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Legislação do SUS (SES-PE) Apostila Prof. Hélder Pacheco 
 ESPAÇO HEBER VIEIRA 
Rua Corredor do Bispo, 85, Boa Vista, Recife/PE Página 1 
F.: 3314-4071 – www.espacohebervieira.com.br 
Todos os direitos reservados © Copyright. Proibida a reprodução total ou parcial desta obra. 
RETROSPECTIVA HISTÓRICA DO SUS E REFORMA SANITÁRIA 
 
Século XVI e XVII (Período Colonial) – A colônia portuguesa na América era identificada como inferno. 
Grandes enfermidades, conflitos com os índios e dificuldades materiais de vida dificultavam a vida dos 
colonizadores e dos escravos. O Conselho Ultramarino Português, criou os cargos de físico mor e cirurgião mor, 
para cuidar da saúde das colônias, no entanto ninguém queria vir para o Brasil. Havia grande problemas, como, 
o tamanho do Brasil, a pobreza dos habitantes e um método de tratamento, baseado em sangria e purgação 
que causava medo na população. Mas foi o curandeirismo que se tornou o método da medicina mais utilizado, 
pois a população já estava acostumada a medicina tradicional popular. Também nessa época foram criadas as 
primeiras Santas Casas de Misericórdia, sendo a primeira instalada na cidade histórica de Olinda, em 1539. 
 
Século XIX – 1808 (Período do Império) – vinda da Corte para o Brasil. A cidade do Rio de Janeiro tornou-se o 
centro das ações sanitárias. E para atendimento mais constante e organizado das questões sanitárias, por 
ordem real, criou-se as academias médico cirúrgicas da Bahia e do Rio, portanto, as primeiras faculdades de 
medicina. Vale destacar que os médicos do Império, com seus conhecimentos da época não conseguiam evitar 
as doenças infecciosas e atribuíram aos navios que chegavam a causas das epidemias de varíola, febre 
amarela e cólera, entre outras – Criou-se assim a Inspetoria de Saúde dos Portos., sendo criada a polícia 
sanitária e as primeiras normas e regulamentos sanitários do país. 
 
Século XIX – XX (Período da República Velha) - Em 1889, houve a proclamação da República. Há uma 
descentralização das ações administrativas e sanitárias. Regularização dos serviços de polícia sanitária e 
adoção de normas para impedir o desenvolvimento das epidemias. (Predomínio de doenças transmissíveis: 
varíola, febre amarela, sífilis e tuberculose) 
 Presidente Rodrigues Alves: importante para a saúde, sendo o primeiro a realizar as primeiras medidas de 
saúde pública de impacto. 
 Criação da diretoria geral de saúde e nomeação de Oswaldo Cruz 
 Revolta da vacina 
 Controle da Febre Amarela 
 Saneamento dos portos 
 Criação do laboratório Farmaguinhos 
 Modelo de saúde: Sanitarista campanhista: dura até início da década de 60 
 1917: Carlos Chagas substitui Oswaldo Cruz, realizando campanhas educativas em saúde, tirando o caráter 
policialesco e agressivo dos guardas sanitários. Vale destacar que o principal foco dessas ações foi em 
relação às doenças infecto parasitárias principalmente no que tange à Hanseníase e Tuberculose. 
 Marco inicial da previdência social no Brasil: 1923: aprovação da Lei Eloy Chaves, gerando as caixas de 
aposentadoria e pensão (CAP). 
 
Era Vargas - Com a Revolução de 1930, como parte de uma política governamental de estruturação do Estado, 
foi criado o Ministério da Educação e Saúde. 
 “Saúde centralizada no governo federal” 
 Criação dos Institutos de aposentadoria e pensão (IAP) – o primeiro foi o dos trabalhadores marítimos 
(1933) 
 Criação da SESP 
 Criação do Ministério da saúde em 1953 
 Início da transição demográfica e epidemiológica: aumenta expectativa de vida, predomínio das doenças 
da pobreza e aumento das DCNT 
 
Ditadura Militar – A partir de 1964, com o golpe militar e derrubada do governo Jango, além de mudar toda a 
estrutura e modelo político, surge um novo modelo de atenção a saúde – Modelo médico assistencial privatista. 
 Ocorre fusão dos IAP`s e surge o INPS (Instituto nacional da Previdência social, em 1966). 
 Aumenta o poder do estado sobre a saúde, com o financiamento da previdência social para a construção de 
clínicas e hospitais privados, através de financiamento via Caixa Econômica Federal, com o famoso cheque 
em branco, juros mínimos e prazos a perder de vista. 
 1974: surge o SIMPAS (Sistema nacional de previdência e assistência social): subdivide-se em INPS 
(Instituto Nacional de previdência social) e INAMPS (Instituto nacional da assistência médica da previdência 
social) 
 Década de 70: Tripé da saúde: estado como financiador do sistema, setor privado como maior prestador 
dos serviços e setor privado internacional como produtor de equipamentos e medicamentos. 
 Privilégio do setor de saúde privado, mediante compra de serviço médico 
 Nesta conjuntura predominavam: elevada mortalidade Infantil, casos de Tuberculose, malária, acidente de 
trabalho e doença de chagas, aumento da morbidade moderna e da pobreza e forte epidemia de Meningite 
Legislação do SUS (SES-PE) Apostila Prof. Hélder Pacheco 
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Reforma Sanitária – Movimento que surgiu como oposição e de luta contra a ditadura e o modelo de saúde 
vigente. 
 1976: criação da CEBES (Centro Brasileiro de Estudos Especiais em Saúde) 
 1979: Realização do 1º Simpósio sobre Política Nacional de Saúde na comissão de saúde da câmara dos 
deputados, produzindo as primeiras propostas para a construção do que viria a ser o SUS. 
 1979: Criação da ABRASCO (Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva) 
 1983: Surgimento do AIS (ações integradas em saúde) 
 Movimento de reforma sanitária organiza a VIII Conferência Nacional de saúde em 1986, a primeira 
conferência que contou com ampla participação da sociedade 
 Propõe o SUS, produzindo o relatório final, o qual foi entregue ao então presidente José Sarney 
 
Atenção: Em 1986 com a 8ᵒ Conferência Nacional de Saúde, houve discussões sobre o sistema de saúde, e as 
ideias do Movimento Sanitarista Brasileiro versava sobre as mudanças e transformações na área da saúde, cujo 
objetivo era a melhoria nas condições de vida da população. Segue abaixo as principais propostas e temas 
levantados e debatidos pelo movimento: 
- Proposta abrangente de mudança social e transformação da situação sanitária 
- Conceito ampliado de saúde 
- Reconhecimento da saúde como direito de todos e dever do Estado 
- Participação popular 
- Constituição e ampliação do orçamento social 
- Saúde como direito do cidadão e responsabilidade do estado, 
- A necessidade de um novo sistema de saúde, diante da constatação da falência do modelo vigente, 
- As formas de financiamento deste sistema 
- Convênio SUDS (1987): transição para o SUS 
 
MODELOS DE ATENÇÃO À SAÚDE 
 
O modelo campanhista – influenciado por interesses agroexportadores no início do século XX – baseou-se em 
campanhas sanitárias para combater as epidemias de febre amarela, peste bubônica e varíola, implementando 
programas de vacinação obrigatória, desinfecção dos espaços públicos e domiciliares e outras ações de 
medicalização do espaço urbano, que atingiram, em sua maioria, as camadas menos favorecidas da população. 
Esse modelo predominou no cenário das políticas de saúde brasileiras até o início da década de 1960. 
 
O modelo previdenciário-privatista (Biomédico) teve seu início na década de 1920 sob a influência da 
medicina liberal e tinha o objetivo de oferecer assistência médico-hospitalar a trabalhadores urbanos e 
industriais, na forma de seguro-saúde/previdência. Sua organização é marcada pela lógica da assistência e da 
previdência social, inicialmente, restringindo-se a algumas corporaçõesde trabalhadores e, posteriormente, 
unificando-se no Instituto Nacional de Assistência e Previdência Social (INPS), em 1966, e ampliando-se 
progressivamente ao conjunto de trabalhadores formalmente inseridos na economia (Baptista, 2005). Esse 
modelo é conhecido também por seu aspecto hospitalocêntrico, uma vez que, a partir da década de 1940, a 
rede hospitalar passou a receber um volume crescente de investimentos, e a ‘atenção à saúde’ foi-se tornando 
sinônimo de assistência hospitalar. Trata-se da maior expressão na história do setor saúde brasileiro da 
concepção médico-curativa, fundada no paradigma flexneriano, caracterizado por uma concepção mecanicista 
do processo saúde-doença, pelo reducionismo da causalidade aos fatores biológicos e pelo foco da atenção 
sobre a doença e o indivíduo. Tal paradigma que organizou o ensino e o trabalho médico foi um dos 
responsáveis pela fragmentação e hierarquização do processo de trabalho em saúde e pela proliferação das 
especialidades médicas. 
 
Modelo de vigilância em saúde - Ao final da década de 1970, diversos segmentos da sociedade civil– entre 
eles, usuários e profissionais de saúde pública – insatisfeitos com o sistema de saúde brasileiro iniciaram um 
movimento que lutou pela ‘atenção à saúde’ como um direito de todos e um dever do Estado. Este movimento 
ficou conhecido como Reforma Sanitária Brasileira e culminou na instituição do SUS por meio da Constituição 
de 1988 e posteriormente regulamentado pelas Leis 8.080/90 e 8.142/90, chamadas Leis Orgânicas da Saúde. 
A partir da concepção ampliada do processo saúde-doença surgida nesse período, a ‘atenção à saúde’ intenta 
conceber e organizar as políticas e as ações de saúde numa perspectiva interdisciplinar, partindo da crítica em 
relação aos modelos excludentes, seja o biomédico curativo ou o preventivista. 
 
Portanto, se constitui o modelo de atenção de vigilância em saúde, tendo a premissa de desenvolver políticas e 
organizar serviços, ações e o próprio trabalho em saúde, de forma a atenderem as necessidades de saúde dos 
indivíduos, nas suas singularidades, e dos grupos sociais, na sua relação com suas formas de vida, suas 
Legislação do SUS (SES-PE) Apostila Prof. Hélder Pacheco 
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especificidades culturais e políticas. O modelo de atenção pode, enfim, buscar garantir a continuidade do 
atendimento nos diversos momentos e contextos em que se objetiva a ‘atenção à saúde’. 
 
A Vigilância à Saúde (VISAU) surge no final dos anos 80 e início dos anos 90, (MENDES, 1993; PAIM, 1993b; 
TEIXEIRA e MELO, 1995), a partir da “refuncionalização” do modelo da HND (LEAVELL e CLARK, 1978), da 
incorporação da Promoção da Saúde e dos pressupostos do modelo da Determinação Social do processo 
saúde-doença, tomando o ideal da integralidade da atenção como imagem-objetivo a nortear arranjos 
tecnológicos entre práticas articuladas voltadas a controlar determinantes, riscos e agravos à saúde. 
 
As intervenções propostas para enfrentar os problemas de saúde prioritários incluem desde ações de controle 
dos determinantes, especialmente aquelas que exigem a conjugação de esforços de articulação intersetorial, 
passando por ações de proteção específica, de prevenção de riscos atuais ou potenciais, de triagem e 
diagnóstico precoce, até a redução de danos já instalados e de possíveis sequelas, mediante ações de 
reabilitação. Desse modo, a VISAU busca articular o “enfoque populacional” (promoção) com o “enfoque de 
risco” (prevenção) e o enfoque clínico (assistência) constituindo-se em um referencial para a reorganização de 
um conjunto de políticas e práticas que podem assumir configurações específicas de acordo com a situação de 
saúde da população, em cada país, estado ou município. A operacionalização dessa proposta ao envolver a 
população organizada, inclusive, contempla o uso de tecnologias de comunicação social para a mobilização e 
organização dos diversos grupos para a promoção e defesa das suas condições de vida e saúde, 
transcendendo, portanto, o sistema de saúde e expandindo-se a outros setores e órgãos de ação 
governamental e não governamental. 
 
Nesse sentido, o modelo também trabalha com propostas de atenção dirigidas a grupos específicos que podem 
ser descritas como políticas voltadas para ‘atenção à saúde’ por ciclo de vida – ‘atenção à saúde’ do idoso, à 
criança e ao adolescente, ‘atenção à saúde’ do adulto; a portadores de doenças específicas – atenção à 
hipertensão arterial, diabetes, hanseníase, DST/Aids, entre outras; e também relativas a questões de gênero – 
saúde da mulher e, mais recentemente, saúde do homem. 
 
CONSTITUIÇÃO DE 1988 – Com a promulgação da Constituição de 88, ocorre a aprovação do SUS, 
sendo marcado pela institucionalização das propostas da reforma sanitária, no qual vem a ser reforçado 
pela Lei Orgânica da Saúde 8080/90 ( lei que regulamenta os preceitos constitucionais do SUS- Sistema 
Único de Saúde) ao se integrar ao conjunto das competências do SUS; reforçando o seu papel de 
garantir a melhoria da qualidade de vida da população, através de ações de controle do meio ambiente, 
da saúde do trabalhador, do monitoramento da qualidade dos bens e serviços ofertados à população. 
 
Título VIII da Ordem Social, Capítulo II da Seguridade Social e Seção II da Saúde 
 
 Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas 
que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e 
serviços para sua promoção, proteção e recuperação. 
 
 Art. 197. São de relevância pública as ações e serviços de saúde, cabendo ao Poder Público dispor, nos 
termos da lei, sobre sua regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua execução ser feita 
diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física ou jurídica de direito privado. 
 
 Art. 198. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e 
constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguintes diretrizes: Atenção – DAIP ou PAID 
I - descentralização, com direção única em cada esfera de governo; 
II - atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços 
assistenciais; 
III - participação da comunidade. 
 
§ 1º. O sistema único de saúde será financiado, nos termos do art. 195, com recursos do orçamento da 
seguridade social, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, além de outras fontes 
 
§ 2º A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios aplicarão, anualmente, em ações e serviços 
públicos de saúde recursos mínimos derivados da aplicação de percentuais calculados sobre: 
I - No caso da União, a receita corrente líquida do respectivo exercício financeiro, não podendo ser inferior a 
15% (quinze por cento); 
II - no caso dos Estados e do Distrito Federal, o produto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 155 
e dos recursos de que tratam os arts. 157 e 159, inciso I, alínea a, e inciso II, deduzidas as parcelas que forem 
transferidas aos respectivos Municípios; 
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III - no caso dos Municípios e do Distrito Federal, o produto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 
156 e dos recursos de que tratam os arts. 158 e 159,inciso I, alínea b e § 3º. 
 
§ 3º Lei complementar, que será reavaliada pelo menos a cada cinco anos, estabelecerá: 
II - os critérios de rateio dos recursos da União vinculados à saúde destinados aos Estados, ao Distrito Federal 
e aos Municípios, e dos Estados destinados a seus respectivos Municípios, objetivando a progressiva redução 
das disparidades regionais; 
III - as normas de fiscalização, avaliação e controle das despesas com saúde nas esferas federal, estadual, 
distrital e municipal 
§ 4º Os gestores locais do sistema único de saúde poderão admitir agentes comunitários de saúde e agentes de 
combate às endemias por meio de processo seletivo público, de acordo com a natureza e complexidade de 
suas atribuições e requisitos específicos para sua atuação. 
§ 5º Lei federal disporá sobre o regime jurídico, o piso salarial profissional nacional, as diretrizes para os Planos 
de Carreira e a regulamentação das atividades de agente comunitário de saúde e agente de combate às 
endemias, competindo à União, nos termos da lei, prestar assistência financeira complementar aos Estados, ao 
Distrito Federal e aos Municípios, para o cumprimento do referido piso salarial. 
§ 6º Além das hipóteses previstas no § 1º do art. 41 e no § 4º do art. 169 da Constituição Federal, o servidor 
que exerça funções equivalentes às de agente comunitário de saúde ou de agente de combate às endemias 
poderá perder o cargo em caso de descumprimento dos requisitos específicos, fixados em lei, para o seu 
exercício. 
Art. 199. A assistência à saúde é livre à iniciativa privada. (Atenção – a que mais CAI na prova) 
§ 1º - As instituições privadas poderão participar de forma complementar do sistema único de saúde, segundo 
diretrizes deste, mediante contrato de direito público ou convênio, tendo preferência as entidades filantrópicas e 
as sem fins lucrativos. 
§ 2º É vedada a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às instituições privadas com fins 
lucrativos. 
§ 3º É vedada a participação direta ou indireta de empresas ou capitais estrangeiros na assistência à saúde no 
País, salvo nos casos previstos em lei. 
§ 4º A lei disporá sobre as condições e os requisitos que facilitem a remoção de órgãos, tecidos e substâncias 
humanas para fins de transplante, pesquisa e tratamento, bem como a coleta, processamento e transfusão de 
sangue e seus derivados, sendo vedado todo tipo de comercialização. 
Art. 200. Ao sistema único de saúde compete, além de outras atribuições, nos termos da lei: 
I - controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de interesse para a saúde e participar da 
produção de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos, hemoderivados e outros insumos; 
II - executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de saúde do trabalhador; 
III - ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde; 
IV - participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico; 
V - incrementar, em sua área de atuação, o desenvolvimento científico e tecnológico e a inovação; 
 
VI - fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido o controle de seu teor nutricional, bem como bebidas e 
águas para consumo humano; 
VII - participar do controle e fiscalização da produção, transporte, guarda e utilização de substâncias e produtos 
psicoativos, tóxicos e radioativos; 
VIII - colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho. 
PRINCÍPIOS E DIRETRIZES DO SUS - O SUS segue uma mesma doutrina e os mesmos princípios 
organizativos, em todo o território nacional. Não se trata, portanto, de uma prestação de serviço ou uma 
instituição, mas de um “Sistema” estruturado em nível nacional, composto por unidades, serviços e 
ações que interagem, objetivando um fim comum, baseado nos seguintes princípios: 
Legislação do SUS (SES-PE) Apostila Prof. Hélder Pacheco 
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- Doutrina do SUS: Baseado nos preceitos constitucionais, a construção do SUS se norteia pelos seguintes 
princípios doutrinários: 
 
 Universalidade: É a garantia de atenção à saúde por parte do sistema, a todo e qualquer cidadão. 
Com a universalidade, o indivíduo passa a ter direito de acesso a todos os serviços públicos de saúde, assim 
como aqueles contratados pelo poder público, Saúde é direito de cidadania e dever do Governo: municipal, 
estadual e federal. 
 Equidade: É assegurar ações e serviços de todos os níveis de acordo com a complexidade que cada 
caso requeira saúde, assim como aqueles contratados pelo poder público. Todo cidadão é igual perante ao 
SUS, mas será atendido conforme suas necessidades, canalizando mais atenção aos que mais precisam. 
 Integralidade: Cada pessoa é um todo indivisível e integrante de uma comunidade. As ações de 
promoção, proteção e recuperação da saúde formam também um todo indivisível e não podem ser 
compartimentalizadas. As unidades prestadoras de serviço, com seus diversos graus de complexidade, 
formam também um todo indivisível configurando um sistema capaz de prestar assistência integral. Enfim: "O 
homem é um ser integral, biopsicossocial, e deverá ser atendido com esta visão integral por um sistema de 
saúde também integral, voltando a promover, proteger e recuperar sua saúde." 
- Quais são os princípios que regem a organização do SUS? 
 Regionalização: A população deve estar vinculada a uma rede de serviços hierarquizados, 
organizados por região, com área geográfica definida. É um processo de articulação entre os serviços 
existentes, com comando unificado. A oferta de serviços deve ser planejada de acordo com os critérios 
epidemiológicos 
 Hierarquização: Os serviços devem ser organizados em níveis de complexidade crescente. Além de 
dividir os serviços em níveis de atenção, deve incorporar os fluxos de encaminhamento (referência) e de 
retornos de informações ao nível básico do serviço (contra-referência). 
 Resolubilidade: É a exigência de que, quando um indivíduo busca o atendimento ou quando surge 
um problema de impacto coletivo sobre a saúde, o serviço correspondente esteja capacitado para enfrentá-lo 
e resolvê-lo até o nível da sua competência. 
 Descentralização: É entendida como uma redistribuição das responsabilidades quanto às ações e 
serviços de saúde entre os vários níveis de governo, a partir da ideia de que quanto mais perto do fato a 
decisão for tomada, mais chance haverá de acerto. Assim, o que é abrangência de um município deve ser de 
responsabilidade do governo municipal; o que abrange um estado ou uma região estadual deve estar sob 
responsabilidade do governo estadual; e, o que for de abrangência nacional será de responsabilidade federal. 
 Participação dos cidadãos: É a garantia constitucional de que a população, através de suas 
entidades representativas, participará do processo de formulação e controle da execução das políticas de 
saúde, em todos os níveis, desde o federal até o local. Essa participação deve se dar nos Conselhos de 
Saúde, com representação paritária de usuários, governo, profissionais de saúde e prestadores de serviço. 
Outra forma de participação são as conferências de saúde, periódicas, para definir prioridades e linhas de 
ação sobre a saúde. Deve ser também considerado como elemento do processo participativo, o dever das 
instituições de oferecerem as informações e conhecimentos necessários para que a população se posicione 
sobre as questões que dizem respeito à sua saúde. 
 Complementariedade do setor privado: A Constituição definiu que, quando por insuficiência do 
setor público, for necessário a contrataçãode serviços privados, isso deve se dar sob três condições: 1ª - a 
celebração de contrato, conforme as normas de direito público, ou seja, interesse público prevalecendo sobre 
o particular; 2ª - a instituição privada deverá estar de acordo com os princípios básicos e normas técnicas do 
SUS. Prevalecem, assim, os princípios da universalidade, equidade, etc., como se o serviço privado fosse 
público, uma vez que, quando contratado, atua em nome deste; 3ª - a integração dos serviços privados 
deverá se dar na mesma lógica organizativa do SUS, em termos de posição definida na rede regionalizada e 
hierarquizada dos serviços. Dessa forma, em cada região, deverá estar claramente estabelecido, 
considerando-se os serviços públicos e privados contratados, quem vai fazer o que, em que nível e em que 
lugar. Dentre os serviços privados, devem ter preferência os serviços não lucrativos, conforme determina a 
Constituição. 
Legislação do SUS (SES-PE) Apostila Prof. Hélder Pacheco 
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LEI 8.080/90 - Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a 
organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. 
 
Art. 1º Esta lei regula, em todo o território nacional, as ações e serviços de saúde, executados isolada ou 
conjuntamente, em caráter permanente ou eventual, por pessoas naturais ou jurídicas de direito Público ou 
privado. 
§ 2º O dever do Estado não exclui o das pessoas, da família, das empresas e da sociedade. 
 
Art. 3
o
 Os níveis de saúde expressam a organização social e econômica do País, tendo a saúde como 
determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio 
ambiente, o trabalho, a renda, a educação, a atividade física, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e 
serviços essenciais. (ATENÇÃO: CONCEITO DE SAÚDE DEFINIDO NO SUS) 
 
Art. 4º O conjunto de ações e serviços de saúde, prestados por órgãos e instituições públicas federais, 
estaduais e municipais, da Administração direta e indireta e das fundações mantidas pelo Poder Público, 
constitui o Sistema Único de Saúde (SUS). 
 
Art. 6º Estão incluídas ainda no campo de atuação do Sistema Único de Saúde (SUS): 
I - a execução de ações: 
a) de vigilância sanitária; 
b) de vigilância epidemiológica; 
c) de saúde do trabalhador; e 
d) de assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica; 
II - a participação na formulação da política e na execução de ações de saneamento básico; 
III - a ordenação da formação de recursos humanos na área de saúde; 
IV - a vigilância nutricional e a orientação alimentar; 
V - a colaboração na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho; 
VI - a formulação da política de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos e outros insumos de interesse 
para a saúde e a participação na sua produção; 
VII - o controle e a fiscalização de serviços, produtos e substâncias de interesse para a saúde; 
VIII - a fiscalização e a inspeção de alimentos, água e bebidas para consumo humano; 
IX - a participação no controle e na fiscalização da produção, transporte, guarda e utilização de substâncias e 
produtos psicoativos, tóxicos e radioativos; 
X - o incremento, em sua área de atuação, do desenvolvimento científico e tecnológico; 
XI - a formulação e execução da política de sangue e seus derivados. 
 
§ 1º Entende-se por vigilância sanitária um conjunto de ações capaz de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à 
saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e 
da prestação de serviços de interesse da saúde, abrangendo: 
 
§ 2º Entende-se por vigilância epidemiológica um conjunto de ações que proporcionam o conhecimento, a 
detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual 
ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou 
agravos. 
 
Art. 7º As ações e serviços públicos de saúde e os serviços privados contratados ou conveniados que integram 
o Sistema Único de Saúde (SUS), são desenvolvidos de acordo com as diretrizes previstas no art. 198 da 
Constituição Federal, obedecendo ainda aos seguintes princípios: 
I - universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de assistência; 
II - integralidade de assistência, entendida como conjunto articulado e contínuo das ações e serviços 
preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade do 
sistema; 
III - preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral; 
IV - igualdade da assistência à saúde, sem preconceitos ou privilégios de qualquer espécie; 
V - direito à informação, às pessoas assistidas, sobre sua saúde; 
VI - divulgação de informações quanto ao potencial dos serviços de saúde e a sua utilização pelo usuário; 
VII - utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades, a alocação de recursos e a orientação 
programática; 
VIII - participação da comunidade; 
IX - descentralização político-administrativa, com direção única em cada esfera de governo: 
a) ênfase na descentralização dos serviços para os municípios; 
b) regionalização e hierarquização da rede de serviços de saúde; 
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X - integração em nível executivo das ações de saúde, meio ambiente e saneamento básico; 
XI - conjugação dos recursos financeiros, tecnológicos, materiais e humanos da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios na prestação de serviços de assistência à saúde da população; 
XII - capacidade de resolução dos serviços em todos os níveis de assistência; e 
XIII - organização dos serviços públicos de modo a evitar duplicidade de meios para fins idênticos. 
XIV – organização de atendimento público específico e especializado para mulheres e vítimas de 
violência doméstica em geral, que garanta, entre outros, atendimento, acompanhamento psicológico e 
cirurgias plásticas reparadoras, em conformidade com a Lei nº 12.845, de 1º de agosto de 
2013. (Redação dada pela Lei nº 13.427, de 2017) 
 
Art. 9º A direção do Sistema Único de Saúde (SUS) é única, de acordo com o inciso I do art. 198 da 
Constituição Federal, sendo exercida em cada esfera de governo pelos seguintes órgãos: 
I - no âmbito da União, pelo Ministério da Saúde; 
II - no âmbito dos Estados e do Distrito Federal, pela respectiva Secretaria de Saúde ou órgão equivalente; e 
III - no âmbito dos Municípios, pela respectiva Secretaria de Saúde ou órgão equivalente. 
 
Art. 10. Os municípios poderão constituir consórcios para desenvolver em conjunto as ações e os serviços 
de saúde que lhes correspondam. 
§ 1º Aplica-se aos consórcios administrativos intermunicipais o princípio da direção única, e os respectivos atos 
constitutivos disporão sobre sua observância. 
§ 2º No nível municipal, o Sistema Único de Saúde (SUS), poderá organizar-se em distritos de forma a 
integrar e articular recursos, técnicas e práticas voltadas para a cobertura total das ações de saúde. 
 
Art. 12. Serão criadas comissões intersetoriais de âmbito nacional, subordinadas ao Conselho Nacional de 
Saúde, integradas pelos Ministérios e órgãos competentes e por entidades representativas da sociedade civil. 
Parágrafo único. As comissõesintersetoriais terão a finalidade de articular políticas e programas de interesse 
para a saúde, cuja execução envolva áreas não compreendidas no âmbito do Sistema Único de Saúde 
(SUS). 
 
Art. 13. A articulação das políticas e programas, a cargo das comissões intersetoriais, abrangerá, em especial, 
as seguintes atividades: 
I - alimentação e nutrição; 
II - saneamento e meio ambiente; 
III - vigilância sanitária e farmacoepidemiologia; 
IV - recursos humanos; 
V - ciência e tecnologia; e 
VI - saúde do trabalhador. 
 
Art. 14-A. As Comissões Intergestores Bipartite e Tripartite são reconhecidas como foros de negociação e 
pactuação entre gestores, quanto aos aspectos operacionais do Sistema Único de Saúde (SUS 
Parágrafo único. A atuação das Comissões Intergestores Bipartite e Tripartite terá por objetivo: 
Art. 14-B. O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias 
Municipais de Saúde (Conasems) são reconhecidos como entidades representativas dos entes estaduais e 
municipais para tratar de matérias referentes à saúde e declarados de utilidade pública e de relevante função 
social, na forma do regulamento. 
§ 2
o
 Os Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems) são reconhecidos como entidades que 
representam os entes municipais, no âmbito estadual, para tratar de matérias referentes à saúde, desde que 
vinculados institucionalmente ao Conasems, na forma que dispuserem seus estatutos 
 
Capítulo IV - Da Competência e das Atribuições 
Das Atribuições Comuns 
II - administração dos recursos orçamentários e financeiros destinados, em cada ano, à saúde; 
IV - organização e coordenação do sistema de informação de saúde; 
VIII - elaboração e atualização periódica do plano de saúde; 
IX - participação na formulação e na execução da política de formação e desenvolvimento de recursos humanos 
para a saúde; 
X - elaboração da proposta orçamentária do Sistema Único de Saúde (SUS), de conformidade com o plano de 
saúde; 
XI - elaboração de normas para regular as atividades de serviços privados de saúde, tendo em vista a sua 
relevância pública; 
XIV - implementar o Sistema Nacional de Sangue, Componentes e Derivados; 
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XV - propor a celebração de convênios, acordos e protocolos internacionais relativos à saúde, saneamento e 
meio ambiente; 
XVII - promover articulação com os órgãos de fiscalização do exercício profissional e outras entidades 
representativas da sociedade civil para a definição e controle dos padrões éticos para pesquisa, ações e 
serviços de saúde; 
XIX - realizar pesquisas e estudos na área de saúde; 
 
Das atribuições da direção nacional do Sistema Único da Saúde: 
I - formular, avaliar e apoiar políticas de alimentação e nutrição; 
III - definir e coordenar os sistemas: 
a) de redes integradas de assistência de alta complexidade; 
b) de rede de laboratórios de saúde pública; 
c) de vigilância epidemiológica; e 
d) vigilância sanitária; 
VI - coordenar e participar na execução das ações de vigilância epidemiológica; 
IX - promover articulação com os órgãos educacionais e de fiscalização do exercício profissional, bem como 
com entidades representativas de formação de recursos humanos na área de saúde; 
X - formular, avaliar, elaborar normas e participar na execução da política nacional e produção de insumos e 
equipamentos para a saúde, em articulação com os demais órgãos governamentais; 
XIII - prestar cooperação técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios para o 
aperfeiçoamento da sua atuação institucional; 
XIV - elaborar normas para regular as relações entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e os serviços privados 
contratados de assistência à saúde; 
XVI - normatizar e coordenar nacionalmente o Sistema Nacional de Sangue, Componentes e Derivados; 
XVIII - elaborar o Planejamento Estratégico Nacional no âmbito do SUS, em cooperação técnica com os 
Estados, Municípios e Distrito Federal; 
XIX - estabelecer o Sistema Nacional de Auditoria e coordenar a avaliação técnica e financeira do SUS em todo 
o Território Nacional em cooperação técnica com os Estados, Municípios e Distrito Federal 
Parágrafo único. A União poderá executar ações de vigilância epidemiológica e sanitária em circunstâncias 
especiais, como na ocorrência de agravos inusitados à saúde, que possam escapar do controle da direção 
estadual do Sistema Único de Saúde (SUS) ou que representem risco de disseminação nacional. 
 
Das atribuições da direção estadual do Sistema Único de Saúde: 
I - promover a descentralização para os Municípios dos serviços e das ações de saúde; 
II - acompanhar, controlar e avaliar as redes hierarquizadas do Sistema Único de Saúde (SUS); 
III - prestar apoio técnico e financeiro aos Municípios e executar supletivamente ações e serviços de saúde; 
IV - coordenar e, em caráter complementar, executar ações e serviços: 
a) de vigilância epidemiológica; 
b) de vigilância sanitária; 
c) de alimentação e nutrição; e 
d) de saúde do trabalhador; 
 
Das atribuições da direção municipal do Sistema de Saúde: 
II - participar do planejamento, programação e organização da rede regionalizada e hierarquizada do Sistema 
Único de Saúde (SUS), em articulação com sua direção estadual; 
IV - executar serviços: 
a) de vigilância epidemiológica; 
b) vigilância sanitária; 
c) de alimentação e nutrição; 
d) de saneamento básico; e 
e) de saúde do trabalhador; 
V - dar execução, no âmbito municipal, à política de insumos e equipamentos para a saúde; 
VII - formar consórcios administrativos intermunicipais; 
VIII - gerir laboratórios públicos de saúde e hemocentros; 
IX - colaborar com a União e os Estados na execução da vigilância sanitária de portos, aeroportos e fronteiras; 
XI - controlar e fiscalizar os procedimentos dos serviços privados de saúde; 
Art. 19. Ao Distrito Federal competem as atribuições reservadas aos Estados e aos Municípios. 
 
Do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena 
Art. 19-A. As ações e serviços de saúde voltados para o atendimento das populações indígenas, em todo o 
território nacional, coletiva ou individualmente, obedecerão ao disposto nesta Lei. (Incluído pela Lei nº 9.836, de 
1999) 
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Art. 19-C. Caberá à União, com seus recursos próprios, financiar o Subsistema de Atenção à Saúde 
Indígena. 
Art. 19-E. Os Estados, Municípios, outras instituições governamentais e não-governamentais poderão atuar 
complementarmente no custeio e execução das ações 
§ 1
o
 O Subsistema de que trata o caput deste artigo terá como base os Distritos Sanitários Especiais 
Indígenas. 
Art. 19-H. As populações indígenas terão direito a participar dos organismos colegiados de formulação, 
acompanhamento e avaliação das políticas de saúde, tais como o Conselho Nacional de Saúde e os Conselhos 
Estaduais e Municipais de Saúde, quando for o caso. 
 
Da assistência terapêutica e da incorporação de tecnologia em saúde 
I - dispensação de medicamentos e produtos de interesse para a saúde, cuja prescrição esteja em 
conformidade com as diretrizes terapêuticas definidas em protocolo clínico para a doença ou o agravo à saúde a 
ser tratado ou, na falta do protocolo, em conformidadecom o disposto no art. 19-P; 
II - oferta de procedimentos terapêuticos, em regime domiciliar, ambulatorial e hospitalar, constantes de 
tabelas elaboradas pelo gestor federal do Sistema Único de Saúde - SUS, realizados no território nacional por 
serviço próprio, conveniado ou contratado. 
I - produtos de interesse para a saúde: órteses, próteses, bolsas coletoras e equipamentos médicos; 
II - protocolo clínico e diretriz terapêutica: documento que estabelece critérios para o diagnóstico da doença 
ou do agravo à saúde; o tratamento preconizado, com os medicamentos e demais produtos apropriados, 
quando couber; as posologias recomendadas; os mecanismos de controle clínico; e o acompanhamento e a 
verificação dos resultados terapêuticos, a serem seguidos pelos gestores do SUS. 
Art. 19-Q. A incorporação, a exclusão ou a alteração pelo SUS de novos medicamentos, produtos e 
procedimentos, bem como a constituição ou a alteração de protocolo clínico ou de diretriz terapêutica, são 
atribuições do Ministério da Saúde, assessorado pela Comissão Nacional de Incorporação de 
Tecnologias no SUS. 
§ 1
o
 A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, cuja composição e regimento são definidos 
em regulamento, contará com a participação de 1 (um) representante indicado pelo Conselho Nacional de 
Saúde e de 1 (um) representante, especialista na área, indicado pelo Conselho Federal de Medicina. 
 
Dos serviços privados de assistência à saùde 
Art. 20. Os serviços privados de assistência à saúde caracterizam-se pela atuação, por iniciativa própria, de 
profissionais liberais, legalmente habilitados, e de pessoas jurídicas de direito privado na promoção, proteção e 
recuperação da saúde. 
Art. 21. A assistência à saúde é livre à iniciativa privada. 
Art. 23. É permitida a participação direta ou indireta, inclusive controle, de empresas ou de capital 
estrangeiro na assistência à saúde nos seguintes casos: (Redação dada pela Lei nº 13.097, de 2015) 
I - doações de organismos internacionais vinculados à Organização das Nações Unidas, de entidades de 
cooperação técnica e de financiamento e empréstimos; 
II - pessoas jurídicas destinadas a instalar, operacionalizar ou explorar: 
a) hospital geral, inclusive filantrópico, hospital especializado, policlínica, clínica geral e clínica especializada; 
e 
b) ações e pesquisas de planejamento familiar; 
III - serviços de saúde mantidos, sem finalidade lucrativa, por empresas, para atendimento de seus empregados 
e dependentes, sem qualquer ônus para a seguridade social; 
 
Da Participação Complementar 
Art. 24. Quando as suas disponibilidades forem insuficientes para garantir a cobertura assistencial à população 
de uma determinada área, o Sistema Único de Saúde (SUS) poderá recorrer aos serviços ofertados pela 
iniciativa privada. 
Parágrafo único. A participação complementar dos serviços privados será formalizada mediante contrato ou 
convênio, observadas, a respeito, as normas de direito público. 
Art. 25. Na hipótese do artigo anterior, as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos terão preferência 
para participar do Sistema Único de Saúde (SUS). 
Art. 26. Os critérios e valores para a remuneração de serviços e os parâmetros de cobertura assistencial serão 
estabelecidos pela direção nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), aprovados no Conselho Nacional de 
Saúde. 
§ 4° Aos proprietários, administradores e dirigentes de entidades ou serviços contratados é vedado 
exercer cargo de chefia ou função de confiança no Sistema Único de Saúde (SUS). 
 
 
 
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Dos recursos humanos 
I - organização de um sistema de formação de recursos humanos em todos os níveis de ensino, inclusive de 
pós-graduação, além da elaboração de programas de permanente aperfeiçoamento de pessoal; 
IV - valorização da dedicação exclusiva aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). 
Art. 28. Os cargos e funções de chefia, direção e assessoramento, no âmbito do Sistema Único de Saúde 
(SUS), só poderão ser exercidas em regime de tempo integral. 
§ 1° Os servidores que legalmente acumulam dois cargos ou empregos poderão exercer suas atividades em 
mais de um estabelecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). 
 
Do financiamento 
Art. 31. O orçamento da seguridade social destinará ao Sistema Único de Saúde (SUS) de acordo com a receita 
estimada, os recursos necessários à realização de suas finalidades, previstos em proposta elaborada pela sua 
direção nacional, com a participação dos órgãos da Previdência Social e da Assistência Social, tendo em vista 
as metas e prioridades estabelecidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias. 
 
Art. 33. Os recursos financeiros do Sistema Único de Saúde (SUS) serão depositados em conta especial, em 
cada esfera de sua atuação, e movimentados sob fiscalização dos respectivos Conselhos de Saúde. 
§ 1º Na esfera federal, os recursos financeiros, originários do Orçamento da Seguridade Social, de outros 
Orçamentos da União, além de outras fontes, serão administrados pelo Ministério da Saúde, através do Fundo 
Nacional de Saúde. 
§ 4º O Ministério da Saúde acompanhará, através de seu sistema de auditoria, a conformidade à programação 
aprovada da aplicação dos recursos repassados a Estados e Municípios. Constatada a malversação, desvio ou 
não aplicação dos recursos, caberá ao Ministério da Saúde aplicar as medidas previstas em lei. 
 
Art. 35. Para o estabelecimento de valores a serem transferidos a Estados, Distrito Federal e Municípios, será 
utilizada a combinação dos seguintes critérios, segundo análise técnica de programas e projetos: 
I - perfil demográfico da região; 
II - perfil epidemiológico da população a ser coberta; 
III - características quantitativas e qualitativas da rede de saúde na área; 
IV - desempenho técnico, econômico e financeiro no período anterior; 
V - níveis de participação do setor saúde nos orçamentos estaduais e municipais; 
VI - previsão do plano qüinqüenal de investimentos da rede; 
VII - ressarcimento do atendimento a serviços prestados para outras esferas de governo. 
 
Do Planejamento e do Orçamento 
Art. 36. O processo de planejamento e orçamento do Sistema Único de Saúde (SUS) será ascendente, do nível 
local até o federal, ouvidos seus órgãos deliberativos, compatibilizando-se as necessidades da política de saúde 
com a disponibilidade de recursos em planos de saúde dos Municípios, dos Estados, do Distrito Federal e da 
União. 
§ 1º Os planos de saúde serão a base das atividades e programações de cada nível de direção do Sistema 
Único de Saúde (SUS), e seu financiamento será previsto na respectiva proposta orçamentária. 
§ 2º É vedada a transferência de recursos para o financiamento de ações não previstas nos planos de 
saúde, exceto em situações emergenciais ou de calamidade pública, na área de saúde. 
 
Art. 45. Os serviços de saúde dos hospitais universitários e de ensino integram-se ao Sistema Único de Saúde 
(SUS), mediante convênio, preservada a sua autonomia administrativa, em relação ao patrimônio, aos 
recursos humanos e financeiros, ensino, pesquisa e extensão nos limites conferidos pelas instituições a que 
estejam vinculados. 
§ 2º Em tempo de paz e havendo interesse recíproco, os serviços de saúde das Forças Armadas poderão 
integrar-se ao Sistema Único de Saúde (SUS), conforme se dispuser em convênio que, para esse fim, for 
firmado. 
 
LEI 8.142/90 - Dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) e 
sobre as transferências intergovernamentais de recursosfinanceiros na área da saúde e dá outras providências. 
 
Art. 1° O Sistema Único de Saúde (SUS), de que trata a Lei n° 8.080, de 19 de setembro de 1990, contará, em 
cada esfera de governo, sem prejuízo das funções do Poder Legislativo, com as seguintes instâncias 
colegiadas: 
I - a Conferência de Saúde; e 
II - o Conselho de Saúde. 
 
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§ 1° A Conferência de Saúde reunir-se-á a cada quatro anos com a representação dos vários segmentos 
sociais, para avaliar a situação de saúde e propor as diretrizes para a formulação da política de saúde 
nos níveis correspondentes, convocada pelo Poder Executivo ou, extraordinariamente, por esta ou pelo 
Conselho de Saúde. 
 
§ 2° O Conselho de Saúde, em caráter permanente e deliberativo, órgão colegiado composto por 
representantes do governo, prestadores de serviço, profissionais de saúde e usuários, atua na 
formulação de estratégias e no controle da execução da política de saúde na instância correspondente, 
inclusive nos aspectos econômicos e financeiros, cujas decisões serão homologadas pelo chefe do 
poder legalmente constituído em cada esfera do governo. 
 
§ 3° O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretários 
Municipais de Saúde (Conasems) terão representação no Conselho Nacional de Saúde. 
§ 4° A representação dos usuários nos Conselhos de Saúde e Conferências será paritária em relação ao 
conjunto dos demais segmentos. 
§ 5° As Conferências de Saúde e os Conselhos de Saúde terão sua organização e normas de 
funcionamento definidas em regimento próprio, aprovadas pelo respectivo conselho. 
 
Art. 2° Os recursos do Fundo Nacional de Saúde (FNS) serão alocados como: 
I - despesas de custeio e de capital do Ministério da Saúde, seus órgãos e entidades, da administração direta e 
indireta; 
II - investimentos previstos em lei orçamentária, de iniciativa do Poder Legislativo e aprovados pelo Congresso 
Nacional; 
III - investimentos previstos no Plano Qüinqüenal do Ministério da Saúde; 
IV - cobertura das ações e serviços de saúde a serem implementados pelos Municípios, Estados e Distrito 
Federal. 
§ 2° Os recursos referidos neste artigo serão destinados, pelo menos setenta por cento, aos Municípios, 
afetando-se o restante aos Estados. 
§ 3° Os Municípios poderão estabelecer consórcio para execução de ações e serviços de saúde, remanejando, 
entre si, parcelas de recursos previstos no inciso IV do art. 2° desta lei. 
 
Art. 4° Para receberem os recursos, de que trata o art. 3° desta lei, os Municípios, os Estados e o Distrito 
Federal deverão contar com: 
I - Fundo de Saúde; 
II - Conselho de Saúde, com composição paritária; 
III - plano de saúde; 
IV - relatórios de gestão que permitam o controle; 
V - contrapartida de recursos para a saúde no respectivo orçamento; 
VI - Comissão de elaboração do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS), previsto o prazo de dois 
anos para sua implantação. 
Parágrafo único. O não atendimento pelos Municípios, ou pelos Estados, ou pelo Distrito Federal, dos requisitos 
estabelecidos neste artigo, implicará em que os recursos concernentes sejam administrados, respectivamente, 
pelos Estados ou pela União. 
 
RESOLUÇÃO 453/12 - DA DEFINIÇÃO DE CONSELHO DE SAÚDE 
 O Conselho de Saúde é uma instância colegiada, deliberativa e permanente do Sistema Único de Saúde 
(SUS) em cada esfera de Governo, integrante da estrutura organizacional do Ministério da Saúde, da 
Secretaria de Saúde dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, com composição, organização e 
competência fixadas na Lei no 8.142/90. O processo bem-sucedido de descentralização da saúde promoveu 
o surgimento de Conselhos Regionais, Conselhos Locais, Conselhos Distritais de Saúde, incluindo os 
Conselhos dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas, sob a coordenação dos Conselhos de Saúde da 
esfera correspondente. Assim, os Conselhos de Saúde são espaços instituídos de participação da 
comunidade nas políticas públicas e na administração da saúde. 
 Parágrafo único. Como Subsistema da Seguridade Social, o Conselho de Saúde atua na formulação e 
proposição de estratégias e no controle da execução das Políticas de Saúde, inclusive nos seus aspectos 
econômicos e financeiros. 
 O Conselho de Saúde será composto por representantes de entidades, instituições e movimentos 
representativos de usuários, de entidades representativas de trabalhadores da área da saúde, do governo e 
de entidades representativas de prestadores de serviços de saúde, sendo o seu presidente eleito entre os 
membros do Conselho, em reunião plenária. Nos Municípios onde não existem entidades, instituições e 
movimentos organizados em número suficiente para compor o Conselho, a eleição da representação será 
realizada em plenária no Município, promovida pelo Conselho Municipal de maneira ampla e democrática. 
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 II - Mantendo o que propôs as Resoluções nos 33/92 e 333/03 do CNS e consoante com as 
Recomendações da 10a e 11a Conferências Nacionais de Saúde, as vagas deverão ser distribuídas da 
seguinte forma: 
a) 50% de entidades e movimentos representativos de usuários; 
b) 25% de entidades representativas dos trabalhadores da área de saúde; 
c) 25% de representação de governo e prestadores de serviços privados conveniados, ou sem fins lucrativos. 
 III - A participação de órgãos, entidades e movimentos sociais terá como critério a representatividade, a 
abrangência e a complementaridade do conjunto da sociedade, no âmbito de atuação do Conselho de 
Saúde. De acordo com as especificidades locais, aplicando o princípio da paridade, serão contempladas, 
dentre outras, as seguintes representações: 
a) associações de pessoas com patologias; 
b) associações de pessoas com deficiências; 
c) entidades indígenas; 
d) movimentos sociais e populares, organizados (movimento negro, LGBT...); 
e) movimentos organizados de mulheres, em saúde... 
 IV - As entidades, movimentos e instituições eleitas no Conselho de Saúde terão os conselheiros indicados, 
por escrito, conforme processos estabelecidos pelas respectivas entidades, movimentos e instituições e de 
acordo com a sua organização, com a recomendação de que ocorra renovação de seus representantes. 
 V - Recomenda-se que, a cada eleição, os segmentos de representações de usuários, trabalhadores e 
prestadores de serviços, ao seu critério, promovam a renovação de, no mínimo, 30% de suas entidades 
representativas. 
 VI - A representação nos segmentos deve ser distinta e autônoma em relação aos demais segmentos que 
compõem o Conselho, por isso, um profissional com cargo de direção ou de confiança na gestão do SUS, 
ou como prestador de serviços de saúde não pode ser representante dos(as) Usuários(as) ou de 
Trabalhadores(as). 
 VIII - A participação dos membros eleitos do Poder Legislativo, representação do Poder Judiciário e do 
Ministério Público, como conselheiros, não é permitida nos Conselhos de Saúde. 
 IX - Quando não houver Conselho de Saúde constituído ou em atividade no Município, caberá ao Conselho 
Estadual de Saúde assumir, junto ao executivo municipal, a convocação e realização da Conferência 
Municipal de Saúde, que terá como um de seus objetivos a estruturação e composição do ConselhoMunicipal. O mesmo será atribuído ao Conselho Nacional de Saúde, quando não houver Conselho 
Estadual de Saúde constituído ou em funcionamento. 
 X - As funções, como membro do Conselho de Saúde, não serão remuneradas, considerando-se o seu 
exercício de relevância pública e, portanto, garante a dispensa do trabalho sem prejuízo para o conselheiro. 
Para fins de justificativa junto aos órgãos, entidades competentes e instituições, o Conselho de Saúde 
emitirá declaração de participação de seus membros durante o período das reuniões, representações, 
capacitações e outras atividades específicas. 
 I - cabe ao Conselho de Saúde deliberar em relação à sua estrutura administrativa e o quadro de pessoal; 
 II - o Conselho de Saúde contará com uma secretaria-executiva coordenada por pessoa preparada para a 
função, para o suporte técnico e administrativo, subordinada ao Plenário do Conselho de Saúde, que 
definirá sua estrutura e dimensão; 
 III - o Conselho de Saúde decide sobre o seu orçamento; 
 IV - o Plenário do Conselho de Saúde se reunirá, no mínimo, a cada mês e, extraordinariamente, quando 
necessário, e terá como base o seu Regimento Interno. A pauta e o material de apoio às reuniões devem 
ser encaminhados aos conselheiros com antecedência mínima de 10 (dez) dias; 
 V - as reuniões plenárias dos Conselhos de Saúde são abertas ao público e deverão acontecer em espaços 
e horários que possibilitem a participação da sociedade; 
 VI - o Conselho de Saúde exerce suas atribuições mediante o funcionamento do Plenário, que, além das 
comissões intersetoriais, estabelecidas na Lei no 8.080/90, instalará outras comissões intersetoriais e 
grupos de trabalho de conselheiros para ações transitórias. As comissões poderão contar com integrantes 
não conselheiros; 
 XII - o Pleno do Conselho de Saúde deverá manifestar-se por meio de resoluções, recomendações, moções 
e outros atos deliberativos. 
 Fica revogada a Resolução do CNS no 333, de 4 de novembro de 2003. 
 
PACTO PELA SAÚDE – Consolidação do SUS e aprova as Diretrizes Operacionais do Referido Pacto. As 
prioridades do PACTO PELA VIDA e seus objetivos para 2006 são: 
 
I – PACTO PELA VIDA 
O Pacto pela Vida é o compromisso entre os gestores do SUS em torno de prioridades que apresentam 
impacto sobre a situação de saúde da população brasileira. 
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A definição de prioridades deve ser estabelecida através de metas nacionais, estaduais, regionais ou 
municipais. Prioridades estaduais ou regionais podem ser agregadas às prioridades nacionais, conforme 
pactuação local. Os estados/região/município devem pactuar as ações necessárias para o alcance das metas e 
dos objetivos propostos. 
São seis as prioridades pactuadas: 
 
A – SAÚDE DO IDOSO 
Para efeitos desse Pacto será considerada idosa a pessoa com 60 anos ou mais. 
 
1 - O trabalho nesta área deve seguir as seguintes diretrizes: 
- Promoção do envelhecimento ativo e saudável; 
- Atenção integral e integrada à saúde da pessoa idosa; 
- A implantação de serviços de atenção domiciliar; 
- O acolhimento preferencial em unidades de saúde, respeitado o critério de risco; 
- Fortalecimento da participação social; 
- Formação e educação permanente dos profissionais de saúde do SUS na área de saúde da pessoa idosa; 
- Divulgação e informação sobre a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa para profissionais de saúde, 
gestores e usuários do SUS; 
- Apoio ao desenvolvimento de estudos e pesquisas. 
 
B– CONTROLE DO CÂNCER DE COLO DE ÚTERO E DE MAMA: 
1 - Objetivos e metas para o Controle do Câncer de Colo de Útero: 
- Cobertura de 80% para o exame preventivo do câncer do colo de útero, conforme protocolo, em 2006. 
- Incentivo da realização da cirurgia de alta frequência técnica que utiliza um instrumental especial para a 
retirada de lesões ou parte do colo uterino comprometidas (com lesões intra-epiteliais de alto grau) com menor 
dano possível, que pode ser realizada em ambulatório, com pagamento diferenciado, em 2006. 
2 – Metas para o Controle do Câncer de mama: 
- Ampliar para 60% a cobertura de mamografia, conforme protocolo. 
- Realizar a punção em 100% dos casos necessários, conforme protocolo. 
 
C – REDUÇÃO DA MORTALIDADE MATERNA E INFANTIL: 
1 - Objetivos e metas para a redução da mortalidade infantil 
- Reduzir a mortalidade neonatal em 5%, em 2006. 
- Reduzir em 50% os óbitos por doença diarreica e 20% por pneumonia, em 2006. 
- Apoiar a elaboração de propostas de intervenção para a qualificação da atenção as doenças prevalentes. 
- Criação de comitês de vigilância do óbito em 80% dos municípios com população acima de 80.000 habitantes, 
em 2006. 
2 - Objetivos e metas para a redução da mortalidade materna 
- Reduzir em 5% a razão de mortalidade materna, em 2006. 
- Garantir insumos e medicamentos para tratamento das síndromes hipertensivas no parto. 
- Qualificar os pontos de distribuição de sangue para que atendam as necessidades das maternidades e outros 
locais de parto. 
 
D – FORTALECIMENTO DA CAPACIDADE DE RESPOSTAS ÀS DOENÇAS EMERGENTES E ENDEMIAS, 
COM ÊNFASE NA DENGUE, HANSENIASE, TUBERCULOSE, MALARIA E INFLUENZA. 
Objetivos e metas para o Controle da Dengue 
- Plano de Contingência para atenção aos pacientes, elaborado e implantado nos municípios prioritários, em 
2006; 
- Reduzir a menos de 1% a infestação predial por Aedes aegypti em 30% dos municípios prioritários ate 2006; 
2 - Meta para a Eliminação da Hanseníase: 
- Atingir o patamar de eliminação enquanto problema de saúde pública, ou seja, menos de 1 caso por 10.000 
habitantes em todos os municípios prioritários, em 2006. 
3 - Metas para o Controle da Tuberculose: 
- Atingir pelo menos 85% de cura de casos novos de tuberculose bacilífera diagnosticados a cada ano; 
4- Meta para o Controle da Malária 
- Reduzir em 15% a Incidência Parasitária Anual, na região da Amazônia Legal, em 2006; 
5 – Objetivo para o controle da Influenza 
- Implantar plano de contingência, unidades sentinelas e o sistema de informação - SIVEP-GRIPE, em 2006. 
 
E – PROMOÇÃO DA SAÚDE 
1 - Objetivos: 
- Elaborar e implementar uma Política de Promoção da Saúde, de responsabilidade dos três gestores; 
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- Enfatizar a mudança de comportamento da população brasileira de forma a internalizar a responsabilidade 
individual da prática de atividade física regular, alimentação adequada e saudável e combate ao tabagismo; 
- Articular e promover os diversos programas de promoção de atividade física já existentes e apoiar a criação de 
outros; 
- Promover medidas concretas pelo hábito da alimentação saudável; 
- Elaborar e pactuar a Política Nacional de Promoção da Saúde que contemple as especificidades próprias dos 
estados e municípios devendo iniciar sua implementação em 2006; focando ao todo sete principais aspectos: 
Alimentação saudável, Combate ao sedentarismo e ao tabagismo, Redução da morbimortalidade por uso de 
álcool e drogas, Redução da morbimortalidade por acidentes de transito, prevenção da violência e promoção do 
desenvolvimento sustentável. 
 
F – FORTALECIMENTO DA ATENÇÃO BÁSICA 
1 - Objetivos 
- Assumir a estratégia de saúde da família como estratégia prioritária para o fortalecimento da atenção básica, 
devendo seu desenvolvimentoconsiderar as diferenças loco-regionais. 
- Desenvolver ações de qualificação dos profissionais da atenção básica por meio de estratégias de educação 
permanente e de oferta de cursos de especialização e residência multiprofissional e em medicina da família. 
- Consolidar e qualificar a estratégia de saúde da família nos pequenos e médios municípios. 
- Ampliar e qualificar a estratégia de saúde da família nos grandes centros urbanos. 
- Garantir a infraestrutura necessária ao funcionamento das Unidades Básicas de Saúde, dotando-as de 
recursos materiais, equipamentos e insumos suficientes para o conjunto de ações propostas para esses 
serviços. 
- Garantir o financiamento da Atenção Básica como responsabilidade das três esferas de gestão do SUS. 
- Aprimorar a inserção dos profissionais da Atenção Básica nas redes locais de saúde, por meio de vínculos de 
trabalho que favoreçam o provimento e fixação dos profissionais. 
- Implantar o processo de monitoramento e avaliação da Atenção Básica nas três esferas de governo, com 
vistas à qualificação da gestão descentralizada. 
- Apoiar diferentes modos de organização e fortalecimento da Atenção Básica que considere os princípios da 
estratégia de Saúde da Família, respeitando as especificidades loco-regionais. 
 
II – O PACTO EM DEFESA DO SUS: 
As prioridades do Pacto em Defesa do SUS são: 
- IMPLEMENTAR UM PROJETO PERMANENTE DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL COM A FINALIDADE DE: 
- Mostrar a saúde como direito de cidadania e o SUS como sistema público universal garantidor desses direitos; 
- Alcançar, no curto prazo, a regulamentação da Emenda Constitucional nº 29, pelo Congresso Nacional; 
- Garantir, no longo prazo, o incremento dos recursos orçamentários e financeiros para a saúde. 
- Aprovar o orçamento do SUS, composto pelos orçamentos das três esferas de gestão, explicitando o 
compromisso de cada uma delas. 
- ELABORAR E DIVULGAR A CARTA DOS DIREITOS DOS USUÁRIOS DO SUS 
 
III – O PACTO DE GESTÃO DO SUS 
As prioridades do Pacto de Gestão são: 
- DEFINIR DE FORMA INEQUÍVOCA A RESPONSABILIDADE SANITÁRIA DE CADA INSTÂNCIA GESTORA 
DO SUS: federal, estadual e municipal, superando o atual processo de habilitação. 
- ESTABELECER AS DIRETRIZES PARA A GESTÃO DO SUS, com ênfase na Descentralização; 
Regionalização; Financiamento; Programação Pactuada e Integrada; Regulação; Participação e Controle Social; 
Planejamento; Gestão do Trabalho e Educação na Saúde. 
Regionalização 
A Regionalização é uma diretriz do Sistema Único de Saúde e um eixo estruturante do Pacto de Gestão e 
deve orientar a descentralização das ações e serviços de saúde e os processos de negociação e pactuação 
entre os gestores. 
Os principais instrumentos de planejamento da Regionalização são o Plano Diretor de Regionalização – 
PDR, o Plano Diretor de Investimento – PDI e a Programação Pactuada e Integrada da Atenção em Saúde – 
PPI, detalhados no corpo deste documento. 
O PDR deverá expressar o desenho final do processo de identificação e reconhecimento das regiões de 
saúde, em suas diferentes formas, em cada estado e no Distrito Federal, objetivando a garantia do acesso, a 
promoção da equidade, a garantia da integralidade da atenção, a qualificação do processo de descentralização 
e a racionalização de gastos e otimização de recursos. 
O PDI deve expressar os recursos de investimentos para atender as necessidades pactuadas no 
processo de planejamento regional e estadual. No âmbito regional deve refletir as necessidades para se 
alcançar a suficiência na atenção básica e parte da média complexidade da assistência, conforme desenho 
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regional e na macrorregião no que se refere à alta complexidade. Deve contemplar também as necessidades da 
área da vigilância em saúde e ser desenvolvido de forma articulada com o processo da PPI e do PDR. 
 
DECRETO 7.508/11 - Regulamenta a Lei n
o
 8.080, de 19 de setembro de 1990, para dispor sobre a 
organização do Sistema Único de Saúde - SUS, o planejamento da saúde, a assistência à saúde e a 
articulação interfederativa, e dá outras providências 
 
Art. 2
o
 Para efeito deste Decreto, considera-se: 
I - Região de Saúde - espaço geográfico contínuo constituído por agrupamentos de Municípios 
limítrofes, delimitado a partir de identidades culturais, econômicas e sociais e de redes de comunicação 
e infraestrutura de transportes compartilhados, com a finalidade de integrar a organização, o 
planejamento e a execução de ações e serviços de saúde; 
 
II - Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde - acordo de colaboração firmado entre entes federativos 
com a finalidade de organizar e integrar as ações e serviços de saúde na rede regionalizada e hierarquizada, 
com definição de responsabilidades, indicadores e metas de saúde, critérios de avaliação de desempenho, 
recursos financeiros que serão disponibilizados, forma de controle e fiscalização de sua execução e demais 
elementos necessários à implementação integrada das ações e serviços de saúde; 
 
III - Portas de Entrada - serviços de atendimento inicial à saúde do usuário no SUS; 
 
IV - Comissões Intergestores - instâncias de pactuação consensual entre os entes federativos para definição 
das regras da gestão compartilhada do SUS; 
 
V - Mapa da Saúde - descrição geográfica da distribuição de recursos humanos e de ações e serviços de 
saúde ofertados pelo SUS e pela iniciativa privada, considerando-se a capacidade instalada existente, os 
investimentos e o desempenho aferido a partir dos indicadores de saúde do sistema; 
 
VI - Rede de Atenção à Saúde - conjunto de ações e serviços de saúde articulados em níveis de 
complexidade crescente, com a finalidade de garantir a integralidade da assistência à saúde; 
 
VII - Serviços Especiais de Acesso Aberto - serviços de saúde específicos para o atendimento da pessoa 
que, em razão de agravo ou de situação laboral, necessita de atendimento especial; 
 
Art. 4
o
 As Regiões de Saúde serão instituídas pelo Estado, em articulação com os Municípios, respeitadas 
as diretrizes gerais pactuadas na Comissão Intergestores Tripartite - CIT a que se refere o inciso I do art. 30. 
§ 1
o
 Poderão ser instituídas Regiões de Saúde interestaduais, compostas por Municípios limítrofes, por ato 
conjunto dos respectivos Estados em articulação com os Municípios. 
§ 2
o
 A instituição de Regiões de Saúde situadas em áreas de fronteira com outros países deverá respeitar as 
normas que regem as relações internacionais. 
 
Art. 5
o
 Para ser instituída, a Região de Saúde deve conter, no mínimo, ações e serviços de: 
I - atenção primária; 
II - urgência e emergência; 
III - atenção psicossocial; 
IV - atenção ambulatorial especializada e hospitalar; e 
V - vigilância em saúde. 
 
Art. 6
o
 As Regiões de Saúde serão referência para as transferências de recursos entre os entes 
federativos. 
Art. 7
o
 As Redes de Atenção à Saúde estarão compreendidas no âmbito de uma Região de Saúde, ou de 
várias delas, em consonância com diretrizes pactuadas nas Comissões Intergestores. 
 
Art. 9
o
 São Portas de Entrada às ações e aos serviços de saúde nas Redes de Atenção à Saúde os serviços: 
I - de atenção primária; 
II - de atenção de urgência e emergência; 
III - de atenção psicossocial; e 
IV - especiais de acesso aberto. 
Parágrafo único. Mediante justificativa técnica e de acordo com o pactuado nas Comissões Intergestores, os 
entes federativos poderão criar novas Portas de Entrada às ações e serviços de saúde, considerando as 
características da Regiãode Saúde. 
 
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Art. 10. Os serviços de atenção hospitalar e os ambulatoriais especializados, entre outros de maior complexidade e 
densidade tecnológica, serão referenciados pelas Portas de Entrada de que trata o art. 9
o
. 
 
Art. 11. O acesso universal e igualitário às ações e aos serviços de saúde será ordenado pela atenção 
primária e deve ser fundado na avaliação da gravidade do risco individual e coletivo e no critério cronológico, 
observadas as especificidades previstas para pessoas com proteção especial, conforme legislação vigente. 
 
§ 1
o
 O planejamento da saúde é obrigatório para os entes públicos e será indutor de políticas para a 
iniciativa privada. 
§ 2
o
 A compatibilização de que trata o caput será efetuada no âmbito dos planos de saúde, os quais serão 
resultado do planejamento integrado dos entes federativos, e deverão conter metas de saúde. 
§ 3
o
 O Conselho Nacional de Saúde estabelecerá as diretrizes a serem observadas na elaboração dos planos 
de saúde, de acordo com as características epidemiológicas e da organização de serviços nos entes federativos 
e nas Regiões de Saúde. 
Art. 16. No planejamento devem ser considerados os serviços e as ações prestados pela iniciativa 
privada, de forma complementar ou não ao SUS, os quais deverão compor os Mapas da Saúde regional, 
estadual e nacional. 
Art. 17. O Mapa da Saúde será utilizado na identificação das necessidades de saúde e orientará o 
planejamento integrado dos entes federativos, contribuindo para o estabelecimento de metas de saúde. 
Art. 18. O planejamento da saúde em âmbito estadual deve ser realizado de maneira regionalizada, a partir das 
necessidades dos Municípios, considerando o estabelecimento de metas de saúde. 
Art. 19. Compete à Comissão Intergestores Bipartite - CIB de que trata o inciso II do art. 30 pactuar as 
etapas do processo e os prazos do planejamento municipal em consonância com os planejamentos estadual e 
nacional. 
 
Da Relação Nacional de Ações e Serviços de Saúde - RENASES 
Art. 21. A Relação Nacional de Ações e Serviços de Saúde - RENASES compreende todas as ações e serviços 
que o SUS oferece ao usuário para atendimento da integralidade da assistência à saúde. 
Art. 22. O Ministério da Saúde disporá sobre a RENASES em âmbito nacional, observadas as diretrizes pactuadas 
pela CIT. 
Parágrafo único. A cada dois anos, o Ministério da Saúde consolidará e publicará as atualizações da 
RENASES. 
Art. 23. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios pactuarão nas respectivas Comissões 
Intergestores as suas responsabilidades em relação ao rol de ações e serviços constantes da RENASES. 
Art. 24. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão adotar relações específicas e 
complementares de ações e serviços de saúde, em consonância com a RENASES, respeitadas as 
responsabilidades dos entes pelo seu financiamento, de acordo com o pactuado nas Comissões Intergestores. 
 
Da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais - RENAME 
Art. 25. A Relação Nacional de Medicamentos Essenciais - RENAME compreende a seleção e a 
padronização de medicamentos indicados para atendimento de doenças ou de agravos no âmbito do 
SUS. 
Parágrafo único. A RENAME será acompanhada do Formulário Terapêutico Nacional - FTN que subsidiará 
a prescrição, a dispensação e o uso dos seus medicamentos. 
Art. 26. O Ministério da Saúde é o órgão competente para dispor sobre a RENAME e os Protocolos Clínicos e 
Diretrizes Terapêuticas em âmbito nacional, observadas as diretrizes pactuadas pela CIT. 
Parágrafo único. A cada dois anos, o Ministério da Saúde consolidará e publicará as atualizações da 
RENAME, do respectivo FTN e dos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas. 
Art. 27. O Estado, o Distrito Federal e o Município poderão adotar relações específicas e complementares 
de medicamentos, em consonância com a RENAME, respeitadas as responsabilidades dos entes pelo 
financiamento de medicamentos, de acordo com o pactuado nas Comissões Intergestores. 
 
Art. 28. O acesso universal e igualitário à assistência farmacêutica pressupõe, cumulativamente: 
I - estar o usuário assistido por ações e serviços de saúde do SUS; 
II - ter o medicamento sido prescrito por profissional de saúde, no exercício regular de suas funções no 
SUS; 
III - estar a prescrição em conformidade com a RENAME e os Protocolos Clínicos e Diretrizes 
Terapêuticas ou com a relação específica complementar estadual, distrital ou municipal de 
medicamentos; e 
IV - ter a dispensação ocorrido em unidades indicadas pela direção do SUS. 
§ 1
o
 Os entes federativos poderão ampliar o acesso do usuário à assistência farmacêutica, desde que questões 
de saúde pública o justifiquem. 
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§ 2
o
 O Ministério da Saúde poderá estabelecer regras diferenciadas de acesso a medicamentos de caráter 
especializado. 
Art. 29. A RENAME e a relação específica complementar estadual, distrital ou municipal de 
medicamentos somente poderão conter produtos com registro na Agência Nacional de Vigilância 
Sanitária - ANVISA. 
 
Das Comissões Intergestores 
Art. 30. As Comissões Intergestores pactuarão a organização e o funcionamento das ações e serviços de 
saúde integrados em redes de atenção à saúde, sendo: 
I - a CIT, no âmbito da União, vinculada ao Ministério da Saúde para efeitos administrativos e operacionais; 
II - a CIB, no âmbito do Estado, vinculada à Secretaria Estadual de Saúde para efeitos administrativos e 
operacionais; e 
III - a Comissão Intergestores Regional - CIR, no âmbito regional, vinculada à Secretaria Estadual de Saúde 
para efeitos administrativos e operacionais, devendo observar as diretrizes da CIB. 
Art. 31. Nas Comissões Intergestores, os gestores públicos de saúde poderão ser representados pelo Conselho 
Nacional de Secretários de Saúde - CONASS, pelo Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde -
CONASEMS e pelo Conselho Estadual de Secretarias Municipais de Saúde - COSEMS. 
 
Parágrafo único. Serão de competência exclusiva da CIT a pactuação: 
I - das diretrizes gerais para a composição da RENASES; 
II - dos critérios para o planejamento integrado das ações e serviços de saúde da Região de Saúde, em razão 
do compartilhamento da gestão; e 
III - das diretrizes nacionais, do financiamento e das questões operacionais das Regiões de Saúde situadas em 
fronteiras com outros países, respeitadas, em todos os casos, as normas que regem as relações internacionais. 
 
Do Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde 
Art. 34. O objeto do Contrato Organizativo de Ação Pública da Saúde é a organização e a integração das ações 
e dos serviços de saúde, sob a responsabilidade dos entes federativos em uma Região de Saúde, com a 
finalidade de garantir a integralidade da assistência aos usuários. 
Parágrafo único. O Contrato Organizativo de Ação Pública da Saúde resultará da integração dos planos 
de saúde dos entes federativos na Rede de Atenção à Saúde, tendo como fundamento as pactuações 
estabelecidas pela CIT. 
Art. 35. O Contrato Organizativo de Ação Pública da Saúde definirá as responsabilidades individuais e 
solidárias dos entes federativos com relação às açõese serviços de saúde, os indicadores e as metas de 
saúde, os critérios de avaliação de desempenho, os recursos financeiros que serão disponibilizados, a forma de 
controle e fiscalização da sua execução e demais elementos necessários à implementação integrada das ações 
e serviços de saúde. 
Art. 38. A humanização do atendimento do usuário será fator determinante para o estabelecimento das 
metas de saúde previstas no Contrato Organizativo de Ação Pública de Saúde. 
Art. 39. As normas de elaboração e fluxos do Contrato Organizativo de Ação Pública de Saúde serão 
pactuados pelo CIT, cabendo à Secretaria de Saúde Estadual coordenar a sua implementação. 
Art. 40. O Sistema Nacional de Auditoria e Avaliação do SUS, por meio de serviço especializado, fará o controle 
e a fiscalização do Contrato Organizativo de Ação Pública da Saúde. 
Art. 41. Aos partícipes caberá monitorar e avaliar a execução do Contrato Organizativo de Ação Pública de 
Saúde, em relação ao cumprimento das metas estabelecidas, ao seu desempenho e à aplicação dos recursos 
disponibilizados. 
 
REDES DE ATENÇÃO EM SAÚDE - PORTARIA Nº 4.279/ 2010 
 
- Estabelece diretrizes para a organização da Rede de Atenção à Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde 
(SUS). 
 
- A Rede de Atenção à Saúde é definida como arranjos organizativos de ações e serviços de saúde, de 
diferentes densidades tecnológicas, que integradas por meio de sistemas de apoio técnico, logístico e de 
gestão, buscam garantir a integralidade do cuidado O objetivo da RAS é promover a integração sistêmica, de 
ações e serviços de saúde com provisão de atenção contínua, integral, de qualidade, responsável e 
humanizada, bem como incrementar o desempenho do Sistema, em termos de acesso, equidade, eficácia 
clínica e sanitária; e eficiência econômica. Caracteriza-se pela formação de relações horizontais entre os pontos 
de atenção com o centro de comunicação na Atenção Primária à Saúde (APS), pela centralidade nas 
necessidades em saúde de uma população, pela responsabilização na atenção contínua e integral, pelo cuidado 
multiprofissional, pelo compartilhamento de objetivos e compromissos com os resultados sanitários e 
econômicos 
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- Os pontos de atenção à saúde são entendidos como espaços onde se ofertam determinados serviços de 
saúde, por meio de uma produção singular. São exemplos de pontos de atenção à saúde: os domicílios, as 
unidades básicas de saúde, as unidades ambulatoriais especializadas, os serviços de hemoterapia e 
hematologia, os centros de apoio psicossocial, as residências terapêuticas, entre outros. Os hospitais podem 
abrigar distintos pontos de atenção à saúde: o ambulatório de pronto atendimento, a unidade de cirurgia 
ambulatorial, o centro cirúrgico, a maternidade, a unidade de terapia intensiva, a unidade de hospital/dia, entre 
outros. Todos os pontos de atenção à saúde são igualmente importantes para que se cumpram os objetivos da 
rede de atenção à saúde e se diferenciam, apenas, pelas distintas densidades tecnológicas que os 
caracterizam. 
 
FUNDAMENTOS DA REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE 
- Economia de Escala, Qualidade, Suficiência, Acesso e Disponibilidade de Recursos Economia de escala, 
qualidade e acesso são a lógica fundamental na organização da rede de atenção à saúde. A Economia de 
Escala - ocorre quando os custos médios de longo prazo diminuem, à medida que aumenta o volume das 
atividades e os custos fixos se distribuem por um maior número dessas atividades, sendo o longo prazo, um 
período de tempo suficiente para que todos os insumos sejam variáveis. Desta forma, a concentração de 
serviços em determinado local racionaliza custos e otimiza resultados, quando os insumos tecnológicos ou 
humanos relativos a estes serviços inviabilizem sua instalação em cada município isoladamente. 
- Acesso - ausência de barreiras geográficas, financeiras, organizacionais, socioculturais, étnicas e de gênero 
ao cuidado. Deverão ser estabelecidas alternativas específicas na relação entre acesso, escala, escopo, 
qualidade e custo, para garantir o acesso, nas situações de populações dispersas de baixa densidade 
populacional, com baixíssima oferta de serviços. O acesso pode ser analisado através da disponibilidade, 
comodidade e aceitabilidade do serviço pelos usuários. 
- Processos de Substituição: São definidos como o reagrupamento contínuo de recursos entre e dentro dos 
serviços de saúde para explorar soluções melhores e de menores custos, em função das demandas e das 
necessidades da população e dos recursos disponíveis. Esses processos são importantes para se alcançar os 
objetivos da RAS, no que se refere a prestar a atenção certa, no lugar certo, com o custo certo e no tempo 
certo. A substituição pode ocorrer nas dimensões da localização, das competências clínicas, da tecnologia e da 
clínica. Ex: mudar o local da atenção prestada do hospital para o domicílio; transição do cuidado profissional 
para o auto-cuidado; delegação de funções entre os membros da equipe multiprofissional, etc. 
- Região de Saúde ou Abrangência: A organização da RAS exige a definição da região de saúde, que implica na 
definição dos seus limites geográficos e sua população e no estabelecimento do rol de ações e serviços que 
serão ofertados nesta região de saúde. As competências e responsabilidades dos pontos de atenção no 
cuidado integral estão correlacionadas com abrangência de base populacional, acessibilidade e escala para 
conformação de serviços. A definição adequada da abrangência dessas regiões é essencial para fundamentar 
as estratégias de organização da RAS, devendo ser observadas as pactuações entre o estado e o município 
para o processo de regionalização e parâmetros de escala e acesso. 
- Níveis de Atenção: Fundamentais para o uso racional dos recursos e para estabelecer o foco gerencial dos 
entes de governança da RAS, estruturam-se por meio de arranjos produtivos conformados segundo as 
densidades tecnológicas singulares, variando do nível de menor densidade (APS), ao de densidade tecnológica 
intermediária, (atenção secundária à saúde), até o de maior densidade tecnológica (atenção terciária à saúde). 
 
ATRIBUTOS DA REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE 
1. População e território definidos com amplo conhecimento de suas necessidades e preferências que 
determinam a oferta de serviços de saúde; 
2. Extensa gama de estabelecimentos de saúde que presta serviços de promoção, prevenção, diagnóstico, 
tratamento, gestão de casos, reabilitação e cuidados paliativos e integra os programas focalizados em doenças, 
riscos e populações específicas, os serviços de saúde individuais e os coletivos; 
3. Atenção Primária em Saúde estruturada como primeiro nível de atenção e porta de entrada do sistema, 
constituída de equipe multidisciplinar que cobre toda a população, integrando, coordenando o cuidado, e 
atendendo as suas necessidades de saúde; 
4. Prestação de serviços especializados em lugar adequado; 
5. Existência de mecanismos de coordenação, continuidade do cuidado e integração assistencial por todo o 
contínuo da atenção; 
6. Atenção à saúde centrada no indivíduo, na família e na comunidade, tendo em conta as particularidades 
culturais, gênero, assim como a diversidade da população; 
7. Sistema de governança único para toda a rede com o propósito de criar uma missão, visão e estratégias nas 
organizações que compõem a região de saúde; definir objetivos e metas que devam ser cumpridos no curto, 
médio e longo prazo; articular as políticas institucionais; e desenvolver a capacidade de gestão necessária para 
planejar,monitorar e avaliar o desempenho dos gerentes e das organizações; 
8. Participação social ampla; 
9. Gestão integrada dos sistemas de apoio administrativo, clínico e logístico; 
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10. Recursos humanos suficientes, competentes, comprometidos e com incentivos pelo alcance de metas da 
rede; 
11. Sistema de informação integrado que vincula todos os membros da rede, com identificação de dados por 
sexo, idade, lugar de residência, origem étnica e outras variáveis pertinentes; 
12. Financiamento tripartite, garantido e suficiente, alinhado com as metas da rede; 
13. Ação intersetorial e abordagem dos determinantes da saúde e da equidade em saúde; e 
14. Gestão baseada em resultado 
 
ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DA REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE 
- Sistemas de Apoio: são os lugares institucionais da rede onde se prestam serviços comuns a todos os pontos 
de atenção à saúde. São constituídos pelos sistemas de apoio diagnóstico e terapêutico (patologia clínica, 
imagens, entre outros); pelo sistema de assistência farmacêutica que envolve a organização dessa assistência 
em todas as suas etapas: seleção, programação, aquisição, armazenamento, distribuição, prescrição, 
dispensação e promoção do uso racional de medicamentos; e pelos sistemas de informação em saúde. 
- Sistemas Logísticos: os sistemas logísticos são soluções em saúde, fortemente ancoradas nas tecnologias de 
informação, e ligadas ao conceito de integração vertical. Consiste na efetivação de um sistema eficaz de 
referência e contrarreferência de pessoas e de trocas eficientes de produtos e de informações ao longo dos 
pontos de atenção à saúde e dos sistemas de apoio na rede de atenção à saúde. Estão voltados para promover 
a integração dos pontos de atenção à saúde. Os principais sistemas logísticos da rede de atenção à saúde são: 
os sistemas de identificação e acompanhamento dos usuários; as centrais de regulação, registro eletrônico em 
saúde e os sistemas de transportes sanitários. 
- Sistema de Governança: a governança é definida pela Organização das Nações Unidas como o exercício da 
autoridade política, econômica e administrativa para gerir os negócios do Estado. Constitui-se de complexos 
mecanismos, processos, relações e instituições através das quais os cidadãos e os grupos sociais articulam 
seus interesses, exercem seus direitos e obrigações e mediam suas diferenças. A governança da RAS é 
entendida como a capacidade de intervenção que envolve diferentes atores, mecanismos e procedimentos para 
a gestão regional compartilhada da referida rede. 
 
POLÍTICA NACIONAL DE HUMANIZAÇÃO 
 
- A Política Nacional de Humanização existe desde 2003 para efetivar os princípios do SUS no cotidiano das 
práticas de atenção e gestão, qualificando a saúde pública no Brasil e incentivando trocas solidárias entre 
gestores, trabalhadores e usuários. A Política tem como propósitos: 
- Contagiar trabalhadores, gestores e usuários do SUS com os princípios e as diretrizes da humanização; 
-Fortalecer iniciativas de humanização existentes; 
- Desenvolver tecnologias relacionais e de compartilhamento das práticas de gestão e de atenção; 
- Aprimorar, ofertar e divulgar estratégias e metodologias de apoio a mudanças sustentáveis dos modelos de 
atenção e de gestão; 
- Implementar processos de acompanhamento e avaliação, ressaltando saberes gerados no SUS e experiências 
coletivas bem-sucedidas. 
 
 Para isso, o HumanizaSUS trabalha com três macro-objetivos: 
 
- Ampliar as ofertas da Política Nacional de Humanização aos gestores e aos conselhos de saúde, priorizando a 
atenção básica/fundamental e hospitalar, com ênfase nos hospitais de urgência e universitários; 
- Incentivar a inserção da valorização dos trabalhadores do SUS na agenda dos gestores, dos conselhos de 
saúde e das organizações da sociedade civil; 
- Divulgar a Política Nacional de Humanização e ampliar os processos de formação e produção de 
conhecimento em articulação com movimentos sociais e instituições. 
 
 Na prática, os resultados que a Política Nacional de Humanização busca são: 
 
- Redução de filas e do tempo de espera, com ampliação do acesso; 
- Atendimento acolhedor e resolutivo baseado em critérios de risco; 
- Implantação de modelo de atenção com responsabilização e vínculo; 
- Garantia dos direitos dos usuários; 
- Valorização do trabalho na saúde; 
- Gestão participativa nos serviços. 
 
 Princípios 
- Transversalidade - Aumento do grau de comunicação intra e intergrupos; - Transformação dos modos de 
relação e de comunicação entre os sujeitos implicados nos processos de produção de saúde, produzindo como 
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efeito a desestabilização das fronteiras dos saberes, dos territórios de poder e dos modos instituídos na 
constituição das relações de trabalho. 
- Indissociabilidade entre atenção e gestão - Alteração dos modos de cuidar inseparável da alteração dos 
modos de gerir e se apropriar do trabalho; - Inseparabilidade entre clínica e política, entre produção de saúde e 
produção de sujeitos; - Integralidade do cuidado e integração dos processos de trabalho. 
- Protagonismo, co-responsabilidade e autonomia dos sujeitos e dos coletivos - Trabalhar implica na 
produção de si e na produção do mundo, das diferentes realidades sociais, ou seja, econômicas, políticas, 
institucionais e culturais; - As mudanças na gestão e na atenção ganham maior efetividade quando produzidas 
pela afirmação da autonomia dos sujeitos envolvidos, que contratam entre si responsabilidades compartilhadas 
nos processos de gerir e de cuidar. 
 
O HumanizaSUS, aposta na INCLUSÃO de trabalhadores, usuários e gestores na produção e gestão do 
cuidado e dos processos de trabalho. A comunicação entre esses três atores do SUS provoca movimentos de 
perturbação e inquietação que a PNH considera o “motor” de mudanças e que também precisam ser incluídos 
como recursos para a produção de saúde. Humanizar se traduz, então, como inclusão das diferenças nos 
processos de gestão e de cuidado. Tais mudanças são construídas não por uma pessoa ou grupo isolado, 
mas de forma coletiva e compartilhada. Incluir para estimular a produção de novos modos de cuidar e novas 
formas de organizar o trabalho. 
 
 Diretrizes para a implementação do HumanizaSUS 
A Política Nacional de Humanização atua a partir de orientações clínicas, éticas e políticas, que se traduzem em 
determinados arranjos de trabalho. Entenda melhor alguns conceitos que norteiam o trabalho da PNH: 
 
- Acolhimento 
Acolher é reconhecer o que o outro traz como legítima e singular necessidade de saúde. O acolhimento deve 
comparecer e sustentar a relação entre equipes/serviços e usuários/populações. Como valor das práticas de 
saúde, o acolhimento é construído de forma coletiva, a partir da análise dos processos de trabalho e tem como 
objetivo a construção de relações de confiança, compromisso e vínculo entre as 
equipes/serviços, trabalhador/equipes e usuário com sua rede sócio afetiva. 
 
- Apoio matricial 
Lógica de produção do processo de trabalho na qual um profissional oferece apoio em sua especialidade para 
outros profissionais, equipes e setores. Inverte-se, assim, o esquema tradicional e fragmentado de saberes e 
fazeres já que ao mesmo tempo em queo profissional cria pertencimento à sua equipe/setor, também funciona 
como apoio, referência para outras equipes. 
 
- Ambiência 
Ambiente físico, social, profissional e de relações interpessoais que deve estar relacionado a um projeto de 
saúde voltado para a atenção acolhedora, resolutiva e humana. Nos serviços de saúde a ambiência é marcada 
tanto pelas tecnologias médicas ali presentes quanto por outros componentes estéticos ou sensíveis 
apreendidos pelo olhar, olfato, audição, por exemplo, a luminosidade e os ruídos do ambiente, a temperatura, 
etc. Muito importante na ambiência é o componente afetivo expresso na forma do acolhimento, da atenção 
dispensada ao usuário, da interação entre os trabalhadores e gestores. Devem-se destacar também os 
componentes culturais e regionais que determinam os valores do ambiente. 
 
- Classificação de Risco (Avaliação de Risco) 
Mudança na lógica do atendimento, permitindo que o critério de priorização da atenção seja o agravo à saúde 
e/ou grau de sofrimento e não mais a ordem de chegada (burocrática). Realizado por profissional da saúde que, 
utilizando protocolos técnicos, identifica os pacientes que necessitam de tratamento imediato, considerando o 
potencial de risco, agravo à saúde ou grau de sofrimento e providencia, de forma ágil, o atendimento adequado 
a cada caso. 
 
- Clínica ampliada e compartilhada 
A clínica ampliada é uma ferramenta teórica e prática cuja finalidade é contribuir para uma abordagem clínica do 
adoecimento e do sofrimento, que considere a singularidade do sujeito e a complexidade do processo 
saúde/doença. Permite o enfrentamento da fragmentação do conhecimento e das ações de saúde e seus 
respectivos danos e ineficácia. Ampliar a clínica, por sua vez, implica: 1) tomar a saúde como seu objeto de 
investimento, considerando a vulnerabilidade, o risco do sujeito em seu contexto; 2) ter como objetivo produzir 
saúde e ampliar o grau de autonomia dos sujeitos; 3) realizar a avaliação diagnóstica considerando não só o 
saber clínico e epidemiológico, como também a história dos sujeitos e os saberes por eles veiculados; 4) definir 
a intervenção terapêutica considerando a complexidade biopsícossocial das demandas de saúde. 
 
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- Gestão Participativa e cogestão 
Cogestão expressa tanto a inclusão de novos sujeitos nos processos de análise e decisão quanto a ampliação 
das tarefas da gestão - que se transforma também em espaço de realização de análise dos contextos, da 
política em geral e da saúde em particular, em lugar de formulação e de pactuação de tarefas e de aprendizado 
coletivo. 
 
POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO PERMANENTE - Portaria GM/MS nº 1.996/ 2007 
- Dispõe sobre as diretrizes para a implementação da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde e 
dá outras providências. 
Parágrafo Único. A Política Nacional de Educação Permanente em Saúde deve considerar as especificidades 
regionais, a superação das desigualdades regionais, as necessidades de formação e desenvolvimento para o 
trabalho em saúde e a capacidade já instalada de oferta institucional de ações formais de educação na saúde. 
Art. 2º A condução regional da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde se dará por meio dos 
Colegiados de Gestão Regional, com a participação das Comissões Permanentes de Integração Ensino-Serviço 
(CIES). 
§ 1º Os Colegiados de Gestão Regional, considerando as especificidades locais e a Política de Educação 
Permanente em Saúde nas três esferas de gestão (federal, estadual e municipal), elaborarão um Plano de Ação 
Regional de Educação Permanente em Saúde coerente com os Planos de Saúde estadual e municipais, da 
referida região, no que tange à educação na saúde. 
§ 2º As Comissões Permanentes de Integração Ensino-Serviço (CIES) são instâncias intersetoriais e 
interinstitucionais permanentes que participam da formulação, condução e desenvolvimento da Política de 
Educação Permanente em Saúde previstas no Artigo 14 da lei 8080/90 e na NOB/RH - SUS. 
Art. 3º Os Colegiados de Gestão Regional, conforme a portaria 399/GM, de 22/02/2006, são as instâncias de 
pactuação permanente e cogestão solidária e cooperativa, formadas pelos gestores municipais de saúde do 
conjunto de municípios de uma determinada região de saúde e por representantes do(s) gestor(es) 
estadual(ais). 
Art. 5º As Comissões Permanentes de Integração Ensino-Serviço (CIES) deverão ser compostas pelos gestores 
de saúde municipais, estaduais e do Distrito Federal e ainda, conforme as especificidades de cada região, por: 
I – Gestores estaduais e municipais de educação e/ou seus representantes; 
II – Trabalhadores do SUS e/ou suas entidades representativas; 
III – Instituições de ensino com cursos na área da Saúde, por meio de seus distintos segmentos; e 
IV – Movimentos sociais ligados à gestão das políticas públicas de saúde e do controle social no SUS. 
Parágrafo Único. Nenhum município, assim como nenhum Colegiado de Gestão Regional – CGR, deverá ficar 
sem sua referência a uma Comissão Permanente de Integração Ensino-Serviço. 
Art. 17. O financiamento do componente federal para a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde 
se dará por meio do Bloco de Gestão do SUS, instituído pelo Pacto pela Saúde, e comporá o Limite Financeiro 
Global do Estado, Distrito Federal e Município para execução dessas ações. 
 
PORTARIA Nº 529/ 2013 - PROGRAMA NACIONAL DE SEGURANÇA DO PACIENTE (PNSP). 
 
Art. 1º Fica instituído o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP). 
Art. 2º O PNSP tem por objetivo geral contribuir para a qualificação do cuidado em saúde em todos os 
estabelecimentos de saúde do território nacional. 
Art. 3º Constituem-se objetivos específicos do PNSP: 
I - Promover e apoiar a implementação de iniciativas voltadas à segurança do paciente em diferentes áreas da 
atenção, organização e gestão de serviços de saúde, por meio da implantação da gestão de risco e de Núcleos 
de Segurança do Paciente nos estabelecimentos de saúde; 
II - Envolver os pacientes e familiares nas ações de segurança do paciente; 
III - ampliar o acesso da sociedade às informações relativas à segurança do paciente; 
IV - Produzir, sistematizar e difundir conhecimentos sobre segurança do paciente; e 
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V - Fomentar a inclusão do tema segurança do paciente no ensino técnico e de graduação e pós-graduação na 
área da saúde. 
 
Art. 4º Para fins desta Portaria, são adotadas as seguintes definições: 
I - Segurança do Paciente: redução, a um mínimo aceitável, do risco de dano desnecessário associado ao 
cuidado de saúde; 
II - Dano: comprometimento da estrutura ou função do corpo e/ou qualquer efeito dele oriundo, incluindo-se 
doenças, lesão, sofrimento, morte, incapacidade ou disfunção, podendo, assim, ser físico, social ou psicológico; 
III - incidente: evento ou circunstância que poderia ter resultado, ou resultou, em dano desnecessário ao 
paciente; 
IV - Evento adverso: incidente que resulta em dano ao paciente; 
V - Cultura de Segurança: configura-se a partir de cinco características operacionalizadas pela gestão de 
segurança da organização: 
a) cultura na qual todos os trabalhadores, incluindoprofissionais envolvidos no cuidado e gestores, assumem 
responsabilidade pela sua própria segurança, pela segurança de seus colegas, pacientes e familiares; 
b) cultura que prioriza a segurança acima de metas financeiras e operacionais; 
c) cultura que encoraja e recompensa a identificação, a notificação e a resolução dos problemas relacionados à 
segurança; 
d) cultura que, a partir da ocorrência de incidentes, promove o aprendizado organizacional; e 
e) cultura que proporciona recursos, estrutura e responsabilização para a manutenção efetiva da segurança; e 
VI - Gestão de risco: aplicação sistêmica e contínua de iniciativas, procedimentos, condutas e recursos na 
avaliação e controle de riscos e eventos adversos que afetam a segurança, a saúde humana, a integridade 
profissional, o meio ambiente e a imagem institucional. 
 
Art. 5º Constituem-se estratégias de implementação do PNSP: 
I - elaboração e apoio à implementação de protocolos, guias e manuais de segurança do paciente; 
II - promoção de processos de capacitação de gerentes, profissionais e equipes de saúde em segurança do 
paciente; 
III - inclusão, nos processos de contratualização e avaliação de serviços, de metas, indicadores e padrões de 
conformidade relativosà segurança do paciente; 
IV - implementação de campanha de comunicação social sobre segurança do paciente, voltada aos 
profissionais, gestores e usuários de saúde e sociedade; 
V - implementação de sistemática de vigilância e monitoramento de incidentes na assistência à saúde, com 
garantia de retorno às unidades notificantes; 
VI - promoção da cultura de segurança com ênfase no aprendizado e aprimoramento organizacional, 
engajamento dos profissionais e dos pacientes na prevenção de incidentes, com ênfase em sistemas seguros, 
evitando-se os processos de responsabilização individual; e 
VII - articulação, com o Ministério da Educação e com o Conselho Nacional de Educação, para inclusão do tema 
segurança do paciente nos currículos dos cursos de formação em saúde de nível técnico, superior e de pós-
graduação. 
 
Art. 6º Fica instituído, no âmbito do Ministério da Saúde, Comitê de Implementação do Programa Nacional de 
Segurança do Paciente (CIPNSP), instância colegiada, de caráter consultivo, com a finalidade de promover 
ações que visem à melhoria da segurança do cuidado em saúde através de processo de construção consensual 
entre os diversos atores que dele participam. 
Art. 7º Compete ao CIPNSP: 
I - propor e validar protocolos, guias e manuais voltados à segurança do paciente em diferentes áreas, tais 
como: 
a) infecções relacionadas à assistência à saúde; 
b) procedimentos cirúrgicos e de anestesiologia; 
c) prescrição, transcrição, dispensação e administração de medicamentos, sangue e hemoderivados; 
d) processos de identificação de pacientes; 
e) comunicação no ambiente dos serviços de saúde; 
f) prevenção de quedas; 
g) úlceras por pressão; 
h) transferência de pacientes entre pontos de cuidado; e 
i) uso seguro de equipamentos e materiais; 
II - aprovar o Documento de Referência do PNSP; 
III - incentivar e difundir inovações técnicas e operacionais que visem à segurança do paciente; 
IV - propor e validar projetos de capacitação em Segurança do Paciente; 
V - analisar quadrimestralmente os dados do Sistema de Monitoramento incidentes no cuidado de saúde e 
propor ações de melhoria; 
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VI - recomendar estudos e pesquisas relacionados à segurança do paciente; 
VII - avaliar periodicamente o desempenho do PNSP; e 
VIII elaborar seu regimento interno e submetê-lo à aprovação do Ministro de Estado da Saúde. 
 
§ 1º A coordenação do CIPNSP será realizada pela ANVISA, que fornecerá em conjunto com a SAS/MS e a 
FIOCRUZ os apoios técnico e administrativo necessários para o seu funcionamento. 
§ 4º O CIPNSP poderá convocar representantes de órgãos e entidades, públicas e privadas, além de 
especialistas nos assuntos relacionados às suas atividades, quando entender necessário para o cumprimento 
dos objetivos previstos nesta Portaria. 
Art. 9º As funções dos membros do CIPNSP não serão remuneradas e seu exercício será considerado de 
relevante interesse público. 
Art. 10. O Ministério da Saúde instituirá incentivos financeiros para a execução de ações e atividades no âmbito 
do PNSP, conforme normatização específica, mediante prévia pactuação na Comissão Intergestores Tripartite 
(CIT). 
 
RESOLUÇÃO - RDC Nº 36/ 2013 - INSTITUI AÇÕES PARA A SEGURANÇA DO PACIENTE EM SERVIÇOS 
DE SAÚDE E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. 
 
- A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, adota a seguinte Resolução da Diretoria 
Colegiada: 
Art. 1º Esta Resolução tem por objetivo instituir ações para a promoção da segurança do paciente e a melhoria 
da qualidade nos serviços de saúde. 
Art. 2º Esta Resolução se aplica aos serviços de saúde, sejam eles públicos, privados, filantrópicos, civis ou 
militares, incluindo aqueles que exercem ações de ensino e pesquisa. 
- Parágrafo único. Excluem-se do escopo desta Resolução os consultórios individualizados, laboratórios clínicos 
e os serviços móveis e de atenção domiciliar. 
 
Art. 3º Para efeito desta Resolução são adotadas as seguintes definições: 
I - boas práticas de funcionamento do serviço de saúde: componentes da garantia da qualidade que asseguram 
que os serviços são ofertados com padrões de qualidade adequados; 
II - cultura da segurança: conjunto de valores, atitudes, competências e comportamentos que determinam o 
comprometimento com a gestão da saúde e da segurança, substituindo a culpa e a punição pela oportunidade 
de aprender com as falhas e melhorar a atenção à saúde; 
III - dano: comprometimento da estrutura ou função do corpo e/ou qualquer efeito dele oriundo, incluindo 
doenças, lesão, sofrimento, morte, incapacidade ou disfunção, podendo, assim, ser físico, social ou psicológico; 
IV - evento adverso: incidente que resulta em dano à saúde; 
V - garantia da qualidade: totalidade das ações sistemáticas necessárias para garantir que os serviços 
prestados estejam dentro dos padrões de qualidade exigidos para os fins a que se propõem; 
VI - gestão de risco: aplicação sistêmica e contínua de políticas, procedimentos, condutas e recursos na 
identificação, análise, avaliação, comunicação e controle de riscos e eventos adversos que afetam a segurança, 
a saúde humana, a integridade profissional, o meio ambiente e a imagem institucional; 
VII - incidente: evento ou circunstância que poderia ter resultado, ou resultou, em dano desnecessário à saúde; 
VIII - núcleo de segurança do paciente (NSP): instância do serviço de saúde criada para promover e apoiar a 
implementação de ações voltadas à segurança do paciente; 
IX - plano de segurança do paciente em serviços de saúde: documento que aponta situações de risco e 
descreve as estratégias e ações definidas pelo serviço de saúde para a gestão de risco visando a prevenção e a 
mitigação dos incidentes, desde a admissão até a transferência, a alta ou o óbito do paciente no serviço de 
saúde; 
X - segurança do paciente: redução, a um mínimo aceitável, do risco de dano desnecessário associado à 
atenção à saúde; 
XI - serviço de saúde: estabelecimento destinado ao desenvolvimento de ações relacionadas à promoção, 
proteção, manutenção e recuperação da saúde, qualquer que seja o seu nível de complexidade, em regime de 
internação ou não, incluindo a atenção realizada em consultórios, domicílios e unidades móveis; 
XII - tecnologias em saúde: conjunto de equipamentos, medicamentos, insumos e procedimentos utilizados na 
atenção à saúde, bemcomo os processos de trabalho, a infraestrutura e a organização do serviço de saúde. 
 
Art. 4º A direção do serviço de saúde deve constituir o Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) e nomear a sua 
composição, conferindo aos membros autoridade, responsabilidade e poder para executar as ações do Plano de 
Segurança do Paciente em Serviços de Saúde. 
§ 1º A direção do serviço de saúde pode utilizar a estrutura de comitês, comissões, gerências, coordenações ou 
núcleos já existentes para o desempenho das atribuições do NSP. 
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§ 2º No caso de serviços públicos ambulatoriais pode ser constituído um NSP para cada serviço de saúde ou 
um NSP para o conjunto desses, conforme decisão do gestor local do SUS. 
 
Art. 5º Para o funcionamento sistemático e contínuo do NSP a direção do serviço de saúde deve disponibilizar: 
I - recursos humanos, financeiros, equipamentos, insumos e materiais; 
II - um profissional responsável pelo NSP com participação nas instâncias deliberativas do serviço de saúde. 
 
Art.7º Compete ao NSP: 
I - promover ações para a gestão de risco no serviço de saúde; 
II - desenvolver ações para a integração e a articulação multiprofissional no serviço de saúde; 
III - promover mecanismos para identificar e avaliar a existência de não conformidades nos processos e 
procedimentos realizados e na utilização de equipamentos, medicamentos e insumos propondo ações 
preventivas e corretivas; 
IV - elaborar, implantar, divulgar e manter atualizado o Plano de Segurança do Paciente em Serviços de Saúde; 
V - acompanhar as ações vinculadas ao Plano de Segurança do Paciente em Serviços de Saúde; 
VI - implantar os Protocolos de Segurança do Paciente e realizar o monitoramento dos seus indicadores; 
VII - estabelecer barreiras para a prevenção de incidentes nos serviços de saúde; 
VIII - desenvolver, implantar e acompanhar programas de capacitação em segurança do paciente e qualidade 
em serviços de saúde; 
IX - analisar e avaliar os dados sobre incidentes e eventos adversos decorrentes da prestação do serviço de 
saúde; 
X - compartilhar e divulgar à direção e aos profissionais do serviço de saúde os resultados da análise e 
avaliação dos dados sobre incidentes e eventos adversos decorrentes da prestação do serviço de saúde; 
XI - notificar ao Sistema Nacional de Vigilância Sanitária os eventos adversos decorrentes da prestação do 
serviço de saúde; 
XII- manter sob sua guarda e disponibilizar à autoridade sanitária, quando requisitado, as notificações de 
eventos adversos; 
XIII - acompanhar os alertas sanitários e outras comunicações de risco divulgadas pelas autoridades sanitárias. 
 
Art. 8º O Plano de Segurança do Paciente em Serviços de Saúde (PSP), elaborado pelo NSP, deve estabelecer 
estratégias e ações de gestão de risco, conforme as atividades desenvolvidas pelo serviço de saúde para: 
I - identificação, análise, avaliação, monitoramento e comunicação dos riscos no serviço de saúde, de forma 
sistemática; 
II - integrar os diferentes processos de gestão de risco desenvolvidos nos serviços de saúde; 
III - implementação de protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde; 
IV - identificação do paciente; 
V - higiene das mãos; 
VI - segurança cirúrgica; 
VII - segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos; 
VIII - segurança na prescrição, uso e administração de sangue e hemocomponentes; 
IX - segurança no uso de equipamentos e materiais; 
X - manter registro adequado do uso de órteses e próteses quando este procedimento for realizado; 
XI - prevenção de quedas dos pacientes; 
XII - prevenção de úlceras por pressão; 
XIII - prevenção e controle de eventos adversos em serviços de saúde, incluindo as infecções relacionadas à 
assistência à saúde; 
XIV- segurança nas terapias nutricionais enteral e parenteral; 
XV - comunicação efetiva entre profissionais do serviço de saúde e entre serviços de saúde; 
XVI - estimular a participação do paciente e dos familiares na assistência prestada. 
XVII - promoção do ambiente seguro 
 
Art. 9º O monitoramento dos incidentes e eventos adversos será realizado pelo Núcleo de Segurança do 
Paciente - NSP. 
Art. 10 A notificação dos eventos adversos, para fins desta Resolução, deve ser realizada mensalmente pelo 
NSP, até o 15º (décimo quinto) dia útil do mês subsequente ao mês de vigilância, por meio das ferramentas 
eletrônicas disponibilizadas pela Anvisa. 
Parágrafo único - Os eventos adversos que evoluírem para óbito devem ser notificados em até 72 (setenta e 
duas) horas a partir do ocorrido. 
 
 
 
 
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SITUAÇÃO SÓCIO-SANITÁRIA 
 
PERFIL SÓCIODEMOGRÁFICO 
- Estado componente da Região Nordeste do Brasil, Pernambuco tem assim definidos os seus limites territoriais: 
• Ao norte: Paraíba (PB) e Ceará (CE); • Ao leste: Oceano Atlântico; • Ao oeste: Piauí (PI); • Ao sul: Alagoas 
(AL) e Bahia (BA). 
- Com território abrangendo 98.146,32 km², o estado de Pernambuco possui 184 municípios e um território 
estadual, Fernando de Noronha. De acordo com o Plano Diretor de Regionalização (PDR) da Saúde 2011, o 
estado está dividido em quatro macrorregiões: Macrorregião 1 Metropolitana formada pela I, II, III e XII Regiões 
de Saúde; Macrorregião 2 Agreste constituída pela IV e V Regiões de Saúde; Macrorregião 3 Sertão composta 
pela VI, X e XI Regiões de Saúde e Macrorregião 4 Vale do São Francisco e Araripe formada pela VII, VIII e IX 
Regiões de Saúde. Ainda segundo o PDR, a nova conformação das Regiões de Saúde, levou em conta, dentre 
outros critérios, a análise dos fluxos assistenciais, a identidade cultural, potencialidades para investimento do 
governo do Estado e as atividades econômicas predominantes das populações. 
- Comparando a taxa geométrica de crescimento anual da população entre os anos censitários (2000 e 2010), o 
crescimento populacional em Pernambuco (1,06%) ficou abaixo do brasileiro (1,17%). De maneira geral, a 
queda da mortalidade e o aumento da esperança de vida ao nascer podem explicar esse comportamento 
populacional. 
- No que se refere a variável raça/cor, segundo dados do censo 2010, a maior parte da população 
pernambucana tem como cor autorreferida a parda (55,3%), seguida da cor branca (36,7%), preta (6,5%), 
amarela (0,9%) e indígena (0,6%). Desde o censo 2000, a distribuição da população por sexo, apresenta 
predominância do sexo feminino, numa razão de 96,9 homens para cada grupo de 100 mulheres no Brasil e 
93,5 homens para cada grupo de 100 mulheres em Pernambuco. Em 2010 essa mesma predominância do sexo 
feminino se repete. 
 
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO 
Taxa bruta de natalidade 
A taxa bruta de natalidade expressa o número de nascidos vivos (NV) por mil habitantes, e representa a 
intensidade com que o nascimento ocorre na população. Entre 2004 e 2011, houve redução proporcional de 
cerca de 4,0% no número de NV tanto no Brasil quanto em Pernambuco. Quanto à Taxa Bruta de Natalidade 
(TBN), a redução foi de 14,9% no estado (de 19,5 para 16,6) e de 12,8% no país (de 17,9 para 15,6). 
Proporção de nascidos vivos segundo número de consultas de pré-natal 
Sabe-se que uma assistência pré-natal adequada está associada à redução da morbimortalidade infantil, 
especialmente considerando que cerca de 40% dos óbitos infantis evitáveis no Estadoestão relacionados à 
atenção adequada à mulher durante a gestação. A proporção de NV de mães com 7 ou mais consultas de pré-
natal em Pernambuco passou de 40,9% em 2004 para 58,1% em 2013, um aumento proporcional de 42,1%, 
enquanto, no Brasil o aumento foi de 20,0% no mesmo período (figura 06). Apesar deste aumento, é importante 
ressaltar que o alcançado em 2013 ainda está abaixo da meta proposta no Pacto pela Saúde que é de 65,2% 
dos NV de mães com 7 ou mais consultas de pré-natal. 
Proporção de nascidos vivos segundo duração da gestação 
A prematuridade (duração da gestação < 37 semanas) é um importante fator preditivo da mortalidade infantil, 
mais especificamente a mortalidade neonatal (0 a 27 dias). Em Pernambuco, houve aumento expressivo na 
proporção de NV prematuros, passando de 5,3% em 2004 para 11,8% em 2013. Também se observa um 
crescimento acentuado no Brasil no mesmo período. Contudo, o aumento observado a partir de 2011 é 
decorrente das mudanças de preenchimento na Declaração de Nascido Vivo1 (DNV), que melhoraram o registro 
acerca da idade gestacional. 
Proporção de nascidos vivos segundo tipo de parto 
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cesariana aumenta em 120 vezes a probabilidade 
de problemas respiratórios para o recém-nascido e triplica o risco de morte da mãe. Além disso, taxas de 
cesáreas acima de 10% não estão associadas com reduções nas taxas de mortalidade materna e neonatal. Em 
Pernambuco, a proporção de cesárea passou de 34,2% em 2004 para 53,7% em 2013, representando um 
aumento proporcional de 57,0%, ao passo que no Brasil o aumento foi de 35,4%. 
 
CARGAS DAS DOENÇAS INFECCIOSAS 
Tuberculose 
O estado de Pernambuco apresenta a quarta maior taxa de incidência nacional de TB, sendo a primeira na 
Região Nordeste com uma média, entre 2009 e 2013, de 4.333 casos novos ao ano e taxa de incidência de 48,6 
por 100.000 habitantes. Apesar de a taxa de mortalidade ter reduzido, ainda ocupa a segunda posição entre 
estados brasileiros, com maior risco de óbito na cidade do Recife, dentre todas as capitais das unidades 
federadas. No período de 2004 a 2013, a taxa de incidência nacional teve uma redução média de 1,9% ao ano, 
passando de 41,5 para 33,5 por 100.000 habitantes. Em Pernambuco, ainda existem desafios para a redução 
no número de casos novos, sendo a taxa de incidência 26,6% maior que a média brasileira. Observa-se 
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redução das taxas brasileira e estadual de mortalidade por TB entre 2004 e 2013, tendo o Brasil já alcançado, 
com cinco anos de antecedência, um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) – o de reduzir pela 
metade o número de óbitos até 2015. Em Pernambuco, esta taxa passou de 5,2 para 3,8 óbitos por 100.000 
habitantes e, apesar da redução de 26,9%, ainda se encontra num patamar elevado de mortalidade. 
Hanseníase 
No Brasil e em Pernambuco, apesar da existência de diferenças regionais importantes na carga da doença, com 
concentração de casos em algumas regiões, sua redução na última década é significativa. Os princípios 
fundamentais para a vigilância da hanseníase baseiam-se na detecção precoce de casos novos e no tratamento 
até a cura com poliquimioterapia, ressaltando-se a importância do atendimento de qualidade aos usuários, o 
que inclui a prevenção e a recuperação de incapacidades físicas e a busca de casos entre os contatos. No ano 
de 2013, o estado ocupava a nona colocação do país e a terceira da região nordeste em relação ao coeficiente 
de detecção geral. Quanto à detecção em menores de 15 anos, Pernambuco é hiperendêmico segundo os 
parâmetros preconizados pela OMS (≥10,00 casos/100.000 habitantes), o que demonstra a presença de fontes 
de transmissão ativa da doença e provável endemia. A partir de 2007, no Brasil, os coeficientes de detecção 
geral e em menores de 15 anos sofreram redução contínua. Em Pernambuco, observa-se um acentuado 
aumento na detecção geral em 2009, mantendo-se, desde então, com tendência de estabilização. 
 
Dengue 
Em 2014, foram notificados 591.080 casos de dengue no Brasil. Destes, foram confirmados 8.150 com sinais de 
alarme, 689 graves e 410 óbitos. Em Pernambuco, no período de 2007 a 2014, a taxa de incidência (casos 
novos da doença) apresentou-se de forma instável, atingindo picos epidêmicos nos anos de 2010 e de 2012. 
Contudo, verifica-se uma redução significativa desta taxa no Estado em 2014, principalmente se comparada à 
taxa nacional que foi cerca de 2,5 vezes maior. Os fatores que podem contribuir para o quadro epidemiológico 
da dengue no Estado vão desde os ambientes favoráveis, proliferação e manutenção do vetor, bem como a 
circulação dos quatro sorotipos (DENV-1, 2, 3 e 4). 
Aids 
Em Pernambuco, de 2004 a 2013, observa-se um aumento no risco para o adoecimento, passando de 12,8 para 
17,3 casos por 100.000 habitantes (figura 28). Quanto à mortalidade no país (figura 28), verifica-se uma 
estabilização ao considerar a taxa de mortalidade bruta. Enquanto no estado, houve um aumento, variando de 
4,6 para 6,1. Em relação à taxa de incidência, verifica-se que todas as Regiões de Saúde apresentaram 
aumento entre 2004 e 2013. A AIDS em menores de 5 anos de idade é considerada uma referência para a taxa 
de transmissão vertical no país. De 2004 a 2013, houve uma importante redução no Brasil da taxa, indicando o 
sucesso das ações de controle da transmissão vertical. No estado, apesar da grande variação de casos entre os 
anos, esta taxa também apresentou redução. 
Sífilis 
No Brasil, a proporção de gestantes tratadas adequadamente aumentou de 80,6% em 2010 para 86,3% em 
2013. No entanto, Pernambuco apresentou baixas proporções de gestantes tratadas adequadamente, 
implicando em altas taxas de sífilis congênita. A taxa de incidência da sífilis congênita no país apresentou 
significativo aumento, passando de 1,7 em 2004 para 4,7 casos por 1.000 NV em 2013. No Estado, de 2005 a 
2008 observou- -se redução desta taxa, contudo, a partir de 2009 houve aumento progressivo, chegando a 6,7 
casos em 2013, muito acima da meta estimada pela OPAS de 0,5 casos a cada 1.000 NV. 
 
CARGA DAS DOENÇAS E AGRAVOS NÃO TRANSMISSÍVEIS 
No Brasil, em 2014, dentre as principais DCNT (Doenças do Aparelho Circulatório - DAC, doenças respiratórias 
crônicas, Diabetes Mellitus - DM e neoplasias), as DAC e as neoplasias apresentaram as maiores taxas de 
internação hospitalar 56,2 e 26,2 por 10.000 habitantes, respectivamente. Essa realidade foi semelhante em 
Pernambuco, que apresentou taxas de 55,8 para DAC e 29,6 para neoplasias por 10.000 habitantes. 
Comparando os anos de 2004 e de 2014, observa-se que, no Brasil, houve um aumento na taxa de internação 
hospitalar por neoplasias (14,9%) e por DM (6,2%); e uma redução por DAC (45,1%) e por doenças 
respiratórias crônicas (15,4%). Em Pernambuco, as doenças que apresentaram aumento na taxa de internação 
hospitalar foram as neoplasias (70,1%). As DAC e o DM reduziram 50,5% e 11,3%, respectivamente. Tanto no 
Brasil quanto em Pernambuco, o tipo de neoplasia mais incidente no sexo feminino são os tumores de mama 
(56,1 e 51,6 novos casos por 100.000 habitantes, respectivamente), e no masculino, os tumores de próstata 
(70,4 e 58,2 novos casos por 100.000 habitantes, respectivamente). 
 
Causas externas 
No Brasil, em 2014, a taxa de internação hospitalar por causas externas foi de 55,1 casos por 10.000 
habitantes, semelhante à taxa apresentada em Pernambuco de 57,4 casos por 10.000 habitantes. Entre 2004 e 
2014, houve um aumento de 32,4% nesta taxa para o Brasil e um aumento de 79,9%, em Pernambuco. Nocaso 
de violência, em 2014, foram notificados 10.746 casos de violência no SINAN, a maioria na faixa etária de 20 a 
39 anos (38,6%). As vítimas do sexo feminino prevaleceram em todas as faixas etárias, sobretudo na de 20 a 39 
anos (88,0%). Tal resultado pode ser reflexo do fato de os casos da violência urbana nos homens desta faixa 
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etária não serem objeto de notificação. Do total de casos notificados em 2014, a violência física se destacou em 
todas as faixas etárias, exceto na de 0 a 9 anos, na qual prevaleceu a negligência. A segunda violência mais 
frequente foi a sexual, na faixa etária de 10 a 19 anos. Em seguida, a psicológica nos adultos com 20 a 59 anos 
e a negligência nos idosos. 
- Acidente de Transporte Terrestre: Pernambuco adota, desde 2010, uma vigilância sentinela de Acidentes de 
Transporte Terrestre (ATT), a qual tornou a notificação obrigatória em 21 unidades de saúde (18 hospitais e 3 
Unidades de Pronto-Atendimento). Essas unidades são denominadas Unidades Sentinelas de Informação sobre 
Acidentes de Transporte Terrestre (USIATT) e funcionam como referência para a produção de informações 
sobre os ATT com vítimas (fatais ou não), atendidas nelas. Em 2014, foram notificadas 45.942 vítimas de ATT 
nas 21 USIATT. Do total de registros, 44.876 (97,7%) ocorreram nos municípios de Pernambuco, concentrando- 
-se, principalmente, na I Região de Saúde (36,9%). Do total das vítimas notificadas em 2014, 78,9% foram do 
sexo masculino, sendo que, em ambos os sexos, prevaleceu a faixa etária de 20 a 39 anos (60,0% nos homens 
e 54,3% nas mulheres). No que diz respeito à natureza do acidente, a colisão/abalroamento foi o ATT mais 
frequente (34,1%), seguido de tombamento ou capotamento (26,4%). 
 
Saúde do Trabalhador 
Desde 1970, início dos registros sistemáticos em âmbito nacional, mais de 30 milhões de acidentes de trabalho 
foram notificados. Em Pernambuco, de 2007 a 2014 foram notificados 14.040 casos de doenças e agravos 
relacionados ao trabalho. Os acidentes com exposição a material biológico, no período de 2007 a 2014, 
representaram a primeira causa de registro de agravo relacionado ao trabalho no estado, com 40,3% do total, 
seguido pelos acidentes graves, com 34,4%. 
 
Mortalidade Infantil 
A análise temporal do CMI sinaliza redução desse indicador para todos os componentes etários entre os anos 
de 2004 e 2011. O componente pós-neonatal apresentou redução mais expressiva em relação ao componente 
neonatal, tendência observada no Brasil e em Pernambuco, embora o estado tenha apresentado uma maior 
redução para o CMI e seus respectivos componentes etários. Observa-se que o CMI de Pernambuco se 
mantém em torno de 16 óbitos por mil NV nos dois últimos anos analisados. Analisando os óbitos infantis em 
Pernambuco segundo critério de evitabilidade, percebe-se que os eventos reduzíveis por ações de promoção e 
atenção à saúde apresentaram uma diminuição de 50,0% no período de 2004 a 2013. Em paralelo, os óbitos 
infantis reduzíveis por atenção à mulher na gestação aumentaram 35,9% no mesmo período. Esse perfil 
apresenta consonância com a evolução temporal do CMI que aponta redução menos acentuada do componente 
neonatal, a qual está relacionada à assistência prestada à mãe e ao recém-nascido. Ainda no tocante à 
evitabilidade, dentre os principais agrupamentos das causas de óbito infantis, é possível observar que as 
doenças infecciosas intestinais se apresentavam como a principal causa de óbito em metade das Regiões de 
Saúde e em Pernambuco no ano de 2004. As demais regiões apresentaram como principais agrupamentos de 
causa àqueles relacionados à evitabilidade por atenção à mulher na gestação e ao recém-nascido. Em 2013, 
observa-se a mudança no perfil da mortalidade infantil com predominância das infecções do período neonatal e 
das afecções maternas, reduzíveis por adequada atenção ao recém-nascido e por atenção a mulher na 
gestação, respectivamente. 
 
Mortalidade Materna 
A Razão de Mortalidade Materna (RMM) do Brasil apresentou uma redução de 11,6% no período de 2000 a 
2011, com uma média de 72,6 óbitos maternos por 100.000 NV. No mesmo período, Pernambuco apresentou 
um aumento de 17,8% com média de 63,8 óbitos maternos por 100.000 NV. Embora o Estado tenha 
apresentado média abaixo do observado em âmbito nacional, este aumento verificado em Pernambuco pode 
estar relacionado à melhoria da notificação dos óbitos no estado. Quando observada a RMM total (óbitos 
maternos precoces e tardios), em Pernambuco, verifica-se uma maior estabilidade no período de 2002 a 2011, 
com média de 76,8 óbitos maternos por 100.000 NV e um discreto aumento de 2,0% no período. Quando 
analisados os principais grupos de causa de óbito materno distribuídos por Região de Saúde, observa-se que, 
de maneira geral, as hipertensões e as hemorragias permanecem entre os primeiros grupos de causas 
obstétricas diretas. 
 
Mortalidade por doenças crônicas não transmissíveis 
No Brasil, em 2013, a taxa de mortalidade prematura (30-69 anos) pelas principais DCNT (DAC, doenças 
respiratórias crônicas, DM e neoplasias) foi de 140,0 por 100.000 habitantes, menor que a taxa de Pernambuco 
no mesmo ano, que foi de 148,6 por 100.000 habitantes. Comparando os anos de 2004 e de 2013, observa-se 
que houve um aumento da taxa de mortalidade prematura por DCNT, tanto no Brasil (6,1%) quanto no estado 
(8,1%). Em Pernambuco, no mesmo período, houve aumento na proporção de óbitos por doenças respiratórias 
crônicas (33,7%), por neoplasias (9,0%) e por outras DCNT (9,2%). Já as DAC e o diabetes sofreram redução 
de 11,2% e 8,4%, respectivamente. Contudo, ainda que com redução, a proporção de óbitos por diabetes e por 
doenças crônicas respiratórias em Pernambuco, no ano de 2013, é bem superior à do Brasil (figuras 66 e 67). 
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Causas externas 
A mortalidade por causas externas em Pernambuco assemelha-se à do Brasil no mesmo período, apresentando 
as maiores proporções nos grupos de causas por agressões e por acidentes de transporte, além de um 
incremento importante na proporção de eventos cuja intenção é indeterminada. Em Pernambuco, houve 
redução de 11,0% na taxa de mortalidade por causas externas quando se comparam os anos de 2004 e de 
2013. Em relação às duas principais causas de óbito por causas externas, observou-se que a taxa de 
mortalidade por homicídios reduziu 33,0% neste período, tendo iniciado a redução em 2008. Já a taxa de 
mortalidade por acidentes de transporte terrestre aumentou 25,3%. Quanto aos óbitos por acidentes de 
transporte terrestre, em 2004, houve predomínio de vítimas pedestres (39,2%). Em 2013, esse cenário modifica-
se em quase todas as regiões, prevalecendo os óbitos por acidentes de motocicleta, atingindo uma proporção 
de 40,7% em Pernambuco. 
 
PLANO DIRETOR DE REGIONALIZAÇÃO 
 
Conceitos 
- Macrorregião Interestadual de Saúde: Circunscrita aos raios de influência do conjunto de macrorregiões, 
compreendendo pelo menos dois estados da federação, constituindo-se em nível de referência para atenção de 
Alta Complexidade. Macrorregião de Saúde São arranjos territoriais que agregam mais de uma Região de 
Saúde, com o objetivo de organizar, entre si, ações e serviços de média complexidade especial 
(procedimentos/açõesque requerem maior tecnologia, que apresentam oferta escassa no estado e cuja 
demanda requer agregação, ou seja, formação de escala) e alta complexidade complementando, desse modo, a 
atenção à saúde das populações desses territórios. A identificação das Macrorregiões de Saúde deve 
considerar, também, os critérios de acessibilidade entre as regiões agregadas. 
- Região de Saúde: Espaço geográfico contínuo constituído por agrupamentos de municípios limítrofes, 
delimitado a partir de identidades culturais, econômicas e sociais e de redes de comunicação e infraestrutura de 
transportes compartilhados com finalidade de integrar a organização, o planejamento e a execução de ações e 
serviços de saúde. 
- Microrregião de Saúde: Base territorial de planejamento da atenção primária com capacidade de oferta de 
serviços ambulatoriais e hospitalares de média complexidade constituída por municípios contíguos integrantes 
de uma Região de Saúde, em áreas territoriais extensas, com referência em serviços de maior tecnologia ou 
recursos humanos escassos para a região de saúde. 
- Redes de atenção: Arranjos organizativos de unidades e ações de saúde de diferentes densidades 
tecnológicas, que integradas através de sistemas logísticos, de apoio diagnóstico e terapêutico e de gestão, 
buscam garantir a integralidade do cuidado. Economia de Escala Concentração de oferta na perspectiva de 
garantir maior resolutividade e menor custo. 
Linha de cuidado: O conjunto de saberes, tecnologias e recursos necessários ao enfrentamento de determinado 
risco, agravo ou condições específicas do ciclo de vida, a serem ofertados de forma articulada por um dado 
sistema de saúde. Uma linha de cuidado deve expressar por meio de protocolos técnicos que considerem tanto 
a atualidade do conhecimento científico e tecnológico, como a organização da oferta de ações de saúde a um 
dado grupo. Foram priorizadas oito linhas de cuidado a serem trabalhadas de acordo com o perfil 
epidemiológico do Estado e as necessidades assistenciais com maior impacto na saúde da população. Assim, 
foram elencadas as linhas de cuidado abaixo: 
 Cardiologia – as doenças cardiovasculares são a principal causa de morbimortalidade no Estado; 
 Oncologia – segunda maior causa de morbimortalidade no Estado; 
 Urgência/emergência com ênfase em trauma: as causas externas configuram-se na terceira maior causa de 
morbimortalidade estadual; 
 Materno-infantil: pela necessidade de redução da mortalidade materna e infantil precoce; 
 Nefrologia: pelo aumento crescente de portadores de doença renal crônica no Estado; 
 Saúde Mental: pela necessidade de estruturação da rede substitutiva de forma articulada de modo a promover 
a atenção integrada; 
 Saúde Bucal: pela baixa cobertura desta assistência no Estado; 
 Oftalmologia: pela necessidade de se organizar uma linha de cuidado integrando as ações municipais da 
atenção primária e média complexidade às referências de maior complexidade assumidas pela gestão estadual. 
Em 2011, a nova gestão da saúde decide incluir na discussão a neurologia/neurocirurgia e a vigilância à saúde 
como duas novas linhas de cuidado. 
- Macrorregião Interestadual Vale do Médio São Francisco: a partir de 2009, com o apoio do Ministério da Saúde 
e sob a coordenação da equipe do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira, foi realizado 
diagnóstico de saúde da região do Vale do Médio São Francisco - estudo de capacidade instalada, fluxos 
assistenciais, principais serviços de alta complexidade utilizados - e iniciadas discussões e pactuações para a 
conformação da primeira macrorregião de saúde interestadual entre Pernambuco e Bahia. Essa macrorregião é 
formada pelos municípios que compõem as macrorregiões de Petrolina/PE (VII, VIII e IX Regiões de Saúde) e 
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Juazeiro/BA (microrregiões de Juazeiro, Senhor do Bonfim e Paulo Afonso) e possui a primeira Central de 
Regulação Interestadual do País. Em julho de 2011 foi implantada a primeira Central de Regulação 
Interestadual de País, tendo como missão a organização do acesso a serviços de alta complexidade das redes 
de Cardiovascular, Oncologia, Materno-Infantil e Urgência/Emergência. A PPI Interestadual está em fase de 
discussão da sua programação. 
 
POLÍTICA NACIONAL DE PROMOÇÃO DA SAÚDE (PNPS) - A PNPS traz em sua base o conceito 
ampliado de saúde e o referencial teórico da promoção da saúde como um conjunto de estratégias e 
formas de produzir saúde, no âmbito individual e coletivo, caracterizando-se pela articulação e 
cooperação intra e intersetorial, pela formação da Rede de Atenção à Saúde (RAS), buscando articular 
suas ações com as demais redes de proteção social, com ampla participação e controle social. 
 
- Art. 8º São temas transversais da PNPS, entendidos como referências para a formação de agendas de 
promoção da saúde, para adoção de estratégias e temas prioritários, operando em consonância com os 
princípios e valores do SUS e da PNPS: (Atenção!!!) 
I - Determinantes Sociais da Saúde (DSS), equidade e respeito à diversidade, que significa identificar as 
diferenças nas condições e nas oportunidades de vida, buscando alocar recursos e esforços para a redução das 
desigualdades injustas e evitáveis, por meio do diálogo entre os saberes técnicos e populares; 
II - desenvolvimento sustentável, que se refere a dar visibilidade aos modos de consumo e produção 
relacionados com o tema priorizado, mapeando possibilidades de intervir naqueles que sejam deletérios à 
saúde, adequando tecnologias e potencialidades de acordo com especificidades locais, sem comprometer as 
necessidades futuras; 
III - produção de saúde e cuidado, que representa a incorporação do tema na lógica de redes que favoreçam 
práticas de cuidado humanizadas, pautadas nas necessidades locais, que reforcem a ação comunitária, a 
participação e o controle social e que promovam o reconhecimento e o diálogo entre as diversas formas do 
saber popular, tradicional e científico, construindo práticas pautadas na integralidade do cuidado e da saúde, 
significando, também, a vinculação do tema a uma concepção de saúde ampliada, considerando o papel e a 
organização dos diferentes setores e atores que, de forma integrada e articulada por meio de objetivos comuns, 
atuem na promoção da saúde; 
IV - ambientes e territórios saudáveis, que significa relacionar o tema priorizado com os ambientes e os 
territórios de vida e de trabalho das pessoas e das coletividades, identificando oportunidades de inclusão da 
promoção da saúde nas ações e atividades desenvolvidas, de maneira participativa e dialógica; 
V - vida no trabalho, que compreende a interrelação do tema priorizado com o trabalho formal e não formal e 
com os setores primário, secundário e terciário da economia, considerando os espaços urbano e rural, e 
identificando oportunidades de operacionalização na lógica da promoção da saúde para ações e atividades 
desenvolvidas nos distintos locais, de maneira participativa e dialógica; e 
VI - cultura da paz e direitos humanos, que consiste em criar oportunidades de convivência, de solidariedade, de 
respeito à vida e de fortalecimento de vínculos, desenvolvendo tecnologias sociais que favoreçam a mediação 
de conflitos diante de situações de tensão social, garantindo os direitos humanos e as liberdades fundamentais, 
reduzindo as violências e construindo práticas solidárias e da cultura de paz. 
 
- Art. 10. São temas prioritários da PNPS, evidenciados pelas ações de promoção da saúde realizadas e 
compatíveis com o Plano Nacional de Saúde, pactos interfederativose planejamento estratégico do Ministério 
da Saúde, bem como acordos internacionais firmados pelo governo brasileiro, em permanente diálogo com as 
demais políticas, com os outros setores e com as especificidades sanitárias: (Atenção!!!) 
I - formação e educação permanente, que compreende mobilizar, sensibilizar e promover capacitações para 
gestores, trabalhadores da saúde e de outros setores para o desenvolvimento de ações de educação em 
promoção da saúde e incluí-la nos espaços de educação permanente; 
II - alimentação adequada e saudável, que compreende promover ações relativas à alimentação adequada e 
saudável, visando à promoção da saúde e à segurança alimentar e nutricional, contribuindo com as ações e 
metas de redução da pobreza, com a inclusão social e com a garantia do direito humano à alimentação 
adequada e saudável; 
III - práticas corporais e atividades físicas, que compreende promover ações, aconselhamento e divulgação de 
práticas corporais e atividades físicas, incentivando a melhoria das condições dos espaços públicos, 
considerando a cultura local e incorporando brincadeiras, jogos, danças populares, dentre outras práticas; 
IV - enfrentamento do uso do tabaco e seus derivados, que compreende promover, articular e mobilizar ações 
para redução e controle do uso do tabaco, incluindo ações educativas, legislativas, econômicas, ambientais, 
culturais e sociais; 
V - enfrentamento do uso abusivo de álcool e outras drogas, que compreende promover, articular e mobilizar 
ações para redução do consumo abusivo de álcool e outras drogas, com a corresponsabilização e autonomia da 
população, incluindo ações educativas, legislativas, econômicas, ambientais, culturais e sociais; 
VI - promoção da mobilidade segura, que compreende: 
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VII - promoção da cultura da paz e de direitos humanos, que compreende promover, articular e mobilizar ações 
que estimulem a convivência, a solidariedade, o respeito à vida e o fortalecimento de vínculos, para o 
desenvolvimento de tecnologias sociais que favoreçam a mediação de conflitos, o respeito às diversidades e 
diferenças de gênero, de orientação sexual e identidade de gênero, entre gerações, étnico-raciais, culturais, 
territoriais, de classe social e relacionada às pessoas com deficiências e necessidades especiais, garantindo os 
direitos humanos e as liberdades fundamentais, articulando a RAS com as demais redes de proteção social, 
produzindo informação qualificada e capaz de gerar intervenções individuais e coletivas, contribuindo para a 
redução das violências e para a cultura de paz; e 
VIII - promoção do desenvolvimento sustentável, que compreende promover, mobilizar e articular ações 
governamentais, não governamentais, incluindo o setor privado e a sociedade civil, nos diferentes cenários, 
como cidades, campo, floresta, águas, bairros, territórios, comunidades, habitações, escolas, igrejas, empresas 
e outros, permitindo a interação entre saúde, meio ambiente e desenvolvimento sustentável na produção social 
da saúde em articulação com os demais temas prioritários. 
 
SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE - São aqueles desenvolvidos e implantados com o objetivo de 
facilitar a formulação e avaliação das políticas, planos e programas de saúde, subsidiando o processo 
de tomada de decisões, a fim de contribuir para melhorar a situação de saúde individual e coletiva 
(BRASIL, 2004). 
 
Objetivos dos SIS 
- Avaliar e apoiar o planejamento, a tomada de decisões e as ações em todos os níveis do arcabouço 
organizacional do SUS; 
Apoiar o desenvolvimento científico e tecnológico do setor saúde; 
- Subsidiar a avaliação das relações de eficiência e efetividade das políticas, das estratégias e das ações de 
saúde; 
- Apoiar o desenvolvimento e capacitação de recursos humanos no setor saúde; 
- Subsidiar o processo de comunicação dos órgãos do setor saúde. 
 
Sistema de informação de agravos de notificação – SINAN 
- Objetivo: 
Racionalizar o processo de coleta e transferência de dados relacionados às doenças e agravos de notificação 
compulsória em todo o território nacional, desde o nível local. 
- Fonte dos dados: 
É alimentado por dois formulários padronizados: Ficha Individual de Notificação (FIN) e pela Ficha Individual de 
Investigação (FII) – distinta para cada agravo. 
- Potencialidades: 
A partir da alimentação do banco de dados do SINAN, pode-se calcular a incidência, prevalência, letalidade e 
mortalidade, bem como fazer análises de acordo com as características de pessoa, tempo e lugar. 
 
 É o mais importante para a Vigilância Epidemiológica. Foi desenvolvido entre 1990 e 1993, O Sinan foi 
concebido pelo Centro Nacional de Epidemiologia, com o apoio técnico do Datasus e da Prodabel 
(Prefeitura Municipal de Belo Horizonte), para ser operado a partir das unidades de saúde, considerando o 
objetivo de coletar e processar dados sobre agravos de notificação, em todo o território nacional, desde o 
nível local. Mesmo que o município não disponha de microcomputadores em suas unidades, os 
instrumentos deste sistema são preenchidos nesse nível, e o processamento eletrônico é feito nos níveis 
centrais das secretarias municipais de saúde (SMS), regional ou nas secretarias estaduais (SES). É 
alimentado, principalmente, pela notificação e investigação de casos de doenças e agravos que constam da 
lista nacional de doenças de notificação compulsória, mas é facultado a estados e municípios incluírem 
outros problemas de saúde, importantes em sua região. Por isso, o número de doenças e agravos 
contemplados pelo Sinan vem aumentando progressivamente. 
- Ficha individual de notificação (FIN) – é preenchida para cada paciente quando da suspeita da ocorrência de 
problema de saúde de notificação compulsória de interesse nacional, estadual ou municipal e encaminhada, 
pelas unidades assistenciais, aos serviços responsáveis pela informação e/ou vigilância epidemiológica. Este 
mesmo instrumento é utilizado para notificação negativa. 
- Ficha individual de investigação (FII) – configura-se, na maioria das vezes, como um roteiro de investigação, 
distinto para cada tipo de agravo, que deve ser utilizado, preferencialmente, pelos serviços municipais de 
vigilância ou unidades de saúde capacitados para realização da investigação epidemiológica. 
- Além dos instrumentos já referidos, constam, ainda, deste sistema, a planilha de acompanhamento de surtos, 
que é reproduzida pelos municípios, e os boletins de acompanhamento de Hanseníase e de Tuberculose, 
emitidos pelo próprio sistema. A impressão, distribuição e numeração desses formulários é de responsabilidade 
do estado ou município. O sistema conta com módulos para cadastramento de regionais de saúde, distritos e 
localidades. 
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Sistema de informação de mortalidade – SIM 
- Fonte dos dados: 
Seu instrumento padronizado de coleta de dados é a Declaração de Óbito (DO), impressa em três vias coloridas 
(branca, amarela e rosa). 
- Potencialidades: 
Os dados do SIM permitem a construção de importantes indicadores: mortalidade proporcional por causas, faixa 
etária, sexo, local de ocorrência e residência, letalidade de agravos dos quais se conheça a incidência, taxas de 
mortalidade geral, infantil e materna, entre outros. 
 
 Criado em1975, este sistema de informação iniciou sua fase de descentralização em 1991, dispondo de 
dados informatizados a partir do ano de 1979. Seu instrumento padronizado de coleta de dados é a 
declaração de óbito (DO), impressa em três vias coloridas, cuja emissão e distribuição, em séries pré-
numeradas para os estados, são de competência exclusiva do Ministério da Saúde. A distribuição para os 
municípios fica a cargo das secretarias estaduais de saúde, devendo as secretarias municipais se 
responsabilizar pelo controle e distribuição entre profissionais médicos e instituições que a utilizem, bem 
como pelo recolhimento das primeiras vias em hospitais e cartórios. O preenchimento da DO deve ser 
realizado exclusivamente por médicos, exceto em locais onde não existam esses profissionais, situações 
nas quais poderá ser preenchida por oficiais de Cartórios de Registro Civil, sendo também assinada por 
duas testemunhas. A obrigatoriedade de preenchimento desse instrumento, para todo óbito ocorrido, é 
determinada pela lei federal n° 6.015/73. Em tese, nenhum sepultamento deveria ocorrer sem prévia 
emissão da DO, mas, na prática, sabe-se da ocorrência de sepultamentos, em cemitérios clandestinos, o 
que afeta o conhecimento do real perfil de mortalidade, sobretudo no interior do país. O registro do óbito 
deve ser feito no local de ocorrência do evento. Embora o local de residência seja a informação mais 
utilizada, na maioria das análises do setor saúde, a ocorrência também é importante no planejamento de 
algumas medidas de controle, como, por exemplo, no caso dos acidentes de trânsito e doenças infecciosas, 
que exijam adoção de medidas de controle no local de ocorrência. Os óbitos ocorridos, fora do local de 
residência, serão redistribuídos, quando do fechamento das estatísticas, pelas secretarias estaduais e pelo 
Ministério da Saúde, permitindo, assim, o acesso aos dados, tanto por ocorrência, como por residência do 
falecido. 
 
Sistema de informações sobre nascidos vivos – SINASC 
- Fonte dos dados: 
Seu instrumento padronizado de coleta de dados é a Declaração de Nascido Vivo (DN), impressa em três vias 
coloridas (branca, amarela e rosa). 
- Potencialidades: 
Os dados do SINASC contribuem para obter informações sobre natalidade, morbidade e mortalidade infantil e 
materna e sobre as características da atenção ao parto e ao recém-nascido, que são essenciais para a atenção 
integral à saúde da mulher e da criança. 
 
 O Sinasc tem, como instrumento padronizado de coleta de dados, a declaração de nascido vivo (DN), cuja 
emissão, a exemplo da DO, é de competência exclusiva do Ministério da Saúde. Tanto a emissão da DN, 
como o seu registro em cartório, são realizados no município de ocorrência do nascimento. Deve ser 
preenchida pelos hospitais e por outras instituições de saúde, que realizam parto e, nos Cartórios de 
Registro Civil, quando o nascimento da criança ocorre no domicílio. Sua implantação ocorreu no país, de 
forma gradual, desde o ano de 1992 e, atualmente, vem apresentando, em muitos municípios, um volume 
maior de registros do que o publicado em anuários do IBGE, com base nos dados de Cartórios de Registro 
Civil. A DN deve ser preenchida para todos os nascidos vivos no país, que, segundo conceito definido pela 
OMS, corresponde a “todo produto da concepção que, independentemente do tempo de gestação, depois 
de expulso ou extraído do corpo da mãe, respire ou apresente outro sinal de vida, tal como batimento 
cardíaco, pulsação do cordão umbilical ou movimentos efetivos dos músculos de contração voluntária, 
estando ou não desprendida a placenta”. A obrigatoriedade desse registro é também dada pela Lei n° 
6.015/73. No caso de gravidez múltipla, deve ser preenchida uma DN para cada criança nascida viva. 
 Da mesma maneira que ocorre com a DO, os formulários de declaração de nascidos vivos são pré-
numerados, impressos em três vias coloridas e distribuídos às SES pelo Ministério da Saúde. Elas, por sua 
vez, fazem a distribuição para os municípios, os quais são responsáveis pelo envio aos estabelecimentos de 
saúde e cartórios. O fluxo, recomendado pelo MS para a declaração de nascidos vivos, tem a mesma lógica 
que orienta o fluxo da DO. 
 Entre os indicadores de interesse, para a atenção à saúde materno-infantil, para os quais são 
imprescindíveis as informações contidas na DN, encontram-se: proporção de nascidos vivos de baixo peso, 
proporção de nascimentos prematuros, proporção de partos hospitalares, proporção de nascidos vivos por 
faixa etária da mãe, valores do índice Apgar no primeiro e quinto minutos, número de consultas pré-natal 
realizadas para cada nascido vivo, dentre outros. Além desses, podem ainda ser calculados indicadores 
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clássicos, voltados à caracterização geral de uma população, como a taxa bruta de natalidade e a taxa de 
fecundidade geral. 
 
Sistema de informações hospitalares (SIH) 
- Características: 
Concebido com o propósito de operar o sistema de pagamento de internação dos hospitais contratados pelo 
Ministério da Previdência, sendo estendido, posteriormente, aos hospitais filantrópicos, universitários e de 
ensino, e aos hospitais públicos municipais, estaduais e federais. Vale ressaltar que deixa de fora os 
internamentos na rede privada não conveniada e as morbidades menos graves sem internamento. 
- Fonte dos dados: 
Autorização de Internação Hospitalar (AIH), emitida pelos estados a partir de uma série numérica única definida 
anualmente em portaria ministerial. 
- Potencialidades: 
A disponibilidade de dados com características de pessoa, tempo, lugar da internação e procedência do 
paciente, tipos de serviços, procedimentos realizados, duração da internação, valores pagos, ocorrência de 
óbito e código CID da causa de internação, contribui para o conhecimento da situação de saúde, para as ações 
de vigilância e para o acompanhamento e avaliação dos resultados de ações e serviços (fins epidemiológicos). 
 
 Reúne informações de cerca de 70% dos internamentos hospitalares realizados no país, tratando- se, 
portanto, de uma grande fonte de dados sobre os agravos à saúde que requerem internação, contribuindo 
expressivamente para o conhecimento da situação de saúde e a gestão de serviços. Assim, este sistema 
vem sendo gradativamente incorporado à rotina de análise e de informações, de alguns órgãos de vigilância 
epidemiológica de estados e municípios. 
 
PROCESSO SAÚDE-DOENÇA E HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA 
 
 Pré-História – descoberta do Fogo Eram nômades, caçadores, viviam em bandos e a sobrevivência estava 
associada à disponibilidade de água e alimento. As doenças e agravas que não podiam ser entendidos 
como resultado do cotidiano era vistos como influência do sobrenatural, deuses, demônios e espíritos 
malignos. Predominava um pensamento mágico-religioso 
OBS: No Brasil ainda hoje encontramos essa visão mágica / religiosa de enxegar a saúde e a doença. Ex: 
simpatias, benzedeiras, chás, oferendes, ritos e oferendas destinadas aos santos e deuses. 
 
 Antiguidade: Concepção dos assírios, egípcios, caldeus, hebreus e outros povos: 
- Corpo humano como receptáculo de elemento externo; penetrando-o irá produzir a doença sem que o homem 
participe ativamente do processo; elementos tanto naturais como sobrenaturais 
- Sistemas filosóficos de compreensão do mundo: caráter religioso, 
- Observações empíricas relativas ao aparecimento da doença e função curativa das plantas e recursos naturais 
eram revestidas de caráter religioso 
 
 Medicina chinesa: 
- Doença vista como desequilíbrioentre os elementos/humores que compõem o organismo humano 
- Causa buscada no ambiente influência dos astros, clima, insetos e outros animais sistema complexo de 
correspondência entre os cinco elementos (madeira, metal, terra, fogo e água) e orgãos-sede 
- Recuperação= restabelecer o equilíbrio de energia 
- O homem desempenha papel ativo no processo e as causas perdem o caráter mágico e religioso, são 
naturalizadas. 
 
 Hipócrates: 460 – 377 a.C: Através da observação da natureza que obtiveram os elementos centrais para a 
organização de um novo modo de conceber saúde e doença. - Ares, Água e Lugares: Neste livro denomina; 
Endêmicas – doenças que observou a ocorrência de um número contínuo e regular de casos entre os 
habitantes. Epidemia – o surgimento repentino e explosivo de um grande número de casos. Caracterizou os 
fatores responsáveis pela endemicidade: local, clima, solo, água, modo de vida e nutrição. 
- Relação com o meio ambiente é um traço fundamental dos postulados Hipocráticos. 
- Observação das funções do organismo com o meio natural e social. Saúde é uma Homeostasia entre o 
homem e o Meio. 
 
 Idade Média 
- Castigo e Redenção. 
- Ascensão e Fortalecimento da Igreja Católica. 
- Período de muitas Epidemias. 
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- Catolicismo – Afirmava a existência de uma conexão entre doença e pecado, seja através de teorias como: 
Doença = Pecado / expiação de um mal cometido / possessão demoníaca / castigo de Deus 
- Cura: ao invés de chás, ervas, exercícios, repouso, banhos, eram prescritas rezas, penitências, invocações 
aos Santos, exorcismos e unções, com a função de Purificar a Alma. 
 
 Renascimento 
Séculos XV e XVI: Revalorização do saber técnico; Conhecimento da natureza; Conhecimento da realidade 
através da observação dos fenômenos; Valorização da pesquisa empírica. 
- Cooperação entre cientistas e técnicos, formando-se a Base do Pensamento Científico 
- Girolano Fracastoro – 1530 com a obra De Contagione. Descrevia sobre a hipótese de contágio da sífilis. 
Hipotisava sobre agentes específicos para cada doença. Daí surge a teoria miasmática, que vai prevalecer 
segunda metade do século XIX, no qual preconizada que a atmosfera era contaminada por miasmas, estes que 
vinham de fossas, lixo, dejetos de pessoas humanas e pântanos. Assim, toda explicação causal das doenças 
tinha como base a teoria miasmática, também conhecida por teoria do contágio. 
 
 Teoria da unicausalidade 
Houve o desenvolvimento das investigações no campo das doenças infecciosas e na área da microbiologia, 
cujo resultado foram novas medidas de controle. EX: vacinação. 
- Final do Séc XIX: Louis Pasteur, com o microscópio demonstra a existência de microrganismos: Um micróbio = 
Uma doença. Teoria aceita apenas em 1876 quando Robert Koch demonstrou a transmissão do antraz por um 
bacilo. 
- Isso favorece na descoberta dos vetores, hospedeiros intermediários e o papel dos portadores sadios para a 
transmissão das doenças e manutenção da cadeia epidemiológica. 
 - Criação de Laboratórios de Microbiologia e Imunologia. 
- Melhoria nas condições de vida, saneamento e sanitárias. 
- O modelo Unicausal representou um reducionismo do fenômeno saúde / doença. 
- Aboliu o Subjetivo a favor do Objetivo; 
- Aboliu os aspectos Qualitativos em prol dos Quantitativos. 
- Hiper valorização da fisiologia, anatomia, patologia e farmacologia, que se tornaram bases do pensamento 
médico 
 
 
 
OBS: A emergência do modelo unicausal conferia o estatuto de cientificidade que se julgava faltar às 
explicações sociais. A desqualificação destas, mediante o advento da bacteriologia, impediu que fossem 
estudadas as relações entre o adoecer humano e as determinações econômicas, sociais e políticas. A prática 
médica resultante desse modelo é predominantemente curativa e biologicista. 
 
 Teoria da Multicausalidade 
Após a Segundo Grande Guerra houve um declínio do Modelo Unicausal. 
- Motivo: Não explicava as doenças associadas a múltiplos fatores de risco. 
- Neste período houve uma transição epidemiológica. Ou seja, Diminuiu a incidência das doenças Infecto 
parasitárias para aumentar das crônicas degenerativas. 
- Um exemplo da estrutura dessa teoria foi proposto por Leavell e Clark (1976), no qual esse modelo considera 
a interação, o relacionamento e o condicionamento de três elementos fundamentais da chamada ‘tríade 
ecológica’: o ambiente, o agente e o hospedeiro. A doença seria resultante de um desequilíbrio nas auto-
regulações existentes no sistema 
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OBS: O exame dos diferentes fatores relacionados ao surgimento de uma doença e a utilização da estatística 
nos métodos de investigação e desenhos metodológicos permitiram significativos avanços na prevenção de 
doenças. Outra vantagem deste modelo teórico reside no fato de possibilitar a proposição de barreiras à 
evolução da doença mesmo antes de sua manifestação clínica (pré-patogênese) 
 
 
 
MODELO DE DETERMINAÇÃO SOCIAL - 1960 – Proposta de uma abordagem mais ampla, considerando 
as relações da saúde com a produção social e econômica da sociedade. 
 
- Modelo: Determinação Social da Saúde: procura articular todas as dimensões da vida para determinar uma 
realidade sanitária. 
- Necessidade: Transpor a linearidade da concepção Biologicista de causa – efeito. Entra em cena: A Estrutura 
Social como estruturadora dos processos saúde/doença. 
- A noção de Causalidade é substituída pela Determinação. Aqui temos a Estrutura Social e as condições 
ligadas a ela hierarquicamente, servindo como base para explicar a saúde e a doença. 
- Modos e estilo de vida, derivados de fatores culturais, práticas sociais e constituição do espaço. 
- Esse modelo leva em consideração o objeto, o sujeito, os meios de trabalho, formas de organização das 
práticas, pensando não apenas na doença mas na promoção da sáude. 
- O modelo mais utilizado para explicar os determinantes sociais em saúde é o de Dahlgren e Whitehead: 
influência em camadas. 
 
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OBS: Determinantes Sociais da Saúde Incluem: condições mais gerais de uma sociedade (socioeconômicas, 
culturais e ambientais), e se relacionam com as condições de vida e trabalho de seus membros (habitação, 
saneamento, ambiente de trabalho, serviços de saúde e educação) e, também, com a trama de redes sociais e 
comunitárias. 
- Importante: Determinante é mais complexo que causa. Ex: o Bacilo de Koch causa a tuberculose, mas, são os 
determinantes sociais que explicam porque certa parcela da população é mais susceptível que outra. 
 
TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA 
 
- Esta teoria explica a evolução da população desde níveis altos de mortalidade e fecundidade até outros 
cada vez mais baixos, tendo como fatores as transformações econômicas e sociais do crescimento econômico 
capitalista baixo a influência da modernização industrial. 
- Fases da Transição Demográfica 
1) Primitivo ou pré-industrial:caracteriza-se por registrar elevadas taxas de natalidade e de mortalidade 
2) Primeira Transição ou de divergência de coeficientes: produz-se uma diminuição da mortalidade, como 
consequência das melhorias alimentares e de assistência medica e sanitária, mas mantém-se uma elevada 
natalidade o que provoca um acentuado crescimento da população. 
3) Segunda Transição ou de convergência de coeficientes: a natalidade começa a diminuir e a mortalidade 
continua a descer embora mais lentamente. 
4) Fase moderna: as taxas de mortalidade atingem os mínimos biológicos e as de natalidade são muito baixas. 
O crescimento é fraco, podendo mesmo haver um decréscimo populacional. 
- No Brasil, a transição demográfica e a transição epidemiológica começam com a queda da taxa de mortalidade 
na década de 1940, devido à redução das doenças infecciosas e paritárias como causas de óbitos, com a 
natalidade mantendo-se ainda em níveis elevados até 1960. 
 
TRANSIÇÃO EPIDEMIOLÓGICA 
 
- O processo de mudança na incidência ou na prevalência de doenças, bem como nas principais causas de 
morte, ao longo do tempo. Refere-se às modificações, em longo prazo, dos padrões de morbidade, 
invalidez e morte que caracterizam uma população específica e que, em geral, ocorrem em conjunto com 
outras transformações demográficas, sociais e econômicas. 
- O processo engloba três mudanças básicas: substituição das doenças transmissíveis por doenças 
não-transmissíveis e causas externas; deslocamento da carga de morbi-mortalidade dos grupos mais 
jovens aos grupos mais idosos; e transformação de uma situação em que predomina a mortalidade para 
outra na qual a morbidade é dominante. 
- À medida que os países atingem níveis de desenvolvimento mais elevados, as melhorias das condições 
sociais, econômicas e de saúde causam a transição de um padrão de expectativa ou esperança de vida 
baixa, com altas taxas de mortalidade por doenças infecciosas e parasitarias em faixas de idade 
precoces, para um aumento da sobrevida em direção a idades mais avançadas e aumento das mortes 
por doenças não transmissíveis (MEDRONHO, 2012). 
Estágios da Transição Epidemiológica 
1) Estágio 1: Fome e pestilências. Duração até o fim da idade média; alta natalidade; alta mortalidade – 
doenças infecciosas; Endemias, epidemias, pandemias; Expectativa de vida de 20 a 40 anos. 
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2) Estágio 2: Declínio das pandemias. Da Renascença até a Revolução Industrial; Progressiva e diminuição 
das pandemias; Doenças infecciosas como principal causa de morte; Expectativa de vida de 40 anos; 
Queda da mortalidade e natalidade alta; aumento da população. 
3) Estágio 3: Doenças degenerativas e provocadas pelo homem. Da Revolução Industrial até meados do 
século XX; Maior disponibilidade de alimentos; melhores condições de moradia; Saneamento básico; 
Declínio das doenças infecciosas; Aumento das doenças cardiocirculatórias e neoplasias; Expectativa de 
vida acima de 60 anos; 
4) Estágio 4: Declínio da mortalidade por doenças cardiovasculares. Envelhecimento populacional; 
Modificação de Estilo de Vida; Doenças Emergentes; Ressurgimento de Doenças. 
 
- MEDIDAS E COEFICIENTES (INDICADORES EPIDEMIOLÓGICOS) 
 
Medidas de Mortalidade: 
 
- Coeficiente de Mortalidade Geral – CMG: 
Número total de óbitos, no período x 1.000 
__________________________________ 
População total, na metade do período 
 
- Coeficiente de Mortalidade por Sexo: 
Número de óbitos de um dado sexo, no período__ x 1.000 
______________________________________________ 
População do mesmo sexo, na metade do período. 
 
- Coeficiente de Mortalidade por Idade – CMI: 
Número de óbitos de um grupo etário, no período x 100 mil 
_______________________________________________ 
População do mesmo grupo etário, na metade do período. 
 
- Coeficiente de Mortalidade por Causa - CMC: 
N° de óbitos por determinada causa (ou grupo causas), no período x100 mil 
____________________________________________________________ 
População na metade do período 
 
- Coeficiente de Mortalidade Materna - CMM: 
Nº de óbitos p/ causas ligadas à gravidez, parto, puerpério, no período x1000 
_____________________________________________________________ 
Número de nascidos vivos, no período. 
 
- Coeficiente de Mortalidade Infantil – CMI: 
Nº de óbitos de crianças menores de um ano de idade, no período x 1.000 
___________________________________________________________ 
Número de nascidos vivos, no período. 
 
- Coeficiente de Mortalidade Infantil Neonatal: 
N° de óbitos crianças nas primeiras quatro semanas de vida, no período x 1.000 
_______________________________________________________________ 
Número de nascidos vivos, no período. 
 
- Coeficiente de Mortalidade Neonatal Neonatal Precoce: 
Número de óbitos de crianças na primeira semana de vida, no período x 1.000 
_______________________________________________________________ 
Número de nascidos vivos, no período 
 
- Coeficiente de Mortalidade Infantil Pós-Neonatal: 
Número de óbitos de crianças de 28 dias até 1 ano de idade, no período x 1.000 
_______________________________________________________________ 
Número de nascidos vivos, no período. 
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- Coeficiente de Mortalidade Perinatal: 
Número de óbitos fetais (com 22 semanas ou mais de gestação), 
acrescido do número de óbitos na primeira semana de vida, no período x 1.000 
_______________________________________________________________ 
Número de nascidos vivos e de natimortos, no período. 
 
- Coeficiente de Natimortalidade: 
Número de natimortos, no período x 1.000 
__________________________________ 
Número de nascidos vivos e de natimortos, no período. 
 
- Mortalidade Proporcional por causas: 
Número de óbitos por determinada causa(ou grupo de causas), no período x 100 
_______________________________________________________________ 
Todos os óbitos, no período. 
 
- Mortalidade Proporcional de menores de um ano: 
Número de óbitos de crianças menores de um ano, no período x 100 
_______________________________________________________ 
Todos os óbitos, no período. 
 
- Coeficiente de Letalidade (ou Fatalidade) 
Número de óbitos por determinada doença x 100 
_______________________________________ 
Número de casos da mesma doença 
 
- Razão de Mortalidade Proporcional (RMP) ou Indicador de 
Swaroop-Uemura ou RMP: 
 
Nº de óbitos de 50 anos e mais, em um dado local e período x 100. 
___________________________________________________ 
Nº total de óbitos no mesmo local e período 
 
Medidas de Morbidade (ou indicadores de morbidade): 
 
- Coeficiente de Incidência: 
Nº casos novos da doença /local/período x 10 n 
_______________________________________ 
População do mesmo local e período 
 
- Coeficiente de Prevalência: 
Nº casos existentes (novos + ant.) /local/momento/período x 10 n 
____________________________________________________ 
População do mesmo local e período 
 
- Taxa de ataque: 
Nº de casos da doença em um dado local e período x 100 
______________________________________________ 
População exposta ao risco 
VIGILÂNCIA EM SAÚDE - PORTARIA Nº 1.378, DE 9 DE JULHO DE 2013 
Art. 4º As ações de Vigilância em Saúde abrangem toda a população brasileira e envolvempráticas e processos 
de trabalho voltados para: 
 
I - a vigilância da situação de saúde da população, com a produção de análises que subsidiem o 
planejamento, estabelecimento de prioridades e estratégias, monitoramento e avaliação das ações de 
saúde pública; 
II - a detecção oportuna e adoção de medidas adequadas para a resposta às emergências de saúde 
pública; 
III - a vigilância, prevenção e controle das doenças transmissíveis; 
IV - a vigilância das doenças crônicas não transmissíveis, dos acidentes e violências; 
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V - a vigilância de populações expostas a riscos ambientais em saúde; 
VI - a vigilância da saúde do trabalhador; 
VII - vigilância sanitária dos riscos decorrentes da produção e do uso de produtos, serviços e 
tecnologias de interesse a saúde; e 
VIII - outras ações de vigilância que, de maneira rotineira e sistemática, podem ser desenvolvidas em 
serviços de saúde públicos e privados nos vários níveis de atenção, laboratórios, ambientes de estudo e 
trabalho e na própria comunidade. 
 
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA 
 
- Por recomendação da 5ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em 1975, o Ministério da Saúde instituiu o 
Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SNVE, Lei n° 6.259/75 e Decreto n° 78.231/76). Esses 
instrumentos tornaram obrigatória a notificação de doenças transmissíveis selecionadas, constantes de relação 
estabelecida por Portaria. Em 1977, foi elaborado, pelo Ministério da Saúde, o primeiro Manual de Vigilância 
Epidemiológica. 
- O Sistema Único de Saúde (SUS) incorporou o SNVE, definindo, em seu texto legal (Lei n° 8.080/90), a 
vigilância epidemiológica como “um conjunto de ações que proporciona o conhecimento, a detecção ou 
prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, 
com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos”. Além 
de ampliar o conceito, as ações de vigilância epidemiológica passaram a ser operacionalizadas num contexto de 
profunda reorganização do sistema de saúde brasileiro, caracterizada pela descentralização de 
responsabilidades, pela universalidade, integralidade e equidade na prestação de serviços. 
 
Funções da Vigilância Epidemiológica: Coleta de dados, processamento dos dados, análise e interpretação, 
recomendação de medidas de controle apropriadas, avaliação da eficácia e efetividade das medidas adotadas e 
divulgação de informações pertinentes. 
 
Aplicações da vigilância epidemiológica: 
• Estimar a magnitude dos problemas de saúde 
• Caracterizar a distribuição geográfica e temporal das doenças 
• Descrever a história natural de uma doença 
• Detectar epidemias e novos problemas de saúde 
• Gerar hipóteses acerca da ocorrência de doenças 
• Avaliar as medidas de controle 
• Monitorar alterações do perfil de agentes infecciosos 
• Identificar mudanças dos fatores determinantes de doenças 
• Auxiliar o planejamento em saúde 
 
 Fontes especiais de dados: 
- Inquérito epidemiológico: utilizado quando as informações existentes são inadequadas ou insuficientes, 
levantando dados primários. 
- Levantamento epidemiológico: utiliza dados já existentes nos registros dos serviços de saúde ou de outras 
instituições, a partir de dados secundários. Tem a finalidade de complementar informações já existentes. 
- Investigação epidemiológica: consiste em estudo de campo, utilizando dados primários e secundários. 
 
Aspectos que devem ser considerados na notificação: 
• Notificar a simples suspeita da doença ou evento. Não se deve aguardar a confirmação do caso para se 
efetuar a notificação, pois isso pode significar perda da oportunidade de intervir eficazmente. 
• A notificação tem de ser sigilosa, só podendo ser divulgada fora do âmbito médico-sanitário em caso de risco 
para a comunidade, respeitando-se o direito de anonimato dos cidadãos. 
• O envio dos instrumentos de coleta de notificação deve ser feito mesmo na ausência de casos, configurando-
se o que se denomina notificação negativa, que funciona como um indicador de eficiência do sistema de 
informações. 
 
- Parâmetros para notificação: 
1- Magnitude: doenças de elevada frequência que atinge grandes contingentes populacionais, com alta 
prevalência e incidência e mortalidade; 
2- Potencial de disseminação: elevado poder de transmissão da doença; 
3- Transcendência: medida pela relevância social e econômica provocada pelo surgimento das doenças; 
4- Vulnerabilidade: passível de mecanismos de prevenção e controle; 
5- Compromissos internacionais: cumprimento de metas mundiais para a eliminação, controle e erradicação. Ex: 
as doenças de notificação compulsória internacional: Febre amarela, Peste e Cólera.

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