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NR 11 - Operador de Empilhadeiras [Formação] Treinamentos e Assessoria em Segurança do Trabalho Grossi Treinamentos Bauru 014 3204 4633 014 99651 9910 Referência Normativas aos dispositivos aplicáveis e suas atualizações: NR 11: Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais; NR 12: Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos; NR 06:Equipamento de Proteção Individual – EPI; NR 17: Ergonomia; NR 35: Trabalho em Altura; ABNT NBR 12147: Empilhadeiras – Filtro de combustível para a alimentação de motores alternativos de combustão interna por gás liquefeito de petróleo – Método para verificação da estanqueidade; ABNT NBR 12153: Dosador de combustível para a alimentação de motores alternativos de combustão interna por gás liquefeito de petróleo, para uso exclusivo em empilhadeiras – Verificação do funcionamento – Método de ensaio; ABNT NBR 11893: Componentes da alimentação de motores alternativos de combustão interna por gás liquefeito de petróleo, para uso exclusivo em empilhadeiras – Especificação; ABNT NBR 11894: Filtro de combustível para a alimentação de motores alternativos de combustão interna por gás liquefeito de petróleo, para uso exclusivo em empilhadeiras – Especificação; ABNT NBR 11895: Redutor-vaporizador para a alimentação de motores alternativos de combustão interna por gás liquefeito de petróleo, para uso exclusivo em empilhadeiras – Especificação; ABNT NBR 11896: Válvula solenóide para a alimentação de motores alternativos de combustão interna por gás liquefeito de petróleo, para uso exclusivo em empilhadeiras – Especificação; ABNT NBR 11897: Dosador de combustível para a alimentação de motores alternativos de combustão interna por gás liquefeito de petróleo, para uso exclusivo em empilhadeiras: ABNT NBR 12148: Redutor-vaporizador para a alimentação de motores alternativos de combustão interna por gás liquefeito de petróleo, para uso exclusivo em empilhadeiras – Verificação da estanqueidade – Método de ensaio; ABNT NBR 12150: Válvula solenóide para a alimentação de motores alternativos de combustão interna por gás liquefeito de pétroleo, para uso exclusivo em empilhadeiras – Verificação da estanqueidade do corpo da válvula – Método de ensaio; ABNT NBR 13523: Central de gás liquefeito de petróleo – GLP. 1 Responsável Técnico: Gliceu Grossi [MTE 0102044/SP] NR11 - Operadores de Empilhadeiras [Curso de Formação] Treinamentos e Assessoria em Segurança do Trabalho Grossi Treinamentos Bauru 014 3204 4633 014 99651 9910 Operador de Empilhadeiras (NR11) Esta instrução tem como objetivo a atualização teórica e prática para participantes nos trabalhos com movimentação de cargas. A movimentação de cargas tem como objetivo facilitar o transporte, a montagem e o armazenamento das cargas. Além disso, o processo de movimentação de cargas deverá minimizar ou eliminar os possíveis riscos ergonômicos (movimentos repetitivos, esforço físico intenso, levantamento e transporte manual de peso, etc) presentes na execução da atividade. Qual a Diferença entre Perigo e Risco? Basicamente, podemos estabelecer a diferença entre o perigo e risco da seguinte maneira: Perigo: É a fonte geradora capaz de causar danos corporais e materiais; Risco: É a exposição ao perigo, ou seja, o risco é resultante da exposição a determinado perigo; Dessa forma, devemos identificar os perigos, estabelecer os riscos, levando em consideração a probabilidade e a gravidade dos riscos. Tal como, se necessário, preparar o plano de ação de controle dos riscos. Levantamento de Perigos e Riscos? Levantamento de perigos e riscos é um procedimento com a qual a empresa identifica os Perigos e Riscos associados às suas atividades, e com isso, consegue estabelecer medidas de controle que diminuam a probabilidade de ocorrências dos eventos adversos que trazem prejuízos e danos para funcionários e empresa. Basicamente, resume-se a identificar os perigos e riscos associados às atividades laborais e registrá-los de forma a direcionar o conjunto de ações de eliminação e controle de riscos. O Perigo... Segundo a OHSAS 18001, Perigo é toda fonte, situação ou ato com potencial para provocar danos humanos em termos de lesão ou doença. O Perigo pode ser um produto químico, uma máquina rotativa, uma superfície quente, um chão escorregadio, uma área ruidosa, uma área com alta temperatura, área energizada, entre outros. Perceba que todos esses casos representam situações potenciais para acontecer uma lesão. São situações perigosas. Contudo, essa lesão só acontece se houver exposição do trabalhador a esses Perigos. Essa exposição tem a ver com a proximidade do trabalhador à fonte de perigo. Portanto, o Risco está associado à exposição ao perigo. MEDIDAS DE CONTROLE - COMO REDUZIR O RISCO Agora que sabemos que o risco depende da exposição ao perigo, se quisermos controlá-lo podemos fazer de duas formas: eliminando o perigo ou reduzindo a exposição a ele. Segundo a OHSAS 18001, as medidas de controle de riscos devem seguir a seguinte sequência hierárquica: Portanto, o Risco está associado à exposição ao perigo. 2 Responsável Técnico: Gliceu Grossi [MTE 0102044/SP] NR11 - Operadores de Empilhadeiras [Curso de Formação] Treinamentos e Assessoria em Segurança do Trabalho Grossi Treinamentos Bauru 014 3204 4633 014 99651 9910 • Eliminação; • Substituição; • Controles de Engenharia; • Sinalização/alertas e/ou controles administrativos; • Equipamentos de Proteção Individual - EPI. Qual a diferença entre APR e PTR APR - Análise Preliminar de Risco Ferramenta de análise de Risco que permite em primeira instância identificar e analisar de forma abrangente os riscos potenciais que poderão encontrar-se presentes durante a realização de um serviço. Os riscos identificados mediante este método devem ser avaliados com relação a sua frequência, grau de severidade e consequências, devendo-se considerar os danos resultantes, sejam estes pessoais ou materiais. PTR - Permissão de Trabalho de Risco Autorização escrita em formulário padronizado, emitida e liberada por pessoal habilitado e credenciado. Definindo condições e métodos seguros para a realização de uma determinada atividade, devendo este documento ser de conhecimento de todos os executantes da atividade. Introdução – Movimentação de cargas Trata-se de uma técnica utilizada para içar, transportar e deslocar determinada carga com o auxílio de máquinas, equipamentos ou manualmente. A movimentação de cargas tem como objetivo facilitar o transporte, a montagem e o armazenamento das cargas. Além disso, o processo de movimentação de cargas deverá minimizar ou eliminar os possíveis riscos ergonômicos (movimentos repetitivos, esforço físico intenso, levantamento e transporte manual de peso, etc) presentes na execução da atividade. Acessórios e Equipamentos de Movimentaçãode Cargas na execução da atividade. Normas Reguladoras A Norma Regulamentadora de Materiais (NR 11), estabelece os requisitos de segurança a serem observados nos locais de trabalho, no que se refere ao transporte, à movimentação, à armazenagem e ao manuseio de materiais, tanto de forma mecânica quanto manual, objetivando a prevenção de infortúnios laborais. A fundamentação legal, ordinária e especifica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR: Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio, são os artigos 182 e 183 da CLT (Consolidação das leis do trabalho). Presentes em boa parte dos locais de trabalho, os veículos industriais são de grande utilidade no desenvolvimento de muitas atividades. São também, no entanto, bastante perigosos especialmente quando usados em condições inadequadas e/ou de forma incorreta. NR 11.1 - Empilhadeiras Os equipamentos utilizados na movimentação de materiais, como... e empilhadeiras, serão calculados e construídos de maneira que ofereçam as necessárias garantias de resistência e segurança e conservados em perfeitas condições de trabalho. Nos equipamentos de transporte, com força motriz própria, o operador deverá receber treinamento específico, dado pela empresa, que o habilitará nessa função. 3 Responsável Técnico: Gliceu Grossi [MTE 0102044/SP] NR11 - Operadores de Empilhadeiras [Curso de Formação] Treinamentos e Assessoria em Segurança do Trabalho Grossi Treinamentos Bauru 014 3204 4633 014 99651 9910 Os operadores de equipamentos de transporte motorizado deverão ser habilitados e só poderão dirigir se durante o horário de trabalho portarem um cartão de identificação, com o nome e fotografia, em lugar visível. Treinamento [Objetivos] Sensibilizar os operadores de empilhadeira quanto a necessidade de neutralizar ao máximo a possibilidade de provocar acidentes. Adoção de procedimentos de rotina pautadas pelas normas de segurança. Cumprimento ao disposto na NR-11 da Portaria 3214/78 MTE Curso de Operador de Empilhadeiras O objetivo é evitar o risco de lesões a pessoas ou materiais. O Manual faz parte integrante da máquina e o usuário deve lê-lo com cuidado, mantê-lo em um lugar seguro e torná-lo disponível para qualquer outro usuário ou pessoa de manutenção. O empregador é responsável pela instrução completa dos empregados. O empregador deve também documentar que tipo de instrução foi dada. O operador deve usar EPI adequado História das Empilhadeiras [Breve Resumo] Assim como muitas outras invenções, a empilhadeira nasceu por necessidade. Em 1917, a Clark Company, fabricantes de eixos, criou um veículo de transporte interno que foi batizado com o nome de Tructractor, com a finalidade de movimentar materiais na sua fábrica. 4 Responsável Técnico: Gliceu Grossi [MTE 0102044/SP] NR11 - Operadores de Empilhadeiras [Curso de Formação] Treinamentos e Assessoria em Segurança do Trabalho Grossi Treinamentos Bauru 014 3204 4633 014 99651 9910 O que é a empilhadeira? Equipamento dotado de garfos e outros sistemas de sustentação de carga; É um veículo de grande utilidade, pois substitui, com vantagens, talhas, pontes rolantes, monovias e também o próprio homem, pois realiza tarefas que ocupariam vários homens; Seu custo e manutenção são elevados. O operador tem em suas mãos diariamente um patrimônio inestimável. Características Empilhadeiras A Empilhadeira é um veículo automotor utilizado para transporte e movimentação de materiais. • Dotada de garfos e outros dispositivos de sustentação de carga, a empilhadeira foi projetada de forma a permitir a movimentação e o deslocamento de materiais tanto no sentido horizontal como na vertical, seus garfos podem ser inclinados para frente e para trás, com garras para rolos e garras para transporte de fardos, paletes, contêineres, bobinas, e assim por diante. • É utilizada para transportar, empilhar e desempilhar cargas, possuindo a capacidade de se auto carregar e descarregar, de acordo com as especificações dos fabricantes. • Empilhadeiras são tracionadas pelas rodas dianteiras e direcionadas com as rodas traseiras. (As empilhadeiras do tipo alcance são tracionadas e direcionadas pelas rodas traseiras). Características Técnicas [Classe 1]: Empilhadeiras elétricas de contrapeso: Operador sentado. Agrupa máquinas elétricas contrabalançadas com operador sentado, indicadas para alta capacidade de carga a baixa altura de elevação e operações internas, com piso perfeito. Possuem boa velocidade para ciclos curtos de operação. [Classe 2] Empilhadeiras elétricas de armazém: Operador sentado. Classificam-se as 5 Responsável Técnico: Gliceu Grossi [MTE 0102044/SP] NR11 - Operadores de Empilhadeiras [Curso de Formação] Treinamentos e Assessoria em Segurança do Trabalho Grossi Treinamentos Bauru 014 3204 4633 014 99651 9910 máquinas elétricas retráteis. São indicadas para movimentação vertical. Sua melhor utilização está entre 7 e 10 metros de altura. [Classe 3] Empilhadeiras elétricas de armazém: operador a pé. Fazem parte máquinas elétricas próprias para transporte horizontal. Quando equipadas com torre são indicadas para operações a baixa altura, atendem a operações de pequeno porte e operam em espaços muito reduzidos. [Classe 4] Empilhadeiras a combustão de contrapeso: Operado sentado. Máquinas à combustão indicadas para operações internas, com piso perfeito, devido aos pneus sólidos de perfil baixo (conhecidas também como “space saver” ou “compact”). Classe 5: Empilhadeiras a combustão de contrapeso. Operado sentado Máquinas indicadas para operações de carga e descarga em pátios pavimentados ou não, sendo amplamente utilizadas em armazéns de grande porte. Características Mecânicas | Combustível Vários os modelos com sistema de tração e abastecimento no mercado, para atender as mais diferentes necessidades. Independente da classificação da máquina, ela sempre terá o propósito de movimentação de cargas. Com todas suas particularidades e responsabilidades envolvidas. O princípio da Gangorra [Apoio Central e Excêntrico] 6 Responsável Técnico: Gliceu Grossi [MTE 0102044/SP] NR11 - Operadores de Empilhadeiras [Curso de Formação] Treinamentos e Assessoria em Segurança do Trabalho Grossi Treinamentos Bauru 014 3204 4633 014 99651 9910 O princípio da Gangorra [Cargas: Entre eixos e pós eixos] A empilhadeira é construída de maneira tal que o seu princípio de operação é o mesmo de uma gangorra. Assim sendo, a carga colocada nos garfos deverá ser equilibrada por um contrapeso igual ao peso da carga colocada no outro extremo, desde que o ponto de equilíbrio ou centro de apoio esteja bem no meio da gangorra. Entretanto, podemos, com um mesmo contrapeso, empilhar uma carga mais pesada, bastando para isso deslocar o ponto de equilíbrio ou centro de apoio para mais próximo da carga. Assim sendo, é muito importante saber qual a distância do centro das rodas até onde a carga é colocada. Os fatores que influem no equilíbrio de uma gangorra são os pesos utilizados em seus extremos e as distâncias desses pesos em relação ao centro de apoio ou ponto de equilíbrio. Como não se pode variar o peso próprio de uma empilhadeira,nem a posição do seu centro de gravidade em relação ao centro das rodas dianteiras, ficamos limitados a procurar o equilíbrio somente escolhendo adequadamente as dimensões e peso da carga e sua posição sobre os garfos. Se o operador tentar pegar algo, com centro de carga maior que o especificado, sem obedecer à diminuição de peso relativa, pode comprometer a estabilidade frontal da empilhadeira. Capacidade de Carga, Centro de Gravidade, Altura de Elevação. O diagrama de carga indica a capacidade dos garfos em kg, apresentada no formato tabular e depende do centro de gravidade da carga (em mm) e da altura de elevação necessária (em mm). Exemplo para Determinação da Capacidade de Carga Máxima: Para o centro de gravidade de uma carga de 600 mm e uma altura máxima de elevação de 1100 mm, a capacidade de carga máxima é 1490 kg. *PESO RESIDUAL: Toda empilhadeira perde capacidade ao você elevar à carga. De uma maneira geral a 1,5 m do solo sua empilhadeira opera com 100% da capacidade. 7 Responsável Técnico: Gliceu Grossi [MTE 0102044/SP] NR11 - Operadores de Empilhadeiras [Curso de Formação] Treinamentos e Assessoria em Segurança do Trabalho Grossi Treinamentos Bauru 014 3204 4633 014 99651 9910 Empilhadeiras [Perda residual e centro de carga - Limites de equilíbrio] Peso de Carga e ponto de equilíbrio Os fatores que influem no equilíbrio de uma gangorra são os pesos utilizados em seus extremos e as distâncias desses pesos em relação ao centro de apoio ou ponto de equilíbrio. Como não se pode variar o peso próprio de uma empilhadeira, nem a posição do seu centro de gravidade e em relação ao centro das rodas dianteiras; Ficamos limitados a procurar o equilíbrio somente escolhendo adequadamente as dimensões e peso da carga e sua posição sobre os garfos. Se o operador tentar pegar a mercadoria, com centro de carga maior que o especificado, sem obedecer à diminuição de peso relativo, pode comprometer a estabilidade frontal da empilhadeira Para se manter as cargas bem firmes em cima dos garfos, o comprimento dos mesmos deve atingir pelo menos 3/4 da profundidade da carga, ou seja 75%. O Centro de gravidade (CG) Para que haja estabilidade, qualquer equipamento precisa ter uma base de apoio. Na empilhadeira, a base é feita em três pontos: dois deles estão na parte frontal da máquina, são as rodas de tração. 8 Responsável Técnico: Gliceu Grossi [MTE 0102044/SP] NR11 - Operadores de Empilhadeiras [Curso de Formação] Treinamentos e Assessoria em Segurança do Trabalho Grossi Treinamentos Bauru 014 3204 4633 014 99651 9910 O terceiro ponto é o de união entre o chassi e o eixo de direção, que é formado por um pino montado no meio do eixo de direção e fixado ao chassi. Este tipo de montagem permite que as rodas de direção acompanhem as irregularidades do terreno, fazendo com que as quatro rodas sempre estejam tocando o solo. Além da base, há outro dado importante para a estabilidade lateral, que é o centro de gravidade. Vamos ver como exemplo a Torre da Empilhadeira. Imaginemos que possamos amarrar um fio de prumo de pedreiro no centro de gravidade da torre. Para que haja estabilidade, qualquer equipamento precisa ter uma base de apoio. Na empilhadeira, a base é feita em três pontos: dois deles estão na parte frontal da máquina, são as rodas de tração. O terceiro ponto é o de união entre o chassi e o eixo de direção, que é formado por um pino montado no meio do eixo de direção e fixado ao chassi. Este tipo de montagem permite que as rodas de direção acompanhem as irregularidades do terreno, fazendo com que as quatro rodas sempre estejam tocando o solo. Além da base, há outro dado importante para a estabilidade lateral, que é o centro de gravidade. Vamos ver como exemplo a Torre da Empilhadeira. Imaginemos que possamos amarrar um fio de prumo de pedreiro no centro de gravidade da torre. 9 Responsável Técnico: Gliceu Grossi [MTE 0102044/SP] NR11 - Operadores de Empilhadeiras [Curso de Formação] Treinamentos e Assessoria em Segurança do Trabalho Grossi Treinamentos Bauru 014 3204 4633 014 99651 9910 Empilhadeiras [Cálculo de corredor livre de manobra] Determinação do espaço de manobra para empilhadeira No momento de escolher o tipo de veículo mais conveniente para as operações de movimentação de materiais, o corredor de operação deve condicionar a largura livre necessária para o equipamento num giro de 90 graus, para depósito, remoção, empilhamento, desempilhamento de materiais e produtos, como um dos fatores mais importantes de decisões. A largura desses corredores depende de três elementos em prioridade fundamental: • Ser suficiente para que empilhadeiras possam se colocar na perpendicular ao corredor; • Deve incluir o comprimento da carga no sentido de deslocamento; • Incluir uma folga, para possibilitar manobras mais rápidas e seguras. Na determinação do mínimo espaço necessário à manobras das empilhadeiras Devem ser consideradas as seguintes dimensões: Raio de giro externo; Raio de giro de empilhamento; Ângulo reto de empilhamento; Plano vertical de empilhamento; Plano horizontal de empilhamento; Mínima interseção de corredores Empilhamento em ângulo de 90 graus Considera-se a dimensão da largura do corredor para empilhamento ou a largura entre os suportes verticais das prateleiras. 10 Responsável Técnico: Gliceu Grossi [MTE 0102044/SP] NR11 - Operadores de Empilhadeiras [Curso de Formação] Treinamentos e Assessoria em Segurança do Trabalho Grossi Treinamentos Bauru 014 3204 4633 014 99651 9910 Componentes e sistema da empilhadeira Still CLX 25 (Capacidade de carga 2.500kg) • Chassi: Tipo monobloco foi projetado pelo método de elementos finitos obtém máxima robustez e excepcional resistência à torção. Tanques de óleo hidráulico integrado ao chassi. • Motor: O motor Nissan modelo K25 de 2,5 litros, S0Hp, 4 cilindros, baixo nível de ruído, movido a GLP, dotado de um vaporizador/regulador nacional que proporciona máximo rendimento com baixa emissão de poluentes e também possui distribuidor completamente transistorizado. • A tomada de ar: está localizada na coluna da proteção do operador e o sistema de filtragem do ar é composto de filtro e pré-filtro, proporcionando maior vida útil dos componentes internos do motor. Empilhadeira de contrapeso a combustão Características da Empilhadeira [Visão superior] Combustível [sistema de abastecimento] A garrafa de gás só pode ser mudada nos locais indicados por pessoal autorizado e com formação adequada. • Para abastecer, estacione a empilhadeira em segurança. Feche bem a válvula de passagem coloque o motor em funcionamento e acione o sistema de gás até ficar vazio e chegar a ponto-morto. • Desaperte a porca com uma chave apropriada, segurando-a pelo cabo retire o tubo flexível e aperte imediatamente a tampa da válvula na garrafa de gás vazia. • Solte as cintas e retire o painel de cobertura retire com cuidado a garrafa de gás do respectivo suporte e deposite-a em segurança. Só devem ser usadas garrafas de gás de 18 kg (29 litros). 11 Responsável Técnico: Gliceu Grossi [MTE 0102044/SP] NR11 - Operadores de Empilhadeiras [Curso de Formação] Treinamentos e Assessoriaem Segurança do Trabalho Grossi Treinamentos Bauru 014 3204 4633 014 99651 9910 Medidas de Proteção Contra Incêndio no Abastecimento. Riscos inerentes a atividade Não faça curvas em alta velocidade, a empilhadeira não tem suspensão, e pode capotar. Não arranque de forma brusca ou pare nessa condição. Evite carregar material solto, este deverá ser transportado em recipiente próprio ou plataforma com proteção lateral. Não arraste a carga sobre o piso, muito menos a empurre. Não obstrua a passagem das pessoas ou equipamentos de incêndio. Assegure-se que a carga está centralizada antes de levantá-la – uma carga instável é perigosa! Não passe a carga por cima de pessoas e não permita que as pessoas passem sob os garfos ou permaneçam nas proximidades. Certifique-se de que há espaço suficiente para levantar e manobrar a carga, preste atenção ao patrimônio da empresa! Jamais permita passageiros nos garfos ou em qualquer outra parte da empilhadeira. Não permita que ninguém passe ou fique embaixo da carga. REVISTA PROTEÇÃO 147OUTUBRO / 2008 DICAS DO PROTEGILDO A REPRO DUÇÃO DESTA PÁGINA DA REVISTA PRO TEÇÃO ESTÁ AUTO RIZADA PARA USO INTERNO DAS EM PRESAS REVISTA PROTEÇÃO 155DEZEMBRO / 2008 DICAS DO PROTEGILDO A REPRO DUÇÃO DESTA PÁGINA DA REVISTA PRO TEÇÃO ESTÁ AUTO RIZADA PARA USO INTERNO DAS EM PRESAS 12 Responsável Técnico: Gliceu Grossi [MTE 0102044/SP] NR11 - Operadores de Empilhadeiras [Curso de Formação] Treinamentos e Assessoria em Segurança do Trabalho Grossi Treinamentos Bauru 014 3204 4633 014 99651 9910 Observe cuidadosamente o espaço que você deverá usar (Alto ou baixo), para evitar batidas especialmente com os garfos, torre de elevação, cabine do operador e contrapeso. Mantenha a carga encostada na grade da torre de elevação. Dirija com cuidado, observe as normas e regras da empresa e mantenha sempre o controle da empilhadeira. Eleve ou abaixe a carga sempre com a torre na vertical ou um pouco inclinada para trás. Treinamentos e Assessoria em Segurança do Trabalho Grossi Treinamentos Bauru 014 3204 4633 014 99651 9910 13 Responsável Técnico: Gliceu Grossi [MTE 0102044/SP] NR11 - Operadores de Empilhadeiras [Curso de Formação] Treinamentos e Assessoria em Segurança do Trabalho Grossi Treinamentos Bauru 014 3204 4633 014 99651 9910 Orientações gerais - Manutenção Os cuidados apropriados, por parte do operador em relação à empilhadeira é uma parte vital em qualquer programa de manutenção preventiva. A participação do operador, na manutenção preventiva do equipamento, fará com que avisos prévios de pontos potenciais de defeitos sejam sanados antes que causem maior prejuízo. A manutenção por parte do operador não prevê reparos e consertos. Caso estes sejam necessários, a empilhadeira deverá ser encaminhada ao setor de manutenção ou à uma empresa especializada com mecânicos treinados e capacitados que poderão fazer os reparos com eficiência e segurança. 1. As empilhadeiras, de um modo geral, são fabricadas para operarem em condições de temperatura ambiente entre -15Cº e +40Cº se forem usados os óleos lubrificantes do motor, transmissão, óleos hidráulicos, fluídos de freio e graxas lubrificantes padrão. Para operar em temperaturas que excedam as temperaturas especificadas, consulte o fabricante da empilhadeira. 2. A empilhadeira padrão não deve ser usada em áreas contendo substâncias inflamáveis, em atmosferas corrosivas, ou em áreas contendo elevado grau de contaminação de poeira. Somente empilhadeiras especialmente projetadas podem operar nestes ambientes. 3. A empilhadeira deve ser utilizada estritamente de acordo com as especificações recomendadas pelo fabricante e juntamente com as normas e procedimentos estabelecidos pela empresa onde está operando. 4. Somente operadores habilitados, treinados e capacitados devem operar empilhadeiras. Conheça sua empilhadeira 14 Responsável Técnico: Gliceu Grossi [MTE 0102044/SP] NR11 - Operadores de Empilhadeiras [Curso de Formação] Treinamentos e Assessoria em Segurança do Trabalho Grossi Treinamentos Bauru 014 3204 4633 014 99651 9910 Manutenção geral de empilhadeiras Os intervalos para serviços de manutenção são dados tanto em horas (registradas pelo horímetro da empilhadeira), como em dias (calendário). Utilize o intervalo que ocorrer primeiro. A recomendação para intervalo de tempo é de 8 horas de operação por dia. Os intervalos de tempo devem ser menores daqueles recomendados nos seguintes casos: a) Se a empilhadeira for usada por mais de 8 horas por dia; b) Se a empilhadeira opera em locais sujos ou poluídos. Os reparos, ajustes, substituição de peças, regulagens e outros serviços devem sempre serem realizados por pessoal treinado e autorizado. Algumas empresas têm oficina e mecânicos próprios para estes serviços. Neste caso, avise o encarregado de manutenção sempre que notar algum problema com as empilhadeiras. Caso sua empresa não tenha oficina própria, entre em contato com um fornecedor de serviços de manutenção capacitado para fazer os reparos necessários. Reparos ou serviços de manutenção feitos inadequadamente, podem trazer sérios riscos e danos físicos e materiais. Não permita a utilização de empilhadeiras que necessitam de reparos. Neste caso, avise o encarregado de manutenção e coloque um aviso ou etiqueta “FORA DE USO” na área do operador e tire a chave de ignição do contato. Nunca trabalhe debaixo do porta garfo levantado. Abaixe o carro porta garfos ou use uma corrente para travar o carro porta garfos de modo a impedir que ele abaixe enquanto a manutenção é executada. Certifique-se que todas as partes móveis estejam presas nas partes não móveis. Sempre coloque calços nas rodas para evitar a movimentação da empilhadeira. Siga sempre as recomendações do fabricante da empilhadeira quanto aos intervalos para manutenção assim como para a reposição de peças, componentes, acessórios e óleos lubrificantes. Isso proporciona mais vida útil da empilhadeira e minimiza paradas para reparos. Descrição dos componentes Os garfos são os elementos que sustentam todo o peso da carga a ser movimentada. São construídos com materiais, dimensões e resistência compatíveis com a aplicação e capacidade de cada modelo. São construídos de forma a deslizar sobre o carro porta-garfos, ajustando-se e travando, para oferecer possibilidades de perfeito apoio à carga a ser movimentada. O protetor de carga é de uso obrigatório nas empilhadeiras. É o elemento que apoia a carga durante a movimentação, evitando que a mesma se desloque para trás durante os movimentos de apanhar e colocar a carga. Protetor de carga Carro porta garfos O conjunto da torre de elevação é constituído pelas colunas de elevação, rolamentos especiais, correntes, roldanas, cilindros de elevação e carro porta-garfos. Todos os rolamentos das colunas e do carro porta- garfo são montados sobre suportes que possuem elementos internos de encostos ajustáveis, que 15 Responsável Técnico:Gliceu Grossi [MTE 0102044/SP] NR11 - Operadores de Empilhadeiras [Curso de Formação] Treinamentos e Assessoria em Segurança do Trabalho Grossi Treinamentos Bauru 014 3204 4633 014 99651 9910 permitem a regulagem de folgas e o perfeito alinhamento do conjunto. Dependendo da aplicação, o conjunto da torre pode ser Simplex, Duplex ou Triplex. TORRE SIMPLEX Figura 1: Torre totalmente abaixada Figura 2: Elevação livre dos garfos sem alterar a altura da torre Figura 3: Elevação máxima dos garfos TORRE DUPLEX Figura 1: Torre totalmente abaixada Figura 2: Elevação livre dos garfos sem alterar a altura da torre Figura 3: Elevação máxima dos garfos Este modelo de torre é ideal para trabalhos em locais com pouca altura como vagões, contêineres, porões de navios, etc. TORRE TRIPLEX Figura 1: Torre totalmente abaixada Figura 2: Elevação livre dos garfos sem alterar a altura da torre Figura 3: Elevação máxima dos garfos Este modelo de torre é ideal para elevação de cargas a grandes alturas O protetor do operador é de construção rígida, fabricado com tubos de aço e oferece proteção ao operador em caso de queda parcial da carga. Opcionalmente pode ser fabricado com dimensões e proteção compatíveis com a aplicação e segurança da carga a ser movimentada. O sistema de comando da direção é feito através de uma unidade hidrostática, acionada mecanicamente por um volante automotivo. O mecanismo hidrostático consiste de uma bomba manual dosadora que permite a transferência do óleo hidráulico sob pressão, fornecido pela bomba hidráulica, com vazão controlada para o cilindro de direção, transferindo o movimento mecânico para o movimento das rodas 16 Responsável Técnico: Gliceu Grossi [MTE 0102044/SP] NR11 - Operadores de Empilhadeiras [Curso de Formação] Treinamentos e Assessoria em Segurança do Trabalho Grossi Treinamentos Bauru 014 3204 4633 014 99651 9910 O sistema de contrapeso é constituído de um contrapeso principal e contrapesos auxiliares. O contrapeso é projetado de acordo com a capacidade da empilhadeira. É o contrapeso que permite à empilhadeira levantar e movimentar cargas. EIXO DIRECIONAL O eixo direcional é composto por uma carcaça de alta resistência. Para a montagem são usadas buchas e pinos de aço tratado, barras de direção, mangas de eixo e rolamentos especiais de alta resistência. A articulação da carcaça permite o basculamento do eixo direcional e confere à máquina estabilidade para deslocamento em pisos irregulares. CHASSIS O sistema estrutural de uma empilhadeira é composto pelo Chassi, o qual é fabricado com chapas de aço laminado e soldados eletricamente formando uma estrutura do tipo monobloco a qual é montada sobre o eixo motriz através de mancais. É constituído de uma carcaça de ferro fundido nodular ou aço fundido de alta resistência e que dá o fechamento do alojamento do diferencial. Sobre a carcaça do eixo motriz é montado o chassi através de mancais. Nesta carcaça também é pivotada a torre de elevação através de mancais sustentados por bronzinas de alta resistência. Nas extremidades do eixo motriz são montados os cubos das rodas e o tambor de freio. Os cubos são montados sobre rolamentos cônicos de alta capacidade de carga. A transmissão da força motriz é feita por semieixos acoplados internamente na engrenagem planetária do diferencial e na parte externa é acoplada à flange da roda. Sobre o cubo é montado o conjunto aro e pneu. TRANSMISSÃO As empilhadeiras podem ser equipadas com transmissão mecânica (platô, disco e alavanca de mudanças) ou com transmissão automática (conversor de torque). 17 Responsável Técnico: Gliceu Grossi [MTE 0102044/SP] NR11 - Operadores de Empilhadeiras [Curso de Formação] Treinamentos e Assessoria em Segurança do Trabalho Grossi Treinamentos Bauru 014 3204 4633 014 99651 9910 A transmissão é montada em uma carcaça de ferro fundida de alta resistência que conjugam as engrenagens da transmissão e os suportes dos mancais que alojam o diferencial. Os rolamentos são superdimensionados, as engrenagens e eixos são fabricados em aço de liga de alta resistência e tratados termicamente. Na transmissão manual a mudança de velocidades é feita através de alavanca enquanto que na transmissão automática a mudança de velocidade é feita por sistema hidráulico. CONJUNTO DIFERENCIAL O par coroa e pinhão é fabricado em aço de liga tratado termicamente. O conjunto do diferencial é montado diretamente sobre os mancais da carcaça da transmissão. O conjunto do diferencial permite que as rodas do eixo motriz tenham velocidades diferentes quando necessário (por exemplo, em curvas). O sistema transmissão e diferencial consiste em acoplamento de conjuntos de engrenagens que reduzem a velocidade de rotação do motor até as rodas, aumentando a força transmitida. A caixa reversora é fabricada com materiais de alta resistência, é montada diretamente sobre o eixo diferencial e permite a reversão do deslocamento para frente e para ré. PNEUS De acordo com a aplicação, as empilhadeiras podem ser equipadas com diferentes tipos de pneus: PNEUS MACIÇOS - também chamados de SUPER ELÁSTICOS, são antiabrasivos e anti-estáticos. São usados em pisos regulares ou em locais aonde o risco de furos e cortes é maior como em siderúrgicas. PNEUMÁTICOS: são pneus com câmara de ar, tem mais estabilidade e são mais confortáveis. São utilizados principalmente em terrenos irregulares e abrasivos. PNEUS CUSHION: são pneus de borracha maciça vulcanizada na roda. São utilizados em ambientes fechados e com piso regular. SISTEMA DE FREIO As empilhadeiras são equipadas com freios hidráulicos com lonas e tambor. As lonas e o tambor de freio são fabricados para permitir um sistema atuante sem produzir o travamento das rodas e o consequente arraste dos pneus. Esse sistema é projetado para evitar o despejamento da carga que está sobre o garfo. O sistema de freio de estacionamento é acionado através de alavanca que aciona as lonas de freio através de cabos de aço. EMBREAGEM Como mencionado no item Transmissão, as empilhadeiras podem ser equipadas com transmissão automática ou manual. Nas empilhadeiras com transmissão manual, o acoplamento entre o motor e a transmissão é feito por platô e disco, normalmente em banho de óleo. Nas 18 Responsável Técnico: Gliceu Grossi [MTE 0102044/SP] NR11 - Operadores de Empilhadeiras [Curso de Formação] Treinamentos e Assessoria em Segurança do Trabalho Grossi Treinamentos Bauru 014 3204 4633 014 99651 9910 Eixo piloto empilhadeiras com transmissão automática, a força do motor é transmitida para a transmissão através do conversor de torque. SISTEMA DE PROPULSÃO Empilhadeiras são veículos auto-propulsores destinados a movimentação de carga com os componentes básicos citados anteriormente. O sistema de propulsão é constituído pelo conjunto motriz, formado por um agente propulsor (motor), acoplamento (embreagem mecânica com platô e disco ou automática com pacote de discos e placas separadoras, transmissão e diferencial. Os sistemas de propulsão podem ser alimentados a álcool, gasolina, GLP, diesel ou elétrica. CAPACIDADE DA EMPILHADEIRA A regra na qual é baseada a Empilhadeira, todo o seu conjunto e principalmente o contrapeso, exerce um momento sobre a linha de apoio dos pneus motrizes, compensando o momento aplicado pela carga quando esta se encontra sobreos garfos, chamada de “Momento de Carga”. Assim uma empilhadeira com capacidade nominal “C” é capaz de resistir com segurança, à um momento de carga dado pela fórmula: M= CxW M - Momento de carga em Kgf x cm W - Carga Nominal C - Distância do centro de carga até a linha de apoio dos pneus motrizes. A distância pode ser obtida pelas dimensões físicas da máquina, lembrando que a capacidade nominal da máquina é dada para uma distância de 50cm para máquinas com capacidade até 5 toneladas, e de 60cm para máquinas com capacidade acima de 5 toneladas. Através do momento de carga podemos obter qual o máximo comprimento para uma determinada carga e/ou qual o peso máximo que a carga com determinado comprimento pode ter, sem afetar a instabilidade da máquina e não ultrapassar sua capacidade operacional. PLANILHA DE MANUTENÇÃO LEGENDA: A - A cada 8 horas ou diariamente B - A cada 200 horas ou 5 semanas C - A cada 1200 horas ou 6 meses D - A cada 2400 horas ou 1 ano X - Inspeção visual, teste e ajuste LI - luz indicadora O - Drenar e completar T – Trocar 19 Responsável Técnico: Gliceu Grossi [MTE 0102044/SP] NR11 - Operadores de Empilhadeiras [Curso de Formação] Treinamentos e Assessoria em Segurança do Trabalho Grossi Treinamentos Bauru 014 3204 4633 014 99651 9910