História Antiga Ocidental
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História Antiga Ocidental


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História Antiga Ocidental
2° semestre
2019.3
UNESA
Angra dos Reis
Érika Moreira Mesquita
Aula 1 - A História da História: discutindo a Antiguidade
Introdução
Nesta, aula identificaremos a periodização de tempo que estudaremos em história, aprendendo o que é História Antiga e as dificuldades que possuímos para conhecê-la.
Reconheceremos também a ideia de Ocidente, desconstruindo a noção genérica geográfica.
Por fim, compreenderemos que a noção do que é história é algo mutável.
Para que serve a história?
Você sabe para que estudamos história?
A História é viva. Ela nos permite pensar, discutir independente do espaço que estejamos observando.
Os objetivos desta aula são:
\uf0b7 Identificar elementos da cultura greco-romana que ainda estão presentes em nosso cotidiano;
\uf0b7 Relacionar o mapa conceitual ao cabedal de conceitos que será adquirido ao longo do semestre;
\uf0b7 Perceber a importância do estudo da História Antiga para o curso de Licenciatura;
\uf0b7 Conhecer o plano de ensino, os procedimentos de aula, o caderno de textos, os métodos de avaliação, a bibliografia básica e complementar.
História antiga
É o período que se estende desde o aparecimento da escrita até a desestruturação do Império Romano.  A invenção da escrita retira o homem da pré-história e o coloca na história.
Vejamos a linha do tempo a seguir:
Aí vamos nós: será que esse modelo é um consenso, algo inquestionável?  Quem inventou isso?  Imagine a situação: Odoacro e seu grupo de guerreiros se reunindo e questionando no dia seguinte a queda de Rômulo, o último imperador romano do Ocidente.  Perceberam o que a gente fez ontem? Acabamos com a Idade Antiga!
A divisão da história existe com fins didáticos, foi elaborada pelo homem. Não devemos nos preocupar com os marcos, mas sim, refletir sobre as relações de poder na transição destes períodos.
Para realizar nosso curso, devemos  resgatar a importância dos povos antigos, e é partir daí que encontramos problemas com os quais devemos nos acostumar:
Quanto de material nos sobrou da história antiga?
Você pode ficar confuso e se perguntar: onde é oriente e onde é ocidente?
A resposta é: Depende!
Vai depender do momento em que você está estudando. Em nosso recorte, buscamos a velha versão iluminista que dividiu nossa linha do tempo, a noção de cultura ocidental como filha da tradição greco-romana.
Grécia e Roma antiga
Estudaremos nesta unidade os espaços da Grécia e da Roma antiga, identificando sua formação política e social, discutindo aspectos de sua cultura e sociedade.
Sobre estes aspectos é importante pensarmos um pouco em como um dos maiores historiadores de História antiga explica o seu próprio campo de pesquisa.
O mau humor de Finley é contra exercícios bobos de historiadores em buscar engrandecimentos sem necessidade. Não precisamos de subterfúgios, nem de mitos, nem tão pouco de generalizações perigosas, para justificar seu estudo.
Não é a visão contemporânea de história, da disciplina; somos cientistas, discutimos, reunimos dados de maneira cuidadosa, não julgamos.
Precisamos ter muito cuidado, pois a história que os gregos escreviam não tem nada diretamente relacionado ao nosso olhar.  Para Homero, por exemplo, história é um exercício de observação. A função do historiador para o grego é julgar as ações, verificar os erros e as falhas.
Outro dos famosos historiadores gregos foi Tucídides: que pensava a história de maneira direta, quem viu pode relatar, quem não viu, não.  Só existiria o historiador do tempo presente. Bom, se isso fosse verdade eu, por exemplo, estaria desempregado.
Vejamos Finley falando de Arqueologia:
Exemplo
Um exemplo que demonstra a necessidade urgente dessa "doutrina severa" merece ser examinado \u2014 a notável fábula da Grande Deusa Mãe. Para Jacquetta Hawkes, essa deusa era tão onipresente e onipotente na Creta (minoana) da Idade do Bronze que a própria civilização é rotulada de "força predominantemente feminina". O caso baseia-se numa coleção de pequenas estatuetas neolíticas, comum à altura média de menos de duas polegadas, que ela descreve assim: "As evidências materiais da vida religiosa desses agricultores da Idade da Pedra consistem, em sua maior parte, de estatuetas em forma de mulher (entalhadas ou modeladas) que eles guardavam em suas casas ou, às vezes, em casas sagradas construídas para elas.
Que fique claro: a arqueologia é uma matéria própria, não é história; tal qual o objetivo do trabalho do historiador é estudar o homem no tempo, o do arqueólogo é estudar o artefato no tempo. Ambas podem se ajudar se permanecermos com a ideia de que a Arqueologia é uma ciência autônoma.
Pontuando
MUNDO OCIDENTAL
Conceito ideológico, não geográfico. Caracteriza povos que viveram em áreas de influência da cultura Greco-romana.
MUNDO ORIENTAL
Caracteriza povos que viveram fora da esfera da influência da cultura Greco-romana ou considerados \u201cmenos civilizados\u201d por eles.
Aula 2 - Formação do mundo grego
Introdução
Nesta aula estaremos discutindo as relações de poder na formação do mundo grego. Por isso pensamos em nossa visão mais tradicional, a história que correu todo o mundo como a grande formação do mundo grego: a vitória dos gregos na guerra de Tróia. Será? Uma história com forte caráter mítico e moralizante como o fundamento do mundo grego é algo relativamente difícil.
No trajeto deste questionamento apresentaremos as principais linhas de organização apresentadas para o mundo grego, as noções de sociedades antigas, minoica e micênica, as linhas sucessórias de migrações. Por fim salientar o objetivo das cidades Estado em se constituir como um espaço especial.
Trataremos em seguida do período Arcaico, suas principais interpretações teóricas, a organização de um panteão e a fundação das Póleis. A pólis é a cidade-estado do mundo grego; e neste ponto é interessante pensar que não estamos falando de uma grande nação grega, mas da Hélade, grupos que tem identificações culturais, sociais, mas se desenvolvem de maneira diferente entre si.
A Ilíada
A Ilíada (do grego I\u3bb\u3b9\u3ac\u3c2, Ilias) é um poema épico grego e narra uma série de acontecimentos ocorridos durante o décimo e último ano da guerra de troia. O título da obra deriva do nome grego de Tróia, Ílion.
A Ilíada e a Odisséia são comumente atribuídas a Homero, que se acredita ter vivido por volta do século VIII a.C. na Jônia (lugar que hoje é uma região da Turquia), e trata-se dos mais antigos documentos literários gregos a sobreviverem aos nossos dias. Porém, até hoje se debate a existência desse poeta e se os dois poemas foram compostos pela mesma pessoa.
Os gregos acreditavam que a guerra de Troia era um fato histórico ocorrido no período micênico, durante as invasões dóricas, por volta de 1200 a.C. Entretanto, há na Ilíada descrições de armas e técnicas de diversos períodos, do micênico ao século VIII a.C., indicando ser este o século de composição da epopeia.
A Ilíada influenciou fortemente a cultura clássica, sendo estudada e discutida na Grécia (onde era parte da educação básica) e, posteriormente, no Império Romano. Sua influência pode ser sentida nos autores clássicos, como na Eneida, de Virgílio. Até hoje é considerada uma das obras mais importantes da literatura mundial.
Guerra de Tróia
A Guerra de Tróia A Guerra de Troia se deu quando os aqueus atacaram a cidade de Troia, buscando vingar o rapto de Helena, esposa do rei de Esparta, Menelau, irmão de Agamémnom.
Os aqueus eram o povo que hoje conhecemos como gregos e que compartilhavam elementos culturais. Na época, no entanto, não se enxergavam como um só povo.
Vamos ver o que conta a lenda?
A Ilíada não conta o final da guerra, nem narra a morte de Aquiles.
Comentário
A Ilíada é um poema extenso e possui uma grande quantidade de personagens da mitologia grega e Homero assumia que seus ouvintes estavam familiarizados com esses mitos, o que pode causar confusão no leitor moderno.
Traduções