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Ginástica Rítmica
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Autores: Profa. Angélica Segóvia de Araújo
 Profa. Carla Ferro Pereira Monfredini
 Prof. Jorge Alexandre da Silva
Colaboradores: Prof. Marcel da Rocha Chehuen
Ginástica Rítmica
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Professores conteudistas: Angélica Segóvia de Araújo / Carla Ferro Pereira 
Monfredini / Jorge Alexandre da Silva
Angélica Segóvia de Araújo
Graduada em Educação Física pela Fefisa (1984), especialista em Ginástica Artística pela USP (1985), pós-graduada 
em Treinamento Desportivo pela FMU (1999), docente da Universidade Paulista (UNIP) desde 2011, professora de 
Ginástica Artística do Colégio Marista Arquidiocesano de São Paulo desde 1989, árbitra estadual de Ginástica Artística, 
coordenadora da Liga Escolar de Ginástica Artística de São Paulo desde 2010 e coordenadora da Liga Nescau Jovem 
Pan na modalidade de Ginástica Artística.
Carla Ferro Pereira Monfredini
Graduada em Educação Física pela UEL (2006), especialista em Aprendizagem Motora pela USP (2007), mestre 
em Ciências na área de Biodinâmica do Movimento Humano pela USP (2011), tutora do curso de especialização em 
Aprendizagem Motora da USP (2008–2011, 2016–2017), docente da Uniesp (2011–2014), docente da Unip desde 2014, 
especialista em Ginástica Rítmica pela Unopar (2015).
Jorge Alexandre da Silva
Graduado em Educação Física pela Osec (1989), pós-graduado em Treinamento Desportivo pela Universidade 
Gama Filho (2007), Docente da Unip desde 2006, funcionário público concursado da Prefeitura Municipal de Barueri 
desde 1998 (atuando nas funções de treinador de Ginástica Artística de 1998 a 2009, gerente esportivo de 2009 a 
2015 e diretor de esportes em 2015).
© Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou 
quaisquer meios (eletrônico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem 
permissão escrita da Universidade Paulista.
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
Z13 Zacariotto, William Antonio
Informática: Tecnologias Aplicadas à Educação. / William 
Antonio Zacariotto - São Paulo: Editora Sol.
 p., il.
Nota: este volume está publicado nos Cadernos de Estudos e 
Pesquisas da UNIP, Série Didática, ano XXIII, n. 2-006/11, ISSN 1517-9230.
1.Informática e tecnologia educacional 2.Informática I.Título
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Prof. Dr. João Carlos Di Genio
Reitor
Prof. Fábio Romeu de Carvalho
Vice-Reitor de Planejamento, Administração e Finanças
Profa. Melânia Dalla Torre
Vice-Reitora de Unidades Universitárias
Prof. Dr. Yugo Okida
Vice-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa
Profa. Dra. Marília Ancona-Lopez
Vice-Reitora de Graduação
Unip Interativa – EaD
Profa. Elisabete Brihy 
Prof. Marcelo Souza
Prof. Dr. Luiz Felipe Scabar
Prof. Ivan Daliberto Frugoli
 Material Didático – EaD
 Comissão editorial: 
 Dra. Angélica L. Carlini (UNIP)
 Dra. Divane Alves da Silva (UNIP)
 Dr. Ivan Dias da Motta (CESUMAR)
 Dra. Kátia Mosorov Alonso (UFMT)
 Dra. Valéria de Carvalho (UNIP)
 Apoio:
 Profa. Cláudia Regina Baptista – EaD
 Profa. Betisa Malaman – Comissão de Qualificação e Avaliação de Cursos
 Projeto gráfico:
 Prof. Alexandre Ponzetto
 Revisão:
 Talita Lo Ré
 Aline Ricciardi
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Sumário
Ginástica Rítmica
APRESENTAÇÃO ......................................................................................................................................................9
INTRODUÇÃO ...........................................................................................................................................................9
Unidade I
1 CARACTERÍSTICAS DA GINÁSTICA RÍTMICA – CONCEITO, CATEGORIA INDIVIDUAL E 
CONJUNTO, TRÍADE MÚSICA, MOVIMENTO E APARELHO ................................................................... 11
1.1 Musicalidade .......................................................................................................................................... 12
1.2 Movimentos corporais, passos de dança e elementos pré-acrobáticos ......................... 12
1.3 Manejos de aparelhos ......................................................................................................................... 14
1.4 Área de competição e vestimenta ................................................................................................. 15
1.5 Programa de competição (individual e conjunto, sênior/adulto e juvenil) .................. 17
2 HISTÓRIA DA GINÁSTICA RÍTMICA ........................................................................................................... 20
2.1 A Ginástica Rítmica no Brasil .......................................................................................................... 23
2.2 A Ginástica Rítmica nas Olimpíadas ............................................................................................. 24
2.3 Ginástica Rítmica masculina ........................................................................................................... 27
2.3.1 Linha tradicional ..................................................................................................................................... 27
2.3.2 Linha asiática (Japão) ............................................................................................................................ 27
2.3.3 A Ginástica Rítmica masculina no Brasil ...................................................................................... 29
3 OS ELEMENTOS DE DIFICULDADES CORPORAIS E PRÉ-ACROBÁTICOS 
DA GINÁSTICA RÍTMICA ................................................................................................................................... 29
3.1 Saltos ........................................................................................................................................................ 31
3.2 Equilíbrios ............................................................................................................................................... 34
3.3 Rotações................................................................................................................................................... 37
3.4 Pré-acrobáticos ..................................................................................................................................... 40
3.4.1 Rolamentos para frente e para trás sem voo ....................................................................................... 41
3.4.2 Reversões para frente e para trás e lateral sem voo ................................................................ 41
3.4.3 Rolamento sobre o peito/fish-flop .................................................................................................. 42
4 APARELHOS DA GINÁSTICA RÍTMICA FEMININA E SUAS POSSIBILIDADES 
DE MANEJO ........................................................................................................................................................... 43
4.1 Corda ......................................................................................................................................................... 50
4.1.1 Manejos da corda ................................................................................................................................... 52
4.2 Arco ............................................................................................................................................................ 57
4.2.1 Manejosdo arco ...................................................................................................................................... 58
4.3 Bola ............................................................................................................................................................ 62
4.3.1 Manejos da bola ...................................................................................................................................... 63
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4.4 Maças ........................................................................................................................................................ 66
4.4.1 Manejo das maças .................................................................................................................................. 67
4.5 Fita .............................................................................................................................................................. 71
4.5.1 Manejo da fita .......................................................................................................................................... 72
Unidade II
5 ESTRATÉGIAS DE PRÁTICA NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM 
DE INICIANTES DA GINÁSTICA RÍTMICA .................................................................................................... 81
5.1 Ginástica Rítmica e a iniciação à prática ................................................................................... 81
5.2 Efeitos das diferentes estratégias de prática no processo de 
ensino-aprendizagem de iniciantes da Ginástica Rítmica .......................................................... 83
5.3 Proposta de ensino e estrutura do desenvolvimento das aulas 
de Ginástica Rítmica para iniciantes ................................................................................................... 87
5.3.1 Proposta/sugestão de programa e estrutura de uma aula de Ginástica Rítmica ......... 89
6 TREINAMENTO DA GINÁSTICA RÍTMICA VOLTADO PARA A COMPETIÇÃO 
E PARA O ALTO RENDIMENTO ........................................................................................................................ 95
6.1 Características da Ginástica Rítmica de competição ............................................................ 96
6.1.1 O perfil da atleta de Ginástica Rítmica .......................................................................................... 97
6.1.2 O treinamento das ginastas de elite (alto rendimento) .......................................................... 98
6.1.3 Trabalho preventivo .............................................................................................................................101
6.2 Flexibilidade na Ginástica Rítmica ..............................................................................................102
6.2.1 Flexibilidade ativa e passiva ..............................................................................................................102
6.2.2 Fatores que influenciam a flexibilidade .......................................................................................104
6.2.3 O treinamento da flexibilidade na Ginástica Rítmica ............................................................105
Unidade III
7 COMPOSIÇÕES COREOGRÁFICAS NA GINÁSTICA RÍTMICA .........................................................114
7.1 Individual ...............................................................................................................................................114
7.1.1 Séries individuais a mãos livres ....................................................................................................... 115
7.1.2 Séries individuais com aparelhos ................................................................................................... 115
7.2 Composições coreográficas em conjuntos ..............................................................................116
8 CÓDIGO DE PONTUAÇÃO: PRINCÍPIOS E ARBITRAGEM DOS EXERCÍCIOS 
INDIVIDUAIS E CONJUNTO ............................................................................................................................118
8.1 Exercícios individuais e dificuldades...........................................................................................120
8.1.1 Dificuldades corporais (BD) ............................................................................................................. 120
8.1.2 Combinação de passos de dança (S) .............................................................................................121
8.1.3 Elementos dinâmicos com rotação/risco (R) ............................................................................ 122
8.1.4 Dificuldades de aparelho/maestria (AD) ..................................................................................... 122
8.2 Exercícios de conjunto e dificuldades ........................................................................................123
8.2.1 Dificuldades corporais (BD) ............................................................................................................. 123
8.2.2 Dificuldade de troca (ED) .................................................................................................................. 124
8.2.3 Combinação de passos de dança (S) ............................................................................................ 125
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8.2.4 Elementos dinâmicos com rotação/risco (R) ............................................................................ 125
8.2.5 Colaborações (C) ................................................................................................................................... 125
8.3 Arbitragem e composição da nota ..............................................................................................126
8.3.1 Funções do Painel D ............................................................................................................................ 126
8.3.2 Funções do Painel E (para individual e conjunto) .................................................................. 127
8.3.3 Nota final ................................................................................................................................................ 128
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APRESENTAÇÃO
Caro aluno, seja bem-vindo ao programa de estudo EaD!
Nesta disciplina você vai aprender sobre Ginástica Rítmica. Veremos seu desenvolvimento enquanto 
modalidade esportiva, suas características gerais e técnicas (elementos corporais e manejo de aparelho), 
além de processos pedagógicos, preparação física e noções de julgamento relacionados a ela.
Basicamente, o objetivo deste livro-texto é apresentar a vocês, alunos, o universo cultural 
da Ginástica Rítmica. Isso se dará por meio do reconhecimento da Ginástica Rítmica como um 
conteúdo da Educação Física, da introdução de conhecimentos técnicos científicos e de sua 
aplicabilidade no mercado de trabalho. Serão apresentados os conceitos, as características e 
a terminologia da área, conhecimentos básicos necessários para que vocês sejam capazes de 
desenvolver e aplicar programas de iniciação, conduzindo a atividade de forma segura e consciente, 
adaptando-a de maneira apropriada às diferentes situações e condições dos praticantes, sem se 
esquecer da consciência crítica com relação aos benefícios e prejuízos que a atividade pode 
proporcionar aos diferentes praticantes.
É muito importante que, além de acompanhar o texto e as atividades propostas neste livro-texto, 
você consultetambém as referências bibliográficas indicadas no fim da obra, pois o material encontrado 
aqui é apenas um breve desenvolvimento desse vasto assunto, não pretendendo esgotar o conceito ou 
tema. Bom estudo!
INTRODUÇÃO
A Ginástica Rítmica é uma modalidade competitiva reconhecida pela Federação Internacional 
de Ginástica (FIG), no entanto, apenas para gênero feminino. Mesmo existindo a Ginástica Rítmica 
masculina, tal categoria não é reconhecida pela FIG.
A ideia deste livro-texto é demonstrar o percurso e o desenvolvimento dessa modalidade desde 
seu início, na Europa, a partir de várias correntes (dentre elas, a dança), até chegarmos à forma como 
a conhecemos hoje. Além disso, é importante situar os alunos historicamente quanto às modificações 
em seu código de pontuação e nos métodos desenvolvidos para aprimoramentos da modalidade. Cabe 
ainda esclarecer como trabalhar com a Ginástica Rítmica nas mais diversas possibilidades de atuação de 
um educador físico (em clubes, academias, na iniciação esportiva, como auxiliar de outras modalidades 
esportivas ou nas atividades extracurriculares).
Inicialmente, apresentaremos as principais características da Ginástica Rítmica, seus aspectos 
históricos, seus moldes atuais, suas confederações e onde ela é mais presente. Veremos seu 
surgimento na Europa e a acompanharemos até sua chegada ao Brasil, conheceremos os aparelhos 
que pertencem ao gênero individual (feminino) e discutiremos como são realizadas as provas em 
conjunto, além de abordar seus manejos e elementos corporais. Trataremos ainda sobre a Ginástica 
Rítmica masculina.
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Na sequência, abordaremos a prática da Ginástica Rítmica e seus processos de aprendizagem, além 
de falar sobre o treinamento voltado para iniciantes. Qual a sua importância no desenvolvimento motor 
da criança? Qual a importância do desenvolvimento das habilidades de manipulação, locomoção e 
estabilização? Veremos sobre maturação, lesões, os vários métodos de treinamento e, um tema essencial 
para a prática dessa modalidade, a flexibilidade.
Por fim, nos deteremos sobre as composições coreográficas, abordando tanto a relevância da 
expressividade quanto os vários estilos de dança importantes na coreografia da Ginástica Rítmica. Nesse 
momento, falaremos também sobre o código de pontuação e suas modificações ao longo dos anos.
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GINÁSTICA RÍTMICA
Unidade I
1 CARACTERÍSTICAS DA GINÁSTICA RÍTMICA – CONCEITO, CATEGORIA 
INDIVIDUAL E CONJUNTO, TRÍADE MÚSICA, MOVIMENTO E APARELHO
A Ginástica Rítmica (GR) é uma das oito modalidades gímnicas reconhecidas e tuteladas pela FIG. 
Essa modalidade esportiva prima pela beleza, que se expressa por meio dos movimentos complexos, da 
expressividade das ginastas, da dança, da música e da vestimenta; em suma, de todo o contexto que 
envolve as apresentações, sejam individuais ou em conjunto. Por isso a GR ser conhecida como um 
“esporte-arte”.
A GR possui características que a diferenciam das demais modalidades ginásticas de competição, 
listadas a seguir.
• Trata-se de uma modalidade oficialmente reconhecida apenas para o gênero feminino (existe a 
GR masculina, mas ainda não é uma modalidade reconhecida pela FIG).
• Em suas apresentações, a ginasta não executa elementos acrobáticos presentes nas demais 
modalidades gímnicas de competição (mortais e outros elementos de voo com rotação em torno 
do eixo transversal do corpo).
• As apresentações de GR sempre são acompanhadas de música.
• Os aparelhos utilizados pelas ginastas são portáteis.
• É considerada uma modalidade de base coordenativa.
A GR é fundamentada em uma estrutura trifásica: os movimentos corporais, os manejos dos 
aparelhos (ou aparatos) e a musicalidade (ou acompanhamento musical).
Musicalidade
Manuseio 
dos aparelhos
Movimentos 
corporais
Ginástica 
rítmica
Figura 1 – Estrutura trifásica da GR
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Unidade I
A GR, por meio dessa sua estrutura trifásica, privilegia o desenvolvimento global do aluno, já que todos 
os domínios do desenvolvimento humano são trabalhados: por exemplo, o estímulo e o desenvolvimento 
de capacidades como percepção espacial, percepção temporal, coordenação oculomanual e oculopedal 
promovem maior coordenação para o indivíduo.
Um privilégio desse esporte é que apresenta habilidades motoras bem próximas da cultura corporal 
encontrada nas brincadeiras e nos jogos infantis, como pular corda, brincar com o bambolê (arco), brincar 
com bola, o que permite desde cedo proporcionar vivências motoras na GR sem iniciar-se precocemente 
na habilidade.
1.1 Musicalidade
A própria nomenclatura já define a importância da música nessa modalidade gímnica, ela é rítmica. 
E esse ritmo é determinado pela música, que é obrigatória em todas as apresentações desde as primeiras 
categorias desse esporte. E a música é o fator que determinará as características da apresentação: se será 
alegre ou triste, forte ou suave, clássica ou moderna e, consequentemente, influenciará a expressividade 
da ginasta, que deverá demonstrar os sentimentos sugeridos pela composição musical através dos 
movimentos corporais realizados em perfeita harmonia com a música escolhida.
Desde seus primórdios, a GR sempre esteve acompanhada da música, o que se seguiu após 
a transformação da modalidade em esporte. Em um primeiro momento, as apresentações eram 
acompanhadas de um músico que ficava na área de competição tocando em um piano as partituras das 
coreografias, uma vez que não existiam os diversos tipos de tocadores de mídias de hoje.
Posteriormente as músicas passaram a ser tocadas por meios eletrônicos, como toca-fitas e CD 
players. Também as características das músicas têm mudado com o tempo. Inicialmente, apenas músicas 
orquestradas eram permitidas, depois, foi autorizado o uso de músicas em que a voz humana fazia 
às vezes de um instrumento (coro, sem palavras) e apenas bem recentemente a palavra cantada foi 
autorizada, tornando a modalidade mais atrativa e moderna.
1.2 Movimentos corporais, passos de dança e elementos pré‑acrobáticos
Os movimentos corporais na GR, que fazem parte do processo ensino-aprendizagem da modalidade 
e das composições coreográficas, são elementos de dificuldade corporal, passos de dança e elementos 
pré-acrobáticos. Vejamos o que quer dizer cada um deles.
Elementos de dificuldade corporal (também conhecidos como elementos corporais ou dificuldades 
corporais) são aqueles descritos no código de pontuação da modalidade, divididos em três grupos 
fundamentais: saltos, equilíbrios e rotações. Os elementos de dificuldade corporal constituem a base 
de toda a coreografia de uma ginasta, pois são eles que, aliados ao manejo de aparelhos, irão compor a 
complexidade do esporte, trate-se de um desportista em fase inicial ou de alto nível. Esses elementos, 
identificados no código como BD (do inglês body difficulties), estão listados nas tabelas de dificuldades 
do código de pontuação e possuem valores predefinidos (adiante veremos mais sobre isso). A seguir, 
estão os elementos de dificuldade corporal e seus respectivos símbolos.
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GINÁSTICA RÍTMICA
EquilíbriosSaltos Rotações
Figura 2 – Representação simbólica dos elementos de dificuldade corporal
Segundo o código de pontuação, uma coreografia deve conter, no mínimo, uma combinação de 
passos de dança com duração de oito segundos, que devem estar em consonância com o tempo, o ritmo 
da música,o caráter musical e os acentos. Apesar de o balé ser a base do trabalho com dança na GR, não 
há a obrigatoriedade do uso desse estilo nas coreografias, exigindo-se apenas realizar passos de dança 
que combinem com o tema da música (como dança folclórica, dança moderna, dança de salão etc.). 
Destaca-se também a importância do uso do tempo (variações de velocidade) e do espaço (movimentos 
junto ao chão e nas diversas direções) durante a execução desses movimentos.
Os exercícios acrobáticos, como os mortais e outros, que têm uma fase aérea bem definida e são comuns 
às demais modalidades gímnicas, não são permitidos na GR. Vale lembrar que acrobacias são caracterizadas 
pela inversão dos eixos corporais, notadamente o eixo transversal do corpo, muitas vezes, em paralelo à 
inversão de outro eixo (mortais com pirueta, por exemplo, quando o eixo longitudinal também é utilizado). 
Por isso na GR utilizamos o termo pré-acrobático, que define acrobacias que não possuem fase aérea.
Eis alguns dos elementos pré-acrobáticos permitidos e que estão listados no código de pontuação 
da modalidade:
• rolamento para frente;
• rolamento para trás;
• reversão para frente;
• reversão para trás;
• estrela e variações;
• reversões com diferentes tipos de apoio (como mãos, antebraço e peito);
• outros (demais pré-acrobáticos, que serão vistos mais adiante).
 Observação
O termo elementos de ligação é muito comum em publicações sobre GR 
anteriores a 2016. Ele se referia às diversas formas de deslocamentos (formas 
de andar, correr, rolar etc.), aos saltitos, aos balanceios, às circunduções, aos 
movimentos em forma de oito e aos giros. Hoje eles estão associados com 
os passos de dança, mas não perderam sua importância.
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Unidade I
O texto do código de pontuação (FIG, 2017), aliás, exprime bem a 
importância desses movimentos. Por isso, os elementos de ligação não são 
obrigatórios, mas fazem parte dos movimentos corporais aprendidos nas 
aulas de GR. O objetivo é que eles sejam usados tanto na combinação de 
passos de dança como para ligar os elementos de dificuldade corporal.
 Saiba mais
A Federação Internacional de Ginástica é uma das organizações quando 
se fala em GR. Você pode conhecer melhor a federação acessando o link 
indicado a seguir.
<http://www.gymnastics.sport/site/>.
1.3 Manejos de aparelhos
Manejo de aparelhos significa manusear os aparelhos, manipulá-los como uma continuidade 
do corpo do ginasta, e, por isso, o atleta deve desenvolver afinidades de manuseio com os 
aparelhos por todo o corpo. A interação entre a ginasta e o aparelho é uma das características mais 
interessantes da GR, tanto pela dificuldade que impõe à apresentação quanto pela criatividade 
e beleza estética que proporciona.
Corda Arco Bola Maças Fita
Figura 3 – Aparelhos de GR
Os aparelhos foram introduzidos na GR justamente para realçar a beleza das apresentações e as 
características femininas. Esses aparelhos são a corda, o arco, a bola, as maças e a fita. A seguir estão 
seus respectivos símbolos.
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GINÁSTICA RÍTMICA
Corda Arco Bola Maças Fita
Figura 4 – Representação simbólica de aparelhos da GR
Assim, a GR é uma modalidade que trabalha os movimentos corporais associados ao manejo de 
aparelhos (corda, arco, bola, maças e fita), sempre com um acompanhamento.
1.4 Área de competição e vestimenta
Tanto na modalidade individual quanto na modalidade de conjunto, usa-se um tapete medindo 16 
metros x 16 metros, correspondendo à área de competição um quadrado de 13 metros x 13 metros (ou 
seja, de cada lado do quadrado, há uma sobra como forma de segurança de 1,5 metros). O tapete possui 
cor lisa (podendo variar a cor de competição para a competição), tendo a linha que delimita a área de 
competição (13 metros x 13 metros) sempre uma cor diferente do tapete. Dependendo do campeonato, 
as ginastas de GR realizam as apresentações na mesma área de competição da Ginástica Artística, ou 
seja, em uma área em que há um tablado abaixo do tapete.
De modo geral, atravessar esse limite da área de competição (com o aparelho, por um ou dois pés, 
com alguma parte do corpo tocando o solo fora da área especificada ou qualquer aparelho deixando a 
área e retornando por si só) implica punição da ginasta, descontando-se 0,30 ponto a cada ocorrência.
Figura 5 – Imagem representando o tapete da área de competição e o local em que ficam os materiais reservas
Com relação às vestimentas, nas competições de GR, é permitido que as ginastas usem:
• collant com ou sem mangas (vale destacar que collants de dança com alças finas não são permitidos);
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Unidade I
• calça justa (por cima ou por baixo do collant) até o tornozelo;
• macacão (desde que seja justo ao corpo);
• uma saia (que não esteja abaixo da área pélvica) por cima do collant, da calça ou do macacão.
Figura 6 – Exemplo de um modelo de collant de GR
As ginastas podem realizar suas apresentações com os pés descalços ou com sapatilhas de ginástica, 
o cabelo deve estar preso e com bom acabamento, quanto à maquiagem, ela deve ser clara e leve.
Figura 7 – Imagem representando a sapatilha da GR
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1.5 Programa de competição (individual e conjunto, sênior/adulto e juvenil)
Para a FIG, a GR está dividida nas categorias juvenil (13 a 15 anos) e adulto (acima de 16 anos). Já 
as categorias de base são responsabilidade das Uniões Continentais e das Confederações Nacionais, 
assim como suas regras específicas. No Brasil, a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) propõe 
as categorias pré-infantil (9 e 10 anos) e infantil (11 e 12 anos) e, na maioria das vezes, segue a FIG 
para diferenciar as categorias juvenil e adulto – no entanto, dependendo do campeonato, pode haver 
alteração desses números (CBG, 2017).
Tabela 1 
Categorias em campeonatos brasileiros
Categoria Idades
Pré-Infantil 09 e 10 anos
Infantil 11 e 12 anos
Juvenil 13 a 15
Adulto acima de 16 anos
Adaptada de: CBG (2017).
Como dito, as competições oficiais de GR podem ser realizadas de forma individual ou em conjunto. 
Os programas de competição da categoria adulta são baseados nas normas do código de pontuação 
(FIG, 2017), contudo, pode haver variação, como no caso de competições que possuem regras adaptadas 
à realidade local.
O programa de competição individual para ginastas adultos geralmente consiste em quatro exercícios: 
a ginasta deve apresentar uma série coreográfica para cada aparelho (arco, bola, maças e fita), estando 
a duração de cada exercício/série entre 1’15’’ e 1’30’’. Das quatro séries coreográficas, duas podem usar 
como acompanhamento músicas com letras.
No caso de competições oficiais da FIG, campeonatos mundiais e Jogos Olímpicos, há três tipos de 
competição para a categoria individual (CI, CII e CIII), descritas a seguir.
A CI corresponde à classificação e à competição por equipe, ou seja, na competição CI, as atletas 
disputam individualmente a classificação para a competição individual geral (CII) e a classificação para 
a competição final por aparelho (CIII). A CI também corresponde à competição por equipe, em que a 
somatória das notas das séries coreográficas de cada atleta da equipe irá determinar se a equipe será 
premiada ou não. No primeiro dia de competição, todas as ginastas das equipes inscritas participam, 
e a equipe pode ser composta de três ou quatro ginastas (cabendoentre um, no mínimo, e quatro, no 
máximo, exercícios por ginasta). A CII é a competição individual geral. No entanto, para participar da 
competição individual geral, a ginasta deve se apresentar, obrigatoriamente, nos quatro exercícios (arco, 
bola, maças e fita), pois a premiação da modalidade individual geral é determinada pela somatória 
dessas quatro notas obtidas pela ginasta. Os resultados obtidos irão determinar:
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• a premiação por equipe, ou seja, troféus e medalhas do 1º ao 3º lugar (a classificação é dada pelo 
somatório das dez melhores notas registradas pela equipe);
• classificação e premiação da modalidade individual geral, ou seja, troféus do 1º ao 3º lugar (a 
partir da somatória das quatro notas obtidas pela ginasta);
• qualificação para a competição final por aparelho.
Já a CIII corresponde à competição final por aparelho. Quando há até 30 ginastas participantes na 
etapa classificatória (primeiro dia de competição), até oito ginastas são classificadas por aparelho, de 
acordo com as maiores notas (sendo, no máximo, duas ginastas por entidade). Dessa forma, teremos 
oito apresentações coreográficas/exercícios para cada aparelho, com a premiação se dando por aparelho 
(medalhas do 1º ao 3º lugar).
Já o programa geral para competições em conjunto, na modalidade adulta, consiste em dois 
exercícios (séries coreográficas) com duração de 2’15’’ a 2’30’’ cada um. A equipe deve ser formada por 
cinco ginastas oficiais, mas pode ter seis, sendo uma ginasta reserva. Nesse caso, todas devem fazer 
parte de pelo menos um exercício. Vale destacar que, das duas séries coreográficas (exercícios), uma 
pode ser com música com palavras.
A seguir, à esquerda, temos o exemplo de exercício com um único tipo de aparelho, ou seja, as cinco 
ginastas com o mesmo tipo de aparelho. Já à direita, vemos uma apresentação com dois tipos de aparelho, 
ou seja, três ginastas com um tipo de aparelho e as outras duas ginastas com outro tipo de aparelho (no 
exemplo em questão, três arcos e duas bolas).
Exercícios aparelhos iguais (5) Exercícios aparelhos diferentes (3x2)
Figura 8 – Representação dos exercícios em conjunto
Há dois tipos de competição em conjunto, vejamos cada uma delas.
• Competição de conjuntos (geral e classificatória): no primeiro dia de competição, participam 
todos os conjuntos inscritos. É obrigatória a apresentação dos dois exercícios do conjunto na 
classificatória para a competição final. Os resultados obtidos irão determinar a premiação do 
conjunto geral, ou seja, troféus e medalhas do 1º ao 3º lugar a partir da somatória das notas dos 
dois exercícios de conjunto apresentados na competição geral (uma série com aparelhos iguais e 
outra série com aparelhos diferentes).
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• Competição final: no segundo dia de competição, participam da competição final somente os 
oito melhores conjuntos classificados no primeiro dia. Os resultados obtidos irão determinar a 
premiação do 1º ao 3º lugar por aparelho na competição final, ou seja, a premiação do 1º ao 3º 
lugar para os grupos no exercício com aparelhos iguais, e do 1º ao 3º lugar para os grupos no 
exercício com aparelhos diferentes.
Mas quem determina o aparelho que as ginastas devem utilizar para cada exercício no ano atual de 
competição? A definição dos aparelhos é feita pela FIG, por meio do código de pontuação. Atualmente, 
de acordo com o código de pontuação de GR 2017-2020 (FIG, 2017), estamos no ciclo 2017-2020, e no 
anexo do código há o Programa de Aparelhos a serem utilizados durante esse ciclo e no próximo ciclo 
olímpico.
Como se pode observar a seguir, no individual não há mudança dos aparelhos, pois na categoria 
adulta o aparelho corda não está mais presente, restando aos demais aparelhos (arco, bola, maças e fita) 
compor o quadro dos quatro exercícios em uma competição. Já na categoria de conjuntos, a cada dois 
anos há a mudança do tipo de aparelho escolhido para as competições, podendo a corda fazer parte.
Quadro 1 – Ginastas individuais: 4 exercícios
2017-2018
2019-2020
2021-2022
2023-2024
Fonte: FIG (2017, p. 79).
Quadro 2 – Conjuntos: 2 exercícios
2017-2018 5 3 2 
2019-2020
5 3 2 pares 
2021-2022
5 pares 3 2 
2023-2024
5 3 2 pares 
Fonte: FIG (2017, p. 79).
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Unidade I
Uma vez abordadas as principais características da GR (conceito, vestimenta, área e programa de 
competição), podemos ver como a GR surgiu, sua história no mundo, sua evolução no Brasil e nos 
Jogos Olímpicos.
2 HISTÓRIA DA GINÁSTICA RÍTMICA
A história da GR mantém uma relação estreita e especial com a dança e suas manifestações rítmicas 
expressivas, além do balé e da ginástica natural. A GR não nasceu de uma forma regular (LIOBET, 1998) 
ou pronta: ela tem suas raízes na Ginástica Moderna surgida no século XIX, com influência de vários 
estudiosos em diversas áreas de conhecimento. Assim, ela vem passando por muitas transformações, 
desde sua criação até os dias de hoje.
Conforme Gaio (2007), a GR teve influência de quatro campos: dança, música, teatro e pedagogia. 
Apesar de terem trajetórias próprias, essas áreas contribuíram, cada uma da sua forma, para 
o desenvolvimento das características da GR. Segundo Peuker (1974), a GR nasceu a partir de um 
movimento renovador da ginástica, fruto de pensamentos de vários autores. A tal respeito, Lafranchi 
(2001) descreve a GR da seguinte maneira:
A Ginástica Rítmica é uma modalidade desportiva essencialmente feminina 
que se fundamenta na expressividade artística. É conceituada como a busca 
do belo, uma explosão de talento e criatividade, em que a expressão corporal 
e o virtuosismo técnico se desenvolvem juntos, formando um conjunto 
harmonioso de movimento.
Na área da pedagogia, Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), filósofo, escritor, teórico político e 
compositor autodidata suíço, escrevia sobre a ginástica natural, estudando sobre o papel da ginástica 
na educação física e descrevendo seu desenvolvimento técnico e prático na educação infantil. 
Rousseau, considerado um dos principais filósofos do Iluminismo, preconizou a educação do corpo 
como parte da educação total. Para ele, as instituições educativas corrompem o homem e tiram-lhe 
a liberdade, e, para a criação de um novo homem e de uma nova sociedade, seria preciso educar a 
criança de acordo com a natureza, desenvolvendo progressivamente seus sentidos e sua razão com 
vistas à liberdade e à capacidade de julgar. 
Johann Christoph Friedrich Guts Muths (1759-1839), alemão que trabalhou muito para o 
desenvolvimento das ginásticas pedagógicas, é considerado o pai da ginástica natural, pois ensinou 
sobre o assunto por mais de 50 anos. Ele ainda estudou Teologia, Física, Matemática, Filosofia e 
História, mas se destacou pela atuação na área das ginásticas, publicando, em 1793, o primeiro livro 
de ginástica Gymnastik fur die Jugend (ginástica para jovens). Muths creditava que os exercícios 
deveriam desenvolver uma pessoa por completo, publicando ainda outras obras sobre o assunto.
Posteriormente, surge na Suécia Per Henrik Ling (1776-1839), cujo objetivo era educar as 
pessoas sobre os “exercícios sistematizados adequados”, que chamou de ginástica médica. Ele 
não só acreditava que a anatomia e a fisiologia eram o fundamento da ginástica, mas também 
que os efeitos dos movimentos produzidos sobre os aspectos físicos e psicológicos deveriam ser 
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estudados detalhadamente. Em 1813, fundou o Instituto Central de Ginástica de Estocolmo com 
a obrigação de educar os professores de ginástica para as necessidades militares e escolares. Seu 
método ginástico tem quatro linhas de atuação: pedagógica, militar, médica e estética. Para Ling, 
realmente era importante ajudar as pessoas, dedicando o resto de sua vida à construção do sistema 
que havia criado (AGOSTINI; NOVIKOVA, 2015).
Na área das artes cênicas, encontramos François Chéri Delsarte (1811-1871). Músico e professor 
francês, apesar de compositor, foi mais conhecido como professor de canto e declamação. Delsarte 
foi um expoente da comunicação através dos movimentos corporais (ginástica expressionista), 
pois buscava conectar a experiência emocional interior do ator com um conjunto sistematizado de 
gestos e movimentos baseados nas próprias observações de interação humana. As suas experiências 
eram concentradas nas relações entre corpo e alma, nos mecanismos que traduziam a sensibilidade 
do espírito.
Delsarte adotou a concepção da ginástica natural, criando uma série de exercícios naturais. 
Trabalhou com atores da época, fazendo com que encontrassem em suas performances 
movimentações com gestos mais expressivos, acrescentando a beleza e a estética do movimento 
à ginástica da época. Ele também influenciou a nova dança moderna, que se desenvolveu nos 
Estados Unidos e na Europa no século XX.
Na corrente da dança, temos o francês Jean-George Noverre (1727-1810), conhecido como 
“Sheakespeare da dança”. Embora tenha criado cerca de 150 balés em Paris, Viena e Stuttgart, sua 
principal influência foi como reformador. O objetivo de Noverre era libertar o corpo expressivo 
do bailarino de posições estereotipadas e máscaras pesadas, arquivando as armaduras incômodas 
de danças de batalha e outras vestimentas que escondiam o corpo. Seu livro Lettres sur la Danse 
at sur les Ballets (1760) abriu uma era nova, e suas teorias sobre balé e movimento expressivo se 
difundiram pela Europa e ainda hoje influenciam o balé moderno.
Mas Noverre não foi o único, outras teorias na área surgiram, como as do húngaro Rudolf Laban 
(1879-1958). Músico, bailarino, coreógrafo, performático, escritor e teórico da Arte do Movimento, 
Laban foi fundador de escola e diretor de sua própria companhia de dança, influenciando coreógrafos 
alemães das décadas de 1920 e 1930. Considerado o maior teórico da dança do século XX e “pai 
da dança-teatro”, dedicou sua vida ao estudo e à sistematização da linguagem do movimento em 
seus diversos aspectos: criação, notação, apreciação e educação.
Segundo Susan Tortora (apud A DANÇA..., 2017), Laban estabeleceu cinco elementos 
fundamentais para que se pudesse fazer uma análise e uma descrição concreta da performance dos 
movimentos realizados, fundamentais para que se possa ter uma imagem visual do movimento: 
corpo, esforço, forma e espaço e ritmo. Dessa forma, mesmo de forma indireta, ele influenciou o 
caminho da GR como a conhecemos hoje.
Com a percepção de uma nova realidade, surge a americana Isadora Duncan (1898-1927), 
teórica revolucionária que se consagrou pela movimentação natural e liberta do formalismo da 
dança clássica, inspirando-se nos movimentos da natureza. Duncan ficou conhecida como “bailarina 
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dos pés descalços”. Duncan tinha, em seu discurso, ideias de libertação para a movimentação do 
corpo feminino, o que acabou contribuindo para a formação da Ginástica Moderna. Ela expressava 
claramente sua revolta contra as regras acadêmicas do balé clássico e as regras da sociedade, 
dizendo-se não ser bailarina nem acrobata, mas sim uma artista (LUFT apud AGOSTINI; NOVIKOVA, 
2015). Foi considerada uma das primeiras feministas modernas, além de ser a primeira a quebrar os 
rígidos padrões estéticos do balé clássico.
No campo da música, temos o austríaco Émile Jaques-Dalcroze (1865-1950), criador de 
um sistema de ensino de música baseado no movimento corporal expressivo, sistema, aliás, 
mundialmente difundido a partir da década de 1930. Com sua pedagogia musical, Dalcroze se 
torna precursor dos chamados métodos ativos na área da educação musical, influenciando toda 
uma geração situada primordialmente na primeira metade do século XX. Como professor de música, 
foi considerado o pai da rítmica, pois reconhecia em seus alunos a deficiência no domínio do ritmo.
Segundo Agostini e Novikova (2015), Dalcroze imaginou um modo de ensino de música e 
para a música, tendo em conta a percepção física através do ritmo, com base na musicalidade 
do movimento, questionando a relação entre música e movimento, especialmente por meio da 
interação tempo-espaço; dessa forma, ele elaborou um método educacional utilizando ritmo. 
Ainda segundo os autores, esse método pretendia também influenciar a ginástica, pois considerava 
o conhecimento e domínio do ritmo uma preparação tanto para a dança quanto para a ginástica, 
pensando que compreender o ritmo, e consequentemente a música, teria que passar pela vivencia 
de movimentos corporais. Por isso, buscava utilizar o movimento em função da aprendizagem 
musical, um sendo produto do outro, criando assim a euritmia.
Entretanto, o alemão Rudolf Bode (1881-1971), discípulo de Dalcroze, estudou filosofia, ciências 
e música, fundou sua própria escola em 1913, em Munique, com um sistema de ginástica, música 
e dança, dispondo dos créditos da criação de uma GR parecida com a que conhecemos hoje. Bode 
buscava movimentos livres e naturais, atendendo as necessidades de cada praticante, com o ritmo 
próprio de cada um.
Bode estabeleceu os princípios da GR, que pode ser associada ao surgimento de uma GR 
desportiva (com trabalhos de expressão e trabalho rítmico com a utilização de aparelhos como a 
bola). Bode, conhecido como pai da Ginástica Moderna, fundou em 1991 a escola de GR, com sua 
obra chamando a atenção na Europa, principalmente na Alemanha, pelo caráter rítmico e estético, 
que direcionava para o corpo feminino (AGOSTINI; NOVIKOVA, 2015).
Gaio acrescenta que:
Bode desenvolveu sua potencialidade de pensamento muito além do que seu 
mestre preconizava, colocando a música a serviço do movimento corporal, 
introduzindo ao trabalho rítmico as mãos livres, a utilização de aparelhos 
como: bola, bastão, tamborim etc. (apud AGOSTINI; NOVIKOVA, 2015, p. 12).
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Depois da Segunda Guerra, o alemão Henrich Medau (1890-1974), professor e músico, criou uma 
escola de ginástica especialmente voltada às mulheres, pensando no favorecimento da saúde. Surge 
com ele o primeiro trabalho de aparelhos: pandeiro, tambor, arcos, maças e bolas. Medau prezava 
também pela postura correta, pela respiração, pelos movimentos de oscilação e ondas. Quando abriu 
a própria escola, em 1929, começou a explorar as próprias teorias, usando uma variedade de ritmos e 
improvisação no piano, além de experimentar pela primeira vez a bola (AGOSTINI; NOVIKOVA, 2015).
Segundo Agostini e Novikova (2015), no final do século XX, a GR realmente começou a tomar corpo 
e a adquirir algumas das características que possui ainda hoje, podendo, portanto, ser considerada um 
esporte relativamente novo. Vale observar que, em diferentes momentos históricos, dança, ginástica, 
música e dramaturgia se fundiram, ampliando horizontes e possibilitando novas conexões entre dança 
e ginástica; todo esse movimento refletia as ações e as relações sociais, ou seja, refletia uma sociedade 
em busca de constantes e profundas transformações.
A GR como é conhecida nos dias atuais também passou por mudanças em sua nomenclatura, as 
terminologias foramse modificando ao longo do tempo, até chegar à que conhecemos hoje, descrita 
no quadro a seguir.
Quadro 3 – Diferentes terminologias utilizadas ao longo dos anos
Terminologias
1963 Ginástica moderna
1972 Ginástica feminina moderna e Ginástica Rítmica moderna
1975 Ginástica Rítmica desportiva
1998 Ginástica Rítmica
Adaptado de: Gaio (2009, p. 37).
2.1 A Ginástica Rítmica no Brasil
A história da GR no Brasil é bastante recente. Conforme Santos, Lourenço e Gaio (2010), duas 
professoras estrangeiras iniciaram o processo de disseminação da GR em nosso país: uma com uma 
linha educacional, a austríaca Margareth Frohlich, e a outra com uma linha mais competitiva, a húngara 
Ilona Peuker (1915-1995).
A professora Margareth Frohlich ministrou aulas nos III e IV cursos de aperfeiçoamento técnico em 
Santos de 1953 a 1954. Com a chegada da professora Ilona Peuker, ex-ginasta da Hungria, a modalidade 
foi introduzida no país. Na década de 1950, ela ministrou cursos no Rio de Janeiro e criou a primeira 
equipe de GR do Brasil, o Grupo Unido de Ginastas (GUG). Radicou-se definitivamente no país e foi 
convidada a ministrar aulas na UFRRJ, tendo muitas discípulas, ex-ginastas que deram continuidade ao 
seu trabalho no país.
Foi nesse primeiro grupo, aliás, que surgiu a ginasta Daisy Barros, atleta responsável pela primeira 
participação brasileira em um campeonato mundial dessa modalidade, mais precisamente em 1971, na 
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cidade de Copenhagen, Dinamarca. Pouco depois, em 1973, o GUG representou o Brasil na cidade de 
Roterdan, na Holanda, com exercícios de conjunto, obteve a 13ª colocação. Em 1999, antigas alunas 
formaram o Grupo Ilona Peuker, em homenagem a ela, e participaram da Gymnaestrada em Gotemburgo, 
na Suécia, e desde então vêm se apresentando em vários lugares e, assim, difundindo a GR.
Em 1978 foi dado um passo fundamental para o desenvolvimento da modalidade, com a criação 
da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) e o consequente apoio da entidade à GR. Nessa mesma 
época, houve sua inclusão em alguns cursos de graduação, além da prática em alguns clubes.
A ginasta Rosane Favilla foi a primeira brasileira a participar dos Jogos Olímpicos, em 1984, 
em Los Angeles. Nas Olimpíadas de 1992, em Barcelona, tivemos a participação da ginasta Marta 
Cristina Schonhorst nos exercícios individuais. Nos Jogos Olímpicos de Sidney (2000) e nos de 
Atenas (2004), o Brasil participou nas provas de conjunto, obtendo o 8º lugar. Segundo Agostini e 
Novikova (2015), nesse período recente da GR, houve o desenvolvimento particular da modalidade 
em alguns centros do país.
Nos últimos anos, a GR brasileira se desenvolveu bastante, detendo a hegemonia nas Américas 
nas provas de conjunto. Foram três ouros nos últimos quatro Pan-Americanos, que valeram à equipe 
brasileira a classificação para as últimas três edições das Olimpíadas.
Segundo Agostini e Novikova (2015), a partir da percepção da existência de talentos em nosso país, 
têm sido empreendidos esforços em busca da melhoria técnica da modalidade com intuito de elevar 
o nível de performance das atletas. Os campeonatos foram divididos por regiões (Nordeste, Sudeste...), 
na busca de uma seleção mais rígida das atletas, pois só podem participar do campeonato nacional, as 
primeiras colocadas de cada região do país.
2.2 A Ginástica Rítmica nas Olimpíadas
No início dos Jogos Olímpicos, as mulheres não podiam participar nem assistir às competições. 
Começaram a participar apenas na década de 1920, em meio às reações de repúdio em razão da 
impossibilidade da participação feminina. Assim, surgiram as modalidades esportivas específicas paras 
as mulheres, como o nado sincronizado, a GR e outras.
A Ginástica Desportiva já era praticada desde a época da Primeira Guerra Mundial, embora sem 
regras específicas fixadas ou mesmo um nome determinado. Muitas escolas inovaram a forma como 
se praticavam os exercícios tradicionais de Ginástica Artística através da junção da música, que exige 
o ritmo nos movimentos das ginastas. Apenas em 1946 fez-se uma primeira distinção na ginástica de 
competição, na Rússia, quando surgiu também a designação “rítmica”.
Em 1961, vários países do leste europeu organizaram um campeonato internacional dessa disciplina 
e, no ano seguinte, a FIG reconheceu a nova modalidade nas suas regras, sendo realizado em 1963 o 
primeiro campeonato mundial. Com a exceção da fita e das maças, a maior parte dos equipamentos 
utilizados atualmente foi introduzida nessa competição.
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Em 1984 a GR faz a sua primeira aparição olímpica, embora as melhores ginastas do mundo, 
provenientes dos países do Leste europeu, não tivessem concorrido nesse ano devido ao boicote realizado 
por esses países. Em 1996, os Jogos Olímpicos trouxeram ainda outra modificação na competição, a 
prova de grupo.
 Observação
Houve duas experiências olímpicas da Ginástica Rítmica antes de sua 
inclusão no programa dos Jogos. Em Londres, no ano de 1948, foram 
realizados dois eventos, por equipes, do que, então, chamava-se de Ginástica 
Moderna. Quatro anos mais tarde, em Helsinque, a Ginástica Rítmica foi 
incluída como esporte de demonstração, mas sua entrada definitiva só 
aconteceu em Los Angeles, no ano de 1984.
Durante o 41º congresso da FIG, em 1962, o novo esporte foi reconhecido como modalidade 
independente. No ano seguinte, na Hungria, aconteceu o primeiro mundial de GR. Em 1972, a Ginástica 
Moderna passou a se chamar Ginástica Rítmica Desportiva (GRD) e, em 2003, adotou o nome atual: 
Ginástica Rítmica (GR). Em vez dos grandes aparelhos fixos da Ginástica Artística, passou-se a trabalhar 
com cinco aparelhos móveis e leves: corda, bola, arco, fita e maças.
Assim, a primeira medalha de ouro olímpica do esporte ficou com a canadense Lori Fung. Em Seul, 
no ano de 1988, o esporte conquistou o público e se popularizou. Marina Lobach, da URSS, ficou com 
a medalha de ouro, enquanto a búlgara Adriana Dunavska levou a prata. Em Barcelona, ano de 1992, 
Aleksandra Timoshenko, competindo pela Comunidade dos Estados Independentes, foi a vencedora.
Em Atlanta, no ano de 1996, a FIG introduziu, como vimos, a competição de conjuntos nos Jogos 
Olímpicos. A Espanha conquistou a primeira medalha de ouro olímpica dessa categoria.
Em 1998, a modalidade passou novamente por mudanças, mas com relação a sua nomenclatura, 
sendo chamada apenas de GR, como a conhecemos hoje.
Nos Jogos Olímpicos de Sidney, no ano de 2000, o conjunto da Rússia confirmou seu favoritismo, 
enquanto a Espanha nem se classificou para a final, e o Brasil participou pela primeira vez do conjunto, 
que se destacou conquistando uma vaga na final olímpica, obtendo o oitavo lugar. No individual, a 
vencedora foi Yulia Barsukova, da Rússia.
Em 2004, na Olimpíada de Atenas, a Rússia confirmou seu favoritismo, ratificando a sua posição 
na liderança mundial na modalidade, classificando-se em primeiro lugar, seguida da Itália, em 
segundo, e da Bulgária, na terceira posição. No individual, a ginasta Alina Kabaeva, da Rússia, 
sagrou-se campeã olímpica, seguida de Irina Tchachina, também da Rússia, e Anna Bessonova, da 
Ucrânia. Nessa ocasião, o Brasil foi novamente representado, terminando na oitava colocação, feito 
repetido em Sidney.
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Em Pequim, no ano de 2008, e em Londres, no ano de 2012, tivemos a mesma colocação, cabendo 
o primeiro lugar ao conjunto da Rússia e, no individual, à ginasta russa Eugenia Kanaeva, bicampeã 
olímpica. O Brasil,em 2008, ficou na 12ª colocação e, em 2012, não conseguiu uma vaga olímpica.
Em 2016, no Rio de Janeiro, o conjunto brasileiro obteve a nona colocação, a Espanha surpreendeu 
a todos ficando em primeiro lugar, seguida da Rússia. No individual a história se repetiu e, pela quinta 
vez consecutiva, o ouro geral ficou com a Rússia, com direito à dobradinha de Margarita Mamun, com 
o ouro, e Yana Kudryavtseva, com a prata (mesmo com um erro nas maças).
Com boa receptividade na participação em Jogos Olímpicos, a FIG passou a estabelecer mudanças 
na organização da modalidade, como aumentar o número de vagas para os conjuntos que têm grande 
aceitação do público, possibilitar a utilização de músicas com palavras e fazer reconsiderações quanto à 
forma de avaliar, com o intuito de diminuir a subjetividade dos árbitros e facilitar o entendimento dos 
leigos, valorizando as transmissões da mídia em geral (BERNARDI; LOURENÇO, 2014).
Quadro 4 – Medalhista do conjunto e do individual de GR nos Jogos Olímpicos
Jogos Olímpicos GR conjunto GR individual
1984 – Los Angeles Não existia essa prova
1-Lori Fung (CAN)
2-Staiculescu (ROM)
3- Weber (GER))
24-Rosane Favilla (BRA)
1988 – Seul Não existia essa prova
1-Maina Lobatch (URSS)
2- Adriana Dunavska (BUL)
3-Alessandra Timochenko (URSS)
1992 – Barcelona Não existia essa prova
1-Alessandra Timochenko (URSS)
2-Carolina Pascual (ESP)
3- Oxana Skaldina (EUN)
41- Marta Cristina Schonhorst (BRA)
1996 – Atlanta
1- Espanha
2- Bulgária
3- Rússia
1-Ekaterina Serebrianskaya (UKR)
2- Yanina Batyrchina (RUS)
3- Olena Vitrichenko (UKR)
2000 – Sidney
1- Rússia
2- Bielorrússia
3- Grécia
8- Brasil
1- Yulia Barsukova (RUS)
2- Yulia Raskina (BLR)
3- Alina Kabaeva (RUS)
2004 – Atenas
1- Rússia
2- Itália
3- Bulgária
8- Brasil
1-Alina Kabaeva (RUS)
2- Irina Tchachina (RUS)
3- Anna Bessonova (UKR)
2008 – Pequim
1- Rússia
2- China
3- Bielorrússia
12- Brasil
1- Evgenia Kanaeva (RUS)
2- Inna Zhukova (BLR)
3- Anna Bessonova (UKR)
2012 – Londres
1- Rússia
2- Bielorrússia
3- Itália
1- Evgenia Kanaeva (RUS)
2- Daria Dmitrieva (RUS)
3- Liubov Charkashyna (BLR)
2016 – Rio de Janeiro
1- Rússia
2- Espanha
3- Ucrania
9- Brasil
1- Margarita Mamum (RUS)
2- Yana Kudryavtseva (RUS)
3- Ganna Rizatdinova (UKR)
23- Natalia Gaudio (BRA)
Adaptado de: Bernardi; Lourenço (2014).
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2.3 Ginástica Rítmica masculina
Como vimos, a modalidade foi desenvolvida inicialmente para a prática das mulheres. Estudiosos 
como Rudolf Bode e Enrich Medau, precursores da GR atual, desenvolveram seus métodos 
ginásticos visando à valorização e ao desenvolvimento de aspectos socialmente considerados 
“femininos”, como beleza, graciosidade e elegância, que seriam trabalhados através da dança e da 
expressividade. Dessa forma, criou-se uma associação entre a GR e uma atividade voltada para as 
mulheres. Contudo, a prática da GR pelos homens existe, apesar de pouco difundida no Brasil e de 
não ser oficialmente reconhecida pelas entidades federativas internacionais como a FIG e o Comitê 
Olímpico Internacional (COI).
Existem basicamente duas linhas de GR praticadas pelos homens: a tradicional e a asiática. Vejamos 
cada uma delas.
2.3.1 Linha tradicional
Na linha tradicional, são utilizadas, para as competições, as mesmas regras previstas para a modalidade 
feminina. Coelho (2016) nos apresenta o caso da Espanha, onde os homens iniciam sua participação 
aos doze anos e são divididos em cinco faixas de idade: sênior, benjamín, alevin, infantily e júnior. No 
entanto, não há apresentação masculina de conjunto, apresentando-se apenas nas provas individuais, 
que são as mesmas das mulheres.
 Saiba mais
Para saber mais sobre a GR espanhola, acesse o site indicado a seguir, da 
Federação Espanhola de Ginástica.
<http://rfegimnasia.es/>.
2.3.2 Linha asiática (Japão)
A linha asiática de GR masculina surgiu no Japão, após a Segunda Guerra Mundial (década de 
1950). Com o objetivo de melhorar a saúde e elevar a autoestima da população, professores japoneses 
iniciaram um trabalho baseado na calistenia e em elementos do wushu (kung fu), lançando mão da 
utilização de música e de aparelhos de pequeno porte.
Inicialmente criada para ser aplicada na comunidade, a atividade, por ação de grupos específicos 
de praticantes, gradativamente se tornou uma modalidade competitiva, com normas e regras próprias, 
e passou a ser chamada de Ginástica Rítmica(GR) masculina. Posteriormente, difundiu-se para outros 
países asiáticos, como Malásia, Coréia e Rússia, e hoje é praticada em locais como Austrália, Estados 
Unidos e Canadá.
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Unidade I
 Saiba mais
Você pode conhecer um pouco mais sobre a modalidade masculina 
acessando o link indicado a seguir.
<http://www.menrg.com/>.
Por se basear na calistenia e no wushu, a GR masculina asiática valoriza a força e a resistência do 
ginasta. Seus movimentos muitas vezes estão relacionados a movimentos de lutas, mais rígidos e firmes, 
diferentemente do que se vê na GR feminina, em que os movimentos são mais suaves e graciosos.
Podemos observar algumas diferenças marcantes quando comparamos a linha tradicional, que utiliza 
as regras da GR feminina, com a linha asiática, que possui regras próprias. Vejamos cada uma delas.
• Espaço de apresentações: os homens se apresentam sobre um tablado semelhante ao utilizado 
na Ginástica Artística, enquanto que as mulheres se apresentam sobre um tapete. O espaço das 
apresentações é o mesmo: 13 metros x 13 metros, mais uma pequena área de segurança de 
aproximadamente 1 metro.
13 m 13 m
Figura 9 – Área de apresentação da GR masculina
• Movimentos: na GR masculina asiática são realizados movimentos acrobáticos semelhantes aos 
realizados nas apresentações de solo da Ginástica Artística (quando o ginasta executa movimentos 
de voo com rotação em torno do eixo transversal de seu próprio corpo, como mortal e flic-flac), 
o que não é permitido nas apresentações da GR feminina, que possui apenas os chamados 
movimentos pré-acrobáticos. Isso justifica a utilização do tablado de Ginástica Artística pelos 
homens, uma vez que eles necessitam de um equipamento que lhes permita a realização de 
acrobacias com segurança.
• Provas individuais: os ginastas realizam quatro provas, sendo duas com aparelhos semelhantes 
aos das mulheres e duas com aparelhos exclusivos, discriminados a seguir.
— Corda (igual à das mulheres).
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GINÁSTICA RÍTMICA
— Maças (semelhante às das mulheres, ainda que o peso e o tamanho do corpo das maças sejam 
diferentes quando comparados às maças das mulheres).
— Bastão (semelhante ao das lutas).
— Arcos menores (dois).
Para as provas individuais, o tempo de apresentação é o mesmo das mulheres, variando entre 1 
minuto e 15 segundos e 1 minuto e 30 segundos.
Nas provas de conjunto, apresentam-se seis ginastas, sem a utilização de aparelhos (mãos livres), e 
a série apresentada precisa conter saltos, flexibilidades, equilíbrios e paradas de mão, exigindo-se um 
número mínimo de seis formações ao longo da apresentação.
O tempo de apresentação dos homens é maior que o das mulheres: entre 2 minutos e 30 
segundos e 3 minutos. O tempo extra justifica-se pela preparação necessária para a execução de 
acrobacias complexas.
2.3.3 A Ginástica Rítmica masculina no Brasil
No Brasil o marco inicial da GR masculina se deu na década de 1980, quando a Universidade de 
São Paulo recebeu os alunos da Universidade de Kokushikam(Japão) para divulgação da modalidade 
(OLIVEIRA; MARTINS, 2010 apud COELHO, 2016).
Não há um levantamento específico de quantos praticantes masculinos de GR existem no país, uma 
vez que a modalidade não é reconhecida pela maioria das federações estaduais, porém “já é possível 
mapear que o Brasil possui meninos praticando GR em seis estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito 
Santo, Bahia, Minas Gerais e Rio Grande do Sul” (COELHO, 2016, p. 95).
A Federação de Ginástica do Rio Grande do Sul promove competições para os meninos desde 
2011. A Federação do Espírito Santo foi a pioneira nesse aspecto, e São Paulo já se movimenta 
nesse sentido.
De forma geral, no Brasil tem-se utilizado como prática masculina a GR tradicional, uma vez que 
os ginastas aproveitam os espaços comumente destinados às mulheres, além dos equipamentos e dos 
professores presentes.
3 OS ELEMENTOS DE DIFICULDADES CORPORAIS E PRÉ‑ACROBÁTICOS DA 
GINÁSTICA RÍTMICA
Os elementos de dificuldade corporal (BD), ou seja, os saltos, os equilíbrios e as rotações, fazem 
parte dos componentes obrigatórios que compõem uma coreografia, no individual e no conjunto; eles 
são considerados a base de toda a coreografia. Por isso, nos deteremos agora sobre as características 
essenciais de algumas dificuldades corporais da GR.
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Unidade I
É importante entender que para o aprendizado dos elementos corporais, é necessário desenvolver 
processos pedagógicos, por isso os profissionais devem iniciar o aprendizado com as execuções dos 
elementos mais fáceis, passando apenas posteriormente para os elementos mais difíceis.
Há muitos elementos de dificuldade corporal listados nas tabelas do código de pontuação, com 
seus respectivos valores predefinidos, valores que representam exatamente a dificuldade do movimento 
(quanto mais difícil a realização do movimento, mais pontos ele vale). A seguir temos uma parte da tabela 
das dificuldades corporais do salto demonstrando as diversas possibilidades de saltos que a ginasta pode 
realizar e seus respectivos valores, variando de 0,10 pontos a 0,60 pontos. Essa diversidade também 
ocorre para equilíbrios e rotações – mais informações no código de pontuação 2017-2020 (FIG, 2017).
Quadro 5 – Representação de parte das dificuldades corporais de salto
 0,10 0,20 0,30 0,40 0,50 0,60
Tesoura saltos com 
troca de pernas à frente 
na horizontal; também 
acima da horizontal, 
perna de impulso 
elevada com pé acima 
da altura da cabeça ou 
com troca de pernas 
atrás (na horizontal) ou 
em círculo. 
(pé inteiro mais rápido 
que a cabeça)
 
 
Salto carpado. 
Cossaco perna 
estendida à frente, na 
horizontal, ou com 
rotação (180º ou mais) 
ou com rotação e 
tronco à frente.
180º 180º 
 
Cossaco perna 
estendida à frente, 
elevada com pé acima 
da cabeça ou com 
rotação (180º ou mais).
 
180º 
 
Adaptado de: FIG (2017, p. 32).
Como são muitas as possibilidades de dificuldades corporais, optamos por descrever somente 
algumas de cada grupo, ou seja, quatro saltos, quatro equilíbrios e três rotações, de níveis fáceis 
a intermediários, com exemplos de algumas atividades utilizadas nas aulas de iniciação à prática 
da modalidade.
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GINÁSTICA RÍTMICA
 Observação
Os praticantes de dança vão perceber que muitos dos elementos de 
dificuldade corporal são parecidos com os elementos do balé clássico, 
inclusive os nomes.
3.1 Saltos 
Os saltos são movimentos realizados por meio de impulso, no qual os pés perdem o contato 
com o solo e permanecem em suspensão por um tempo mínimo. Ou seja, constituem uma combinação 
de movimentos divididos em três fases: fase de impulsão, fase área e fase da aterrissagem.
Para que os árbitros considerem um salto válido, ele deve ter as seguintes características básicas:
• forma definida e fixada durante o voo (posicionamento dos segmentos corporais);
• altura (elevação) suficiente para demonstrar a forma correspondente;
• chegada ao solo, que deve ser suave, graciosa e precisa.
Para realizar um bom salto, é necessário potência muscular, indicando-se o treinamento específico 
de pliometria para as ginastas alcançarem resultados satisfatórios.
Em uma série coreográfica ou exercício, a repetição do salto com a mesma forma não será válida, 
exceto no caso de uma série
 Observação
Uma série de saltos consiste de dois ou mais saltos idênticos sucessivos, 
executados com ou sem um passo intermediário (dependendo do tipo de 
salto). Cada salto na série conta como uma dificuldade corporal.
A seguir temos a ilustração e a descrição de alguns elementos utilizados na iniciação.
No salto grupado com meia-volta, o aluno deve saltar elevando os dois joelhos flexionados em 
direção ao peito, realizando ao mesmo tempo uma rotação de 180° ou 360°. Atividade sugerida: 
pega-pega. Quando os alunos forem pegos, deverão ficar sentados sobre os calcanhares, e, para serem 
salvos, precisam que um companheiro salte sobre eles, com o corpo grupado.
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Unidade I
Figura 10 
No salto tesoura à frente, o aluno deve realizar uma troca de pernas no ar, à frente, na horizontal, 
num ângulo de 90° ou mais em relação ao tronco. Atividade sugerida: em trio, cabendo a dois dos 
alunos segurar o terceiro pelos braços e punhos (braços estendidos), quando esse, então, executa o salto 
tesoura.
Figura 11 
No salto cossaco, o aluno deve estender uma das pernas num ângulo de 90° em relação ao 
tronco, enquanto a outra perna deve permanecer com o joelho flexionado. Atividade sugerida: 
colocar os alunos em colunas, e a frente de cada coluna posicionar arcos no chão. Ao sinal do 
professor, os primeiros alunos de cada coluna deverão realizar o salto cossaco dentro de cada arco, 
e assim sucessivamente, até que todos se apresentem.
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GINÁSTICA RÍTMICA
Figura 12 
No salto zancada, o aluno deve realizar o movimento de espacato com os membros inferiores, no 
balé, chamado de salto grand jeté. Essa postura deve ser ensinada inicialmente no chão, para melhorar 
a flexibilidade dos membros inferiores, pois quanto maior a flexibilidade, melhor a figura corporal desse 
salto. Atividade sugerida: pular a lagoa. Coloque os alunos em colunas e, à frente de cada coluna, 
posicione arcos no chão, com uma distância de dois metros entre um e outro. Os alunos de cada coluna 
deverão realizar o salto zancada ultrapassando um arco de cada vez.
Figura 13 
 Saiba mais
Você pode conhecer um pouco mais sobre as dificuldades corporais 
de salto e ver belas imagens pesquisando vídeos na internet a partir de 
expressões como “code of point rhythmic gymnastics leaps”, “leaps 
2017-2020” e “rhythmic gymnastics leaps”.
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Unidade I
3.2 Equilíbrios 
Os equilíbrios constituem movimentos de manutenção e controle do centro de gravidade sobre 
o limite de uma base de apoio.
Para que os árbitros considerem um equilíbrio válido, o atleta deve manter-se durante a realização 
de, no mínimo, um manejo, e as posturas devem ter forma claramente fixada com parada na posição, 
sendo precisas e evitando movimentos suplementares, como balanços e demonstrações de instabilidade 
no equilíbrio. Como existem muitos equilíbrios de GR iguais ou semelhantes aos do balé clássico, as 
aulas de balé são essenciaispara a realização desses elementos corporais.
Segundo o código de pontuação (FIG, 2017), há três tipos de dificuldades de equilíbrio, descritas a 
seguir.
• Equilíbrio sobre o pé: executado em meia-ponta (flexão plantar/sobre os dedos dos pés) ou 
pé plano.
• Equilíbrio sobre outras partes do corpo: por exemplo, sobre o joelho, sobre o abdome, 
sobre o peito.
• Equilíbrio dinâmico: executados com movimentos suaves e contínuos, de uma forma para a outra.
 Saiba mais
Veja no código de pontuação 2017-2020 a tabela de dificuldade corporal 
de equilíbrio, p. 40 e 41.
FÉDÉRATION INTERNATIONALE DE GYMNASTIQUE (FIG). 2017-2020: 
code of points. 2017. Disponível em: <http://www.gymnastics.sport/
publicdir/rules/files/en_RG%20CoP%202017-2020%20with%20
Errata%20Dec.%2017.pdf>. Acesso em: 17 abr. 2019.
A seguir a ilustração e descrição de alguns elementos utilizados na iniciação.
No equilíbrio passé, o aluno deve realizar uma flexão de quadril de 90° com uma das pernas e, 
simultaneamente, estar com o joelho flexionado a ponto de o pé enconstar na perna de base (o pé de 
base em flexão plantar, meia-ponta, e o joelho flexionado pode estar à frente ou lateral). Atividade 
sugerida: viva ou morto do passé. Todos os alunos devem estar posicionados na quadra de uma forma 
que o professor consiga vê-los, e, ao seu comando (“viva”), os alunos rapidamente devem realizar o 
equilíbrio passé. Se o comando for “morto”, os alunos devem ficar com os dois pés unidos no chão. 
O aluno que errar passa a dar o comando aos demais alunos, sendo substituído por outro que errar, 
voltando, então, o primeiro para a brincadeira.
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GINÁSTICA RÍTMICA
Figura 14 
No equilíbrio perna à frente (ou lateral), o aluno deve realizar uma flexão de quadril de 90° com 
uma das pernas, mantendo a perna estendida à frente de seu corpo. O pé de base fica em meia-ponta, 
e as articulações do joelho e do tornozelo devem estar estendidas ao máximo. O mesmo equilíbrio pode 
ser realizado com a perna lateral. Atividade sugerida: os alunos devem deslocar-se pela sala de maneiras 
variadas, seguindo o ritmo de uma música. Quando a música parar, elas deverão ficar em equilíbrio 
perna à frente (ou lateral), conforme solicitado pelo professor.
Perna a frente Perna ao lado
Figura 15 
No equilíbrio prancha facial, o aluno deve realizar a figura em forma de “prancha”, ou seja, 
elevação de uma perna para atrás, flexão de tronco à frente com extensão completa dos membros 
superiores à frente. O pé de base em meia-ponta. As articulações do joelho e tornozelo de ambas 
as pernas devem estar também estendidas ao máximo. Atividade sugerida: pega-pega avião. Um 
aluno deve ser o pegador, os demais deverão correr em um espaço delimitado pelo professor. Quem 
for pego deverá ficar no equilíbrio prancha. Para que possa ser salvo, um companheiro deverá 
passar por baixo da sua perna estendida e elevada.
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Unidade I
Figura 16 
No equilíbrio cossaco o aluno deve estender uma das pernas num ângulo de 90° em relação ao 
tronco. A outra perna deve permanecer com o joelho flexionado e com o pé de base em meia-ponta. 
Atividade sugerida: em duplas, um aluno se prepapara para fazer o equilíbrio cossaco, e outro faz às 
vezes de ajudante. O aluno ajudante se posiciona posteriormente ao companheiro, segurando-o pelo 
antebraço, para auxiliar a descer e subir desse equilíbrio (uma outra forma de auxiliar seria um de frente 
para o outro, o aluno ajudante segurando as mãos do aluno executante para que ele desça e suba na 
posição de equilíbrio cossaco com segurança.
Figura 17 
 Saiba mais
Você pode conhecer um pouco mais sobre as dificuldades corporais de 
equilíbrio e ver belas imagens pesquisando vídeos na internet a partir de 
palavras-chave como “rhythmic gymnastics – balance”.
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3.3 Rotações
Rotações , ou pivôs , são movimentos em torno do próprio eixo corporal. A maioria das rotações 
acontecem no eixo corporal longitudinal.
 Observação
Para realizar as rotações no eixo longitudinal, é necessário ter muito 
equilíbrio (para manter o controle do eixo de giro), mas é importante deixar 
claro que elementos em que as ginastas rotacionam em torno de um eixo, 
ou seja, estão girando, são considerados dificuldade corporal de rotação, e 
não dificuldade corporal de equilíbrio.
Para que os árbitros considerem uma rotação válida, o atleta deve realizar uma rotação mínima de 
360º (exceto no caso de dificuldades de rotação, como consta no código de pontuação 2017-2020 (FIG, 
2017), nº 6, 9, 17 em que a rotação base é de 180º), mantendo uma forma corporal fixada e bem definida 
até o final. Rotações devem ser coordenadas com no mínimo um manejo do aparelho, em qualquer 
parte da rotação, para ser válida. A maioria das rotações são realizadas na meia ponta (flexão plantar), e 
perder o equilíbrio ou encostar o calcanhar no chão pode invalidar ou tirar pontos da ginasta.
Geralmente as ginastas realizam rotações múltiplas na mesma posição corporal, ou seja, em média 
de duas a cinco rotações seguidas. O critério de pontuação para rotações múltiplas se dá conforme 
descrito a seguir.
• Para rotações adicionais para pivôs com valor de base de 0.10 ou com o pé plano ou outra parte 
do corpo, acrescenta-se 0.10 para cada rotação adicional, além da rotação de base.
• Para rotações adicionais em releve (meia-ponta), acrescenta-se 0.20 para cada rotação adicional, 
além da rotação de base.
Vejamos agora a ilustração e a descrição de alguns elementos utilizados na iniciação.
Na rotação passé, inicialmente, os alunos devem realizar a posição de saída para o giro, que 
é a quarta posição do balé, em seguida, realizar a rotação no sentido horário ou anti-horário 
na posição corporal de passé (a mesma utilizada no equilíbrio passé, explicado anteriormente). 
Atividade sugerida: mestre mando. Os alunos devem estar espalhados pela sala, o professor à frente 
de todos, e, ao comando do professor, os alunos vão copiando seus movimentos para a realização 
da rotação passé. É importante realizar rotação no sentido horário e anti-horário, mudando a 
perna que executa o passé.
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Unidade I
Preparação Rotação
Figura 18 
Na rotação de perna à frente, inicialmente, os alunos devem realizar a posição de saída para o 
giro, que é a quarta posição alongeé do balé. Em seguida, devem fazer a rotação no sentido horário 
ou anti-horário na posição corporal de perna à frente (a mesma utilizada no equilíbrio perna à frente, 
explicado anteriormente). Atividade sugerida: alunos espalhados pela sala, ao comando do professor, 
devem realizar as seguintes etapas: 1) preparação: quarta posição alongeé; 2) rotação: ao mesmo 
tempo, devem subir na meia-ponta, posicionar a perna estendida à frente e realizar ¼ de volta; 3) 
finalizar na quinta posição.
Preparação Rotação
Figura 19 
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GINÁSTICA RÍTMICA
Na rotação rolinho, os alunos inicialmente devem estar na postura de espacato no chão, 
realizar uma flexão de tronco à frente e rolar para direita ou para a esquerda, completando uma 
volta de 360º. Atividade sugerida: inicialmente, devem ser realizados exercícios que melhorem 
a flexibilidade dos alunos na posição espacato, e somente quando estiverem com uma abertura 
entre 160º e 180º, que oprofessor pode começar a estimular os alunos a realizarem a rotação 
rolinho.
Figura 20 
 Saiba mais
Você pode conhecer um pouco mais sobre as dificuldades corporais 
de rotações e ver belas imagens pesquisando vídeos na internet a partir 
de expressões como “rotation difficulties code of points 2017-2020” e 
“rotation difficulties rhythmic gymnastics”.
É importante deixar claro que, na GR, para que o árbitro posso avaliar e validar a execução de 
qualquer movimento corporal, inclusive as dificuldades corporais, é obrigatório que o movimento seja 
sempre associado com o manejo do aparelho. Isso quer dizer que os saltos, os equilíbrios e as rotações 
só são válidas se forem realizadas sempre junto com o manejo de um aparelho. Trataremos dos 
manejos posteriormente, mas é importante entender que, na GR, movimento e manejo de aparelho 
sempre estão associados.
Para que o movimento seja considerado válido e receba os pontos a ele relacionados, a figura corporal 
que a ginasta apresenta deve ser perfeitamente reconhecível pelos árbitros, de acordo com a figura e 
descrição que consta no código de pontuação da GR (FIG, 2017). A seguir, podemos ver um exemplo de 
como se dá essa comparação.
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Unidade I
Quadro 6
Tipos de salto/base Válido Não válido/forma incorreta
Cossaco
Zancada (180º pedido)
Zancada com círculo
Círculo com 
ambas as pernas
Adaptado de: FIG (2017).
3.4 Pré‑acrobáticos
Na GR o termo pré-acrobático define acrobacias que não possuem fase aérea, ou seja, não podem 
ser realizadas sem o contato com o solo. Na grande maioria, são movimentos com rotação nos eixos 
corporais anteroposterior (como a estrelinha) e eixo látero-lateral (como rolamentos e reversões).
Na iniciação da GR os elementos pré-acrobáticos são os movimentos que as crianças mais gostam 
de aprender, pois qual criança que não gosta de ficar de cabeça para baixo? Além de serem desafiadores 
na realização, eles impressionam aos olhos de quem vê. Mesmo não valendo pontuação em algumas 
situações, eles chamam muito a atenção nas coreografias, enriquecendo a beleza da GR.
Apenas os seguintes grupos de elementos pré-acrobáticos estão autorizados pelo código de 
pontuação (FIG, 2017):
• rolamentos para frente e para trás sem voo;
• reversões para frente e para trás e lateral sem voo;
• rolamento sobre o peito/fish-flop.
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GINÁSTICA RÍTMICA
3.4.1 Rolamentos para frente e para trás sem voo
O aluno deve se posicionar em pé, apoiar as mãos no solo e, impulsionando o corpo com as pernas, 
rolar sobre as costas em posição grupada. Então, finalizar sobre os pés, elevando-se à posição em pé. 
No rolamento para trás, temos o mesmo processo, só que começando de costas.
Figura 21 
3.4.2 Reversões para frente e para trás e lateral sem voo
Na reversão para trás, o aluno deve se posicionar em pé, com uma perna à frente da outra e braços 
elevados. O aluno desequilibra-se para trás, levando as mãos ao solo e elevando a perna que está à 
frente. Ao tocar as mãos no solo, o executante deverá lançar as pernas, afastadas e estendidas, passando 
pelo apoio invertido à posição de pé. A reversão para frente é realizada da mesma forma, só que nesse 
caso o aluno deve desequilibrar o corpo para frente. Já a reversão lateral é conhecida popularmente 
como estrelinha.
Figura 22 
Além das reversões realizadas sobre as mãos, como pode ser observado na figura anterior, há 
diferentes formas de executar reversão, todas autorizadas pelo código:
• reversão com o apoio de uma mão ou duas mãos;
• reversão com apoio nos antebraços, no peito ou nas costas;
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Unidade I
• reversão com ou sem troca de pernas;
• reversão com posições iniciais no solo ou em pé.
3.4.3 Rolamento sobre o peito/fish‑flop
O aluno deve realizar uma reversão no solo sobre um ombro, passando pela vertical do corpo estendido.
1
2
3
para frente
1
2
3
para trás
Figura 23 
O salto plongé (conhecido também como salto espacate ou jeté com o tronco flexionado para 
frente, terminando diretamente em um rolamento) não é considerado uma dificuldade de salto, mas um 
elemento pré-acrobático. Ele pode ser executado para risco (R) e dificuldade de aparelho (AD) (veremos 
mais sobre risco e dificuldade de aparelho adiante).
Em uma composição coreográfica de GR (individual e conjunto), os elementos pré-acrobáticos 
podem ser utilizados para enfatizar a expressão do corpo e a amplitude do movimento quando ligados 
às dificuldades corporais, porém, nesses casos, os elementos não proporcionam valor adicional na 
dificuldade corporal (FIG, 2017).
Por outro lado, os elementos pré-acrobáticos são muito utilizados na realização dos elementos 
dinâmicos de rotação (R), conhecidos como risco, para cumprir com as exigências desse elemento, 
obrigatório nas séries coreográficas. Nesse caso, proporcionam valor adicional ao elemento R.
Todos os grupos de elementos pré-acrobáticos podem ser incluídos no exercício sob a condição de 
serem executados sem parada na posição, exceto por uma curta pausa para a recuperação do aparelho 
durante o elemento. O mesmo elemento pré-acrobático pode ser utilizado uma vez em R e outra vez 
em AD; em outras condições, ele não pode ser repetido. Se o pré-acrobático é realizado iniciando 
ou finalizando de formas diferentes, é considerado como elemento diferente: isso significa que uma 
reversão para frente começando em pé e uma reversão para frente começando no solo são elementos 
diferentes, portanto, podem ser executados em uma mesma coreografia.
Nas coreografias de conjunto, os elementos pré-acrobáticos são utilizados principalmente nas 
colaborações, que são os exercícios em que uma ginasta depende uma da outra para executar um 
acontecimento coreográfico.
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GINÁSTICA RÍTMICA
 Saiba mais
Você pode conhecer um pouco mais sobre os elementos pré-acrobáticos 
pesquisando vídeos na internet por meio de palavras-chave como “rhythmic 
gymnastics evolution”; “pre-acrobatic elements rhythmic gymnastics”
4 APARELHOS DA GINÁSTICA RÍTMICA FEMININA E SUAS POSSIBILIDADES 
DE MANEJO
A GR é composta por aparelhos de pequeno porte, que são manuseados pelos ginastas durante a 
execução das coreografias. Segundo Agostini e Novikova (2015), esses aparelhos são a alma da categoria. 
O conjunto resultante de elementos corporais e aparelhos é o que a diferencia completamente do balé, 
da dança e de outras modalidades ginásticas.
Cada aparelho tem características próprias, e os manejos de cada aparelho estão ligados às suas 
características físicas, ou seja, às possibilidades de movimento que cada um deles proporciona.
O trabalho de manejo dos aparelhos é considerado um processo de familiarização do corpo e do 
cérebro, sendo o aparelho uma continuidade do corpo da ginasta; por isso desenvolver afinidades nas 
movimentações é importantíssimo no desenvolvimento da GR. O manejo dos aparelhos envolve um 
trabalho de coordenação motora muito intensa, que pode ocorrer em diversos níveis, desde a iniciação 
até o alto rendimento. Além dessa coordenação oculomanual, também é necessária precisão e velocidade 
de reação. A relação corpo e aparelho deve ocorrer em perfeita harmonia. Cabe ressaltar que a execução 
correta dos manejos é adquirida com o tempo, experiência e treinamento.
 Lembrete
Na GR feminina temos cinco aparelhos oficiais: a corda, o arco, a bola, 
as maças e a fita. Jána GR masculina utilizam-se dois arcos pequenos, a 
corda, as maças e o bastão. Devido ao fato de a GR masculina ainda ser 
pouco conhecida e não fazer parte da FIG, nesse momento, focaremos nossa 
atenção em conhecer mais profundamente os aparelhos da GR feminina.
No desenvolvimento das séries coreográficas, ou seja, durante as séries, as ginastas devem manter 
os aparelhos sempre em movimento e realizar manobras que demonstrem habilidade em controlá-los 
(esses movimentos são chamados de manejos). Cada um dos aparelhos apresenta formas específicas de 
manipulação (manejo) e exigências obrigatórias estabelecidas pelo código de pontuação (FIG, 2017).
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Unidade I
Ginasta Manejo
Corda
Arco
Bola
Maça
Fita
Figura 24
O código de pontuação 2017-2020 de GR (FIG, 2017) divide os manejos de cada aparelho em dois 
tipos:
• grupos técnicos fundamentais (considerados manejos específicos do aparelho que são obrigatórios 
na série coreográfica);
• grupos não fundamentais (considerados manejos possíveis de serem realizados, mas não 
obrigatórios na série).
Cada aparelho tem quatro grupos técnicos fundamentais, e a ginasta deve colocar, no mínimo, um 
elemento de cada grupo em sua série coreográfica. Tais manejos dos grupos fundamentais técnicos do 
aparelho podem ser executados durante as dificuldades corporais, as combinações de passos de dança, 
o risco e a dificuldade de aparelho.
Sabe-se que na GR há muitas possibilidades de manejar cada um dos aparelhos, e, entre essas 
possibilidades, existem os manejos específicos, relacionados às características (formato) do aparelho, e 
os manejos comuns, possíveis de serem realizados com a maioria dos aparelhos.
Sendo assim, inicialmente, daremos alguns exemplos de manejos comuns e, em seguida, 
apresentaremos os aparelhos, seus manejos específicos e os quadros com os grupos técnicos 
fundamentais e não fundamentais de cada um. Iremos também ilustrar e descrever o desenvolvimento 
de manejos voltados para a iniciação, pois, com tempo, experiência e criatividade, professor e alunos 
vão descobrindo novas formas de lidar com os aparelhos. Vejamos, então, manejos comuns à maioria 
dos aparelhos.
O manejo balancear é um movimento pendular (de maneira contínua, circunscrevendo no ar o 
desenho de um semicírculo), com um eixo fixo numa articulação, geralmente, orientado por braços e 
mãos, mas podendo ser executado com o aparelho em outros segmentos corporais, como nas pernas. 
Aparelhos que executam balanceio: corda, arco, bola, maças e fita.
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GINÁSTICA RÍTMICA
Corda Bola
Figura 25 
Balanceio com as 2 maças
Figura 26 
O manejo circundar corresponde a uma volta em 360°, com um segmento corporal que possui um 
eixo fixo, desenhando no ar um circulo com o aparelho. Geralmente é realizado com braços e mãos, e os 
aparelhos que executam circundução são: corda, arco, bola, maças e fita.
Corda
Bola
Figura 27 
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Unidade I
Fita
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Figura 28 
O manejo lançar e recuperar possui três fases diferentes: impulsão, fase área e recuperação. Pode 
ser realizado com todos os aparelhos, mas, para cada aparelho, há técnicas específicas de como lançar e 
recuperar, por isso, a ilustração será apresentada em cada aparelho respectivamente.
O manejo em oito é um fundamento que combina dois movimentos circulares, princípio da rotação, 
caracterizado pela fluência e com o objetivo de desenhar o número oito no ar, na posição vertical ou 
horizontal. Aparelhos que executam o manejo em oito são: corda, arco, bola, maças e fita.
Corda Arco
Bola
Figura 29 
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GINÁSTICA RÍTMICA
Figura 30 
O manejo equilibrar corresponde ao movimento em que se deve manter o equilíbrio do aparelho 
sobre qualquer parte do corpo com uma superfície reduzida (pescoço, pés etc). Os aparelhos que 
executam esse manejo são arco, bola e maças.
Figura 31 
O manejo prensar é um manejo que exige precisão para posicionar o aparelho entre dois segmentos 
corporais ou prensar entre o corpo e o solo, sendo usado muitas vezes na recuperação de um aparelho 
(por exemplo, prensar a bola entre os joelhos ou prensar a bola entre um pé e o solo ao retomá-la após 
um lançamento). Os aparelhos que executam o prensar são: corda, arco, bola e maças.
No manejo quicar, o aparelho pode cair ou ser impulsionado em direção ao solo ou ao próprio 
corpo e retornar involuntariamente para o espaço aéreo. Os aparelhos que executam esse manejo são 
corda, arco e maças.
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Unidade I
Bola
Figura 32 
Arco
Figura 33 
O manejo rolar, como o próprio nome indica, consiste em o aparelho rolar no solo ou em várias 
partes do corpo. Os rolamentos são manejos importantes no arco e na bola, mas também podem 
ser executados com as maças. É importante destacar que durante os rolamentos não podem haver 
sobressaltos ou pequenas quicadas do aparelho.
Arco Bola
Figura 34 
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GINÁSTICA RÍTMICA
Arco Maças
Bola
Figura 35 
Dá-se o nome de manejo rotação aos movimentos nas quais o aparelho gira em torno de uma parte 
do corpo da atleta ou em torno de seu próprio eixo após a aplicação de uma força realizada geralmente 
pelas mãos; em seguida, o segmento escolhido dará continuidade à rotação. Vale lembrar que em todas 
as formas de rotação, os planos devem ser bem definidos, para que a ginasta não perca pontos. Os 
aparelhos que executam rotação são corda, arco, maças e fita.
À frente Lateral Acima da cabeça
Figura 36 
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Unidade I
Corda Arco
Figura 37 
O quadro a seguir sintetiza a relação entre os manejos e os aparelhos em que eles podem ser realizados.
Quadro 7 – Manejos
Manejos Corda Arco Bola Maças Fita
Balancear x x x x X
Batidas x
Circundar x x x x X
Dobrar x X
Envolver o corpo x X
Equilibrar x x x
Espirais x X
Formar figuras x X
Lançar/recuperar x x x x X
Movimento assimétrico x
Movimento em oito x x x x X
Pequenos círculos / molinetes X
Prensar x x x x
Quicar x x x x
Rolar x x x
Rotação x x x x X
Serpentinas x X
Solturas x x
4.1 Corda
A corda, devido às suas características, é habitualmente o primeiro aparelho a ser introduzido na 
aprendizagem da GR. As exigências básicas de coordenação demandadas por esse aparelho conduzem a 
um rápido desenvolvimento do repertório motor da criança, além de um significativo aumento dos seus 
índices de coordenação motora geral e específica (LEBRE; ARAÚJO, 2006)
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GINÁSTICA RÍTMICA
Figura 38 
A corda pode ser feita de cânhamo, nylon, seda ou qualquer outro material sintético, desde de que seja 
leve e flexível, e seu tamanho precisa ser proporcional à altura da ginasta. Normalmente, o material utilizado 
para confecção da corda é o cânhamo, que é uma fibra vegetal, mas o nylon também é muito utilizado. Para 
uso escolar, podem ser usados o sisal ou até mesmo tranças feitas de barbantes.
Para estabelecer o comprimento ideal, deve-secolocar os pés em cima do centro da corda e, segurando 
cada uma de suas pontas com uma mão, mantendo sempre a corda esticada, definir o tamanho ideal 
como a altura em que a corda chega aos ombros e às axilas.
As cordas poderão ter um pequeno nó em cada uma das extremidades, não podendo apresentar 
empunhaduras de madeira. Esses nós, em uma fase inicial, podem facilitar o seu manuseamento, 
ajudando a evitar que o aluno enrole a corda na mão (o que é proibido, já que isso não permite um 
correto manuseio do aparelho). A corda pode ser uniforme ou gradualmente mais espessa na parte 
central, e suas extremidades podem ser recobertas com material antiderrapante de cor neutra. Deve-se 
ressaltar que os elementos podem ser realizados com a corda aberta, dobrada em dois ou em quatro.
A corda possibilita a realização de diversos movimentos conhecidos pelas crianças, como pular 
corda, que desenvolve o sentido rítmico e o controle corporal, tão necessários na prática da GR e 
executados com facilidade pelas crianças. O ritmo é desenvolvido a todo momento, pois o aparelho 
exige uma boa percepção de si mesmo e do aparelho, proporcionando, assim, um domínio maior 
do corpo que, consequentemente, colaborará para o aprendizado do manejo de outros aparelhos 
(BERNARDI; LOURENÇO, 2014).
A corda deve ser segurada de maneira leve, de forma a permitir todo tipo de movimento e toda a 
mobilidade necessária para a execução dos elementos próprios dos aparelhos. Tecnicamente, deve-se 
saber que a corda deve estar junto à palma da mão, entre o indicador e o polegar.
A corda é o primeiro aparelho na ordem olímpica estabelecida pela FIG e esteve presente pela 
primeira vez em 1967 em Copenhague, Dinamarca, no terceiro campeonato mundial da modalidade. 
Para conjuntos, sua primeira aparição foi em 1973 em Rotterdam, na Holanda, quando cada conjunto 
era composto de seis ginastas.
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Unidade I
 Observação
Atualmente a corda não aparece nas competições individuais da 
categoria adulta, ao contrário do que se dá com os outros quatros aparelhos, 
que são fixos para as competições dessa categoria desde 2009.
Embora nenhum documento tenha sido publicado pela FIG, acredita-se 
que essa exclusão se deve à pouca visibilidade da corda nas transmissões 
pela televisão: seus movimentos, ágeis e dinâmicos, não são facilmente 
captados nas imagens de vídeo (argumento que, se supõe, tenha sido 
a base para a proibição do uso de cordas na cor branca) (BERNARDI; 
LOURENÇO, 2014).
4.1.1 Manejos da corda
Uma das dificuldades do manejo desse aparelho está na manutenção de sua forma ao longo da 
execução das habilidades.
 Lembrete
O comprimento da corda utilizada na GR é variável, sendo adaptado 
à estatura do praticante. Assim, quanto mais alto o praticante, mais 
comprida deverá ser a corda para que os elementos sejam realizados de 
modo confortável.
Figura 39 
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GINÁSTICA RÍTMICA
Quadro 8 – Grupos técnicos fundamentais e não fundamentais do aparelho corda
Grupos técnicos fundamentais aparelho Grupos técnicos não fundamentais aparelho
Passagem através da corda, aberta ou dobrada em dois ou mais, 
com todo o corpo ou parte corporal, corda girando para frente ou 
para trás, ou lateralmente, também com dupla rotação da corda.
Rotações (mínimo 1), corda dobrada em dois (em uma ou 
em duas mãos).
Rotação (mínimo 3), corda dobrada em três ou quatro.
Rotação livre (mínimo 1) ao redor de uma parte do 
corpo.
Rotação (mínimo 1) da corda estendida, aberta, segura 
pelo meio ou pela extremidade.
Molinetes (corda aberta, segura pelo meio, dobrada em 
dois ou mais). Ver maças 3.3.4.
Passagem através da corda com saltito:
— Série (mínimo 3) corda girando para frente ou atrás, ou lateralmente.
— Dupla rotação da corda ou corda dobrada (mínimo 1 saltito).
Recuperação da corda com uma ponta em cada mão. Enrolamento ou desenrolamento ao redor de uma parte do corpo.
Espirais da corda dobrada em dois.
Soltada e recuperação de uma ponta da corda, com ou sem 
rotação (exemplo: escapada).
Rotações da ponta livre da corda (exemplo: espirais).
Adaptado de: FIG (2017, p. 17).
São várias as possibilidades de manejo com a corda, veja:
• balancear;
• circundar;
• dobrar;
• envolver no corpo;
• fazer espirais;
• formar figura;
• fazer molinetes;
• fazer movimento em oito;
• prensar;
• fazer quicada;
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Unidade I
• fazer rotações;
• fazer saltos;
• fazer soltura/escapada.
A seguir, temos algumas ilustrações de manejos para corda que podem ser utilizados na iniciação.
Envolver a corda no braço Envolver a corda no corpo utilizando amba as mãos
Figura 40 
As espirais são os movimentos de forma arredondada, formando um pequeno círculo ou mais, de 
modo consecutivo e interligado (ou seja, com o objetivo de formar “espirais” por meio da movimentação 
do aparelho). É realizado principalmente pelo movimento de circundução da articulação do punho.
Figura 41 
Dá-se o nome de molinetes à combinação de dois pequenos oitos executados de forma simultânea 
e alternada. Podem ser feitos para frente e para trás.
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Figura 42 
O movimento em oito é feito segurando-se cada ponta em uma das mãos, passando a corda em 
frente e atrás do corpo. Esse movimento pode ser realizado em diferentes planos.
Figura 43 
O nó para lançamento é muito utilizado em lançamentos que requerem grandes alturas, pois, com o 
nó, a corda mantém sua forma mais estável durante o voo, facilitando a posterior recuperação do aparelho.
Figura 44 
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Unidade I
Na quicada, com a corda estendida à frente, a ginasta deve realizar uma circundução ampla com o 
braço que está segurando o aparelho e, então, bater o nó da corda no chão. A corda vai “quicar” e deve 
ser retomada com a outra mão.
Figura 45 
No movimento lançamento e recuperação, os lançamentos podem ser realizados com as mãos 
ou com os pés, com a corda dobrada, aberta ou em nó. Já a recuperação pode ser realizada de 
muitas formas: por exemplo, recuperar por meio das duas extremidades da corda ou apenas por 
uma, recuperar com passagem por dentro em saltito ou recuperar envolvendo em diferentes partes 
do corpo.
Figura 46 
Os saltos ou saltitos são feitos por dentro ou por cima do aparelho.
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Saltitos com utilização de rotação
Figura 47 
A soltura (ou escapada) consiste em um movimento em que uma das ponta da corda (nó) é solta, 
por meio de um impulso, fazendo com que o aparelho se estenda por completo. Em seguida, a ginasta 
deve puxar suavemente a corda para que a ponta que foi solta retorne para ela. Observe que a escapada 
pode ser realizada na vertical, na horizontal etc.
Figura 48 
4.2 Arco
O arco é um aparelho de fácil introdução, assim como a corda. Excelente para ser trabalhado na iniciação, 
é muito utilizado nas aulas de Educação Física (quem nunca utilizou ou brincou com o bambolê?).
Seu uso na iniciação permite a realização de elementos muito simples com o domínio e abrangência 
de todos os elementos corporais, facilitando o exercício da criatividade. No entanto, na categoria de 
alto rendimento,torna-se um dos aparelhos mais complexos, pois obriga a ginasta a dominar todos os 
elementos de técnica corporal.
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Unidade I
Figura 49 
Antigamente, o arco era feito de alumínio ou de madeira; hoje em dia, o arco oficial para as 
competições de GR é de plástico especial (PVC), possuindo entre 80 centímetros e 90 centímetros de 
diâmetro interno, com um peso mínimo de 300 gramas. Ele pode ser encapado de várias cores ou 
de uma cor só, mas deve ser rígido, para não deformar durante o movimento. Para as categorias de 
base, pode-se utilizar uma medida entre 60 centímetros e 75 centímetros e substituir o arco por uma 
mangueira grossa com uma emenda (para unir as extremidades) como material alternativo.
O arco do formato que conhecemos hoje surgiu com a Ginástica Moderna, quando Henrich Medau 
utilizou-os para representar os anéis olímpicos em uma apresentação nos Jogos Olímpicos de Berlim, 
em 1936 (BIZZOCHI; GUIMARÃES, 1985). A FIG só foi incluir esse aparelho 30 anos depois, no Terceiro 
Campeonato Mundial, em 1967, na cidade de Copenhague, Dinamarca, estando presente tanto nas 
coreografias individuais quanto nas em conjunto.
O arco pode ser agarrado de três formas, descritas a seguir (LEBRE; ARAÚJO, 2006).
• Pega fixa: consiste em agarrar o arco com uma ou duas mãos, fixando-o de modo que se mantenha 
imóvel.
• Pega móvel: acontece quando se realiza a rotação do arco em torno da mão (ou de outra parte do 
corpo), movimento em que o arco se encontra móvel, rodando em torno de um ponto.
• Pega mista: se dá quando há uma alternância entre as duas situações anteriores e, durante o 
mesmo movimento, o arco passa por situações controladas e por situações em que roda livremente 
em torno de uma parte do corpo.
4.2.1 Manejos do arco
O arco pode ser manuseado de várias formas, com uma ou duas mãos, em diferentes planos e 
direções, com várias partes do corpo e, principalmente, de acordo com a criatividade da ginasta, do 
treinador e do grupo de aprendizagem envolvido (BERNARDI; LOURENÇO, 2014).
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GINÁSTICA RÍTMICA
Figura 50 
Também podemos elencar os grupos técnicos fundamentais e não fundamentais do arco, como feito 
no quadro a seguir.
Quadro 9 – Grupos técnicos fundamentais e não fundamentais do aparelho arco
Grupos técnicos fundamentais aparelho Grupos técnicos não fundamentais aparelho
Passagem através do arco com todo o corpo ou 
parte dele.
Rotação (no mínimo 1) ao redor do eixo no solo
Rolamento do arco sobre o mínimo de dois grandes 
seguimentos corporais.
Rotação (no mínimo 1) do arco ao redor da mão.
Rotação livre (no mínimo 1) do arco ao redor de 
uma parte do corpo.
Rotação do arco pelo solo.
Rotação do arco ao redor do seu eixo:
— Uma rotação livre entre os dedos.
— Uma rotação livre sobre uma parte do corpo.
Adaptado de: FIG (2017, p. 18).
O arco possibilita diversas formas de manejos, descritas na sequência.
• balancear;
• circundar;
• equilibrar;
• lançar e recuperar;
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Unidade I
• fazer movimento em oito;
• fazer passagens por cima ou através do arco;
• prensar;
• quicar;
• rolar;
• rotação.
A seguir temos algumas ilustrações de manejos do aparelho arco que podem ser utilizados na iniciação.
As rotações podem ser realizadas em diferentes planos e com o uso de diferentes partes do corpo.
Rotações com o cotovelo Rotações com o pé
Figura 51 
A passagem por cima do arco consiste em passar todo o corpo ou parte dele por cima do arco sem tocá-lo
Figura 52 
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GINÁSTICA RÍTMICA
Na passagem através do arco, tal passagem pode ocorrer de várias formas: passar o arco através 
do corpo de cima para baixo, passar através do arco com saltito e passar através do arco no solo são 
algumas possibilidades.
A) B)
Figura 53 
No rolamento no solo, a ginasta irá impulsionar o arco com uma das mãos no solo em diversas 
direções. Já o rolamento boomerang (vai e volta), como também é conhecido, deve ser seguro firmemente 
por uma das mãos e, no momento em que soltar o arco, fazer a quebra do punho para trás, promovendo 
o retorno do aparelho.
Figura 54 
No caso de lançamento e recuperação, diferentes direções e planos podem ser escolhidos: com 
a mesma mão, lançamento de trás para frente (fora do campo visual), lançamento com o pé etc. No 
entanto, deve-se ressaltar que, durante o voo, o arco não pode sofrer alteração de plano e vibrações.
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Figura 55 
4.3 Bola
A bola é o aparelho com que as crianças estão mais familiarizadas, estando presente na vida delas 
desde os primeiros anos escolares, de maneira lúdica e recreativa, seja nos jogos pré-desportivos para o 
basquete, vôlei, handebol, futebol, ou nos elementos já conhecidos como o arremesso, o chute, o drible 
e o quicar. Sem dúvida, é o material mais usado na infância e com ótima aceitação.
Figura 56 
Como material oficial da GR, a bola é feita em material de borracha, tendo um diâmetro entre 18 
centímetros e 20 centímetros e peso de 400 gramas, podendo ser de qualquer cor.
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A bola é o único aparelho no qual é proibido segurar (agarrar). Ela deve ser colocada na mão, com 
os dedos abertos; quando lançada ou colocada a rolar, deve sair da mão pela ponta dos dedos, e não 
ser arremessada. A mesma condição deve ser feita quando recebida, ela deve pousar na palma da mão, 
entrando pelas pontas dos dedos.
Embora já popular no início da década de 1920 nas escolas europeias de ginástica, esse aparelho se 
tornou oficial em competições de GR apenas na segunda edição do campeonato mundial de 1965, em 
Praga, na antiga Checoslováquia. Não se sabe ao certo quem foi o responsável por sua introdução na 
modalidade (BODO,1985; BERNARDI; LOURENÇO, 2014).
A bola permite diversas possibilidades de movimentos e, dessa forma, incentiva as crianças a realizarem 
diferentes exercícios que talvez parecessem impossíveis; sabe-se que essa vivência diversificada traz 
contribuições no desenvolvimento do acervo motor da criança.
Na GR, a bola deve estar em permanente movimento pelo corpo ou em equilíbrio, mas nunca estática 
(a não ser por situações de equilíbrio instável autorizada pelo código de pontuação). Aliás, lançamentos 
com controle e recuperações com precisão são elementos dinâmicos que valorizam a série da ginasta, e 
flexibilidade/ondas e saltos são os elementos corporais principais relacionados a esse aparelho. A bola é 
um aparelho de estética suave e contínua (AGOSTINI; NOVIKOVA, 2015).
4.3.1 Manejos da bola
O aparelho bola apresenta movimentos variados em relação a outros grupos técnicos como o 
movimento de inversão de bola, rolamento de bola acompanhado com o corpo (e por cima dela). São 
movimentos novos se comparados a códigos de pontuação de ciclos anteriores, porém já realizados 
pelas ginastas em outras décadas. Esses movimentos estão sendo resgatados aos poucos no universo da 
GR (BERNARDI; LOURENÇO, 2014).
Figura 57 
A bola tem a empunhadura muito específica: deve ficar apoiada suavemente sobre a palma da 
mão com os dedos levemente separados ou sobre o dorso da mão com os dedos separados (AGOSTINI; 
NOVIKOVA, 2015).64
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Quadro 10 – Grupos técnicos fundamentais e não fundamentais do aparelho bola
Grupos técnicos fundamentais aparelho Grupos técnicos não fundamentais aparelho
Quicadas:
— Série (minimo 3) de quicadas pequenas (abaixo do nível do 
joelho).
— Uma quicada alta (nível do joelho ou mais alto).
— Quicada visível por uma parte do corpo.
Movimento de “inversão” da bola.
Rotações da(s) mão(s) ao redor da bola.
Série (minimo 3) de pequenos rolamentos acompanhados.
Rotações livres da bola em uma parte do corpo.
Rolamento da bola sobre mínimo de 2 grandes seguimentos 
corporais. 
Movimentos em oito da bola com movimentos circulares do 
braço.
Rolamento da bola pelo solo.
Rolamento do corpo por cima da bola no solo.
Recuperação da bola com uma mão.
Adaptado de: FIG (2017, p. 18).
Os manejos possíveis com esse aparelho são:
• balancear;
• circundar;
• equilibrar;
• lançar e recuperar;
• fazer movimento em oito;
• prensar;
• quicar;
• rolar;
• fazer rotação.
A seguir apresentamos algumas ilustrações de manejos do aparelho bola adequados na iniciação.
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O manejo lançamento e recuperação é realizado por impulso dos braços com a participação de 
todo o corpo. No momento que a bola deixar a mão, os dedos devem estar estendidos e, no momento 
da recuperação, o primeiro contato com a bola deve ser com a ponta dos dedos.
Figura 58 
O manejo rolar pode ser realizado pelo corpo ou pelo solo. É importante destacar que, durante o 
rolar da bola, não poderá haver sobressaltos ou pequenas quicadas do aparelho.
Figura 59 
No manejo pequenos rolamentos acompanhados, a bola rola no corpo com a ajuda de uma mão 
ou outro segmento corporal de forma contínua e fluente, sem deixar o aparelho cair.
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Figura 60 
Na rotação, deve-se segurar a bola em equilíbrio à frente do corpo e rotacioná-la entre as mãos, 
sem deixar cair.
Figura 61 – Rotação da bola entre as mãos, sem deixar a bola cair
4.4 Maças
As maças, apesar de serem utilizadas em duas, são consideradas apenas um aparelho, o que as torna 
um dos mais complexos da modalidade. Elas não são habitualmente abordadas na escola, a não ser 
quando se trata de atividades relacionadas com o desporto escolar. Mesmo nas classes de iniciação da 
modalidade, é de um dos últimos aparelhos a ser introduzido no plano de trabalho.
O fato de se tratar de dois aparelhos exige desde logo uma elevada coordenação, já que 
implica que ambos os membros superiores realizem o mesmo tipo de trabalho durante todo o 
exercício. O trabalho realizado pelas duas maças pode ser idêntico ou não, a ser realizado em 
planos diferentes (LEBRE; ARAÚJO, 2006).
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Figura 62 
As maças antigamente também eram feitas de madeira, atualmente são de plástico ou borracha. 
Devem ter entre 40 centímetros e 50 centímetros de comprimento e pesar pelo menos 150 gramas cada. 
A parte mais grossa é chamada de corpo; a parte mais afilada, de pescoço; e a parte formada por uma 
esfera de 3 centímetros de diâmetro é denominada cabeça (AGOSTINI; NOVIKOVA, 2015).
Aparelho muito dinâmico, tem como grande particularidade a ambidestria, pois exige habilidade 
simultânea das duas mãos, além de grande velocidade de reação, alto grau de ritmo, de coordenação e 
uma bilateralidade bem desenvolvida.
Por serem consideradas um aparelho de manipulação mais complexa, só são introduzidas em 
categorias mais avançadas. Entretanto, a inserção das maças na iniciação (e também na escola) pode 
ser substituída por materiais alternativos, como garrafas PET de 600 mililitros ou meias velhas com uma 
bolinha de tênis dentro (TOLEDO, 2009).
A delicadeza na manipulação das maças é fundamental, além de boa mobilidade dos punhos (o 
que proporciona uma boa execução técnica). As maças devem ser agarradas sempre entre o indicador 
e o polegar.
As maças podem ser seguradas de forma fixa ou móvel. A forma fixa é quando se executam 
movimentos de grande amplitude com os membros superiores, segurando as maças pela cabeça e início 
do pescoço sem que ocorra movimentação das maças entre os dedos ou palma da mão (ou seja, na 
fixa, as maças seriam um prolongamento dos braços, só acompanhando seus movimentos, podendo ser 
utilizadas nos manejos de balanços e circunduções. Já a forma móvel é quando as maças se movimentam 
nas mãos, um manejo muito utilizado a partir dos movimentos do punho (círculos pequenos).
4.4.1 Manejo das maças
A maioria dos manejos das maças é realizada empunhando-se o aparelho pela cabeça e pelo pescoço 
(formas de empunhadura), como nos exemplos a seguir.
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Figura 63 
O quadro a seguir sintetiza os grupos técnicos fundamentais e não fundamentais do aparelho maças.
Quadro 11 – Grupos técnicos fundamentais e não fundamentais do aparelho maças
Grupos técnicos fundamentais aparelho Grupos técnicos não fundamentais aparelho
Molinetes, no mínimo 4 pequenos círculos das maças 
com tempo de atraso (sucessivos) e alternando cruzar e 
descruzar os punhos cada vez.
Série (mínimo 3) de pequenos círculos com uma das maças 
seguras em uma mão (mínimo 1).
Movimentos assimétricos das 2 maças. Rotações livres de 1 ou 2 maças sobre uma parte do corpo.
Batidas (mínimo 1).
Pequenos círculos de ambas as maças.
Pequeno lançamento das 2 maças, simultâneo ou 
sucessivos, com rotação e recuperação.
Pequenos círculos com ambas as maças, simultâneas ou 
sucessivas, uma maça em cada mão.
Rolamento de 1 ou 2 maças por uma parte corporal ou 
pelo solo.
Adaptado de: FIG (2017, p. 19).
Os manejos possíveis com as maças são:
• balancear;
• fazer batida;
• circundar;
• equilibrar;
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• lançar e recuperar;
• fazer movimento assimétrico;
• fazer movimento em oito;
• fazer pequenos círculos;
• prensar;
• rolar;
• fazer rotação;
• fazer molinetes.
Em virtude da sua utilização em pares, as maças permitem a realização dos chamados movimentos 
assimétricos. Nesses casos, o praticante realiza movimentos diferentes com os dois lados do corpo, 
podendo variar a habilidade realizada (como rotação com a mão direita e balanço com a mão 
esquerda) ou a mesma habilidade, porém em situações diferentes (por exemplo, o praticante realiza 
rotação do aparelho com as duas mãos, de um lado, a maça movimenta-se no plano frontal e, do 
outro, no transversal).
A seguir trazemos algumas ilustrações de manejos de maças que podem ser utilizados na iniciação.
Batidas são quando, ao tocarmos uma na outra, se produz um som.
Figura 64 
Circunduções com ambos os braços são movimentos em que se realiza um círculo de 360º em 
uma articulação (ombros).
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As pequenas rotações de punho podem ser realizadas para baixo (como na figura seguinte), para 
cima, na lateral do corpo, atrás do corpo ou acima da cabeça.
Figura 66 
Os pequenos lançamentos são realizados quando o tempo entre a largada do aparelho e sua 
retomada ocorre emum curto espaço de tempo.
Figura 67 
Chama-se molinetes o manejo mais característico das maças, significando um movimento giratório 
dos punhos, para sentidos opostos, executado simultaneamente.
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Molineter à frente do corpo
Molineter acima da cabeça
Figura 68 
Ao realizar pequenos círculos com as duas maças, há circundução de 360º na articulação do punho.
Figura 69 
4.5 Fita
A fita é o aparelho da GR mais conhecido pelo público leigo e também considerado o mais bonito 
por alguns. É composta de três partes, indicadas a seguir (AGOSTINI; NOVIKOVA, 2015).
• Estilete: vareta que segura a fita e pode ser feita de fibra de vidro, medindo 0,5 centímetros 
de diâmetro e entre 50 centímetros e 60 centímetros de comprimento, em formato cônico ou 
cilíndrico).
• Presilha e/ou carabina: implemento de metal que serve para ligar estilete e fita.
• Fita: de cetim, seda ou outro material semelhante (desde que não engomado, pois deve proporcionar 
movimento). Seu peso não deve ultrapassar 35 gramas, tendo entre 4 centímetros e 6 centímetros 
de largura, além de 6 metros de comprimento no caso de ginastas de nível adulto.
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A fita é um aparelho que normalmente não é introduzido nas fases de iniciação, e, quando isso 
acontece, utilizam-se fitas com um tamanho menor, para facilitar a movimentação. Essa alteração se 
deve ao fato de que o comprimento da fita está diretamente relacionado à dificuldade do seu manejo: 
quanto mais longa, maiores são as chances de o aparelho se enroscar nele mesmo, interrompendo, dessa 
forma, constantemente o andamento da atividade.
Vale destacar que esse aparelho deve ser trabalhado longe do corpo, para que a ginasta não enrosque 
a fita em si mesma. Um dos aspectos mais importantes no manejo da fita é a manutenção de um 
desenho definido em toda extensão do aparelho. Aparelho mais plástico de todos, também é de difícil 
execução, sendo considerado pelas ginastas o mais “temperamental” dos aparelhos, pois está sujeito a 
condições externas, como umidade do ar e incidência de ventos. Se houver a formação de nós na fita, 
a ginasta é punida.
O trabalho com esse aparelho exige da ginasta força e resistência da musculatura dos ombros 
e braços.
4.5.1 Manejo da fita
Como foi dito, a fita deve ser trabalhada sempre longe do corpo para que não enrosque na ginasta, e, 
por ser comprida, pode ser lançada em várias direções, criando desenhos no espaço, formando imagens, 
permitindo até mesmo que a ginasta passe por cima e por baixo do aparelho. Os manejos específicos 
são a serpentinas e espirais.
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Quadro 12 – Grupos técnicos fundamentais e não fundamentais do aparelho fita
Grupos técnicos fundamentais aparelho Grupos técnicos não fundamentais aparelho
Passagem através do desenho da fita. Movimento de rotação do estilete da fita ao redor da mão.
Enrolamento (desenrolamento).
Movimento da fita ao redor de uma parte do corpo que é produzido 
quando o estilete é seguro com diferentes partes corporais (mãos, 
pescoço, joelho, cotovelo) durante movimentos corporais ou 
dificuldades com rotação (não durante tour lent).
Espirais (4-5 ondas), juntos e com a mesma altura 
no ar e no solo.
Rolamento do estilete da fita por uma parte do corpo.
Serpentinas (4-5 ondas), juntas e com a mesma 
altura no ar e no solo.
Escapada - rotação do estilete durante seu voo, 
pequena ou média altura.
Boomerang - lançamento da fita (o extremo da fita é seguro) 
pelo ar ou pelo solo e recuperação.
Adaptado de: FIG (2017, p. 19).
Os manejos mais comuns com esse aparelho são:
• balancear;
• circundar;
• espirais;
• formar figuras;
• fazer movimento em oito;
• fazer serpentina;
• fazer soltura.
A seguir temos algumas ilustrações de manejos do aparelho fita que podem ser utilizados na iniciação.
A serpentina é um movimento contínuo em que o aparelho desenha no ar um zigue-zague 
(serpente). Pode ser realizado de duas formas: por flexão e extensão de punho ou por adução e abdução 
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de punho. Além disso, pode ser feito em diferentes planos e direções, como serpentina em frente ao 
corpo, ao lado do corpo, ao solo, atrás das costas etc.
Figura 71 
A espiral corresponde ao movimento de forma arredondada que compõe um pequeno círculo 
ou mais, de modo consecutivo e interligado (ou seja, com o objetivo de formar espirais com o 
aparelho). É realizado principalmente pelo movimento de circundução da articulação do punho e 
pode ser feito em frente ao corpo, na lateral do corpo, acima da cabeça, no solo etc., ou seja, em 
diferentes planos e direções.
Figura 72
No manejo espadachim com mudança de plano, são realizados com rotação da fita em torno do 
estilete acima da cabeça com o braço estendido, com mudança do corpo da posição em pé, ajoelhada 
e sentada.
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Figura 73
No manejo lançamento à frente do corpo, o lançamento do aparelho fita acontece sempre 
impulsionando o estilete para o voo, e sua recuperação também deve ser feita pelo estilete. Os 
lançamentos podem ser realizados com a mão ou com o pé.
Figura 74
No pequeno lançamento, faz-se o lançamento do aparelho à frente do corpo com uma das mãos 
e retomada do aparelho com a outra mão.
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Figura 75 
 Resumo
A Ginástica Rítmica (GR) é uma das oito modalidades gímnicas 
reconhecidas e tuteladas pela FIG. A GR possui características que a 
diferenciam das demais modalidades ginásticas de competição, sendo 
uma modalidade oficialmente reconhecida apenas para o gênero feminino, 
apesar de existir também a GR masculina.
Em suas apresentações, a ginasta não executa elementos acrobáticos 
(mortais e outros elementos de voo com rotação e torno do eixo transversal 
do corpo), presentes nas demais modalidades gímnicas de competição.
A GR é fundamentada em uma estrutura trifásica: os movimentos corporais, 
os manejos dos aparelhos (ou aparatos) e a musicalidade (ou acompanhamento 
musical); juntos formam a unidade que fundamenta a modalidade.
Os movimentos corporais na GR, que fazem parte do processo 
ensino-aprendizagem da modalidade e das composições coreográficas, 
são os elementos de dificuldade corporal, passos de dança e elementos 
pré-acrobáticos.
Elementos de dificuldade corporal (também conhecidos como elementos 
corporais) são aqueles descritos no código de pontuação da modalidade, 
divididos em três grupos fundamentais: os saltos, equilíbrios e rotações.
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Os aparelhos na GR foram introduzidos justamente para realçar a beleza 
das apresentações e as características femininas. Os aparelhos utilizados na 
GR são a corda, o arco, a bola, as maças e a fita.
A partir da estrutura trifásica da GR, conclui-se que ela é uma 
modalidade que tem como base o trabalho dos movimentos corporais 
combinado com os manejos de aparelho (corda, arco, bola, maças e fita) e o 
acompanhamento musical em uma determinada composição de conjunto 
ou individual.As competições oficiais de GR podem ser realizadas nas categorias 
individual e de conjuntos.
A GR não nasceu pronta, tendo suas raízes na Ginástica Moderna que 
surgiu no século XIX com influência de vários estudiosos em diversas áreas 
de conhecimento. Assim, ela passou por muitas transformações, desde a 
sua criação até hoje.
Conforme Gaio (2007), a história da GR teve influência de quatro 
correntes: dança, música, teatro e pedagogia. Apesar de terem trajetórias 
próprias, todas acrescentaram características que foram de suma 
importância para o desenvolvimento da GR. A GR foi fruto de pensamentos 
de vários autores.
A história da GR no Brasil é bastante recente. Conforme Santos, 
Lourenço e Gaio (2010), duas professoras estrangeiras iniciaram o processo 
de disseminação da GR em nosso país, uma com uma linha educacional, e 
a outra com uma linha mais competitiva.
O Brasil participou pela primeira vez em campeonato mundial em 1971, 
na cidade de Copenhagen, Dinamarca. Em 1978, foi criada a Confederação 
Brasileira de Ginástica (CBG) e o consequente apoio da entidade à GR. 
Nessa mesma época, houve sua inclusão em alguns cursos de graduação e 
a prática em alguns clubes.
Nos Jogos Olímpicos de Sidney, Austrália (2000), e Atenas, Grécia (2004), 
o Brasil participou nas provas de conjunto, ficando com a colocação do 
oitavo lugar.
Nos últimos anos, a GR brasileira se desenvolveu bastante, e o país 
detém a hegemonia nas Américas nas provas de conjunto, com três ouros 
nos últimos quatro Pan-Americanos, que valeram à equipe brasileira a 
classificação para as últimas três edições das Olimpíadas.
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Contudo, a prática da GR pelos homens existe, apesar de pouco 
difundida e divulgada no Brasil e de não ser oficialmente reconhecida 
pelas entidades federativas internacionais com a FIG e o COI. Existem 
basicamente duas linhas diferentes de GR sendo praticada pelos homens: 
a tradicional e a asiática.
No Brasil o marco inicial da GR masculina se deu na década de 1980. 
De forma geral, tem-se utilizado como prática masculina a GR tradicional, 
uma vez que os ginastas aproveitam os espaços comumente destinado às 
mulheres, além dos equipamentos e dos professores presentes.
Os elementos de dificuldade corporal (BD) – os saltos, os equilíbrios e as 
rotações – fazem parte dos componentes obrigatórios que compõem uma 
coreografia no individual e no conjunto.
É importante entender que, para o aprendizado dos elementos corporais, 
é necessário desenvolver processos pedagógicos, por isso os profissionais 
devem iniciar o aprendizado com as execuções dos elementos mais fáceis 
para então passar para os elementos mais difíceis.
A GR é composta de aparelhos de pequeno porte, manuseados 
pelos ginastas durante a execução das coreografias. O conjunto de 
trabalho entre os elementos corporais e aparelhos é o que a diferencia 
completamente do balé, da dança e de outras modalidades ginásticas. 
Cada aparelho tem características próprias, ou seja, manejos específicos.
Cada aparelho tem sua especificidade e, por possuir características 
próprias, deve ser manuseado adequadamente. O trabalho de coordenar os 
movimentos corporais com o manuseio dos aparelhos é complexo, sendo 
assim, o trabalho de manejo dos aparelhos é considerado como processo de 
familiarização do corpo e do cérebro, pois o aparelho é a continuidade do 
corpo da ginasta, faz parte do seu corpo.
Estudamos e compreendemos os cinco aparelhos oficiais que seriam 
a corda, o arco, a bola, a fita e as maças. Na GR masculina, vimos que 
seus aparelhos são os dois arcos pequenos, a corda, as maças e o bastão, 
e tratamos também do desenvolvimento das séries, ressaltando que as 
ginastas devem manter os aparelhos sempre em movimento e realizar 
manobras que demonstrem a habilidade em controlá-los (assim, esses 
movimentos são chamados de manejos). Cada um dos aparelhos apresenta 
formas específicas de manipulação (manejo) e exigências obrigatórias 
estabelecidas pelo código de pontuação.
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Dentre os manejos estudados, existem aqueles comuns a todos e outros 
específicos a determinados aparelhos, e esses manejos estão ligados às 
características físicas de cada um, ou seja, às possibilidades de movimento 
que cada um deles proporciona.
 Exercícios
Questão 1. A Ginástica Rítmica é uma das oito modalidades gímnicas reconhecidas e tuteladas pela 
Federação Internacional de Ginástica. Essa modalidade esportiva prima pela beleza, que se expressa por 
meio dos movimentos complexos, da expressividade das ginastas, da dança, da música e da vestimenta. 
Sobre as características da Ginástica Rítmica, analise as afirmações a seguir.
I – É uma modalidade oficialmente reconhecida para ambos os gêneros.
II – Nas apresentações, podem-se executar elementos acrobáticos como mortais e outros elementos 
de voo com rotação em torno do eixo transversal do corpo.
III – As apresentações são sempre acompanhadas de música.
Estão corretas apenas as afirmativas:
A) Somente a afirmativa I é correta.
B) Somente a afirmativa III é correta.
C) Somente as afirmativas I e III são corretas.
D) Somente as afirmativas II e III são corretas.
E) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
Resposta correta: alternativa B.
Análise das afirmativas
I - Afirmativa incorreta. 
Justificativa: é uma modalidade oficialmente reconhecida apenas para o gênero feminino.
II - Afirmativa incorreta. 
Justificativa: não se pode executar elementos acrobáticos (mortais e outros elementos de voo com 
rotação em torno do eixo transversal do corpo).
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Unidade I
III - Afirmativa correta.
Justificativa: as apresentações são sempre acompanhadas de música.
Questão 2. A Ginástica Rítmica tem uma estrutura bifásica caracterizada pelos movimentos 
corporais e pelos manejos dos aparelhos, que privilegia o desenvolvimento global do aluno
Porque
Diversos domínios do desenvolvimento humano são trabalhados em conjunto, como o estímulo 
e o desenvolvimento de capacidades como percepção espacial, percepção temporal, coordenação 
oculomanual e oculopedal.
Analisando a relação proposta entre as duas asserções anteriores, assinale a opção correta.
A) As duas asserções são proposições verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira.
B) As duas asserções são proposições verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa correta da 
primeira.
C) A primeira asserção é uma proposição verdadeira, e a segunda é uma proposição falsa.
D) A primeira asserção é uma proposição falsa, e a segunda é uma proposição verdadeira.
E) As duas asserções são proposições falsas.
Resolução desta questão na plataforma.
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GINÁSTICA RÍTMICA
Unidade II
5 ESTRATÉGIAS DE PRÁTICA NO PROCESSO DE ENSINO‑APRENDIZAGEM DE 
INICIANTES DA GINÁSTICA RÍTMICA
Diversas discussões permeiam a GR: qual o melhor método para o ensino da modalidade, o global 
ou o analítico? Devemos deixar a criança experimentar livremente os movimentos e o manuseio dos 
aparelhos ou devemos focar no ensino dirigido, visando à excelência do gesto?
Trataremos agora de questões relacionadas aos métodos de ensino mais utilizados na modalidade, 
suas características e para quais grupos seriam mais indicados.
5.1 Ginástica Rítmica e a iniciação à prática
A GR é uma atividade desportiva de infinitas possibilidades baseadas emmovimentação corporal, 
utilização de aparelhos (corda, arco, bola, maças e fita) e acompanhamento musical. Essas possibilidades 
de movimentos corporais são a combinação de elementos de balé, ginástica, dança, expressão corporal 
e expressão facial.
A GR é composta de características marcantes, sendo os elementos de dificuldades corporais, o 
manejo de aparelhos, os elementos artísticos e a busca pela perfeição aqueles que definem a alma 
desse esporte.
Os elementos de dificuldades corporais constituem a base de toda a série de uma ginasta, pois são 
eles que, posteriormente aliados ao manejo de aparelhos, irão compor a complexidade do esporte, 
independentemente de tratar-se de aprendizado inicial ou de alto nível.
A definição dos elementos de dificuldades corporais ocorre a cada ciclo olímpico, que acontece 
a cada 4 anos, tendo início logo após o ano da Olimpíada. Em cada código, que segue os ciclos 
olímpicos, podem existir modificações na nomenclatura e na forma de apresentação dos elementos, 
mas, basicamente, teremos: saltos, equilíbrios e rotações. No ciclo de 2009-2012, por exemplo, as 
flexibilidades estavam presentes como elementos corporais obrigatórios, o que não ocorre atualmente. 
Porém, essa capacidade física é uma característica indispensável para quem pratica esse esporte: para 
que uma ginasta seja considerada completa, ela deve ser muito precisa na execução dos elementos 
corporais e deve dominar muito bem o aparelho, demonstrando segurança e virtuosismo técnico 
(AGOSTINI; NOVIKOVA, 2015).
Com o intuito de alcançar esse virtuosismo técnico, muitas pesquisas relatavam o costume de 
se iniciar o trabalho da GR pelo chamado trabalho de mãos livres; somente quando os elementos 
corporais eram executados corretamente e com a técnica adequada, é que se iniciava o trabalho com 
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o manuseio dos aparelhos. Ainda que essa seja uma prática pertinente na GR mesmo nos dias de hoje, 
alguns autores já demonstram, em suas pesquisas, uma preocupação com a aprendizagem da GR, 
buscando alternativas para que se explore todo o potencial desse esporte (CAÇOLA; LADEWIG, 2007; 
ALONSO, 2011).
A criança pode iniciar a prática das atividades de GR por volta dos seis anos de idade, ou até 
antes, todavia um privilégio desse esporte está em possuir habilidades motoras bem próximas da 
cultura corporal encontrada nas brincadeiras e nos jogos infantis, como pular corda, brincar com 
o bambolê, brincar com bola, o que permite desde cedo proporcionar vivências motoras da GR sem 
iniciar precocemente na habilidade.
Em relação ao desenvolvimento motor das crianças, Gallahue e Ozmun (2005) colocam que 
elas possuem um potencial desenvolvimentista para estar no estágio maduro da maior parte 
das habilidades motoras fundamentais por volta de seis anos. O estímulo e desenvolvimento de 
capacidades como percepção espacial, percepção temporal, coordenação oculomanual e oculopedal 
de maneira correta fazem com que um indivíduo seja mais coordenado. Sendo assim, a GR (por meio 
de sua estrutura trifásica de elementos corporais, manejo de aparelhos e acompanhamento musical) 
privilegia o desenvolvimento global do aluno, já que todos os domínios do desenvolvimento humano 
são trabalhados.
Estudiosos do esporte acreditam que, a partir de uma prática contínua da GR, o aluno possa 
ser beneficiado, já que essa modalidade enriquece a formação da criança nos aspectos físico, 
emocional, intelectual e social (PIRES, 2003). Um estudo realizado por Paz e Pires (2011) demonstrou 
que crianças que praticam GR tem seu desenvolvimento motor melhorado em comparação com 
crianças que praticam atividade física apenas nas aulas de Educação Física da escola. Isso porque 
a criança adquire a possibilidade de combinar movimentos com alguma facilidade, iniciando o 
período das habilidades motoras especializadas (GALLAHUE; OZMUN, 2005), como é o caso das 
habilidades motoras da GR, envolvendo atividades como correr, arremessar uma bola ou arco ou, 
ainda, a fita, rolar e voltar para a postura ereta, ao mesmo tempo que recebe, com uma das mãos, a 
bola que tinha sido arremessada para cima, o que representa uma tarefa de acentuada complexidade 
motora. Esses movimentos serão compatíveis com o estágio de maturidade alcançado pela criança, 
além da experiência prévia vivenciada em etapas anteriores de sua vida. Cabe destacar que não 
se preconiza somente a realização de tarefas motoras complexas para a criança na fase motora 
especializada, mas que essa etapa seja rica na experimentação de diferentes formas de movimento.
Portanto, se a criança tiver a oportunidade de vivenciar e experimentar diversas ações corporais, 
ela desenvolverá um amplo repertório motor, possibilitando um melhor desenvolvimento nesse 
campo. São diversos os fatores que influenciam a aquisição de habilidades motoras, como tipo de 
instrução, tipos de feedback, as condições ou estratégias de prática, a capacidade de imaginação 
das crianças, entre outros (MAGILL, 2000). Sabendo disso, vejamos os estudos que investigaram as 
estratégias de prática e seus benefícios no processo de ensino-aprendizagem da iniciação de GR nos 
últimos anos (2003 a 2018).
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5.2 Efeitos das diferentes estratégias de prática no processo de 
ensino‑aprendizagem de iniciantes da Ginástica Rítmica
Em um primeiro momento, pode parecer que o modo de adquirir e de aperfeiçoar uma habilidade 
é único, ou seja, praticar muitas vezes a ação até que ela seja executada corretamente. No entanto, 
há evidências científicas que revelam que a estratégia específica de prática faz bastante diferença 
no resultado final (ou mesmo no tempo gasto para se atingir certo nível de desempenho desejado). 
Particularmente, para o aprendizado de novas tarefas motoras, é necessária a combinação de uma tríade 
composta de professor, aprendiz e ambiente de aprendizagem, incluindo-se nesse último componente a 
tarefa a ser aprendida (TEIXEIRA, 2005).
Independentemente da efetividade dos procedimentos de aprendizagem, há sempre uma interação 
entre os três componentes. Na relação entre professor e aprendiz, um passo importante é a avaliação 
inicial da habilidade do indivíduo (estágio de aprendizagem), o que possibilita ao professor a seleção 
adequada de parâmetros de ensino como instrução, feedback e tipo de prática.
O estágio de aprendizagem é específico à tarefa motora, existindo três estágios. No primeiro 
estágio, conhecido como estágio cognitivo, o principiante se concentra nos problemas cognitivos, ou 
seja, precisa compreender o que se espera dele naquela tarefa, empregar muita atenção para tentar 
realizar corretamente seus movimentos, e ainda assim, cometer um grande número de erros. O segundo 
estágio é conhecido como estágio associativo, em que o aprendiz comete menos erros e erros menos 
grosseiros, ou seja, um estágio de refinamento. Por fim, temos o estágio autônomo, que é o estágio final 
da aprendizagem. Nesse ponto, a habilidade se tornou praticamente automática, ou seja, o indivíduo é 
capaz de executar sequências complexas de movimento com mínimo envolvimento de atenção (FITTS; 
POSNER, 1967). A detecção correta do estágio de aprendizagem permite que o professor formule 
estratégias apropriadas de organização do ambiente de prática. Sendo assim, o professor deve oferecer 
poucas informações verbais, dando uma ideia geral da habilidade a ser aprendida (TEIXEIRA, 2005; 
PUBLIO; TANI; MANOEL, 1995).
Assim como no oferecimento de instruções, o aprendizado de uma habilidade motora requer a 
tomada de várias decisões em relação à forma pela qual a prática será implementada. Uma questão 
há muito tempo debatida,porém escassa na pedagogia da GR, é se a aprendizagem de habilidades 
motoras dessa área deve ser feita por meio da prática pelo todo, por partes ou uma combinação dessas 
modalidades (TIBEAU, 1988; CAÇOLA; LADEWIG; RODACKI, 2004; CAÇOLA; LADEWIG, 2007).
 Observação
A prática pelo todo corresponde à prática da habilidade como ela deverá 
ser desempenhada na realidade, sem simplificação. Na prática por partes, 
por outro lado, a habilidade é inicialmente fragmentada nos seus elementos 
básicos, para que cada um deles seja praticado isoladamente. Na sequência, 
esses elementos são reunidos e realizados em sua plena globalidade.
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Esse efeito do tipo de prática foi investigado por Caçola, Ladewig e Rodacki (2004), que realizaram 
uma pesquisa comparando as práticas em partes e como um todo na GR, porém trabalhando com uma 
única habilidade, o salto corza, realizado com passagem por dentro da corda, e não uma sequência de 
movimentos. Os resultados indicaram que o grupo que treinou em partes obteve um resultado inicial 
bom, mas que veio a se deteriorar com a adição da corda. Já o grupo que realizou o treino como um 
todo, apesar de apresentar vários problemas no início, obteve resultados significativamente melhores 
no primeiro pós-teste.
Posteriormente, outro estudo realizado também por Caçola e Ladewig (2007) avaliou a prática em 
partes e como um todo em duas habilidades muito utilizadas na GR, além da influência do uso de 
dicas de aprendizagem nessas práticas. As habilidades estudadas foram o equilíbrio cossaco com o 
movimento em oito do arco e o rolamento com lançamento e recuperação da bola com os pés. Para as 
duas habilidades, foram encontradas diferenças a favor das crianças que aprenderam os movimentos 
como um todo, observando-se principalmente uma influência positiva do uso de dicas de aprendizagem 
nas duas práticas. Os autores concluíram que a prática como um todo tem a característica de ser muito 
difícil no começo, e o uso de dicas se revelou como um aspecto fundamental para facilitar essa prática, 
já que ela traz melhores resultados para a aprendizagem.
Sabe-se que o grau de interação entre o corpo e o aparelho na GR é de extrema importância, e 
possibilitar a prática como um todo traz melhores resultados na aprendizagem das habilidades motoras 
pesquisadas em comparação com a prática por partes, como abordado nos estudos que acabamos de 
citar. Isso acontece porque cada tarefa motora possui suas particularidades, as quais exigem que funções 
específicas de interação sensório-motoras sejam recrutadas e associadas da forma mais efetiva, a fim de 
alcançar o objetivo esperado. Quando se altera a tarefa ou apenas um aspecto da tarefa, como no caso 
da prática por partes, criam-se novas exigências às quais o sistema sensório-motor terá que se adaptar. 
Ou seja, apesar de as partes serem aparentemente as mesmas da tarefa global, quando elas são reunidas 
em uma combinação mais complexa, elas têm que ser adaptadas ao conjunto, uma vez que deixam de 
ser o elemento principal e passam a fazer parte de uma unidade funcional maior. Em outras palavras, a 
execução completa de uma habilidade motora da GR, como o rolamento com lançamento e recuperação 
da bola, impõe características particulares às suas partes constituintes, gerando a necessidade de 
transferência de aprendizagem quando se adota a estratégia de praticar pelas partes (MAGILL, 2000). 
Sendo assim, possibilitar a prática das habilidades como um todo pode resultar em uma aprendizagem 
mais eficiente e mais duradoura, facilitando a retenção dos movimentos.
Ainda nesse contexto de estratégias de prática, mas dando ênfase a propostas pedagógicas, outros 
estudos na GR mostraram uma preocupação com a iniciação, buscando possibilidades de facilitar, 
motivar e estimular a criatividade na aprendizagem.
Palmer (2003) construiu uma proposta de aprendizagem da GR baseada nos estágios de 
desenvolvimento da criança e na ideia de que a instrução de algum esporte deve envolver ideias, 
criatividade e desenvolvimento de habilidades em seus alunos. Para a autora, é necessário propor 
oportunidades para a autoexploração do progresso do desenvolvimento de habilidades para que haja o 
seu refinamento. Na aprendizagem da GR, temos:
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• estágio 1: noção espacial sem aparelhos;
• estágio 2: exploração e descoberta com aparelhos;
• estágio 3: identificação dos movimentos fundamentais;
• estágio 4: extensão da aprendizagem com tarefas e desafios;
• estágio 5: desenvolvimento de rotinas e sequências;
• estágio 6: demonstração e avaliação.
Nota-se que o processo ainda é centrado na divisão em partes da aprendizagem, apesar de avançar 
nos estágios finais para uma prática mais estimulante para as crianças.
Alonso (2011) propõe um procedimento pedagógico em que o desenvolvimento das aulas 
também se processa em três momentos, porém, diferentemente de Palmer (2003), Alonso propõe 
num primeiro momento uma prática pelo todo, ou seja, exploração e execução dos elementos 
corporais e diversas formas de manuseio dos aparelhos; num segundo momento, automatização 
dos elementos corporais e dos elementos dos aparelhos de forma isolada e combinada, e, por 
fim, num terceiro momento, elaboração e exercícios em conjunto. É importante ressaltar que os 
aparelhos eram trabalhados simultaneamente em quase todas as aulas.
Nessa mesma perspectiva, o estudo de Menegaldo e Bortoleto (2017) teve como objetivo 
relatar uma estratégia pedagógica motivada principalmente pelo desinteresse e pela dispersão de 
crianças de cinco e seis anos de idade durante aulas de GR em um clube na cidade de Campinas. 
Os autores propuseram um procedimento pedagógico em que o trabalho corporal também era 
simultâneo com os aparelhos. As aulas foram pautadas em três momentos: o professor colocava as 
alunas em contato com a temática da aula, sem ainda descrever qual gesto deveria ser executado, 
incentivando-as a explorar possíveis alternativas de movimentos; posteriormente, foram oferecidas 
apenas algumas pistas sobre o movimento que se desejava realizar, sem limitar as alunas a um 
padrão gestual; por fim, apresentavam-se os gestos que não foram explorados pelas alunas. Uma 
consideração importante da autora foi que não se estava perpetuando a aprendizagem da GR por 
meio da imitação do gesto motor do professor, mas sim fazendo com que as professoras ajudassem 
na compreensão da execução do movimento e favorecessem a criação dos movimentos da GR. 
Em outras palavras, é possível pensar e aplicar uma metodologia mais flexível, coletiva e menos 
especializada visando a um contato significativo e prazeroso com a modalidade.
Sampaio e Valentini (2015) investigaram a influência de programas de iniciação em GR, tradicional 
e orientada para a maestria no desempenho de habilidades motoras fundamentais (HMF) e habilidades 
especializadas (HME) da GR com o intuito de propor alternativas de ensino para motivar a adesão e a 
permanência de crianças no esporte. Para isso, uma turma de meninas (5 a 10 anos) foi dividida em 
dois grupos, um grupo tradicional (GT) e um grupo maestria (GM). Para GM, as aulas apresentavam 
novidades cotidianamente, continham diferentes níveis de desafios e eram dramatizadas para 
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criar expectativas do que seria realizado com todos os aparelhos, ou seja, uma aula mais lúdica, 
em que a criatividade e a prática pelo todo (junção dos aparelhos e os elementos corporais da GR) 
estavam presentes na maior parte das vezes. Para oGT, as atividades propostas foram voltadas para o 
desempenho dos elementos corporais e treinadas por meio de repetições, dando ênfase aos aspectos 
técnicos. Os resultados mostraram que as crianças participantes do clima motivacional para a maestria 
evidenciaram mudanças significativas nas habilidades motoras fundamentais e desempenho motor 
superior em relação a essas habilidades quando comparadas às crianças da abordagem tradicional. 
Tais resultados evidenciam a importância de abordagens pedagógicas adequadas ao desenvolvimento, 
que priorizam a prática de experiências motoras variadas e a autonomia para ampliar a competência 
motora de crianças (GALLAHUE; OZMUN, 2005).
A partir desses estudos, constatou-se que uma prática abrangente da GR motiva e traz mais 
significado para as crianças, proporcionando uma aprendizagem não apenas direcionada a uma 
carreira esportiva, considerando que são poucas as crianças que chegarão ao alto nível desse 
esporte, mas também uma oportunidade de vivência motora fundamental para todas as crianças.
Em contrapartida, quando se pensa em uma aula de GR para alto rendimento, a junção dos 
dois métodos parece ser a melhor forma de alcançar resultados positivos, na medida em que a 
prática pelo todo, por si só, não consegue resolver os problemas colocados pelos elementos críticos 
de execução/aplicação de determinada habilidade técnica. Nesse sentido, a utilização da prática 
por partes permite refinar tais pormenores, centralizando a atenção da ginasta no detalhe da 
execução técnica (BERNARDI; LOURENÇO, 2014). De modo geral, nas investigações sobre o processo 
de ensino-aprendizagem da GR, ambos os métodos se mostraram pertinentes às exigências da 
modalidade, pois são complementares tanto para o desenvolvimento da técnica quanto para os 
aspectos mais abrangentes (como os culturais, sociais e psicológicos).
 Observação
A prática abrangente da GR motiva e traz mais significado para as 
crianças, criando uma aprendizagem não apenas direcionada a uma 
carreira esportiva, considerando que são poucas as crianças que chegarão 
ao alto nível desse esporte, mas uma oportunidade de vivência motora 
fundamental para todas.
Podemos concluir que, à primeira vista, a prática por partes pode ser considerada a mais eficiente, 
já que a GR é uma modalidade que exige o domínio na execução da técnica. Mas diante das pesquisas 
do presente trabalho, conclui-se que quando o professor busca desenvolver criatividade, exploração e 
alto grau de interação entre o corpo e o aparelho em iniciantes de GR, sem enfatizar tanto a técnica, a 
prática pelo todo (CAÇOLA; LADEWIG; RODACKI, 2004; CAÇOLA, 2016; CAÇOLA; LADEWIG, 2007) e as 
propostas pedagógicas (ALONSO, 2011; MENEGALDO; BORTOLETO, 2017; SAMPAIO; VALENTINI, 2015), 
que iniciam as aulas de forma global, mostraram ótimos resultados no processo ensino-aprendizagem 
em iniciantes de GR. Os autores consideram que geralmente o trabalho da técnica em partes é feito de 
forma exaustiva e automatizada, sem levar em consideração as fases de desenvolvimento dos praticantes, 
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podendo tornar a prática um fator extremamente desmotivante. Sendo assim, verificaram-se propostas 
motivadoras para a iniciação da criança na GR, sendo a alegria, o sucesso e o significado, os principais 
motivos de a criança estar fazendo GR.
Podemos também inferir que nem sempre a realização de tarefas quem levem em conta a tradição 
será o meio mais eficiente para a aprendizagem. Só porque na GR a prática em partes é tradicionalmente 
utilizada, não significa que não devemos tentar outras metodologias que tragam melhores resultados 
na retenção, pois muitos aspectos da situação de prática podem ser variados sistematicamente para 
tornar a aprendizagem mais eficiente, e boa parte deles estão sobre o controle direto do professor.
Não é o simples fato de selecionarmos determinado estilo/método de ensino que nos garante 
oferecer uma formação em que o aluno se apresente criativo e autônomo. Cabe, nesse momento, alertar 
o profissional de Educação Física para que possa lidar com questões como a individualidade, os erros, as 
motivações, as prontidões de acordo com os objetivos e os conteúdos na aprendizagem de determinada 
habilidade motora da GR. Isso poderá, talvez, determinar um perfil do processo de ensino-aprendizagem 
em que o aluno se mostre criativo e autônomo, indo além do simples ato motor.
Desse modo, não adotamos uma obra específica, buscamos os princípios contidos nos diferentes 
estudos, e não fórmulas. O método de trabalho que visamos adotar é aquele em que o aluno seja o centro 
do processo de ensino-aprendizagem, cabendo ao professor atuar como facilitador da aprendizagem.
 Lembrete
Quando o professor busca desenvolver a criatividade, a exploração e um 
alto grau de interação entre o corpo e o aparelho em iniciantes de GR, sem 
enfatizar tanto a técnica, a prática pelo todo e as propostas pedagógicas 
que iniciam as aulas de forma global, podemos obter ótimos resultados no 
processo ensino-aprendizagem em iniciantes de GR.
5.3 Proposta de ensino e estrutura do desenvolvimento das aulas de Ginástica 
Rítmica para iniciantes
Nesta seção, a ênfase será dada ao processo de ensino-aprendizagem da GR para a iniciação voltada 
a uma prática mais abrangente, a qual motiva e traz mais significado para os participantes, priorizando 
experiências motoras variadas e a autonomia por meio da criatividade a fim de ampliar a competência 
motora. Buscamos uma prática da GR que visa a um método de trabalho que possibilita ao aluno 
interagir com os materiais da GR (corda, arco, bola, maças e fita), elaborar e executar as combinações 
dos movimentos corporais com os elementos dos aparelhos manuais em uma coreografia de conjunto 
(atividade final da aula) e refletir sobre a tarefa realizada.
Para isso, a proposta de ensino da GR aqui apresentada está norteada pelos princípios das teorias de 
desenvolvimento humano motor (GALLAHUE; DONNELLY, 2008) e de aquisição da habilidade motora na 
GR (MAGILL, 2000), pelos princípios metodológicos de Mosston e Ashworth (1986, apud ALONSO, 2011) 
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e pelos princípios de uma adaptação da ordenação de conteúdo e estrutura de desenvolvimento das 
aulas de GR proposta por Alonso (2011).
Quanto aos princípios contidos na obra de Mosston e Ashworth (1986, apud ALONSO, 2011), os 
autores, também visando a um desenvolvimento global da criança, propuseram 11 estilos que perfazem 
o espectrum que vai da reprodução à produção de conhecimento, com cada um deles proporcionando 
um desenvolvimento diferenciado sobre os comportamentos (cognitivo, físico ou motor, afetivo e social), 
fazendo que o aluno se torne criativo e independente.
Estilos de ensino que possibilitam 
a reprodução 
do conhecido.
Estilos de ensino que 
possibilitam a descoberta e 
produção do desconhecido 
(lembrar, comparar, constatar, 
hipotetizar, sintetizar, extrapolar, 
solucionar problemas).
Comando, prático, 
recíproco, autocontrole, inclusão.
Descoberta dirigida, descoberta 
convergente, divergente, 
individual, iniciada pelo aluno, 
autoensino.
Operações cognitivas
Figura 76 – Espectrum dos estilos de ensino
Cada estilo contribui para um determinado ambiente de ensino e objetivo de aprendizagem, nível 
do desenvolvimento dos alunos e complexidade da habilidade motora a ser ensinada. A aprendizagem 
e a formação integral do aluno não são garantidas pelo estilo que se utiliza, mas pela maneira como se 
utiliza. Nas palavras de Mosston e Ashworth (1986, apud ALONSO, 2011, p. 13): “Nenhum estilo isolado 
pode alcançar todos os objetivos”.Os estilos de ensino selecionados do espectrum para a proposta de ensino e estrutura de aulas da GR 
apresentados neste livro-texto são: a) reprodução do conhecimento (comando e recíproco); b) produção 
de conhecimento (descoberta dirigida/orientada) e descoberta divergente.
Os estilos de ensino por reprodução de conhecimento (comando e recíproco) são classificados como 
os que possibilitam pouca ou nenhuma participação do aluno nas cadeias de decisão, ou seja, o professor 
toma todas as decisões do processo de aprendizagem, e o aluno praticamente só reproduz o que ele 
pedir durante as aulas.
O estilo comando é uma escolha mais adequada quando se quer atingir os seguintes objetivos: 
automatização da habilidade, execução sincronizada da coreografia, reprodução de um modelo, 
perpetuações de tradições culturais. Costuma ser utilizado para a terceira fase da aquisição da habilidade 
motora, chamada de fase autônoma.
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O estilo recíproco caracteriza-se por haver um aluno como executante e outro como observador, 
havendo troca de papéis entre si. São seus objetivos: a repetição da tarefa com a ajuda de um observador, 
a avaliação imediata do colega, a discussão com o colega sobre aspectos específicos da tarefa (buscando 
entendimento do que se está realizando) e o desenvolvimento da tolerância e da paciência, além do 
experimento de recompensas pelo sucesso do colega. Tem sido utilizado na segunda fase de aquisição 
da habilidade motora, chamada fase associativa.
Os estilos de ensino por produção de conhecimento levam o aluno a descobrir um conceito, 
princípio ou ideia, ou seja, possibilitam a descoberta e a produção do desconhecido (solucionar 
problemas). O professor atua como um orientador/facilitador da aprendizagem, tornando o aluno 
mais criativo e independente.
O estilo descoberta dirigida/orientada desenvolve a relação entre a resposta descoberta pelo 
aluno e o estímulo apresentado pelo professor. O professor determina a sequência de passos que 
levam o aluno a descobrir o resultado final, com cada passo se baseando na resposta obtida na 
etapa anterior. Tem sido utilizado na primeira fase de aquisição da habilidade motora, chamada 
de cognitiva.
No estilo divergente, o professor espera múltiplas respostas para uma única questão. Esse estilo 
leva a várias alternativas e soluções, sendo utilizado na primeira e na terceira fase de aquisição das 
habilidades motoras, principalmente quando é propiciada a elaboração de coreografias por meio de 
atividade/tarefa.
Veremos como esses estilos são adotados no processo de ensino-aprendizagem na estrutura, 
apresentada mais à frente, do desenvolvimento das aulas. É importante, ao propor uma estrutura de 
desenvolvimento de aulas, não estabelecer regras a serem adotadas, mas princípios, nas áreas 
de conhecimento abordadas anteriormente, que servirão como eixo norteador de uma intencionalidade 
pedagógica centrada no aluno.
 Lembrete
A aprendizagem e a formação integral do aluno não são garantidas 
pelo que se utiliza, mas pela maneira como se utiliza. “Nenhum estilo 
isolado pode alcançar todos os objetivos” (MOSSTON; ASHWORTH, 1986, 
apud ALONSO, 2011, p. 13).
5.3.1 Proposta/sugestão de programa e estrutura de uma aula de Ginástica Rítmica
A proposta apresentada a seguir (adaptada de ALONSO, 2011) é passível de alterações no âmbito de 
objetivos, conteúdos, metodologias e avaliação diante do ambiente e do público em questão. As seções 
estão descritas a seguir.
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Ações
• Motora: executar uma composição com um aparelho.
• Cognitiva: elaborar e exploração de uma composição com um aparelho.
• Afetivo-social: cooperar e colaborar, pela interação com os colegas, na elaboração da composição 
com um aparelho.
Conteúdos
• Elementos corporais:
— grupos fundamentais: salto, equilíbrio e rotações;
— outros grupos: saltitos, deslocamentos variados, giros, balanceios e circunduções.
• Elementos técnicos da bola: lançamentos e recuperações, quicadas, rolamentos sobre o corpo ou 
solo etc.
• Elementos técnicos da corda: saltos e saltitos por dentro da corda, lançamento e recuperação, 
escapada de uma ponta etc.
• Elementos técnicos da fita: serpentinas, espirais, movimentos em forma de oito, lançamentos e 
recuperações etc.
• Elementos técnicos do arco: balanceios, rolamentos pelo corpo e pelo solo, rotações em diferentes 
partes do corpo, passagem por dentro e por cima, lançamentos e recuperações etc.
• Elementos técnicos das maças: pequenos círculos, molinetes, batidas, lançamentos e recuperações etc.
• Combinações e associações dos elementos corporais com os elementos dos aparelhos.
• Elementos pré-acrobáticos: rolamentos para frente e para trás, reversão para frente, para trás ou lateral.
• Exercícios de conjunto.
• Observação: todos os movimentos deverão ser vivenciados em diferentes ritmos, trajetórias, 
direções e níveis de execução.
Desenvolvimento
São utilizadas, para o alcance das ações propostas, aulas práticas e teóricas em que podem ser 
aplicados métodos de ensino que permitem a maior ou menor participação do aluno no processo 
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de ensino-aprendizagem, propiciando a reprodução e produção de novas habilidades específicas e 
conhecimentos da GR. Os procedimentos devem levar em consideração os estilos de ensino, propostos 
por Mosston e Ashworth (1986, apud ALONSO, 2011), como comando, recíproco, descoberta dirigida e 
divergente. O procedimento de avaliação deve ter base nas ações propostas, considerando-se os ritmos 
de aprendizagem e o inter-relacionamento das ações motora/cognitiva/afetivo-social. Para isso, tais 
avalições devem ser anotadas em fichas de observação.
A partir do exposto, e baseado nas características do ambiente e do público-alvo para quem a aula 
de GR será ministrada, o professor deve determinar quais ações e qual (ou quais) conteúdo(s) farão 
parte da aula, definindo como será o desenvolvimento dessa aula para alcançar o aprendizado das ações 
e conteúdos escolhidos pelo professor.
A proposta da estrutura de aula de GR utilizada aqui é que o desenvolvimento das aulas se processe 
em três momentos, cuja estrutura pode ser visualizada no quadro a seguir.
Quadro 13 
Momentos da aula Conteúdo Estilo de ensino
1º
Exploração e execução dos elementos corporais e de 
diversas formas de manuseios dos aparelhos de maneira 
isolada e combinada em relação a diferentes ritmos, 
planos e direções.
Estilo de ensino: descoberta dirigida, recíproca e 
comando (para correção da postura).
2º Automatização dos elementos corporais e dos elementos dos aparelhos de forma combinada e isolada. Estilo de ensino: comando e recíproco.
3º
Elaboração de associações e exercícios de conjunto a 
partir das combinações dos elementos corporais com os 
elementos dos aparelhos.
Estilo de ensino: descoberta dirigida e divergente.
Avaliação: a partir das atividades e participação.
Adaptado de: ALONSO (2011).
Vejamos os momentos um a um.
• Primeiro momento: destina-se à introdução do tema da aula e às ações pretendidas. Como 
atividade inicial, são propostos, por meio dos estilos de ensino, a descoberta dirigida e o recíproco, 
a execução dos elementos corporais e a exploração as diversas formas de manuseio dos aparelhos, 
como estilo de comando, buscando-se a educação da postura e do movimento (aptidões físicas).
• Segundo momento: trabalha-se a execução dos elementos corporais e dos elementos dos aparelhos 
de forma isolada e combinadaentre si, utilizando-se como procedimento metodológico os estilos 
comandos e recíproco.
• Terceiro momento: caracteriza-se pela síntese e avaliação. Devem ser trabalhadas as combinações 
dos elementos corporais com os elementos do aparelho escolhido na elaboração de pequenas 
associações e/ou exercícios de conjunto (elaboração de pequenas coreografias ou sequência de 
exercício em grupo a partir do que foi aprendido anteriormente) por meio dos estilos divergente 
e descoberta dirigida.
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Unidade II
Selecionamos um exemplo de aula de GR para iniciantes baseado na proposta anterior.
Objetivo da aula
As ações e o conteúdo que se pretende desenvolver com os alunos devem ser escolhidos. Por exemplo: 
proporcionar a vivência de elementos corporais (equilíbrios e saltitos) combinados com os elementos 
da bola (quicadas, lançamentos e recuperações, balanceios e rolamentos) por meio de elaboração, 
exploração e execução, individualmente e em conjunto.
Materiais/aparelho
Bola (mas pode ser usado mais de um aparelho simultaneamente durante as aulas).
Público alvo
Crianças entre 10 e 11 anos, iniciantes na GR.
Desenvolvimento da aula
No início de aula, o professor pode explicar sobre o aparelho que será vivenciado (características do 
aparelho, regras, possibilidades de adaptações do aparelho etc.). Em seguida, iniciam-se o aquecimento 
e o alongamento já utilizando o aparelho da aula em questão, para familiarizarem-se (sugere-se realizar 
um aquecimento lúdico).
Primeiro momento
• Conteúdo: exploração e execução dos elementos corporais equilíbrio (avião e passé) e saltito 
(galope), além de diversas formas de manejos dos aparelhos (balanceio, quicadas, rolamentos no 
corpo e lançamentos), de forma isolada e combinada em relação a diferentes planos e direções.
• Estilo de ensino: descoberta dirigida, recíproca e comando (para correção da postura).
Como a descoberta dirigida pode ser utilizada? Nos primeiros contatos das crianças com o aparelho, 
o professor deve deixar os alunos explorarem a bola livremente, pedindo que utilizem e que sintam o 
aparelho como se ele, de algum modo, fizesse parte do próprio corpo, pois é natural do ser humano 
querer testar/explorar as novidades.
Logo, o professor deve começar a estimular novas descobertas com o aparelho e o corpo. Para isso, 
podem-se lançar desafios por meio de perguntas ou resolução de problemas. Por exemplo: “Tentem 
descobrir como pode ser feito um equilíbrio na forma de avião e, ao mesmo tempo, quicar a bola no 
chão”. O professor deve observar a todos e fornecer feedback e dicas (sem dar a resposta) durante as 
tentativas e, quando um aluno realizar satisfatoriamente o movimento, pode-se pedir para que ele 
demonstre para os demais, de forma que todos se sintam estimulados a realizar da mesma forma.
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GINÁSTICA RÍTMICA
Como o comando pode ser utilizado nesse primeiro momento? Após os alunos descobrirem como se 
realiza o equilíbrio avião com o manejo quicada da bola em várias direções, o professor, se necessário, 
pode utilizar o estilo de ensino comando para corrigi-los com relação à postura do avião e da técnica da 
quicada, mas esse comando deve se limitar a dicas e correções mais relevantes, sem ser muito detalhista. 
Por exemplo, indicações como “mantenha a perna de baixo e a perna elevada estendidas” e “não deixe 
o tronco tão baixo”.
Uma vez realizado o movimento desejado, passa-se para a próxima descoberta, mais uma vez 
propondo novos desafios e novas explorações. A seguir temos alguns exemplos.
• “Como vocês acham que podem rolar a bola pelo corpo?”; “Explorem as diferentes partes do corpo 
rolando a bola”.
• “Como vocês acham que podem realizar o balanceio com a bola? O que seria um balanceio?”. Você 
pode dar a seguinte dica: “a palavra lembra ‘balanço’, por isso, tentem fazer um movimento de 
balanço com a bola. Assim que conseguirem realizar balanceios com a bola em uma das mãos, 
tentem passar para a outra com um pequeno lançamento”.
• “Agora, tentem fazer o balanceio e, ao lançar para a outra mão, realizam um saltito galope (saltito 
em que eleva um joelho de cada vez).”
• “Explorem as diferentes formas de lançar e recuperar a bola, em diferentes direções, diferentes 
alturas etc.”
Para alcançar o sucesso da utilização da descoberta dirigida no processo de ensino-aprendizagem 
dos elementos proposto durante a aula, é necessário o professor: a) ter paciência para esperar 
as respostas; b) estimular e motivar os alunos a descobrirem os movimentos; c) refazer algumas 
perguntas quando os alunos não apresentarem as respostas esperadas; d) acreditar na capacidade 
cognitiva dos alunos; e) apresentar feedback constante; f) planejar com antecedência a sequência das 
etapas; g) estar preparado para a grande quantidade de erros que os alunos apresentarão etc.
Após a descoberta das possibilidades de execução corporal e dos diferentes manejos de aparelho 
com a bola, passa-se ao estágio de associação do movimento, em que os alunos buscam identificar 
seus próprios erros (informações proprioceptivas), corrigi-los e reter a informação na memória. Para 
essa etapa, o professor pode utilizar o estilo de ensino recíproco (não é preciso utilizar esse estilo para 
todas as tarefas propostas anteriormente). Para as tarefas em que os alunos apresentarem mais erros e 
dificuldades de execução, o professor pode propor o estilo de ensino recíproco para melhor assimilação 
do movimento.
Como o estilo de ensino recíproco pode ser utilizado? Em duplas, os alunos passam por dois papéis: 
o de aluno executante e o de aluno observador. Assim, enquanto um faz a tarefa proposta, o outro 
fornece feedback e vice-versa. Os pontos positivos na utilização do estilo recíproco são: a) quando o 
aluno observador fornece informações imediatas para o aluno executante sobre os erros e acertos, 
favorece a realização do seu próprio movimento de forma consciente; b) inserir o aluno no processo de 
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socialização; c) estimular a discussão com o colega e com o professor sobre as dificuldades e facilidades 
de execução do movimento; d) aceitar outra fonte de feedback além da do professor etc.
Segundo momento
• Conteúdo: automatização dos elementos corporais e dos elementos dos aparelhos vivenciados 
anteriormente de forma combinada e isolada.
• Estilo de ensino: comando e recíproco.
Como o estilo de ensino comando pode ser utilizado nesse momento da aula? Nessa etapa, busca-se 
a automatização e a fluência na execução dos elementos corporais combinados com os elementos 
do aparelho. Embora nesse momento não haja participação dos alunos em forma de decisões e 
descobertas, eles compreenderão a importância da repetição sob o comando do professor com o 
intuito de fixação da aprendizagem e diminuição dos erros, tendo mais prazer em dar continuidade 
à sua prática corporal.
O erro frequente leva ao estágio de se sentir incapaz e, consequentemente, ao desinteresse pela 
atividade. Para melhorar a fixação da aprendizagem e a diminuição dos erros, o professor pode: a) 
estabelecer a execução do movimento de acordo com sua solicitação por palmas e acompanhamentos 
musicais; b) determinar uma sequência de movimentos combinados a serem executados com base 
nos movimentos já descobertos anteriormente com os alunos dispostos em colunas; c) determinar a 
execução dos movimentos em relação à trajetória, à direção e ao plano.
Exemplo de uma atividade: o professor solicita aos alunos que formem três colunas com números 
iguais de crianças emcada grupo (coluna). O professor, então, determina a sequência de movimento: 
andar (em oito tempos) rolando a bola de uma mão para o peito e do peito para a outra mão, em seguida, 
realizar balanceios com a bola em uma das mãos e passar para a outra em um pequeno lançamento 
combinado com um saltito galope. Por último, recuperar a bola e finalizar com um equilíbrio avião 
quicando a bola três vezes no chão.
Terceiro momento
• Conteúdo: elaboração de associações e exercícios de conjunto (pequenas coreografias ou 
sequências de exercícios) a partir das combinações dos elementos corporais com os elementos 
dos aparelhos, realizados nos momentos anteriores da aula, ou criar diferentes combinações.
• Estilo de ensino: descoberta dirigida e divergente.
• Avaliação: com base nas atividades e na participação do aluno.
Como os estilos de ensino descoberta dirigida e divergente podem ser utilizados nesse momento 
da aula? Utilizam-se esses estilos quando se busca estimular a resolução de determinada tarefa com a 
possibilidade de uma única ou múltiplas respostas; ou seja, o término da aula caracteriza-se pela síntese 
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e pela avaliação do que foi aprendido anteriormente. Para isso o professor pode: a) propor a elaboração 
de uma pequena coreografia (geralmente de 32 a 40 tempos/pulsos) em conjunto contendo os elementos 
corporais com os elementos dos aparelhos aprendidos durante a aula; b) propor a elaboração de uma 
pequena coreografia com os elementos aprendidos em aula, mas também incluir novas criações em 
conjunto (lançamentos, rolamentos, quicadas com troca de aparelho entre eles, danças, colaborações 
etc.); c) propor a elaboração de uma sequência de exercício realizada em 16 tempos, e a cada 4 tempos 
mudando-se o elemento corporal e o do aparelho. Em todas essas propostas, o professor pode solicitar 
que os alunos inovem com diferentes formações espaciais e diferentes direções ao realizar os elementos 
(corporais e do aparelho).
Exemplo de uma atividade: o professor solicita que os alunos se dividam em pequenos grupos 
(grupos com cinco ou seis pessoas). Propõe, então, aos grupos a elaboração e a execução de 
uma coreografia com bola com duração de 40 tempos/pulsos (cinco tempos de oito pulsos), 
coreografia a qual deverá ter, pelo menos: a) dois equilíbrios associados a diferentes elementos 
do aparelho bola; b) um lançamento e recuperação da bola (pra si mesmo), com salto ou saltito 
de livre escolha; c) um ou mais rolamentos da bola no corpo se deslocando ou não; d) duas trocas 
do aparelho (bola) por meio de lançamento ou quicada da bola; e) três figuras geométricas 
formadas no espaço pelo grupo.
Os grupos expressarão de maneiras diversas suas respostas ao problema, respostas que estarão 
diretamente ligadas ao conteúdo de GR desenvolvido na aula e a suas experiências de vida. Dependendo 
da complexidade da atividade final, pode-se utilizar mais de uma aula para a conclusão da tarefa, ou 
seja, o final de uma aula e o começo da próxima aula.
Tal atividade tem a dupla finalidade de procedimento de ensino e de avaliação, possibilitando a 
observação integrada das ações motora, cognitiva e afetivo-social.
 Saiba mais
Você pode aprofundar seus conhecimentos no assunto lendo o livro 
indicado a seguir.
ALONSO, H. A. G. Pedagogia da Ginástica Rítmica: teoria e prática. São 
Paulo: Phorte, 2011.
6 TREINAMENTO DA GINÁSTICA RÍTMICA VOLTADO PARA A COMPETIÇÃO E 
PARA O ALTO RENDIMENTO
Para entendermos melhor o que é a GR de competição, precisamos caracterizá-la, uma vez que existem 
diferenças marcantes entre o trabalho de iniciação ao esporte, o qual comumente chamamos de escolinha, e do 
rendimento esportivo, que popularmente denominamos treinamento.
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6.1 Características da Ginástica Rítmica de competição
Existem muitas características que diferenciam o trabalho competitivo do trabalho de iniciação 
esportiva. O trabalho competitivo se concentra na obtenção de bons resultados esportivos e uma 
colocação no pódio. Não há, por parte de treinadores e ginastas, uma preocupação com o lúdico. Não 
que não haja prazer na atividade, mas ele em geral está associado à melhora da performance e à 
conquista de bons resultados.
O trabalho competitivo é caracterizado por um alto volume de treinos. As sessões tendem a durar 
entre quatro (uma sessão no dia) e sete horas (duas sessões no dia), de cinco a seis vezes por semana. A 
sessão de treino possui diversos momentos, descritos a seguir.
• Aquecimento articular e cardiovascular, que tem por objetivo preparar o corpo para as atividades do dia.
• O condicionamento físico, que visa ao desenvolvimento das capacidades condicionais como 
flexibilidade e força. Esse condicionamento pode ser realizado tanto no início da sessão quanto 
no fim, dependendo dos objetivos de cada sessão de treinos.
• O preparo técnico, por meio do qual se dá o aprendizado dos manejos dos aparelhos e dos elementos 
corporais próprios da modalidade, além do treinamento das rotinas individuais e de grupo.
• Preparo de balé, uma vez que a dança é a base para o trabalho coreográfico das ginastas, e o 
balé tem essa função na GR. As ginastas realizam trabalhos de barra e muitos saltos que são 
característicos desse estilo de dança.
Outra característica importante da GR, comum também a outras modalidades gímnicas, é a iniciação 
precoce (ou seja, uma criança iniciar-se muito cedo nessa modalidade). Os treinadores sugerem que o 
ideal é a criança iniciar a GR por volta dos seis anos de idade, para o desenvolvimento de algumas 
capacidades específicas.
No entanto, algumas modalidades esportivas, em função de características 
muito específicas, tais como a Ginástica Artística, a Ginástica Rítmica 
desportiva e a natação, entre outras, necessitam que essa seleção seja 
realizada um tanto precocemente, em razão do aproveitamento das fases 
sensíveis para a obtenção de determinados domínios motores e/ou melhoria 
de determinadas capacidades motoras, como alto grau de flexibilidade nas 
articulações, o que só é possível por volta dos seis aos nove anos, salvo 
exceções em que o alto grau de flexibilidade é determinado geneticamente 
(LANARO FILHO; BÖHME, 2001, p. 157).
O fato de a ginasta iniciar cedo na modalidade não é propriamente um problema, uma vez que é 
altamente recomendável que as crianças vivenciem muitas experiências motoras, formando assim um 
rico acervo motor. Deve-se atentar ao volume de treinos, que deverá ser adequado às características de 
cada faixa de idade.
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A especialização precoce é uma preocupação maior, pois a prática exclusiva de uma modalidade 
esportiva pode gerar na criança gestos estereotipados, fazendo com que esta tenha dificuldade de 
realizar outras atividades esportivas com qualidade no futuro. Portanto, mesmo que uma criança pratique 
esporte competitivamente, é altamente recomendável que ela realize outras atividades esportivas de 
forma paralela.
Os treinadores organizam o treinamento a partir de um planejamento denominado periodização. 
Periodizar nada mais é que dividir um determinado espaço de tempo em períodos. Geralmente 
esse período compreende um ano de treinamento, que se inicia logo após o período de descanso 
anual dos atletas e vai até as competições-alvo, ou seja, aquelas nas quais se pretende obter bons 
resultados. Existem diversos modelos de periodização, mas em geral todos consideram um período 
de preparação, um período de competição e um período transitório (descanso,que pode ser ativo 
ou passivo).
Quadro 14 
Período do treinamento Período preparatório
Etapa do treinamento Geral Específico
Objetivo do treinamento
Aquisição de condicionamento físico 
e aprendizado de novos elementos 
corporais
Aquisição de condicionamento físico e 
montagem das rotinas
Período do treinamento Período Competitivo
Etapa do treinamento Pré-competitivo Competitivo
Objetivo do treinamento Participação em competições testes Participação nas competições-alvo buscando os resultados esperados
Período do treinamento Período Transitório
Etapa do treinamento Ativo Passivo
Objetivo do treinamento Reduzir a perda de condicionamento através de atividades não relacionadas à modalidade Repouso
É importante esclarecer que a periodização não é algo exclusivo da GR, todo treinamento sério, em 
qualquer modalidade esportiva, trabalha com essa ferramenta.
6.1.1 O perfil da atleta de Ginástica Rítmica
Se na escolinha a participação é aberta a todas as crianças, tal fato não acontece na formação 
das equipes de competição de GR, havendo uma pré-seleção das atletas. Essa pré-seleção se baseia 
principalmente em aspectos físicos, como a morfologia e o potencial da criança para desenvolver 
capacidades condicionais e coordenativas específicas.
A ginasta rítmica de competição geralmente é magra, longilínea, possui quadril estreito e coluna 
ereta, além de baixo índice de gordura corporal. Ao contrário do que muitos pensam, a ginasta rítmica 
não precisa ser necessariamente baixa, como acontece com as ginastas artísticas; pelo contrário, 
meninas altas são valorizadas.
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Dentre as capacidades condicionais bem desenvolvidas que a atleta de GR deve possuir, se sobressaem 
a flexibilidade, dada a grande amplitude articular necessária para a execução dos movimentos, a força, 
necessária para a execução de saltos com boa amplitude e do trabalho isométrico de sustentação dos 
membros inferiores em determinados exercícios, além da resistência (anaeróbia), uma vez que as rotinas, 
apesar de curtas, são muito intensas.
Figura 77 
Capacidades coordenativas, como ritmo, equilíbrio, orientação espacial, coordenação e controle 
motor, também se apresentam bem desenvolvidas nas ginastas de competição, além de serem parâmetros 
importantes para a seleção de ginastas que iniciam bem cedo seus treinamentos. Aliás, como já vimos, 
a precocidade é uma das características desse esporte.
6.1.2 O treinamento das ginastas de elite (alto rendimento)
Além das características já observadas em relação ao treinamento de ginastas de competição, existem 
também fatores relacionados principalmente às ginastas consideradas de elite, que são, em geral, atletas 
de seleções nacionais e agremiações de ponta.
O treinamento das ginastas de elite, quando mal administrado, pode trazer sérios prejuízos às atletas, 
tanto de ordem fisiológica quanto psicológica.
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6.1.2.1 Controle de peso corporal e dieta alimentar hipocalórica
Ginastas de elite estão frequentemente sujeitas ao controle de peso, visando à manutenção de um 
perfil corporal que atenda às expectativas estéticas da modalidade. Isso porque, mesmo que não esteja 
explícito nas regras, o perfil corporal pode influenciar a avaliação por parte da arbitragem. Esse perfil 
corporal é conquistado através de dietas alimentares hipocalóricas constantes.
A dieta alimentar hipocalórica faz com que a ginasta trabalhe sempre em déficit energético, ou 
seja, ela gasta mais calorias do que consome. Como consequência, a atleta apresenta níveis muito 
baixos de gordura corporal, o que não é recomendável para as mulheres, uma vez que nelas a produção 
de importantes hormônios está diretamente associada às taxas de tecido adiposo. Segundo Takada e 
Lourenço, os índices de gordura corporal nas ginastas de elite estão abaixo do percentual recomendável 
para a manutenção adequada da produção hormonal.
Georgopuolos et al. (2001) encontraram um índice médio de adiposidade de 15% 
em ginastas de nível internacional, com idades entre 11 e 23 anos. Porém há 
equipes russas em que a média de adiposidade é 9 a 10 %. Segura (2002) constatou 
uma porcentagem média de gordura corporal de 15,9% em atletas pré-púberes 
de Ginástica Rítmica, sendo o valor mínimo encontrado de 10,24% (2004, p. 42).
Existe um consenso de que a taxa mínima de gordura corporal para a produção adequada de hormônios 
femininos é 17%. Portanto, as ginastas de elite apresentam taxas abaixo do mínimo recomendável, o 
que pode lhes causar uma série de problemas fisiológicos e psicológicos.
Enquanto a população feminina em geral apresenta a menarca por volta dos 12,6 anos de idade, 
entre as ginastas de elite ela ocorre por volta dos 15 anos, o que configura um atraso pubertário. 
Segundo Takada e Lourenço (2004, p. 42):
A substância que parece realizar essa ligação do eixo metabólico com o 
reprodutivo é a leptina. Ela é secretada pelo tecido adiposo, e seus receptores 
estão presentes nos neurônios responsáveis pela geração dos pulsos de 
gonadorenalina hipotalâmica (GnRH), que ocasionam o surgimento da 
menarca e a regularização dos ciclos menstruais normais.
Portanto as baixas taxas de gordura corporal influenciam diretamente a produção de leptina, 
podendo desencadear na ginasta não só o atraso pubertário, mas também amenorreia e dismenorreia, 
entre outras disfunções.
O déficit energético também pode provocar a desmineralização óssea, levando as ginastas a condição 
de osteopenia, uma vez que foi constatado que a leptina também tem papel importante na absorção de 
minerais pelos ossos.
Como receptores para a leptina foram encontrados no tecido ósseo, é 
possível que essa seja a substância que realiza a conexão entre o metabolismo 
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energético e o ósseo. Isto porque baixos níveis de leptina são registrados 
tanto na situação de restrição alimentar como na amenorreia (WARREN; 
PERLROTH, 2001 apud TAKADA; LOURENÇO, 2004, p. 44).
Aparentemente, essa desmineralização óssea é irreversível, tendo em vista que a reposição hormonal, 
a e consequente regularização dos ciclos menstruais das ginastas, não apresentou o mesmo efeito na 
absorção de minerais pelos ossos.
A busca de um perfil corporal excessivamente magro, que se expressa através de dietas constantes 
e um rígido controle realizado pela comissão técnica, pode fazer com que as ginastas desenvolvam 
problemas psicológicos relacionados à imagem corporal, não sendo incomum a ocorrência de 
bulimia entre as atletas. Algumas ginastas também podem desenvolver estresse crônico, anorexia 
e depressão.
Pesquisa realizada com ginastas de Ginástica Rítmica verificou a presença 
de anorexia nervosa em duas ginastas e anorexia atlética em outras duas. 
Apesar de todas as atletas estarem extremamente magras, todas relataram 
que estavam adotando uma dieta hipocalórica, o que confirma a restrição 
calórica rígida adotada pelas ginastas, visando a uma melhor performance. 
(SUNDGOT, 1996 apud TAKADA; LOURENÇO, 2004, p. 42).
Como se vê, é muito importante que certos conceitos em relação à prática de atividades esportivas 
de alto rendimento sejam revistos e discutidos.
6.1.2.2 Treinamento excessivo
Como já citamos, o treinamento de ginastas de elite tem como característica um alto volume de 
trabalho, com sessões longas e, em alguns períodos, muito intensas. Atletas de elite em geral treinam 
em regime de dois períodos, perfazendo um total diário que pode chegar a sete horas de treinamento.
A GRé caracterizada por séries de alta intensidade e curta duração, utilizando como via energética 
o glicogênio. Essa rotina constante de treinamentos de característica anaeróbia lática pode causar 
problemas decorrentes do acúmulo de ácido lático no corpo das ginastas.
A realização de atividades físicas, em uma intensidade igual ou superior ao 
limiar anaeróbico, tem como produto final o acúmulo de lactato no sangue. 
A alta concentração dessa substância, por sua vez, provoca a liberação 
de opioides endógenos, principalmente as beta-endorfinas. Estas são 
consideradas neurotransmissores que podem influenciar em várias funções 
hipotalâmicas, como, por exemplo, inibir a secreção de GnRH (PARDINI, 
2001 apud TAKADA; LOURENÇO, 2004, p. 43).
O treinamento intenso, assim como o estresse decorrente dele, também influencia negativamente 
a produção de leptina, que, como já citamos, tem importante papel na regulação dos ciclos menstruais 
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e na deposição de cálcio nos ossos. Sendo assim, treinamentos excessivos podem trazer prejuízos 
ao desenvolvimento das ginastas, além de o excesso de exercícios repetitivos poder levar a lesões 
crônicas das articulações, como tendinites, desgaste de cartilagens, fraturas por estresse, entre outros 
problemas ósseos.
 Saiba mais
Você pode aprofundar seu conhecimento sobre a menarca tardia e a GR 
lendo o artigo indicado a seguir.
TAKADA, S. R.; LOURENÇO, M. R. A. Menarca tardia e osteopenia em atletas 
de Ginástica Rítmica: uma revisão de literatura. Ciências Biológicas e da Saúde, 
Londrina, v. 5/6, n. 1, p. 41-47, 2003/2004. Disponível em: <http://revista.
pgsskroton.com.br/index.php/JHealthSci/article/download/1636/1568>. 
Acesso em: 15 abr. 2019.
6.1.3 Trabalho preventivo
O treinamento conduzido de forma irresponsável pode trazer sérios prejuízos aos praticantes. 
Contudo a adoção de alguns cuidados básicos pode reduzir ao máximo os problemas aqui expostos.
• Alimentar-se bem: a ingestão adequada de nutrientes e calorias, de acordo com o gasto energético 
proporcionado pelo treinamento, é fundamental para a manutenção do bom funcionamento 
do organismo. O ideal é um acompanhamento nutricional individualizado, realizado por um 
nutricionista habilitado.
• Descansar o suficiente: ater-se aos períodos recomendados de descanso para cada tipo de 
trabalho realizado é fundamental para evitar lesões. Por exemplo, treinamentos de força, 
seja ela máxima, de potência, de resistência ou pliometria, determinam tempos diferentes de 
descanso para o músculo trabalhado. Também é muito importante dormir o suficiente para 
manter a saúde física e a mental.
• Trabalho multidisciplinar: é importante que o treinador de equipes de alto rendimento 
seja assessorado por uma equipe multidisciplinar formada por fisioterapeutas, médicos, 
nutricionistas, fisiologistas, psicólogos, entre outros profissionais. Dessa forma, as atletas terão 
um acompanhamento adequado às necessidades impostas pelo treinamento.
Cabe dizer que, mesmo no trabalho com equipes de base, o acompanhamento de diversos 
profissionais da área da saúde é muito importante. Visitar regularmente o médico para exames de rotina 
é fundamental, assim como estar atento à questão nutricional e às condições psicológicas das ginastas, 
garantindo-lhes condições de seguirem em suas carreiras esportivas de forma segura e saudável.
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6.2 Flexibilidade na Ginástica Rítmica
Muitas são as capacidades físicas envolvidas na prática da GR, porém uma se destaca das demais em 
razão do grau de exigência durante a realização dos movimentos: a flexibilidade.
Ao assistirmos uma apresentação de GR, é visível a amplitude dos movimentos realizados pelas 
ginastas, como exercícios que beiram o contorcionismo. Em geral, os elementos de dificuldade da 
modalidade sempre estão associados à flexibilidade, que tem influência inclusive na pontuação da 
prova. Assim, se faz imperioso o treinamento dessa capacidade física na modalidade.
Como definir flexibilidade? Existem diversas definições, porém todas estão relacionadas ao grau de 
amplitude dos movimentos articulares. Pode-se dizer que flexibilidade é “a capacidade de realizar ações 
motoras com a amplitude adequada de movimentos” (MATVEEV apud MONTEIRO, 2006, p. 16).
6.2.1 Flexibilidade ativa e passiva
A flexibilidade pode ser ativa ou passiva, estática ou dinâmica, conforme o quadro a seguir.
Ativa Passiva
Estática Dinâmica Estática Dinâmica
Figura 78 
 Observação
A flexibilidade passiva é sempre maior que a ativa. Podemos dizer 
também que, do ponto de vista da flexibilidade, um indivíduo é tão bem 
treinado quanto menor for a diferença entre a passiva e a ativa.
Na flexibilidade ativa, tem-se a maior amplitude de movimento que se pode realizar a partir da 
contração dos músculos agonistas e consequente alongamento dos músculos antagonistas. Pode ser 
estática e dinâmica.
• Flexibilidade ativa estática: é quando, por exemplo, realizamos uma elevação da perna lateralmente 
na maior amplitude possível, mantendo essa posição por algum tempo. Geralmente na GR o 
tempo de sustentação não deve ser menor que dois segundos.
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Figura 79 
• Flexibilidade ativa dinâmica: ocorre, por exemplo, quando a ginasta executa um salto com grande 
afastamento anteroposterior dos membros inferiores, ou seja, não há a manutenção, apenas uma 
breve passagem dos seguimentos pela posição na qual é exigida uma grande amplitude articular.
Figura 80 
Já a flexibilidade passiva corresponde à máxima amplitude articular que o indivíduo consegue 
alcançar a partir da ação de forças externas, como a ajuda do treinador, a ação da gravidade ou mesmo 
de equipamentos.
• Flexibilidade passiva estática: ocorre, por exemplo, quando realizamos um espacate (grande 
afastamento dos membros inferiores) sobre o solo; precisamos apenas deixar a gravidade agir, ou 
seja, uma força externa, sendo uma posição na qual o ginasta se mantém estático.
Figura 81 
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• Flexibilidade passiva dinâmica: bem menos comum de se observar, é quando a amplitude articular não 
depende de uma força interna (contração muscular) para ocorrer, mas existe movimento corporal. 
Um exemplo seria o carrinho do futebol: muitas vezes o jogador apresenta um grande afastamento 
dos membros inferiores, que estão apoiados no solo, enquanto se desloca em direção à bola.
Figura 82 
6.2.2 Fatores que influenciam a flexibilidade
A flexibilidade não é igual em todos os indivíduos e, mesmo em um mesmo indivíduo, não é sempre 
igual. Essa capacidade física sofre influência de vários fatores e pode variar ao longo do dia, por exemplo. 
Alguns fatores que influenciam a flexibilidade são descritos a seguir.
• Idade: de forma geral as crianças são mais flexíveis que os adultos, estando entre 9 e 16 
anos a idade ideal para o treinamento dessa capacidade (PAZ; LOURENÇO, 2017). Portanto, o 
ideal é iniciar cedo o treinamento dessa capacidade, uma vez que ela decresce com a idade, 
principalmente após a adolescência.
• Período do dia: a flexibilidade é menor no período da manhã, tem seu melhor nível no período 
da tarde e um pouco menor à noite. A inatividade do corpo após o período de sono interfere 
diretamente nesses níveis, portanto, em equipes que treinam no período da manhã, é 
altamente recomendável que se faça um bom aquecimento corporalpara diminuir o 
desconforto das ginastas.
• Sexo: as meninas são mais flexíveis que os meninos, e isso se deve à diferença hormonal entre 
os gêneros, pois o estrógeno, mais abundante no corpo feminino, promove uma maior retenção 
de água no organismo e um menor desenvolvimento de massa muscular, o que favorece maiores 
níveis de alongamento muscular.
• Temperatura do corpo e do ambiente: quanto mais frio o ambiente ou a temperatura corporal, 
menor os níveis de flexibilidade. Portanto, em dias mais frios, convém aquecer bem o corpo para 
a realização de alongamento muscular.
• Genética: indivíduos apresentam diferentes níveis de mobilidade articular; algumas pessoas 
apresentam altos níveis de flexibilidade, enquanto outras apresentam níveis mais baixos, fato que 
ocorre devido à carga genética.
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6.2.3 O treinamento da flexibilidade na Ginástica Rítmica
Conforme exposto, a flexibilidade pode se manifestar de forma passiva ou ativa, porém, durante 
uma apresentação de GR, a forma ativa predomina. Podemos observá-la em cada salto de grande 
amplitude que a ginasta realiza, em cada sustentação de pernas, elementos que exigem não só 
o alongamento da musculatura, mas também força para serem realizados. Portanto, apenas o 
trabalho de alongamento passivo da musculatura não é condição para a realização de certos 
elementos, como os saltos.
6.2.3.1 O método passivo
Entende-se por método passivo a manutenção de uma posição por um determinado tempo, 
posição em que um grupo muscular específico é alongado. Esse alongamento é proporcionado 
por uma força externa, como a ação da gravidade (próprio peso corporal da ginasta), por um 
implemento, pelo professor ou mesmo por um colega. Porém, para que haja ganho de amplitude 
articular, é necessário que o trabalho seja feito próximo do limite do alongamento muscular. 
Em geral, nas modalidades ginásticas, os alunos mantêm as posições por períodos não inferiores 
a trinta segundos, em duas ou três repetições. Estímulos longos objetivam uma adaptação 
da fibra muscular de forma gradual e permitem que, aos poucos, o reflexo de contração do 
músculo vá diminuindo.
Figura 83 
No treinamento da GR, é que ocorre a realização dos espacates e outros exercícios de chão, que em 
alguns momentos contam com uma sobrecarga adicional dada pelo treinador.
6.2.3.2 O método ativo
No método ativo, o alongamento muscular é realizado pela ação do próprio indivíduo, através da 
contração da musculatura agonista, gerando o alongamento da musculatura antagonista. Esse método 
é desenvolvido na GR a partir de movimentos de balanceios e sustentações, muito comuns no trabalho 
de barra, que são próprios da dança.
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Figura 84 – Método ativo dinâmico na barra
Também podem ser realizados no solo, durante os exercícios de aquecimento.
Figura 85 – Método ativo dinâmico no solo
Segundo Paz e Lourenço (2017, p. 47): “Consiste na realização de uma sequência de movimentos 
de três a quatro séries de 10 a 20 repetições, alternadas com movimentos de soltura para que haja 
um relaxamento da musculatura”.
6.2.3.3 Método Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (FNP)
O objetivo do uso do método Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (FNP) na GR é, assim como 
nos métodos anteriormente apresentados, aumentar a amplitude máxima dos seguimentos corporais. 
O método se baseia nos “mecanismos neurofisiológicos que incluem a facilitação e a inibição, sucessiva 
indução e reflexos” (MONTEIRO, 2006 apud ALTER, 1988, p. 71). A FNP visa promover o relaxamento 
da musculatura através da estimulação dos proprioceptores, aumentando o controle motor, a força 
muscular, o desenvolvimento da consciência corporal e da habilidade de contrair o maior número de 
placas motoras, utilizando, para isso, uma série de técnicas.
6.2.3.4 Contração e relaxamento (contract‑relax)
O método de contração e relaxamento (contract-relax) trabalha tanto ativamente, pela contração da 
musculatura do executante, quanto passivamente, uma vez que as amplitudes máximas são conseguidas 
através do auxílio de um ajudante.
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O executante mantém a musculatura relaxada, e o ajudante posiciona o seguimento com cuidado 
até o ponto de máxima amplitude permitida pelo alongamento muscular
Figura 86 
Alcançado o alongamento máximo, o executante deverá fazer uma contração máxima ou submáxima, 
buscando vencer a resistência imposta pelo auxiliar, que irá manter a posição do seguimento, gerando, 
dessa forma, uma contração isométrica que deverá ser mantida por sete ou oito segundos, seguida por 
um período de relaxamento de dois a cinco segundos.
Figura 87 
Após esse período, o ajudante move o seguimento até um novo ponto de alongamento máximo e o 
processo se repete por até cinco repetições.
Figura 88 
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Há divergências entre os pesquisadores sobre o tempo de duração do estímulo de alongamento, 
da contração isométrica e do número de repetições, portanto essas informações podem variar de um 
estudo para outro.
6.2.3.5 Contração relaxamento‑contração agonista (crac)
O método contração relaxamento–contração antagonista (crac) se assemelha muito ao anterior, 
com a diferença de que, após a contração isométrica, o executante deslocará o seguimento ativamente 
(contração isotônica concêntrica) até o novo limite do alongamento máximo.
Figura 89 
É importante frisar que o FNP, por necessitar de um auxiliar para ser aplicado, deve ser tratado com 
cuidado. A manipulação realizada sem cuidado ou conhecimento da técnica pode causar acidentes.
6.2.3.6 Cuidados para o treinamento da flexibilidade
Segundo Paz e Lourenço (2017), deve-se ter em conta os seguintes cuidados para o treinamento 
de flexibilidade:
• Devem ser realizadas sessões frequentes de treinamento.
 
• Antes do início de uma sessão de treinamento é preciso preparar a musculatura, principalmente 
nas horas do dia não propícias para a aplicação desse trabalho.
• Sugere-se inicialmente a execução de exercícios de flexibilidade geral para, em seguida, se fazer 
os de flexibilidade específica.
• Os exercícios de flexibilidade específicas devem ser semelhantes com as características da 
modalidade em questão.
• Cada exercício deve ser repetido conforme a especificidade da modalidade.
• É importante relaxar a musculatura após cada exercício utilizado para desenvolver a flexibilidade.
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• As sessões de treinamento de flexibilidade não devem ser realizadas antes de treinos fortes, nem 
antes ou após competições.
Como vimos, o treinamento da flexibilidade é fundamental para o desenvolvimento da ginasta 
rítmica, uma vez que ela está presente de forma decisiva nos diversos elementos corporais que compõem 
essa bela modalidade.
 Resumo
Tratamos das estratégias de prática para o ensino da Ginástica Rítmica 
(GR) voltado a iniciantes. Observamos que as meninas iniciam cedo na 
modalidade, por volta dos seis anos de idade, e, de forma geral, o trabalho 
é realizado a mãos livres, ou seja, sem a utilização de aparelhos, para que 
posteriormente eles sejam introduzidos. A justificativa para a iniciação 
precoce se baseia no fato de as habilidades motoras fundamentais já estarem 
em seu estágio maduronessa idade, além do fato de que as habilidades da 
GR possuem muita similaridade com as brincadeiras infantis (pular corda, 
brincar com bola, com arco etc.).
Observamos que, para poder definir as estratégias de ensino, o professor 
deve inicialmente avaliar o estágio de aprendizagem do aluno, a saber:
• estágio cognitivo: o aluno concentra-se em compreender o que se 
espera dele na tarefa proposta, focando em realizar o movimento de 
forma adequada, mas ainda apresenta muitos erros na execução;
• estágio associativo: é o momento do refinamento da habilidade 
motora, quando o número de erros diminui, e a qualidade aumenta;
• estágio autônomo: a habilidade é executada de forma automática, 
sem que o indivíduo necessite voltar sua atenção para o gesto, 
possibilitando a execução de sequências complexas.
Outra questão abordada é se devemos ensinar os elementos corporais 
de forma completa e já com os aparelhos ou se devemos iniciar o trabalho 
sem o uso dos aparelhos, ensinando os movimentos por partes. Os estudos 
realizados apontam para o ensino através do método global, ou seja, ensinar 
os elementos corporais já com o uso dos aparelhos, uma vez que, mesmo 
que seja mais difícil na fase inicial, o método apresenta melhores resultados 
ao longo do tempo, além de ser mais motivante para os ginastas iniciantes.
Como propostas pedagógicas para o ensino da GR, conhecemos alguns 
trabalhos desenvolvidos, retomados a seguir.
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Palmer (2003) construiu uma proposta de aprendizagem da GR baseada 
nos estágios de desenvolvimento da criança e na ideia de que a instrução 
de algum esporte deve envolver as ideias, criatividade e desenvolvimento 
de habilidades de seus alunos.
Alonso (2011) propôs, em seu livro Pedagogia da Ginástica Rítmica, um 
procedimento pedagógico em que o desenvolvimento das aulas se processa 
em três momentos: no primeiro, exploração e execução dos elementos 
corporais e diversas formas de manuseio dos aparelhos; no segundo, 
automatização dos elementos corporais e dos elementos dos aparelhos 
de forma isolada e combinada; e no terceiro, elaboração e exercícios em 
conjunto (ALONSO, 2011).
Conhecemos também o interessante estudo de Menegaldo e Bortoleto 
(2017), segundo o qual o aprendizado se dá inicialmente pela livre 
exploração dos movimentos, sem a demonstração tradicional realizada 
pelos professores, para posteriormente serem apresentadas algumas dicas 
e, num terceiro momento, serem apresentados os movimentos ainda não 
explorados pelos alunos.
Para o trabalho voltado ao alto rendimento, verifica-se que o uso 
do método global em associação ao método analítico parece ser a 
melhor opção.
Foram apresentadas também propostas de ensino da modalidade 
e possíveis estilos de ensino. Também foram propostos programas e 
estruturação de aulas de GR, que consideram o desenvolvimento dos 
aspectos motor, cognitivo e afetivo-social, assim como foram apresentados 
modelos de planos de aula, considerando vários fatores como faixa 
etária dos alunos, materiais a serem utilizados, os conteúdos de aula e a 
metodologia a ser aplicada.
Conhecemos também as características relacionadas à GR de alto 
rendimento, como o grande volume de treinamento, com sessões longas e 
diárias, além das partes que compõem cada sessão, como o aquecimento, o 
condicionamento físico, o treino técnico e o treino específico de balé. Outra 
característica apresentada foi a iniciação precoce, própria das modalidades 
gímnicas, e a justificativa pata tal.
Outro tema abordado foi a periodização, ou seja, o planejamento 
próprio das equipes competitivas.
Abordamos as características da ginasta rítmica de alto rendimento, 
como a sua amplitude articular diferenciada, o perfil magro e longilíneo e 
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as capacidades coordenativas como ritmo, equilíbrio, orientação espacial, 
coordenação e controle motor muito bem desenvolvidas. Também foram 
apresentados os riscos de uma prática mal orientada, em que o excesso de 
treinos e dietas alimentares hipocalóricas, com objetivo de manutenção do 
baixo peso corporal, levam as ginastas a apresentarem distúrbios fisiológicos 
(menarca tardia, osteopenia) e psicológicos sérios (bulimia, anorexia), com 
consequências graves e muitas vezes irreversíveis.
O treinamento da flexibilidade recebeu um capítulo à parte, dada a 
sua importância para a modalidade. Nele conhecemos as diferenças entre 
flexibilidade passiva e ativa, além das suas subdivisões.
Também foram apresentados fatores que podem influenciar os níveis 
de flexibilidade, como horário do dia, temperatura ambiente, idade, 
gênero e genética.
Os métodos para o desenvolvimento da flexibilidade também foram 
apresentados: método passivo, método ativo e a facilitação neuromuscular 
proprioceptiva com suas variações – contração e relaxamento 
(contract-relax) e a contração relaxamento-contração agonista (Crac).
Por fim, abordaram-se os cuidados para a realização do treinamento 
de flexibilidade: devem ser realizadas sessões frequentes de treinamento; 
antes do início de uma sessão de treinamento, é preciso preparar a 
musculatura, principalmente nas horas do dia não propícias para a 
aplicação desse trabalho; sugere-se inicialmente a execução de exercícios 
de flexibilidade geral para, em seguida, os de flexibilidade específica; os 
exercícios de flexibilidade específicas devem ser semelhantes em relação 
às características da modalidade em questão; cada exercício deve ser 
repetido conforme a especificidade da modalidade; é importante relaxar a 
musculatura após cada exercício utilizado para desenvolver a flexibilidade; 
e as sessões de treinamento de flexibilidade não devem ser realizadas antes 
de treinos fortes, nem antes ou após competições.
 Exercícios
Questão 1. Alguns autores (CAÇOLA; LADEWIG, 2007; ALONSO 2011) vêm demonstrando uma 
preocupação com o processo de ensino e de aprendizagem da Ginástica Rítmica, de modo que algumas 
alternativas vêm sendo estudadas para utilizar todo o potencial desse esporte. Sobre as características 
do processo de ensino e de aprendizagem da Ginástica Rítmica, analise as afirmativas a seguir.
I – Iniciar o trabalho pelo chamado trabalho de mãos livres.
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II – Iniciar o trabalho com o manuseio dos aparelhos somente após a execução e técnica correta dos 
elementos corporais.
III – A criança pode iniciar a prática das atividades de Ginástica Rítmica somente por volta dos dez 
anos de idade.
Estão corretas apenas as afirmativas:
A) Somente a afirmativa I é correta.
B) Somente a afirmativa III é correta.
C) Somente as afirmativas I e II são corretas.
D) Somente as afirmativas II e III são corretas.
E) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
Resposta correta: alternativa C.
Análise das afirmativas
I - Afirmativa correta. 
Justificativa: muitas pesquisas relatavam o costume de se iniciar o trabalho da Ginástica Rítmica 
pelo chamado trabalho de mãos livres.
II - Afirmativa correta. 
Justificativa: somente quando os elementos corporais são executados corretamente e com a técnica 
adequada é que se inicia o trabalho com o manuseio dos aparelhos.
III - Afirmativa incorreta. 
Justificativa: a criança pode iniciar a prática das atividades de Ginástica Rítmica por volta dos seis 
anos de idade, ou até antes. Um privilégio desse esporte é possuir habilidades motoras bem próximas da 
cultura corporal encontrada nas brincadeiras e nos jogos infantis.
Questão 2. O trabalho competitivoexecutado na Ginástica Rítmica visa à obtenção de bons 
resultados esportivos, à busca de uma colocação no pódio, não existindo uma preocupação específica 
com o lúdico, e sim associada com a melhora da performance e da conquista de bons resultados. Sobre 
o trabalho competitivo da Ginástica Rítmica, analise as afirmações a seguir.
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I – Caracteriza-se por um alto volume de treinos, tanto em relação à duração diária quanto à 
frequência semanal.
II – A sessão de treinamento caracteriza-se pelo aquecimento, pelo condicionamento físico, pelo 
preparo técnico e pelo trabalho de balé.
III – O condicionamento físico (flexibilidade e força) pode ser realizado tanto no início quanto no 
final da sessão de treinamento, pois depende dos objetivos de cada sessão.
Estão corretas apenas as afirmativas:
A) Somente a afirmativa I é correta.
B) Somente a afirmativa III é correta.
C) Somente as afirmativas I e II são corretas.
D) Somente as afirmativas II e III são corretas.
E) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
Resolução desta questão na plataforma.
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Unidade III
7 COMPOSIÇÕES COREOGRÁFICAS NA GINÁSTICA RÍTMICA
7.1 Individual
As coreografias das apresentações individuais devem ser compostas da junção dos elementos corporais, 
dos aparelhos e do ritmo determinado pela música. O acompanhamento musical é fundamental não 
apenas para auxiliar na execução dos movimentos (como saltos, lançamentos, giros etc.), mas também 
para o desenvolvimento físico-técnico-expressivo da ginasta, além de valorizar temas das mensagens 
que a ginasta deseja passar ao público (MESQUITA, 2013).
Ao criar uma coreografia, é preciso atentar para que a escolha da música possa atender às 
exigências que o aparelho solicita, combinando com o estilo de sequência da atleta. Para cada 
aparelho, uma coreografia diferente deve ser elaborada, com as características e elementos de 
dificuldade que eles apresentam. A música deve seguir as características físicas e psicológicas das 
ginastas para que se obtenha a unidade desejada. As músicas escolhidas são sempre selecionadas a 
partir de temas estabelecidos pela atleta e pela equipe técnica, e a coreografia deve ilustrar tal tema 
com os movimentos do corpo e do aparelho, conforme determina a FIG no código de pontuação 
2017-2020 (FIG, 2017).
Outro fator importante das apresentações coreográficas é o uso do espaço, que deve ser muito 
bem aproveitado pela ginasta dentro da área de competição, explorando os movimentos corporais, 
a sequência de movimentos e a organização da ação. Devem-se explorar mudanças de direção ou 
trajetória, nível, planos e lados. A utilização do espaço é de fundamental importância para mostrar uma 
série criativa.
As competições são regidas pelo código de pontuação vigente, assim é essencial que as composições 
coreográficas sejam montadas de acordo com as regras estabelecidas em cada campeonato. A exploração 
do espaço usado deve se dar em diversos níveis (alto, médio, baixo) e direções (linhas retas, circulares, 
diagonais etc.).
Uma série de GR precisa ter sempre muita harmonia entre as trocas de movimentos corporais e o 
manuseio de aparelhos, e cada um deve ser elaborado sem interrupções, ligando-se àquele que o sucede 
e que o antecede. Em algumas competições individuais, como nas categorias pré-infantil e infantil, 
também existem provas realizadas a mãos livres (sem aparelhos). Com o uso ou não de aparelhos, os 
movimentos precisam ser realizados com muita estética e criatividade.
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7.1.1 Séries individuais a mãos livres
Os exercícios feitos com as mãos livres, ou seja, sem aparelhos, costumam fazer parte 
de competições infantis e na iniciação esportiva. Quando se busca formar atletas de GR (alto 
rendimento), a literatura tem defendido que, ao iniciar o aprendizado na área, é adequado que os 
exercícios (elementos corporais) sejam treinados e reproduzidos para serem executados corretamente 
antes de se inserir os aparelhos, por isso, em apresentações e competições pré-infantis e infantis, 
existem séries individuas a mãos livres. Em contrapartida, em aulas de GR em projetos sociais, 
escolas, atividades lúdicas e afins, muitos autores defendem o aprendizado associando sempre os 
movimentos corporais com o manejo dos aparelhos.
Quando se trata de alto rendimento, é de fundamental importância que esses elementos corporais 
sejam inseridos passo a passo, com fácil execução de início e de maneira natural, para que possam 
ser automatizados aos poucos, e, gradualmente, as formas de execução sejam ampliadas. Para melhor 
compreensão da execução dos movimentos, Vieira (1999) sugere que sejam iniciados de forma mais 
estática para depois serem realizados explorando-se o espaço. A autora também ressalta que os 
movimentos com as mãos livres, para serem bem desenvolvidos, precisam ser repetidos para que ocorra 
automatização da executante, já que, para pontuarem nas competições, os movimentos devem ser 
executados corretamente, ou seja, de forma contínua, sem interrupções durante a apresentação.
Nas competições de mãos livres, os exercícios de dificuldade contumam ser exigidos (salto, equilíbrio 
e rotação) acompanhados de combinações de passos de dança. Para esses níveis iniciais, o código de 
pontuação pode e deve ser modificado, a fim de que a ginasta se sinta estimulada com a prática da 
modalidade. Assim, cada campeonato ou festival terá suas exigências específicas para cada faixa etária.
7.1.2 Séries individuais com aparelhos
Nas séries individuais, as ginastas devem se apresentar obrigatoriamente em quatro aparelhos 
distintos. Embora a GR feminina possua cinco aparelhos (corda, arco, bola, maças e fita), nem sempre 
todos são utilizados durante as apresentações, pois a FIG escolhe apenas quatro.
 Lembrete
O código de pontuação da FIG é atualizado a cada ciclo olímpico, ou seja, 
a cada quatro anos, contado a partir do ano posterior à última olímpiada. 
Em cada ciclo são determinados os aparelhos inseridos nas competições, 
bem como as dificuldades dos movimentos das séries.
Todas as possibilidades de manusear os aparelhos são prescritas pelo código de pontuação (FIG, 
2017) e devem ser inseridas na coreografia. As possibilidades de criação são ilimitadas, porém são sempre 
originadas por elementos já existentes nas normas e regras propostas no código. Isso significa, portanto, 
que não é qualquer criação que é aceita (VIEIRA, 1999).
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Unidade III
Como já visto, os aparelhos devem ser encarados como extensões do corpo, além de estar em 
constante movimento durante a coreografia (não podendo, assim, ser abandonados no meio da 
apresentação) e ser executados com muita precisão/maestria, ou seja, domínio técnico que a atleta 
deve ter ao manipular os aparelhos em alto nível de dificuldade, principalmente no ato de lançar e 
recuperar (LOURENÇO, 2013).
Cada aparelho possui gestos técnicos específicos de manipulação, com características próprias que 
devem ser realizadas em todas as direções, sentidos, planos, níveis, com ou sem deslocamento.
Para a elaboração da série, a ginasta deve escolher um tema para compor sua coreografia e segui-lo 
rigorosamente, demonstrando-o corporalmente. Ela deve dominar o aparelho com as duas mãos 
igual e harmoniosamente, mostrando perfeição na execução dos movimentos (VIEIRA, 1999). Vamos 
exemplificar:se a ginasta define o Brasil como tema de sua coreografia, a música escolhida precisa 
ter traços que a identifiquem como brasileira, e os movimentos corporais devem estar caracterizados 
coerentemente (se for samba, é preciso ter algum passo de samba, se forró, é preciso inserir movimentos 
de forró etc.). É preciso muita habilidade e precisão para que os aparelhos não caiam no chão, visto que 
a perda de pontuação nesse caso é bastante grande.
7.2 Composições coreográficas em conjuntos
As composições coreográficas em conjunto são compostas por cinco integrantes mais uma reserva. 
Os conjuntos devem realizar duas coreografias, sendo uma com aparelho idêntico e outra com dois 
aparelhos diferentes na proporção de três para dois (por exemplo, três fitas e dois arcos), aparelhos que 
são selecionados pela FIG, segundo categoria e competição, a cada ciclo olímpico.
Os exercícios de conjunto sempre promoveram uma grande atração para o público em geral, destacando-se: 
a beleza das trajetórias dos aparelhos, os deslocamentos das ginastas, o imprevisto e os efeitos plásticos que 
emergem desses encadeamentos, sugerindo emoção e sentido estético (MONTEIRO, 2000).
 Lembrete
Ao elaborar uma coreografia de conjunto, a primeira coisa que devemos 
fazer é a escolha da música, que tem que seguir as características das 
ginastas, todas têm que gostar para que o trabalho seja bem elaborado.
A escolha da música, aliada à expressão das ginastas por meio do trabalho corporal interligado aos 
manejos dos aparelhos, é o fator que dá estabilidade entre a coreografia o e conjunto (LOURENÇO; 
BARBOSA-RINALDI, 2014).
O conjunto de GR possui características peculiares de troca de aparelhos entre as ginastas e 
a organização do trabalho coletivo, que podem ser realizados com movimentos iguais por todas as 
ginastas ou com movimentos diferentes em que se encaixam os elementos de colaboração com ou sem 
rotação do corpo (LOURENÇO; BARBOSA-RINALDI, 2014).
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GINÁSTICA RÍTMICA
 Lembrete
A GR está presente nos Jogos Olímpicos desde 1984, quando, em Los 
Angeles, aconteceram as competições individuais, porém foi apenas em 
Atlanta, em 1996, que o conjunto passou a fazer parte das competições 
olímpicas (SANTOS; LOURENÇO; GAIO, 2010)
Ao analisar um trabalho em conjunto, temos que pensar no trabalho coletivo, em que todas as 
ginastas têm que trabalhar por um único objetivo, de forma homogênea, e com a ideia colaborativa em 
todos os momentos da série.
O conjunto nas categorias infantis é executado a mãos livres, para que as ginastas iniciem de forma 
gradativa o desenvolvimento dos elementos corporais, antes de entrar com o manuseio dos aparelhos.
Para Bueno (2010), a competição de conjunto é um espetáculo à parte na GR. A simetria, a sincronia 
e a expressão das ginastas tornam-se um show para os espectadores nos ginásios do mundo afora. 
Independentemente da categoria (pré-infantil, infantil, juvenil ou adulto), uma execução e uma 
composição envolvente satisfazem aos olhos de todos.
No conjunto, todos os aparelhos devem ter a mesma forma, o mesmo peso e a mesma dimensão, 
além de a vestimenta de todas ser idêntica. Se um aparelho quebrar durante o exercício, a ginasta pode 
usar um reserva, que deve ser deixado nas laterais do tablado. Diferentemente das séries individuais, nas 
séries em conjunto, é permitido que a ginasta fique momentaneamente sem aparelho, durante as trocas 
e colaborações, mas de maneira harmônica e sincronizada.
Os aparelhos devem ser utilizados na GR de acordo com suas características. Não é permitido, por 
exemplo, criar novas formas de manipulação que descaracterizem a GR ou usá-los como em outros 
esportes ou jogos.
É importante ressaltar que todas essas organizações, dentro de uma 
composição específica para GR, devem estar de acordo com as características 
próprias do esporte, ou seja, o manejo do aparelho e a estética gímnica. Assim, 
impedem-se as ações passivas, como carregar uma ginasta ou arrastá-la 
pelo solo, desde que não ultrapasse dois passos; andar sobre uma ou várias 
ginastas, desde que não seja mais de um apoio; formar pirâmides; rolar sobre 
uma ou mais ginastas sem estar em contato com o solo; ou ainda girar uma 
ginasta em decúbito ventral sobre o solo (LOURENÇO, 2010, p. 135).
Na GR em conjunto, as trocas de aparelhos entre as atletas precisam ser realizadas com tempo 
de reação correto, muita graça, elegância e beleza. A precisão nos lançamentos, a expressividade, a 
sincronicidade e a relação de reciprocidade entre as ginastas são fatores muito importantes para o 
exercício ser bem avaliado. Se um aparelho cai durante a troca, ela deixa de ser validada.
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Unidade III
Para os exercícios de conjunto, é necessário tratar de mais um critério indispensável nas composições, 
as formações. A coreografia deve prever variedade nas formações, tanto no que se refere à amplitude 
dos desenhos, como a posição das ginastas no tablado (VIEIRA, 1994; LAFFRANCHI, 2001).
A mudança de formação se dá a partir do deslocamento de uma ou mais ginastas: com apenas uma 
troca, já se tem uma nova formação. Atualmente é raro ver coreografias com poucas formações, sendo 
mais comum observamos vários desenhos no decorrer da coreografia. A seguir temos alguns exemplos 
de formações.
X
X
X
X
X
X X
X X
X
X
X
X X X X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X X
X X
X
X
X
X
X X
X X X
X
X
X
X
X
Figura 90 
Contudo, a coreografia é a harmonia entre os elementos corporais, a música e o manejo dos aparelhos, 
elementos que compõem a trilogia da GR. E a falta dessa harmonia, os erros que são cometidos pela 
ginasta, bem como todos os elementos da composição coreográfica, são analisados e julgados por uma 
banca de arbitragem.
8 CÓDIGO DE PONTUAÇÃO: PRINCÍPIOS E ARBITRAGEM DOS EXERCÍCIOS 
INDIVIDUAIS E CONJUNTO
Nas ginásticas esportivas, o código de pontuação tem a finalidade de direcionar o desempenho da 
ginasta, estabelecendo normas que todos devem seguir, e, assim, também estabelecendo parâmetros de 
comparação para que se possa designar o vencedor e o perdedor.
Os códigos de pontuação das ginásticas especificam as condições de julgamento, ou seja, como 
o grupo de árbitros deve se organizar e o que eles precisam avaliar. Portanto, o objetivo do código é 
estabelecer a atribuição de pontos, diferenciar as apresentações dos ginastas, avaliar o que é permitido 
e definir o vencedor.
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GINÁSTICA RÍTMICA
O primeiro código de pontuação de GR foi criado pela FIG em 1970 e, desde então, tem se modificado 
ao longo dos anos, servindo de referência para árbitros, treinadores e professores. Como vimos, os códigos 
de pontuação são modificados a cada ciclo olímpico, ou seja, de quatro em quatro anos, sempre após as 
Olimpíadas, havendo constantes atualizações. Muitos movimentos se mantém, outros caem em desuso, 
e assim o código se modifica e evolui rapidamente.
Em nosso estudo, estamos nos baseando no código de pontuação 2017-2010. Nesse momento, veremos 
os elementos de dificuldades obrigatórios que compõem as séries coreográficas do individual e do conjunto 
e, em seguida, trataremos da arbitragem e da composição da nota das ginastas de uma forma geral.
Vale ressaltar que as informações dadas se referem à categoria adulta, a qual está sempre presente nas 
competições oficiais da FIG, em campeonatos mundiais e nos Jogos Olímpicos (para informações sobre 
as demais categorias, pesquisar no código de pontuação ou nos regulamentosdos eventos específicos). 
Nesses eventos, a banca de arbitragem, tanto da categoria individual quanto da de conjunto, consiste 
de dois grupos de árbitros: painel dos árbitros de dificuldade (D) e painel dos árbitros de execução (E).
Os árbitros de execução (E) avaliam as falhas e faltas técnicas, e os árbitros de dificuldade (D) avaliam 
os elementos de dificuldade, ou seja, os elementos obrigatórios que formam as dificuldades da série 
coreográfica a ser apresentada. Sendo assim, durante a elaboração de uma série coreográfica pelo professor 
ou técnico, são esses elementos de dificuldade, considerados obrigatórios, que vão nortear a construção da 
coreografia e que, durante a apresentação, serão avaliados pelos árbitros de dificuldade (D).
Mas quais são esses elementos de dificuldade obrigatórios que norteiam uma composição 
coreográfica? Para a categoria individual, são quatro os elementos de dificuldade:
• dificuldade corporal (BD): salto, equilíbrio e rotação;
• combinação de passos de dança (S);
• elementos dinâmicos com rotação/risco (R);
• dificuldades de aparelho/maestria (AD).
Para a categoria de conjunto, são cinco os elementos de dificuldade:
• dificuldade corporal (BD): salto, equilíbrio e rotação;
• dificuldade de troca (ED);
• combinação de passos de dança (S);
• elementos dinâmicos com rotação/risco (R);
• colaborações (C).
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Unidade III
Todos esses elementos de dificuldades devem ser realizados sempre em harmonia com a música e 
aliados ao manejo dos aparelhos.
 Observação
A ordem de execução das dificuldades é livre em uma série coreográfica, 
no entanto, as dificuldades devem ser colocadas em uma ordem lógica e 
suave, com movimentos de ligação que criem uma composição com uma 
ideia que seja mais do que uma séria ou lista de dificuldades.
Na sequência, apresentamos os conceitos e características de cada um dos elementos de 
dificuldade presentes nas séries coreográficas, primeiramente, para a categoria individual e, depois, 
para a de conjunto.
8.1 Exercícios individuais e dificuldades
O quadro a seguir, retirado do código de pontuação 2017-2020 (FIG, 2017), apresenta os quatro 
elementos de dificuldades obrigatórios nas séries do individual, com as respectivas quantidades 
obrigatórias de cada dificuldade na composição coreográfica.
Quadro 15 
Componentes de dificuldades 
ligados com elementos 
técnicos do aparelho
Dificuldades 
corporais
Combinações 
de passos de 
dança
Elementos 
dinâmicos 
com rotação
Dificuldades 
do aparelho
Símbolos BDmínimo 3, máximo 9
S
mínimo 1
R
mínimo 1
AD
mínimo 1
Grupos de dificuldade corporal
Saltos – mínimo 1
Equilíbrios – mínimo 1
Rotações – mínimo 1
Fonte: FIG (2017, p. 13).
8.1.1 Dificuldades corporais (BD)
A dificuldades corporais são formadas por saltos, equilíbrios e rotações. Como se pode observar 
no quadro anterior, a ginasta deve inserir em sua série coreográfica um mínimo de três dificuldades 
corporais, ou seja, no mínimo, um salto, um equilíbrio e uma rotação. No entanto, há também um valor 
máximo, que não pode ser superior a nove (respeitando a obrigação de pelo menos um de cada grupo, 
mas podendo escolher o restante). Por exemplo, a ginasta pode escolher em sua série quatro equilíbrios, 
três rotações e dois saltos para serem validados, num total de nove BD.
Vale esclarecer que cada BD será contada apenas uma vez; assim, se a BD for repetida em momentos 
diferentes na série, a dificuldade não será válida (sem penalidade). No entanto, é possível executar 
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GINÁSTICA RÍTMICA
saltos ou pivots/rotações em série, ou seja, uma repetição idêntica de dois ou mais saltos ou dois ou 
mais pivots iguais realizados de forma sucessiva (seguidos). Quando a dificuldade é realizada em série, 
conta-se como uma dificuldade de salto ou de pivot.
As BD são válidas quando executadas com o mínimo de um elemento técnico fundamental do 
aparelho específico para cada aparelho e/ou elemento técnico não fundamental do aparelho.
8.1.2 Combinação de passos de dança (S)
Como já foi mencionado anteriormente, uma série coreográfica deve conter no mínimo uma 
combinação de passos de dança com duração de oito segundos, série que deve estar em consonância 
com o tempo, o ritmo, o caráter musical e os acentos, sempre realizada com o manejo do aparelho. 
Observa-se no quadro anterior que a ginasta deve inserir em sua série coreográfica no mínimo uma 
combinação de passos de dança. Como no individual, o tempo de coreografia é entre 1 minuto e 15 
segundos e 1 minuto e 30 segundos, geralmente, as ginastas colocam três ou quatro combinações de 
passos de dança.
Durante a combinação de passos de dança, é possível realizar dificuldades corporais com valor 
máximo de 0,10 (as mais fáceis, de menor valor no código), dificuldades que não são contabilizadas 
como BD (por exemplo, equilíbrio passé, salto cabriole etc.).
A seguir temos um quadro orientando sobre a combinação de passos de dança.
Quadro 16 ‑ Guia para criar combinações de passos de dança
Explicações
Passos de danças contínuos e enlaçados, como por exemplo:
– Qualquer passo de dança clássica.
– Qualquer passo de dança de salão.
– Qualquer passo de dança folclórica.
– Qualquer passo de dança moderna.
Ligados de forma lógica e fluída sem paradas desnecessárias ou movimentos preparatórios prolongados.
Variedade dos níveis, direções, velocidade e formas de movimento (incluindo uma possível passagem 
pelo solo), e não movimentos simples atravessando o tapete (como caminhar, marcar o passo, correr) 
com o manejo do aparelho.
Criados com padrões rítmicos diferentes com o aparelho em movimento durante a totalidade da 
combinação (planos, direções, níveis e eixo).
Com deslocamento parcial ou completo.
Adaptado de: FIG (2017, p. 23).
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8.1.3 Elementos dinâmicos com rotação/risco (R)
Os elementos dinâmicos com rotação (R), que também recebe o nome de risco, consistem em um 
movimento de três etapas realizado pela ginasta de forma ininterrupta.
• Primeiramente, a ginasta realiza um grande lançamento do aparelho.
• Na sequência, durante o voo do aparelho, a ginasta deve executar duas ou mais rotações ao redor 
de qualquer eixo corporal (360° cada rotação), sem interrupção. A primeira rotação pode ser 
realizada durante o lançamento ou voo do aparelho.
• A recuperação do aparelho deve ser realizada durante ou imediatamente ao finalizar a 
última rotação. O risco está exatamente nessa agilidade de execução, pois a ginasta pode 
perder o aparelho.
Seu valor pode ser acrescido conforme o número das formas de execução das rotações e das formas 
de lançar e recuperar o aparelho. Por exemplo, a ginasta pode realizar um lançamento do aparelho fora 
do campo visual (isso aumentaria o valor final), realizar dois rolamentos seguidos e recuperar o aparelho 
sem ajuda das mãos (por exemplo, pegar com as pernas aumentaria o valor final) imediatamente após 
a finalização do último rolamento.
Conforme descrito no quadro anterior, um uma série coreográfica individual, a ginasta deve inserir 
no mínimo um elemento dinâmico com rotação (R).
 Saiba mais
Você pode conhecer um pouco mais sobre Elementos Dinâmicos com 
Rotação/Risco (R) e ver imagens de ginastas realizando diferentes riscos 
pesquisando vídeos na internet por meio de expressões como “risks – code 
of point – rhythmic gymnastics”.
8.1.4 Dificuldades de aparelho/maestria (AD)
As maestrias, que no ciclo atual são denominadasdificuldade de aparelho (AD), são elementos 
que exigem sincronização técnica, particularmente difícil, entre aparelho e corpo, caracterizados pela 
execução de um manejo de base dos grupos técnicos fundamentais ou outros grupos do aparelho, 
aliados a dois critérios ou ações que dificultam a realização desse manejo. Um exemplo de maestria é a 
recuperação de um aparelho fora do campo visual e sem as mãos.
Ainda conforme o quadro anterior, a maestria deve ser executada em uma série coreográfica 
individual no mínimo uma vez, podendo ser executada durante a realização de uma dificuldade corporal 
(BD) ou durante a combinação de passos de dança (S).
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GINÁSTICA RÍTMICA
 Saiba mais
Você pode conhecer um pouco mais sobre Dificuldades de Aparelho/
Maestria (AD) e ver belas imagens de ginastas realizando diferentes 
maestrias pesquisando vídeos na internet por meio de expressões como 
“apparatus difficulty rhythmic gymnastics”
Em suma, as séries/exercícios da GR individual são formadas a partir dos quatro elementos de 
dificuldade supracitados (BD, S, R e AD). É também com base nesses elementos de dificuldade que o 
processo de ensino-aprendizagem da GR individual se baseia.
8.2 Exercícios de conjunto e dificuldades
O quadro a seguir, retirado do código de pontuação 2017-2020 (FIG, 2017), representa os cinco 
elementos de dificuldades obrigatórios nas séries de conjunto, com as respectivas quantidades de cada 
dificuldade obrigatória na composição coreográfica.
Quadro 17 
Componentes da 
dificuldade conectados 
com os elementos 
técnicos do aparelho
Dificuldade sem 
troca: dificuldade 
corporal
Dificuldade 
com troca: 
dificuldade de 
troca
Combinação 
de passos de 
dança
Elemento 
dinâmico com 
rotação
Colaboração
Símbolo BDmínimo 4
ED
mínimo 4
S
mínimo 1
R
mínimo 1
C
mínimo 1
máximo 9 (1 a escolha)
Grupos dificuldades 
corporais
Saltos – mínimo 1
Equilíbrios – mínimo 1
Rotações – mínimo 1
Fonte: FIG (2017, p. 58).
8.2.1 Dificuldades corporais (BD)
As dificuldades corporais são formadas por saltos, equilíbrios e rotações. Todos os elementos de BD 
listados para os exercícios/séries individuais são válidos também para os exercícios em conjunto.
Pode-se observar no quadro anterior que a ginasta pode inserir em sua série coreográfica um 
mínimo de quatro dificuldades corporais, ou seja, no mínimo, um salto, um equilíbrio, uma rotação e 
uma dificuldade à sua escolha. Tais dificuldades corporais devem ser executadas simultaneamente por 
todas as cinco ginastas; se uma ou mais ginastas cometer uma falta técnica durante a realização, a 
dificuldade não será válida.
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Uma ou duas ginastas podem executar uma ou mais BD durante uma combinação de passos de 
dança (S) ou durante uma colaboração (C) com o intuito de melhorar a coreografia ou apoiando a ideia 
principal da composição, porém, a dificuldade não será registrada e nem avaliada.
As demais regras seguem os mesmos critérios (ou são semelhantes) das BD do individual.
 Saiba mais
Veja no código de pontuação 2017-2020 os exercícios de conjunto 
e dificuldades:
FÉDÉRATION INTERNATIONALE DE GYMNASTIQUE (FIG). 2017-2020: 
code of points. 2017. Disponível em: <http://www.gymnastics.sport/
publicdir/rules/files/en_RG%20CoP%202017-2020%20with%20
Errata%20Dec.%2017.pdf>. Acesso em: 17 abr. 2019.
8.2.2 Dificuldade de troca (ED)
Dificuldade de troca (ED) é definida como uma troca dos aparelhos em que todas as cinco ginastas 
devem participar das duas ações: lançar seu próprio aparelho para a parceira e receber o aparelho da 
parceira. Existem várias formas de realizar essas trocas de aparelho, como indicado pelo quadro a seguir.
Quadro 18 
Explicações
As trocas podem ser efetuadas:
– Simultaneamente ou em muito rápida sucessão.
– Com as ginastas em seu lugar ou em deslocamento.
– Pelas 5 ginastas juntas ou por subgrupos.
– Entre 1 ou 2 tipos de aparelhos.
– Com o mesmo nível ou níveis combinados de altura/parábolas dos lançamentos.
Nota para corda/fita: uma ED por lançamento da corda ou a fita é válida somente se o aparelho fica 
totalmente livre no espaço por um intervalo de tempo.
Nota para fitas: quando se trocam as fitas, as ginastas devem geralmente recuperar o aparelho pela 
extremidade do estilete. Entretanto é permitido recuperar de propósito a fita pelo tecido numa zona 
de aproximadamente 50 centímetros desde o girador, sempre que essa recuperação é justificada pelo 
movimento seguinte ou pela pose final.
Nota para as maças: uma ED é válida com o lançamento de 1 maça e com o lançamento de 2 maças.
Adaptado de: FIG (2017, p. 59).
As dificuldade de troca são válidas somente quando as ginastas realizam trocas com lançamentos 
grandes ou médios do aparelho. Além disso, as trocas podem ser do mesmo valor para todas as cinco 
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GINÁSTICA RÍTMICA
ginastas ou de diferentes valores, mas, nesse caso, o valor mais baixo da ED executada por uma das ginastas 
irá determinar o valor da ED.
 Saiba mais
Você pode conhecer um pouco mais sobre Dificuldades de Troca (ED) 
pesquisando vídeos na internet por meio de expressões como “junior groups 
rhythmic gymnastics”.
8.2.3 Combinação de passos de dança (S)
No conjunto, a combinação de passos de dança segue os mesmos critérios da categoria individual. 
Como se trata de um conjunto, elas podem realizar a combinação de passos de dança iguais ou diferentes, 
entre as cinco ginastas, ou, ainda, igual ou diferente por subgrupos. Elas podem realizar colaborações (C) 
na combinação de passos desde que não interrompam a continuidade da dança.
8.2.4 Elementos dinâmicos com rotação/risco (R)
No conjunto, os elementos dinâmicos com rotação/risco (R) seguem os mesmos critérios da 
categoria individual. A definição básica, conforme descrito anteriormente para o individual, deve ser 
cumprida pelas cinco ginastas para ser válida. As ginastas podem executar o R simultaneamente ou 
em sucessão por subgrupos.
8.2.5 Colaborações (C)
Colaborações são características do conjunto, sendo definidas pelo trabalho de cooperação em que 
cada ginasta entra em uma relação com um ou mais aparelhos e uma ou mais parceiras. O quadro a seguir, 
retirado do código de pontuação 2017/2020 (FIG, 2017), traz mais explicações sobre o assunto.
Quadro 19 
Explicações
A colaboração bem-sucedida depende de uma perfeita coordenação entre as ginastas, realizada:
– Com ou sem contato.
– Todas as 5 ginastas juntas ou em subgrupos.
– Com uma variedade de deslocamentos, direções e formações.
– Com ou sem rotação.
– Com possível elevação de uma ou mais ginastas e/ou com apoio sobre os aparelhos ou ginastas.
Fonte: FIG (2017, p. 63).
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Unidade III
Para uma colaboração ser válida, é preciso que todas as cinco ginastas participem na ação de 
colaboração, mesmo se tiverem papeis diferentes; de outra forma, a colaboração não será válida. Além 
disso, todas as cinco ginastas devem estar em uma relação direta e/ou através do aparelho. Lembre-se de 
que, em uma série coreográfica no conjunto, as ginastas devem realizar no mínimo quatro colaborações.
 Saiba mais
Você pode conhecer um pouco mais sobre Colaborações (C) e ver belas 
imagens de conjuntos pesquisando vídeos na internet com expressões 
como “collaborations group rhythmic gymnastics”.
Em suma, as séries de conjunto são formadasa partir dos cinco elementos de dificuldade supracitados 
(BD, ED, S, R e C), e são nesses elementos de dificuldade que o processo de ensino-aprendizagem da GR 
de conjunto se baseia.
8.3 Arbitragem e composição da nota
Para competições oficiais da FIG, campeonatos mundiais e Jogos Olímpicos, cada júri (tanto da 
categoria individual quanto da de conjunto) consistirá de dois grupos de árbitros: árbitros do painel D 
(dificuldade), que determinam a dificuldade da série, somando pontos, e árbitros do painel E (execução), 
que definem as falhas de execução, tirando pontos.
Além dos árbitros D e E, há também os árbitros de cronômetro (um ou dois) e os de linha (nesse caso, 
dois). Suas funções devem ser registradas no livro de registro e passadas para o árbitro coordenador (D1).
Quadro 20 
Quantidade de árbitros para as categorias individual e de conjunto
– Quatro árbitros de dificuldade (subgrupo D1 e D2; subgrupo D3 e D4).
– Seis árbitros de execução (subgrupo E1 e E2; subgrupo E3, E4, E5 e E6).
– Um ou dois árbitros de cronômetro (dependendo do evento).
– Dois árbitros de linha.
– Árbitro coordenador: é o árbitro número 1 da banca D.
8.3.1 Funções do Painel D
O primeiro subgrupo do painel D dos árbitros (D1 e D2) registra o conteúdo do exercício em forma 
de símbolo.
• Para individual: os árbitros D1 e D2 avaliam o número e o valor técnico das dificuldades corporais 
(BD), número e valor das combinações de passos de dança (S) e o número específico dos elementos 
técnicos fundamentais dos aparelhos.
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• Para conjunto: os árbitros D1 e D2 avaliam o número e o valor técnico das dificuldades corporais 
(BD), trocas (ED), número e valor das combinações de passos de dança (S).
Árbitros D1 e D2 avaliam o exercício inteiro independentemente e depois, juntos, determinam o valor da nota 
parcial D (uma única nota em comum). Então, os árbitros D1 e D2 enviam a nota parcial D para o computador.
O segundo subgrupo do Painel D dos Árbitros (D3 e D4) registra o conteúdo do exercício em forma 
de símbolo.
• Para individual: os árbitros D3 e D4 avaliam o número e o valor técnico dos elementos dinâmicos 
com rotação (R) e dificuldade do aparelho (AD).
• Para conjunto: os árbitros D3 e D4 avaliam o número e o valor técnico dos elementos dinâmicos 
com rotação (R) e o número e valor técnico das colaborações (C).
Os árbitros D3 e D4 avaliam o exercício inteiro independentemente e então, juntos, determinam 
a nota parcial D (uma única nota em comum). Os árbitros D3 e D4 enviam a nota parcial D para o 
computador. Uma breve discussão em cada subgrupo é permitida se necessário.
A nota final D será a soma das duas notas parciais D: 10,0 pontos no máximo. Portanto, as ginastas, 
antes de iniciar a série coreográfica, partem com nota 0 (zero) dos árbitros de dificuldade, mas, ao 
iniciarem a apresentação e realizarem os elementos de dificuldades da série, elas vão somando nota 
conforme o grau de dificuldade do elemento apresentado.
8.3.2 Funções do Painel E (para individual e conjunto)
O painel E dos árbitros deverá avaliar as faltas e aplicar as deduções correspondentes corretamente. 
A Nota (E) inclui deduções para:
• faltas artísticas;
• faltas técnicas.
O primeiro subgrupo E – 2 árbitros (E1, E2) – avalia os componentes artísticos independentemente e 
então, juntos, determinam as penalidades artísticas (uma única nota em comum). Discussão no subgrupo 
é permitida se necessário.
A seguir temos os componentes artísticos avaliados no individual:
• unidade da composição (ideia guia, conexões);
• música e movimento;
• expressão corporal;
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• variedade (direções, elementos dos aparelhos).
Já os componentes artísticos avaliados no conjunto são:
• contato com o aparelho e ginastas;
• unidade da composição (ideia guia, conexões);
• música e movimento;
• expressão corporal;
• variedade (formações, trocas, colaborações);
• organização do trabalho coletivo (sincronismo, contraste, colaboração, etc.).
O segundo subgrupo E – 4 árbitros (E3, E4, E5, E6) – avalia as faltas técnicas por dedução: média das duas 
notas centrais, independentemente e sem consultar outros árbitros. Ou seja, a dedução mais alta e a dedução 
mais baixa são eliminadas, as duas deduções intermediárias são somadas e divididas por dois (nota do painel E).
8.3.3 Nota final
A nota final E corresponde à soma das deduções artísticas e técnicas que são subtraídas de 10,0 
pontos. Toda ginasta parte de execução com nota 10,00, mas, conforme vão acontecendo as falhas 
durante a apresentação, essa nota vai diminuindo.
Quadro 21 – Cálculo da nota final
Nota Final: 20,00 pontos
Soma: Nota D de no máximo 10,00 pontos + Nota E de no máximo 10,00 pontos
As normas que determinam a pontuação final são idênticas para todas as seções das competições 
(competição de qualificação individual com classificação de equipe, gerais, finais de aparelhos, 
competições gerais para conjuntos e finais para conjuntos).
Eis um exemplo: após a finalização de sua série, a ginasta aguarda a sua nota, que é assim construída: 
os árbitros de dificuldade identificam e registram as dificuldades na ordem de sua execução, lembrando 
que os árbitros D são divididos em dois subgrupos com avaliações distintas. Dessa forma, supondo que 
uma ginasta recebeu dos árbitros do painel “D” as notas a seguir.
Tabela 2 – Notas
Árbitro D1 Árbitro D2 Árbitro D3 Árbitro D4
5,0 5,0 3,5 3,5
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GINÁSTICA RÍTMICA
Nota parcial dos árbitros D1 e D2 = 5,0
Nota parcial dos árbitros D3 e D4 = 3,5
Nota D = 5,0 + 3,5 = 8,5
Simultaneamente, os seis árbitros do painel de execução (E) farão os descontos relativos às falhas 
apresentadas pela ginasta no decorrer de sua série a partir de um valor fixo de 10,00. Lembrando que os 
árbitros E1 e E2 avaliam os componentes artísticos, e os árbitros E3, E4, E5 e E6 avaliam as falhas técnicas.
Tabela 3 – Notas
Árbitro E1 Árbitro E2 Árbitro E3 Árbitro E4 Árbitro E5 Árbitro E6
0,80 0,80 1,50 1,40 1,60 1,70
Nota parcial dos árbitros E1 e E2 (falhas artísticas) = 0,80 p (uma única nota em comum).
A nota parcial dos árbitros E3, E4, E5 e E6 é calculada através da média das duas notas intermediárias 
dentre as quatro notas (corta-se a maior e a menor nota, no exemplo cortaram-se as notas 1,70 e 1,40). 
Assim, a nota parcial dos árbitros E (falhas técnicas) = 1,50 + 1,60/ 2 = 1,55 p.
A nota final E é soma das deduções artísticas e técnicas que são subtraídas de 10,0 pontos. Vejamos 
o cálculo.
Nota Final E = 10,00 – (artísticos + técnica)
Nota Final E = 10,00 – (0,80 + 1,55)
Nota Final E = 10,00 – 2,35
Nota Final E = 7,65 p.
Portanto, a nota final da ginasta = (nota D) 8,50 + (nota E) 7,65 = 16,15 pontos.
Se houver qualquer outra falha que não for de responsabilidade do painel D ou E, por exemplo, saída 
do tablado, será deduzido ainda 0,30 (cada vez que sair) da nota final do ginasta.
Portanto, uma banca de arbitragem estabelece a pontuação das atletas com base na dificuldade da série, 
na sua execução e no seu conteúdo artístico. A nota de dificuldade depende dos elementos que compõem 
a série; a nota de execução depende da forma como o ginasta efetivamente realiza os movimentos e a 
manipulação dos aparelhos, com base na beleza artística, na música e na sincronia das ginastas.
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Unidade III
 ObservaçãoMesmo em níveis inicias da GR, o contato com o código é importante, 
havendo aulas que possibilitem o conhecimento desse documento e de suas 
regras por meio de atividades lúdicas, que proporcionem maior interação 
com o tema.
A seguir temos um exemplo de atividade com o objetivo de trazer o código para as aulas (AGOSTINI; 
NOVIKOVA, 2015).
Uma atividade sugerida é a que chamamos de “selecionando elementos”. Nessa atividade, cada aluna 
deverá escolher e trazer para a aula dois elementos de dificuldade corporal de cada grupo (dois saltos, 
dois equilíbrios e duas rotações) presentes no código de pontuação. Cada uma deve tentar realizar os 
movimentos escolhidos e demonstrá-los às colegas. Em seguida, os alunos irão trocar os elementos da 
atividade entre si e realizá-los, uma auxiliando a outra durante a execução.
 Resumo
Uma série coreográfica é a harmonia entre os elementos corporais, a 
música e o manejo dos aparelhos, correspondendo à trilogia da Ginástica 
Rítmica (GR). No entanto, as composições coreográficas individuais podem 
ser realizadas tanto em séries individuais a mãos livres quanto em séries 
individuais com aparelhos.
Isso acontece porque, quando se busca formar atletas de GR, a 
literatura tem defendido que, ao iniciar o aprendizado da GR, é adequado 
que os exercícios (elementos corporais) sejam treinados e reproduzidos 
para serem executados corretamente antes de inserir os aparelhos. Por 
isso, em apresentações e competições pré-infantis e infantis, existem séries 
individuas a mão livre. Em contrapartida, em aulas de GR em projetos 
sociais, escolas, atividades lúdicas e afins, muitos autores defendem o 
aprendizado associando sempre os movimentos corporais com o manejo 
dos aparelhos, com o objetivo de ampliar o repertório motor e não focar 
somente na técnica corporal.
Nas séries individuais a mãos livres, os exercícios de dificuldade costumam 
ser exigidos (salto, equilíbrio e rotação) acompanhados de combinações de 
passos de dança. Nas séries individuais com aparelho, as ginastas devem 
se apresentar obrigatoriamente em quatro aparelhos distintos (arco, bola, 
maças e fita). Os aparelhos devem ser vistos como se fossem extensões do 
corpo e estar em constante movimento durante a coreografia.
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Além das séries individuas, há também as composições coreográficas em 
conjunto, as quais são compostas de cinco integrantes mais uma reserva. 
Os conjuntos devem realizar duas coreografias, sendo uma com aparelho 
idêntico e outra com dois aparelhos diferentes na proporção de 3 para 2 
(por exemplo: 3 fitas e 2 arcos). O conjunto de GR possui características 
peculiares de troca de aparelhos entre as ginastas e a organização do 
trabalho coletivo, que podem ser realizados com movimentos iguais por 
todas as ginastas ou com movimentos diferentes em que se encaixam os 
elementos de colaboração com ou sem rotação do corpo. A simetria, sincronia 
e a expressão das ginastas tornam-se um show para os espectadores nos 
ginásios do mundo afora.
Para a elaboração das séries coreográficas, tanto do individual quanto 
do conjunto, as ginastas devem escolher um tema para compor sua 
coreografia e segui-lo rigorosamente, demonstrando-o corporalmente. 
Para isso, as músicas escolhidas são sempre selecionadas a partir dos temas 
estabelecidos pela(as) atleta(s) e equipe técnica. Outro fator importante 
das apresentações coreográficas é o uso do espaço, que deve ser muito 
bem aproveitado pela(as) ginasta(s), explorando mudanças de direção ou 
trajetória, nível, planos e lados.
Após a explicação sobre composição coreográfica na GR, foram 
apresentados os elementos de dificuldades obrigatórios que compõem as 
séries coreográficas do individual e do conjunto e, em seguida, a explicação 
sobre a arbitragem e composição da nota das ginastas de uma forma geral.
Nos grandes eventos de GR, a banca de arbitragem tanto do individual 
quanto do conjunto, consiste de dois grupos de árbitros: árbitros do painel D 
(dificuldade) determinam a dificuldade da série, somando pontos, e árbitros 
do painel E (execução) definem as falhas de execução, tirando pontos.
Os árbitros de dificuldade identificam e registram as dificuldades na 
ordem de sua execução, lembrando que os árbitros D são divididos em 2 
subgrupos (D1 e D2; D3 e D4) com avaliações distintas. A nota final D será 
a soma das duas notas parciais D, 10,0 pontos no máximo.
Simultaneamente, os seis árbitros do painel de Execução (E) farão os 
descontos relativos às falhas apresentadas pela ginasta no decorrer de 
sua série a partir de um valor fixo de 10,00. Lembrando que os árbitros 
E1 e E2 avaliam os componentes artísticos, e os árbitros E3, E4, E5 e E6 
avaliam as falhas técnicas. A nota final E é a soma das deduções artísticas 
e técnicas que são subtraídas de 10,0 pontos. Como consequência, a nota 
final da ginasta é no máximo 20,00 pontos, referente a soma da nota D de 
no máximo 10,00 pontos mais nota E de no máximo 10,00.
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Unidade III
Portanto, o código de pontuação tem o objetivo de codificar, estabelecer 
a atribuição de pontos, diferenciar as apresentações dos ginastas, avaliar o 
que é permitido e, assim, definir o vencedor.
 Exercícios
Questão 1. O acompanhamento musical nas coreografias das apresentações individuais na Ginástica 
Rítmica é fundamental para auxiliar na execução de movimentos como saltos, lançamentos, giros e 
também para o desenvolvimento físico-técnico-expressivo
Porque
Nessas coreografias a música determina a composição dos elementos corporais, dos aparelhos 
e do ritmo.
Analisando a relação proposta entre as duas asserções acima, assinale a opção correta.
A) As duas asserções são proposições verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira.
B) As duas asserções são proposições verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa correta 
da primeira.
C) A primeira asserção é uma proposição verdadeira, e a segunda é uma proposição falsa.
D) A primeira asserção é uma proposição falsa, e a segunda é uma proposição verdadeira.
E) As duas asserções são proposições falsas.
Resposta correta: alternativa A.
Análise da questão
A duas asserções são verdadeiras, com a segunda asserção justificando a primeira, pois as 
coreografias das apresentações individuais devem ser compostas pela junção dos elementos corporais, 
dos aparelhos e do ritmo determinado pela música. O acompanhamento musical é fundamental não 
apenas para auxiliar na execução de movimentos como saltos, lançamentos e giros, mas também para 
o desenvolvimento físico-técnico-expressivo da ginasta, além de valorizar temas das mensagens que a 
ginasta deseja passar ao público (MESQUITA, 2013).
Questão 2. As composições coreográficas na Ginástica Rítmica podem ser realizadas de maneira 
individual ou em conjunto. Sobre as composições coreográficas em conjunto na Ginástica Rítmica, 
analise as afirmativas a seguir.
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GINÁSTICA RÍTMICA
I – São compostas por seis integrantes e mais duas integrantes reservas.
II – Os conjuntos devem realizar duas coreografias, sendo uma com aparelho idêntico e outra com 
dois aparelhos diferentes na proporção de 3 para 2.
III – As trocas de aparelhos entre as ginastas podem ser realizadas com movimentos iguais por todas 
as ginastas ou com movimentos diferentes em que se encaixem os elementos de colaboração com ou 
sem rotação do corpo.
Estão corretas apenas as afirmativas:
A) Somente a afirmativa I é correta.
B) Somente a afirmativa III é corretaC) Somente as afirmativas I e II são corretas.
D) Somente as afirmativas II e III são corretas.
E) As afirmativas I, II e III são corretas.
Resolução desta questão na plataforma.
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FIGURAS E ILUSTRAÇÕES
Figura 6
GYMNAST-1958324_960_720.JPG. Disponível em: <https://cdn.pixabay.com/photo/2017/01/06/17/13/
gymnast-1958324_960_720.jpg>. Acesso em: 18 abr. 2019.
Figura 10
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. N. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 24.
Figura 11
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. N. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 27.
Figura 12
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. N. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 25.
Figura 13
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. N. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 26.
Figura 14
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. N. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 27.
Figura 15
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. N. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 28.
Figura 16
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. N. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 30.
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Figura 17
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. N. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 31.
Figura 18
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. N. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 33-34.
Figura 19
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. N. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 33-34.
Figura 20
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. N. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 36.
Figura 21
ARAUJO, C. Manual de ajudas em ginástica. Canoas: Ulbra, 2003. p. 22.
Figura 22
ARAUJO, C. Manual de ajudas em ginástica. Canoas: Ulbra, 2003. p. 66.
Figura 23
FÉDÉRATION INTERNATIONALE DE GYMNASTIQUE (FIG). 2017-2020: code of points. 2017. p. 26. 
Disponível em: <http://www.gymnastics.sport/publicdir/rules/files/en_RG%20CoP%202017-2020%20
with%20Errata%20Dec.%2017.pdf>. Acesso em: 17 abr. 2019.
Figura 25
BERNARDI, L. M. O.; LOURENÇO, M. R. A. Ginástica Rítmica: ensinando corda, arco e bola. Várzea 
Paulista: Fontoura, 2014. p. 34.
Figura 26
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. N. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 207.
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Figura 27
BERNARDI, L. M. O.; LOURENÇO, M. R. A. Ginástica Rítmica: ensinando corda, arco e bola. Várzea 
Paulista: Fontoura, 2014. p. 34, 72 e 101.
Figura 28
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. N. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 200.
Figura 29
BERNARDI, L. M. O.; LOURENÇO, M. R. A. Ginástica Rítmica: ensinando corda, arco e bola. Várzea 
Paulista: Fontoura, 2014. p. 36, 72 e 101.
Figura 30
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. N. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 204.
Figura 31
BERNARDI, L. M. O.; LOURENÇO, M. R. A. Ginástica Rítmica: ensinando corda, arco e bola. Várzea 
Paulista: Fontoura, 2014. p. 107.
Figura 32
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. N. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 194.
Figura 33
BERNARDI, L. M. O.; LOURENÇO, M. R. A. Ginástica Rítmica: ensinando corda, arco e bola. Várzea 
Paulista: Fontoura, 2014. p. 78.
Figura 34
BERNARDI, L. M. O.; LOURENÇO, M. R. A. Ginástica Rítmica: ensinando corda, arco e bola. Várzea 
Paulista: Fontoura, 2014, p. 86 e 104.
Figura 35
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. N. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 180, 188, 190 e 212.
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Figura 36
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. N. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 177.
Figura 37
BERNARDI, L. M. O.; LOURENÇO, M. R. A. Ginástica Rítmica: ensinando corda, arco e bola. Várzea 
Paulista: Fontoura, 2014. p. 34 e 74.
Figura 39
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. N. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 167.
Figura 40
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. N. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 173.
Figura 41
BERNARDI, L. M. O.; LOURENÇO, M. R. A. Ginástica Rítmica: ensinando corda, arco e bola. Várzea 
Paulista: Fontoura, 2014. p. 37.
Figura 42
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. N. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 174.
Figura 43
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. N. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 170.
Figura 44
BERNARDI, L. M. O.; LOURENÇO, M. R. A. Ginástica Rítmica: ensinando corda, arco e bola. Várzea 
Paulista: Fontoura, 2014, p. 39.
Figura 45
BERNARDI, L. M. O.; LOURENÇO, M. R. A. Ginástica Rítmica: ensinando corda, arco e bola. Várzea 
Paulista: Fontoura, 2014. p. 43.
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Figura 46
BERNARDI, L. M. O.; LOURENÇO, M. R. A. Ginástica Rítmica: ensinando corda, arco e bola. 1 ed. Várzea 
Paulista: Fontoura, 2014. p. 38.
Figura 47
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. N. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 170-171.
Figura 48
BERNARDI, L. M. O.; LOURENÇO, M. R. A. Ginástica Rítmica: ensinando corda, arco e bola. Várzea 
Paulista: Fontoura, 2014. p. 59.
Figura 50
BERNARDI, L. M. O.; LOURENÇO, M. R. A. Ginástica Rítmica: ensinando corda, arco e bola. 1 ed. Várzea 
Paulista: Fontoura, 2014. p. 71.
Figura 51
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. N. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 178.
Figura 52
BERNARDI, L. M. O.; LOURENÇO, M. R. A. Ginástica Rítmica: ensinando corda, arco e bola. 1 ed. Várzea 
Paulista: Fontoura, 2014. p. 76.
Figura 53
a) BERNARDI, L. M. O.; LOURENÇO, M. R. A. Ginástica Rítmica: ensinando corda, arco e bola. Várzea 
Paulista: Fontoura, 2014. p. 77.
b) AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. N. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 185.
Figura 54
BERNARDI, L. M. O.; LOURENÇO, M. R. A. Ginástica Rítmica: ensinando corda, arco e bola. Várzea 
Paulista: Fontoura, 2014. p. 73.
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Figura 55
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. N. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 182.
Figura 57
BERNARDI, L. M. O.; LOURENÇO, M. R. A. Ginástica Rítmica: ensinando corda, arco e bola. Várzea 
Paulista: Fontoura, 2014. p. 99.
Figura 58
BERNARDI, L. M. O.; LOURENÇO, M. R. A. Ginástica Rítmica: ensinando corda, arco e bola. Várzea 
Paulista: Fontoura, 2014. p.103.
Figura 59
BERNARDI, L. M. O.; LOURENÇO, M. R. A. Ginástica Rítmica: ensinando corda, arco e bola. Várzea 
Paulista: Fontoura, 2014. p.113-114.
Figura 60
BERNARDI, L. M. O.; LOURENÇO, M. R. A. Ginástica Rítmica: ensinando corda, arco e bola. Várzea 
Paulista: Fontoura, 2014. pag.105
Figura 61
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. N. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 186.
Figura 63
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. N. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 207
Figura 64
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. N. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 208
Figura 65
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. N. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 208
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Figura 66
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. N. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 209
Figura 67
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. N. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 211
Figura 68
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. N. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 210
Figura 69
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. N. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 210
Figura 71
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. N. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 201
Figura 72
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. N. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 203
Figura 73
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 204
Figura 74
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 205
Figura 75
AGOSTINI, B. R.; NOVIKOVA, L. A. Ginástica Rítmica: do contexto educacional à iniciação ao alto 
rendimento. Várzea Paulista: Fontoura, 2015. p. 205
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Figura 77
MENINA-MULHER-JOVEM-LINDA-GINASTA-3845323/. Disponível em: <https://cdn.pixabay.com/
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Informações:
www.sepi.unip.br ou 0800 010 9000

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