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UNIDADE 1 – TÓPICO 1
A língua é o idioma nacional, o conjunto de palavras e regras que são utilizadas por uma comunidade linguística como principal meio de comunicação e expressão, seja ela falada ou escrita.
• A linguagem está definida como uma capacidade de expressão, um meio sistemático de expressão de ideias ou sentimentos com o uso de marcas, sinais ou gestos convencionados.
• Tanto a língua quanto a linguagem são fenômenos humanos intrinsecamente relacionados a práticas sociais.
• A linguagem é a capacidade que o ser humano possui para comunicar-se com outros seres humanos.
• O contexto de uso da língua variará de acordo com inúmeros fatores: quem fala (emissor), o que fala (mensagem) e a quem fala (receptor).
• Mesmo sendo considerada também um fator social, conforme veremos adiante, a língua é objeto de estudo da ciência.
• A partir da obra de Saussure foram lançadas as bases que caracterizaram os estudos da língua como ciência.
• Muitas são as ramificações da linguística, dentre elas, a psicolinguística, a sociolinguística e a neurolinguística.
• O signo linguístico é a união entre significante e significado.
• A língua é um fenômeno social, pois é a principal forma de interação na sociedade.
• Argumentar é propor, criticar, avaliar e sustentar ideias.
• O desenvolvimento da argumentação não acontece de forma igual com todos os alunos na sala de aula (ou fora dela). Ele se desenrola de acordo com o interesse e com o contexto no qual o estudante está inserido.
• O ato de escrever torna-se dependente da fala, ou seja, a escrita passa a ser vista como uma transcrição da fala, e não um processo separado dela.
• Para Vygotsky (1988), o aprendizado da linguagem escrita representa um considerável salto no desenvolvimento do ser humano.
• Apropriar-se da escrita não significa somente saber escrever, juntar símbolos e formar frases. A apropriação da escrita é uma questão de treino e de exaustiva prática leitora. Somente aprendemos a escrever bem quando nos tornamos leitores assíduos.
• A variação linguística é um fenômeno que ocorre em todas as línguas, sem exceção. Ela pode ser diacrônica, diatópica, diastrática ou diamésica.
• A gíria, muitas vezes, restringe-se a um pequeno grupo de falantes que a adotam como sua “marca registrada”.
• O jargão é um tipo de linguagem utilizada por profissionais.
• O evento de fala ocorre sempre a um tempo e a uma situação social, seja ela face a face, por telefone ou pela internet, e é comum em nossa sociedade.
• O ato de comunicar, seja ele pela escrita ou pela fala, necessita de um objetivo, porém, o alcance deste objetivo depende dos interlocutores.
• A comunicação envolve os seguintes elementos: emissor, mensagem e receptor, mas outros itens são envolvidos na transmissão da mensagem: o ruído, o canal, a codificação e a decodificação e o feedback.
• Se a comunicação fosse uma prática fácil, não haveria tantos problemas de comunicação entre as pessoas, os quais, muitas vezes, acabam gerando sérios problemas para os envolvidos.
• Com o advento da tecnologia, a internet ocupou grande parte do espaço na mídia social. As pessoas acessam o que quiserem ler, na hora que desejarem.
TÓPICO 2
• A oratória define-se como o conjunto de regras aplicadas para falar bem. Já a retórica é o uso da boa argumentação para o convencimento do outro.
• Para que o orador seja bem-sucedido, é necessário preparar a apresentação.
• Para elaborar um discurso é necessária uma estrutura: introdução,
desenvolvimento e conclusão.
• A oratória já é uma prática do século V a.C., com os siracusianos Córax e Tísias.
• Três são os pilares que sustentam a oratória: a linguagem, o conteúdo e a estrutura.
• A linguagem é uma das principais ferramentas utilizadas na elocução de um discurso, portanto, dominá-la é essencial.
• O correto uso da gramática, bem como um amplo e diversificado vocabulário, podem contribuir (e muito!) na hora de falar em público.
• A aparência é essencial para uma boa apresentação ao público, em especial para as profissões que se expõem diretamente a ele.
• As roupas, a postura e o tom de voz devem ser observados na hora de proferir uma fala, discurso ou palestra.
• O medo de falar em público é muito comum entre as pessoas.
• O esquecimento é causado, dentre outros fatores, pela ansiedade e os cacoetes vêm como consequência do nervosismo.
• A segurança é transmitida ao público pelo orador a partir do conhecimento dele acerca do assunto.
• Há, para auxiliar o orador, inúmeros aparatos tecnológicos, dentre eles, o projetor multimídia e os microfones (de lapela, pedestal ou head-set).
• A retórica surgiu como uma necessidade de preparar as pessoas para participar ativamente do governo da cidade de Atenas, na Grécia.
• A retórica antiga divide-se em cinco partes: invenção, disposição, elocução, memória e ação.
TÓPICO 3
• Estamos rodeados por textos de todos os gêneros.
• O texto é o princípio básico da comunicação.
• O texto sempre será escrito com alguma finalidade (de alguém, para alguém que está em determinado lugar, em determinado contexto).
• A coerência é o princípio básico da produção textual e é ela que articula as ideias.
• A coesão é o uso adequado dos conectores textuais.
• O texto é um conjunto de palavras com sentido.
• Cada texto possui um objetivo específico.
• Há cinco tipos textuais (descrição, dissertação, narração, injunção e exposição). Por outro lado, há um número ilimitado de gêneros textuais.
• Para ser um bom escritor é necessário ser um bom leitor.
• O trabalho a partir de gêneros textuais proporciona o trabalho interdisciplinar.
• Existem alguns fatores que interferem na compreensão e/ou interpretação da mensagem que o texto quer transmitir: o conhecimento prévio do assunto a ser abordado, a ambiguidade e a polissemia são exemplos.
• Ambiguidade ocorre quando um texto apresenta possibilidade de dupla interpretação.
• Polissemia é quando uma mesma palavra é empregada com diferentes significados, de acordo com o contexto.
• O texto é um grande aliado na prática interdisciplinar.
• O ponto de partida para o preparo de um trabalho interdisciplinar a partir de textos deve ser a realidade do aluno.
• A situacionalidade é o fator responsável pela situação comunicativa.
• A informatividade é o fator que analisa a importância das informações a serem transmitidas por determinado texto.
• A focalização tem relação com o conhecimento partilhado, ou seja, de acordo com o leitor o texto poderá ser compreendido de diferentes maneiras.
• A intertextualidade trata da interferência de outros textos na produção.
• A intencionalidade é a intenção que temos ao escrever e a relevância, conforme o nome já diz, refere-se à importância da temática.
UNIDADE 2 – TÓPICO 1
• O bom uso dos tipos textuais dá ao autor a possibilidade de deixar mais claras as suas intenções ao escrever o texto.
• O texto narrativo conta uma história.
• Os elementos da narrativa são narrador, personagens, tempo, espaço e enredo.
• O foco narrativo se divide em discurso direto e indireto.
• A narrativa é dividida em introdução, desenvolvimento e conclusão.
• No texto descritivo, o autor escreve suas impressões acerca do que está sendo descrito e revela aspectos físicos e psicológicos.
• A descrição pode ser também classificada como subjetiva ou objetiva.
• O texto dissertativo expõe um assunto e deve estruturar-se de forma coerente e coesa.
• O texto injuntivo tem por intenção orientar e, em alguns casos, ordenar, sendo marcado pelo caráter instrucional.
TÓPICO 2
• Os textos jornalísticos também são conhecidos como matérias, pois têm caráter informativo.
• As informações em um texto jornalístico são, geralmente, apresentadas de acordo com a relevância da informação para o momento ou para informar algum acontecimento recente.
• Caracterizam-se como textos jornalísticos a notícia, o artigo de opinião, a reportagem e a entrevista.
• A notícia é o mais conhecido dos gêneros textuais relacionados ao jornalismo.• A notícia é estruturada em partes específicas: manchete, título auxiliar, lide (também chamado de lead) e corpo da notícia.
• Diferente da reportagem e da notícia, o artigo de opinião é escrito sempre em primeira pessoa, já que o autor expõe seu posicionamento diante do tema que está sendo debatido.
• Para que a estrutura da reportagem seja formada, é necessário responder a algumas perguntas básicas: O que, quem, quando, como e por quê. A partir destas questões, estrutura-se o corpo da reportagem.
• A entrevista possui um título bem definido (chamado também de manchete). Em seguida, são apresentadas ao leitor as perguntas e as respostas, que são redigidas fielmente ao que foi respondido. As entrevistas (ou parte delas) são muito usadas nas reportagens.
• Resumir é o ato de ler, analisar e traçar em poucas linhas o que de fato é essencial e mais importante no texto.
• Fazer um resumo significa apresentar o conteúdo de forma sintética, destacando as informações essenciais do conteúdo de um livro, artigo, argumento de filme, peça teatral, entre outros.
• A resenha é um texto em forma de síntese que expressa a opinião do autor sobre um fato, que pode ser um livro, um filme, peças teatrais, exposições, shows, entre outros.
• As histórias em quadrinhos, ou também conhecidas como HQs, são associadas à narração, pois apresentam texto e imagem que estabelecem uma ideia de complementaridade.
• O texto publicitário, por ser de alta circulação na sociedade, também é muito utilizado para a conscientização do público acerca de problemas da sociedade.
TÓPICO 3
• Tanto no âmbito pessoal como profissional, é importante saber como redigir um e-mail, pois, muitas vezes, necessitamos enviar mensagens para uma empresa, para a instituição de ensino em que estudamos, situações em que não podemos utilizar qualquer tipo de linguagem.
• O correio eletrônico, ou simplesmente o e-mail, é uma das principais, senão a principal, ferramenta de comunicação utilizada pelas instituições e pelas pessoas, tanto formalmente como informalmente, para o envio de avisos, documentos, recados. Tal preferência pode ter advindo pelo seu baixo custo ou pela sua celeridade.
• O ofício é uma comunicação escrita formal utilizada no serviço público e também no privado, trocada entre autoridades que exercem as mesmas funções ou entre funcionários com cargos inferiores, para seus superiores hierárquicos, com o propósito de fazer uma comunicação, solicitação e/ou reivindicação oficial.
• Um dos pressupostos da utilização do ofício é a uniformização da comunicação. Nesse sentido, quando uma organização privada ou pública for redigir um ofício, necessita atentar para a padronização da estrutura. Seguindo uma estrutura padronizada, é possível comunicar mais rápido, além de facilitar o trabalho no caso de arquivamento para usos futuros.
• A carta comercial, também conhecida como carta empresarial ou, ainda, correspondência técnica, é um documento muito comum no comércio, setor bancário, na indústria, setor de serviços, entre outros segmentos. Ela é um documento com objetivo de se fazer uma comunicação comercial e/ou empresarial.
• A redação comercial tem como características a clareza, ou seja, o texto, além de ser claro, necessita ser objetivo, evitando múltiplas interpretações, o que prejudica os comunicados e negócios. A estética da carta comercial tem o propósito de boa impressão, o texto deve estar bem organizado e dentro de uma estruturação padrão. Não pode haver rasuras.
UNIDADE 3 – TÓPICO 1
• O letramento é um conjunto de práticas sociais que envolvem o texto escrito.
• O letramento e/ou os letramentos vieram para nos levar a pensar em um ensino e em uma aprendizagem que vai além da codificação e decodificação, isto é, essa invenção, chamada letramento(s), inicia uma compreensão diferenciada, baseada nos usos sociais da linguagem escrita.
• A partir de meados dos anos 1990, os estudos do letramento ampliam o escopo de suas pesquisas, buscando entender também os eventos de letramento que ocorrem no contexto digital e o impacto dessas práticas na cultura e na sociedade em geral.
• As inovações tecnológicas modificam as relações entre a leitura, o leitor, o texto, a comunicação, ora alternando as práticas de linguagem, ora exigindo dos sujeitos sociais mais habilidades no dito letramento digital.
• Para os novos estudos do letramento, o letramento é uma prática social, que pressupõe interação, isto é, passamos a considerar a leitura e a escrita a partir do contexto das práticas sociais e culturais (históricas, econômicas e políticas) (LANKSHEAR, 1999).
• O modelo ideológico de letramento entende que existem vários tipos de letramento e que as práticas a ele relacionadas têm base social (STREET, 2003).
• O modelo autônomo, segundo Kleiman (1995, p. 21), “[...] está associado quase que causalmente com o progresso, a civilização, a mobilidade social”.
• Nos eventos de letramento, os textos têm papel central em atividades específicas e regulares, a linguagem escrita, portanto, faz parte direta das interações humanas (BARTON; HAMILTON, 2000).
• A tecnologia causou mudanças significativas em muitos setores da nossa vida. Ela, como já discutimos, nos oferece agilidade, conforto e eficiência na realização de diversos processos e procedimentos.
• A cibercultura se resume a um conjunto de técnicas intelectuais e materiais, de atitudes e de práticas, de modos de pensar e de valores que se desenvolveram com o aparecimento do ciberespaço.
• O ciberespaço e/ou rede, para tanto, é o novo meio de se comunicar, no qual a interconexão mundial entre os computadores se consolida.
• O computador na escola deve instruir os alunos, criando condições para que eles possam descrever e desenvolver as informações, reconstruindo-as e materializando-as por meio de novas linguagens.
TÓPICO 2
• O hipertexto é um documento e/ou texto eletrônico (inter)conectado a outros textos e/ou documentos de maneira não linear.
• O uso dos aparatos tecnológicos e/ou da mídia na educação, enfocando a comunicação e informação de maneira rápida, está alterando significativamente as formas do ensinar e do aprender.
• Com relação ao nível da modalidade, a linguagem, ao ser transposta para um novo meio, nesse caso da tecnologia, explora recursos que o meio oferece e busca formas alternativas para lidar com os limites que a mediação técnica estabelece para a comunicação.
• Com a ascensão da tecnologia e da comunicação, novas situações e novos contextos de interação constituíram-se. Dessa maneira, a linguagem passa a realizar novas funções comunicativas e, consequentemente, surgem outros tipos de gêneros discursivos.
• O texto caracteriza-se por ser linear, sequencial, volátil, hierárquico, não fragmentado, semiótico, interativo e centralizado. Já o hipertexto, por ser não linear, não sequencial, não volátil, não hierárquico, fragmentado, multissemiótico, interativo e descentralizado (FACHINETTO, 2005).
• Os gêneros digitais emergentes são os que ocorrem exclusivamente na internet, por exemplo, o e-mail, o blog etc. Já os gêneros digitais importados de outras mídias correspondem aos que ocorrem em mais de uma mídia, como as reportagens jornalísticas, que acontecem na mídia impressa, televisiva e, também, na digital (VALENTE, 2011).
• O uso da tecnologia possibilita, tanto ao professor como ao estudante, a utilização da escrita e da leitura para a descrição de ideias, comunicação, divulgação de fatos, troca de experiências, produção de histórias, desenvolvimento de projetos, representação e divulgação do pensamento, construção do conhecimento, favorecendo, dessa maneira, o desenvolvimento pessoal e profissional.
TÓPICO 3
• Necessitamos de um olhar crítico para selecionarmos melhor as informações que dispomos, especialmente no que se refere ao conhecimento das relações sociais que o leitor precisa ter, das maneiras de conhecimento que devem ser interligadaspor meio de textos em diferentes situações, a interação entre escritor-texto-leitor, a pluralidade de discursos e as possibilidades de organização (MARCUSCHI, 2004).
• A compreensão prévia acontece quando o leitor iniciar um texto já com conhecimentos prévios sobre o assunto ou área específica que ele trata.
• Na compreensão, o leitor apreende (compreende) a intencionalidade do texto.
• A interpretação pode resumir-se na resposta que você, leitor, dará ao texto, depois de compreendê-lo. Isso mesmo, é necessário “conversar” com o texto para haver a interpretação de fato.
• O discurso eletrônico é um discurso que surge de uma interação. Essa interação pode acontecer de um jogador com um equipamento digital, como o computador ou o telefone celular, por exemplo.
DISSERTATIVAS
1. Durante muito tempo, o foco da análise morfológica e sintática foi a principal. A análise do texto chegou a ser alavancada muito tempo depois. Os estudos do letramento foram essenciais a esse novo foco. O interesse passou a ser o gênero e o contexto de produção. Disserte sobre o conceito de práticas de linguagem e como ele se liga ao deletramento. 
Resposta Esperada: 
As práticas sociais envolvem textos escritos. Esses podem ser não apenas os que utilizam a linguagem verbal. Por isso se fala em práticas, no plural. Esse conceito de práticas sociais é amarrado ao deletramento (ou letramentos ou multiletramentos). Os sujeitos se envolvem nessas práticas por determinados fins, objetivos. 
 
2. Durante muito tempo, houve uma visão limitada sobre a leitura. Entendia-se que o leitor estabelecia uma relação com o texto. Essa perspectiva vem mudando, entendendo outras relações que ocorrem ao realizar a leitura de um texto. Disserte sobre o diálogo virtual entre autor e leitor. 
Resposta Esperada: 
Pode-se dizer que ocorre uma espécie de conversa entre leitor e autor. Ainda que não seja de forma direta, ocorre o chama do diálogo virtual. Nesse diálogo, o leitor pode concordar, discordar, além de realizar inferências. Geralmente, o leitor tem objetivos ao se colocar diante de um texto: pode desejar estudar, pode querer um momento de deleite, pode querer buscar informações, entre outros aspectos.

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