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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZÔNIA 
CAMPUS CAPANEMA 
GRUPO DE ESTUDOS SOCIOAMBIENTAIS NA AMAZÔNIA 
ORIENTADORES: ELECI DIAS 
 LUIS CLAÚDIO MELO 
DATA: 24/03/2017
ELOANY FERNANDA CONDE TOVANE
A TEIA DA VIDA: UMA NOVA COMPREENSÃO DOS SISTEMAS VIVOS
FRITJOF CAFRA 
CAPANEMA-PA
2017
CAPRA. Fritjof. A teia da vida: uma nova compreensão cientifica dos sistemas vivos. São Paulo: Ed Cultrise, 1996. 
 “Este livro tem por tema uma nova compreensão científica da vida em todos os níveis dos sistemas vivos — organismos, sistemas sociais e ecossistemas. Baseia-se numa nova percepção da realidade, que tem profundas implicações não apenas para a ciência e para a filosofia, mas também para as atividades comerciais, a política, a assistência à saúde, a educação e a vida cotidiana. Portanto, é apropriado começar com um esboço do amplo contexto social e cultural da nova concepção de vida. ” (p.14)
 “Quanto mais estudamos os principais problemas de nossa época, mais somos levados a perceber que eles não podem ser entendidos isoladamente. São problemas sistêmicos, o que significa que estão interligados e são interdependentes. ” (p.15)
 “O reconhecimento de que é necessária uma profunda mudança de percepção e de pensamento para garantir a nossa sobrevivência ainda não atingiu a maioria dos líderes das nossas corporações, nem os administradores e os professores das nossas grandes universidades. ” (p.15)
 “O novo paradigma pode ser chamado de uma visão de mundo holística, que concebe o mundo como um todo integrado, e não como uma coleção de partes dissociadas. Pode também ser denominado visão ecológica, se o termo "ecológica" for empregado num sentido muito mais amplo e mais profundo que o usual. A percepção ecológica profunda reconhece a interdependência fundamental de todos os fenômenos, e o fato de que, enquanto indivíduos e sociedades, estamos todos encaixados nos processos cíclicos da natureza (e, em última análise, somos dependentes desses processos). ” (p.16)
 “A tensão básica é a tensão entre as partes e o todo. A ênfase nas partes tem sido chamada de mecanicista, reducionista ou atomística; a ênfase no todo, de holística, organísmica ou ecológica. Na ciência do século XX, a perspectiva holística tornou-se conhecida como "sistêmica", e a maneira de pensar que ela implica passou a ser conhecida como "pensamento sistêmico". (p. 23)
 “A "teia da vida" é, naturalmente, uma idéia antiga, que tem sido utilizada por poetas, filósofos e místicos ao longo das eras para transmitir seu sentido de entrelaçamento e de interdependência de todos os fenômenos. Uma das mais belas expressões é encontrada no célebre discurso atribuído ao Chefe Seattle, que serve como lema para este livro. ” (p. 35)
 “A concepção de sistemas vivos como redes fornece uma nova perspectiva sobre as chamadas hierarquias da natureza. ” (p. 35)
 “Em outras palavras, a teia da vida consiste em redes dentro de redes. Em cada escala, sob estreito e minucioso exame, os nodos da rede se revelam como redes menores. Tendemos a arranjar esses sistemas, todos eles aninhados dentro de sistemas maiores, num sistema hierárquico colocando os maiores acima dos menores, à maneira de uma pirâmide. Mas isso é uma projeção humana. Na natureza, não há "acima" ou "abaixo", e não há hierarquias. Há somente redes aninhadas dentro de outras redes. ” (p.35)
“...características-chave do pensamento sistêmico. O primeiro critério, e o mais geral, é a mudança das partes para o todo. Os sistemas vivos são totalidades integradas cujas propriedades não podem ser reduzidas às de partes menores. Suas propriedades essenciais, ou "sistêmicas", são propriedades do todo, que nenhuma das partes possui. Elas surgem das "relações de organização" das partes — isto é, de uma configuração de relações ordenadas que é característica dessa determinada classe de organismos ou sistemas. As propriedades sistêmicas são destruídas quando um sistema é dissecado em elementos isolados. ” (p. 35)
“Na mudança do pensamento mecanicista para o pensamento sistêmico, a relação entre as partes e o todo foi invertida. A ciência cartesiana acreditava que em qualquer sistema complexo o comportamento do todo podia ser analisado em termos das propriedades de suas partes. A ciência sistêmica mostra que os sistemas vivos não podem ser compreendidos por meio da análise. ” (p.35)
“A percepção do mundo vivo como uma rede de relações tornou o pensar em termos de redes...” (p.37)
“No novo pensamento sistêmico, a metáfora do conhecimento como um edifício está sendo substituída pela da rede. Quando percebemos a realidade como uma rede de relações, nossas descrições também formam uma rede interconectada de concepções e de modelos, na qual não há fundamentos. ” ( p.38)
“Em resumo, o que chamamos de árvore depende de nossas percepções. Depende, como dizemos em ciência, de nossos métodos de observação e de medição. Nas palavras de Heisenberg: "O que observamos não é a natureza em si, mas a natureza exposta ao nosso método de questionamento."6 Desse modo, o pensamento sistêmico envolve uma mudança da ciência objetiva para a ciência "epistêmica", para um arcabouço no qual a epistemologia — "o método de questionamento" — torna-se parte integral das teorias científicas. ” (p. 39)
“Recorrendo a várias disciplinas, a nova ciência representava uma abordagem unificada de problemas de comunicação e de controle, envolvendo todo um complexo de novas idéias que inspiraram Norbert Wiener a inventar um nome especial para ela — "cibernética". A palavra deriva do grego kybernetes ("timoneiro"), e Wiener definiu a cibernética como a ciência do "controle e da comunicação no animal e na máquina”. ” (p. 46)
“O estudo do padrão tem importância fundamental para a compreensão dos sistemas vivos porque as propriedades sistêmicas, como vimos, surgem de uma configuração de padrões ordenados.13 Propriedades sistêmicas são propriedades de um padrão. O que é destruído quando um organismo vivo é dissecado é o seu padrão. Os componentes ainda estão aí, mas a configuração de relações entre eles — o padrão — é destruído, e desse modo o organismo morre. “(p.66)
 “O autômato celular projetado por Varela e seus colaboradores foi um dos primeiros exemplos de como as redes auto-organizadoras dos sistemas vivos podem ser simuladas. ” (p.149)
“A autopoiese, como temos visto, é definida como um padrão de rede no qual a função de cada componente consiste em participar na produção ou na transformação de outros componentes. ” (p. 155)
“Ser autogerador significa que todos os componentes, inclusive os da fronteira, são produzidos por processos internos à rede. Ser autoperpetuador significa que os processos de produção continuam ao longo do tempo, de modo que todos os componentes são continuamente repostos pelos processos de transformação do sistema. ” (p. 155)
“Todos os sistemas vivos são redes de componentes menores, e a teia da vida como um todo é uma estrutura em muitas camadas de sistemas vivos aninhados dentro de outros sistemas vivos — redes dentro de redes. Organismos são agregados de células autônomas, porém estreitamente acopladas; populações são redes de organismos autônomos pertencentes a uma única espécie; e ecossistemas são teias de organismos, tanto de uma só célula como multicelulares, pertencentes a muitas espécies diferentes. ” (p. 156)
“Organismos e sociedades humanas são, portanto, tipos muito diferentes de sistemas vivos. Regimes políticos totalitários têm, com freqüência, restringido gravemente a autonomia de seus membros e, ao fazê-lo, despersonalizou-os e desumanizou-os. Desse modo, as sociedades fascistas funcionam mais como organismos, e não é uma coincidência o fato de as ditaduras, muitas vezes, gostarem de usar a metáfora da sociedade como um organismo vivo. ” (p. 157)
‘‘...podemos dizer que uma função de todos os componentes numa teia alimentar é a de transformar outros componentes dentro da mesma teia. (p. 159)
“...aconcepção de uma rede autopoiética planetária é justificada porque toda a vida está embutida numa teia auto-organizadora de bactérias, envolvendo elaboradas redes de sistemas sensoriais e de controle que estamos apenas começando a reconhecer. ” (p. 161)
“O segundo tipo de mudanças estruturais num sistema vivo são mudanças nas quais novas estruturas são criadas — novas conexões na rede autopoiética. Essas mudanças do segundo tipo — desenvolvimentos em vez de cíclicas — também ocorrem continuamente, seja como conseqüência de influências ambientais, seja como resultado da dinâmica interna do sistema. ” (p. 168)
“Em vez de ver a evolução como o resultado de mutações aleatórias e de seleção natural, estamos começando a reconhecer o desdobramento criativo da vida em formas de diversidade e de complexidade sempre crescentes como uma característica inerente de todos os sistemas vivos. Embora a mutação e a seleção natural ainda sejam reconhecidas como aspectos importantes da evolução biológica, o foco central é na criatividade, no constante avanço da vida em direção à novidade. ” (p. 165)
“Portanto, a força motriz da evolução, de acordo com a nova teoria emergente, deve ser encontrada não em eventos casuais de mutações aleatórias, mas sim, na tendência inerente da vida para criar novidade, na emergência espontânea de complexidade e de ordem crescentes. ” (p. 169)
“O poder do pensamento abstrato nos tem levado a tratar o meio ambiente natural — a teia da vida — como se ele consistisse em partes separadas, a serem exploradas comercialmente, em benefício próprio, por diferentes grupos. Além disso, estendemos essa visão fragmentada à nossa sociedade humana, dividindo-a em outras tantas nações, raças, grupos religiosos e políticos. A crença segundo a qual todos esses fragmentos — em nós mesmos, no nosso meio ambiente e na nossa sociedade — são realmente separados alienou-nos da natureza e de nossos companheiros humanos, e, dessa maneira, nos diminuiu. Para recuperar nossa plena humanidade, temos de recuperar nossa experiência de conexidade com toda a teia da vida. Essa reconexão, ou religação, religio em latim, é a própria essência do alicerçamento espiritual da ecologia profunda. ’’ (p. 217)

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