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2009
Fundamentos do Texto em
LÍNGUA INGLESA I
Márcia Costa Bonamin
Esse material é parte integrante do Curso de Atualização do IESDE BRASIL S/A, 
mais informações www.iesde.com.br
© 2009 – IESDE Brasil S.A. É proibida a reprodução, mesmo parcial, por qualquer processo, sem autorização 
por escrito dos autores e do detentor dos direitos autorais.
B697 Bonamin, Márcia Costa. / Fundamentos do Texto em Língua 
Inglesa I. / Márcia Costa Bonamin. — Curitiba : IESDE 
Brasil S.A. , 2009.
244 p.
ISBN: 978-85-387-0233-7
1. Língua Inglesa – Compêndio para estrangeiros. 2. Língua 
Inglesa – Estudo e ensino. I. Título. 
CDD 428.24
Capa: IESDE Brasil S.A.
Imagem da capa: Jupiter Images / DPI Images
IESDE Brasil S.A. 
Al. Dr. Carlos de Carvalho, 1.482. CEP: 80730-200 
Batel – Curitiba – PR 
0800 708 88 88 – www.iesde.com.br
Todos os direitos reservados.
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Mestre em Linguística Aplicada pela Pontifícia Universidade Católica de São 
Paulo (PUC-SP). Especialista em Gramática da Língua Inglesa pela UniSant’Anna, 
SP. Licenciada em Língua e Literatura Inglesas pela PUC-SP.
Márcia Costa Bonamin
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Sumário
O texto – conceitos e abordagens ..................................... 11
O que é um texto? ..................................................................................................................... 11
Definições de texto ................................................................................................................... 11
O texto oral e o texto escrito ................................................................................................. 15
Formalidade versus informalidade na linguagem ......................................................... 17
Tipos de texto e gêneros ....................................................... 25
Discurso, gênero e texto ......................................................................................................... 25
Tipos de texto e gêneros textuais ....................................................................................... 29
Contexto de situação e de cultura ...................................................................................... 32
Comparação e contraste entre tipos de texto e gêneros............................................ 33
Diferenças organizacionais e linguísticas 
de textos em língua materna e língua estrangeira ...............41
Organização retórica português/inglês ............................................................................ 41
Principais diferenças linguísticas entre L1 e L2 – aspectos gramaticais ................ 44
Principais diferenças linguísticas entre L1 e L2 – 
aspectos lexicais (vocabulário) ............................................................................................. 48
Unidades textuais ..................................................................... 57
Coerência e coesão ................................................................................................................... 57
Coesão gramatical e lexical.................................................................................................... 60
Marcadores de discurso .......................................................................................................... 62
A organização do parágrafo .................................................................................................. 65
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Principais tipos de texto I ...................................................... 73
Texto descritivo .......................................................................................................................... 73
Escrevendo um parágrafo descritivo.................................................................................. 78
Texto narrativo – conceito e caracterização .................................................................... 79
Escrevendo um parágrafo narrativo ................................................................................... 81
Principais tipos de texto II ..................................................... 89
Texto dissertativo-expositivo ................................................................................................ 89
Escrevendo um parágrafo dissertativo-expositivo ....................................................... 94
Texto dissertativo-argumentativo ....................................................................................... 95
Escrevendo um parágrafo dissertativo-argumentativo .............................................. 96
Gêneros do discurso ..............................................................103
Gêneros – apresentação .......................................................................................................103
Gêneros e sua função social ................................................................................................106
Gêneros digitais .......................................................................................................................107
Caracterização e emprego dos gêneros textuais I – 
textos instrucionais.........................................................................117
Textos instrucionais – tipos e características .................................................................118
Manuais de Instruções – análise e caracterização .......................................................119
Regras e regulamentos – análise e caracterização ......................................................122
Escrevendo textos instrucionais ........................................................................................124
Caracterização e emprego dos gêneros textuais II – 
textos persuasivos/argumentativos ................................135
Textos persuasivo-argumentativos: tipos e características ......................................135
Propagandas comerciais e institucionais .......................................................................138
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Cartas ao editor ........................................................................................................................142
Escrevendo textos persuasivo/argumentativos ...........................................................144
Gêneros textuais da área acadêmica ..............................157
Abstracts – caracterização e escrita ...................................................................................157
Resenha – caracterização e escrita....................................................................................159
Resumo artigos – caracterização e escrita .....................................................................163
Gêneros textuais no mundo dos negócios ...................177
Cartas e e-mails comerciais – caracterização e escrita ..............................................177
Cartas de apresentação .........................................................................................................185
Currículo Vitae – caracterização e escrita .......................................................................187
Textos, gêneros e o ensino ..................................................197
Gêneros do discurso e PCN / PCNEM / PCN+ ................................................................197Que tipo de gêneros textuais escolher? ..........................................................................200
Aplicação pedagógica de gêneros textuais ...................................................................208
Gabarito .....................................................................................219
Referências ................................................................................237
Anotações .................................................................................243
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Apresentação
A disciplina Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I tem como obje-
tivo fornecer subsídios para o reconhecimento das estruturas organizacionais e 
linguísticas de textos e gêneros que circulam na sociedade, a fim de que se possa 
distingui-los, compará-los e contrastá-los em suas várias ocorrências no discurso. 
A partir dessa abordagem, também irá propor atividades de produção de peque-
nos textos visando a prática dos conceitos aprendidos.
O conteúdo foi dividido em 12 capítulos. Nos capítulos iniciais, de números 
1 a 6, trabalharemos na conceituação de texto e gênero e suas características dis-
tintivas. Posteriormente, serão apontados os contrastes estruturais e linguísticos 
entre a língua portuguesa e a língua inglesa, bem como os aspectos de formalidade 
e informalidade da língua estrangeira.
Em seguida, trataremos especificamente dos tipos de texto mais impor-
tantes, que são: descritivo, narrativo, dissertativo e argumentativo, incluindo as 
questões de coerência e coesão. Através da análise de vários exemplos desses 
textos, os alunos deverão produzir parágrafos a partir dos modelos estudados.
A partir da Aula 7, o conceito de gênero textual, será mais bem detalhado. 
Destacaremos alguns exemplares das categorias de textos instrucionais e persu-
asivos, além dos que circulam no discurso acadêmico e na área comercial. Após o 
estudo da estruturação retórica e dos aspectos léxico-gramaticais, trabalharemos 
com a produção contextualizada com base nos modelos discutidos.
Finalizaremos com um capítulo dedicado à discussão de textos e gêneros 
à luz dos PCNs e apontaremos alguns caminhos ao futuro docente para aplicação 
pedagógica dos gêneros do discurso.
Bons estudos!
Márcia Costa Bonamin
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O texto – conceitos e abordagens
Dentre as competências e habilidades a serem desenvolvidas por es-
tudantes está a formação de leitores e produtores de textos competen-
tes, que são capazes de interpretar um texto de modo linear e crítico, 
sabendo utilizá-lo em um evento de comunicação específica. Em outras 
palavras, para uma interpretação adequada de determinado artigo, não 
basta somente identificar as ideias ali tratadas, mas também analisá-lo 
nas entrelinhas a partir do momento sócio-histórico em que se encontra. 
Além disso, para produzir um texto, é preciso, igualmente, que se domine 
uma série de estratégias de organização e estruturação textual, além de 
aspectos gramaticais e lexicais (vocabulário), tendo sempre em mente a 
situação particular em que determinado texto é originado e utilizado.
Com esse propósito, trataremos, inicialmente, das definições de texto, 
da distinção entre textos orais e escritos e dos aspectos de formalidade e 
informalidade na linguagem.
O que é um texto?
Atualmente, a Linguística Textual e a Análise do Discurso, nos forne-
cem subsídios indispensáveis para a análise de textos. Enquanto a primei-
ra estuda os aspectos linguísticos e as condições discursivas que formam a 
base da construção da textualidade, a segunda aborda as construções ideo-
lógicas presentes em um texto, tido como produto da atividade discursiva.
Desse modo, a partir dessas duas disciplinas do campo da linguística 
teremos embasamento para compreender o texto como um conjunto de 
sentidos que é resultado de uma prática social e que deve ser considerado 
em seu contexto social e cultural.
Definições de texto
Veremos, a seguir, duas definições de texto, na perspectiva de alguns 
autores de destaque. Primeiramente, na visão de Ingedore Koch (1997, p. 
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12
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
22), docente da Unicamp e responsável por trabalhos significativos na área da Lin-
guística Textual, o texto é
a manifestação verbal constituída de elementos linguísticos selecionados e ordenados pelo 
falantes, durante a atividade verbal, de modo a permitir aos parceiros, na interação, não 
apenas depreensão de conteúdos semânticos, em decorrência da ativação de processos e 
estratégias de ordem cognitiva, como também a interação (ou atuação) de acordo com as 
práticas socioculturais.
Já, para Ângela Kleiman (1995, p. 4), outra pesquisadora da Unicamp, “O texto 
é considerado por alguns especialistas como uma unidade semântica onde os 
vários elementos são materializados através de categorias lexicais, sintáticas, 
semânticas, estruturais.”
Em uma definição mais abrangente, fornecida por Halliday e Hasan (1989, 
p.10) dois grandes estudiosos da linguagem, o texto é
linguagem que é funcional [...] pode ser tanto oral como escrita [...] e é constituída de 
significados a serem expressos ou codificados, em palavras ou estruturas, os quais podem 
ser re-expressos continuamente, recodificados em sons ou em símbolos escritos [...] o texto é 
essencialmente uma unidade semântica.1
Além disso, para aqueles autores (1989, p. 11) o texto é “[...] um produto de um 
processo contínuo de escolhas de significado que podemos representar como 
múltiplos caminhos ou passagens através de redes que constituem o sistema 
linguístico”.2 Assim, o que podemos apreender a partir dessas definições? Alguns 
conceitos estão listados a seguir.
A linguagem é funcional e tem unidade semântica, isto é, linguagem que �
tem o papel de transmitir significados em situações específicas.
Manifestação verbal que permite a interação, a partir de certa comunida- �
de linguística, ou seja, uma linguagem que carrega significados que são 
interpretados em sociedades e culturas específicos.
Uma unidade de significado que é ao mesmo tempo produto (como um �
diálogo, por exemplo) e processo, pois existem múltiplas variações de sua 
realização.
Manifestação linguística que se materializa através de certa estrutura, ou �
seja, tem uma organização que lhe dá coerência e coesão.
1 Tradução livre da autora.
2 Tradução livre da autora.
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O texto - conceitos e abordagens
13
Em suma, a função de um texto é transmitir uma mensagem ao receptor, es-
tabelecendo uma interação com ele. Para isso, devemos utilizar:
uma organização textual coesa e coerente � , ou seja, o texto deve ser 
constituído de elementos linguísticos dispostos de tal modo que possam 
ser compreendidos corretamente, permitindo, assim, que a função comu-
nicativa possa ser realizada;
uma estruturação adequada, � isto é, a mensagem poderá estar contida 
em gêneros específicos, com organização textual diferenciada. Por exem-
plo, a mesma informação poderá ser comunicada através de um bilhete 
ou de um e-mail, ou através de um memorando ou de um ofício, cada qual 
estruturado de modo diferente;
um nível de linguagem (registro) decorrente de contextos sociais es- �
pecíficos.Conforme mencionamos no segundo item provavelmente será 
utilizada uma linguagem mais informal no bilhete, enquanto o memorando 
ou o ofício terão uma linguagem mais formal. Em ambos os casos, os parti-
cipantes do discurso estão adequando suas escolhas lexicais (de palavras) e 
semânticas (de significado) ao contexto social em que se encontram e aos 
seus participantes. Assim, no mesmo contexto, uma secretária, por exemplo, 
poderia escolher textos orais ou escritos diferentes para se comunicar com 
seus colegas, seu superior imediato ou com o presidente da empresa, consi-
derando o grau hierárquico e de proximidade com esses interlocutores. Que 
tal agora vermos alguns exemplos de textos que ilustrem esses conceitos?
Texto 1 – Manual do aparelho de CD/DVD portátil da Sony, 2004.
Power Connections (continued)
D
iv
ul
ga
çã
o:
 S
on
y.
Battery Pack
You can use the NP-FX700 rechargeable battery
pack (supplied) to enjoy the player when an AC ou-
tlet is not available.
• Charge the battery pack before using it for the first
time.
� Attaching the battery pack (supplied)
1. Match the hooks of the battery pack into the holes
on the bottom of the player.
2. Press and slide the battery pack until the hooks
click.
NOTES:
• Do not detach the battery pack during playback.
• Be careful not to drop the battery pack.
� Detaching the battery pack
1.Press RELEASE switch
2. Slide the battery pack until the hooks click.
NOTE:
If you use the battery pack separately to the main
unit, use the safeguard to maintain the horizontal.
Introductions
19
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14
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Texto 2 – Carta 
Dear Abby,
I am a 54-year-old divorced woman who raised three kids on my own for 15 
years. I would now like to make a major change in my life and move to a small 
town in a Southern state. My kids are grown except for my youngest, who will 
graduate from high school this summer and probably attend college.
My parents, who don’t even live in this town, are opposed to the idea. 
They say I am “abandoning my children,” which makes me feel guilty.
Am I wrong for wanting a new life of my own? My loved ones can always 
come to visit me. Do I owe it to my parents to stay here?
(Disponível em: <http://news.yahoo.com/s/ucda/20080526/lf_ucda/motherofthreewantsto-
fleeheremptynest;_ylt=AmBmMLDtIlrubpuUaQleU9HNbbUC>. Acesso em: 12 jun. 2008.)
Análise dos exemplos
Características Texto 1 Texto 2
É coerente? Transmite 
a mensagem de forma 
comunicativa, conforme 
esperado?
Embora seja parte de um manu-
al, ele transmite, passo a passo, 
conforme esperado, como co-
nectar uma bateria.
Trata-se de uma carta ou e-mail 
pedindo conselhos, enviada atra-
vés de um site de notícias. Possui 
um desenvolvimento normal de 
começo, meio e fim e termina 
com algumas perguntas, o que é 
típico desse tipo de texto.
É funcional? Tem um 
objetivo comunicativo 
claro?
É um texto instrutivo e parece 
cumprir sua função de guiar o 
leitor na colocação da bateria 
do equipamento.
É um texto comunicativo pois 
o escritor dirige-se à colunista 
Abby pedindo conselhos sobre 
um problema específico.
Tem uma forma e um 
nível de linguagem 
adequados?
O seu layout denota uma or-
ganização típica desses textos, 
com figuras e explicações em 
tópicos. A linguagem é mais 
formal: Release the switch (libere 
o interruptor), contendo voca-
bulário técnico “AC outlet” (saída 
de corrente alternada).
Tem uma estruturação comum 
às cartas especialmente obser-
vado através da saudação Dear 
Abby (Querida Abby). Tem lin-
guagem informal kids (filhos), 
My loved ones (meus amados).
Considerando os comentários do quadro, podemos dizer que os exemplos 
acima têm características que os distinguem como exemplares de textos.
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O texto - conceitos e abordagens
15
O texto oral e o texto escrito
Quando se pensa em texto, geralmente vem à mente a ideia de um artigo jorna-
lístico, ou capítulos de livros, receitas culinárias ou quaisquer tipos de textos escri-
tos veiculados pelo meio impresso (jornal, revista, livro) ou hipermídias (internet).
Mas será que textos são unidades de significado tipicamente escritas? Os 
textos – vistos como unidades funcionais de significado que se realizam em situ-
ações sociocomunicativas – são materializados através da fala ou da escrita.
E qual seria, então, a diferença entre essas duas modalidades? Observe o 
quadro a seguir:
Características da linguagem oral e escrita
(M
A
RC
U
SC
H
I, 
20
01
, p
. 2
7-
31
)
Oral Escrita
contextualizada
dependente
implícita
redundante
não-planejada
imprecisa
não-normatizada
fragmentária
descontextualizada
autônoma
explícita
condensada
planejada
precisa
normatizada
completa
Em um primeiro momento, esse dois modos parecem opostos. Na realidade, em 
uma visão mais ortodoxa, poderíamos dizer que o texto escrito, utilizando a variante 
culta da linguagem, é mais formal, estruturado e complexo, enquanto o texto oral é 
mais espontâneo, transitório e simples, embora possua, também, estrutura própria.
A linguagem escrita é mais estável e complexa, tendo permanência mais 
longa. A linguagem oral tem suporte na entoação e nos gestos, e é mais dinâmica 
e efêmera. Imagino que você teria mais facilidade em ler um texto escrito há 100 
anos atrás, do que entender uma conversa informal entre adolescentes do século 
XXI, não é mesmo? Isso acontece porque a linguagem oral é mais transitória e 
cheia de expressões idiomáticas que se modificam com o tempo.
Com advento da internet, começaram a se intensificar as discussões acerca do 
contínuo oral-escrito, o que tem muita relevância quando vamos discutir a lingua-
gem em uso e sua aplicação ao ensino. Assim, novos gêneros, ou melhor, novas 
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16
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
realizações de antigos gêneros começaram a despontar com características de 
vários textos mesclados. Desse modo, assistimos à criação de gêneros oriundos 
da linguagem oral, mas que são realizados por meio da escrita, como o bate-pa-
po (chat), por exemplo, e de gêneros tipicamente escritos, como as cartas, sendo 
transpostos para a internet com um estilo mais conversacional, como os e-mails.
Vejamos alguns exemplos.
Exemplo 1
#1
Yesterday, 11:01 AM 
D
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l e
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tp
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ar
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es
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Ac
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2 
ju
n.
 2
00
8.
Nx1987
Registered User
Join Date: Jun 2008
Posts: 2
Time spent in forums: 50 m 27 sec 
Reputation Power: 0 
Computer Virus!!
The best way to keep your computer protected from viruses is to have...
• Anti-Virus
• Anti-Spyware
• Firewall
to keep your Pc in a good condition, i think u all must take that way.
Reply
No exemplo 1, extraído de um Fórum da área de informática, que discute 
como se proteger contra vírus de computadores, vemos que não há preocupa-
ção com a forma do texto, e nem com a correção da linguagem – i (I) –, através 
de abreviações e jargões – Pc (PC), u (you) –, estabelecendo-se, assim, um estilo 
mais conversacional.
Exemplo 2
Science news
A new way to protect computer networks from internet worms
ScienceDaily (Jun. 5, 2008) — Scientists may have found a new way to combat 
the most dangerous form of computer virus. The method automaticallydetects 
within minutes when an Internet worm has infected a computer network.
Network administrators can then isolate infected machines and hold 
them in quarantine for repairs.
Ness Shroff, Ohio Eminent Scholar in Networking and Communications at 
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O texto - conceitos e abordagens
17
Ohio State University, and his colleagues describe their strategy in the cur-
rent issue of IEEE Transactions on Dependable and Secure Computing.
They discovered how to contain the most virulent kind of worm: the kind 
that scans the Internet randomly, looking for vulnerable hosts to infect [...].
(Disponível em: <www.sciencedaily.com /releases/2008/06/080604143419.htm>. 
Acesso em: 13 jun. 2008.)
No exemplo 2, extraído de um site de divulgação de notícias científicas, o 
artigo discorre sobre um novo modo de proteger as redes, de vírus da internet 
(worms). Como se pode notar, esse é um texto mais denso e organizado. Verifique 
que muitas palavras são cognatas, ou seja, parecidas com o português (protect, 
computer, scientists, isolate, infected, strategy) por serem derivadas do latim. A es-
colha desses vocábulos, na língua inglesa, torna o texto mais formal, o que é con-
sistente com o tipo de texto apresentado.
Vemos, assim, que embora ambos os textos abordem um tópico semelhan-
te, temos um público-alvo diferente (no exemplo 1, usuários de computador, 
no exemplo 2, o profissional que trabalha com redes de computador) inserido 
numa situação sociocomunicativa diversa. Consequentemente, temos estrutu-
ração e estilos de linguagem diferentes.
As linguagens oral e escrita estão essencialmente ligadas à formalidade e à 
informalidade do discurso, que estão expostos a seguir.
Formalidade versus informalidade na linguagem
Às vezes você precisa mudar o modo como fala ou escreve quando se dirige a 
diferentes pessoas ou se encontra em diferentes situações. Se você encontra um 
amigo, o tipo de linguagem que utiliza é diferente do que se estivesse conver-
sando com um estranho. Em uma entrevista de emprego você provavelmente 
deve utilizar uma linguagem distinta da que utiliza em casa, com a família.
Notamos, então, que os níveis de formalidade são utilizados comumente por 
todos e adequados à situação em que nos encontramos ou à pessoa a quem 
nos dirigimos. No discurso oral você certamente utilizaria a variante informal em 
festas de família e formal se estivesse participando de uma entrevista de empre-
go. Do mesmo modo, no discurso escrito você seria provavelmente mais infor-
mal num cartão postal e mais formal em uma monografia acadêmica.
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18
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Mesmo que você tenha acertado a maior parte dos itens, acredito que, em 
alguns casos, você tenha ficado em dúvida. Por exemplo, você pode ter se ques-
tionado se consultas médicas e e-mails comerciais são sempre formais. Bem, não 
necessariamente. Assim, ainda que algumas situações sejam tradicionalmente 
formais (uma entrevista de emprego, por exemplo), em outras a formalidade vai 
depender da situação em questão, além do grau de intimidade dos participantes 
para que a escolha linguística seja feita.
Portanto, embora haja uma superposição entre as duas modalidades, o estilo 
oral tem mais a ver com a linguagem oral e o estilo formal mais com o escrito. 
Um discurso, feito por um político em campanha, embora falado, tende a ser 
mais formal, pois foi escrito para ser lido. Por outro lado, um e-mail convidan-
do um amigo para uma festa, provavelmente utilizará um estilo mais informal, 
devido ao assunto e à familiaridade entre os participantes.
Da mesma forma, embora façam parte da mesma modalidade (oral ou es-
crita), dois gêneros podem não se realizar da mesma forma. No modo escrito, 
por exemplo, uma carta comercial enviada a um cliente de longa data tende a 
ter grau de formalidade diferente de uma correspondência enviada a um órgão 
governamental. Também, na modalidade oral, uma entrevista com um político 
tende a ser mais formal do que uma conversa entre amigos.
O Inglês formal está, então, relacionado a um tipo de linguagem mais rígido 
e estruturado, como relatórios técnicos, livros didáticos ou acadêmicos. Temos 
sentenças longas e cuidadosamente construídas, poucas abreviações e um vo-
cabulário mais complexo e especializado.
O Inglês informal está próximo à linguagem oral. Embora tenha suas próprias 
regras, não é tão rígido em relação à gramática e ao vocabulário. A informalida-
de na escrita envolve o uso de frases curtas, abreviações e uma escolha de um 
vocabulário do dia-a-dia.
O quadro abaixo, resume as principais características de ambos os estilos de 
linguagem.
Formalidade Informalidade
Vocabulário
Palavras com base no latim: Discover
Palavras menos conhecidas: Physician
Vocabulário
Palavras de raiz anglo-saxônica (verbos fra-
sais): Find out
Palavras mais conhecidas: Doctor
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O texto - conceitos e abordagens
19
Formalidade Informalidade
Poucas abreviações
-Thank you.
- I would like to inform that we will return 
on Saturday.
Abreviações
- Tks.
- I’d like to inform that we’ll return on 
Saturday.
Gramática
Construções passivas:
This building was constructed by an inter-
national company. (este prédio foi construí-
do por uma empresa internacional).
Construções impessoais:
- Details of the activity will be found in the 
manual.
- It appears that the plane has not arrived 
yet.
Sintagmas nominais:
A highly structured two-word expression.
Sentenças complexas:
When he came to our house, yesterday, 
after staying in place where he didn’t enjoy, 
he was so happy.
Gramática
Construções ativas:
An international company constructed this 
building. (uma empresa internacional cons-
truiu este prédio).
Sintagmas verbais:
An expression that has two words and is 
highly structured.
Sentenças simples:
He was happy when he got home yesterday. 
He didn´t enjoy the place he was.
Texto complementar
Diferenças entre a comunicação oral e escrita
(FERRARO; PALMER, 2008. Adaptado)
A maioria de nós, intuitivamente, entende que há diferenças entre a lin-
guagem oral e escrita. Toda a comunicação inclui a transferência de infor-
mação de uma pessoa à outra, e enquanto a transferência de informação é 
somente o primeiro passo no processo de entendimento de um fenômeno 
complexo, é um primeiro passo importante. A escrita é uma forma de transfe-
rência razoavelmente estática, enquanto a fala é uma forma de transferência 
dinâmica. Para ser um falante eficaz você deve explorar o dinamismo da co-
municação oral mas também aprender a trabalhar dentro de suas limitações. 
Enquanto há um alto nível de imediatismo e um baixo nível de retenção na 
palavra falada, um falante tem, através dessa modalidade, mais habilidade 
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20
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
de engajar a audiência psicologicamente e usar formas complexas de comu-
nicação não-verbal.
A linguagem escrita pode ser significantemente mais precisa. As palavras 
escritas podem ser escolhidas com maior deliberação e pensamento, e o ar-
gumento escrito pode ser sofisticado e longo. Esses atributos da escrita são 
controlados pelo escritor e pelo leitor, visto que o escritor pode escrever e 
reescrever e o leitor ler e reler.
A fala pode também ser mais precisa. Entretanto, isso só acontece com 
alto grau de preparação. Uma vez proferidas, as palavras não podem ser re-
tratadas, embora se possaesclarecer algum mal-entendido ou se desculpar. 
Além disso, a comunicação oral pode ser significativamente mais efetiva em 
expressar significados à audiência. A distinção entre precisão e efetividade é 
devido ao extensivo repertório de sinais disponíveis ao falante: gestos, ento-
ação ou sinais visuais como a aparência, por exemplo. Um falante tem mais 
controle sobre o que o ouvinte vai ouvir do que o escritor sobre o leitor.
A leitura da audiência é esforço sistemático e cumulativo não disponível 
ao escritor. Na medida em que alguém fala, a audiência demonstra alguns 
sinais visuais se o argumento está sendo compreendido ou se é interessante. 
Como regra geral, vale lembrar que as pessoas se lembrarão de metade do 
que foi falado numa palestra de vinte minutos.
A comunicação oral usa palavras com menor número de sílabas do que 
o discurso escrito, as sentenças são mais curtas, e pronomes que se autore-
ferem como “I” são comuns. Nessa modalidade também são permitidos sen-
tenças incompletas e muitas sentenças começam com but, and e except.
O aspecto mais importante das diferenças entre modalidades é que cada uma 
tem a sua lógica e essa deve ser respeitada em cada situação comunicativa.
Dicas de estudo
Os livros abaixo tratam de forma sucinta e interessante os tópicos abordados 
nesta aula.
SIQUEIRA, J. H. S. . O Texto: movimentos de leitura, táticas de produção, critérios 
de avaliação. 7. ed. São Paulo: Selinunte, 1990.
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O texto - conceitos e abordagens
21
MCCARTHY, M. Discourse Analysis for Language Teachers. New York: Cambridge 
University Press, 1992.
Atividades
1. A partir das explicações do tópico O que é um texto, analise os extratos de 
texto a seguir e preencha o quadro abaixo indicando se os fragmentos apre-
sentados podem ser considerados textos e qual é o tipo de texto. Dê tam-
bém uma justificativa para a sua resposta. Alguns itens já foram preenchidos 
para você.
Extrato 1 Extrato 2
October 23, 2006.
Cheese Specialists Inc.
456 Rubble Road
Rockville, IL
Dear Mr. Flintstone:
Yesterday, all my troubles seemed so far away 
Now it looks as though they’re here to stay 
Oh, Oh, I believe in yesterday...
Kenneth Beare
Director of Ken’s Cheese House
Strawberry Cake
Ingredients
68 NILLA Wafers, divided
3 cups sliced strawberries, divided
3 cups cold milk
2 (4 serving size) packages JELL-O
Directions
Cover bottom of serving bowl with 24 of the 
wafers. Pour milk .Add dry pudding mixes. 
Beat for 2 minutes or until well blended...
Extrato 3
Girl – Excuse me, how can I get to the post office, please?
Police Officer – Finally you cross the street. After you turn left. Cross the street again.
First, you go straight.
Quadro Atividade
Extrato Tipo de texto Justificativa
1 Não pode ser considerado um texto 
porque...
2
3 Diálogo. Solicitação de informações sobre 
como chegar a um determinado lugar.
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22
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
2. Informe na coluna à esquerda se as sentenças têm um estilo Formal (F) ou 
Informal (I). Posteriormente, combine as colunas de modo a indicar qual a 
sentença mais adequada em cada uma das situações listadas.
Sentença Estilo Situação
(1) How are you doing Fred? ( ) Reserva de Quarto em Hotel
(2) Dear Sir or Madam F ( ) Conversa Telefônica
(3) I’m sorry, Mr. Smith is not available at 
the moment ( ) Relatório Comercial
(4) Can I come and stay for a night? ( ) Cumprimento
(5) Margaret Anderson, Director of 
Personnel has requested this report on 
employee benefits satisfaction. ( 2 ) Saudação em cartas comerciais
3. Combine as sentenças, transcritas da atividade anterior, (à esquerda, no quadro 
abaixo) com seu estilo oposto correspondente (à direita). Se formal nas senten-
ças à esquerda, seu oposto é informal nas sentenças à direita e vice-versa.
Sentença Estilo Correspondente Estilo
(1) How are you doing Fred? I ( 3 ) Sorry, John isn’t in right now. F
(2) Dear Sir or Madam ( ) Hi Mark
(3) I’m sorry, Mr. Smith is not availa-
ble at the moment.
( ) I would like to reserve a room for 
the night.
(4) Can I come and stay for a night? ( ) The personnel boss has asked to 
write if the workers are happy with 
their benefits.
(5) Margaret Anderson, Director of 
Personnel has requested this report 
on employee benefits satisfaction.
( ) How do you do?
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O texto - conceitos e abordagens
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Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
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Tipos de texto e gêneros
Não poderíamos imaginar a nossa vida diária sem textos. Os textos 
orais e escritos permeiam nosso cotidiano e deles nos apoderamos para 
realizar os tipos mais simples de atividades, como deixar um recado para 
um membro da família fixado na geladeira.
Para que entendamos melhor os principais conceitos que cercam esse 
tópico, discorremos, primeiramente, sobre as esferas de realização da lin-
guagem: texto, gênero e discurso. Em seguida, faremos a distinção entre 
tipos de textos e gêneros situados em seu contexto de cultura e situação e, 
finalmente, apresentaremos a inter-relação entre tipos textuais e gêneros.
Discurso, gênero e texto
A possibilidade de se gerar ou se entender textos e gêneros é infinita 
devido ao grande repertório de tipos de texto e da gama de gêneros do 
discurso que circulam em nossa sociedade.
Os textos se materializam através dos gêneros textuais que fazem parte 
de determinado domínio discursivo. Em outras palavras, um texto, enten-
dido como uma unidade de significado se realiza através de uma forma, 
a que inicialmente denominaremos gênero. Este irá acontecer em certa 
situação sócio-histórica, por meio de instâncias discursivas.
Talvez não seja uma tarefa muito simples distinguir tipos textuais (uma 
narração), gêneros (uma receita culinária) e discursos (linguagem jornalís-
tica). Por essa razão, trataremos, a seguir, de discutir e conceitualizar cada 
um desses itens, para que você possa melhor compreender esses termos.
Discurso
Nossa concepção de discurso é diferente daquela postulada por Saussure 
(1966) em sua clássica distinção entre langue (sistema linguístico, um conjun-
to de opções e possibilidades) e parole (um enunciado em particular, emitido 
por um indivíduo a partir de um sistema de escolhas).
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26
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Adotaremos, neste trabalho, a perspectiva do linguista Michael Halliday, que 
não coloca o discurso como ato individual, mas como uma unidade de lingua-
gem que está enraizado num contexto específico. Assim, para esse autor, o texto 
é ao mesmo tempo uma unidade de significado e uma forma de (inter)ação, po-
dendo, assim ser analisado tanto em termos de linguagem como sistema e como 
elemento semiótico que reflete processos discursivos e socioculturais ligados a 
estruturas sociais. Exemplos de discurso citados pelo autor incluem o jornalístico 
e o acadêmico. O filósofo da linguagem Mikhail Bakhtin também aborda o dis-
curso, denominando-o instâncias discursivas. Segundo ele, o discurso não abran-
ge um gênero em particular, mas dá origem a vários deles. Assim, no discurso 
religioso podemos ter o gênero sermão e no jornalístico a reportagem.Gêneros
O mundo moderno requer que desenvolvamos habilidades comunicativas 
para que possamos interferir participativa e criticamente na sociedade em que 
vivemos. Em todos os contextos culturais e sociais existem atividades represen-
tadas na linguagem. Segundo Meurer (2002, p.11), três aspectos são definidores 
do contexto: sobre o que se fala, quem fala e como se fala, que nos possibilitam 
ser mais ou menos articulados no uso da linguagem, para atingirmos nossos ob-
jetivos. Materializando em forma de texto uma determinada interação humana, 
a linguagem se constitui como gênero.
Autores como Jean Paul Bronckart, Bakhtin e outros conceituam o gênero 
na Análise do Discurso. Entretanto, em nossa proposta, adotaremos a visão de 
Swales que apresenta um modelo pedagógico para análise de gêneros. Para 
Swales (1990, p. 58) um gênero compreende uma classe de eventos comunica-
tivos, cujos membros compartilham os mesmos propósitos comunicativos. Tais 
propósitos são reconhecidos pelos membros especialistas da comunidade dis-
cursiva de origem e, portanto, constituem o conjunto de razões (rationale) para o 
gênero. Essas razões moldam a estrutura esquemática do discurso, influenciam e 
impõem limites à escolha de conteúdo e de estilo.
O traço principal, definidor de gênero para o autor, também compartilhado 
por Bhatia (1993) é o propósito comunicativo, compartilhado por uma comunida-
de discursiva que o reconhece, lhe dá forma e modifica. A organização retórica, 
ou seja, o modo como blocos textuais são estruturados, é outro aspecto impor-
tante na caracterização do gênero.
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Tipos de texto e gêneros
27
Para exemplificar, poderíamos dizer que uma receita culinária é um gênero, 
pois tem o propósito comunicativo de instruir alguém a realizar um determina-
do tipo de prato culinário. Esse gênero faz parte de uma comunidade discursiva 
(cozinheiros, chefes de cozinha, amantes da culinária) que o utilizam para instruir 
terceiros a realizar determinados tipos de pratos. Ele também possui uma orga-
nização retórica (Ingredientes e Modo de Fazer) conhecida pelos que o escrevem 
e pelos que o leem, tornando-se mais fácil sua circulação na sociedade.
Texto
Após havermos discutido os conceitos de discurso e gênero, nos tópicos an-
teriores, como definiríamos, agora, o texto? Neste ponto, tomaremos a definição 
de Davies (1995, p. 94) segundo a qual o texto é um extrato de escrita que possui 
coerência e textura, com um ou vários autores e marcado claramente por um 
começo e um fim.
O texto seria, então, uma unidade linguística materializada por meio de de-
terminado gênero, que lhe dá forma e determina sua função social.
Para tornar mais claro, observe o texto abaixo:
Texto 1
Boil potatoes in ‘coats’, remove skin and cut into cubes. Remove skin from 
cucumbers, apples and onions and cut like potatoes. Mix the ingredients.
Prepare the sauce: clean the garlic and cut into small cubes. Mix with 
given ingredients. Mix the sauce with the salad.
Serve with different kinds of sausages or chops.
The recipe is for 6-8 portions.
(Disponível em: <www.bestcookrecipes.com/recipe,potato_salad>. Acesso em: 21jun. 2008.)
Esse texto tem o objetivo de instruir como preparar algum tipo de alimen-
to. É coerente e organizado e podemos entendê-lo facilmente. Mas que texto é 
esse? Qual é a sua função social? Ao mesmo tempo em que se assemelha a um 
gênero muito conhecido em nossa sociedade, parece que falta algo para ele se 
configurar como tal.
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28
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
É muito provável que você tenha reconhecido tratar-se de instruções de como 
preparar batatas. Algumas palavras como: prepare, ingredients, mix, salad, serve, 
devem ter ajudado. Entretanto, verificamos, então, que faltam elementos na or-
ganização retórica, ou seja, na estruturação do Texto 1, para que ele se torne 
semelhante a outras receitas que conhecemos. Veja, abaixo, se assim fica mais 
fácil de identificar o texto como uma receita.
Texto 2
Ingredients:
D
isp
on
ív
el
 e
m
: <
w
w
w
.b
es
tc
oo
kr
ec
ip
es
.c
om
/r
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ip
e,
po
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al
ad
>.
 A
ce
ss
o 
em
: 2
1 
ju
n.
 2
00
8.
3 pounds (1 1/2 kilograms) of potatoes
2-3 pickles
1/2 pound (25 dag) of cucumbers
1 pound (40 dag) of fresh apples
1-2 onions
Sauce:
1 medium jar of mayonnaise
3/4 cup of sour cream 18 %
1 tablespoon of vinegar
2 cloves of garlic
salt
sugar
parsley leaves
IE
SD
E 
Br
as
il 
S.
 A
.
Directions:
Boil potatoes in ‘coats’, remove skin and cut into cubes. Remove skin from cucumbers, apples 
and onions and cut like potatoes. Mix the ingredients.
Prepare the sauce: clean the garlic and cut into small cubes. Mix with given ingredients. Mix 
the sauce with the salad.
Serve with different kinds of sausages or chops.
The recipe is for 6-8 portions.
Vimos, então, que o texto 1, embora completo e coerente, necessita de um 
gênero para que possamos nomeá-lo e reconhecer sua estrutura e sua função 
comunicativo-discursiva. Assim, tomando o texto 2, vimos que o texto contido no 
Exemplo 1, é, na realidade, parte do gênero Receita Culinária, especificamente uma 
receita de Salada de Batata (ou Salada de Maionese, como alguns a chamam).
Podemos dizer, então, que discurso, gênero e texto, cada qual em sua esfera 
de atuação, ao mesmo tempo que delimitam e materializam as práticas sociais 
humanas. A esse respeito, o analista crítico do discurso Norman Fairclough 
(1992, p. 22) comenta que “qualquer evento discursivo (isto é, qualquer exemplo 
de discurso) é considerado simultaneamente um texto, um exemplo de prática 
discursiva e um exemplo de prática social”.
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Tipos de texto e gêneros
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Desenvolveremos, a seguir, as noções de gêneros e tipologia textual, para 
ampliarmos nossas colocações sobre esses dois enfoques teóricos.
Tipos de texto e gêneros textuais
Para Marcuschi (2002, p. 22), tipologia textual é um termo usado “para desig-
nar uma espécie de sequência teoricamente definida pela natureza linguística 
de sua composição (aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógi-
cas)”. Há vários tipos de textos descritos, tais como: textos persuasivos, instrucio-
nais, informativos, entre outros. Entretanto, os mais conhecidos e comumente 
solicitados em vestibulares e concursos públicos são a Descrição (tipo de texto 
em que descreve um lugar, uma pessoa, ou um objeto), a Narração (modalidade 
textual em que se conta um fato real ou não que ocorreu em um determinado 
tempo e lugar, envolvendo certos personagens) e a Dissertação/Argumentação 
(estilo de texto com posicionamentos pessoais e exposição de ideias com base 
na argumentação).
Os exemplos abaixo, ilustram esses tipos principais de texto.
Descrição
It is a typical classroom: a few wooden chairs, a whiteboard and the teacher’s 
desk. On the wall there is a big old clock and some children drawings. There are 
no curtains. On the ceiling two fans and some lights.
Narração
I was waiting in the examining room. My mother was walking back and forth 
in the hallway, but my father kept me company. The doctor was always late. I 
knew I would have to wait some more time so I picked up a torn magazine that 
was lying on the floor and started reading it.
Argumentação
The government should provide more financial assistance to parents who 
use childcare. Childcare centers may assist children in their early development. 
Moreover, they may give children an opportunityto mix with other children 
and to develop social skills at an early age.
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30
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Temos, no primeiro exemplo, uma descrição de uma sala de aula, no segundo 
o relato de uma pessoa que está na sala de espera de um consultório médico, 
junto com seus pais e no terceiro, uma pessoa comenta sobre a assistência que 
o governo deveria fornecer às escolas de ensino infantil.
Enquanto que tipos de textos exercem seu papel comunicativo de informar, 
persuadir, instruir ou descrever, somente realizam sua função social quando in-
seridos em algum gênero. A descrição de uma sala de aula, citada no exemplo 
acima, poderia fazer parte de vários gêneros tais como de um anúncio de alu-
guel de salas ou um relatório de uma empresa de seguros: somente assim dei-
xaria de ser simplesmente uma descrição para ser utilizada para um propósito 
comunicativo real.
Há, ainda, na literatura, muita discussão a respeito da terminologia e da cons-
tituição de tipos de textos e gêneros, Marcuschi (2002), Travaglia (1991), Silva 
(1999) dentre outros, ou seja, esses conceitos poderão ainda ser ampliados, pois 
ainda estão sujeitos a um amplo debate.
Os gêneros textuais, conforme descrevemos anteriormente, são a materia-
lização de textos orais ou escritos, inseridos em uma estrutura conhecida por 
seus interlocutores. Têm uma finalidade definida, ocorrendo em um contexto 
social específico. Por suas características externas à linguagem, ou seja, visto po-
dermos classificá-lo por sua função sociocomunicativa, audiência e propósito, e 
não somente por suas características linguísticas, é que diferenciamos gêneros 
de tipos de texto.
Para melhor compreensão, comentaremos brevemente o gênero Resenha. 
O exemplo abaixo se refere à resenha crítica do filme The Incredible Hulk (O 
Incrível Hulk).
D
iv
ul
ga
çã
o:
 U
ni
ve
rs
al
 P
ic
tu
re
s.
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Tipos de texto e gêneros
31
June 13, 2008.
Caution: contents turn angry when shaken
By A. O. SCOTT
Five years ago there was a movie about Dr. Bruce Banner, a scientist who, 
when agitated, turns large and green. It was called “Hulk” and it didn’t do very 
well, either with critics or with the legions of comic-book fans expected to sacri-
fice a portion of their pocket money every summer to keep the movie studios 
afloat. Now Universal and Marvel, every bit as indomitable as their rampaging 
asparagus-colored intellectual property, have given the franchise another try.
The new movie about poor Dr. Banner, directed by Louis Leterrier (“The 
Transporter,” “Transporter 2”) from a script by Zak Penn (“X2,” “X-Men: The Last 
Stand”), is called “The Incredible Hulk.” But let’s not get carried away: “The 
Adequate Hulk” would have been a more suitable title. There are some big, 
thumping fights and a few bright shards of pop-cultural wit, but for the most 
part this movie seems content to aim for the generic mean. If you really need 
a superhero to tide you over until Hellboy and Batman resurface next month 
— and honestly, do you? really? why? — I guess this big green dude will do.
The latest Hulk, a computer-generated behemoth with torn pants and tou-
sled hair, is a slightly improved version of the character created by Stan Lee and 
Jack Kirby 46 years ago, though a cameo appearance by Lou Ferrigno, the Hulk 
on the old television series, may induce some fond nostalgia for the analog 
days when a superhero could be impersonated by an actual person.. […]
Directed by Louis Leterrier; written by Zak Penn, based on the Marvel 
comic book by Stan Lee and Jack Kirby; director of photography, Peter Men-
zies Jr.; edited by John Wright, Rick Shaine and Vincent Tabaillon; music by 
Craig Armstrong; production designer, Kirk M. Petruccelli; visual effects su-
pervisor, Kurt Williams; produced by Avi Arad, Gale Anne Hurd and Kevin 
Feige; released by Universal Pictures and Marvel Entertainment. Running 
time: 1 hour 54 minutes.
WITH: Edward Norton (Bruce Banner), Liv Tyler (Betty Ross), Tim Roth (Emil 
Blonsky), Tim Blake Nelson (Samuel Sterns), Ty Burrell (Leonard) and William 
Hurt (General Ross).
(Disponível em: <http://movies.nytimes.com/2008/06/13/movies/ 
13hulk.html?ref=movies&pagewanted=print>. Acesso em: 23 jun. 2008.)
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Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Poderíamos dizer que temos aqui um tipo de texto persuasivo em que o autor 
procura nos convencer a compartilhar sua opinião a respeito desse filme. Com 
um título um tanto irônico Caution: contents turn angry when shaken (Cuidado, o 
conteúdo fica zangado quando sacudido) , o autor não somente fornece sua opi-
nião, mas também descreve e apresenta outras informações a respeito do filme 
e de seus personagens. Ele escreve a partir de seu próprio estilo, mas segue algu-
mas convenções tais como: informar duração do filme, atores e diretor; destacar 
pontos positivos e negativos; resumir a estória. Essas convenções permitem que 
o autor exerça a função comunicativa desse gênero, qual seja, descrever, avaliar e 
recomendar (ou desqualificar) um filme, o que lhe permite atingir a sua audiência 
(leitores, internautas etc.) com maior eficiência.
Contexto de situação e de cultura
Todo texto, oral ou escrito, ocorre em um contexto de uso específico. Podemos 
dizer que os sistemas linguísticos são estruturados pelo uso e manifestam-se em 
dois níveis contextuais, quais sejam, o contexto de situação e o de cultura.
O antropólogo polonês Bronislaw Malinowski (apud HALLIDAY; HASAN, 1989) 
foi precussor da teoria acerca do contexto de uso, ou contexto de situação (context 
of situation), que foi o termo criado por ele para expressar todo um ambiente 
onde o texto seria analisado. Esse tópico foi posteriormente desenvolvido por 
J. R. Firth, que criou sua própria teoria linguística (HALLIDAY; HASAN, 1989), in-
cluindo os elementos envolvidos no contexto, que são: os participantes, a ação 
dos participantes, características da situação e efeitos da ação verbal. A teoria 
ganhou corpo com o trabalho de Michael H. K. Halliday e seus seguidores, por 
meio da gramática sistêmico-funcional. Esse nível de análise surge como moti-
vador das escolhas de registro (vocabulário, aspectos gramaticais), ou seja, em 
nível léxico-gramatical.
Malinowski também percebeu que precisaria de outro tipo de contexto que 
desse conta não só do que estava acontecendo, mas também de aspectos culturais 
envolvidos em uma determinada prática social: o contexto cultural, que iria operar 
no âmbito do gênero. Para Halliday e Hasan (1989) o contexto de cultura é mais 
amplo, definindo a atividade social de uma cultura especifica de modo que os sig-
nificados de determinados textos tenham um propósito, ou seja, costumes e valo-
res de uma determinada sociedade que influenciam a interpretação dos textos.
Assim, enquanto o contexto de situação, determinando a escolha de regis-
tros, torna os textos diferentes, a escolha dos gêneros, a partir do contexto de 
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Tipos de texto e gêneros
33
cultura, os torna mais semelhantes, especialmente por conta das convenções a 
que esses estão sujeitos.
Por exemplo, imagine um repórter entrevistando um cantor de rock em um 
dia, e o Papa em outro. Embora esteja restrito às convenções do gênero Entrevis-
ta Jornalística (estruturado em perguntas e respostas, com o propósito de extrair 
informações de interesse do leitor) o jornalista utilizaráum vocabulário e uma 
organização sintática (construções mais complexas, vocabulário mais formal) 
para comunicar-se com o chefe da igreja católica, enquanto provavelmente fará 
uso de um vocabulário informal na conversa com o cantor de rock.
Enquanto as diferenças entre os textos se situa em nível das variáveis de re-
gistro (neste caso a relação entre os participantes) – o que implica em escolhas 
diferentes para relações (formais, informais) distintas – sua semelhança decorre 
da função que esses textos cumprem no contexto cultural. No caso citado, o 
propósito é extrair informações específicas do entrevistado para um fim deter-
minado que pode ser: esclarecer, informar ou entreter, dentre outros. Daí decor-
re que textos com grande variação em termos de registro (contexto de situação) 
podem pertencer ao mesmo gênero (contexto cultural) tornando esses dois 
níveis de análise intrinsicamente ligados.
Comparação e contraste 
entre tipos de texto e gêneros
Neste ponto, você já deve ter notado a estreita relação entre tipos de textos e gê-
neros textuais. Convém retomar, entretanto, o caráter de formação interna, ou seja, 
de construção e organização da linguagem daquele primeiro, enquanto o segundo 
se constitui pelo uso das estruturas discursivas em situações reais de comunicação.
Para ilustrar, vamos analisar trechos de um Manual do Aparelho Celular F9200 
da LG.
D
iv
ul
ga
çã
o:
 L
G
.
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34
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Manuais são gêneros textuais que têm o propósito comunicativo de instruir os 
usuários a utilizar de modo eficiente determinado produto. É claro que há uma in-
finidade de manuais e que esses possuirão diferenças em seu registro e seu estilo 
(formal, informal, técnico, acadêmico) dependendo de seu público-alvo e da co-
munidade discursiva a que pertencem. Ainda assim, possivelmente poderemos 
encontrar na maioria deles, uma estruturação semelhante incluindo tópicos que 
expliquem como instalar, como usar ou como resolver possíveis problemas.
Pense nos manuais que você já leu, eles não têm sempre algo em comum? 
Para iniciar, vejamos o extrato da página 16 do manual citado acima. Você con-
seguiria identificar, qual é o propósito dessa parte?
Your Phone 
D
iv
ul
ga
çã
o:
 L
G
.
Your phone´s Features
1. Earpiece
2. Side keys: These keys are used to control the 
volume of ringtone in standby mode and 
speaker volume during a call.
3,10. Left soft key/Right soft key: Each of these 
keys perform the functions indicated by the 
text on the display immediately above them.
4. Send key: You can dial a phone number 
and answer incoming calls. Press this key in 
standby mode to quickly access the most 
recent incoming, outgoing and missed calls.
5. Aphanumeric keys: Theses keys are used to 
dial a number in standby mode and to enter 
number or characters in edit mode.
6. Microphone: Can be muted during a call for 
privacy.
7. Display screen: Displays phone status icons, 
menu items, Web information, pictures and 
more in full color.
8.5- way joystick or Navigation key: Enables 
scrolling through names, phone numbers, 
menus or settings.
 The 5-way joystick is also used to move the 
cursor up and down, right and left when 
writing text, using the calendar, and in some 
game applications.
 Pressing the joystick briefly selects the 
function.
 Short press will launch the WAP browser.
 Allows you to select and confirm menu 
options.
9. Message Key: Use to retrieve or send text 
messages.
11. End/Power key: Allow you to power the 
phone on or off, end calls, or returns to standby 
mode.
12. Clear key: Allows you to delete the characters 
entered or return you to the previous screen.
Como você deve ter notado, essa divisão do Manual descreve, com detalhes, 
cada uma das teclas de função do aparelho, para que o usuário possa utilizá-lo 
adequadamente. Diríamos, então, tratar-se de um tipo de texto descritivo, carac-
terizado pela explicação do uso de cada tecla ou dispositivo.
Veremos agora um trecho da página 22 do Manual. Você reconhece a função 
comunicativa desse trecho?
D
iv
ul
ga
çã
o:
 L
G
.
Turning Your Phone On and Off
1. Hold on the key untill the phone switches on.
2. If the phone asks for a PIN, enter the PIN and press 
the left soft key [OK].
The phone searches for your network and after finding 
it, the idle screen, illustrated below, appears on both 
displays. Now, you can make or receive a call.
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Tipos de texto e gêneros
35
Provavelmente você notou que essa parte procura instruir o usuário no cor-
reto manuseio do equipamento, mais especificamente, como ligá-lo e desligá-lo. 
Esse trecho, pode então ser considerado um texto instrutivo caracterizado pelo 
uso de imperativos (Hold down the key – Segure a tecla) e pela sequência lógica 
de ações: 1. Hold down the key; 2. If the telephone asks for PIN [...] e ilustrações para 
melhor compreensão.
Desse modo, você pode perceber, que embora o manual seja um gênero e por 
isso, tenha uma estruturação estável e convencionalizada, pode conter vários tipos 
de textos (no exemplo acima o descritivo e o instrutivo) que cumprem funções es-
pecíficas em partes determinadas desse gênero, mas que, individualmente, não 
chegam a desempenhar uma função particular dentro das práticas sociais.
Texto complementar
Sobre os gêneros textuais
(BALTAR, 2008. Adaptado)
Há muito se tem falado em leitura e produção de textos nas nossas salas 
de aula. Entretanto uns professores pedem para os alunos escrever uma 
redação, outros pedem uma pequena narrativa, outros um pequeno texto, 
outros uma composição, outros pedem para que os alunos escrevam cartas, 
bilhetes, anúncios, contos etc.
Na tentativa de resolver essas hesitações terminológicas, e a título de siste-
matização de nosso trabalho de pesquisa-ação UCS-PRODUTORE: laborató-
rio de produção e de recepção de textos – os gêneros textuais, proporemos 
as seguintes definições:
chamaremos de � textos as unidades básicas de ensino que se organi-
zam sempre dentro de certas restrições de natureza temática, com-
posicional e estilística, o que os caracteriza como pertencentes a um 
determinado gênero textual. Para os PCN, por exemplo, o texto e a no-
ção de gênero textual, constitutiva do texto, precisa ser tomada como 
objeto de ensino em nossas escolas;
chamaremos de � gêneros textuais a diversidade de textos que ocorrem 
nos ambientes discursivos de nossa sociedade, os quais são materiali-
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36
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
zações linguísticas de discursos textualizadas, com suas estruturas re-
lativamente estáveis, conforme Bakhtin, disponíveis no intertexto para 
serem atualizados nos eventos discursivos que ocorrem em socieda-
de; em outras palavras os gêneros textuais são unidades triádicas re-
lativamente estáveis, passíveis de serem divididas para fim de análise 
em unidade composicional, unidade temática e estilo, disponíveis num 
inventário de textos (arquitexto ou intertexto), criado historicamen-
te pela prática social, com ocorrência nos mais variados ambientes 
discursivos, que os usuários de uma língua natural atualizam quando 
participam de uma atividade de linguagem, de acordo com o efeito de 
sentido que querem provocar nos seus interlocutores;
chamaremos de � modalidades discursivas as formas de organização lin-
guístico-discursivas em número limitado que existem e que são per-
cebidas no folhado textual dos gêneros textuais na formade predomi-
nância, com a finalidade de produzir um efeito discursivo específico 
nas relações entre os usuários de uma língua, como é o caso do narrar, 
do relatar, do argumentar, do expor, do descrever e do instruir;
chamaremos � sequências textuais os modos de organização linear que 
visam a formar uma unidade textual coesa e coerente, que vão expres-
sar linguisticamente o efeito de sentido que as modalidades discursi-
vas pretendem instaurar na interação entre os interlocutores de uma 
atividade de linguagem;
chamaremos de � suportes textuais os espaços físicos e materiais onde 
estão grafados os gêneros textuais, como por exemplo, o livro, o jor-
nal, o computador, o folder, o manual de instrução, a folha da bula de 
remédio etc.;
chamaremos de � ambientes discursivos os lugares ou as instituições 
sociais onde se organizam formas de produção com respectivas es-
tratégias de compreensão onde ocorrem as atividades de linguagem, 
através dos textos empíticos classificados em gêneros textuais; por 
exemplo, o ambiente discursivo escolar, acadêmico, mídia, jurídico, re-
ligioso, político etc.;
chamaremos de � eventos discursivos as atividades de linguagem que se 
dão no tempo e em determinados ambientes discursivos, através de gê-
neros textuais constituídos de modalidades discursivas e de sequências 
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Tipos de texto e gêneros
37
textuais, envolvendo enunciadores determinados, com objetivos espe-
cíficos de interagir com enunciatários reais;
admitiremos o uso de � gêneros de discurso, como o discurso do judici-
ário, da mídia, da escola, da academia, o discurso religioso, o familiar, 
o político etc.; referindo-se respectivamente aos ambientes discursivos 
correspondentes.
Obs.: Enquanto que o número de gêneros textuais numa determinada so-
ciedade é, em princípio, ilimitado, ampliando-se de acordo com os avanços 
culturais e tecnológicos, sendo passível de se fazer um corte sincrônico num 
determinado tempo e lugar, para efeito de análise, o número de modalida-
des discursivas é menor e mais ou menos limitado. Vejamos a seguinte tabela 
para melhor compreender estas definições:
Tabela 1 – Terminologia
Gênero 
textual
Modalidade 
discursiva
Suporte do 
texto
Ambiente 
discursivo 
(instituição)
Interação 
verbal 
enunciadores
Novela Narrar Televisão Mídia televisiva Autores 
telespectadores 
Crônica Expor / 
Argumentar 
Seção coluna 
de jornal/revista 
Mídia impressa 
jornal/revista 
Escritor leitor de 
jornal/revista 
Romance Narrar Livro Indústria 
literária 
Escritor leitor 
Entrevista 
 
Interativo/ 
Dialogal
Revista Mídia escrita Jornalista e 
entrevistado/
leitor 
Carta ofício Expor/ 
Argumentar 
Folha papel 
timbrado e 
envelope 
Acadêmico 
escolar oficial 
Universidade/
Escola 
Prefeitura 
Biografia Relatar Livro Indústria 
literária 
Escritor/Leitor 
Manual de 
instrução de TV 
Instruir Folheto, folder, 
livro impresso 
Indústria-
comércio 
(mercantil) 
Empresa indús-
tria cliente 
Cheque Expor/Instruir Talão de 
cheque 
Bancária Cliente - Banco 
Editorial Argumentar/
Expor
Jornal /revista 
impressos 
Mídia jornal 
impresso 
Empresa 
(jornal/revista) 
leitor 
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38
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Gênero 
textual
Modalidade 
discursiva
Suporte do 
texto
Ambiente 
discursivo 
(instituição)
Interação 
verbal 
enunciadores
Noticiário Relatar Jornal TV rádio Mídia Apresentador 
público 
Narração de 
jogo de futebol 
Narrar Rádio/TV Mídia esportiva Narrador – 
ouvintes/teles-
pectadores 
Dicas de estudo
O site da BBC-Skillswise disponível em: <www.bbc.co.uk/skillswise/words/re-
ading/typesoftext/index.shtml> traz informações, exercícios e jogos sobre tipos 
de texto. Nele você encontrará elementos complementares ao nosso estudo tais 
como a distinção entre textos descritivos, persuasivos, informativos e instrutivos, 
acompanhados de exercícios. Há também um jogo on-line em que você poderá 
testar seus conhecimentos sobre o tema.
Atividades
1. Escolha dentre as alternativas, a que tipo de textos pertencem, respectiva-
mente, cada um dos trechos abaixo:
a) instrução.
b) descrição.
c) narração.
d) argumentação/dissertação.
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Tipos de texto e gêneros
39
 Extrato 1 )(
The vehicle is silver with aluminum body. It has ABS brakes, leathers seats 
and resistant bumper shields.
 Extrato 2 )(
Don’t leave your bags unattended when you are at the airport. Make 
sure you have all the documents requested by local authorities. Never carry 
dangerous products inside your handbag.
 Extrato 3 )(
The place we stayed in was just perfect. The main bedroom was roomy, 
with lots of natural light coming from a huge bay window. I would recommend 
it for anyone who wants to relax and enjoy nature.
 Extrato 4 )(
The lady entered the bank to cash a check. She was heading for the cashier 
when she noticed some strange movement at the main entrance. It took her 
a couple of minutes to realize it was a bank robbery.
2. Com base nos tipos de texto a que se referem os extratos da atividade ante-
rior, combine as colunas de modo a informar de que gêneros eles poderiam 
fazer parte. Mais de uma alternativa é possível.
Extrato 1 ( ) (a) Carta/E-mail comercial
Extrato 2 ( ) (b) Carta/E-mail pessoal
Extrato 3 ( ) (c) Anúncio de Venda
Extrato 4 ( ) (d) Folheto de Instruções
(e) Carta ao Editor
(f ) Reportagem Jornalística
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40
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
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Diferenças organizacionais e linguísticas de 
textos em língua materna e língua estrangeira
Seja para leitura ou para a escrita é importante entender as principais di-
ferenças organizacionais e linguísticas entre a língua portuguesa e a língua 
inglesa. Se considerarmos um aprendiz adulto que já tenha estruturado de 
modo efetivo sua língua materna, constataremos que os principais erros ocor-
rem devido à interferência daquela no aprendizado da língua estrangeira.
A fim de ampliarmos essa discussão, abordaremos a organização retóri-
ca1, ou seja, a estrutura da língua portuguesa contrastada à inglesa destacan-
do especialmente as diferenças linguísticas entre essas línguas, com ênfase 
na gramática e no léxico (vocabulário e colocações). O texto complementar 
tratará da questão do erro, visto que é na prática escrita, em especial, que os 
contrastes linguísticos e as incorreções tornam-se mais evidentes.
Organização retórica português/inglês
Cada língua tem sua organização retórica, ou estrutural, que pode ser 
semelhante a outras ou não. As normas de escrita particulares a cada cul-
tura são apropriadas pelas convenções de cada gênero, que lhes dá forma. 
Assim, para um estudo mais efetivo da estruturação organizacional de 
textos teríamos que fazê-lo a partir de cada gênero.
Considerando que o contraste entre a organização textual da LP (língua 
portuguesa) e LI (língua inglesa) não é muito significativo, daremos, a título 
de ilustração, um exemplo, a partir de um estudo de Motta-Roth (1998) acerca 
de Abstracts (Resumos) em português e em inglês. O Abstract (Resumo) é um 
gênero importante na vidaacadêmica, pois é um sumário de um trabalho 
científico, seja de uma monografia, tese, dissertação ou artigo.
A partir do modelo teórico de Swales (1990), Motta-Roth identificou a 
seguinte organização retórica de um Abstract: (a) situar a pesquisa (contex-
tualização); (b) apresentar a pesquisa (objetivo); (c) descrever a metodologia 
(metodologia) , resumir os resultados (resultados) e discutir a pesquisa (con-
1 A retórica trata da organização estrutural da linguagem, ou seja, como essa se organiza em termos de discurso e nos aspectos gramaticais.
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Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
clusão). Finalmente essa autora concluiu que não há diferenças significativas entre 
as línguas, em relação ao modo como o gênero Abstract é organizado.
Para ilustrar, veja os exemplos 1 e 2 abaixo:
Exemplo 1 – Extraído do periódico Child Abuse & Neglect.
The health and well-being of neglected, abused and 
exploited children: The Kyiv Street Children Project
Abstract
Objective: to report on the backgrounds and physical and emotional well-
being of street children using two street shelters in Kyiv, Ukraine . This study 
is important because personal accounts of street children may highlight 
individual of family factors that are associated with vulnerability for and risk 
of poor mental health, and these could have serious repercussions for the 
future. This study also poses a challenge to research because street children 
are a highly elusive population that services find hard to reach.
Methods: ninety-seven children were recruited and interviewed using 
a semistructured, psychosocial interview schedule; psychopathology was 
measured using the Strengths and Difficulties Questionnaire (SDQ) and the 
Mood ans Feelings Questionnaire (MFQ).
Results: seventy percent of street children scored for behavioral and 
emotional difficulties on the SDQ, and 74% scored for depression on the 
MFQ. Current health problems were reported by 78%, with 43%, described 
as persistent or severe. Two thirds of the children in the sample were not 
homeless but had chosen life on the streets in preference to permanent 
residence with their families. Their “survival” history on the streets contributed 
to the development of three different profiles of vulnerability.
Conclusions: high rates of physical and emotional problems in a 
population of street children, many of whom were still connected to their 
families, emphasize the importance of developing different approaches 
for children with different vulnerabilities. This study also demonstrates the 
feasibility of embedding on-going field research into the service dimension 
of “front-line” social care agencies.
©2006 Elsevier Ltd. All rights reserved.
Keywords: Abuse; Neglect; Exploitation; Street children.
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Diferenças organizacionais e linguísticas de textos em língua materna e língua estrangeira
43
Nesse primeiro exemplo de um artigo acadêmico sobre crianças de rua, 
vemos a organização marcada das partes do Abstract. Resumidamente, pode-
ríamos dizer que o objetivo da pesquisa é relatar o estado emocional e físico de 
crianças de rua em dois abrigos na cidade de Kiev, na Ucrânia; a metodologia 
empregada está baseada em entrevistas; os resultados indicaram que 70% das 
crianças apresentavam problemas emocionais ou de comportamento e a con-
clusão aponta para a importância de haver diferentes abordagens, especialmen-
te por órgãos de assistência social, para o acolhimento dessas crianças.
Exemplo 2 – Extraído do periódico Rev. Saúde Pública.
(ROHDE; FERREIRA; ZOMER et al.)
Abstract
Impacto da vivência de rua nas amizades de crianças em idade escolar.
Objetivo: trata-se de um estudo para avaliar as relações de amizade em 
meninos de rua de 7 a 11 anos da cidade de Porto Alegre, RS, Brasil.
Métodos: uma amostra de 30 meninos de rua foi comparada com outra 
de 51 meninos de 7 a 11 anos que viviam com suas famílias de baixa renda, 
utilizando-se a Entrevista Sobre Amigos e Companheiros da Cornell (Cornell 
Interview of Peers and Friends).
Resultados: os dois grupos apresentaram escores globais na entrevista 
significativamente diferentes, sendo que o grupo de meninos de rua obteve 
o escore médio mais alto. Da mesma forma, os meninos de rua apresentaram 
escores de adequação do desenvolvimento, autoestima e habilidades sociais 
significativamente menores do que os meninos com família.
Conclusões: levando-se em conta os resultados, é enfatizada a urgência 
do desenvolvimento de intervenções com as crianças com vivência de rua, 
especialmente com os meninos de rua.
Keywords: Homeless youth [psychology]; Family; Interpersonal relations; 
Menores de rua [psicologia]; Família; Relações interpessoais.
Como você pode notar, o Exemplo 2, em português, tem uma estruturação tex-
tual semelhante ao Exemplo 1, em inglês. Os dois Abstracts possuem os mesmos 
itens (objetivo, métodos, resultado, conclusão e palavras-chaves (keywords) e têm 
o mesmo propósito – que é apresentar um resumo de um trabalho de pesquisa 
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Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
científica. Cabe mencionar, entretanto, isso não significa que a organização retó-
rica seja semelhante em todos os gêneros das duas línguas.
No entanto, é importante que você comece a observar semelhanças e distinções 
entre os gêneros na LI e LP (LI – inglesa) e (LP– portuguesa), para que possa aprovei-
tar seu conhecimento da língua materna (português) para estruturação de textos na 
língua estrangeira (inglês), visto que há maiores similaridades do que diferenças.
Embora em nível de análise do gênero, não tenhamos encontrado aspectos 
contrastivos muito diferenciados entre a língua materna (L1 – português) e a 
língua estrangeira (L2 – inglês), no aspecto léxico-gramatical (vocabulário e gra-
mática) encontraremos estruturas peculiares a cada idioma, que têm origem cul-
tural, ou seja, possuem raízes históricas e têm a ver com o modo com que cada 
cultura entende e descreve uma situação ou objeto.
Principais diferenças linguísticas 
entre L1 e L2 – aspectos gramaticais
Dentre os fatores de interferência da L1 na L2 está o aspecto gramatical. 
Embora haja muitas diferenças significativas, nos concentraremos nos tópicos 
mais pontuais da língua que poderão causar dificuldades na escrita, e possivel-
mente na leitura em língua inglesa. São eles os verbos e a organização de alguns 
elementos na sentença.
Verbos
Modo interrogativo e negativo
O padrão do inglês difere do português na estruturação das sentenças interroga-
tivas e negativas. Na forma interrogativa, em inglês, há o acréscimo de verbos auxilia-
res (do, does, did), que ocorrem antes do sujeito da sentença em todos os verbos, com 
exceção do verbo to be e dos modais (would, can, may, might, should, must, shall), em 
que há uma inversão do verbo, que aparecerá antes do sujeito.
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Diferenças organizacionais e linguísticas de textos em língua materna e língua estrangeira
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Exemplo:
They dance – Do they dance?
They can dance – Can they dance?
Vemos que enquanto, em inglês, acrescentamos um elemento linguístico 
(verbo auxiliar) ou organizamos a sentença com o verbo antes do sujeito, em 
português a única diferença é o ponto de interrogação.
Na forma negativa, o não (not) é acrescentado de modo semelhante nas duas 
línguas. No entanto, em português ele é sempre colocado antes do verbo (Ela 
não trabalha; Elanão está trabalhando) enquanto que, em inglês, o not pode vir 
antes, acrescido de um verbo auxiliar (do, does, did).
Ex.: She doesn’t know ou após o verbo to be (She isn’t here) ou um modal 
(would, can, may, might, should, must, shall) ( she shouldn’t work).
There to be (verbo haver no sentido de existir)
Em português o verbo TER tem pelo menos dois significados básicos: possuir 
e existir, enquanto em inglês temos dois verbos diferentes para cada uma dessas 
traduções, respectivamente, to have e there to be. Exemplos:
(a) Elas têm um dicionário. = Elas possuem um dicionário. – They have a 
dictionary;
(b) Tem (há) um dicionário na minha mochila. = Existe um dicionário na 
minha mochila -There’s a dictionary in my schoolbag. 
A concordância, também difere entre as línguas, já que em português o 
verbo TER no sentido de existir é impessoal, isto é, não tem sujeito e é conjugado 
sempre na terceira pessoa do singular.
Há uma cadeira aqui Há várias cadeiras aqui
Em inglês, o verbo there to be irá concordar com o substantivo que o segue. 
Assim:
Há uma cadeira aqui (singular) Há várias cadeiras aqui (plural)
There is a chair here There are several chairs here
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Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Transitividade
De um modo geral, há correspondência de transitividade no português e 
inglês. Transitivo direto é o verbo que transita diretamente ao seu complemento. 
Por exemplo: falar inglês. Transitivo indireto é o verbo que transita ao seu com-
plemento por intermédio de uma preposição. Por exemplo: ir ao supermercado. 
Abaixo, alguns exemplos da correspondência português-inglês.
Verbo Inglês/Português transitivo direto ou indireto
To like
Gostar de
I like ice cream (D)
Eu gosto de sorvete (I)
To ask
Perguntar/pedir
Ask him to step down (D)
Peça para ele descer (I)
To listen to
Escutar
He isn’t listening to what she is saying (I)
Ele não está escutando o que ela está dizendo (D)
Phrasal verbs (verbos preposicionados)
Embora os verbos preposicionados façam parte de um aspecto mais idiomá-
tico da língua inglesa, os incluiremos na categoria gramatical, para fins de orga-
nização. Os verbos preposicionados são a combinação de um verbo + uma pre-
posição (come + in = entrar) ou um verbo + um advérbio ( sit + down = sentar-se). 
De fato, a dificuldade com esses tipos de verbos é realmente conhecê-los e em-
pregá-los de modo mais adequado, escolhendo seu contexto mais apropriado.
De um modo geral, os phrasal verbs são utilizados na modalidade informal da 
linguagem e sempre têm um correspondente mais formal. Exemplos:
Phrasal Verb Verbo correspondente
They cancelled the meeting (cancelar) They called off the meeting (cancelar)
He will disconnect the equipment (desligar) He will turn off the equipment (desligar)
He investigated this matter (investigar) He looked into this matter (investigar)
Organização da sentença
Posição do Sujeito
Em português frequentemente encontramos frases sem sujeito (sujeito 
oculto, indeterminado, inexistente). Entretanto, em inglês, isso não é possível, 
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Diferenças organizacionais e linguísticas de textos em língua materna e língua estrangeira
47
com exceção do imperativo. Na falta de um sujeito específico, teremos que utili-
zar o sujeito neutro (it).
Veja abaixo:
Está nevando Somos casados
It is snowing We are married
Dizem que amanhã é feriado
They say tomorrow is a holiday
Outro aspecto importante é que, diferentemente do português, o sujeito, em 
inglês, deve estar prioritariamente antes do verbo e mais para o início da sentença.
Amanhã cairá uma chuva pesada
A heavy rain will fall tomorrow
Nominalização
A nominalização é outro recurso linguístico utilizado para condensar o sen-
tido da sentença e assim torná-la mais direta e menos longa. Embora seja consi-
derado um elemento mais léxico do que gramatical, estamos incluindo-o neste 
espaço justamente pela dificuldade dos aprendizes em compreender sua orga-
nização na sentença.
A nominalização é obtida pelo acréscimo de vocábulos (artigos, advérbios, 
substativos, adjetivos) que qualificam um substantivo (núcleo), o qual exerce a 
função sintática de sujeito ou objeto da sentença. É importante mencionar que 
a língua inglesa é altamente nominalizada, especialmente na forma escrita e no 
discurso técnico ou da área de negócios.
Exemplos:
Sujeito Verbo Objeto Complemento
1. The director sent an email yesterday
Basf International 
German director
A very polemic 
confidential email yesterday
2. The executive is the CEO ----------------
The Mexican plant 
American executive is
the Latin American 
CEO
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48
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Nesse exemplo as palavras director e executive são os sujeitos, respectivamen-
te, das sentenças 1 e 2 e os núcleos (principais palavras) do grupo nominal, em 
cada sentença. As palavras acrescentadas (em itálico) complementam a ideia do 
sujeito ou do objeto (e-mail, CEO), qualificando-os.
Pela diferença na estrutura do português e do inglês, se você quiser descrever 
um sujeito de modo compacto deverá partir do núcleo do sujeito (director, exe-
cutive) ou do objeto (e-mail, Ceo) e posicionar seus modificadores antes dele.
Exemplo: The boy (sujeito) met the girl (objeto)
A very good looking teenage boy met the intelligent American girl
Modificadores Núcleo-Sujeito Modificadores Núcleo-Objeto
Observe, em um texto da área de negócios, a ocorrência dos grupos nominais.
Nokia, the world’s largest mobile phone manufacturer, has announced 
the introduction of a range of new products. All of Nokia’s main rivals 
increased their market share. South Korea´s Samsung Electronics saw its 
share grow to 12.5% from 10.8%. Total world sales for mobiles are expected 
to reach 153 million this year. In mature markets such as Europe, consumers 
are replacing older mobile phones with the latest models. In Japan the 
latest mobiles will soon have integrated hard disks. This will allow users 
to download music and other data from the Internet and store it on their 
mobiles. Nokia’s target is 40% of world sales but, as competitors increase 
their market share, they will need to respond to the latest developments in 
technology to achieve this.
(Disponível em: <www.businessenglishonline.net>.)
Principais diferenças linguísticas entre 
L1 e L2 – aspectos lexicais (vocabulário)
São frequentemente atribuídas ao vocabulário as dificuldades enfrentadas 
pelos alunos na compreensão ou elaboração de textos. Se, por um lado, é im-
portante o domínio de um abrangente repertório lexical da língua, por outro 
devemos atentar também para:
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Diferenças organizacionais e linguísticas de textos em língua materna e língua estrangeira
49
(a) adequação desse vocábulo em situações formais ou informais, escritas 
ou orais;
(b) conhecimento das regras de convencionalidades linguísticas (expressões 
idiomáticas).
Além disso, cabe salientar que a estruturação da língua, ou seja, as regras gra-
maticais que estabelecem como organizar esse vocabulário são essenciais para 
que as mensagens sejam criadas e para que a comunicação aconteça.
Expressões convencionalizadas (Idioms)
Toda língua contém grupos de palavras que aparecem juntas, muitas vezes 
numa determinada ordem, as quais adquirem uma função comunicativa espe-cífica. Essas expressões devem ser entendidas pelo seu conjunto e não por cada 
elemento individualmente.
Em português, termos como: café com leite tem sua ordem convencionali-
zada. Dificilmente alguém irá encontrar em um menu de restaurante os dizeres 
temos leite com café, embora a inversão dos vocábulos não impeça a comunica-
ção. Outras expressões como É sopa! ou Estou ficando com o Marquinho somen-
te são entendidas pelo seu conjunto e pelo seu conceito. Assim, alguém que 
não conheça as regras para agrupamento de certas palavras, soará, no mínimo 
estranho em determinada cultura.
Apresentaremos, a seguir, alguns exemplos desses grupos de palavras. Ob-
serve que a tradução literal às vezes possibilita uma compreensão do sentido da 
expressão, mas, muitas vezes não, como no caso da expressão Saúde (God bless 
you). Assim, temos
Nice to meet you (Prazer em conhecê-lo)
Help yourself (Sirva-se)
God bless you (Saúde)
Have a safe trip! (Boa viagem)
Outro exemplo de convenções linguísticas são os provérbios, os quais retra-
tam a cultura de determinado povo, às vezes, em determinada época. Do ponto 
de vista linguístico, provérbios são expressões metafóricas de alto poder comu-
nicativo. Algumas são traduzidas e interpretadas do mesmo modo, do inglês 
para o português, tais como:
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50
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
The last will be the first. Os últimos serão os primeiros.
A closed mouth catches no flies. Em boca fechada não entra mosca.
God helps those who help themselves. Deus ajuda a quem se ajuda.
Outras expressões são de mais difícil tradução:
Achado não é roubado. Finders keepers, losers weepers.
Quem vai ao ar, perde o lugar. If you snooze, you lose.
O que os olhos não veem o coração não sente. Out of sight, out of mind.
Antes prevenir do que remediar. An ounce of prevention is worth a pound of cure.
A stitch in time saves nine.
Falsos cognatos
Um outro item que convém mencionarmos são aquelas palavras enganosas, 
que, em grande parte, por serem derivadas do latim, causa-nos a impressão de 
que nos são familiares, quando, na realidade, têm um significado diferente do 
que imaginamos. Elas são geralmente conhecidas como falsos cognatos.
Vamos fazer um teste? Qual seria a tradução mais adequada para a sentença 
abaixo?
My parents are educated and pretended not to notice that particular costume.
(a) Meus parentes são educados e pretenderam não dar a notícia daquele 
modo particular.
(b) Meus pais têm boa formação e fingiram não perceber aquela fantasia 
específica.
Você acertou se escolheu a alternativa (b). Note que, muitas vezes, até parece 
que faz sentido e temos que recorrer ao contexto para nos auxiliar.
Embora não tenham uma ocorrência frequente que possa nos causar maiores 
preocupações, convêm estarmos atentos aqueles falsos cognatos que são mais 
comumente encontrados em textos orais ou escritos. O quadro abaixo, lista al-
gumas dessas palavras.
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Diferenças organizacionais e linguísticas de textos em língua materna e língua estrangeira
51
INGLÊS PORTUGUÊS
Actually (adv) – na verdade ..., o fato é que ...
Balcony (n) – sacada
Beef (n) – carne de boi ou de vaca
Cafeteria (n) – refeitório tipo universitário 
ou industrial
Exquisite (adj.) – belo, refinado
Fabric (n) – tecido
Pull (v) – puxar
Push (v) – empurrar
Resumé (n) – curriculum vitae, currículo
Atualmente – nowadays, today
Balcão – counter
Bife – steak
Cafeteria – coffee shop, snack bar
Esquisito – strange, odd
Fábrica – plant, factory
Pular – to jump
Puxar – to pull
Resumo – summary
Balcony or Counter? Você saberia dizer?
Então, anote:
balcony: sacada; counter: balcão
D
iv
ul
ga
çã
o:
 E
rv
a 
M
ag
ia
.
Em suma, para melhor compreensão e emprego dos itens lexicais (vocabulá-
rio) da língua inglesa é importante saber utilizá-los considerando as convenções 
linguísticas da L2. Ao verter uma palavra para o inglês, seja com o auxílio do 
dicionário ou de ferramentas de tradução eletrônica é necessário observar prin-
cipalmente sua adequação à situação de uso.
Também é importante mencionar que vocabulário não deve ser estudado 
em listas, mas sim, na medida em que textos orais e escritos estiverem sendo 
estudados.
Texto complementar
Análise dos erros
(BASSO; BONNICI, 2004)
Em se tratando de aquisição de línguas, o erro tem sido bastan te estuda-
do e avaliado por diversos estudiosos, gerando intensas controvérsias. O que 
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52
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
podemos considerar como erros quando se apren de uma segunda língua? 
Como avaliá-los? Quando corrigi-los?
Muitos pesquisadores têm estudado a questão envolvendo er ros ou o 
que pode ser visto como erro. Este é um assunto muito complexo já que o 
erro tem sido definido por diferentes pontos de vista. Lima (1999) diz que 
os erros podem ser vistos como um out put modificado ou hipóteses que os 
aprendizes fazem sobre as regras da língua-alvo. Chaudron (1986) define o 
erro como forma lín guística que difere das normas usadas pelos nativos da 
língua; ou trossim, o erro depende do contexto e da intenção do aprendiz.
O erro faz parte do processo de aprendizagem humana. Quan do estamos 
aprendendo alguma coisa, cometemos um número maior de erros e, gradati-
vamente, corrigimos estes erros para alcan çar o que consideramos correto.
É de fundamental importância saber distinguir mistakes de errors. Em 
inglês as duas palavras possuem significados di ferentes. A palavra mistake 
refere-se a um engano ou como se diz, um lapso. Ele não é o resultado de 
uma deficiência na com petência linguística, mas sim uma imperfeição da 
língua falada. Todas as pessoas, nativas ou aprendizes da L2, cometem en-
ganos quer na fala quer na escrita. A diferença é que o falante nato tem mais 
facilidade de reconhecer um engano do que o aprendiz da L2. Já a palavra 
error é uma deficiência no processo de aprendiza do ou de aquisição. Geral-
mente, quando se comete um erro, o aprendiz o faz de forma inconsciente. 
Portanto, ele não percebe que cometeu um erro.
Alguns fatores podem ser as causas da ocorrência dos erros de alunos de 
inglês como L2 (ESL). Quando falamos em uma determi nada língua, falamos 
em um sistema linguístico, visto que cada lín gua possui seu próprio sistema. 
Ao aprender uma segunda língua, o indivíduo faz uma superposição de dois 
sistemas diferentes para atingir a língua-alvo. São sete os fatores que podem 
influenciar e caracterizar o sistema de uma segunda língua.
Interlanguage. Essa situação produz no aprendiz a necessida de de criar 
um novo sistema. Ele constrói novas regras gramati cais e fonológicas para 
atingir a língua-alvo.
Transferência das regras usadas na L1 para a L2. Como exem plo, podemos 
citar o uso das preposições. Em português, as preposi ções possuem um único 
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Diferenças organizacionais e linguísticas de textos em língua materna e língua estrangeira
53
sentido, já em inglês, a mesma preposição possui várias terminologias e usos 
diferentes. O aprendiz da língua inglesa encontra muita dificuldade em as-
similar o uso correto das preposições. Em português falamos: João casou-se 
com Maria. Se ao passar esta frase para o inglês, o aprendiz falar John married 
“with” Mary, ele não fez bom uso da preposição with. O correto é dizer: John 
married Mary. A razão para isto é que o verbo marry é um verbo não preposi-
cionadoe exige apenas um objeto direto.
Intralingual interference. É a hipótese que o aprendiz faz das regras da L2. 
Estas hipóteses são elaboradas a partir da exposição parcial à LE. Em um dos 
seus estudos, Richards (1994) percebeu a ocorrência de alguns tipos de erros 
comuns em alunos de diversas línguas, os quais são consequência de hipó-
teses realizadas pelos alunos acerca das regras da língua-alvo. Brudhiprabha 
(apud RICHARDS, 1994) sugeriu que muitos dos erros cometidos por causa 
da intralanguage representam as dificuldades que os aprendi zes têm de re-
conhecer as regras básicas da língua-alvo, como por exemplo, as inflexões 
verbais em inglês, como: I walk, she walks.
Sociolinguistic situation. Está relacionada ao contexto social pertencente 
ao aprendiz. O diferente uso da língua resulta em dife rentes níveis de apren-
dizagem. Segundo Richards (1994), isto pode ser distinguido nos efeitos do 
contexto sociocultural na aprendiza gem de uma segunda língua, na situa-
ção envolvendo o aprendiz e a comunidade na língua-alvo e as respectivas 
marcas linguísticas des sas relações e suas identidades. Atrelado a tudo isto 
está a motiva ção pessoal de cada aprendiz. Considerando os aspectos socio-
linguísticos, podemos dizer que a aprendizagem está relacionada à va riação 
da motivação causada pela necessidade e pela percepção de cada indivíduo. 
Portanto, a motivação depende do propósito que cada aprendiz tem em 
aprender/adquirir a L2.
Os efeitos de todos esses fatores são percebidos na sala de aula quando o 
aluno, por não se sentir à vontade ou confortável com a LE, não produz como 
deveria, assim, a aquisição da língua-alvo se torna mais difícil. Como já vimos 
anteriormente, para se adqui rir uma segunda língua, é necessário que haja 
uma combinação de fatores que são determinantes nesse processo, os quais 
muitas vezes não são levados em conta em sala de aula.
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Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Dicas de estudo
O site English Made in Brazil: <www.sk.com.br> possui vários artigos sobre 
aspectos contrastivos da língua portuguesa e língua inglesa, tais como diferen-
ças idiomáticas, erros comuns causados pela interferência da língua materna na 
versão para o inglês, dicas sobre a elaboração de textos, semelhanças e contras-
tes de vocabulário dentre outras informações.
Atividades
1. Considerando as diferenças linguísticas estudadas, passe para o inglês, as 
frases abaixo. Use os phrasal verbs quando possível:
a) Estava nevando e eu cancelei a reunião.
b) Dizem que amanhã cairá uma chuva pesada.
c) Ela desligou o equipamento porque eles não estavam escutando.
2. Encontre e transcreva abaixo, com a respectiva tradução, o que se pede:
Dear Ann
I have very serious problems with my Maths studies at school. I find it 
difficult to “get down to” work after lunch and I can’t concentrate on anything 
right now. I spend most of my time with interesting sci-fi novels or hanging 
out with my friends of doing my homework. I can’t “take down” the important 
things my teacher says because I write very slowly. Well, I have to go to bed now.
Take care!
John
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Diferenças organizacionais e linguísticas de textos em língua materna e língua estrangeira
55
a) dois exemplos de falsos cognatos (coloque o correspondente em portu-
guês).
 Ex.: He doesn’t eat (beef – carne de boi ou de vaca) bife = steak
b) dois exemplos de phrasal verbs.
c) dois exemplos de nominalizações.
d) dois exemplos de expressões convencionalizadas.
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56
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
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Unidades textuais
A coerência e a coesão são dois conceitos fundamentais da linguística 
textual, os quais garantem a preservação da textualidade, ou seja, fazem 
do texto uma unidade de significação. Por essa razão, trataremos, nesta 
aula, destes dois tópicos mencionados através de exemplos e atividades. 
O primeiro será abordado em nível macroestrutural e o segundo a partir 
da microestrutura linguística.
Coerência e coesão
Diferentemente do texto oral, o texto escrito necessita de forma e estru-
turação, além da correta ligação de suas partes para que a mensagem seja 
comunicada apropriadamente. Segundo Beaugrande e Dressler (1981) um 
texto bem construído e interpretado possuirá textualidade, ou seja, apre-
sentará algumas características que distinguem um texto de uma sequên-
cia de sentenças. Aos elementos do texto que tornam a comunicação clara 
denominamos, respectivamente, de coerência e coesão.
O texto se organiza a partir de sua macro e microestrutura. A coerência 
está intimamente ligada à organização macroestrutural do texto (saber 
partilhado, informação nova, justificativa, conclusão). A macroestrutura 
tem a ver com aquele modo como esperamos que um determinado texto 
seja uma bula de remédio, uma propaganda ou uma notícia esteja orga-
nizada. Em outras palavras, as partes em que se constituem. Uma bula, 
por exemplo, tem usualmente os componentes da fórmula, instruções de 
como ingerir o medicamento e contraindicações. Esses são os elementos 
estruturais (ou partes) que esperamos encontrar nesse gênero textual. Já 
a microestrutura está atrelada a manifestação linear do texto por meio de 
palavras e frases, que tem a ver com a coesão textual.
O propósito comunicativo tem um papel fundamental para os escrito-
res, pois os auxilia a determinar a macroestrutura do texto. Por exemplo, 
quando o objetivo do autor é contar uma estória, é comum organizar os 
eventos usando uma ordem cronológica. Do mesmo modo, quando o ob-
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Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
jetivo é discutir uma questão controversa, o autor pode organizar as ideias de 
modo que os dois lados da questão sejam examinados, seguido de uma conclu-
são em que são equilibrados os prós e contras.
Para que possamos entender melhor a estrutura textual, consideraremos co-
erência como a ordenação de ideias e argumentos. A coerência é responsável 
pelo sentido do texto, que lhe é dado pelo conhecimento partilhado entre os 
interlocutores. Se o leitor ou o interlocutor não consegue compreender a men-
sagem de modo adequado há duas possibilidades: ou esse sujeito não tem com-
petência linguística ou textual ou o texto não está bem organizado. Desse modo, 
o que para alguns possa ser um texto incoerente, para outros é de difícil compre-
ensão. Imagine a seguinte conversa:
 A – Did you go to Beto’s party yesterday?
 B – The train is only due tomorrow.
Para que A entenda o que B quer dizer, nesse diálogo aparentemente des-
conexo, deverá haver um contexto partilhado por ambos que torne coerente as 
ideias expostas. Você conseguiria imaginar uma situação em que esse diálogo 
faria sentido?
Se, por exemplo, A soubesse que B dependesse do trem para ir à festa do 
Beto, e que esse trem tivesse uma frequência limitada, o entendimento estaria 
estabelecido.
A partir desse exemplo, poderíamos afirmar que a coerência é dada, princi-
palmente, a partir de gêneros específicos, ou seja, é importante observar como o 
propósito, o público-alvo e o contexto de um texto afetam a sua coerência.
Siqueira (1990) e Lee ( 2002), listam itens que devem ser observados para que 
se possa verificar a coerência de um texto. Assim, para aqueles autores, o texto 
coerente deve:
manter uma macroestrutura clara,isto é, ter um todo encadeado, com de- �
senvolvimento homogêneo e contínuo;
ser claro quanto ao seu propósito, público-alvo e contexto em que se insere; �
trazer a informação adequadamente organizada; �
trazer uma informação nova, sem repetir sempre a mesma ideia; �
utilizar elementos coesivos apropriadamente; �
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Unidades textuais
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ter um valor de verdade possível de ser percebido e aceito por sua própria �
estruturação.
Imagine o seguinte anúncio publicitário.
Efficient English
If you want to learn English slowly and paying more for what it’s worth, 
we have the solution! You can come twice a week and in 10 years you will 
be completely fluent! We offer Basic (4 years) Intermediate (4 years) and 
Advanced (2 years) classes.
Classes on Saturdays (10 p.m. to 1 a.m.) and Sundays (5 a.m. to 5:30 a.m.)
Please call us today (there is fee of $10 in every call ) Monday thru Tuesday 
from 6:30 a.m. to 7:00 a.m. 4785-3789.
Satisfaction guaranteed or your money back!
Verifique que esse texto tem um layout familiar ao que conhecemos como 
Anúncio Publicitário de uma escola de inglês denominada Efficient English. Po-
demos verificar que esse anúncio tem:
um apelo que responde a uma necessidade – � If you want to learn English...;
o que o produto (no caso o curso) oferece – � Basic, Intermediate and Advanced 
classes;
uma vantagem – � satisfaction guaranteed or your money back;
um contato – 4875-3789 Monday through Tuesday. �
Portanto, teoricamente esse texto pode ser considerado coerente.
Entretanto, em uma análise mais detalhada verificamos que esse gênero não 
corresponde ao que dele é esperado, conforme listado a seguir:
um apelo que responde a uma necessidade – nesse tópico é oferecido um �
curso lento (slow) em que o cliente tem que pagar mais do que ele vale 
paying more for what it’s worth;
o que o produto (no caso o curso) oferece – embora ofereça cursos se- �
melhantes às expectativas de seus concorrentes (Básico, Intermediário e 
Avançado) demanda muito tempo para sua realização (4, 4, 2) anos;
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Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
uma vantagem – embora se garanta o aprendizado, as aulas acontecem �
em dias e horários praticamente proibitivos para a maioria das pessoas.
um contato – existe um canal para contato, mas apenas em curto período �
de tempo e em horários inconvenientes, além do que a ligação é paga!
Bem, então, o conteúdo desse anúncio contradiz o que dele é esperado, ou seja, 
vender um produto. Assim, considerando os pontos mencionados por Siqueira e 
Lee, poderíamos dizer que esse texto tem uma organização macroestrutural ade-
quada, é coeso, mas é falho do ponto de vista do gênero (propósito, público-alvo, 
contexto), além de ter um valor de verdade questionável, sendo, portanto, percebi-
do como um texto incoerente.
Coesão gramatical e lexical
Coesão é um elemento que aparece na microestrutura do texto. É a conexão 
ou a relação de harmonia entre os elementos de um texto. Isso pode ser perce-
bido quando lemos um texto e verificamos que há uma sequência ordenada de 
pensamentos ou ideias que se entrelaçam e se referenciam, dando continuidade 
um ao outro.
Enquanto que alguns autores como Beaugrande e Dressler (1981) defendem 
que coerência e coesão são níveis distintos de análise, para Halliday e Hasan 
(1976) apenas a coesão entre frases e parágrafos são fatores determinantes para 
distinguir um texto como tal, permitindo que se chegue à textura, ou seja, aquilo 
que permite distinguir um texto de um não-texto. Vejamos a seguinte sentença:
He found it there.
Ele achou-o(a) lá.
Quem é He? (ele); O que é it (“-o”ele/ela); Onde é there (lá). Entretanto, se 
observarmos essa sequência:
Peter was looking for his wallet and went straight to the kitchen. He found it there.
Descobriremos que He refere-se à Peter, it à wallet e there a kitchen. Assim, 
embora a primeira sentença do primeiro quadro seja compreendida, faz referên-
cias a elementos já mencionados que só conseguimos recuperar ao lermos toda 
a sequência, inserida no quadro seguinte.
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Unidades textuais
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A coesão de um texto é verificada através de seus mecanismos lexicais e gra-
maticais de construção. A coesão lexical é obtida pelas relações de sinônimos, 
hiperônimos (palavra que apresenta um significado mais abrangente em rela-
ção à outra do mesmo nível de significado). Doença é hiperônimo de gripe e 
nomes genéricos, dentre outros. Já a coesão gramatical é conseguida a partir do 
emprego adequado de artigos, pronomes, adjetivos, determinados advérbios e 
expressões adverbiais, conjunções e numerais.
Trataremos, aqui, dos cinco tipos de dispositivos coesivos do sistema léxico 
gramatical da linguagem, seguindo a classificação de Halliday e Hasan. São eles:
referência, substituição, elipse, que são gramaticais; �
coesão lexical, que envolve o léxico (conjunto de palavras de um idioma); �
conjunções que se situam em uma posição intermediária entre a gramáti- �
ca e a escolha lexical, assim como a referência, em alguns momentos.
Coesão gramatical
Os tipos coesivos, a seguir, substituição e elipse, são mais comuns no discur-
so oral do que no escrito. A substituição é a troca de um termo por um prono-
me, advérbio, sinônimo, hiperônimo e outros que tenham valores semelhantes, 
enquanto que a elipse consiste em omitir certos elementos em uma unidade 
linguística, sem que, por isso, os destinatários deixem de compreendê-la.
Substituição Elipse
Did you find your pen? 
- No, I had to buy a new one.
(one) substitui a palavra (pen)
Do you like chocolate? 
-Yes, I do.
O verbo auxiliar (do) subentende (like chocolate)
A referência ocorre quando um item no texto aponta para outro elemento, 
para sua correta interpretação. Essas ligações abrangem pronomes em geral, es-
pecialmente os demonstrativos, artigos definidos dentre outros.
Referências
Pronominal (geral) Pronomes Demonstrativos
John likes to stay home. He usually reads 
books and feeds his birds.
* He, his se referem a John
I like to study. This makes me happy.
* This se refere a toda a sentença anterior (I 
like to study)
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Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Artigos Definidos
There are three people waiting for you. The man on the right is the new manager.
The (man) está se referindo a algum elemento já conhecido dentre aquelas três pessoas (three 
people).
As conjunções e os marcadores de discurso não são em si ligações coesivas, 
mas expressam certos significados que pressupõem a presença de outros com-
ponentes no discurso. Citamos, dentre as principais, as conjunções aditivas, ad-
versativas, causais, temporais e continuativas.
Conjunções
Aditivas There were many things he wanted to say and there were many people to lis-
ten to.
Adversativas Everybody wanted to travel. Diana, however, preferred to stay.
Causal He didn’t come for the test. Consequently he failed the course.
Temporal My husband was ready for his trip. Before he left he made some 
recommendations.
Continuativa Different social situations call for different behaviors. This is something we all 
learn as children and we, of course, also learn which behaviors are right for 
which situations.
Marcadores de discurso
Pela importância do uso de marcadores de discurso na transição do texto, re-
velando um texto mais bem elaborado, listamos alguns deles a partir darelação 
de significado que é criada entre frases, sentenças ou parágrafos.
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Unidades textuais
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Marcadores de discurso
Adição Adversidade Causa consequência
Tempo
sequência
AND (e)
*Furthermore 
*In addition to 
*Moreover 
(Além disso)
Also/too 
(Também)
Either…….or 
(ou……ou)
Neither….nor 
(Nem……nem)
Both………and 
(Tanto….quanto)
BUT (mas)
*However yet 
*Nevertheless 
(Entretanto)
*Although/ 
though (Embora)
Rather than/ 
instead of 
(Ao invés de)
*On the other 
 hand 
(Por outro lado)
SO (assim)
*Therefore 
(Portanto)
*Consequently 
*As a result 
(Consequentemente)
Since 
(Visto que)
Because 
(Porque, por causa de)
FIRST 
(Primeiramente)
Second, third… 
(Em segundo, 
terceiro……lugar)
Then/next/after 
(A seguir)
Finally 
(Finalmente)
Formerly/ 
Before 
(Anteriormente)
After 
(Depois/ 
posteriormente)
Until (Até)
While 
Whereas 
(Enquanto)
Meanwhile 
(Enquanto isso)
Veja um exemplo da utilização desses marcadores:
If you want to drive a car, you need to have a driver’s license. First, get a booklet 
describing the traffic laws in your city or state. Next, study this guide and when 
you feel secure, go an authorized testing office because written tests are usually 
required. After passing this first test you have go through a driving test. Although 
it’s not common that people fail it’s recommended that you practice a lot since you 
have to pay a high fee to get this driver’s permit. Finally if you are successful you can 
start driving around your area until you can venture travel along busy highways.
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64
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Comentário
Nesse texto, que dá algumas sugestões a alguém que queira tirar uma cartei-
ra de motorista, verifique como a coesão é construída através dos marcadores 
discursivos.
a) First, next, after, finally: indicam a sequência dos passos para que a 
pessoa obtenha a carteira e comece a dirigir.
b) And: une as sentenças indicando uma relação de adição.
c) Because, since: fornecem uma relação de causa e consequência entre as 
ideias que estão sendo expostas.
d) Until: apresenta uma relação de tempo entre as sentenças que são ligadas.
Note que a inclusão de marcadores discursivos resulta num texto que é mais 
fácil de ser compreendido visto que as relações entre as ideias (sequência, tempo, 
adição, causa e consequência) estão sinalizadas.
Coesão lexical
A coesão lexical, que é a forma mais frequente de coesão em um texto, en-
volve o relacionamento de itens lexicais. Qualquer item lexical é potencialmente 
coesivo. A coesão lexical pode ser obtida por meio de dois mecanismos: a reite-
ração e a colocação.
Reiteração
Na reiteração, a coesão é obtida por meio da repetição do mesmo item lexical 
através de repetição, sinônimos, hiperônimos e hipônimos e termos genéricos, 
sendo facilmente identificada. Veja o exemplo abaixo:
Some professional tennis players use obscene gestures and language to call 
attention to themselves. Other professional athletes(1) do similar indecent (2) 
things (3), to attract attention (4).
1) tennis players = professional athletes (hiperônimo);
2) obscene gestures = indecent (sinônimo);
3) obscene gestures and languages = things (termo genérico);
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Unidades textuais
65
4) call attention = to attract attention (repetição).
Hiperônimo é uma palavra que apresenta um significado mais abrangente do 
que o do seu hipônimo (vocabulário de sentido mais específico). Por exemplo: 
doença é hiperônimo de resfriado porque em seu significado contém o significa-
do de resfriado, além do significado de mais uma série de palavras como alergia, 
catapora etc. Ocorrendo o inverso, temos um caso de hipônimo. Assim, resfriado 
é hipônimo de doença, cadeira é hipônimo de assento etc.
A organização do parágrafo
Colocação
Na colocação, a coesão é resultante do uso de termos do mesmo campo de 
significado. Geralmente sua análise é mais difícil, porque os itens que se colocam 
não envolvem sinonímia, repetição ou itens gerais. O mais importante é que se 
situem no mesmo ambiente lexical. Observe o exemplo:
(1) On a camping trip with their parents, teenagers willingly do the household 
chores that they resist at home. (2) They gather wood for a fire, help put up the 
tent, and carry water from a lake.
Embora os itens (wood for a fire, tent, carry water from a lake) sejam exemplos 
de household chores (atividades domésticas), a coesão entre as sentenças 1 e 2 é 
dada a partir da associação dessas palavras com o item acampamento (camping 
trip), ou seja, com o tópico desse parágrafo.
Para ilustrar os diversos mecanismos de coesão, vamos analisar o parágrafo 
abaixo observando como esses elementos tornam o texto mais bem organizado, 
facilitando a compreensão.
(1) The modern (2) supermarket is very different from (3) the (4) small grocery 
store of yesterday: (5) it’s much bigger and offers the (6) customer a large variety 
of services. (7) In addition, (8) shoppers can park (9) their cars easily (10) and pay 
by credit card. (11) Supermarket managers also recognize (12) people’s desire for 
relaxation (13) so calming music (14) and soft colors are provided. (15) Although 
today most (16) people enjoy the convenience of the (17) supermarket, (18) 
some miss the uniqueness of (19) grocery stores where (20) attendants would 
know you personally.
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Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Comentários
Vocábulo/expressão A que/quem se refere Tipo de coesão
(1)The 
 
 
(3) The
Refere-se ao supermercado, 
que todos conhecemos por ser 
um estabelecimento que faz 
parte do cotidiano das pessoas.
Refere-se à mercearia, aquele 
pequeno mercado que supre 
nossas necessidades mais 
imediatas.
Coesão Gramatical: referência 
com artigo definido. 
 
Coesão Gramatical: referência.
(5) it Refere-se ao supermercado. Coesão Gramatical: referência 
pronominal.
(9) their Refere-se aos shoppers (com-
pradores).
Coesão Gramatical: referência 
pronominal.
(18) some Refere-se às pessoas, que estão 
subentendidas.
Coesão Gramatical:
Elipse.
(7) In addition
(10), (14) and
Conjunções ou marcadores 
discursivos que ligam as sen-
tenças, estabelecendo uma 
relação de adição, comple-
mentando ideias.
Coesão Gramatical:
Conjunções ou marcadores 
discursivos de adição.
(15) Although Conjunções ou marcadores 
discursivos que ligam as sen-
tenças, estabelecendo uma 
relação de contraste, contra-
pondo ideias.
Coesão Gramatical:
Conjunções ou marcadores 
discursivos de adversidade.
(13) so Conjunção ou marcador dis-
cursivo que liga as sentenças, 
estabelecendo uma relação de 
consequência.
Coesão Gramatical:
Conjunção ou marcador 
discursivo de causa/conse-
quencia.
(2), (11),(17) supermarket A repetição da palavra super-
mercado visa reafirmar o tópi-
co central do texto.
Coesão Lexical:
Reiteração: repetição.
(4), (19) grocery store A repetição dessa palavra visa 
reiterar o contraste entre o su-
permercado (supermarket) e a 
mercearia (grocery store) os quais 
são contrastados no texto.
Coesão Lexical:
Reiteração: repetição.
(6) customer X
(8) shoppers
Refere-se às pessoas que com-
pram.
Coesão Lexical:
Hiperônimo
Customer (um termo mais ge-
ral) é hiperônimo de shopper 
(um termo mais específico).
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Unidades textuais
67
Vocábulo/expressão A que/quem se refere Tipo de coesão
(8) shoppers X
(12), (16) people
Refere-se às pessoas de um 
modo geral e as pessoas que 
compram.
Coesão Lexical:
Hipônimo
shopper (um termo mais espe-
cífico) é hipônimo de people 
(um termo mais geral).
(12), (16) people A repetição da palavra people 
(pessoas) visa reafirmar o tópi-
co central do texto.
Coesão Lexical:
Reiteração: repetição.
(6) customer (8) shoppers
(12), (16) people
(2), (11), (17) supermarket
(4), (19) grocery store
(20) attendants
Palavras que enfatizam o tema 
tratado neste parágrafo (os su-
permercados de hoje versus as 
mercearias) com foco especial 
naqueles estabelecimentos que 
vendem (supermarket, grocery 
stores), nos clientes (shoppers, 
customers, people) e as pessoas 
que trabalham naqueles locais 
(attendants).
Coesão Lexical:
Colocação.
Texto complementar
Das partes para o todo: 
do todo para as partes (excerto)
(SIQUEIRA, 1990)
O principal atributo de um texto — para ele ser considerado como tal — é 
unidade. A unidade de um texto se define, em princípio, pela sua completu-
de — sem o que o texto não poderá ser reconhecido em sua totalidade, nem 
por suas partes.
Observemos como isso se dá, por meio de um texto de Caetano Veloso:
Menino do Rio
Menino do Rio
Calor que provoca arrepio
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68
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Dragão tatuado no braço
Calção corpo aberto no espaço
Coração de eterno flerte
Adoro ver-te
Menino vadio
Tensão flutuante do Rio
Eu canto pra Deus proteger-te
O Havaí
Seja aqui
Tudo o que sonhares
Todos os lugares
As ondas dos mares
Pois quando eu te vejo eu desejo teu desejo
Menino do Rio
Calor que provoca arrepio
Toma esta canção como um beijo.
(In: Literatura Comentada. São Paulo, 
Abril Cultural, 1981. p. 88.)
Será que esse texto tem unidade, ou seja, fala da mesma coisa do princí-
pio ao fim? Vejamos:
Quem provoca arrepio? �
Quem tem dragão tatuado no braço? �
Quem usa � calção?
Quem tem o corpo aberto no espaço? �
Quem tem o � coração de eterno flerte?
Quem é visto? �
Quem é a tensão flutuante do Rio? �
A quem Deus deve proteger? �
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Unidades textuais
69
Quem sonha com o Havaí? �
Quem é visto e desejado? �
Quem toma a canção como um beijo? �
A resposta é uma só: o menino do rio.
Sendo assim, podemos dizer que esse texto tem unidade: diversas partes 
se juntam e se articulam formando um todo único, que pode ser identificado 
em sua totalidade e em suas partes.
A ausência — pela eliminação ou pela não-inclusão — de qualquer uma 
das partes constitutivas do texto pode comprometer o sentido de sua men-
sagem. Por isso o texto, como unidade de significação, precisa satisfazer a 
uma primeira condição que é apresentar inteireza, completude.
Se um time de futebol não tem onze jogadores, dizemos que ele está in-
completo. O mesmo ocorre com o texto: conseguimos reconhecê-lo quando 
incompleto.
Dicas de estudo
O livro Discourse Analysis for English Teachers de Michael McCarthy é um livro 
que aborda a análise do discurso em linguagem acessível e voltada à prática 
do professor de língua inglesa. Trata de temas como gramática, vocabulário, fo-
nologia, discurso oral e escrito, exemplificando através de pesquisas que foram 
realizadas acerca desses temas.
Atividades
1. Ordene as sentenças abaixo, que fazem parte de uma carta de apresentação, 
de modo a torná-la coerente.
1. I am attaching my resume for a summary of my experience and 
qualifications.
2. Sincerely.
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70
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
3. I have been informed of a job opportunity as a bilingual executive 
secretary by Ms. Ann Johns. I am very interested in such position because 
I have experience in this field besides a very good command of French 
and Spanish.
4. Maria da Graça Silva.
5. I look forward to discussing this job opportunity further and how I can 
contribute to the success of this organization.
6. Dear Mr. Smith.
2. Utilizando o texto abaixo, nomeie os tipos de coesão gramatical e lexical, 
informando a que/quem se referem, transcrevendo-os no quadro, a seguir.
Many young people choose to continue their education at colleges 
in Britain, Australia or America. Although studying in English-speaking 
countries overseas has clear advantages, it is not without its problems. 
If, on one hand, the students can usually benefit from a good level of 
education and well qualified professors, on the other hand some learners 
may have some difficulties adjusting to a culture that is different from 
theirs. So, studying abroad can have advantages and disadvantages and 
if you are willing to do it, it’s wise to get as much information as you can. 
This is very important if one doesn’t want to risk too much.
Vocábulo/expressão A que/quem se refere Denominação
Although Faz contraste com a sentença 
anterior “Many young 
people choose to continue 
their education at colleges in 
Britain, Australia or América”.
Conjunção Adversativa/ 
Marcador de Discurso.
English-speaking 
countries overseas
(a) For one hand
(b) On the other hand
The (students)
students
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Unidades textuais
71
Vocábulo/expressão A que/quem se refere Denominação
learners
culture
theirs
so
studying
abroad
it
can
this
one
3. Adicione, no texto abaixo, os marcadores de discurso, constantes do quadro, 
a fim de marcar a transição de ideias e torná-lo mais coeso.
And, both………and (observe as relações de adição)
Because (observe as relações de causa e consequência)
Although (observe as relações de contraste)
First, Second, Finally (observe a sequência de ideias)
I have several proposals for cutting down on office staff. _______, I suggest 
that we eliminate the secretaries __________ we can easily outsource them. 
__________, we can lay off our full time cleaning people ____________ hire 
part time workers for this task. _________ we can start voluntary dismissal 
plans for _____ American ______ Spanish factories. ___________ we may 
have problems in the beginning, we are going to save lots of budget money.
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72
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
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Principais tipos de texto I
Trataremos de tipos de textos bastante utilizados em nossa sociedade, a 
partir do conceito de tipologia textual. Esse termo é utilizado para designar 
a forma como o texto se apresenta, ou, segundo Marcuschi (2002, p. 22), 
“serve para designar uma espécie de sequência teoricamente definida pela 
natureza linguística de sua composição (aspectos lexicais, sintáticos, tempos 
verbais, relações lógicas”. Dentre as várias tipologias existentes, abordare-
mos os textos descritivos e narrativos, apresentando e caracterizando-os, 
além de propormos algumas atividades de produção.
Texto descritivo
A descrição faz-se presente em nosso cotidiano, tanto em obras de 
ficção (poemas, contos, romances), como em outros gêneros (artigos de 
jornais e revistas, propagandas, obras de caráter técnico ou científico).O Texto descritivo tem o objetivo de caracterizar alguma coisa, algum 
lugar ou alguma pessoa, oferecendo ao leitor/ouvinte a oportunidade de vi-
sualizar o cenário onde uma ação se desenvolve ou eventuais personagens 
presentes. A descrição pode aparecer em textos de modo predominante 
ou compor a construção de gêneros/textos que façam uso de vários tipos 
de texto. Uma resenha de um livro, por exemplo – que se caracteriza pela 
argumentação – apresenta, geralmente, uma parte em que o livro é deta-
lhado, capítulo a capítulo. Nessa seção temos a utilização da descrição.
A descrição pode abranger tanto caracterizações objetivas (físicas, con-
cretas), quanto subjetivas (aquelas que dependem do ponto de vista de 
quem descreve). O mesmo local pode ser descrito de modo diferente se 
a descrição ocorrer no período matutino ou noturno ou se o autor tem 
maior ou menor afinidade com esse local.
No trecho abaixo, que descreve uma sala de estar (living room) pode-
mos notar, especialmente pelo uso de adjetivos, tanto descrições mais ob-
jetivas (a round wooden table, four chairs...a coffee table) como mais subje-
tivas (pretty small, old fashioned furniture, tasteless sofa).
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74
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
The living room is pretty small with old fashioned furniture: a round wooden 
table, four chairs, a tasteless sofa and a coffee table.
IE
SD
E 
Br
as
il 
S.
 A
.
Os escritores usualmente mesclam descrições subjetivas e objetivas a fim de 
proporcionar ao leitor apelos lógicos e emocionais. Biografias, artigos de jornais, 
revistas e material publicitário frequentemente apresentam uma mistura de 
fatos e opiniões.
Vejamos, a seguir, outros exemplos que ilustram como a descrição pode ser 
utilizada em diferentes contextos.
1 – Classificado de emprego – Assistente Administrativo
DESK CLERK
Evening hours, experience wanted 
but willing to train. 30-35 hrs/wk. 
Apply of The slmn 4 Less Motel, 
1140 W Cornhusker. See Pat.
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Principais tipos de texto I
75
2 – Aluguel de apartamento
Montreal Downtown Condo
Description
Montreal Downtown Condo, 2-bedrooms, 
balcony, 5 appliances, garage, locker, near 
metro, 1100/month. July 1st.
D
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d-
nl
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kp
2C
at
Id
22
p1
>.
3 – Reportagem notificando o desaparecimento de uma pessoa
Police investigate missing person in danger
Times staff report 
Article Launched: 07/18/2008 05:56:50 PM MDT
Police are looking for a Fort Bliss soldier who is considered a missing person 
in danger.
A 28-year-old Fort Bliss soldier did not report to duty this morning and 
at about 12 p.m. police were called to the Chimney Apartments at 200 N. 
Festival on a welfare check.
Pfc. Jeneesa Lewis, 28, is described as 5 foot 4 inches tall white female and 
weighs about 125 pounds [...]
(Disponível em: <www.elpasotimes.com/ci_9925396?source=most_viewed>.)
Características
Os textos descritivos possuem características linguísticas próprias, sendo que 
os elementos mais comumente encontrados são:
Adjetivos
que descrevem características factuais: � brown, round, Brazilian.
opinativos: � beautiful, nice, intelligent.
Advérbios de localização espacial
My room is � upstairs. There, I keep, somewhere, the watch I got from my 
grandmother.
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76
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Comparações
Analogias (a) e comparativos (b) proporcionam ao leitor/ouvinte uma imagem 
daquilo que está sendo descrito.
A street light is like a star. Both provide light at night and serve no function in �
the daytime.
Her lips are as beautiful as Angelina Jolie’s. �
Expressões que fazem uso dos sentidos (audição, olfato, paladar, tato, visão)
Usually, our garden is not very special, though it delivers a special scent(1) 
in the evenings. This magical smell(2) reminds me of the times when a bunch 
of noisy kids(3) with their stripped school uniform(4) run wildly around the soft 
bushes(5) we once had.
1- olfato: um perfume especial
3- audição: crianças barulhentas
5- tato: arbustos macios
2- olfato: um aroma mágico
4 – visão: uniforme escolar listrado
O quadro abaixo lista alguns adjetivos bastante frequentes e que podem lhe 
auxiliar na elaboração de um texto descritivo.
Lista de adjetivos inglês/português
important importante bad mau
D
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.
interesting interessante beautiful bonito
boring chato, enfadonho handsome bonito 
(só para homens)
necessary necessário small pequeno
good bom sincere sincero
big, large grande strong-willed determinado
tall, high alto sympathetic solidário
short baixo, curto pleasant, nice simpático
light leve, claro sensible racional, prático
dark escuro sensitive emotivo, sensível
heavy pesado stubborn teimoso
wide, broad largo lazy preguiçoso
narrow estreito listless apático
deep fundo optimistic otimista
shallow raso greedy ganancioso
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Principais tipos de texto I
77
rich rico pessimistic pessimista
poor pobre clumsy desajeitado
long comprido selfish egoísta
friendly amigável, amistoso funny engraçado
polite educado loyal leal
impolite mal-educado dumb burro
reliable confiável articulated, 
resourceful
articulado
honest honesto self-serving oportunista
ambitious ambicioso organized organizado
anxious ansioso messy bagunçado, 
bagunceiro
brave corajoso sloppy desleixado
outgoing sociável curious curioso
shy tímido wise sábio
patient paciente experienced experiente
naive ingênuo kind bondoso
faithful fiel daring ousado
responsible responsável moody temperamental
independent independente new novo
witty espirituoso old velho
hard-working trabalhador young jovem
studious estudioso modern moderno
reserved reservado middle-aged de meia idade
withdrawn retraído fast, quick rápido, veloz
insecure inseguro slow lento
talented talentoso illiterate analfabeto
worried preocupado cynical cínico
sexist machista skeptical cético
conservative conservador happy feliz
picky implicante sad triste
noisy barulhento excited empolgado
quiet calmo, quieto exciting empolgante, muito 
interessante
expensive caro lovely amável
cheap barato lonely solitário
jealous ciumento smart esperto
envious invejoso
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78
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Escrevendo um parágrafo descritivo
Como vimos no item anterior, a descrição pode ser mais ou menos objetiva 
e caracterizar, por exemplo, um local, um objeto ou uma pessoa. A chave para 
escrever um texto descritivo de modo adequado é propiciar detalhes suficientes 
para auxiliar o leitor a criar uma imagem mental do que está sendo escrito.
Assim, para melhor elaborar um texto descritivo tenha em mente os seguin-
tes itens:
pense em algo que queira descrever. Por que esse elemento é importante?; �
lembre-se dos sentidos que esse objeto, pessoa ou local lhe evocam; �
esse item sendo descritoé semelhante a outro que tenha visto no presente �
ou no passado?;
o que você sente ao observá-lo/a?; �
que tipo de recursos linguísticos você deve usar para transmitir com maior �
fidelidade ao leitor/ouvinte o cenário que está descrevendo — adjetivos 
descritivos ou opinativos, comparações, apelos aos sentidos?
A estruturação do texto deve seguir o esquema:
sentença tópico � – aquela que introduz o assunto do parágrafo;
sentenças de apoio � – aquelas que explicam, descrevem e detalham a 
sentença tópico;
conclusão � – reitera a ideia principal, repetindo-a com outras palavras
Veja o modelo abaixo:
My tiny diamond ring
On the third finger of my left hand is the ring given to me last year by my 
sister Doris. The 14-carat gold band, a bit tarnished by time and neglect, circles 
my finger and twists together at the top to encase a small white diamond. 
The four prongs that anchor the diamond are separated by pockets of dust. 
The diamond itself is tiny and dull, like a sliver of glass found on the kitchen 
floor after a dishwashing accident. Just below the diamond are small air holes, 
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Principais tipos de texto I
79
intended to let the diamond breathe, but now clogged with grime. The ring 
is neither very attractive nor valuable, but I treasure it as a gift from my older 
sister, a gift that I will pass along to my younger sister when time comes.
Sentença tópico: a sentença tópico além de mencionar o objeto a ser 
descrito (um pequenino anel de diamante), implica uma certa relação afetiva 
(que recebi de minha irmã Doris) tornando esse início mais interessante.
Sentenças de apoio – as sentenças que se seguem fornecem detalhes 
sobre o anel: suas partes (The four prongs that anchor the diamond), tamanho 
(tiny), cor e tipo (white diamond, 14-carat gold band) e condições (a bit 
tarnished by time and neglect; [...but now clogged with grime.). Note que o 
autor usa o recurso da Comparação, mais especificamente uma Analogia, 
mostrando que o anel não tem nada de especial, pois é comparado a um 
caco de vidro encontrado no chão da cozinha (The diamond itself is tiny and 
dull, like a sliver of glass found on the kitchen floor after a dishwashing accident)
Essas particularidades fazem com que o leitor crie uma imagem mental do 
objeto sendo descrito.
Conclusão – a sentença que conclui o parágrafo reitera a ideia de que 
embora o anel não seja atraente ou de valor, é muito estimado por sua 
possuidora visto ter sido um presente de sua irmã.
(Disponível em: <http://grammar.about.com/od/developingparagraphs/a/draftdescribe.htm>.)
Texto narrativo – conceito e caracterização
A Narração consiste em contar um fato ou uma estória em que os persona-
gens se relacionam em determinado tempo e espaço, desencadeando um con-
flito, ou, uma trama em que determinado episódio se desenvolve. Esse estilo 
retórico (estrutural ou organizacional) nos é bastante familiar, pois contamos e 
ouvimos histórias o tempo todo. Os tipos de narrativa mais conhecidos são o 
romance, a novela, o conto, a crônica, a fábula, a lenda, dentre outros.
A narrativa pode acontecer no discurso direto, em que são incluídas as falas 
dos personagens (“I don´t want to live with my sister” Henry said) ou no discur-
so indireto, em que o mesmo fato é contado de modo indireto (Henry said “he 
didn’t want to live with his sister”).
A história ou fato a ser narrado pode ser apresentada a partir de dois estilos 
principais de foco narrativo:
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80
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
narrador-personagem � – aquele que participa da ação, que se inclui na 
narrativa.
Narrativa pessoal
My mother is always there for me. When we were children she would give 
us total support to our rights and wrongs. I remember one day when I broke 
her favorite vase. I was both afraid and embarrassed to tell her and when I 
finally did her smile was my comfort and relief.
Narrativa sobre outro personagem
I was walking down the street when I saw a young boy tripping in a big 
packet. He stopped for a moment, looked around and opened it. His face got 
blank when the sound of a baby crying came out of it.
narrador-observador � – aquele que não se inclui na narrativa, podendo 
narrar a ação de modo mais objetivo somente relatando o que vê, ou de 
modo onisciente, como alguém que tudo sabe a respeito das pessoas, in-
clusive o que elas sentem, pensam mas não dizem.
Narrador objetivo
September 30, 2006.
Brazilian Jetliner With 150 Aboard Is Missing Over Amazon
By THE ASSOCIATED PRESS
RIO DE JANEIRO, Sept. 29 — A Brazilian jetliner with about 150 people 
aboard was reported missing Friday over the Amazon forest after colliding with 
a smaller executive jet, aviation authorities said.Wladimir Cazé, spokesman 
for the Brazilian aviation authority, told The Associated Press that Gol airlines 
Flight 1907 had left Manaus and disappeared after a collision.The Brazilian 
aviation agency said the accident occurred in midair about 470 miles south of 
Manaus in Para State, in the country’s southwest [...].
(Disponível em: <www.nytimes.com/2006/09/30/world/americas/30brazil.html>. 
Acesso em: 20 jul. 2008.)
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Principais tipos de texto I
81
Narrador onisciente
Hermione hung her head. Harry was speechless. Hermione was the last 
person to do anything against the rules, and here she was, pretending she had, 
to get them out of trouble. It was as if Snape had started handing out sweets. 
– Chapter Ten: Halloween
Book 1: Harry Potter and the Sorcerer’s Stone (2001)
Características
Ao narramos uma história temos que nos preocupar em apresentar ao leitor/
ouvinte onde, quando, como e com quem ocorreu o episódio.
Em uma narração há o predomínio da ação, em que verbos de ação desta-
cam-se. O enredo, ou a história sendo contada, contém personagens que são 
representados por substantivos e pronomes e quando o narrador descreve o local 
onde e quando a ação ocorre, geralmente se utiliza, respectivamente, de advér-
bios de lugar e tempo.
Exemplo
Yesterday I was home lying in the couch when unexpectedly my best friend, 
Peter, came there bringing bad news.
Onde: Home, There Quando: Yesterday Com Quem: I, Peter
Como: Peter brings bad news unexpectedly
Verbos: was lying, came, bringing Substantivos/Pronomes: I, Peter
Advérbio Lugar: there Advérbio de Tempo: yesterday
Escrevendo um parágrafo narrativo
O parágrafo narrativo deve transmitir um fato ocorrido em que existam per-
sonagens que participem direta ou indiretamente. Para que fique mais claro, 
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82
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
iremos enumerar, abaixo, os elementos básicos do parágrafo narrativo e como 
ele deve ser estruturado.
Elementos básicos
Fato: o que será narrado. �
Tempo: em que momento o fato ocorreu. �
Lugar: onde o fato se deu. �
Personagens : quem participou do ocorrido ou o observou. �
Causa : motivo que deu origem ao fato. �
Modo: como se deu o fato. �
Consequências. �
Estruturação sugerida
1.º Explicar que fato será narrado. Determinar o tempo e o lugar.
2.º Causa do fato e apresentação dos personagens.
3.º Modo como tudo aconteceu.
4.º Consequências do fato.
É bom lembrar que a organização apresentada acima poderá ter a sequência 
ligeiramente alterada, como, por exemplo, introduzindo, logo no início, os perso-
nagens. Há também momentos em que a causa do fato não precisa ser explicadapor ser evidente, como um roubo de banco, por exemplo. O mais importante 
é manter um fluxo de ideias que permita ao leitor/ouvinte uma compreensão 
satisfatória do/a relato/história.
Exemplo
I will never forget the first time I went to dancing class at the university. I 
almost can’t dance and I think I have no talent for dancing. At that time, I was 
really afraid to attend dancing classes. The steps are so complicated and difficult, 
I can’t remember still less dancing well. But after a few days, I was familiar with 
that new situation and I found out that dancing could be interesting. After 
that, I was not afraid of dancing anymore. Now this experience became part 
of my unforgettable memories.
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Principais tipos de texto I
83
No exemplo acima temos o fato (participar da aula de dança), o lugar (na 
universidade), o tempo (algum momento no passado), e a personagem (eu). 
Todos esses elementos estão condensados na primeira linha (I will...........at the 
university). A causa do fato não é explicada, mas as quatro linhas seguintes 
detalham a maneira como tudo aconteceu. Na conclusão (última sentença) a 
consequência do fato é exposta (essa experiência tornou-se parte inesquecível 
das minhas lembranças).
Texto complementar
Como redigir corretamente em inglês
(SCHÜTZ, 2007. Adaptado)
Introdução
Enrolar, enfeitar a jogada, enfeitar a noite do meu bem, encher linguiça, são 
expressões populares usadas para referir-se ao hábito do uso da retórica na 
linguagem. Esta tendência, frequentemente observada em português, é um 
vício remanescente de séculos passados, quando a linguagem escrita era 
uma arte dominada por poucos e a sua função era predominantemente lite-
rária. Retórica era sinal de erudição, e por vezes a forma chegava a se impor 
sobre o conteúdo.
Nos tempos modernos, entretanto, com a internacionalização do mundo 
e com o crescente desenvolvimento da tecnologia de comunicação, a fun-
cionalidade dos idiomas como meios de comunicação clara e objetiva se 
impõe a tudo mais, fato este reconhecido também pelos mais respeitados 
representantes da língua portuguesa.
Especialmente no caso do inglês, hoje adotado como língua internacio-
nal, esta tendência é marcante. O inglês moderno na sua forma escrita não 
tolera retórica. No comércio internacional, na imprensa escrita, e nos meios 
acadêmicos exige-se cada vez mais clareza. Frases longas, adjetivação exces-
siva, tom vago, textos que exigem maior esforço para serem compreendidos, 
falta de concisão, todas estas características facilmente são consideradas po-
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84
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
breza de estilo. A beleza do inglês moderno está na substância, na simplicida-
de, na clareza, na riqueza de detalhes e na integridade lógica.
Em paralelo a isso, a redação e editoração de textos via computadores está 
criando uma tendência à padronização do inglês na sua forma escrita. Pelo 
fato de ter sido um país de língua inglesa (EUA) o berço da informática, os 
softwares hoje existentes para processamento ou edição de textos oferecem 
recursos avançados para verificação gramatical de textos em inglês. Estes 
grammar checkers seguem todos os mesmos preceitos básicos, influindo de 
forma semelhante sobre quem redige, e conduzindo lenta e gradativamente 
a uma maior padronização na forma de escrever.
Por tudo isso pode-se dizer que redigir bem em inglês é mais fácil do que se 
imagina. A primeira condição, que apesar de elementar é muito pouco obser-
vada, é de que o texto seja sempre criado a partir de uma ideia. Em qualquer 
língua, o texto escrito deve ser sempre o reflexo de uma ideia, que por sua vez 
origina-se em fatos do universo. A ideia é sempre anterior ao texto. Se a ideia não 
for clara, o texto também não será.
Outra condição é o domínio sobre o idioma falado. Seria difícil tentar re-
digir uma ideia a respeito da qual não conseguimos falar claramente. É por 
isso que traduções ou versões a partir de um texto em português, feitas com 
a ajuda de dicionário, normalmente produzem resultados desastrosos. A não 
ser quando se trata de documentos, e com ressalvas, não deveria existir o 
que chamam de tradução literal. Todo texto precisa ser interpretado, isto é: a 
ideia precisa ser entendida e então recriada, e diferenças culturais explicadas 
sob a nova ótica.
Regras para uma boa redação.
1. Organize suas ideias em itens, faça um outline.
2. Certifique-se de que cada oração tenha um sujeito e que o sujeito 
esteja antes do verbo.
 Ex.: An airplane crashed yesterday. Ontem caiu um avião.
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Principais tipos de texto I
85
3. Use frases curtas.
Frase inadequada
During my vacation in July, when 
I went to the south of France and 
other parts of central Europe, 
I bought many souvenirs and 
I saw many interesting places, 
both the normal tourist sites and 
the lesser known locations.
Forma mais adequada
Last July I went on vacation in 
the south of France and other 
parts of central Europe. I bought 
many souvenirs and saw many 
interesting places. Some of the 
places I visited were the normal 
tourist sites, and others were 
lesser known locations.
4. Seja breve e evite o uso de palavras desnecessárias.
Complexo
The multiplicity of functionality is 
really advantageous to the overall 
marketability of the product.
Correto
The many functions of the product 
will help its sales.
5. Seja objetivo, apresente fatos em vez de opiniões.
Subjetivismo vago
Our language teachers are highly 
qualified.
Correto
Our language teachers are native 
speakers with college education.
 […]
Dicas de estudo
O livro: WRITERS INC – a student handbook for writing and learning, de Sebra-
nek, P., Kemper, D., Meyer é um manual completo com modelos, explicações 
sobre vários tipos de texto. Além disso, contém inúmeras informações úteis tais 
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86
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
como técnicas de estudo para cada habilidades (compreensão e produção orais; 
compreensão e produção escritas), regras de pontuação, pesos e medidas etc. É 
um livro de cabeceira para quem gosta ou pretende conhecer mais sobre textos 
e sua elaboração.
Atividades
1. Seguindo o esquema abaixo, redija um parágrafo, em inglês, sobre um ani-
mal de estimação, um amigo ou parente querido. Não se esqueça de seguir 
as diretrizes detalhadas especialmente quanto criar uma imagem para seu 
leitor. Um exemplo de sentença tópico foi dado, mas você poderá substituí-
la dependendo do texto que for elaborar.
Sentença Tópico (1) Tony is my beautiful white Persian cat that I got from a close 
friend five years ago.
Sentenças de Apoio (3)
Conclusão (1)
2. Seguindo o esquema abaixo, redija um parágrafo sobre o que você fez em 
sua última viagem ou férias.
 Lembre-se de incluir os seguintes elementos:
a) estruturação: fato, tempo, lugar, personagens, causa, modo, conse-
quências;
b) foco narrativo: narrador-observador; narrador-personagem;
c) discurso: direto ou indireto.
 Use as perguntas abaixo para orientá-lo/a:
a) Onde você foi? 
b) Como você viajou? 
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Principais tipos de texto I
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c) Quem foi com você? 
d) O que você fez ou viu ? 
e) O que você mais gostou e o que não gostou?
f) Qual foi sua impressão final?
My last vacationsI had a great time on my last vacations.
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Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
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Principais tipos de texto II
Trabalharemos com um tipo de texto que é frequentemente utilizado 
quando se quer desenvolver, explicar ou discutir um assunto: o texto disser-
tativo. Há dois tipos mais comuns de textos dissertativos: o dissertativo-ex-
positivo, que visa explicar fatos ou transmitir informações e o dissertativo-
argumentativo que tem por objetivo defender uma ideia ou um ponto de 
vista. Ao escritor cabe a escolha da tipologia textual que melhor couber ao 
conteúdo que pretende abordar, e para isso pode, se for conveniente, redi-
gir um texto de um daqueles tipos mencionados acima, ou ainda de acres-
cer outras tipologias como a narração e descrição. Entretanto, para que o 
texto dissertativo seja mais bem compreendido quanto às características 
que lhes são próprias, focaremos em seus dois tipos principais.
Texto dissertativo-expositivo
O texto dissertativo-expositivo tem, em princípio, o propósito de trans-
mitir conhecimento ou expor uma ideia ou um conceito. Na elaboração de 
uma dissertação, deve-se ter em mente (a) a objetividade: isto é, redigir 
um texto direto, sem opiniões pessoais; (b) clareza e concisão: significa 
expressar-se com poucas palavras produzindo um texto de fácil compre-
ensão; (c) precisão: buscar a exatidão de informações.
Organização retórica
Nesse tipo de texto, o autor deve limitar-se a expor os conceitos, sem 
colocações pessoais. A seguinte estrutura-padrão, é geralmente utilizada:
Introdução – apresentação inicial acerca do assunto a ser tratado 
no texto, despertando no leitor a vontade de seguir suas ideias ou 
argumentos.
Desenvolvimento – detalhamento das informações que ilustram a 
ideia central exposta na introdução.
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Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Conclusão – retomada da ideia central e avaliação do assunto que foi discu-
tido. As ideias apresentadas e discutidas no desenvolvimento são reafirmadas, 
tomando-se uma posição acerca do problema, da tese. É também um momen-
to de expansão, desde que se mantenha uma conexão lógica entre as ideias.
Alguns elementos que enriquecem o Desenvolvimento de um texto são:
relações de causa e efeito � – motivos, razões, fundamentos, alicerces, 
consequências, efeitos. Without a car it would be difficult commute from one 
job to the other;
comparações e contrastes � – diferenças e semelhanças entre elementos. 
Friendship smells like slightly burnt cookies;
inclusão de fatos � – About 25 million people, especially children, die each 
year from starvation;
enumerações e exemplificações � – indicação de fatores, funções ou ele-
mentos que esclarecem ou reforçam uma afirmação: The marathon is a 
long-distance running event;
citações � – According to Dr. Meiji Nakajima, director of World Health Organization, 
the major cause of diseases in African children is malnutrition.
Veja o exemplo abaixo.
Children should not be allowed to watch too much TV. Today with parents 
out of the household for longer periods it is very difficult to restrict children 
to be in front of a TV screen for hours. This can result in a serious threat to 
kids’ health, specially preschoolers. According to the American Academy of 
Pediatrics around 15,000 children suffer from neurological problems caused 
by TV. Last year it was reported a case of a five-year old boy that fainted while 
watching his favorite cartoon.
Relação de causa e efeito: today with parents out of the household for longer 
periods it is very difficult to restrict children to be in front of a TV screen for hours. 
This can result in a serious threat to kids’ health, especially preschoolers.
Citação: According to the American Academy of Pediatrics around 15,000 
children suffer from neurological problems caused by TV.
Exemplificação: Last year it was reported a case of a five-year old boy that 
fainted while watching his favorite cartoon.
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Principais tipos de texto II
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Logicamente não é necessário que o Desenvolvimento contenha todos esses 
elementos. Entretanto, a utilização variada desses recursos certamente enriquece 
a redação.
A coesão é dada através de elementos coesivos, tais como marcadores dis-
cursivos (especialmente as conjunções), referentes textuais (pronomes pessoais, 
possessivos, relativos, demonstrativos), que propiciam a transição entre senten-
ças e parágrafos, itens lexicais, tais como substantivos e com o emprego de rei-
terações e colocações.
Segue, abaixo, uma tabela com alguns marcadores discursivos que ocorrem, 
embora não exclusivamente, em cada uma das divisões da estrutura padrão.
Tabela de marcadores discursivos
Introdução Desenvolvimento Conclusão
To begin 
First 
Firstly
Also, Besides, As well As, 
Moreover, Similarly
Second, At the same time, 
Further, Next,
Secondly, In addition, 
furthermore
However, Yet, Although
For example
Naturally, Obviously, 
As you know
Therefore 
Finally, Last, Lastly 
In summary 
As a result
Exemplos
Introdução
Firstly I would like to discuss the origins of this concept...(primeiramente gos-
taria de discutir as origens desse conceito).
Desenvolvimento
After I will highlight the different points of view of researchers (posteriormen-
te vou destacar os diferentes pontos de vista dos pesquisadores).
Obviously, the most important intellectuals will come first (obviamente os 
intelectuais mais importantes virão em primeiro lugar).
Conclusão
Finally I will point out similarities and differences between their theories. (Fi-
nalmente, destacarei semelhanças e diferenças entre suas teorias).
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Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Para ficar mais claro, observe um exemplo de parágrafo em que esses marca-
dores estão contextualizados.
Exemplo
Friendship
(1) A dictionary contains a definition of friendship somewhere in the F’s 
between the words “fear” and “Friday.” An encyclopedia supplies interesting 
facts on friendship. But all the definitions and facts do not convey what 
friendship is really all about. The only way to understand friendship is 
through experience. It is an experience that involves all the senses.
(2) Friendship can be seen. It is seen in an old couple sitting in the park 
holding hands. It is the way they touch, a touch as light as a leaf floating in the 
autumn air, a touch so strong that years of living could not pull them apart.
(3) Friendship can be heard. It is heard in the words of two friends who 
squeezed in lunch together on an extremely busy day. Friendship can be 
heard by those willing to listen.
(4) Friendship is felt in a touch. It is a pat on the back from a teammate, a 
high five between classes, the slimy, wet kiss from the family dog. It’s a touch 
that reassures that someone is there, someone who cares.
(5) Friendship has a taste. It tastes like homemade bread, the ingredients 
all measured and planned, then carefully mixed and kneaded, then the quiet 
waiting as the dough rises. Hot from the oven, the bread tastes more than 
the sum of its ingredients.
(6) Friendship has a smell. It smells like the slightly burnt cookies your 
brother made especially for you. It smells like your home when stepping into 
it after being away for along time.
(7) Finally, more than the other senses, friendship is an experience of 
the heart. It is the language of the heart — a language without words, vowels, 
or consonants. Like air fills the lungs, friendship fills the heart, allowing us to 
experience the best life has to offer: a friend.
(Disponível em: <www.thewritesource.com/studentmodels/ws2k-friendship.htm>. 
Acesso em: 2 ago. 2008.)
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Principais tipos de texto II
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IE
SD
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Br
as
il 
S.
 A
.
Comentários
Verifique que na Introdução do exemplo acima (parágrafo 1) é colocada a 
ideia central: a amizade deve ser experenciada através dos sentidos (The only 
way to understand friendship is through experience. It is an experience that involves 
all the senses). Os parágrafos de números 2 a 6, que fazem parte do Desenvolvi-
mento, explicam a ideia central, detalhando cada um dos sentidos menciona-
dos: visão (2) Friendship can be seen ; audição (3) Friendship can be heard; tato(4) 
Friendship is felt in a touch; paladar (5) Friendship has a taste; aroma (6) Friendship 
has a smell. A Conclusão (7) reitera a ideia central condensando-a a partir das 
informações fornecidas no Desenvolvimento: Finally, more than the other senses, 
friendship is an experience of the heart e faz um fechamento: Like air fills the lungs, 
friendship fills the heart, allowing us to experience the best life has to offer: a friend.
A coesão nesse exemplo é dada especialmente pela reiteração do item lexi-
cal Friendship. Os parágrafos que desenvolvem a ideia central têm uma estru-
turação semelhante. Assim, cada sentido é apresentado: Friendship is felt in a 
touch (4), Friendship has a smell(6) etc, sendo explicados: It is a pat on the back 
from a teammate ou mais frequentemente comparados: It smells like the slightly 
burnt cookies […]
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Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Escrevendo um parágrafo 
dissertativo-expositivo
O parágrafo dissertativo-expositivo deve possuir a estrutura padrão de de-
senvolvimento de parágrafos, ou seja:
sentença tópico � – aquela que introduz o assunto do parágrafo;
sentenças de apoio � – aquelas que explicam, descrevem e detalham a 
sentença tópico, podendo incluir ideias secundárias;
conclusão � – reitera a ideia principal, repetindo-a com outras palavras.
Deverá, também, utilizar os recursos coesivos já mencionados, ou seja, a 
coesão gramatical (referentes textuais e conjunções) e/ou lexical (reiteração, co-
locação) assegurando a harmonia entre os elementos do texto.
O conteúdo a ser inserido no tema da redação exige criatividade por parte 
do escritor e habilidade de ligar os vários conceitos. Uma boa maneira de se ter 
ideias é através da leitura de jornais ou revistas da mídia impressa ou da internet, 
procurando manter-se sempre atualizados com os acontecimentos no Brasil e ao 
redor do mundo.
A partir do texto abaixo, faremos uma análise de sua organização retórica e 
estrutura coesiva.
Exemplo
(1) Yellow-spotted lizards are a deadly threat to 
all humans at Green Lake Park. (2)They invaded 
the area after the lake dried up many years ago and 
their bite is always fatal. (3) Campers and visitors are 
made aware of this potential danger, but even so 
it was a yellow-spotted lizard that killed the camp 
administrator. (4)Local authorities are trying to 
restrict the use of certain areas of the park during 
the night, when these animals usually appear. (5) 
Some people even claim they should be hunted 
and confined. (6)While the discussion continues, 
one thing is certain: meeting those lizards at 
Camp Green Lake means certain death.
IE
SD
E 
Br
as
il 
S.
 A
.
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Principais tipos de texto II
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Esse parágrafo tem uma estruturação baseada no estilo problema-solução. 
Na Introdução (1) a ideia central é exposta, indicando que o tema a ser tratado é 
a ameaça dos lagartos pintados de amarelo no Parque Green Lake. No Desenvol-
vimento (2-6) as sentenças 2 e 3 explicam como os lagartos chegaram ao lago, 
bem como exemplificam sua periculosidade. Já as sentenças 4 e 5 mostram a 
solução apontada por cidadãos e autoridades. Na Conclusão (6), o autor reite-
ra a ideia principal, ou seja, o fato de que os lagartos são uma ameaça mortal, 
embora ainda não se tenha decidido o que fazer para combatê-los. A ligação 
entre ideias é dada através de itens gramaticais (they), mais comumente de itens 
lexicais (campers and visitors, local authorities, some people).
Texto dissertativo-argumentativo
O texto dissertativo-argumentativo – desenvolve uma tese, um conceito. 
Com forte valor opinativo (argumentativo) o autor deixa clara a sua posição em 
relação ao assunto, procurando fazer com que seu ouvinte/leitor aceite e acredi-
te em seus argumentos.
Para Ingedore Koch, “quando interagimos através da linguagem, temos 
sempre fins a serem atingidos” e “pretendemos atuar sobre o(s) outro(s) de deter-
minada maneira” e “obter deles(s) determinadas reações verbais ou não-verbais” 
(KOCH, 1992, p. 29). O uso da linguagem deve ser visto como essencialmente 
argumentativo, visto que sempre estamos orientando os discursos que produzi-
mos no sentido de determinadas conclusões. Portanto, para essa autora
[...] não há texto neutro objetivo, imparcial: os índices de subjetividade se introjectam no 
discurso, permitindo que se capte a sua orientação argumentativa. A pretensa neutralidade de 
alguns discursos [...] é apenas uma máscara, uma forma de representação (teatral): o locutor 
se representa no texto “como se” fosse neutro, “como se” não tivesse engajado, comprometido, 
“como se” não tivesse tentando orientar o outro para determinadas conclusões, no sentido de 
obter dele determinados comportamentos e reações. (KOCH, 1992, p. 60, grifo da autora) 
Organização retórica
Num texto argumentativo, distinguem-se três componentes: a tese, os argu-
mentos e as estratégias argumentativas.
A tese, ou proposição, é a ideia que defendemos, necessariamente polêmica, 
pois a argumentação implica divergência de opinião.
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Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Os argumentos são aquelas ideias que dão suporte à tese. Podem incluir fatos, 
exemplos, dados estatísticos, testemunhos etc. contra-argumentos também 
podem ser incluídos, sendo discutidos ou rejeitados.
As estratégias são todos os recursos (verbais ou não) utilizados para conven-
cer, persuadir ou gerar credibilidade ao leitor/ouvinte. Dentre as estratégias po-
demos citar a clareza, a precisão linguística, o modo como a sentença tópico e 
a conclusão são escritas. Outros exemplos são a antecipação de uma possível 
argumentação contrária e a inclusão de possível resposta, a utilização de lingua-
gem agressiva, ironia, perguntas retóricas etc.
Algumas expressões típicas da argumentação ou da linguagem opinativa, se-
guem abaixo.
Expressões típicas da argumentação
Contrastando Comentando
But (mas)
Yet (entretanto)
However (entretanto)
Nevertheless (não obstante)
On the other hand (por outro lado)
In spite of this (a despeito disso)
Despite (a despeito disso)
On the other hand( Por outro lado)
Obviously (obviamente)
Naturally (naturalmente)
Clearly (claramente)
There is no doubt (não há duvida)
It can be said (pode-se dizer)
It is true that (é verdade que)
As everybody knows (como sabemos)
Most people say/think, (muita gente diz/pensa)
Escrevendo um parágrafo 
dissertativo-argumentativoNa elaboração de um parágrafo dissertativo-argumentativo devemos, pri-
meiramente, levar em consideração a estrutura típica de parágrafos, ou seja: 
sentença tópico, sentenças de apoio, conclusão. Entretanto, com base em sua 
organização retórica, sugerimos o seguinte esquema básico:
Sentença Tópico Tese – abordagem do tema fundamentada
Sentenças de Apoio Desenvolvimento dos Argumentos (1, 2, 3...) – inserção de fatos, ci-
tações, dados estatísticos etc. devidamente interpretados
Contra-argumentos (opcional)
Conclusão Confirmação da Tese
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Principais tipos de texto II
97
A coerência do texto é obtida através da sequência da argumentação: alega-
ção principal, fatos que comprovam essa alegação, contra-argumentos ou opini-
ões divergentes sobre o assunto, refutação de argumentos contrários, fortaleci-
mento da tese principal.
Observe, no texto abaixo, como um determinado tema pode ser organizado.
Tese + Explicação Private cars are becoming a very controversial issue these days but they 
are important in our modern lives for two main reasons, poor public 
transport and business.
D
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w
w
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 o
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00
8.
Argumento 1 - Many people in the world live in towns, villages and even cities that do 
not have good buses or trains. Without cars these people could not travel 
to work, to the shops or do many other important things.
- Also, in many towns and cities buses stop before midnight but in today’s 
busy world people are busy twenty four hours a day.
Argumento 2 The next point is that cars help the economy in two ways. Firstly, the 
car industry gives many people in the world jobs and helps countries to 
develop. Secondly, many people today need cars in their work. Doctors 
need to visit patients, salespeople need to visit customers and computer 
technicians need to visit businesses.
Conclusão In conclusion, although cars can cause problems it is impossible to live 
without them in modern life.
Note a utilização de marcadores discursivos que marcam a transição de senten-
ças e lhes fornecem coerência, estabelecendo basicamente relações de sequência 
(the next point, firstly, secondly, in conclusion); adição (also) ou contraste (but).
D
ig
ita
l J
ui
ce
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Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Texto complementar
What is fact and opinion?
What is a fact?
A fact is something that can be verified and backed up with evidence, 
e.g. In 2005, Brazil and FC Barcelona star Ronaldinho was named FIFA World 
Footballer of The Year. We can verify these details by looking at FIFA records.
What is an opinion?
An opinion is based on a belief or view. It is not based on evidence that 
can be verified, e.g. Wayne Rooney is the best football player in the English 
Premier League. Are there players in the English Premier League who are 
better than Wayne Rooney?
Facts are often used in conjunction with research and study. The census (a 
survey of the population usually conducted by a government department) 
is a good example of when facts are used. These facts can be supported 
by information collected in the census, e.g. According to UK Government 
national statistics in 2004, approximately one in five people in the UK were 
aged under 16.
Opinions can be found in many types of writing such as a “Letter to the 
Editor” in a newspaper. A reader may write in with an opinion e.g. “24 hour pub 
licensing will ruin our community.” Another reader may write in and disagree, e.g. 
“24 hour licensing will stop yobbish behaviour by staggering closing hours.”
Mixing fact and opinion
Writers often mix fact and opinion. So it is not always easy to tell whether 
something is based on verifiable information or someone’s particular 
viewpoint. For this reason, it is important to read with a questioning mind. 
Just because someone says something is true – it doesn’t mean it is true? 
What do you think?
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Principais tipos de texto II
99
Here is the first part of an article from the BBC’s news website. Look at how 
the article starts out using facts, then moves on to using opinions. The facts 
are highlighted in bold and the opinions are in italics. The facts are taken 
from a survey which can be verified. The opinions are taken from comments 
made by various people such as journalists and writers. They express the 
viewpoint of that particular person.
Indians “world’s biggest readers”
Indians are the world’s biggest bookworms, reading on average 10.7 hours 
a week, twice as long as Americans, according to a new survey. The NOP 
World Culture Score index surveyed 30,000 people in 30 countries from 
December 2004 to February 2005.
Analysts said self-help and aspirational reading could explain India’s high 
figures.
Britons and Americans scored 50% lower than the Indians’ hours and 
Japanese and Koreans were even lower at 4.1 and 3.1 hours respectively. 
R Sriram, chief executive officer of Crosswords Bookstores, a chain of 
26 book shops around India, says Indians are extremely entrepreneurial and 
reading “is a fundamental part of their being”.
The NOP survey of 30,000 consumers aged over 13 saw China and the 
Philippines take second and third place respectively in average hours a 
week spent reading books, newspapers and magazines.
(Disponível em: <www.bbc.co.uk/skillswise/words/reading/ 
fact_and_opinion/factsheet.shtml>.)
Dicas de estudo
Recomendo, como dica, o livro O Texto de João Hilton Sayeg Siqueira. Embora 
voltado para língua portuguesa, traz informações sobre como ler e elaborar textos, 
que podem ser parcialmente aplicáveis à língua inglesa. Os principais tópicos são 
coerência e coesão, organização macro e microestrutural e a sumarização textual, os 
quais trazem ao leitor uma reflexão sobre a linguagem e sobre a redação de textos.
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100
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Atividades
1. Seguindo o esquema abaixo, redija um parágrafo sobre a punição aos crimino-
sos. Não se esqueça de seguir as diretrizes detalhadas especialmente quanto 
à utilização de elementos coesivos. Um exemplo de sentença tópico foi dado, 
mas você poderá substituí-la dependendo do texto que for elaborar.
Sentença tópico – Introdução There is no doubt that the Olympic Games, 
which beginning on 8th August in Beijing, 
China, will be one of the biggest sporting 
events in the history.
Sentenças de apoio – desenvolvimento
(use exemplos, contrastes, elementos de 
causa-consequência etc).
Conclusão
2. Ordene o parágrafo abaixo, que aborda a qualidade dos alimentos na atuali-
dade. A ideia central a ser defendida, ou seja, a tese, já foi fornecida.
1 – ( ) Moreover, a lot of families would 
rather like to exchange their cell phone 
for the latest models than acquiring best 
quality nutritional food.
(a) Tese + explicação
2 – ( ) In conclusion we notice that poor 
quality of food is not only the fault of 
producers. We, the consumers, have 
to decide about what is priority in our 
lives: “to have” or “to be”.
(b) Argumento 1
3 – ( ) People buy ready-made food 
because of modern life styles. If we pay 
attention, possessing a brand new car is 
more valued than spending money for 
our own welfare.
(c) Argumento 2
4 – ( ) The media has been discussingthe quality of food that we eat. Usually 
governmental authorities and food 
makers are blamed. Actually, if we think, 
we are also responsible since sometimes 
we opt for price and convenience over 
nutritional value.
(d) Conclusão
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Principais tipos de texto II
101
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102
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
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Gêneros do discurso
No mundo globalizado, onde a interação é imediata e as relações inter-
culturais são cada vez mais estreitas, a linguagem se inscreve como me-
diadora de discursos. Desse modo, devido à importância de se conhecer 
e saber utilizar as práticas discursivas e sociais correntes, iremos estudar 
os gêneros, que são a formalização oral ou escrita de tais práticas. Através 
da análise dos gêneros poderemos compreender com maior clareza o que 
ocorre quando utilizamos a linguagem para cumprir alguma atividade 
social tal como atender a uma ligação telefônica, participar de uma entre-
vista de emprego, escrever uma carta de reclamação ou uma resenha.
Gêneros – apresentação
O termo gênero, amplamente utilizado na retórica (arte da persuasão 
através da expressão verbal) e na teoria literária sob outro enfoque, será 
aqui abordado a partir da linguística textual. A importância da noção de 
gênero deve-se ao fato de que a comunicação verbal somente pode ser 
possível através dele. Segundo afirmou Bronckart (1999, p. 103), “a apro-
priação dos gêneros é um mecanismo fundamental de socialização, de 
inserção prática nas atividades comunicativas humanas”, o que significa, 
em outras palavras, que os gêneros textuais operam, em certos contex-
tos, como formas de legitimação discursiva, já que se situam numa relação 
sócio-histórica com fontes de produção que lhes dão sustentação.
Convém esclarecer a diferença entre tipo textual e gêneros, visto que 
essa terminologia é frequentemente confundida. Tipo textual é denomi-
nação fornecida a uma sequência definida pela natureza linguística de sua 
composição e tem uma representação mais limitada. Em sua análise são 
examinados aspectos lexicais, sintáticos, gramaticais e relações lógicas. 
São exemplos mais conhecidos a descrição, a narração e a dissertação. Por 
outro lado, denomina-se gênero a materialização de textos encontrados em 
nosso cotidiano. Esses são dinâmicos e praticamente infinitos, apresentan-
do características sociocomunicativas definidas por seu estilo, função, es-
truturação e conteúdo. Alguns exemplos são: manual de instruções, aula, 
sermão, cardápio, horóscopo, telefonema, carta pessoal ou comercial.
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104
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
É importante lembrar que a relação entre esses dois conceitos não é de opo-
sição dicotômica, mas sim de complementação visto que todos os textos são re-
alizados através de um gênero e os gêneros podem conter vários tipos de texto. 
Tome-se o caso de um manual de instruções. Como gênero textual, trata-se de 
um evento discursivo escrito com uma organização estrutural identificável pela 
maioria das pessoas em nossa cultura. Embora esse gênero contenha caracteris-
ticamente um tipo de texto instrutivo, há também outros tipos textuais menos 
frequentes como as descrições do produto, por exemplo. Assim, podemos dizer 
que, do ponto de vista textual, o manual de instruções é heterogêneo, porém 
limitado. Embora opere dentro de padrões sociocomunicativos característicos, 
relativamente estáveis, como gênero o manual pode refletir todo o dinamismo 
de uma sociedade em constante transformação podendo ter características va-
riáveis dependendo do canal em que é veiculado (CD, impresso, internet), de seu 
público-alvo (especialistas, público em geral) e da cultura em que se insere.
Os estudos de gênero vêm de longa data e têm como destaque Bronckart, 
Bakhtin, Swales, Bhatia, dentre outros. Vários estudos têm sido realizados nessa 
área voltados a aplicações pedagógicas, no contexto acadêmico e empresarial, 
especialmente com foco na escrita e na leitura para fins específicos. Diversas 
vertentes teóricas em língua materna e língua estrangeira abordaram o tema e 
esse tem evoluído. Embora com enfoques diferentes, a maioria desses trabalhos 
parece ter em comum os seguintes aspectos: (a) o fato de que a língua reflete 
padrões culturais e interacionais da comunidade em que se insere; (b) a noção de 
gênero como entidade sociocomunicativa e não simplesmente entidade formal.
Esses conceitos permeiam as pesquisas dos autores Swales (1994) e Bhatia 
(1993) que serão privilegiados em nosso trabalho, visto que suas teorias são 
complementares, além desses estudos terem sido baseados em pesquisas sobre 
textos escritos.
Swales (1994) propõe uma visão integrada de gênero que abrange os parti-
cipantes da comunidade discursiva, os eventos comunicativos e as convenções 
socioculturais, cada elemento convergindo na direção de um mesmo propósi-
to comunicativo. Assim, para ele, o conceito chave é o propósito comunicativo 
compartilhado pelos membros da comunidade na qual o gênero é praticado. Os 
demais aspectos tais como os lexicais (vocabulário), estruturação sintática, canal 
e terminologia específicos, embora importantes, não têm a mesma influência 
na caracterização do gênero, porém influenciam a sua escolha. Em 2001, com 
Askehave, Swales amplia sua visão sobre o propósito comunicativo, em vista 
de uma ampla discussão teórica ocorrida desde a apresentação de sua primeira 
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Gêneros do discurso
105
definição, ressalvando que há gêneros que têm o mesmo propósito mas são di-
ferentes em termos de aspectos formais e de organização textual, assim como há 
textos idênticos ou quase idênticos com propósitos comunicativos bem diversos. 
Também a comunidade discursiva tem sido discutida especialmente a partir dos 
gêneros ligados às tecnologias digitais. De acordo com Marcuschi (2004), em di-
versos gêneros surgidos com a internet, os indivíduos são em geral anônimos, e 
superficiais nas interações, mesmo que tenham práticas comuns, como por exem-
plo, numa lista de discussão, a noção de comunidade é muitas vezes diluída.
Com a evolução daqueles conceitos, a definição de gêneros de Bhatia (1993, 
p. 23), é a mais adequada aos propósitos. Para esse autor, o gênero é
[...] uso da linguagem em um ambiente comunicativo convencionalizado, que fornece sentido 
a um conjunto específico de objetivos comunicativos de uma instituição social ou disciplinar, 
originando formas estruturais estáveis e impondo limites no uso da léxico-gramática, bem 
como em recursos discursivos. (minha tradução)
A fim de ilustrar nossa discussão, citamos, como exemplo, Motta-Roth (2002) 
que examinou o gênero resenha acadêmica, chegando às seguintes conclusões 
acerca desse gênero específico:
seu propósito comunicativo � – avaliar livros/artigos a partir dos pressu-
postos de cada área de conhecimento (química, economia etc.) a fim de 
atender as expectativas de seu público-alvo;
sua comunidade discursiva � – membros da comunidade acadêmica in-
cluindo quem escreve (especialistas, pesquisadores) e quem os lê (estu-
dantes, professores, pesquisadores);
sua organização retórica � contém os seguintes tópicos – (a) apresentação 
do livro, (b) descrição do livro, (c) destaque de partes do livro, (d) apresen-
tação de uma avaliação final.
Além dessa análise textual, importante paraos leitores desse gênero ou para 
quem os escreve, a autora ainda aborda as questões de poder que permeiam 
esse gênero. Assim, ela ressalta que os pesquisadores mais experientes são os 
escolhidos pelos editores para elaboração de resenhas acadêmicas, enquanto 
que os pesquisadores iniciantes (sem poder) constituem o público-alvo dessas.
É importante mencionar que Motta Roth (2002) estudou resenhas no contex-
to acadêmico, ou seja, resenhas de livros e artigos científicos. Resenhas de filmes 
ou de livros publicados em jornais ou revistas têm características semelhantes, 
mas não seguem exatamente a mesma estruturação, especialmente devido a ter 
público-alvo diferente.
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106
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Em suma, devemos ter em mente que gêneros não são entidades formais, 
mas sim entidades comunicativas em que predominam os aspectos relativos a 
funções, propósitos, ações e conteúdos, além de relações de poder.
Gêneros e sua função social
Em todos os contextos de situação e de cultura há atividades baseadas na 
linguagem. Quando dominamos um gênero textual não dominamos uma forma 
linguística e sim uma forma de realizar linguisticamente objetivos específicos em 
situações sociais particulares. A partir de Bakhtin (1986) o gênero é visto como 
um evento recorrente de comunicação em que um determinado evento da ativi-
dade humana, que inclui papéis e relações sociais, é mediado pela linguagem.
Segundo Meurer & Motta-Roth (2002) são três os aspectos básicos definido-
res do contexto (sobre o que se fala, quem fala e como se fala), sendo esses reali-
zados através da linguagem. Segundo esses autores, para que se possa expandir 
o repertório de gêneros discursivos disponíveis em nossa cultura, devemos ter 
consciência desses três aspectos e os utilizarmos de modo articulado a fim de 
alcançarmos determinados objetivos comunicativos.
Uma vez que todos os cidadãos estão incluídos em grupos sociais, o estudo de 
gêneros irá refletir a prática desses grupos e a sua compreensão permitirá a inclu-
são de novos membros a partir da utilização dos gêneros ali vigentes. Além disso, 
o entendimento dos gêneros poderá nos trazer, especialmente a partir do ensino 
formal, o desenvolvimento da consciência sobre como a linguagem é utilizada, 
permitindo que as pessoas possam influir criticamente na dinâmica social.
É importante ressaltar que, embora convencionalizados, os gêneros refletem 
todo dinamismo da sociedade em constante evolução. Daí a necessidade de 
compreendê-los a partir de sua situação discursiva, observando o contexto em 
que ocorrem. É assim que conseguimos caracterizar os gêneros através de sua 
comunidade discursiva, como, por exemplo, os gêneros da mídia (editoriais, re-
senhas, cartas ao editor, notícias esportivas etc) ou ainda gêneros do mundo dos 
negócios (memorandos, cartas, relatórios etc).
Desse modo, conforme já mencionamos, um gênero é muito mais do que um 
tipo de texto que tem formas estáveis. Ao contrário, os gêneros se constituem e 
se desenvolvem em resposta a certos propósitos sociais.
A partir dessa visão, a aplicação pedagógica dos gêneros, a partir dos PCN é 
de grande valia na escola. Se por um lado isso implica em expor os aprendizes às 
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Gêneros do discurso
107
convenções formais de determinado gênero, envolvendo a organização retórica 
e aspectos léxico-gramaticais, por outro se propõe a fazer com que o aluno reco-
nheça a sua função social, sua finalidade explícita e possivelmente implícita, de 
modo a compreendê-lo e criticá-lo. Afinal, como apontam Kress e Hodge (1979) 
a linguagem, além de uma forma de comunicação, pode servir como instrumen-
to de manipulação por quem a usa. Somente com a conscientização do papel da 
linguagem em nossa cultura e sociedade, através do gênero, poderemos incluir 
o cidadão, tornando-o um leitor ou escritor mais eficiente, permitindo que con-
tribua de modo consciente e crítico com o mundo que o cerca.
Gêneros digitais
O impacto da tecnologia digital no mundo moderno, atinge a sociedade 
como um todo. Uma série de gêneros digitais tais como o e-mail, o chat, o blog 
estão emergindo impactando a linguagem e a vida social. A principal diferen-
ça que esses novos gêneros parecem trazer é a possibilidade de reunir várias 
formas de expressão, agrupando, texto, som e imagem, tornando o texto mais 
dinâmico e fornecendo escolha à sua audiência, através dos hiperlinks. Segundo 
Yates (2000) as novas tecnologias digitais parecem ter tornado nossa sociedade 
textualizada, visto que, com a internet, a comunicação escrita é enfatizada. En-
tretanto, não se trata da comunicação escrita nos moldes tradicionais: observa-
mos uma gama de gêneros híbridos, tais como os escritos com características de 
oralização, como os chats e as mensagens eletrônicas (MSN). Marcuschi (2004) 
em um ensaio abrangente sobre essa nova forma de textualização, compara 
(vide quadro abaixo) gêneros tradicionais e sua contraparte eletrônica, ressal-
tando que ainda não temos gêneros puramente eletrônicos, embora possuam 
características próprias advindas da mediação do computador. A rapidez da 
comunicação, dentre outros fatores, tende a conferir à linguagem escrita uma 
certa informalidade, embora isso não influa em que tenhamos gêneros altamen-
te convencionalizados.
Gêneros textuais emergentes na mídia virtual e suas contrapartes em 
gêneros preexistentes.
Gêneros emergentes Gêneros já existentes
(M
A
RC
U
SC
H
I, 
20
04
, p
. 3
1)
1 E- mail Carta pessoal / bilhete /correio
2 Chat em aberto Conversações (em grupos abertos?)
3 Chat reservado Conversações duais (casuais)
4 Chat ICQ (agendado) Encontro pessoais (agendados?)
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108
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Gêneros emergentes Gêneros já existentes
5 Chat em salas privadas Conversações (fechadas?)
6 Entrevista com convidado Entrevista com pessoa convidada
7 E-mail educacional (aula por e-mail) Aulas por correspondência
8 Aula Chat (aulas virtuais) Aulas presenciais
9 Videoconferência interativa Reunião de grupo / conferência / debate
10 Lista de discussão Circulares / séries de circulares (???)
11 Endereço eletrônico Endereço postal
12 Blog Diário pessoal, anotações, agendas
O grande questionamento parece ser se a revisão de princípios teóricos a partir 
desse fenômeno mundial, que, segundo o autor, não altera substancialmente a 
estrutura da língua. Entretanto, modifica a maneira como os textos são lidos e 
elaborados havendo necessidade de um outro olhar para elementos como a line-
aridade (sequenciamento ou encadeamento de ideias), a coerência e a coesão.
A partir do advento da internet, que se tornou um poderoso canal de comu-
nicação, as empresas perceberam que teriam disponível um meio de estar em 
contato com todos os elementos de sua cadeia produtiva: clientes, fornecedores, 
investidores, empregados etc. vinte e quatro horas por dia. Assim, sentiram a ne-
cessidade de criar uma estrutura textual que servisse aos seus propósitos. Desse 
modo surgiram os primeiros sites. Sites são um conjunto de páginas de hipertex-
to (texto que comporta outros textos) acessados através de links ou hiperlinks.
Com o desenvolvimento dos sites, a página inicial passou a ser o primeiro 
contato da empresa com seus possíveis interlocutores. Em consequência, essa 
página inicial, chamada de home page começou ganhar um formato que se as-
semelha nos diferentes sites de empresas ou individuais, na atualidade.
Observe a página inicial (home page) dos sites dasempresas Pfizer (uma in-
dústria farmacêutica) e do Wal-Mart (hipermercado) abaixo:
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Gêneros do discurso
109
D
iv
ul
ga
çã
o:
 P
fiz
er
.
D
iv
ul
ga
çã
o:
 W
al
-M
ar
t.
Notou a semelhança entre elas?
Vamos ver como essas páginas iniciais de sites (home pages) se configuram 
como gêneros:
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Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
seu propósito comunicativo � – as home pages são páginas iniciais de 
apresentação de sites, servindo como canal de veiculação inicial de infor-
mações;
sua comunidade discursiva � – o público-alvo é variado mas podemos di-
zer que geralmente quem acessa as páginas dessas empresas são clientes, 
fornecedores, investidores e funcionários em busca de alguma informa-
ção específica;
sua organização retórica � – você deve ter percebido como essas home 
pages são semelhantes. O quadro abaixo compara os elementos estrutu-
rais presentes em ambas empresas.
PFIZER / WAL-MART
Informações comuns Informações diferentes
Layout – imagem central e informações em 
colunas. A cor de fundo escolhida é semelhan-
te: azul que fornece uma sensação de paz.
Barra Superior com links que levam a outras 
páginas de hipertexto com informações adicio-
nais. Essa barra contém alguns links semelhantes 
(Home, About Pfizer/About us; News & Media/
Facts and News; Sustainability/Responsibility; 
Investors).
Distribuição de Informações:
Informações principais e as que requerem 
constante atualização estão centralizadas en-
quanto que outros dados (através de links) es-
tão dispostos ao lado direito.
Perceba que, em ambas as empresas (Pfizer, 
Wal-Mart) existem comentários sobre alguns tó-
picos colocados na Barra Superior: no Wal-Mart 
(Community, Sustainability, Health & Wellness); 
na Pfizer (Investor Presentation; Product Pipeline 
Update).
Layout – a home page da Pfizer tem, em des-
taque, um link de busca.
Links – Barra Superior: obviamente, alguns 
links dessa barra de navegação, que é princi-
pal do site, são diferentes visando atender às 
necessidades específicas de cada empresa.
Pfizer: Products; Research & Development.
Wal-Mart: Health & Wellness; Community & 
Giving; Diversity; Suppliers.
Vemos, assim, que temos um gênero criado em função das necessidades co-
municativas de determinada sociedade. Esse gênero, bem como vários outros, 
sejam virtuais ou não, estão a serviço da comunidade e para tal estruturam-se a 
fim de atender às suas demandas.
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Gêneros do discurso
111
Texto complementar
Why genres matter
(PRICE, 2002. Adaptado)
A genre is born as a response to an audience’s questions, needs, 
wishes, fantasies
Writers don’t start genres, audiences do. A niche audience starts the 
conversation by asking a certain kind of question over and over in the same 
general context. For instance, newspaper editors tend to ask, “What’s the news 
item here? When can I release this? Who can I call for more info? ”In response, 
publicists came up with the generic press release, a fairly standard approach 
to answering those questions in a methodical way, with a heading, release 
date, and contact phone number. Through the ongoing virtual conversation 
between editors and flacks, a peculiar type of text is developed—a genre.
How do I do x? � Procedure
What does x mean? � Definition
How is the company doing? � Annual report
What is your original idea? � Academic essay
What can you do for my organization? � Resume
What’s the real crime here, and how will it be solved? � Detective novel
Once the audience has gotten your attention with a broad ques tion, and 
persuaded you to write in a particular genre in response to that question, 
you discover that, buried inside that larger ques tion the audience may have 
a whole set of follow-up questions, which come up in a certain order. In fact 
the follow-up questions often fall into a nested hierarchy. For instance, within 
the basic question, “How do I do this?”(which we reply to with a procedure) 
are smaller questions such as, “What tools do I need to get ready?”and “What 
should my work look like now?”
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112
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
In response to questions like these, writers have come up with tool 
lists (“You need a Phillips head screwdriver”) and illustrations inside the 
steps (“Insert Tab A into Slot B”). So the procedure, as a genre, has a set of 
components that must be included and convention — the rough agreement 
of thousands of writers over many years — dictates a certain way of organizing 
those components.
For instance, to be a procedure, a text must include at least one instruction, 
which is a step the reader should take. That step answers the key question, 
“What do I do next?”. But a procedure may also contain other elements, each 
of which addresses a particular question the reader might ask in this con text. 
Here are some of the follow-up questions that may lead to particular pieces 
of a procedure:
What should I know before I start? � Introduction
What’s the point? � Goal
When should I do this? � Context
What tools do I need? � Tool list
Is there anything I should do before I start? � Prerequisites
What’s the basic idea here? � Conceptual overview
How does this task fit into the larger process I am working on? � Process 
diagram
What do I do next? � Step
What should I watch out for? � Warning
What did that term mean, in the step? � Definition
Can you give me a hint? � Tip
Now that I’ve done what you said to do, what’s the result? � Result 
statement
Do my results match yours? � Illustration
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Gêneros do discurso
113
What’s that strange gizmo in the corner of the illustra tion? � Callout
What does this picture show? � Caption
Could you give me an example of the way this step is sup posed to work? �
 Example
I did what you said, but it didn’t work: now what? � Troubleshooting
You can see that these questions — and the elements that carry your 
responses — follow a rough sequence. If you were creating a diagram of 
a generic procedure, you might draw a nested hierar chy, indicating which 
elements were optional, and which were required and in what order — a 
document type definition for the genre. In fact genres are informal analogies 
of the content models you create for XML delivery. A genre acts as a general 
model, an uncodified but widely acknowledged structure, with an implied 
style. Each writer, through pressure, inspiration, or laziness, will twist the 
model a little, to fit a particular context. But even with these variations, writ ers 
expect that visitors should recognize that the text is following an established 
convention with a familiar structure.
Dicas de estudo
Para quem quer ter uma perspectiva geral sobre conceito de gênero reco-
mendo o livro: Gênero, Teorias, Métodos e Debates (2005) organizado por José Luiz 
Meurer, Adair Bonini e Désirée Motta-Roth. Nesse periódico, que é uma coletânea 
de vários autores, o conceito de gênero textual é discutido sob diferentes perspec-
tivas baseado nos estudos dos pesquisadores. Uma excelente leitura para aqueles 
que querem conhecer a prática do uso de gêneros no contexto pedagógico.
Atividades
1. Combine as colunas de modo a estabelecer a organização estrutural(retóri-
ca) da resenha a seguir sobre o livro Zahir de Paulo Coelho:
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Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
01 Brazilian-born writer Paulo Coelho is the author of The Alchemist and many other quest 
novels. He has sold an estimated 65 million books in 150 countries in 60 languages.
D
is
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8.
02 The unnamed narrator of this story is a wildly successful novelist and celebrity who 
lives in Paris with his wife Esther, a war correspondent who speaks four languages. Their 
marriage has hit a dry spot and she is restless, wanting to move on in search of her own 
happiness. When Esther disappears, he is tormented and traumatized by the mystery 
of what has happened to her. Has she been kidnapped, killed, or has she left him for 
another lover?
03 The narrator has had has plenty of success in his life: well attended book signings, po-
wer lunches with film industry people, and interviews with journalists. But it all leaves 
him with a sour taste in his mouth. He remembers a story by Jorge Luis Borges about a 
mystical coin: “A year later, I wake thinking about the story by Borges, about something 
which, once touched or seen, can never be forgotten, and which gradually so fills our 
thoughts that we are driven to madness. My Zahir is not a romantic metaphor — a blind 
man, a compass, a tiger, or a coin. It has a name, and her name is Esther.”
04 The narrator’s struggle is that of a man as trying to come to terms with something he 
cannot understand or control: the mystery of Esther’s absence. It is very hard for him 
to let go of his feeling that she is the only one who fills his life with meaning. The inner 
journey he takes opens him up to new possibilities.
05 Then Mikhail, the last person Esther was seen with, contacts the narrator and promises 
to take him to her. Mikhail, a young man who works with unhappily married couples, 
has his own spiritual perspective on love.
06 Coelho has not created a masterwork on the level of The Alchemist, but for those who 
are willing to travel lightly, there are some interesting insights here on obsessive love, 
the emptiness of celebrity-status success, and the courage needed to square off against 
the mysteries and rewards of letting go of ego and stepping into the dark unknown.
Livro Número do parágrafo
Apresentação do livro
Descrição do livro
Apresentação de uma Avaliação
2. Retome os conceitos apresentados nesta aula e aponte o propósito comuni-
cativo e a comunidade discursiva dos gêneros abaixo. O primeiro item serve 
como exemplo.
Gênero Propósito comunicativo Comunidade discursiva
Manual de Instruções 
de uma TV
Informar e instruir sobre a insta-
lação e utilização desses apare-
lhos eletrônicos.
Público em geral. Usuários des-
se equipamento.
Editorial de um Jornal
Artigo Acadêmico
Propaganda de 
um carro de luxo
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Gêneros do discurso
115
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Caracterização e emprego 
dos gêneros textuais I – textos instrucionais
A aplicação do conceito de gênero textual na leitura e elaboração de 
textos possibilita maior eficiência na compreensão e utilização do discurso. 
De acordo com Marcuschi (2002 p. 22) “é impossível se comunicar verbal-
mente a não ser por algum gênero, assim como é impossível se comuni-
car verbalmente a não ser por algum texto. Em outros termos, partimos da 
ideia de que a comunicação verbal só é possível por algum gênero textual.”
Gêneros textuais devem ser entendidos como formas textuais que 
foram desenvolvidas para que certos atos comunicativos pudessem ser 
efetivados. Em outras palavras, gêneros têm propósitos sociais definidos 
tais como informar, entreter, se desculpar, instruir etc. Tomemos como 
exemplo uma carta. Não escrevemos esse tipo de texto para produzir um 
produto que tem data, saudação e fechamento. Elaboramos cartas para 
uma finalidade social e comunicativa específica, tais como reclamarmos 
de alguma coisa, fecharmos um negócio ou vendermos produtos.
A fim de que o escritor possa comunicar sua mensagem do modo pre-
tendido, viu-se a necessidade do estabelecimento de certas regularidades 
organizacionais nos gêneros elaborados de modo a facilitar o processo da 
escrita, bem como o da leitura. Se observarmos Receitas Culinárias, notare-
mos que, em sua maioria, são organizadas da seguinte forma: Título, Ingre-
dientes, Modo de Fazer. Essa convenção estrutural não surgiu aleatoriamen-
te, mas em resposta aos propósitos comunicativos a que esse gênero textual 
se propõe, ou seja, instruir alguém a realizar um prato culinário. A forma 
com que esse gênero se realiza também impõe certas restrições quanto ao 
léxico (vocabulário) a ser utilizado – que será aquele voltado ao desempe-
nho de uma tarefa específica – bem como aquele mais bem compreendido 
e reconhecido por seu público-alvo (comunidade discursiva). Assim a pre-
paração de pratos, que está intimamente ligada à vida social das pessoas, se 
organiza através do gênero Receita Culinária, de modo a cumprir um papel 
comunicativo em determinadas sociedades.
Existem vários estudiosos que abordam o conceito de gênero. Embora 
suas teorias não sejam conflitantes, adotaremos, nesta unidade, a defini-
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Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
ção do pesquisador Bhatia (1993 p. 23), que se adapta melhor aos nossos objeti-
vos, visto que esse autor elaborou a sua teoria a partir de gêneros escritos. Assim, 
para esse pesquisador o gênero é
[...] uso da linguagem em um ambiente comunicativo convencionalizado, que fornece sentido 
a um conjunto específico de objetivos comunicativos de uma instituição social ou disciplinar, 
originando formas estruturais estáveis e impondo limites no uso da léxico-gramática, bem 
como em recursos discursivos. (minha tradução)
Textos instrucionais – tipos e características
Gêneros que têm predominantemente o foco instrucional são aqueles utili-
zados para instruir alguém a fazer alguma coisa. Explicando como realizar algo 
de determinada maneira, esses gêneros utilizam argumentos, conselhos, con-
dições, hipóteses, bem como recomendações e alertas, para cumprir seus obje-
tivos. Exemplares típicos são receitas culinárias, regras de jogos, regulamentos, 
bulas de remédio, manuais de instrução, dentre outros.
Convém salientar a diferença entre gêneros instrucionais e tipos de texto ins-
trucionais. Os primeiros cumprem um papel social na comunidade. Assim, um 
Manual de Instruções, por exemplo, é um gênero reconhecido por sua função, 
que é instruir os usuários sobre a instalação e funcionamento de um equipamen-
to. Tem uma organização retórica (descrição do produto, como instalá-lo, usá-lo, 
o que fazer caso haja eventuais problemas etc.) e elementos linguísticos (install 
connect, troubleshooting, warning) reconhecidos pela comunidade que o utiliza, 
e cumpre um objetivo comunicativo específico. Já um tipo de texto instrucional, 
como um bilhete que você pode deixar para seu colega instruindo como abrir 
o cofre de seu departamento, embora tenha um objetivo definido, não possui 
uma funçãosocial reconhecida pela comunidade discursiva que dele faz parte, 
e, portanto, não pode ser considerado um gênero.
Os gêneros instrucionais podem incluir subgêneros diversos dentre os quais se 
destacam aqueles com características regulatórias, que consistem em comportamen-
tos específicos (usar o cinto de segurança); procedurais, os quais incluem um conjunto 
de instruções (como montar um armário); prescritivos, que envolvem um conjunto de 
regras escritas por especialistas e que devem ser estritamente seguidas (programa-
ção de computadores); de aconselhamento, que expressam a opinião pessoal sobre 
um determinado tópico (seções de perguntas/respostas de revistas femininas).
Tendo esses gêneros emergido para cumprir uma função social determinada, 
para que se possa atingir seus objetivos, seus produtores têm que fazer certas 
inferências sobre seus usuários em potencial, tais como o conhecimento prévio 
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Caracterização e emprego dos gêneros textuais I – textos instrucionais
119
que esses têm sobre o tópico, suas habilidades, crenças e preferências. Além 
disso, têm que adequar o nível de linguagem (formal ou informal), o léxico e 
a organização discursiva à sua audiência a fim de obter um completo entendi-
mento. A utilização de recursos linguísticos, bem como não-linguísticos (figuras, 
fotos, tabelas, diagramas) visa complementar as ideias expostas, garantindo que 
a mensagem seja compreendida com uma margem maior de sucesso.
Quanto à organização retórica, esses textos são geralmente sequenciais e ou/cro-
nológicos a fim de que se saiba em que ordem devemos realizar algum evento. Pos-
suem subdivisões (passos) marcados através de subtítulos ou não. Uma receita culi-
nária, por exemplo, geralmente tem subtítulos (passos) explícitos, sendo que cada 
um tem uma função determinada: ingredientes (o que utilizar na receita); modo de 
preparar (como utilizar esses ingredientes na preparação do prato).
De um modo geral, gêneros instrucionais têm uma linguagem objetiva e são 
realizados linguisticamente através de:
Marcadores discursivos de sequência ou tempo � (First, Second , Next, Then, 
After, Before, Now.) que organizam o texto provendo-o de coerência e coesão.
Orações imperativas � (Fold the paper, Mix the eggs, Open the case.) as quais 
materializam ordens ou instruções.
Modalizadores � (can, could, may, should) que suavizam o imperativo ou o 
intensificam (must).
Expressões de advertência ou recomendação � utilizando o condicional If 
(If you clean with water you may damage your equipment) ou outras expres-
sões Make sure, Be sure, Ensure (Make sure the oven is not opened during the 
first 30 minutes).
Utilização do pronome you, para criar proximidade com o leitor.
Manuais de Instruções – 
análise e caracterização
Os Manuais de Instruções são um tipo de gênero instrucional bem co-
nhecido. Eles podem se caracterizar como manuais do usuário, de serviço ou 
treinamento. Os manuais técnicos, que destacaremos aqui, têm o objetivo de 
fornecer instruções de utilização de um equipamento. Além desses, também 
têm o propósito de incrementar a satisfação do cliente, e melhorar a imagem 
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120
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
da empresa ou do produto, dentre outros. Podemos afirmar, ainda, que um 
manual do usuário bem escrito pode servir de propaganda para o produto, 
reafirmando a confiança que o cliente deposita no fabricante.
Enquanto esse gênero possui as características típicas dos gêneros instrucionais 
quanto aos aspectos linguísticos , sua organização retórica abrange tópicos 
que informam ao usuário as características do equipamento (Introduction), as 
Operações Básicas (Basic Operations, Advanced Operations), Instalação (Installation); 
Precauções de Segurança (Caution, Safety Precautions), Dúvidas Frequentes 
(Troubleshooting) além de conter, alertas e notas sobre o mal-uso e perda da 
garantia (Warning, Notice).
Para ilustrar, verifique, abaixo o índice do Manual de Instruções do CD/DVD 
player da Sony.
Table of Contents
D
is
po
ní
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l e
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: <
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po
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ab
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3 
ag
o.
 2
00
8.
Introductions
� WARNING . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .2
� Welcome! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .2
� Important Safety Instructions . . . . . . . . . . . .3
� Precautions . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .4-9
� About This Manual . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .10
� Notes on Discs . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .10
� Table of Contents . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .11
� Identification of Controls . . . . . . . . . . . . . . .12-17
Main Unit . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .12-13
Display Window . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .14
Remote Control . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .15-17
� Power Connections . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . .19-20
AC Adaptor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .18
Battery Pack . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .19-21
Basic Operations
� Playing a Disc . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .21-26
Basic Playback . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .21-23
Stopping Play . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .24
Resume Play . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .24
Screen Saver . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .24
Pause . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .25
Skipping Chapters and Tracks . . . . . . . . . . . . . . . . . .25
To Scan at Fast Forward or Fast Reverse Playback . . .26
Playing in Slow-Motion . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .26
Operation Using GUI Menu Icons
� General Information about GUI Menu Icons . . . . .27
� Detailed Description of each GUI Menu Icon . . ..28-29
Advanced Operations
� Using a Title Menu . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .30
� Using a DVD Menu . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .30
� Changing Subtitle Language . . . . . . . . . .31
� Changing Audio Soundtrack Language . . . . . . . . . . . . . . . . .32
� Viewing from another Angle . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .33
�3D Surround Effect . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .34
� Repeat Play . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .35-36
� Random Play . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .37
� Program Play . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .38-39
� Operation with Audio CD and MP3 disc . . . . . . . . . . . . . .40-42
� Operation with JPEG disc . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .43-44
Initial Settings
� Selection of Initial Settings . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .45
� Selecting Disc Language . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .46
� Selecting Rating Level . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .47
� Selecting Area Code . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .48
� Selecting TV Aspect . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .49
�Selecting Menu Language . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .50
� Selecting Digital Audio Output . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .51-52
� Others . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .53
� Table of Languages and their Code Numbers . . . . . .54
� Area Code List . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .55-56
Connections
� Connecting to a TV . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .57
� Connecting to an amplifier equipped with a Dol-
by Digital decoder . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .58
� Connecting to an amplifier equipped with a Dolby 
Pro Logic Surround . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .59
� Connecting to an amplifier equipped with a DTS 
decoder . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .60
� Connecting to an amplifier equipped with a digi-
tal audio input. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .61
Reference
� To use the player with car bettery charger . . . .62-64
� Disc Requirements . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .65
� Copyright Information . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .66
� Before Calling Service Personnel . . . . . . . . . . . . . . . . . . .67-69
� Specifications . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .70-71
Introductions
Observando os subtítulos desse manual, podemos localizar os passos da or-
ganização retórica típica de manuais de usuário de produtos eletrônicos.
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Caracterização e emprego dos gêneros textuais I – textos instrucionais
121
a) Características do equipamento (Introduction: Identification of Controls, 
Power Connections).
b) Funcionamento do Equipamento (Basic Operations,Operation using GUI 
Menu Icons, Advanced Operations, Initial Settings).
c) Instalação (Connections).
d) Precauções de Segurança (Important Safety Instructions, Precautions).
e) Dúvidas Frequentes (Reference – Before Calling Service Personnel).
f) Alertas e notas sobre o mal-uso e perda da garantia (Warning).
Agora, analisando um trecho desse manual categorizado no item (b), acima 
(Funcionamento), podemos fazer um levantamento dos elementos linguísticos 
ali presentes, os quais são representativos desse gênero.
Playing a Disc
D
iv
ul
ga
çã
o:
 S
on
y.
Basic Playback
- Prepare the power supply.
1. Open the outer cover and slide the POWER
switch to the left to turn unit on.
Power indicator lights and then the indicator will 
disappear after 5 seconds.
2. Press OPEN to open the disc lid and insert a
disc with the side you want to play label up.
Close the disc lid by hand.
• If the disc is placed in upside down (and
it is a singlesided disc), “NO DISC” or “DISC ERROR” 
appears on the LCD screen.
• If you insert an audio CD, the CD indicator
lights up in the display window.
• After playing back all of the chapters in the
title, the DVD player automatically stops and re-
turns to the menu screen.
3. Press PLAY to start play.
4. Adjust the volume.
NOTES:
• Place a disc with the playback side down on the
spindle, and push gently on the center of the 
disc so it goes into position.
• Confirm LCD MODE position by pressing LCD
MODE button.
• If no picture on the LCD, check that the LINE
SELECT switch is set to LINE Out mode. disc so it
Adjusting color intensity
• Confirm LCD MODE position by pressing LCD
shade.
– ; black and white
+ ; color
• Power consumption increases with the level of
color.
Adjusting the brightness
Use the BRIGHT control slide –/+ to adjust the
brightness.
– ; dark
+ ; light
Basic O
peration
21
Linguagem característica
Exemplos
Imperativos
— Prepare the power supply
— Use the color control slide…
Marcadores discursivos (sequência)
Power indicator lights and then the indicator will appear……
Expressões de advertência ou recomendação
If no picture appears on the LCD check……
If you insert an Audio CD……
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122
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Observações
Não foram observados modalizadores. A sequência é marcada por números. 
A presença de uma figura ajuda a contextualizar o conteúdo.
Regras e regulamentos – 
análise e caracterização
Enquanto que os Manuais de Instruções são geralmente produzidos pelos 
fabricantes dos equipamentos e têm o objetivo de esclarecer ao usuário como 
utilizá-los corretamente, regras e regulamentos são tipos de instruções que têm 
a função de trazer normas (Como Jogar Poker) ou determinar regras de compor-
tamento a fim de atender instituições formais ou governamentais (Como Fazer 
o Imposto de Renda). Esses gêneros cumprem uma função social reconhecida, 
que é instruir a realização de atividades sociais específicas (regras) ou zelar pela 
organização de uma cidade, estado ou país e pela segurança e bem-estar de 
uma população ou entidade (regulamentos).
Sua organização retórica consiste de uma sequência estabelecida, não tão mar-
cada por funções específicas de partes (installation, troubleshooting) como ocorre 
com os manuais, por exemplo, mas relacionando um conjunto de ações que devem 
ser realizadas para que determinada tarefa tenha sucesso. Os elementos linguísticos 
presentes nesses gêneros são semelhantes aos dos demais gêneros instrutivos.
Observe a análise do texto abaixo extraído de um guia divulgado pela Comis-
são Americana de Segurança de Produtos ao Consumidor, que é uma agência 
governamental americana. Esse guia estabelece regras para prevenir incêndios 
em residências.
Smoke detectors
Purchase a smoke detector if you do not have one. Smoke detectors are �
inexpensive and are required by law in many localities. Check local codes 
and regulations before you buy your smoke detector because some codes 
require specific types of detectors. They provide an early warning which is 
critical because the longer the delay, the deadlier the consequences.
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Caracterização e emprego dos gêneros textuais I – textos instrucionais
123
Read the instructions that come with the detector for advice on the �
best place to install it. As a minimum detectors should be located near 
bedrooms and one on every floor.
Follow the manufacturer’s instructions for proper maintenance. Smoke �
detectors can save lives, but only if properly installed and maintained.
Never disconnect a detector. Consider relocating the detector rather than �
disconnecting it if it is subject to nuisance alarms, e. g. from cooking.
Replace the battery annually, or when a “chirping” sound is heard. �
Follow the manufacturer’s instructions about cleaning your detector. �
Excessive dust, grease or other material in the detector may cause it to 
operate abnormally. Vacuum the grill work of your detector.
Place one detector on every floor
Multi- 
story
Smoke 
Detector
Make sure detectors are placed either on the 
ceiling or 6-12 inches below the celling on 
the wall. Locate smoke detectors away from 
air vents or registers; high air flow or “dead” 
spots are to be avoided.
D
iv
ul
ga
çã
o:
 C
PS
C.
BBR
LR K
BASEMENT
BRBRLRK
DR
BR
SMOKE
DETECTOR
SINGLE LEVEL
(Disponível em: <www.cpsc.gov/CPSCPUB/PUBS/556.pdf>. Acesso em: 23 ago. 2008.)
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124
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
A organização retórica dessetexto envolve recomendações gerais sobre o 
uso de detectores de fumaça, bem como a localização desse tipo de equipamen-
to nas residências. É um guia bem ilustrado, o que auxilia o público em geral, na 
compreensão das regras.
Nesses textos, como poderíamos esperar de gêneros que têm um propósito 
mais normativo, encontramos um maior número de orações imperativas (Replace 
the battery annualy [...]; Purchase a smoke detector if you don’t have one). As regras 
são enfatizadas através do uso de algumas expressões tais como: Never discon-
nect a detector; Make sure detectors are placed [...].
Para criar uma relação mais próxima ao leitor e suavizar o tom da linguagem, 
o pronome you é esporadicamente utilizado.
Escrevendo textos instrucionais
Considerando que os gêneros textuais cumprem funções comunicativas na 
sociedade e se realizam através de (a) seu propósito comunicativo; (b) sua co-
munidade discursiva; (c) sua organização retórica, observe os itens abaixo para a 
elaboração de um gênero instrutivo.
Antes da redação do texto, procure caracterizá-lo utilizando o quadro abaixo. 
Dois exemplos ilustram essa contextualização.
Exemplo 1 Exemplo 2
Tipo de Gênero Instrucional Receita Culinária. Regras para Jogar Damas.
Propósito
(objetivo principal)
Instruir alguém a preparar 
um prato.
Instruir alguém a jogar esse 
tipo de jogo.
Audiência
(comunidade discursiva)
Pode ser um público mais es-
pecializado como chefes de 
cozinha ou o público em geral.
Público em geral.
Estruturação
(organização retórica)
Título, Ingredientes, Modo de 
Fazer, Dicas.
Material necessário para o 
jogo, Participantes, Como Jo-
gar, Objetivo do Jogo, Dicas.
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Caracterização e emprego dos gêneros textuais I – textos instrucionais
125
Exemplo 1 Exemplo 2
Linguagem Característica
Imperativos
Explicações ou Descrições
Marcadores Discursivos
(First, Second, Next, After, 
Before.)
Modalizadores 
(can, could, may, must, should)
Outras expressões 
(If...; Make sure, Be sure)
Vocabulário adequado ao 
Tópico
Para um público composto 
de especialistas recomenda-
se uma linguagem mais for-
mal, para o público em geral 
um estilo mais informal.
Visto tratar-se de um jogo 
popular, a linguagem deve 
ser mais informal.
Vamos detalhar o Exemplo 2 (Instruções para Jogos) para que você compre-
enda melhor.
Exemplo 2
How to play checkers
1. Checkers is played by two players. Each player begins the game with 12 
colored discs. (Typically, one set of pieces is black and the other red)
IE
SD
E 
Br
as
il 
S.
 A
.
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126
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
2. The board consists of 64 squares, alternating between 32 dark and 32 
light squares. It is positioned so that each player has a light square on 
the right side corner closest to him or her.
3. Place your pieces on the 12 dark squares closest to you.
4. Black moves first. Then, players then alternate moves.
5. Moves are allowed only on the dark squares, so pieces always move 
diagonally. Single pieces are always limited to forward moves (toward 
the opponent).
6. A piece making a non-capturing move (not involving a jump) may 
move only one square.
7. A piece making a capturing move (a jump) leaps over one of the 
opponent’s pieces, landing in a straight diagonal line on the other 
side. Only one piece may be captured in a single jump; however, 
multiple jumps are allowed on a single turn.
8. When your opponent captures a piece is captured, it is removed from 
the board.
9. If you are able to make a capture, jump. If more than one capture is 
available, choose what you prefer.
10. When a piece reaches the furthest row from the player who controls 
that piece, it is crowned and becomes a king. One of the pieces which 
had been captured is placed on top of the king so that it is twice as 
high as a single pieces.
11. Kings are limited to moving diagonally, but may move both forward 
and backward. (Remember that single pieces, i.e. non-kings, are 
always limited to forward moves.)
12. Kings may combine jumps in several directions -- forward and 
backward -- on the same turn. Single pieces may shift direction 
diagonally during a multiple capture turn, but must always jump 
forward (toward the opponent).
13. A player wins the game when the opponent cannot make a move. 
In most cases, this is because all of the opponent’s pieces have been 
captured, but it could also be because all of his pieces are blocked in.
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Caracterização e emprego dos gêneros textuais I – textos instrucionais
127
Tips
a) Checkers (using the U.S. rules) uses the same board as chess. Many 
sets comes with the pieces needed to play both games.
b) Many different games can be played using the basic checkers board 
and pieces. In fact, it’s not too hard to come up with your own variants.
(Disponível em: <http://answers.yahoo.com/question/index?qid=20081004222143AAOIigN>.)
Análise Exemplo 2
Tipo de Gênero Instrucional Regras para Jogar Damas
Propósito
(objetivo principal)
Instruir alguém a jogar esse tipo de jogo
Audiência
(comunidade discursiva)
Público em geral
Estruturação
(organização retórica)
Elementos Necessários para o Jogo (itens 1 e 2)
Como Jogar (itens 3 a 12)
Objetivo do Jogo/Como Vencer no Jogo (item 13)
Dicas (tips)
Linguagem Na subdivisão: Elementos Necessários para o Jogo vimos 
que há uma explicação do material, bem como dos elementos 
humanos necessários para o jogo. Há o predomínio do tempo 
verbal presente (Each player begins the game. [...]; The board 
consists of 64 squares)
Na subdivisão Como Jogar, temos:
1. Imperativos:
 Place your pieces... choose what you prefer
 (Coloque suas peças)...(escolha o que você preferir)
2. Modais:
Only one piece may be captured in a single jump.(Somente uma 
peça pode ser capturada em um único salto)
Single pieces may shift direction... but must always jump forward...
(peças simples podem mudar de direção…mas devem sempre 
pular para frente)
3. Expressões de advertência ou condição
If you are able to make a capture, jump
(se você for capaz de fazer uma captura, pule)
4. O texto mistura orações em que predomina a forma impera-
tiva (Place your pieces...), com o tempo presente utilizado para 
as explicações (Checkers is played by two players)
Outras observações Os itens são numerados de 1 a 13 não havendo subtítulos que 
apontem para as principais funções do jogo.
Não são utilizados Marcadores Discursivos.
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128
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Texto complementar
The genre of technical manuals
(RAMAKER, 2007)
Introduction
Technical writing can be found in many contexts and, whether we realize 
it or not, we have all read and written some form of technical writing in our 
lives. For instance, you may have read an instruction manual that came with 
a new piece of equipment, a financial report for a local organization, or a 
proposal detailing how to remedy a specific problem. You may also have 
E-mailed directions to your home to a friend or explained a complex task to 
a co-worker in writing.
A specific type of technical writing called technical manuals will be discussed 
in this document. The type of information and level of detail found in technical 
manuals depends largely on the specific topic and intended audience. Like any 
form of writing, technical manuals exist for specific reasonsand people, and in 
specific forms. These are just a few examples of technical manuals;
User Manuals �
Instruction Manuals �
Service Manuals �
Training Manuals �
The following document will discuss what technical manuals are, where 
they will be in the future and how the rhetorical situation affects and shapes 
the genre.
Why do technical manuals exist?
Technical Manuals exist for various reasons which vary depending on the 
specific document and the product and producer it was commissioned by. 
Nevertheless, a well-written technical manual of any variety exists to:
provide Information and Instructions; �
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Caracterização e emprego dos gêneros textuais I – textos instrucionais
129
enhance the out-of-the-box or off-the-truck experience; �
build and increase customer satisfaction; �
improve corporate and product image; �
help to foster or create brand loyalty; �
increase the likelihood of product accessory purchases or product �
upgrades;
reduce technical support calls; �
reduce product returns. �
First and foremost, technical manuals exist to give people information. 
Most importantly, the document sets forth the context, intended use, and 
expectations of the topic it was written for. Smooth integration of a product 
into the lives of individuals and companies is the goal of a technical manual 
For example, user manuals explain how a product should be used for 
best experience and safest use, thus remove some responsibility from the 
producer in the case of misuse.
In some ways, technical manuals are a form of advertising for the producer 
as well. While the writing is mainly used to explain complex ideas, procedures, 
safety specifications etc., it is also a way to sell an idea or product or to reaffirm 
a user’s confidence in the product they have already purchased or ideas they 
have already accepted. A superior product and well-written manual reflect 
well upon the producer and increase the likelihood of additional purchases 
or upgrades in the future.
For whom do technical manuals exist?
Like any other form of writing, technical manuals exist for the audience. 
Since this genre of writing covers a variety of topics and products, the 
audiences necessarily changes with each specific document. Based on what 
the audience does with the document however, some generalizations can 
be made in this area.
The primary audiences which technical manuals exist for are the users of 
the product. These are the people who will own or work with the product 
first hand. These users will have a task in mind when using the product and 
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130
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
the accompanying document should aid in that process rather than detract 
from it with lengthy, unnecessary or misplaced information.
Secondary audiences for technical manuals are the producers or clients 
who commission the document. The technical manual is a way to tell users 
about their product, how it works, what it is capable of, and how to use it safely 
and to its full potential. In some cases, document also contains warnings and 
notices that may remove liability in case of misuse.
An additional audience for technical manuals can also be found in potential 
clients or owners, and competitors. Competitors may read the document in 
an attempt to evaluate the product or idea and make necessary changes to 
their counterpart. Potential clients and owners may access the information 
in order to decide whether or not to buy the specific product in question by 
comparing it to similar products on the market.
How do audiences interact with technical manuals?
As with any genre of writing, the rhetorical triangle signifies that audiences, 
authors and writing interact with one another in some way. Not all types of 
writing have the same form of interaction. Because technical manuals are 
more about the specific product and how it is used to reach a certain goal 
or perform an action rather than the writing itself, the rhetorical situation for 
technical manuals is greatly different than other popular forms of writing.
There is significantly less interaction between technical manuals and 
audiences. The activity or task centered notion of technical manuals forces 
the reader to interact with product more than the writing. The lack of 
interaction and the weak ties between the audience and writing, affect how 
the document is viewed and understood. The writing is seen as a means to 
an end and is treated as a tool rather than a form of communication and 
expression. In a sense, the writing is ignored or overlooked as a result of the 
very product and people it was created for.
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Caracterização e emprego dos gêneros textuais I – textos instrucionais
131
Dicas de estudo
O livreto How to Teach Instruction and Explanation Text disponibilizado no site 
<www.basic-skills-wales.org/bsastrategy/resources/e_how%20to_instruction.
pdf –>, é um pequeno guia preparado por um órgão governamental do país 
de Gales (Grã-Bretanha) que contém informações relevantes acerca de como 
elaborar uma atividade utilizando textos instrutivos. Recomendado a quem se 
interessa em trabalhar com gêneros instrutivos.
Atividades
1. Utilizando o manual do monitor LG L1722P, complete o quadro com as infor-
mações solicitadas.
 Screen Adjustment
 Making adjustments to the image size, position and operating parameters 
of the display is quick and easy with the On Sreen Display Control system. A 
short example is given below to familiarize you with the use of the controls. 
The following section is an outline of the avaliable adjustments and selections 
you can make using the OSD.
Note
Allow the display to stabilize for at least 30 minutes before making �
image adjustments.
 To make adjustments in the On Screen Display, follow these steps.
MENU → → AUTO/SELECT → 
MENU AUTO/SELECT 
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132
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
1) Press the MENU Button, then the main of the OSD appears.
2) To access a control, use the or Buttons. When the icon you want 
becomes highlighted, press the AUTO/SELECT Button.
3) Use the Buttons to adjust the item to the desired level.
4) Accept the changes by pressing the AUTO/SELECT Button.
5) Exit the OSD by Pressing the MENU Button.
Tipo de Gênero Instrucional
Propósito
(objetivo principal)
Audiência
(comunidade discursiva)
Estruturação
(organização retórica)
*baseado em seu conheci-
mento desse gênero instru-
cional
De qual das partes listadas 
no item anterior, o trecho 
do manual acima faz parte
Linguagem Característica
Outras observações
2. Com base no quadro abaixo, preencha o quadro que segue, colocando na 
ordem correta a receita de feijoada.
Tipo de Gênero Instrucional
Propósito
(objetivo principal)
Audiência
(comunidade discursiva)
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Caracterização e emprego dos gêneros textuais I – textos instrucionais
133
Estruturação e Linguagem
A organização retórica já 
está mencionada.
Title Feijoada
Ingredients
Preparation
Serving size
In a separated panfry, cook cubes of pork tenderloin and 
slices of bacon with salt, garlic.
1 lb of pork tenderloin
Feijoada is made with black beans and pork meats.
6 portions
First, add black beans toa medium-sized pot with 2 tbs 
oil, salt, garlic, chopped onions and about 6 bay leaves.
some slices of bacon
1 can of black beans (15.5Oz)
Next, add all the sausages sliced and stir medium-heat 
until dry all the water.
After, add the cooked meat to the pan with the black 
beans and your feijoada is ready!
1 lb of varied pork sausages (prefer smoked sausages)
2 tbs vegetable oil
You can use a can of beans already cooked or learn how 
to cook dried beans.
salt, garlic, chopped onions and bay leaves
Then, cook for about 15 minutes in med heat and set 
aside.
Finally, cook your feijoada more 10 minutes to meat soak 
in the black beans. You can add some pepper sauce to 
your feijoada at this point.
(Disponível em: <http://help.berberber.com/forum46/ 
5276-feijoada-s-recipe.html>.)
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134
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
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Caracterização e emprego dos gêneros tex-
tuais II – textos persuasivos/argumentativos
A utilização do conceito de gênero textual na leitura e elaboração de 
textos permite ao leitor/escritor melhor entendimento dos mecanismos so-
ciais que se materializam através da linguagem. Gêneros textuais são tipos 
estáveis de enunciado que refletem as condições específicas a que a comu-
nicação se propõe. Em outras palavras, é o nome dado ao enunciado que 
tem um propósito social específico concretizado por um texto que pode ser 
uma carta comercial, uma palestra, uma apresentação, uma biografia etc.
É importante mencionar alguns aspectos importantes na caracteriza-
ção do gênero:
seu propósito comunicativo � , ou seja, a(s) finalidade(s) a que se 
propõe;
sua comunidade discursiva � , ou seja, seus usuários ativos (produtores) 
ou passivos (leitores/falantes) que dele se apropriam para compartilhar 
informações em uma situação comunicativa;
suas regularidades organizacionais � , ou seja, o modo como ele 
está organizado estruturalmente. Também há que se relevar os ele-
mentos linguísticos, léxico-gramaticais, que são de certo modo cir-
cunscritos a uma situação de enunciação específica.
Textos persuasivo-argumentativos: 
tipos e características
Gêneros textuais que têm como característica principal a persuasão, 
são aqueles utilizados para convencer alguém a fazer ou agir de algum 
modo, ou fazer alguém aceitar o seu ponto vista. Isso pode ser conseguido 
através de apelos emocionais ou de algum tipo de argumentação que o 
receptor acredita ser legítimo.
A persuasão pode ocorrer em diversos tipos de discurso, seja para con-
vencer alguém ou para expressar opinião sobre determinado assunto. 
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136
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Para citar alguns exemplos, temos no discurso jornalístico o editorial e a carta ao 
editor; no publicitário as propagandas comerciais e institucionais, no acadêmico 
temos as resenhas, as teses e dissertações, dentre muitos outros. Também na 
linguagem oral podemos citar uma reclamação a um vendedor, um pedido de 
licença a um superior, um pedido de desconto etc.
Textos persuasivo-argumentativos podem ser divididos em duas grandes 
categorias: (a) textos argumentativos, que são aqueles que tentam convencer 
alguém sobre um ponto de vista (b) textos persuasivos de cunho publicitário 
que tentam convencer alguém de algo com finalidades comerciais.
Alguns dos dispositivos utilizados na linguagem persuasiva são:
fornecer opiniões; �
avaliar e fornecer julgamentos; �
enfatizar um argumento; �
mostrar somente um aspecto de determinado tema, seja positivo ou �
negativo;
apelar às emoções; �
incitar a audiência à ação. �
Baseados nesses dispositivos, algumas estratégias que podem ser aplicadas são:
Dar um motivo
Walking is good for your heart.
Fornecer um exemplo
If you walk 10 minutes a day, during your lunchtime, your heart will be much 
healthier.
Reiterar, reforçar
By walking routinely you will feel energetic all day long.
Apelar para um sentido de urgência
Don’t wait for long. Start walking now!
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Caracterização e emprego dos gêneros textuais II – textos persuasivos/argumentativos
137
Citar dados estatísticos
According to experts from the American Society of Cardiologists, people that 
walk every day have 30% less chance to have a cardiac arrest.
Citar a opinião de um especialista
Dr. Mitchell Taylor, professor at Harvard Medical school recommends 15 minutes 
walk a day for a healthier life.
Os seguintes recursos linguísticos podem ser utilizados a partir dos dispositi-
vos e estratégias que se queira empregar.
Perguntas retóricas – são aquelas questões para as quais já se sabe a resposta.
– Have you asked yourself how many times you waste water?
Repetição – pode ser de palavras ou grupos semânticos. Dependendo do 
texto, três vezes é o número ideal.
– Chocolate is good for health. If you eat chocolate you have enough energy for 
a long day of hard work. Chocolate is also good for humor.
Uso da modalidade – o uso de elementos linguísticos modalizadores pode-
rão ampliar ou diminuir a intensidade do comprometimento que o autor tem 
com o que fala/escreve. Eles poderão dar peso a opiniões ou argumentos e são 
utilizados para intensificar ou enfatizar certos pontos.
– It is extremely important for your safety so you must always use a safety belt!
Modalizadores
Probabilidade certain, probable, likely, possible, potentially, unlikely
Obrigação must, ought , should, supposed to, have to
Possibilidade can, be able to, may, might
Certeza definite, will, could, might, undoubtedly, maybe, perhaps
Frequência always, usually, generally, often, sometimes, rarely, never
Intensidade extremely, incredibly, moderately, slightly, scarcely
Confiança convinced, positive, sure, believe, understand, suspect
Advérbios e adjetivos avaliativos – são outros recursos linguísticos que 
visam fornecer opinião e fazer comparações.
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138
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Adjetivos opinativos reliable, thrilling, unfair, quality, well-made
Adjetivos comparativos best, worst, most complicated, more sensible
Adjetivos modalizadores necessary, essential, probable, certain, likely, definite, vital, 
integral, essential, important, required
Advérbios modais possibly, certainly, definitely, ultimately, surely, undeniably
Advérbios implicam em 
comentários e pontos de vista
apparently, fortunately,ideally, preferably
Advérbios de Intensidade completely, absolutely, extremely, obviously, thoroughly, 
totally, mainly, generally, partly, somewhat, almost
Advérbios de ênfase especially, mainly, only, even, just, above all, absolutely, 
incredibly, terribly, very, really, simply, quite
Verbos que expressam atitu-
des positivas ou negativas
improve, benefit, appreciate, solve etc.
Nominalizações enjoyment, solution, satisfaction, proposal, destruction, belief
Linguagem emotiva slaughter, disregard, advantages, consequences, benefits
Na escrita argumentativa/persuasiva não é necessário o emprego de todos 
esses dispositivos, estratégias ou recursos linguísticos. Entretanto, você deve 
considerá-los e aplicá-los ao tipo de gênero que irá escrever. Uma carta de recla-
mação, por exemplo, requer mais o uso de estratégias argumentativas (uso de 
argumentos) enquanto que a propaganda irá se valer de estratégias persuasivas(qualificações, apelo à emoção).
Propagandas comerciais e institucionais
A propagandas comerciais ou publicitárias são gêneros do discurso persu-
asivo utilizadas para promover um produto ou serviço comercial com o intuito 
de vendê-lo. As propagandas institucionais tem objetivos semelhantes, mas ao 
invés de tentar difundir um artigo ou serviço, elas tentam divulgar uma ideia, 
fazer um apelo ou criar uma imagem. Em ambos os casos são utilizadas estra-
tégias persuasivas para que seus objetivos sejam atingidos. Além de palavras, a 
propaganda utiliza outros recursos tais como imagens, aromas, sons que podem 
complementar ou até substituir as palavras.
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Caracterização e emprego dos gêneros textuais II – textos persuasivos/argumentativos
139
A partir da noção de gênero em que são analisados o contexto, a organização 
retórica e os aspectos linguísticos, poderemos determinar com maior precisão 
como escrever uma propaganda:
Contexto
Determine o propósito e o público-alvo dessa propaganda.
Isso é importante não somente para maior eficiência de sua comunicação, bem 
como para escolha das estratégias persuasivas e de uma linguagem adequada.
Organização retórica
Use um título chamativo � : tired of being stuck in the traffic?.
Liste as características positivas do produto e/ou o seu diferencial �
que possam trazer benefícios ao consumidor (preço, confiabilidade, 
conveniência): user-friendly, less energy consumption, at low costs ,approved 
by health authorities.
Adicionalmente pode-se incluir: testemunhos ou personalidades que �
usam e aprovam o produto: Used by 9 out of 10 Holywood stars!
Se quiser ser mais enfático, use ao final de sua mensagem � :
 - a ideia de um bom negócio: 30% off!;
 - um sentido de urgência: only today!;
 - a sensação de segurança: money-back guarantee!
Finalize informando ao consumidor o que ele/ela deve fazer para ad- �
quirir o produto ou serviço:
 Call now; available at the best supermarkets.
Elementos linguísticos
utilize palavras que apelem aos sentidos e às emoções. �
 Brush with Tiffy toothpaste and Avoid the Dentist’s Drill!
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140
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
enfatize as características positivas e mostre que benefícios podem �
trazer ao consumidor.
 With its fast processor and energy-saving devices you can spend less time 
and less money doing usual tasks.
use perguntas retóricas (1), advérbios (2) e adjetivos avaliativos (3), �
repetição (4).
 Do you want to look younger? (1) Buy X cream (4)! X cream(4) is prepared with 
the most exclusive (3) ingredients. X cream will effectively (2) make you much 
more attractive (2)!
Exemplo 1 – Propaganda comercial
Veja nesse banner obtido da internet como a persuasão funciona.
Uso de imagem, que parece indicar alguém que 
está feliz utilizando algum serviço veiculado 
através do computador/internet
Ênfase no nome do anunciante
Mostra vantagens/benefícios ao consumidor
Adjetivo avaliativo (reliable)
O que fazer para adquirir o produto 
D
iv
ul
ga
ça
o:
 e
Ca
pe
.
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Caracterização e emprego dos gêneros textuais II – textos persuasivos/argumentativos
141
Exemplo 2 – Propaganda institucional Canon
D
iv
ul
ga
ça
o:
 C
an
on
.
Esta propaganda institucional da Canon visa demonstrar ao público o que a 
empresa realiza na área de responsabilidade social, o que contribui para criar uma 
imagem positiva dessa companhia. Nessa propaganda a empresa informa que doa 
equipamento e pessoal especializado para o projeto “Eyes on Yellowstone” dotando 
o parque de câmeras que permitem ao público admirá-lo através da internet.
Os recursos retóricos utilizados são:
a) benefícios da ação social da empresa, apelando às emoções:
trazer o mundo ao parque sem ter que gastar com passagens aéreas; �
 One way of helping to foster Kyosie is by bringing the global community to 
one of the greatest parks in the world, without paying for any airline tickets.
acessibilidade a todos; �
 reverve. Now anyone can follow packs of wolves as they hunt bison, see if Old 
Faithful it erupts on time or walk the trails and view Grizzly bears. From Tokyo to 
Tehran, Yellowstone is now accessible twenty-four hours a day.
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142
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
educação para preservação ambiental �
 By doing this, we believe we can teach people why it is important to create 
and maintain reservation land like Yellowstone.
b) como se informar ou acessar o projeto
 To learn more or visit the live camera feeds that have been already set up at 
Yellowstone project, you can go to canon.co.jp/kyosieyellowstone today.
Os aspectos linguísticos que podem ser destacados são:
adjetivos que qualificam e enfatizam a ação; �
 Greatest parks in the world, global treasure, active, accessible.
modalizações; �
 People who could afford, Now anyone can follow, we can teach people.
nominalizações; �
 Environmentalism, preservation.
verbos enfáticos; �
 Helping, foster, involved.
Cartas ao editor
A seção Cartas ao Editor de um periódico é um espaço aberto aos leitores 
que desejarem se manifestar sobre matéria publicada ou qualquer assunto que 
tenha sido veiculado naquela publicação. As cartas podem ser transcritas na ín-
tegra ou parcialmente e podem ser ou não escolhidas para publicação, a critério 
do Conselho Editorial.
Atualmente, esse gênero é geralmente enviado via correio eletrônico (e-mail), 
não havendo necessidade de alguns itens de formatação de cartas tais como 
data ou endereço de retorno.
A organização retórica e a linguagem seguem o que já comentamos sobre o 
texto argumentativo. Veja um exemplo comentado desse gênero persuasivo.
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Caracterização e emprego dos gêneros textuais II – textos persuasivos/argumentativos
143
Exemplo
Mayra Budyard 3278 Margin Street Riverside NSW 1234 (6)
The Editor Riverside Times PO Box 45 Riverside 2345
16 May 2008
Dear Sir/Madam
(1) Regarding your article published yesterday (May 15th) I have some 
comments to make (2) as a long time dweller (5a) Riverside because of the 
extensive impact such a construction would have on the environment, local 
population and tourism.
(3b)Firstly, poisonous fumes will pollute the air and destroy the 
environment. (5c)Plants and animals will die. Native plants will be removed, 
so there will no longer be any natural attractions. The former president Bill 
Clinton, who visited with us recently has praised our natural resources. (5b) 
Who would like to visit a (5a)polluted city?
(3b)Secondly, many people will be forced to re-locate as their homes 
will be destroyed in the path of the freeway. This re-location will be very 
disruptive to neighborhood networks and children’s schooling. In addition, 
the footbridge will be pulled down and children will be denied safe access 
to the park. Other pedestrians will be endangered as they attempt to cross 
between the speeding cars.
(3c)As a result of the damage to the environment and disruption to (5a)
the community, tourists will no longer want to visit (5a)Riverside. The tourism 
industry will suffer a significant reduction in business. So, I (5c)strongly urge 
you to consider these points in your proposal to put a freeway through (5a)
our town.
Yourssincerely
M
yr
a 
Ba
ck
ya
rd
.
Myra Backyard
(Disponível em: <http://10ss.qtp.nsw.edu.au/teaching_literacy/ 
english/download/English_pa_oh1.pdf>.)
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144
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
1. Mencione qual o artigo que você irá comentar e em que dia/edição foi 
publicado.
2. Apresente-se, especialmente se você for um especialista no assunto que 
está sendo discutido.
3. Centre-se no seu tópico e use as técnicas do discurso argumentativo, qual 
sejam:
a) mencione seu argumento principal e justifique;
b) liste argumentos de suporte;
c) conclua reiterando seu argumento central.
4. Use estatísticas, autoridades no assunto e outros recursos que visem dar 
credibilidade ao que você está argumentando.
5. Utilize recursos argumentativos como (a) repetição, (b) perguntas retóri-
cas, (c) linguagem emotiva.
6. Informe um meio pelo qual o editor possa contatá-lo(a) (nome, endereço 
residencial, endereço de e-mail, telefone).
Observe o uso de marcadores de discurso: firstly, secondly, as a result, in addition, 
so, que fazem a ligação entre sentenças e parágrafos fornecendo coerência e coesão 
ao texto.
Exemplo: Regarding your article published yesterday (May 15th).
Mencione qual o artigo que você irá comentar e em que dia/
edição foi publicado.
Escrevendo textos 
persuasivo/argumentativos
Ao elaborar um texto persuasivo/argumentativo, você deve considerar espe-
cificamente qual o tipo de gênero que irá abordar e sua função comunicativa, a 
qual se realiza através de seu/sua (a) propósito comunicativo; (b) comunidade 
discursiva; (c) organização retórica.
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Caracterização e emprego dos gêneros textuais II – textos persuasivos/argumentativos
145
Desse modo, procure listar: qual o objetivo desse texto (persuadir, opinar, 
reclamar, informar pontos de vista etc.), qual o seu público-alvo (homens, mu-
lheres, crianças, especialistas, leigos etc), como o texto está organizado (cada 
gênero se organiza de modo diverso dependendo das funções que pretende 
cumprir na sociedade.
Além disso, devemos ter em mente os dispositivos , estratégias e recursos lin-
guísticos já mencionados. Para que você visualize melhor, utilize o quadro abaixo, 
como modelo. Os itens modalidade, gênero, propósito e audiência, devem servir 
de guia para melhor contextualização do gênero que você irá redigir. O item 
Estruturação deve servir de guia para organização de sua redação (introdução, 
desenvolvimento, conclusão). Finalmente o item Linguagem Característica lista 
uma série de recursos linguísticos que podem ser utilizados em seu trabalho.
Textos persuasivos
Modalidade ARGUMENTATIVO/OPINATIVO (cartas de reclamação, pedidos, 
cartas do editor, resenhas, editoriais) OU
PERSUASIVO/PUBLICITÁRIO (anúncios publicitários ou institu-
cionais, folhetos ou panfletos comerciais).
Gênero
Propósito
(objetivo principal)
Audiência
(comunidade 
discursiva)
Estruturação 
(organização retórica)
Introdução – Argumento principal.
Desenvolvimento – informação de suporte relevantes (1, 2, 3...); 
contra-argumentação (opcional).
Conclusão – Resumo ou Reforço da Tese.
Linguagem 
característica
Perguntas retóricas
Repetição
Modalizadores
Adjetivos opinativos, 
Modalizadores, 
Comparativos
Advérbios Modais, 
Ênfase, Intensidade
Verbos ou Nominali-
zações de efeito
Linguagem emotiva
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146
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Exemplo 1 – Texto Argumentativo Opinativo
Cars should be banned from the city
1) Cars should be banned in the city center. As we all know, cars create 
pollution and cause a lot of deaths and other accidents. Cars are also 
noisy.
2) Firstly, cars contribute to most of the pollution in the world. Cars emit 
a deadly gas that causes illnesses such as bronchitis and lung cancer. 
The deadly gas can also trigger off asthma. Some of theses illnesses 
are so bad that people can die from them.
3) Secondly, the city center is very busy. Pedestrians wander everywhere 
and cars could hit them. This could cause some pedestrians to die. 
Cars today are our streets’ biggest killers.
4) Thirdly cars are very noisy. If you live in or nearby the city center you 
may find it hard to sleep at night, or concentrate on your work. The 
noise can make it especially difficult to talk to someone.
5) In conclusion, we can live a healthier life and contribute to our 
environment if we just decide not to have cars circulating in the city 
center. Isn’t it a good decision?
(Disponível em: <http://10ss.qtp.nsw.edu.au/teaching_literacy/english/download/
english_pa_sh1.pdf>. Acesso em: 5 set. 2008. Adaptado.)
Análise Exemplo 1
Textos persuasivos
Modalidade Argumentativo/Opinativo.
Gênero Esse texto é parte de uma carta opinativa enviada a um jornal local e 
foi escrita por um adolescente.
Propósito
(objetivo principal)
Fornecer opinião sobre a utilização de carros na cidade.
Audiência 
(comunidade 
discursiva)
Público em geral.
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Caracterização e emprego dos gêneros textuais II – textos persuasivos/argumentativos
147
Textos persuasivos
Estruturação
(organização retórica)
Introdução – Argumento Principal
Cars should be banned in the city center
Desenvolvimento – Argumentos de apoio (a, b, c) + Justificativas
a) Firstly, cars contribute to most of the pollution in the world. 
(argumento de apoio) Cars emit a deadly gas that causes illnesses 
such as bronchitis and lung cancer. The deadly gas can also trigger 
off asthma. Some of theses illnesses are so bad that people can 
die from them (justificativa).
b) Secondly, the city center is very busy. (argumento de apoio)
Pedestrians wander everywhere and cars could hit them. This 
could cause some pedestrians to die. Cars today are our streets’ 
biggest killers. (justificativa).
c) Thirdly cars are very noisy. (argumento de apoio) If you live in 
or nearby the city center you may find it hard to sleep at night, 
or concentrate on your work. The noise can make it especially 
difficult to talk to someone. (justificativa).
*Não há contra-argumentos
Conclusão – Resumo ou Reforço da Tese
d) In conclusion, we can live a healthier life and contribute to our 
environment if we just decide not to have cars circulating in the 
city center. Isn’t it a good decision?
Linguagem 
Característica
Perguntas Retóricas
Repetição
Modalizadores
Adjetivos 
Opinativos, 
Modalizadores, 
Comparativos
Advérbios Modais, 
Ênfase, Intensidade
Verbos ou Nominali-
zações de Efeito
Linguagem Emotiva
 
Isn’t it a good decision?
Palavras: Cars
Grupos Semânticos: die (kill), illnesses (asthma, bronchitis).
Modalizadores que expressam vários graus de modalidade
Should be banned; this could cause, you may find it hard, the noise 
can make.
Adjetivos e Advérbios
Opinativos (As we all know, noisy, deadly, busy, hard, difficult, healthier) 
e Organizadores (Firstly, Secondly, Thirdly, In conclusion).
 
Cause, contribute, die, pollution.
As we all know, deadly gas, healthier life.
Exemplo 2 – Texto Persuasivo Publicitário
Clear your debts fast!
Do you owe more money than you are 
making?
Do you have lots of different debts?
IE
SD
E 
Br
as
il 
S.
 A
.
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148
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Why not make yourlife easier and combine all of your debts into one easy 
affordable monthly payment. For under £100 a month you could borrow £5 000 
immediately with no questions asked.
We offer personal loans from £200 — £10.000 at a fixed rate of 12.2% for 
the whole of the loan period. It’s quick and easy to apply and you could get 
the money within just 2 days!
Yes, that’s right 2 days, so why waste time.
So if you want to clear your debts, make home improvements, go on a 
holiday or just buy something you’ve always wanted.
Why not apply today?
Call us now on 0900 7895 2369 for details.
Lines are open from 8.30a.m. – 10p.m. Monday to Friday and 10.00a.m. – 5.00p.m. 
Saturdays.
(Disponível em: <www.bbc.co.uk/skillswise/words/reading/ 
typesoftext/worksheet.shtml>.)
Análise Exemplo 2
Textos persuasivos
Modalidade Persuasivo Publicitário
Gênero Propaganda
Propósito
(objetivo principal)
Qualificar um produto fornecendo motivos pelos quais o leitor deve 
adquiri-lo
Audiência 
(comunidade 
discursiva)
Público em geral, em especial aqueles que precisam de dinheiro
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149
Textos persuasivos
Estruturação
(organização retórica)
Introdução – Argumento Principal – Frase de Efeito
Clear your debts now
Desenvolvimento
Problema(s): Do you owe more money than you are making?
Do you have lots of different debts.
Solução/ções/Vantagens
a) Why not make life easier and combines all of your debts into one 
easy affordable monthly payment .For under £ 100 a month you 
could borrow £5.000 immediately with no questions asked.
b) We offer personal loans from £200 – to £10.000 at a fixed price 
rate of 12.2% for the whole of loan period. It is quick and easy to 
apply and you can get the money within just 2 days.
Indução à Ação
Yes, that’s right just two days, so why waste time.
Why not apply today?
Conclusão – Resumo ou Reforço da Tese
So if you want to clear your debts, make home improvements, go on 
a holiday or just buy something you always wanted.
Linguagem 
Característica
Perguntas Retóricas
Repetição
Modalizadores
Adjetivos 
Opinativos, 
Modalizadores, 
Comparativos
Advérbios Modais, 
Ênfase, Intensidade
Verbos ou Nominali-
zações de Efeito
Linguagem Emotiva
 
Do you owe more money than you are making?
Do you have lots of different debts?
Why not apply today?
Palavras: loans, debts
Grupos Semânticos: die (kill)
you could borrow , you can get the money.
Adjetivos e Advérbios
Easy, easier, affordable, quick
Immediately, just.
owe
Why not make life easier; with no questions asked; you can get the 
money within just 2 days.
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150
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Texto complementar
Persuasive writing
When writing an advertisement, your aim is to persuade your readers to 
follow a particular course of action – willingly.
There are three elements in this process:
1. you must win the trust of your audience;
2. you must appeal to their emotions (rather than to their intellect);
3. you must rationalise their decision for them, so that they feel 
comfortable in making it.
If you succeed in all three areas, you will have engineered their consent to 
buy your product or service.
Here are some tips to help you to achieve this desirable state of affairs:
1. Win the Trust of Your Audience
The first step is to show that you are a person who can be trusted – so 
try to give your audience something of value – advice, interesting “inside” 
information or helpful tips. Indicate why your opinion here should be valued 
– give a little detail about your background and your credentials.
To win their trust, you must know something about your audience:
What sort of people are they? �
How old are they? �
What are their special interests? �
You must also try to find some common ground with your audience:
Begin with a point of common interest e.g. “I’m sure we all want to give �
our kids the best start possible...”
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Caracterização e emprego dos gêneros textuais II – textos persuasivos/argumentativos
151
Anticipate their responses by using rhetorical questions e.g. “You’re �
probably wondering where you’ll find the time to ...”
Use generalisations to persuade your audience to agree with you – 
people feel more comfortable when they know that, “80% of families 
use ...” or that “8 out of 10 teachers state that parental interest improves 
student grades ...”
2. Appeal to the Emotions
We all know that people respond to emotional appeals more readily than 
to intellectual appeals, so utilise this in your advertising. There are three steps 
to follow:
First, arouse an emotion – anger, fear, resentment, envy, greed, sympathy.
Second, give a reason for the emotion – “your children are precious to 
you, don’t risk their future by ...”
Third, give your audience an appropriate course of action to follow – “Call 
now to ensure your place in this new ...”
When appealing to the emotions, your most powerful tools are words – 
learn to use them to create the desired effect on your readers.
Words can have literal meanings (denotation) and emotional meanings �
(connotation) e.g. a “house” is a building where people live, but a 
“home” is much more.
Some words have strong emotive appeals “built-in”e.g. “chaos” implies �
something much stronger than “disruption”.
Select your facts carefully – choose only those that support your point �
of view.
3. Rationalise
This is giving people good reasons to believe what you’re telling them. We 
all do this to ourselves everyday. How many times have you said something 
like this to yourself, “My old car is going to start costing me money soon; I’d 
be better off buying a new one now”?
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152
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Tell your would-be customers that they’ll save money in the long run by 
spending it now and you’ve given them a reason to act immediately.
Summary
Emphasise and repeat your key points – use logic and reasoning only �
when necessary.
Be convincing in your presentation, so that your audience forgets to �
ask about the points you skip over.
Use plenty of emotional words and focus on the audience. �
Consider how you can use these persuasive techniques to sell your 
products or services – or how to avoid being persuaded against your will!
(Disponível em: <www.write101.com/W.Tips57.htm>. Acesso em: 30 ago. 2008.)
Dicas de estudo
O livro Persuasive Writing (Grades 4-8) de Tara McCarthy, embora voltado ao 
ensino da escrita persuasiva para crianças de ensino fundamental é uma boa 
leitura para quem quer se iniciar no assunto.
Atividades
1. Escreva uma carta ao editor de uma revista de atualidades, protestando con-
tra uma longa reportagem sobre as vantagens da carne na alimentação.
 Para melhor organizar as suas ideias, utilize os quadros 1, 2, 3 . Alguns itens já 
foram preenchidos para você.
Quadro 1
Textos persuasivos
Modalidade Argumentativo/opinativo
Gênero Carta ao Editor
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Caracterização e emprego dos gêneros textuais II – textos persuasivos/argumentativos
153
Textos persuasivos
Propósito
(objetivo principal)
Audiência
(comunidade discursiva)
Quadro 2 – Organizeo texto abaixo utilizando o quadro.
 Eating meat is a bad idea + It would be much better for you and the 
environment to give it up and become a vegetarian. In the first place it is 
cruel. You wouldn’t eat cats or dogs and yet you kill and eat cows and sheep. 
Secondly, meat is not particularly good for you. It is full of saturated fats that 
may lead to heart disease. According to national survey 20% of heart attacks 
strikes people who eat meat everyday. Finally, meat eating is extravagant. It 
takes more food to feed the animals than we need to eat. If everyone in the 
world became a vegetarian there would be no starvation because there 
would be enough food to go round. There are a number of reasons why 
eating meat is a bad idea. It is cruel, it is unhealthy and it is extravagant. Wes 
hould all become vegetarians.
Estruturação 
(organização retórica)
Introdução – Argumento 
Principal + Justificativa
Desenvolvimento – Argu-
mentos de apoio (a, b, c) 
+ Justificativas + Contra-
Argumentos (opcional)
Conclusão – Resumo ou 
Reforço da Tese
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154
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Quadro 3 – Preencha o quadro abaixo, analisando o texto que você orde-
nou no quadro 2.
Linguagem Característica
Perguntas Retóricas
Repetição
Modalizadores
Adjetivos Opinativos, 
Modalizadores, 
Comparativos
Advérbios Modais, 
Ênfase, Intensidade
Verbos ou Nominaliza-
ções de Efeito
Linguagem Emotiva
Não tem
2. Imagine que você é proprietário de uma agência de turismo em sua cidade. 
Escreva um folheto turístico enaltecendo as vantagens de alguém visitar esse 
local. Ofereça algo diferente: um torneio de golfe, um dia em uma praia deserta, 
esportes radicais. Utilize estratégias, recursos e linguagem persuasiva, Lembre-
se também de guiar-se pelo propósito e o público-alvo desse gênero.
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Caracterização e emprego dos gêneros textuais II – textos persuasivos/argumentativos
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156
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
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Gêneros textuais da área acadêmica
Gêneros textuais são enunciados que têm um propósito social especí-
fico refletindo as necessidades de comunicação de uma determinada co-
munidade. Dentre os vários gêneros presentes na comunidade acadêmica 
podemos citar relatos de pesquisa, artigos teóricos, dissertações e teses. 
Destacaremos nesta aula os abstracts (resumos de pesquisas) e as rese-
nhas. Trataremos, também, de uma importante habilidade de estudo que 
é capacidade de sumarizar, ou seja, de fazer resumos.
É importante ressaltar que o discurso acadêmico privilegia o rigor 
científico, ou seja, os gêneros gerados a partir dele devem refletir a ide-
ologia e o direcionamento dessa comunidade. Em outras palavras, são 
textos que veiculam um estudo científico e devem, portanto, preocupar-
se com a objetividade e clareza, bem como com reconhecidos métodos 
de investigação.
Abstracts – caracterização e escrita
Um abstract, ou resumo de texto científico, é uma versão condensada 
de um gênero acadêmico (tese, dissertação, artigo teórico, relato de pes-
quisa ou monografia) que destaca os pontos principais desse texto. São 
geralmente curtos (100 palavras) podendo estender-se a no máximo, uma 
página. Abstracts são utilizados para informar ao leitor, resumidamente, 
do que trata sua pesquisa, a fim de que esse verifique seu interesse em 
continuar sua leitura. O uso de palavras-chave (keywords) tornou-se im-
prescindível no mundo moderno, pois com o uso desse dispositivo torna-
se muito mais fácil aos programas de busca eletrônica, existentes na inter-
net, localizar os tópicos de interesse ao pesquisador.
Para se escrever um bom resumo (abstract) de uma dissertação, tese, 
relato de pesquisa ou monografia deve-se incluir basicamente:
contextualização � : justificativa ou informação prévia sobre o tópico;
objetivo � : propósito da pesquisa;
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158
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
método � : maneira pela qual o trabalho foi realizado (questionários, entre-
vistas, levantamento estatístico, observação etc);
resultados � : resultados obtidos a partir do método empregado;
discussão/conclusão � : implicações e considerações finais a partir dos re-
sultados obtidos.
Exemplo
O exemplo abaixo refere-se ao resumo do artigo Teachers Teaching Students 
from a Multicultural Background: the case of Malaysia. O artigo foi dividido a partir 
de suas subdivisões principais, para melhor visualização.
Abstract
Contextualização: teacher educators like talking about the pre-service — 
in-service continuum as a way of expressing their views, that inevitably, they 
are expected to play a multifaceted role in and outside of the classroom. In 
this respect, what is of greater concern is that many teachers are inadequately 
prepared to teach ethnically diverse students. Malaysia is a multiracial country 
comprising three main races: Malays, Chinese and Indians. All three bring with 
them significantly different cultural beliefs, norms and practices. A typical 
Malaysian classroom has students from all three races.
Objetivo: the question is: are teachers adequately prepared to teach 
students who come from three different cultures? This paper will attempt 
to present snapshots of a number of issues concerning teachers currently 
teaching students from a multicultural background in Malaysian classrooms.
Metodologia: data for this initial investigation were gathered in 2004 
using survey questionnaires.
Resultados: while teachers generally strongly support the notion that 
knowing cultures of all races is important in establishing harmony in Malaysia and 
believe that they need to be familiar with cultures of the students they teach.
Conclusão: there seems to be a number of issues that are of serious 
concern, including those related to syllabus, teacher education, teaching and 
learning processes and school climate, if teachers are to teach effectively a 
multicultural student body.
Keywords: Malaysia, inter-cultural education, multicultural classrooms.
(Disponível em: <www.palgrave-journals.com/hep/journal/ 
v18/n4/abs/8300100a.html>. Acesso em: 10 set. 2008.)
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Gêneros textuais da área acadêmica
159
Comentários
Contextualização: justificando a importância do tema, o autor menciona 
a preocupação com a falta de preparação de professores malaios para ensi-
nar alunos de etnias diferentes (Malaios, Chineses e Indianos), como é comum 
naquele país, visto que esses aprendizes trazem crenças, normas e práticas 
culturalmente diferentes. Essa subdivisão do Abstract é opcional, e, portanto, 
pode não estar presente em sua elaboração.
Objetivo: inserido no objetivo encontramos a hipótese principal que nor-
teia a pesquisa: “Os professores estão adequadamente preparados para ensi-
nar alunos de três culturas diferentes?”. O objetivo do artigo é apresentar algu-
mas questões referentes a professores malaios que ensinam alunos advindos 
de múltiplas culturas.
Metodologia: nesta subdivisão o autor explica como (usando questioná-
rios) e quando (2004) realizou a pesquisa.
Resultados: a análise das respostas constatou que os professores tem per-
cepção de que o conhecimento das culturas é importantepara estabelecer 
harmonia, na Malásia.
Conclusão: a conclusão desta pesquisa é uma continuação do trecho 
sobre resultados e aponta algumas questões preocupantes que devem ser 
resolvidas a fim de que o professor possa ser eficiente em suas aulas. São 
elas: programas, formação do professor, processo de ensino-aprendizagem 
e ambiente escolar.
Palavras-chave: normalmente são cinco palavras que retratam de forma 
objetiva o tema central do artigo.
Seguindo a organização retórica (estruturação) usual do Abstract você 
obterá um texto mais bem elaborado e certamente obterá do leitor melhor 
compreensão.
Resenha – caracterização e escrita
Uma resenha é uma avaliação crítica de um texto, um evento, um livro, um 
filme etc. Geralmente uma resenha é sucinta, raramente excedendo 1000 pa-
lavras, e pode variar em formalidade, profundidade de abordagem do tema e 
estilo, dependendo do periódico que irá publicá-la e do público-alvo.
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Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
A resenha acadêmica, por sua vez, é um gênero em que um estudioso ou 
pesquisador no assunto tratado analisa e avalia um texto acadêmico, geralmen-
te um livro, a fim de que o possível leitor/comprador verifique se lhe interessa 
lê-lo ou adquiri-lo. Usualmente tem um estilo mais formal, adequado ao rigor da 
comunidade científica.
A organização retórica (estrutural) da resenha é geralmente a seguinte:
apresentação � (do livro, artigo) – nesta parte o resenhista fornece alguns 
dados iniciais tais como nome do periódico, autor, editora, preço, número 
de páginas, bem como outras informações de caráter geral tais como: públi-
co-alvo, abordagem geral do tema;
organização – � nesta parte o livro/artigo é comentado de modo geral, ou 
capítulo a capítulo (parte por parte);
destaques de partes � (do livro, artigo) – nesta subdivisão o resenhista sa-
lienta as seções de maior relevância para o leitor;
avaliação � – nesta subdivisão faz-se uma avaliação positiva e/ou negativa 
do periódico;
conclusão avaliativa � – nesta parte o resenhista conclui com uma 
avaliação final.
Embora as subdivisões acima sejam as que mais comumente encontramos 
em resenhas, convém observar que nem sempre todas elas estão presentes e 
nem sempre ocorrem exatamente na ordem mencionada.
A resenha tem uma linguagem basicamente avaliativa, utilizando-se de adjeti-
vos, advérbios e expressões que expressam opiniões. Veja alguns exemplos abaixo:
Adjetivos brilliant, effective , trustworthy, interesting, unreliable, bad
Superlativos the greatest, the best, the worst
Intensificadores a lot, very much, so much, little
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Gêneros textuais da área acadêmica
161
Verbos que denotam opinião I believe, I think
In my opinion
In my point of view
It should be, it ought to be
Há também um vocabulário característico que tipifica cada subdivisão:
Apresentação do Livro
This book is about...
This article aimed...
Organização do Livro
The first chapter shows...
In the second part...
Destaque de partes
Chapter 2 and 3 bring special ...
I would like to highlight important...
Avaliação positiva/negativa
Although the book cannot offer…(negativa)
The book presents inspirational...(positiva)
Conclusão avaliativa
In conclusion, this book is a well-written and easy-to-follow series…
This book is a valuable resource…
Para que fique mais claro para você, veja o exemplo abaixo de uma resenha 
sobre um livro que dá informações aos professores de como ensinar a literatura 
clássica em uma sala de aula inclusiva. As subdivisões do texto foram colocadas 
em um quadro e comentadas. As sentenças em negrito indicam o vocabulário 
característico de cada subdivisão e as palavras destacadas em itálico referem-se 
a adjetivos ou expressões avaliativas.
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162
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Organização retórica (subdivisões)
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Apresentação
Autores do livro, data, 
nome do lvro, editora
n.º páginas, preço, 
ISBN
McKnight, Katherine S. & Berlage, Bradley P. (2007).Teaching the 
Classics in the Inclusive Classroom: Reader Response Activities To 
Engage All Learners. San Francisco, CA: Jossey-Bass.
Pages: 200 Price: $24.95 ISBN: 978-0-7879-9406-8
McKnight and Berlage have assembled activities for middle 
and high school English classrooms that utilize often-intimidating 
classic texts; these activities can potentially involve all students in 
a class with heterogeneous ability levels. This is the kind of book I 
wish I had had during my first year of teaching high school English 
to students in Special Education when my mentor teacher advised 
me to “skip” Shakespeare because his plays would be too difficult. 
Students with special needs often retreat into silence when faced 
with intimidating and alienating canonical material, and teachers 
can feel at a loss, as well. Instead of simply skipping curriculum or 
resorting to simplified versions of the original works coupled with 
lower-order questions, McKnight and Berlage advocate covering 
the classics in their complex entirety and in more creative ways than 
just teacher-created quizzes and teacher-centered discussions.
Comentários: na subdivisão “Apresentação”, a resenhista retrata a situação normalmente enfren-
tada pelos professores quando tem que ensinar a literatura clássica para alunos com necessidades 
especiais, o que é, segundo ela, intimidador. Nesta parte são informados ao público-alvo: middle 
and high school English classrooms (professores do ensino fundamental e médio) e somos informa-
dos de que o livro apresenta uma nova abordagem sobre seu tema central.
Organização Using Rosenblatt’s reader response theory as a framework, the 
lessons and approaches in this book are centered on the elicitation 
of students’ voices. Divided into sections on pre-reading, during-
reading, and after-reading activities, with additional chapters 
on writing and vocabulary activities, this book is organized in a 
convenient way for an overwhelmed teacher.
Comentários: na subdivisão “Organização”, a resenhista informa como o livro está ordenado, 
avaliando positivamente essa estruturação, a qual facilita a vida do professor, usualmente mui-
to atarefado (overwhelmed).
Destaque de Partes The addition of specific lesson plans and templates, as well as 
examples of students’ responses, can help teachers envision how 
these strategies might work in their own classrooms.
Chapter 7 contains particularly detailed descriptions of select 
activities, anticipation guides among them, for teaching Romeo and 
Juliet, which is surely one of the more challenging texts for struggling 
readers. Also, it’s particularly helpful that many of their activities 
include relevant IRA/NCTE standards addressed in that lesson, 
for this helps teachers see that a standards-based lesson need not 
sacrifice creativity or imagination.
Comentários: nesta subdivisão são apontados os aspectos mais relevantes do livro (planos e 
modelos e o Capítulo 7).
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Gêneros textuais da área acadêmica
163
Organização retórica (subdivisões)
Avaliação 
positiva/negativa
Some educators will be familiar with many of the activities in this 
book but will likely still find it convenient tohave them in one 
collection and will perhaps find some novel ideas. Some more 
familiar activities, like Reader Theater, are combined with the “Making 
Memories Lesson Plan,” which has students create scrapbook pages 
based on a text’s characters and “Character Book Bag,” which asks 
students collect artifacts based on the inferences they make about 
key characters. The activities of this book all aim to shrink the 
distance between the classics and students’ modern lives.
Comentários: nesta subdivisão a resenhista faz uma avaliação positiva do livro, destacando as 
atividades que acredita serem pertinentes.
Conclusão Avaliativa Teaching the Classics in the Inclusive Classroom would be a helpful 
supplemental text to middle and high school English teachers, as 
well as a useful reference for those in teacher education who wish 
to lessen the apprehension their student-teachers might feel about 
teaching the classics.
Reviewed by JuliAnna Avila, Ph.D., Assistant Professor, Georgia Southern 
University, Statesboro, GA.
Comentários: na Conclusão Avaliativa a resenhista conclui a resenha positivamente destacan-
do sua relevância para professores que lecionam em salas inclusivas.
Resumo artigos – caracterização e escrita
A elaboração de resumos é uma habilidade de estudos de muita relevância 
tendo em vista a quantidade de material de leitura que o aluno deve ler e inter-
pretar em sua vida acadêmica.
O resumo tem o propósito de apresentar, de modo mais fiel possível, ideias 
ou fatos inseridos em um texto, seletiva e sucintamente. Em geral um bom 
resumo deve ser breve (um terço do texto original), omitindo-se exemplos, deta-
lhes e informações secundárias; fiel ao texto original: sem repetir ou colar trechos 
do texto, parafraseando o texto mas respeitando as ideias e pontos de vista do 
autor; pessoal, isto é, utilizando as suas próprias palavras, e quando remetendo-
se às ideias ou vocábulos/expressões utilizadas pelo autor, fazendo referência 
a ele; estruturado de maneira lógica, ou seja, deve trazer a(s) ideia(s) central(is) 
apresentados de forma a obtermos um texto coerente.
Além disso, deve-se ter em mente:
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164
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Objetivo do resumo – para quê ele está sendo elaborado (parte de uma mo-
nografia, trabalho escolar, estudo, catálogo de editora etc.);
Público-alvo – quem irá fazer uso dele (você mesmo(a); seu professor; um 
cliente etc.)
O Manual de Redação on-line da PUCRS (2008) lista os seguintes passos para 
eficiente elaboração de um resumo.
(MANUAL, 2008)
a. ler atentamente o texto a ser resumido, assinalando nele as ideias que 
forem parecendo significativas à primeira leitura;
b. identificar o gênero a que pertence o texto (uma narrativa, um texto 
opinativo, uma receita, um discurso político, um relato cômico, um 
diálogo etc;
c. identificar a ideia principal (às vezes, essa identificação demanda sele-
ções sucessivas, como nos concursos de beleza...);
d. identificar a organização – articulações e movimento – do texto (o 
modo como as ideias secundárias se ligam logicamente à principal);
e. identificar as ideias secundárias e agrupá-las em subconjuntos (por 
exemplo: segundo sua ligação com a principal, quando houver dife-
rentes níveis de importância; segundo pontos em comum, quando se 
perceberem subtemas);
f. identificar os principais recursos utilizados (exemplos, comparações 
e outras vozes que ajudam a entender o texto, mas que não devem 
constar no resumo formal, apenas no livre, quando necessário);
g. esquematizar o resultado desse processamento;
h. redigir o texto.
Outras dicas
1. Observe a primeira linha de cada parágrafo, e caso o texto seja curto, 
as primeiras palavras de cada sentença. Isso lhe ajudará na leitura.
2. Observe os Marcadores Discursivos, especialmente aqueles de Adi-
ção (In addition, Furthermore, Besides, Moreover...),
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Gêneros textuais da área acadêmica
165
 Contraste (However, Yet, Nonetheless, Although...) e
 Causa/Consequência (Therefore, Thus, So, Then...), pois esses mostra-
rão a relação entre ideias e parágrafos.
3. Inicie seu resumo fazendo referência ao texto/artigo/livro que está re-
sumindo, com frases do tipo: “No livro/artigo/texto........de........., publi-
cado em......., o autor apresenta/ discute/ analisa/ critica/ questiona 
o tema ............................”.
Observe o exemplo abaixo que é a Introdução de um relato de pesquisa Mood 
State Effects of Chocolate que aborda o efeito do chocolate no humor das pesso-
as. Imagine que esse resumo está sendo feito como parte de uma tarefa escolar. 
O público-alvo deste texto são pesquisadores, médicos, estudantes e professo-
res da área de nutrição ou psicologia.
(PARKER; PARKER; BROTCHIE, 2006)
1. Introduction
It is commonly claimed that chocolate has the capacity to lift spirits, to 
create highs and make people feel good. In an earlier review of atypical 
depression and its constituent feature of hyperphagia (Parker et al., 2002), 
we noted the capacity of carbohydrates (including chocolate) to have a 
comforting effect and to also promote fell good sensations through the release 
of multiple gut and brain peptides. Others have argued that carbohydrate 
craving (including chocolate craving) in atypical depression (Moller, 1992) 
and in seasonal affective disorder (SAD) (Wurtman and Wurtman, 1989) is a 
form os self-medication and, in having an impact on brain neurotransmitters 
have antidepressant benefits.
Publication of our earlier paper (Parker et al., 2002) led to considerable 
media attention and inquiries both from those with a mood disorder and 
inquires both from those with a mood disorder and the general public as 
to whether chocolate actually was an antidepressant, so encouraging a 
literature review. Use of the single word chocolate in search engines identified 
an extraordinarily broad literature warranting integration and encouraging 
the current review. While we had an agnostic view about chocolate having 
any antidepressant properties, it became apparent that there were many 
other topic components of equal importance, resulting in this review going 
beyond the initial simple objective. As noted by one journal assessor, aspects 
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166
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
have some significance for our understanding of the biology of depression, 
and for the concept of atypical depression in particular.
In this overview, we consider why people crave and eat chocolate, particulary 
in the context of food cravings and emotional eating, and chocolate’s mood 
state effects. In the many comprehensive reviews (e. g., Bruinsma and Taren, 
1999; Christensen, 1993; Ganley, 1989; Mercer and Holder, 1997; Ottley, 
2000; Pelchat, 2002; Rogers and Smit, 2000; Weingarten and Elston, 1990), 
explanations of chocolate and carbohydrate cravings vary widely and include 
self-medication, homeostatic correction, hedonic experience, addiction to 
psychoactive substances and emotional eating theories, but it may be possible 
to integrate the disparate theories. We will argue that chocolate craving and 
chocolate emotional eating are two separate phenomena — although they can 
co-exist in the same individual — and that any mood state effects of chocolate 
are as ephemeral as holding a chocolate in one’s mouth.
(Disponível em: <www.chocolate.org/chocolate.pdf>. Acesso em: 17 set. 2008.)
Resumo
1. Introdução
Na Introdução do artigo Mood State Effects of Chocolate de Gordon Parker et 
al. (2006) os autoresafirmam inicialmente que o chocolate anima as pessoas. 
Alguns estudiosos corroboram essa visão (PARKER et al., 2002; MOLLER, 1992; 
WURTMAN; WURTMAN, 1989) alegando que o chocolate pode ter um efeito 
antidepressivo. Um artigo anterior dos autores chamou a atenção da mídia e 
levou-os a fazer uma resenha da literatura sobre o efeito do chocolate na de-
pressão e, em especial na depressão denominada de atípica. Nesse trabalho, os 
autores analisam a dependência das pessoas pelo chocolate do ponto de vista 
emocional e no contexto de dependência por alimentos. A partir da análise de 
estudos de vários pesquisadores, os autores argumentam que a dependência 
por alimentos em geral e por chocolate são fenômenos distintos, mas podem 
coexistir. Concluem que os efeitos do chocolate sobre o humor são passageiros.
Comentários
É importante iniciar o resumo com referência ao texto original, seu título, autor 
e ano. Verifique que a sentença tópico que introduz o parágrafo foi mantida, os 
detalhes tais como vários nomes de pesquisadores e resultados das pesquisas, 
foram resumidos mas procurou-se ser fiel à ideia original do texto.
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Gêneros textuais da área acadêmica
167
Texto complementar
Resenha, resumo e fichamento. 
Vamos tentar entender as diferenças ?
Resenha:
A resenha é um tipo de trabalho que para ser feito é necessário que se tenha 
domínio do assunto abordado. “Somente o conhecimento profundo permitirá a 
você estabelecer comparações e fornecerá a maturidade intelectual necessária 
para a emissão de qualquer julgamento de valor, ou seja, dizer se concorda ou 
discorda com as considerações apresentadas pela obra e texto a ser resenha-
do.” Muito utilizado nos meios acadêmicos, esse recurso pode ser utilizado para 
relatar qualquer acontecimento da realidade (um filme, uma peça teatral, um 
evento esportivo etc), além de livros (inteiros ou parte deles) e textos diversos.
Ao elaborar uma resenha o resenhista tem um objetivo, ou seja sua in-
tenção pode ser, por exemplo, a de fazer publicidade ou a de adquirir co-
nhecimento sobre o objeto. A partir desse objetivo deve-se determinar os 
pontos relevantes do objeto a ser resenhado. Por exemplo, ao resenhar um 
livro, com o objetivo de promovê-lo, não é relevante informar seu custo de 
produção, mas é imprescindível destacar os dados referentes ao autor da 
obra. O fragmento abaixo é um exemplo de resenha.
[...] É sensacional! Méritos para o estreante, roteirista e diretor Sylvain Chomet, que 
criou um universo charmoso e criativo, no qual opta por espelhar-se no cinema mudo 
apresentando uma mistura de raros diálogos, canções e movimentos. Além da simples 
história que exibe uma trama cativante e envolvente, o encanto certamente está no 
gráfico em 2D, devido aos divertidos traços caricaturados das feições humanas e dos 
ambientes com cores leves [...]. (MORGAN, 2004)
Esse fragmento foi extraído da resenha de um filme. Note que os termos 
em destaque (sensacional, charmoso, criativo, simples etc.) representam a 
opinião do resenhista. Ele procurou (e conseguiu): mostrar as informações 
de forma resumida, mostrar as informações mais relevantes e posicionar-se 
criticamente em relação ao objeto resenhado.
Resumo:
O resumo, assim como a resenha, deve conter dados selecionados e sucin-
tos sobre o conteúdo de outro texto. A diferença reside no fato de o resumo 
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168
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
não conter comentários ou avaliações de seu produtor. Noutras palavras, o 
resumo é uma redução das ideias contidas num texto, mantendo a fidelidade 
ao texto original. Eis algumas dicas para facilitar a produção de um resumo:
a. leia atentamente o texto a ser resumido, certifique-se de tê-lo entendido;
b. utilize a inserção de citações. (Segundo o autor... / Fulano de tal conside-
ra... / De acordo com que afirma...);
c. redija-o em linguagem objetiva, clara e concisa;
d. escreva-o com suas palavras, evitando copiar as frases e expressões con-
tidas no texto original;
e. desconsidere conteúdos facilmente inferíveis; (“Maria era uma pessoa 
muito boa. Gostava de ajudar as pessoas.”);
f. ignore expressões explicativas; (“Discutiremos a construção de textos ar-
gumentativos, isto é aqueles nos quais...”);
g. não use expressões que exemplifiquem; (As pessoas deveriam ler, tam-
bém outros autores. Por exemplo...”);
h. não considere as justificativas de uma afirmação; (“Não corra tanto, pois 
quando se corre...”);
i. reduza o texto a uma fração do texto original, respeitando a ordem em 
que as ideias ou fatos são apresentados.
O fragmento abaixo é um exemplo de resumo.
Leonardo Boff inicia o artigo “A cultura da paz” apontando o fato de que vivemos em uma 
cultura que se caracteriza fundamentalmente pela violência. Diante disso, o autor levanta 
a questão da possibilidade de essa violência poder ser superada ou não. Inicialmente, ele 
apresenta argumentos que sustentam a tese de que seria impossível, pois as próprias 
características psicológicas humanas e um conjunto de forças naturais e sociais reforçariam 
essa cultura da violência, tornando difícil sua superação [...]. (MACHADO, 2004)
Note que os termos em destaque são citações. Recorrentemente o autor 
do resumo afirma que a ideia é do autor do texto original. Perceba, ainda, 
que não há opinião do autor do resumo.
Fichamento:
Imaginemos que você tenha alguns livros e textos para ler e resenhar ou 
resumir. Caso você não tenha adquirido todos os livros e textos, poderá re-
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Gêneros textuais da área acadêmica
169
correr ao fichamento para organizar a leitura desse material. Quando preci-
sar fazer uma monografia, resenha e outros trabalhos acadêmicos, o ficha-
mento o ajudará a reconstituir a fonte e as ideias apresentadas pelos autores 
estudados. Algumas dicas para fazer um fichamento:
a. coloque no cabeçalho – o título genérico ou específico, a letra e/ou nú-
mero indicando a sequência das fichas, caso você utilize mais de uma, 
deverá repetir o cabeçalho;
b. insira – referências bibliográficas (nome do autor, título da obra, subtí-
tulo se houver, edição, local da publicação, editora, ano da publicação, 
coleção (se fizer parte));
c. no corpo da ficha – redija o texto. Utilize uma linguagem clara, objetiva, 
direta, sem subjetivismo (eu penso, eu acho...), resuma o assunto tratado, 
abordando o que o autor diz, pensa e o que é novo sobre o assunto;
d. anote o local onde se encontra a obra (biblioteca...).
Exemplos de fichamento:
TEXTOS CIENTÍFICOS (título genérico) –
REDAÇÃO CIENTÍFICA, A prática de Fichamentos, Resumos,
 Resenhas (Título específico) página – n.º 1 ou A
 MEDEIROS, João Bosco. Redação Científica: A prática de
 Fichamentos, Resumos, Resenhas.
 São Paulo, Atlas, 2004. p.114.
(escrever o texto)
(Disponível em: <www.caminhosdalingua.com/Resenha.html>. Acesso em: 10 set. 2008.)
Dicas de estudo
MACHADO, Anna Rachel; LOUSADA, Eliane; ABREU-TARDELLI, Lília Santos. Rese-
nha. São Paulo: Parábola Editorial, 2004.
MACHADO, Anna Rachel; LOUSADA, Eliane; ABREU-TARDELLI, Lília Santos. 
Resumo. São Paulo: Parábola Editorial, 2004.
Os livros Resenha e Resumo que fazem parte da coleção Leitura e Produção de 
Textos Acadêmicos, embora abordem os temas com textos em língua portugue-
sa, são uma excelente fonte de informação sobre aqueles gêneros. Em lingua-
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170
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
gem acessívele repletos de exemplos são publicações indispensáveis àqueles 
que desejam se aprofundar no assunto.
Atividades
1. Ordene as partes do Abstract abaixo de modo a completar o quadro que segue:
(1) This is an evaluation study investigating the experiences of the graduates 
of the programme over a period extending from its inception in 2000 until 2003. 
The programme runs in an academic year, and has two modules: learning and 
teaching in higher education, and designing curricula and assessment strategies. 
Sample: The study involved 45 successful graduates of the programme, who 
were teachers in a variety of higher education institutions around Ireland. These 
programme participants had a variety of experiences in HE teaching ranging 
from 1 year to 25 years, and hailed from a diverse mix of subject disciplines, 
encompassing apprentice, undergraduate and postgraduate education. Design 
and methods: A qualitative questionnaire was distributed to the 45 participants 
to establish the difference that the programme has made on these lecturers’ 
professional practice. The initial qualitative study was conducted in 2005, with a 
second stage completed in 2007.
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(2) For this study, 25 lecturers returned completed questionnaires; all indicated 
that change had been made in their teaching approaches, and a number of 
alterations had taken place. Some of these claims lacked evidence and others 
provided evidence to support it. The most significant changes identified were 
increased reflection on current teaching approaches, the introduction of new 
teaching strategies, increased focus on the design and delivery of classes, more 
work taking place on course teams, an increase in confidence about learning and 
teaching and a more student-centred approach towards teaching.
(3) The principal aim of this study is to explore the self-perception of change 
in teaching approaches by lecturers who have graduated from a Postgraduate 
Certificate in Third-level Learning and Teaching Programme. Programme 
description: This is an evaluation study investigating the experiences of the 
graduates of the programme over a period extending from its inception 
in 2000 until 2003. The programme runs in an academic year, and has two 
modules: learning and teaching in higher education, and designing curricula 
and assessment strategies.
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Gêneros textuais da área acadêmica
171
(4) The changes in teaching approaches for these individuals has been 
multidimensional and includes the design of new instructional strategies, the 
use of new teaching approaches and the alteration of beliefs (pedagogical 
assumptions and learning theories) about learning and teaching in higher 
education. These findings are significant for the programme team and future 
participants, in that they can be used to support this model and the teaching 
strategies and format of the programme as it presently stands. In a wider frame, 
they are important to allow academic staff to realise opportunities to join forces 
with others in their departments, and show them that they are part of a larger 
movement to develop a learning society through their work with students.
(5) Within the realm of teaching in higher education (HE), in this new mil-
lennium, there is currently no professional training requirement for teachers 
in Ireland; as a result, the majority of teachers in Irish higher education do not 
have any teaching qualifications, and essentially are required to learn on the 
job, oftentimes relying on how they were taught themselves. However, there 
is growing recognition within the sector for the need for training for lecturers 
and other academic staff who have a teaching component to their work.
Número do Parágrafo
Contextualização
Objetivo
Metodologia
Resultados
Conclusão
2. Com base na resenha “Teacher’s Essential Guide: effective instruction” desta-
que o que se pede, preenchendo o quadro abaixo:
a) expressões típicas de cada subdivisão (organização retórica);
b) vocabulário (palavras ou expressões) avaliativas;
c) sua conclusão: como o autor avalia a obra? Justifique.
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172
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Organização retórica (subdivisões)
Apresentação
(BURKE, 2008)
Teacher’s Essential Guide: Effective Instruction. New York: Scholastic.
Pages: 128 Price: $12.99 ISBN: 9780439934541
Based on classic and current research, Effective Instruction is a concise 
teacher-oriented book written by an experienced teacher, Jim Burke. This 
simply written and clearly formatted reference, one in The Teacher’s Essential 
Guide series, offers practical instructional advice. This volume addresses typical 
challenges that many teachers face, such as: how to use assessment to improve 
instruction, how to increase student engagement and comprehension and 
how to design effective lessons.
a) Expressões Típicas:
b) Vocabulário Avaliativo
Organização
Burke offers a wide variety of suggestions on multiple topics in a short, teacher-friendly volume. 
After a brief introduction citing the National Research Council on how people learn, this easy-
to-read guide starts with a self assessment on effective instruction posing questions that 
directly correspond to the book’s ten chapters, fitting into the three major themes: instruction, 
classroom culture, and curriculum. Readers are encouraged to start with the most urgently 
needed areas, rather than proceed cover to cover. With a consistent and predictable approach, 
each chapter begins with a handy five point summary called “Guiding principles,” and succinctly 
develops the main ideas followed by multiple brief examples explaining each point.
a) Expressões Típicas:
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Gêneros textuais da área acadêmica
173
b) Vocabulário Avaliativo:
Destaque de partes
Clear and utilitarian illustrations and charts throughout the book include sentence starters, 
lesson patterns, a graphic organizer handout, student behavior guidelines, classroom grouping 
options and a student-written yearly planning chart.
a) Expressões Típicas:
b) Vocabulário Avaliativo:
Avaliações
Although many classroom examples come from a senior high English 
perspective, the teaching suggestions are general enough to transfer to almost 
any instructional situation. Advice such as “analyze your teaching pattern” and 
“consider students’ developmental needs” is applicable to both new and veteran 
teachers alike, and demonstrates that the author has worked with pre-service 
and experienced teachers as well as teaching for years in his own classroom. 
The book has a decisively language arts bent, with multiple classroom examples 
given for English, history, social sciences and art; the author minimally includes 
illustrative stories in mathematics and science, such as biology and health.
Consistent throughout the book is the author’s insistence that teachers design 
their lessons with students and learning outcomes in mind. Burke assumes that 
teachers have the freedom to practice their craft and gives them the tools to do 
it. In practice, certain advice may not be applicablefor some teachers depen-
ding on their situations. For example, some districts may use predetermined tex-
tbooks with very scripted lessons so that Burke’s chapter on Curriculum Basics: 
Teach Skills and Knowledge in Context may not be fully usable by its teachers.
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174
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
a) Expressões Típicas:
b) Vocabulário Avaliativo:
Conclusão avaliativa
However, whatever the range of circumstance, these wonderful ideas can be seen as objectives 
to be attained gradually or practices to be implemented immediately. Even if a teacher cannot 
follow every piece of valuable advice this year, this is a book to keep and refer to each year as a 
self measure and a list of attainable goals to remember.
Reviewed by Cathleen M. Alexander, University of California, Davis.
a) Expressões Típicas:
b) Vocabulário Avaliativo:
Sua conclusão: como o autor avalia a obra?
3. Elabore um resumo do extrato de texto abaixo, que é a continuação do relato 
de pesquisa sobre os efeitos do chocolate no humor.
2. Chocolate
2.1 Chocolate composition
Chocolate is manufactured from cocoa mass (the base product produced by 
the processing of the cocoa bean), cocoa butter (the natural fat from the cocoa 
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Gêneros textuais da área acadêmica
175
bean) and added sugar. Cocoa butter melts at room temperature to provide 
the creamy “melt in the mouth” sensation. Europeans added sugar to appeal 
to their palate when chocolate was introduced from America. Dark chocolate 
contains these three elements, milk chocolate contains extra milk solids and 
fats, and white chocolate is akin to milk chocolate without the cocoa base.
2.2 Chocolate craving
Chocolate is the most commonly craved food and, for most chocolate 
cravers, non-chocolate substitutes are inadequate (WEINGARTEN; ELSTON, 
1991). Chocolate is not a natural product, and thus its appeal depends on its 
individual constituents and their unique combination. Chocolate is sweet, 
raising the possibility of confusion between chocolate craving and sweet 
craving, but it also contains fat (ROZIN et al., 1991). Similarly, other foods that 
are commonly craved (e.g., ice cream, doughnuts, cakes, biscuits) also taste 
sweet and might be misjudged as rich in sugar, but most of their calories are 
provided by fat. Drewnowski et al. (1992) have therefore suggested that the 
term “carbohydrate craving” is a misnomer when applied to such foods.
2.3 Psychoactive properties of chocolate
Because chocolate craving has some features of addiction, attempts have 
been made to identify any psychoactive ingredients. Several candidates 
have been identified (the biogenic stimulant amines caffeine, theobromine, 
tyramine and phenylethylamine), but their concentrations are too low 
to have a significant psychoactive effect and they are also present in 
higher concentrations in non-craved foods (BNF Nutrition Bulletin, 1998; 
HETHERINGTON; MACDIARMID, 1993; HURST et al., 1982; ROZIN et al., 1991; 
WEINGARTEN; ELSTON, 1991; OTTLEY, 2000). 
Comparisons of subjects ingesting milk chocolate, dark chocolate, white 
chocolate and cocoa powder (powdered cocoa mass with some cocoa 
butter extracted) have demonstrated that milk chocolate is most preferred. If 
psychoactive substances were involved, then cocoa powder should equally 
satisfy craving and dark chocolate should be the most preferred (MICHENER; 
ROZIN, 1994). 
Chocolate contains two analogues of anandamine similar to the 
cannabinoid responsible for euphoria from cannabis. However, any association 
with pleasure from chocolate is likely to be indirect as the analogues inhibit 
breakdown of endogenously produced anandamine (TOMASO et al., 1996).
(Disponível em: <www.chocolate.org/chocolate.pdf>. Acesso em: 17 set. 2008.)
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Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
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Gêneros textuais no mundo dos negócios
Gêneros textuais são eventos comunicativos que tem um propósito 
social específico e são criados para atender as necessidades de comunica-
ção de uma determinada comunidade ou cultura. Dentre os vários gêne-
ros presentes no mundo dos negócios podemos citar contratos comerciais, 
atas, memorandos, ofícios. Destacaremos nesta aula cartas, e-mails comer-
ciais, classificados e cartas solicitando emprego, bem como o currículo 
vitae. O objetivo principal é fornecer um panorama da organização retórica 
(estrutura) e aspectos linguísticos (especialmente vocabulário) que podem 
ser utilizados na produção de gêneros inseridos no discurso comercial.
Cartas e e-mails comerciais – 
caracterização e escrita
A comunicação na área de negócios pode ser obtida por vários meios 
tais como presencialmente, por telefone, videoconferências, cartas e e- 
-mails. A correspondência comercial é um dos tipos mais frequentes de 
envio de mensagens no mundo dos negócios considerando-se a neces-
sidade do registro de informações que pode, eventualmente, esclarecer 
dúvidas, confirmar um compromisso ou alguma obrigação legal.
Cartas ou e-mails
Com o advento da internet e o uso de e-mails para enviar e receber 
mensagens, frequentemente ficam as dúvidas:
é melhor escrever uma carta ou um e-mail?; �
existe diferença na redação daquelas duas modalidades?; �
o e-mail é mais informal do que uma carta? �
Inegavelmente, o e-mail tem sido o meio mais frequente de transmis-
são de mensagens escritas, sejam pessoais ou comerciais. Parece-nos, 
atualmente, que escrever cartas é uma coisa do passado. No entanto, é 
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178
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
importante ressaltar que o e-mail é um canal de envio de mensagens eletrônico. 
E-mails e cartas podem conter o mesmo tipo de conteúdo com o mesmo grau de 
formalidade. As diferenças ficam por conta, especialmente, do layout. Uma carta 
contém informações completas sobre o destinatário (empresa, nome, endereço) 
e deve incluir a data. No e-mail, basta digitar o endereço eletrônico: a data é 
automaticamente inserida. Então, não existe diferença entre cartas e e-mails? 
Basicamente, não, embora se devam ressaltar alguns pontos.
Primeiramente há o caso da área legal. Alguns documentos tais como con-
tratos, compromissos de compra e venda e outros, que exigem assinaturas, nem 
sempre são aceitos se enviados por meio eletrônico. Órgãos governamentais 
também costumam receber um maior número de correspondências impres-
sas ao invés de por meio eletrônico. Geralmente opta-se pelo envio de cartas 
quando a ocasião exige maior formalidade. Cartas comerciais tendem a ser mais 
formais do que e-mails. A tendência à informalidade dos e-mails parece estar 
ligada à rapidez com que se pretende passar a mensagem ao destinatário, e em 
consequência disso é aceita, na maioria das vezes, uma linguagem mais simples, 
repleta de frases incompletas e abreviaturas. Finalmente, um outro fato impor-
tante é pessoalidade. Alguns tipos de comunicações como convites de casamen-
to, cartões de natal e cartas de recomendação serão bem recebidas, se impressas 
e enviadas pelo correio, pois o receptor considerará o cuidado do remetente em 
escrevê-las e enviá-las. É importante ponderar sobre esses itens antes de esco-
lher o meio através do qual você irá enviar a sua mensagem.
Cartas e e-mails comerciais: 
estruturação e redação
Escrever mensagens na áreacomercial exige um estilo próprio para cada si-
tuação, seja um pedido, uma reclamação, uma venda etc. Quando estamos redi-
gindo um documento comercial deve-se presumir que sua audiência não dispõe 
de muito tempo, e portanto, concisão é importante. O tipo de linguagem esco-
lhida deve ficar entre o formal e o informal, o que deve ser avaliado dependendo 
do tipo de mensagem e do grau de intimidade partilhado pelo emissor (aquele 
que envia) e pelo receptor (aquele que recebe).
Daremos, a seguir, algumas dicas de como estruturar a sua correspondência 
comercial. Lembramos que os mesmos exemplos aplicam-se aos e-mails, guar-
dadas as considerações que fizemos anteriormente.
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Gêneros textuais no mundo dos negócios
179
Estruturação
Você pode ter vários objetivos ao escrever uma correspondência comercial. 
Existem estilos de cartas específicos tais como carta de solicitação, resposta à so-
licitação, reclamação, ajuste, pedidos de compras, cotações, cobrança e muitos 
outros. Para cada um é um gênero distinto, pois possui um propósito comunica-
tivo, uma audiência e uma estruturação diferenciada.
Visto não podermos comentar toda essa gama de cartas, traçaremos um 
perfil da estruturação mais comum e apresentaremos algumas frases que são 
comumente utilizadas.
Veja esse exemplo desta carta que é uma resposta a uma solicitação de um 
cliente (reply to inquiry):
NIPPON VIDEO �9 Kanda – Mitoshiro � Chiyoda-Ku, Tokyo 101-0053
(B
LA
CK
W
EL
L,
 2
00
1)
November 30, 2001.
receiver´s
information
Kim Chang Park
Korea Vídeo
70 Sorin-dong
Chongro-Ku
Seoul, Republic of Korea
greeting Dear Mr. Park:
Opening/ 
thank you Thank you for your interest in Nippon Video
company 
information
Nippon Video is one of the largest suppliers of videotapes in Asia. We have 15 
offices in Japan, and a wide network of manufacturing and distribution centers 
in Japan, Korea, Taiwan, and the Philippines. We have an excellent reputation 
for quality, efficiency, and service at low cost.
offer 
additional 
information
I am enclosing a brochure that explains our products and services, along with a 
current price list. Please get in touch with if you would like further information. 
I hope we can be of service to you.
closing
Sincerely
Hiroshi Endo
Marketing Manager
enclosure Enc.
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180
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Cartas comerciais geralmente são criadas em estilo bloco. Isto significa que 
deve ter um alinhamento à esquerda, sem reentrâncias pontos. Geralmente, 
essas são as suas partes principais:
Cabeçalho ( � letterhead)
Cartas comerciais são escritas em papel timbrado. Esse timbre se localiza ge-
ralmente no início ou final do papel.
Data ( � date)
A data é usualmente escrita
no estilo americano: mês, dia, ano � September 29th 2008 ou
no estilo britânico: dia, mês, ano � 29th September 2008.
Atualmente não é necessário inserir vírgulas entre dia e ano, nem incluir a 
marca de número ordinal (-st 21st;-nd 22nd,- rd 23rd, -th 24th), podendo a data 
ser escrita simplesmente September 29 2008.
Destinatário ( � receiver’s information)
Nome completo, cargo, nome e endereço da empresa.
Na correspondência comercial deve-se tratar um homem por Mr. e uma 
mulher por Ms. Não se usa habitualmente os pronomes de tratamento Mrs. 
(senhora – casada) ou Miss (senhorita – solteira), para uma mulher, pois muitas 
vezes não sabemos se essa pessoa é solteira ou casada. Esses pronomes devem 
sempre vir acompanhados do sobrenome do nosso destinatário, por exemplo, 
Mr. Silveira ou Ms. Johnson. O cargo deve vir na linha abaixo, seguido do nome e 
do endereço da pessoa. Veja os exemplos:
Mr. Taylor
Sales Manager
EXECUTEC INC.
23 Park Avenue
New York, NY
USA
Ms. Schwartz
Marketing Director
WONDERLINK
457 Britz Lane
Miami, Florida
USA
Saudação ( � Greeting)
O conhecido Prezados Senhores é expresso por Dear Sirs, mas independente 
se o destinatário é conhecido ou não, pode ser expresso pelo pronome de tra-
tamento Mr. (senhor) ou Ms. (senhora) seguido pelo sobrenome da pessoa (Mr. 
Green, Ms. Kepler). Os quadros 1 e 2 listam, respectivamente, o modo britânico e 
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Gêneros textuais no mundo dos negócios
181
americano de escrever a saudação dependendo do grau de formalidade e o tipo 
de saudação utilizado dependendo do destinatário.
Quadro 1
Estilo e formalidade
Inglês Britânico e Americano
Britânico Americano
Formal Dear Sir (s),
Dear Madam/Mesdames,
Dear Sir/Madam,
Dear Sir:
Gentlemen:
Dear Mr. Brown:
Dear Ms. Smith:
Informal Dear Mr. Brown,
Dear Ms. Smith,
Dear Mr. Brown:
Dear Ms. Smith:
Pessoal Dear Mr. Brown,
My dear Brown,
Dear Jim,
Dear Mr. Brown:
My dear Mr. Brown:
Dear Mr. Brown:
Dear George:
Observe que, no inglês britânico usa-se vírgula após a Saudação, enquanto 
que no inglês americano se usa dois pontos. Atualmente é comum não encon-
trarmos nenhum tipo de pontuação ao final da saudação.
Ex.: uma carta para a senhora Fernanda da Silva, ficaria assim:
Britânico Americano
Formal Dear Madam, Dear Ms. Silva:
Informal Dear Ms. Silva, Dear Ms. Silva:
Pessoal Dear Mr. Silva,
My dear Silva,
Dear Fernanda,
Dear Ms. Silva:
My dear Ms. Silva:
Dear Fernanda:
Quadro 2
Dear Sirs..................................
Dear Sir....................................
Dear Madam..........................
Dear Sir/Madam.................
Dear Mr. Smith......................
Dear Mrs. Smith....................
Dear Miss Smith...................
Dear Ms. Smith...................
Dear John...............................
Para uma empresa ou departamento
Para um homem se não se sabe seu nome
Para uma mulher se não se sabe seu nome
Para uma pessoa se você não sabe se é homem ou mulher
Para um homem se você sabe nome/sobrenome
Para uma mulher casada
Para uma mulher solteira
Para uma senhora ou senhorita
Para um amigo ou alguém que você conheça bem
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182
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Abaixo alguns exemplos de Saudações independente se você sabe o nome 
da pessoa ou não. Os exemplos estão na modalidade do inglês britânico, mas 
aplicam-se ao inglês americano, também.
1
Mr. John Smith
Sales Manager
ABC Trading Co
39 Park Lane
2348498 New York, NY
USA
Dear Mr. Smith,
3
The Sales Manager
ABC Trading Co
39 Park Lane
2348498 New York, NY
USA
Dear Sir or Madam,
2
Ms. Ann Taylor
Export Manager
ABC Trading Co
39 Park Lane
234849 New York, NY
USA
Dear Ms. Taylor,
4
ABC Trading Co
39 Park Lane
2348498 New York, NY
USA
Dear Sirs,
No Exemplo 1 conhecemos o destinatário e seu cargo (Mr. John Smith, Sales 
Manager) e portanto o saudamos com Dear, mais o pronome Mr. e seu sobreno-
me (Smith): Dear Mr. Smith.
No Exemplo 2 conhecemos o destinatário e seu cargo (Ms. Ann Taylor, Export 
Manager) e, portanto, a saudamos com o Dear, mais o pronome Ms. e seu sobre-
nome (Taylor): Dear Ms. Taylor.
No Exemplo 3 não conhecemos o nome destinatário, somente seu cargo 
(Sales Manager) e, portanto, não sabemos se essa pessoa é um homem ou uma 
mulher. Para tornarmos nossa saudação neutra, usamos o Dear, mais os prono-
mes Sir or Madam: Dear Sir or Madam.
No Exemplo 4 não conhecemos o nome destinatário, somente o nome da em-
presa. Assim, generalizamos e usamos o Dear, mais o pronome Sirs: Dear Sirs.
Abertura ( � Opening)
A aberturada carta é geralmente a introdução e pode expressar um agradeci-
mento por uma correspondência anterior (Thank you for your e-mail of September 
15th), ou uma apresentação (We are a Brazilian company in the export business...), 
ou qualquer frase que expresse uma abordagem inicial.
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Gêneros textuais no mundo dos negócios
183
Corpo � (body)
O corpo da carta deve ser direto e abordar os principais tópicos a que esta se des-
tina. Se for uma carta de reclamação, por exemplo, deve conter o motivo da recla-
mação e um pedido de ressarcimento. No caso do exemplo anterior (Nippon Video) 
que é uma resposta a uma solicitação de um possível cliente, a empresa fornece 
informações sobre si (company information), bem como oferece informações adicio-
nais que podem ser úteis ao solicitante (offer additional information).
Fechamento ( � closing)
Cartas comerciais devem incluir um fechamento, que corresponde ao nosso 
Atenciosamente. Embora, em português, não tenhamos muitas alternativas, em 
inglês elas são bem variadas e também diferem no inglês britânico e americano. 
Observe, no quadro abaixo, as opções de fechamento formais, informais e pes-
soais no inglês britânico ou americano.
Tipos de Fechamento
Britânica Americana
Formal Yours faithfully, Very truly yours,
Sincerely yours,
Yours very truly,
Informal Yours sincerely,
Yours truly,
Sincerely yours,
Sincerely,
Cordially yours,
Best regards,
Regards,
Pessoal Yours sincerely,
Sincerely,
With best wishes,
Yours,
Sincerely yours,
With kind regards,
With best regards,
Sincerely,
Yours,
Note o uso da vírgula ao final do Fechamento, embora, também não haja 
necessidade de inseri-la.
Anexo(s) ( � enclosure)
O anexo ou anexos (enclosure or attachment) devem ser mencionados na 
carta, caso existam, utilizando-se das abreviações Enc. (enclosure) ou Attach.
(attachment), opcionalmente seguido do número de anexos que são enviados. 
Ex.: Attach. (2) ou Enc. (2)
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184
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Aspectos linguísticos
A fim de auxiliá-lo(a) na redação de cartas comerciais, anote algumas frases úteis.
Quando a carta se refere a um contato anterior:
Thank you for your letter/e-mail...
With reference to ... your letter of / dated... 
In reply to...
Quando se quer dizer a razão pela qual está escrevendo:
I am writing to/ inquire about.../to confirm that.../ to apologize for/about
In reply to... 
With reference to...
Anexando documentos:
I am enclosing…
Enclosed is …
Quando se quer fazer um pedido:
I am writing to inquire about...
I would like further information about...
I would be grateful if you could send me...
I am interested in your...
Quando se quer pedir desculpas:
I am writing to apologize for/about
I am sorry for...
Unfortunately, we have been unable to...
This is due to...
Quando se quer reclamar:
I am writing to complain about...
I am not satisfied with...
I must therefore insist that...
Como terminar uma carta:
I look forward to hear from you soon.
Thank you for your attention.
Your promptness in replying will be much appreciated.
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Gêneros textuais no mundo dos negócios
185
Embora todas as sentenças acima tenham sido escritas na primeira pessoa (I) 
você pode utilizar a primeira pessoa do plural (We), bastando conjugar o verbo 
adequadamente. Assim, ao invés de dizer I am writing... você pode escrever We 
are writing..., especialmente se você se dirige a outra pessoa, em nome de sua 
empresa.
Veja o exemplo da carta de solicitação abaixo, cuja resposta foi dada no exem-
plo da Nippon Video.
Exemplo de uma Carta de Solicitação
November 20, 2001.
Mr. Hiroshi
Marketing Manager
NIPPON VIDEO
9 Kanda-Mitoshiro
Chiyota-Ku
Tokyo, 101-0053
Dear Mr. Hiroshi,
We are writing to inquire about your range of videotapes. We are a small-
sized Korean company dealing with audio-video products.
We would be grateful if you could send us your latest brochure and price 
list for our consideration.
We look forward to hearing from you soon.
Yours sincerely,
Kim Chang Park
Cartas de apresentação
As cartas de apresentação devem servir como uma propaganda do candidato 
enfatizando suas principais qualificações. Esse tipo de carta é usualmente utili-
zado para anexar um Curriculum Vitae.
Para escrever adequadamente essas cartas você deve:
ler o anúncio classificado e verificar qual o perfil do profissional requerido �
por determinada empresa ou instituição;
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186
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
observar que tipo de qualidades pessoais (boa comunicação, esforçado/a) �
e que tipo de experiência está se buscando. Se você possuir tais caracte-
rísticas, mencione-as.
Estruturação
Para organizar Cartas de Apresentação, siga os seguintes passos:
diga onde você viu o anúncio classificado; �
mencione porquê você está se candidatando; �
faça um breve relato de sua experiência; �
liste suas competências pessoais/profissionais; �
inclua um fechamento que demande ação (coloque-se à disposição para �
uma entrevista ou esclarecimentos adicionais).
Veja o exemplo abaixo:
October 21, 2008.
FABRIC INC
2345 Prince Wales St.
Galveston, Texas 77550
According to your advertisement in “USA Today” , you are looking for a 
middle school teacher and I believe I am qualified for such a job.
My work routine comprises collaborating with parents and students, 
assessing students performance, attending staff meetings, preparing 
assignments, lessons and instructional materials as well as assisting 
students. I have additional experience with Distance Education.
The enclosed resume provides all the details of my education and 
experience and lists people from whom you can obtain references.
I am available for a personal interview when convenient to you.
Best regards,
Anne Busch
Enc.: Resume
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Gêneros textuais no mundo dos negócios
187
Currículo Vitae – caracterização e escrita
Geralmente denominamos Currículo Vitae (CV) aquele documento que contém 
informações sobre uma pessoa que a qualificam para o mercado de trabalho. 
Embora esse seja o nome mais conhecido, temos, em inglês além do CV, o Resume 
que é um resumo da vida profissional de uma pessoa.
Tanto o Currículo Vitae, quanto o Resume são utilizados nos pedidos de 
emprego. Eles têm o mesmo objetivo que é informar ao possível emprega-
dor alguns fatos sobre a formação, experiência, competências e realizações 
do candidato. A diferença principal está no modo como as informações são 
apresentadas. O Resume é um breve resumo da história de trabalho, principal 
formação educacional e competências que poderão ser relevantes ao futuro 
empregador. O candidato poderá preparar um Resume específico para cada 
tipo de cargo a que esteja concorrendo, enfatizando, assim algumas caracte-
rísticas que podem ser importantes para uma empresa e não para outra. O CV, 
por sua vez, lista em detalhes todos os dados contidos no Resume, acrescen-
tando outras informações. Por esse motivo um CV é geralmente mais longo. As 
categorias mais usuais presentes em currículos e resumes são: nome, endereço, 
telefone, e-mail; objetivo; formação educacional; experiência profissional; in-
formação adicional; referências.
Há vários tipos de Currículo e CV:
cronológico( � chronological) – que é o tipo mais comum, lista a experi-
ência e a formação do candidato da mais recente para a mais antiga. As 
categorias que deverão ser listadas são: objetivo, experiência profissional, 
formação, afiliações profissionais, cursos, idiomas. Esse tipo de currículo é 
mais apropriado quando a experiência profissional e a formação refletem 
um crescimento;
funcional ( � Functional) – destaca as habilidades específicas e realizações 
profissionais, que poderão ser apresentadas por ordem de importância 
e sem a preocupação com a cronologia dos fatos. As categorias que de-
verão ser listadas são: experiência de trabalho e/ou habilidades técnicas, 
formação, afiliações profissionais, cursos, idiomas. Este formato é adequa-
do quando o candidato pretende fazer uma mudança de carreira, quando 
está retornando ao mercado de trabalho e deve ser evitado quando o em-
pregador for uma daquelas organizações mais tradicionais tais como na 
área governamental ou de educação;
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188
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
combinado � (combination chronological/functional) – este tipo está se 
tornando popular por combinar as características do CV cronológico com 
o funcional. As categorias principais que deverão ser listadas são: objetivo 
profissional, formação, experiência de trabalho, outros cursos e idiomas;
focado ( � targeted) – direcionado a um cargo específico que o candidato 
esteja buscando. As categorias principais que devem ser listadas são: ob-
jetivo, habilidades, realizações, experiência profissional e formação. Visto 
que esse formato é direcionado, ele pode não ser útil caso se esteja procu-
rando várias alternativas de trabalho.
Daremos, a seguir, um exemplo de currículo no formato cronológico, que 
parece ser o mais adequado para a área de educação.
Karen Carrington
2715 Oleander Avenue
Galveston, Texas 77550
Telephone: 1-409-555-1212 Home 
E-mail: karenc@somedomain.com
Seeking secondary school teaching position
Enthusiastic educator with a strong commitment to the student learning 
experience. Possess excellent communication and presentation skills. Active 
in collaboration with staff members on all levels.
Experience in:
* Interactive Learning
* Curriculum Design & Development
* Cooperative Learning
* Student Motivation
* Classroom Management
* Student Assessment
* Interactive Learning
* Multicultural Awareness
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Gêneros textuais no mundo dos negócios
189
Education & Certifications
Bachelor of Arts, Major- English – University of Texas, Austin, TX (2004) 
Secondary Education Certification.
Computer Skills: MSWord, Internet, Power Point, Excel, Publisher.
Teaching experience
MC GUNTER HIGH SCHOOL, Round Rock, TX 9/2004-5/2006.
Instrumental in founding a Science Club to increase interest and �
participation in science among students.
Established and maintained positive relationships with colleagues, �
students and parents to foster an environment of support.
Participated in extra-curricular activities, including: after school �
tutoring, UIL and Student Council.
Assessed students’ progress on a daily basis. �
Designed and implemented lesson plans in four classes: Journalism, �
English I, Remedial English, and Literature.
MC GUNTER HIGH SCHOOL, Round Rock,TX 9/2003-12/2003 Student 
Teacher.
Assumed all responsibilities of classroom teacher, including such tasks 
and collaborating with parents and students, assessing students, attending 
staff meetings, designing lesson plans and curriculum, recording attendance 
and assisting students.
Activities & Honors
Teacher of the Year – Mc Gunter High School – 2005.
Affiliations
National Educators Association.
(Disponível em: <www.rogers-resume-help-center.com/sample-teachers-resume.html>.)
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190
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Como você deve ter notado, as categorias que constam desse exemplo são:
objetivo e perfil ( � seeking secondary school teaching position). Nessa ca-
tegoria a candidata menciona suas qualificações e destaca sua experiência;
formação ( � education & certification). Aqui é apresentado o nível de for-
mação adicional e cursos relevantes;
experiência em educação ( � teaching experience). Nesta categoria são 
listadas as escolas onde a candidata trabalhou bem como suas principais 
realizações profissionais;
outras atividades/prêmios ( � activities & honors). Aqui é apresentada a 
nomeação da candidata à professora do ano.
Algumas frases que podem ser úteis ao escrever um CV/Resume são:
Successful experience in… as………. Experiência bem-sucedida em……
como….
Gained hands-on experience as… Ganhei experiência prática como………
Motivated and enthusiastic…… Motivado(a) e entusiasmado(a).......
Participated in…….
Assisted in….
Worked on…..
Worked as…..
Organized…..
Participei de…….
Auxiliei em……
Trabalhei em….
Trabalhei como...
Organizei……….
Managed/Supervised……..
Trained……….
Gerenciei/Supervisionei
Treinei……….
Represented the company in………. Representei a empresa em...
More than … years’ experience in... Mais do que…… anos de experiência em
Promoted from…..……to………. Promovido(a) de………. para ……….
Specialized in…………………. Especializado(a) em………….
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Gêneros textuais no mundo dos negócios
191
Texto complementar
Writing effective e-mail
(HEAPS, 2008. Adaptado.)
By Stacie Heaps
Professional Writer and Editor
Because businesspeople are extremely busy, it is easy to simply ignore (or 
even delete) messages that don’t seem urgent or as important as the many 
other things that fight for our attention each day. To help prevent your e-mail 
message from being ignored or deleted without even having been read, 
follow the steps outlined below.
Choose your subject carefully
The subject line of your e-mail is of utmost importance, as it is what will 
determine whether the person reads, files, forwards, ignores, or deletes your 
e-mail message. Especially with the threat of viruses and other malware, 
people are less likely to open e-mail messages from people they don’t 
immediately recognize.
Include necessary information
In addition to stating your purpose in the subject line of your e-mail, you 
should also summarize your purpose in the first paragraph of the body of the 
message, particularly if your message is more than a paragraph or two long. 
Tell readers the information they need to know and what you want or need 
them to do based on the information you are sending them. In particular, 
make sure to include information such as important contact people or relevant 
deadlines. If the e-mail is more than a couple of paragraphs long, reiterate 
what you need done and by when in the last paragraph of the e-mail.
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192
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Maintain a professional tone
It is amazing how many businesspeople who would spend hours making 
a presentation or project polished and professional will dash off an e-mail 
that is so informal and unbusinesslike to clients, colleagues, and hired 
professionals. Though e-mail is admittedly more relaxed than a ten-page 
business proposal, you should still keep the tone of your message professional 
by using standard capitalization and punctuation, checking your spelling, 
and generally avoiding shortenedor cutesy words, phrases, and symbols. 
Use standard fonts and font sizes, and don’t use all caps anywhere in your 
message. If you need to emphasize a word or phrase, use italics or bold (or 
rarely, bold italics).
Not: im trying to get a final count for the workshop tomorrow. p.m. if you 
plan to attend plz let me no. Thnx.
But: I’m trying to get a final count for the workshop tomorrow afternoon. If 
you plan to attend, please let me know. Thanks.
Keep in mind that e-mail is not private
Many companies can and do periodically or systematically read employee 
e-mails. Furthermore, anything you send through e-mail can be forwarded 
to countless recipients, can be posted on any number of Web sites, or can be 
printed and publicly displayed or distributed for untold numbers of people 
to see both in- and outside of the workplace. Consequently, before hitting 
the send button, make sure you are writing something that you don’t mind if 
other people know that you wrote.
Follow up
For information that is time sensitive or urgent, follow your e-mail 
message with a phone call. You never know when someone might be in 
an all-day meeting, unexpectedly out of the office for a day (or longer), or 
swamped with other work. You don’t want your e-mail to get buried with 
all the others.
Dicas de estudo
ASHLEY, A. Oxford Handbook of Commercial Correspondence. Oxford: Oxford 
University Press, 2003.
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Gêneros textuais no mundo dos negócios
193
Esse manual de correspondência comercial, com sua nova versão, editada em 
2003, traz inúmeros exemplos de correspondências comerciais separadas por 
tópicos: cartas de pedidos, reclamações, cotações, congratulações, agradeci-
mentos etc. Além disso aborda temas específicos tais como cartas para a área de 
importação/exportação além de outras áreas. É ideal para aqueles que precisam 
elaborar cartas/e-mails na área de negócios.
Atividades
1) Escreva a resposta à seguinte carta. 
BRAZICAR LTD
Av. Das Nações Unidas, 2458 São Paulo SP Brazil Phone: 5467-3989
http.:// www.brazicar.com.br
November 20, 2008.
Ms. Beatrice Bonni
Export Manager
BEGREEN LTD
Via Apia 15
Rome
Italy
Dear Ms. Bonni,
With reference to your advertisement in last month’s Export Times 
Magazine, could you please send me a copy of your latest catalogue? We 
are sales representatives dealing with car parts in the domestic Brazilian 
market.
Please also inform if it is possible to make purchases online.
Thank you for your attention.
Best regards,
Antonio Carlos Pereira
Sales Manager
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194
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
2) Numere as partes do Resume, a partir das alternativas abaixo:
(1) informações pessoais (nome, endereço, telefone, e-mail).
(2) objetivo e perfil.
(3) experiência profissional.
(4) formação.
(5) informações adicionais.
( ) Andover Elementary School, Wrentham MA 2001 – 2002
Temporary Teaching Placement
� Served as a temporary teacher for a class of 9 year olds on a one-year contract. 
Prepared English and History assignments reviewed and corrected all homework 
with an emphasis on providing feedback to each student.
� Devised lessons, which captured the children’s imaginations for e.g.: Preparing 
scenes from well-known works or scenes from historical events and having the 
children act them out.
� Tutored three children after school that were having difficulties in making their grades.
South Boston Elementary School, Boston MA 2000 – 2001
Teaching Assistant
� Assisted the teaching staff of South Boston Elementary School by preparing lessons 
in English, History, and Geography.
� Corrected assignments and provided reports to each teacher on the grades achieved 
by each class.
� Assisted course tutors in the preparation of lessons for individual tutoring sessions.
Co-ordinated presentations and demonstrations as part of the teaching curriculum.
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3.
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da
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ad
o.
( ) Richard Anderson
1234, West 67 Street,
Carlisle, MA 01741,
(123)-456 7890.
( ) During the summers of 1999 and 2000 I participated in a Community Programme that 
provided extra tuition to local underprivileged children and assisted within the camp 
organising games and entertainment.
Obtained a TEFL (Teaching English as a Foreign Language) Certificate in 2000.
( ) To obtain a teaching position in an elementary school.
A highly energetic and enthusiastic individual, specialising in English and History. 
Dedicated to providing the best education and care to children aged 7 – 10 years.
( ) University of Boston, Boston MA 1997 – 2000
Bachelor of Arts in Elementary Education, Graduated with Honours
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Gêneros textuais no mundo dos negócios
195
3) Complete a carta de apresentação, a seguir, considerando o anúncio abaixo. 
Use as palavras do box.
ENGLISH TEACHER
Irving Center Institute
Bilingual applicants are encouraged to apply.
ICI is currently accepting applications for an English Teacher at its Meadow Mountain Youth 
Center located in Garrett County, MD. A $3,000 hiring bonus is available plus a yearly retention 
bonus. This is a State position with good benefits and a competitive salary scale.
For detailed information and to download the official State application (MS-100), go to www.
djs.state.md.us and click on Current Job Announcements, or call 410 230-3260. To apply: Mail 
MS-100 application along with a copy of certification to Irving Center Institute, One 
Center Plaza-OHR, 2nd Floor, 120 W. Fayette St., Baltimore, MD 21201. EOE
Additional / resume / students’ performance / interview / parents and students/ assign-
ments / available / qualified / education / lessons and instructional materials.
October 10, 2008.
Irving Center Institute
One Center Plaza-OHR, 2nd Floor,
120 W. Fayette St.,
Baltimore, MD 21201.
Dear Sirs,
According to your advertisement in “Monster”, you are looking for a bilingual English teacher 
and I believe I am_________________ (1) for such a job.
My work routine comprises preparing _________________ (2), assessing _________________.
(3) and collaborating with _________________ (4) I have _________________ (5)experience 
with Lego system.
The enclosed _________________ (6) provides all the details of my_________________ (7)and 
experience and lists people from whom you can obtain references.
I am_________________ (8) for a personal_________________ (9) when convenient to you.
Yours truly,
Mary Smith
Enc. Resume
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196
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
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Textos, gêneros e o ensino
Discutiremos o conceito de gênero textual e sua aplicação pedagógica. 
Apresentaremos, primeiramente, os PCN (Parâmetros Curriculares Nacio-
nais) de 1998 e PCNEM (Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio) 
de 2000 e os PCN + (complemento dos PCNEM) de 2006. Esses documentos 
são diretrizes governamentais que norteiam os currículos e seus conteúdos 
mínimos. Em seguida, veremos os gêneros do discurso que são abordados 
nessas diretrizes. Também apresentaremos algumas orientações sobre a es-
colha dos gêneros textuaisque podem ser selecionados e utilizados como 
ferramenta de aprendizagem da língua inglesa expondo, finalmente, uma 
sequência didática para aplicação de gêneros em sala de aula.
Gêneros do discurso 
e PCN / PCNEM / PCN+
O estudo de gêneros textuais e o termo gênero não são conceitos 
novos. Se observarmos a história, Platão e Aristóteles já abordavam o 
tema, embora centrado nos gêneros literários. O trabalho com o discurso 
no âmbito da literatura perdurou por vários séculos até que o termo foi re-
descoberto com outro foco, a partir do século XX. Bakhtin, em sua famosa 
obra Os Gêneros do Discurso (2000), foi um dos grandes pensadores que 
abordou o gênero a partir de uma perspectiva interacional. Para esse 
autor, as pessoas, em sociedade, utilizam a língua a partir de seu interesse 
e objetivo específico de determinada atividade. Assim, visto que os gêne-
ros são construídos na interação dos indivíduos, os enunciados linguís-
ticos se realizarão de maneiras diferentes, dependendo de como ocorre 
essa interação. A esse modo diverso de organização do discurso, Bakhtin 
denomina gênero. O que para esse autor, são formas padrão de linguagem 
que possuem enunciados relativamente estáveis e uma estruturação par-
ticular a partir de relações estabelecidas entre os interlocutores.
Com esse impulso, os estudos na área da linguística textual começa-
ram a ganhar peso, deslocando o foco do estudo da gramática e de frases 
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198
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
isoladas para a análise de situações concretas de uso da linguagem. Os textos, 
materializados em gêneros funcionam de modos mais diversos possíveis em 
situações cotidianas e em resposta a determinada demanda de comunicação. 
Esses eventos comunicativos institucionalizados que podem ocorrer na moda-
lidade oral ou escrita são a expressão concreta dos modos de se relacionar de 
determinada cultura ou sociedade.
Através desses estudos e de muitos trabalhos desenvolvidos na linha vi-
gotskiana socioconstrutivista de autores como Schneuwly e Dolz (2004) e ou na 
linha interacionista socioconstrutivista de Bronckart (2000) tem-se hoje em dia 
como consenso que gêneros textuais são meios eficazes de se ensinar a leitura 
e a produção textual apropriando-se dos textos ou dos eventos comunicativos 
que realmente circulam na sociedade, integrando textos conhecidos desde a 
época da antiguidade, como cartas até os gêneros emergentes advindos do uso 
da internet como blogs e sites. Esse é um dos motivos que levaram os PCN e 
PCNEM, complementado pelo PCN+ priorizar o trabalho com esses eventos co-
municativos, tanto para língua materna como para a língua estrangeira.
Os PCN (1998), PCNEM (2000) complementados pelos Parâmetros Curricula-
res Nacionais+ / Ensino Médio (PCN+) (2006), foram elaborados a partir da nova 
Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e visam subsidiar técnicos e professores, particu-
larmente os que têm um menor contato com a produção pedagógica atual. A 
Lei de Diretrizes e Bases promulgada em 1996 determina, da seguinte forma, 
a composição dos níveis escolares: educação básica composta pela educação 
infantil, ensino fundamental e ensino médio.
Esses parâmetros, que consideram a diversidade da cultura brasileira, foram 
elaborados para auxiliar a elaboração do currículo, tendo em vista um projeto pe-
dagógico que priorizasse a cidadania do aluno e que servisse de estimulo e apoio 
à reflexão sobre as práticas diárias e o planejamento de aulas. São indicadores 
para todas as escolas do país para que se garanta um ensino de boa qualidade.
A base teórica desses documentos está apoiada no Construtivismo Intera-
cionista e sociointeracionista. O Construtivismo Interacionista é uma teoria que 
discorre sobre o modo como as pessoas constroem o conhecimento. O principal 
estudioso dessa área é Jean Piaget, que era biólogo embora tenha encontrado na 
psicologia um apoio para suas pesquisas. Segundo esse autor, o modo como as 
pessoas adquirem o conhecimento não é predeterminado, mas acontece na rela-
ção do sujeito com seu objeto de conhecimento, ou seja, o conhecimento é obtido 
através de uma sequência de ações e interações do indivíduo com o mundo que 
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Textos, gêneros e o ensino
199
o cerca. O Construtivismo de base sociointeracional tem como principal expoen-
te Vigotsky. Para esse intelectual, formado em Letras e Psicologia, os indivíduos 
se constituem através de sua interação com outros indivíduos em determinada 
cultura. Por essa razão, esse autor entende que o aprendizado envolve sempre a 
interação com outros indivíduos e a interferência direta ou indireta deles. Assim, 
em contraste com o pensamento de Piaget, para Vigotsky o conhecimento é cons-
truído no relacionamento entre os indivíduos em sociedade, tendo o professor 
papel fundamental como mediador da construção do conhecimento.
Aqueles parâmetros recomendam que o aluno explore três tipos de conheci-
mento: o conhecimento textual, de mundo e o sistêmico objetivando que esse 
aprendiz adquira a competência comunicativa. Em outras palavras, esses docu-
mentos expressam que tanto o conhecimento sistêmico da língua, ou seja, seus 
aspectos formais e normativos sejam ensinados, mas que também sejam desen-
volvidos a consciência social do aluno (conhecimento de mundo) e as compe-
tências linguísticas (conhecimento textual) que permitam a ele ser linguistica-
mente e socialmente apropriado em quaisquer situações comunicativas sejam 
orais ou escritas, formais ou informais.
Os PCN, PCEM e PCN+ incluem a língua estrangeira e conferem a ela o status 
de disciplina formativa, obrigatória na grade curricular, diferentemente de como 
vinha acontecendo anteriormente, em que era considerada uma mera atividade, 
muitas vezes sem caráter de aprovação. Participa, então do conjunto de conhe-
cimento que permitem ao aluno o contato com várias culturas, integrando-o e 
inserindo-o assim a um mundo cada vez mais globalizado.
Os PCN do ensino fundamental (terceiro e quarto ciclos) divulgados em 
1998, consideram que a aprendizagem da língua inglesa propicia a construção 
da cidadania além de possibilitar “uma reflexão sobre a função social de Língua 
Estrangeira e sobre as limitações impostas pelas condições de aprendizagem”. 
Tendo um caráter formativo, destaca que o desafio do professor é “de partir da 
heterogeneidade de experiências e interesses dos alunos para organizar formas 
de desenvolver o trabalho escolar de maneira a incorporar seus diferentes níveis 
de conhecimento e ampliar as oportunidades de acesso a ele”. As orientações di-
dáticas abrangem a prática integrada de todas as habilidades comunicativas ou 
seja compreensão oral e escrita e produção oral e escrita. Já os PCNEM do ensino 
médio (2000), tem como foco a preparação do aprendiz para o mercado de tra-
balho já que apresenta etapas que “culminarão com o domínio de competências 
e habilidades que permitirão ao aluno utilizar esse conhecimento e múltiplas 
esferas de sua vida pessoal, acadêmica e profissional”. Nesse contexto o profes-
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200
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
sor deverá ter como objetivo “tornar possível a seu aluno atribuir e produzir sig-
nificados, principal objetivo do ato de linguagem”. No ensino médio nota-se a 
preocupação com a capacitação do aluno a utilizar ferramentas computacionais 
e ao acesso a internet como modo de atualizá-lo com as informações do que 
acontece pelo mundo. Prioriza-se nesse nível, a leitura (em especial) e a com-
preensão de textos orais e escritos presentes em diferentes situaçõesda vida 
cotidiana. Finalmente nos PCN+ (2006), vemos uma preocupação com a inclusão 
via tecnologia, o que implica não somente na inclusão digital, mas na inserção do 
aluno nas novas linguagens e formas linguísticas que surgiram com a internet. 
Esse documento discute longamente o letramento do aluno com base nas novas 
dinâmicas virtuais trazidas pela virtualização da informação, nas novas manei-
ras de aprender e as diferentes formas de se comunicar que acarretam em uma 
linguagem própria (MSN, blogs), aspectos de multimodalidade da comunicação 
(hyperlinks, áudio, vídeo, imagens) e nas consequências da exclusão digital, criti-
cando o ensino tradicional com base na gramática. Sugere a utilização integrada 
das habilidades (comunicação oral, leitura, prática escrita) contextualizadamen-
te e com base em situações autênticas, orientando, ainda para a elaboração de 
atividades que levem a consciência crítica do aluno.
É no âmbito dos parâmetros do Ensino Médio que encontramos explicitamente 
sugestão do contato com diferentes gêneros textuais tais como, no PCNEM (2000) 
“...(slogans, quadrinhos, poemas, notícias de jornal...” com a finalidade de conso-
lidação do conceito e o reconhecimento de que um texto só se configura como 
tal a partir da articulação de determinados elementos, de uma intencionalidade, 
explícita ou não, e de um contexto moldado por variáveis socioculturais” e no 
PCN+(2006) de um modo geral, percebe-se na proposta de utilização de gêneros 
a intenção de organizar um ensino mais contextualizado e integrado com sua rea-
lidade social, e menos fragmentado, possibilitando ao aluno sua integração com a 
sociedade e contribuindo para seu crescimento pessoal e profissional.
Que tipo de gêneros textuais escolher?
Dentre os vários conceitos que já lhe foram atribuídos poderíamos dizer que 
gêneros textuais são os diferentes eventos comunicativos de linguagem que cir-
culam em sociedade, sejam mais formais ou informais, orais ou escritos. Gêneros 
textuais são a materialização de textos através de formas linguísticas geralmente 
estáveis, cumprindo um papel comunicativo. Assim, uma carta e um relatório são 
gêneros, um conto também o é; uma entrevista e uma aula também são gêne-
ros assim como sermões e instruções de jogos. Considerando que gêneros são 
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Textos, gêneros e o ensino
201
instrumentos de comunicação essenciais na vida em sociedade, pode-se afirmar 
que todas as pessoas dominam pelo menos alguns gêneros. Deve-se ressaltar que 
quanto maior for o número de gêneros que os indivíduos dominem nas várias es-
feras discursivas (discurso jornalístico, religioso, de negócios), mais estarão prepa-
rados para exercer sua cidadania. Na escola, isso é particularmente importante se 
considerarmos que estamos lidando com indivíduos em formação. Visto que há 
certas imprecisões no entendimento do que seria um gênero textual, trataremos 
desse tema, a seguir.
Diferenças entre tipos de textos e gêneros
Os conceitos de tipos de textos e gênero são alvos de vários equívocos concei-
tuais. Até nos PCN que sugerem a utilização de gêneros textuais para o ensino da 
língua estrangeira percebe-se uma certa mistura de conceitos. Não conseguindo 
distinguir formalmente tipos de texto e gêneros esses documentos sugerem o uso 
de sequências discursivas, exemplificando como: narrativa, descrição, exposição, 
argumentação e conversação ao mesmo tempo em que recomendam o uso de 
gêneros textuais tais como entrevistas, debates, palestras, contos, novelas etc.
Marcuschi (2002) define tipos textuais por sua natureza linguística, ou seja , 
os tipos textuais são definidos pela sua natureza linguística, pelo predomínio de 
uma determinada sequência de base. Para ele, os gêneros são “uma espécie de 
armadura comunicativa geral, preenchida por sequências tipológicas de base”, 
as quais podem ser bastante heterogêneas, mas relacionadas entre si. Segun-
do esse autor os tipos textuais abrangem algumas categorias conhecidas como: 
narração, argumentação, exposição, descrição, injunção. O conjunto de categorias 
para designar tipos textuais é limitado e sem tendência a aumentar.
Em contraste, gêneros textuais são textos concretizados que encontramos 
em nossa vida diária, apresentando padrões organizacionais característicos, 
objetivos comunicativos definidos, sendo praticamente infinitos em suas pos-
sibilidades. São formas textuais escritas ou orais bastante estáveis, histórica e 
socialmente situadas. Um gênero pode abrigar vários tipos de texto. Um manual 
de instruções, por exemplo, possui tipos de textos instrutivos, quando indica, 
por exemplo, como operar determinado equipamento. Também possui tipos de 
texto descritivos quando apresenta as peças ou componentes do produto. Do 
mesmo modo, uma resenha de livro tem partes constituídas de textos descriti-
vos quando apresenta o livro resenhado e textos persuasivos/argumentativos 
quando é fornecida opinião acerca do material resenhado.
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202
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Os quadros 1 e 2, abaixo, correlacionam tipos de texto e gêneros, para 
melhor clareza.
O quadro 1, abaixo, elaborado por Winter, mostra a correlação entre tipos tex-
tuais (narrativos, descritivos, expositivo, argumentativo, diretivo, preditivo) com 
sua ocorrência em gêneros (romances, manuais didáticos, horóscopo etc).
Quadro 1 – Tipos Textuais
Texto narrativo (romances, contos, novelas, depoimentos, relatórios etc.)
Texto descritivo (guias de viagem)
Texto expositivo ou explicativo (manuais didáticos, obras de divulgação)
Texto argumentativo (propaganda, editorial, artigo)
Texto diretivo ou injuntivo (receitas, bulas, guias, manuais de instrução)
Texto preditivo (horóscopo, previsão do tempo)
O quadro 2, agrupado por Dolz e Schneuwly (apud BARBOSA, 2000) traz um 
tipo de organização semelhante ao quadro 1, abordando gêneros que tem pre-
dominantemente um tipo de texto específico, como, por exemplo, uma fábula 
em que prevalece o tipo de texto narrativo (ordem do narrar).
Quadro 2 – Agrupamento de gêneros
Gêneros da ordem do narrar (contos de fadas, fábulas, lendas, narrativas de aventura, contos, 
piadas etc.)
Gêneros da ordem do relatar (diários, autobiografia, notícias, reportagens, biografia etc.)
Gêneros da ordem do argumentar (textos de opinião, carta de leitor, carta de reclamação, 
ensaio, resenha crítica etc.)
Gêneros da ordem do expor (seminários, conferências, verbetes de enciclopédia, texto expli-
cativo, tomada de notas, relato de experiência científica etc.)
Gêneros da ordem do instruir ou prescrever (receitas, instruções, bulas, regulamentos etc.)
Para ilustrar a relação tipos de texto versus gênero, daremos, a seguir, um 
exemplo de tipos de textos materializado no gênero Bula de Remédio. Bulas 
de Medicamentos são gêneros que tem o objetivo comunicativo de orientar o 
paciente e o médico quanto a correta utilização do medicamento. Possui uma 
estruturação conhecida, visto que podemos nomear algumas de suas partes, 
como, por exemplo, os componentes da fórmula, posologia, indicações, contra-
indicações etc. Observe algumas das partes da bula do medicamento Perlane, 
destacadas abaixo.
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Textos, gêneros e o ensino
203
A parte Description (Descrição), abaixo, como o próprio nome indica, insere 
um tipo de texto descritivo, pois informa, de modo detalhado os principais prin-
cípios ativos da fórmula.
Description
PERLANE® is a sterile gel of hyaluronic acid generated by Streptococcus 
species of bacteria, chemically cross-linked withBDDE, stabilized and 
suspended in phosphate buffered saline at pH = 7 and concentration of 20 mg/
mL. The largest fraction of gel particles size is between 940 and 1090 microns.
(Disponível em: <www.fda.gov/cdrh/pdf4/P040024S006c.pdf>.)
A parte Adverse Experiences (Reações Adversas) é um tipo de texto narrativo, 
pois relata os resultados de estudos realizado com o produto.
Adverse Experiences
In two U.S. studies (i.e., Study MA-1400-01 and Study MA-1400-02) involving 
433 patients at 25 centers, the adverse outcomes reported in patient diaries 
during 14 days after treatment are presented in Tables 1-4. The physician 
diagnosed adverse events identified in these studies at 72 hours after injection 
are presented in Table 5. In Study MA-1400-01, 150 patients were injected with 
PERLANE® on one side of the face and RESTYLANE ® on the other side of the 
face. In study MA-1400-02, 283 patients were randomized to receive either 
PERLANE® or RESTYLANE® injection on both sides of the face. Table 6 presents 
all investigator-identified adverse experiences recorded at study visits 2 
weeks or more after injection in studies MA-1400-01, MA-1400-02, 31GE 0101 
and 31GE 0002. In Study 31 GE 0101, 150 Canadian patients were injected 
with both PERLANE® and Hylaform®. In Study 31 GE002, 68 Swedish patients 
underwent both PERLANE® and Zyplast® injections.
Finalmente, a parte Warnings (Advertências) é essencialmente um tipo de 
texto instrutivo, visto que indica o que fazer no caso de surgirem problemas es-
pecíficos advindos do uso do medicamento.
Warnings
Defer use of PERLANE®at specific sites in which an active inflammatory �
process (skin eruptions such as cysts, pimples, rashes, or hives) or 
infection is present until the process has been controlled.
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204
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
PERLANE® must not be implanted into blood vessels. Localized superficial �
necrosis may occur after injection in or near dermal vessels, such as the 
glabellar area. It is thought to result from the injury, obstruction, or 
compromise of blood vessels.
Vemos que esses três tipos de texto, não têm uma função comunicativa 
específica além de dar suporte linguístico (uma descrição, uma narração, uma 
instrução) para determinado tipo de comunicação, neste caso o gênero Bula 
de Medicamento.
Como escolher gêneros
Conforme já dissemos, gêneros textuais aparecem em números incontáveis, 
sejam na modalidade oral como na escrita. Bakhtin tentou classificá-los a partir 
do que ele denomina de uso particular ou público da linguagem. Classifica-os, 
assim em (a) gêneros primários: que são aqueles que fazem parte do uso coti-
diano da linguagem na esfera particular tais como: bilhetes , cartas , diálogos e 
(b) gêneros secundários: que são textos , geralmente na modalidade escrita , que 
fazem parte de um uso mais oficializado da linguagem tais como: palestras, con-
ferências, editoriais, reportagens. O autor sugere que o aluno se aproprie desses 
dois tipos, passando gradualmente dos gêneros primários, para os secundários 
a medida em que amplia seu letramento.
Marcuschi (2008) relaciona abrangentemente alguns gêneros, nas modalida-
des escrita e oral, utilizando o critério de domínios discursivos (científico, jorna-
lístico, religioso, saúde, comercial) que são esferas da vida social ou institucional. 
O autor ressalta que alguns gêneros podem fazer parte de vários domínios dis-
cursivos como entrevistas ou cartas, por exemplo.
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Textos, gêneros e o ensino
205
Gêneros textuais por domínios e modalidades
Domínios 
discursivos
Modalidades de uso da língua
Escrita Oralidade
Científico Artigos científicos; Verbetes de en-
ciclopédias; Relatórios científicos; 
Notas de aula; Nota de rodapé; Diá-
rios de campo; Teses; Dissertações; 
Monografias; Artigos de divulgação 
cient.; Tabelas; Mapas; Gráficos; Re-
sumos de artigos; Resumos de livros; 
Resumos de conferências; Resenhas; 
Comentários; Biografias; Projetos; 
Solicitação de bolsa; Cronograma de 
trabalho; Organograma de atividade; 
Monografia de curso; Monografia de 
disciplina; Definição; Autobiografias; 
Manuais de ensino; Bibliografia; Ficha 
catalográfica; Currículo vitae; Memo-
rial; Parecer técnico; Parecer sobre 
tese; Parecer sobre artigo; Parecer 
sobre projeto; Carta de apresentação; 
Carta de recomendação; Ata de reu-
nião; Sumário; Índice remissivo; Índi-
ce onomástico; Dicionário.
Conferências; Discussões; Exposições; 
Aulas; Entrevistas de campo; Exames 
orais; Exame final; Conferências; De-
bates; Discussões; Exposições; Comu-
nicações; Aulas participativas; Aulas 
expositivas; Entrevistas de campo; 
Seminários de iniciantes; Seminários 
avançados; Seminário temático; Co-
lóquios; Prova oral; Arguição de tese; 
Arguição de mestrado; Entrevista de 
seleção de curso; Aula de concurso.
Jornalístico Editoriais; Notícias; Reportagens; Ar-
tigos de opinião; Entrevistas; Edito-
riais; Nota; Comentário; Crônica po-
licial; Crônica esportiva; Entrevistas 
jornalísticas; Anúncios classificados; 
Anúncios fúnebres; Cartas do leitor; 
Carta ao leitor; Resumo de novelas; 
Reclamações; Capa de revista; Expe-
diente; Boletim do tempo; Sinopse 
de novela; Resumo de filme; Cartoon; 
Caricatura; Enquete ; Roteiros; Errata; 
Charge; Programação semanal; Agen-
da de viagem; Roteiro de viagem.
Entrevistas; Notícias de rádio e TV; 
Reportagens ao vivo; Comentários; 
Apresentações; Entrevistas jornalísti-
cas; Entrevistas televisivas; Entrevis-
tas radiofônicas; Entrevista coletiva; 
Discussões; Debates; Apresentações; 
Programa radiofônico; Boletim do 
tempo; depoimentos.
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206
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Domínios 
discursivos
Modalidades de uso da língua
Escrita Oralidade
Religioso Orações; Rezas; Catecismo; Homilias; 
Hagiografias; Orações; Cânticos reli-
giosos; Missal; Bulas papais; Jaculató-
rias; Penitências; Encíclicas papais.
Sermões; Confissão; Rezas; Cantorias; 
Orações; Lamentações; Benzeções; 
Cantos medicinais.
Saúde Receita médica; Bula de remédio; Pa-
recer médico.
Consulta; Entrevista médica; Conse-
lho médico.
Comercial Nota de venda; Fatura; Nota de 
compra; Anúncio; Publicidade; Nota 
de venda; Fatura; Nota de compra; 
Classificados; Comprovante de paga-
mento; Nota promissória; Nota fiscal; 
Boleto; Boletim de preços; Logomarca; 
Comprovante de Renda; Carta co-
mercial; Parecer de consultoria; For-
mulário de compra; Carta-resposta 
comercial; Memorando; Nota de ser-
viço; Controle de estoque; Controle 
de venda; Copyright; Bilhete de avião; 
Bilhete de ônibus; Carta de represen-
tação; Certificado de garantia; Ates-
tado de qualidade; Lista de espera; 
Balanço comercial.
Publicidade e feira; Publicidade de TV; 
Publicidade de rádio; Refrão de feira; 
Refrão de carro de venda de rua.
Industrial Instruções de montagem; Descrição 
de obras; Código de obras; Avisos.
Ordens.
Instrucional Receitas caseiras; Receitas culiná-
rias; Manuais de instrução; Regras de 
jogo; Regulamentos; Contratos; For-
mulários Editais; Advertência; Glos-
sário; Verbete; Placa; Mapa Catálogo; 
Papel timbrado; Diploma; Certificado 
de Especialização; Certificado de pro-
ficiência; Atestado de participação; 
Epígrafe.
Aulas em vídeo; Aulas pelo rádio; 
Aconselhamentos.
Jurídico Contratos; Leis; Regimentos; Estatutos;
Certificados; Certidões; Acórdãos; 
processos; Contratos; Certidão de 
bons antecedentes; Certidão negati-
va; Atestados; Certificados; Diplomas; 
Normas; RegrasPareceres.
Tomada de depoimento; Arguição; 
Declarações; Exortações.
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Textos, gêneros e o ensino
207
Domínios 
discursivos
Modalidades de uso da língua
Escrita Oralidade
Publicitário Propagandas; Publicidades; Anúncios; 
Cartazes.
Publicidade na TV; Publicidade no rá-
dio.
Lúdico Piadas; Jogos; Adivinhas; Palavras 
cruzadas; Histórias em quadrinhos; 
Fotonovelas;
Fofocas; Piadas; Adivinhas; Jogos te-
atrais.
Interpessoal Cartas pessoais; Cartas comerciais; 
Cartas abertas; Cartão de visita.
Recados; Conversações espontâneas; 
Telefonemas; Convites.
Ficcional Poemas; Diários; Contos; Mito; Peça 
de teatro; Lenda.
Fábulas; Contos; Lendas; Poemas; De-
clamações; Encenações.
Militar Ordem do dia; Regulamentos. Comandos.
Além dessa extensa lista, temos atualmente, com a internet, o surgimento 
dos gêneros digitais tais como aulas virtuais, listas, discussão, blogs, sites etc. 
Esses gêneros poderão ser explorados por analogia e comparação aos gêneros 
já estabelecidos, visto que segundo Marcuschi (2004) muitos se assemelham a 
gêneros já conhecidos (aula virtual X aula presencial; blog X diário). Nesse con-
texto muitos caminhos poderão ser percorridos em busca da aprendizagem, es-
pecialmente considerando a dinâmica do meio virtual impregnado de múltiplas 
formas de expressão tais como hiperlinks, imagens, vídeo, áudio etc.
Atrelado a isso está o aluno que nasceu e foi criado sendo usuário de toda 
essa tecnologia, além das pessoas que dela se utilizam para as mais variadas 
finalidades. Saber lidar com esses gêneros digitais não deixa de ser uma forma 
de inclusão numa sociedade que caminha para meios de transmissão e portabi-
lidade da comunicação cada vez mais rápidos.
Através da leitura atenta dos PCN podemos chegar a conclusão do que é re-
comendado. Entretanto, cabe ao professor atuar no sentido de gerar possibilida-
des para que os estudantes se apropriem de características discursivas e linguís-
ticas de gêneros variados que façam parte de situações reais, que circulem na 
sociedade. Fala-se em diversidade de gêneros, mas devido ao número ilimitados 
dos mesmos, fica difícil escolher uns em detrimento de muitos outros.
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208
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Entretanto, nos parece que a escolha tem a ver com uma análise de nossa si-
tuação de ensino e do perfil de nossos alunos: idade, sexo, nível escolar. Através 
desse panorama, deve-se contemplar a diversidade de discursos (jornalístico, 
publicitário etc.), a variedade dos gêneros textuais nas modalidades oral (entre-
vistas, seminários, apresentações etc.) e escrita (propagandas, currículo, manu-
ais etc.); informais (piadas, convites etc.) e formais (regulamentos, memorandos 
etc.), além dos gêneros digitais (blogs, sites etc.), já citados.
Partindo dos princípios da teoria bakhtiniana, segundo os quais a língua vive 
e evolui sócio-historicamente, devemos apresentar ao aluno a variedade de gê-
neros que lhe permita adquirir habilidades e competências de leitura, da prática 
escrita e da comunicação oral, de modo prazeroso. Cabe ao professor auxiliar o 
aluno a perceber que o domínio dos gêneros poderá levá-lo a seu desenvolvi-
mento pessoal e ampliar sua capacidade de exercer a cidadania.
Finalmente, temos que ter como princípio norteador na formação do edu-
cando através dos gêneros, um cidadão inserido na sociedade em que atua, crí-
tico e transformador. Alguém que estamos preparando para atuar em prol e no 
desenvolvimento de seus interesses e da comunidade em que atua.
Aplicação pedagógica de gêneros textuais
A fim de estimular o aluno a se apropriar de gêneros diversos, vamos listar as 
propostas de alguns autores.
Dolz & Schneuwly (2004) cujo interesse está voltado ao ensino da oralidade, pro-
põem o ensino com base em sequências didáticas, baseados em gêneros textuais 
diversos, priorizando aqueles da esfera pública (conforme Bakhtin), ou seja, confe-
rências, apresentações, seminários. Segundo esses autores essas atividades devem 
permitir progressão das capacidades iniciais dos alunos até o domínio do gênero. 
Com base nesses estudiosos, a professora Rasga, propõe a seguinte sequência, que 
embora voltada à língua portuguesa, também se aplica à língua inglesa:
apresentação da proposta; �
partir do conhecimento prévio dos alunos; �
contato inicial com o gênero textual em estudo; �
produção do texto inicial; �
ampliação do repertório; �
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Textos, gêneros e o ensino
209
organização e sistematização do conhecimento – estudo detalhado dos �
elementos do gênero, suas situações de produção e circulação;
produção coletiva; �
produção individual; �
revisão e reescrita. �
A proposta de Bronckart (apud MARCUSCHI, 2008) voltada aos gêneros escri-
tos sugere uma sequência em quatro fases:
1. elaborar um modelo didático – escolhendo um gênero, analisando suas 
atividades discursivas (participantes, contexto de uso), suas sequências 
típicas, ou seja a sua estrutura e seus aspectos linguísticos (vocabulário, 
sintaxe);
2. identificar as capacidades adquiridas – verificar se os alunos se apropria-
ram das características do gênero apresentadas no item 1;
3. elaborar e conduzir atividades de produção – praticar o gênero;
4. avaliar as novas capacidades adquiridas – verificar se a produção dos alu-
nos incorporou os passos ensinados de maneira que esse conhecimento 
possa ser aplicado a outros gêneros.
Finalmente iremos apresentar a proposta de Ramos (2004) com embasamen-
to teórico em Swales (1990) e Bhatia (1993). Seu trabalho apresenta as seguintes 
fases e subfases:
Apresentação �
Contextualização � (quem usa, como usa, quando usa o gênero).
Familiarização � (exposição a exemplos típicos do gênero).
Detalhamento �
Exploração do gênero quanto à organização retórica (estruturação) e aspec-
tos linguísticos (gramática e vocabulário).
Aplicação �
Apropriação � : apresentação de vários exemplos do gênero para aplica-
ção dos conceitos estudados.
Consolidação � : produção ou transferência do gênero para situações da 
vida real.
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210
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Vemos que todas as propostas priorizam a familiarização com o gênero e 
progressivamente levam os alunos a praticá-los e produzi-los. A diferença é que 
Bronckart e Dolz & Schneuwly trabalham com gêneros na língua materna, o pri-
meiro dedutivamente e os segundos indutivamente. O modelo de Ramos não 
difere muito das propostas anteriores mas será a escolhida para o exemplo que 
iremos apresentar por ter base e ter sido testada em língua inglesa.
Para exemplificar, vamos trabalhar com o gênero propaganda a partir da pro-
posta de Ramos:
D
iv
ul
ga
çã
o:
 M
y 
Pr
of
es
si
on
al
 A
dv
er
si
tin
g.
Gênero propaganda
1. Apresentação
(contextualização)
(a) Qual objetivo de se escre-
ver uma propaganda?
(b) Quem lê esse gênero?
(c) Onde é normalmente pu-
blicado?
(familiarização)
(a) Quais são as características 
desse gênero em especial.
(contextualização)
(a) Divulgar um produto ou um serviço.
(b) Os interessados em comprar um produto ou um serviço.
(c) revistas, jornais, folhetos, internet.
(familiarização)
(a) Essa propaganda trata da oferta de empréstimo de um Banco 
para aquisição de moradia. Tem forte apelo emocional caracteri-
zado pela utilização da foto de uma família. Além disso, contém 
as vantagensque o comprador terá se optar pelo empréstimo 
naquele Banco específico.
Pode ter sido publicada numa revista, jornal, internet ou em 
folhetos distribuídos em casas ou nas ruas.
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Textos, gêneros e o ensino
211
Gênero propaganda
2. Familiarização
(1) Como esse texto é estrutu-
rado e quais são suas partes?
(2) Quais são as características 
linguísticas?
(1) Estruturação
- Há uma frase apelativa em destaque. Bring Your Family Home.
- Possui várias imagens (de uma família, de uma casa), tam-
bém de cunho apelativo.
- Contém as razões do porquê escolher aquele serviço da-
quele prestador de serviços (o Banco) tais como: programa 
de primeiro comprador; programa de gestão do dinheiro; cré-
dito, empréstimos de débito consolidado; empréstimos para 
reforma.
- Menciona o fornecedor do serviço: The Comunity Bank of 
Spotsylvania.
(2) Utiliza-se de
� imperativos (para induzir o leitor a ação)
- bring your family home;
- come in for our free first time buyers guide.
� adjetivos apelativos (apelo aos sentimentos)
- perfect (credit);
- we make buying a home easy;
-Free first time buyers guide.
� palavras apelativas (apelo aos sentimentos)
- repetição da palavra home (lar), que tem um cunho mais 
afetivo, utilizada ao invés de house (casa);
- family.
� uso de pronomes you, your
(para dirigir-se especificamente ao leitor, com a ideia de 
personalizar a comunicação)
- Bring your family home;
- We have a home loan for you.
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212
Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Gênero propaganda
3. Consolidação
Apropriação (reaplicação dos 
itens 1 e 2 com outras propa-
gandas) e discussão das seme-
lhanças e diferenças verificadas 
em relação ao modelo apresen-
tado nas etapas 1 e 2. Do ponto 
de vista crítico discutir quem 
estaria excluído dessa situação.
Consolidação (prática)
Sugestão: escrever uma pro-
paganda.
Apropriação (não exemplificado com outros textos aqui)
- Análise Crítica: a propaganda pode implicar que se você 
não conseguir financiamento para comprar a casa não será 
uma pessoa feliz, nem conseguirá atender às necessidades 
de sua família.
 
 
 
Consolidação
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Há múltiplas vantagens na aprendizagem de gêneros em etapas. Primeira-
mente, os alunos irão gradualmente se apropriar do gênero partindo de seus 
aspectos mais gerais e contextuais (para que serve, quem lê, por que lê?). Poste-
riormente, eles serão conscientizados do papel da linguagem (tipos de texto, es-
truturas gramaticais e vocabulário) escolhidas para aquele gênero específico. Na 
última etapa, verifica-se se aquele gênero foi apropriado pelo aluno a partir de 
uma produção do aprendiz, autêntica e contextualizada, procurando repetir as 
etapas abordadas no trabalho com o gênero. Desse modo estimulamos o apren-
diz a mobilizar várias competências como análise, identificação, reconhecimen-
to, comparação, classificação, além de tornar a aprendizagem mais significativa 
e, em consequência mais facilmente incorporada ao seu repertório.
Cabe ao professor, no papel de mediador, assistir ao aluno em todas as etapas 
do trabalho com gêneros, auxiliando-o a resgatar os aspectos específicos que 
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Textos, gêneros e o ensino
213
fazem dos textos, veículos de comunicação a serviço da comunidade. Ao mesmo 
tempo deve-se incluir uma perspectiva crítica no sentido de levantar se aquele 
gênero cumpre seu papel social, ou seja, se o objetivo serve aos interesses da 
comunidade e quem serão os beneficiados com sua utilização (a população em 
geral? determinados segmentos ou comunidades? o governo? as empresas? de-
terminadas empresas?). O letramento escolar, com base na construção do conhe-
cimento a partir da exploração de gêneros, poderá trazer a consciência linguísti-
ca, ou seja, a adequação da linguagem em contextos sociais diversificados.
Nesse contexto, a língua inglesa tem um valor agregado visto que através 
dela, especialmente pela internet, se tem acesso a informações de natureza di-
versa sobre todas as nações do globo. É por intermédio da língua inglesa que cir-
culam grande parte das informações sobre diversas áreas do conhecimento seja 
comercial, acadêmica, literária etc. É ainda a língua franca que permite conhecer 
a diversidade e as diferenças desse mundo globalizado.
Texto complementar
Introdução
(BORTONE, 2008)
O mundo mudou. Os currículos ficaram obsoletos, no entanto, muitos 
professores continuam a ensinar como se ensinava há cem anos.
Imagine que um brasileiro tivesse dormido um século (de 1907 a 2007) e 
acordasse agora. O mundo seria uma grande surpresa para ele. Celulares, ar-
ranha-céus, uma enorme quantidade de carros circulando, fast-food, com cer-
teza, iria se perder em um shopping. Ao entrar numa casa, ele não conseguiria 
entender o que é uma televisão ou um computador. Ao assistir a televisão, fi-
caria escandalizado com as cenas íntimas entre casais que nossas crianças as-
sistem. Mas, quando ele se deparasse com uma aula de língua portuguesa em 
uma de nossas escolas, finalmente teria uma sensação de tranquilidade. “Ah, 
isso eu conheço!”, pensaria, ao ver um professor com um giz na mão à frente 
de vários alunos de cadernos abertos. “É igualzinho a escola que eu frequentei.” 
Essa história, com algumas variações, é contada em inúmeras palestras e cursos 
de reciclagem de professores. Ilustra como a escola se mantém fossilizada, num 
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Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
mundo que não pára de mudar. Essa escola, tão bem organizada ao longo de 
mais de dois séculos, já não responde às necessidades do mundo atual.
Hoje, mais do que nunca é preciso ensinar meu aluno a aprender e isto 
significa: é necessário ensinar meu aluno a pensar, a resolver, a inferir, a de-
duzir, a relacionar, a extrapolar, a reconhecer, a se posicionar, a ter senso crí-
tico, a refletir, a julgar e a argumentar.
E quais seriam as condições para que a escola desenvolvesse estas habi-
lidades?
Uma primeira condição é que houvesse escolarização real e efetiva. Toda a 
escola, direção, professores, corpo discente e suas famílias deveriam engajar-
se em um amplo projeto de leiturização, que propusesse formas alternativas 
e produtivas para tornar não só os alunos, como também os professores, (in-
dependente de sua área de atuação) cada vez mais proficientes nos diversos 
tipos de textos. Desse modo, a leitura não se resumiria à decodificação de 
sons em letras, mas trabalharia as habilidades cognitivas e metacognitivas 
que incluiriam a capacidade de interpretar ideias, de fazer analogias, de per-
ceber o aspecto polissêmico da língua, seus diversos sentidos, entre eles a 
ironia, de construir inferências, de combinar conhecimentos prévios com a 
informação textual, de alterar as previsões iniciais, de refletir sobre o que foi 
lido, sendo capaz de tirar conclusões e fazer julgamentos sobre as ideias ex-
postas, entre outros.
Uma segunda condição é que haja um material de leitura disponível e de 
qualidade. Como é possível tornar nossos alunos letrados semuma boa bi-
blioteca, sem a leitura de revistas e jornais, ou seja, sem um ambiente real de 
letramento? É necessário, portanto, que os alunos tenham acesso constante a 
bons livros didáticos e paradidáticos, obras técnicas e teóricas, grandes nomes 
da literatura nacional e mundial, dicionários, enciclopédias, jornais e revistas, 
além dos diversos tipos de textos socialmente funcionais como: catálogos, re-
ceitas, ofícios, relatórios, formulários, cardápios, legislações, entre outros.
Dicas de estudo
Sugiro a todos lerem os PCN de Língua Estrangeira do Ensino Fundamental e 
Médio disponíveis nos sites abaixo:
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Textos, gêneros e o ensino
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(PCN) Ensino Fundamental (1998): <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/
pdf/pcn_estrangeira.pdf>.
(PCNEM) Ensino Médio (2000): <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/ 
14_24.pdf>.
(PCN+) Ensino Médio (2006): <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/
book_volume_01_internet.pdf>.
Lá vocês encontrarão os pressupostos teóricos que embasam esses parâme-
tros, as sugestões sobre o uso de gêneros textuais orais e escritos e a integração 
de habilidades, recomendações aos professores sobre o planejamento e utilização 
pedagógica do conteúdo proposto. Sugiro, em especial, a leitura atenta do PCN+ 
visto conter uma visão mais alinhada com as demandas da sociedade atual.
Atividades
1) A partir do perfil do aluno e do objetivo de aula, indicado no quadro, informe 
que tipo de gêneros poderiam ser escolhidos:
Perfil do Aluno Objetivo da Aula Gênero Escolhido
6.º ano ensino fundamental. Orientar o aluno a seguir ins-
truções.
9.º ano ensino fundamental. Conhecer a história de vida do 
aluno.
1.º ano ensino médio. Estimular o senso crítico.
3.º ano ensino médio. Atualidades do mundo con-
temporâneo, visando prepará-
los para tópicos comumente 
solicitados nos vestibulares.
2) Seguindo as etapas propostas por Ramos (2004), prepare atividades explo-
rando a propaganda abaixo:
D
iv
ul
ga
çã
o:
 M
y 
Pr
of
es
si
on
al
 
Ad
ve
rs
iti
ng
.
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Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Gênero propaganda
1. Apresentação
(contextualização)
(a) Qual objetivo de se escre-
ver uma propaganda?
(b) Quem lê esse gênero?
(c) Onde é normalmente pu-
blicado?
(familiarização)
(a) quais são as características 
desse gênero em especial?
(contextualização)
 
 
(familiarização)
2. Familiarização
(1) Como esse texto é estrutu-
rado (quais são suas partes?
(2) Quais são as características 
linguísticas?
(1) Estruturação
 
(2) Características linguísticas
3. Consolidação
Apropriação (reaplicação dos 
itens 1 e 2 com outras propa-
gandas) e discussão das se-
melhanças e diferenças verifi-
cadas em relação ao modelo 
apresentado nas etapas 1 e 2. 
Do ponto de vista crítico discu-
tir quem estaria excluído dessa 
situação.
Sugestão: compare esta propa-
ganda com a que foi dada como 
exemplo na Aplicação Pedagó-
gica de Gêneros Textuais.
Consolidação (prática)
Sugestão: escrever uma pro-
paganda que promova uma 
loja de tatuagem e piercing.
Apropriação
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Consolidação
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Textos, gêneros e o ensino
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Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
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O texto – conceitos e abordagens
1.
Extrato Tipo de Texto Justificativa
1 Carta Comercial. Não pode ser considerado um texto 
porque, apesar de a organização 
textual ser típica de uma carta 
comercial, seu conteúdo não é 
comunicativo, visto tratar-se de 
um trecho da música “Yesterday”, 
dos Beatles. Assim, não cumpre a 
função principal de um texto que é 
transmitir uma mensagem.
2 Receita Culinária. Pode ser considerado um texto por-
que tem estruturação (Ingredien-
tes, Modo de Preparo) e linguagem 
compatíveis com o tipo de texto 
(Add, Pour, Mix.) é comunicativo.
3 Diálogo. Solicitação de informações 
sobre como chegar a um determi-
nado lugar.
Não pode ser considerado um texto 
porque não tem coerência e, possi-
velmente, a pessoa não conseguirá 
encontrar o local solicitado.
2.
Sentença Estilo Situação
(1) How are you doing Fred? INF ( 4 ) Reserva em Hotel.
(2) Dear Sir or Madam. F ( 3 ) Conversa Telefônica.
(3) I’m sorry, Mr. Smith is not available 
at the moment. F ( 5 ) Relatório Comercial.
(4) Can I come and stay for a night? INF ( 1 ) Cumprimento.
(5) Margaret Anderson, Director of 
Personnel has requested this report 
on employee benefits satisfaction. F ( 2 ) Saudação em cartas comerciais.
Gabarito
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Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
3.
Sentença Estilo Correspondente Estilo
(1) How are you doing Fred? I ( 3 ) Sorry, John isn’t in right now. F
(2) Dear Sir or Madam. F ( 2 ) Hi Mark. I
(3) I’m sorry, Mr. Smith is not available 
at the moment.
F ( 4 ) I would like to reserve a room 
for the night.
F
(4) Can I come and stay for a night? I ( 5 ) The personnel boss has asked to 
write if the workers are happy with 
their benefits.
I
(5) Margaret Anderson, Director of 
Personnel has requested this report 
on employee benefits satisfaction.
F ( 1 ) How do you do? F
Tipos de texto e gêneros
1. 
( Extrato 1 ) B
( Extrato 2 ) A
( Extrato 3 ) D
( Extrato 4 ) C
2.
Extrato 1( c, a, b ) (a) Carta/E-mail comercial
Extrato 2( d, e ) (b) Carta/E-mail pessoal
Extrato 3( b, e ) (c) Anúncio de Venda
Extrato 4( f ) (d) Folheto de Instruções
(e) Carta ao Editor
(f ) Reportagem Jornalística
Diferenças organizacionais e linguísticas 
de textos em língua materna e língua estrangeira
1. 
a) It was snowing and I called off the meeting.
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Gabarito
b) They say a heavy rain will fall tomorrow.
c) She turned off the equipment because they were not listening to it.
2. 
a) dois exemplos de falsos cognatos:
 lunch (almoço) lanche = snack ;
 novels (romances, livros de ficção), novela = soap opera.
b) dois exemplos de phrasal verbs:
 get down (começar a fazer ) take down (anotar).
c) dois exemplos de nominalizações:
 very serious problems (problemas muito sérios), Maths studies (estudo de ma-
temática); interesting sci fi novels (romances de ficção interessantes).
d) dois exemplos de expressões convencionalizadas:
 right now (já, neste momento); hanging out (saindo, encontrando); take 
care (se cuida).
Unidades textuais
1. 6, 3, 1, 5, 2, 4
2. 
Vocábulo/Expressão A que/quem se refere Denominação
Although Faz contraste com a sentença 
anterior “Many young people 
choose to continue their 
education at colleges in Britain, 
Australia or América”.
Coesão Gramatical:
Conjunção Adversativa/ 
Marcador de Discurso
English-speaking 
countries overseas
Britain, Australia, America e 
também outros países não 
mencionados no texto.
Coesão Lexical: 
Reiteração: hiperônimo
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Fundamentos do Texto em Língua Inglesa I
Vocábulo/Expressão A que/quem se refere Denominação

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