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APOSTILA DE CIRURGIA ORAL II 
Transcrição 2 Bloco: 
Laryssa Lopes, Rosy Barbosa, Amanda Monteiro, Yasmim dos 
Santos, Vitória Santos, Thaís Gomes, Vívian Oliveira e 
Giovanna Marconato. 
 
Prof: Gerson Hayashi 
TRATAMENTO CIRÚRGICO DE INFECÇÕES I 
Transcrição de Lary e Rosy 
Então seja a gente vai ter princípio de tratamento cirúrgico já conversamos sobre isso. Aqui é 
primeiro ponto que a gente conversou na aula passada, como devo tratar a infecção leve, 
moderada ou severa. Infecção leve são aquelas infecções são aquelas que temos tratar 
em consultório com antibiótico oral, intervenção cirúrgica ou às vezes nem precisa 
de antibiótico e infecção moderada você já precisa tratar com antibiótico e infecção severa 
são aquelas que você ver que não pode tratar em consultório precisa trata em centro cirúrgico, 
no hospital com antibiótico venoso, avaliar defesa de hospedeiro, estabelecer o tratamento, 
escolher antibiótico e acompanhamento. Tudo isso a gente já conversou na ultima aula. Que 
sempre devemos seguir principio de SEMPRE FAZER REMOÇÃO DA CAUSA sabemos que na 
nossa área que é a face têm área muito vascularizada e chega muitas células de defesa mais o 
problema não é esse, ortopedista tem medo de infecção que nossos membros são muitos 
vascularizados e nem sempre antiobioticoterapia é necessário para tratar infecção, as vezes 
você vai ter que fazer drenagem e descompressões e por último antibioticoterapia. 
Na sequência de tratamento de infecções maxilofacial remoção da causa, as causas pode ser 
um dente, às vezes o abcesso está tão grande que drenagem do abcesso passa ser tratamento 
do individuo e se for necessário antibioterapia. Eu mostrei já esse paciente esse cara tinha um 
edema vamos fotografa o paciente, extraímos o dente e 90% dos dentistas e médicos passa 
antibioticoterapia, mais esse cara não tinha indicação nenhuma, não tinha febre, dor não tinha 
dificuldade de abertura, prostrado e nem dispneico, o cara estava indo para baile e ele não 
tinha nada para fazer passou no hospital, só analgésico, porque nada justificava passar 
antibioticoterapia para ele. Lembrem tratar infecção de origem odontogênica tem alguns 
fatores, remoção da causa. Como disse a vocês cara têm, por exemplo, infecção de pulmão, se 
faz pulmectomia mais você não vai arranca os pulmões do cara não se faz isso atoa. Agora 
dente você pode arrancar porque temos condição boa para esse tipo tratamento. 
Agora vamos conversar sobre esses princípios de antibioticoterapia, primeiro, quando usar ou 
como usar antibioticoterapia? Já mostrei esse slide mais vamos relembrar. Imagina sempre 
como padrão a foto do maluco do baile que mostrei aquele cara mostrei mais ele também 
tinha febre, trísmo, fraqueza, com apneia, fadiga, tontura, cansaço excessivo, mais ele também 
tinha celulite uma inflamação muito grande, um abcesso extenso mais ele não tinha nada 
disso, mais era HIV+, ou imunossuprimido aí você vai fazer remoção da causa e drenagem e 
fazer associação antibioticoterapia. Agora quando não usar antibioticoterapia? Edemas que 
não estão associados à infecção o cara só está com a cara inchada, tornozelo inchado e vem 
bobão e passa antibióticos, se passa um antiflamatório, analgésico, gelo, pulpite (dor de 
dente), pessoal da indicação para endodontia, pequenos abcessos, aqueles casos que mostrei 
a vocês, faz drenagem espontânea, esta hígido, esta bem. Remove a causa! 
Drenagens crônicas a 1 ano que está até fazendo aniversário, já conhece a fístula conversa 
com ela, remove a causa, não é que precise é porque o organismo já se acostumou com aquela 
porcaria. Eu estou com uma paciente, que já operei ela a um tempo atrás que ela fez um 
cirurgia grande infecção em articulação, já estou mais de 1 ano acompanhando essa mulher, 
AULA 1 
07/06/2018 
eu vejo ela correndo na praia, conversando, namorando e vai para baile e essa paciente não 
quer operar. Já se tornou refratária, não está sofrendo nada. Alveolite não complicada, 
extração dentária com alvéolo seco, pacientes sem risco sistêmico. Termos mais 
comum antibioticoterapia infecção viral, caxumba, parotidite viral, de repente você vai ver o 
cara esta lá com parótida inchada, porque isso? Falta de cuidado, falta 
de acompanhamento, ausência de cultura para ver microrganismo, uso indevido 
de antibiótico que não adequado para flora bacteriana do meio bucal. 
Quanto tempo leva para agir antibiótico? O antibiótico tem uma 
concentração inibitória mínima ok? O antibiótico que você usa, demoram um tempo para agir, 
se você usar hoje a noite ele não vai fazer efeito tão rápido assim, não chegou ação máxima do 
medicamento, isso vai levar de 24h a 48h para sua ação. Quanto tempo você leva para tirar 
o antibiótico? 24h após sessar todos sinais e sintomas. Vamos dizer, presta atenção aqui, se 
você der a sorte em 24h a 48h o antibiótico fizer efeito, e sessar todos os sinais e sintomas, 
quanto tempo a mais para tirar esse antibiótico? Para ver se ele continua sem sinais e 
sintomas, mais 24h. Então, 1 a 2 dias para ele fazer concentração para fazer efeito, e 1 dia você 
tem que esperar para ver se paciente se não vai desenvolver nada de ruim. Quantos dias deixo 
no máximo? 3 dias, tem que trocar antibiótico, mais tem que esperar uma semana, 10 dias ou 
14 dias. Nossa área clinica, não tratamos pulmão, o pulmão você tem que deixar x dias, pelo nº 
de x bactérias, por isso eles usam 14 dias são 14 dias e acabou. Na nossa área não, é 
avaliação clinica. 
Agora você pode pegar um paciente, como tem muito alucinado por ai que não entende nada 
sobre antibioticoterapia para tratamento de infecção, o cara esta com 3, 4 dias ainda não 
melhorou, não sarou, não sarou porque não tive tempo de sarar ainda porque demora mais 
tempo ai paciente esta inchado, ai porque você não estudou não teve orientação, ''ai isso vai 
dar ruim'' ai vai passa liga para amigo que sabe menos que você, ou às vezes ate para um 
médico que não entende nada de inflamação da flora bacteriana do meio bucal, ai cara dar 
tal antibiótico que esse é certeiro, ai você vai muda precocemente o antibiótico mais caro, 
mais agressivo, que muitas vezes não é especifico para flora bacteriana do meio bucal, ai que 
coisas desandam. Alteração de medicação nunca deve ser feita assim, você 
tem antibiótico básicos, padrões. Você começa, sobre infecção odontogênica, qual é a droga 
principal para tratamento de infecção odontogênica? PENICILINA. Se paciente começar com 
a penicilina e ele tiver com infecção e passar alguns dias e ele esta refratário, 
não esta melhorando nada, ai você têm que fazer o que para trocar, ou eu quero trocar?! 
Simplesmente você vai trocar de cabeça? Sim ou não, temos uma droga de segunda escolha 
mais potente, mais quando você trocar pelo de segunda escolha, paralelo a isso você vai fazer 
também, cultura bacteriana, cultura de microrganismo da infecção, vamos supor que segunda 
droga ele mais potente, mais ele não evolui. Ai você vai ter um laudo bactéria tal, 
antibiótico reage a tal sobre esses microrganismos, a Gerson porque você não passa logo esse 
antibiótico? Porque não posso fazer isso? Porque demora o exame sair, às vezes demora 
demais uma semana para crescer a bactéria. Ai você continua com antibiótico de segunda 
escolha. Ai Gerson se não tiver dando certo? Muda o antibiótico? Você troca para droga de 
terceira escolha que cientificamente confirmada. Mais se falar para vocês meu tempo de 
clínica quantas vezes precisei fazer meio cultura para tratar infecções dentárias de origem 
odontogênica, não infecções maxilofacial é muito difícil isso acontecer. 99,9% paciente não 
alérgico a penicilina, você trata bem com penicilina. Não vem inventado coisa que médico fala, 
que implatodontistafala, não fica acreditando no seu colega que você acha que sabe demais, 
NÃO! 
Falhas na terapêutica, o que faz falha o antibiótico? 
-O não comprimento da prescrição (tem que perder um tempinho explicando como deve ser 
feita a medicação, para sucesso do tratamento). 
- Erro na posologia (erro total seu, prescrição deve ser feita corretamente, erro clássico é 
analgésico que na bula é de 4/4horas ai você passa de 6/6h é para facilitar para enfermeiras? 
Mais você poderia passa de 8/8 horas 12/12horas não está errado mais curva de ação do 
medicamento é de 4/4 horas em caso de dor. Não colocar de 6/6horas regular. Amoxicilina 1g 
padrão é de 8/8 horas. Nas infecções graves você pode diminuir para 6/6 horas para diminuir 
intervalo que está no organismo, na infecção grave você pode fazer isso. Antibiótico tem hora 
certa de tomar, e antibiótico você peca por excesso ou não? Você pega pelo excesso ainda 
mais tratando infecção. Nessa situação você dar 500g ou 1g? 1g. se cara está tranquilo você 
passa 500g, você peca por excesso dentro da dose limite. 
- Antibiótico inapropriado (isso também é culpa nossa) você passa antibiótico que não age 
sobre flora bacteriana do meio bucal. 
- Associação indevida com antibiótico (vou dar exemplo clássico, meninas, vou dar um dica 
para vocês isso serve para vocês e suas pacientes, pacientes devem ser avisados que 
associação de antibiótico com anticonceptivo anula o efeito de anticoncepcional). Isso é muito 
importante de ser avisado, porque ninguém que ter filho assim do nada. 
-Pacientes imunocomprometido? Pacientes que fazem quimioterapia, diminuem resistência, 
diminuem absorção até alguns tratamento de quimioterapia impedem que antibiótico haja 
sobre a infecção, pacientes com transplantes de medula de óssea eles não produzem defesa, 
pacientes com HIV, pacientes transplantados de órgãos, pacientes com diabético tipo II. Esses 
pacientes é melhor você pecar pelo excesso, porque eles estão comprometidos e risco da 
infecção piorar muito grande. 
É obrigatório que ela dê certo?? NÃO 
Pelos estudos, pela ciência, normalmente dá certo 
Que exames fazer? Pegar swabs, coletar pus, mandar para o laboratório de análises 
clinicas. Com receituário de Dentista podemos solicitar esses tipos de exame – EXAME 
COMPLEMENTAR (CULTURA BACTERIANA, BACTERIOSCOPIA, ANTIBIOGRAMA) – Material: 
✓ Swabs com tecido purulento, aspiração de tecido purulento: coloca em um pote e em 
um envelope para evitar contaminação do material e de pessoas. 
✓ Cultura bacteriana: coleta material e coloca em uma placa, com corantes e coloca em 
uma estufa. Depois de dias, o laboratório faz bacterioscopia e testes para antibióticos 
com os “anéis” de antibiótico que determinam a resistência daquela colônia de 
bactérias aos certos tipos de antibióticos testados – O ANTIBIOTICO QUE VAI SER 
USADO PARA AQUELA BACTERIA ESPECÍFICA É O ANTIBIOTICO A QUE A COLÔNIA 
TIVER MENOS RESISTÊNCIA. 
Levou 7 dias com o antibiótico de segunda escolha e não melhorou o paciente? Entra 
com o antibiótico que voltar como recomendado do laboratório. 
 
“O antibiótico correto na hora certa.” Com a penicilina você resolve 95% do problema. 
A clindamicina ou segundas escolhas resolvem o resto. 
Para lesão de glândula, fascite necrosante, acesso maior com infecção, ferida, ATM – 
outra conduta, outra história. 
 
O que fazer? 
✓ Como escolher a droga? NA NOSSA ÁREA ESCOLHEMOS DE ACORDO COM O 
PERFIL DA BACTERIA – PRÉ DETERMINADO. Ainda hoje a penicilina apresenta um melhor 
custo x benefício. 
✓ Como escolhemos a dosagem? FARMACÊUTICO JÁ DETERMINOU DOSAGEM, 
NÃO O DENTISTA. LER A BULA!!!!!! 
✓ Duração: existe uma mínima em infecção odontogênica/dentária – 1 A 2 DIAS 
PARA A CONCENTRAÇÃO INIBITÓRIA MINIMA; depois espera e vê se o paciente melhora; 
1) Não melhorou? REVISA O PROCEDIMENTO CIRURGICO, TROCA O 
ANTIBIÓTICO E FAZ A CULTURA (EXAMES COMPLEMENTARES); 
2) Melhorou? NÃO TEM NENHUM SINTOMA (FEBRE, DOR, EDEMA), ESPERA 
MAIS 24 HORAS PARA SUSPENDER A MEDICAÇÃO. 
LOGO, DURAÇÃO = TEMPO NECESSÁRIO PARA ACABAR COM A SINTOMATOLOGIA. 
 
Antibioticoterapia MÍNIMA: 3 dias! 
Máxima: não tem um tempo certo, pode durar 7, 14 dias... 
Porém, devemos considerar: a face é um lugar muito vascularizado... se a sua cirurgia e 
curetagem foram ok (fase cirúrgica e de drenagem OK), e a antibioticoterapia já dura 10 dias e 
o paciente ainda tem sintomatologia, o que você pensaria em fazer? Trocar pela segunda 
escolha, associado a exames complementares (cultura, bacterioscopia e antibiograma). 
 
A infecção odontogênica é composta por uma flora bacteriana ESPECÍFICA. 
✓ Início da infecção e pouco pus – infecção basicamente AERÓBIA (bactérias 
precisam de oxigênio para se alimentarem) 
✓ Infecção com muito pus e morte tecidual causada pelas bactérias – BACTÉRIAS 
ANAERÓBIAS PLENAS E/OU FACULTATIVAS – FASE MISTA (é a que geralmente chega para 
nós) 
✓ Muito muito muito pus, não tem mais tecido, mau cheiro, paciente geralmente 
já procura um hospital - BACTERIA ANAERÓBIA OU MISTA 
 
Bactérias Aeróbias facultativas – gama pequena de Staphylococcus e Streptococcus 
Bactérias Anaeróbias – Gram positivas, Fusobacterium, Bacteroides fragilis 
 
Qual antibiótico atua melhor sobre essas bactérias (sem avaliar o custo x beneficio)? 
Ainda é a PENICILINA. 
 
“Você não pode querer matar uma formiga com um tiro de canhão” – tem antibiótico que você 
dá para o paciente e ele atua em todo o corpo do paciente (causando diarreia, vaginite, 
problemas na vista, candidíase bucal, por exemplo). Portanto, deve-se utilizar o ANTIBIÓTICO 
DE MENOR ESPECTRO, DE PREFERÊNCIA BACTERICIDA, E QUE SEJA ESPECÍFICO PARA AQUELE 
GRUPO DE BACTERIAS. 
 
ANTIBIOTICO DE PRIMEIRA ESCOLHA PARA TRATAMENTO DE INFECÇÃO ODONTOGENICA 
BASICA: PENICILINA! 
✓ PACIENTE ALÉRGICO OU REFRATÁRIO A PENICILINA: (não pode tomar 
cefalosporina*!) Usar Macrolídeos! (Eritromicina) e Tetraciclina para infecções SIMPLES. Para 
infecções de simples a graves, usar Lincosaminas= Lincomicina ou CLINDAMICINA** (menos 
tóxica que a Lincomicina). Clindamicina é a segunda escolha para esse grupo de pacientes! 
“Passou dessa fase e não resolveu o problema? É necessário o exame laboratorial para saber o 
que usar de fato” 
*CEFALOSPORINA NÃO PEGA/ATINGE BACTERIAS DA FLORA BUCAL, PORTANTO, NÃO 
ADIANTA USAR ESSE ANTIBIOTICO PARA INFECÇÕES ORAIS. 
** OBRIGATÓRIO COMO SEGUNDA ESCOLHA PARA OS PACIENTES REFRATÁRIOS A 
PENICILINA (Por que é obrigatório para pacientes refratários e não para os alérgicos? Porque 
ele tem uma janela, se for uma infecção boba, simples, você pode passar Macrolídeos ou 
Tetraciclina.) É utilizada principalmente em casos de infecções de moderado a grave. 
METRONIDAZOL – não é interessante para pacientes alérgicos a penicilina, porque ele só pega 
100% bactérias ANAERÓBIAS. Só é interessante se for utilizado associado com Amoxicilina, 
por exemplo. Porém, esse é o mesmo efeito conseguido apenas com o uso da CLINDAMICINA. 
AMINOGLICOSIDEOS – drogas associadas apenas em casos graves 
QUINOLONAS – utilizadas para tratamento de osteomielite. 
 
 
 
1 AULA 2 – YASMIN E AMANDA 
Transcrição de cirurgia – Aula 14/06 
Yasmin e Amanda 
 
Como eu disse, essa aula é importantíssima para formação, não é questão de prova nem nada. 
90℅ dos profissionais não sabem prescrever antibióticos, então isso é importante. Então 
lembra que a gente falou daquela rotina dos antibióticos? (?) Então a gente falou, só 
relembrando, penicilina ainda é nossa primeira escolha, correto? Se você for alérgico a 
penicilina você não vai tomar cefalosporina, porque pode dá reação cruzada, 10 a 15 ℅ dos 
pacientes que são alérgicos apenicilina, são alérgicos a cefalosporina. Eles têm o mesmo anel 
beta-lactâmico. Se você for alérgico a penicilina você também não, se você não conseguir êxito 
com a penicilina você também não usa cefalosporina com segunda escolha para boca, porque 
não pega flora. “ Ah, mas eu vi no hospital o cara prescrevendo cefalosporina”, cirurgia de 
pele, cirurgia de pele da face, legal, eu estou falando de dente. Paciente que a alérgico a 
penicilina tem uma infecção leve, boba, podemos usar que antibiótico? Eritromicina? 
Tetraciclina? Pode. Mas pode usar o quê? Clindamicina. Paciente que não teve sucesso com a 
penicilina, paciente alérgico a penicilina, que tem uma infecção leve, boba, Eritromicina, 
Tetraciclina pode. Ou infecção leve, boba, moderada, severa, pode dá Clindamicina? Pode. 
Paciente que é alérgico a Penicilina, que não teve sucesso com a penicilina, usou penicilina por 
um tempo, vai direto para Clindamicina, e faz junto com isso que tipo de exame? Aquela 
cultura, antibacterioscopia, antibacteriograma, tudo bem? Aquele antibiótico Metronidazol, 
que pega 100℅ de flora o quê? Hein, pessoal? Anaeróbia. Nossa infecção é 100℅ anaeróbia? 
Ou é aeróbia? Ou é mista? Quando a gente trata, é difícil ela chegar a 100℅ anaeróbia. Então, 
pode usar Metronidazol? Pode, mas de que forma? Associado. Penicilina com Metronidazol? 
Pode. Tem lógica fazer Clindamicina com Metronidazol? (?) potente, pega quase tudo de 
anaeróbia. Então, Penicilina com Metronidazol para infecção mais potente pode. Quinolonas 
são antibióticos basicamente para o osso, para osteomielite, uma coisa que a gente vai tratar, 
vocês vão ter acesso a isso. Aminoglicosídeos também são antibióticos extremamente tóxicos 
e potentes, só para associações em maxilofacial em infecções muito graves com risco de vida, 
mas não usamos aminoglicosídeos, Eitamicina (ele fala vários nomes de antibióticos desse 
grupo muito rápido) Amicacina, nada disso é de primeira escolha. Então, no universo de vocês, 
se vocês dominares bem a Penicilina, Eritromicina, Tetra e Clindamicina vocês vivem muito 
bem, o problema é que nem esses quatro a galera domina. Então vamos lá, Penicilinas. As 
Penicilinas não foram descobertas pelo Alexander Fleming, lá em 1929. Ele fazia umas culturas, 
(?) no laboratório, ai deixou cair uma casca de laranja no meio de cultura, e a casca de laranja 
tem fungo, que é o que ele chamava depois de Penicillium notatum, e casca de laranja matou 
as bactérias. Ele descobriu o principio de matar as bactérias através de uma droga. Quem 
transformou aquele Penicillium notatum em um, quem transformou aquele fungo da casca da 
laranja em antibiótico, foi um grupo de médicos de Boston na época da segunda guerra 
mundial. Na época da segunda guerra mundial só tinha Sulfa e aí veio o boom da Penicilina, 
então tudo se usava Penicilina. Tinha um slogan de guerra que era assim, os caras colocaram 
nos hospitais de guerra americanos, “Use Penicilina e traga seu soldado para casa”. Era 
interessante porque era o que tinha de mais moderno. E aí naquela época você tinha uma 
penicilina chamada, que foi desenvolvida natural, que é a Penicilina G ou Benzilpenicilina, mas 
ele tinha um problema, o tempo de vida era curto, quatro horas. Ela não era ácido resistente, 
só podia ser por endovenoso ou intramuscular. Aí desenvolveram, para melhorar isso aí, 
fizeram uma penicilina ácido resistente, podia ser por via oral, a Penicilina V ou 
 
2 AULA 2 – YASMIN E AMANDA 
Fenoximetilpenicilina. Não fiquem surtados que eu vou passar tudo isso aí pessoal. Depois 
desenvolveram uma Penicilina mais potente que era semissintética, que era as 
Aminopenicilinas, Ampicilina e o nosso querido Amoxil (Amoxicilina). E nesse meio, existiam 
algumas bactérias, especialmente Stafylococcus, que produziam uma enzima chamada de 
batelactamase. Alguém já ouviu falar nisso? Então essa betalactamases iam naquele anel 
betalactâmico, que a Cefalosporina e a Penicilina têm, e destruíam. Então, paciente que tem o 
azar, Stafylococcus é bactéria de rotina, presença obrigatória em infecção dentária? Sim ou 
Não? Não é pessoal, não é. Você vê muitas vezes em vias aéreas, outros lugares. Streptococcus 
é muito comum, Stafylococcus é mais raro. E esse Stafylococcus que tem seu Stafylo e é 
produtor de betalactamase é muito raro em infecção odontogênica. Mas produziram uma 
penicilina, uma pencilinase (?) chamadas de Fenoximetilpenicilina, não tem nenhuma utilidade 
para gente. A gente trabalha bem aqui, por via oral muito as aminopenicilinas, que é a 
Amoxicilina, por via venosa também, não tem muita coisa mais para fazer. Ah, a gente vai 
mostrar o porquê. A aminopenicilina, no caso a Amoxicilina é o antibiótico padrão ouro hoje 
para gente, por quê? Ela foi desenvolvida para resistir oral, mas não podia parenteral. Hoje, 
existe Amoxicilina parenteral, então você pode administrar intramuscular, intravenoso e via 
oral. A absorção gástrica dela é quase total, bem menos que a Ampicilina. A concentração e 
nível séricos dela são bem mais altos do que a Ampicilina ou a Penicilina G cristalina. E o tempo 
de vida média dela é oito horas, então você pode ter um intervalo maior e tomar três vezes ao 
dia. A Penicilina G você vai tomar de quatro em quatro horas. A Penicilina V você vai tomar de 
seis em seis horas. E aí você vai tomar uma droga de oito em oitos horas, pode ser que 
qualquer via, você pode tomar qualquer via. A concentração sérica é alta e a absorção gástrica 
é alta. O custo é um pouquinho mais elevado que talvez que uma Ampicilina ou Penicilina V, 
sim, mas o custo benefício é bem melhor. Então, o padrão ouro para utilização de Penicilina é 
a Amoxicilina. Se tiver um Stafylococcus produtor de betalactamase, você vai ter a Penicilina 
associada não com essas pencilinases já existentes, você vai ter a Amoxicilina associada com 
quem? Com Ácido Clavulânico, clavulanato de potássio. Todo mundo já ouviu falar isso, né? 
Alguém já ouviu falar em Clavulin? É Amoxicilina com Clavulanato de potássio ou Ácido 
Clavulânico. E o Ácido Clavulânico é um inibidor suicida, ou seja, que porcaria é essa de 
inibidor suicida? Inibidor suicida é quando vem a bactéria, o Stafylococcus, e lança a 
betalactamase, a enzima que destrói a Penicilina, o Ácido Clavulânico se liga a essa enzima, 
não deixando ela chegar na penicilina, ok? Então, por exemplo, infecções comuns de vias 
áreas, seio maxilares, via área, ouvido, nariz, garganta, otorrinolaringológicas ou maxilofaciais 
e vias aéreas são mais comuns ter Stafylococcus. São bactérias muito comuns em vias aéreas, 
então vale a pena você usar um Amoxil puro, usar um Amoxil com Clavulanato. Infecções 
leves, moderadas, por via oral. Infecções graves, via venosa. Alguma dúvida dessa rotina, 
pessoal? Esse é o padrão ouro para gente. Então, vamos passa aqui, a Penicilina G que eu falei 
é uma Penicilina natural, chamada Benzilpenicilina. Então, essa foi desenvolvida a parti da 
casquinha da laranja lá. Você vai ter a Penicilina G cristalina, que é a primeira de todas. Ela é 
ácido sensível, então só pode ser por via intravenosa ou muscular. Depois o que acontecia? Ela 
tem um tempo de vida útil muito curto de quatro á em quatro horas tem que ficar reaplicando. 
A fizeram a chamada penicilina G Procaína, associada a á Procaína, um anestésico do grupo 
éster que a gente não usa mais, todo mundo lembra disso, né? Para quê? Para diminuir o 
tempo de absorção e ser uma droga mais lenta. Só que isso causava o quê? Causava problema 
de impotência na droga, então não foi legal também. E aí criaram uma droga chamada 
Benzilpenicilianabenzatina, ou também chamada com Bezetacil. Alguém já ouviu falar de 
Bezetacil? Isso não serve para nada em odontologia. Bezatacil hoje é indicado para tratamentode profilaxia da febre reumática e tratamento de Sifilis. Vai usar para alguma coisa? Não, até 
 
3 AULA 2 – YASMIN E AMANDA 
porque tem outros remédios tratando isso também. Mas qual é o intuito da Penicilina G 
Cristalina, G Benzatina? Ela é uma droga de depósito, você não precisava tomar de quatro em 
quatro horas, de seis em seis horas, você dava uma injeção de 1200000 unidades de Penicilina 
G Benzatina no paciente, dá uma injeção de Bezetacil no cara, 15, 30 dias depois ainda tinha 
Bezetacil no sangue dele. Então usava muito para fazer profilaxia de febre reumática. O cara 
tinha febre reumática todo mês tomava injeção, profilaxia de mordidas animais. Agora, 
quando você tem uma infecção você precisa de uma droga de baixa potência e fique um mês 
ou você precisa de uma droga de atuação rápida, de alta potência, que vai onde a gente quer? 
Alta potência, rápida. A gente não tem tempo para perder, você drenou, tirou a causa, tem 
indicação de antibioticoterapia, droga de alta potência. Então se você um dia tiver que utilizar 
alguma penicilina natural, alguma Benzipenicilina, a única que está indicada para infecção 
odontogênica é Benzilpenicilina cristalina. Se você está lá em um hospitalzinho público, o cara 
chega com uma infecção odontogênica, extraiu o dente, drenou, o que tem de antibiótico para 
você dá para esse cara? Só tem Penicilina G cristalina, beleza, problema nenhum, excelente. Se 
for uma coisa mais punk você pode associar com o quê? Metronidazol. Cara, padrão ouro aí 
para serviço público, pouco gasto, cientificamente está correto, ok? Depois vem a penicilina V, 
como eu falei, as penicilinas cristalinas forma melhorando e formaram aquela 
Fenoximetilpenicilina, que já é uma penicilina ainda natural, e a criaram o Pen V oral, ou seja, 
Fenoximetilpenicilina, ela tem a mesma função de penicilina G cristalina, só que é ácido 
resistente, qual o problema? É mais barata? É mais barata, porque ás vezes a pessoa prefere 
usar mais moderna, como o Amoxil, excelente. Mas qual o problema? É que ás vezes as 
pessoas não sabem usar a quantidade devida, e aí dão doses subterapêuticas. Lembra que eu 
que antibiótico terapia na dúvida você erra para? Mais. E as aminopecilinas, as Ampicilinas e 
Amoxicilina. Como eu falei, a Amoxicilina ela é melhor que Ampicilina, porquê? A Ampicilina é 
um pouco mais usada porque ela já foi fabricada pode usar por via oral e parenteral, então se 
o cara no hospital usar endovenoso, intramuscular ou oral, e a Amoxicilina só oral. Hoje já 
existe amoxicilina por todas as vias. Amoxicilina absorve mais gastro que Ampicilina. A 
Amoxicilina tem concentração sérica com a mesma dose, 500 mg de Amoxicilina concentra 
mais no sangue que Ampicilina. E a Amoxicilina ainda pode associar com Clavulanato de 
Potássio. Então a Ampicilina ficou uma droga do passado, basicamente a droga de primeira 
escolha é Amoxicilina. “Gerson, mas no hospital só tem Ampicilina, pode usar?” Beleza, 
excelente, pode usar, ok? E aí você tem esse palavrão Zoxazolimetilpenicilina, (?) pencilinares 
existentes. Seguinte, lembra que eu falei, essa droga só vai pegar bactéria do tipo 
Stafylococcus que produz betalactamases. Essa bactéria, qual é a chance dela está em uma 
infecção dentária? Muito pequena, fora que são drogas (fala alguns nomes que não entendi 
rápido) de baixa potência, então não tem indicação para a gente utilizar isso em infecção 
odotongênica. Se você tiver um paciente com comprovação que tem um Stafylococcus que 
produz betalactamase ao invés de utilizar isso, você usa o quê? Se tem um paciente que tem 
Stafylococcus com produz betalactamase você usa o quê? O que você pode usa? Amoxil com 
Clavulanato de potássio. Então agora a gente só vai passar drogas e doses. A Penicilina G 
cristalina, assim com a Benzatina, as outras, elas são vendidas em posologia de 5000000 de 
unidades, não são em miligramas, são em unidades. Então você vai trabalhar com 2,5 a 
5000000 de unidades, de quatro em quatro horas, intravenosa. Você vai diluir em um pouco 
de soro, vai correr o soro lentamente porque isso arde muito no paciente, e vai repetir de 
novo em quatro horas. Por que muita gente usa isso aí em hospital público e não dá certo? 
Porque não usa a posologia no tempo certo. Você tem que colocar a droga de quatro em 
quatro horas, são seis vezes por dia. Você vai em muito hospital, eu mostrei casos para vocês, 
muito hospital particular, considerado de bom padrão, você tem a droga lá duas vezes por dia 
 
4 AULA 2 – YASMIN E AMANDA 
e a enfermeira não dá direito, o médico não prescreve direito, imagine dá seis vezes por dia 
uma droga. Mas se você está em hospital pública e tem isso aí, e o cara tem infecção, está 
certo? Está, você está fazendo o que é padrão ouro. Penicilina V é a Fenoximetilpenicilina. 
Qual é o problema disso? Você tinha que dá de 500mg a 1 g, de seis em seis horas, via oral. O 
que acontecia é que 500000 unidades equivalem a quantos miligramas de penicilina, pessoal? 
Alguém sabe dizer? 50000 unidades equivalem aproximadamente 325 mg. 325mg é dose 
terapêutica de penicilina? Não é, a dose terapêutica de penicilina oral é de 500 a 1g. Então 
quando, na bula você vê isso aqui, quando você dava as 500000 unidades, um comprimido, 
você estava dando dose subterapêutica, as pessoas não sabiam disso. Então para usar Pen V 
via oral, “Gerson, tem Pen V oral na farmácia do hospital”, você vai dá dois ou três 
comprimidos de seis em seis horas. Isso que dizer que o cara vai tomar aí 12 comprimidos por 
dia. Se ele tomar dois, vai está tomando 650 mg, é uma dose baixa. Se tomar três, vai está 
tomando quase 1000mg, 900 e poucas mg, está bom, de seis em seis horas. Então o cara vai 
ter que tomar quatro vezes por dia, dois, três comprimidos financeiramente não vale a pena, 
mais fácil tomar 1g de amoxil do que três desse ai. Você pode utilizar esse ai e ele é bom 
porém, o custo beneficio não é legal. 
AMPICILINA DE 500mg a 1g via oral ou venosa de 6 em 6 horas, então absorve menos que o 
amoxil, menor concentração, a chance de errar o horário é maior. Portanto, o amoxil é o 
padrão ouro para infecções odontogênicas básicas (não infecções graves). Se a infecção for 
grave devemos pecar por excesso e dar 1g e reduzir o tempo para de 6 em 6 horas para 
manter a curva lá em cima. 
AMOXIL BD 825mg (e mais alguma coisa “Clavulanato” que não entendi que completa 1g), 
recomenda-se a utilização de 8 em 8 horas mas, para flora odontogênica não é assim. 
(História de indústria farmacêutica). 
George: Quanto ao período, você disse que é o suficiente para curar, mas qual o período eu 
passo 7 dias? O paciente para de tomar 24h depois se sumirem os sintomas, você passa uma 
quantidade que de para comprar mais ou menos uma semana. A antibioticoterapia dura no 
mínimo 3 dias e no máximo só Deus sabe. 
Cefalosporina usada para infecção de pele, cirurgia de processo transcutâneo, para nada 
odontogênico vale a pena. Temos de 500 a 1g de 6/6h o Kelex o mais conhecido. 
MACROLIDEOS grupo da eritromicina (estrelato ou esteolato) utilizado para pacientes 
alérgicos ou refratários a penicilina. Eritromicina é o melhor de 500 a 1g via oral. Se você 
quiser pode usar Clindamicina tem mais efeitos colaterais e é mais caro. Agora se a infecção 
for moderada a severa vai para Eritromicina? Não. Se o paciente é refratário e não alérgico vai 
para eritromicina? Não vai direto para Clindamicina. 
AZITROMICINA 500mg uma vez ao dia durante 3 dias. Se permanecer os sintomas podemos 
estender por 5 dias que é o limite máximo devido a toxidade da droga. Em casos gravíssimos 
podemos usar de 12 em 12 h nos primeiros dias. Porém, se temos outras coisas muitos 
melhores para que usar? Pessoal do implante usa muito ele não concorda.TETRACICLINA paciente alérgico a penicilina com infecção leve. Acho legal cloridrato 
demeclociclina tem várias tetraciclinas, a mais legal é a vibramicina que pega bem flora 
bacteriana bucal, muitos anaeróbicos, os periodontitas usam muito. Usada de 100 a 200mg 
uma vez ao dia no mínimo de 3 dias até desaparecerem os sintomas. 
 
5 AULA 2 – YASMIN E AMANDA 
Quanto mais facilidade para o paciente tomar o medicamento melhor, ou seja, quanto menor 
a dosagem diária melhor, já que a chance de atraso no horário da medicação é melhor. E no 
caso dos antibióticos quando não tomados no horário forma-se uma janela que possibilita a 
colonização bacteriana. Para infecções leves, moderadas a severas em pacientes refratários 
CLINDAMICINA grupo das lincosamidas. Protocolo americano já é clindamicina. 
GRUPO LINCOSAMIDAS (LINCOMICINA E CLINDAMICINA) as duas tem efeitos adversos por 
serem muito grandes a que tem menos é a clindamicina. A clindamicina é comercializada 
300mg quanto maior a concentração no sangue do paciente menor a chance de efeitos 
colaterais. O pior efeito colateral é diarreia quadro de colite grave. Com esse quadro se torna 
necessário que tratemos a colite sem suspender o antibiótico para isso recomenta lactobacillus 
ativos ou reguladores da flora intestinal (floratil 200mg de 12 em 12 horas) se continuar o 
temos que tirar e receitar vancomicina que é a droga extremamente toxipotente que mata 
tudo acaba com a diarreia, com a dor de dente e com o paciente. A dose NÃO SE USA 300 mg 
usa-se 600mg para diminuir a chance de colite e porque você está tratando de infecções 
graves. 
 PROXILAXIA PARA SISO: 600mg duas/uma horas antes 
 INFECÇÃO: 600mg de 6 em 6 horas 
 internado: 600mg ou até 900mg de 6 em 6 horas 
aTENÇÃO: Problemas com genéricos melhor não usar 
METRONIDAZOL: Somente em associação e infecção odontogênica com colonização de 
anaeróbicos um indicio é o pus. Via oral ou intravenosa 250 a 500mg de 8/8h 
MOSTRANDO LIVROS 
 Terapêutica medicamentosa de todo dia 
 Uso de antibacterianos/antimicrobianos na pratica odontológica 
 Oral and Maxillofacial Infections 
 
 
 
1 TRATAMENTO DE CISTOS E TUMORES VITORIA E THAIS AULA 3 
 
 
 
Cistos odontogênicos 
 
Os cistos podem ser classificados como: 
1. Em desenvolvimento 
2. inflamatório 
3. odontogênicos 
4. pseudo-cistos (não são cistos verdadeiros) 
 
A gente vai trabalhar muito com cisto odontogênico. Mas o que mais a gente vai ver 
na vida é o cisto periapical. 
O diagnóstico do cisto, muitas vezes vc pensa que vai ser dado pelo aspecto clínico. 
Só que nem sempre vc vai ver uma deformidade ali no paciente. A maioria dos cisto são o 
que? Achados radiográficos. O paciente vai extrair o dente, colocar um aparelho ortodôntico 
e vc vê o cisto na radiografia ali. 
Depois da imagem radiográfica, a punção é fundamental. Pq em patologia tudo é 
feito com biopsia? Pq eu preciso dar um diagnóstico. 
Porque um cisto é feito punção? Pq um cisto verdadeiro - não o pseudo- cisto - é 
uma cápsula de tecido com líquido dentro! Só que vc vai ter lesões que simulam cistos e 
dentro eu vou ter ceratina, por exemplo um ceratocisto, ou sangue como no caso de um 
hemangioma. Então se vc tem um hemangioma intraósseo, por exemplo, vc pode ver o seu 
paciente esvair em sangue até ele morrer na sua frente. Então a punção é fundamental! Já 
houve caso de residente em que o paciente chegou com hematoma no lábio, o residente 
abriu pra drenar e 2 horas depois estava pedindo help pq o paciente não parava de sangrar. 
Teve que ficar a madrugada no centro cirúrgico pra conseguir estancar o sangramento. 
O mais importante que a biópsia é a punção! 
Se eu fiz uma imagem radiográfica e na punção eu to vendo um líquido amarelo 
citrilo, com cristais brilhando que são de colesterol, eu já falo “cara, isso é um cisto!”. Eu 
posso já abrir e fazer uma remoção com biópsia EXCISIONAL? Posso! 
Agora, eu vou lá achando que é um cisto associado a um terceiro molar, e vou lá 
tirar o terceiro molar pra curetar mas na hora que eu punciono vem ceratina. Po, é 
ceratocisto! Então o protocolo já tem que ser diferente. Tenho que fazer uma remoção com 
amrgem de segurança. Que tipo de ceratocisto é? É ortoceratilizado? É paraceratilizado? O 
ortoceratilizado é um ceratocisto menos agressivo. O paraceratilizado é mais agressivo, tem 
mais reincidiva. Isso tudo tem que ser visto e a biópsia de punção ajuda muito nisso. 
 
*Imagem* 
Tenho um terceiro molar com imagem radiolúcida ao redor. 90% das vezes eu penso 
que é um cisto dentígero, ou folicular. Que é o mais frequente cisto odontogênico. O cisto 
periapical é odontogênico? Não, é inflamatório. Então vc vai ter um cisto que veio originado 
da cápsula, do folículo dentário do terceiro molar em pacientes adultos. Só que isso tem 
diagnóstico diferencial com ceratocisto, ameloblastoma, granuloma central de células 
gigantes, pelo menos essas 4 são muito parecidas. Então eu vou abrir isso direto e curetar? 
Sendo que pode ser um ceratocisto, até uma lesão vascular isso pode ser. O cisto ósseo 
aneurismárico que sangra pra caramba… 
 
 
2 TRATAMENTO DE CISTOS E TUMORES VITORIA E THAIS AULA 3 
Então vamos lá: puncionei e veio um líquido amarelo citrilo, tenho dúvidas que é um 
cisto? Não! Dá pra retirar ele por inteiro? Sim. Biopsia excisional. A biópsia é o tratamento. 
Excisional x Incisional: Excisional é quando a retirada é completa. A biópsia já é o 
tratamento. Incisional é quando eu tiro só um pedaço da lesão com um pedaço de tecido 
sadio junto. 
 
*Outro caso* 
Paciente com aumento de volume causando apagamento do sulco nasogeniano. 
Acharam que era uma inflamação do canino mas na verdade era um cisto. 
 
Para que serve a punção? Ver se o conteúdo é líquido, semisólido ou sólido (que 
não vai vim nada). E ver o tipo de líquido: líquido cístico, ceratina, líquido que tem um 
amarelo paliácido (ameloblastoma unicístico) que lembra papel pardo e ver se tem sangue. 
Eu uso uma seringa normal com uma agulha grossa. Duas coisas que podem mascarar o 
aspecto cístico mas que não trazem problema pra gente: 1- se quando eu punciono vem um 
líquido clarinho um pouco rosa e vc vê que tem um pouco de sangue ali? Vai preocupar vc? 
Sim ou não? Não. Todo cisto que eu entrar a agulha eu vou entrar dentro dele? Não, tem 
lesão que tem osso ali. Quando eu punciono pode vim um pocuo de sangue ali. As vezes o 
cisto tá associado a uma inflamação e aí quando eu punciono vem lesão purulenta. Nada 
disso me preocupa muito. O que preocupa é quando não vem nada (pode ser um tumor) ou 
quando vem muito sangue, sangue vivo ( pq aí o cisto é preenchido por sangue). 
A melhor agulha pra fazer isso é a agulha rosa. 
 
*Outro caso* 
Puncionei e começou a vim ceratina mas logo depois veio sangue. Sabe qual é o 
maior cuidado que vc tem que ter quando faz uma punção? É o primeiro segundo da 
punção. Não é nem na seringa que vc tem que prestar atenção, é logo no início, no canhão. 
Pq as vezes, logo depois do início da punção já vem sangue e te confunde. 
 
*Outro caso* 
Paciente tinha um cisto nasoalveolar. É um cisto embrionário. Ele é um cisto extra 
ósseo. Eu palpava, sentia molinho mas ao radiografar eu não via nada. Ao realizar a punção 
veio líquido cístico ( se viesse nada seria lesão tumoral). Como eu avalio essa lesão sem 
tomografia? Eu injeto contraste dentro do cisto e faço uma radiografia para avaliar o 
tamanho da lesão. Então o uso do contraste é uma opção mas o uso da tomografia é bem 
melhor pra isso. 
 
Como eu vou fazer tratamento de cisto? 
Tipos de tratamento: 
● Enucleação ( curetagem e dissecção)● marsupialização 
● descompressão com posterior enucleação 
 
Enucleação é quando vc remove o cisto todo de uma só vez, como se fosse uma 
biópsia excisional. Só que na hora que vc remove esse cisto ele pode sair inteiro bonitão, 
que será a enucleação por dissecção (quando sai por inteiro). Se estiver tudo fragmentado, 
será a enucleação por curetagem, onde eu vou curetando o osso até só ver osso sadio. 
 
3 TRATAMENTO DE CISTOS E TUMORES VITORIA E THAIS AULA 3 
Marsupialização é outro tipo de tratamento, não é complemento. Ou eu faço ela ou 
não faço. É uma lesão grande, eu abro uma tampa enorme onde todo o líquido vai sair, eu 
acabo com a pressão nele e ele vai começar a diminuir até sumir. Geralmente fica um 
defeito onde ficava o cisto. As vezes é um cisto muito grande ou o paciente é muito 
comprometido pra passar por anestesia geral, ou está perto de estruturas anatômicas 
nobres (ex: está perto do seio maxilar e vc retira o cisto, deixando o espaço do cisto e do 
seio sinusal como sendo uma coisa só e transformando aquilo numa complicação 
bucosinusal enorme), então é mais fácil tirar um pedaço do cisto e deixar aquilo diminuir 
naturalmente. 
Por último tem a descompressão com posterior enucleação. Aqui que entra a dúvida 
e a confusão das pessoas. É quando eu tenho uma lesão grande, que quero tirar toda. Eu 
abro uma tampa, o cisto perde o poder de crescer por não ter mais pressão hídrica dentro 
dele e depois de alguns meses ele vai estar pequenininho, onde eu vou realizar uma 
remoção por enucleação por curetagem (já que ele vai estar todo friável). NÃO 
CONFUNDIR ISSO COM MARSUPIALIZAÇÃO! Na marsupialização eu abro e não faço 
mais nada. Se eu abro e depois de alguns meses e tiro toda a lesão, é descompressão com 
posterior enucleação. 
 
 
 
Sempre que usar a cureta pra tirar o cisto, eu uso ela no sentido inverso, raspando o 
osso. 
 
 
 
4 TRATAMENTO DE CISTOS E TUMORES VITORIA E THAIS AULA 3 
Como eu vou fazer uma marsupialização? Hoje a marsupialização é uma coisa que 
pouco se faz, mas por exeplo, vc tem um cisto muito grande próximo ou totalmente unido ao 
seio maxilar. Essa é uma boa indicação. Eu abro uma tampa, cauterizo ou suturo e deixo 
aberto. O paciente higieniza bem , usa clorexidina e depois de um tempo fica um pequeno 
defeito na mucosa do paciente e as vezes nem isso, mas é um tratamento que vc evita do 
paciente ter consequências drásticas. 
*outro caso* 
Histórico da paciente: extraiu o dente há alguns meses e criou-se essa massa tecidual aqui. 
Você olha aqui e tem destruição óssea ou falta de osso. Não consegue ver na panorâmica 
se o osso entrou(?) no seio ou se o seio e essa lesão é uma coisa só, se é uma lesão 
cística tumoral, se houve uma osteose. 
 Mas com essa massa tecidual o que vocês podem pensar que é? 
 O que é tumor? Aumento de volume. Não me ajudou muito. 
 Como foi a extração? Foi traumática, demorou muito. So isso que ela tinha para 
dizer para a gente. 
 Por que alguém extrai um dente? Porque não está saudável, uma carie, está doente, 
infecção. 
 De onde vem um cisto periapical? De um dente saudável ou desse tipo de dente? 
 Então você poderá pensar que o cara extraiu esse dente e tinha um cisto aqui. 
Poderia ser? Mas ainda fica dúvida, o que é essa maçaroca aqui tipo um tecido de 
granulação aqui? 
 Poderia dizer que é um câncer, e a casa caiu para ela. 90% dos profissionais 
falaram isso pra ela. 
 Quando se tem uma extração traumática, o que pode formar no alvéolo? quando se 
tem uma prótese traumatizando a mucosa, você tem um epúlide fissurada. Quando você 
tem uma extração traumática, que não se cicatriza bem, você tem uma epúlide 
granulomatosa. 
 Pois é, o cara extraiu o dente por causa era um dente bichado, ele nem viu que tinha 
um cisto. 
 Agora como eu justifico para vocês e para ela que eu acho que tem um cisto aqui? 
 Ai eu fiquei olhando, ai eu fui examinar vestibular e palato. Ai tinha flutuação no 
palato, o palato na região do molar estava mole. Ai o que você faz? Faz uma pulsão. 
Espetacular ne, amarelo, citrino. 
 Então era uma epúlide granulomatosa e um cisto com continuidade com o seio 
maxilar. 
 Se é um cisto que está intimo com o seio maxilar, uma boa opção é? A 
marsupialização. 
 Eu tenho que tirar de qualquer jeito, eu abro uma tampona e já marsupializei. 
 O processo foi rápido, a paciente até então estava com câncer e ia morrer. E na 
verdade ela tinha um cisto. 
 A epúlide não era uma massa totalmente grudada, era de base pediculada. Ai 
quando removi, já dava no cisto. Isso ai é uma marsupialização, por que eu nunca ais mexi. 
Se eu deixasse assim e daqui a três meses curetasse é o que? Ia ser uma descompressão 
com posterior enucleação. 
 15 dias depois, alguns meses depois, algum tempo depois... acabou. Tratado. 
 Esse epitélio do cisto por metaplasia( metaplasia é quando uma célula normal se 
diferencia em outra), devido a alimentos, trauma de escovação, bactérias e etc , esse 
epitélio virou tecido gengival também. Mas isso é normal. 
 Então a marsupialização é isso, tratamento único de uma só vez. E lembrem-se que 
existe a epúlide granulomatosa. 
*outro caso* 
 E por último seria a descompressão com posterior enucleação. Ai você vê a 
diferença, olha o tamanho desse negócio. É apara acabar de vez com o problema. 
 Como o cara vai descomprimir, é so abrir para sair a pressa de la de dentro. Ai como 
 
5 TRATAMENTO DE CISTOS E TUMORES VITORIA E THAIS AULA 3 
é um buraco pequeno, colocamos um antepara. Um buraco grandão não fecha, já um 
buraco de 2/3 mm fecha. 
 Coloca-se uma cânula de aspiração, fica lá por 2/3 meses. 
 O que mais usamos é esse carretel de acrílico. Não incomoda, fica ali, coloca uma 
clorexidina e o cisto vai diminuindo, diminuindo... 
 Uma lesão desse tamanho em arco central, se eu curetar isso ai de uma vez só vai 
acontecer uma fratura de mandíbula se ela cair ou bater ou mastigar algo duro. 
 O melhor é abrir, deixar diminuir, por eu vai formando osso, o que é fundamental. 
 Quanto tempo esse carretel vai ficar ai? 3/4/5 meses. 
 Passou um tempo, abrimos, tiramos o carretel, curetamos a loja. Isso é compressão 
para posterior enucleação. A enucleação é de que tipo? Por curetagem. Esta limpo. Sutura 
e pronto. 
 Então essa é uma descompressão com posterior enucleação. 
 Se eu tivesse feito um buraco e deixado para o resto da vida e feito mais nada seria 
uma marsupialização. 
 Se eu tivesse optado por um procedimento cirúrgico, tirar toda essa lesão, colocar 
enxerto, eu teria feito uma enucleação por dissecção. 
 
 
 
 
 Esse é o princípio básico. 
 Você precisa entender que a pulsão, nunca entrem numa lesão óssea ou de 
tecido mole que possa conter liquido sem fazer pulsão. Pulsão é primordial. É 
segurança para não dar problema. E depois você precisa decidir o que vai fazer, se 
vai para centro cirúrgico, vai fazer no consultório. 
 
 
 
 
 
 
6 TRATAMENTO DE CISTOS E TUMORES VITORIA E THAIS AULA 3 
 
 
 
1 
 JÔNATAS ESTEVES – REVISÃO ULTIMA AULA Giovanna Marconato 
 
Revisão 28/06 
Qual fórceps eu utilizo para extrair um dente posterior com destruição coronária? Fórceps 
23. Se eu usar o 17 vou estourar a coroa ficando sem ponto para luxação. Com o fórceps 23 eu 
vou à bifurcação forçando e quebrando-a fazendo uma odontosecção. Depois uso uma 
alavanca reta para extrair cada raiz. 
 A alavanca apical reta é ideal para remanescentes radiculares. 
 A alavanca bandeirinha podemos usar para sisos superiores. 
Técnica anestésica para anestesiar lesão no lábio: Mentual, AI, terminal infiltrativa ao redor 
da lesão. 
 Técnica do mentual:punção entre os ápices dos PM inferiores, de trás para frente. 
Anestesio também o incisivo. 
Qual critério para determinar se ainda há lesão periapical no alvéolo? Critério tátil. Preciso 
curetar e sentir a aspereza do osso. 
Cuidados com o paciente diabético: A glicemia em jejum deve estar no máximo 90-110 (8h de 
jejum), hemoglobina glicada de no máximo 7 ou glicemia capilar até 250 (3h após refeição). 
Consultas pelas manhãs (níveis de cortisol mais altos), logo após refeição (evitar hipoglicemia 
que pode se desenvolver em questão de horas e causar uma parada). 
Quando o paciente diabético começa a ter taquicardia, fala arrastada, sensação de angústia, 
calafrios, não sei se é hipo ou hiperglicemia. O que eu faço? Administro glicose. A hipoglicemia 
é mais grave. Se o paciente ficar inconsciente devo administrar dextrose. Em caso de 
convulsão devo manter o paciente seguro até a passar e em caso de convulsões repetidas 
administrar 10mg de diazepan IV (necessário treinamento). 
Profilaxia antibiótica: Paciente tipo diabético tipo II bem compensado (ASA II) não precisa. 
Paciente tipo I insulino dependente possui variações grandes de insulinemia o que prejudica o 
sistema imunológico, precisamos fazer 1g de amoxicilina 1h antes do procedimento e em caso 
de alergia à penicilina 600mg de clindamicina 1h antes do procedimento. 
Continuo o antibiótico depois? Depende do quão traumática foi a cirurgia, qual estado 
imunológico do paciente, qual estado de contaminação local? O paciente é tabagista, tem 
higiene oral ruim? Uso esses critérios para decidir. 
 O intestino leva 2 meses para se recuperar do antibiótico. A microbiota intestinal é 
extremamente prejudicada, essa microbiota que ativa os anticoncepcionais, por isso 
cortam o efeito quando as mulheres estão sob antibioticoterapia. Síndrome 
metabólica também está associada ao uso de antibióticos. 
 A profilaxia antibiótica tem sido cada vez menos indicada pela American Heart 
Association para procedimentos odontológicos, pois durante a escovação, 
alimentação, já levam bactérias ao organismo e apenas um procedimento não é 
necessariamente capaz de causar uma infecção. Os pacientes aos quais devemos estar 
 
2 
 JÔNATAS ESTEVES – REVISÃO ULTIMA AULA Giovanna Marconato 
 
atentos são os que possuem válvula cardíaca protética, histórico de endocardite 
bacteriana previa, ou seja, alterações da válvula cardíaca comprovadas. Nem a febre 
reumática tem sido mais uma motivação, pois não há como comprovar se houve dano 
na válvula cardíaca. 
Técnica anestésica para anestesiar incisivo central, lateral e canino superiores? Terminal 
infiltrativa e infraorbitário. 
Tecnica anestésica para 3 molar posterior? Tuberosidade baixa. Difere da alta pela agulha 
longa e posição da carpule mais contra-lateral para a alta. 
Referencias anatômicas para anestesia do AI? Vertente anterior do ramo da mandíbula 
(apalpo com o dedo e sinto), rafe pterigomandibular, plano oclusal. 
Malamed: 1cm acima do plano oclusal próximo a rafe com a carpule nos PM contra-laterais. 
Punciono (agulha longa) até encostar no osso e injeto, recuo 1 mm e injeto (bucal). Se eu 
bater muito cedo no osso estou na crista temporal, punciono mais posteriormente. 
Lindsay: No mesmo ponto parelelo ao plano oclusal 1cm acima e injeto, se bater logo estou 
muito medialmente, reposiciono, injeto, recuo 1mm e transporto a carpule ao lato contra-
lateral e injeto. 
Características do corte da zecrya? Corte alongado e fino. 
Paciente hipertenso posso usar adrenalina? Sim, precisa estar controlado e devo ficar atenta 
às doses máximas. Se não tiver controlado eu posso usar até 0,04 mg de adrenalina. 
Anestésico para gestante: Prilocaína com adrenalina. 
 Paciente com PA 160:110 mmHg ou marcapasso, arritmia séria, infarto recente: 
cuidado máximo no uso de adrenalina. 
Bupivacaína é o anestésico de maior duração de efeito. 
Extrator indicado para remanescente radicular? Apical reto 304. 
Pontos de referencia para anestesia do nervo palatino maior: Ápice da raiz PALATINA do 
segundo molar SUPERIOR na junção entre o rebordo alveolar e o palato, entre a transição do 
palato mole para o palato duro. 
Analgésicos para gestante: Ibuprofeno não posso pois é inibidor não seletivo de COX, dipirona 
posso, paracetamol é melhor opção. 
AI para gestante: nimesulida e diclofenaco não posso pois inibem COX não seletivamente, uso 
corticoide. 
AINE usamos para tratar inflamação já instalada. AIE usamos para prevenir inflamação não 
instalada. 
 Paciente que vai tomar AINE por 3 dias não precisa se preocupar com ataque gástrico 
mas em paciente com úlcera ativa esta contra indicado. 
 
3 
 JÔNATAS ESTEVES – REVISÃO ULTIMA AULA Giovanna Marconato 
 
Passos da exodontia simples: 
1. Anestesia 
2. Sindesmotomia 
3. Luxação 
4. Extração 
5. Alveoloplastia 
6. Irrigação 
7. Sutura 
Passos da exodontia a retalho: 
1. Anestesia 
2. Incisão 
3. Descolamento mucoperiosteal 
4. Osteotomia 
5. Odontosecção parcial ou total (canaleta no equador protético criando ponto de apoio - 
o dente será seccionado e removido no sentido do seu longo eixo) 
6. Luxação 
7. Extração 
8. Curetagem e Remoção do tecido pericoronário 
9. Irrigação 
10. Sutura 
Tratamento de Cistos: 
Descompressão ou marsupialização: Converter o cisto em uma cavidade acessória na boca, o 
epitélio cístico se converte em epitélio oral. 
Descompressão seguida de enucleação: Abertura e exposição do cisto liberando a pressão 
interna, posso colocar um obturador e quando ele estiver em pequeno tamanho eu faço sua 
remoção total. 
Enucleação: Faço acesso e retiro todo o cisto. 
 Por que não removo todos? Por conta do tamanho, cisto maior que 30mm é indicada 
descompressão. 
 
	Apostila de Cirurgia oral II
	Apostila de Cirurgia oral II
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	AULA 2
	AULA 3
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