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A ENTREVISTA DE AJUDA BENJAMIN, Alfred. A entrevista da ajuda. Urias Corrêa (Trad.). 13.ed. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2011. No livro "A entrevista de ajuda de Alfred Benjamin", o autor nos convida a conhecer , com muita simplicidade, como se dá o processo da entrevista de ajuda. Inicialmente faz referencia a dois tipos de entrevista: a que o entrevistador procura a ajuda do entrevistado e a que o entrevistador tenta ajudar o entrevistado. O leitor vai a cada capitulo conhecendo situações que costumam acontecer durante a entrevista e como ter a atitude correta. No primeiro capitulo intitulado “Condições” são mencionados algumas orientações para o entrevistador iniciante, que atravessa o momento de ansiedade. Cuidados com a disposição da sala, a vestimenta adequada, ausência de interrupções durante a entrevista, são detalhes importantes para criar uma atmosfera favorável ao processo terapêutico e demonstra o respeito que foi dado ao entrevistado. Ainda no primeiro capitulo, o autor chama atenção para os fatores internos do processo que são: trazer a si mesmo, conhecer a si mesmo, ser honesto, ouvir e absorver. Essas são características consideradas básicas, pois é necessário que o entrevistador traga para a entrevista, o maximo de si proporcionando um maior envolvimento no assunto e facilitando uma relação mutua de confiança e respeito. Conhecer a si mesmo, ou seja, o autoconhecimento proporciona confiança nas próprias idéias que irão servir de base. À medida que nós conhecemos podemos entender, avaliar e controlar nossos comportamentos. Finalizando o capitulo o autor fala dos mecanismos de enfretamento VS. mecanismos de defesa. Ele afirma que esse enfretamento é importante para que o entrevistado tenha poder de decisão, e quando isso acontece o crescimento dentro da entrevista de ajuda será positivo. Apesar da vital função do mecanismo de defesa em proteger nosso ego, é necessário que em algumas situações o sujeito encare os medos e receios em busca de autonomia da sua própria vida. A ansiedade na primeira entrevista, os dois tipos de entrevistas mencionados pelo autor, o papel do entrevistador na entrevista de ajuda, a utilização de formulários e o fator tempo são os temas abordados por Alfred Benjamin no segundo capitulo do livro. Alfred abre o capitulo falando da ansiedade natural sentida pelo entrevistador iniciante. Segundo o autor, essa ansiedade será superada com a pratica, reflexão sobre o trabalho e principalmente com base nos acertos e erros cometidos durante a entrevista. Dando continuidade o autor explica que existem dois tipos de entrevistas, a primeira que é iniciada pelo o entrevistado e a segunda que é iniciada pelo o entrevistador. Na primeira, como é o próprio entrevistado que procura o entrevistador é interessante que o mesmo diga os motivos que o levou, apesar de algumas vezes haver a necessidade de uma introdução por parte do entrevistador para que se de inicio a entrevista. Na segunda, como é o entrevistador que solicita a presença do entrevistado devido a algum motivo, é importante que ele situe com clareza os motivos e objetivos que os levaram a solicitação do entrevistado. Outros pontos importantes citados pelo autor são: o papel do entrevistador pra com o entrevistado, o emprego de formulários, e o fator tempo De acordo com Benjamin a entrevista se divide em três estágios principais, que se fundem entre si. O primeiro seria a abertura ou colocação do problema, aonde o assunto ou problema é identificado. O segundo seria o desenvolvimento ou exploração, aonde o assunto que foi identificado e aceito no estágio anterior passa a ser examinado e explorado. O terceiro e ultimo estágio é o encerramento da entrevista de ajuda momento de preparação para o fim e separação que muitas vezes encontra-se dificuldade de ambas as partes para esta separação. Dando continuidade no terceiro capitulo Filosofia, o autor fala da filosofia que orienta a sua prática e ação. Pode-se denominar essa filosofia como a visão de mundo e de homem que esse profissional tem e baseado nela que suas práticas serão pautadas. No quarto capitulo o registro da entrevista, o autor fala de forma breve a importância das anotações e como tal prática deve ser utilizada sem trazer prejuízos para a entrevista. É interessante que nas anotações estejam presentes pontos chaves da entrevista como informações básicas, planos de ação, decisões tomadas e sentimentos expressos. No quinto capitulo A pergunta, o autor inicia questionando a real necessidade do entrevistador fazer perguntas. Para ele a prática de fazer perguntas acaba tornando-se uma situação mecanizada aonde o entrevistado é apenas um objeto que responde as perguntas do entrevistador, que se apresenta como uma autoridade nessas circunstancias. No sexto capitulo Comunicação, o autor discute fatores que podem ajudar ou impedir a comunicação. Muitas vezes o entrevistador se utiliza da sua autoridade como uma defesa, no sentido de se sentir superior e dessa forma acabar evocando no entrevistado a necessidade de combatê-lo obstruindo a comunicação e criando obstáculos. Cinco maneiras são descritas pelo autor para a redução desses obstáculos. São elas: tomada de consciência do entrevistador quanto a fala, as interrupções ao discurso do entrevistado, as respostas do entrevistador, as diversas facetas que se apresentam com a exploração de determinado conteúdo. No sétimo e último capitulo, o autor enfatiza que as respostas e indicações quando centradas no entrevistado se apresentam de diversas formas, a primeira delas é o silêncio, posteriormente cita o “ahn-han”, resposta verbal, a repetição, a elucidação, reflexão como resposta, a interpretação e a explicação. O autor finaliza o livro falando de sua dificuldade em se despedir do leitor, e afirmando que sua intenção ao escrevê-lo é de diminuir as barreias das comunicações que ocorrem de maneira geral nas entrevistas. Como estudante de psicologia, e na expectativa de minha primeira entrevista no set terapêutico, avalio a leitura do livro como fundamental para ampliação do campo de visão de como deve ser a postura de um entrevistador e as diversas possibilidades que podem acontecer na entrevista. O autor deixa evidente a necessidade de estabelecer uma relação de proximidade com o outro, ter uma escuta qualificada, sem a insistente preocupação com o que deve ser dito. Durante a leitura percebemos que, acima de tudo, o entrevistador deve saber se colocar no lugar do outro sem perder a percepção de quem é, pois essa premissa nos capacita a desempenhar o nosso papel com primazia.