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Introdução à Norma ISA 101 04/09/2019 17:33:42 Normas ❑ Normas são conjuntos de características, quantidades ou procedimentos que descrevem um produto, um serviço, uma interface ou um material ❑ As normas oferecem inúmeros benefícios da padronização em automação e produção: ✓ Agilizar processos ✓ Aumentar a segurança e a confiabilidade ✓ Aumentar a eficiência e a produtividade ❑ Um conjunto de normas normalmente inclui: ✓ Normas ✓ Recomendações Práticas ✓ Relatórios Técnicos Normas ❑ Normas credenciadas por institutos de normas nacionais ou internacionais é um bom sinal. ❑ Âmbito nacional: ✓ EUA: American National Standards Institute (ANSI) ✓ Brasil: Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) ❑ Âmbito internacional: ✓ ISO: International Organization for Standardization ✓ IEC: International Electrotechnical Commission A ISA é credenciada no ANSI e associada à IEC Normas ISA ❑ A ISA – International Society of Automation, ou Sociedade Internacional da Automação – vem se destacando como a maior regulamentadora de operações, conexões e do estabelecimento de boas práticas na automação industrial pelo mundo ❑ Com várias recomendações de padronização voltadas para o bom funcionamento das soluções de automação, a ISA vem pavimentando o caminho da automação industrial do futuro. ❑ São mais de 160 documentos entre Normas (ISA), Recomendações Práticas (ISA-RP) e Relatórios Técnicos (ISA-TR) publicados pela ISA, que abrange todos os aspectos da automação e controle industrial Normas ISA ➢ ISA 5: Simbologia para Instrumentação ➢ ISA 18.2: Gerenciamento de Alarmes ➢ ISA 20: Formulários de Especificação de Instrumentação ➢ ISA 75: Válvulas de Controle ➢ ISA 84: Segurança Funcional ➢ ISA 88: Sistemas de Controle de Bateladas (batch) ➢ ISA 95: Integração de Sistemas de Controle-Corporativos ➢ ISA 99: Segurança de Sistemas de Controle e Automação Industrial ➢ ISA 100: Sistemas de Redes sem Fio para Automação ➢ ISA 101: Interfaces Homem-Máquina ➢ ISA 105: Comissionamento, Verificações de Loop, Testes FAT e SAT ➢ ISA 106: Autom. de Proced. em Operações de Processo Contínuo ❑ A lista completa de normas da ISA pode ser encontrada em: https://www.isa.org/standards-and-publications/isa-standards Norma ISA 101 ❑ Documento da norma: ✓ ANSI/ISA-101.01-2015, Human Machine Interfaces for Process Automation Systems ❑ Propósito da norma: ✓ Guia para projetar, construir, operar e manter uma IHM para se ter sistemas de controle de processo mais seguros, efetivos e eficientes, sob quaisquer condições de operação ✓ Melhorar a habilidade de detectar e responder adequadamente a situações anormais Norma ISA 101 ❑ A ISA 101, um dos documentos de padronização mais recentes do comitê, é mais um esforço nessa direção, se importando com a padronização das interfaces homem-máquina, ou IHMs ✓ A maior preocupação da ISA 101 é a padronização do design, da funcionalidade, do display e da interação entre os operadores e as IHMs Norma ISA 101 ❑ As IHMs são exatamente o que o nome diz: interfaces entre homens – os operadores – e as máquinas e recursos da automação industrial. ✓ São dispositivos destinados à operação de outros equipamentos, assim como a interpretação dos dados que essas soluções oferecem ✓ Dessa forma, as IHMs que a ISA 101 busca padronizar e normatizar são o gateway entre o operador e o que os equipamentos podem entregar, pautados nas necessidades da indústria ❑ Para clarificar melhor o que de fato é a ISA 101, podemos dizer que ela é um conjunto de recomendações obtidas através do consenso de profissionais da indústria, desenvolvedores, fabricantes e acadêmicos relacionados à automação industrial para criar melhores interfaces homem-máquina e lidar com elas de forma otimizada, segura e produtiva Interface homem-máquina padronizada de acordo com a ISA 101 Norma ISA 101 ❑ As IHMs lidam com operações de consulta e controle, e normalmente se apresentam como sistemas que mostram informações aos operadores ✓ A automação industrial traz uma quantidade bem grande de informações, e com a IoT já se tornando uma realidade, os indicadores e dados nas IHMs só tendem a ficar cada vez mais extensos ✓ A partir desses fatos surge a necessidade de tornar as IHMs intuitivas e de fácil uso, e é isso o que a ISA 101 busca fazer ❑ As recomendações técnicas, relatórios e práticas recomendadas de operação da ISA 101 são destinadas para – de acordo com a própria ISA – os responsáveis pela criação e design de IHMs, pelos implementadores da tecnologia e, principalmente, para os seus usuários, os operadores no chão de fábrica Norma ISA 101 ❑ A ISA 101 adereça ✓ Hierarquias de menu ✓ Convenções de navegabilidade pela tela ✓ Convenções de gráficos e cores ✓ Padronização e reconhecimento de elementos dinâmicos ✓ Convenções de alarmes ✓ Atribuições de assinatura eletrônica e segurança ✓ Histórico de uso e alterações ✓ Telas de ajuda e métodos para lidar com alarmes ✓ Configuração de interfaces para servidores ✓ Databases e redes ✓ Dentre outros Norma ISA 101 ❑ É possível ver que a ISA 101 procura repaginar completamente não só o visual das interfaces homem-máquina, mas também suas funcionalidades ❑ A ISA 101 convencionou chamar de ”ciclo de vida” das IHMs que se utilizam da norma, pois ele compreende desde a concepção das interfaces homem-máquina até a sua implementação com sucesso e manutenção. Ela estabelece três principais guidelines que buscam a padronização das interfaces homem-máquina ao mesmo tempo em que as torna mais eficientes, intuitivas e fáceis de entender: 1. A filosofia diz respeito ao que se busca atingir com a interface homem-máquina, ou seja, um entendimento dos dispositivos instalados, o que eles são, como funcionam e o que exatamente eles fazem. Com isso, uma “criação de conceitos”, segundo a ISA 101, que auxilia na criação de uma interface homem-máquina coerente e otimizada para a operação Norma ISA 101 2. O próximo passo no ciclo de vida da IHM é o estilo. O estilo diz respeito às recomendações de display das interfaces homem- máquina, que devem seguir os parâmetros da ISA 101 em caráter aditivo, ou seja, que é padronizado mas que ainda possui espaço para as necessidades específicas da planta 3. Finalmente, o último estágio do ciclo de vida diz respeito à implementação. O toolkit é a criação de ícones, simbologias e padronização de processos que devem respeitar os passos anteriores, e estabelece uma biblioteca de recursos para serem aplicados caso surjam novos recursos no sistema. ❑ Nessa última fase, a ISA 101 também recomenda padrões de treinamento e manutenção das interfaces homem-máquina, entregando o poder nas mãos do operador Justificando a Norma ISA 101 ❑ Em qualquer ambiente de produção, não importa o quanto a automação industrial seja presente, sempre haverá um fator de risco quase invisível: o erro humano ❑ Porém, a concepção da ISA 101 pauta-se em um questionamento que deve ser levantado: ✓ Qual é o grau de responsabilidade do operador por um erro cometido? ✓ Quais são os fatores que podem contribuir para a ocorrência da falha? ✓ Como mitigá-los? Justificando a Norma ISA 101 ❑ A interface deve ser integralmente aderente a operação e não causar distração ou fadiga do operador com o uso de esquemas complexos, objetos 3D ou uso de alto contraste de cores ❑ Essa é a maior preocupação da ISA 101 e, podemos dizer, de todas as padronizações propostas pela ISA ❑ Através da padronização do design dos IHMs, das informações contidas no display, da densidade dos caracteres, da atualização de processos operacionais, administrativos e a aplicação de treinamentos, a ISA 101 pretende diminuir as ocorrências de erro humano na operação de IHMs, tornandoessas interfaces fáceis de entender e utilizar.O poder, então, passa para quem realmente se utiliza constantemente das interfaces homem-máquina: o operador ❑ Gerenciamento de Sistemas IHM ❑ Ergonomia e fatores humanos ❑ Estrutura da IHM e estilos de tela ❑ Interação com o usuário ❑ Performance ❑ Treinamento de usuário Escopo ISA 101 Destaques da Norma ISA 101 ❑ Etapas de projeto: sala de operação (mobiliário, número de monitores, temperatura e luz ambiente), sistema IHM (seleção da plataforma, regras de segurança), requisitos funcional/usuário/tarefa e projeto gráfico. Atentar para a documentação do projeto ❑ Bibliotecas de objetos: optar pelo uso de modelos prontos de telas, pop-ups, faceplates, objetos estáticos e dinâmicos: foram pensados para operações específicas com performance otimizada. Melhor ainda se tiver recurso de replicação global de mudanças ❑ Fatores humanos/ergonomia: densidade de informações, uso de cores, animação de objetos, alarmes sonoros etc ❑ Uso de script ou lógica embarcada: reaproveitamento de códigos Destaques da Norma ISA 101 ❑ Padronização de cores: tons de cinza para objetos em geral, uso de cores como amarelo, vermelho, azul, verde somente para enfatizar situações. ❑ Tamanhos das formas: proporcionais às quantidades e/ou hierarquia do objeto ❑ Acessibilidade: indicador muda de formato para destacar mudança no processo, com grande contraste de cores. ❑ Hierarquia de telas: nível 1 para visão geral e resumo de alarmes, nível 2 para detalhamento, nível 3 para tarefas não rotineiras (configuração de parâmetros, rotinas complexas), nível 4 para diagnósticos ❑ Navegação de telas: métodos por hierarquia, relacional ou sequencial Destaques da Norma ISA 101 ❑ Indicadores numéricos: adotar um padrão para a entrada de dados e apresentação de números ❑ Animação de objetos: poderoso atrativo para os olhos como recurso de entretenimento, deve ser usado com critério ou até mesmo eliminado de telas de operação ❑ Posição: utilizar objetos planos, evitando o uso de telas tridimensionais por trazer uma sobrecarga cognitiva, com excesso de cores e visibilidade prejudicada Destaques da Norma ISA 101 1990 Hoje Simplificação e Segurança Hoje e futuro Apresentação de dados Representação gráfica permite uma compreensão mais rápida. Uso de Cores ❑ Dados mais importantes devem se destacar dos demais Gradiente de Cores ❑ Cuidado com Gradientes de Cores Forma ❑ Representar “Quantidade” por comprimento de linha Agrupamento de objetos ❑ Representar “Agrupamento” por contornos e preenchimentos ao redor dos objetos de um mesmo grupo