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0 FACULDADE DE TECNOLOGIA DE ITAQUAQUECETUBA DANIEL DOS SANTOS ARAÚJO KETLYN DA SILVA LARISSA AMOROSO SANTOS DE OLIVEIRA LUANA VIEIRA ALVES BRANDÃO LUCIANA RESENDE DOMINGOS PERICLES ASSUNÇÃO SANTOS ADMINISTRAÇÃO POR OBJETIVOS ITAQUAQUECETUBA – SP 2018 1 FACULDADE DE TECNOLOGIA DE ITAQUAQUECETUBA DANIEL DOS SANTOS ARAÚJO KETLYN DA SILVA LARISSA AMOROSO SANTOS DE OLIVEIRA LUANA VIEIRA ALVES BRANDÃO LUCIANA RESENDE DOMINGOS PERICLES ASSUNÇÃO SANTOS ADMINISTRAÇÃO POR OBJETIVOS Trabalho acadêmico apresentado à Faculdade de Tecnologia de Itaquaquecetuba, para obtenção da nota final do componente curricular Métodos para Produção de Conhecimento do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Comercial, sob solicitação da Prof.ª Dr.ª Telma Maria Vieira. ITAQUAQUECETUBA – SP 2018 2 “Os objetivos devem, portanto, ser estabelecidos fixando-se o alvo no desejável”. - Peter Drucker 3 RESUMO O presente trabalho teve por objetivo apresentar de forma resumida e objetiva a principal vantagem e a principal desvantagem da Administração por Objetivos (APO), criada por Peter Ferdinand Drucker em 1954, no seu livro “A Prática da Administração”. A pesquisa, desenvolvida metodologicamente com a técnica de pesquisa bibliográfica, abordou a respeito do conceito e da origem da APO, bem como seus princípios (estabelecimento de objetivos, tempo definido e feedback) e suas características, além de responder à questão-problema do trabalho. Chegou-se à conclusão de que a principal vantagem e desvantagem da APO são, em ordem respectiva, o destaque à eficácia empresarial e a aplicação de procedimentos que possuem pouca eficiência que podem comprometer o desenvolvimento gradativo da atividade operacional. Palavras-chaves: administração por objetivos; eficácia; resultados; objetivos. 4 ABSTRACT This academic work had as goal to show, briefly, about the main benefit and the main disadvantage of Management by Objectives (MBO), created by Peter Ferdinand Drucker, in the year 1954, showed in your book “The Practice of Management”. The research, did methodologically with the technical of bibliographical study, spoke about MBO’s concept and origination, its principles (formalization of goals, time to do the things and feedback), its particulars and to answer the problem-question of academic work. It was concluded that the main advantage and disadvantage of the MBO are, respectively, the emphasis on business effectiveness and the implementation of procedures that have a little efficiency that may compromise the gradual development of operational activity. Key words: management by objectives; effectiveness; results; goals. 5 RESUMEN El trabajo tuvo por objetivo presentar, de forma resumida y objetiva, la principal vantaje y la principal desvantaje de la Administración por Objetivos (APO), creada por Peter Ferdinand Drucker en 1954, en su libro “La Práctica de la Administración”. La pesquisa, echa metodológicamente con la técnica de estudios bibliográficos, abordó a respecto del concepto y del origen da APO, sus principios (establecimiento de los objetivos, tiempo definido y feedback o respuesta), sus características allá de contestar la cuestión del trabajo. Ha llegado a la conclusión de que la principal vantaje y la principal desvantaje, son respectivamente, el destaque a la eficacia empresarial y la aplicación de procedimientos que posee poca eficiencia que pueden comprometer el desenvolvimiento de la actividad operacional. Palabras-claves: administración por objetivos; eficacia; resultados; objetivos. 6 SUMÁRIO INTRODUÇÃO ........................................................................................................................ 7 1. CONCEITO E ORIGEM DA ADMINISTRAÇÃO POR OBJETIVOS ..................... 9 2. PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO POR OBJETIVOS ....................................... 11 3. VANTAGENS E DESVANTAGENS DA ADMINISTRAÇÃO POR OBJETIVOS 13 3.1. Vantagens Da Administração Por Objetivos ......................................................... 13 3.2. Desvantagens Da Administração Por Objetivos ................................................... 14 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................................. 16 REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 17 7 INTRODUÇÃO Para toda e qualquer organização com fins lucrativos, elaborar planejamentos sólidos para que se alcance determinado fim é essencial. Partindo desta afirmação, sabe-se que todo planejamento é norteado por objetivos, ou metas, que, por sua vez, está intrinsicamente ligado à atividade da empresa. De acordo com o Dicionário da Academia Brasileira de Letras (Bechara, 2011, p. 913), objetivo é “alvo ou fim que se quer atingir”. Criada por Peter Drucker no início da década de 1950, a Administração por Objetivos (APO) surge com a intenção de gerir os objetivos da empresa com foco na eficácia. Contrapartida, alguns teóricos da Administração, como Lodi e Levinson, questionam sua aplicabilidade. Desta forma, justifica-se a elaboração deste trabalho acadêmico a pontuação negativa por parte destes autores para com a APO. Sendo assim, surge a seguinte pergunta, sendo esta o problema a ser discorrido neste trabalho: qual é a principal vantagem e a principal desvantagem da aplicação da Teoria da APO? Sendo esta a problemática do trabalho, tem-se como hipótese a seguinte afirmação: a principal vantagem e desvantagem são, respectivamente, a ênfase no desempenho e o engessamento dos métodos de desenvolvimento dos planos para se alcançar os objetivos. Tendo-se em mente esta questão, este trabalho tem por objetivo geral discorrer sobre a Teoria da APO e seus devidos prós e contras. Os objetivos específicos são: explanar a respeito da Administração por Objetivos e sintetizar os pensamentos críticos de autores da Teoria Administrativa quanto à APO. O método de pesquisa para este trabalho é o estudo bibliográfico. O método bibliográfico consiste na leitura e estudo aprofundado do tema específico, analisando os pensamentos de cada autor sobre o assunto. Por sua vez, a técnica de pesquisa possui abordagem qualitativa, por não possuir caráter analítico-numérico; natureza básica, por ser uma pesquisa de característica descritiva, isto é, não-aplicada; de objetivo exploratório, por estudar pensamentos já existentes e de procedimento bibliográfico. Na primeira seção do trabalho, será visto a respeito do surgimento e do conceito da APO. Na segunda seção, serão abordados os princípios da APO e sua aplicabilidade. Por fim, na última e terceira seção do trabalho, será explanado sobre as vantagens e desvantagens da APO. 8 Espera-se que este trabalho seja de grande contribuição para a comunidade acadêmica do eixo tecnológico de Gestão e Negócios e que ele sirva para auxiliar administradores a melhorarem a eficácia de suas empresas. (OLIVEIRA, 2009). 9 1. CONCEITO E ORIGEM DA ADMINISTRAÇÃO POR OBJETIVOS A Administração por Objetivos (APO), é uma das teorias pertencentes à Escola Contingencial e pode ser creditada ao escritor, professor e consultor administrativo Peter Ferdinand Drucker, quetambém ganhou força com a colaboração dos estudiosos George Odiorne, Douglas McGregor e John William Humble. (OLIVEIRA, 2009). Drucker (1954, apud Lodi, 1970, p. 96) disse que “os futuros administradores deverão concentrar-se mais em resultados (...)”, destacando assim, a importância de um processo de administração por resultados. Já Chiavenato (2014, p. 398) afirma que a APO surgiu da Teoria Neoclássica, com o processo de departamentalização e descentralização das decisões. Por sua vez, Cummings e Worley (2001, apud Silva, 2001, p. 433) dizem: A Administração por Objetivos pode ser definida como um estilo ou sistema de administração que relaciona as metas organizacionais com o desempenho e desenvolvimento individual, por meio do envolvimento de todos os níveis administrativos. Com a ocorrência da pressão profissional em busca imediata de bons resultados, e também da procura de mais envolvimento dos funcionários na administração das empresas, surgiu a Administração por Objetivos. Este termo foi adotado por Peter Drucker em sua obra “The Practice of Management” ou “A Prática da Administração”, publicada em 1954, que enfatiza assuntos como a participação no mercado, inovação, produtividade, recursos físicos e financeiros, rentabilidade, desempenho e aprimoramento gerencial, desempenho dos trabalhadores e responsabilidade pública. (MAXIMIANO, 2012). Schleh (1961, apud Lodi 1969, p. 2) explica que a administração por objetivos “surgiu como método de controle sobre o desempenho de áreas e organizações de crescimento rápido”. A APO, na realidade, teve sua prática iniciada décadas antes destes escritos de Peter Drucker. Quem desenvolveu a ideia foi Alfred Sloan, na década de 1920, na General Motors, que inicialmente consistia na definição de objetivos e na cobrança de resultados. A prática foi adotada também por outras empresas, como a General Electric, onde Drucker a conheceu. Drucker acrescentou seus métodos e a chamou de Administração por Objetivos. (CHIAVENATO, 2014; OLIVEIRA, 2009). 10 Utilizando-se do método de descentralização e de administração por resultados, a administração por objetivos foi ganhando cada vez mais força na década de 1950, momento em que as organizações passavam por uma fase desagradável. (ODIORNE, 1965 apud LODI, 1970, p. 95). Conforme Chiavenato (2014, p. 398), “as dificuldades econômicas e a necessidade de reduzir despesas para concentrar-se nos resultados provocaram uma espécie de administração por pressão”. Com isso, os gerentes acabaram ficando cada vez mais encarregados e preocupados, surgindo a necessidade de um equilíbrio participativo. Com a APO, passaram a estabelecer e negociar metas e objetivos juntamente com seus encarregados, fazendo com que cada divisão da empresa se empenhasse com o foco de atingir os objetivos que lhes fossem direcionados. 11 2. PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO POR OBJETIVOS Os princípios da APO são: objetivos específicos, tempo definido e feedback sobre o desempenho. (MAXIMIANO, 2000) A maior diferença entre a APO e as outras formas de administrar é a ideia em que gerentes e superiores identificam objetivos comuns e através de discussões determinam os melhores caminhos para a empresa e seus departamentos. A noção de controles e avaliações é imprescindível, já que será através deles que os resultados e desempenho de todos serão medidos e, se necessário, correções serão feitas. (CHIAVENATO, 2011). Dentro dessa concepção a APO, de acordo com Chiavenato (2011, p. 229), trabalha com o seguinte esquema: Gerente e subordinado se reúnem, discutem, negociam e em conjunto formulam os objetivos de desempenho para o subordinado (...); o gerente se compromete a proporcionar apoio, direção e de recursos para que o subordinado possa trabalhar eficazmente orientado para o alcance de objetivos. O gerente cobra resultados e garante os meios e recursos (treinamentos, habilidades, equipamentos etc.); o subordinado passa a trabalhar para desempenhar metas e cobrar os meios e recursos necessários para alcançar os objetivos; periodicamente, gerente e subordinado se reúnem para uma avaliação conjunta dos resultados e do alcance dos objetivos; a partir da avaliação conjunta, há uma reciclagem do processo: os objetivos são reavaliados ou redimensionados, bem como os meios e recursos necessários. O ponto de partida é planejar os objetivos; em planos de curto, médio e longo prazo. Gibson (1981, apud Cury, 2012, p. 48) diz que os objetivos devem ser “explícitos e, se possível, mensuráveis”. Drucker (1954, apud Zahra, 2003, p. 17) afirma que os objetivos devem ser claros. Zahra (2003, p. 16) afirma que é papel do administrador “(...) estabelecer objetivos e fazê-los acontecer”. Drucker (1954, apud Lodi, 1970, p. 106) diz em seu livro The Practice of Management: Há oito setores nos quais têm de ser fixados objetivos de realização e de resultados: posição no mercado, inovação, produtividade, recursos físicos e financeiros, rentabilidade, desempenho e desenvolvimento dos gerentes, desempenho e atitude dos trabalhadores, responsabilidade pública. Drucker (2010, p. 55): “Os objetivos devem, portanto, ser estabelecidos fixando-se o alvo no desejável”. Assim, se inicia um processo de discussão e determinação de objetivos que começa na alta gerência e vai até o nível operacional, estando ao alcance de todos na empresa. 12 Ainda sobre a formulação dos objetivos, Oliveira (2009, p. 65) acrescenta dizendo que a metodologia de estabelecimento de objetivos e metas, bem como a aplicação da APO deve respeitar os seguintes aspectos: Análise da situação atual da empresa; debate da situação idealizada para a empresa; estabelecimento de objetivos da empresa; estabelecimento dos objetivos das áreas principais para o alcance dos objetivos da empresa; decomposição negociada dos objetivos das áreas principais pelas áreas subordinadas; estabelecimento dos meios e das atividades que propiciem o alcance dos objetivos intermediários e finais da empresa e estabelecimento dos critérios de medição e de avaliação do alcance dos objetivos estabelecidos. Após a escolha dos objetivos, são utilizadas estratégias e táticas empresariais para que se possa obtê-los. As estratégias e as táticas, por sua vez, são definidas pelos seus respectivos níveis. “O planejamento estratégico é estabelecido pela alta administração e trata a empresa de forma global, visando o longo prazo para que possa alcançar seus objetivos”; o planejamento tático visa alcançar objetivos de cada área específica da empresa, sendo tais objetivos de curto e médio prazo. O planejamento operacional refere-se as tarefas individuais realizadas por cada funcionário. (CHIAVENATO, 2011). Os planos são colocados em ação e posteriormente mensurados (feedback sobre desempenho). No final de cada prazo pré-estabelecido, um novo plano de ação é feito e, se necessário, com devidas mudanças e/ou correções (MAXIMIANO, 2000; CHIAVENATO, 2011). Silva (2001, p. 434) apresenta as fases do processo da APO da seguinte forma: “estabelecimento de metas e objetivos organizacionais (...), desenvolvimento do plano de ação (...), revisão periódica (...) e avaliação de desempenho”. Sinteticamente, a aplicação dos princípios da APO pode ser apresentada de acordo com as palavras de Odiorne (1965, apud Lodi, 1970, p. 4): A administração por objetivos é um processo através do qual os gerentes, superior e subordinado, de uma organização, identificam objetivos comuns, definem as áreas de responsabilidade de cada um em termos de resultados esperados e usam essas medidas como guias para a operaçãodos negócios. 13 3. VANTAGENS E DESVANTAGENS DA ADMINISTRAÇÃO POR OBJETIVOS A APO é uma abordagem administrativa permissível de aplicação, segundo os modelos apresentados na seção II deste trabalho acadêmico. Desta forma, ela é altamente suscetível a prós e contras, pois apresenta suas devidas vantagens e desvantagens. 3.1. Vantagens da Administração por Objetivos De acordo com Silva (2001, p. 435), as principais vantagens da APO são: Concentra atenção sobre as áreas principais da eficácia organizacional; identifica progresso das áreas problemas em direção ao alcance dos objetivos; melhora o controle da informação e dos padrões de desempenho; conduz a uma estrutura organizacional dinâmica especificando as responsabilidades; identifica onde mudanças são necessárias e procura melhoria contínua nos resultados (...). Silva (2001, p. 435) prossegue dizendo que para uma aplicação bem-feita da APO é necessário “comprometimento e apoio da alta administração” e “(...) participação verdadeira de todos os níveis nos objetivos acordados e espírito de equipe no trabalho”. Humble (1967, apud Chiavenato, 2014, p. 419) afirma que uma das principais vantagens da APO é o fato de que ela é “um sistema dinâmico que procura integrar as necessidades da companhia em definir seus alvos (...)”. Humble (1969, apud Chiavenato, 2014) adjetiva a APO como um “estilo exigente e compensador de administração de empresas”. Zahra (2003, p. 19) complementa afirmando que a “APO é necessária para garantir o sucesso dos planos estratégicos”. Oliveira (2009, p. 64) afirma que as principais contribuições que a APO proporcionou para as empresas e para a Teoria Geral da Administração (TGA) foram: [...] estruturação do processo negocial de estabelecimento dos resultados a serem alcançados pelas empresas; (...) melhoria da eficácia empresarial; (...) redução do nível de conflitos nas empresas; (...) consolidação de uma estrutura organizacional dinâmica e com as responsabilidades estabelecidas (...). 14 3.2. Desvantagens da Administração por Objetivos São oito as críticas feitas por Oliveira (2009, pp. 66, 67) à APO: [...] não trabalha com os conflitos, naturais e sistemáticos, entre os objetivos das pessoas e os objetivos das empresas (...); não aborda, adequadamente, a questão dos trabalhos realizados em equipes, principalmente as multidisciplinares; (...) prioriza as atividades de curto prazo; (...) identifica um viés pelo mais fácil, pelos objetivos mais simples de serem alcançados; (...) dificuldade de comparar os padrões de desempenho entre diferentes áreas de uma mesma empresa; (...) possibilidade de avaliações subjetivas (...); elevada dificuldade, para a maior parte das empresas, em fazer uma interligação entre as atividades de um cargo inferior com um cargo superior (...); dificuldade de consolidar todo o processo, em um único momento, em toda a empresa. Chiavenato (2014, p. 429, 428) critica a APO parcialmente, ao dizer que ela pode falhar caso seja aplicada de maneira incompleta e superficial, ou seja, quando esta não é submetida à revisão e atualização. Também afirma que se deve ter cautela em sua aplicação, visto que a APO, “em detrimento dos alvos a serem atingidos”, pode se tornar um processo altamente burocrático, de imposição extrema e gerar motivação negativa. Assim como Chiavenato, Humble (1969, apud Chiavenato, 2014, p. 428) faz críticas parciais à teoria da APO por declarar que é possível fracassar em sua aplicação por “[...] adotar a APO dentro de um programa acelerado, (...) concentrar em indivíduos e ignorar os problemas de grupo” e “[...] inaugurar o sistema e depois deixá-lo andando sozinho (...)”. Silva (2001, p. 436) concorda com a primeira crítica feita por Oliveira e afirma que “o principal aspecto da crítica são os conflitos que podem surgir entre os objetivos individuais e objetivos organizacionais”. Já Kane e Freeman (1968, apud Silva, 2001, p. 436) estabelecem uma série de críticas à APO que, em sua maioria, se refere ao processo de controle de mensuração. Warren (1966, apud Lodi, 1969, p. 31) se posiciona contra a possibilidade de a APO ser confundida como uma forma de administração que tenha como ênfase apenas o lucro. Ele declara: Resultados como lucros e taxa de retorno, embora sejam de interesse vital para a administração, são indicadores pouco satisfatórios do que virá a acontecer. Se um bom lucro, baseado em resultados, produzirá um bom lucro futuro, isto depende dos meios empregados para atingir esse lucro. Lodi (1969, p. 32), por sua vez, apesar de apreciador da APO, reconhece suas falhas. 15 Suas palavras evidenciam que o foco excessivo na eficácia, deixando a eficiência de lado por ser prejudicial: “O contínuo desempenho para resultados a curto prazo produz oportunismo e desprezo pelos meios de trabalho. O planejamento do trabalho é uma das tarefas que mais sofrem com isso”. Levinson (1970, apud Chiavenato, 2014, pp. 428, 429) e Lodi (1972, apud Chiavenato, 2014, p. 429) salientam em suas críticas que a APO é um processo que exige extremamente dos gerentes e de seus subordinados quanto ao alcance das metas de curto prazo, focando, assim, em um “sistema de compensação imediata”. 16 CONSIDERAÇÕES FINAIS Após a realização deste trabalho, possuindo o mesmo uma apresentação sintética dos principais autores e pensadores da Administração por Objetivos (APO), retoma-se neste momento a justificativa de elaboração deste trabalho acadêmico, sendo esta dada pelo fato de certos autores fazerem críticas negativas à APO, e, também a pergunta-problema, sendo a seguinte: qual é a principal vantagem e a principal desvantagem da APO? Sob perseguição do objetivo geral desta pesquisa de apresentar as ideias dos principais teóricos da APO, pode-se concluir que a principal vantagem e a principal desvantagem da teoria administrativa em questão são, respectivamente, a ênfase na eficácia empresarial (alcance dos objetivos por fazer as coisas certas) e o estabelecimento (bem como o desenvolvimento e aplicação) de métodos pouco eficientes que podem comprometer o processo da atividade operacional. Desta forma, a hipótese levantada de que a principal vantagem da APO é a ênfase no desempenho e a principal desvantagem é o engessamento dos métodos de desenvolvimento dos planos para se alcançar os objetivos é, em sua maior parte, verdadeira. 17 REFERÊNCIAS BECHARA, E. C. (org). Dicionário Escolar da Academia Brasileira de Letras. 3ª edição. Rio de Janeiro: Companhia Editora Nacional, 2011, p. 913 § 3. CHIAVENATO, I. Administração Por Objetivos. In: Teoria Geral da Administração – Abordagens Prescritivas e Normativas. 7ª edição. 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