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FACULDADE GUARAPUAVA 
ENGENHARIA CIVIL 
 
MARCOS VINICIUS MACHADO BALDISSERA 
MARINA BALDISSERA RIBEIRO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESTUDO COMPARATIVO ENTRE AS PLANILHAS ORÇAMENTÁRIAS DA CAIXA 
ECONÔMICA FEDERAL E O CUSTO REAL DE UMA OBRA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GUARAPUAVA 
2016 
 
 
FACULDADE GUARAPUAVA 
ENGENHARIA CIVIL 
 
MARCOS VINICIUS MACHADO BALDISSERA 
MARINA BALDISSERA RIBEIRO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESTUDO COMPARATIVO ENTRE AS PLANILHAS ORÇAMENTÁRIAS DA CAIXA 
ECONÔMICA FEDERAL E O CUSTO REAL DE UMA OBRA 
 
 
Trabalho de conclusão de curso apresentado à 
Faculdade Guarapuava, Curso de Engenharia 
Civil, como requisito para a obtenção de título 
de bacharel em engenharia civil. 
 
 
Professor Orientador: Prof. Luiz Carlos Schust 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GUARAPUAVA 
2016
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dedicamos nosso trabalho a Deus, 
 aos nossos pais e irmãs, 
pelo apoio durante o desenvolvimento 
deste trabalho. 
 
 
4 
AGRADECIMENTOS 
 
Primeiramente, quero agradecer a Deus por sempre me dar fé e esperança 
para prosseguir no futuro que Ele preparou para mim. Por sempre me ensinar a 
confiar que tudo é possível àquele que crê, que as coisas precisam ser conquistadas 
de forma correta e íntegra, que me mostrou que a vida nem sempre é fácil, mas vale a 
pena lutar. 
Agradecer a Ele por ser o meu refúgio e fortaleza nos momentos de 
inseguranças e medos, por ser a minha rocha firme em dias turbulentos, por sua 
graça e amor que sempre acompanham a minha vida, por sua paz que me dá direção 
e sabedoria nas minhas escolhas. 
Agradeço pelo apoio da minha família e àqueles que estão ao meu redor. 
Agradeço a minha mãe Marinez Baldissera pelo incentivo a continuar até o fim, por 
meu pai Fernando A. Borazo Ribeiro por acreditar e investir nos meus sonhos, a 
minha irmã Deborah Baldissera Ribeiro que sempre me apoiou em tudo. 
Ao meu namorado Vanderlei de Assis Andrade Junior que nos meus 
momentos de insegurança esteve sempre ao meu lado. Ao Marcos V. Machado 
Baldissera, meu primo e companheiro de trabalho, pela amizade e paciência em todo 
esse trajeto juntos. 
Quero agradecer aos amigos e colegas, que sempre me aconselharam e 
ajudaram em momentos de duvidas e questionamentos, pelo trabalho em equipe 
nestes cinco anos de faculdade e momentos de alegria que marcaram essa fase em 
minha vida. Aos professores e especialmente ao nosso orientador Prof. Luiz Carlos 
Schust, pela paciência e conselhos para o nosso trabalho de conclusão de curso. 
 
 
 
5 
AGRADECIMENTOS 
A Deus, que na sua soberania, me permitiu que chegasse até aqui, dando 
forças e direcionando nas decisões. 
A Faculdade Guarapuava, seu corpo docente, direção e coordenação que 
oportunizaram a janela que hoje vislumbro um horizonte superior. 
Ao nosso orientador Professor Luiz Carlos Schust, pelo suporte, suas 
correções, incentivos e esclarecimentos. 
Aos meus pais Selio e Guiomar e a minha irmã Rebecca, pelo amor, 
cobrança, incentivo e apoio incondicional durante toda minha vida. 
A minha amiga Stefany, que durante a realização desse trabalho esteve me 
apoiando e me auxiliando em tudo que foi necessário. 
A minha prima e colega nesse trabalho Marina, agradeço pela paciência, 
companheirismo e incentivo, sem os quais seria impossível a realização desse. 
Aos meus colegas de turma, que se tornaram amigos durante essa 
caminhada, pelo companheirismo e apoio, e com certeza sem as amizades, esses 
cinco anos de curso seriam mais difíceis. 
E a todos que direta ou indiretamente fizeram parte da minha formação, o 
meu muito obrigado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
"Qual de vocês, se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o 
preço, para ver se tem dinheiro suficiente para completá-la?” 
 
Lucas 14:28 
 
 
7 
RESUMO 
 
Ao comparar os custos orçados previamente com o custo real da obra, será 
possível observar as diferenças do que foi planejado com o executado. Para começar 
o orçamento de uma construção, deve ser feito um levantamento de tudo o que irá ser 
feito, com todos os serviços e prazos de execução. Será apresentado um orçamento 
prévio, com o levantamento dos materiais e as composições de custos da construção 
de uma residência popular a ser financiada pela Caixa Econômica Federal. Esta 
segue as especificações passadas pelo construtor, a qual foi apresentada à Caixa a 
planilha de orçamento, seguindo o modelo de planilha proposto pelo banco, e 
juntamente o cronograma da obra, que foram elaborados pelo engenheiro 
responsável da obra acompanhada. O financiamento deve estar adequado às 
planilhas da SINAPI (Sistema Nacional de Pesquisa de Custo e Índices da 
Construção Civil), as quais informam os preços dos serviços com informações 
coletadas de forma geral de cada Estado, e são atualizadas mensalmente. Foi 
elaborada uma planilha contendo os gastos reais da obra para a comparação de 
todas as etapas e o valor final da obra, para ser possível observar as diferenças. Este 
trabalho servirá para analisar a importância de um orçamento em uma obra e 
maneiras de melhorá-lo, se os valores aceitos pela Caixa Econômica Federal são 
valores aproximados do real. 
 
Palavra-chave: Custo. Orçamento de obra. Planilha. Cronograma. Financiamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
 
ABSTRACT 
 
Comparing the budgeted costs with the actual costs of a project shows the 
differences between what was planned and what actually happened. To begin the 
budget of a building, a study should be completed of everything that will be done, 
including all the services and execution time. What will be presented is a previous 
budget, including the survey of materials and cost compositions, of the construction of 
a popular residence that will be financed by Caixa Econômica Federal. It follows the 
previous specifications by the constructor, which was presented to Caixa. The present 
study includes the budget sheet following the spreadsheet model proposed by the 
bank, along with the schedule of work which was drawn up by the engineer in charge 
of the project. Financing should be adequate to the SINAPI (National System of 
Costs Survey and Indexes of Construction) spreadsheets, which inform the prices of 
services with data collected generally from each state, and are updated monthly. A 
spreadsheet was developed containing the actual spending of the work order 
comparing all stages and the final value of the project to permit observations of the 
differences. This study will serve to analyze the importance of a budget in a 
construction project and ways to improve it, if the values that are accepted by Caixa 
Econômica Federal are approximate values. 
 
Keyword: Cost. Work Budget. Spreadsheet. Schedule. Financing. 
 
 
 
 
9 
 
SUMÁRIO 
 
1 INTRODUÇÃO 13 
2 ORÇAMENTO DE UMA CONSTRUÇÃO 15 
2.1 DEFINIÇÃO DE ORÇAMENTO ...................................................................... 15 
 Tipos de Orçamento ....................................................................................... 15 2.1.1
2.2 ELABORAÇÃO DO ORÇAMENTO ................................................................. 16 
 Planilhas Orçamentárias .................................................................................17 2.2.1
 Cronograma Físico-Financeiro........................................................................ 17 2.2.2
 Especificações Técnicas ................................................................................. 17 2.2.3
 Memorial Descritivo ........................................................................................ 18 2.2.4
 Visita Técnica.................................................................................................. 18 2.2.5
2.3 PLANEJAMENTO E CONTROLE NA EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS ............ 18 
 Planejamento .................................................................................................. 19 2.3.1
 Controle da Obra ............................................................................................ 19 2.3.2
3 COMPOSIÇÃO DE CUSTOS 20 
3.1 CUSTOS E DESPESAS ................................................................................. 20 
 Custos Diretos ................................................................................................ 20 3.1.1
 Custos Indiretos .............................................................................................. 21 3.1.2
 Planilha Orçamentária .................................................................................... 21 3.1.3
 Encargos Sociais e Trabalhistas ..................................................................... 23 3.1.4
 BDI .................................................................................................................. 24 3.1.5
3.2 DETERMINAÇÃO DO PREÇO ....................................................................... 26 
4 FINANCIAMENTO 27 
4.1 MINHA CASA MINHA VIDA ............................................................................ 27 
4.2 SINAPI ............................................................................................................ 29 
4.3 EXIGÊNCIAS PARA O FINANCIAMENTO ..................................................... 29 
5 METODOLOGIA 30 
5.1 MÉTODO DE ABORDAGEM .......................................................................... 30 
 Técnicas De Pesquisa .................................................................................... 30 5.1.1
5.2 OBRA ESCOLHIDA ........................................................................................ 30 
 Fotos da Obra ................................................................................................. 35 5.2.1
 Memorial Descritivo ........................................................................................ 41 5.2.2
 Planilha da Caixa ............................................................................................ 44 5.2.3
 Planilha Orçamentária de Custos Reais ......................................................... 44 5.2.4
 Comparação das Planilhas ............................................................................. 45 5.2.5
6 CONCLUSÃO 58 
7 REFERÊNCIAS 59 
8 ANEXOS 62
 
 
10 
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS 
 
TCU - Tribunal de Contas da União 
CREA – Conselho Regional de Engenharia e Agronomia 
BDI – Bonificação de Despesas Indiretas 
COFINS – Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social 
PIS – Programa de Integração Social 
ISS – Imposto Sobre Serviço 
MCMV – Minha Casa Minha Vida 
SFH – Sistema Financeiro de Habitação 
FGTS – Fundo de Garantia de Tempo de Serviço 
CADIN – Cadastro de Inadimplentes 
SINAPI – Sistema Nacional de Pesquisa de Custo e Índices da Construção Civil 
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
CEF – Caixa Econômica Federal 
 
 
 
 
11 
LISTA DE FIGURAS 
 
FIGURA 1 - Projeto Arquitetônico ............................................................................. 31 
FIGURA 2 - Corte AA ................................................................................................ 32 
FIGURA 3 - Corte BB ................................................................................................ 32 
FIGURA 4 - Elevação Frontal .................................................................................... 33 
FIGURA 5 – Situação ................................................................................................ 33 
FIGURA 6 - Cobertura e Implantação ....................................................................... 34 
FIGURA 7 – Locação ................................................................................................ 35 
FIGURA 8 - Baldrame e Aterro .................................................................................. 35 
FIGURA 9 - Alvenaria ................................................................................................ 36 
FIGURA 10 - Verga e Contraverga............................................................................ 36 
FIGURA 11 - Viga Cinta ............................................................................................ 36 
FIGURA 12 - Madeiramento da Cobertura ................................................................ 37 
FIGURA 13 e 14- Corte e Chumbamento de Eletrodutos .......................................... 37 
FIGURA 15 - Reboco externo ................................................................................... 38 
FIGURA 16 - Reboco Interno .................................................................................... 38 
FIGURA 17 e 18 - Telhamento .................................................................................. 39 
FIGURA 19 - Massa Corrida ..................................................................................... 39 
FIGURA 20 e 21 - Forro Interno e Externo ................................................................ 40 
FIGURA 22- Acabamento .......................................................................................... 40 
 
 
 
12 
LISTA DE TABELAS 
 
Tabela 1 - Tabela de porcentagens para a composição do BDI ................................ 25 
Tabela 2- Tabela das faixas de renda ....................................................................... 28 
Tabela 3 - Tabela de Custo Real ............................................................................... 46 
Tabela 4 - Tabela Caixa ............................................................................................ 46 
Tabela 5 - Tabela de Custo Real ............................................................................... 46 
Tabela 6 - Tabela Caixa ............................................................................................ 46 
Tabela 7 - Tabela de Custo Real ............................................................................... 47 
Tabela 8 - Tabela Caixa ............................................................................................ 47 
Tabela 9 - Tabela de Custo Real ............................................................................... 48 
Tabela 10 - Tabela Caixa .......................................................................................... 48 
Tabela 11 - Tabela de Custo Real ............................................................................. 48 
Tabela 12 - Tabela Caixa .......................................................................................... 49 
Tabela 13 - Tabela de Custo Real ............................................................................. 49 
Tabela 14 - Tabela Caixa .......................................................................................... 49 
Tabela 15 - Tabela de Custo Real ............................................................................. 50 
Tabela 16 - Tabela Caixa .......................................................................................... 50 
Tabela 17 - Tabela de Custo Real ............................................................................. 50 
Tabela 18 - Tabela Caixa ..........................................................................................51 
Tabela 19 - Tabela de Custo Real ............................................................................. 51 
Tabela 20 - Tabela Caixa .......................................................................................... 51 
Tabela 21 - Tabela de Custo Real ............................................................................. 51 
Tabela 22 - Tabela Caixa .......................................................................................... 52 
Tabela 23 - Tabela de Custo Real ............................................................................. 52 
Tabela 24 - Tabela Caixa .......................................................................................... 52 
Tabela 25 - Tabela de Custo Real ............................................................................. 52 
Tabela 26 - Tabela Caixa .......................................................................................... 53 
Tabela 27 - Tabela de Custo Real ............................................................................. 53 
Tabela 28 - Tabela Caixa .......................................................................................... 53 
Tabela 29 - Tabela de Custo Real ............................................................................. 54 
Tabela 30 - Tabela Caixa .......................................................................................... 54 
Tabela 31 - Tabela de Custo Real ............................................................................. 54 
Tabela 32 - Tabela Caixa .......................................................................................... 54 
Tabela 33 - Comparativo dos Custos Finais .............................................................. 55 
Tabela 34 - Resumo dos Resultados dos Custos Finais de Cada Item ..................... 56 
 
 
 
13 
1 INTRODUÇÃO 
 
Para que um empreendimento cresça e seja produtivo é necessário ter uma 
boa administração, feita de forma planejada e organizada. Antes de começar um 
negócio, o empreendedor deve analisar todos os fatores, observar todas as variáveis 
da ideia e materiais para escolher a melhor opção. Este deve acompanhar as 
mudanças no mercado, quais são as inovações, o diferencial do seu negócio para 
com as outras empresas e se vai atingir a margem de lucro necessária para manter a 
empresa funcionando. 
Em qualquer área de atuação, deverá ser feito um planejamento onde será 
estudada a viabilidade da ideia: se há mão-de-obra qualificada para a atividade, 
disponibilidade dos materiais que serão utilizados, se há local disponível para a 
execução e qual será o público alvo. Todos esses itens fazem parte de uma previsão 
de como será executada a ideia e, quando esta é bem definida e bem elaborada, será 
possível alcançar as metas da empresa. Caso sejam necessárias alterações, analisar 
a estrutura de todas as etapas, desde o planejamento prévio até analise final dos 
resultados obtidos para que o planejamento seja feito com qualidade. 
Em qualquer ramo da engenharia, antes de começar executar uma obra será 
feito um planejamento de como ocorrerá a execução das ideias colocadas no projeto. 
O grande problema na construção civil é a falta de planejamento, orçamento 
adequado e controle na execução de um projeto. Em grandes obras, muitos 
engenheiros e arquitetos se preocupam mais com a técnica e menos com a parte do 
orçamento, acabam se perdendo na administração da obra, sendo uma das grandes 
causas de falência das construtoras. 
Para facilitar o trabalho do profissional é elaborando uma planilha de 
orçamento, nela contém uma previa do que será gasto para a execução da obra ao 
longo dos meses, o que irá auxiliar na elaboração das formas de pagamento, de 
administração e na análise da viabilidade econômica. Se não houver um cuidado ao 
criar as planilhas, o valor orçado pode ser insuficiente para cobrir todos os gastos da 
obra, ou pode ser muito elevado em relação às outras empresas, o que fará com que 
esta não esteja entre as empresas concorrentes no mercado. A maioria dos 
engenheiros que exercem a função há mais tempo, não querem elaborar planilhas 
para determinar o custo total da obra. Estes adquirem uma noção do quanto será 
gasto na obra baseados na experiência adquirida ao longo do tempo, fazem uma 
 
 
14 
estimativa de quanto será gasto para a execução de cada tipo de obra. 
Em um processo de construção de um Imóvel financiado pela Caixa 
Econômica Federal, são exigidas previamente uma documentação de orçamentos, 
cronogramas e o memorial construtivo, para este ter um controle de custo das etapas 
da obra a ser realizada. 
Na planilha de orçamento da obra, existem muitos itens que influenciam no 
orçamento final do custo do empreendimento, por isso é essencial analisar os 
detalhes para que o orçamento não seja um valor muito diferente do previsto. O valor 
de cada item pode variar conforme a cidade, empreendimento ou fornecedor, por isso 
devem ser feito uma pesquisa no mercado, avaliando o preço de cada material e o 
serviço a ser prestado. Quando é feito um levantamento do que será utilizado, o 
construtor poderá comparar o que já foi orçado com o que está acontecendo na obra. 
Não podem ser descartados os gastos com a manutenção de alguns serviços, 
pois toda obra necessita de reparos para garantir o aumento da vida útil da mesma. E, 
em alguns casos, será necessária uma restauração de serviços onde serão refeitos 
mesmo depois de pronta a edificação. 
É importante, também, acompanhar o andamento da obra, pois o número de 
funcionários é determinado pela quantidade de serviços a serem executados, para 
determinar a quantidade de horas requeridas por cada trabalhador em um 
determinado serviço. O cronograma físico-financeiro retrata a evolução de serviços ao 
longo do tempo, quantifica mensalmente os serviços já desenvolvidos e os que faltam 
executar. Este irá definir os gastos com a mão-de-obra, materiais e equipamentos, 
antes e durante o andamento da obra. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 
2 ORÇAMENTO DE UMA CONSTRUÇÃO 
 
 
2.1 DEFINIÇÃO DE ORÇAMENTO 
 
Conforme Tognetti (2015) para iniciar a obra, a pessoa irá contratar um 
Engenheiro ou Arquiteto para a elaboração dos projetos, este fará consultorias ao 
cliente para elaborar a obra tão desejada, para atender as ideias e expectativas do 
cliente. Cada projeto tem um custo, desde a elaboração até a execução. Conforme 
Mattos (2014), “O primeiro passo para quem se dispõe a realizar um projeto é estimar 
quanto ele irá custar”. 
Orçamento é um documento onde serão registrados os custos calculados do 
empreendimento, somando todos os gastos relacionados à execução dos serviços 
previstos para atender as especificações técnicas do projeto da obra. Para isso, 
deverá ser feita uma planilha com todas as informações necessárias para estabelecer 
o valor da obra. Quanto mais informações detalhadas, mais preciso será o orçamento 
e mais próximo será do valor real no final da construção. “Por basear-se em 
previsões, todo orçamento é aproximado. Por mais que todas as variáveis sejam 
ponderadas, há sempre uma estimativa associada. O orçamento não tem que ser 
exato, porém preciso.” (MATTOS, 2014). 
Conforme Cordeiro (2007), 
 
O orçamento e o controle de custos são peças básicas no planejamento e a 
partir deles é possível fazer: 
a) análise de viabilidade econômico-financeira do empreendimento; 
b) o levantamento de materiais e de serviços; 
c) o levantamento do número de operários para cada etapa de serviços; 
d) o cronograma físico ou de execução da obra, bem como o cronograma 
financeiro; 
e) o acompanhamento sistemático da aplicação de mão-de-obra e materiais 
para cada etapa deserviço; 
f) Controle da execução da obra. 
 
 Tipos de Orçamento 2.1.1
 
De acordo com Tiasaka (2009) existem duas formas de orçar a construção de 
uma obra, o orçamento estimativo e o definitivo (ou analítico). Alguns engenheiros 
fazem uma estimativa de quanto irá custar, para poder analisar financeiramente se 
 
 
16 
esta será viável ou não, mas este orçamento não é o custo real da obra. Com os 
projetos e os detalhes já definidos para a análise e interpretação do orçamentista, 
será feito o orçamento analítico com o valor previsto para a execução da obra. 
Podemos chamar o orçamento de estimativo quando este é baseado no 
Projeto Básico, sem os itens estarem detalhados e sujeitos a alterações. 
 
Estimativa de custo – avaliação de custo obtida através de estimativa de 
quantidades de materiais e serviços, pesquisa de preços médios e aplicação 
de percentagens estimativas ou coeficientes de correlação, efetuada na etapa 
de estudo preliminar do projeto. (CORDEIRO, 2007) 
 
Já o orçamento definitivo (ou analítico) é calculado conforme o projeto 
executivo contendo todos os dados complementares do projeto definidos. “Orçamento 
analítico ou detalhado – avaliação de custo obtida através de levantamento de 
quantidades de materiais e de serviços e da composição de preços unitários, efetuada 
na etapa de projeto executivo.” (CORDEIRO, 2007) 
 
 
2.2 ELABORAÇÃO DO ORÇAMENTO 
 
Existem elementos básicos que são essenciais para compor um bom 
orçamento. Conforme o Instituto de Engenharia (2011), os projetos devem estar bem 
especificados todos os detalhes para permitir o levantamento dos custos da obra, 
fazendo uma relação de todos os serviços a serem realizados e quantificar os 
insumos. As planilhas com as composições analíticas dos custos unitários; as 
especificações técnicas da obra; o memorial com os processos de execução dos 
serviços; o cronograma físico-financeiro com todos os prazos; são itens que auxiliam 
na constituição de um orçamento. 
Conforme o TCU (2014) é importante avaliar e analisar a viabilidade da 
execução da obra, dos seus componentes e instalações, para escolher a melhor 
solução que atenda as necessidades econômicas, técnicas e ambientais exigidas. 
Devem ser definidos os métodos, prazos e recursos disponíveis para executar o 
projeto, contendo as descrições das características, critérios e parâmetros escolhidos. 
 
 
 
17 
 Planilhas Orçamentárias 2.2.1
 
 A planilha orçamentária é uma ferramenta utilizada para facilitar o 
planejamento da obra, com todos os custos e despesas para a execução desta. É 
utilizada tanto para o controle financeiro do empreendimento como para a verificação 
entre o que está no orçamento e a execução física do projeto. Esta apresentará a 
situação econômico-financeira e a remuneração dos serviços. (TCU, 2014) 
Quando são colocados os serviços de forma detalhada nas planilhas, o 
orçamento se torna mais preciso, evitando futuros problemas no custo e prazo da 
obra. Segundo Mattos (2014), para estabelecer o preço de venda da construção de 
uma obra são levantados todos os custos, sejam custos que afetam direta ou 
indiretamente no orçamento. Serão tabelados em planilhas orçamentárias para o 
controle do orçamentista, pois muitos itens podem influenciar no custo de um 
empreendimento. Juntamente com estes custos, aplicam-se os impostos e a margem 
de lucratividade desejada, obtendo-se assim o preço final. 
 
 Cronograma Físico-Financeiro 2.2.2
 
Conforme o Instituto de Engenharia (2011), o cronograma físico-financeiro 
contém a evolução física e financeira de gastos e faturamentos dos serviços, dentro 
do prazo estipulado da obra, é a representação gráfica do desenvolvimento dos 
serviços ao longo do tempo e o percentual do andamento esperado da obra. Este 
torna possível analisar o andamento das atividades em qualquer momento, definir as 
prioridades e focar em áreas que eventualmente possam estar atrasadas. Também 
pode ser útil para o planejamento da compra de materiais através da comparação do 
que já foi realizado dos serviços com o que falta executar, reduzindo assim estoques 
desnecessários no canteiro (BADRA; FERREIRA, 2016). 
 
 Especificações Técnicas 2.2.3
 
“Texto na qual se fixam todas as regras e condições a serem seguidas pelo 
contratado para a execução de cada um dos serviços da obra” TCU (2014). É a 
descrição completa, feita de forma precisa e ordenada, dos materiais e técnicas de 
execução a serem adotadas no andamento da obra. Tem como finalidade 
 
 
18 
acrescentar detalhes para o projeto, trazendo novas informações em forma de 
documentos e texto, sendo que grande quantidade de informações gerenciadas 
durante a obra podem provocar confusão, esquecimento ou modificação de critérios. 
Para uma definição clara e objetiva, é fundamental definir o tipo e fabricante dos 
produtos, e forma de execução dos serviços (CONSTRUFACIL, 2016). 
 
 Memorial Descritivo 2.2.4
 
O memorial descritivo caracteriza criteriosamente todos os materiais e 
componentes envolvidos em forma de texto, apresenta o sistema construtivo 
escolhido. Este deve definir as especificações do projeto e relatar informações para 
auxiliar na formação das planilhas com as particularidades da obra. (DISTRITO 
FEDERAL, 2012) 
 
 Visita Técnica 2.2.5
 
Segundo Martins (2015) a visita técnica é de extrema necessidade em 
qualquer tipo de obra, seja antes da execução ou durante, para evitar futuras 
dificuldades na obra que poderiam ser evitadas. Através da visita prévia, será 
analisado o terreno, os projetos, as condições ambientais, os estados de vias de 
acesso da futura obra, verificação de disponibilidade de equipamento, materiais e 
mão de obra na região. É importante registrar o local e alguns pontos chaves, tirar 
fotografias e fazer anotações para consultas posteriores. Todas essas informações 
serão essenciais para um levantamento de dados prévio sobre o local e a região que 
será executada a construção. 
 
 
2.3 PLANEJAMENTO E CONTROLE NA EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS 
 
O planejamento em uma obra deve estar ligado ao controle da execução dos 
serviços, assim como os projetos (hidráulico, elétrico, arquitetônico, estrutural, etc.) 
devem estar interligados entre si, para gerenciar todas as informações dos 
procedimentos e, assim, evitar dificuldades maiores na hora da execução, que é o 
momento onde surgem os imprevistos da obra (LIMMER, 2013). 
 
 
19 
 Planejamento 2.3.1
 
Ao estudar a ideia de novos empreendimentos, deve-se analisar a viabilidade 
técnico-econômica para que o negócio seja bem-sucedido. Se for viável, poderá dar 
início ao planejamento com as informações financeiras detalhadas e a programação 
físico-financeira do empreendimento (GOLDMAN, 2004). 
Conforme TCU (2014), não há como elaborar um orçamento sem antes 
estarem prontos os projetos de engenharia da construção, contendo todas as 
informações necessárias e aprovadas por lei, para que seja possível o planejamento 
da avaliação do custo da obra, dos métodos construtivos e dos prazos de execução. 
 
 Controle da Obra 2.3.2
 
O orçamentista deve acompanhar o andamento dos serviços, comparar os 
que foram colocados como já executados nas planilhas com o realizado em campo, e 
analisar os que ainda deverão ser feitos. O controle irá auxiliar, também, na 
identificação da quantidade de perdas de materiais e reajustar o orçamento conforme 
a necessidade para a finalização da obra. E caso seja necessário, será adotado 
algumas alterações no projeto inicial, na planilha orçada e no cronograma da obra. 
(MATTOS, 2014). 
 
2.3.2.1 Imprevistos da Obra 
 
Não podemos descartara possibilidade de eventuais situações atrasarem o 
andamento da obra. As chuvas que atrapalham o andamento da obra; as condições 
do solo e problemas de fundação ou na estrutura; erro na execução de um serviço; 
perdas por falta de mão-de-obra qualificada; compra errada dos materiais ou falta de 
material disponível; são alguns dos fatores de risco que devem ser considerados no 
planejamento, pois podem afetar o cronograma e, consequentemente, o gasto da 
obra (CORDEIRO, 2007). 
 
 
20 
3 COMPOSIÇÃO DE CUSTOS 
 
A composição dos custos exige tempo, não há como fazer um levantamento 
dos custos dos insumos em minutos. Deve ser elaborado de forma a retratar a 
realidade do projeto, pois cada orçamento varia conforme a política de cada empresa, 
as condições locais de cada cidade e a necessidade de cada projeto. (MATTOS, 
2014) 
 
 
3.1 CUSTOS E DESPESAS 
 
Na hora de compor um orçamento, existe diferença na classificação dos 
custos e despesas, estes poderão ser colocados separados nas planilhas. 
 
[...] Custo é a soma dos gastos incorridos e necessários para a produção ou a 
prestação de serviços previstos no objeto social da entidade. Despesa é o 
valor gasto com bens e serviços relativos à manutenção da atividade da 
empresa [...] (TCU, 2014). 
 
Ou seja, custo é aquilo que será gasto para a execução bruta da obra, como 
materiais, mão-de-obra e equipamentos. Já a despesa, é o gasto que o Engenheiro 
ou a Construtora têm com serviços que afetam indiretamente na execução da obra, 
como a administração local, imprevistos que podem ocorrer na obra, lucro do 
engenheiro e impostos. 
 
 Custos Diretos 3.1.1
 
Os custos diretos que são inseridos na sua composição: a mão de obra 
aplicada, os materiais que serão utilizados, equipamentos empregados, 
subempreiteiros contratados para a obra, etc. Ainda poderão ser incluídos nos custos 
diretos: operadores de máquina, combustível, custo com manutenção e mobilização 
das mesmas. Os recursos referentes aos Custos Diretos possuem certa 
proporcionalidade com a produção, por exemplo: se aumentar a quantidade da mão 
de obra aplicada, teoricamente os serviços serão realizados em menor tempo. 
(ENGWHERE, 2016) 
 
 
21 
Todos os gastos relacionados ao custo direto, são aqueles que estão ligados 
diretamente ao produto final. Para a composição do mesmo, será usado o 
levantamento de insumos com as suas dimensões, o número de horas necessárias 
para cada tipo de trabalhador e as horas dos equipamentos que serão utilizados. 
(CONSTRUÇÃO MERCADO, 2009) 
 
 Custos Indiretos 3.1.2
 
Nem todos os gastos na construção civil se resumem em materiais e mão-de-
obra no canteiro, existem gastos que são indiretamente ligados a uma obra e que 
também devem ser considerados para evitar prejuízo ao engenheiro ou a construtora. 
De acordo com o Instituto de Engenharia (2011), podemos classificar os custos 
indiretos como gastos com infraestrutura para apoio à execução da obra. Os 
principais custos indiretos são: alojamento, almoxarifado, canteiro de obras, 
administração local, mobilização e desmobilização. 
 
 Planilha Orçamentária 3.1.3
 
Para compor um serviço em uma planilha, deve ser considerado tudo o que 
faz parte desse item. O orçamentista deverá analisar cada material que será utilizado 
para a execução do projeto para elaborar as planilhas de forma detalhada. O 
levantamento da quantidade de cada material deve ser de acordo com a dimensão 
característica do serviço: m, m², m³, Kg, peça ou adimensionais (serviços pagos por 
unidade). Depois de levantado o serviço, a quantidade calculada será multiplicada 
pelo preço no mercado formando assim o valor de cada item e que somados formam 
o custo total bruto da obra (sem as despesas indiretas). (MATTOS, 2014) 
 
3.1.3.1 Levantamento dos quantitativos 
 
Para a compra de materiais, devem ser levantados os serviços a serem 
executados e calcular a quantidade necessária de cada item que o compõe. Com 
base nesse levantamento que dará início a formação do orçamento da obra. Por 
exemplo, para fazer o levantamento de placas cerâmicas para o revestimento do piso, 
deve ser considerada a área total a ser revestida. O número de peças depende da 
 
 
22 
área a ser revestida, das dimensões da cerâmica e formatos escolhidos. Nunca se 
deve comprar o valor exato de um material devido a quebras ou reposições, 
geralmente soma-se 10% a mais do total. 
Para melhor entendimento, conforme Associação Brasileira de Cimento 
Portland, um exemplo de levantamento quantitativo de materiais para o revestimento 
cerâmico do piso, com área de 3,75m² (2,5 x 1,5). 
Para o cálculo de consumo de materiais, o modelo da peça escolhida tem 
dimensões 10x10 cm, ou seja, 0,01 m². Para o assentamento das peças, é necessário 
passar uma camada de argamassa colante1 sobre o contra piso antes de colocar a 
cerâmica. Depois de colocadas, é passada a argamassa de rejuntamento2 entre as 
peças. O rejunte recomendado para esse tamanho de cerâmica é de 3 mm e a 
espessura é equivalente a 8 mm. 
 
Peças cerâmicas: 3,75 m² / 0,01 m² = 375 peças 
 
Argamassa colante: 3,75 m² x 4,5 kg/m² = 16,88 kg 
 
Argamassa de rejuntamento: 3,75 m² x 0,95 kg/m² = 3,56 kg 
 
 
Acrescentando 10% nos materiais devido a eventuais perdas: 
 
Peças cerâmicas: 375 + 10% = 413 peças 
 
Argamassa colante: 16,88 kg + 10% = 18,57 kg 
 
Argamassa de rejuntamento: 3,56 + 10% = 3,92 kg 
 
 
3.1.3.2 Composição dos Itens 
 
Após o levantamento, poderá ser utilizado os quantitativos para formar os 
insumos da tabela. Os itens que compõe uma planilha orçamentária são os insumos 
necessários para a execução de determinado serviço, todos os materiais, 
equipamentos e mão-de-obra. Por exemplo, 
 
 
1
 Para peças cerâmicas com área até 0,04 m² é utilizada a de 4,5kg/ m²; de 0,04 a 0,09 m², utiliza a de 
6 kg/m²; e peças com mais de 0,09 m² é utilizada a argamassa de 9 kg/m². 
2
 É tabelado o rejunte por kg/m² de acordo com o tamanho da peça e a largura da junta. 
 
 
23 
[...] pra assentar o piso da cozinha, você precisa de algumas horas de 
azulejista, um pouco de argamassa colante, uns quilos de rejunte e vários 
metros quadrados de placas cerâmicas. Se você pegar todos os insumos que 
foram utilizados para revestir o piso da cozinha e dividir pela área dela, você 
terá a composição do serviço “revestimento de piso em placas cerâmicas” por 
metro quadrado (TOGNETTI, 2011). 
 
Conforme Tognetti (2011) “É considerado insumo a hora do pedreiro, o tijolo, 
o quilo do cimento, o dia da máquina de terraplenagem, a hora do servente, o metro 
quadrado de placas cerâmicas.” Compõe o que chamamos de insumos: 
 
 A quantidade de material por m²: pedra, areia, cimento, portas, janelas, 
tijolos; 
 Sendo esta executada por uma quantidade X de mão-de-obra: pedreiro, 
servente, carpinteiro, armador, pintor; 
 Cada uma usando os equipamentos necessários para determinado tipo 
de serviço: betoneira, furadeira, escavadeira; (TOGNETTI, 2015) 
 
3.1.3.3 Produtividade 
 
O número de funcionários determina o tempo necessário para a conclusão de 
um serviço, quanto mais funcionários, mais rápida será a execução do mesmo. A 
produtividade da mão-de-obra no canteiro afeta diretamente a composição dos 
custos, uma vez que a quantidade de horas que um funcionário exerce tal função 
determina o quanto você irá pagar pelo serviço ou quantos funcionários serão 
necessários para terminar os serviços no prazo estabelecido. (MATTOS, 2014) 
Mas isso depende, há vários fatores que interferem e consequentemente faz 
diferença na produtividade, como por exemplo: rapidezdo funcionário na execução de 
um serviço, qualidade do trabalho e imprevistos da obra. 
 
 Encargos Sociais e Trabalhistas 3.1.4
 
O custo de um trabalhador para o empregador não pode ser levado em conta 
apenas o seu salário base, o custo real se dá por um valor bastante superior a este. O 
empregador arca com diversos encargos sociais e trabalhistas de acordo com a 
legislação que se somam ao salário do funcionário (MATTOS, 2014). 
 
 
24 
Segundo Tisaka (2016), a lei brasileira, após a reforma da Constituição de 
1977, proporcionou vários benefícios aos trabalhadores, que antes ficavam a critérios 
dos empregadores. Essas despesas, como eram de caráter voluntario da empresa, 
entravam no orçamento como despesas e indiretas e faziam parte da composição do 
BDI (Bonificação e Despesas Indiretas). 
Após a lei 7.418/87 e decreto 95.247, tornou-se obrigatório a gratuidade do 
transporte entre a residência e o local de trabalho, entre outros benéficos como 
alimentação e fornecimento de EPI (Equipamento de Proteção Individual). Esses 
benefícios se constituem em Encargos Complementares de mão de obra, portanto 
deixaram de serem Despesas para se tornarem Custos Diretos (TISAKA, 2016). 
 
 BDI (Benefícios e Despesas Indiretas) 3.1.5
 
Segundo CREA-MG (2007), o BDI (Bonificação ou Benefícios e Despesas 
Indiretas) é um percentual relativo às despesas indiretas, incidindo sobre os custos 
diretos de maneira geral, com objetivo de dar maior precisão ao preço de venda de 
um serviço ou produto. É expresso em percentual, representa a parte do preço do 
serviço formado pela recompensa do empreendimento, denominado lucro estimado. 
Este pode ser calculado já incluso as despesas administrativas e impostos sobre o 
faturamento. A equação 1 apresenta a fórmula utilizada para o cálculo do BDI, que é 
expresso em % (FLORENCIO, 2016). 
 
 100 x 1
T)(1
L) + (1 x R) + (1 x DF) + (1 x AC)+ 1
BDI 













 (eq. 1) 
 
Onde: 
 
AC | Administração Central – Percentual incluído no contrato para suprir gastos 
gerais que a empresa efetua com a sua administração, tais como: aluguel da sede, 
salários dos funcionários da sede, material de expediente, entre outros. 
 
 
 
25 
DF | Despesas Financeiras – Despesas financeiras são gastos relacionados à perda 
monetária decorrente da defasagem entre a data do efetivo desembolso e a data da 
receita correspondente. 
 
R | Garantias, Riscos, Seguros e Imprevistos – Percentual incluído no contrato 
para suprir gastos com imprevistos, riscos etc. 
 
L | Lucro – Percentual incluído no contrato referente ao lucro pretendido. 
 
T | Tributos – Somatório do COFINS, PIS e ISS. 
 
O BDI varia conforme a obra e o cálculo do orçamentista, pois é ele quem 
determina as taxas de cada item. Serão levantadas todas as porcentagens dos gastos 
que afetam indiretamente o custo da execução de uma obra, conforme a tabela 1, os 
quais serão aplicados no custo total ou parcial no orçamento3. 
 
Tabela 1 - Tabela de porcentagens para a composição do BDI 
COMPOSIÇÃO DO BDI 
SIGLA ITEM PORCENTAGEM 
AC Administração Central 4,89% 
 DF Despesas Financeiras 0,59% 
R Garantia / Risco / Seguro 1,19% 
L Lucro 6,95% 
 
COFINS 3,00% 
 
ISS 5,00% 
 
PIS 0,65% 
T Tributos (soma) 8,65% 
TT Total do BDI 25,00% 
 
Fonte: Florencio (2016). 
Nota: A tabela 1 é um exemplo de cálculo de BDI, onde foram aplicadas as porcentagens definidas 
pelo orçamentista. 
 
3
 No anexo A mostra a tabela com as taxas mínimas e máximas consideradas. 
 
 
26 
3.2 DETERMINAÇÃO DO PREÇO 
 
Conforme TCU (2014), o valor da obra pago pelo contratante é o preço final 
definido pelo contratado a partir de um somatório do total do custo da obra, acrescido 
da remuneração e das despesas indiretas do construtor. Conforme Tiasaka (2009), a 
equação 2 representa o cálculo do preço de venda contando todos os gastos e o lucro 
do empreendimento, expresso em R$. 
 







100
BDI
 1 x CD PV
 (eq. 2) 
 
Onde: 
 
PV | Preço de Venda – O preço de venda é o resultado da aplicação de uma 
margem do BDI sobre o custo direto calculado na planilha de custos. 
 
BDI | Benefício e Despesas Indiretas – é a % cobrada composta de todos 
os gastos indiretos, garantias, tributos e a remuneração pela realização do 
empreendimento. 
 
CD | Custo Direto – custo direto da obra ou do serviço de engenharia 
 
O preço de venda varia em função do planejamento do empreendimento, 
localização, tamanho do serviço e outras inúmeras variáveis (CREA-MG, 2007). Para 
o empreendedor que queira aumentar sua lucratividade e manter seu produto 
competitivo, necessita estudar diferentes estratégias de diminuição de custos sem 
perder a qualidade. 
Segundo Pius (2016), para elaboração do preço final da obra, somente os 
procedimentos tradicionais não são suficientes para manter a empresa na competitiva 
economia atual. Estas têm mudado suas metodologias de determinação de preços, as 
quais obrigam o empreendedor a se adequar. O mercado determina a qualidade e o 
preço do produto a ser consumido, faz o lucro ser a diferença entre o preço de 
mercado e os custos da obra. 
 
 
27 
4 FINANCIAMENTO 
 
O Financiamento é um contrato entre um cliente e uma instituição financeira 
com uma destinação especifica para os recursos, nesse caso para aquisição de um 
imóvel. A modalidade de financiamento habitacional é utilizada para três objetivos: 
compra, reforma ou construção de um imóvel (BRASÍLIA, 2016). Para obtenção do 
credito há duas formas, a mais tradicional criada pelo governo em 1964, o Sistema 
Financeiro de Habitação (SFH), criado e regulamentado pela lei n° 4.380, de 21 de 
agosto de 1964. A maioria dos financiamentos imobiliários do Brasil são regidos por 
esse sistema. Os recursos empregados são provenientes da poupança, ou são 
repassados pelo FGTS. E outro é o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), 
criado e regulamentado pela lei n°9.514, de 20 de novembro de 1997. Esse sistema 
rege os financiamentos que não se adequam aos financiamentos do SFH, tem como 
principais fontes de recursos os grandes investidores institucionais, como, fundos de 
pensão, fundos de renda fixa, companhias seguradoras e bancos de investimento. 
(MONEY, 2016) 
 
 
4.1 MINHA CASA MINHA VIDA 
 
O programa MCMV é a maior iniciativa para o acesso a casa própria já criada 
pelo Brasil. O programa prevê diversas formas de atendimento as famílias que 
necessitam de moradia, considerando a localização do imóvel, na cidade e no campo, 
renda familiar e valor do imóvel. Além de oferecer a facilidade na obtenção da 
moradia popular, o programa também contribui para geração de empregos e renda 
para a construção civil. (BRASIL, 2016) 
O programa se divide em quatro faixas de renda e cada faixa tem condições e 
características diferentes. A faixa 1 produz empreendimentos habitacionais para 
famílias com renda mensal de até R$1.800,00. O imóvel pode ter até 90% do valor 
custeado pelo programa, para se adequar a essa faixa necessita atender alguns 
critérios e passar por uma seleção. As famílias são escolhidas conforme o grau de 
necessidade, a seleção é feita pela prefeitura, sendo os critérios principais definidas 
pelas mesmas. Algumas dão preferência para famílias que moram na proximidade 
dos empreendimentos, outras para famílias que moram em áreas de risco. 
 
 
28 
Conforme a tabela 2 que segue abaixo, a faixa 1,5 que é destinada a famílias 
com renda até R$2.350,00, oferece subsídios de até R$45.000,00 no casode 
financiamento de imóveis de até R$135.000,00, variando o valor máximo para cada 
cidade. A faixa 2, que é destinada para famílias com renda entre R$2.351,00 e 
R$3.600,00, permite o subsídio de até R$27.500,00 e com juros de 6% a 7% ao ano. 
A última faixa do programa, a faixa 3, são para famílias com a renda acima de 
R$3.600,00 até R$6.500,00, com taxas de juros de 8,16% ao ano, reduzidas em 
relação ao mercado. (BRASIL, 2016) 
 
Tabela 2- Tabela das faixas de renda 
Faixa de Renda 
Limite de Renda 
Taxa de Juros 
nominal 
De (R$) Até (R$) (% a.a.) 
Faixa 1,5 - 2.350,00 5,50 
Faixa 2 
2.350,01 2.700,00 6,00 
2.700,01 3.600,00 7,00 
Faixa 3 3.600,01 6.500,00 8,16 
 
Fonte: Adaptada da Caixa Econômica Federal (2016) 
 
 De acordo com a Caixa Econômica Federal (2016), as famílias que entram 
no programa a partir da faixa 1,5 precisam apenas da aprovação de credito da Caixa 
e atender os seguintes critérios: 
 
 Não ser proprietário ou promitente comprador de unidade habitacional; 
 Não ter financiamento ativo no SFH (Sistema Financeiro de Habitação); 
 Não ter recebido benefício habitacional para o MCMV (Minha Casa Minha 
Vida); 
 A renda deve ser compatível com o programa e a modalidade. 
 Não ser devedor do governo federal ou estar no CADIN (Cadastro informativo 
de créditos não quitados do setor público federal). 
 
 
 
 
29 
4.2 SINAPI (Sistema Nacional de Pesquisas de Custos e Índices da Construção 
Civil) 
 
Para a orçamentação de obras com recursos federais, é adotado o SINAPI 
como referência de custos oficiais com valores e serviços que serão utilizados. 
Conforme estabelecido pela Caixa Econômica Federal de Brasília (2014) O SINAPI, 
Sistema Nacional de Pesquisas de Custos e Índices da Construção Civil informa 
mensalmente tabelas com os preços dos insumos, os índices e custos dos serviços. 
Utilizado principalmente como um limitador de preços para serviços contratados pela 
União, e como base para os engenheiros na elaboração dos orçamentos prévios. A 
Caixa Econômica Federal e o IBGE compartilham a gestão desse sistema, a Caixa 
sendo responsável pela área técnica de engenharia, como levantamento de insumos, 
composição de serviços e processamento de dados, e o IBGE, pela elaboração dos 
índices, pesquisa mensal de preços e tratamento de dados. 
 
 
4.3 EXIGÊNCIAS PARA O FINANCIAMENTO 
 
Para liberação de um financiamento para a execução de uma obra, os bancos 
exigem a apresentação de um cronograma físico-financeiro juntamente com os 
projetos, planilha orçamentaria e memorial descritivo da obra. Dando assim a garantia 
que os recursos serão efetivamente usados na construção do imóvel (BADRA; 
FERREIRA, 2016). 
As planilhas orçamentarias são de vários modelos diferentes, sendo algumas 
padronizadas pelos bancos que financiarão a obra em questão. Algumas planilhas, 
mais detalhadas separam custos de mão de obra, materiais e equipamentos (PONTA 
GROSSA, 2016). 
 
 
 
30 
5 METODOLOGIA 
 
 
5.1 MÉTODO DE ABORDAGEM 
 
Para a realização do estudo de caso foi elaborado uma planilha orçamentária da 
construção de uma residência unifamiliar financiada pela Caixa Econômica Federal, 
que será comparada com a entregue pelo Engenheiro à CEF4. 
 
 Técnicas De Pesquisa 5.1.1
 
Para o acompanhamento dos custos da obra e a comparação dos resultados, 
as informações foram captadas através de: 
 
a. Registros fotográficos da obra escolhida; 
b. Projetos utilizados na execução das obras; 
c. Memoriais descritivos dos projetos; 
d. Cronogramas físico-financeiros; 
e. Elaboração e análise de planilhas eletrônicas; 
f. Relatórios de registros financeiros de entrada e saída de materiais nas obras; 
g. Registros financeiros dos insumos e materiais dos serviços terceirizados; 
 
 
5.2 OBRA ESCOLHIDA 
 
A obra escolhida está localizada no município de Guarapuava – Paraná, na 
Rua Dezessete de Julho, bairro Boqueirão, número 3144, medindo 59,13m² de área 
útil e 66,22m² de área construída. A residência é dívida em 2 quartos, 1 escritório, 1 
banheiro, sala, cozinha, lavanderia. Esta foi acompanhada desde a fase de avaliação 
do projeto, da terraplanagem, construção, acabamentos até a averbação da obra 5. 
 
 
4
 CEF – Caixa Econômica Federal 
5
 Para este estudo foi considerado alguns serviços terceirizados que incluem materiais e mão-de-obra. 
 
 
31 
 
FIGURA 1 - Projeto Arquitetônico 
Fonte: Engenheiro responsável (2016). 
 
 
32 
 
FIGURA 2 - Corte AA 
Fonte: Engenheiro responsável (2016). 
 
 
 
FIGURA 3 - Corte BB 
Fonte: Engenheiro responsável (2016). 
 
 
33 
 
 
FIGURA 4 - Elevação Frontal 
Fonte: Engenheiro responsável (2016). 
 
 
 
FIGURA 5 – Situação 
Fonte: Engenheiro responsável (2016). 
 
 
34 
 
FIGURA 6 - Cobertura e Implantação 
Fonte: Engenheiro responsável (2016). 
 
 
35 
 Fotos da Obra 5.2.1
 
Abaixo estão as fotos da obra escolhida para análise, conforme cada etapa da 
sua execução. 
 
 
FIGURA 7 – Locação 
Fonte: Autores (2016). 
 
 
FIGURA 8 - Baldrame e Aterro 
Fonte: Autores (2016). 
 
 
36 
 
FIGURA 9 - Alvenaria 
Fonte: Autores (2016). 
 
 
FIGURA 10 - Verga e Contra-vergas 
Fonte: Autores (2016). 
 
 
FIGURA 11 - Viga Cinta 
Fonte: Autores (2016). 
 
 
37 
 
 
FIGURA 12 - Madeiramento da Cobertura 
Fonte: Autores (2016). 
 
 
FIGURA 13 e 14- Corte e Chumbamento de Eletrodutos 
Fonte: Autores (2016). 
 
 
38 
 
FIGURA 15 - Reboco externo 
Fonte: Autores (2016). 
 
 
FIGURA 16 - Reboco Interno 
Fonte: Autores (2016). 
 
 
39 
 
 
FIGURA 17 e 18 - Telhamento 
Fonte: Autores (2016). 
 
 
FIGURA 19 - Massa Corrida 
Fonte: Autores (2016). 
 
 
40 
 
FIGURA 20 e 21 - Forro Interno e Externo 
Fonte: Autores (2016). 
 
 
FIGURA 22- Acabamento 
Fonte: Autores (2016). 
 
 
 
 
41 
 Memorial Descritivo 5.2.2
 
O memorial descritivo mostra todas as escolhas feitas pelo proprietário do 
Imóvel financiado, descreve como será a obra, a escolha do método construtivo, tipos 
de materiais e acabamentos. 
 
QUADRO 1 - Memorial Descritivo 
 
 
 
 
 
 
42 
 
 
 
 
43 
 
 
Fonte: Engenheiro responsável (2016). 
 
 
 
44 
 Planilha da Caixa 5.2.3
 
A planilha orçamentária da CEF do imóvel escolhido para o estudo está no 
anexo B, contendo todos os valores e itens inclusos para a construção do imóvel 
financiado, a qual foi avaliada para que estes itens estejam de acordo com o valor 
estipulado pelo Programa Minha Casa, Minha Vida. 
Esta não separa os valores de mão de obra dos materiais utilizados, 
apresentando apenas um valor por total por item. A cada etapa é apresentado um 
peso (%) para cada serviço, que é a relação do valor da etapa com o valor total. 
Exemplo: 
 
𝑅$4.638,88 ( 𝐼𝑛𝑓𝑟𝑎𝑒𝑠𝑡𝑟𝑢𝑡𝑢𝑟𝑎) 
𝑅$63.416,85 (𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑑𝑎 𝑜𝑏𝑟𝑎)
× 100 = 7,31% 
(eq. 3) 
 
5.2.3.1 Cronograma 
 
O cronograma, apresentado no anexo B, contém todos os itens da planilha 
orçamentária de forma resumida. É expresso em porcentagens, as quais mostram a 
quantidade executada de cada serviço que está sendo feito e os valores gastos 
mensalmente durante a obra. 
 
 Planilha Orçamentária de Custos Reais 5.2.4
 
A planilha elaborada contém todos os itens gastos na obra com os valores 
reais para a comparação com o previsto para o financiamento da caixa. Esta é 
dividida em 15 etapas,compõe serviços de cada parte da residência construída 
conforme o anexo C. A tabela é dividida em serviços, a quantidade de cada item de 
acordo com a unidade: m², m³, unidade, kg, etc.; valores unitários; o valor total; a mão 
de obra; e o peso de cada item de acordo com o total. 
Como o valor da mão de obra não é divido por etapas, diferentemente da 
planilha da CEF, para uma melhor visualização dos valores obtidos, o valor da mão 
de obra foi divido pelas etapas de acordo com o peso de cada uma em relação ao 
valor total. Para o cálculo da mão de obra por etapa, foi utilizada a equação 4. 
 
 
45 
 
𝑀𝐸
𝑇𝑀
× 𝑉𝑀𝑂𝑇 = 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑑𝑎 𝑀ã𝑜 𝑑𝑒 𝑜𝑏𝑟𝑎 𝑑𝑎 𝑒𝑡𝑎𝑝𝑎 
(eq. 4) 
Sendo: 
 
ME | Materiais da Etapa – O valor dos materiais da etapa a ser calculada. 
 
TM | Total dos Materiais – O custo total dos materiais de todas as etapas. 
 
VMOT | Valor da Mão de Obra Total – O custo total da mão de obra que foi 
utilizada (demonstrado na equação 5). 
 
 
 Comparação das Planilhas 5.2.5
 
Serão apresentadas as planilhas decompostas por item, para a comparação 
do valor de cada serviço na planilha da caixa e o gasto na execução da obra. A mão 
de obra utilizada para a execução dos serviços da obra, desde a fundação até o 
acabamento, foi realizada por empresas terceirizadas. 
Conforme fórmula abaixo, o custo geral da mão da obra utilizada foi calculado 
em R$ 300,00 por metro quadrado construído (66,22 m²), resultando em um total de 
R$ 19.866,00. Nesse valor não estão inclusos a mão de obra para a limpeza do 
terreno, a pintura e a instalação do Padrão de Energia Elétrica que foram computados 
separadamente do valor do contrato. 
 
Área total construída x valor da mão de obra por m² 
 = Custo da mão de obra total (eq.5) 
 
A seguir será dividido as planilhas por serviço estão dividas as planilhas para 
comparação, a primeira sendo a de custos reais e a segunda é a entregue pelo 
engenheiro à Caixa Econômica Federal. 
 
 
 
 
46 
a) Serviços Preliminares 
 
Tabela 3 - Tabela de Custo Real 
 
Fonte: Autores (2016) 
 
Tabela 4 - Tabela Caixa 
 
Fonte: Engenheiro Responsável (2016) 
 
b) Infraestrutura 
 
Tabela 5 - Tabela de Custo Real 
 
Fonte: Autores (2016) 
 
Tabela 6 - Tabela Caixa 
 
Fonte: Engenheiro Responsável (2016) 
 
 
 
47 
Observação: alguns itens que foram utilizados, como a Forma de Madeira 
para caixaria, são de reutilização de outras obras vizinhas que estão sendo 
executadas pela mesma empresa. Mas para efeito de cálculo e para uma melhor 
visualização, os mesmos foram imputados na Planilha de Custos Reais. 
 
c) Supraestrutura 
 
Tabela 7 - Tabela de Custo Real 
 
Fonte: Autores (2016) 
 
Tabela 8 - Tabela Caixa 
 
Fonte: Engenheiro Responsável (2016) 
 
Observação: materiais como Areia Branca e Pedra Brita, tiveram suas 
quantidades aproximadas para ser possível a separação dos mesmos entre os 
diferentes serviços, como: estacas, vigas baldrames, pilares, vigas cintas, vergas e 
contra-vergas. Em razão da compra desses materiais ser feita em quantidades 
fechadas, o entendimento do custo por etapa seria impossível se fosse apresentado a 
quantidade total adquirida para a obra. 
 
 
 
 
 
 
 
 
48 
d) Paredes e Painéis 
 
Tabela 9 - Tabela de Custo Real 
 
Fonte: Autores (2016) 
 
Tabela 10 - Tabela Caixa 
 
Fonte: Engenheiro Responsável (2016) 
 
Observação: A diferença entre os valores deste serviço nas planilhas acima é 
um valor considerável, mas esse valor é compensado em outros serviços, onde a 
planilha real tem um valor final acima do que foi considerado na planilha da caixa. 
Como por exemplo, a diferença no valor final entre as planilhas nos serviços de forro 
e cobertura. 
 
e) Esquadrias 
 
Tabela 11 - Tabela de Custo Real 
 
Fonte: Autores (2016) 
 
 
49 
Tabela 12 - Tabela Caixa 
 
 
Fonte: Engenheiro Responsável (2016) 
 
Observação: os vidros não aparecem separadamente na Planilha de Custos 
como da Caixa Econômica, estão inclusos no valor de cada esquadria, pois estes são 
vendidos juntamente com estas. 
 
f) Cobertura 
 
Tabela 13 - Tabela de Custo Real 
 
Fonte: Autores (2016) 
 
Tabela 14 - Tabela Caixa 
 
Fonte: Engenheiro Responsável (2016) 
 
 
 
 
 
 
 
50 
g) Revestimento Interno e Externo 
 
Tabela 15 - Tabela de Custo Real 
 
Fonte: Autores (2016) 
 
Tabela 16 - Tabela Caixa 
 
 
Fonte: Engenheiro Responsável (2016) 
 
h) Forro 
 
Tabela 17 - Tabela de Custo Real 
 
Fonte: Autores (2016) 
 
 
 
51 
Tabela 18 - Tabela Caixa 
 
Fonte: Engenheiro Responsável (2016) 
 
i) Pintura 
 
Tabela 19 - Tabela de Custo Real 
 
Fonte: Autores (2016) 
 
Tabela 20 - Tabela Caixa 
 
Fonte: Engenheiro Responsável (2016) 
 
j) Revestimento de Piso 
 
Tabela 21 - Tabela de Custo Real 
 
Fonte: Autores (2016) 
 
Observação: O rodapé foi incluso neste item, mas na planilha da caixa está 
nos acabamentos, pois este foi calculado junto com o item de Piso Cerâmico. 
 
 
 
52 
Tabela 22 - Tabela Caixa 
 
Fonte: Engenheiro Responsável (2016) 
 
k) Acabamentos 
 
Tabela 23 - Tabela de Custo Real 
 
Fonte: Autores (2016) 
 
Tabela 24 - Tabela Caixa 
 
Fonte: Engenheiro Responsável (2016) 
 
l) Instalações Elétricas e Telefônicas 
 
Tabela 25 - Tabela de Custo Real 
 
Fonte: Autores (2016) 
 
 
 
53 
Tabela 26 - Tabela Caixa 
 
Fonte: Engenheiro Responsável (2016) 
 
m) Instalações Hidráulicas 
 
Tabela 27 - Tabela de Custo Real 
 
Fonte: Autores (2016) 
 
Tabela 28 - Tabela Caixa 
 
 
Fonte: Engenheiro Responsável (2016) 
 
 
 
 
54 
n) Louças e Metais 
 
Tabela 29 - Tabela de Custo Real 
 
Fonte: Autores (2016) 
 
Tabela 30 - Tabela Caixa 
 
Fonte: Engenheiro Responsável (2016) 
 
o) Outros serviços 
 
Tabela 31 - Tabela de Custo Real 
 
Fonte: Autores (2016) 
 
Tabela 32 - Tabela Caixa 
 
Fonte: Engenheiro Responsável Autores (2016) 
 
Observação: há uma diferença de valores neste item, pois não foi incluso o Gradil na 
planilha da Caixa Econômica. Este item não entra no orçamento para o financiamento 
da Caixa. 
 
 
 
 
55 
5.2.5.1 Comparação do Resultado Final das Planilhas 
 
As planilhas apresentaram pouca diferença no valor total, em alguns itens 
houve uma maior disparidade, mas também houve uma compensação entre outros 
itens orçados. Segue abaixo a tabela comparativa do total do custo da obra, e a 
seguir a planilha resumo dos valores de cada item das planilhas e o gráfico 
comparativo do peso de cada item. 
 
Tabela 33 - Comparativo dos Custos Finais 
PLANILHA CUSTO TOTAL DA OBRA CUSTO POR M² 
Caixa R$ 63.416,85 R$ 957,67 
Real R$ 59.036,21 R$ 891,11 
 
Fonte: Autores (2016) 
 
 
 
56 
Tabela 34 - Resumo dos Resultados dos Custos Finais de Cada Item 
Item Serviço 
CAIXA REAL 
R$ % R$ % 
01 
Serviços preliminares e 
gerais 
2.500,00 3,94 3.468,07 5,88 
02 Infra-estrutura 4.638,88 7,31 4.852,64 8,22 
03 Supra-estrutura 8.002,50 12,62 2.953,44 5,01 
04 Paredes e painéis 6.362,00 10,03 3.635,82 6,16 
05 Esquadrias 3.950,00 6,23 7.079,39 12,00 
06 Vidros e plásticos 1.554,00 2,45 - - 
07 Coberturas 5.650,00 8,91 6.151,16 10,43 
08 Impermeabilizações 13,92 0,02 - - 
09 Revestimentos internos 5.821,00 9,18 8.465,18 14,34 
10 Forros 1.360,00 2,14 3.237,37 5,49 
11 Revestimentosexternos 3.297,25 5,20 - - 
12 Pintura 3.716,38 5,86 3.969,89 6,73 
13 Pisos 5.386,92 8,49 4.584,19 7,77 
14 Acabamentos 864,00 1,36 527,75 0,89 
15 
Instalações elétricas e 
telefônicas 
2.570,00 4,05 3.446,15 5,84 
16 Instalações hidráulicas 2.450,00 3,86 3.133,63 5,31 
17 
Instalações de esgoto e 
águas pluviais 
2.360,00 3,72 - - 
18 Louças e metais 2.640,00 4,16 1.923,88 3,26 
19 Complementos 280,00 0,44 1.628,49 2,76 
 
Fonte: Autores (2016) 
 
 
57 
Gráfico 1 - Comparativo Entre os Pesos (%) Por Etapa da Obra
 
FONTE: Autores (2016) 
5,88 
8,22 
5,01 
6,16 
12 
10,43 
14,34 
5,49 
6,73 
7,77 
0,89 
5,84 
5,31 
3,26 
2,76 
3,94 
7,91 
12,62 
10,03 
8,68 
8,91 
14,38 
2,14 
5,86 
8,49 
1,36 
4,05 
7,58 
4,16 
0,44 
0 5 10 15 20
Serviços Preliminares
Infraestrutura
Supraestrutura
Paredes e Paineis
Esquadrias
Cobertura
Revestimento Interno e Externo
Forro
Pintura
Revestimento de Piso
Acabamentos
Instalações Elétricas e Telefonicas
Instalações Hidráulicas
Louças e Metais
Outros Serviços
Real CEF
 
 
58 
6 CONCLUSÃO 
 
Conforme apresentado anteriormente, a planilha orçamentaria da CEF não 
apresenta uma separação entre materiais e mão de obra, e sim o valor do serviço 
total, tornando este apenas um valor estimado por cada etapa, sem ser preciso. Para 
muitos profissionais, o que importa é o valor final a ser obtido por meio de 
financiamento habitacional, nesse caso especifico, de uma residência localizada em 
Guarapuava, financiada pelo programa Minha Casa Minha Vida, pela Caixa 
Econômica Federal. O valor máximo liberado pelo banco para essa região é de 
R$130.000,00, na Faixa 2 do programa. Como o valor do terreno teve o custo de 
R$65.000,00, entende-se que é de interesse do profissional e do proprietário que o 
valor da residência aproxime-se o valor de R$65.000,00. 
De acordo com os resultados obtidos no caso prático apresentado, foi 
observado diversas diferenças na orçamentação de cada item. O valor final total da 
obra resultou em R$59.036,21 e o valor apresentado na planilha orçamentaria da CEF 
foi de R$ 63.416,85, embora haja diferenças entre os valores de cada serviço o 
resultado final teve uma diferença de apenas 6,90%, aproximadamente. Isso mostra 
que a planilha da caixa está próxima do valor real da obra, mesmo havendo alguns 
itens que não são levados em conta, como o gradil, não ultrapassa o valor total do 
financiamento. 
Mas isso se dá devido a experiência do Engenheiro ou Orçamentista, com o 
tempo de pratica da profissão, este soube estimar os gastos da obra aproximando o 
valor da planilha orçada do valor total real. Soube escolher os itens com índices 
aceitos pela Caixa, fazendo com que o financiamento seja aprovado. 
Como os recursos são liberados a cada etapa finalizada, nota-se que os 
primeiros itens foram os que deram valores maiores na planilha da CEF. Isso ocorre 
com o objetivo do Engenheiro de obter um valor maior nos primeiros meses de obra, 
facilitando o andamento da construção. A orçamentação exige experiência e/ou 
dedicação do profissional, para que o trabalho traga benefício a todas as partes 
envolvidas, pois um erro de cálculo pode trazer prejuízos à empresa ou ao cliente. 
 
 
 
 
59 
7 REFERÊNCIAS 
 
BADRA, Pedro Antonio; FERREIRA, Carolina. Cronograma físico-
financeiro. Disponível em: <http://equipedeobra.pini.com.br/construcao-
reforma/35/cronograma-fisico-financeiro-213994-1.aspx>. Acesso em: 03 maio 2016. 
 
 
BRASIL. GOVERNO FEDERAL. Minha Casa Minha Vida. Disponível em: 
<http://www.minhacasaminhavida.gov.br/sobre-o-programa.html>. Acesso em: 19 
ago. 2016. 
 
 
BRASIL. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. Orientações para elaboração de 
planilhas orçamentárias de obras. Brasília: TCU, 2014. 135 p. 
 
 
BRASÍLIA. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. SINAPI. 2014. Disponível em: 
<http://www.caixa.gov.br/poder-publico/apoio-poder-
publico/sinapi/Paginas/default.aspx#precos-pos-2014>. Acesso em: 27 abr. 2016. 
 
 
CONSTRUÇÃO MERCADO. Custos diretos e indiretos: Como diferenciar custos 
diretos dos indiretos e calcular o BDI. 2009. Disponível em: 
<http://construcaomercado.pini.com.br/negocios-incorporacao-
construcao/95/artigo299236-1.aspx>. Acesso em: 05 maio 2016. 
 
 
CONSTRUFACIL. Documentos de Obras: Especificações Técnicas. Disponível 
em: <http://construfacilrj.com.br/documentos-de-obras-especificacoes-tecnicas/>. 
Acesso em: 03 maio 2016. 
 
 
CORDEIRO, Flávia Regina Ferreira de Sá. Orçamento e controle de custos na 
construção civil. 2007. 65 f. Monografia (Especialização) - Curso de Especialização 
em Construção Civil, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2007. 
Disponível em: < 
http://www.cecc.eng.ufmg.br/trabalhos/pg1/Monografia%20Or%E7amento%20e%20c
ontrole%20de%20custos%20na%20constru%E7ao%20civil.pdf>. Acesso em: 05 maio 
2016. 
 
 
CREA-MG (Minas Gerais). BDI - Bonificação ou Benefício e Despesas Indiretas. 
2007. Disponível em: <http://www.crea-mg.org.br/publicacoes/Cartilha/Cartilha sobre 
BDI.pdf>. Acesso em: 03 maio 2016. 
 
 
DISTRITO FEDERAL. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Ministério 
da Educação. Diretrizes Técnicas para Apresentação de Projetos e Construção 
de Projetos e Construção de Estabelecimentos de Ensino Público. 2. ed. Brasília, 
2012. 
 
 
60 
 
 
ENGWHERE Custos diretos. Disponível em: 
<http://www.engwhere.com.br/engenharia/custos_diretos.htm>. Acesso em: 06 maio 
2016. 
 
 
FLORENCIO, Thiago Faravallo. O que é o BDI e como calculá-lo? 2016. Disponível 
em: <https://www.gestordeobras.com.br/o-que-e-o-bdi-e-como-calcula-lo/>. Acesso 
em: 09 ago. 2016. 
 
 
GOLDMAN, Pedrinho. Introdução ao Planejamento e Controle de Custos na 
Construção Civil Brasileira. 4. ed. São Paulo: Pini, 2005. 180 p. 
 
 
INSTITUTO DE ENGENHARIA. NORMA TÉCNICA IE – Nº 01/2011: Elaboração de 
Orçamento de Obras de Construção Civil. Conselho Deliberativo. São Paulo: Instituto 
de Engenharia, 2013. 
 
 
LIMMER, Carl Vicente. Planejamento, orçamentação e controle de projetos e 
obras. Rio de Janeiro: LTC, 2013. 244 p. 
 
 
MAÇAHICO TISAKA. Instituto de Engenharia. Metodologia De Calculo Da Taxa Do 
Bdi E Custos Diretos Para A Elaboração Do Orçamento Na Construção 
Civil. 2009. Revisão e atualização de um Documento Técnico. Disponível em: 
<http://www.institutodeengenharia.org.br/site/noticias/exibe/id_sessao/7/id_noticia/131
1/Metodologia-de-calculo-da-taxa-do-bdi-e-custos-diretos-para-a-elaboração-do-
orçamento-na-construção-civil>. Acesso em: 09 ago. 2016. 
 
 
EDER SANTIN (Brasil). Associação Brasileira de Cimento Portland (Ed.). Mãos à 
Obra: O guia do profissional da construção. São Paulo: Alaúde, 2013. 282 p. (4). 
 
 
MARTINS, Gustavo. Como Fazer Orçamento de Obras de Maneira Eficiente. 2015. 
Disponível em: <http://engenheirodecustos.com.br/orcamento-de-obras/>. Acesso em: 
05 maio 2016. 
 
 
MATTOS, Aldo Dórea. Como preparar orçamentos de obras. São Paulo: PINI, 
2006. p.281. 
 
 
MONEY, Info. SFH e SFI: entenda melhor as modalidades de financiamento 
imobiliário. Disponível em: <http://www.infomoney.com.br/minhas-
financas/credito/conteudo-patrocinado/melhortaxa/sfh-sfi-entenda-melhor-
modalidades-financiamento>. Acesso em: 19 ago. 2016. 
 
 
61 
 
 
PIUS, Maria Alice. Determinação do preço na construção civil. Disponível em: 
<http://construcaomercado.pini.com.br/negocios-incorporacao-
construcao/10/artigo281786-1.aspx>. Acesso em: 01 jul. 2016. 
 
 
PONTA GROSSA. UEPG. Planilha orçamentária. Disponível em: 
<http://www.uepg.br/denge/aulas/Orcamentos/conteudo.htm#3>. Acesso em: 03 maio 
2016. 
 
 
Portal Brasil. Financiamento habitacional. Disponível em: 
<http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2009/11/financiamento-habitacional>.Acesso em: 01 jul. 2016. 
 
TISAKA, Maçahico. Leis sociais e encargos complementares. 2010. Disponível em: 
<http://construcaomercado.pini.com.br/negocios-incorporacao-
construcao/107/artigo298886-1.aspx>. Acesso em: 01 jul. 2016. 
 
 
TOGNETTI, Giuliano. Composição de Preços Unitários (CPU): Técnica Simples 
para um Orçamento Mais Preciso. 2015. Disponível em: 
<http://rexperts.com.br/composicao-de-precos-unitarios-cpu/>. Acesso em: 19 abr. 
2016. 
 
 
TOGNETTI, Giuliano Cadaval. Estimando custos de construção 2: Entendendo o 
orçamento. 2011. Disponível em: <https://construa.wordpress.com/tag/tabela-pini/>. 
Acesso em: 28 abr. 2016. 
 
 
62 
8 ANEXOS 
 
ANEXO A – Tabela de composição do BDI 
 
DISCRIMINAÇÃO 
TAXAS DO BDI 
A 
CONSIDERAR 
PROCEDIM
ENTO 
OBRAS – BDI COM 
TAXAS MÍNIMAS 
Mínim
o 
Máxim
o 
PRESUM. L. REAL 
Administração Central 10,00 20,00 SOMA 10,00 10,00 
Rateio da Adm. Central 9,00 15,00 CALCULAR 9,00 9,00 
Despesas específicas 1,00 5,00 CALCULAR 1,00 1,00 
Taxa de risco 1,00 5,00 ESTIMAR 1,00 1,00 
Despesa financeira 2,00 5,00 CALCULAR 2,00 2,00 
Tributos 8,31 22.31 SOMA 7,93 8,05 
PIS 0,65 1,65 DEFINIDO 0,65 0,65 (*) 
COFINS 3,00 7.60 DEFINIDO 3,00 3,00 (*) 
IRPJ 1,20 4,80 DEFINIDO 1,20 1,5 (***) 
CSLL 1,08 2,88 DEFINIDO 1,08 0,9 (***) 
ISS 2,00 5,00 ESTIMAR 2,00 (*) 2,00 (*) 
Taxa Comercialização 2,00 5,00 CALCULAR 2,00 2,00 
Lucro 5,00 15,00 
VALOR 
MÉDIO 
10,00 10,00 
 
BDI – Aplicar a equação ( 1 ) CALCULAR 41,50 % 41,71 % 
OBS.: (*) ISS de 5% (base S.Paulo) aplicado sobre M.O. de 40,0% do valor da fatura. 
( **) Até 01.01.10 . Depois disso se não forem prorrogadas mais uma vez as taxas passam a ser 
respectivamente 1,65% e 7,6%. 
(***) Aplicadas respectivamente alíquotas de 15,0% e 9,0% sobre a taxa de 10,0% do Lucro. 
 
Fonte: Adaptada de Tisaka (2016). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
63 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANEXO B - Planilha de Orçamento da Caixa e Cronograma 
 
 
 
64 
 
 
 
65 
 
 
 
66 
 
 
 
67 
 
 
 
68 
 
 
 
69 
 
 
 
70 
ANEXO C - Planilha de Orçamento de Custos Reais 
 
 
Área (m²): 66,22 Data: --/--/---- 
 
ITEM DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS UNID. QUANT. 
PR. 
UNIT.(R$) 
VALOR 
(R$) 
VALOR 
M.O. 
PESO 
(%) 
1 SERVIÇOS PRELIMINARES 
 
2.300,00 1.168,07 5,88 
1.1 
Projeto Arquitetônico, Serviços 
Cartório, Taxas, etc 
un 1,00 2.300,00 2.300,00 
Subtotal 
 
2.300,00 TOTAL 3468,07 
 
ITEM DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS UNID. QUANT. 
PR. 
UNIT.(R$) 
VALOR 
(R$) 
VALOR 
M.O. 
PESO 
(%) 
2 INFRAESTRUTURA 
 
3.219,70 1.632,94 8,22 
2.1 Limpeza do terro un 1,00 450,00 450,00 
2.2 ESTACA E VIGA BALDRAME 
 
 
2.2.1 
Impermeabilzação Igol 
Quimiotrol 3,6 L 
un 2,00 80,00 160,00 
2.2.2 Cimento Votoran 50kg sc 16,00 28,90 462,40 
2.2.3 Pedra Brita (concreto + lastro) m³ 3,00 70,00 210,00 
2.2.4 Areia Industrial m³ 2,00 80,00 160,00 
2.2.5 Areia Branca m³ 1,00 85,00 85,00 
2.2.6 
Viga armada 7x14 (4 ferros de 
8mm) 
un 20,00 52,00 1.040,00 
2.2.7 Forma de Madeira Pinus 1x9 m 120,00 3,37 404,40 
2.2.8 Forma de Madeira Pinus 1x4 m 40,00 1,50 60,00 
2.2.9 Forma de Madeira Pinheiro 1x2 m 80,00 1,56 124,80 
2.2.10 Arame recozido kg 4,00 5,90 23,60 
2.2.11 Prego 17x 27 kg 5,00 7,90 39,50 
Subtotal 
 
3.219,70 TOTAL 4852,64 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
71 
ITEM DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS UNID. QUANT. 
PR. 
UNIT.(R$) 
VALOR 
(R$) 
VALOR 
M.O. 
PESO 
(%) 
3 SUPRASTRUTURA 
 
1.958,70 994,74 5,01 
3.1 CONCRETO ARMADO – PILARES 
 
 
3.1.1 Cimento Votoran 50kg sc 7,00 28,90 202,30 
3.1.2 Pedra Brita (concreto + lastro) m³ 1,00 70,00 70,00 
3.1.3 Areia Branca m³ 1,00 85,00 85,00 
3.1.4 
Viga armada 7x14 (4 ferros de 
8mm) 
unid. 11,00 52,00 572,00 
3.2 CONCRETO ARMADO – VIGAS 
 
 
3.2.1 Cimento Votoran 50kg sc 8,00 28,90 231,20 
3.2.2 Pedra Brita (concreto + lastro) m³ 1,00 70,00 70,00 
3.2.3 Areia Branca m³ 1,00 85,00 85,00 
3.2.4 Treliça Gerdau 6 m un 12,00 19,90 238,80 
3.2.5 Forma de Madeira Pinus 1x9 m 120,00 3,37 404,40 
Subtotal 
 
1.958,70 TOTAL 2.953,44 
 
ITEM DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS UNID. QUANT. 
PR. 
UNIT.(R$) 
VALOR 
(R$) 
VALOR 
M.O. 
PESO 
(%) 
4 PAREDES E PAINÉIS 
 
2.411,25 1.224,57 6,16 
4.1 ALVENARIA DE VEDAÇÃO 
 
 
4.1.1 
Tijolos cerâmicos 06 furos - 
9x14x19 
un 5.500,00 0,32 1.760,00 
4.2 ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO 1:2:8 
 
 
4.2.1 Cimento Votoran sc 4,00 28,90 115,60 
4.2.2 Cal sc 10,00 7,90 79,00 
4.2.3 Areia m³ 1,00 85,00 85,00 
4.3 CONCRETO ARMADO PARA VERGAS 
 
 
4.3.1 Cimento Votoran 50kg sc 6,00 28,90 173,40 
4.3.2 Pedra Brita m³ 0,50 70,00 35,00 
4.3.3 Areia Branca m³ 0,75 85,00 63,75 
4.3.4 Treliça Gerdau 6 m un 5,00 19,90 99,50 
Subtotal 
 
2.411,25 TOTAL 3635,82 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
72 
ITEM DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS UNID. QUANT. 
PR. 
UNIT.(R$) 
VALOR 
(R$) 
VALOR 
M.O. 
PESO 
(%) 
5 ESQUADRIAS 
 
4.695,00 2.384,39 12,00 
5.1 PORTAS 
 
 
5.1.1 
Porta de Madeira interna 
chapeada- 70x210 incluso 
ferragens 
un 1,00 380,00 380,00 
5.1.2 
Porta de Madeira interna 
chapeada- 80x210 incluso 
ferragens 
un 3,00 400,00 1.200,00 
5.1.3 
Porta de Madeira externa - 
80x210 incluso ferragens 
un 1,00 600,00 600,00 
5.1.4 
Porta de Vidro temperado - 
80x210, com ferragens 
un 1,00 400,00 400,00 
5.2 JANELAS 
 
 
5.2.1 
Janela de Alumínio de correr - 
140x120, completa 
un 5,00 400,00 2.000,00 
5.2.2 
Janela de Alumínio de correr - 
80x60, completa 
un 1,00 115,00 115,00 
Subtotal 
 
4.695,00 TOTAL 7079,39 
 
ITEM DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS UNID. QUANT. 
PR. 
UNIT.(R$) 
VALOR 
(R$) 
VALOR 
M.O. 
PESO 
(%) 
6 COBERTURA 
 
4.079,40 2.071,76 10,43 
6.1 ESTRUTURA DE MADEIRA 
 
 
6.2 Madeira pinheiro 1x2 un 200,00 1,56 312,00 
6.3 Madeira pinheiro 1x4 un 500,00 1,50 750,00 
6.4 Madeira pinheiro 1x6 un 30,00 4,68 140,40 
6.5 Madeira pinheiro 2x2 un 160,00 3,13 500,80 
6.6 Prego 12x12 un 2,00 8,90 17,80 
6.7 Prego 17x27 un 10,00 7,90 79,00 
6.8 Prego 18x36 un 6,00 7,90 47,40 
6.9 Calhas e Rufos un 1,00 700,00 700,00 
6.10 Telha de concreto un 800,00 1,64 1.312,00 
6.11 Cumeeira em Concreto un 22,00 10,00 220,00 
Subtotal 
 
4.079,40 TOTAL 6151,16 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
73 
ITEM DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS UNID. QUANT. 
PR. 
UNIT.(R$) 
VALOR 
(R$) 
VALOR 
M.O. 
PESO 
(%) 
7 REVESTIMENTO INTERNO E EXTERNO 
 
5.616,60 2.848,58 14,34 
7.1 
CHAPISCO EM PAREDES 
INTERNAS, EXTERNAS E VIGAS 
 
7.1.1 Cimento Votoram un 11,00 28,90 317,90 
7.1.2 Areia un 2,00 85,00 170,00 
7.2 REBOCO 
 
 
7.2.1 Cimento Votoram un 14,00 28,90 404,60 
7.2.2 Areia un 46,00 85,00 3.910,00 
7.2.3 Cal un 7,00 7,90 55,30 
7.3 REVESTIMENTO CERÂMICO 
 
 
7.3.1 Pcte Espaçador m² 4,00 2,50 10,00 
7.3.2 
Revestimento cerâmico de 
paredes 30 x 40 cm 
m² 10,00 17,50 175,00 
7.3.3 
Revestimento cerâmico de 
paredes 10 x 10 cm 
m² 23,00 18,00 414,00 
7.3.4 Rejunte m 10,00 5,30 53,00 
7.3.5 Argamassa AC1 m² 12,00 8,90 106,80 
Subtotal5.616,60 TOTAL 8465,18 
 
ITEM DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS UNID. QUANT. 
PR. 
UNIT.(R$) 
VALOR 
(R$) 
VALOR 
M.O. 
PESO 
(%) 
8 FORRO 
 
2.147,00 1.090,37 5,49 
8.1 
Forro interno e externo em 
PVC 
m² 90,00 11,90 1.071,00 
8.2 Ripamento Madeira 1x2 un 280,00 1,56 436,80 
8.3 Prego 18x36 un 8,00 7,90 63,20 
8.4 Perfil U em PVC un 180,00 3,20 576,00 
Subtotal 
 
2.147,00 TOTAL 3237,37 
 
ITEM DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS UNID. QUANT. 
PR. 
UNIT.(R$) 
VALOR 
(R$) 
VALOR 
M.O. 
PESO 
(%) 
9 PINTURA 
 
2.632,80 1.337,09 6,73 
9.1 
Massa mineral Finaliza Cerro 
Branco 
un 22,00 17,90 393,80 
9.2 Tinta 18l un 1,00 278,00 278,00 
9.3 Fundo preparador un 1,00 87,00 87,00 
9.4 Barrica de Textura un 12,00 54,00 648,00 
9.5 Mão de Obra pintura un 1,00 1.200,00 1.200,00 
9.6 Lixa 80 un 10,00 2,60 26,00 
Subtotal 
 
2.632,80 TOTAL 3969,89 
 
 
 
 
 
 
74 
ITEM DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS UNID. QUANT. 
PR. 
UNIT.(R$) 
VALOR 
(R$) 
VALOR 
M.O. 
PESO 
(%) 
10 REVESTIMENTO DE PISO 
 
3.040,20 1.543,99 7,77 
10.1 CONTRAPISO E=5,0CM 
 
 
10.1.1 Cimento Votoran 50kg un 16,00 27,00 432,00 
10.1.2 Pedra Brita un 2,60 80,00 208,00 
10.1.3 Areia Branca un 2,00 78,00 156,00 
10.2 CERÂMICA 
 
 
10.2.1 Piso cerâmico40 x 40 cm m² 73,00 20,00 1.460,00 
10.2.2 Rejunte m² 22,00 5,50 121,00 
10.2.3 Argamassa AC1 m² 30,00 8,90 267,00 
10.3 CALÇADA EXTERNA 
 
 
10.3.1 Cimento Votoran 50kg un 8,00 28,90 231,20 
10.3.2 Pedra Brita un 1,00 80,00 80,00 
10.3.3 Areia Branca un 1,00 85,00 85,00 
Subtotal 
 
3.040,20 TOTAL 4584,19 
 
ITEM DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS UNID. QUANT. 
PR. 
UNIT.(R$) 
VALOR 
(R$) 
VALOR 
M.O. 
PESO 
(%) 
11 ACABAMENTOS 
 
350,00 177,75 0,89 
11.1 
Granito para portas e Janelas – 
fornecimento 
un 1,00 350,00 350,00 
Subtotal 
 
350,00 TOTAL 527,75 
 
ITEM DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS UNID. QUANT. 
PR. 
UNIT.(R$) 
VALOR 
(R$) 
VALOR 
M.O. 
PESO 
(%) 
12 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E TELEFÔNICAS 
 
2.285,46 1.160,69 5,84 
12.1 Disjuntos termomagnético 32A un 1,00 33,90 33,90 
12.2 Disjuntos termomagnético 20A un 2,00 29,90 59,80 
12.3 
Tomada universal, circular, 
2P+T, 10A, cor branca, 
completa 
un 14,00 10,90 152,60 
12.4 
Tomada universal, circular, 
2P+T, 20A, cor branca, 
completa 
un 1,00 10,90 10,90 
12.5 
Eletroduto PVC flexível 
corrugado de Ø25mm (DN 1") 
m 50,00 2,25 112,50 
12.6 
Eletroduto PVC flexível 
corrugado de Ø32mm 
m 11,00 3,19 35,09 
12.7 Interruptor simples 10 A un 5,00 9,90 49,50 
12.8 Interruptor simples duplo 10 A un 2,00 16,65 33,30 
12.9 Interruptor simples triplo 10 A un 1,00 17,90 17,90 
12.10 Placa cega 2x4 un 1,00 6,20 6,20 
12.11 
Conjunto de tomada de 
telefone 
un 1,00 8,17 8,17 
12.12 Plafon soquete de louça branco un 9,00 17,90 161,10 
 
 
75 
12.13 
Quadro de Distribuição de 
embutir, completo 
un 1,00 19,60 19,60 
12.14 CABOS E FIOS (CONDUTORES) 
 
 
12.14.1 #2,5 mm² m 200,00 0,85 170,00 
12.14.2 #6 mm² m 30,00 2,39 71,70 
12.14.3 #10 mm² m 40,00 3,58 143,20 
12.15 
Padrão de luz - Modelo 
energisa instalado - Completo 
un 1,00 1.200,00 1.200,00 
Subtotal 
 
2.285,46 TOTAL 3446,15 
 
ITEM DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS UNID. QUANT. 
PR. 
UNIT.(R$) 
VALOR 
(R$) 
VALOR 
M.O. 
PESO 
(%) 
13 INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS 
 
2.078,20 1.055,43 5,31 
13.1 
Adaptador 25x3/4 soldavel 
curto 
un 2,00 7,50 15,00 
13.2 Caixa sifonada branca un 2,00 18,90 37,80 
13.3 Cola tubo PVC 175 un 5,00 13,90 69,50 
13.4 Fita veda rosca un 1,00 5,90 5,90 
13.5 Joelho 100mm m 2,00 3,50 7,00 
13.6 Joelho 25mm m 6,00 0,90 5,40 
13.7 Joelho 25x1/2 m 3,00 3,50 10,50 
13.8 Joelho 25x3/4 m 2,00 0,90 1,80 
13.9 Joelho 40mm 90 esgoto m 8,00 1,20 9,60 
13.10 Lixa ferro todas un 2,00 2,90 5,80 
13.11 Luva 100mm Esgoto un 1,00 3,50 3,50 
13.12 Redução 50x40 esgoto un 2,00 1,20 2,40 
13.13 Te 40mm esgoto un 1,00 1,90 1,90 
13.14 Tubo esgoto 40mm PVC un 12,00 22,90 274,80 
13.15 Tubo esgoto 100mm PVC un 6,00 39,90 239,40 
13.16 Tubo Soldável 50mm un 6,00 36,00 216,00 
13.17 Tubo soldável 25mm un 36,00 12,90 464,40 
13.18 Caixa da Agua 310L un 1,00 220,00 220,00 
13.19 Flange 25x3/4 un 24,00 9,60 230,40 
13.20 Flange 50x1/2 un 7,00 14,90 104,30 
13.21 Acabamento registo un 1,00 49,90 49,90 
13.22 Base registro pressão un 1,00 39,90 39,90 
13.23 Registro esfera pvc un 9,00 7,00 63,00 
Subtotal 
 
2.078,20 TOTAL 3133,63 
 
 
 
 
 
 
 
 
76 
ITEM DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS UNID. QUANT. 
PR. 
UNIT.(R$) 
VALOR 
(R$) 
VALOR 
M.O. 
PESO 
(%) 
14 LOUÇAS E METAIS 
 
1.275,90 647,98 3,26 
14.1 Vaso Sanitário un 1,00 250,00 250,00 
14.2 Armário para Banheiro un 1,00 320,00 320,00 
14.3 Torneira un 1,00 28,00 28,00 
14.4 Cifão un 1,00 9,00 9,00 
14.5 Engate 25mm un 3,00 6,30 18,90 
14.6 Box de Vidro. un 1,00 650,00 650,00 
Subtotal 
 
1.275,90 TOTAL 1923,88 
 
ITEM DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS UNID. QUANT. 
PR. 
UNIT.(R$) 
VALOR 
(R$) 
VALOR 
M.O. 
PESO 
(%) 
15 OUTROS SERVIÇOS 
 
1.080,00 548,49 2,76 
15.1 Limpeza da obra un 1,00 80,00 80,00 
15.2 Gradil un 1,00 1.000,00 1.000,00 
Subtotal 
 
1.080,00 TOTAL 1628,49 
 
Custo TOTAL 
 
39.170,21 
 
Mão de Obra 19.866,00 
 
TOTAL 59.036,21 
 
Custo m² R$ 891,11

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