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Nome: Márcia Alves da Silva NOTA: ________________________ Turma: Enfermagem/Noturno Data: 03/10/2019 Disciplina: Ensino Clinico Cirúrgico 1) Paciente de 50 anos chega ao Setor UTI, desidratado, com respiração profunda, pausa inspiratória e aumento da frequência respiratória 45 rpm. Ao exame clínico nota-se diurese em 500 ml/24h, PA 144 x 100. Gasometria arterial: pH= 7,10; PaCO2= 20 mmHg;Pa02 = 50 mmhg, PIC = 10 mmhg. Qual(is) o(s) distúrbio(s) encontrados em sua análise do caso? 2) Fale sobre as classificações da cirurgica quanto a sua: Finalidade, Necessidade, Porte, Tempo de duração e grau de contaminação. R: As cirurgias podem ser classificadas quanto à urgência cirúrgica que engloba: - Cirurgia eletiva: Tratamento cirúrgico proposto, mas cuja realização pode aguardar ocasião mais propícia, ou seja, pode ser programado. Por exemplo: mamoplastia, gastrectomia. - Cirurgia de urgência: Tratamento cirúrgico que requer pronta atenção e deve ser realizado dentro de 24 a 48 horas. Por exemplo: apendicectomia, brida intestinal. - Cirurgia de emergência: Tratamento cirúrgico que requer atenção imediata por se tratar de uma situação crítica. Por exemplo: Ferimento por arma de fogo em região precordial, hematoma subdural. As cirurgias podem ser classificadas de acordo com a finalidade do tratamento cirúrgico: - Cirurgia Curativa: Tem por objetivo extirpar ou corrigir a causa da doença, devolvendo a saúde ao paciente. Para essa finalidade é necessário às vezes a retirada parcial ou total de um órgão. Este tipo de cirurgia tem uma significação menos otimista quando se trata de câncer, neste caso, a operação curativa é aquela que permite uma sobrevida de alguns anos. Ex. Apendicectomia. - Cirurgia Paliativa: Tem a finalidade de atenuar ou buscar uma alternativa para aliviar o mal, mas não cura a doença. Ex. Gastrostomia. - Cirurgia Diagnóstica: Realizada com o objetivo de ajudar no esclarecimento da doença. Ex. laparotomia exploradora. - Cirurgia Reparadora: Reconstitui artificialmente uma parte do corpo lesada por enfermidade ou traumatismo. Ex. enxerto de pele em queimados. - Cirurgia Reconstrutora / cosmética / plástica: Realizada com objetivos estéticos ou reparadores, para fins de embelezamento. Ex. Rinoplastia, mamoplastia, etc. As cirurgias podem ainda ser classificadas quanto ao porte cirúrgico ou risco cardiológico (pequeno, médio ou grande porte), ou seja, a probabilidade de perda de fluidos e sangue durante sua realização. - Grande porte: Com grande probabilidade de perda de fluido e sangue. Por exemplo: cirurgias de emergência, vasculares arteriais. - Médio Porte: Com média probabilidade de perda de fluido e sangue. Por exemplo: cabeça e pescoço – ressecção de carcinoma espinocelular, ortopedia - prótese de quadril. - Pequeno porte: Com pequena probabilidade de perda de fluido e sangue. Por exemplo: plástica mamoplastia e endoscopia. Quanto ao tempo de duração as cirurgias ainda podem ser classificadas quanto a: - Porte I: com tempo de duração de até 2 horas. Por exemplo: rinoplastia. - Porte II: cirurgias que duram de 2 a 4 horas. Por exemplo: colecistectomia, gastrectomia. - Porte III: de 4 a 6 horas de duração. Por exemplo: Craniotomia. - Porte IV: com tempo de duração acima d 6 horas. Por exemplo: transplante de fígado. Quanto ao potencial de contaminação da cirurgia: - Cirurgia limpa: Eletiva, primariamente fechada, sem a presença de dreno, não traumática. Realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de descontaminação, na ausência de processo infeccioso e inflamatório local. Cirurgias em que não ocorreram penetrações nos tratos digestivo, respiratório ou urinário. Por exemplo: mamoplastia. - Cirurgia potencialmente contaminada: Realizada em tecidos colonizados por microbiota pouco numerosa ou em tecido de difícil descontaminação, na ausência de processo infeccioso e inflamatório, e com falhas técnicas discretas no transoperatório. Cirurgias com drenagem aberta enquadram-se nesta categoria. Ocorre penetração nos tratos digestivo, respiratório ou urinário sem contaminação significativa. Por exemplo: colecistectomia com colangiografia. - Cirurgia contaminada: Cirurgia realizada em tecidos abertos e recentemente traumatizados, colonizados por microbiota bacteriana abundante, de descontaminação difícil ou impossível, bem como todas aquelas em que tenha ocorrido falha técnica grosseira, na ausência de supuração local; presença de inflamação aguda na incisão e cicatrização de segunda intenção ou grande contaminação a partir do tubo digestivo. Obstrução biliar ou urinária também se inclui nesta categoria. Por exemplo: hemicolectomia. - Cirurgia infectada: São todas as intervenções cirúrgicas realizadas em qualquer tecido ou órgão em presença de processo infeccioso (supuração local), tecido necrótico, corpos estranhos e feridas de origem suja. Por exemplo: cirurgias de reto e ânus com secreção purulenta. Tem-se ainda a classificação de cirurgias conforma a tabela utilizada pelo sistema de cobrança dos hospitais segundo a Associação Médica Brasileira (AMB) que caracteriza de acordo com o procedimento anestésico. Varia do porte 0 a 8, sendo o porte zero, um procedimento com anestesia local e por ordem crescente, cresce a complexidade anestésica e consequentemente a cirúrgica. As cirurgias também podem ser classificadas de acordo com a Associação Médica Brasileira (AMB), que diz: Para a AMB as cirurgias são classificadas de porte 0 a 8, sendo o porte zero um procedimento com anestesia local e à medida que se utiliza a classificação em ordem crescente, existe também crescimento da complexidade cirúrgica. Portanto, trata-se de uma classificação com finalidade de cobrança do convênio e Serviço Único de Saúde (SUS), principalmente dos honorários médicos (anestesista e cirurgião), da instrumentação cirúrgica e da sala de operação. 3) O que deve conter dentro da sala cirurgica? É preciso prever os materiais, instrumentais e equipamentos indispensáveis para a realização do procedimento cirúrgico-anestésico e prover a sala cirúrgica de todo esses itens necessários. São recomendações importantes que o profissional deve estar atendo antes de iniciar a montagem da sala cirúrgica: Verificar no mapa cirúrgico a cirurgia que será realizada; Checar o nome do paciente, sua idade, horário agendado da cirurgia, equipe cirúrgica e anestésica responsável e observações importantes sobre o procedimento cirúrgico; Verificar se os equipamentos e materiais específicos solicitados, bem como os de rotina, necessários para realizar o procedimento cirúrgico; Lavar as mãos; Verificar as condições de limpeza da sala cirúrgica antes de equipá-la com materiais e equipamentos; Testar o funcionamento dos equipamentos da sala cirúrgica; Verificar se a mesa cirúrgica oferece a possibilidade de manter o paciente na posição cirúrgica apropriada para a realização do procedimento cirúrgico; Verificar a existência de equipamentos acessórios como bancos, suporte de soro, braçadeiras, arco, mesas para instrumentais, hampers e extensões elétricas; Solicitar ou buscar os artigos médicos esterilizados específicos que serão utilizados na cirurgia; O circulante e também o instrumentador cirúrgico devem verificar a integridade dos pacotes cirúrgicos; Organizar os medicamentos e materiais descartáveis, sempre observando a validade da esterilização e a integridade das embalagens; Prover a sala cirúrgica de diversos artigos para auxiliar a equipe cirúrgica, tais como talas, ataduras, soluções, adesivos e fitas adesivas; Abastecer a sala com impressos utilizados para registrar a cirurgia; Verificar e montar o carro de anestesia;Dispor em mesas auxiliares os artigos que serão utilizados pelo anestesista. Circulação na Sala Cirúrgica A circulação da sala cirúrgica é o procedimento desenvolvido pela equipe de enfermagem, durante todo o procedimento cirúrgico, com o objetivo de garantir condições funcionais e técnicas para o adequado andamento do procedimento cirúrgico, oferecendo segurança ao paciente. Esta atividade é responsabilidade da equipe de enfermagem podendo ser realizada pelo enfermeiro, pelo técnico ou pelo auxiliar de enfermagem. Geralmente o enfermeiro responsável pelo centro cirúrgico é quem designa o profissional responsável por montar e circular a sala cirúrgica. O instrumentador pode auxiliar nesta montagem, pois conhece os materiais e equipamentos utilizados pela sua equipe cirúrgica, agilizando e prevendo as necessidades de cada procedimento cirúrgico. 4) Como deve ser a estrutura do Centro Cirurgico? - Área de conforto: O centro cirúrgico deve estar localizado em uma área do hospital que ofereça a segurança necessária às técnicas assépticas, portanto distante de locais de grande circulação de pessoas, de ruído e de poeira. Recomenda-se que seja próximo às unidades de internação, pronto-socorro e unidade de terapia intensiva, de modo a contribuir com a intervenção imediata e melhor fluxo dos pacientes. De acordo com a organização hospitalar, podem fazer parte do bloco cirúrgico a Recuperação Pós-Anestésica e a Central de Materiais e Esterilização. As demais áreas são assim caracterizadas: · Vestiário: Servirão a todo o pessoal que trabalha no centro cirúrgico. Nesta área, os profissionais trocam suas roupas pelo uniforme do CC. Deve ainda contar com sanitários completos, incluindo local para banho. Localizados na entrada do CC, onde é realizado o controle de entrada das pessoas autorizadas após vestirem a roupa privativa da unidade. Deve possuir chuveiros, sanitários e armários para guarda de roupas e objetos pessoais. Área de transferência: É o local de entrada e saída dos pacientes, onde ocorre a troca da maca da enfermaria pela maca do centro cirúrgico através de uma abertura especial na parede. Essa área tem como objetivo impedir a contaminação do ambiente cirúrgico pelas rodas das macas das unidades de internação. Incrível! Tudo pensando nos mínimos detalhes! Tem que ser, né? Imagina se não fosse… · Expurgo: Área de recebimento, limpeza, desinfecção e guarda de materiais e objetos utilizados no centro cirúrgico, de onde eles seguirão para serem esterilizados e acondicionados para o uso. · Zona Limpa: É composta pelos setores de apoio e suporte situados no centro cirúrgico. São eles: · Secretaria: É responsável pela parte administrativa. · Conforto médico: Ambiente destinado aos profissionais no momento em que aguardam a cirurgia. ·OBS: Salas como: Recepção dos pacientes, recuperação pós anestésica, acondicionamento de materiais e esterilização, equipamentos e materiais e de serviços auxiliares também fazem parte da zona limpa do centro cirúrgico. · Zona Estéril: É a parte do CC com menor grau de contaminação, nela só se pode transitar utilizando máscara. É composta por: · Corredor de acesso: Área que dá acesso às salas de cirurgia e onde se encontram os lavabos. · Lavabo: Áreas onde a equipe faz a escovação das mãos e antebraços antes de entrarem na sala cirúrgica. Constituído de uma pia em aço inoxidável provida de torneira de água quente e fria, escovas e antissépticos para a escovação cirúrgica. É previsto um lavabo para cada duas salas de operação que deve possuir: - Duas torneiras de acionamento por pé, joelho, braço, fotoelétrico ou qualquer outro meio que não as mãos; - Espaço suficiente para duas pessoas lavarem-se simultaneamente (1,10 m² por torneira); - Dispensadores de produtos antissépticos (devem obedecer ao mesmo princípio de dispensação que a torneira). Os antissépticos devem estar regulamentados por órgão governamental e autorizados pela Comissão de Infecção do Hospital. Recomenda-se também a instalação de um relógio para o controle do tempo de escovação. · Sala de operação: Local onde ocorre a cirurgia, sendo o mais crítico em relação à assepsia e antissepsia . A sala deve dispor de mesa cirúrgica, mesas para instrumental, equipamentos de anestesia e respiração conectados à rede de gases, mesas de apoio para enfermagem e anestesia, foco de luz, negatoscópio, bisturi elétrico e ainda equipamentos específicos. Tomadas: Voltagem fornecida pela concessionária local e uma com voltagem diferenciada, ambas com dispositivo de aterramento. Devem ser instalados também pontos para negatoscópio e aparelhos portáteis de raios-x. É proibida a ligação simultânea de mais de um aparelho à mesma tomada corrente, salvo se a instalação for projetada para este fim. Devem ser inspecionadas periodicamente observando integridade do condutor terra, tensão de contato e a segurança global. Piso: Deve ser de superfície lisa, não porosa, resistentes a agentes químicos comuns, sem fendas ou fissuras, ter aspecto estético, realçar a sujeira, não refletir a luz, impermeável, resistente ao choque, durável, de fácil limpeza, pouco sonoro e principalmente bom condutor de eletricidade estática para evitar faíscas. Exemplo: granilite, vinílicos e mármore. Portas: As portas das salas de cirurgia devem ser largas o bastante para facilitar a passagem de macas e equipamentos cirúrgicos. Devem possuir metal na altura da maca para evitar seu estrago, ser de materiais laváveis e resistentes, de preferência revestidas de fórmica. É indicado o uso de portas do tipo “vaivém” que impeçam o uso das mãos para abri-la. O ideal é que se tenha outra porta de acesso à sala apenas para membros das equipes com visor de separação dos dois ambientes. Paredes: Devem ser revestidas de material liso, resistente, lavável, antiacústico e não refletor de luz. Pintadas de cores que evitam a fadiga visual, as tintas não devem possuir cheiro. É vedado o uso de cimento sem nenhum aditivo antiabsorvente para rejunte de peças cerâmicas ou similares tanto nas paredes quanto nos pisos. Devem ser utilizados cantos arredondados nas paredes, conforme o Manual de Controle de Infecção Hospitalar da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Teto: Deve ser de material resistente, lavável, não deve conter ranhuras e não deve ser poroso, para facilitar a limpeza e impedir a retenção de microorganismos. Deve ser contínuo, não sendo permitido à utilização de forro falso-removível, a não ser nas demais áreas do centro-cirúrgico, onde é necessário este tipo de forro por razões ligadas à manutenção desde que resistentes aos processos de limpeza, descontaminação e desinfecção. É recomendado um espaço útil de no mínimo 80 cm de altura livre entre a laje do forro e o piso do pavimento superior, possibilitando assim a instalação de novos equipamentos e a entrada do pessoal do serviço de manutenção. Devido ao grande risco de incêndio, pelo elevado número de materiais de fácil combustão, a sala cirúrgica, além de contar com os equipamentos de combate a incêndio do centro- cirúrgico (extintores e mangueiras) a sala de cirurgia deve contar com um sistema de segurança que, através da elevação da temperatura, produz fortes borrifos de água no ambiente - (borrifador de teto – também conhecido como splinkers). Janelas: Necessárias apenas para a entrada de iluminação natural, não permitindo a entrada de poeira e insetos. Devem ser dotadas de tela, não possuir parapeitos dentro ou fora da sala, não deve ainda, possuir cortinas ou persianas. - Área de conforto: Área destinada a lanchespara que os mesmos não sejam realizados em locais inadequados. Deve-se dispor nesse local cadeiras, poltronas e sofás. - Sala dos cirurgiões e anestesiologistas: Destinada aos relatórios médicos - Sala de Enfermagem: Reservada ao controle administrativo do CC. Deve estar em local de fácil acesso e com boa visão de todo o conjunto do setor. - Sala de recepção dos pacientes: Espaço para receber os pacientes. Aqui os pacientes são avaliados clinicamente antes da cirurgia ou receber medicação pré-anestésica. Este ambiente deve ser o mais calmo possível a fim de diminuir o estresse do período pré-operatório. - Sala de material de limpeza: Destinado à guarda dos materiais utilizados na limpeza do Centro-cirúrgico. - Sala para guarda de equipamentos: Área para guarda e recebimento de equipamentos como: microscópios, bisturis, monitores cardíacos, respiradores, entre outros. Em condições de uso e utilização imediata. - Sala para armazenamento de material esterilizado (arsenal): Destinado ao armazenamento e distribuição dos artigos estéreis, para uso nas salas de cirurgia. - Sala de gases medicinais: Destinada ao armazenamento de torpedos de gases medicinais como oxigênio, ar comprimido, óxido nitroso e especialmente o nitrogênio para uso em aparelhos específicos ou em casos de emergência. - Expurgo: Local para o desprezo de secreções das salas de cirurgia. Deve estar provida de um vaso sanitário apropriado com descarga e uma pia para lavagem dos artigos utilizados nas cirurgias. - Apoio técnico e administrativo do Centro-cirúrgico: O Centro-cirúrgico conta com o apoio imprescindível de alguns setores ligados direta ou indiretamente a ele e que deve estar prontamente preparados para atendê-lo para seu funcionamento, tais como: banco de sangue, raio-x, laboratório e anatomia patológica, serviço de engenharia clínica e de manutenção, farmácia, segurança e secretaria. - Sala de Operação (SO): Segundo a legislação brasileira, a capacidade do CC é estabelecida segundo a proporção de leitos cirúrgicos e Salas de Operação. A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) n°307/2002, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) do Ministério da Saúde, determina uma sala de operação para cada 50 leitos não especializados ou 15 leitos cirúrgicos. Para um dimensionamento ideal, deve-se levar em consideração alguns aspectos como: - Horário de funcionamento do Centro-cirúrgico; - Especialidades cirúrgicas atendidas (cardiologia, neurocirurgia, ortopedia, oftalmologia, etc.); - Duração média das cirurgias; - Número de cirurgias por dia; - Número de leitos cirúrgicos do hospital; - Hospital escola; Quantidade de artigos médicos e instrumentais cirúrgico disponíveis. Tamanho da sala: Depende dos equipamentos necessários aos tipos de cirurgias a serem realizadas; seu formato deve ser retangular ou oval. Segundo a RDC 307/2002, quanto ao tamanho, às salas são assim classificadas: - Sala pequena: 20m², com dimensão mínima de 3,45 metros, destinadas às especialidades de otorrinolaringologia e oftalmologia. - Sala média: 25m², com dimensão mínima de 4,65 metros, destinadas às especialidades gástrica e geral. - Sala grande: 36m², com dimensão mínima de 5,0 metros, específicas para as cirurgias neurológicas, cardiovasculares e ortopédicas. Iluminação: A iluminação de o ambiente hospitalar é tratada legalmente pela NR-17 da portaria n°3214/78, e através da NBR 5413/92 da Associação Brasileira de Normas técnicas (ABNT) recomenda os níveis ideais de iluminação para o ambiente de trabalho. Na sala de operação, o objetivo da iluminação é minimizar a tarefa visual das equipes médicas e enfermagem e oferecer condições para que a operação se processe com precisão, rapidez e segurança. Deve-se levar em consideração os seguintes aspectos: - Eliminação de sombras e reflexos; - Eliminação do excesso de calor no campo operatório; - Proteção contra ocasional interrupção devido à falta de energia elétrica. Iluminação de emergência: Devem existir sistemas interligados e automáticos, para acionarem geradores de reserva de imediato na eventualidade de uma interrupção do fornecimento de força para o Centro- cirúrgico. Ventilação/ Ar condicionado Deve atingir as exigências da NBR n°7256/82 tais como: - Prover o ambiente de aeração em condições adequadas de higiene e saúde: 99,9% de eficiência na retenção de partículas de até cinco micra de diâmetro. - Remover partículas potencialmente contaminadas liberadas no interior das salas sem acarretar turbulência aérea: recomenda-se de 20 a 25 renovações completas do ar da sala, no espaço de uma hora. - Impedir a entrada no Centro-cirúrgico de partículas potencialmente contaminantes, oriundas de áreas adjacentes: a pressão do ambiente da sala deve ser discretamente mais elevada que nos demais compartimentos do centro-cirúrgico. - Proporcionar umidade relativa adequada e temperatura ambiente de conforto e segurança para o paciente e para a equipe que o assiste: temperatura entre 22 e 23°C. A umidade deve permanecer entre 55 a 60%. No entanto, não deve ultrapassar 70% para não se tornar ambiente propício ao desenvolvimento de microorganismos. - Manter nível sonoro mínimo de instalação e utilização do sistema de ventilação: não devem ultrapassar os previstos pela norma brasileira NBR n° 6401/80. - Sistema energético alternativo para o sistema de ventilação na falta do sistema elétrico principal. Rede de gases: - Oxigênio: O sistema de abastecimento pode ser descentralizado (utilização de cilindros avulsos, transportados até o local de utilização) ou centralizado (conduzido por tubulação central até os pontos de utilização). - Ar comprimido: Também pode advir de um sistema descentralizado (cilindros com pressões entre 120 e 190 Kgf/cm², como o oxigênio) ou centralizado (compressor com 100% de consumo máximo provável, que funcione automaticamente ou manualmente). - Vácuo clínico: Produzido por bombas, que devem ter capacidade de 100% do consumo máximo provável, que funcione alternadamente ou em paralelo em caso de emergência. É importante manter outro tipo de sistema de suprimento autônomo de emergência, para manutenção da rede de vácuo ou pane da distribuição convencional. - Óxido nitroso: O sistema de abastecimento pode ser descentralizado (alto consumo - conduzido por tubulação dos cilindros até os pontos de utilização) ou centralizado (utilizado em caso de baixo consumo – utilização de cilindros transportáveis até os pontos de utilização). - Nitrogênio: É fornecido em cilindros com pressão variando entre 120 e 190 Kgf/cm², e também em forma líquida. Quando misturado com oxigênio medicinal, é chamado de ar estéril. De acordo com as normas nacionais e internacionais, os gases medicinais são distribuídos com as seguintes cores, segundo a NBR n° 6493/94 e NBR n° 12188: - Verde emblema: oxigênio. - Azul marinho: óxido nitroso. - Amarela segurança: ar comprimido medicinal. - Cinza claro: vácuo medicinal. Cuidados no manuseio, movimentação e armazenamento dos cilindros de gases medicinais: - Uso de equipamentos especiais para o transporte de cilindros; - Manter o cilindro acorrentado durante o transporte; - Evitar choques mecânicos, inclusive de um cilindro contra o outro; - Não arrastar o cilindro; - Armazenados em locais secos, limpos e bem ventilados; - As etiquetas não devem ser arrancadas ou estragadas; - Oxigênio e óxido nitroso não devem ser armazenados no mesmo ambiente que outros gasesinflamáveis devido à mistura destes ser facilmente incendiada. - Cilindros cheios devem estar separados dos cilindros vazios para evitar erros de procedimento e sempre com o capacete rosqueado. - Os cilindros devem ser sempre limpos antes de serem levados ao centro-cirúrgico. - Cilindros sem identificação ou com identificação duvidosa devem ser devolvidos ao fabricante ou distribuidor. 5) Fale sobre o tamanho e como deve ser a sala de operação. Tamanho da sala: Para um dimensionamento ideal , deve levar em consideração alguns aspectos com o: - Horário de funcionamento do Centro -cirúrgico; - Especialidades cirúrgicas atendidas (cardiologia, neurocirurgia, ortopedia , oftalmologia, et c.); - Duração média das cirurgias; - Número de cirurgias por dia; - Número de leitos cirúrgicos do hospital; - Hospital escola; - Quanti d ade d e artigos médicos e instrumentais cirúrgico disponíveis . Depende dos equipamentos necessários aos tipos de cirurgias a serem realizadas; seu formato deve ser retangular ou oval. Segundo a RDC 307/2002, quanto ao tamanho, às salas são assim classificadas: - Sala pequena: 20m², com dimensão mínima de 3,45 metros, destinadas às especialidades de otorrinolaringologia e oftalmologia. - Sala média: 25m², com dimensão mínima de 4,65 metros, destinadas às especialidades gástrica e geral. - Sala grande: 36m², com dimensão mínima de 5,0 metros, específicas para as cirurgias neurológicas, cardiovasculares e ortopédicas. 6) Responda a lista de terminologias cirúrgicas a seguir: • Adenoidectomia: é o procedimento cirúrgico responsável pela remoção do tecido linfoide localizado na parte superior da nasofaringe humana , conhecidas como adenóides ou tonsilas faríngeas. • Amidelectomia: é a remoção das amígdalas palatinas, devido a infecções de garganta recorrentes (amigdalite). A cirurgia é realizada sob anestesia geral e dura cerca de 30 minutos. O cirurgião remove as amígdalas através da boca, sem fazer incisões na pele. • Angioplastia: Intervençâo cirúrgica destinada a reparar um vaso deformado, estreitado ou dilatado. • Apendicectomia: é uma intervenção cirúrgica destinada a proceder à remoção do apêndicevermicular (também designado de ileocecal), uma pequena estrutura tubular, que se constitui como um pequeno prolongamento do ceco, a porção inicial do intestino grosso. • Artroplastia: Operação de uma articulação para restituir-lhe o maoir grau possível de integridade, mobilidade e função; formação de articulação artificial em caso de ancilose. • Artrotomia: é a cirurgia em que, por meio de incisão, a articulação é aberta e exposta. É o nome técnico para a abertura cirúrgica de uma articulação. • Cistectomia: retirada da bexiga ou segmento da mesma. • Colecistectomia: extirpação da vesícula biliar. • Colectomia: retirada cirúrgica total ou parcial do cólon. • Cranioplastia: Plástica do Crânio (Cranioplastia) A correção cirúrgica dos defeitos cranianos está indicada por estética, para restaurar a proteção craniocerebral e também para aliviar algumas manifestações clínicas da falha óssea. Craniotomia: abertura cirúrgica do crânio realizada com o objetivo de se chegar ao encéfalo. • Esplenectomia: extirpação do baço. • Gastrectomia: excisão de parte do estômago em casos de úlcera, ou câncer, etc. • Gastroplastia: operação plástica no estômago. • Gastrostomia: incisão do estômago. • Ileostomia: é uma derivação intestinal, efectuada ao nível do intestino delgado (ileon), onde se exterioriza o ileo pela parede abdominal, formando um novo trajecto e uma abertura para a saída das fezes (estoma). • Laparoscopia: exame endoscópico da cavidade abdominal e de seu conteúdo, realizado sob anestesia geral e após insuflação do abdome com um gás inerte (ger. protóxido de nitrogênio). • Laparotomia: incisão do abdômen • Nefrostomia: é uma intervenção cirúrgica que consiste em realizar uma abertura num rim, com o objetivo procurar um cálculo ou de o drenar. Permite a resolução da obstrução ureteral e recuperação da função renal em pacientes com uropatia obstrutiva. • Rinoplastia: cirurgia plástica do nariz. • Traqueostomia: abertura da traqueia no meio interno para o externo para passagem de ar com colocação de uma cânula. 7) Assinale a alternativa que apresenta o significado do procedimento cirúrgico de Cistopexia. a) Retirada do fígado. b) Fixação da bexiga. c) Abertura da calota craniana. d) Retirada dos rins. 8) Complete a frase no item 1 e 2. O prefixo permite identificar a _1 LOCALIZAÇÃO _a que está relacionada com a intervenção cirúrgica; E o sufixo indica a __2 CIRURGIA a ser realizada. 9) Fale sobre a equipe cirúrgica Uma equipe cirúrgica é composta de[1]: Cirurgião chefe: Médico especialista em cirurgia, é o chefe da equipe. Dá as ordens de como fazer a intervenção cirúrgica. Cirurgião assistente: Médico que faz as incisões, suturas, cauterização, sucção e melhora o acesso ao órgão lesionado afastando outras camadas e órgãos. Deve facilitar à intervenção do cirurgião chefe em todos os passos. Anestesiólogo: médico que aplica a anestesia e monitora o nível de consciência, oxigênio e sinais vitais do paciente; Enfermeiro circulante: Prepara a sala e auxilia em eventualidades. Administra os materiais e equipamentos necessários, como gazes, algodão e sangue. Pode executar ações típicas de enfermagem como esterilizar a pele, administrar uma injeção ou regular a velocidade de goteio do soro. Técnico de enfermagem: Conecta o ambiente estéril e não estéril, trazendo e levando os materiais solicitados pela equipe médica. Pode verificar o funcionamento, a conservação e a manutenção dos equipamentos necessários ao funcionamento do Centro Cirúrgico. Instrumentador cirúrgico: técnico em cirurgias. Tem o dever de antecipar as necessidades do cirurgião para fornecer os materiais corretos o mais rapidamente possível. 10) Quais são as atribuições do enfermeiro no Centro Cirurgico. O enfermeiro pode desempenhar diversas atividades em um centro cirúrgico. Entre suas principais incumbências podemos destacar a assistência direta ao paciente — que tem início na abordagem pré-operatória, quando o enfermeiro conhece o assistido, avalia suas condições físicas e emocionais e inicia a construção de uma relação de confiança, procurando identificar necessidades a serem atendidas ainda naquele momento ou mesmo durante o per e pós-operatório. O enfermeiro também assume algumas funções gerenciais, que envolvem a organização de todos os recursos materiais e humanos necessários para viabilizar a assistência holística ao paciente, auxiliando em sua recuperação. O profissional pode, ainda, assumir a gestão da equipe, sendo responsável por garantir sua capacitação contínua e promover o desenvolvimento e aprimoramento de seus integrantes, em trabalho conjunto com as demais unidades do hospital. Dentre as atividades assistenciais burocráticas podemos citar a previsão, provisão e controle de materiais e medicamentos, a coordenação e supervisão das atividades assistenciais prestadas pelos demais membros da equipe de Enfermagem e a implementação e verificação de medidas de segurança para o paciente e para seus colegas de trabalho. Diante dessas e de tantas outras atribuições inerentes à atuação do enfermeiro, este profissional precisa de investimento constante na atualização de conhecimentos para que esteja apto a encarar todos os desafios cotidianos de um centro cirúrgico. 11)Explique um pouco sobre a prevenção e controle de infecção hospitalar É qualquer infecção adquirida apósa internação do paciente e se manifesta durante a internação ou mesmo após a alta, quando puder ser relacionada com a internação ou procedimentos hospitalares. A Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) é um órgão de assessoria à direção do Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), sendo composta por profissionais da área de saúde, de nível superior e médio, formalmente nomeados, que se reúnem ordinariamente ou extraordinariamente. Dentre outras atividades deve elaborar, implementar, manter e avaliar o programa de controle de infecção hospitalar (PCIH). Os membros da CCIH são de dois tipos: consultores e executores. Os membros executores estão lotados no Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), sendo composto por profissionais da área médica, de enfermagem, farmacêutica e técnico administrativo. A função destes profissionais consiste em capacitar as equipes (incluindo os serviços terceirizados) e aplicar as ações relacionadas no PCIH com a finalidade de prevenir e evitar a transmissão de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (IRAS). Os membros consultores são formados por profissionais do HC, lotados em diferentes Setores, como Enfermagem, Direção, Laboratório, Farmácia, etc. São os consultores que irão validar e confeccionar recomendações e protocolos relacionados à Prevenção das IRAS no HCU. A fim de evitar as IRAS, o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar é responsável pela implantação de ações de biossegurança, adotando normas e procedimentos seguros para a saúde dos pacientes, bem como dos profissionais e dos visitantes. Uma das medidas mais importantes é a correta higienização das mãos, que são as principais vias de transmissão de microrganismos e o uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI). Além disso, a limpeza e desinfecção de materiais e do ambiente é essencial. Para o sucesso da prevenção e controle dessas infecções é necessária a dedicação de todos que frequentam instituições de assistência à saúde e, em particular, dos profissionais, minimizando, desta forma, o risco para os pacientes e, consequentemente, os custos. 12) Como funciona a classificação dos artigos, quanto ao seu grau de infecção? Os artigos utilizados nos serviços de saúde são classificados em três categorias, propostas pela primeira vez por Spaulding7, conforme o grau de risco de provocar infecção nos pacientes, nas seguintes categorias: críticos, semicríticos e não críticos. Esta classificação irá nortear a escolha do processo de desinfecção ou esterilização a ser utilizado. Artigos Críticos São assim denominados em função do alto risco de infecção, se estiverem contaminados com qualquer microrganismo ou esporos (forma de resistência). São artigos que entram em contato direto com tecidos ou tratos estéreis devendo, portanto ser submetidos ao processo de esterilização. Ex. agulhas, instrumentais cirúrgicos, soluções injetáveis, cateteres intravasculares e dispositivos a eles conectados, como equipos de solução e torneirinhas. Artigos semicríticos São aqueles que entram em contato com a pele não íntegra e membranas mucosas. Devem ser submetidos no mínimo à desinfecção. Em algumas circunstâncias a esterilização é desejável pelo risco do artigo tornar-se crítico, como em lesões acidentais de mucosas. Dificuldades técnicas e riscos inerentes aos processos de desinfecção química também concorrem para a indicação da esterilização. Ex.: sonda nasogástrica, equipamentos respiratórios, equipamentos de anestesia e endoscópios. Artigos não críticos São os que entram em contato com a pele íntegra e que somente necessitam desinfecção de médio ou baixo nível, quando reutilizados entre pacientes. Esta medida tem por objetivo bloquear a transmissão de microrganismos. Ex.:estetoscópios, mesas, focos, comadres, termômetro etc. 13) Considerando que o momento da admissão do paciente em Centro Cirúrgico (CC) é algo extremamente estressante para o mesmo, destaque os aspectos que colaboram positivamente e negativamente nesse contexto tanto por parte da equipe de Enfermagem como também os fatores relacionados ao ambiente em que o paciente se encontra. É imprescindível o trabalho em grupo, pois é somente a partir da sensação de pertencimento, partilhamento de objetivos e estabelecimento de relações positivas que se constroem movimentos sólidos na reinvenção de fazeres. É necessário que os profissionais possam se encontrar uns com outros, com as diferenças e semelhanças percebidas nos mais diversos setores em que trabalham e com as experiências de clínicas múltiplas acumuladas. O hábito de refletirem sua assistência, de gerarem um pensamento crítico, de se distanciarem do senso comum e se sentirem à vontade para pensar e agir, a partir da sua própria experimentação da prática, e da sua análise sobre o seu fazer é algo a ser construído e desenvolvido diariamente nesses espaços. E não ocorrerá sem embaraços, sem atropelamentos, sem divergências, sem as dificuldades de se fazerem compreender, simplesmente porque tais passos fazem parte do caminhar dos que almejam a autonomia da palavra. No que compete à dinâmica processual do trabalho, é preciso ressaltar que no ambiente hospitalar o trabalhador se depara com excessiva carga de trabalho, contato com o limite, tensão, riscos, plantões em diferentes turnos e longas jornadas de atividade. Esses fatores comprometem a integridade física e mental dos trabalhadores de enfermagem. É comum os profissionais precisarem realizar rodízios de escalas de turnos noturnos e diurnos, duplas ou triplas jornadas de trabalho, em função da baixa remuneração. Soma-se a isso, o fato de que na saúde mental há um intenso envolvimento com os limites humanos, dor e sofrimento psíquico. 14) Cite, brevemente, como o(a) enfermeiro(a) interfere direta e indiretamente no cuidado do cliente cirúrgico. Administrar medicamentos pré-anestésicos (s ão sedativos, atentar para a segurança do cliente, com Fases do Tratamento Cirúrgico & Cuidados de Enfermagem O cuidado de Enfermagem constitui um fator fundamental para o êxito da cirurgia e deverá estar presente, de maneira direta ou indireta – vale lembrar que os cuidados de enfermagem não se restringe ao cuidado direto com o cliente. Para que o procedimento cirúrgico possa o correr, são necessárias certas condições que a enfermagem deve prover. Entre outras, a desinfecção microbiológica da sala e a esterilização do instrumental cirúrgico já são uma amostra concreta da importância desses profissionais, não somente nos momentos do pré, trans e pós-operatório, mas em tudo o que envolve os bastidores da cirurgia. PRIMEIRA FASE: PRÉ-OPERATÓRIO Ao prestar cuidados na primeira fase do tr atamento cirúrgico, o profissional de enfermagem deverá considerar, entre outras coisas, que o cliente que chega a uma unidade de cuidado de saúde pode apresentar dife rentes est ágios ou diferentes condições de saúde. Portanto, deve-se considerar a saúde em seu conceito mais amplo, não apenas como mera ausência de doenças. É possível que um cliente dê entrada no hospital para sofrer um tratamento cirúrgico após atendimento prévio em unidade ambulatorial. Clientes vitimados por acidente automobilístico, por exemplo, dão entrada na unidade de emergência do hospital para realização de tratamento cirúrgico, conseqüentemente sem o pré-operatório que se faz em outros tipos de cirurgia. Caberá ao profissional atentar para as diferentes condições do cliente, incluindo abordagem terapêutica, seja um clientecom indicação de tratamento cirúrgico eletivo (o cliente apresenta-se na maioria das vezes relativamente sadio, sem manifestar sinais e sintomas que surgiram comprometimento de sistemas orgânicos vitais – circulatório, excretor, respiratório – isso nos permite implementar cuidados de enfermagem a fim de prepará-lo em todos os aspectos – físico, mental e espiritual – para que possa enfrentar em melhores condições o procedimento cirúrgico) seja um cliente com indicação de urgência (na maioria das vezes o cliente dá entrada no hospital com sinais e sintomas sugestivos de comprometimento e desequilíbrio orgânico de sistemas vitais, bem como um acentuado desequilíbrio afetivo-emocional. Isso contribui sobremaneira para o agravamento do quadro de instabilidade orgânica já instalado). SEGUNDA FASE: TRANS-OPERATÓRIO. O período trans-operatório (ou peri-operatório ou i ntra-operatório) compreende todos os momentos da cirurgia, da chegada do cliente á unidade do c entro cirúrgico até sua saída no final da cirurgia. Assim, a atuação da enfermagem nesse período necessariamente requer que seus pro fissionais tenham conhecimento acerca de todos os eventos que ocorram durante o procedimento cirúrgico. Na recepção operatória, o profissional de enfermagem responsável deverá: Realizar uma breve leitura do prontuário ou das recomendações de enfermagem vindas do setor de origem do cliente, certificando-se sobre os dados de identificação do cliente e sobre a cirurgia a que ele será submetido; ü Observar se todos os cuidados pré-cirúrgicos relacionados ao procedimento foram devidamente realizados, como a administração d e medicamentos pré- anestésicos e preparo do local, entre outros; ü Verificar os parâmetros vitais do cliente, comunicando ao médico, anestesista e enfermeiro possíveis alterações; Atentar para a presença e a necessidade de retirar esmalte das unhas, adornos, brincos, cordões e pulseiras ou próteses dentárias, que normalmente já são retirados antes de o cliente deixar a unidade de origem com destino ao centro cirúrgico; Colocar no cliente o gorro e sap atilhas; as roupas de cama que o cobriam devem ser trocadas por roupas de cama própria do centro cirúrgico. TERCEIRA FASE: PÓS OPERATÓRIO O pós-operatório é dividido em três momentos: Pós-Operatório Imediato: compreende o momento mais crítico para o cliente, que exige maior vigilância por parte dos profissionais de enfermagem, bem como de todos a equipe transdisciplinar envolvida nos cuidados. Esse período começa na primeira hora após a cirurgia e se estende por 24 horas. De fato, as ações de enfermagem no pós-operatório imediato visam basicamente a promoção e a manutenção dos parâmetros e das funções orgânicas vitais. A enfermagem deve: Pós-Operatório Mediato: compreende por cerca de 24 horas após a realização o procedimento cirúrgico. Nesse momento, os riscos de complicações em sistemas vitais ainda estão presentes, m as são bem menores do que no momento anterior. A monitoração e o controle dos parâmetros vitais continuam sendo de fundamental importância, principalmente nos casos de grandes cirurgias ou na presença de complicações. Nesse período a equipe de enfermagem deve: Pós- Operatório Tardio: esse período normalmente é de difícil determinação. Geralmente se relaciona com o desaparecimento dos achados clínicos (dor, mal- estar, instabilidade dos sistemas orgânicos) relacionados com o procedimento cirúrgico realizado. As condições de evolução do processo de cicatrização da ferida cirúrgica, bem como o r estabelecimento da função orgânica proporcionada pelo tratamento cirúrgico, poderão ser utilizadas didaticamente para determinar o início desse período pós-operatório. 15) Enuncie aspectos do ambiente do Centro Cirúrgico que podem tornar a estadia do paciente desconfortável tanto em relação a elementos organizacionais bem como ao comportamento da equipe multiprofissional Aspectos – físicos, psicológicos e social, interferem diretamente no conforto e bem-estar das pessoas, influenciando na manutenção ou na restauração de sua energia vital, quando um ou mais aspectos do ambiente encontra-se desequilibrado, o cliente deve usar maior energia para contrabalançar o estresse ambiental na organização e manutenção do ambiente, cabendo aos seus profissionais nele intervir, tudo com m mínimo de dispêndio da capacidade vital do paciente. Dessa forma ele usa sua energia , a utiliza para sua recuperação. O papel da enfermeira é o de colocar o cliente na melhor posição para que a natureza possa agir sobre ele. Portanto as intervenções desta profissional dever se assentar no equilíbrio do ambiente para que o cliente canalize todas as suas energiasa favor da sua recuperação. 16) Em relação ao manuseio de material esterilizado na preparação da sala cirúrgica, relacione fatores que possam colaborar para a contaminação do mesmo, colocando em risco a segurança do paciente exposto ao procedimento cirúrgico. São recomendações importantes que o profissional deve estar atendo antes de iniciar a montagem da sala cirúrgica: Verificar no mapa cirúrgico a cirurgia que será realizada; Checar o nome do paciente, sua idade, horário agendado da cirurgia, equipe cirúrgica e anestésica responsável e observações importantes sobre o procedimento cirúrgico; Verificar se os equipamentos e materiais específicos solicitados, bem como os de rotina, necessários para realizar o procedimento cirúrgico; Lavar as mãos; Verificar as condições de limpeza da sala cirúrgica antes de equipá-la com materiais e equipamentos; Testar o funcionamento dos equipamentos da sala cirúrgica; Verificar se a mesa cirúrgica oferece a possibilidade de manter o paciente na posição cirúrgica apropriada para a realização do procedimento cirúrgico; Verificar a existência de equipamentos acessórios como bancos, suporte de soro, braçadeiras, arco, mesas para instrumentais, hampers e extensões elétricas; Solicitar ou buscar os artigos médicos esterilizados específicos que serão utilizados na cirurgia; O circulante e também o instrumentador cirúrgico devem verificar a integridade dos pacotes cirúrgicos; Organizar os medicamentos e materiais descartáveis, sempre observando a validade da esterilização e a integridade das embalagens; Prover a sala cirúrgica de diversos artigos para auxiliar a equipe cirúrgica, tais como talas, ataduras, soluções, adesivos e fitas adesivas; Abastecer a sala com impressos utilizados para registrar a cirurgia; Verificar e montar o carro de anestesia; Dispor em mesas auxiliares os artigos que serão utilizados pelo anestesista. 17) A qualidade da assistência de Enfermagem prestada ao paciente, tanto no período que antecede a cirurgia quanto durante e após a realização da mesma, interfere nos resultados do procedimento realizado. Assim, enumere fatores São recomendações importantes que o profissional deve estar atendo antes de iniciar a montagem da sala cirúrgica: Verificar no mapa cirúrgico a cirurgia que será realizada; Checar o nome do paciente, sua idade, horário agendado da cirurgia, equipe cirúrgica e anestésica responsável e observações importantes sobre o procedimento cirúrgico; Verificar se os equipamentos e materiais específicos solicitados, bem como os de rotina, necessários para realizar o procedimento cirúrgico; Lavar as mãos; Verificar as condições de limpezada sala cirúrgica antes de equipá-la com materiais e equipamentos; Testar o funcionamento dos equipamentos da sala cirúrgica; Verificar se a mesa cirúrgica oferece a possibilidade de manter o paciente na posição cirúrgica apropriada para a realização do procedimento cirúrgico; Verificar a existência de equipamentos acessórios como bancos, suporte de soro, braçadeiras, arco, mesas para instrumentais, hampers e extensões elétricas; Solicitar ou buscar os artigos médicos esterilizados específicos que serão utilizados na cirurgia; O circulante e também o instrumentador cirúrgico devem verificar a integridade dos pacotes cirúrgicos; Organizar os medicamentos e materiais descartáveis, sempre observando a validade da esterilização e a integridade das embalagens; Prover a sala cirúrgica de diversos artigos para auxiliar a equipe cirúrgica, tais como talas, ataduras, soluções, adesivos e fitas adesivas; Abastecer a sala com impressos utilizados para registrar a cirurgia; Verificar e montar o carro de anestesia; Dispor em mesas auxiliares os artigos que serão utilizados pelo anestesista. 18) Vamos exercitar o aprendizado sobre SAEP. O resumo a seguir possui lacunas que precisam ser preenchidas por você. A enfermagem peri-operatória envolve 1.TRÊS fases: pré-operatória, intra-operatória (ou trans-operatória) e 2. PÓS OPERATÓRIO. Cada fase tem um início e término bem delimitado na sequência de eventos que constitui a cirurgia. Nelas a enfermagem desempenha suas atividades usando o processo de enfermagem e a base da prática. O enfermeiro realiza a educação pré-operatória do paciente. Inicialmente, realiza-se a avaliação pré-operatória que envolve: histórico, exame físico (utilizando os 4 métodos propedêuticos: inspeção, palpação, percussão e ausculta), 3. SINAIS VITAIS (FC, FR, PA, Temperatura, dor), exames laboratoriais e radiológicos, avaliação do estado nutricional e do estado de hidratação, informar aos pacientes sobre a medicação pré- anestésica, analgésicos, equipamentos a serem utilizados, sensações que venha a sentir e rotinas hospitalares. Segundo passo será a realização do preparo imediato do paciente para a cirurgia: higiene rigorosa, 4.TEMPO DE JEJUM, esvaziamento da bexiga e dos intestinos, 5.PREPARO DA PELE (TRICOTOMIA), retirar próteses, joias, colocar a vestimenta apropriada, administrar medicação se necessária e por fim encaminhar o paciente para o centro cirúrgico com as devidas anotações de enfermagem e os exames. Dessa forma, o pré-operatório se inicia com a decisão da intervenção cirúrgica e termina 6._COM A ADMISSÃO NO CENTRO CIRURGICO. Iniciando o período intra -operatório (ou trans- operatório) o mesmo só termina quando 7._PASSAR O EFEITO DA ANESTESIA NA SRPA. São atividades de enfermagem no período intra-operatório: receber cordialmente o paciente, 8. CHECAR PRONTUÁRIO, EXAMES, TEMPO DE JEJUM, POSSIVEIS ALERGIAS e procedimento cirúrgico a ser realizado, fornecer segurança ao cliente, manutenção de um ambiente asséptico, garantia do funcionamento apropriado dos equipamentos, elaboração dos registros de forma apropriada, apoio emocional ao paciente, atuar como circulante ou instrumentador se necessário. O período pós-operatório se inicia 9. DESDE A ADMISSÃO DO PACIENTE NA SRPA e termina com a avaliação do seguimento na unidade clínica ou no domicílio. No pós- operatório imediato o enfermeiro deve: avaliar a permeabilidade das vias aéreas, os sinais vitais, o sistema nervoso e mental, verificar as drogas usadas no trans-operatório, inspecionar sítio cirúrgico, 10. PRESENÇA DE SANGRAMENTO SE FOR O CASO, MANTER GRADES ELEVADAS, SVD SE FOR O CASO(QUANTIDADE DE DIURESE), manter paciente seguro no leito, chegar tipo de cirurgia, anestesia, nome do cirurgião e anestesista, realizar todas as anotações necessárias no prontuário. 19Entende-se que o paciente cirúrgico passa por diferentes períodos. Defina cada um desses períodos. Pré-Operatório: esse período tem início desde o momento em que o paciente recebe a indicação da operação e se estende até a sua entrada no centro cirúrgico. Esse período se divide em duas fases: pré-operatório mediato e pré- operatório imediato. Pré-operatório Mediato: começa no momento da indicação da operação e termina 24 horas antes do seu início. Geralmente, nesse período o paciente ainda não se encontra internado. Neste período mediato, sempre que possível, o cirurgião faz uma avaliação do estado geral do paciente através de exame clínico detalhado e dos resultados de exames de sangue, urina, raios X, eletrocardiograma, entre outros. Essa avaliação tem o objetivo de identificar e corrigir distúrbios que possam aumentar o risco cirúrgico. Pré-operatório imediato: corresponde às 24 horas anteriores à cirurgia e tem por objetivo preparar o cliente para o ato cirúrgico mediante os seguintes procedimentos: jejum, limpeza intestinal,esvaziamento vesical, preparo da pele – banho com soluções antissépticas e aplicação de medicação pré-anestésica. A tricotomia quando indicada, será realizada 2 horas antes da cirurgia para evitar colonização da pele. INTRA-OPERATÓRIA: A fase intra-operatória começa quando o paciente é transferido para a sala de cirurgia e termina quando ele é internado na unidade de recuperação pós-anestésica (URPA). Nessa fase, o espectro da atividade de enfermagem pode incluir fornecer a segurança do paciente, manter um ambiente asséptico, garantir o funcionamento adequando do equipamento, fornecer os instrumentos esuprimentos cirúrgicos ao cirurgião no campo cirúrgico e preencher a documentação apropriada. Em alguns casos, as atividades de enfermagem podem englobar o fornecimento de apoio emocional ao segurar a mão do paciente durante a indução da anestesia geral, o auxilio no posicionamento do paciente na mesa da sala de cirurgia usando os princípios básicos de alimento corporal, ou a atuação comoenfermeira instrumentadora ou circulante. Os cuidados pós-operatórios iniciam-se ao final da cirurgia e continuam na sala de recuperação e ao longo da internação até o período de alta. As preocupações clínicas imediatas referem-se à proteção de vias respíratórias, controle da dor, estado mental e cicatrização do ferimento. Outras preocupações importantes são prevenção de retenção urinária, constipação intestinal, trombose venosa profunda (TVP), variabilidade da pressão arterial (elevada ou baixa) também são importantes. Para os pacientes com diabetes, as concentrações de glicose no sangue são rigorosamente monitoradas por meio de exame de ponta de dedo a cada uma a quatro horas, até que o paciente esteja acordado e se alimentando, pois o controle glicêmico melhora o resultado. Pós-operatório imediato (POI): até às 24 horas posteriores à cirurgia; Pós-operatório mediato: após as 24 horas e até 7 dias depois; ▹Tardio: após 7 dias do recebimento da alta. 20) Fale sobre os tempos cirurgicos e suas principais pinças. Diérese ( bisturi, tesouras) cortar ou separar tecidos Tesouras: Rombudas ou agudas Curvas ou retas vários formatos e tamanhos A diérese significa dividir, cortar ou separar. Separação dos planos anatômicos ou tecidos para possibilitar a abordagem de um órgão ou região (cavitária ou superfície), é o rompimento da continuidade dos tecidos. Classificada em: Incruenta (com laser, criobisturi, bisturi eletro-cirúrgico) e Cruenta (Arranamento, Curetagem Debridamento, Divulsão ou deslocamento).Ex: Bisturi, Tesoura de Metzembaum, Cheron, Pinça de Addison. Hemostasia (pinças hemostáticas) fechamento de extremidades cortadas de um vaso com mínima lesão tecidual Garras: ranhuras transversas profundas Traumáticas Pinças traumáticas curtas “Hemo” significasangue; “stasis” significa deter, logo a hemostasia é o processo pelo qual se utiliza um conjunto de manobras manuais ou instrumentais para deter ou prevenir uma hemorragia ou impedir a circulação de sangue em determinado local em um período de tempo. Sendo feito por meio de pinçamento de vasos, ligadura de vasos, eletrocoagulação e compressão. As hemorragias podem ser de origem arterial, venosa, capilar ou mista. Podem trazer ameaça à vida do paciente ou a sua pronta recuperação; retardam a cicatrização; favorecem a infecção e podem dificultar a visualização das estruturas durante a cirurgia. EX: Pinça Kelly, Pinça Kochen, Pinça Criler, Mosquito ou Halsted. Exérese (pinças de preensão, especiais e afastadores, pinças de diérese) Tempo cirúrgico em que é realizada a remoção de uma parte ou totalidade de um órgão ou tecido, visando o diagnóstico, o controle ou a resolução da intercorrência. Ex: Pozzi, Collin, Allis, Afastadores de Farabeuf, Pean. Síntese (porta-agulha, pinça anatômica) união de tecidos, fechamento de cavidades, restituindo a normalidade. Refere-se ao momento da junção/união das bordas de uma lesão, com a finalidade de estabelecer a contiguidade do processo de cicatrização, é a união dos tecidos. O resultado da síntese será mais fisiológico quanto mais anatômica for a diérese (separação).Ex: Pinça Cheron, Porta Agulhas 21) Qual dos professores ganhará o oscar este ano? A)Prof.Girafales b)Prof.Lula c)Prof.Raimundo d)Prof.André e)Prof. Xavier *Atenção -Termos técnicos serão exigidos na prova.