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Desenvolvimento Cognitivo nos Três Primeiros Anos Capítulo 5 O desenvolvimento cognitivo em 6 abordagens: A abordagem behaviorista estuda os mecanismos básicos da aprendizagem. Os behavioristas querem saber como o comportamento muda em resposta à experiência. • A abordagem psicométrica mede as diferenças quantitativas nas habilidades que compõem a inteligência, utilizando testes que indicam ou preveem essas habilidades. • A abordagem piagetiana volta-se para as mudanças, ou estágios, na qualidade do funcionamento cognitivo. Ela quer saber como a mente estrutura suas atividades e se adapta ao ambiente. • A abordagem do processamento de informação focaliza a percepção, aprendizagem, memória e resolução de problemas. Seu objetivo é descobrir como as crianças processam as informações do momento em que as recebem até utilizá-las. • A abordagem da neurociência cognitiva examina o hardware do nosso sistema nervoso e busca identificar quais são as estruturas do cérebro envolvidas em aspectos específicos da cognição. • A abordagem sociocontextual examina os efeitos dos aspectos ambientais dos processos de aprendizagem, particularmente o papel dos pais e de outros cuidadores. Abordagem behaviorista Bebês tem capacidade de aprender com aquilo que veem, ouvem, cheiram, degustam e tocam, além de terem certa capacidade de lembrar o que aprenderam A maturação é fator importante, mas o principal para estes estudiosos são OS MECANISMOS DE APRENDIZAGEM Habituação Dois processos de aprendizagem: condicionamento clássico e condicionamento operante. Condicionamento clássico: a pessoa aprende a emitir uma resposta reflexa ou involuntária Ex: máquina fotográfica (estímulo) piscar (resposta reflexa) O condicionamento clássico permite aos bebês antecipar um evento antes que aconteça, formando associações entre estímulos A aprendizagem por condicionamento clássico será extinta ou desaparecerá aos poucos, se não for reforçada por repetição O aprendiz é passivo, absorvendo e automaticamente reagindo aos estímulos Vídeo “Experimento cão – Pavlov” condicionamento operante: o bebê aprende que balbuciar resulta em atenção carinhosa – o aprendiz age, ou opera, sobre o ambiente. O bebê aprende a responder de uma determinada maneira ao estímulo ambiental (balbuciando ao ver os pais) para produzir um efeito específico (atenção parental). Utilizam conceitos como reforçamento, punição e extinção Procedimento através do qual é modelada uma resposta no organismo através de reforço Os pesquisadores geralmente usam o condicionamento operante para estudar outros fenômenos, como a memória. A memória, segundo pesquisas recentes: “...o condicionamento operante com tarefas não verbais e apropriadas para a idade sugerem que o processamento da memória nos bebês pode não ser fundamentalmente diferente do que acontece com crianças mais velhas e adultos, salvo que o tempo de retenção dos bebês é mais curto. Esses estudos constataram que os bebês repetirão uma ação dias ou semanas mais tarde – se eles foram periodicamente lembrados da situação em que a aprenderam (Rovee-Collier, 1999 apud Papalia, 172). A extensão de tempo que uma resposta condicionada podia ser retida aumentou com a idade, de dois dias para crianças de 2 meses a 13 semanas para crianças de 18 meses “Vídeo comportamento operante” Memória: Quais suas lembranças antes dos 2 anos? Os cientistas do desenvolvimento propuseram várias explicações: Piaget: os eventos dessa época não são armazenados na memória, porque o cérebro ainda não está suficientemente desenvolvido. Freud: acreditava que as primeiras lembranças estão armazenadas, porém reprimidas, porque são emocionalmente perturbadoras. Outros pesquisadores sugerem que as crianças só conseguem armazenar eventos na memória quando podem falar sobre eles (Nelson, 1992). E o medo, seria algo instintivo ou aprendido? ,, Atividade para segunda feira: Em grupo, apresentar as principais ideias das outras 5 abordagens que estudam a cognição: Abordagem psicométrica. Abordagem piagetiana Abordagem do processamento de informação Abordagem da neurociência cognitiva Abordagem sociocontextual A linguagem Antes de utilizar palavras, o bebê faz suas necessidades e sentimentos serem conhecidos por meio de sons que evoluem do choro para o arrulho e o balbucio, depois para a imitação acidental e então para a imitação deliberada. Esses sons são conhecidos como fala pré-linguística. É comum o bebê pronunciar sua primeira palavra por volta do final do primeiro ano de vida e começar a falar utilizando sentenças entre oito meses e um ano depois. Vocalização inicial Choro: é o primeiro meio de comunicação do recém-nascido. Arrulhar (3 e 6 meses): quando está feliz pronuncia sons de vogal como “ahhh”. O bebê começa a brincar com os sons da fala, imitando os sons que ouve de pessoas ao seu redor Balbucio (6 e 10 meses): repetição de sequências de consoantes e vogais, como “ma-ma-ma-ma” – geralmente é confundido com a primeira palavra do bebê. Imitação (9 e 10 meses): os bebês acidentalmente imitam sons do idioma e depois imitam a si próprios produzindo esses sons. Quando já possui um repertório de sons, ele os encadeia em padrões que soam como uma linguagem, mas parecem não ter sentido. Finalmente, quando se familiarizam com os sons de palavras e frases, os bebês começam a lhes atribuir significados Gestos Os gestos geralmente aparecem antes de a criança possuir um vocabulário de 25 palavras e são abandonados quando ela aprende a palavra correspondente à ideia do gesto e pode pronunciá-la Aprender gestos parece ajudar o bebê a aprender a falar. Crianças até 3 anos geralmente combinam gestos e palavras. Características da fala inicial Fala telegráfica: algumas poucas palavras essenciais. “Bobó endo” Relações gramaticais: entende mas não consegue pôr em sequência. “Cachorro corre” Restringe: restringe a palavra a um único objeto. Carro é um só Supergeneraliza: todo homem de cabelo branco é vovô Super-regulariza regras: “balãos” em vez de “balões”, ou então “eu cabo” em vez de “eu caibo” Teorias clássicas de aquisição da linguagem: genética x ambiente Skinner: o aprendizado da linguagem, como qualquer outro aprendizado, baseia-se na experiência, a criança aprende a linguagem por meio de condicionamento operante. Chomsky (inatismo): o cérebro humano tem uma capacidade inata para adquirir linguagem; bebês aprendem a falar tão naturalmente quanto aprendem a andar. DAL (Dispositivo de Aquisição da Linguagem): programa o cérebro da criança para analisar a língua que ela ouve e a inferir suas regras. Cientistas do desenvolvimento: a linguagem, assim como muitos outros aspectos do desenvolvimento, depende de um entrelaçamento de genética e ambiente. Influências no desenvolvimento inicial da linguagem Desenvolvimento do cérebro O enorme crescimento do cérebro durante os primeiros meses e anos está intimamente ligado ao desenvolvimento da linguagem. O choro do recém-nascido é controlado pelo tronco encefálico e pela ponte, as partes mais primitivas do cérebro e as primeiras a se desenvolverem O desenvolvimento da linguagem afeta ativamente as redes neurais Interação social: o papel dos pais e cuidadores: Crianças que crescem sem um contato social normal, como os autistas, não desenvolvem a linguagem normalmente. Nem aquelas expostas à linguagem somente através da televisão Idade dos pais Modo como interagem e conversam com o bebê Ordem de nascimento da criança Experiência em cuidar de criança Escolaridade Colegas Exposição à televisão Afeta o ritmo da aquisição da linguagem (Bronfenbrenner) Período pré-linguístico Na fase de balbucio, os adultos ajudam o bebê a avançar na direção da fala verdadeira repetindo os sons emitidos pela criança. O bebê logo adere à brincadeira e repete de volta os sons. A imitação dos sons da criança por parte dos pais afeta a quantidade de vocalização do bebê Desenvolvimentodo vocabulário: Quando o bebê começa a falar, os pais ou cuidadores podem incrementar o desenvolvimento do vocabulário repetindo as primeiras palavras e pronunciando-as corretamente. Há diferenças socioeconômicas Fala dirigida à criança: “manhês”: fala devagar, com a voz num tom agudo e exagerando nos altos e baixos, simplifica sua fala, exagera nos sons vocais e utiliza palavras e sentenças curtas, e também muita repetição, você está praticando a fala dirigida à criança (FDC) Ajuda o bebê a aprender sua língua nativa ou pelo menos a captá-la mais rápido ao exagerar e direcionar a atenção para os aspectos distintivos dos sons da fala Vídeo desenvolvimento da linguagem de zero a cinco anos