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UNIDADE I
Prof. Dr. Herbert Espuny
Gerenciamento
de Transporte
 Gerenciamento
 Atualmente, muito se fala sobre o termo gerenciar, ou seja, aquela capacidade de 
liderar outros e fazer com que a empresa cresça e se desenvolva ao longo dos 
anos. A palavra gerenciar está associada a liderar.
 É muito comum encontrarmos gestores que não são capazes de liderar.
Conceitos
Afinal qual a relação entre gerenciar e liderar?
Segundo o dicionário Aurélio, o significado de gerenciar é:
1. Dirigir (empresa) como gerente.
2. Exercer as funções de gerente.
3. Gerir. Gerente é aquela pessoa que gere ou administra.
 Segundo o mesmo dicionário, o significado de líder é: 
guia; chefe; cabeça. Líder é aquela pessoa capaz de 
influenciar outras, motivar, é aquele que tem carisma, 
influência. São pessoas notadas e observadas por 
fazerem com que outras se desenvolvam.
Conceitos
 O ideal é que as empresas possam contar com gestores e que esses possam ter 
características e atitudes de um autêntico líder, ou seja, colocar em prática o 
verdadeiro conceito de gerenciamento que é a prática de gerenciar pessoas e 
negócios dentro de suas empresas.
 Um gestor é uma pessoa capaz de desenvolver nas pessoas e buscar, em sua 
essência, a mudança, sempre.
Conceitos
 História do transporte
 Antes de iniciarmos os nossos estudos sobre o tema transporte, responda à 
seguinte questão: o que é transporte? Apenas anote a sua resposta antes de 
começar a leitura do seu livro-texto.
 Podemos considerá-lo como uma atividade de 
deslocamento de pessoas de um ponto a outro. Em se 
tratando de transporte de indivíduos, esta seria a melhor 
definição. Na atividade logística, o transporte é tratado 
como uma forma integrada de transporte de cargas e/ou 
mercadorias, o que será o nosso direcionamento a partir 
deste instante.
Conceitos
 Nos primórdios da humanidade, todos os pesos (mercadorias) eram transportados 
pelo homem, levando em consideração a sua força física e capacidade de suportar 
determinado peso. Na época da evolução comercial, quando acontecia o escambo 
e a moeda de troca era a mercadoria propriamente dita, o homem iniciou o 
processo de domesticar animais para realizar esse tipo de transporte.
Conceitos
 Com o passar do tempo (e principalmente com a evolução das atividades 
agrícolas), o homem ampliou sua necessidade de transportar essas mercadorias 
para atingir pontos mais distantes e “comercializar” aquilo que era produzido. O 
homem então inventou a roda e utilizou os animais domesticados para puxar os 
veículos da época (carroças).
 Impulsionados pela crescente necessidade e demanda de 
determinadas mercadorias, o homem sentiu a precisão de 
criar e aperfeiçoar veículos com diferentes capacidades e 
velocidades. A agilidade no transporte da época já era um 
grande desafio para esses agricultores.
Conceitos
 Outro fato interessante ocorria com a população ribeirinha. No período das chuvas, 
os rios transbordavam, tornando-se impraticável qualquer tipo de transporte sobre 
rodas. Surgiu então o transporte pelos rios, com o homem aprendendo a construir 
jangadas, barcos e outros meios que pudessem navegar sobre as águas.
 A Revolução Industrial (com o desenvolvimento das 
indústrias, a invenção das máquinas a vapor e a 
substituição da madeira pelo aço) possibilitou a 
construção de embarcações cada vez maiores e potentes, 
diminuindo os custos desse meio de transporte.
Conceitos
 No início do século XX, o homem tem claro o fato de que voar deixa de ser um 
sonho, passando também a transportar mercadorias através dos ares, 
principalmente produtos perecíveis e de alto valor agregado.
 Hoje, o transporte está diretamente relacionado com o desenvolvimento da 
civilização moderna. Ele serve como base para o crescimento econômico de 
qualquer região, auxiliando na compra e venda de mercadorias e viabilizando a 
disponibilidade de produtos em qualquer parte do planeta.
Conceitos
 Evolução histórica
 Gestão logística
 Os meios de transporte, bem como as atividades a eles 
associadas, têm efeitos de infraestrutura ligados às 
condições de eficiência da economia como um todo. O 
fator gerador de lucro e a eficiência do sistema produtivo, 
associados com as estruturas empresariais, aumentam a 
produtividade atraindo novos investidores, fazendo 
crescer a economia do país.
Conceitos
 No início dos anos 90, os estudos sobre o desenvolvimento do transporte foram 
alvo de grandes especialistas no assunto. Um dos maiores fatores foi justamente o 
crescimento econômico, associado às necessidades das empresas de disporem a 
sua mercadoria em um curto espaço de tempo.
 A questão da logística interligada aos processos 
produtivos visa à melhoria da qualidade de seus insumos 
e produtos. Obedecer aos prazos de entregas, oferecer 
assistência técnica, bem como a inovação e lançamentos 
de produtos constantemente é uma questão 
de competitividade. Assim, se uma infraestrutura 
não funciona adequadamente, todo o processo 
produtivo, bem como as atividades da cadeia logística 
estão comprometidos.
Conceitos
 A infraestrutura de transporte tem como objetivo principal a disposição do produto 
em tempo e lugar definidos. O transporte anda de acordo com a economia do 
planeta, sendo um dos responsáveis pelo desenvolvimento (ou não) de uma 
empresa ou de um país, uma vez que faz parte deste contexto.
 O transporte é responsável pela função econômica e de expansão de mercados 
por proporcionar uma maior integração entre a sociedade e outros países.
Conceitos
 O transporte é capaz de integrar regiões produtivas dos mais variados tipos de 
mercadorias. Atualmente, existem empresas especializadas em todos os 
segmentos de transportes desses produtos.
 O setor de transporte é um dos mais importantes no processo de globalização. 
Não existem barreiras para um produto, pois é possível tanto exportar como 
importar de qualquer parte do planeta.
Conceitos
 O transporte desenvolve-se com a economia? Essa parece uma pergunta de fácil 
resposta. Vejamos.
 O transporte tem um papel vital no crescimento e desenvolvimento de um país e 
de sua economia, pois influencia setores produtivos e de exploração de recursos, 
ou seja, existe uma relação de mão dupla entre desenvolvimento dos transportes e 
progresso econômico.
Conceitos
 Privatização nos meios de transporte:
 O Brasil passou por um processo de reestruturação em toda a cadeia produtiva, 
econômica e social em meados dos anos 80 e 90.
 Foi exatamente nessa época em que começou a reorganização do setor de 
transportes no sentido de aumentar a participação privada na prestação 
desses serviços.
Conceitos
 Tais reformas afetaram direta e indiretamente a organização da indústria de 
serviços de transportes à medida que foram eliminadas restrições regulatórias, de 
propriedades e de serviços associados à fusão de operadores ou de alianças 
estratégicas entre empresas, assim como investimentos em terminais e 
equipamentos especializados, a fim de agilizar as mudanças de modo e veículos 
nas diferentes modalidades de transportes existentes.
Conceitos
Para a logística:
a) O transporte é tratado como uma forma integrada de transporte de cargas e/ou 
mercadorias, com o planejamento e a execução adequados.
b) O transporte é meramente o deslocamento de pessoas.
c) O transporte é meramente o deslocamento de coisas.
d) O transporte não integra regiões.
e) Nenhuma das alternativas anteriores.
Interatividade
Para a logística:
a) O transporte é tratado como uma forma integrada de transporte de cargas e/ou 
mercadorias, com o planejamento e a execução adequados.b) O transporte é meramente o deslocamento de pessoas.
c) O transporte é meramente o deslocamento de coisas.
d) O transporte não integra regiões.
e) Nenhuma das alternativas anteriores.
Resposta
Setor ferroviário: 
 O setor ferroviário, durante muitos anos, foi mantido pelos ingleses mediante 
concessão do governo. 
 Criou-se um monopólio que, ao longo do período, explorou a ferrovia para a 
descida da Serra do Mar. No estado de São Paulo, os cafeicultores financiaram a 
construção de ferrovias para escoamento de suas mercadorias. 
Vamos dividir o setor ferroviário em três ciclos:
Conceitos
 Ciclo um – entre 1852 e 1900 – monopólio inglês concedido pelo governo da 
época para que as empresas explorassem a malha ferroviária que até então era 
apenas utilizada pelos barões do café.
 Ciclo dois – inicia-se o período de nacionalização das ferrovias administradas pelo 
governo com capital estrangeiro.
Conceitos
 Ciclo três – o terceiro ciclo foi influenciado pela crise que o Brasil viveu nos anos 
80. Era o início da desestatização do setor, que, a partir de 1984, transfere as 
dívidas da RFFSA para o Tesouro Federal. Alguns dos maiores responsáveis 
foram os investimentos realizados no passado, sem previsão de arrecadação 
futura. É criada uma nova estrutura, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos, 
com o objetivo de transportar passageiros utilizando o conceito de trens 
metropolitanos.
Conceitos
Setor portuário:
 O setor portuário brasileiro tem sua história caracterizada por um estreito 
relacionamento com o poder público. Por meio de nossos portos, abre-se um canal 
de entrada e saída de mercadorias, principalmente com o mercado exterior. Em 
1888, foi outorgada a concessão do Porto de Santos a investidores, com o objetivo 
de modernizar e tornar as atividades portuárias uma nova tendência no transporte 
de mercadorias. Atualmente, o Porto de Santos é o maior porto brasileiro em 
termos de valor econômico de movimentação portuária.
Conceitos
 Dados históricos
 1934 – Regulamentada a atividade portuária brasileira por meio de um decreto no 
qual são definidos o espaço, as instalações e as atribuições nos portos 
organizados. A exploração deverá ser feita por uma administração e também pela 
iniciativa privada.
 1954 – Por um decreto de lei, é criado o conceito de 
terminal privativo, o que permite aos embarcadores ou a 
terceiros construírem ou explorarem instalações portuárias 
desde que a construção não cause ônus ao poder público 
e não ameace ou traga prejuízos para 
a segurança nacional.
Conceitos
 Recursos para investimentos no sistema portuário.
 1981 – A TMP é desvinculada do sistema e passa a contribuir para o Fundo 
Nacional de Desenvolvimento na proporção de 50% e, a partir de 1982, torna-se 
integral, ou seja, 100%. Para financiar os investimentos portuários, é criado o 
Adicional de Tarifa Portuária (ATP), uma espécie de taxa de 50% sobre todas as 
tarifas portuárias referentes à movimentação do comércio externo.
Conceitos
 Os portos normalmente são administrados pelos estados, por empresas estatais 
ou privadas concessionárias. O Departamento Nacional dos Portos e Vias 
Navegáveis (DNPVN) é a autoridade que regulamenta e fiscaliza tais empresas. 
Em 1975, é criada a Portobrás – empresa pública com capital 100% pertencente à 
União e vinculada ao Ministério dos Transportes. 
 A Portobrás passa a ser a principal empresa que 
administra e regulamenta as atividades portuárias 
brasileiras na época. É o órgão central do sistema 
portuário e hidroviário nacional que controla atividades de 
várias empresas e instituições do país. Suas atividades 
ocorreram até 1990, quando o Governo Federal dissolve a 
Portobrás e inicia-se o processo de modernização dos 
portos, aprovado em 1993 pela Lei 8.630.
Conceitos
Setor rodoviário:
 O setor rodoviário foi um dos segmentos de transporte no qual houve um maior 
investimento por parte dos governos até os dias atuais. O decreto que 
regulamentou sua infraestrutura foi o 8.463, em 1945, e concede ao DNER 
(Departamento Nacional de Estradas e Rodagem) autonomia administrativa 
e financeira.
Conceitos
 Em 1945, já se observa um cenário de crescimento notável pelos mais de 47.000 
quilômetros de expansão das malhas rodoviárias federal e estadual. Em 1945, 
eram apenas 423 quilômetros pavimentados, passando para 97.715 quilômetros, 
com 7.067 pavimentadas. Em 1980, esse número sobe para 206.543, com 81.308 
quilômetros pavimentados. É o desenvolvimento transportando mercadorias e 
passageiros sobre rodas.
Conceitos
 O começo dos anos 60 é marcado pelo início e pela expansão da modalidade 
rodoviária de transporte. Alguns investimentos começaram a ocorrer nos anos 70 e 
80. Esse é um tipo de transporte que necessita de investimento e leis que o 
regulamente a todo momento.
 O setor rodoviário é um dos mais importantes no nosso país. Em 1994, a extensão 
da rede rodoviária nacional – que compreende as rodovias federais, estaduais e 
municipais – atingiu 1,66 milhão de quilômetros.
Conceitos
 Melhorias no setor de transportes 
Reestruturação:
 A palavra reestruturação nos leva a pensar em investimentos, melhorias e 
mudanças, enfim, é algo que está sempre associado ao novo. Atualmente, o 
governo tem tido uma influência natural em relação ao setor de transporte. 
Regulamenta as leis e diretrizes para o setor, gerando conflitos entre empresas, 
governo e transportadores.
Conceitos
 Um dos grandes problemas que enfrentamos é o fato de se criarem alguns 
monopólios, afetando direta e indiretamente a economia como um todo.
A busca por um regime regulatório consiste nas análises econômicas e é essencial 
para a proteção do interesse público. Não existe no transporte um marco regulador 
claro e com objetivos a serem seguidos. A seguir listamos algumas relações 
conflitantes:
Conceitos
 Permitir e criar a concorrência na intermodalidade;
 Manter a eficiência produtiva em alguns tipos de serviços, tendo como base 
empresas que atuem com a mesma modalidade de transporte;
 Estimular a integração dos modos de transportes a fim de torná-los mais eficientes 
com o intuito de atender à demanda de serviços;
 Diminuir as barreiras administrativas e institucionais, 
promovendo uma maior integração entre empresas que 
operem o sistema de transporte;
Conceitos
 Garantir o desenvolvimento dos mais variados modos de transporte;
 Atrair novos investimentos para o setor;
 Proibir aumentos abusivos de tarifas sem prévio acordo;
 Garantir a disponibilidade de informações a todos os envolvidos na prática 
do transporte.
Conceitos
O “monopólio inglês concedido pelo governo da época para que as empresas 
explorassem a malha ferroviária que até então era apenas utilizada pelos barões do 
café” tem a ver com qual ciclo do setor ferroviário?
a) Ciclo um.
b) Ciclo dois.
c) Ciclo três.
d) Ciclo quatro.
e) Nenhuma das anteriores.
Interatividade
O “monopólio inglês concedido pelo governo da época para que as empresas 
explorassem a malha ferroviária que até então era apenas utilizada pelos barões do 
café” tem a ver com qual ciclo do setor ferroviário?
a) Ciclo um.
b) Ciclo dois.
c) Ciclo três.
d) Ciclo quatro.
e) Nenhuma das anteriores.
Resposta
Reestruturação ferroviária:
 A rede ferroviária brasileira passou abandonada ao longo dos anos. Foi a partir da 
inclusão da RFFSA, no Programa Federal de Desestatização, que o modelo 
institucional do sistema ferroviário brasileiro foi revisto.
A seguir estão algumas definições pelas quais a reestruturação e privatização desse 
modelo de transporte passou:
Conceitos
 Mudançasna forma e reorganização da RFFSA, tornando-se uma linha de 
negócios de transporte de cargas;
 Definição de uma subdivisão da RFFSA em seis malhas regionais;
 Transferência das posses dos bens das malhas regionais da RFFSA e sua 
integração ao concessionário;
 Criação de um leilão para concessão das ferrovias.
Conceitos
Todo o leilão deve ter o edital e os contratos para tal concessionário. Nesse 
caso, destacamos:
 Uma vez definidos os vencedores, são determinadas as formas de pagamento 
com validade para concessão de 30 anos;
 a empresa vencedora deverá ser uma S.A. com capital aberto e registro na Bolsa 
de Valores;
 o grupo vencedor deverá alienar aos empregados da 
RFFSA até 10% de cada espécie das suas ações;
Conceitos
 o concessionário será responsável pelo número de funcionários;
 as normas de segurança, qualidade no serviço e no transporte é de total 
responsabilidade do concessionário;
 será definido um plano de investimento nas malhas ferroviárias, podendo ocorrer a 
cada três anos;
 os valores serão cobrados de acordo com os 
serviços prestados.
Conceitos
Reestruturação portuária:
O modelo de transporte pelos mares é hoje um dos mais utilizados em nosso país. 
Sua reestruturação iniciou-se nos anos 90, tendo como base as seguintes propostas:
Conceitos
 criação de autoridade portuária com incumbência de comando;
 abertura de concorrência entre portos e terminais de cargas;
 transferência das operações de movimentação de cargas para operadores 
portuários especializados;
Conceitos
 criação de administradores de infraestrutura portuária;
 criação de modelos de gestão a partir de convênios com empresas do setor. A 
reforma portuária foi estabelecida no ano de 1993.
 Várias foram as alterações até os dias atuais. No 
momento, é importante destacar a definição de dois tipos 
de porto: um é o porto organizado, cuja administração é 
de uma autoridade portuária; e o outro, o porto de uso 
privado, explorado por uma pessoa jurídica de direito 
público ou privado.
Conceitos
Com relação ao porto organizado, ele é explorado pela União e dirigido por duas 
instituições: o Conselho de Autoridade Portuária (CAP) e pela administração pública. 
O CAP atua como governança, com estrutura e amplas competências como:
 determinar o regulamento interno e de exploração dos portos; 
 analisar as propostas de orçamentos;
Conceitos
 avaliar o plano de desenvolvimento e zoneamentos;
 estudar a compatibilidade das estruturas portuárias com aquilo que é definido pelo 
governo;
 fazer cumprir as normas de defesa ambiental;
 divulgar ações comerciais e industriais do porto;
 fazer valerem as normas de concorrência;
 atrair novos investidores;
Conceitos
 publicar e definir normas claras e objetivas para futuros operadores portuários;
 oficializar os valores das tarifas definidas;
 homologar e publicar os horários de funcionamento dos portos.
 O termo governança está associado ao conjunto de 
processos, costumes, leis, políticas, regulamentos e 
instituições que orientam a maneira como uma empresa 
deve agir administrativamente.
Conceitos
 No que se refere à administração portuária, vale sinalizar que ela é gerida 
diretamente pela União. A administração portuária perde suas atividades de 
movimentação e armazenagem de mercadorias e concorre diretamente com os 
operadores portuários privados, ganhando a partir do momento em que 
pré-qualifica tais operadores. Cabe à administração portuária o papel de definir 
valores e arrecadação das tarifas.
Conceitos
Concessões rodoviárias:
 Cabe ao Ministério dos Transportes formular, coordenar e supervisionar todas as 
atividades de transporte existente. Criar um planejamento estratégico, estabelecer 
as diretrizes para definir e programar as prioridades das empresas e do governo 
para que o nosso transporte seja definitivamente funcional.
Conceitos
 A ANTT e as concessões rodoviárias. 
 O processo de implantação iniciou-se em 1995 com a concessão, pelo Ministério dos 
Transportes, de 858,6 km de rodovias federais. No processo de delegação aos 
estados, para o Rio Grande do Sul, foram transferidos 983,5 km de rodovias federais 
integradas a 674,3 km de rodovias estaduais (também concedidas). Já no Paraná 
foram transferidos 1.769,8 km de rodovias federais integradas a 581,3 km de rodovias 
estaduais, que estão sob concessão. Cabe ressaltar que, após a denúncia de alguns 
convênios de delegação por parte do Governo do Rio Grande do Sul, a quilometragem 
total das concessões federais subiu dos 858,6 km iniciais para 1.482,4 km.
Conceitos
 Essa parceria entre o Governo Federal e os Governos Estaduais deu continuidade 
ao processo de descentralização das atividades do Estado na área de transporte, 
transferindo à iniciativa privada a prestação de determinados serviços que, apesar 
de serem essenciais à sociedade, não precisariam, necessariamente, ser 
oferecidos pelo poder público. Essa transferência de responsabilidade vem 
possibilitando ao Estado a alocação de maiores verbas para as atividades sociais, 
estas indelegáveis.
Conceitos
 Histórico
 O Programa de Concessões de Rodovias Federais começou a ser implantado com 
a licitação dos cinco trechos que haviam sido pedagiados diretamente pelo 
Ministério dos Transportes, numa extensão total de 858,6 km, enquanto estudos 
eram realizados para identificar outros segmentos considerados técnica e 
economicamente viáveis para inclusão no Programa. Inicialmente, foram 
analisados 18.059,1 km de rodovias, dos quais 11.191,1 km foram considerados 
viáveis para concessão e 6.868 km viáveis somente para a concessão dos 
serviços de manutenção.
Conceitos
 Em 1997/8, esse estudo foi revisto, mediante empréstimos externos ou dotações 
orçamentárias do DNER, incluindo-se no Programa trechos que estavam em obras 
de duplicação (BR-381/MG/SP entre Belo Horizonte e São Paulo, bem como todo 
o Corredor da BR-116/SP/PR, BR-376/PR e BR-101/SC, entre São Paulo, Curitiba 
e Florianópolis), e excluindo outros trechos, que eram objeto de programas de 
restauração e ampliação de capacidade.
Conceitos
 A promulgação da Lei nº 9.277, de maio de 1996 (denominada Lei das 
Delegações), criou a possibilidade de estados, municípios e o Distrito Federal 
solicitarem a delegação de trechos de rodovias federais para incluí-los em seus 
programas de concessão de rodovias. A Portaria nº 368/96, do Ministério dos 
Transportes, estabeleceu os procedimentos para a delegação de rodovias federais 
aos estados, dentre outras definições.
Conceitos
 Entre 1996 e 1998, foram assinados convênios de delegação com os estados do 
Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais. O estado de Mato 
Grosso do Sul, ainda em 1997, assinou convênio de delegação visando à 
construção de uma ponte sobre o rio Paraguai na BR-262/MS. Essa ponte foi 
financiada com recursos do Fonplata – Fundo Financeiro dos Países da Bacia do 
Prata, e está sendo explorada mediante a cobrança de pedágio para amortização 
do financiamento. Trechos de rodovias federais dos estados de Goiás e do Pará 
foram incluídos no Programa para serem delegados e concedidos.
Conceitos
 A concessão de rodovias com pagamento de pedágio garante o investimento e a 
manutenção constante necessária em trechos rodoviários estratégicos para o 
desenvolvimento da infraestrutura do país. São rodovias com fluxo intenso de 
veículos e, consequentemente, com desgaste rápido do pavimento que nem 
sempre consegue ser recuperado com recursos públicos. Além da manutenção, as 
concessionárias também prestam serviços de atendimento aos usuários, em 
especial, o atendimentomédico de emergência em acidentes e o serviço de 
guincho para veículos avariados na rodovia.
Conceitos
Concessões sob responsabilidade da ANTT:
 O Programa de Concessão de Rodovias Federais abrange 11.191,1 quilômetros 
de rodovias, desdobrado em concessões promovidas pelo Ministério dos 
Transportes, pelos governos estaduais, mediante delegações com base na Lei 
nº 9.277/96, e pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Conceitos
 As concessões administradas hoje, diretamente pela ANTT, são as seguintes: 
concessões atuais – constituídas de trechos de rodovias já concedidos à iniciativa 
privada, numa extensão de 4763,8 km. São 14 (quatorze) concessões, das quais 5 
(cinco) foram contratadas pelo Ministério dos Transportes entre 1994 e 1997, e 1 
(uma) pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul, em 1998, com posterior 
Convênio de Delegação das Rodovias denunciado e o contrato sub-rogado à 
União em 2000, 7 (sete) concessões referentes à segunda etapa fase I e 1 (uma) 
concessão referente à segunda etapa fase II.
Conceitos
A Lei que “autoriza a União a delegar aos municípios, aos estados da Federação e 
ao Distrito Federal a administração e exploração de rodovias e portos federais” é a:
a) Lei 9277/1996.
b) Lei 9377/1996.
c) Lei 9477/1996.
d) Lei 9577/2010.
e) Nenhuma das anteriores.
Interatividade
A Lei que “autoriza a União a delegar aos municípios, aos estados da Federação e 
ao Distrito Federal a administração e exploração de rodovias e portos federais” é a:
a) Lei 9277/1996.
b) Lei 9377/1996.
c) Lei 9477/1996.
d) Lei 9577/2010.
e) Nenhuma das anteriores.
Resposta
Alguns conceitos básicos de transporte
 Inicialmente, vamos abordar algumas concepções que estão associadas ao 
sistema de transporte como um todo. Esses sistemas estão assim constituídos:
 modo – via de transporte que é utilizada;
 forma – as ligações entre os vários modos de transporte;
 meio – como o transporte será efetuado;
 instalações – em que local a mercadoria deverá ser descarregada.
Conceitos
 Essas terminologias são utilizadas nas mais variadas administrações e estudos 
das atividades de transporte em geral. É importante conhecer alguns outros termos 
que são empregados em diversas formas de transporte.
 Embarcador ou expedidor – normalmente uma pessoa física ou jurídica que 
define as normas por meio de contratos com o transportador.
 Consignatário – também caracterizado como pessoa física ou jurídica autorizada 
a receber a mercadoria em local definido para a sua entrega.
Conceitos
 Volume indivisível – o termo por si só caracteriza a definição. É um único volume 
e não pode ser separado durante todo o processo de transferência e 
movimentação ao longo do seu percurso e em todas as modalidades de 
transportes utilizadas.
 Carga fracionada – são mercadorias transportadas e caracterizadas como cargas 
soltas, podendo ser: sacos, fardos, barris, engradados e demais produtos que se 
enquadrem nessa forma de acondicionamento.
 Carga unitizada – são os lotes formados normalmente 
por pequenos volumes de carga fracionada, 
acondicionados em uma única unidade de carga.
Conceitos
 Palete – estrados de madeira ou material sintético com abertura para entrada de 
garfos de empilhadeiras. Normalmente, são acondicionadas mercadorias que 
serão fixadas com plásticos, filmes ou cintas de aço.
 Contêiner – é uma caixa de aço, podendo ser também de 
outro material resistente. É utilizado para acondicionar 
mercadorias que exigem segurança e rapidez. Como o 
contêiner normalmente é utilizado para transportes a 
grandes distâncias e entre outros países, é necessário 
atender a algumas normas nacionais e internacionais por 
meio de convenções, ratificadas dentro do próprio país.
Conceitos
O contêiner não é caracterizado como embalagem, e sim como acessório do veículo 
transportador. No Brasil, o contêiner deve obedecer a algumas normas:
 normalmente, deve ser de caráter permanente e resistente para suportar seu uso 
repetidas vezes;
 é projetado para ser utilizado pelas demais modalidades de transporte;
 é necessário que possua dispositivos que facilitem sua transferência de um veículo 
para outro utilizando uma ou mais modalidades de transporte;
Conceitos
 deverá ser projetado para facilitar o carregamento e descarregamento da carga 
que compõe as necessidades de cada empresa, cliente e até mesmo 
consumidor final;
 ser de fácil acesso para as suas inspeções, por solicitação 
da fiscalização aduaneira.
Observação:
 O contêiner hoje, em nosso país, é muito utilizado 
principalmente no transporte feito pelos navios. Alguns 
termos logísticos são associados a essa modalidade de 
transporte como meio de acondicionamento dessa carga.
Conceitos
Vejamos algumas expressões básicas que são utilizadas:
 porta a porta ou door to door – a mercadoria será entregue no seu local de origem 
ou onde o comprador assim o definir. A custódia da mercadoria é de 
responsabilidade do transportador em todo o processo;
 porto a porto ou pier to pier – ocorre quando a mercadoria, 
antes de ser embarcada no navio, já foi transportada 
anteriormente. Com certeza haverá um novo transporte 
quando a mercadoria chegar ao país de destino antes de 
ser encaminhada ao seu consignatário;
Conceitos
 porto na origem ou pier to house – esse termo indica que já houve um transporte 
antes da mercadoria chegar às mãos do transportador principal e que este irá 
realizar a entrega ao seu destinatário final;
 house to pier – o oposto da expressão anterior, ou seja, é de responsabilidade do 
transportador principal retirar a mercadoria no seu local de origem e entregá-la no 
local acordado. Lembrando que nesse processo haverá a necessidade de mais 
uma modalidade de transporte;
Conceitos
 contrato de transporte – é um documento legal que caracteriza o acordo entre 
transportador e usuário. A apólice de seguros e o contrato de compra e venda 
regulam os direitos e deveres entre as partes envolvidas e definem as 
responsabilidades de quem é o dono da carga, quem é o transportador 
responsável, como será a modalidade utilizada, bem como o valor do frete, o local 
de origem e entrega, assim como todas as demais obrigações que envolvem um 
contrato de prestação de serviços;
Conceitos
 conhecimento de transporte ou bill of lading – é um documento legal que 
caracteriza a veracidade do contrato de transporte e que deverá conter as 
cláusulas que compõem o acordo, bem como a prova de que a carga 
será entregue.
Conceitos
Transporte de cargas perigosas:
 O volume de mercadorias e produtos que são transportados em nosso país, bem 
como no restante do globo é imenso. Tratar sobre cada um desses produtos é algo 
inimaginável. Vamos nos ater apenas a um determinado segmento: o de 
cargas perigosas.
Conceitos
classe 1 – explosivos:
 risco de explosão; 
 risco de projeção; 
 risco de incêndio; 
 sem risco considerável; 
 pouco sensível e com riscos de explosão; 
 insensível e sem riscos de explosão.
Conceitos
classe 2 – gases: 
 gases inflamáveis; 
 gases não inflamáveis e não tóxicos.
classe 3 – líquidos inflamáveis 
classe 4 – sólidos inflamáveis: 
 sólidos inflamáveis; 
 combustão espontânea; 
 liberação de gases em contato com a água.
Conceitos
classe 5 – substâncias oxidantes e peróxidos orgânicos:
 oxidantes;
 peróxidos orgânicos.
classe 6 – substâncias tóxicas e infectantes:
 substâncias tóxicas;
 substâncias infectantes.
Conceitos
 classe 7 – material radioativo 
 classe 8 – substâncias corrosivas 
 classe 9 – substâncias e artigos perigosos 
 Outramaneira de classificar essas mercadorias é 
individualmente. Cada uma delas recebe um número 
precedido das letras UN, que representam uma linguagem 
internacional e será considerada pelos embarcadores, 
transportadores e quem manipular a mercadoria como um 
todo. Veja alguns exemplos: UN1090 para a acetona, 
UN1266 para perfumaria, UN1987 para os álcoois e 
UN1993 para o líquido inflamável.
Conceitos
Os estrados de madeira ou material sintético com abertura para entrada de garfos de 
empilhadeiras são conhecidos por:
a) Contêineres.
b) Paletes.
c) House to pier.
d) Prateleiras.
e) Nenhuma das anteriores.
Interatividade
Os estrados de madeira ou material sintético com abertura para entrada de garfos de 
empilhadeiras são conhecidos por:
a) Contêineres.
b) Paletes.
c) House to pier.
d) Prateleiras.
e) Nenhuma das anteriores.
Resposta
ATÉ A PRÓXIMA!

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