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UNIFOZ 
DIREITO DE NACIONALIDADE 
PROFESSORA: ROBERTA PACHECO ANTUNES 
 
 
 
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1. OS DIREITOS POLÍTICOS 
1.1 INTRODUÇÃO 
Direito de eleger e ser eleito, chamados também direitos democráticos e direitos de 
participação política. 
Os direitos político nada mais são do que instrumentos por meio dos quais a CF garante 
o exercício da soberania popular, atribuindo poderes aos cidadãos para interferirem na condução da 
coisa pública, seja direta, seja indietamente. 
 
Os direitos políticos são prerrogativas, atributos, faculdades, ou poder de intervenção 
dos cidadãos ativos no governo de seu país, intervenção direta ou indireta, mais ou 
menos ampla, segundo a intensidade do gozo desses direitos. São o Jus Civitatis, os 
direitos cívicos, que se referem ao Poder Público, que autorizam o cidadão ativo a 
particpar na formação ou exercício da autoridade nacional, a exercer o dieito de vontade 
ou eleitor, os direitos de deputados ou senador, a ocupar cargos políticos e a manifestar 
suas opiniões sobre o governo do Estado. 
 
1.2 SOBERANIA POPULAR, NACIONALIDADE, CIDADANIA, SUFRÁGIO E VOTO 
 
* Soberania popular: qualidade máxima do poder extraída da soma dos atributos de cada membro da 
sociedade estatal, encarregado de escolher os seus representantes no governo por meio do sufrágio 
universal e do voto, direito, secreto e igualitário. 
 
* Nacionalidade: vínculo jurídico político que liga um individuo a determinado Estado, fazendo com que 
esse individuo passe a integrar o poço daquele Estado e, por consequencia, desfrute do direito e 
submeta-se as obrigações. 
 
* Cidadania: tem por pressuposto a nacionalidade, sendo a titularidade de direitos políticos de votar e 
ser votado. O cidadão, portanto, nada mais é do que o nacional que goza de direitos políticos. 
 
* Sufrágio: é o direito de votar e ser votado (elegibildade). 
 
* Voto: é o ato por meio do qual se exercita o sufrágio, ou seja, o direito de votar e ser votado. 
 
* Escrutínio: é o modo, a maneira, a forma pela qual se exercita o voto (público ou secreto). 
 
 
 
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DIREITO DE NACIONALIDADE 
PROFESSORA: ROBERTA PACHECO ANTUNES 
 
 
 
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1.3 DIREITO POLÍTICO POSITIVO (DIREITO DE SUFRÁGIO) 
Como núcleo dos direitos políticos, surge o direito de sufrágio, que se caracteriza tanto 
pela capacidad eleitoral ativa (direito de votar, capacidade de ser eleitor, alistabilidade), como pela 
capacidade eleitora passiva (direito de ser votado, elegibilidade). 
 
1.3.1 Capacidade eleitoral ativa (direito de votar, capacidade de ser eleitor, alistabildiade): o 
exercício do sufrágio ativo dá-se pelo voto, que pressupõe: 
a) alistamento eleitoral na forma da lei (titulo eleitoral); 
b) nacionalidade brasileira; 
c) idade mínima de 16 anos; 
d) não ser conscrito durante o serviço militar obrigatório. 
 
Voto obrigatório = maiores de 18 anos e menores de 70 anos de idade; 
Voto facultativo = maiores de 16 anos e menores de 18 anos; analfabetos; maiores de 70 anos de 
idade. 
 
O voto, então é direito, secreto, universal, periódico, livre, personalísimo e com valor 
igual para todos. 
 
DIRETO = o cidadão vota diretamente no candidato, sem qualquer intermediário. Exceção = quando 
vagar os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, nos últimos 2 anos de mandato, quando 
a eleição será feita pelo Congresso Nacional, na forma da lei. 
SECRETO = a opção do eleitor não é pública, e, sim, sigilosa. 
UNIVERSAL = seu exercício não está ligado a nenhuma condição discriminatória, como renda, nome, 
família, sexo, cor ou religião. 
PERIÓDICO= mandatos por prazo determinado; 
LIVRE= a obrigatóriedade está em comparecer às urnas, depositando a cédula ou, mais comumente, 
votando na irna eletrônica, e assinando a folha de votação. 
PERSONALISSIMO= é vetada a votação por procurador. 
IGUALITÁRIO= o voto tem valor igual para todos. 
 
O Poder Constituinte originário, elevando à categoria de cláusulas pétreas, inadmitiu 
qualquer proposta de emenda à constituição tendente a abolir o voto direto, secreto, universal e 
periódico (art. 60, § 4º, da CF). 
 
1.3.2 Capacidade eleitoral passivo (direito de ser votado, elegibilidade): a capacidade eleitoral 
passiva nada mais é do que a possibilidade de eleger-se, concorrendo a um mandado eletivo. O direito 
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DIREITO DE NACIONALIDADE 
PROFESSORA: ROBERTA PACHECO ANTUNES 
 
 
 
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de ser votado, no entanto, só se torna absoluto se o eventual candidato preencher todas as condições 
de elegibilidade para o cargo ao qual se candidata e, ainda, não incidir em nenhum dos impedimentos 
constitucionalmente previsos, quais sejam, os direitos políticos negativos. 
 
1.3.2.1 Condições de elegibilidade: 
O art. 14, § 3º, estabelece como condição de elegibilidade, na forma da lei: 
a) Nacionalidade brasileira; 
b) Pleno exercício dos direitos políticos; 
c) Alistamento eleitoral; 
d) Domicílio eleitoral na circunscrição; 
e) Filiação partidário; 
f) Idade mínima de acordo com o cargo ao qual se candidata. 
 
No tocante ao requisito idade, esta condição de elegibilidade inicia-se aos 18 anos, 
terminando aos 35 anos, conforme se observa pelas regras abaixo ranscritas: 
a) 18 anos para Vereador; 
b) 21 anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e Juiz de paz; 
c) 30 anos para Governador, Vice-Governador de Estado e Distrito Federal; 
d) 35 anos para Presidente, Vice-Presidente da República e Senador. 
 
1.4 DIREITOS POLÍTICOS NEGATIVOS 
Os direitos políticos negativos individualizam-se ao definirem formulações constitucionais 
restritivas e impeditivas das atividades político-partidárias, privando o cidadão do exercício dos seus 
direitos políticos, bem como impedindo-os de eleger um candidato (capacidade eleitoral ativa) ou de ser 
eleito (capacidade eleitoral passiva). Comecemos pelas inelegibilidades, passaremos aos hipóteses de 
suspensão e perda dos direitos políticos. 
 
1.4.1 INELEGIBILIDADES 
As inelegibilidades são as circunstâncias (constitucionais ou previstas em lei 
complementar) que impedem o cidadão do exercício total ou parcial da capacidade eleitoral passiva, ou 
seja, da capacidade de eleger-se. Restringem, portanto, a elegibildiade do cidadão. 
Conforme estabelece o art. 14, § 9º, as inelegibilidades buscam proteger a probidade 
administrativa, a moralidade par ao exercício do mandato, cinsiderada a vida pregressa do candidato e 
a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do 
exercíco de função, cargo ou emprego na administração direita ou indireta. 
As inelegibilidades estão previstas tanto na CF (art. 14, §§ 4º a 8º - normas de eficácia 
plena e aplicabilidade imediata), como em lei compelementar. 
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PROFESSORA: ROBERTA PACHECO ANTUNES 
 
 
 
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As inelegibilidades podem ser absolutas (impedimento eleitoral para qualquer cargo 
eletivo, taxativamente previsto na CF) ou relativas (impedimento eleitoral para algum cargo eletivo ou 
mandato, em função de situações em que se encontre o cidadão candidato, previstas na CF ou em lei 
complementar); 
 
1.4.1.1 Inelegibilidades absolutas: impossibilidade de exercer a capacidade eleitoral passiva, em 
relação a qualquer cargo eletivo, o: 
 
* INALISTÁVEL = quem não pode ser eleitor não pode eleger-se. Os estrangeiros e, durante o serviço 
militar obrigatório, os conscritos não podem alistar-se como eleitores. Portanto, são considerados 
inalistáveis. Lembramos que o alistamento eleitoral é indiscutível condição de elegibilidade. 
* ANALFABETO = o analfabeto tem direito à alistabilidade e, portanto, direito de votar, mas não pode 
ser eleito, pois não possui capacidade eleitoral passiva. 
 
1.4.1.2 Inelegibilidades relativas: o relativamente inelegível, emrazão de algumas situações, não 
pode eleger-se para determinados cargos, podendo, porém, candidatar-se e eleger-se para outros, sob 
os quais não recaia a inelegibilidade. A inelegibilidade nestes casos dá-se , conforme as regras 
constitucionais, em decorrência da função exercida, de parentesco ou se o candidato for militar, bem 
como em vistude das situações previstas em lei complementar. 
 
* INELEGIBILIDADE RELATIVA EM RAZÃO DA FUNÇÃO EXERCIDA (por motivos funcionais) 
a) Terceiro mandato sucessivo subsequente e sucessivo 
O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os 
Prefeitos e quem os houver sucedido ou substituído no curso dos mandatos não poderão ser reeleitos 
para um terceiro mandato sucessivo. 
 
b) Para concorrer a outros cargos 
O art. 14, §6º, estabelece que, para concorrer a outros cargos, o Presidente da 
República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos 
respectivos mandatos até 6 meses antes do pleito. 
O entenimento do STF é no sentido de que a desincompatibilização deve dar-se 
somente para a candidatura aa outros cargos, diversos, diferentes. 
Finalmente, em relação aos vices, a mencionada regra da desincompatibilização não 
incide, na medida em que não são mencionados no art. 14, § 6º, a não ser que tenham, nos 6 meses 
anteriores ao pleito, sucedido ou substituido os titulares.
 
 
* INELEGIBILIDADE RELATIVO EM RAZÃO DO PARENTESCO 
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Visa evitar a perpetuidade ou alongada presença de familiares no poder. 
Como regra, então, de acordo com o art. 14, § 7º, são inelegíveis, no território da 
circunscrição do titular, o cônjuge e os parentes consanguineos ou afins, até o segundo grau ou por 
adoção, do: 
• Presidente da República; 
• Governador do Estado, Território ou Distrito Federal; 
• Prefeito; 
• Ou quem os haja substituído dentro dos 6 meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de 
mandato eletivo e candidato à reeleição. 
 
Cumpre especificar que nos termos da SV 18 de 2009, pacificou o STF que a dissolução 
da sociedade ou do vínculo conjugal, no curso do mandato, não afasta a inelgibilidade prevista no § 7º 
do artigo 14 da CF. 
 
* INELEGIBILIDADE EM RAZÃO DE SER MILITAR 
Conforme expressamente prevê o art. 14, § 8º, o militar alistável é elegível. Para tanto, 
deverá atender às seguintes condições: 
• Menos de 10 anos de serviço: deverá afastar-se da atividade; 
• Mais de 10 anos de serviço: será agregado pela autoridade superior e, se eleito, passará 
automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade. 
 
* INELEGIBILIDADE PREVISTA EM LEI COMPLEMENTAR: lei complementar pode estabelecer outros 
casos de inelegibilidade relativa, nos termos do artigo 14, §9 º, da CF, a fim de que sejam protegidos os 
preceitos da: 
 
- probidade administrativa; 
- moralidade para o exercício do mandato, considerada a vida pregressa do candidato; 
- normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do oder econômico ou o 
abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta. 
 
No tangente ás ineligibilidades, importante ressaltar as novidades introduzidas pela LC n. 
135/2010 (Lei da Ficha Limpa), consideradas constitucionais pelo STF no julgamento conjunto das 
ADCs 29 e 30 e da ADI 4.578. 
 
1.4.2 PRIVAÇÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS: PERDA E SUSPENSÃO 
Já vimos as regras que restringem a elegibilidade do cidadão, tornando-o inelegível, 
absoluta ou relativamente. 
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DIREITO DE NACIONALIDADE 
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Agora, verificaremos as situações que privam o ciddão dos dieitos políticos de votar e 
ser votado, tanto definitivamente (perda) como de modo temporário (suspensão). 
Em nenhuma hipótese será permitida a cassação dos direitos políticos. 
 
1.4.2.1 PERDA DOS DIREITOS POLÍTICOS (art. 15, I e IV, e 12, § 4 º, II, da CF) 
* cancelamento denaturalização por sentença transitada em julgado; 
* recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa (deixar de prestar serviço 
militar obrigatório). 
* perda da nacionalidade brasileira em virtude de aquisição de outra; 
 
1.4.2.2 SUSPENSÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS (art. 15, II, III e V, da CF) 
* incapacidade civil absoluta: interdição 
* condenação criminal transitada em julgado (enquanto durarem os efeitos da condenação) 
* improbidade administrativa nos termos do art. 37, § 4º: a improbidade diz respeito à prática de ato 
que gere prejuízo ao erário em proveito do agente. Cuida-se de imoralidade administrativa qualificada 
pelo dano ao erário e correspondente vantagem ao ímprobo. 
* exercício assegurado pela cláusula de reciprocidade (art. 12, § 1º, da CF): o gozo de direitos 
políticos no Estado de residência importa na suspensão do exercício dos mesmos direitos no Estado da 
nacionalidade. Assim, o goz dos direitos políticos em Portugal (por brasileiro) importará na suspensão 
do exercício dos mesmos direitos no Brasil; 
* art. 55, II, e §1º, combinado com o art. 1º, I, b, da LC n. 64 de 1990: procedimento do Deputado ou 
Senador declarado incompatível com o decoro parlamentar – inelegiblidade por 8 anos. 
 
1.4.3 REAQUISIÇÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS PERDIDOS OU SUSPENSOS 
* cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado: reaquisição por meio de ação 
rescisória; 
* recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa: a qualquer tempo, 
quando o indivíduo cumprir a obrigação devida; 
* hipóteses de suspensão: quando cessarem os motivos que deerminaram a suspensão. 
 
BIBLIOGRAFIA UTILIZADA NA ELABORAÇAO DO RESUMO ACIMA: (Destaca-se que a esquematização dos tópicos e a compilação dos 
textos de forma resumida é elaborada por esta professora, assim como alguns poucos tópicos são de autoria da mesma. Todavia, a maior 
parte é extraída das obras jurídicas abaixo especificadas, devendo as mesmas serem consultadas para fins de citação). 
 
BONAVIDES, Paulo. Curso de direito constitucional. Rio de Janeiro: Forense. 
SILVA, José Afonso da. Curso de direito constitucional positivo. São Paulo: Malheiros. 
LENZA, Pedro. Direito constitucional esquematizado. São Paulo: Saraiva. 
BASTOS, Celso Ribeiro. Curso de direito constitucional. São Paulo: SRS Editora. 
DALLARI, Dalmo de Abreu. Elementos da teoria geral do Estado. São Paulo: Saraiva. 
FERREIRA FILHO, Manoel Gonçalves. Curso de direito constitucional. São Paulo: Saraiva. 
MALUF, Sahid. Teoria geral do Estado. São Paulo: Saraiva. 
MORAES, Alexandre de. Direito constitucional. São Paulo: Atlas. 
TAVARES, André Ramos. Curso de direito constitucional. São Paulo: Saraiva.

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