços, foram
escolhas que a artista fez para mostrar a vida sofrida dessa população, que foi altamente
explorada nas fábricas das cidades que estavam se industrializando no início do século XX.
Observe a seguir uma foto de trabalhadoras de uma fábrica de sapatos, em São Paulo, no
início da industrialização no Brasil, nos anos 1930.
A expressão da arte no dia-a-dia. A arte modificando o trabalho. 3/3
Experimentação prática: Observe a obra Operários, de Tarsila do
Amaral. Preste atenção nas cores usadas pela artista, nos detalhes do
traço, na expressão do rosto e no colorido dos personagens (no
primeiro plano), na dureza cinza das chaminés e das linhas retas dos
prédios (no segundo plano) e em outros elementos que você
considerar interessantes.
b) Quem são os personagens retratados no quadro? Como a legenda ajuda a responder a esta pergunta?
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c) Comente sobre a variedade dos rostos. Qual seria a intenção da artista ao pintar tantos rostos e de pessoas tão
diferentes umas das outras?
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d) Como você faz a leitura do agrupamento de pessoas no primeiro plano, com relação ao segundo plano do
quadro?
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e) Quais sentimentos e pensamentos esse quadro provoca em você?
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f) Pelas expressões dos rostos, como você lê o sentimento dos operários?
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g) Faça um desenho, relendo a obra. Você irá inserir rostos de trabalhadores de diferentes profissões:
1. Agora responda às questões propostas.
a) Em que lugar a cena do quadro poderia se passar?
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Análise de imagem – Leitura e interpretação – Trocando emoções e informações.
Experimentação prática: Observando a imagem e lendo um pouco sobre o artista, responda o que se pede.
Lasar Segall (Vilnius, Lituânia, 18891 - São Paulo, São Paulo, 1957).
Pintor, gravador, escultor, desenhista. De origem judaica, inicia
estudos de arte, em 1905, na Academia de Desenho do mestre
Antokolski, em Vilna, na Lituânia. Muda-se para a Alemanha em
1906 e estuda na Escola de Artes Aplicadas e na Academia Imperial
de Belas Artes, em Berlim. Viaja para a cidade de Dresden, onde
frequenta a Academia de Belas Artes.
Lasar Segall é destaque no cenário da arte
moderna, considerado um representante das
vanguardas europeias. É um dos fundadores
da Sociedade Pró-Arte Moderna (Spam), em
1932, da qual se torna diretor até 1935. Dez
anos após sua morte, em 1967, a casa onde
morava, na Vila Mariana, em São Paulo, é
transformada no Museu Lasar Segall.
1. Que palavras vêm ao seu pensamento, observando a obra de arte?
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2. Quais as sensações que você tem ao observar a tela?
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3. Você gostaria de ter um quadro desses na parede de sua casa? Por quê?
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4. O que você vê?
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5. Quais as características físicas das personagens?
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6. A tela transmite uma sensação de movimento ou de imobilidade? Por quê?
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7. Que cores estão presentes na tela? Elas são claras ou escuras? Que sensações elas transmitem?
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8. Imagine que as personagens estejam conversando. O que você acha que elas estariam dizendo uma para a outra? Reproduza, por
escrito, esse diálogo, empregando a pontuação adequada.
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9. Inspirado pela obra, faca um desenho em seu caderno de arte com o seguinte tema “Amigos brincando na praia”.
Aplicação de cor – Conceituação e experimentação prática sobre monocromia e policromia
Experimentação prática: Escolha entre a monocromia ou policromia e aplique o conceito na imagem abaixo.
Aplicação de cor – Produção artística com experimentação de cor e tonalidades.
Como bem sabemos, as cores estão baseadas em cores puras. Para cada cor existem no entanto, versões
claras e escuras. Estas versões das cores puras são denominadas tonalidades da cor.
Estas tonalidades podem ser reconhecidas em termos artísticos como sombras. Sombras, para nos referirmos as cores escuras ou
profundas. Qualquer termo é válido e simboliza basicamente que são cores pouco iluminadas que são obtidas por adição da cor preta
a cor pura. De igual forma existe a versão mais clara da cor, conhecidas como cores pastel, cores pálidas, tons claros ou tintes
Experimentação prática: Aplique cor no desenho abaixo acrescentando a cor preta em algumas áreas para criar sombras e volume.
Aplicação de cor – Produção artística sobre tonalidades e criação de áreas claras e escuras.
Experimentação prática: Aplique cor ao desenho usando as variadas tonalidades de uma mesma cor para criar volume.
Aplicação de cor – Uso do lápis de cor.
Aplicação de cor – Uso do lápis de cor.
Arte Linear – Apreciação de obra e o modo de fazer – Experimentação prática.
A arte linear é uma técnica em que são
utilizados pequenos pregos ou
tachinhas como pontos de apoio para
fios, que desempenham o papel de
linhas na composição. Os fios são
esticados sobre a base com prego
formando desenhos que podem ser
figurativos ou abstratos.
O artista Alex Joseph, nascido na cidade de Natal-RN, já
produizu várias obras de arte linear. Observe algumas delas:
Desde os primórdios do tempo, o homem vem descobrindo diversas formas de se expressar e deixar para a posterioridade
trabalhos feitos a mão, neste quesito engloba as pinturas rupestres, a primeira expressão de arte registrada por nossos
ancestrais a milhões de anos atrás, contudo, a necessidade de expressão não limitou-se neste período e foi evoluindo
conforme a raça humana. Prova disso são os diversos períodos vividos pela arte, onde cada um possuía uma determinada
característica que possibilita aos historiadores datarem as obras, ou seja, é facilmente, mediante a um estudo profundo,
inserir determinada obra de arte observando suas particularidades, podendo ser: cubista, iluminista, renascentista e etc.
Entretanto, esse amadurecimento e crescimento da expressão artística não é exclusividade dos grandes pintores e artistas
de nosso tempo, pelo contrário, qualquer pessoa pode criar uma nova vertente, um novo caminho em meio de tantos outros
já vistos e contemplados pela arte. Como por exemplo, essa forma de arte que iremos falar logo abaixo. A arte linear não
deixa de ser uma expressão artística, no entanto, ela consiste no entrelaçamento de linhas coloridas que acabam criando
determinado efeito ou forma. Tudo depende da criatividade do artista por traz dos entrelaçamentos. Hoje em dia, devido a
facilidade de informação é possível encontrar moldes desse tipo de arte e dicas na internet.
As diferentes linguagens artísticas – Conceituação, observação e experimentação prática.
Você já teve algum contato com as linguagens
da arte: teatro, música, artes visuais ou dança?
Desenhou, pintou, cantou, dançou ou encenou? Conheceu
quadros de pintores, cantores e compositores, atores de peças
teatrais e dançarinos? As diferentes linguagens das artes podem
ser expressas de formas que vão muito além das palavras.
Observe quantas informações estão representadas nas imagens a
seguir:
Ao observar essas imagens, você percebe que está rodeado por
todo o tipo de informação sonora e visual? De que maneira você
pode “ler” essas informações? O que comunica cada uma delas?
Quando se fala em linguagem, na maioria das vezes, logo vêm à mente a fala e a escrita. No entanto, a comunicação não
acontece apenas pela expressão verbal oral e escrita. Diferentes linguagens são utilizadas em todas as atividades
cotidianas. Para perceber isso, basta observar seu dia-a-dia: em uma conversa com amigos, familiares e professores, por
exemplo, você usa palavras acompanhadas de gestos, expressões faciais e entonações vocais para comunicar-se. É
possível transmitir ideias e pensamentos também com linguagens não verbais. Na arte, esse tipo de linguagem é
utilizado em desenhos, pinturas, esculturas, música, dança, teatro, cinema, fotografia, entre outras expressões
artísticas.
A composição de elementos expressivos de cada uma dessas linguagens como cores, linhas, formas, luzes, sombras,
movimentos, gestos, sons e silêncios resulta em produções não verbais. Existem outras maneiras de expressão que não
necessitam da palavra falada ou escrita. Por exemplo, você já deve ter “lido” a tristeza no olhar de alguém e o desânimo
em um gesto, preocupou-se com o som de ambulância, detectou o recebimento de uma mensagem no celular e
despertou com um som conhecido. Isso comprova que a comunicação ocorre de diversas maneiras. As linguagens
artísticas possibilitam representar determinada ideia ou sentimento sem escrever.
Para pensar e construir: Você não precisa,
necessariamente, escrever um texto para
dizer o que sente e pensa. Já parou para
refletir que pode colocar sua dor, seu
amor em um música? Seu grito, sua paixão
ou sua imaginação em uma tela ou
escultura? A saudade em uma foto, a
tristeza no cinema, a amizade no teatro? O
que você quiser: ideias e sentimentos,
todos cabem em uma obra de arte.
Diante disso, traga a próxima aula alguma
linguagem de arte (foto, letra de uma
música, desenho, um filme etc.) que
expresse algum sentimento seu por algo
que você viveu ou vive. Compartilhe com
a turma.
As formas geométricas e a arte – Experimentação prática pela obra de Wassily Kandinsky.
As formas geométricas sempre foram usadas em obras de arte. É comum
pintores utilizarem a geometria como meio auxiliar para construções,
composições e encaixes nas obras de arte. Muitos pintores se utilizam da
geometria para esboçar suas obras de arte, mas depois apagam as linhas
geométricas, deixando ressaltar apenas o desenho desejado. Outros fazem
prevalecer em suas obras as formas geométricas, como é o caso dos pintores
cubistas, futuristas, surrealistas e da optical-art.
Veja a obra de Wassily
Kandinsky (1866-1944), pintor
russo de ascendência asiática,
que, saturado das artes
orientais e do misticismo
eslavo, resolveu partir para a
descoberta de leis matemáticas
e geométricasenvolvidas com o
emprego e significado das
cores. Quanto mais rigorosa se
tornava sua técnica, mais
liberava sua imaginação.
Observe os elementos
geométricos dos quadros de
Kandinsky Triângulos em arco e
No quadro preto, onde se
ordenam traçados circulares,
triangulares, retangulares,
pontos e feixes de linhas.
Pioneiro do Movimento
Abstracionista, Wassily
Kandinsky foi um pintor
russo que apesar da
formação no curso de
Direito pela
Universidade de
Moscou, demostrou
grande interesse e
inclinação para Artes
Visuais após conferir
uma exposição de
pintores impressionistas
e ficar deslumbrado por
aquelas pinturas.
Experimentação prática I: Faça a reprodução de uma das obras de Kandinsky, dentro de cada uma das
figuras geométricas (hexágono e elipse). A seguir, pinte-as.
Experimentação prática II: Crie você mesmo sua obra artística com formas geométricas. Use sua
criatividade para compor uma obra baseada em formas geométricas.
A técnica do desenho – Teoria e experimentação prática. Desenho cego.
M.C. Escher nasceu na Holanda em 1898 e dedicou a sua vida à gravura. Em
suas obras, a fantasia e o impossível notar o domínio que o artista tinha em
desenhar composições cheias de surpresas visuais. Em seus trabalhos percebe-
se a perfeição dos traços e a repetição de figuras geométricas. O mais
interessante nas suas obras é que elas aprecem naturais à primeira vista, mas
uma observação mais atenta nos mostra que são situações impossíveis.
Mais do que representar objetos e ideias por
meio de linhas, desenhar é imaginar um
mundo todo nosso e ao mesmo tempo fazer
com que outras pessoas participem dele.
Dessa maneira nunca estaremos sós. Esse
impulso tão natural vem de muito longe, da
época em que os homens habitavam cavernas.
Hoje a criança parece repetir no ritual dos
rabiscos, das formas e das silhuetas todo o
caminho da humanidade até aqui.
O artista suíço Paul Klee (1879-1940) buscava,
por meio de traços aparentemente simples em
suas obras, que às vezes lembram desenhos de
crianças, “tornar visível” a proximidade do
homem com a origem das coisas, Klee, que
adorava desenhar, criou uma linguagem
própria, influenciada pelo estudo dos
desenhos e da escrita de antigas civilizações.
Para realização dessa técnica,
coloque um papel sobre a carteira.
Observe um objeto com atenção.
Perceba suas formas e
características. Agora, com o
movimento da sua mão, vá
desenhando o que vê sem olhar o
para o papel. Veja o resultado. É
uma forma interessante e diferentes
de representar o objeto. Agora pinte
o desenho. Atenção, concentração e
percepção são muitos importantes
para um bom resultado. Nas obras a
seguir podemos imaginar uma
leitura de desenho cego.
Experimentação prática: Partindo de um objeto escolhido, faça aqui o seu desenho cego:
Como distinguir uma obra de arte – Características e estilo – Manet, Monet, Renoir e Degas – Experimentação prática. 1/2
Nada ajuda o fato de os
nomes de Manet e Monet
serem quase idênticos e de
que todo o grupo muitas
vezes pintava as mesmas
cenas em telas praticamente
indistintas. As primeiras
impressões, porém, podem
enganar. As diferenças
básicas são quase tão
marcantes quanto às
semelhanças.
Principais características de cada pintor
ARTISTA MANET MONET RENOIR DEGAS
TEMAS
Atualizou temas dos antigos
mestres, pintou cenas
contemporâneas com visão
crítica.
Paisagens marinhas, séries sobre campos de
papoulas, rochedos, montes de feno, a
Catedral de Rouen; fase final da obra:
nenúfares aquáticos quase abstratos.
Nus femininos voluptuosos, com
pele de pêssego, o café-society,
crianças, flores.
Retratos em pastel de figuras humanas em
pausa após a ação; bailarinas, corridas de
cavalo, café-society, lavadeiras, circo; fase
final da obra: nus no banho.
CORES
Manchas escuras contra a luz,
usava o preto como acento;
inicial: escuro; final: colorido.
Tons solares, cores primárias puras em
pinceladas uma ao lado da outra (as sombras
eram cores complementares em pinceladas
uma ao lado da outra).
Vermelhos ricos, cores primárias,
detestava o preto – usava o azul em
seu lugar.
Tons vistosos lado a lado para obter
vibração; inicial: pastel suave; final: vastas
lambuzadas de pastéis em cores ácidas.
ESTILO
Formas simplificadas com um
mínimo de modelo, manchas de
cor chapada com contorno em
preto.
Dissolvia a forma em luz e clima, contornos
suaves, ar impressionista clássico.
Inicial: pinceladas rápidas, figuras
manchadas misturadas ao fundo
nublado; final: estilo mais clássico,
nus solidamente formados.
Ângulos não convencionais com as figuras
amontoadas na beira da tela, composição
assimétrica com vazio no centro.
RECOMENDAÇÕES
Não era um grande teórico, mas
disse: o artista “procura
simplesmente ser ele mesmo e
mais ninguém”.
“Tente esquecer que objetos têm à sua frente,
árvore, casa, campo ou o que for. Pense
apenas: “Aqui está um quadradinho azul, aqui
uma forma oblonga cor de rosa, aqui uma
faixa amarela e pinte-a exatamente como você
a vê.”
“Pinte com alegria, com a mesma
alegria, pinte com amor”.
“Mesmo quando trabalha a partir da
natureza, a pessoa tem que compor”.
“Bar em Folies-Bergère”, Manet, 1882,
Courtauld Intitute, Londres.
“Le Moulin de la Galette”, Renoir, 1876, Musée
d´Orsay, Paris.
“Catedral de Rouen”,
Monet, 1892-94,
Museu de Belas Artes,
Boston.
“Prima Ballerina”,
Degas, c. 1876,
Musée d´Orsay, Paris.
Como distinguir uma obra de arte – Características e estilo – Manet, Monet, Renoir e Degas – Experimentação prática. 2/2
Pintores como Monet têm luz e movimento:
Tente descrever o quadro abaixo, um dos clássicos
de Monet. "Impressão: o Nascer do Sol", de
Monet (1874). Note que não é possível ver os
detalhes das pessoas, dos barcos nem da
paisagem que são retratados, embora tais
elementos possam ser identificados, e seja
possível perceber o efeito de luz e sombra.
A combinação de cores e pinceladas nesse quadro
de Monet dão apenas uma "impressão" dessa
paisagem, daí o nome do quadro. Ao olhar uma
obra impressionista de perto, vêem-se apenas
pinceladas separadas que parecem manchas sem
contorno Vistas de longe, as pinceladas
organizam-se para os nossos olhos criando formas
e luminosidade. Foi essa tela de Monet que
inspirou o crítico de arte Louis Leroy para
denominar o movimento artístico: impressionismo
Era uma forma de menosprezar esse tipo de
pintura que não seguia os padrões estabelecidos
pela academia e sua pintura realista.
- Observe um objeto próximo à janela, no quintal, no
jardim e desenhe-o em diferentes horários, notando a
diferença de intensidade da luz. Você também pode fazer
essa experiência fotografando. Para ter uma obra no
estilo impressionista, você deve fazer o desenho sem
linhas de contorno. Varie também nas cores.
Composição orgânica - Conceituação e experimentação prática.
Nas Artes visuais, em particular Pintura, Design Gráfico, Fotografia e Escultura -- composição é o posicionamento do arranjo de elementos visuais ou ingredientes em um trabalho de arte, o
que difere do tema do trabalho. Pode também ser pensada como a organização dos elementos de arte de acordo com os princípios de arte. Composição significa "juntar", pode ser aplicado
a qualquer obra de arte, de música a escrita ou a fotografia. É uma organização consciente. Nas Artes Visuais, o termo composição é muitas vezes chamado de Design, Forma, Ordenação
visual ou Estrutura Formal, dependendo do contexto. Em Design Gráfico manual ou digital para impressão, composição é referida comumente como layout de página.
Princípios da organização: O artista
determina qual será o centro de
interesse da obra de arte e compõe
os elementos de acordo. O olhar do
espectador iráentão tender a
demorar mais tempo sobre esses
pontos de interesse. Os elementos
são arranjados considerando-se
vários fatores em um todo
harmonioso os quais trabalham
juntos para produzirem o resultado
desejado.
Alguns princípios de organização
que afetam a composição são:
- Forma e proporção.
-
Posicionamento/Orientação/Equilíb
rio/Harmonia.
- Espaço negativo
- Cor
- Contraste: o valor, ou grau de claro
e escuro usado na imagem
- Geometria: por exemplo, o uso de
Secção Áurea
- Linhas
- Ritmo-
- Iluminação ou Luminância
- Repetição (Algumas vezes a
construção de um padrão; ritmo)
- Perspectiva
- Quebrar as regras pode criar
tensão ou desconforto.
Experimentação prática: Observando os modelos de composição com as folhas secas, crie uma composição com colagem utilizando os mesmos
materiais. Você pode escolher folhas, galhos, flores secas e sementes.
Conceituação e experimentação prática sobre Arte Contemporânea.
A arte contemporânea é construída não mais necessariamente com o novo é o original,
como ocorria no Modernismo e nos movimentos de vanguardas. Ela se caracteriza
principalmente pela liberdade de atuação do artista, que não tem mais compromissos
institucionais que o limitem, portanto pode exerce seu trabalho sem se preocupar em
imprimir nas suas obras um determinado cunho religioso ou político.
Esta era da história da arte nasceu em meados no século XX e se estende até a atualidade,
insinuando-se logo depois da Segunda Guerra Mundial. Este período traz consigo novos
hábitos, diferentes concepções, a industrialização em massa, que imediatamente exerce
profunda influência na pintura, nos movimentos literários, no universo “fashion”, na
esfera cinematográfica e nas demais vertentes artísticas. Essa tendência cultural com
certeza emerge das vertiginosas transformações sociais ocorridas neste momento.
Os artistas passam a questionar a própria linguagem artística, a imagem em si, a qual
subitamente dominou o dia-a-dia do mundo contemporâneo. Em uma atitude subjetiva, o
criador se volta para a crítica de sua mesma obra e do material de que se vale para
concebê-la, o arsenal de imagens ao seu alcance.
O artista contemporâneo realiza um mix de vários estilos, diversas escolas e técnicas. Não
há uma mera contraposição entre a arte figurativa e abstrata, pois dentro de cada uma
destas categorias há inúmeras variantes. Enquanto alguns quadros se revelam
rigidamente figurativos, outros a muito custo expressam as características do corpo
humano e suas possíveis interpretações.
Os artistas nunca tiveram tanta liberdade criadora, tão variados recursos materiais em
suas mãos. As possibilidades e os caminhos são múltiplos, as inquietações mais profundas,
o que permite à Arte Contemporânea, ampliar sua atuação, pois ela não trabalha apenas
com objetos concretos, mas principalmente com conceitos e atitudes. Refletir sobre a arte
é muito mais importante que a própria arte em si, que agora já não é o objetivo final, mas
sim um instrumento para que se possa meditar sobre os novos conteúdos impressos no
cotidiano pelas velozes transformações vivenciadas no mundo atual.
Experimentação prática: Para entendermos melhor, responda:
1. Escolha umas das imagens expostas em sala de aula, são elas alguns exemplos de arte
contemporânea, descreva o que você vê.
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2. Nessa mesma imagem, o que você mudaria? Por quê?
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3. Represente em um desenho simples a frase: “O Brasil ainda é um país que pode dar certo!”.
Conceituação sobre a Arte e suas reflexões – Análise de conteúdo e experimentação prática. 1/2
Os objetos artísticos são resultantes de uma elaboração e
reflexão do artista a partir do seu contato primário com a
realidade; portanto carregam significados. Através de sua obra,
ele acrescenta conhecimentos ao universo cultural do seu
tempo, atribuindo-lhe novos significados.
Isso é arte? Por quê? Afinal, o que é
arte?
Podemos afirmar com certeza que a
Cabeça de Touro é uma obra de
gênio, é arte. Picasso, ao criá-la, fez
uma associação única: usou um selim
e um guiador de uma bicicleta velha,
sugerindo uma cabeça de touro. O
que parecia não ter qualquer
relação, a imaginação e a criatividade
do artista relacionam, dando à obra
nova forma. Trata-se de um exemplo
típico de como a criatividade dá
forma material a uma ideia.
Esse pseudônimo também é uma alusão ao nome da empresa onde comprou o mictório, a “Mott Works”. Ele troca o “o”
pelo “u” (Mott - Mutt). Quanto ao título A Fonte, o que se deduz é que tenha associado a ideia da função da peça de
porcelana com as fontes de jardins, onde o chafariz é um cupido ou querubim. A ideia de tirar um objeto comum de seu
cenário habitual e colocá-lo num contexto novo e incomum desperta um novo olhar sobre ele e cria um novo conceito,
transformando-o numa obra de arte. De acordo com Marcel Duchamp, a concepção da obra de arte é mais importante
que o produto acabado. Seus trabalhos revolucionaram a arte convencional e influenciaram vários artistas e movimentos,
como o Dadaísmo e o Surrealismo.
Definindo arte: Diríamos que arte é um objeto estético
(uma criação humana) feito para ser visto e apreciado
pelo seu valor intrínseco. A necessidade de fazer arte é
exclusivamente humana. Só o homem é capaz de usar a
imaginação para contar histórias, pintar, esculpir, etc. As
artes e as ciências são aspectos do desenvolvimento da
mente humana no concreto. A arte forma a realidade
usando a matéria de acordo com uma concepção
estética. Transmite nossa percepção através de
símbolos, que nos permite apresentar, de um modo
novo, pensamentos complexos e compreender melhor o
real, analisando, estabelecendo relações e estimulando
reflexões, através do objeto artístico.
Um quadro sugere muito mais do que diz, transmitindo novos e múltiplos significados e estados de espírito. A arte está
sujeita ao gosto e aos conceitos da sociedade que a cerca. É a nossa cultura que condiciona o nosso gosto e as nossas
opções. Se quisermos compreender uma obra de arte, é necessário que conheçamos o estilo e as concepções de um país,
de um período, para assim entender a linguagem do artista, ou melhor, do autor da obra. Assim, a arte, como atividade
inserida em um contexto histórico e social, e a vivência cotidiana do artista têm uma importante relação com o seu
trabalho.
A sensibilidade humana na forma de perceber, apreender e
construir o real é a relação do artista com o seu mundo.
Poderíamos dizer que as obras de arte são arranjos formais,
exprimindo atitudes emocionais. Para produzirmos arte, são
necessárias determinadas capacidades, tais como:
coordenação, inteligência, personalidade, imaginação,
criatividade e sentimento estético. Suas características
especiais fazem da obra de arte um objeto à parte, longe da
vida cotidiana, em museus, igrejas, galerias, etc.
As expressões e manifestações do ser humano em relação à vida, ao universo, às suas próprias emoções e experiências é
o que muitos chamam de arte. Seja ela pintura, desenho, escultura, poesia, dança etc. Embora o conceito seja difuso e
possa ser diferente conforme a cultura e a vivência de um povo, a arte está presente em todoo mundo e tem grande
influência na vida cotidiana. A arte na sociedade pode revelar muito sobre o momento presente, sobre o próprio artista e
sua relação com o mundo ao seu redor bem como sobre as pessoas que entram em contato com a obra.
Marcel Duchamp, artista francês, figura das mais influentes da
arte moderna, radicaliza a noção do que é arte, ou melhor, do
que é constituída a arte. Cria os famosos objetos chamados
ready-made, ou “arte pronta”. Para Duchamp não importava a
criação, o ato de fazer, mas sim a ideia, a escolha do objeto. Seu
ready-made mais famoso e polêmico foi um mictório de
porcelana, comprado por ele numa firma de materiais de
encanamento.
Esse objeto foi assinado por ele
com o pseudônimo de R. Mutt e
intitulado “A Fonte”,
participando da exposição dos
Independentes, em Nova York
em 1916. Essa assinatura, R.
Mutt, foi inspirada em Mutt e
Jeff, personagens de histórias
em quadrinhos da época. O R.
significa “Richard”, em francês,
pessoa rica.
Conceituação sobre a Arte e suas reflexões – Análise de conteúdo e experimentação prática. 2/2
O tema, o belo: A beleza de uma obra de arte, seja um quadro ou uma escultura, não reside realmente na beleza do seu tema, e
sim na maneira como foi concebida. Nossa tendência natural é gostar daquilo que entendemos com facilidade, daquilo que nos é
óbvio. O problema é que gostos e padrões de beleza variam muitíssimo entre países, povos e pessoas. Nesses casos, vamos
analisar a expressão, que é o que nos leva a gostar de uma obra ou detestá-la. Quando um artista desenha ou pinta alguma coisa
a sua maneira, fica sujeito a críticas das mais variadas. Se foge da realidade tal como a vemos, não quer dizer que não tenha
conhecimentos para desenhar corretamente.
Na obra que retrata a galinha com pintinhos, ninguém encontrará defeitos. A composição, a movimentação, as imagens
representam a realidade com expressividade e perfeição. O objetivo do artista era ilustrar um livro de “História Natural” e, para
isso, tinha que representar a realidade tal como a vemos. Ao desenhar o galo, entretanto, seu objetivo era outro: mostrar sua
agressividade, sua insolência. Sendo assim, não se contentou em fazer uma mera reprodução física da ave, recorrendo à
caricatura.
As obras de arte expressam um pensamento, uma visão do mundo e provocam uma forma de inquietação no observador, uma
sensação especial, uma vontade de contemplar, uma admiração emocionada ou uma comunicação com a sensibilidade do artista.
A esse conjunto de sensações chamamos de experiência estética.
Se quisermos realmente sentir uma obra, vivermos uma autêntica experiência estética, além de conhecer o estilo e o período em que o artista produziu essa obra, é necessário que
eduquemos nosso olhar. Olhar e ver – olhar o mundo como se o víssemos pela primeira vez, olhar com os olhos de estrangeiro numa viagem de descoberta. Ver que o céu apresenta muitas
outras cores além do azul e que a grama nem sempre é verde. Tentar interpretar o olhar do artista, que sempre vê o mundo como uma novidade, numa viagem de descobertas, sem ideias
preconcebidas.
Experimentação prática: De posse do que lemos e observamos faça o que se pede. a) Qual o título e o autor da obra escolhida?
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b) Escreva suas impressões sobre a obra.
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c) Escreva os elementos que aparecem na obra.
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d) Escreva um parágrafo sobre o autor da obra.
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e) Pesquise mais informações sobre a obra escolhida.
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f) Faça um desenho inspirado na obra.
1. Observe as imagens apresentadas. Escolha uma delas para responder o questionário
interpretativo no seu caderno de arte.
A Grande Jatte é uma ilha que se encontra no meio do rio Sena.
A atração que Seurat sentia pelo local se devia, primeiramente,
a sua localização privilegiada, que permitia visualizar de vários
ângulos alguns bairros da cidade de Paris. Era também ponto de
encontro de toda sociedade parisiense - marinheiros, babás e
soldados, juntamente com a a burguesia - que aproveitavam o
local em suas horas de diversão e folga.
O Moulin de la Galette era um antigo moinho de vento situado
no topo da colina de Montmartre, construído em 1622, e
conhecido como Blute-fin. Ao longo do tempo, o edifício passou
por uma série de usos: café a céu aberto, salão de música e
estúdio de televisão até, em 1939, ser classificado como
monumento histórico. Atualmente, ao lado do moinho
econstruído, ha um restaurante chamado “Le Moulin de la
Galette”.
Conhecendo o artista e sua obra: Gontran Guanaes Netto – Leitura e interpretação de obra de arte.
Experiementação prática: Observe atentamente a pintura e a identificação da obra para responder o que se pede:
“Os retirantes”, de Gontran Guanaes Netto, 1982. Técnica Mista. Conseil Général du Val-de-Marne, França.
a) Qual o nome do artista que produziu a obra e quando ela foi feita?
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b) O que está retratado nessa pintura?
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c) Que grupo essas pessoas podem representar?
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d) Leia o significado da palavra “retirante”: Aqulee que sai de um lugar mais pobre em direção a outro lugar que
ofereça melhores condições de vida. O que nessa pintura demosntra que essas pessoas são retirantes?
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e) Quais serão as melhores condições de vida que as pessoas esperam encontrar em outro lugar?
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Conhecendo o artista: Henri Matisse – Apreciação e produção artística.
Matisse foi um destacado pintor, escultor e artista gráfico francês. Formou-se em Direito, em 1887, mas não exerceu a função pois achava as leis um assunto
um tanto entediante. Aos 22 anos, mudou-se para Paris para estudar arte e matriculou-se na Academie Julian, onde foi aluno de William-Adolphe Bouguereau
e, depois no ateiliê do pintor Gustave Moreau. A partir de 1906 até 1912 empreende diversas viagens. Da Argélia volta influenciado pelo uso decorativo da
arte islâmica e introduz o decorativismo na sua pintura. Viaja também para o Marrocos. Nessa época, as pinturas se destacam pelo uso de cores fortes,
movimento e linhas, além de florais decorativos. A partir daí passa a ser um artista bastante divulgado e considerado e a influenciar a arte de seu tempo, com
um estilo que se caracterizava pelo uso de cores em tonalidades fortes, mas ao mesmo tempo, combatida por uma parcela da burguesia francesa apreciadora
de arte, que a consideravam como uma diluição da arte. Matisse cria um estilo simplificado em que o uso da cor cahapada, sem nuances, é limitada pelo traço
e desaparecem os volumes. Para Matisse, o desenho, a cor e a composição eram uma síntese e nenhum dos três elementos se destacariam, mas formavam
um todo.
Experimentação prática: Escolha uma das obras do artista para você produzir uma releitura, ou até mesmo pratica seu desenho. Aplique as cores que desejar!
Conhecendo o artista: Henri Matisse - Leitura do mundo pelas artes – Apreciação estética e experimentação prática.
Nesta atividade, você vai conhecer o pintor francês Henri Matisse. Também verá o
jeito especial como ele usava as cores em seus quadros. Observe duas obras do
artista francês Henri Matisse.
Agora reflita sobre esta frase escrita pelo próprio artista:
Depois de observar as obras e refletir sobre a frase de Matisse, responda às questões a seguir.
1. Como Matisse combina as cores em suas obras? Ele pintou os objetos com suas cores usuais, ou
mudou as cores dos objetos?
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2. Quando você pensa na cor vermelha, quais sentimentos ela desperta em você ou de quais
objetos você se recorda? Pense em uma emoção ou uma palavra que tenha relação com essa cor.
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A linha do tempo é um recurso que ajuda a resumir os principais
acontecimentos de algum período.
Com isso, você poderá entender melhor como os fatos que estudou vão se encaixando ao longo do
tempo, e na história. Quando você estudou as pinturas rupestres, por exemplo, viu na linha do tempo
os principais acontecimentos, em ordem cronológica, ou seja, na sequência em que os
acontecimentos ocorreram. Isso também se dá quando você constrói uma linha do tempo para um
personagem. Que tal construir uma linha do tempo com uma pequena biografia de Henri Matisse?
Mas antes, leia novamente o texto sobre a vida dele e anote as partes principais. Depois, use essas
informações para peencher a linha do tempo a seguir, na qual alguns anos já aparecem indicados.
Agora faça sua própria linha do tempo. Primeiro, escreva no caderno os principais acontecimentos de
sua vida e anote o ano de cada um. Depois, coloque tudo em ordem cronológica, ou seja, na
sequência do mais antigo para o mais atual. Por último, registre na linha do tempo a seguir. Se quiser,
produza a linha do tempo em seu caderno ou em uma folha avulsa, colando algumas fotos que
mostrem os diferentes períodos citados.
Cor, emoção e sensação – cores primárias. Experiementação prática pela obra de Ademir Martins.
A cor é parte integrante da luz, não é uma propriedade dos corpos. É, portanto, a impressão que a luz reflete nos corpos diante dos nossos olhos. Quando não há luz, não distinguimos as
cores. Para a reprodução das cores usam-se pigmentos naturais ou químicos. Através dos tempos, o homem sempre foi atraído pelas cores e sentiu necessidade de expressar-se por meio
delas. Pintou nas rochas, nos seus utensílios, nas casas, nos templos, nos túmulos. É também por meio da cor e da pintura que o homem consegue expressar sua tristeza, sua alegria, seus
dramas e sua religiosidade.
A palavra cor vem do latim
colore. É uma percepção
sensorial registrada pelos
nossos olhos. As cores
primárias são: vermelho
magenta, azul e amarelo.
Essas cores são
consideradas puras, ou seja,
não podem ser obtidas
através de nenhuma mistura
de cores.
Saiba que:
• O vermelho representa o fogo e
o sangue, transmite dinamismo e
sensações de violência e paixão.
Quando as pessoas usam muito a cor
vermelha, isso significa que elas têm
formas de agir.
• O azul representa o céu, a
imensidão, a calma, a tranquilidade. É
uma das cores mais escolhidas
universalmente. Geralmente, revela
sensibilidade e introversão.
• O amarelo representa o ouro, cor
vitalizante; simboliza também a
inteligência, o poder, a riqueza e age
contra a tristeza. As pessoas que
gostam do amarelo geralmente
dependem muito da opinião dos
outros e se decepcionam com bastante
facilidade.
Muitos artistas plásticos usavam e usam as cores primárias com predominância em suas obras de arte. Por serem cores vivas e
criarem efeitos harmoniosos os trabalhos ficam alegres e vibrantes.
O artista plástico Aldemir Martins nasceu em Ingazeiras, no Ceará, em 8 de novembro de 1922. Seus
trabalhos valorizam o Brasil, que é tema de muitas de suas obras. Desde criança Aldemir Martins já
mostrava seu talento para a arte. Em 1945, mudou-se para o Rio de Janeiro e, em 1946, para São Paulo.
Nos anos de 1960 e 1961, Aldemir Martins morou em Roma, na Itália. Os trabalhos de Aldemir são
inconfundíveis por seus traços fortes e cores vibrantes. É um artista que retrata o Brasil, sua natureza e seu
povo. Aldemir trabalhou por toda sua vida, sendo conhecido mundialmente e levando a arte brasileira a
outros países. Faleceu na cidade de São Paulo em 5 de fevereiro de 2006, aos 83 anos.
Experimentação prática: Observe algumas obras do artista Ademir Martins que tem como motivo “Pássaros”. Faça o desenho
de um pássaro e use para colorir apenas as cores primárias.
Desenhando para criar arte – Conceituação sobre escoboços – Experimentação prática. 1/2
Muitos artistas realizam vários desenhos antes de pintar um quadro. Esses desenhos preparatórios servem para estudar todas as possibilidades de uma composição. A artista brasileira
Tarsila do Amaral produziu muito desses desenhos, que hoje são guardados com bastante cuidadospelos museus e também são considerados uma obra de arte.
Olhe atentamente as obras apresentadas (“A Negra” e “Antropofagia”) e
responda às seguintes perguntas:
a) O que está sendo representado?
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b) Que tipos de cor a artista usou?
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c) Quais são as semelhanças entre as imagens?
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d) Como são as formas utilizadas?
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e) O que você percebe de semelhança e de diferença entre essas pinturas e os
desenhos preparatórios?
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Qual é a real diferença entre desenho e esboço?
Para responder a esse enigma, vamos primeiro estabelecer que desenhar é uma forma de arte e
esboço é o método que produz marcas em um papel ou outra superfície. Desenho pode ser
simplesmente definido como fazer marcas na superfície. As duas descrições são freqüentemente
usados como sinônimos. A maioria das pessoas consideram que o esboço é uma forma de desenho
mais solta e menos refinada. Esboços normalmente são criados como desenhos preliminares, como
uma preparação para um trabalho mais acabados. O esboço é geralmente feito de forma rápida e na
maioria das vezes é deixado muitos detalhes de lado. A composição, o equilíbrio entre os valores e a
proporção podem ser tratados em um esboço rápido, em vez de só pensar nisso na fase de
acabamento, para não arriscar errar. Outra consideração sobre o assunto, é o material empregado.
Grafite, carvão, tinta ou outro meio podem ser utilizados para criar um esboço. Enquanto pastéis e
lápis de cor podem ser utilizados para um desenho acabado. Esboços geralmente são feitos em
tamanhos pequenos, embora existam muitos desenhos acabados que também são pequenos. O tipo
de superfície também pode ser usada para diferenciar desenho de esboço. Normalmente os esboços
são feitos em papéis de qualidade inferior, como papel jornal, enquanto os desenhos acabados são
criados em superfícies de alta qualidade, como papel Bristol, Canson ou outro papel de desenhos.
Desenhando para criar arte – Conceituação sobre escoboços – Experimentação prática. 2/2
Experimentação prática: Vamos fazer desenhos preparatórios, assim como os artistas os fazem para produzir suas obras de arte. Siga os passos a seguir:
Desenho baseado em figuras geométricas – Conceituação e experimentação prática.
A figura geométrica é um elemento muito utilizado por vários artistas. Esses artistas podem começar o seu trabalho a partir de uma figura geométrica ou ainda acrescentá-la à sua criação,
enriquecendo o resultado final. Observe alguns exemplos de desenhos realizados a partir de figuras geométricas.
- Observe as pinturas abaixo. Que figuras geométricas você consegue visualizar? Escreva suas
descobertas no espaço abaixo.
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- Crie uma composição figurativa ou abstrata com desenhos feitos a partir de figuras geométricas:
O Desenho Geométrico consiste de um conjunto de processos para a construção
de formas geométricas e resolução de problemas com a utilização da régua sem
graduação e do compasso. Modernamente tais estudos podem ser feitos com o
auxílio de softwares, que simulam os traçados executados por esses instrumentos.
As formas geométricas aparecem com frequencia nas obras humanas,
independente da cultura ou da crença de cada povo. Para os matemáticos da
antiguidade, a geometria não poderia prescindir dos métodos de construções
geométricas, necessários ao entendimento, enriquecimento teórico e à solução de
problemas.
A exatidão e a precisão exigidas ao desenho geométrico torna-o
aliado importante na aplicação de conceitos da geometria em
áreas significativas do conhecimento humano, como a arquitetura,
a engenharia, o desenho industrial, entre outros. O processo do
desenho geométrico tem como base as construções com régua e
compasso, que, por sua vez, baseiam-se nos três primeiros
postulados dos Elementos de Euclides.
Desenho dirigido – Desenvolvendo o olhar e praticando os traços do desenho.
Experimentação prática: Observe a imagem apresentada e pratique suas habilidades em desenho. Observe as formas, as linhas, a posição de cada objeto. Comece a desenhar os
elementos por ordem de posição (os que estão atrás você desenha primeiro). Faça linhas leves e soltas e vá aprimorando-as conforme o desenho for avançando.
Desenho dirigido e aplicação de cor – Exercício prático de desenho e conceituação de simetria.
SIMETRIA: Quando algo pode ser dividido em duas partes exatamente iguais ele é simétrico; quando um objeto é girado em torno de um de seus eixos imaginários sem que sua “forma” se
altere, esse objeto é simétrico em relação a este eixo/movimento; quando um objeto é deslocado de um ponto a outro sem que se altere, ele é simétrico em relação àquele deslocamento.
Experimentação prática: Observe o passo a passo do modelo abaixo. Pratique suas habilidades em desenho e cor seguindo cada orientação e construindo uma figura simétrica.
Estudo de posições do corpo humano e o movimento em obras de arte. 1/2
Para desenhar a figura humana, não basta saber suas proporções. É preciso prestar atenção às suas inúmeras possibilidades de posicionamento: a cada posição que o corpo assume, o
desenho muda de forma. Observe nos detalhes ampliados da obra “Partida da Monção”, como o pintor Almeida Júnior retratou pessoas em diferentes situações e poses:
- Agora, identifique a qual dessas imagens corresponde cada um dos homens-palitos
abaixo:
Outro aspecto que deve ser considerado na confecção de um desenho é o movimento do
corpo. Para tal, o estudo das articulações é de grande valia. A articulação é a junção entre
duas partes do corpo ou entre dois ou mais ossos acompanhados da massa muscular. Para
desenhar uma figura em movimento, procure observar-se no espelho e ver seus próprios
movimentos (caminhando, pegando um objeto, escrevendo, jogando bola etc).
-Observe como estes dois artistas retrataram a dança na pintura, mas de formas diferentes.
Agora desenhe no espaço as estruturas-palitos dos dançarinos representados, pensando
nas articulações e nasposições das partes do corpo de cada um.
Estudo de posições do corpo humano e o movimento em obras de arte. 2/2
Experimentação prática: Faça agora um estudo com os bonecos-palitos. Siga as orientações:
Estudo do corpo humano e suas proporções – Conceituação e experimentação prática. 1/3
O estudo das proporções feito por Leonardo da Vinci é muito importante para a representação do corpo
humano: ele estabelece relações entre as medidas de cada uma de suas partes. Seguindo suas orientações, é
possível desenhar uma pessoa sem deixá-la com braços muito compridos, com pernas muito curtas ou com a
cabeça muito grande.
Mas é preciso considerar que, em sua teoria, Da Vinci adotou uma figura idealizada de “homem”. Na realidade, as medidas não são tão
rígidas. Elas dependem não só da idade e do sexo, ms também da etnia e das características familiares da pessoa. Além disso, há
variações individuais dentro de um mesmo grupo, porque cada ser humano é único. As regras de proporção só devem ser usadas,
portanto, como referência inicial.
O desenho da figura humana sempre foi motivo de grande fascínio. No entanto, quando somos colocados diante do
desafio de desenhar uma pessoa, em geral nos recusamos a enfrentá-lo por que julgamos a tarefa muito difícil. Apesar de
não ser uma das tarefas mais simples, não é tão incacessível assim, pois todos nós podemos desenhar uma figura humana.
Vamos exercitar o desenho do corpo conforme as orientações que seguirão. Comece com os conhecidos homens-palitos.
Eles podem ser entendidos como “esqueletos” da figura humana. E lembre-se de que a linha é o elemento básico para o
desenho.
O corpo humano é uma figura tão ímpar que apenas a indicação de seu contorno já possibilita sua identificação. Contorno é a linha que mostra
os limites do corpo; pode ser chamado também de silhueta. O volume e o espaço pelo corpo correspondem à massa muscular. Na pintura, o
volume é produzido pela sombra e pela luz; na escultura, por altura, profundidade e largura ao esculpir em relevos; já na música, o volume está
representado pela qualidade e intensidade do som. Muitos artistas usam tanto o contorno e a silhueta quanto o volume do corpo humano para
criar obras inusitadas. É o caso do artista italiano Maurizio Savini, que usa goma de mascar para criar esculturas que retratam o corpo humano.
Uma das maneiras de estudar o corpo
humano para produzir desenhos são os
exercícios com modelo-vivo, em que
uma pessoa coloca-se em um local
visível pelo artista para ser desenhada.
Antigamente, quando alguém queria um
retrato, deveria posar como modelo
para um artista.
Estudo do corpo humano e suas proporções – Conceituação e experimentação prática. 2/3
Experimentação prática: Siga as orientações para você fazer um desenho com modelo vivo.
Estudo do corpo humano e suas proporções – Conceituação e experimentação prática. 3/3
Experimentação prática: Faça um desenho de um corpo humano visto de frente e outro de lado (perfil) seguindo as orientações dadas:
Estudo sobre a perspectiva com um ponto de fuga.
Noções básicas de perspectiva. Uma técnica de desenho que
permite representar em duas dimensões os objetos
tridimensionais: A perspectiva é um sistema matemático que
permite criar a ilusão de espaço e distancia numa superfície plana.
Neste pequeno gráfico que segue, podemos ver o funcionamento
de uma projecção que resulta numa perspectiva e nela se mostram
os elementos que a definem. (Plano de quadro, Linha do Horizonte,
Ponto de Fuga, Observador).
Numa perspectiva simples ou com um ponto de fuga, todas as
linhas de um objeto ou do desenho apontam a um ponto colocado
na linha do horizonte. Neste caso o observador esta situado por
cima da linha do horizonte. Na Figura 2, a linha do horizonte esta a
altura do olho do observador. Na Figura 3, o observador esta
situado abaixo da linha do horizonte. Quando alteramos a altura da
linha do horizonte, o ponto de observação e o ângulo de
observação, obtemos efeitos interessantes nos desenhos.
Se nunca tinha reparado, a perspectiva
simples como explicamos, esta a nossa
frente quase em todos os momento.
Um exemplo disso é a fotografia que
se mostra a seguir. Uma simples
estrada em linha recta onde se reflecte
claramente a perspectiva com um
ponto de fuga.
Experimentação prática: Marque nas imagens abaixo diferentes pontos de fugas (PF) e trace linhas com a régua para
difinir as linhas do horizonte (LH).
Exercício de desenho e percepeção espacial – Construção de padrões.
Experimentação prática: Observe os padrões em cada quadrante. Desenhe os padrões seguindo os respectivos quadrantes.
Exercício de desenho sobre os conceitos de 1º e 2º Planos na composição.
Experimentação prática: Observe o passo a passo para você entender e praticar o posicionamento dos elementos na composição.
Exercício de leitura de imagem – Interpretação e criação de conceito – Conceito de poética da obra de arte.
Você já parou para analisar uma obra de arte? Quando vai a um museu e vê um quadro, sabe como interpretá-lo? Pois saiba que esse é um grande
exercício não só para quem trabalha na área, mas para todo mundo.
Um grande número de pessoas tem acesso hoje a pinturas de grandes artistas e a oportunidade de estudá-las. Ver não envolve muito esforço, mas olhar uma obra de arte significa abrir a
mente e ver mesmo uma obra de arte. Olhar uma pintura é como fazer uma viagem com muitas possibilidades, incluindo a emoção de partilhar as ideias de outra época.
Evite ler a etiqueta em uma obra de arte quando você a vê pela primeira vez. Tente entendê-la antes de deixar que algo
influencie sua opinião.
Obtenha uma primeira impressão avaliando se a obra de arte desperta algumas emoções, como tristeza, felicidade, medo
ou confusão (isso é normal).
Observe as linhas. Avalie se são suaves e leves como as pinturas de Renoir, ou escuras e fortes. Olhe como o artista as
usou.
Observe as cores e os tons, e como criam o temperamento da obra de arte.
Procure símbolos possíveis e tente compreender seus mais variados significados.Observe a luz e a sombra. Muitas vezes,
os artistas usam a luz para dar um efeito dramático. A luz pode dizer também a hora do dia na pintura e se vêm de fonte
natural (como um relâmpago) ou artificial (lanterna).
Use todas as informações que você recolheu até agora para compreender o tema, que é a mensagem da pintura.
Agora olhe a etiqueta. Ela deve informar pelo menos o nome da obra de arte, o artista e a data.
Experimentação prática: Diantes das imagens de diferentes obras de arte expostas em sala de aula, escolha apenas uma delas para responder o questionário interpretativo:
1. Faça a identificação da obra conforme apresentada na etiqueta:
a) Título da obra:________________________________________________________
b) Nome do autor:______________________________________________________
2. Observando todos os detalhes como personagens, cores e ambientes, descreva abaixo
tudo o que você vê na imagem escolhida:
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3. Em sua opinião, o que você acha que o artista quis expressar produzindo essa obra de
arte? O que você viu nela que te fez pensar assim?
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4. O que você mais gostou na obra de arte e por que? E o que menos gostou? Existe algo
que você gostaria que fosse feito de outra forma? Explique.
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5. Observe a obra que você escolheu com atenção e faça um esboço rápido da obra no
espaço abaixo:
Exercício de leitura e apreciação de imagem – Elaboração de dados – Ficha interpretativa.
Experimentação prática: Observe a imagem da obra “O Atelier do artista”, do artista Gustave Coubert. Preencha os dados da ficha conforme as suas observações.
Trata-se de uma das obras mais conhecidas de Coubert, que foi exposta em conjunto com outras, da sua autoria, num
pavilhão perto da exposição internacional, por se opor aos pressupostos oficiais da arte. Nela vemos o artista pintando
uma paisagem sob o olhar atento de uma jovem seminua e de um menino acompanhado de um cão branco adormecido
no chão. O pintor é o eixo que separa ambos os lados do quadro, onde se desenvolve a cena enquadrada num fundo. À
esquerda da composição, mostram-se os dois lados da sociedade, ilustrada através de personagens como o caçador
com o cão, representante da classe burguesa, ou a mulher de cócoras, que simbolizaria a classe mais desfavorecida.
Estão também membros das classes religiosas, representados pelas figuras de um homem judeu e de um sacerdote
cristão.
Ficha técnica da obra: Quantidade de personagem: Objetos: Principal ação:
Homens:
Mulheres:
Crianças:
Animais:
Diferentes ações: Período do dia e ambiente: Nome do autor: Opinião sobre a obra:
Exercício prático de construção de áreas claras e escuras – Luz e sombra – Uso do grafite para criar volumes.
Luz e Sombra: Elementos básicos de
tridimensionalidade: LUZ E SOMBRA, são os
elementos básicos para produzir o efeito de
Volume nos objetos, são a base da
tridimensionalidade no desenho e na pintura.
Num desenho realizado em duas dimensões
(no papel), a luz e a sombra são os elementos
que definem e caracterizam o volume de dito
objeto. Em outras palavras, são os elementos
que transformam as linhas expressadas em
duas dimensões num desenho com efeito
tridimensional. O volume é em conjunto com a
forma outro dos aspectos que diferenciam os
objetos que nos rodeiam. A definição correcta
do volume de um objeto se consegue através
da valorização exata das intensidades das suas
sombras. O efeito de volume que percebemos
depende da incidência da luz. Sem luz, não é
possível perceber o volume nem de um
objeto, porém a sua forma. O objetivo do
desenho realista (baseado no claro-escuro) é
mostrar os tons da luz, sombras e da
superfície, criando uma ilusão tridimensional.
Os contornos num desenho apenas definem
bordas visíveis e não nos dizem nada sobre luz
e escuridão. O desenho linear e o desenho de
claro-escuro (conhecido também por desenho
tonal) são dois sistemas diferentes de
representação. Misturar os dois tipos de
desenho pode ser confuso, mas necessário se
o objetivo for realizar desenho realista.
Experimentação prática: Observe as áreas de luz e sombra do objeto apresentado. Com o lápis grafite ou o lápis de cor construa as áreas
claras e escuras do objeto, criando volume e tridimensionalidade.
Exercício prático de criação de desenho com modelos de linhas.
Experimentação prática: A partir da sua observação, crie diferentes desenhos em cada linha proposta. Você também pode aplicar as cores que desejar.
Exercício sobre simetria – Experimentação prática em desenho e aplicação de cor.
Experimentação prática: Com o auxílio da régua, você desenhará a outra metade do desenho para construir uma imagem simétrica.
A simetria é definida como tudo aquilo que pode ser dividido em partes,
sendo que ambas as partes devem coincidir perfeitamente quando
sobrepostas.
A simetria está presente em toda a parte, seja na natureza, nas artes ou na matemática. A
simetria matemática, por exemplo, consiste na regra da disposição de duas figuras idênticas que
se correspondam ponto a ponto. Neste contexto, o objeto se move, mas as distâncias, ângulos,
tamanhos e formas são preservados por simetrias. Existem quatro tipos de simetrias em um
plano: rotação, translação, reflexão e reflexão com deslizamento. No campo estético, a simetria é
a responsável por proporcionar harmonia a uma imagem, e consequentemente, a sua beleza.
Quanto mais simétrico for um objeto ou figura, mais belo tende a ser considerado.
Experimentação prática – Interveção na imagem e produção artística.
A arte é uma forma de expressão, que acompanha as transformações do mundo, com isso surgem novas maneiras
de se fazer e criar uma obra de arte.
A Intervenção é uma delas. A noção de intervenção é empregada, no campo das artes, com múltiplos sentidos, não havendo uma
única definição para o termo. Intervenção neste sentido , é o acréscimo de elementos em uma obra de arte; ou também usado para
qualificar o procedimento de promover interferências em imagens, fotografias, objetos ou obras de arte preexistentes. Intervenção,
nesse caso, possui um sentido semelhante à apropriação, contribuição, manipulação, interferência. Colagens, assemblages,
montagens, fotografias e desenhos são trabalhos que frequentemente se valem desse tipo de procedimento.
Experimentação prática: Faça intervenções na imagem abaixo, você pode seguir os modelos ou criar algo novo.
Experimentação prática – Observando o mundo e as pessoas que fazem parte dele.
Em cada retrato realizado estão presentes a vontade de retratar e
de ser retratado, de ver e de ser visto. Você ja percebeu que
também podemos conhecer como é um personagem pela forms
que é retratado numa canção? A maneira como flaamos ou
cantamos algo expessa significados. Luis tatit, autor da canção
“Rodopio” escreveu:
Leia a letra da canção com seus colegas. Experimentem variar
o modo de falar e cantar, por exemplo: como seria se quem
deu o rodopio falasse bravo quando o outro nao viu?
A palavra escrita é um elemento importante na pintura do artista paulistano Roberto Aguilar. Observe a imagem:
Responda:
Quem são os personagens retratados?___________________________________________________________________________
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O que serã que estão conversando?
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Experimentação prática: No espaço abaixo, experimente desenhar o retrato de uma pessoa conhecida de um jeito
que ela não é, fazendo algo que ela nunca faz. Escreva um pouco sobre essa pessoa.
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Experimentação prática: Aplicação de cor – Gustav Klimt - Retrato de Adele Bloch Bauer.
Gustav Klimt (1862-1918) foi um pintor e desenhista austríaco simbolista e um dos grandes nomes da art
nouveau. Foi precursor do movimento vienense moderno, denominado “Movimento da Secessão de
Viena”. Nele, diversos artistas se reuniram em oposição ao classicismo e ao academicismo e se aliaram ao
movimento simbolista nas artes. A obra de Klimt é dividida em duas grandes fases: a Fase Histórico-Realista
e a Fase Dourada. A primeira, como o próprio nome indica, inclui obras de caráter mais histórico. Já a
segunda fase, reúne obras de cunho mais decorativo, com a produção de retratos e o uso excessivo da cor
dourada.
Nesse segundo momento, a qual ele teve maior destaque, suas obras estiveram carregadas de
sensualismo e erotismo, onde a figura feminina foi a mais explorada. Por esse motivo, foi muitas
vezes criticado pelos setores mais tradicionais da sociedade da época. Com forte estilo
decorativo e uso de formas geométricas, ele produziu retratos de mulheres seminuas e
paisagens, repleto de detalhes, como flores e adornos. Além disso, uma característica marcante
de suas obras foi o uso do dourado e do prateado, o qual se aproximou da arte bizantina.
Experimentação prática: Aplique diferentes cores nos espaços para completar a obra do artista.
Experimentação prática com variações da linha: direção, intensidade, calibre e cor. 1/2
A linha, assim como o ponto, é elemento essencial na composição visual. A linha está presente em nossa vida e em todas as coisas que estão ao nosso redor, especialmente na natureza.
Observe a folha de uma árvore! Quantas linhas não possui? Inúmeras não é mesmo? Os nossos cabelos também são exemplos de linhas: se são lisos são linhas retas, se são crespos,
encaracolados ou cacheados são linhas curvas, onduladas ou espiraladas. A linha é obtida através de infinitos pontos. Também é obtida através do “rastro” de um ponto. Quando se coloca
um ponto em movimento, ele forma uma linha. A linha é o elemento básico de todo grafismo e um dos mais usados. Representa a forma de expressão mais simples e pura, porém também
a mais dinâmica e variada. As principais propriedade das linhas são:
Quanto a forma a linha pode ser: Quanto à posição a linha pode ser:
Quanto ao traçado a linha pode ser:
Quanto à direção as linhas podem ser:
Contém grande
expressividade gráfica e
muita energia.
Quase sempre expressa
dinamismo, movimento
e direção.
Cria tensão no espaço gráfico
em que se encontra.
Cria separação de espaços no grafismo. A repetição de linhas
próximas gera planos
e texturas.
Experimentação prática com variações da linha: direção, intensidade, calibre e cor. 2/2
GRAFISMO: Grafismo é a arte em que são mais relevantes as formas,
as cores e detalhes do que a figura ou representação. Pode ser
também uma forma mais sucinta de representar um objeto ou
composição de objetos, contanto que os impactos de cor e forma
façam sentido com a proposta do artista. A arte do grafismo é
simples e exuberante das cores, criando conceitos como a repetição,
ritmo, equilíbrio e escala. O grafismo pode mostrar uma ideia
estática ou com a sensação de movimento.
Experimentação prática: A partir das linhas sugeridas nos quadros abaixo crie desenhos. Solte a imaginação e
capriche pintando os desenhos e também o fundo da imagem.
Experimentação prática sobre a Arte Contemporânea – Conceituação e produção artística.
A arte contemporânea valoriza mais o conceito, a atitude e a ideia da
obra do que necessariamente o objeto final. A intenção é refletir de
modo subjetivo sobre a peça artística, não apenas contempla-la pela sua
natureza estética. A arte contemporânea se destaca por sua liberdade de
criação, nas mais diversas linguagens. Essas manifestações são pautadas
pela experimentação, pela efervescência cultural e pelo uso constante
de novas técnicas. Também existe um certo questionamento por trás da
arte contemporânea, como uma espécie de olhar crítico para a
sociedade. Atualmente, a arte contemporânea propõe novas expressões
artísticas e fortes posicionamentos a respeito da sociedade, da política,
da realidade mundial, dos tabus, entre muitos outros temas.
É uma arte livre, sem amarras e que expressa pontos de vistas sobre diversos assuntos relevantes. A arte contemporânea nasceu para
discutir e apresentar ideias, conceitos e atitudes. Esse movimento pressupõe a criação da arte e a reflexão sobre a arte criada.
Experimentação prática: Diante de tantas propostas e da subjetividade que é a Arte Contemporânea, desenhe no espaço
abaixo a atual situação da sua vida pessoal. Pense no momentos vividos ou algo de importante que está para acontecer,
nas emoções vividas e nas pequenas experiências que formam a sua personalidade. Não se esqueça de criar um título
para a sua obra.
Frotagem – Texturas e cores na arte – Conceituação e experimentação prática.
Uma maneira possível de observar o que está
ao seu redor é usando as mãos, tocando os
objetos para perceber suas texturas.
Nas artes visuais, um modo de pesquisar e trabalhar com texturas
é a frotagem. Para fazer a frotagem, esfrega-se um lápis, giz de
cera, grafite, carvão ou outro material em uma folha de papel, que
é colocada sobre uma superfície de textura diferente, como uma
parede áspera, madeira, lixa ou moeda. Feito isso, você vai
observar que a textura da superfície é “transferida” para o papel.
Os resultados podem ser
surpreendentes. Essa técnica foi usada
pelo artista alemão Max Ernst em uma
obra intitulada “A floresta petrificada”,
de 1929, e em muitas outras pinturas.
Veja o resultado:
Você tambémpode experimentar frotar as mais diferentes texturas, como árvores, calçadas,
muros, objetos.
Com folhas de papel sulfite e gizes de cera, explore as texturas das mais diversas superfícies ao seu redor. Depois, crie
uma paisagem, recolhendo as texturas frotadas que você considerou mais interessantes. Você pode dar um efeito
especial para a sua composição, passando tinta aquarela bem aguada por cima de tudo. Dê um título para sua
produção. Por que você escolheu esse título?
Imagens sonoras – conceituação e leitura de imagens sonoras.
Descrever um som é bem difícil. Podemos demonstrá-lo em um instrumento, mas falar sobre ele é estranho,
pois as palavras não são suficientes para descrever sua intenção. Uma melodia no agudo, por exemplo, pode
ser uma trilha infantil ou uma trilha de terror – vai depender da construção harmônica e rítmica que a
acompanha. E embora seja muito fácil demonstrar as variações tocando, é praticamente impossível fazê-lo
falando. Temos internamente algumas associações já estabelecidas entre sonoridade e imagem: quando
ouvimos música orquestrada, ela nos parece mais romântica; se for um solo isolado de violino numa
cadência lenta, pode parecer mais melancólico; se o som vem de um grupo de instrumentos de sopro,
lembra algo mais festivo, como banda de rua; e assim vai.
Esse repertório de associações será sempre
muito útil, mas raramente sabemos como
utilizar propriamente essa capacidade. Então
como, e com qual finalidade devemos aplicar a
habilidade de “linkar” as sensações sonoras com
as imagens? Utilizar essa ferramenta a nosso
favor não é só reconhecer características
externas, clássicas e coerentes de denominar
um som como infantil ou trilha de casamento,
ou desfile de modas, ou tema de circo. O maior
aproveitamento ocorre quando, durante uma
cena que estamos presenciando e vivendo,
conseguimos elaborar internamente uma trilha
que se contrapõe ou adere à realidade de
acordo com nossa intenção. Se o externo está
confuso e desagradável, comece a imaginar um
som que traga tranqüilidade. Cantarole em
silêncio uma melodia que seja bonita,
exatamente como você faz quando está feliz. Ao
reproduzir essa melodia, seu cérebro irá
acreditar no seu estado de felicidade. Use a
imaginação para praticar esse exercício em
outras situações, e seja bem-vindo ao mundo
das imagens sonoras!
Experimentação prática: Observe as imagens abaixo. Identifique os sons que essa imagem transmite e classifique-os. Você pode usar as
informações disponíveis no banco de ideias.
Sons que a imagem mostra:
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Classificação dos sons:
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Sons que a imagem mostra:
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Classificação dos sons:
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Sons que a imagem mostra:
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Classificação dos sons:
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Sons que a imagem mostra:
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Classificação dos sons:
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Sons que a imagem mostra:
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Classificação dos sons:
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Sons que a imagem mostra:
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Classificação dos sons:
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Banco de ideias – Classificação dos sons Sons que a imagem mostra:
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Classificação dos sons:
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Sons que a imagem mostra:
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Classificação dos sons:
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Pertubador – calmante – agitado –
amedontrador – estridente – relaxante –
confuso – poluido – natural – sonolento –
aterrorizante – sombrio – incomôdo –
angustiante – barulhento – festivo –
ensudercedor.
Leitura de imagens e construção de sentido – Experimentação prática e desenvolvimento perceptivo de formas.
Para qualquer atividade artística é muito importante a observação. Quando
se olha uma imagem, deve-se observar alguns detalhes como: tamanho,
forma, cor, posição, material do qual é feita e a relação entre a imagem e o
fundo. Quando aprendemos a observar uma imagem, ela fica gravada na
nossa mente e fica mais fácil de desenhá-la, por isso, gaste sempre algum
tempo observando, você vai começar a viver uma experiência maravilhosa!
Existem basicamente dois tipos de observações de imagens: a analítica e a
sintética.
Nas imagens notamos, facilmente, o aspecto exterior de cada uma das casas.
Na foto da esquerda, temos a impressão de que a casa está construída num
lugar onde o clima é quente, pois há janelas e sacadas. Ela é assobradada,
tem plantas ao seu redor e é branca. Já na outra imagem, da direita, vemos
uma casa de campo, típica do Sul do nosso país. Seu telhado foi feito
pensando na neve que poderá cair e ao seu redor vemos pinheiros,
montanhas ao fundo e muita grama. A construção é diferentee nos remete a
outro tipo de olhar e análise.
Leitura e interpretação da obra: “Retirantes”, de Cândido Portinari – Experimentação prática. 1/2
“Retirantes” é um quadro de Cândido Portinari, pintado em 1944 em Petrópolis, no Rio de Janeiro. O painel é um óleo sobre tela e tem
190 X 180 cm. Faz parte do acervo do Museu de Arte de São Paulo (MASP) e retrata uma família de retirantes, pessoas que se retiram de
uma região à outra em busca de condições melhores de vida. O quadro é composto por tons terrosos e de cinza. A família de retirantes
ao centro toma quase a totalidade da tela. O contorno escuro dos personagens dá um tom pesado à obra. Ao fundo se vê a paisagem do
sertão. O quadro é um retrato da miséria de uma família de retirantes entre tantas outras. Fogem da seca e da fome do Nordeste em
busca de uma vida melhor mais ao Sul. O quadro faz parte de uma série composta por mais duas obras: Criança morta e Enterro na Rede.
Todas as obras são compostas pelo mesmo tema e com as mesmas tonalidades, dando uma unidade para o conjunto. O tema é a seca,
que provocou muitas mortes e uma migração em massa. As convicções políticas e a consciência social do pintor são essenciais na
composição dessa obra. Retratar a miséria, de uma forma tão crua, é um modo de se posicionar contra ela. Ao mesmo tempo em que as
cidades brasileiras se desenvolviam, o campo era o palco da fome.
O quadro é composto por tons terrosos e de cinza. A família de
retirantes ao centro toma quase a totalidade da tela. O contorno
escuro dos personagens dá um tom pesado à obra. Ao fundo se
vê a paisagem do sertão.
URUBUS
O chão é duro, com pedras e ossos espalhados,e a única coisa no
horizonte é o contorno quase indistinto de uma montanha. O
horizonte é claro, mas o céu é escuro e cheio de aves negras que
rodeiam a família como se estivessem esperando pela morte
deles. Ainda se vê um pequeno grupo de aves que desce ao solo,
todas muito próximas, como urubus atacando uma carniça.
CRIANÇAS
Há cinco crianças na pintura. Duas estão ao colo e as outras três
estão em pé. Uma das crianças no colo é grande, porém
raquítica. As pinceladas escuras ao longo da figura dão a
impressão de que ela é feita apenas de ossos. No primeiro plano
vemos uma criança em pé, com a barriga saliente e o pescoço
muito fino. O tamanho da barriga, desproporcional ao resto do
corpo, indica que a criança tem barriga d'água. Essa doença é
muito comum nos lugares com seca extrema, aonde a única
fonte de água vem de açudes e não é tratada. A presença dessa
criança nos traz a imagem de uma extrema pobreza que
também convive com a sede.
ADULTOS
Enquanto os olhares das crianças são distantes e
desolados, os adultos apresentam expressões mais
fortes, que beiram o desespero. O homem que
carrega uma trouxa nas costas e conduz uma
criança pelas mãos parece estar olhando fixamente
para o pintor, o que dá para a pintura um caráter de
retrato. Seu olhar também parece um apelo, um
pedido de ajuda.
Leitura e interpretação da obra: “Retirantes”, de Cândido Portinari – Experimentação prática. 2/2
Experimentação prática: Depois de analisarmos a obra do artista vamos fazer o que se pede nos exercícios abaixo:
Portinari foi um dos artistas plásticos brasileiros de maior
repercussão mundial, consagrado com diversos prêmios; sua
obra é contemporânea ao modernismo de segunda fase e
apresenta como fio condutor a temática social. O quadro, os
Retirantes, lançado em 1944, retrata a retirada de uma família
do sertão nordestino que foge da seca em busca de melhores
condições de vida.
A partir da imagem, levante hipóteses e reflita sobre a cena
retratada na obra:
1. Descrevam os elementos naturais do cenário:
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2. Recuperem as cores predominantes e associe-as à temática
da seca:
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3. Identifique características físicas e traços das fisionomias das
personagens em destaque nas cenas, correlacionando-as com
as consequências da seca:
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4. O que transmitem as expressões das pessoas retratadas no
quadro?
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5. Por que o título da obra é “Os retirantes”? E de onde eles
estão fugindo?
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6. A tela retrata quais problemas sociais?
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7. Vocês acham que estas pessoas são ricas ou pobres? Por
quê?
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8. Quantas pessoas podem ser observadas na imagem e como
podemos descrevê-las?
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9. Os pássaros pretos no céu representam o quê?
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10. Escreva um texto sobre o tema abordado na obra e faça um
desenho para ilustrar?
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Leitura e interpretação de imagens – Construção de sentido e compreensão de mundo.
A arte engajada é aquela em que o artista usa seu
conhecimento e talento, a partir de diferentes
linguagens, para transmitir sua forma de pensar,
sua atitude paraprotestar contra algo que
considera inapropriado, ou então como forma de
denúncia. Ela é imediata, circunstancial e gerada
pela condição social que o artista vive em termos
de participação.
O engajamento dele na sua forma de produzir
depende de sua visão política e de sua visão
social, de sua origem intelectual e de suas
perspectivas projetadas na arte, mas que visam o
mundo, uma sociedade reagente aos fatores que
a prejudicam, portanto a melhoria do meio social
em si.
A arte engajada é o reflexo da reação aos
problemas sociais inerentes a cada tipo de
sociedade principalmente das menos evoluídas e
atualizadas dentro do processo de igualdade que
pareça ideal ao artista para o equilíbrio das classes
sociais.
As leituras de imagens fazem parte de nossas
vidas. Quando olhamos um quadro tentamos
imaginar o que o pintor retratou ali, nos
reportamos à época do mesmo, avaliamos suas
características gerais e individuais, sejam elas de
objetos, paisagens, pessoas, animais, alimentos,
etc.
Dessa forma, identificamos os elementos ali
presentes, se estão vivos ou mortos, se estão
estáticos ou se movem e conseguimos até mesmo
imaginar o que as pessoas conversavam.
As perguntas mais importantes que devemos nos
fazer pra ler uma imagem são: O que podemos
ver? É sobre o quê? O que ela diz para cada um de
vocês? Qual é a relação da obra com o mundo?
Toda imagem tem em si suas próprias qualidades.
Estas nos darão informações quando estivermos
as lendo.
Falsa felicidade: a sensação do momento: Você acompanha aquela celebridade do
momento e ela parece tão feliz todo tempo. São fotos de viagens, beijos apaixonados,
casa com decoração perfeita, maquiagem intacta e os melhores produtos de beleza
chegando pelos correios. Ela parece tão alegre sempre! Então, você olha para sua vida e
percebe: o que estou fazendo de errado para não sentir toda essa satisfação? Acredite: o
erro não está em você, mas, sim, na falsa felicidade que nós estamos recebendo
diariamente pelas mídias – principalmente pelas redes sociais. A falsa felicidade é aquela
ideia de que nós precisamos ser e parecer felizes todo o tempo. É como se estivéssemos
à procura dessa sensação 24 horas por dia, quando na verdade não é bem assim. É tão
visível essa falsa alegria que até pessoas comuns, como nós, que nem famosas somos,
também se preocupam em mostrar apenas momentos felizes na internet. Isso dá uma
falsa impressão que a vida daquele usuário é sempre completa, perfeita. A real felicidade
está em momentos, sensações e sentimentos. Essa falsa que nós sentimos é passageira e
só existe quando temos alguma coisa, quando podemos comprar algo novo ou quando
podemos exibi-lo por aí. A novidade disso tudo passa um dia. A felicidade está em coisas
tão simples que nem precisamos comprar: um abraço de amigo, um sorriso do seu filho,
um “eu te amo” antes de dormir ou até mesmo uma casa confortável, que você se sente
bem de verdade, mesmo ela sendo pequena e sutil. Mas estamos tão preocupados em
alimentar a falsa alegria que não percebemos esses momentos simples, que nos fazem
sorrir sem gastar um centavo. Essa alegria não é passageira: você pode sentí-la todos os
dias.
Experimentação prática: Depois de observar a imagem e ler o texto, vamos criar um texto expressando sua opinião sobre o assunto.
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Movimentos artísticos da arte – Conceituação, leitura de obra de arte e experimentação prática. 1/3
Quando um grupo de artistas tem um objetivo ou uma filosofia em comum,
produzindo obras que seguem um estilo ou uma tendência semelhante durante certo
período de tempo, dizemos que existe um movimento artístico. Os movimentos
artísticos podem durar meses, anos ou até décadas. Não são restritos ao mundo das
artes plásticas, podendo englobar a dança, a música, a arquitetura, a literatura etc. E
também fazer uma ponte com outras áreas do conhecimento humano, como a
medicina e a física.
Os movimentos artísticos têm estreita relação com a época e a cultura de cada país.
Eles podem ser reflexos do que está acontecendo na sociedade ou até indicar novos
caminhos para o pensamento humano. Alguns desses movimentos rompem barreiras
territoriais e influenciam a arte de outros povos. Outros só tem sentido em seu
contexto social. Alguns movimentos nascem como crítica à produção artística habitual,
outros resgatam ensinamentos de antigos movimentos. Muitos movimentos foram
denominados por artistas que defendiam ideias comuns, seguiam tendências e estilos
próprios, escreviam manifestos e reuniam-se para discutir sua arte. Outros foram
nomeados por críticos e historiadores, com o intuito de identificar obras com
características similares e de melhor estudá-las. O nome de um movimento também
pode surgir de outra maneira. O termoImpressionismo, por exemplo, originou-se de
críticas irônicas e pejortivas dos representantes da academia, que alegavam que as
obras pareciam inacabada, contudo, os participantes do grupo adotaram essa
expressão cientes da revolução que estavam causando.
Movimentos artísticos da arte – Conceituação, leitura de obra de arte e experimentação prática. 2/3
Em geral, podemos pensar nos movimentos artísticos da cultura ocidental dividindo-os em
dois grandes grupos:
- Observe as obras a seguir e responda:
a) Qual delas pode ser considerada acadêmica? Por que?
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b) Qual delas pode ser considerada de vanguarda? Por que?
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c) De qual você mais gosta? Justifique a sua resposta.
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Movimentos artísticos da arte – Conceituação, leitura de obra de arte e experimentação prática. 3/3
Experimentação prática: Faça no primeiro quadro, um desenho seguindo as regras do academicismo, use o conceito do figurativismo. Depois, faça outro desenho, no segundo quadro,
propondo ideias para uma possível vanguarda artística, use o conceito do abstracionismo. Analise de qual resultado você mais gostou.
Museus – Origem, apreciação e contato com a arte. 1/2
Desde a antiguidade, o homem tem como costume colecionar objetos que possuem valores afetivos, culturais ou materiais. São esses
valores que justificam a necessidade de preservação de tais objetos ao longo do tempo. A palavra museu – mouseion – teve sua origem
na Grécia Antiga e signfica templo das musas, divindades consideradas pela mitologia grega como “filhas da memória”. Essas divindades
presidiam diferentes ramos das artes e das ciências, entre elas a Música, a Dança, a Oratória, a Poesia, a História e a Astronomia. Os
templos das musas recebiam como foerendas objetos preciosos, que podiam ser exibidos ao público, mediante o pagamento de um
pequeno tributo.
A palavra “museu”, muitas vezes, é asociada a
acervos de objetos antigos. Mas, na verdade,
são centros que reúnem objetos do
patrimônio social e cultural e possibilitam
àqueles que os visitam o conhecimento da
diversidade cultural da humanidade. Por meio
dos museus, acontecem a descoberta de
novos saberes, a reflexão sobre eles e a
propagação do conhecimento. E, ainda, o
fortalecimento da cidadania e do respeito à
diversidade cultural.
Os museus estão espalhados pelo mundo e,
por meio deles, pode-se apreciar várias
culturas e histórias. Existem diversos tipos de
museus, sendo que cada um possui papel
importante na interpretação da cultura, assim
como na educação de quem o visita. Entre os
principais museus do mundo, podem ser
citados:
Museus – Origem, apreciação e contato com a arte. 2/2
Experimentação prática I: Nessa atividade você pode estudar e conhecer um pouco mais sobre os museus, sua história e importância. Apendeu que a preservação de objetos, ao longo dos
anos, justifica-se, muitas vezes, pelo valor que eles possuem. Agoram chegou sua vez de escolher os objetos que você guardaria pelo resto da vida. Não se esqeuca de que tais objetos
deverão ter valor especial para voc~e. Escreva o nome de cada um nos quadros abaixo e justifique o porquê de sua escolha
Experimentação prática II: Para toda mostra realizada por um
museu, é feito um cartaz de publicidade. Ele é desenvolvido de
acordo com o tema da mostra e, por isso, tem de ser muito
criativo e atraente, além de conter todas informações necessáras
para o público, como, por exemplo, o nome da exposição, o local,
os dias em que ocorrerá etc. Como você criaria um cartaz para
uma exposição? Use a criatividade para criá-lo no espaço abaixo:
Experimentação prática III: Chegou a
hora de falar a seus colegas quais foram
os objetos escolhidos or você no
exercício I. Vamos apresentá-los à turma
e faça um diálogo em que cada um
deverá apresentar os seus objetos e
justificar a escolha deles.
Traga para sala de aula os objetos
desse !seu acervo” e prepare uma
exposição, para que todos possam
conhecer um pouco mais sobre você.
Experimentação prática IV: Complete os espaços das frases abaixo, usando
as palavras que estão disponíveis:
a) A Palavra museu – mouseion – teve origem na ____________
Antiga e significa__________________________.
b) Esses templos das musas, recebiam como _______________
objetos preciosos, que podiam ser exibidos ao público, mediante o
__________________ de um pequeno tributo.
c) Por meio dos _______________, acontecem a descoberta de
novos saberes, a reflexão sobre eles e a propagação do
conhecimento.
d) Existem diversos tipos de museus, sendo que cada um possui papel
importante na interpretação da ______________, assim como na
________________ de quem o visita.
e) Prepara uma mostra não é algo fácil, pois seu principal
_____________ é trazer ao público conhecimentos que o eduquem
e o façam refletir.
O Desenho – Conceitos e tipologia – Exercício prático de desenho e compreensão do tema. 1/2
A origem: Arte Rupestre são os desenhos e as
pinturas feitos nas paredes das rochas por
indivíduos pré-históricos. O Parque Nacional da
Serra da Capivara, no Piauí, reúne a maior coleção
de desenhor rupestres do mundo, com cerca de 30
mil pinturas catalogadas. As pesquisas realizadas no
parque provocaram um arevisão da história do ser
humano no contimente americano. Seguindo a
tendência mundial, os vistiantes já podem participar
de escavações guiadas, ajudando a desvendar os
mistérios desse mundo perdido.
Para desenhar, basta ter uma ideia e procurar um jeito de torná-la visível. É possível
desenhar com vários tipos de materiais: desde lápis grafite, caneta hidrográfica e
giz de cera até com o nosso próprio dedo sobre a areia da praia ou do parque, ou
mesmo sobre a poeira do carro. Ao desenhar, podemos explorar diversos temas e
modalidades. Um desenho pode ter inúmeros elementos: pontos, linhas, traços,
cores, sombras, grafismo s e muito mais.
Existem várias modalidadesde desenho, por exemplo:
DESENHO LIVRE: Apresenta o tema e os recursos escolhidos por quem faz o
desenho.
DESENHO DIRIGIDO: Existe uma proposta sugerida por alguém.
DESENHO ILUSTRATIVO: Ajuda a compreensão de um texto.
DESENHO FIGURATIVO: Representa algum objeto, ser ou coisa.
DESENHO ABSTRATO: Não visa a representar nada conhecido.
DESENHO TÉCNICO: Traz orientações para a construção de algo.
DESENHO GEOMÉTRICO: É feito com formas geométricas.
DESENHO PROJETIVO: Representa uma figura em três dimensões (Altura, largura e profundidade).
Conheceremos agora algumas propostas para exercitar o desenho:
Desenho é uma forma de
representar ideias, sensações,
seres e objetos, em papel ou
outra superfície – isto é, num espaço bidimensional -
, utilizando linhas, pontos e diversos tipos de figura.
Desenhar é um impulso tão natural nas pessoas
que as acompanha há muito tempo: desde a época
da Pré-história. Assim, há pessoas que desenham
por simples prazer, outras para expressar suas ideias
e há aquelas que desenham para fazer uma
denúncia social.
Existem desenhos científicos, utilizados para
ilustrar as descobertas e pesquisas da ciência. Os
desenhos técnicos são utilizados na indústria, na
arquitetura e na engenharia. Por sua vez, os
desenhos feitos por artistas são chamados de
desenhos artísticos.
O Desenho – Conceitos e tipologia – Exercício prático de desenho e compreensão do tema. 2/2
Experimentação prática: Todas as pessoas são capazes de desenhar, mas é preciso treinar. Quanto mais desenhos você fizer, melhor
vai desenhar. Além de desenhar livremente, você pode seguir alguns exercícios orientados. Use os espaços abaixo para realizar as
propostas de desenho (Desenho cego, desenho de memória e desenho de observação).
O Impressionismo – Conceituação e experimentação prática. 1/2
O pontilhismo surgiu em 1884, dentro de um movimento artístico que revolucionou
profundamente a pintura e deu início às grandes tendências da arte do século XX: O
Impressionismo.
Tudo começou com um grupo de jovens pintores que rompeu com as regras da pintura vigentes até então. Eles
sairam de seus ateliês e começaram a pintar ao ar livre, retratando os efeitos da luz solar na natureza e mostrando a
vida cotidiana. E eles faziam tudo isso com pequenas pinceladas rápidas e suaves, sem se importar com os contornos
das figuras. No mês de abril de 1874, em Paris (França) , esse grupo organizou uma exposição coletiva, isto é, que
reunia vários artistas. O público e a crítica reagiram muito mal à exposição, pois estavam bastante acostumados aos
rígidos princípios acadêmicos da pintura da época. Durante a exposição, um crítico, ao ver a obra “Impressão: sol
nascente”, de Monet, ironizou o evento, apelidando-o em tom sarcático de “Exposição dos Impressionistas. De forma
surpreendente, porém, o nome, com o passar do tempo, perdeu a conotação depreciativa. O movimento passou,
então, a ser chamado de Impressionismo.
Quando o Impressionismo surgiu na Europa, aqui no Brasil predominava a
pintura acadêmica, com padrões bem rígidos de desenho, cor e tema. No
início do século XX, porém, artistas brasileiros que tinham estudado na
Europa acabaram trazendo as influências do movimento impressionista a
nosso país. Entre esses artistas podem ser citados Eliseu Visconti, Belmiro de
Almeida e Rodolfo Chambelland. Atualmente, o artista Washington Maguetas
utiliza as técnicas do Impressionismo para retratar paisagens brasileiras.
Washington Maguetas é um artista que desde cedo desempenhou papel definido no ofício das Belas Artes, tendo seu trabalho baseado no
aprendizado pela observação e prática. São mais de 50 anos de vivência artística, que lhe conferem a condição de Mestre. Nascido em
05/julho/1942, em Taquaritinga (SP), Maguetas tornou-se professor de desenho e pintura desde 1960. Sua principal atividade sempre foi a
pintura, também tendo criado músicas (letras e melodias), esculturas e poesias. A arte de Maguetas é intimamente ligada à história do
impressionismo no Brasil e no mundo. Passou uma grande parte de sua vida na busca árdua da cor, da harmonia, da sombra e da forma perfeita.
O impressionismo surgiu espontaneamente, porque veio da necessidade de reproduzir os momentos rapidamente, conservando a luz natural em
cada cena. As cores, tons e luzes são brasileiras, assim como a maior parte das paisagens, classificando seu trabalho como um "Impressionismo
Tropical".
O Impressionismo – Conceituação e experimentação prática. 2/2
Experimentação prática: Vamos praticar com as técnicas adotadas pelos artistas impressionistas. Siga as orientações para você desenvolver a atividade.
Após registrar suas “impressões”, responda: As imagens obtidas são iguais ou diferentes?
Por que você acha que isso aocntece?
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Observação de obra de arte e leitura de imagem – Experimentação prática com uso de linhas.
Observe nas obras abaixo como as diferentes linhas foram
usadas pelos artistas:
Experimentação prática: Escolha uma das duas obras apresentadas e tente desenh-ala aqui usando apenas linhas:
Observação e leitura descritiva de imagem – Construção de sentido e interpretação.
Experimentação prática: Observe a imagem da obra do artista Tec, argentino residente em São Paulo, e responda o que se pede:
TEC Fase, o artista argentino que colore as ruas de
diversas cidades com seus impressionantes grafites e
presenteou a região central de São Paulo com um
mural gigante, chegou na Galeria do Rock
carregando sua bike dobrável, o argentino que ama
São Paulo e a escolheu para constituir sua família,
começou sua história artística em Sampa com a
Galeria do Rock.
O grafite em Buenos Aires vem principalmente da classe média, é construtivo,
tem muito estêncil sobre política, mas pouca pichação. A pichação em São Paulo
está muito presente, é inigualável com qualquer outro lugar do mundo. É
possível compreender a cidade por meio da pichação, ela é um grito, uma voz
que não pode ser calada ou colocada embaixo do tapete. O grafite tem uma
intenção artística, mas é completamente influenciado pelos códigos da pichação.
O Brasil é um país maravilhoso, mas injusto. A rua fala, o picho é um simbolismo
dessa questão é um sintoma.
1. Quantas pessoas há nessa imagem? O que estão fazendo?
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2. Que lugar é esse? Você reconhece algum objeto? Qual?
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3. Quais são as palavras escritas na imagem?
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_________________________________________________________________________________________________________________4. Quais são as cores predominantes?
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5. Você acha que o pintor, fez esse trabalho observnado, imaginando ou se lembrando da cena? Justifique sua
resposta.
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6. Escute a música “Não deixe o samba morrer”, interpretada pela cantora Alcione. Preste atenção na letra. Faça
um desenho, assim como o artista Tec para homenagear esse ritmo tradicional brasileiro.
Os azuleijos de Portugal – Herança cultural e apreciação de obra de arte. 1/3
As igrejas e os palácios portugueses, entre os séculos XVI e XVII, possuíam revestimentos cerâmicos
monumentais. O azuleijo, nesta época, era usado como material decorativo. As gravuras de
ornamentos europeus e os tecidos estampados vindos da ìndia eram usados como temas pelos
pintores de azuleijo. E, assim, foram criados os revestimentos cerâmicos que seriam usados em
grandes superfícies, como o Palácio dos Marqueses.
As cores azul e branca, utilizadas nas pinturas dos azuleijos, resultaram da influência das porcelanas
chinesas que usavam tais cores em suas gravuras. O azuleijo historiado, representando cenários,
também foi muito usado nesta época. Depois de 1640, quando Portugal retomou sua auntonomia
após 60 anos de domínio espanhol, as paredes dos palácios passaram a ser revestidas com painéis de
azulejos que tinham como tema cenas da vida cotidiana, batalhas ou caçadas. Essas pintuiras eram
cópias de gravuras vindas da França, país que ditava a moda na época.
As igrejas e os conventos portugueses também
recebiam revestimentos em azulejos. Suas gravuras
tinham como tema cenas do Velho e do Novo
Testamento. A partir do século XIX, os azuleijos
passaram a ser usados como revestimentos externos
das fachadas de casas e prédios residenciais.
As cores azul e branca, usadas nas pinturas dos azuleijos, foram, aos poucos, dando lugar aos coloridos e compondo fachadas residenciais diferenciadas e originais. A existência do Museu
Nacional do Azulejo mostra o quanto essa arte é essencial para a cultura portuguesa. Ele é considerado um dos mais importantes museus de cerâmica do mundo.
Os azuleijos de Portugal – Herança cultural e apreciação de obra de arte. 2/3
Experimentação prática:
1. O espaço abaixo está reservado para você montar o quebra-cabeça de azulejos portugueses. Você deverá pintá-lo com as cores
tradicionais da azulejaria portuguesa.
Os azuleijos de Portugal – Herança cultural e apreciação de obra de arte. 3/3
1. Como você viu, os azulejos, a
partir do século XIX, passaram a
ser usados como revestimentos
de fachadas de casas e prédios
residenciais. As cores branca e
azul deram lugar aos azulejos
coloriso, possibilitando , assim,
um trabalho original e atraente.
Nesta atividade, você criará o seu
azulejo e, logo em seguida, irá
reproduzi-lo num painel. Seguem
alguns modelos de azulejos
portugueses para você se inspirar.
Selecione uma imagem de revistas ou jornais, escolha as que mais lhe
agradar. Em seguida, recorte-a em quadrado pequenos (2cm x 2cm).
Utilize a régua para riscar as imagem e depois recortá-la. Depois, é só
ir remontando a imagem. Deixe um pequeno espaço entre um
quadrado e outro, como se fosse um painel de azulejos. Use a moldura
abaixo para construir seu painel de azulejo.
Padrões e coordenação motora – Prática de desenho e estudo da linha.
Experimentação prática: Observando os diferentes tipos de linhas, vamos criar um desenho a partir dos elementos apresentados.
Você pode reuní-los em uma só composição (abstrata ou figurativa). Varie também na espessura das linhas e aplique a cor que
desejar.
Pinturas que foram marcos na história da arte – Apreciação estética, leitura de imagem e experimentação prática. 1/2
Certas pinturas alteraram o curso da arte ocidental, assinalando uma profunda mudança de um estilo ao seguinte. Essas obras maravilhosas não só deslancharam uma revolução na forma
como os pintores viam a arte, como também mudaram o modo de as pessoas pensarem o mundo. Cada uma dessas pinturas de ruptura ´pareceu radical em sua época. A maior parte delas
provocou desagrados e fúria dos conservadores. Agora, porém, tornaram-se parte da tradição de ontem, que os novos artistas desafiam, com gestos de independência ainda mais
polêmicos.
“Noli me tangere”, Giotto, 1305-6. Arena Chapel, Pádua. Giotto
fundou a tradição ocidental na pintura quando rompeu com as
figuras estilizadas bizantinas e passou a um estilo mais tridimensional
e a um sentido mais convincente de espaço. O estilo natural de
Giotto, junto com a maestria da Renascença em anatomia e
perspectiva, foi a pedra angular da arte ocidental até o século XX.
“Conversão de São Paulo”,
Caravaggio, c. 1601. Santa Maria del
Popolo, Roma. Em suas figuras
fortemente iluminadas, pintadas de
maneira realista. Caravaggio rejeitou
a beleza idealizada da Renascença e a
artificialidade maneirista. Ele
introduziu a realidade do dia-a-dia na
arte, engajando as emoções do
espectador através de composições
vigorosas e sombras dramáticas.
Embora Caravaggio só tenha trabalhado 12 anos,
revolucionou a pintura ocidental, retratando antigos
temas de formas completamente novas e anunciando a
teatral era barroca.
“Juramento dos Horácios”,
David, 1784, Louvre, Paris. A
composição austera, correta,
de David marcou o final da
arte rococó cheia de plumas,
frívola. Daí em diante,
predominou a arte
neoclássica, com seu
renovado interesse na
antiguidade e na moralidade
e seu senso de ordem.
“A Balsa da Medusa”, Géricault, 1818-19,
Louvre, Paris. Géricault rejeitou a arte rígida,
intelectualizada, em prol de tópicos
apaixonados, subjetivos, e da técnica. Ao dar
um acontecimento contemporâneo (um
naufrágio) tratamento épico grandioso,
introduziu um novo conceito do que constitui
a arte. Em vez da pintura acadêmica da
história, a arte romântica podia retratar
preocupações emocionais individuais.
“Almoço sobre a Relva”, Manet, 1863. Musée
d´Orsay, Paris. Manet balançou a tradição pintando
mulheres nuas como seres humanos
contemporâneos, não deusas idealizadas, e
abandonando o claro-escuro acadêmico em favor
de contrastes evidentes. Ao repudiar o estilo
alegórico do Salão, trouxe a pintura para o mundo
moderno da vida real.
“As Senhoritas de Avignon”, Picasso, 1907. MoMa, NY.
Nesta pintura de transição, às vésperas do Cubismo,
Picasso explodiu as ideias tradicionais de beleza,
perspectiva, anatomia e cor. Ele substituiu o estilo
baseado na aparência, que havia reinado desse a
Renascença por uma estrutura intelectual que só existia
em sua mente a mais importante virada no
desenvolvimento da arte contemporânea livre.
“Número 1, 1950 (Névoa de Alfazema)”, Pollock, 1950.
NG. Washington, DC. Em torno de 1947, Pollock
abandonou pincéis e pintura de cavalete pondo a tela
no chão e jogando tinta sobre ela, sem premeditação.
Esse processo, que o subconsciente permite e que
incorpora os efeitosdo acaso, criou um padrão de linhas
e pingos por todo lado que eliminou ideias aceitas de
composição tais como ponto local, fundo e primeiro
plano. O rompimento de Pollock deu uma liberdade sem
precedentes aos artistas e mudou a capital da
vanguarda de Paris para Nova York.
Pinturas que foram marcos na história da arte – Apreciação estética, leitura de imagem e experimentação prática. 2/2
Experimentação prática: Depois de conhecermos algumas das pinturas mais famosas e seus estilos na história da arte, vamos desenvolver nossa capacidade de interpretação.
Somos capazes de interpretar tudo aquilo que observamos ao nosso redor. Todas as coisas
podem ser analisadas segundo a nossa própria opinião. Diante das imagens apresentadas
de diferentes obras de arte, escolha uma delas e responda o que se pede:
1. Faça a identificação da ficha técnica da obra escolhida:
a) Título da obra:________________________________________________________
b) Nome do autor:_______________________________________________________
c) Ano em que foi pintada:_________________________________________________
d) Técnica utilizada:______________________________________________________
e) Atual localização:______________________________________________________
2. Observando todos os detalhes, como personagens, cores, ambiente, período do dia,
descreva abaixo o máximo de itens que você vê na obra escolhida:
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_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
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_________________________________________________________________________
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3. Em sua opinião, o que o artista quis expressar pintando esse quadro? O que você viu na
obra de arte que te faz pensar assim?
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_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
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4. O que você mais gostou na obra de arte escolhida? Por quê?
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
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____________________________________________________________________
5. Escolha algum elemento da pintura que você gostaria que fosse pintado de forma
diferente. Justifique o motivo da sua escolha propondo alguma ideia para o artista.
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6. Escolha algum de seus colegas de turma apresente a ele a sua obra de arte escolhida.
Pergunte a ele o que mais gostou na obra que você escolheu. Identifique seu colega de
classe e escreva a opinião dele.
Nome do colega: ______________________________________________________
Opinião:
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_________________________________________________________________________
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7. Inspirado pelo tema da obra escolhida faça um desenho no espaço abaixo. Preencha a
ficha técnica da sua produção artística.
Ficha técnica:
Título:________________
______________________
Autor:________________
Técnica: ______________
Ano: _________________
Local:_________________
Pontilhismo – Conceituação, leitura de imagem e experimentação prática.
Observe com atenção a obra e responda:
a) Que lugar está retratado na obra?
______________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
b) Que sensação a imagem lhe transmite?
______________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
c) Você escolheria que música para essa cena?
______________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
d) Qual figura parece mais à vontade?
______________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
e) Para onde as pessoas estão olhando?
______________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
f) Que técnica o artista usou para criar essa imagem?
______________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
Vamos fazer um treino visual: Encontre e circule com o lápis esses cinco detalhes ampliados na
imagem da obra “Banhistas em Asnières”, de Seurat.
Experimentação prática: Vamos usar a técnica do pontilhismo. Para isso, siga as orientações.
Na obra vista anteriormente, foi utilizado o
pontilhismo ou divisionismo. Nessa técnica, pequenas
manchas ou pontos são colocados lado a lado, levando
o observador a perceber novas cores e sombras. Nos
lugares mais escuros e sombreados, os pontos são
bem próximos. Ja no lugares mais claros, os pontos
são menores e mais espaçados.
Prática de desenho – Desenvolvimento do traço e aplicação de cor.
Experimentação prática: Observe as imagens apresentadas. Vamos praticar o desenho.
Prática de desenho – Uso de diferentes linhas e conceitos de equilíbrio e desiquilíbrio da composição. 1/2
Todos os elementos que formam uma composição, devem ser colocados de maneira que se relacionem entre eles, e dentro do conjunto
criando ritmos, tensões e direções. Para obter o equilíbrio numa composição há vários atributos que devem ser conseguidos com sucesso.
O ritmo, o peso, o contraste, o balanço, a unidade, a tensão, a direção, o tamanho e a Escala, o ponto de vista e a proporção.
Harmonia pode ser consequência da correta aplicação de certos padrões que aplicados ao desenho de forma correta farão de uma pintura,
uma obra de arte.
Equilíbrio simétrico ou assimétrico, aplicação da regra dos terços, movimento sugerido, ênfase, unidade, repetição, escala e contraste.
Em um desenho ou pintuira, cada personagem, objeto ou
elementoocupa um espaço e tem, portanto, um peso
dentro de uma composição. Estudar uma imagem e
identificar esses pesos é um processo chamado
popularmente de decupagem. O termo originado na
indústria passou ao cinema e hoje é utilizado em muitas
áreas, dentre elas o desenho e a ilustração. Observe a
imagem abaixo:
Na imagem, o ilustrador criou uma cena bastante harmoniosa,
tanto no tema quanto na composição. Vamos ver como o
conteúdo (tema) e a forma (composição) podem ser alinhados,
construindo uma imagem que comunica sua mensagem com
muito mais clareza para nós. Começamos identificando os
elementos e seus respectivos pesos:
À esquerda, destacamos duas massas da composição para dar
o exemplo. Uma mais pesada (em laranja) e outra mais leve
(em azul). Na segunda imagem, à direita, observamos que
todas as massas da composição estão destacadas em recortes
escuros. Observamos também, que elas se distribuem lado a
lado em relação a uma linha imaginária na composição, que
chamamos de eixo de simetria. Este eixo serve para
compararmos as duas metades de uma forma, figura,
composição, rosto etc. Aqui o eixo destaca a quantidade de
massas escuras (elementos) que temos na metade esquerda e
na metade direita da composição. Notamos que nesse caso, o
ilustrador criou uma composição equilibrada que favorece o
tema harmonioso da ilustração. Formalmente as massas ou
pesos se compensam em ambos os lados da cena, como
mostram os próximos esquemas:
Forma e fundo: A forma é o contorno de uma determinada
figura ou objeto. O fundo é o espaço onde se colocam as
figuras ou objetos. Do entendimento entre a diferença da
forma e do fundo, nasce a compreensão da obra, se assim não
fosse as imagens apareceriam confusas.
Volume: O volume é o espaço contido dentro de uma forma
tridimensional. É tridimensional porque a sua forma é definida
pelo comprimento, largura e altura.
Textura: A superfície de uma forma é caracterizada pela
textura. Através da visão ou do tacto, percebemos se uma
superfície é quente ou fria, áspera ou macia. Há texturas
naturais e texturas criadas pelo homem.
Contraste: Contraste é a oposição entre coisas ou pessoas,
uma das quais faz sobressair a outra. O contraste entre claro e
escuro numa composição, usa-se para se mostrar ou
evidenciar uma determinada forma.
Prática de desenho – Uso de diferentes linhas e conceitos de equilíbrio e desiquilíbrio da composição. 2/2
Experimentação prática: Observando a imagem proposta, defina se é equilibrada ou desiquilibrada, analisando seus elementos e estudando suas características. Deixe suas considerações
no espaço abaixo da imagem. Depois, ao lado, se inspire na obra e faça o desenho da imagem.
Prática de desenho e aplicação de cor – Experimentação prática com uso das cores frias.
Experimentação prática: Observe a imagem apresentada. Pratique suas habilidades em desenho e cor trabalhando com as cores frias. Você também pode transformar a paisagem
utilizando as cores quentes.
Prática de desenho em quadrantes – Experimentação prática em desenho e aplicação de cor.
Experimentação prática: Observe o desenho no primeiro quadrante e pratique suas habilidades artísticas. Construa as linhas (contornos) do desenho tentando obedecer a posição exata
em cada quadrante. Você pode aplicar a cor que desejar.
Processos de criação – conceituação, análise de imagem e experimentação prática.
A história da arte é cheia de invenções. Tudo o que hoje vemos e ouvimos em
termos de arte foi um dia uma nova ideia. Sabemos que as novidades são
construídas sem abandonar o conhecimento do que já foi realizado
anteriormente. Cada artista está inserido em um momento histórico e vive um
período particular da história, que influencia seu trabalho e sua produção.
Sobre as imagens: As imagens mostram produções de diferentes épocas e
artistas: dos brasileiros, Tarsila do Amaral (1886-1973), pinutra figurativa e,
Luiz Sacilotto (1924-2003), uma imagem abstrata que explora cores, linhas e
formas, e do norte-americano Andy Warhol (1928-1987), imagem que
representa uma lata de sopa que poderia estar na prateleira de qualquer
supermercado. Todos os trabalhos forma realizados na linguagem da pintura,
mas cada artista usou uma maneira particular de demonstrar sua concepção
de arte. Estilos, temas, contextos e trabalhos diferentes compõem o
patrimônio cultural da humanidade.
b) Sobre as imagnes, marque a alternativa adequada:
Todas são abstratas.
Há uma abstrata e duas figurativas.
Há duas abstratas e um afigurativa.
c) Escreva o nome da imagem que representa
um objeto do cotidiano:
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Experimentação prática: Você vai escolher um assunto de seu interesse, principalmente se estiver em voga.
Faça um desenho expressando a sua opinião sobre este assunto. Não se esqueça de criar um título para a
sua obra.
a) Os artistas criam obras a partir de que vivem, sentem e percebem na
relaçao com sua realidade e tempo histórico. Reveja as imagens acima
e escreva o que você observa em cada uma delas:
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Texturas – Apreciação e experimentação prática com a técnica da Frotagem.
Em um tecido, a textura é a trama, isto é, o
efeito do traçado dos fios. Observe abaixo as
diferentes texturas que você pode encontrar nos
tecidos e na natureza:
Experimentação prática: Experimente colocar sob esta folha diferentes tipos de tecido. Folhas secas, papelão, cascas de árvore e
moedas. Passe giz de cera sobre o papel. Você perceberá a diversidade de texturas que existe ao seu redor.
Texturas e cores na linguagem visual – Conceituação e experimentação prática. 1/2
Vamos aprofundar o olhar atentando para alguns elementos da linguagem visual.
Observar as texturas e cores nas artes é compreender como os artistas elaboram
novas formas de ver o mundo, usando as mais diversas ferramentas para se
expressarem.
1 – Em sua opinião, as paisagens podem contar histórias de pessoas, de lugares e de temos? Por
que?
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___________________________________________________________________________________________________Observe as duas pinturas:
2. Agora que você observou detalhadamente essas duas pinturas, responda:
a) Qual lugar você acha que essas obras retratam? Em qual dos lugares
retratados você moraria? Justifique sua resposta.
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b) Quais sentimentos e pensamentos essas obras despertam em você? Por quê?
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c) Quais semelhanças você identifica no uso da cor nas obras apresentadas?
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d) Apesar de essas pinturas retratarem dois lugares diferentes, você saberia
encontrar semelhanças entre elas? Tente descrever os elementos que
compõem cada cena retratada.
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Vamos conhecer um pouco dos artistas autores dessas obras:
3. A partir da biografia dos dois
pintores, você acha que eles
frequentaram escolade arte para
aprender a pintar ou desenhar?
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Texturas e cores na linguagem visual – Conceituação e experimentação prática. 2/2
Experimentação prática: No lugar em que você mora, há algum local para observar uma paisagem? Dependendo da localidade, pode ser até um ponto turístico da cidade. Descreva esse
local e onde ele fica. Faça um desenho simples dessa paisagem.
Trabalho e transformação – Criação e leitura de imagens. Experimentação prática – Desenhar e pintar.
O desenho é uma linguagem visual e serve como ferramenta de trabalho de quem constrói, de
quem decora, de quem quer contar uma história, ilustradores, arquitetos, designers, artistas e
outros profissionais que desenham. A pintura e o desenho continuam valiosos, mesmo em uma
época em que a fotografia e o vídeo capturam imagens instantanemante. Podemos ter prazer
em apreciar em uma tela ou papel as formas e como são trabalhadas as figuras. Esse prazer
transmitido pela obra é chamado de prazer estético. O artista plástico, na execução de seu
trabalho, busca sempre experimentar novas técnicas para concretizar suas ideias. Ao visitarmos
o ateliê do artista, é provável que encontremos uma grande variedade de instrumentos e
materiais que lhe permitem trabalhar, como pinceis, tintas e pigmentos, lápis e, por que não,
um computador, como instrumento de trabalho.
Vivemos rodeados de imagens impressas e eletrônicas:
nos jornais, na TV,nas revistas, na internet, nas
camisetas e nos telefones celulares, por exemlo.
Imagnes que são produzidas em larga escala por meios
eletrônicos ou mecânicos. Mas nem sempre foi assim.
Até um determinado período histórico, as imagens,
criadas a partir de desenho ou pintura, eram feitas
artesanalmente, uma a uma. Desenhar é uma forma de
se comunicar e expressar-se por imagem. O que
diferencia o desenho da pintura é o material, os
processos e os procedimentos cirativos. Podemos dizer
que o desenho trabalha o gesto gráfico e a pintura, o
gesto pictórico, que, em geral, tem m ais superfícies. Os
materiais gráficos são, por exemplo, o lápis, a caneta, o
carvão, e os da pintura são pincéis, rolos e todo tipo de
tinta. Essas classificações são importantes para
entendermos a arte tradicional. Elas vigoraram durante
muitos séculos na história da arte, mas hoje é
diferente. Na arte contemporânea, essas linguagens
podem estar juntas em uma mesma arte. São
processos mistos, nos quais os artistas experimentam
vários materiais e técnicas.
Experimentação prática: Faça o que se pede.
1. Podemos desenhar de muitas formas. Coloque um amúsica para
ouvir. De olhos fechados, deixe o lápis correr sobre a folha de papel,
acompanhando os sons e ritmos. Abra os olhos e procure descobrir
formas, destaque as imagens descobertas usando cores e
acrescente mais detalhes para compor uma ideia.
2. Há várias situações de trabalho em que o desenho é fundamental.
Como , por exemplo, no trabalho dos designers de objetos que, há
todo tempo, criam novas coisas para o mercado. Tente fazer um
rascunho de um novo objeto. Escolha dois objetos diferentes, sem
relação entre eles, e faça a união dos dois, criando uma nova
possibildiade e inventando um novo nome.
Uso do goache – Produção de matizes e aplicação de cor – Experimentação prática.
Experimentação prática: Vamos pintar o desenho abaixo utilizando a tinta goache. Você aplicará as cores desejar e construirá diferentes matizes. Para isso você misturará o branco e o
preto nas cores puras.
Experimentação prática com cores frias e quentes. Aplicação de cor.
Prática de desenho e aplicação de cor.
Experimentação prática: Observe a imagem apresentada. Pratique suas habilidades em desenho se inspirando na imagem. Aplique as cores que desejar.
Experimentação prática de construção de ambiente e ponto de fuga. Exercício com o uso da régua.
Experimentação prática: Observe o passo a passo para construir o ambiente com ponto de fuga. Use a régua para traçar as linhas retas.
Experimentação prática com aplicação de hachuras em desenho. Preenchimento de espaço e criação de volumes.
Experimentação prática: Utilizando os modelos e hachuras e observando as imagens apresentadas, preencha a paisagem com os diferentes tipos de gestos em linhas.
Quebra-cabeça: “Moça do brinco de pérola”, de Johannes Vermeer.
Experimentação prática: Recorte e cole na ordem numérica as peças que compõem a obra de arte. Aplique a cor que desejar.
POP ART – Experimentação prática. Decoração do All-Star.
Pop Art é a abreviatura em inglês de Popular Art ("Arte Popular", em português), um movimento artístico que surgiu em meados dos anos 1950, com o objetivo de
"abraçar" e desconstruir imagens pertencentes às culturas de massa, a chamada "cultura pop", feita para as grandes multidões.
Inspirando-se em imagens e personalidadeda cultura de massas, os artistas da pop art buscam ironizar a vida cotidiana materialista e consumista das pessoas. Na obras artísticas da pop
art, o uso de elementos criados a partir das novas tecnologias do século XX substituem os tradicionais pincéis, tintas e quadros. Isopor, poliéster, gomaespuma e acrílico foram muito
usados pelos artistas plásticos deste movimento.
Experimentação prática: Diante das idéias apresentadas e do conceito sobre POP ART, produza uma estampa para o seu All-Star.
A parede como suporte para arte – Conceituação e experimentação prática. 1/3
Pense sobre os materiais e as ferramentas que são usados em algumas atividades profissionais. Por exemplo, um pedreiro, para
construir uma casa, utiliza muitas ferramentas, como pá, esquadro, martelo, trena etc. E como material, há o cimento, a argamassa
e a areia, entre outros. Para o trabalho artístico não é diferente, pois são utilizados, nas artes visuais, diferentes materiais, por
exemplo, giz de cera, tintas, carvão etc., e também diferentes ferramentas, como pincéis e espátulas. Mas, além de materiais e
ferramentas, o artista também faz uso do que se denomina suporte. O suporte na pintura, por exemplo, é a superfície sobre a qual
se desenha ou se pinta; pode ser uma tela, papel, madeira, vidro, parede e até mesmo o próprio corpo. E para um escultor? Quais
seriam as ferramentas, os materiais e o suporte? Pode-se citar como ferramentas, por exemplo, goivas e formão, mais usados para
esculpir madeira; como material, a argila, a madeira e o gesso, entre outros. O suporte pode ser o chão, um pedestal, ou ainda um
espaço público. Isso porque o suporte é o espaço que recebe a obra e ao mesmo tempo faz parte dela.
A pintura de imagens em paredes se realizou em diversas épocas. Desde a Pré-história,
com as pinturas e os desenhos rupestres, passando pela Idade Média e pela Renascença,
até o muralismo moderno e os grafites atuais.
O mural é a arte que fica registrada nas paredes. Pintar em paredes é uma prática que acompanha a
humanidade. Produzir murais é uma maneira de deixar a arte registrada para que mais pessoas tenham
contato com ela. O mural é considerado arte pública, pois é exposto em locais públicos. A arte pública
contribui para a reflexão e para modificar ruas, bairros e cidades.
Estêncil: Uma das técnicas usadas por esses artistas é o estêncil. Nessa
técnica, uma forma desenhada no papel cartão grosso ou no papelão é
recortada, formando um molde (também chamado de máscara). Essa
máscara é colocada em frente a um muro ou qualquer outra superfície, e
nela aplica-se a tinta spray, que passa pela parte vazada, fixando-se nessa
parede ou muro. Esse tipo de procedimento permite a reprodução de um
mesmo desenho diversas vezes.
Lambe-Lambe: Outra técnica usada é o lambe-lambe, um trabalho feito com
cartazes. Depois de desenhar e pintar em folhas de papel, os artistas
geralmente fazem muitas cópias desses cartazes e colam essas folhas nos
muros e nos postes, com uma cola comercial ou caseira (feita com polvilho
ou farinha de trigo), devido a seu custo reduzido.
Grafite 3D: Já o grafite 3D pode ser feito com tinta ou giz, em paredes ou
sobre a rua, no chão. A técnica, que trabalha com um jogo de luz e sombra,
cria um efeito tridimensional, ou seja, usa a perspectiva para criar o efeito
de profundidade da imagem, aproximando-se do real.
O grafite pode ser entendido como uma manifestação artística que faz
intervenções no espaço público.
Pode estar, por exemplo, nas paredes, nos muros, em tampas de esgoto, no chão das ruas ou das calçadas.
Esta prática se espalhou por grandes centros urbanos entre 1970 e 1980, como Nova Iorque, nos EUA, e São
Paulo, no Brasil. Como as outras expressões artísticas, o grafite também é uma forma de expressão e
intervenção do artista, que pode ser uma reflexão sobre algum assunto, umprotesto, uma declaração de
amor ou um comentário sobre a paisagem urbana. Os artistas do grafite, chamados grafiteiros, usam diversos
materiais e ferramentas, como tinta em spray (aerossol), tinta látex, brochas, rolos e pincéis, papel cartão ou
papelão, além de diferentes técnicas na produção do grafite.
A parede como suporte para arte – Conceituação e experimentação prática. 2/3
- Veja o esquema a seguir. Ele foi feito com base nos dois primeiros parágrafos do
texto Grafite: a pintura mural nas cidades. Em primeiro lugar releia o texto, depois
observe o esquema abaixo e preencha as lacunas com as informações contidas no
texto. Lembre-se de retornar à leitura do texto quantas vezes forem necessárias para
realizar o exercício.
O Brasil, representado em especial pela cidade de São Paulo, está entre os três principais centros
de produção de grafite do mundo. Muitos grafiteiros brasileiros são reconhecidos e respeitados
fora do País, entre eles OSGEMEOS (os irmãos Otávio e Gustavo Pandolfo), Binho Ribeiro, Nina
Pandolfo, Nunca, Tinho, Pato, Zezão e Flip.
Alex Vallauri foi um dos precursores do
grafite no Brasil, nos anos 1970. As
imagens que o artista utilizou, em seus
primeiros trabalhos, foram de elementos
cotidianos, como uma bota e uma luva de
mulher, um telefone e um cachorro. Ele
não se valeu apenas das paredes e dos
muros das cidades como suporte para sua
arte, mas utilizou também papel, cartões,
camisetas, bótons e adesivos.
A parede como suporte para arte – Conceituação e experimentação prática. 3/3
Experimentação prática: Nesta atividade você conhecerá o trabalho dos artistas Nina Pandolfo e Iskor, e como eles produzem seus grafites.
1. Observe os grafites de Nina Pandolfo e Iskor.
A poesia concreta – A arte para ler e ver. Conceituação e experimentação prática.
Muitos movimentos artísticos
abraçaram diversas linguagens
de arte, cada qual trazindo por
meio de seus códigos os ideais
do grupo.
Um bom exemplo foi o Concretismo no Brasil, que se
desenvolveu fortemente tanto na literatura quanto nas
artes plásticas. A Exposição Nacional de Arte Concreta que
foi realizada em São Paulo, no ano de 1956 e no Rio de
Janeiro em 1957, colocou, lado a lado, obras visuais (como
pinturas, esculturas e desenhos) e cartazes-poemas. O
movimento concreto tinha como intenção desvincular a
arte da necessidade de conotação simbólica. Dessa
maneira, os elementos plásticos (como planos e cores) não
precisavam representar nada relacionado à realidade.
Estruturas matemáticas geométricas foram incorporadas à
arte, possibilitando a autonomia desta com o mundo real.
Experimentação prática: Agora é a sua vez! Que tal criar um poema concreto? Siga as orientações:
Pintura Naïf – Conceituação e experimentação prática – Exercício interpretativo e leitura de obra de arte.
A pintura naïf é produzida por artitas não eruditos, ou seja, sem formação culta no campo da arte.
Muitos são considerados autoditadas, pois aprenderam sozinhos sua técnica e não seguem regras
nem tendências artísticas. Naïf é uma palavra francesa que significa “natural”, “ingênuo” ou
“primitivo”. O termo foi adotado na França, na década de 1880. O Brasil está entre os cinco países
onde mais se encontra essa forma de expressão artística popular. Em geral, a pintura não é a única
ocupação dos artistas naïfs. Muitos são sapateiros, carteiros, donas de casa, advogados, médicos,
jornalistas, diplomatas etc. Os temas podem ser urbanos ou rurais e são retratados com muitos
detalhes coloridos.
Experimentação prática: Observe a obra do pintos naïf e responda:
Ivonaldo Veloso de Melo é um pintor pernambucano nascido em Caruaru em 1943. Mudou-se com a família em 1962 para São
Paulo, onde começou a pintar quatro anos mais tarde, como autodidata. Em 1968 fezsua primeira exposição, que seria seguida
pela sua mudança para a Europa, onde permaneceria por cinco anos expondo em varias cidades européias, como Amsterdam,
Paris, Colônia e Bruxelas; dentre as exposições mais importantes desta época se destacam a Trienal de Bratislava (1972), a Feira
Internacional de Arte de Dusseldorf (1973) e o Salon International d'Art Contemporain de Paris (1973). Hoje Ivonaldo é
considerado um dos mais importantes pintores da arte naif brasileira, com trabalhos em importantes museus e galerias
espalhados pelo mundo. Antes de se tornar pintor, Ivonaldo trabalhou como vendedor ambulante, balconista e bancário.
O uso do lápis de cor – Experimentação prática.
O Ponto – Conceituação e experimentação prática. 1/2
O Ponto – Conceituação e experimentação prática. 2/2
Experimentação prática: Siga as orientações para você praticar a arte com a aplicação do ponto.
Exercício prático sobre a Linha.
Exercício prático de construção de volume (Claro e escuro).
Experimentação prática: Observe a legenda presente no desenho da cabeça humana e preencha corretamente cada espaço
usando o lápis grafite. Você também pode utilizar o lápis de cor na cor que desejar.
A arte rompendo barreiras. Superação e habilidades especiais.
Alguma vez você ja pensou que não era capaz de fazer algow quantas vezes você já disse: “Não vou conseguir. Não sei fazer isso”? Vamos conhecer algumas pessoas que superaram suas
limitações e fizeram da arte uma forma de expressão forte e harmoniosa. São indivíduos que nasceram com deficiência ou que, após um acidente ou enfermidade, perderam partes do
corpo ou elas deixaram de funcionar como antes. Em vez de se sentirem incapazes, essas pessoas desenvolveram outras habilidades, superando as dificuldades impostas pela vida. Um
exemplo disso são pintores que usam os pés e a boca no lugar das mãos. Artistas como esses estão espalhados pelo mundo todo. Esses artistas além de fazerem cartões, calendários com
pinturas muito bonitas, também dão palestras contando suas histórias e oficinas de pinturas ensinando a arte em escolas e empresas.
Experimentação prática: Esta obra foi pintada pelo artista Stanislaw Kmiecik. É uma homenagem a todos os artistas do mundo que desafiam suas capacidades físicas e
nunca desistem de fazer arte. Observe com atenção e responda o que se pede.
a) Quantas pessoas ou partes do corpo de pessoas estão representadas na imagem?
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b) O que representa essas pessoas em relação ao mundo todo?
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c) Que países estão representados?
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___________________________________________________________________________________________________
d) Que sensações essa obra lhe transmite?
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
e) Faça abaixo um desenho segurando o lápis com a boca:
Exercício prático de criação de estampa.
As estampas já foram objeto de descaso, tratadas como algo
supérfluo, eram parte secundária a ser pensada no produto e
que por muitas vezes eram usadas apenas para recuperar
processos e cobrir defeitos. No decorrer da história a
estamparia vem conquistando seu espaço e escancarando a
sua importância não só no mundo da moda, mas nos mais
diversos setores da sociedade. Embora a estamparia ainda
seja usada com a finalidade de cobrir defeitos em um tecido,
a sua relevância ultrapassa esses limites. As padronagens de
estampas são indispensáveis quando o assunto é agregar
valor aos produtos, isso porque envolve o design e a
distinção, além de permitir personalizar um produto, ou
serviço e ainda criar a identidade de uma marca. Pare para
pensar, sempre tem uma marca que sobressaltará em sua
mente quando você pensar em um determinado estilo de
estamparia não é verdade. Isso porque é possível expressar a
essência de uma marca, ou produto através da estampa e
assim então transmitir uma mensagem. Isso sem falar da
versatilidade que existe no universo da estamparia e das
diversas possibilidades. Hoje além da moda, a indústria de
eletrodomésticos, móveis, decoração, sapatos e acessórios
tem investido intensamente no design de estamparia a fim de
diferenciar seus produtos e conquistar o coração dos
consumidores.
Experimentação prática: Crie na camisa abaixo uma estampa personalizada que diga algo sobre você. Aplique as cores que
desejar.
Uso do goache. Aplicação de cor. Obra:"A Leiteira", de Johannes Vermeer.
Experimentação prática: De posse dos devidos materiais (goache e pincéis), vamos pintar a obra de arte.
Aplicação de cor e criação de texturas, áreas de luz e sombra. Obra “Cortina, jarro e compoteira”, de Paul Cézanne.
Experimentação prática: Observe com atenção a obra “Cortina, jarro e compoteira” do artista Paul Cézanne. Aplique as cores conforme a obra original. Use diferentes materiais (lápis de
cor, canetinha, giz de cera) para criar diferentes texturas. Você pode usar o lápis grafite comum para criar as áreas de sombra.
Releitura de obra através da geometrização. Observação de obra de arte e prática de desenho.
Experimentação prática: Observe a obra de arte feita a partir da “Moça com brinco de pérola”, de Johannes Vermeer. Produza também uma releitura geométrica da obra de arte
apresentada. Aplique as cores que desejar e faça contornos bem marcados com a cor preta.
Conhecendo o artista: Roberto Burle Marx – Apreciação de obra de arte e experimentação prática.
Roberto Burle Marx foi um artista plástico brasileiro, renomado
internacionalmente ao exercer a profissão de arquiteto paisagista.
Morou grande parte de sua vida no Rio de Janeiro, onde estão
localizados seus principais trabalhos, embora sua obra possa ser
encontrada ao redor de todo o mundo. Seu primeiro projeto de jardim
público foi a Praça de Casa Forte, localizada no Recife, cidade natal de
sua mãe. É uma das seis praças de autoria do paisagista na capital
pernambucana que foram tombadas pelo Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Burle Marx trabalhou com uma
linguagem bastante orgânica, identificando-a com o abstracionismo, o
concretismo, o construtivismo, entre outras. As plantas baixas de seus
projetos lembram em muitas vezes telas abstratas, nas quais os espaços
criados privilegiam a formação de recantose caminhos através dos
elementos de vegetação nativa.
Experimentação prática: Vamos desenvolver as técnicas do artista Burle Marx. Para isso, siga as instruções:
Exercício prático de desenho com figuras geométricas. 1/2
Grande parte dos objetos que nos cercam foram
desenhados e projetados a partir de figuras
geométricas. É por isso que a gente percebe essas
formas na maioria dos objetos. Por exemplo, numa
panela podemos enxergar um cilindro; em um
prédico, um paralelepípedo. Num copo, um cilindro,
em um prato, vemos um círculo. Partindo do princípio
de que vemos figuras geométricas nas formas de
diversos objetos, você pode construir desenhos
iniciando sempre pelas figuras geométricaa básicas.
Observe ao seu redor quantos objetos são formados
por figuras geométricas.
Experimentação prática I: Observe as etapas abaixo e veja como é fácil desenhar tendo por base figuras geométricas. Pinte a etapa final:
Experimentação prática de desconstrução da imagem ao estilo cubista.
A Cor – Conceituação, apreciação de obra de arte e experimentação prática. 1/2
Observe a obra do artista Lula Cardoso Ayres:
1- A natureza é plena de cores: terra, mar, sol ,
árvores, flores, frutas, bichos, montanhas,
gente....
2- Cor luz é a que pode ser vita através dos rais
luminosos. São exemplos de cor luz as cores
que se observam: no arco-íris, no prisma de
cristal trasnparente, nos diamantes lapidados,
nas superfícies de CD´s etc.
Você ja deve ter visto um arco-íris no céu. É a luz do sol ao
incidir nas gotículas de água da chuva que produz aquele
bonito efeito.
Esse fenômeno é a decomposição da luz branca (luz do sol) nas cores que
compõem: vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul, anil e violeta. O mesmo
fenômeno se observa na figura acima, isto é, a decomposição da luz branca ao
atravessar um prisma de cristal.
3 – A cor pigmento é
a percebida através
de substâncias
corantes na presença
da luz. No escuro não
conseguimos obervar
essas cores.
A Cor – Conceituação, apreciação de obra de arte e experimentação prática. 2/2
Você também pode observar o contrário: ver como as sete
cores do arco-íris se combinam para formar a cor branca.
Para isso basta seguir as instruções a seguir e construir seu
pião:
Experimentação prática: Friccione nos espaços abaixos folhas, flores, terra, cascas de frutas, temperos e o que mais você
achar que pode produzir cor. Escreva nos espaços abaixo o nome do item para identificar cada um. Depois escreva um pouco
sobre suas impressões para a experiência.
Exercício prático de pintura assoprada.
Exercício com pintura com manchas.
O Abstracionismo Informal e Geométrico – Conceituação, apreciação de obra de arte e experimentação prática. 1/2
O Abstracionismo Informal e Geométrico – Conceituação, apreciação de obra de arte e experimentação prática. 2/2
Experimentação prática: Faça um desenho abstrato informal e outro desenho abstrato geométrico. Sigas as orientações para você produzir seus desenhos.
A cor na pintura – Análise obras de arte, conceituação e experimentação prática. 1/2
Observe a obra do artista Fernand Léger. Perceba a dinâmica, na
força das cores, para representar o seu estilo:
Observe também o impacto visual das cores nas obras dos artistas
brasileiros reproduzidas a seguir:
- Pinte com as cores pedidas e veja o resultado:
- Pinte os espaços do desenho abaixo com cores primárias e secundárias. Intercale as cores para que não haja
repetição nos espaços vizinhos:
A cor na pintura – Análise obras de arte, conceituação e experimentação prática. 2/2
Simetria e assimetria em projetos artísticos – Conceituação e exercício prático. 1/2
Simetria e assimetria em projetos artísticos – Conceituação e exercício prático. 2/2
Experimentação prática: Agora que você já sabe o que é simetria e assimetria, pesquise na natureza, em revistas e livros e desenhe ou cole imagens de:
Aplicação de cor – Arte Africana – Decoração do turbante.
O turbante é um símbolo cultural, que está na moda e esbanja estilo. O significado deste adorno tão
especial para a cultura africana diz muito sobre o processo de formação da nossa própria cultura.
Conhecer as origens culturais do turbante através do tempo e discutir a apropriação cultural deste
elemento tão rico é também uma forma de reconhecer e valorizar a nossa identidade afro-brasileira.
Em alta na moda atualmente, o turbante é visto pela maioria das pesssoas como um acessório estético
que serve para adornar a cabeça e demonstrar charme, estilo e beleza. Ele é visto como algo que “está”
na moda. E muita gente o usa somente por isso. Mas o turbante é um elemento cultural, que está
associado principalmente às culturas asiática, africana e brasileira.
Experimentação prática: Aplique as cores que desejar para decorar o turbante.
Aplicação de cor – Carpa. Uso do lápis de cor e produção artística.
Experimentação prática: Aplique as cores que desejar na imagem apresentada.
Exercício prático de monocromia: Farol em linhas – Uso do grafite.
Experimentação prática: Prencha, alternadamente, as linhas que compõe a imagem a seguir, intercalando as cores branco e preto
para construção da composição da monocromia. Você também pode utilizar outra cor de sua preferência.
Exercício prático de preenchimento de desenho com linhas.
Experimentação prática: Com o uso da régua ou à mão livre continue preenchendo os espaços do desenho com linhas.
Exercício prático de preenchimento com linhas. Linhas curvas e gesto livre.
Experimentação prática: Observe as imagens preenchidas com linhas curvas e gesto solto. Faça o mesmo no rospo apresentado. Você
também pode variar no calibre das linhas, fazendo umas mais grossas e finas. Aplique as cores que desejar.
Prática de observação de imagem e desenho. Aplicação de cor e utilização de diferentes materiais artísticos.
Experimentação prática: Observe a paisagem apresentada. Pratique suas habilidades em desenho e pintura.
Exercício prático de desenho em fundo preto. Uso da tinta branca.
Experimentação prática: Observe as paisagens apresentadas. Escolha uma delas e faça uma releitura da imagem usando apenas a tinta branca sobre o espaço preto.Exercício prático de intervenção artística urbana. Prática de desenho e produção artística.
As intervenções são manifestações organizadas por grupos de artistas com o propósito de transmitir mensagens. Elas são um tipo de arte que tem o objetivo de questionar e transformar a
vida cotidiana. A Intervenção Urbana é o termo utilizado para designar os movimentos artísticos relacionados às intervenções visuais realizadas em espaços públicos. No início, um
movimento não reconhecido que foi ganhando forma com o decorrer dos tempos e se estruturando. Mais do que marcos espaciais, a intervenção urbana estabelece marcas, particulariza
lugares, recria paisagens. existem intervenções urbanas de vários portes, indo desde pequenas inserções através de adesivos (stickers) até grandes instalações artísticas. A Intervenção
lança no espaço público questões que provocam discussões em toda a população. De uma maneira ou de outra, ela faz com que as pessoas parem sua rotina por alguns minutos, seja para
questionar, criticar ou simplesmente contemplar a arte. Sua finalidade é provocar o público para questões políticas, sociais, ideológicas e estéticas.
Experimentação prática: Onservando as imagens apresentadas sobre intervenção artística urbana, produza desenhos criativos nos locais abaixo: