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CICLO DO ENXOFRE
O enxofre é um elemento essencial para a vida na terra, representa aproximadamente 0,5% da massa seca de plantas e microrganismos e 1,3% do tecido animal, alguns de seus compostos são de grande importância biológica: organismos vivos, incluindo plantas, assimilam espécies de enxofre, enquanto que ao mesmo tempo, várias formas de enxofre são emitidas como produto final de seus metabolismos.
O enxofre é um elemento químico essencial para todos os organismos vivos, sendo constituinte importante de muitos aminoácidos. É utilizado em fertilizantes, e é também parte da composição da pólvora, de medicamentos laxantes, de palitos de fósforos e de inseticidas. As plantas absorvem o enxofre do solo como íon sulfato, e algumas bactérias utilizam o sulfeto de hidrogênio da água como doadores de elétrons num processo similar a uma fotossíntese primitiva (GIRACCA; NUNES, 2016).
Os microrganismos decompõem os aminoácidos que contêm enxofre nos restos de animais e plantas, criando sulfeto de hidrogênio. O enxofre é extraído do sulfeto, por bactérias e microorganismos, e os sulfatos são produzidos pela ação de microorganismos na combinação do enxofre com o oxigênio. (GIRACCA; NUNES, 2016)
As proteínas dependem basicamente do enxofre, pois, o enxofre faz parte dos aminoácidos metionina e cisteína, que são essenciais para formação de proteínas. Os aminoácidos com enxofre formam as chamadas "pontes de enxofre", que contribuem para a estrutura terciária das proteínas. (TOSTA, 2009). 
O enxofre exerce funções essenciais no desenvolvimento e na qualidade das plantas, desde a formação de aminoácidos e proteínas até no controle hormonal, fotossíntese e mecanismos de defesa da planta contra patógenos. (VITTI; OTTO; SAVIETO, 2015)
O ciclo global do enxofre compreende um conjunto de transformações entre as espécies de enxofre presentes na litosfera, hidrosfera, biosfera e atmosfera. Portanto a crosta terrestre, é o local de armazenamento do elemento; a atmosfera, o local em que o enxofre está interagindo com o oxigênio; e o solo e os organismos (parte biótica), quando está na forma de sulfato.
 Segundo Lisboa (2015), o ciclo do enxofre pode ser dividido em 6 etapas básicas: 
1) As plantas absorvem compostos contendo enxofre além dos sulfatos; 
2) Na produção de aminoácidos das plantas o hidrogênio substitui o oxigênio na composição dos sulfatos; 
3) Os seres vivos que se alimentam de plantas ingerem os compostos das plantas que apresentam enxofre em suas estruturas, fazendo com que estes façam parte de sua própria estrutura; 
4) Depois da morte dos seres vivos, os microorganismos decompõe os aminoácidos, tanto de restos de animais e plantas, nos quais há a presença de enxofre, criando sulfeto de hidrogênio; 
5) Do sulfeto formado é extraído enxofre por bactérias e microorganismos responsáveis para isso; 
6) Continuando as reações, alguns microorganismos do solo podem provocar a produção de sulfatos, pela combinação de enxofre com o oxigênio.
Compostos reduzidos de enxofre, principalmente o sulfeto de hidrogênio (H2 S), são formados por atividade bacteriana anaeróbica, no processo de oxidação de carbono orgânico a dióxido de carbono e redução de sulfato (SO4 2-) a sulfeto (S2-). Parte deste, ao reagir com íons metálicos é fixado na litosfera, na forma de rochas e sedimentos.
Na presença de oxigênio, bactérias aeróbicas também podem produzir sulfeto, pela decomposição de matéria biológica contendo enxofre.
As bactérias sulfurosas ou bactérias do enxofre, possuem a capacidade de converter íons sulfato ou hidróxido de enxofre em enxofre elementar, que, ao ser excretado da célula, pode ser armazenado nas rochas e vulcões.
 Compostos reduzidos de enxofre como o sulfeto de hidrogênio (H2S), o dimetilsulfeto (CH3 SCH3 ou DMS), o sulfeto de carbonila (COS) e o dissulfeto de carbono (CS2) são voláteis e rapidamente escapam para a atmosfera. A transformação destes compostos na troposfera (oxidante) exibe tendência aos estados de oxidação mais altos. Os mais importantes gases que contém enxofre e estão presentes na atmosfera são dimetilsulfeto, sulfeto de carbonila, sulfeto de hidrogênio, disulfeto de carbono e dióxido de enxofre.
O aumento de enxofre e de outras partículas, como o ácido nítrico e clorídrico, na atmosfera se dá, em grande, parte pela queima de compostos industriais e o seu posterior descarte inadequado. Vulcões também liberam enxofre na atmosfera, mas em quantidade inferior às industriais. Por causa desse aumento de enxofre na atmosfera em consequência ocorrem o fenômeno das chuvas acidas pois diminui o pH das gotículas de água causando grande impacto no planeta em especial nos animais e plantas. Em janeiro de 2015 de acordo com o noticiário g1.globo.com, a cidade de Cubatão foi atingida pelo fenômeno da chuva ácida, após um vazamento de enxofre da empresa do Polo industrial, causando grandes prejuízos na fauna e flora, além de prejudicar o solo.
A principal perturbação humana no ciclo global do enxofre é a libertação de SOX (SO2 mais uma pequena quantidade de SO3) para a atmosfera como resultado da queima de carvão e óleo contendo enxofre. O gás SOX prejudica a respiração nos humanos em elevadas concentrações e é moderadamente tóxico para as plantas.
Segundo o jornal “A Tribuna”, no dia 23 de fevereiro de 2019 Um carregamento de enxofre que era transportado por trem ficou espalhado em uma área de preservação ambiental em São Vicente, após um acidente. Mais de 900 toneladas do produto foram lançadas no trecho. A situação aconteceu por conta de uma pedra que se desprendeu de uma encosta durante uma tempestade. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizou a retirada do material.
 O acidente ocorreu no dia 9 de fevereiro, na altura do Km 97 da ferrovia que dá acesso ao Porto de Santos, dentro do Núcleo Itutinga-Pilões, do Parque Estadual da Serra do Mar. Por conta das fortes chuvas na região, um deslizamento fez com que uma pedra atingisse o trem carregado de sacos de enxofre à granel. O impacto fez com que as portas dos vagões se abrissem, permitindo que o material caísse na área de mata.
Em nota oficial, a Rumo, empresa que levava o produto, explicou que o trabalho para a neutralização do avanço do produto químico em rios da região já foi feito. As equipes contam com acompanhamento de órgãos ambientais responsáveis.
Todo o procedimento foi realizado dentro do prazo estipulado pelo Ibama, que também acompanhou os impactos causados pelo vazamento dos produtos.
Também por meio de nota, o Ibama afirmou que não houve perda para nenhum rio, e que por se tratar de material granulado, não ocorreram maiores danos.
Portanto, diante do exposto o enxofre em altas concentrações causa danos no planeta e em todos os seres vivos que nele habitam. 
 
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
GIRACCA, Ecila Maria Nunes.; NUNES, José Luis da Silva. Enxofre – Agrolink. 2016. Disponível em: Acesso em: 08 de Outubro de 2019.
	
LISBOA, Willian.; Ciclo do Enxofre- Bacterias Sulfitogenica. 2015. Disponível em: < https://prezi.com/whnr68fmklir/ciclo-do-enxofre-bacterias-sulfitogenica/> Acesso em: 08 de Outubro de 2019.
TOSTA, Mauro S. Enxofre. Mossoró – RN, 2009. Universidade Federal Rural do Semi- Árido. Disponível em: < http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAirAAJ/enxofre> Acesso em: 08 de Outubro de 2019. 
JORNAL, A TRIBUNA, 2019. Disponível em: <https://www.atribuna.com.br/cidades/saovicente/mais-de-900-t-de-enxofre-ficam-espalhadas-após-acidente-em-área-preservada-de-são-vicente-1.14242> Acesso em 08 de Outubro de 2019.
NOTICIARIO, G1.GLOBO.COM. Disponível em: <http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2015/01/cetesb-confirma-que-chuva-acida-atingiu-cubatao-apos-vazamento.html> Acesso em: 08 de Outubro de 2019.

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