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FACULDADE GUARAPUAVA ENGENHARIA CIVIL MARCOS VINICIUS MACHADO BALDISSERA MARINA BALDISSERA RIBEIRO ESTUDO COMPARATIVO ENTRE AS PLANILHAS ORÇAMENTÁRIAS DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL E O CUSTO REAL DE UMA OBRA GUARAPUAVA 2016 FACULDADE GUARAPUAVA ENGENHARIA CIVIL MARCOS VINICIUS MACHADO BALDISSERA MARINA BALDISSERA RIBEIRO ESTUDO COMPARATIVO ENTRE AS PLANILHAS ORÇAMENTÁRIAS DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL E O CUSTO REAL DE UMA OBRA Trabalho de conclusão de curso apresentado à Faculdade Guarapuava, Curso de Engenharia Civil, como requisito para a obtenção de título de bacharel em engenharia civil. Professor Orientador: Prof. Luiz Carlos Schust GUARAPUAVA 2016 Dedicamos nosso trabalho a Deus, aos nossos pais e irmãs, pelo apoio durante o desenvolvimento deste trabalho. 4 AGRADECIMENTOS Primeiramente, quero agradecer a Deus por sempre me dar fé e esperança para prosseguir no futuro que Ele preparou para mim. Por sempre me ensinar a confiar que tudo é possível àquele que crê, que as coisas precisam ser conquistadas de forma correta e íntegra, que me mostrou que a vida nem sempre é fácil, mas vale a pena lutar. Agradecer a Ele por ser o meu refúgio e fortaleza nos momentos de inseguranças e medos, por ser a minha rocha firme em dias turbulentos, por sua graça e amor que sempre acompanham a minha vida, por sua paz que me dá direção e sabedoria nas minhas escolhas. Agradeço pelo apoio da minha família e àqueles que estão ao meu redor. Agradeço a minha mãe Marinez Baldissera pelo incentivo a continuar até o fim, por meu pai Fernando A. Borazo Ribeiro por acreditar e investir nos meus sonhos, a minha irmã Deborah Baldissera Ribeiro que sempre me apoiou em tudo. Ao meu namorado Vanderlei de Assis Andrade Junior que nos meus momentos de insegurança esteve sempre ao meu lado. Ao Marcos V. Machado Baldissera, meu primo e companheiro de trabalho, pela amizade e paciência em todo esse trajeto juntos. Quero agradecer aos amigos e colegas, que sempre me aconselharam e ajudaram em momentos de duvidas e questionamentos, pelo trabalho em equipe nestes cinco anos de faculdade e momentos de alegria que marcaram essa fase em minha vida. Aos professores e especialmente ao nosso orientador Prof. Luiz Carlos Schust, pela paciência e conselhos para o nosso trabalho de conclusão de curso. 5 AGRADECIMENTOS A Deus, que na sua soberania, me permitiu que chegasse até aqui, dando forças e direcionando nas decisões. A Faculdade Guarapuava, seu corpo docente, direção e coordenação que oportunizaram a janela que hoje vislumbro um horizonte superior. Ao nosso orientador Professor Luiz Carlos Schust, pelo suporte, suas correções, incentivos e esclarecimentos. Aos meus pais Selio e Guiomar e a minha irmã Rebecca, pelo amor, cobrança, incentivo e apoio incondicional durante toda minha vida. A minha amiga Stefany, que durante a realização desse trabalho esteve me apoiando e me auxiliando em tudo que foi necessário. A minha prima e colega nesse trabalho Marina, agradeço pela paciência, companheirismo e incentivo, sem os quais seria impossível a realização desse. Aos meus colegas de turma, que se tornaram amigos durante essa caminhada, pelo companheirismo e apoio, e com certeza sem as amizades, esses cinco anos de curso seriam mais difíceis. E a todos que direta ou indiretamente fizeram parte da minha formação, o meu muito obrigado. 6 "Qual de vocês, se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para ver se tem dinheiro suficiente para completá-la?” Lucas 14:28 7 RESUMO Ao comparar os custos orçados previamente com o custo real da obra, será possível observar as diferenças do que foi planejado com o executado. Para começar o orçamento de uma construção, deve ser feito um levantamento de tudo o que irá ser feito, com todos os serviços e prazos de execução. Será apresentado um orçamento prévio, com o levantamento dos materiais e as composições de custos da construção de uma residência popular a ser financiada pela Caixa Econômica Federal. Esta segue as especificações passadas pelo construtor, a qual foi apresentada à Caixa a planilha de orçamento, seguindo o modelo de planilha proposto pelo banco, e juntamente o cronograma da obra, que foram elaborados pelo engenheiro responsável da obra acompanhada. O financiamento deve estar adequado às planilhas da SINAPI (Sistema Nacional de Pesquisa de Custo e Índices da Construção Civil), as quais informam os preços dos serviços com informações coletadas de forma geral de cada Estado, e são atualizadas mensalmente. Foi elaborada uma planilha contendo os gastos reais da obra para a comparação de todas as etapas e o valor final da obra, para ser possível observar as diferenças. Este trabalho servirá para analisar a importância de um orçamento em uma obra e maneiras de melhorá-lo, se os valores aceitos pela Caixa Econômica Federal são valores aproximados do real. Palavra-chave: Custo. Orçamento de obra. Planilha. Cronograma. Financiamento. 8 ABSTRACT Comparing the budgeted costs with the actual costs of a project shows the differences between what was planned and what actually happened. To begin the budget of a building, a study should be completed of everything that will be done, including all the services and execution time. What will be presented is a previous budget, including the survey of materials and cost compositions, of the construction of a popular residence that will be financed by Caixa Econômica Federal. It follows the previous specifications by the constructor, which was presented to Caixa. The present study includes the budget sheet following the spreadsheet model proposed by the bank, along with the schedule of work which was drawn up by the engineer in charge of the project. Financing should be adequate to the SINAPI (National System of Costs Survey and Indexes of Construction) spreadsheets, which inform the prices of services with data collected generally from each state, and are updated monthly. A spreadsheet was developed containing the actual spending of the work order comparing all stages and the final value of the project to permit observations of the differences. This study will serve to analyze the importance of a budget in a construction project and ways to improve it, if the values that are accepted by Caixa Econômica Federal are approximate values. Keyword: Cost. Work Budget. Spreadsheet. Schedule. Financing. 9 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 13 2 ORÇAMENTO DE UMA CONSTRUÇÃO 15 2.1 DEFINIÇÃO DE ORÇAMENTO ...................................................................... 15 Tipos de Orçamento ....................................................................................... 15 2.1.1 2.2 ELABORAÇÃO DO ORÇAMENTO ................................................................. 16 Planilhas Orçamentárias .................................................................................17 2.2.1 Cronograma Físico-Financeiro........................................................................ 17 2.2.2 Especificações Técnicas ................................................................................. 17 2.2.3 Memorial Descritivo ........................................................................................ 18 2.2.4 Visita Técnica.................................................................................................. 18 2.2.5 2.3 PLANEJAMENTO E CONTROLE NA EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS ............ 18 Planejamento .................................................................................................. 19 2.3.1 Controle da Obra ............................................................................................ 19 2.3.2 3 COMPOSIÇÃO DE CUSTOS 20 3.1 CUSTOS E DESPESAS ................................................................................. 20 Custos Diretos ................................................................................................ 20 3.1.1 Custos Indiretos .............................................................................................. 21 3.1.2 Planilha Orçamentária .................................................................................... 21 3.1.3 Encargos Sociais e Trabalhistas ..................................................................... 23 3.1.4 BDI .................................................................................................................. 24 3.1.5 3.2 DETERMINAÇÃO DO PREÇO ....................................................................... 26 4 FINANCIAMENTO 27 4.1 MINHA CASA MINHA VIDA ............................................................................ 27 4.2 SINAPI ............................................................................................................ 29 4.3 EXIGÊNCIAS PARA O FINANCIAMENTO ..................................................... 29 5 METODOLOGIA 30 5.1 MÉTODO DE ABORDAGEM .......................................................................... 30 Técnicas De Pesquisa .................................................................................... 30 5.1.1 5.2 OBRA ESCOLHIDA ........................................................................................ 30 Fotos da Obra ................................................................................................. 35 5.2.1 Memorial Descritivo ........................................................................................ 41 5.2.2 Planilha da Caixa ............................................................................................ 44 5.2.3 Planilha Orçamentária de Custos Reais ......................................................... 44 5.2.4 Comparação das Planilhas ............................................................................. 45 5.2.5 6 CONCLUSÃO 58 7 REFERÊNCIAS 59 8 ANEXOS 62 10 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS TCU - Tribunal de Contas da União CREA – Conselho Regional de Engenharia e Agronomia BDI – Bonificação de Despesas Indiretas COFINS – Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social PIS – Programa de Integração Social ISS – Imposto Sobre Serviço MCMV – Minha Casa Minha Vida SFH – Sistema Financeiro de Habitação FGTS – Fundo de Garantia de Tempo de Serviço CADIN – Cadastro de Inadimplentes SINAPI – Sistema Nacional de Pesquisa de Custo e Índices da Construção Civil IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística CEF – Caixa Econômica Federal 11 LISTA DE FIGURAS FIGURA 1 - Projeto Arquitetônico ............................................................................. 31 FIGURA 2 - Corte AA ................................................................................................ 32 FIGURA 3 - Corte BB ................................................................................................ 32 FIGURA 4 - Elevação Frontal .................................................................................... 33 FIGURA 5 – Situação ................................................................................................ 33 FIGURA 6 - Cobertura e Implantação ....................................................................... 34 FIGURA 7 – Locação ................................................................................................ 35 FIGURA 8 - Baldrame e Aterro .................................................................................. 35 FIGURA 9 - Alvenaria ................................................................................................ 36 FIGURA 10 - Verga e Contraverga............................................................................ 36 FIGURA 11 - Viga Cinta ............................................................................................ 36 FIGURA 12 - Madeiramento da Cobertura ................................................................ 37 FIGURA 13 e 14- Corte e Chumbamento de Eletrodutos .......................................... 37 FIGURA 15 - Reboco externo ................................................................................... 38 FIGURA 16 - Reboco Interno .................................................................................... 38 FIGURA 17 e 18 - Telhamento .................................................................................. 39 FIGURA 19 - Massa Corrida ..................................................................................... 39 FIGURA 20 e 21 - Forro Interno e Externo ................................................................ 40 FIGURA 22- Acabamento .......................................................................................... 40 12 LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Tabela de porcentagens para a composição do BDI ................................ 25 Tabela 2- Tabela das faixas de renda ....................................................................... 28 Tabela 3 - Tabela de Custo Real ............................................................................... 46 Tabela 4 - Tabela Caixa ............................................................................................ 46 Tabela 5 - Tabela de Custo Real ............................................................................... 46 Tabela 6 - Tabela Caixa ............................................................................................ 46 Tabela 7 - Tabela de Custo Real ............................................................................... 47 Tabela 8 - Tabela Caixa ............................................................................................ 47 Tabela 9 - Tabela de Custo Real ............................................................................... 48 Tabela 10 - Tabela Caixa .......................................................................................... 48 Tabela 11 - Tabela de Custo Real ............................................................................. 48 Tabela 12 - Tabela Caixa .......................................................................................... 49 Tabela 13 - Tabela de Custo Real ............................................................................. 49 Tabela 14 - Tabela Caixa .......................................................................................... 49 Tabela 15 - Tabela de Custo Real ............................................................................. 50 Tabela 16 - Tabela Caixa .......................................................................................... 50 Tabela 17 - Tabela de Custo Real ............................................................................. 50 Tabela 18 - Tabela Caixa ..........................................................................................51 Tabela 19 - Tabela de Custo Real ............................................................................. 51 Tabela 20 - Tabela Caixa .......................................................................................... 51 Tabela 21 - Tabela de Custo Real ............................................................................. 51 Tabela 22 - Tabela Caixa .......................................................................................... 52 Tabela 23 - Tabela de Custo Real ............................................................................. 52 Tabela 24 - Tabela Caixa .......................................................................................... 52 Tabela 25 - Tabela de Custo Real ............................................................................. 52 Tabela 26 - Tabela Caixa .......................................................................................... 53 Tabela 27 - Tabela de Custo Real ............................................................................. 53 Tabela 28 - Tabela Caixa .......................................................................................... 53 Tabela 29 - Tabela de Custo Real ............................................................................. 54 Tabela 30 - Tabela Caixa .......................................................................................... 54 Tabela 31 - Tabela de Custo Real ............................................................................. 54 Tabela 32 - Tabela Caixa .......................................................................................... 54 Tabela 33 - Comparativo dos Custos Finais .............................................................. 55 Tabela 34 - Resumo dos Resultados dos Custos Finais de Cada Item ..................... 56 13 1 INTRODUÇÃO Para que um empreendimento cresça e seja produtivo é necessário ter uma boa administração, feita de forma planejada e organizada. Antes de começar um negócio, o empreendedor deve analisar todos os fatores, observar todas as variáveis da ideia e materiais para escolher a melhor opção. Este deve acompanhar as mudanças no mercado, quais são as inovações, o diferencial do seu negócio para com as outras empresas e se vai atingir a margem de lucro necessária para manter a empresa funcionando. Em qualquer área de atuação, deverá ser feito um planejamento onde será estudada a viabilidade da ideia: se há mão-de-obra qualificada para a atividade, disponibilidade dos materiais que serão utilizados, se há local disponível para a execução e qual será o público alvo. Todos esses itens fazem parte de uma previsão de como será executada a ideia e, quando esta é bem definida e bem elaborada, será possível alcançar as metas da empresa. Caso sejam necessárias alterações, analisar a estrutura de todas as etapas, desde o planejamento prévio até analise final dos resultados obtidos para que o planejamento seja feito com qualidade. Em qualquer ramo da engenharia, antes de começar executar uma obra será feito um planejamento de como ocorrerá a execução das ideias colocadas no projeto. O grande problema na construção civil é a falta de planejamento, orçamento adequado e controle na execução de um projeto. Em grandes obras, muitos engenheiros e arquitetos se preocupam mais com a técnica e menos com a parte do orçamento, acabam se perdendo na administração da obra, sendo uma das grandes causas de falência das construtoras. Para facilitar o trabalho do profissional é elaborando uma planilha de orçamento, nela contém uma previa do que será gasto para a execução da obra ao longo dos meses, o que irá auxiliar na elaboração das formas de pagamento, de administração e na análise da viabilidade econômica. Se não houver um cuidado ao criar as planilhas, o valor orçado pode ser insuficiente para cobrir todos os gastos da obra, ou pode ser muito elevado em relação às outras empresas, o que fará com que esta não esteja entre as empresas concorrentes no mercado. A maioria dos engenheiros que exercem a função há mais tempo, não querem elaborar planilhas para determinar o custo total da obra. Estes adquirem uma noção do quanto será gasto na obra baseados na experiência adquirida ao longo do tempo, fazem uma 14 estimativa de quanto será gasto para a execução de cada tipo de obra. Em um processo de construção de um Imóvel financiado pela Caixa Econômica Federal, são exigidas previamente uma documentação de orçamentos, cronogramas e o memorial construtivo, para este ter um controle de custo das etapas da obra a ser realizada. Na planilha de orçamento da obra, existem muitos itens que influenciam no orçamento final do custo do empreendimento, por isso é essencial analisar os detalhes para que o orçamento não seja um valor muito diferente do previsto. O valor de cada item pode variar conforme a cidade, empreendimento ou fornecedor, por isso devem ser feito uma pesquisa no mercado, avaliando o preço de cada material e o serviço a ser prestado. Quando é feito um levantamento do que será utilizado, o construtor poderá comparar o que já foi orçado com o que está acontecendo na obra. Não podem ser descartados os gastos com a manutenção de alguns serviços, pois toda obra necessita de reparos para garantir o aumento da vida útil da mesma. E, em alguns casos, será necessária uma restauração de serviços onde serão refeitos mesmo depois de pronta a edificação. É importante, também, acompanhar o andamento da obra, pois o número de funcionários é determinado pela quantidade de serviços a serem executados, para determinar a quantidade de horas requeridas por cada trabalhador em um determinado serviço. O cronograma físico-financeiro retrata a evolução de serviços ao longo do tempo, quantifica mensalmente os serviços já desenvolvidos e os que faltam executar. Este irá definir os gastos com a mão-de-obra, materiais e equipamentos, antes e durante o andamento da obra. 15 2 ORÇAMENTO DE UMA CONSTRUÇÃO 2.1 DEFINIÇÃO DE ORÇAMENTO Conforme Tognetti (2015) para iniciar a obra, a pessoa irá contratar um Engenheiro ou Arquiteto para a elaboração dos projetos, este fará consultorias ao cliente para elaborar a obra tão desejada, para atender as ideias e expectativas do cliente. Cada projeto tem um custo, desde a elaboração até a execução. Conforme Mattos (2014), “O primeiro passo para quem se dispõe a realizar um projeto é estimar quanto ele irá custar”. Orçamento é um documento onde serão registrados os custos calculados do empreendimento, somando todos os gastos relacionados à execução dos serviços previstos para atender as especificações técnicas do projeto da obra. Para isso, deverá ser feita uma planilha com todas as informações necessárias para estabelecer o valor da obra. Quanto mais informações detalhadas, mais preciso será o orçamento e mais próximo será do valor real no final da construção. “Por basear-se em previsões, todo orçamento é aproximado. Por mais que todas as variáveis sejam ponderadas, há sempre uma estimativa associada. O orçamento não tem que ser exato, porém preciso.” (MATTOS, 2014). Conforme Cordeiro (2007), O orçamento e o controle de custos são peças básicas no planejamento e a partir deles é possível fazer: a) análise de viabilidade econômico-financeira do empreendimento; b) o levantamento de materiais e de serviços; c) o levantamento do número de operários para cada etapa de serviços; d) o cronograma físico ou de execução da obra, bem como o cronograma financeiro; e) o acompanhamento sistemático da aplicação de mão-de-obra e materiais para cada etapa deserviço; f) Controle da execução da obra. Tipos de Orçamento 2.1.1 De acordo com Tiasaka (2009) existem duas formas de orçar a construção de uma obra, o orçamento estimativo e o definitivo (ou analítico). Alguns engenheiros fazem uma estimativa de quanto irá custar, para poder analisar financeiramente se 16 esta será viável ou não, mas este orçamento não é o custo real da obra. Com os projetos e os detalhes já definidos para a análise e interpretação do orçamentista, será feito o orçamento analítico com o valor previsto para a execução da obra. Podemos chamar o orçamento de estimativo quando este é baseado no Projeto Básico, sem os itens estarem detalhados e sujeitos a alterações. Estimativa de custo – avaliação de custo obtida através de estimativa de quantidades de materiais e serviços, pesquisa de preços médios e aplicação de percentagens estimativas ou coeficientes de correlação, efetuada na etapa de estudo preliminar do projeto. (CORDEIRO, 2007) Já o orçamento definitivo (ou analítico) é calculado conforme o projeto executivo contendo todos os dados complementares do projeto definidos. “Orçamento analítico ou detalhado – avaliação de custo obtida através de levantamento de quantidades de materiais e de serviços e da composição de preços unitários, efetuada na etapa de projeto executivo.” (CORDEIRO, 2007) 2.2 ELABORAÇÃO DO ORÇAMENTO Existem elementos básicos que são essenciais para compor um bom orçamento. Conforme o Instituto de Engenharia (2011), os projetos devem estar bem especificados todos os detalhes para permitir o levantamento dos custos da obra, fazendo uma relação de todos os serviços a serem realizados e quantificar os insumos. As planilhas com as composições analíticas dos custos unitários; as especificações técnicas da obra; o memorial com os processos de execução dos serviços; o cronograma físico-financeiro com todos os prazos; são itens que auxiliam na constituição de um orçamento. Conforme o TCU (2014) é importante avaliar e analisar a viabilidade da execução da obra, dos seus componentes e instalações, para escolher a melhor solução que atenda as necessidades econômicas, técnicas e ambientais exigidas. Devem ser definidos os métodos, prazos e recursos disponíveis para executar o projeto, contendo as descrições das características, critérios e parâmetros escolhidos. 17 Planilhas Orçamentárias 2.2.1 A planilha orçamentária é uma ferramenta utilizada para facilitar o planejamento da obra, com todos os custos e despesas para a execução desta. É utilizada tanto para o controle financeiro do empreendimento como para a verificação entre o que está no orçamento e a execução física do projeto. Esta apresentará a situação econômico-financeira e a remuneração dos serviços. (TCU, 2014) Quando são colocados os serviços de forma detalhada nas planilhas, o orçamento se torna mais preciso, evitando futuros problemas no custo e prazo da obra. Segundo Mattos (2014), para estabelecer o preço de venda da construção de uma obra são levantados todos os custos, sejam custos que afetam direta ou indiretamente no orçamento. Serão tabelados em planilhas orçamentárias para o controle do orçamentista, pois muitos itens podem influenciar no custo de um empreendimento. Juntamente com estes custos, aplicam-se os impostos e a margem de lucratividade desejada, obtendo-se assim o preço final. Cronograma Físico-Financeiro 2.2.2 Conforme o Instituto de Engenharia (2011), o cronograma físico-financeiro contém a evolução física e financeira de gastos e faturamentos dos serviços, dentro do prazo estipulado da obra, é a representação gráfica do desenvolvimento dos serviços ao longo do tempo e o percentual do andamento esperado da obra. Este torna possível analisar o andamento das atividades em qualquer momento, definir as prioridades e focar em áreas que eventualmente possam estar atrasadas. Também pode ser útil para o planejamento da compra de materiais através da comparação do que já foi realizado dos serviços com o que falta executar, reduzindo assim estoques desnecessários no canteiro (BADRA; FERREIRA, 2016). Especificações Técnicas 2.2.3 “Texto na qual se fixam todas as regras e condições a serem seguidas pelo contratado para a execução de cada um dos serviços da obra” TCU (2014). É a descrição completa, feita de forma precisa e ordenada, dos materiais e técnicas de execução a serem adotadas no andamento da obra. Tem como finalidade 18 acrescentar detalhes para o projeto, trazendo novas informações em forma de documentos e texto, sendo que grande quantidade de informações gerenciadas durante a obra podem provocar confusão, esquecimento ou modificação de critérios. Para uma definição clara e objetiva, é fundamental definir o tipo e fabricante dos produtos, e forma de execução dos serviços (CONSTRUFACIL, 2016). Memorial Descritivo 2.2.4 O memorial descritivo caracteriza criteriosamente todos os materiais e componentes envolvidos em forma de texto, apresenta o sistema construtivo escolhido. Este deve definir as especificações do projeto e relatar informações para auxiliar na formação das planilhas com as particularidades da obra. (DISTRITO FEDERAL, 2012) Visita Técnica 2.2.5 Segundo Martins (2015) a visita técnica é de extrema necessidade em qualquer tipo de obra, seja antes da execução ou durante, para evitar futuras dificuldades na obra que poderiam ser evitadas. Através da visita prévia, será analisado o terreno, os projetos, as condições ambientais, os estados de vias de acesso da futura obra, verificação de disponibilidade de equipamento, materiais e mão de obra na região. É importante registrar o local e alguns pontos chaves, tirar fotografias e fazer anotações para consultas posteriores. Todas essas informações serão essenciais para um levantamento de dados prévio sobre o local e a região que será executada a construção. 2.3 PLANEJAMENTO E CONTROLE NA EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS O planejamento em uma obra deve estar ligado ao controle da execução dos serviços, assim como os projetos (hidráulico, elétrico, arquitetônico, estrutural, etc.) devem estar interligados entre si, para gerenciar todas as informações dos procedimentos e, assim, evitar dificuldades maiores na hora da execução, que é o momento onde surgem os imprevistos da obra (LIMMER, 2013). 19 Planejamento 2.3.1 Ao estudar a ideia de novos empreendimentos, deve-se analisar a viabilidade técnico-econômica para que o negócio seja bem-sucedido. Se for viável, poderá dar início ao planejamento com as informações financeiras detalhadas e a programação físico-financeira do empreendimento (GOLDMAN, 2004). Conforme TCU (2014), não há como elaborar um orçamento sem antes estarem prontos os projetos de engenharia da construção, contendo todas as informações necessárias e aprovadas por lei, para que seja possível o planejamento da avaliação do custo da obra, dos métodos construtivos e dos prazos de execução. Controle da Obra 2.3.2 O orçamentista deve acompanhar o andamento dos serviços, comparar os que foram colocados como já executados nas planilhas com o realizado em campo, e analisar os que ainda deverão ser feitos. O controle irá auxiliar, também, na identificação da quantidade de perdas de materiais e reajustar o orçamento conforme a necessidade para a finalização da obra. E caso seja necessário, será adotado algumas alterações no projeto inicial, na planilha orçada e no cronograma da obra. (MATTOS, 2014). 2.3.2.1 Imprevistos da Obra Não podemos descartara possibilidade de eventuais situações atrasarem o andamento da obra. As chuvas que atrapalham o andamento da obra; as condições do solo e problemas de fundação ou na estrutura; erro na execução de um serviço; perdas por falta de mão-de-obra qualificada; compra errada dos materiais ou falta de material disponível; são alguns dos fatores de risco que devem ser considerados no planejamento, pois podem afetar o cronograma e, consequentemente, o gasto da obra (CORDEIRO, 2007). 20 3 COMPOSIÇÃO DE CUSTOS A composição dos custos exige tempo, não há como fazer um levantamento dos custos dos insumos em minutos. Deve ser elaborado de forma a retratar a realidade do projeto, pois cada orçamento varia conforme a política de cada empresa, as condições locais de cada cidade e a necessidade de cada projeto. (MATTOS, 2014) 3.1 CUSTOS E DESPESAS Na hora de compor um orçamento, existe diferença na classificação dos custos e despesas, estes poderão ser colocados separados nas planilhas. [...] Custo é a soma dos gastos incorridos e necessários para a produção ou a prestação de serviços previstos no objeto social da entidade. Despesa é o valor gasto com bens e serviços relativos à manutenção da atividade da empresa [...] (TCU, 2014). Ou seja, custo é aquilo que será gasto para a execução bruta da obra, como materiais, mão-de-obra e equipamentos. Já a despesa, é o gasto que o Engenheiro ou a Construtora têm com serviços que afetam indiretamente na execução da obra, como a administração local, imprevistos que podem ocorrer na obra, lucro do engenheiro e impostos. Custos Diretos 3.1.1 Os custos diretos que são inseridos na sua composição: a mão de obra aplicada, os materiais que serão utilizados, equipamentos empregados, subempreiteiros contratados para a obra, etc. Ainda poderão ser incluídos nos custos diretos: operadores de máquina, combustível, custo com manutenção e mobilização das mesmas. Os recursos referentes aos Custos Diretos possuem certa proporcionalidade com a produção, por exemplo: se aumentar a quantidade da mão de obra aplicada, teoricamente os serviços serão realizados em menor tempo. (ENGWHERE, 2016) 21 Todos os gastos relacionados ao custo direto, são aqueles que estão ligados diretamente ao produto final. Para a composição do mesmo, será usado o levantamento de insumos com as suas dimensões, o número de horas necessárias para cada tipo de trabalhador e as horas dos equipamentos que serão utilizados. (CONSTRUÇÃO MERCADO, 2009) Custos Indiretos 3.1.2 Nem todos os gastos na construção civil se resumem em materiais e mão-de- obra no canteiro, existem gastos que são indiretamente ligados a uma obra e que também devem ser considerados para evitar prejuízo ao engenheiro ou a construtora. De acordo com o Instituto de Engenharia (2011), podemos classificar os custos indiretos como gastos com infraestrutura para apoio à execução da obra. Os principais custos indiretos são: alojamento, almoxarifado, canteiro de obras, administração local, mobilização e desmobilização. Planilha Orçamentária 3.1.3 Para compor um serviço em uma planilha, deve ser considerado tudo o que faz parte desse item. O orçamentista deverá analisar cada material que será utilizado para a execução do projeto para elaborar as planilhas de forma detalhada. O levantamento da quantidade de cada material deve ser de acordo com a dimensão característica do serviço: m, m², m³, Kg, peça ou adimensionais (serviços pagos por unidade). Depois de levantado o serviço, a quantidade calculada será multiplicada pelo preço no mercado formando assim o valor de cada item e que somados formam o custo total bruto da obra (sem as despesas indiretas). (MATTOS, 2014) 3.1.3.1 Levantamento dos quantitativos Para a compra de materiais, devem ser levantados os serviços a serem executados e calcular a quantidade necessária de cada item que o compõe. Com base nesse levantamento que dará início a formação do orçamento da obra. Por exemplo, para fazer o levantamento de placas cerâmicas para o revestimento do piso, deve ser considerada a área total a ser revestida. O número de peças depende da 22 área a ser revestida, das dimensões da cerâmica e formatos escolhidos. Nunca se deve comprar o valor exato de um material devido a quebras ou reposições, geralmente soma-se 10% a mais do total. Para melhor entendimento, conforme Associação Brasileira de Cimento Portland, um exemplo de levantamento quantitativo de materiais para o revestimento cerâmico do piso, com área de 3,75m² (2,5 x 1,5). Para o cálculo de consumo de materiais, o modelo da peça escolhida tem dimensões 10x10 cm, ou seja, 0,01 m². Para o assentamento das peças, é necessário passar uma camada de argamassa colante1 sobre o contra piso antes de colocar a cerâmica. Depois de colocadas, é passada a argamassa de rejuntamento2 entre as peças. O rejunte recomendado para esse tamanho de cerâmica é de 3 mm e a espessura é equivalente a 8 mm. Peças cerâmicas: 3,75 m² / 0,01 m² = 375 peças Argamassa colante: 3,75 m² x 4,5 kg/m² = 16,88 kg Argamassa de rejuntamento: 3,75 m² x 0,95 kg/m² = 3,56 kg Acrescentando 10% nos materiais devido a eventuais perdas: Peças cerâmicas: 375 + 10% = 413 peças Argamassa colante: 16,88 kg + 10% = 18,57 kg Argamassa de rejuntamento: 3,56 + 10% = 3,92 kg 3.1.3.2 Composição dos Itens Após o levantamento, poderá ser utilizado os quantitativos para formar os insumos da tabela. Os itens que compõe uma planilha orçamentária são os insumos necessários para a execução de determinado serviço, todos os materiais, equipamentos e mão-de-obra. Por exemplo, 1 Para peças cerâmicas com área até 0,04 m² é utilizada a de 4,5kg/ m²; de 0,04 a 0,09 m², utiliza a de 6 kg/m²; e peças com mais de 0,09 m² é utilizada a argamassa de 9 kg/m². 2 É tabelado o rejunte por kg/m² de acordo com o tamanho da peça e a largura da junta. 23 [...] pra assentar o piso da cozinha, você precisa de algumas horas de azulejista, um pouco de argamassa colante, uns quilos de rejunte e vários metros quadrados de placas cerâmicas. Se você pegar todos os insumos que foram utilizados para revestir o piso da cozinha e dividir pela área dela, você terá a composição do serviço “revestimento de piso em placas cerâmicas” por metro quadrado (TOGNETTI, 2011). Conforme Tognetti (2011) “É considerado insumo a hora do pedreiro, o tijolo, o quilo do cimento, o dia da máquina de terraplenagem, a hora do servente, o metro quadrado de placas cerâmicas.” Compõe o que chamamos de insumos: A quantidade de material por m²: pedra, areia, cimento, portas, janelas, tijolos; Sendo esta executada por uma quantidade X de mão-de-obra: pedreiro, servente, carpinteiro, armador, pintor; Cada uma usando os equipamentos necessários para determinado tipo de serviço: betoneira, furadeira, escavadeira; (TOGNETTI, 2015) 3.1.3.3 Produtividade O número de funcionários determina o tempo necessário para a conclusão de um serviço, quanto mais funcionários, mais rápida será a execução do mesmo. A produtividade da mão-de-obra no canteiro afeta diretamente a composição dos custos, uma vez que a quantidade de horas que um funcionário exerce tal função determina o quanto você irá pagar pelo serviço ou quantos funcionários serão necessários para terminar os serviços no prazo estabelecido. (MATTOS, 2014) Mas isso depende, há vários fatores que interferem e consequentemente faz diferença na produtividade, como por exemplo: rapidezdo funcionário na execução de um serviço, qualidade do trabalho e imprevistos da obra. Encargos Sociais e Trabalhistas 3.1.4 O custo de um trabalhador para o empregador não pode ser levado em conta apenas o seu salário base, o custo real se dá por um valor bastante superior a este. O empregador arca com diversos encargos sociais e trabalhistas de acordo com a legislação que se somam ao salário do funcionário (MATTOS, 2014). 24 Segundo Tisaka (2016), a lei brasileira, após a reforma da Constituição de 1977, proporcionou vários benefícios aos trabalhadores, que antes ficavam a critérios dos empregadores. Essas despesas, como eram de caráter voluntario da empresa, entravam no orçamento como despesas e indiretas e faziam parte da composição do BDI (Bonificação e Despesas Indiretas). Após a lei 7.418/87 e decreto 95.247, tornou-se obrigatório a gratuidade do transporte entre a residência e o local de trabalho, entre outros benéficos como alimentação e fornecimento de EPI (Equipamento de Proteção Individual). Esses benefícios se constituem em Encargos Complementares de mão de obra, portanto deixaram de serem Despesas para se tornarem Custos Diretos (TISAKA, 2016). BDI (Benefícios e Despesas Indiretas) 3.1.5 Segundo CREA-MG (2007), o BDI (Bonificação ou Benefícios e Despesas Indiretas) é um percentual relativo às despesas indiretas, incidindo sobre os custos diretos de maneira geral, com objetivo de dar maior precisão ao preço de venda de um serviço ou produto. É expresso em percentual, representa a parte do preço do serviço formado pela recompensa do empreendimento, denominado lucro estimado. Este pode ser calculado já incluso as despesas administrativas e impostos sobre o faturamento. A equação 1 apresenta a fórmula utilizada para o cálculo do BDI, que é expresso em % (FLORENCIO, 2016). 100 x 1 T)(1 L) + (1 x R) + (1 x DF) + (1 x AC)+ 1 BDI (eq. 1) Onde: AC | Administração Central – Percentual incluído no contrato para suprir gastos gerais que a empresa efetua com a sua administração, tais como: aluguel da sede, salários dos funcionários da sede, material de expediente, entre outros. 25 DF | Despesas Financeiras – Despesas financeiras são gastos relacionados à perda monetária decorrente da defasagem entre a data do efetivo desembolso e a data da receita correspondente. R | Garantias, Riscos, Seguros e Imprevistos – Percentual incluído no contrato para suprir gastos com imprevistos, riscos etc. L | Lucro – Percentual incluído no contrato referente ao lucro pretendido. T | Tributos – Somatório do COFINS, PIS e ISS. O BDI varia conforme a obra e o cálculo do orçamentista, pois é ele quem determina as taxas de cada item. Serão levantadas todas as porcentagens dos gastos que afetam indiretamente o custo da execução de uma obra, conforme a tabela 1, os quais serão aplicados no custo total ou parcial no orçamento3. Tabela 1 - Tabela de porcentagens para a composição do BDI COMPOSIÇÃO DO BDI SIGLA ITEM PORCENTAGEM AC Administração Central 4,89% DF Despesas Financeiras 0,59% R Garantia / Risco / Seguro 1,19% L Lucro 6,95% COFINS 3,00% ISS 5,00% PIS 0,65% T Tributos (soma) 8,65% TT Total do BDI 25,00% Fonte: Florencio (2016). Nota: A tabela 1 é um exemplo de cálculo de BDI, onde foram aplicadas as porcentagens definidas pelo orçamentista. 3 No anexo A mostra a tabela com as taxas mínimas e máximas consideradas. 26 3.2 DETERMINAÇÃO DO PREÇO Conforme TCU (2014), o valor da obra pago pelo contratante é o preço final definido pelo contratado a partir de um somatório do total do custo da obra, acrescido da remuneração e das despesas indiretas do construtor. Conforme Tiasaka (2009), a equação 2 representa o cálculo do preço de venda contando todos os gastos e o lucro do empreendimento, expresso em R$. 100 BDI 1 x CD PV (eq. 2) Onde: PV | Preço de Venda – O preço de venda é o resultado da aplicação de uma margem do BDI sobre o custo direto calculado na planilha de custos. BDI | Benefício e Despesas Indiretas – é a % cobrada composta de todos os gastos indiretos, garantias, tributos e a remuneração pela realização do empreendimento. CD | Custo Direto – custo direto da obra ou do serviço de engenharia O preço de venda varia em função do planejamento do empreendimento, localização, tamanho do serviço e outras inúmeras variáveis (CREA-MG, 2007). Para o empreendedor que queira aumentar sua lucratividade e manter seu produto competitivo, necessita estudar diferentes estratégias de diminuição de custos sem perder a qualidade. Segundo Pius (2016), para elaboração do preço final da obra, somente os procedimentos tradicionais não são suficientes para manter a empresa na competitiva economia atual. Estas têm mudado suas metodologias de determinação de preços, as quais obrigam o empreendedor a se adequar. O mercado determina a qualidade e o preço do produto a ser consumido, faz o lucro ser a diferença entre o preço de mercado e os custos da obra. 27 4 FINANCIAMENTO O Financiamento é um contrato entre um cliente e uma instituição financeira com uma destinação especifica para os recursos, nesse caso para aquisição de um imóvel. A modalidade de financiamento habitacional é utilizada para três objetivos: compra, reforma ou construção de um imóvel (BRASÍLIA, 2016). Para obtenção do credito há duas formas, a mais tradicional criada pelo governo em 1964, o Sistema Financeiro de Habitação (SFH), criado e regulamentado pela lei n° 4.380, de 21 de agosto de 1964. A maioria dos financiamentos imobiliários do Brasil são regidos por esse sistema. Os recursos empregados são provenientes da poupança, ou são repassados pelo FGTS. E outro é o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), criado e regulamentado pela lei n°9.514, de 20 de novembro de 1997. Esse sistema rege os financiamentos que não se adequam aos financiamentos do SFH, tem como principais fontes de recursos os grandes investidores institucionais, como, fundos de pensão, fundos de renda fixa, companhias seguradoras e bancos de investimento. (MONEY, 2016) 4.1 MINHA CASA MINHA VIDA O programa MCMV é a maior iniciativa para o acesso a casa própria já criada pelo Brasil. O programa prevê diversas formas de atendimento as famílias que necessitam de moradia, considerando a localização do imóvel, na cidade e no campo, renda familiar e valor do imóvel. Além de oferecer a facilidade na obtenção da moradia popular, o programa também contribui para geração de empregos e renda para a construção civil. (BRASIL, 2016) O programa se divide em quatro faixas de renda e cada faixa tem condições e características diferentes. A faixa 1 produz empreendimentos habitacionais para famílias com renda mensal de até R$1.800,00. O imóvel pode ter até 90% do valor custeado pelo programa, para se adequar a essa faixa necessita atender alguns critérios e passar por uma seleção. As famílias são escolhidas conforme o grau de necessidade, a seleção é feita pela prefeitura, sendo os critérios principais definidas pelas mesmas. Algumas dão preferência para famílias que moram na proximidade dos empreendimentos, outras para famílias que moram em áreas de risco. 28 Conforme a tabela 2 que segue abaixo, a faixa 1,5 que é destinada a famílias com renda até R$2.350,00, oferece subsídios de até R$45.000,00 no casode financiamento de imóveis de até R$135.000,00, variando o valor máximo para cada cidade. A faixa 2, que é destinada para famílias com renda entre R$2.351,00 e R$3.600,00, permite o subsídio de até R$27.500,00 e com juros de 6% a 7% ao ano. A última faixa do programa, a faixa 3, são para famílias com a renda acima de R$3.600,00 até R$6.500,00, com taxas de juros de 8,16% ao ano, reduzidas em relação ao mercado. (BRASIL, 2016) Tabela 2- Tabela das faixas de renda Faixa de Renda Limite de Renda Taxa de Juros nominal De (R$) Até (R$) (% a.a.) Faixa 1,5 - 2.350,00 5,50 Faixa 2 2.350,01 2.700,00 6,00 2.700,01 3.600,00 7,00 Faixa 3 3.600,01 6.500,00 8,16 Fonte: Adaptada da Caixa Econômica Federal (2016) De acordo com a Caixa Econômica Federal (2016), as famílias que entram no programa a partir da faixa 1,5 precisam apenas da aprovação de credito da Caixa e atender os seguintes critérios: Não ser proprietário ou promitente comprador de unidade habitacional; Não ter financiamento ativo no SFH (Sistema Financeiro de Habitação); Não ter recebido benefício habitacional para o MCMV (Minha Casa Minha Vida); A renda deve ser compatível com o programa e a modalidade. Não ser devedor do governo federal ou estar no CADIN (Cadastro informativo de créditos não quitados do setor público federal). 29 4.2 SINAPI (Sistema Nacional de Pesquisas de Custos e Índices da Construção Civil) Para a orçamentação de obras com recursos federais, é adotado o SINAPI como referência de custos oficiais com valores e serviços que serão utilizados. Conforme estabelecido pela Caixa Econômica Federal de Brasília (2014) O SINAPI, Sistema Nacional de Pesquisas de Custos e Índices da Construção Civil informa mensalmente tabelas com os preços dos insumos, os índices e custos dos serviços. Utilizado principalmente como um limitador de preços para serviços contratados pela União, e como base para os engenheiros na elaboração dos orçamentos prévios. A Caixa Econômica Federal e o IBGE compartilham a gestão desse sistema, a Caixa sendo responsável pela área técnica de engenharia, como levantamento de insumos, composição de serviços e processamento de dados, e o IBGE, pela elaboração dos índices, pesquisa mensal de preços e tratamento de dados. 4.3 EXIGÊNCIAS PARA O FINANCIAMENTO Para liberação de um financiamento para a execução de uma obra, os bancos exigem a apresentação de um cronograma físico-financeiro juntamente com os projetos, planilha orçamentaria e memorial descritivo da obra. Dando assim a garantia que os recursos serão efetivamente usados na construção do imóvel (BADRA; FERREIRA, 2016). As planilhas orçamentarias são de vários modelos diferentes, sendo algumas padronizadas pelos bancos que financiarão a obra em questão. Algumas planilhas, mais detalhadas separam custos de mão de obra, materiais e equipamentos (PONTA GROSSA, 2016). 30 5 METODOLOGIA 5.1 MÉTODO DE ABORDAGEM Para a realização do estudo de caso foi elaborado uma planilha orçamentária da construção de uma residência unifamiliar financiada pela Caixa Econômica Federal, que será comparada com a entregue pelo Engenheiro à CEF4. Técnicas De Pesquisa 5.1.1 Para o acompanhamento dos custos da obra e a comparação dos resultados, as informações foram captadas através de: a. Registros fotográficos da obra escolhida; b. Projetos utilizados na execução das obras; c. Memoriais descritivos dos projetos; d. Cronogramas físico-financeiros; e. Elaboração e análise de planilhas eletrônicas; f. Relatórios de registros financeiros de entrada e saída de materiais nas obras; g. Registros financeiros dos insumos e materiais dos serviços terceirizados; 5.2 OBRA ESCOLHIDA A obra escolhida está localizada no município de Guarapuava – Paraná, na Rua Dezessete de Julho, bairro Boqueirão, número 3144, medindo 59,13m² de área útil e 66,22m² de área construída. A residência é dívida em 2 quartos, 1 escritório, 1 banheiro, sala, cozinha, lavanderia. Esta foi acompanhada desde a fase de avaliação do projeto, da terraplanagem, construção, acabamentos até a averbação da obra 5. 4 CEF – Caixa Econômica Federal 5 Para este estudo foi considerado alguns serviços terceirizados que incluem materiais e mão-de-obra. 31 FIGURA 1 - Projeto Arquitetônico Fonte: Engenheiro responsável (2016). 32 FIGURA 2 - Corte AA Fonte: Engenheiro responsável (2016). FIGURA 3 - Corte BB Fonte: Engenheiro responsável (2016). 33 FIGURA 4 - Elevação Frontal Fonte: Engenheiro responsável (2016). FIGURA 5 – Situação Fonte: Engenheiro responsável (2016). 34 FIGURA 6 - Cobertura e Implantação Fonte: Engenheiro responsável (2016). 35 Fotos da Obra 5.2.1 Abaixo estão as fotos da obra escolhida para análise, conforme cada etapa da sua execução. FIGURA 7 – Locação Fonte: Autores (2016). FIGURA 8 - Baldrame e Aterro Fonte: Autores (2016). 36 FIGURA 9 - Alvenaria Fonte: Autores (2016). FIGURA 10 - Verga e Contra-vergas Fonte: Autores (2016). FIGURA 11 - Viga Cinta Fonte: Autores (2016). 37 FIGURA 12 - Madeiramento da Cobertura Fonte: Autores (2016). FIGURA 13 e 14- Corte e Chumbamento de Eletrodutos Fonte: Autores (2016). 38 FIGURA 15 - Reboco externo Fonte: Autores (2016). FIGURA 16 - Reboco Interno Fonte: Autores (2016). 39 FIGURA 17 e 18 - Telhamento Fonte: Autores (2016). FIGURA 19 - Massa Corrida Fonte: Autores (2016). 40 FIGURA 20 e 21 - Forro Interno e Externo Fonte: Autores (2016). FIGURA 22- Acabamento Fonte: Autores (2016). 41 Memorial Descritivo 5.2.2 O memorial descritivo mostra todas as escolhas feitas pelo proprietário do Imóvel financiado, descreve como será a obra, a escolha do método construtivo, tipos de materiais e acabamentos. QUADRO 1 - Memorial Descritivo 42 43 Fonte: Engenheiro responsável (2016). 44 Planilha da Caixa 5.2.3 A planilha orçamentária da CEF do imóvel escolhido para o estudo está no anexo B, contendo todos os valores e itens inclusos para a construção do imóvel financiado, a qual foi avaliada para que estes itens estejam de acordo com o valor estipulado pelo Programa Minha Casa, Minha Vida. Esta não separa os valores de mão de obra dos materiais utilizados, apresentando apenas um valor por total por item. A cada etapa é apresentado um peso (%) para cada serviço, que é a relação do valor da etapa com o valor total. Exemplo: 𝑅$4.638,88 ( 𝐼𝑛𝑓𝑟𝑎𝑒𝑠𝑡𝑟𝑢𝑡𝑢𝑟𝑎) 𝑅$63.416,85 (𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑑𝑎 𝑜𝑏𝑟𝑎) × 100 = 7,31% (eq. 3) 5.2.3.1 Cronograma O cronograma, apresentado no anexo B, contém todos os itens da planilha orçamentária de forma resumida. É expresso em porcentagens, as quais mostram a quantidade executada de cada serviço que está sendo feito e os valores gastos mensalmente durante a obra. Planilha Orçamentária de Custos Reais 5.2.4 A planilha elaborada contém todos os itens gastos na obra com os valores reais para a comparação com o previsto para o financiamento da caixa. Esta é dividida em 15 etapas,compõe serviços de cada parte da residência construída conforme o anexo C. A tabela é dividida em serviços, a quantidade de cada item de acordo com a unidade: m², m³, unidade, kg, etc.; valores unitários; o valor total; a mão de obra; e o peso de cada item de acordo com o total. Como o valor da mão de obra não é divido por etapas, diferentemente da planilha da CEF, para uma melhor visualização dos valores obtidos, o valor da mão de obra foi divido pelas etapas de acordo com o peso de cada uma em relação ao valor total. Para o cálculo da mão de obra por etapa, foi utilizada a equação 4. 45 𝑀𝐸 𝑇𝑀 × 𝑉𝑀𝑂𝑇 = 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑑𝑎 𝑀ã𝑜 𝑑𝑒 𝑜𝑏𝑟𝑎 𝑑𝑎 𝑒𝑡𝑎𝑝𝑎 (eq. 4) Sendo: ME | Materiais da Etapa – O valor dos materiais da etapa a ser calculada. TM | Total dos Materiais – O custo total dos materiais de todas as etapas. VMOT | Valor da Mão de Obra Total – O custo total da mão de obra que foi utilizada (demonstrado na equação 5). Comparação das Planilhas 5.2.5 Serão apresentadas as planilhas decompostas por item, para a comparação do valor de cada serviço na planilha da caixa e o gasto na execução da obra. A mão de obra utilizada para a execução dos serviços da obra, desde a fundação até o acabamento, foi realizada por empresas terceirizadas. Conforme fórmula abaixo, o custo geral da mão da obra utilizada foi calculado em R$ 300,00 por metro quadrado construído (66,22 m²), resultando em um total de R$ 19.866,00. Nesse valor não estão inclusos a mão de obra para a limpeza do terreno, a pintura e a instalação do Padrão de Energia Elétrica que foram computados separadamente do valor do contrato. Área total construída x valor da mão de obra por m² = Custo da mão de obra total (eq.5) A seguir será dividido as planilhas por serviço estão dividas as planilhas para comparação, a primeira sendo a de custos reais e a segunda é a entregue pelo engenheiro à Caixa Econômica Federal. 46 a) Serviços Preliminares Tabela 3 - Tabela de Custo Real Fonte: Autores (2016) Tabela 4 - Tabela Caixa Fonte: Engenheiro Responsável (2016) b) Infraestrutura Tabela 5 - Tabela de Custo Real Fonte: Autores (2016) Tabela 6 - Tabela Caixa Fonte: Engenheiro Responsável (2016) 47 Observação: alguns itens que foram utilizados, como a Forma de Madeira para caixaria, são de reutilização de outras obras vizinhas que estão sendo executadas pela mesma empresa. Mas para efeito de cálculo e para uma melhor visualização, os mesmos foram imputados na Planilha de Custos Reais. c) Supraestrutura Tabela 7 - Tabela de Custo Real Fonte: Autores (2016) Tabela 8 - Tabela Caixa Fonte: Engenheiro Responsável (2016) Observação: materiais como Areia Branca e Pedra Brita, tiveram suas quantidades aproximadas para ser possível a separação dos mesmos entre os diferentes serviços, como: estacas, vigas baldrames, pilares, vigas cintas, vergas e contra-vergas. Em razão da compra desses materiais ser feita em quantidades fechadas, o entendimento do custo por etapa seria impossível se fosse apresentado a quantidade total adquirida para a obra. 48 d) Paredes e Painéis Tabela 9 - Tabela de Custo Real Fonte: Autores (2016) Tabela 10 - Tabela Caixa Fonte: Engenheiro Responsável (2016) Observação: A diferença entre os valores deste serviço nas planilhas acima é um valor considerável, mas esse valor é compensado em outros serviços, onde a planilha real tem um valor final acima do que foi considerado na planilha da caixa. Como por exemplo, a diferença no valor final entre as planilhas nos serviços de forro e cobertura. e) Esquadrias Tabela 11 - Tabela de Custo Real Fonte: Autores (2016) 49 Tabela 12 - Tabela Caixa Fonte: Engenheiro Responsável (2016) Observação: os vidros não aparecem separadamente na Planilha de Custos como da Caixa Econômica, estão inclusos no valor de cada esquadria, pois estes são vendidos juntamente com estas. f) Cobertura Tabela 13 - Tabela de Custo Real Fonte: Autores (2016) Tabela 14 - Tabela Caixa Fonte: Engenheiro Responsável (2016) 50 g) Revestimento Interno e Externo Tabela 15 - Tabela de Custo Real Fonte: Autores (2016) Tabela 16 - Tabela Caixa Fonte: Engenheiro Responsável (2016) h) Forro Tabela 17 - Tabela de Custo Real Fonte: Autores (2016) 51 Tabela 18 - Tabela Caixa Fonte: Engenheiro Responsável (2016) i) Pintura Tabela 19 - Tabela de Custo Real Fonte: Autores (2016) Tabela 20 - Tabela Caixa Fonte: Engenheiro Responsável (2016) j) Revestimento de Piso Tabela 21 - Tabela de Custo Real Fonte: Autores (2016) Observação: O rodapé foi incluso neste item, mas na planilha da caixa está nos acabamentos, pois este foi calculado junto com o item de Piso Cerâmico. 52 Tabela 22 - Tabela Caixa Fonte: Engenheiro Responsável (2016) k) Acabamentos Tabela 23 - Tabela de Custo Real Fonte: Autores (2016) Tabela 24 - Tabela Caixa Fonte: Engenheiro Responsável (2016) l) Instalações Elétricas e Telefônicas Tabela 25 - Tabela de Custo Real Fonte: Autores (2016) 53 Tabela 26 - Tabela Caixa Fonte: Engenheiro Responsável (2016) m) Instalações Hidráulicas Tabela 27 - Tabela de Custo Real Fonte: Autores (2016) Tabela 28 - Tabela Caixa Fonte: Engenheiro Responsável (2016) 54 n) Louças e Metais Tabela 29 - Tabela de Custo Real Fonte: Autores (2016) Tabela 30 - Tabela Caixa Fonte: Engenheiro Responsável (2016) o) Outros serviços Tabela 31 - Tabela de Custo Real Fonte: Autores (2016) Tabela 32 - Tabela Caixa Fonte: Engenheiro Responsável Autores (2016) Observação: há uma diferença de valores neste item, pois não foi incluso o Gradil na planilha da Caixa Econômica. Este item não entra no orçamento para o financiamento da Caixa. 55 5.2.5.1 Comparação do Resultado Final das Planilhas As planilhas apresentaram pouca diferença no valor total, em alguns itens houve uma maior disparidade, mas também houve uma compensação entre outros itens orçados. Segue abaixo a tabela comparativa do total do custo da obra, e a seguir a planilha resumo dos valores de cada item das planilhas e o gráfico comparativo do peso de cada item. Tabela 33 - Comparativo dos Custos Finais PLANILHA CUSTO TOTAL DA OBRA CUSTO POR M² Caixa R$ 63.416,85 R$ 957,67 Real R$ 59.036,21 R$ 891,11 Fonte: Autores (2016) 56 Tabela 34 - Resumo dos Resultados dos Custos Finais de Cada Item Item Serviço CAIXA REAL R$ % R$ % 01 Serviços preliminares e gerais 2.500,00 3,94 3.468,07 5,88 02 Infra-estrutura 4.638,88 7,31 4.852,64 8,22 03 Supra-estrutura 8.002,50 12,62 2.953,44 5,01 04 Paredes e painéis 6.362,00 10,03 3.635,82 6,16 05 Esquadrias 3.950,00 6,23 7.079,39 12,00 06 Vidros e plásticos 1.554,00 2,45 - - 07 Coberturas 5.650,00 8,91 6.151,16 10,43 08 Impermeabilizações 13,92 0,02 - - 09 Revestimentos internos 5.821,00 9,18 8.465,18 14,34 10 Forros 1.360,00 2,14 3.237,37 5,49 11 Revestimentosexternos 3.297,25 5,20 - - 12 Pintura 3.716,38 5,86 3.969,89 6,73 13 Pisos 5.386,92 8,49 4.584,19 7,77 14 Acabamentos 864,00 1,36 527,75 0,89 15 Instalações elétricas e telefônicas 2.570,00 4,05 3.446,15 5,84 16 Instalações hidráulicas 2.450,00 3,86 3.133,63 5,31 17 Instalações de esgoto e águas pluviais 2.360,00 3,72 - - 18 Louças e metais 2.640,00 4,16 1.923,88 3,26 19 Complementos 280,00 0,44 1.628,49 2,76 Fonte: Autores (2016) 57 Gráfico 1 - Comparativo Entre os Pesos (%) Por Etapa da Obra FONTE: Autores (2016) 5,88 8,22 5,01 6,16 12 10,43 14,34 5,49 6,73 7,77 0,89 5,84 5,31 3,26 2,76 3,94 7,91 12,62 10,03 8,68 8,91 14,38 2,14 5,86 8,49 1,36 4,05 7,58 4,16 0,44 0 5 10 15 20 Serviços Preliminares Infraestrutura Supraestrutura Paredes e Paineis Esquadrias Cobertura Revestimento Interno e Externo Forro Pintura Revestimento de Piso Acabamentos Instalações Elétricas e Telefonicas Instalações Hidráulicas Louças e Metais Outros Serviços Real CEF 58 6 CONCLUSÃO Conforme apresentado anteriormente, a planilha orçamentaria da CEF não apresenta uma separação entre materiais e mão de obra, e sim o valor do serviço total, tornando este apenas um valor estimado por cada etapa, sem ser preciso. Para muitos profissionais, o que importa é o valor final a ser obtido por meio de financiamento habitacional, nesse caso especifico, de uma residência localizada em Guarapuava, financiada pelo programa Minha Casa Minha Vida, pela Caixa Econômica Federal. O valor máximo liberado pelo banco para essa região é de R$130.000,00, na Faixa 2 do programa. Como o valor do terreno teve o custo de R$65.000,00, entende-se que é de interesse do profissional e do proprietário que o valor da residência aproxime-se o valor de R$65.000,00. De acordo com os resultados obtidos no caso prático apresentado, foi observado diversas diferenças na orçamentação de cada item. O valor final total da obra resultou em R$59.036,21 e o valor apresentado na planilha orçamentaria da CEF foi de R$ 63.416,85, embora haja diferenças entre os valores de cada serviço o resultado final teve uma diferença de apenas 6,90%, aproximadamente. Isso mostra que a planilha da caixa está próxima do valor real da obra, mesmo havendo alguns itens que não são levados em conta, como o gradil, não ultrapassa o valor total do financiamento. Mas isso se dá devido a experiência do Engenheiro ou Orçamentista, com o tempo de pratica da profissão, este soube estimar os gastos da obra aproximando o valor da planilha orçada do valor total real. Soube escolher os itens com índices aceitos pela Caixa, fazendo com que o financiamento seja aprovado. Como os recursos são liberados a cada etapa finalizada, nota-se que os primeiros itens foram os que deram valores maiores na planilha da CEF. Isso ocorre com o objetivo do Engenheiro de obter um valor maior nos primeiros meses de obra, facilitando o andamento da construção. A orçamentação exige experiência e/ou dedicação do profissional, para que o trabalho traga benefício a todas as partes envolvidas, pois um erro de cálculo pode trazer prejuízos à empresa ou ao cliente. 59 7 REFERÊNCIAS BADRA, Pedro Antonio; FERREIRA, Carolina. Cronograma físico- financeiro. Disponível em: <http://equipedeobra.pini.com.br/construcao- reforma/35/cronograma-fisico-financeiro-213994-1.aspx>. Acesso em: 03 maio 2016. BRASIL. GOVERNO FEDERAL. Minha Casa Minha Vida. Disponível em: <http://www.minhacasaminhavida.gov.br/sobre-o-programa.html>. Acesso em: 19 ago. 2016. BRASIL. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. Orientações para elaboração de planilhas orçamentárias de obras. Brasília: TCU, 2014. 135 p. BRASÍLIA. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. SINAPI. 2014. Disponível em: <http://www.caixa.gov.br/poder-publico/apoio-poder- publico/sinapi/Paginas/default.aspx#precos-pos-2014>. Acesso em: 27 abr. 2016. CONSTRUÇÃO MERCADO. Custos diretos e indiretos: Como diferenciar custos diretos dos indiretos e calcular o BDI. 2009. Disponível em: <http://construcaomercado.pini.com.br/negocios-incorporacao- construcao/95/artigo299236-1.aspx>. Acesso em: 05 maio 2016. CONSTRUFACIL. Documentos de Obras: Especificações Técnicas. Disponível em: <http://construfacilrj.com.br/documentos-de-obras-especificacoes-tecnicas/>. Acesso em: 03 maio 2016. CORDEIRO, Flávia Regina Ferreira de Sá. Orçamento e controle de custos na construção civil. 2007. 65 f. Monografia (Especialização) - Curso de Especialização em Construção Civil, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2007. Disponível em: < http://www.cecc.eng.ufmg.br/trabalhos/pg1/Monografia%20Or%E7amento%20e%20c ontrole%20de%20custos%20na%20constru%E7ao%20civil.pdf>. Acesso em: 05 maio 2016. CREA-MG (Minas Gerais). BDI - Bonificação ou Benefício e Despesas Indiretas. 2007. Disponível em: <http://www.crea-mg.org.br/publicacoes/Cartilha/Cartilha sobre BDI.pdf>. 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MAÇAHICO TISAKA. Instituto de Engenharia. Metodologia De Calculo Da Taxa Do Bdi E Custos Diretos Para A Elaboração Do Orçamento Na Construção Civil. 2009. Revisão e atualização de um Documento Técnico. Disponível em: <http://www.institutodeengenharia.org.br/site/noticias/exibe/id_sessao/7/id_noticia/131 1/Metodologia-de-calculo-da-taxa-do-bdi-e-custos-diretos-para-a-elaboração-do- orçamento-na-construção-civil>. Acesso em: 09 ago. 2016. EDER SANTIN (Brasil). Associação Brasileira de Cimento Portland (Ed.). Mãos à Obra: O guia do profissional da construção. São Paulo: Alaúde, 2013. 282 p. (4). MARTINS, Gustavo. Como Fazer Orçamento de Obras de Maneira Eficiente. 2015. Disponível em: <http://engenheirodecustos.com.br/orcamento-de-obras/>. Acesso em: 05 maio 2016. MATTOS, Aldo Dórea. Como preparar orçamentos de obras. São Paulo: PINI, 2006. p.281. MONEY, Info. SFH e SFI: entenda melhor as modalidades de financiamento imobiliário. 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Central 9,00 15,00 CALCULAR 9,00 9,00 Despesas específicas 1,00 5,00 CALCULAR 1,00 1,00 Taxa de risco 1,00 5,00 ESTIMAR 1,00 1,00 Despesa financeira 2,00 5,00 CALCULAR 2,00 2,00 Tributos 8,31 22.31 SOMA 7,93 8,05 PIS 0,65 1,65 DEFINIDO 0,65 0,65 (*) COFINS 3,00 7.60 DEFINIDO 3,00 3,00 (*) IRPJ 1,20 4,80 DEFINIDO 1,20 1,5 (***) CSLL 1,08 2,88 DEFINIDO 1,08 0,9 (***) ISS 2,00 5,00 ESTIMAR 2,00 (*) 2,00 (*) Taxa Comercialização 2,00 5,00 CALCULAR 2,00 2,00 Lucro 5,00 15,00 VALOR MÉDIO 10,00 10,00 BDI – Aplicar a equação ( 1 ) CALCULAR 41,50 % 41,71 % OBS.: (*) ISS de 5% (base S.Paulo) aplicado sobre M.O. de 40,0% do valor da fatura. ( **) Até 01.01.10 . Depois disso se não forem prorrogadas mais uma vez as taxas passam a ser respectivamente 1,65% e 7,6%. (***) Aplicadas respectivamente alíquotas de 15,0% e 9,0% sobre a taxa de 10,0% do Lucro. Fonte: Adaptada de Tisaka (2016). 63 ANEXO B - Planilha de Orçamento da Caixa e Cronograma 64 65 66 67 68 69 70 ANEXO C - Planilha de Orçamento de Custos Reais Área (m²): 66,22 Data: --/--/---- ITEM DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS UNID. QUANT. PR. UNIT.(R$) VALOR (R$) VALOR M.O. PESO (%) 1 SERVIÇOS PRELIMINARES 2.300,00 1.168,07 5,88 1.1 Projeto Arquitetônico, Serviços Cartório, Taxas, etc un 1,00 2.300,00 2.300,00 Subtotal 2.300,00 TOTAL 3468,07 ITEM DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS UNID. QUANT. PR. UNIT.(R$) VALOR (R$) VALOR M.O. PESO (%) 2 INFRAESTRUTURA 3.219,70 1.632,94 8,22 2.1 Limpeza do terro un 1,00 450,00 450,00 2.2 ESTACA E VIGA BALDRAME 2.2.1 Impermeabilzação Igol Quimiotrol 3,6 L un 2,00 80,00 160,00 2.2.2 Cimento Votoran 50kg sc 16,00 28,90 462,40 2.2.3 Pedra Brita (concreto + lastro) m³ 3,00 70,00 210,00 2.2.4 Areia Industrial m³ 2,00 80,00 160,00 2.2.5 Areia Branca m³ 1,00 85,00 85,00 2.2.6 Viga armada 7x14 (4 ferros de 8mm) un 20,00 52,00 1.040,00 2.2.7 Forma de Madeira Pinus 1x9 m 120,00 3,37 404,40 2.2.8 Forma de Madeira Pinus 1x4 m 40,00 1,50 60,00 2.2.9 Forma de Madeira Pinheiro 1x2 m 80,00 1,56 124,80 2.2.10 Arame recozido kg 4,00 5,90 23,60 2.2.11 Prego 17x 27 kg 5,00 7,90 39,50 Subtotal 3.219,70 TOTAL 4852,64 71 ITEM DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS UNID. QUANT. PR. UNIT.(R$) VALOR (R$) VALOR M.O. PESO (%) 3 SUPRASTRUTURA 1.958,70 994,74 5,01 3.1 CONCRETO ARMADO – PILARES 3.1.1 Cimento Votoran 50kg sc 7,00 28,90 202,30 3.1.2 Pedra Brita (concreto + lastro) m³ 1,00 70,00 70,00 3.1.3 Areia Branca m³ 1,00 85,00 85,00 3.1.4 Viga armada 7x14 (4 ferros de 8mm) unid. 11,00 52,00 572,00 3.2 CONCRETO ARMADO – VIGAS 3.2.1 Cimento Votoran 50kg sc 8,00 28,90 231,20 3.2.2 Pedra Brita (concreto + lastro) m³ 1,00 70,00 70,00 3.2.3 Areia Branca m³ 1,00 85,00 85,00 3.2.4 Treliça Gerdau 6 m un 12,00 19,90 238,80 3.2.5 Forma de Madeira Pinus 1x9 m 120,00 3,37 404,40 Subtotal 1.958,70 TOTAL 2.953,44 ITEM DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS UNID. QUANT. PR. UNIT.(R$) VALOR (R$) VALOR M.O. PESO (%) 4 PAREDES E PAINÉIS 2.411,25 1.224,57 6,16 4.1 ALVENARIA DE VEDAÇÃO 4.1.1 Tijolos cerâmicos 06 furos - 9x14x19 un 5.500,00 0,32 1.760,00 4.2 ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO 1:2:8 4.2.1 Cimento Votoran sc 4,00 28,90 115,60 4.2.2 Cal sc 10,00 7,90 79,00 4.2.3 Areia m³ 1,00 85,00 85,00 4.3 CONCRETO ARMADO PARA VERGAS 4.3.1 Cimento Votoran 50kg sc 6,00 28,90 173,40 4.3.2 Pedra Brita m³ 0,50 70,00 35,00 4.3.3 Areia Branca m³ 0,75 85,00 63,75 4.3.4 Treliça Gerdau 6 m un 5,00 19,90 99,50 Subtotal 2.411,25 TOTAL 3635,82 72 ITEM DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS UNID. QUANT. PR. UNIT.(R$) VALOR (R$) VALOR M.O. PESO (%) 5 ESQUADRIAS 4.695,00 2.384,39 12,00 5.1 PORTAS 5.1.1 Porta de Madeira interna chapeada- 70x210 incluso ferragens un 1,00 380,00 380,00 5.1.2 Porta de Madeira interna chapeada- 80x210 incluso ferragens un 3,00 400,00 1.200,00 5.1.3 Porta de Madeira externa - 80x210 incluso ferragens un 1,00 600,00 600,00 5.1.4 Porta de Vidro temperado - 80x210, com ferragens un 1,00 400,00 400,00 5.2 JANELAS 5.2.1 Janela de Alumínio de correr - 140x120, completa un 5,00 400,00 2.000,00 5.2.2 Janela de Alumínio de correr - 80x60, completa un 1,00 115,00 115,00 Subtotal 4.695,00 TOTAL 7079,39 ITEM DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS UNID. QUANT. PR. UNIT.(R$) VALOR (R$) VALOR M.O. PESO (%) 6 COBERTURA 4.079,40 2.071,76 10,43 6.1 ESTRUTURA DE MADEIRA 6.2 Madeira pinheiro 1x2 un 200,00 1,56 312,00 6.3 Madeira pinheiro 1x4 un 500,00 1,50 750,00 6.4 Madeira pinheiro 1x6 un 30,00 4,68 140,40 6.5 Madeira pinheiro 2x2 un 160,00 3,13 500,80 6.6 Prego 12x12 un 2,00 8,90 17,80 6.7 Prego 17x27 un 10,00 7,90 79,00 6.8 Prego 18x36 un 6,00 7,90 47,40 6.9 Calhas e Rufos un 1,00 700,00 700,00 6.10 Telha de concreto un 800,00 1,64 1.312,00 6.11 Cumeeira em Concreto un 22,00 10,00 220,00 Subtotal 4.079,40 TOTAL 6151,16 73 ITEM DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS UNID. QUANT. PR. UNIT.(R$) VALOR (R$) VALOR M.O. PESO (%) 7 REVESTIMENTO INTERNO E EXTERNO 5.616,60 2.848,58 14,34 7.1 CHAPISCO EM PAREDES INTERNAS, EXTERNAS E VIGAS 7.1.1 Cimento Votoram un 11,00 28,90 317,90 7.1.2 Areia un 2,00 85,00 170,00 7.2 REBOCO 7.2.1 Cimento Votoram un 14,00 28,90 404,60 7.2.2 Areia un 46,00 85,00 3.910,00 7.2.3 Cal un 7,00 7,90 55,30 7.3 REVESTIMENTO CERÂMICO 7.3.1 Pcte Espaçador m² 4,00 2,50 10,00 7.3.2 Revestimento cerâmico de paredes 30 x 40 cm m² 10,00 17,50 175,00 7.3.3 Revestimento cerâmico de paredes 10 x 10 cm m² 23,00 18,00 414,00 7.3.4 Rejunte m 10,00 5,30 53,00 7.3.5 Argamassa AC1 m² 12,00 8,90 106,80 Subtotal5.616,60 TOTAL 8465,18 ITEM DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS UNID. QUANT. PR. UNIT.(R$) VALOR (R$) VALOR M.O. PESO (%) 8 FORRO 2.147,00 1.090,37 5,49 8.1 Forro interno e externo em PVC m² 90,00 11,90 1.071,00 8.2 Ripamento Madeira 1x2 un 280,00 1,56 436,80 8.3 Prego 18x36 un 8,00 7,90 63,20 8.4 Perfil U em PVC un 180,00 3,20 576,00 Subtotal 2.147,00 TOTAL 3237,37 ITEM DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS UNID. QUANT. PR. UNIT.(R$) VALOR (R$) VALOR M.O. PESO (%) 9 PINTURA 2.632,80 1.337,09 6,73 9.1 Massa mineral Finaliza Cerro Branco un 22,00 17,90 393,80 9.2 Tinta 18l un 1,00 278,00 278,00 9.3 Fundo preparador un 1,00 87,00 87,00 9.4 Barrica de Textura un 12,00 54,00 648,00 9.5 Mão de Obra pintura un 1,00 1.200,00 1.200,00 9.6 Lixa 80 un 10,00 2,60 26,00 Subtotal 2.632,80 TOTAL 3969,89 74 ITEM DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS UNID. QUANT. PR. UNIT.(R$) VALOR (R$) VALOR M.O. PESO (%) 10 REVESTIMENTO DE PISO 3.040,20 1.543,99 7,77 10.1 CONTRAPISO E=5,0CM 10.1.1 Cimento Votoran 50kg un 16,00 27,00 432,00 10.1.2 Pedra Brita un 2,60 80,00 208,00 10.1.3 Areia Branca un 2,00 78,00 156,00 10.2 CERÂMICA 10.2.1 Piso cerâmico40 x 40 cm m² 73,00 20,00 1.460,00 10.2.2 Rejunte m² 22,00 5,50 121,00 10.2.3 Argamassa AC1 m² 30,00 8,90 267,00 10.3 CALÇADA EXTERNA 10.3.1 Cimento Votoran 50kg un 8,00 28,90 231,20 10.3.2 Pedra Brita un 1,00 80,00 80,00 10.3.3 Areia Branca un 1,00 85,00 85,00 Subtotal 3.040,20 TOTAL 4584,19 ITEM DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS UNID. QUANT. PR. UNIT.(R$) VALOR (R$) VALOR M.O. PESO (%) 11 ACABAMENTOS 350,00 177,75 0,89 11.1 Granito para portas e Janelas – fornecimento un 1,00 350,00 350,00 Subtotal 350,00 TOTAL 527,75 ITEM DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS UNID. QUANT. PR. UNIT.(R$) VALOR (R$) VALOR M.O. PESO (%) 12 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E TELEFÔNICAS 2.285,46 1.160,69 5,84 12.1 Disjuntos termomagnético 32A un 1,00 33,90 33,90 12.2 Disjuntos termomagnético 20A un 2,00 29,90 59,80 12.3 Tomada universal, circular, 2P+T, 10A, cor branca, completa un 14,00 10,90 152,60 12.4 Tomada universal, circular, 2P+T, 20A, cor branca, completa un 1,00 10,90 10,90 12.5 Eletroduto PVC flexível corrugado de Ø25mm (DN 1") m 50,00 2,25 112,50 12.6 Eletroduto PVC flexível corrugado de Ø32mm m 11,00 3,19 35,09 12.7 Interruptor simples 10 A un 5,00 9,90 49,50 12.8 Interruptor simples duplo 10 A un 2,00 16,65 33,30 12.9 Interruptor simples triplo 10 A un 1,00 17,90 17,90 12.10 Placa cega 2x4 un 1,00 6,20 6,20 12.11 Conjunto de tomada de telefone un 1,00 8,17 8,17 12.12 Plafon soquete de louça branco un 9,00 17,90 161,10 75 12.13 Quadro de Distribuição de embutir, completo un 1,00 19,60 19,60 12.14 CABOS E FIOS (CONDUTORES) 12.14.1 #2,5 mm² m 200,00 0,85 170,00 12.14.2 #6 mm² m 30,00 2,39 71,70 12.14.3 #10 mm² m 40,00 3,58 143,20 12.15 Padrão de luz - Modelo energisa instalado - Completo un 1,00 1.200,00 1.200,00 Subtotal 2.285,46 TOTAL 3446,15 ITEM DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS UNID. QUANT. PR. UNIT.(R$) VALOR (R$) VALOR M.O. PESO (%) 13 INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS 2.078,20 1.055,43 5,31 13.1 Adaptador 25x3/4 soldavel curto un 2,00 7,50 15,00 13.2 Caixa sifonada branca un 2,00 18,90 37,80 13.3 Cola tubo PVC 175 un 5,00 13,90 69,50 13.4 Fita veda rosca un 1,00 5,90 5,90 13.5 Joelho 100mm m 2,00 3,50 7,00 13.6 Joelho 25mm m 6,00 0,90 5,40 13.7 Joelho 25x1/2 m 3,00 3,50 10,50 13.8 Joelho 25x3/4 m 2,00 0,90 1,80 13.9 Joelho 40mm 90 esgoto m 8,00 1,20 9,60 13.10 Lixa ferro todas un 2,00 2,90 5,80 13.11 Luva 100mm Esgoto un 1,00 3,50 3,50 13.12 Redução 50x40 esgoto un 2,00 1,20 2,40 13.13 Te 40mm esgoto un 1,00 1,90 1,90 13.14 Tubo esgoto 40mm PVC un 12,00 22,90 274,80 13.15 Tubo esgoto 100mm PVC un 6,00 39,90 239,40 13.16 Tubo Soldável 50mm un 6,00 36,00 216,00 13.17 Tubo soldável 25mm un 36,00 12,90 464,40 13.18 Caixa da Agua 310L un 1,00 220,00 220,00 13.19 Flange 25x3/4 un 24,00 9,60 230,40 13.20 Flange 50x1/2 un 7,00 14,90 104,30 13.21 Acabamento registo un 1,00 49,90 49,90 13.22 Base registro pressão un 1,00 39,90 39,90 13.23 Registro esfera pvc un 9,00 7,00 63,00 Subtotal 2.078,20 TOTAL 3133,63 76 ITEM DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS UNID. QUANT. PR. UNIT.(R$) VALOR (R$) VALOR M.O. PESO (%) 14 LOUÇAS E METAIS 1.275,90 647,98 3,26 14.1 Vaso Sanitário un 1,00 250,00 250,00 14.2 Armário para Banheiro un 1,00 320,00 320,00 14.3 Torneira un 1,00 28,00 28,00 14.4 Cifão un 1,00 9,00 9,00 14.5 Engate 25mm un 3,00 6,30 18,90 14.6 Box de Vidro. un 1,00 650,00 650,00 Subtotal 1.275,90 TOTAL 1923,88 ITEM DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS UNID. QUANT. PR. UNIT.(R$) VALOR (R$) VALOR M.O. PESO (%) 15 OUTROS SERVIÇOS 1.080,00 548,49 2,76 15.1 Limpeza da obra un 1,00 80,00 80,00 15.2 Gradil un 1,00 1.000,00 1.000,00 Subtotal 1.080,00 TOTAL 1628,49 Custo TOTAL 39.170,21 Mão de Obra 19.866,00 TOTAL 59.036,21 Custo m² R$ 891,11