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Semiologia e Semiotecnica – 2018.1 
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Prof.ª Ana Ureta 
HISTÓRICO DE ENFERMAGEM: ANAMNESE 
 
ANAMNESE X ENTREVISTA 
 
 Anamnese: ana = trazer de volta, recordar e mnese = memória; trazer de volta a mente 
todos os fatos relacionados com a doença e a pessoa doente. 
 Em essência a anamnese é uma entrevista (PORTO, 1992). 
 Instrumento necessário: comunicação 
 Comunicação: instrumento básico para o cuidar em enfermagem 
 
ENTREVISTA 
 
 Encontro entre você e o paciente; 
 É a primeira parte, e a mais importante, na coleta de dados; 
 É onde são colhidos os dados subjetivos – o que uma pessoa diz sobre si mesma – 
sendo a melhor oportunidade para a pessoa contar como percebe seu próprio estado 
de saúde. 
 
OBJETIVOS DA ENTREVISTA 
 
 Coletar dados completos e precisos sobre o estado de saúde da pessoa, incluindo a 
descrição e a cronologia da doença; 
 Estabelecer um vínculo e confiança, de forma que a pessoa se sinta aceita e à vontade 
para compartilhar todos os dados relevantes. 
 Orientar a pessoa sobre seu estado de saúde, de forma que ela possa participar da 
identificação dos problemas. 
 Construir um vínculo para uma relação terapêutica persistente, facilitando os 
diagnósticos, planejamento e tratamentos futuros. 
 Começar a ensinar sobre promoção da saúde e prevenção de doenças. 
 
FASES DA ENTREVISTA 
 
Introdução: 
 Iniciar a abordagem apresentando-se e citando sua função dentro da Instituição; 
 Chamar o paciente pelo primeiro nome antecedido por “senhor/a ou seu/dona”, 
evitando o uso de apelidos ou títulos; 
 Solicitar a colaboração do paciente esclarecendo o seu propósito e o sigilo das suas 
informações. 
 
Corpo da entrevista: 
Aspectos 
abordados 
Conteúdo a ser 
abordado 
Por que coletar 
Motivo da 
internação e/ou 
queixa principal 
Expressão do paciente 
sobre o motivo que o 
levou a procurar 
assistência e descrição 
dos sintomas que 
apresenta (quando 
surgiu, localização, 
intensidade, fatores 
que agravam e aliviam 
Conhecer os aspectos principais 
do elemento causador do 
desequilíbrio das necessidades 
humanas. 
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os sintomas. 
Presença de 
doenças e 
tratamentos 
anteriores; alergias 
Descrição resumida de 
doenças crônicas; 
motivo das 
hospitalizações e/ou 
cirurgias anteriores; 
alergias a 
medicamentos, ali-
mentos, esparadrapo 
etc. 
Conhecer o perfil de saúde, 
possibilitar a associação desse 
perfil ao estado atual do paciente, 
prever complicações. 
Antecedentes 
familiares 
Estado de saúde dos 
familiares diretos do 
paciente (presença de 
diabetes, hipertensão 
arterial, doenças 
cardíacas, renais, 
auto-imunes, 
tuberculose etc.) e 
causa da morte, 
desses familiares, se 
for o caso. 
Conhecer a herança familiar de 
saúde e sua relação com o estado 
de saúde do paciente, buscando 
os fatores de risco para o mesmo. 
Uso de 
medicamentos 
Relação dos remédios 
que tomou ou toma (se 
prescritos por médico 
ou não) e outras 
substâncias que ingere 
para alívio de 
sintomas. 
Ampliar os dados relativos ao seu 
estado de saúde e tratamento. 
Existência de outros 
fatores de risco 
Relato de consumo de 
álcool, fumo ou drogas 
(quantidade, 
freqüência, idade de 
início e, se for o caso, 
quando parou). 
Auxiliar na associação do estado 
atual e do progresso de saúde, 
assim como prever complicações. 
Hábitos e costumes Relato das condições 
de moradias, hábitos 
de higiene, 
alimentação, sono e 
repouso, atividades 
físicas, atividade 
sexual, lazer/recreação 
e eliminações. 
Compreender como vive as 
possíveis repercussões de seus 
hábitos/costumes no 
desenvolvimento/restabelecimento 
da doença na hospitalização e no 
planejamento da assistência. 
 
Fechamento da entrevista: 
 Dar oportunidade ao paciente para que ele exponha algo que ainda não tenha sido 
abordado; 
 Fazer um breve resumo dos aspectos colhidos assegurando a compreensão e a 
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clareza dos dados coletados; 
 Esclarecer dúvidas quanto ao tratamento e rotinas do hospital; 
 Estabelecer metas, juntamente com o paciente, a respeito do planejamento das ações 
de enfermagem. 
 
FATORES QUE INTERFEREM NA COLETA DE DADOS 
 
1. Habilidade técnica: qualidade na execução de técnicas básicas (observação, 
comunicação, inspeção, palpação, percussão e ausculta). 
 
2. Conhecimento: capacidade de interpretar o dado coletado e desenvolver o 
raciocínio clínico. 
 
3. As crenças, os valores e o referencial teórico-filosófico da enfermeira: dar 
chance para que o paciente possa expressar suas crenças e valores. 
 
 4. Habilidade de relacionamento interpessoal: 
 Comunicação verbal: utilizar vocabulário adequado à compreensão do paciente; evitar 
perguntas tendenciosa e/ou que tenham caráter de julgamento. 
 Não-verbal: expressão facial, posição do corpo, toque, voz, silêncio. 
 Ambiente interno (enfermeira/paciente): ansiedade, pressa, indisposição emocional e 
física podem dificultar a interação. 
 
 5. Ambiente externo: local, tempo, temperatura e iluminação do ambiente, 
acomodação adequada do paciente e do enfermeiro, evitar barulhos, odores, 
interrupções e /ou interferências. 
 
BIBLIOGRAFIA 
 BARROS A.L.B.L e cols. Anamnese e Exame Físico: avaliação diagnóstica de enfermagem no 
adulto. Porto Alegre: Artmed, 2002. 
 JARVIS C. Exame Físico e Avaliação de Saúde. Rio de Janeiro: Richmann & Affonso, 2002. 
 PORTO C. C. Exame clínico. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1992. 
 
 
Normas Gerais para Execução do Exame Físico 
 
• Solicitar a colaboração do paciente. 
• Iluminação adequada (homogênea, sem sombra). 
• Respeitar a privacidade do paciente. 
• Explicar sobre os procedimentos realizados. 
• Realizar o exame no sentido céfalo-caudal. 
• As mãos do examinador devem estar aquecidas e as unhas curtas. 
• O paciente deve estar relaxado e confortável. 
• Em órgãos pares (ouvidos, olhos, rins e outros) deve-se iniciar o exame pelo lado 
não afetado. 
 
Instrumentos e Aparelhos Usados para a Execução do 
Exame Físico 
 
• Esfigmomanômetro 
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• Estetoscópio 
• Termômetro 
• Fita métrica 
• Lanterna 
• Abaixador de língua/Espátula 
• Objeto pontiagudo não cortante (agulha), algodão 
• Balança antropométrica 
• Martelo de reflexos 
 
Delimitação das Linhas e Marcos Anatômicos 
 
 
 
 
Tórax – Marcos Anatômicos da Região Anterior 
 
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Tórax Marcos Anatômicos da Região Posterior 
 
 
 
Tórax - Técnica de contagem das costelas 
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Tórax – Linhas Verticais na região anterior 
 
 
Tórax – Linhas verticais na região posterior 
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Posições do Paciente para Realização do Exame 
Físico 
 
 
 
Posição Ereta 
 Paciente em pé, mantendo a coluna alinhada e os pés ligeiramente 
afastados 
 
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Posição Sentada 
 
Posição Supina 
 
• Paciente deitado em decúbito dorsal, braços estendidos ao longo do corpo 
e pernas estendidas ou ligeiramente fletidas. Pode-se colocar um 
travesseiro sob a cabeça para aumentar o conforto. 
 
Posição Prona 
 
• Paciente deitado em decúbito ventral, com a cabeça virada para um dos lados, 
braços abduzidos para cima com os cotovelos flétidos e pernas estendidas. 
 
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