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Neste manual você encontra uma explicação, de forma clara e
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Com Orientações de
Língua Portuguesa e
Novo Acordo Ortográfico
NORMAS
,
TECN I CAS
PARA O TRABALHO CIENTÍFICO
! ReCl;mendado em
1 Universidades de
' todo o Brasil
178 edição
Revista e atualizada
Pedidos e informações:
Serviços Datilográficos e Computacionais Especializados
Editoração - Revisão de Dissertações, Teses, Livros
Assessoria Linguística e Gramatical - Orientação - Cursos
Aulas particulares de Redação, Língua Portuguesa e Normas Técnicas
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Onde a qualidade fala mais alto desde 1984
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NORMAS TÉCNICAS
PARA O
TRABALHO CIENTÍFICO
Pedro Augusto Furasté
Diretor Técnico da Dáctilo-Pius
Especialista em Língua Portuguesa
Psicoterapeuta Reencarnacionista
Psicanalista Institucional e Clínico
NORMAS TÉCNICAS
PARA O
TRABALHO CIENTÍFICO
EXPLICITAÇÃO DAS NORMAS DA ABNT
Registro na Biblioteca Nacional n" 82.579 ~ -
178 edição
Atualizada e ampliada
2013
© by Pedro Augusto Furas/é - 1993·
Reservados todos os direitos conforme a legislação vigente.
Direitos Autorais e Propriedade Intelectual garantidos por lei.
Proibida toda e qualquer reprodução sem autorização, por escrito, do autor.
(Art. 184/Código Penal e Lei 9.610 de 19102/1998)
Ficha Catalográfica:
F983n Furasté, Pedro Augusto.
Normas Técnicas para o Trabalho
Científico: Explicitação das Normas
da ABNT. - 17. ed. - Porto Alegre:
Dáctilo Plus, 2013.
o
CDD 001.4
CDU 001.81
Bibliotecária respÕnsável : IDA ROSSI - CRB-10/771
Preciso registrar aqui os agradecimentos à
Delegacia Regional da Associação Brasileira de Normas Técnicas
(AB NT)
pelo apoio e disponibilidade que sempre encontrei quando lá estive.
L-r
Ninguém está proibido de fazer melhor do que eu.
Maninho Lutero
Ofereço àquela por quem estou cada vez mais apaixonado:
-minha doce e meiga ?rlarffia f
~ ~ ~Lai ao.o. m<Uc.o. Jc~:
&'JtuuJo, !J~, ~/ 5Cetma,
Jf~,Jf~"'~·
OOacêa. o.ãc a ..niAJ..a .Y.Mk e me Jas.em. ~'a ca.da di-a, <f"""-~'
<tU" tado.o- ao. ~ .Y.a~m a _pi?A'Ul.!
Voe& 4® ~ 11Udlc, 11Udlc, I1Udlc ~ I
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO . . .. . . . .. . .. . . . . . . . . . . .. . .. . .. . . . .. . ... ... ... . . ... .. . ... .. . . .. . .. .. .. .. . .. ... .. .. .. .. . .. ..... .. .. .. . 13
1 DEFINIÇÕES ............. ....... .. ................................. .... ...... .... ...... ... .. ... ... ........... .. 15
Tese .... ... .. ... ... .... .... ..... ...... ... ... .. ... ... ........... .. ........ .. .... .. ................... .. ... ... ... ...... 15
Dissertação .. .. .. ... . . . .. . .. . . . .. . . . . . .. . . . . . . . .. . . . .. . . .. . . .. . . .. .. . . . . . .. . .... .. .. . . . .. . .... . .. . .. . . . . . . . . .. . . . 15
Trabalhos acadêmicos e/ou similares (Trabalho de conclusão de
curso - TCC, Trabalho de graduação interdisciplinar- TGI e outros .......... 15
Projeto de pesquisa . . . .. . . .... . .. ... ... .. ... . .. .. . .... ..... .. . .. . .. . ............. ....... ...... ... ..... . . .. . .. 16
Relatório de estágio . .... . .... . .. . ... .. . .. ... .. . .. . .. . ... .. .. ... .... ... . ... ...... . . . .. .. .. .. ... .. ..... .. .... . 16
Artigo científico ... ... ... .. . . . . . . .. . . . ... . . . .. . . . . . .. . . . .. .. .. . .... . . . .. . . . . ..... ..... .......... .. ... ... .. .. .. . . . 16
Trabalho escolar.. .. .. ... ..... ..... ...... .. ... .......... .... .......... .. .... .... .. ... .. ...... .. ......... ....... 16
Monografia .. .. . . ..... .. . .. . . . . . . . . . . . .. .. . . . . .. ... . . . . ... . . .. . . . . . .. ... . ..... .... . .. . .. . . . .... . .... . . . . . . ..... . . . 16
2 FOLHAS, DATILOGRAFIA/ DIGITAÇÃO ..... .. .. ....... .. ... .. .... ...... .. .. ....... .... .. ..... 17
Papel ofício ..... ...................... .. ....... ........... ................... ...... .. ... .. ... .. ........ ........ ... 17
Digitação . .. .... . . .. . .. . . . .. . . . . . . . . .. . . .. ... . . . . . .. ... . ... . . .. . .. . ... . . . . .... .... .. .. . . .. . . .. . . . .. . . . ... . . .. . ... . . 18
Tipo de letra (fonte) . .. .. .. .. .. ..... .. .... .. . .. . .. .. .. .. .. .. .. .. ... ... .. ... ..... . ... .. .... .. . .. .. .. ... .. .. .. .. 18
Tamanho da letra (fonte) .... ....... .... .. .. ....... ..................... .... .. ..... .. ..... .. ......... ...... 19
Siglas ................ ..... .. .. .. ............. .. ... .. ...................... .. ... .. .. .. ............... .. ... ... ........ . 19
Qualidade . . .. . . . . ... . . .... . .. . . ... . . . . . ... .. . .. ... . . ... . . .. ..... .. ... . .. . .. .. . .. .. . .. ... ... .. .. . . .. .. . ... .. .. . . . . . 19
3 MARGENS E ESPAÇOS .......... .. ............... ........ ...... ... ......... ... .. .. .... .............. ... 20
Margens .... .... .................. ....... .. .......... .................. ............ ... ... .. ... ..... ... ............. 20
Alinhamento da margem direita ..................... .. ... .. .................. .... .... .. ................ 21
Títulos. ................... .. ......... .... ...................................... ............... .. ........ ............. 22
Espacejamento .. . .. .. . . ... . .... . .. . ... .. .. .... . .. . .. . ... . ... . .. . .. . .. . . . . . .. . .... .... .. . .. ... . . . . . ... .. . .. . .. . . 24
Título dos capítulos (seções primárias) .. .. .... .......... ......... .......... .... ....... ......... 24
Título dos subcapítulos (seções secundárias em diante) .............................. -24
Entre as linhas do texto .. .. ... .. ...... .. ...... .... .... .... ... ... .... ..... .. ... .. ...... ..... .... .. .. .. ... 24
Entre parágrafos .. . . .. . . . .. . . ... . .. . .. . .. ... .. .... ... . . .. . .. . . .. .. ............ .... .... ... ... ... . . . .. . . .. .. . . 24
Entre as linhas das citações longas, notas, referências, resumos,
obras consultadas ou rodapé .... .. ...................... ............ ...... ............... ... .. ... 24
Início de parágrafos e citações ..................... ........... ... ..... ... ................ ... .. ..... .. . 24
4 PAGINAÇÃO ..... ... .. ....... ... .. ..... .. .. ............................ ... ................. .. .... ... ... ........ 27
5 ESTRUTURA DO TRABALHO CIENTÍFICO .... .. .. ................. ..... .. ... ... .... .. .... 29
Teses, Dissertações e Trabalhos Acadêmicos ... .......... ............. ... ...... ... .... ....... 29
6 CAPA ........... ........... ... ....... ................. .. ... ..... ...... ..... ... .......... ............................ 31
7 LOMBADA .. ....... .. .. ......... ..... .... .... ... ...... ......... .. .......... ......... ........... ........... ... .... 33
8 FOLHA DE ROSTO .. ...... .... .... .. .... .. .. . .. ..... .. .. . .. .. .. .. .. ... .. .... .. .. .... ...... .. ... ...... ...... 35
9 FICHA CATALOGRÁFICA ..................................................... .. ... .. ...... ... ......... 37
10 ERRATA ....... .. .............. .. ............. ... ... ........ ....... ... ....................... ... .. ... ........... 38
Normas Técnicas para o Trabalho Científico Furasté
11 FOLHA DE APROVAÇÃO 39
12 DEDICATÓRIA ......... .... ... .. ... .... ............................. .... ......................... .. ... ..... . 41
13 AGRADECIMENTOS ..... ....... ..... .. ... ... .... .. .. .. ... ...... ..... .. .. .... .... .. ... .. ... ..... ... ..... .. 42
14 EPÍGRAFE ...... ..................................... .. .............. .... ... ...... ....... ... .. .... ........ ..... 43
15 RESUMO EM LÍNGUA VERNÁCULA ...... .. ....... ........ ... .. ..... ...... .... ................ 44
16 RESUMO EM LÍNGUA ESTRANGEIRA .. ... .. .... ... .. .......... .. ................ ... ..... .... 46
17 LISTAS ........... ..... .. .... .... ........ .......... ....... ... ...... ... ... ................ .... ......... ..... ... .... 47
Listas de ilustrações .. ........ .... ...... .. .... ....... .. ................ ... ........ .... .... ... .... ..... .... . 47
Lista de tabelas ...... .. .... ......... ... ......... ... .... .. ... .. ........ ........... ... ......... .... ..... ... .... 47
Listas de abreviaturas e siglas ................................. .. .... .... ........ ......... .. ........ . 47
Listas de símbolos ...................... ........ .... .. .. .. ....... ..... ....... .... .. ..................... .... 47
18 SUMÁRIO ..... .. ... ... ....... ........... ......... ..... .... .. ..... ... .... ....... .. ...... .. .... ... .... .. .. ....... 48
Espacejamento no sumário ............. ......... ... .... .... .. ..... ....... .. .. ..... .................... 48
Destaque ... .... .... ... ..... ........ ......... ... ... .. .. .. .... ...... .. .. ....... .. ........ ............. ..... ....... 48
19 SEÇÕES E ALÍNEAS .............. .... .... ............. ... .......... .. ...... .. .. ... ...... ... ............ 50
Título das seções . . .. . . . . . .. . . .. .. .. . . .. . .. .. . ... . .. .. . . .. .. ... . . .. . .. . . . . . . . ... . . . . . . . . . ... . . . . . . . .. .. . . . . . 50
Indicativo de seção .. ...... .. .... ................ ......... .. .. ................. ... ... ... ..... .......... ... .. 51
Alíneas ... .. ....... ....... ... ... .. .. ......... ....... ............. ...... ....... ... .. .. .... .. ... ....... .. .... ..... .. 53
Subalíneas ..................... ..... .. ...... .. .. .. ............... .. .. ... .. ... .. ..... .. .. ...... ...... .... .. ..... 54
20 ClT AÇÕES .. . . . . . . . . . . . . . . .. . .. . . .. ... ... .. . . .. ... .. ... . ... .. .... . . . .. . ... . .. . . .. .. . . . .. . . . ... . . .. . . . . .. . . . . . . . 55
Citação indireta ou livre (paráfrase)... .. .... .. ... .. .... ..... .. .... ... .... .. .................. ...... 55
Citação direta ou textual (transcrição) ................................. .............. ... ........... 57
Breves ................ ........ ....... ........... .. ... ........... .. .. .. ......... .................... .... ...... 57
Longas. .... ............ ... ..... ......... .. ........................ ... ............ .... ... ........... ..... ... .. 57
Sistemas de chamada das citações....... ... .... .. ... ........................ .......... .. ........ . 61
Sistema numérico de chamada .. ...... .. .. ... .. .. .. .... ..... .......... .... .... .... ... ... ...... ...... 61
Sistema alfabético de chamada (autor-data) .................................................. 62
Citação de citação ... . ... . .. .. .. .. ... . .. . .. ... . .. . .. . . .... .. .. . .. . . . . . . .. . . ... . .. . . . . . .... . . .. .. . . . ... . . ... . 66
21 NOTAS DE RODAPÉ.... ......... .. .. .. .. .... .... ........................ .. .......................... .. .. 66
22 ILUSTRAÇÕES .. ........... .. .. .. .................. ... .... ..... .......... .......... .. ........ .. .. ......... . 69
23 TABELAS .. ................................ ......... ... ..................... .. .. ....... .... ......... ........... 71
Partes da tabela ... .... ..... .. ........... ......... .. ...... ..... ........ ..... .. ..... ..... ........ ...... ... .. .. 71
Título da tabela . . . . . . .. .. ... ... .... .. . . .. . .. ... . . . . .. . .. . .. ... . . .. . . . . . . . . . . . . . . .. .. . . .. . . .... . .. . .. . .. . . . . . . . 72
Tracejamento .... ... .. .. ...... ....... ..... .. .. .... .... .. ... .. ... .. .. .................... .... ... ...... ......... 72
Cabeçalho .... ....... ...... ...... .... .. ..... .............. ... .. ..... ....... .... ... ... ... ....... ... ..... ... .. .... 72
Coluna indicadora . .... ......... .... .... ........ ... .. ... ....... ... .. .. .... ..... .. .... ... .. ...... ......... .... 72
Unidades de medida .. .. ... ... ... .. .......... ... ................. .. .. ......... ................... ..... ............ 72
Furasté 7 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico
24 APÊNDICES I ANEXOS .... ....... .. .. ...... .. ...... .... .. ...... .... ............ .......... ........... .. 73
Apêndices ......... ......... ....... ...... ............................ ... .... .... .. ....... .. .... .. ... ...... ... .. .. 73
Anexos ........... .... ... .......... .. .. .. ... ....... .. ... .... ........ ...... .... ... ....... ... ..... .. .. .... .... ...... 74
25 GLOSSÁRIO .. ... ....... ...... .. ..... ..... .... .. ............ ... .............. ...... .. .. ... ......... .... .... ... 75
26 REFERÊNCIAS . . . .. .. .. . . ... .... ... .. . . .. ....... .. .... . .. . .. .. .. .. . .... . . . . . .. . . . . . . . . . . . ... . . .. . . . . . . .. . . . . 76
Elementos . . .... . . ..... . ... .... . . . . .. . . . . . ... .. .. ... . .. . .. . . . . .. . . .. . .. .. . . . .. ... . . . . . ... . . . . .. . . .. .. . . . . . . . .. . . 77
Obras consultadas . .. . ... .... . .... . .. .. .. .. . . ... .. . . .. .. .. . . ... . .. . . . . .. .. .. . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . .. . . . 78
Observação importante .. ... ...... ...... ..... ... ... ..... ....... ...... .. ... ... .. .. ... ...... ... ..... :... .. . 79
Autor pessoal .. . . . ......... ........ ..... ........ ... .... ..... ... . ... . . ..... . . . . .. ... . . . . . . ... .. .. . . . . . . .. . .. ... 79
Uma observação oportuna sobre o et a/. ........ .. .... ............ .. ........ ..... .. ....... ... .. 82
Autor entidade .. .. . . . ... ... . . .. . .. .. . . .. .. . . .. .... . .. . .. .. . .. . . .. . . .. . .. . . ... . . . . . . . . . . . . . . .. .. . . . . . .. . . . . . . . . 82
Título ... .......... ... ... .. .. .... .... ... .... ... ....... .. ... ... ........ .......... ........... .... ...... ..... .......... 83
Edição ... ... ... ..... ....... .. ................ ... ...... ...... ....... ............. .. .... ... ....... .. .. ........ ...... 85
lmprenta ...... .. ...... .. .. ...... ... .... ... ....... .. ... ...... ......... ........ .... .. ... .... ... ....... .... ......... 86
Local.. ..................... ... ........ ................... .. ........... .. .... ...... ... ........ ....... .... ....... . 86
Editor. .... ........ ... .. .. ..... ...... .. ...... ...... ... .. ........ .................... ....... ....... .. ..... ..... ... 87
Data....... .. ...... .. .............. .... .... ... ............. ... .. ... ..... ..... .. ... ...... .. .... ....... .... .... .... 88
Descrição física ..... .. ......................... ... .................... ... ......... ..... ..... .... ..... . ....... 89
Observação .. . . . . .... . . .. .... . . . . .. .. . . . . ... . .. ... . . . . .. ... . ... . .. . ... . . . .. ... . . .. .. . . . . . . . . .. ... . . . . . . . . . .. . . . 90
Séries e coleções ... ............ .. ... .. ... .... .. ...... .... .... .... ... ... ....... .... ..... ... ................. 91
Ordenação . .. ... .. . . . . .... .. . . ... . .. . . . . . . . . .. .. ... . . . . . .. .. . .. ... . .. . . ... . .. . . ... .. . . . .. . . . ..... .. . . . . . .. . .. .. . 92
Traduções ....... .. ..... ..... ... ... .. ..... .. .. .................... .. ..... ........ ......... ..... ... ...... .... .. .. 94
Referências .... ........... ... ..... .. . :.... ..... ... .. ................. .. ............ ....... .... ... .. .... ..... ... 95
Documentos referenciados no todo ..... .... .. .. ... .. .... .. . .. . .. ... .. .. .. .... .. ............... 95
Livros, monografias, guias, folhetos ...... ...................... ... ....... .. .. ...... .... ... 95
Com um só autor ........................... ...... ... ................. .. ....... ..... .. .. .. .. ... 95
Com dois autores ... ... ..... ........ ..... ...... .. . .. .. .. .. .. . .. .. ..... .... .. .. . .. .. .. .. .. ... .. 95
Com três autores .... .. ................................... ...... .... .... .... ................... 96
Com mais de três autores ... .... ...... ......... .... .. .. .... .. ... ... .......... .... ... .. . .. 96
Teses, dissertações e trabalhos de conclusão de curso ...... .. .......... .... 96
Relatórios de estágio ou de pesquisa ................. ...... ..... .... ..... ..... .. .. ..... 97
Manuais, catálogos, almanaques .... ...... .... ... .... .... .... ... ............. .... ........ 97
Dicionários (no todo), enciclopédias (no todo) ... ................. .. .......... ... .. 98
Coleção de revistas e periódicos .. ...... .. ..... .... . .. .... .. .. .. .. .... .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. 98
Legislação: emendas constitucionais e textos legais
infraconstitucionais - lei complementar e ordinária, medidas
provisórias, decretos em todas as formas, resolução do Senado
Federal - normas emanadas das entidades públicas e privadas -
ato normativo, portaria, resolução, ordem de serviço, instrução
normativa, comunicado, aviso, circular, decisão administrativa ....... ... 98
Jurisprudência: acórdãos, decisões, súmulas, enunciados e
sentenças das cortes ou tribunais .. ................... ..... ..... .... ................. . 99
Anais, recomendações de congressos, seminários, encontros .. ........ .. 100
Trabalhos apresentados em eventos (congressos, seminários,
encontros, conferências, palestras e assemelhados) ..... ........... .. ...... 1 00
Constituições .. . . .. . . . .. . . . .. .. . . . .. . .. . . ... .. . .. .. .. . ... .. . . .. .. . . . . ... . . . . . .. .. . . .. . .. . . . . . .. . .. . . . 1 01
Publicações de órgãos governamentais, empresas, associações,
entidades e instituições coletivas .......... ......... ....... ........ .. .......... .. .... 101
Normas Técnicas para o Trabalho Científico Furasté Furasté 9 Normas Técnicas para o Trabalho Científtco
Separatas .. ... .. ........... ...... ... ... .. ......... ... .... ..... ... .. ..... ....... ... .. ... .... ....... .... 101 Referência em meios eletrônicos . . . . . .. . . . ... .. .. .. . .. .. . . .. .. . . . .. . .. . . .. . . . . .. . . . .. .. . . . 115
Documentos referenciados em parte . . .. .. . .. . . . .. . .. . .. .. . . .. . . . . . .. . . . .. . . . . . . . . . .. .. . .. . . 1 02
Capítulo, ou parte, de livros, separatas, teses, monografias,
Arquivos em disquetes .... ............... ... ... ..... ....... ... .. ............. ... ... .. .. ... ..... 115
CD-Rom ....... .... ...... .. ............... ...... ...... ....... .. ... .... ... ...... ......... .. ....... ....... 115
dissertações, foi h e tos . . . . .. .. . . . . . . . . .... .... .... .. . .. . . ... .. .. ....... .. .. ... . . .. . . .. . ... ... 1 02 Referência on-line- internet ... .......... ............... ................. ... .. .. ....... ... .. . 115
Parte sem indicação do autor ... .... ...... ......... ..... ...................... ...... .. .. 102 Documento no todo . .. .. . .. .. . .. . . .. . . . .... ......... .. .. . .. . .. ..... .. .. . ... . .. .. . .. .. .. .. ... . 116
Parte com indicação do autor .................... ...... .......................... ... .. .. 102 Documento em parte .... .... .. .... ...... ... ...... ... ...... .. .. .... .... .... .. ..... ........... 116
Parte em que o autor é o mesmo da obra ... ... .. .. .... ..... .. ........ ... ........ 103 Artigo ou matéria de revista . . . . . . . . . . . . .... .. . .. . ........ .. .. .. . . .. .. .. . .. .. .. . . . . . . .. .. . 116
Obras publicadas com mais de um volume, tomo, etc. ............... ......... 103
Artigos em revistas ou periódicos ..... ... ....... ..... .... .. .... .............. ..... ........ 1 03
Artigo ou matéria de jornal ...... ..... ........ ........ .. ....... ... ... .... ................. 116
Verbete de enciclopédia eletrônica .. ...... .......... ... ...... .... ............... .. ... 117
Com Autoria explicitada .. ... ..... .. .. ...... .... ...... ... ... ..... .... .... .... .... ......... .. 103
Sem Autoria explicitada . .. .. . . ... .. .... ... .. . ....... .... .. .... .... .... ... . . .... ..... ... .. .. 104
Blog .. ... ...................... ... ............... .. .. .. .... ... ... ..... ...... ..... ....... ..... ..... ... . 117
Homepage . ... .. . . .... .. . .. . . .. . .. . . . .. . . . .. ... ... ... ... .. . .. .... .... .. ... . ... . . .. . .. . .. . . . .... ... 117
Número especial de revista ou periódico .. ....... ... ................. ........ .......... 104 E-mail ...... .......... ..... .... ................... .... ... ... ... ... ..... .. ......... ...... .. .... ... .... 117
Fascículo de revista ou periódico ....... ... ... ... ...... ...... .... ....... ...... ... ..... .. ... 104
Artigos em jornal, suplementos, cadernos, boletim de empresa ... ....... 105
BBS (Bulletin Board System) .... .... . ........ .. .. .. ..... ... ... ...... ........... .. ... .... 118
Trabalho apresentado em evento .. ... .......... ................ ... .... ..... .... ...... 118
Com autoria explicitada .... ............ .. .... ........ ...... .... ....... ... .. .. ..... ..... .... 1 05 Documento jurídico .... ... .. .. .... .... ....... .... ... .. .... .. .... .... ... .. ... .... .. .. .. ... .. .. 118
Sem autoria explicitada ......... .. ................... .......... .... ..... ..... ... .. ...... ... 1 05 Documento de acesso exclusivo em meio eletrônico ... ... .. ... .... ... ..... 119
Trabalhos publicados em anais de eventos .. ........ ..... ........... ..... .... ....... 105 FTP(file Transfer Protocol) .... ........ .. .. ... .. ... ...... ..... ... ....... .. ... .. .... ....... 119
Enciclopédias .. . . .. . . . . . . .... .... ..... ... . . .... ..... .. . .. .... ... .. .. .. . ... . ... . ... . . ... .. ..... ... . . . 1 06 Base de dados . . . .. . .. . . .. . .. . .. ........ ... . .. . . .. .. ... .. ... . .... .. .. . ... . .. . .. . .. ... .. . . .... .. 119
Dicionários ....... .... .. ................. .. ..... .......... ......... .................... .. ... .. .. ..... .. 106
Outros tipos de referência . . . .. . . . . .. . . . . .. . . ... . . ...... .. . . . . . . . . . . .. . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . .. . .. . . . . 1 06
Aspectos gráficos relevantes . . . . .. . . ... . ... .. . . .. .. . .. . ... .. ... . . . .. . . ... . . . . . . ... .. . . . . .. . . .. . . . ... . . . 120
Entrevistas, relatos, palestras, debates, conferências ... ... ... .... ... ...... .. .. 106 27 RELATÓRIO DE ESTÁGIO .... ... .... ... .. ......... ...... ............... ... ... .... ...... .. ......... .. 121
Orais - ao vivo ou em gravação ........ ... .. .... . .. .. .. .... ..... ... ......... ..... ...... 106 Elementos pré-textuais ... ........... .. ....... .. ..... ...... .... .. ...... .... ........... .. .. ................ 122
Impressas ........................ ... .. .. ... ... ........... ... .... .... ..... .. .... ...... ...... ..... .. 107 Capa ........ ... ........ ............... ... .... ....... .. ........ ........ .. ... .... .. ... .. ..... ................ ... 122
Programas de rádio e televisão ..... .. ... ............ .. ... .... ....... ... ... ..... ... .. ...... 107 Lombada ... .. ............ ........ ... ... ........... ...... ...... ... ... ... .... ....... .. .. .. ... ....... ..... .. .. . 123
Gravações em discos, fitas cassete ou CO .. ... .... .... .. ..... ... .. ... ... .... ... ..... 108 Folha de rosto .. .. .... ..... .. ........ ..... ..... ... .... ..... .. .... ........ ...... .. .... .... .... ..... ..... .. 123
No todo ... ... ..... .. .... .... .. .. ... ..... .. .... .... ... ... .... .... ....... ... ....... ..... .. .. ..... .... 108 Errata ....... ......... .. ... ..... ............... .... ............... .. ..... ...... .. .. ......... ........ .......... 124
Em parte .. . . .. . ... . . . . . .. .. . . .. .. . . . .. . . . . . .... .. .. . .. .. . . . . .. .. .. . .. . ..... ... . .. .. . .. . . . . . ... . .. . 1 08 Agradecimentos ... ... ..... ....... ... ............ .... ... .... ... ... ............. .... .... .. ...... ......... 124
Gravações em fita de vídeo .. .... ... .... .. ........ ....... ..... ... .... .. ..... ...... .. ......... 108 Listas ....... .. ........... .. .. .. .. ... .... .. .... .................... .... ......... .... .... ... .............. .... . 124
Catálogos .. .... ..... ....... .... ... .... ..... ...... .... ...... .... ..... ........ .. ...... .... .......... ... . 109 Sumário .... ... ....... ..... ... .... .. .... ....... ..... ...... .. .. ... ............. .. ...... .. .... ... ............. 124
Bíblia ...... .. .... .... .... ......... .... ...... .. .... ..... ..... ..... .... ... .. ... ... ... .. ... .... ... ....... .... 109 Elementos textuais ........ .. ..... .. .... ... .... ... ... ..... .... .... ..... .......... .... ... .... .... ...... .. ... 124
No todo .. .... ............ .. ...... .. ........ ........ ..... .... .. .. ... ..... .. .. .. .. ... .... ..... .... .. 109 Introdução .. ....... .... ... .... .... .. .... ..... .......... .. .. .... ....... .. .. .... .. .. ... ....... .......... ..... 124
Em parte .... ........ .... ...... ....... .. .. ......... .... .... .... .... .. .. ...... ... .. .. .... .... .. .. ... 109
Atas de reuniões ....... .. ... ... .. ........... ...... ... .......... ...... ... .. ... .. ................ .. .. 109
Apresentação da instituição .. .. .. ...... .... ............ .. .... ....... .. .. ... ... ........ .... .. ..... 124
Desenvolvimento ........ ......... ....... .. ...... ....... ..... .... .. ....... ... ... ....... .............. .. 125
Manuais ...... .. .... ....... .... ... ..... ... .. ............. .... .... .. .. ......... : .... ... : ..... .. .......... 11 O Conclusão .. ........ ..... .. ...... ... .. .. ... .. ... .. ... ... .. ... ..... ... ....... ...... ... .............. ........ 125
Resenhas, recensões . . . . . .. .. . . ... . . . . .. .. ..... .. .. . . . . .. ... . ... .. . ... . ... . .. . . . .. ... . . . ... . . . . 11 O Elementos pós-textuais ........ ... .. .. ............ .... ...... ....... ............ ......... ... ... ..... .... . 125
Patentes . .. . . .. . . . . . . ... .. .. . . ... . . .. .... ...... .. . . .. . ... .. ... ... ..... .. ... .. .... ... ... .. . . . ... . . . . . . . 11 O Obras consultadas ....... .... ... .. ........... .. .......... .. ... ........ ... ... .. ... ..... ...... .... .... .. 125
Documentos cartográficos (mapas, atlas, globos, fotos aéreas) ... ....... 11 O Apêndices .. ... ..... ...... ....... .. .. ... .... ... .. ... .. .... ... ..... ....... ..... ...... ..... ... ... ... .... ..... 125
Bulas de remédios ...... .... .. ... .................... ....... .... ... .. .......... ... .......... .. .... 111 Anexos .. ... ........................ .. ....... ........ ....... ..... .... .. .. .... ... .... .. .... ... ........ ....... . 125
Cartões postais .. ....... .......... .. ... .... ......... .. .. ... .... ......... ........ .. .... .............. 111 Configuração do relatório . . .. . ... . .. . ... .. . . .. . ... . ... . . . . .. .. . . . . . . . .. .... .. . .... . . . .. .. ..... .. .. . . . . . 126
Cartas, telegramas, corresponências .. ..... ... ... ..... .... . ..... ........ ........ ....... 111
Filmes- videocassete, longa metragem ou OVO .... .... ... ........ .. ..... ....... 112 28 RELATÓRIO TÉCNICO E I OU CIENTÍFICO .. ... ... ..... ....... ..... ... .... ............ .... 127
Workshop -com autor declarado ou sem autor declarado ..... .. ..... .. .... 112 Capa .. ...... .. ......... ..... ..... .. ..... .. ... ..... ..... ....... .... .... ................. ..... ... ... ... ..... ....... . 128
Fotografias . . .. . .. . . . .. .. . . ..... .. .. .. . . . .. . .. . ... . ... . . .. . . .. .. .. . .. . ... .. ... . .. . . ... . .. . .. . . . . .. . .. . . 112 Lombada ... ... . .. .. .. . .. . ... .... . .. . . .. . ... ... .. .... .. .. . ... . . .. . ... . .. . .. .. .. ... . .. .. ... .. .. ........... ... .. . . 129
Mapas e globos . . . . . . . . . . . .. . . ... . . . . .. . . . . .. . . .. . ..... . .. . .. ... ... .. ...... .. . ... . . ... . . . . .... . . . . . 113 Folha de rosto .... .... .. .... ...... ...... .. .... ...... ..... ....... .... ... ... ..... .... ...... .... .. ..... .... ..... 129
Bibliografias ............ ... ..... ... .. .. ........... .... ... ........ ............ ... .. ... .... ..... ........ 113 Verso da Folha de rosto .... .. .. .. ..... ........ .. ....... ...... ... .... .... ...... .. ........... ... .... ... .. 129
Biografias . . . .. . .. . . . . . . . . . ... . . . . ... . . . .. . . . . . . .. . .... ... .. .. .. . . . .... ... ... . . . . . .... .. .. .. . . . . . . . . . . . 113 Errata ..... ....... ................. ......... ..... ....... ... .. ..... .......... ..... .............. ......... .. ... ... ... 129
Microfichas .... .. ... .... ... .... .. ... ........ ...... ..... ... .............. ...... .. .......... ... ...... ... 113 Numeração de volumes ... ......... ... ... ...... ... ........ ... ... .. ........ .. .... ...... .. ... .... .. ... .... 129
Microfilmes ...... ................ ... ... .. ... .... .. .. ........... ... ... ....... ... ...... ..... ...... ..... . 114
Informações verbais ... ..... .... .... ..... .. .. .... ... ... ... ... ...... .. .. .. .. ... ....... .... .. .. .... 114
Numeração de partes ... ...... .... ... ... ..... .... .... ... ...... ...... ... .... .... ...... .................... 130
Numeração das páginas .... ... ...... ..... .......... ..... .... ...... .... ... .... .......... ... .. ........... 130
Referências a documentos em meio eletrônico e internet ........ ...... ... ....... 114 Titulas sem indicativo numérico ............. .... .... ..... .. ... ..... ..... .. ........... ..... .. ....... 130
Nonnas Técnicas para o Trabalho Científi co 10 Furasté Furasté 11 Normas Técnicas pa:ra o Trabillho Científico
Notas de rodapé . .. . . . . ... . .. . .. . .. .. . . . . .. . . .. .. . . .. .. . . . .. ... . . . . .. . .. . . .... . .. .. . . . . .. . .. ..... . . . .. . . . . .. 131 Expressões e pronomes de tratamento .......... .......... .. .. .... .... .. .. .. .. ... .. .. .. .. .. ... 185
Siglas ....... .. .. ................ ... .... ... .. ... ... ... ..... .. .. ...... .. ..... .. .... .... ... ...... .. ....... ...... ..... 131 Plural de nomes compostos .... .... .. .. ......... .... .......... ...... .............. .... ...... .. .... ... 187
Prefácio (ou apresentação) .. .. .. .. .... .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .... .. .. .. .. .. .... .. .. . 131 Substantivos ..... ... .... .... ......... ... .. .... .. .. .. ..... .... .. .. ..... ...... ..... ...... ..... ..... . ... ... 187
Resumo ......... .... ...... .... ....... .. ... .. .... ...... ...... ... .... ...... ... .............................. ... .. . 131 Adjetivos ......... ...... ..... .... ..... .... ... .. ..... .... ......... .. ..... ...... ......... ...... ... ..... ...... 188
Listas ..... ... ........ .. .. ......... ......... ..... .... .... ......... .... ............ ... ..... .... ............ ... ...... 131 Crase ... ............... ... ..... .. ..... .... .................... .. .. ........ .... ........... .... ........ ............ 189
Sumário . . .. . . . . . . .. . . . . .... .. .. . ..... . .. . .. .. . .. . . . ... . . .. .. ... . .. . . . .. . .. . . . . . .. . . ....... ... . ... . .... . . . .. . . ... 132 Este I Esse I Aquele .... .. .... .. .......... ...... .. .. .. .. .. ...... .. .. .. .... .. .......... .. . .. .. .. .... .. .... . 192
Formatação ... .... .. ............ ........... ... .... .... ... .. .......... ........ .. .. .. .. .......... ......... ...... 132
Introdução .................... ... .... ....... .. ............ .. ........ ...... .. ... ..... .... .... .......... .... ... .. 133
Desenvolvimento . .... . .... ..... ... . .... . .... .... . . ... .. .. .... .. . . . . . .. .. .... . ... . . . . . .. . . . .... . . ... . . .. ... . 133
Uso do hífen .................. .. ........ ........ ... .. ........ ........... ........ ....... . ....... ......... ..... . 193
I -Conforme as regras anteriores ao Acordo Ortográfico .... .. .......... .... ...... ... 193
11 - Conforme as novas regras do Acordo Ortográfico .. .. .. .. .... .. .... .... .... .... .. .. 196
Conclusões ou recomendações ...... ........ .. ............................ .. .............. .. ...... 134
Referências bibliográficas ... .. ....... ... ........ .. ..... ........... ................... ...... ........... 134
Apêndice(s) ........ ........ .. ... .. .......... .. .. .. ........... ...... .... ...... .. ..... .. ................. .. .. ... 134
Anexo(s) .... .................... ... ................ ............ ...... ....... .. ... .... .. ............ ....... ...... 134
Agradecimentos ...... .. ... ....... .... ... .. ... ..... ..... ... .... ................... ....... .... .... ..... ....... 135
Orientações ortográficas . . .. .. . . . .. . .. ... . .. . . . ... . .. .. . . ... . . . . . ..... . .. . . .. . . . . .. .. .. . .. . . . . . ... .. . . . 200
Separação silábica .. . . .. .. . . .... . . . .. . .. .. .. . .. . .. .. . . .. .. . . ... . . . . . . ...... .. . .. .. . . .. .. .. . .. . . . . . .. . . .. . . 203
Por que I Por quê I Porquê I Porque ..................... ...... ............... .. .... .. .. .. ...... 204
Uso da vírgula e do ponto-e-vírgula ............ .... ......................... .. .. .. .......... .. .. . 205
Gentílicos brasileiros .. .... .. .. .... ................. .. ....... .... .... ... ..... ... ......... .. ..... .. .... .... 207
Ilustrações .... ... ... ... ... ... ... ..... ...... ....... ... .. .... .......... ..... ...... ..... ...... ... ..... ............ 135
Tabelas ... .. ...... ............ .... ... ........................ .. ........ .... ..... ... ....... .. .... .. ..... ...... .... 135
Abreviaturas ... .. ... ..... ............................... ........ ..... ..... .................. .. : ... .... ... ..... 208
Algumas abreviaturas muito utilizadas .. .... .. .. .. .. .. .. .. .. .. ...... .. .. .. .. .............. ...... 209
Glossário .. . .. . ... . . . ... .. . .. .. . . . .. . . . .. . .. .. . .. .. . . . .. .. .. . .. ... . . . . .. . .. . ... ... . .... . . . .. . . .. . . .. . . . . .. .. . ... 135 Grafia dos numerais .. .. .......... .... .. .. .................. .. ........... .. ............... .. .............. 211
Índice ....... .. .................................. .... ... .. .. ....... .... ..... .... .. ................................ 135 Abreviatura dos meses .................... ........ .. ........ .... .............. .. .. .. .... .. ............ . 215
Formulário de identificação ........ .... .. .. .... .. .......................... .. .. .. .... ...... .. .. ....... 136
34 RAPIDINHAS GRAMATICAIS .... .......... .. .. .. .............. .... .......... .. .... .. ............ .. . 215
29 PROJETO DE PESQUISA .............. .. .............. .. ............ .. .... .. ...... .. ...... .. .. .. ...... 138 1. Acerca de I a cerca de I cerca de I há cerca de .. .. .. .. .. .. .. .. .... .... ... 215
Capa ..... ...................... ......................... ......... ..... ..... .. ....... ...... ............ .. ........ .. 139 2. Adequar .. ............ ....... ........... .. .................. .. .................... .............. 216
Lombada . .. . . ... . . . ... . ... .... ........... ... .. .. ... . . . . . . .. .. . . . .. . . . . . . . . .. . . .. .. .. . . . . ... .. . . .. . . . .. . . . . ... . . 139 3. Afim I a fim .... ...... .. ............ .. .... .. .. .... ........ ...... .... .. ..... .. .. .. ...... .. ....... 216
Folha de rosto ........... .. .. ..... ... ..... .... ..... .. .... .. ....... ......... ......... .. ... ..... ...... ... ...... 139 4. Ambos I ambos os .. .......... .... .. .. .. ........ .... ................ .. .... .. .. .... ...... .. 216
Introdução .. .. .. ....... .. .. .... .... ..... .. .......... .. .......... ... ....... ............. .. .............. .. ...... 140 5. Anexo ..... .. ....... .. .... ... ... .... .. .. .. .. ..... ...... ...... .. ..... ... ........ ... .............. . 216
Desenvolvimento ...... .... ... .. ......... .. .... .......... .... ..... .. .. .. ........ ........... .. .......... ..... 142 6. A nível de .......... .... .................. .. .. .. .. .. .... ................ .... .. .. .. .. ........ .. .. 216
Elementos pós-textuais ... ........... .. ... .. ..... .... ... ... ........... .... ... .. .. .. ...... ... .. .... .. .... 143 7. Anti-inflamatório ... ......... .. .... .. ............ ........ ... ... .. ...... ... ... ................ 217
Pré-projeto ..... ... .................... ........... ............. .. .... .............. .. ... .... ...... .. .. .. ........ 143 8. Ao encontro de I de encontro a ........ ........ .... ........ .... .... .... .. .. ...... .. 217
Configuração do projeto .......... .. .. .. .............. .... ............ .... ....................... ....... 146 9. Ao invés de I em vez de ........ .. .. .... .. .. ..................................... .... .. 217
1 O. Aonde /onde ............ .. .............................. .. .............. .. .. .... ............ . 217
30 ARTIGO CIENTÍFICO ("papel'') .... .. .... .. .... .. ........ .. .. .... ...................... ... -.. .. .... 147 11 . À-toa I à toa ............................ .... .. ..................................:~ .. ~ ...... .. 217
Elementos pré-textuais ..... ............... .. ... ..... ... ............ .... .... ... .. ....... ... ....... ... .... 149
Elementos textuais ....... ............ .. ... .. .... ... ... .......... .......... .... .. ...... .. ... ... ..... ....... 149
12. Bastante I bastantes ...................... .... ........ ........ .... .. .... .. .. .. .... ....... 217
13. Colaborar I corroborar ............ .. .... .. .. .. .... .. .. ...... .. .. .. .. .. ...... .. .. ........ 218
Introdução ....................... ... .. .... ................ ....... .. .... ........ .. ................ ..... ...... 149
Desenvolvimento ...... .. ... .. .. ....... .. ..... ......... ....... ...... .......................... .. ......... 150
14. Competir I eu compito .......... .. .............. .. ........................ ....... .... .... 218
15. Conjuntura I conjetura I conjectura .... .. ................ .. ........ .. ........... .. 21 8
Conclusão .. ................... ........ ... ........... ... ...... .... ......... ... ........ ................ ... ... 150 16. Decerto .... .... .. .. .. .... .. .... .. ...... .. ...... .. ........ .... .. .. ............... .. ...... ...... .. 218
Elementos pós-textuais ......... ........ ... .............. ... .............. .. ....... ............ ... ...... 150 17. Dentre I entre ............ .. ........ .. .. .. .. .. .......... .. .......... .. ........ .. ........ .... .. 218
Configuração do artigo .................... .......... .. ........ .... .......... .. .......................... 152
Estrutura resumida do artigo .. ... .. .. . .. .. ...... .... .. .. .... .. .. .. .. .. .. .... .. .... .. .... .... .. .... .. .. 153
Exemplo de artigo (início) ........... .... .. ...... ........ ................... .... ... ... ..... .. .. .. ... ..... 154
18. Deparar ...... .. ......... ... ................... ........ ... .... ................... .. ............ .. 218
19. Dia a dia I dia-a-dia .............................. ...... .................................. 218
20. Em face de I face a I face ao .. .... .. .. .. .......................... ...... .. : ...... .. . 219
21 . Entretanto I no entanto ........ .. .... .... .... .... .... .... .. .. ........ ... ... .. .. .. ....... 219
31 BAÚ TIRA-DÚVIDAS .... .... .... .. ........ .. .. .. .......... .. .... .. ....................................... 155 22. Estresse I stress ........ .. ...... .. ............... .. .... .... ...... .... ......... .. ...... .. ... 219
23. Faz cinco ...... .................... ... ...... ... ....... ...... ... .. ..... ....... .. .. .. ............ 219
32VOCABULÁRIO BÁSICO .. .. ................ .. ...... .. .... ...... .... ... .... ...... .... .. .... .. .. .... ... 159 24. Fim de semana ................ ........ .. .... .......... .... .... .. .... .... .. ...... ..... .. .. .. 219 25. Frente a frente .. .. .................. .... .. ...... ...... .. .... .. .. .. .... .. .. .. .... .. .......... 219
26. Há .. . atrás .............. .. .......... .. .. .... .. .... .. ........ .... .. ...... .. .. .. .......... .. ..... 219
33 PRONTO-SOCORRO GRAMATICAL ...... .. .... .... .................. .. ............ .. ......... 182
Nova acentuação gráfica .. .. .. .. ................ .... .. .. .. .. .. .. .. .... .. .. .. .. .. ...... .. .. .. .. ......... 182
Regras de acentuação gráfica antigas .............. .. ...................... .. .. .... .... .... .... 184
27. Habeas corpus ........ .. .. .. ............................ .. ........ .... .. .. .......... .. ..... 219
28. Havia I haviam, Houve I houveram .... .. ...... .. .. .. ........ .. .. .. ........ .. .... 219
29. Hora extra I horas extras ........ .. .... .. ...... ........ .............. .. ................ 219
Algumas abreviaturas latinas muito usadas e sua tradução .. , .. .... .. .. .. ........... 185 30. Horas I h ............ .. .. ...... .......... .. .... .. ...... .... ........ .... ........ .. ............... 220
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 12 Furasté
31. Incerto I inserto .. ...... ...... .......... .......... ...... .... ........ .... ...... ... ..... ... .... 220
32. Inexorável .. ... .... .... ...................... .... ... ...... ......... .... .. ... ... ... .. ........... 220
33. lnobstante I Não obstante ...... ... ......... .. .. .................... ............. ...... 220
34. Ir a I ir para .............................. ..................................................... 220
35. Item I itens .. .. ............. ........ .... .. ...... .... ..... ...... ..... .. ....... ...... .. ....... ... 220
36. Já ... antes .. .. ... ... .. ... .... ..................... .... ........ ... .. ...... .. .. .. ...... ... .... ... . 220
37. Já ... mais .. ........... ....... ..... .. .. .. ... .. .. .... .......... ... ............. ....... ...... ..... . 220
38. km .... .. .......... ............ ...... .......... .... ... ..... ....... ..... ...... ...... ... .............. 220
39. Mandado I mandato .. ........ .. .................................... ... ........... ....... . 221
40. Meio I meia I meios I meias .. ..... .. .... ... ......... .. ... ...... .. .. ........... .. ..... 221
41. Meritíssimo .... ........ .... .... ........... ....... ... ............ .. .. ........ .. .. ........... ... 221
42. Mesmo I mesma .............. .... ......................................................... 221
43. Morar .... ..... .... .... ........ .... ... ........ ........ ...... .. .................. .. ........ .... .. .. 221
44. Muito que fazer I muito o que fazer ..... ....... ........ .. ............ .. .. ........ 221
45. Nada a ver ........................ .. .. ...... ......... ...... ..... .. .. ... ....... .... ............ 222
46. Nenhum I nem um ......... ...... .... ..... .. ......... ... .................................. 222
47. Página- abreviatura .. .. .... .... ... .......... ..... ..... ....... .. .... ..... .... ...... .. .... 222
48 . Pôr I botar ................ ...... ....... .. ........ .. ... .... ... ...... .. .. .. .. .. .. .............. .. 222
49 . Por causa de .. .................... .... .. .. .. ......... .. ...... ............... .. .... ...... .... 222
50. Porcentagem I percentagem .... ...... .. ............. .. .. .... .. .. ................. .. 222
5'1. Por ora I por hora .... ...... .. .. ............ ........... ....... ... .. ................... ..... 222
52. Portuguesmente ............ .. ............ ... ............ ......... .. .. .... .. .......... ..... 222
53. Preestabelecer ............. ... ......... ..... ............... ........ ....... ... ...... ... ..... 223
54. Reaver ..... ............. .... .. ... .... .... .. .. .. .. ..... ...... .... .. ............ ... .... .. .. ... .. .. 223
55. Recorde ... .... ... ........ ...... ...... .... .......... ............................................ 223
56. Reivindicação ...... ... .... ... ... .. ... .. ... ................... ... ..... .. ... ......... ..... .... 223
57. Rio-grandense .... ......... ..... ...... ............... ................... .. ... .. .......... ... 223
58. Sucinto I suscitar .. ...... ............ ..... ..................... ............ ................ 223
59. Supérfluo ..................... .. ... ... ........... ...... ..... ........... ... ... .. ... ..... ........ 223
60. Tão pouco I tampouco ...... .. .. .. ... .... .......... .. .... ........ .... ... ................ 223
61. Ter de I ter que ............ .... .. ... .... ........ .. .......... .. .. ........ ........ .. .. ........ 223
62. Todo I todo o ...... .... ...... ........ .. .......................... ......... .... .. .. ...... ..... 224
63. Torácico ...... ........ ......... ...... ....... .. .. .. .... .. ... ............... ............ ... ... .. .. 224
64. Tu e ele ireis I tu e ele irão .. .... .. .. ...... .. .... .. .... .. .. ...... .. .. ........ ...... ... 224
65. Ultravioleta ....... .. ........ .. ... .... ... .. .... .. ..... ....... .. .. ... ..... .. .... ... .. .... ... ... .. 224
66. Um dos que ......... .... .... .................... .... .. .... ............ ... .. .................. 224
67. Vimos I viemos .. .. ......................................................................... 224
68. Xampu . .. .. . . . .. . .... . . .. . ... . . .. .. .. . ... .. .. .. .. . .. . . .. .... .. ... . . . . . .. . . . .. . ... . . .. . . . ... . . .. . 224
69. Xerocar I xerografar ...... ...... ....... ..... .... .. .. ... ........... .... ....... .. ....... .... 224
70. Xerox I Xérox .............. .. ..... .. ............... .. ...... .. ..................... .. ......... 224
NORMAS DA ABNT CONSULTADAS ................. .. .... .. .... .. .. .. ....... ........ ... .... ...... 225 .
POSFÁCIO ....... ........... ............. .. .... .. ........ .. ... .... ..... ....... ...... ................................ 226
Post-scriptum .. ... ... ... ........... ...... ....... ... .. ......... .. .... ........ ...................... ... .. .. .. .. 227
ANEXO A- NORMAS DE VANCOUVER ... .. ... .. ... ................................ ........ ..... 228
ANEXO 8- RESENHA ........ .. ............. .. ........ .... .. .. .. ...... .... .. .. ...... .. .... .. .. ...... .. .. .. .. 231
Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 13 Furasté
INTRODUÇÃO
No Brasil, desde 1940, o fórum nacional responsável pela
Normatização,1 especificação técnica que descreve as regras , linhas de
orientação ou características mínimas de determinados produtos ou
serviços, é a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A ABNT
possui vários Comités Nacionais, dentre eles, o CB-14 - Finanças, Bancos,
Seguros, Comércio, Administração e Documentação, que normatiza,
entre outras coisas, a formatação dos Trabalhos Científicos 2 e de outros
documentos.
Uma de nossas principais metas , neste livro, é tomar mais fácil e
menos confuso o esforço que os estudantes ainda precisam fazer para
formatar seus Trabalhos Científicos, elucidando as principais dúvidas e
apontando alguns caminhos. Embora a Intemet traga muitos dados,
explicações e exemplos, é preciso ter cuidado, pois muitos deles estão
desatualizados, defasados ou absolutamente errados. 3
Outra de nossas metas é propor o estabelecimento de uma
uniformidade de emprego entre as diversas Instituições de Ensino, já que
ela ainda não existe, quanto às exigências a serem feitas relativamente á
formatação e à apresentação técnica dos Trabalhos Científicos. Procuramos,
para isso, explicitar algumas das orientações a serem seguidas para a
formatação e a apresentação, especialmente de teses, dissertações, artigos
científicos , projetos, monografias, trabalhos de conclusão de curso, relatórios
e outros.
Necessário é que se chame a atenção para o fato de que alguns
professores e orientadores, de algumas instituições, estão seguidamente a
exigir de seus alunos e orientandos trabalhos dentro de n ormas oriundas de
diferentes fontes, misturando dados de normas cientificas intemacionais e
de diferentes normas da própria ABNT, com as normas específicas para um
determinado tipo de trabalho: -Esse fato tem ensejado inúmeros dissabores
e descontentamentos, tanto para os estudantes como para os próprios
professores e orientadores que carecem de uma linha de ação única.
Infelizmente, apesar de todos os esforços em contrário, temos
acompanhado algumas Instituições que estabelecem manuais próprios,
"inventando" normas de apresentação e formatação fora do preconizado
pela ABNT, numa atitude em descompasso com o interesse de toda a
comunidade acadêmica que sente a real necessidade de uma uniformidade.
Chamamos a atenção, novamente , ao fato de que, para a elaboração e
apresentação de livros e folhetos , artigos em jornais, fólderes e
assemelhados, bem como revisão de originais e ou tros trabalhos
característicos e próprios de determinadas especialidades , existem normas
específicas e que fogem dos objetivos desse nosso livro, razão pela qual não
as explicitaremos .
Nosso intuito, por essa razão, é ajudar a traçar uma linha de ação
única, dirigida especialmente para quem quer realizar um Trabalho
Científico sério e rigorosamente dentro dos padrões oficiais brasileiros.
1 Normalização ou normatização na Língua Portuguesa é a mesma coisa. São termos sinônimos.
2 Assim são chamados os Trabalhos realizados dentro da metodologia que emprega Normas Técnicas.
3 Evidentemente que a consulta direta às Normas da ABNT é o caminho mais indicado e mais recomendado.
Normas Técnicas para o Traballio Científico 14 Furasté
Desejamos que este livro consiga atingir seu objetivo que é o de divulgar as
normas oficiais brasileiras e que venha facilitar a vida de toda a
comunidade acadêmica.
Assim, sempre à luz direta do que está preconizado pelas normas
oficiais, as Normas Brasileiras de Redação 4 (NBR) da ABNT,
estabelecemos, no inicio, as diferenças existentes entre as várias formas que
pode assumir um Trabalho Científico.
A seguir, apresentamos a estrutura dos diversos trabalhos; as
exigências quanto a papel, digitação, paginação, espaços e margens das suas
diferentes partes , sempre de acordo, repetimos, com o estabelecido pelas
últimas normas da ABNT.
A forma de referenciar as obras consultadas, a maneira de fazer uma
citação e tantas outras dúvidas que nos assustam quando realizamos nosso
Trabalho Cientifico são vistas após .
Informamos, igualmente, que a ABNT promove periodicamente
atualizações, cancelamentos e substituições em suas normas, 5 e que
este livro já incorporou todas as havidas até a data de sua publicação,
permanecendo, como sempre, ABSOLUTAMENTE ATUALIZADO.
Na última parte do livro, trazemos um Pronto-Socorro Gramatical
que mostra dicas e orientações de Língua Portuguesa, já devidamente
ajustado com o Acordo Ortográfico.6 O objetivo é ajudar a resolver
pequenos (e outros nem tão pequenos) entraves que se apresentam na hora
da elaboração textual. Tratamos de assuntos como acentuação, pontuação,
ortografia, uso do hífen, crase, vocabulário, uso dos porquês, grafia de
numerais, emprego de expressões de tratamento, abreviaturas e muitos
outros casos .
Por derradeiro, em forma de Anexo, trazemos orientações sobre as
Referências de Vancouver, normas restritas a publicações na área médica.
Queremos, aqui, ainda, agradecer as manifestações de apoio e,
principalmente, as colaborações e sugestões de alguns dos nossos estimados
leitores , muitas delas vindas de distantes pontos desse nosso Brasil, e que
foram (e continuam sendo) gradativamente incorporadas nas diversas
reedições 7 deste livro.
flui ÇJ~~ffwuzdE
pedro@furaste.com.br
pedrofuraste@hotmail.com
pedrofuraste@yahoo.com.br
4 Conferir as Normas da ABNT que foram consultadas para a elaboração deste li vro, na p. 225. _
5 Alterações especialmente ocorridas nas nonnas: NBR 6022, NBR 6023, NBR 6024, NBR 6027, NBR 10) 20,
NBR 19719, NBR 15287 e NB R 14724, substituição da NBR 6026 pela NBR 6021 , além do cancelamento das
normas NBR 10522, NBR 10523 e NBR 12899. As últimas alterações ocorridas foram em 11/01/2013 na
NBR6027. Até a publicação desta edição, nada mais havia mudado. . . . .
6 Acordo Ortográfico firmado entre os países de Língua Portuguesa - Aogo1a, Bras il , Cabo Verde, Gume-Btssau,
Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe e que entrou em vigor em I" de janeiro de 2009. .
7 As reedições e reimpressões de nosso livro ocorrem para que possamos mantê-lo sempre atualiZado. Elas se
devem às atualizações e modificações promovidas nas diversas normas pela ABNT. Ver nota 5.
Furasté 15 Normas Técnicas para o Traballio Científico
1 DEFINIÇÕES
Antes de tratar das Normas Técnicas para a elaboração dos trabalhos
científicos,é preciso explicitar algumas definições de termos e expressões que
serão utilizados neste livro. 8 Essa necessidade prende-se ao fato de encontrarmos
definições diferentes na bibliografia disponível, muitas das quais contraditórias,
o que sempre gera muita confusão entre alunos e professores.
A própria Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)
encarrega-se de desfazer a maioria das dúvidas que envolvem os termos,
trazendo, em suas diversas normas, as defmições para eles. Sem entrar no mérito
de cada uma dessas definições (não é esse o nosso objetivo), esclarecemos que
serão utilizadas, neste livro, as acepções trazidas pela ABNT. Quando ocorre de
a ABNT não trazer a definição, essa, então, será adotada com base no uso
consagrado pelos diversos autores consultados, na tradição e pelo uso comum
que delas fazem as diversas Instihlições de Ensino.
a) TESE - Documento que representa o resultado de um trabalho experimental ou
exposição de um estudo científico de tema único e bem delimitado. Deve ser
elaborado com base em investigação original, constituindo-se em real contribuição
para a especialidade em questão. É feito sob a coordenação de um orientador
(doutor) e visa à obtenção do título de DOUTOR ou similar. 9
b) DISSIEIRTAÇÃO - Documento que representa o resultado de um trabalho
experimental ou exposição de um estudo científico retrospectivo, de tema único e
bem delimitado em sua extensão, com o objetivo de reunir, analisar e interpretar
informações. Deve evidenciar o conhecimento de literatura existente sobre o
assunto e a capacidade de sistematização do candidato. É feito sob a coordenação
de um orientador (doutor), visando à obtenção do título de MESTRE. 1o Trata-se de
uma exigência do Parecer 977/65 do Conselho Federal de Educação.
c) TRABAlHOS ACADÊMICOS e/ou similares: (Trabalho de Conclusão
de Curso (TCC), Trabalho de Graduação Interdisciplinar (TGI) e outros) -
Documento que representa o resultado de estudo, devendo expressar conhecimento
do assunto escolhido, que deve ser obrigatoriamente emanado da disciplina,
módulo, estudo independente, curso, programa e outros ministrados. Deve ser feito
sob a coordenação de um orientador. 11
8 Para esclarecimento de outros termos, consulte o Vocabulário Básico que apresentamos na pág. 159.
9 NBR 14724:2011 , item 3.32.
10 NBR 14724:2011, item 3. 10.
11 NBR 14724:2011, item 3.33.
Normas Técniéas para o Trabalho Científico 16 Furasté
d) PROJETO DIE PESQUISA- Documento que apresenta o plano previamente
traçado para o desenvolvimento do trabalho final. A ABNT 12 define projeto como
"descrição da estrutura de um empreendimento a ser executado" e projeto de
pesquisa como sendo "uma das fases da pesquisa. É a descrição da sua estrutura."
e) RELATÓRIO TÉCNICO e/ou CIENTÍFICO - Documento que descreve
formalmente o progresso ou o resultado de pesquisa científica e/ou técnica. 13 O
relatório técnico-científico apresenta, sistematicamente, informações suficientes
para um leitor qualificado, traça conclusões e faz recomendações. É estabelecido
em função e sob a responsabilidade de um organismo ou de pessoa a quem será
submetido.
f) ARTIGO CIIENTÍFECO - É parte de uma publicação com autoria declarada que
apresenta e discute ideias, métodos, técnicas, processos e resultados nas mais
diversas áreas do conhecimento. 14
g) TIRAIBAII..HO ESCOlAR - Trabalho, normalmente, exigido sem qualquer
compromisso com normas científicas. São resumos, sínteses, análises, recensões,
questionários e tarefas de aula.
h) MONOGRAFIA - Item não seriado, isto é, item completo, constituído de uma só
parte, ou que se pretenda completar em um número preestabelecido de partes
separadas. 1s É um estudo particularizado que se faz de um determinado assunto ou
tema, ou de um conjunto de aspectos de determinado assunto ou tema. É o nome
genérico que serve para diversos trabalhos científicos: Artigos, Teses, Dissertações,
Trabalhos de Conclusão de Curso e assemelhados.
12 NBR 15287:20 11, itens 3.13 e 3.14.
13 NBR 10719:2011, item 3.20.
14 NBR 6022:2003, item 3.3.
15 NBR 6023:2002, item 3.7.
Furasté 17 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
2 FOLHAS, DATILOGRAFIA/ DIGITAÇÃO
PAPEl OFÍCIO
A ABNT adota a chamada "Série A" para estabelecer os tamanhos
padrões das folhas de papel. Essa série estabelece múltiplos e submúltiplos de
tamanhos para papéis, a partir do formato padrão AO, que mede 84lrnrn x
1189rnrn. A partir do corte do papel em seus diversos formatos, ternos as
seguintes medidas, ou sejam, os seguintes tamanhos (formatos) de folhas:
formato Al - 84lmm X 594mm
formato A2 - 594mm X 420mm
formato A3 - 420mm X 297mm
.._____) formato A4 - 297mm X 210mm
formato AS - 210mm X 148mm
formato A6 - 148mm X 105mm
formato A7 - 105mm X 74mm
formato AS - 74mm X 52mm
O chamado "PAPEL OFÍCIO", atualmente, é aquele que se apresenta no
fonnato A4, ou seja, com 297mm x 210mm (ou 29,7cm x 21cm). 16
Com a ah1alização da NBR 14 724: em abril de 2011, o papel a ser utilizado pode
ser o branco ou o reciclado. 17
É preciso ter cuidado especial quando da ocasião de se fazer cópias
xerográficas, para que seja utilizado o mesmo tipo de papel e que se mantenha o
mesmo tamanho, posto que algumas máquinas operam com folhas de tamanhos
diversos, diferentes do padrão oficio, A4.
Outro aspecto a se considerar é a espessura do papel, chamada de
gramatura ou grarnagern, que deve ser a mesma no original e nas cópias. As
grarnaturas mais utilizadas são as de 75g/m2 e 90g/m2. Sua especificação foi
padronizada pela norma ISO 536. 18
16 NBR 14724:20 11 , item 5.1.
17 A padronização e controle das cores do papel reciclado ainda é um grande problema para a indústria do papel.
Uma dificuldade importante, que se apresenta especialmente no Brasil, é o fato de que muitos dos papéis
fabricados aqui possuem alvejante óptico em sua composição. Esse aditivo faz o papel "parecer" mais
"branco", no entanto, quando analisado, fica evidente que, na verdade, o papel tende ao azul, pela ação do
alvejante. No caso de papéis reciclados esse é um grande desafio, pois, apesar de todos os esforços da
indústria papel eira para garantir a qualidade de produção, não se consegue o branco total.
18 Ver gramatura no Vocabulário Básico, pág.l59.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 18 Furasté
DIGITAÇÃO
A diaitacão de um trabalho científico deve ser feita em espaco LS . No
o '
verso da folha de rosto deve constar a Ficha Catalográfica feita conforme o
Código de Catalogação Anglo-Americano (CCAA2). 19
A ABNT sugere que a digitação dos elementos textuais e pós-textuais do
trabalho seja feita somente na frente (anverso), ou na frente e no verso das
folhas, ou seja, o autor do trabalho pode optar por usar apenas um lado da folha
ou usar os dois . 20
Toda a impressão do trabalho científico deve ser feita na cor preta,
podendo utilizar outras cores nas ilustrações.21 Os erros de digi_ta?ão,
datilo!rrafia e/ou de impressão que, porventura, ocorrerem podem ser corngtdos
"' ??
através de uma Errata. --
Há algum tempo, os computadores substituíram as máquinas de escrever na
feitura de trabalhos científicos. Logicamente não há qualquer restrição quanto à
continuidade do uso das máquinas, desde que a qualidade, as medidas, as
margens, os espaços, a acentuação, os caracteres, a dimensão do papel (21cm x
29,7cm), etc, sejam rigorosamente os mesmos ditados pelas normas da ABNT.
TIPO DE LETRA (fonte)
No computador, temos a chance de escolher o tipo de letra (fonte) a ser
utilizado. Por se tratar de um trabalho formal, devemos ter bom-senso na escolha
da letra.
A ABNT não faz menção sobre qual tipo de letra que deva ser
utilizado. São recomendadas, porém, (veja-se que recomendação não é
obrigatoriedade) as letras:
Times New Roman ou Ar i aiNo entanto, se não houver indicação contrária por parte da Instituição ou
do Orientador do trabalho, algumas outras podem ser utilizadas, obedecendo
sempre ao bom-senso, é claro.
19 Ver mais informações no Capítulo 9- Ficha Catalográfica, pág. 37. . . . .
2o A ABNT na NBR 14724:2011 , item 5. 1, apenas SUGERE, e sugestão não implica obngação- fica a cnteno
do autor do trabalho acatar ou não a sugestão feita . Uma boa conversa com o orientador ou com o professor
ajuda a fazer a escolha.
21 NBR 14724:2011, item 5. 1.
22 Ver mais informações no Capítulo 10 - Errata. pág 38.
Furasté 19 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
TAMANHO DA LETRA (da fonte)
Outra facilidade que os computadores nos oferecem é a escolha do
tamanho da fonte, ou seja, o tamanho da letra. O tamanho da fonte tecnicamente
é chamado de pitch.
O pitch que deve ser usado num trabalho, recomendado23 pela ABNT, é
o pitch 12 - para o corpo do texto; e o pitch 1024 - para as citações lonaas ?~ o '
notas de rodapé, paginação e legenda de ilustrações e das tabelas. _,
Novamente chamamos a atenção para que se saiba que recomendação não
implica obrigação. Mas, atenção, o tamanho das letras não é uniforme, ele varia
de um tipo de letra para outro, não são todos iguais (veja na lista acima). Então,
se optarmos por um outro tipo de letra que não seja Times New Roman ou
Arial, devemos analisar seu tamanho e escolher aquele cujo tamanho mais se
aproxilpe do indicado. Pode haver uma oscilação entre o pitch 11 e o pitch 14.
E muito importante que se ressalte que, aos títulos de seções e subseções,
não se deve dar qualquer tipo de destaque que se relacione com o tamanho da
letra, isto é, não se deve aumentar o seu tamanho.
SIGLAS 26
Quando se fizer necessário o uso de siglas para amenizar o texto, deve-se
colocar a forma completa do nome em questão e a sigla correspondente, entre
parênteses, na primeira aparição. Nas demais oportunidades, usa-se apenas a
sigla. Vejamos um exemplo:
O trabalho deve ser digitado conforme as normas da Associação Brasileira de
Normas Técnicas (ABNT) para ser considerado oficial. Se o trabalho não estiver
formatado dentro das normas da ABNT, não estará dentro daquilo que ser quer
oficialmente brasileiro.
QUALIDADE
Como a maioria dos estudantes não é datilógrafo, é natural, e
perfeitamente permitido, que se mande digitar/datilografar o trabalho por
pessoas ou firmas especializadas, mas deve-se ter muito cuidado na escolha
desse tipo de profissional, uma vez que nem todos os datilógrafos conhecem
as normas técnicas oficiais e não se responsabilizam pelo que fazem. Muitos
chegam a anunciar que seus trabalhos são feitos dentro das normas da ABNT,
mas as desconhecem totalmente.
23 Chamamos a atenção para o fato de a ABNT (NBR 14724:2011 , item 5.1.) recomendar o tipo e o tamanho da
letra. Recomendar não implica obrigar, mas é claro que o bom-senso deve prevalecer. Em caso de dúvida,
consulte-se o Orientador do Trabalho- ele é quem dará a palavra final.
24 A ABNT diz apenas que deve ser "tamanho menor e uniforme". - NBR 14724:2011, item 5.1
25 No caso de máquinas de escrever, mantém-se o mesmo tamanho. A não ser que a máquina permita a troca de
esfera, de margarida ou outro recurso que permita diminuir a letra.
26 Consulte, no fmal do livro, no Pronto Socorro Gramatical, o item Siglas, pág. 208.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 20 Furasté
" ~ A qualidade deve falar mais alto num momento desses, já que a
responsabilidade é toda do autor do trabalho, e as bancas examinadoras não aceitam
que a culpa por eventuais erros seja atribuída aos datilógrafos.
3 MARGENS E ESPAÇOS
MAIRG/ENS
Conforme a ABNT, 27 as margens, para a chamada "mancha do texto" em
todas as folhas dos diversos tipos de trabalho científico, devem ser:
FRENTE (Anverso)
margem esquerda: 3cm
margem superior: 3cm
margem direita: 2cm
maroem inferior 2cm
VERSO
margem esquerda: 2cm
margem superior: 3cm
margem direita: 3cm
margem inferior 2cm
Mas, atenção, se o autor do trabalho optar por aceitar a sugestão da ABNT
de utilizar ambos os lados da folha (verso e anverso) deve ter o cuidado de
manter as margens dentro do apresentado acima.
Veja abaixo:
Frente (Anverso)
~~----r-----'-~=>-------.. --.-----1~ ~f------<;~----, ~
&&ri M
Verso
,---, Ir--.
j 2cm t== > <
!
Furasté 21 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
Observe-se que não se deve ampliar os 3cm da margem esquerda como
forma de compensação de uma possível encadernação do trabalho. Essa margem
já é maior que as demais justamente por esse motivo. Da mesma forma, a
margem superior é de 3cm para poder destacar o número da página que será
colocado ao alto e à direita. 28
ALINHAMENTO DA MARGEM DIREITA
O alinhamento da margem direita não é obrigatório. Apenas não se pode
avançar além do limite estabelecido. É terminantemente proibido o uso de
qualquer recurso do tipo tapa-margem (travessões, barras, hifens) para tentar
fazer esse alinhamento.
É possível e permitido, no entanto, o alinhamento feito com o recurso da
expansão 29 de linhas que os computadores fazem, desde que o espaço entre as
palavras da linha não seja exagerado e deixe um verdadeiro "buraco" no texto. O
ideal é não ultrapassar o espaço correspondente a três letras.
Outro cuidado importante é com relação à partição silábica na
translineação (passagem de uma linha para outra). Deve-se SEMPRE observar,
rigorosamente, os preceitos gramaticais. 30
É bom lembrar que nunca se coloca o hífen
da partição silábica abaixo da última sílaba, mas
ao lado da sílaba. Tanto texto manuscrito como
digitado. Deve ser:
~s-I
sim
e não as/
sim
Igualmente se pode fazer uso dos recursos dos programas de computador
que se utilizam da possibilidade de hifenizar as separações, ou não permitir que
elas aconteçam, mantendo todas as palavras inteiras na página. É claro que, ao
justificar o texto, novamente, deve-se atentar para o detalhe de o espaçamento
entre as palavras não ficar exagerado. Aconselha-se que o espaço entre as
palavras não ultrapasse o equivalente ao espaço de três letras, como dissemos
acima.
28 Ver mais informações no Capítulo 4 - Paginação, pág. 27.
29 Recurso chamado de "Justificar" no Word, nos microcomputadores.
30 Ver mais informações no Capítulo 33- Pronto Socorro Gramatical, pág. 182.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 22
Observe-se a representação gráfica a seguir, ambas corretas:
TÍTUlOS
margem
alinhada
c-
M!H
Furasté
margem
não
A ABNT não faz nenhuma recomendação sobre a distância que devam
manter da borda superior os títulos que não possuem indicativo numérico.
São eles: Errata, Agradecimento, Lista de Ilustrações, Lista de
Abreviaturas e Siglas, Lista de Símbolos, Sumário, Introdução, Conclusão,
Referências, Apêndice(s), Anexo(s), Glossário.
Ela diz apenas que se coloque cada um desses títulos centralizado e em
nova página. Dessa forma, não havendo explicitamente nada a favor ou contra.
pode-se inferir que o espaço de 8 em da borda superior do papel, que sempre se
observou, ainda pode ser usado, Q!!, se assim for desejado, que se deixe apenas
os 3 em da borda, como em qualquer outra página de texto. Fica, então, a
critério do autor essa opção.
Mais uma vez, recomendamos combinar com o professor orientador a
forma a ser adotada.31
Qualquer que seja o espaço deixado da borda superior, o título deve
pe1manecer centralizado na linha. Quando se deixam os Sem da borda, separa-
se do texto por três linhas em branco. Quando se deixam os 3cm, deixa-se
apenas uma linha em branco.
Os títulos que recebem indicativos numéricos 32 devem ficar alinhados à
31 Em nossos exemplos, nesses casos, adotaremos sempre a distância de 8 em da borda superior.
" Sãotodas as divisões do texto que contêm as matérias consideradas afins na exposição ordenada do assunto.
São as diferentes seções do texto. A propósito: Introdução e Conclusão não são seções do texto, mas partes
do trabalho. Seção é a divisão de uma parte, são os capítulos e subcapítulos. Veja a esse respeito o que se diz
no capítulo 19 Seções e Alíneas, pág. 50, e, especialmente na pág. 52.
Furasté 23 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
esquerda, com o numeral separado por um único espaço. 33 Estes ficarão
distantes 3cm da borda superior.
Os títulos das seções secundárias em diante ficarão alinhados à
esquerda, como veremos logo adiante.
É oportuno lembrar, mais uma vez, que a letra a ser utilizada nos títulos,
sejam eles quais forem, deve ser a mesma e do mesmo tama nho que a utilizada
no corpo do trabalho. Não se deve alterar o tipo nem o tamanho.
Vejamos a disposição dos títulos e/ou elementos na página:
Títulos e/ou elementos
Capa .... .. .. ...... ........... .. ............ ... .. ... ........... .
Lombada ....................... ...................... .. ... .
Folha de rosto ........ ... .. ...... ...... .. ...... ...... .
Errata ...... .. ..................................... ......... .
Folha de aprovação ...................... ...... .. .
Dedicatória ............. .... ... ............. .... ... .. .. .
Agradecimento .................. ......... ........... .
Epígrafe .... ............................. ................. .
Resumo em Língua Portuguesa ...... .... .
Resumo em Língua Estrangeira ......... .
Listas .... ...................... ..... ........ ... ......... .. .. .
Sumário .... ... ... ... ................ .......... .. .......... .
Introdução ... ........ ... .............................. . .
Seção primária ............. .. .. ..................... .
Seções secundárias ...... .. ........ .. ............ .
Seções terciárias ..... ..... .. .... ................. .
Seções quaternárias ..... .. .. .............. ..... .
Seções quinarias ........... ........................ .
Conclusão .... .. .......... ... ..... .. ... ......... ... .. .. .. . .
Referências ...... ................... .. ............... .. .
Glossário .................... .... .. .. ........... ........ .. . .
Apêndices ......... .. .. ....... .. ..... .......... ....... .... .
Anexos ..... ...... .. .. .......... .. .... .. ... .... ... .. ...... .. .
Índice ... ..... ... .. ... ... ....... .. ....................... : .. . .
variável
variável
variável
variável
variável
variável
variável
variável
Disposição na página
centralizado a Bem da borda superior*
centralizado a Bem da borda superior*
centralizado a Bem da borda superior*
centralizado a Bem da borda superior*
centralizado a Bem da borda superior*
alinhado à esq. a 3cm da borda superior
alinhado à esq. na sequência do texto
alinhado à esq. na sequência do texto
alinhado à esq. na sequência do texto
alinhado à esq. na sequência do texto
centralizado a Bem da borda superior*
centralizado a Bem da borda superior*
centralizado a Bem da borda superior*
variável
variável
centralizado a Bem da borda superior*
* Lembramos que é nossa opção esse espaço, conforme explicamos na página antenor.
33 NBR 6024:2003 , item 3.2.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 24 Furasté ·
ESPACEJAMENTO
Título dos capítulos {seções primárias)
Os títulos de início de capítulo, como já dissemos, devem estar distantes
3cm da borda superior do papel e alinhados à esquerda, sempre em página
ímpar.
Os títulos devem ser separados do texto que vem em seguida por uma
linha em branco. 34
Titulos dos subcapítulos {seções secundárias em diante)
Os . títulos das seções secundárias (subseções) em diante devem estar
alinhados à esquerda. Deve-se deixar uma linha em branco entre o título da
seção e o texto anterior bem como do texto que o sucede .35 Portanto, segue na
mesma página.
!Entre as linhas do texto
O espacejamento entre as linhas do texto do trabalho é o espaço 1,5. 36
!Entre parágrafos
A ABNT 37 diz que todo o texto deve ser digitado em espaço 1,5. Isso
significa que, inclusive os parágrafos devem ser separados uns dos outros por
apenas um espaço l,S, .a exemplo do restante do texto.
Portanto, não se deixa linha em branco entre os parágrafos.
Entre as linhas de citações longas, notas, legendas, referências,
resumos, obras consultadas ou rodapé
Em citações longas, notas de qualquer natureza, referências, resumos (em
vernáculo ou língua estrangeira), legendas das ilustrações e das tabelas, natureza
do trabalhos, obras consultadas ou notas de rodapé o espaço deve ser o
simples.38
INÍCIO DE PARÁGRAFOS E CITAÇÕES
Cada parágrafo do texto deve ter seu miCIO com uma entrada
aproximada entre lcm e l,Scrn da margem esquerda, ou o equivalente a um
34 A NBRl4724:2011, item 5.2.2, diz que os títulos das seções primárias e das subseções "devem ser separados
do texto que os precede ou que os sucede por um espaco de entrelinhas de 1 5." Isso equivale a dizer que
se deve deixar uma linha em branco.
35 Ver nota anterior.
36 NBR l4724:20ll, item 5.2.
37 NBRI4724:2011, item 5.2.
38 NBRI4724:2011, item 5.2.
Furasté 25 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
toque na tecla T AB 39 no computador. Esse distanciamento da margem não é
rígido, porém é GRAMATICALMENTE indispensável, seja no texto em si
seja nas citações.
As citações longas devem ser localizadas com entrada de 4cm da margem
esquerda, mantendo a exigência do lcm I l,Scm (ou um TAB) para o início de
parágrafo.
Esquematicamente, podemos representar uma página de início de capítulo
da seguinte maneira (observem-se as distâncias assinaladas):
número da página 2cm da borda
~ "" superior
Titulo do Capitulo espaço de 3crií"'da borda superior "-:., :~
alinhado com a --~ W i# ';t ;;p! " ......._!--- 2cm da borda
margem direita
espaço 1,5
entre as linhas
margem de 3cm -~
parágrafo a 1,5cm <L-----;:,
r----
citação a 4cm ·--~-----------§§~~ de re-entrada, escrita com
espaço simples
entre as linhas,
LETRA
MENOR e
SEM ASPAS
traço d:_ 3 em
~t- margem de 2cm
----...L.-~-
rodapé com espaço -~-~::::::::::::;::::~~;L_L margem de 2cm
simples entre as linhas
39 A tecla T AB no computador pode variar de I ,25cm e I ,5cm. Essa não é urna medida rigorosa.
Normas T écnicas para o Traball1o Científico 26 Furasté
Selecionamos uma página comum de um trabalho para visualizar melhor:
3cm
2cm
número da página ---1>-
feita mensa mente, as análises em tomo das taxas tendem a comprar suas variações
3cm
1----~ mês a mês. Em decorrência, os fatores sazonais são levados em consideração,
fazendo com que o leitor perca a dimensão do fenômeno no tempo e fique com a
impressão de que as oscilações da taxa, no decorrer do ano, indiquem uma
diminuição real do nível de desemprego. ' ----1 chamada para o rodapé
citação a 4cm de
re-entrada, escrita
com espaço
simples entre as
linhas, LETRA
MENOR e SEM
ASPAS
1,5cm
~ A PME do IBGE não se constitui uma pesquisa sobre emprego/desemprego
adequada na análise das peculi<1ridades inerentes ao mercado de trabalho
brasileiro, visto que a PME, ao adotar os mesmos critérios e conceitos utilizados
nos Censos Dernognificos e na PNAD, traz dentro de si ns mesmas limitações e
críticas desses levantamentos, aliadas às restrições da própria PME, já
anteriom1ente apontadas (BRAGA, 1937, p. 73).
'pontuação fora dos parênteses
numeral · 2.1 EMPREGO E DESEMPREGO _ __,,___,--__ _ letras versais, sem negrito
separado ~
por ~
apenas um
espaço
alinhado
na
margem
letras minúsculas e negrito
1,Scm ...-"' Finalmente implantada em 1984 pela Fundação Sistema Estadual de Análise
de Dados (SEADE) a PED propõe-se aelaborar um levantamento conjuntural de
/emprego e desemprego n Estado de São Paulo.
espaço--
1·5 Portanto não se poderia deixar de analisar um outro ângulo, já que a nova
entre
as
linhas
e entre
os
pará-
grafos
perspectiva que se abre, vislumbra a possibilidade de se obterem dados mais precisos
e mais dinâmicos para as pesquisas que serã() feitas a partir da base de da1os
implantada com todos os aparatos técnicos do mercado e adotados pelo setor.
filete com 3cm de extensão
1 Uma maneira simples de contorn ar os problemas consiste em comparar a taxa de cada mês com a do
/
mesmo mês do ano anterior, pois elimina a dificuldade envolvida na variação sazonal do índice,
quando analisado de um mês para o outro.
espaço simples
entre as linhas 2cm
Furasté 27 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
4 PAGINAÇÃO
Todos os trabalhos científicos devem ter suas páginas numeradas
sequencialmente, em algarismos arábicos inteiros; a partir da primeira página da
parte textual, a 2cm das bordas. 40 Quando o trabalho for digitado no anverso
(frente) e verso da folha, a numeração das páginas deve ser colocada:
a) no anverso: no canto superior direito;
b) no verso: no canto superior esquerdo.
Se for usado apenas um lado da folha (anverso), a numeração será
colocada no canto superior direito.
só NO ANVERSO: I '
I
I
I
INTii.ODtiÇÃO
NO ANVERSO E NO VERSO:
contadas, mas
não paginadas
40 NBR 14724:2011, item 5.3.
* ~c t · d' ·
"'?" an o supenor ne1to
* +--t----1f--_,~ a 2cm das bordas
* -1--1--t--t_,. superior e direita.
Canto superior
direito, 2cm das
bordas
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 28 Furasté
Todas as páginas do trabalho devem ser contadas. Inicia-se a contagem
pela folha de rosto, porém a numeração só passa a ser colocada (escrita) a
partir da primeira página da parte textual (que corresponde à introdução do
trabalho), em algarismos arábicos.41
Então, nas páginas anteriores à Introdução, não aparecem os números,
nem mesmo romanos, corno antigamente se fazia. Essas páginas são apenas
contadas.
Deve ficar claro que a contagem inicia na folha de rosto e que a capa42
não entra na contagem das páginas.
Exemplo de paginação apenas no anverso
*
'*
Introdução ao final do
trabalho - todas as páginas
contadas e numeradas.
Folha de Rosto, Folha de Aprovação, Dedicatória,
Agradecimento, Resumo, Abstract, Listas e Sumário
- são folhas que são contadas. mas não são numeradas.
capa- não entra na contagem
Se houver anexo(s) ou apêndice(s), suas pagmas serão igualmente
numeradas de maneira que deem sequência à numeração do trabalho.43
Só não serão numeradas se possuírem uma estrutura física diferente das
páginas do trabalho, taís como cópias de páginas de outra publicação,
formulários, mapas, fôlderes e/ou já possuírem uma paginação própria.
41 NBR 14724:2011, item 5.3.
42 Qualquer que seja o tipo de capa.
43 NBR 14724:2011 , item 5.3.
,.
-~
Furasté 29 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
5 ESTRUTURA DO TRABALHO CIENTÍFICO
TESES,
DISSERTAÇÕES
E A
TRABALHOS ACADEMICOS 44
Os trabalhos científicos possuem uma estrutura composta por elementos
(partes) definidos que devem obedecer a uma ordenação sequencial lógica
preestabelecida. Alguns desses elementos são considerados essenciais e outros
opcionais. Os opcionais, como o nome indica, não são obrigatórios na
apresentação do trabalho, sendo, portanto, dispensáveis. Lell}bramos que essa
estrutura é estabelecida pela ABNT e não deve ser ignorada. 4)
Teses, dissertações e trabalhos acadêmicos possuem uma estrutura que
compreende duas partes, uma externa e outra interna.
A parte externa é composta pela capa e pela lombada.
A parte interna compõe-se, basicamente, de três elementos:
a) ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS,46 que são aqueles que antecedem o
corpo do trabalho, propriamente dito, com informações que ajudam na
identificação, fmalidade e utilização do trabalho;
b) ELEMENTOS TEXTUAIS, que é o corpo do trabalho, onde se faz a
exposição da matéria e deve ter, fundamentalmente, três partes: a
Introdução, o Desenvolvimento e a Conclusão;
c) ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS, aqueles que complementam o
trabalho e aparecem após o corpo propriamente dito ;
Temos, então:
44 Ver Relatórios de Estágio, pág. 121 ; Relatório Técnico e ou científico, pág. 127; Projeto de Pesquisa,
Pré-projeto/Anteprojeto, pág. 138 e Artigo Científico ("Paper"), pág, 147.
" NBR 147?4·2011 item 4
46 É bom le;_b~ar q~e, na p~ginação, esses elementos pré-textuais são contados, mas não numerados.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 30
PARTE EXTERNA
Capa (obrigatório)
Lombada (opcional)
PARTE INTERNA
ELEMENTOS PRÉ~ TEXTUAIS
F(llha de rosto (obrigatório)
Errata (opcional) .
Folha de apr'ovação (obrigatório)
Dedicatória (opcional)
Agradecimentos (opcional)
Epígrafe · (opcional)
Resumo em língua portuguesa (obrigatório)
Resumo em língua estrangeira · (obrigatório)
Lista de ilustrações (opcional)
Lista de abreviaturas e siglas (opcional)
Lista de símbolos (opcional)
Sumário (obrigatório)
ELEMENTOS TEXTUAIS:
Introdução
Desenvolvimento
Conclusão
ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS:
·Obras consultadas (obrigatório) 47
Glossário (opcional)
Apêndice (opcional)
Anexo (opcional)
Índice (opcional)
Furasté
47 Obras consultadas é um elemento obrigatório que a ABNT chamou apenas de referência. Porém, para não
se confundir com as Referências realizadas no decorrer do Trabalho, deve-se optar pelo título Obras
Consultadas.
'· f
Furasté 31 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
Esquematicamente o trabalho deve ficar assim:
..------------------:7 ------- 1 Capa
.-~--::;?" --------- 2 Folha d!5'! rosto
..,c:.:_,_---------------- -------- 3 Errata
--------- 4 Folha de aprovação
--------- 5 Dedicatória
--------- 6 Agradecimentos
--------- 7 Epígrafe
--------- 8 Resumo em língua portuguesa
--------- 9 Resumo em língua estrangeira
--------- 10 Listas
------- 11 Sumário
--------- 12 INTRODUÇÃO
} 13 DESENVOLVIMENTO
.L.:,...-----------~ ~:....__----:7' ---------- 14 CONCLUSÃO
---------- 15 Obras consultadas
L..--=-~----------~ ..---~ ---------- 16 Glossário
---------- 17 Apêndice
------~--- 18 Anexo
.----:::7 .......... . 19 Índice
* Há, ainda, a lombada, que é opcional.
Observações:
o Os elementos numerados de 1 a 11 são os pré-textuais (não paginados);
" Os elementos 12, 13 e 14 são os textuais (paginados);
• Os elementos 15 a 19 são os pós-textuais (paginados).
6 CAPA
A Capa é um elemento obrigatório 48 que serve para proteção externa do
trabalho. Na capa devem ser impressas apenas as informações indispensáveis
que servem para identificação do trabalho, da mesma maneira que são
apresentadas na folha de rosto.
Há diferentes tipos de capa:
a) capa padronizada pela instituição: a instituição estabelece um tipo de
capa que deve ser adotado por todo e qualquer trabalho em seu
âmbito;
b) capa dura: nome dado à capa feita de percaline com os dados gravados
à semelhança de um livro;
48 A NBR 14724:2011 , item 4, estabelece como obrigatórios: Capa, Folha de Rosto, Folha de Aprovação,
Resumo em língua vemácula, Resumo em Língua Estrangeira, Sumário, os elementos textuais e Referências.
Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 32 Furasté
c) brochura: feita com cartolina, ou com uma folha mais espessa;
d) capa plástica, transparente, também chamada de capa témúca, que
dispensa a gravação dos dados.
As informações da capa devem ser apresentadas na seguinte ordem:
a) nome da Instituição (opcional);
b) nome do Autor;
c) título do Trabalho;
d) suqtítulo (se houver);
e) número do volume (se houver mais de um);
f)local (cidade onde se entrega o trabalho);
g) ano da entrega:
A ABNT não estabelece as distâncias desses elementos, por essa razão
manteremos as distâncias consagradas pela tradicão. Não há nenhum rigor
nessas distâncias - não há, portanto, necessidade de as bancas usarem
'reguinhas' para verificá-las:
a) nome da instituição (opcional) - centrado, em letras maiúsculas, em
negrito, a ±3cm da borda superior, tamanho 12 a 14;
b) nome do autor- centrado, em letras maiúsculas, em negrito, a ±Sem
da borda superior, tamanho 12 a 14;
c) título do trabalho- centrado na página, horizontal e verticalmente, em
letras maiúsculas, em negrito, tamanho 12 a 14;
d) subtítulo (se houver) - centrado, em letras maiúsculas, negrito, na
linha seguinte, espaço simples, tamanho 12;
e) número do volume (se houver mais de um) - centrado, em letras
maiúsculas, negrito, na linha seguinte, espaço simples, tamanho 12;
f) local (cidade onde se entrega o trabalho) - centrado, em letras
minúsculas, a ±25 em da borda superior, tamanho 12;
h) ano da entrega - centrado, em letras minúsculas, na linha seguinte,
espaço simples, tamanho 12.
Lembramos que essas distâncias não foram estabelecidas pela ABNT -
elas são meras sugestões, razão pela qual não se deve ter um rigor extremo nas
medidas sugeridas, especialmente se a Instituição pede que seja colocado o seu
logotipo encabeçando a capa. Se isso acontecer, devem ser colocados, o nome
da Instituição e o do aluno, mais para baixo alguns centímetros, sem, no entanto
alterar a posição dos demais elementos.
Furasté 33 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
Vejamos um exemplo:
a)± 3cm ------+-----+ FACULDADES RIO-GRANDENSES
b) ±Sem-----+-----+
c) centrado na página ---t--1>
d) uma linha após
e) uma linha após
f) ±25cm Porto Alegre
g) uma linha após 2013
., Todas as medidas são distâncias da borda superior.
7 LOMBADA
É um elemento opcional. Os dados da lombada, conforme a ABNT,49
devem ser:
a) nome do autor, que deve se lido do alto para o pé. Essa disposição
permite que seja lido quando o livro estiver deitado, com a face para
cima;
b) título do trabalho, disposto da mesma forma;
c) elementos de identificação do volume (se houver).
49 NBNr 14724:2011, item 4.1.2. e NBR 12225.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 34 Furasté
Exemplo:
ATENÇÃO:
Claro está que, mais uma vez, o bom senso deve estar presente.
Alguns Trabalhos não possuem espessura suficiente para ter uma LOMBADA, e
como a ABNT não faz menção a isso, é preciso um entendimento do autor e seu
orientador para saber a partir de que espessura deve-se colocar ou não.
Por essa razão, é um elemento opcional
Furasté 35 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
8 FOLHA DE ROSTO
Para todos os Trabalhos, a Folha de Rosto é um elemento obrigatódo e
deve conter todos os dados necessários para a sua identificação.
A ABNT estabelece quais são os dados que devem ser indicados e
apresenta a ordem (sequência) de sua colocação. Não faz menção a medidas,
espacejamento nem a tamanho de letras,50 porém, baseados na bibliografia
existente, na tradição e na prática exaustiva, sugerimos a seguinte distribuição :
a) nome do autor - a ±Sem da borda superior, centrado, em negrito e
letras maiúsculas, tamanho 12 a 14;
b) título principal do trabalho - a ±llcm da borda superior, centrado,
em negrito e letras maiúsculas, tamanho 12 a 14;
c) subtítulo (se houver) - uma linha abaixo do título, espaço simples;
centrado, em negrito e letras maiúsculas, tamanho 12 a 14,
precedido de dois-pontos no título;
d) número do volume (se houver mais de um) - uma linha abaixo do
subtítulo, espaço simples, centrado, letras minúsculas, tamanho 12;
e) a ±17cm da borda superior, do centro para a direita, em letras
minúsculas, tamanho 12, deve constar a natureza do trabalho (tese,
dissertação, trabalho de conclusão ... ), o objetivo do trabalho
(aprovação na disciplina, formação no curso, grau pretendido), o nome
da Instituição (Universidade, Centro, Instituto ou Faculdade; e a área
de concentração (disciplina ou matéria);
f) nome do(s) orientador(es) (e do co-orientador, quando houver) - a
±22cm da borda superior, centrado, letras minúsculas, tamanho 12;
g) local (cidade) da Instituição - a ±25cm da borda superior, centrado,
letras minúsculas, tamanho 12;
i) ano de entrega - uma linha abaixo, espaço simples, centrado, em
letras minúsculas, tamanho 12.
50 A ABNT, em sua NBR 14724:2005, item 5.1, afirmava que .. o projeto gráfico é de responsabilidade do autor
do trabalho ... A ABNT retirou essa afirmação na atualização de 2011, mas fica implícito que ainda se deve
ter em mente que toda responsabilidade é do próprio autor. Lembramos novamente que as distâncias são
sugestões e aproximadas, não deve haver rigor nesse sentido.
Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 36
I
l a)±Scm I AUGUSTO CARVALHO DA SILVA
b)±11 em
-------
. O TEMPO E O LUGAR NO ROMANCE DE 1930
c} linha seguinte
. LENDAS E HISTÓRIAS
d) linha seguinte Volume 4
Da metade para cima - MAIÚSCULO e NEGRITO I Da metade para baixo - minúsculo, sem destaques
{ Dis'sertação e} ±17 em da borda de Mestrado em Literatura _Brasileira para a obtenção do titulo de Mestre superior, em Literatura Universidade Federal do Rio do centro para a G~ande do Sul Centro de Pós-Graduação e direita Pesquisa Faculdade de Filosofia e Letras
Literatura Contemporânea
t)±22cm Orientadora: Clarissa de Borba Henn
j)±25cm Porto Alegre
I} linha seguinte 2013
Furasté
I
'
I
Furasté 37 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
9 FICHA CATALOGRÁFICA
Elemento obrigatório. No verso da folha de rosto deve haver a ficha
catalográfica, preparada de acordo com o código de catalogação anglo-
americana (CCAA2), em vigor. Ela compõe a folha de rosto, isto é, ela é
considerada como um elemento que faz parte da folha de rosto.
Deve-se sempre solicitar a uma bibliotecária que realize essa tarefa. Aliás
é dever da Instituição colocar à disposição esse profissional para realizar essa
tarefa, sem ônus, para o aluno.
Cl73i
77-0482
F983
Câmara Jr., Joaquim Mattoso, 1904 - 1970
Manual de Expressão Oral e Escrita (por) J. Mattoso
Câmara Jr. 4.ed. Petrópolis: Vozes, 1977. 160 p.
I. Comunicação Oral 2. Linguagem e Línguas
I. Título
o
Furasté, Pedro Augusto .
Normas Técnicas para o Trabalho Científico.
Explicitação das Normas da ABNT. 17.ed.
Porto Alegre: Dáctilo-Plus, 2013.
o
CDD 001.4
CDU00l.81
Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 38 Furasté
10ERRATA
Elemento opcional. A Errata é um recurso previsto na ABNT 51 e não se
constitui em nenhum demérito para o autor, nem repercute em sua avaliação,
uma vez que se destina a pequenos reparos relativos à apresentação fisica do
trabalho em si (à datilografia, a erros ortográficos, omissões, trocas) e não ao
conteúdo propriamente dito.
Hoje em dia, com os avanços dos modernos editores de textos e seus
recursos, a errata está sendo cada vez menos utilizada. Mas, se for o caso de se
necessitar, ela pode ser feita numa folha avulsa ou encartada, acrescida ao
trabalho depois de impresso, com dimensões reduzidas ou não, colocada logo
após a folha de rosto, contendo a indicação da página 52 e da linha onde se
encontra o problema, além da indicação: onde se lê, para o que está errado, e
leia-se, para o que deve ser o correto.
ERRATA
pág. linha Onde se lê:··· Leia-se:
15 23 Frustação frustração _
26 18 2030 . 2003
35 12 revindicar reivindicar
46 27 caiu um tombo levou um tombo
55 20 Bicabornato de sódio bicarbonato de sódio
78 23 Trouxxemos trouxemos
120 19 pediu dele pediu para ele
243 34 preoculpação preocupação
256 23 ·nada é facio nada é fácil
349 12 Tranqüilo tranquilo51 NBR 14724:201 1,item 4.2.1.2.
52 A ABNT manda que se indique a folha, mas vê-se que, visivelmente, se confundiu FOLHA com PÁGINA.
Deve-se, indicar, na verdade, a página onde se localiza o erro, uma vez que há paginação.
~··
Furasté 39 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico
11 FOLHA DE APROVAÇÃO
Elemento que se tomou obrigatório em todos os trabalhos científicos a
partir da atualização da ABNT em agosto de 2001,53 deve ser colocado logo
após a folha de rosto .
A folha de aprovação deve conter:
a) nome do autor (ou autores) do trabalho;
b) título (por extenso) e subtítulo (se houver);
c) natureza do trabalho;
d) objetivo visado pelo trabalho;
e) nome da instituição a que o trabalho é submetido;
f) área de concentração;
g) data da aprovação;
h) nome, titulação e assinatura dos componentes da banca examinadora e
Instituições a que pertencem.
A ABNT esclarece que a data de aprovação e as assinaturas dos
componentes da banca examinadora devem ser colocadas após a aprovação do
trabalho.
Não são fornecidos maiores detalhes quanto à forma que essa página deve
ter, nem quanto a outras informações adicionais que os orientadores, via de regra,
colocam. Deduz-se, então, que as Instituições e/ou os orientadores têm liberdade
de redigir essa folha da maneira que lhes convier, desde que façam constar os
itens exigidos pela Norma.
53 Consta, hoje, na NBR 14724:2011, item 4.2.1.3.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 40
AUGUSTO CARVALHO DA SILVA
O TEMPO E O LUGAR NO ROMANCE DE 1930
LENDAS E HISTÓRIAS
Dissertação de Mestrado em Literatura Brasileira para a obtenção
do trtulo de Mestre em Literatura Universidade Federal do Rio
Bonito,! Centro de Pós-Graduação e Pesquisa Faculdade de
Filosofia e Letras, Literatura Brasileira
Banca Examín~dora:
Profa Ora. Clarissa de Borba Henn - CESMARS
Prof. Dr. Marcelo Gomes de Oliveira Canuto - CEUCAR
Profa. Ora. Heleonora Cabral dos Santos Andrade- CEUCAR
....... , ......................... ........... ... ; ................................... .
Prof. Dr. Orlandino Soares de Almeida- CESMARS
Conceito: ..... ...................... ....... .. ... .. .................... ...................... .. .. .
Rio Claro, .... . de ............. . . .. de ...
Este é apenas um exemplo de como pode ser elaborada a folha de aprovação.
Furasté Furasté 41 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
12 DEDICATÓRIA
É um elemento opcional. Caso o autor deseje, pode dedicar seu trabalho a
alguém que ele considere como importante, por motivos seus. Serve, também,
para expressar uma homenagem a um grupo de pessoas em função de
determinadas características. Deve ser colocada após a folha de aprovação.
É preciso, no entanto, evitar-se fórmulas e chavões sentimentaloides e
exageradamente piegas, para não cair no ridículo . Se for dedicado a mais de uma
pessoa, cuide-se para que não sejam em número muito elevado, para não diluir a
homenagem.
Exemplo:
Fica por
conta do
gosto do
autor, e
a seu
critério, a
forma, tipo
de letra,
moldura,
etc. dessa
página.
DEDICATÓRIA
Aos meus pais, ptl as :mgús cias c:
preocupações que: passaram por minh:t.
c:J.U S:l, por terem dedicado suas vidas a
mim, pelo amor, carinho e estimulo que
me ofereceram, dedico-lhes essa
conquista como gratidão.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 42
13 AGRADECIMENTOS
Elemento opcional. Pode-se agradecer a todas as pessoas e entidades que,
de uma for:ma ou de outra, colaboraram decisivamente na realização do trabalho.
O agradecimento deve ser breve, porém sincero, indicando, se quiser, o motivo
do agradecimento.
Exemplo:
O modo
de fazer
essa
página
fica a
critério do
autor:
forma, tipo
de letra,
moldura,
espaços,
etc.
AGRADECIMENTO
Agradeço a ajuda prestimosa de
minha orientadora, Marília, pela
paciência e carinho com que
sempre me acolheu;
A.,<>radeço a meus professores
que sempre souberam me
encaminhar nos estudos;
Agradeço a meus colegas pelo
apoio e pelo estímulo.
r
~-
Furasté 43 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
14 EPÍGRAFE
Também chamada de dístico. É um elemento opcional. Trata-se de uma
sentença, frase de efeito, um pensamento ou mesmo uma gravura, um poema ou
um trecho de um texto que se relacione intrínseca ou extrinsecamente com o
conteúdo do trabalho ou com quaisquer fatos ou situações relacionados com seu
desenvolvimento. Também pode ser colocada uma epígrafe nas folhas de
abertura de cada capítulo.
O autor faz
como
desejar.
Pode ser um
pequeno
texto, uma
frase, enfim,
algo
relacionado
com o tema
do trabalho.
É preciso ousar para dizer cientificamente que
estudamos,
aprendemos,
ensinamos, .
conhecemos nosso corpo inteiro.
Com sentimentos,
com as emoções,
com os medos,
com a paixão e também com a razão
crítica.
Jamais com estas apenas.
É preciso ousar para jamai~ dicotomizar o
cognitivo do emocional.
Paulo Freire
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 44 Furasté
15 RESUMO EM LÍNGUA PORTUGUESA
Elemento obrigatório. 54 É o resumo em língua vernácula do trabalho de
que fala a ABNT. Trata-se da apresentação fie l, breve e concisa dos aspectos
mais relevantes do trabalho, apresentando as ideias essenciais, na mesma
progressão e no mesmo encadeamento que aparecem no texto. Deve exprimir,
em estilo objetivo, urna visão geral, ampla e, ao mesmo tempo, clara e objetiva
do conteúdo do trabalho e das conclusões a que se chegou. O resumo deve
ressaltar o objetivo, o método, os resultados e as conclusões do trabalho
Não se pode confundir resumo 55 com resenha. 56.
Existem quatro formas de resumo, 57 porém não vamos fazer menção às
suas diferenças, pois foge à finalidade desse livro.
No trabalho Científico, o resumo deve ser feito, em espaço simples,
inclusive entre os parágrafos. 58 O texto é urna sequência corrente de frases
concisas e não uma simples enumeração de tópicos. Deve-se usar o verbo na
voz ativa e na terceira pessoa singular. Logo abaixo, devem ser colocadas as
palavras representativas do conteúdo do trabalho, ou sejam, as palavras-chave
e/ou descritores, separadas entre si por um ponto e encerradas também por um
ponto.
Quanto ao tamanho, a ABNT59 recomenda que se use de 150 a 500
palavras nos resumos de relatórios técnico e/ou científicos e trabalhos
acadêmicos (teses, dissertações, monografias, trabalhos de conclusão de curso e
outros); de 100 a 250 palavras em artigos de periódicos e de 50 a 100
palavras para os destinados a indicações breves.
Vejamos um exemplo:
54 NBR 14724:2011, item4.2.1.7.
55 Veja-se a definição de Resumo Crítico no Vocabulário Básico, pág. 159.
56 Veja, no Anexo B, como se faz urna Resenha, pág. 231 .
57 Conforme a ABNT, NBR 6028 :2003: Resumo indicativo; Resumo informativo; Resumo informativo/indica-
tivo; Resumo crítico.
58 A ABNT sugere que se evite uso de parágrafos -o texto deve seguir uma sequência única. Sugere igualmente
que sejam evitadas frases negativas, símbolos, contrações não usuais, fórmulas, equações, diagramas. Se seu
emprego for absolutamente imprescindível, devem ser definidas na primeira vez que surgirem.
59 NBR 6028:2003, item 3.3.5.
h.
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~
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......
,.
" ~
t
' '· t
r
Furasté
O Resumo em
Língua
Vernácula
recebe o título
de RESUMO,
apenas.
Espaço
simples
entre as linhas
Deve trazer o
essencial para
que se saiba
de que trata o
trabalho.
Lembre-se:
nunca
ultrapasse o
número exigido
de palavras.
45Normas Técnicas para o Trabalho Científico
Bem da borda
RESUMO
~
3linhas
em branco
Este trabalho apresenta os procedimentos técnicos
empregados na tradução. Assim, temos a definição de tradução e seus
diferentes tipos, exemplos e tentativa de tradução automática, através de
máquina de traduzir. Depois, temos os procedimentos técnicos com
definições e exemplos. Faz-se menção à qualidade das traduções e
coloca-se sugestões para melhorá-las. E uma tentativa de dar uma
ampla visão do assunto tradução, sem se enveredar apenas por um só
caminho, mas mostra-se também as diferentes opções existentes.
Palavras-chave:Tradução. Tradução automática. Definições.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 46 Furasté
16 RESUP/10 EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
Elemento obrigatório.60 É a versão do resumo em língua vemácula para
um idioma de divulgação internacional, inclusive das palavras-chave e/ou
descritores. Deve ser, igualmente, digitado ou datilografado em espaço simples,
inclusive entre os parágrafos. Mantém a exigência do número de palavras.
Dá-se o título de Abstract, no inglês, Resumen, no espanhol e Résumé,
no francês . A escolha do idioma para se fazer o resumo em língua estrangeira
dependerá das fmalidades e dos objetivos do próprio trabalho.
<-·~
-~
Deve ser seguido das palavras representativas do conteúdo do trabalho, ou ll'
sejam, as palavras-chave e/ou descritores, na língua estrangeira, separadas entre
si por um ponto e encerradas também por um ponto. No inglês: keywords; no
espanhol: palabras clave e no Francês: mots-clés.
O Resumo em Língua
Estrangeira pode ser
feito em qualquer
idioma, dependendo
da finalidade do
Trabalho.
Em geral, é feito em
inglês.
Espaço simples
entre as linhas.
Segue as mesmas
normas que o
Resumo em Língua
Vernácula.
60 NBR14724:20!1 , item 4.1.10.
Sem da borda
ABSTRACT
.,..___ 3 linhas em branco
This paper presenls lhe technical procedures used in
lhe acl of translatlng. Thus, we have here lhe definitlon of
wtranslation" and ils dlfferent klnds, examples and attempts
of automatic translatlon, by means of translatlng machines.
Aftef that, we have lhe technical procedures with definitions
and examples. We mention lhe quality of translatlons and
suggest how to 1m prove them. lt's an experiment for giving
a w!de vlsion of the subject ~translalion", without choosing
only one path to follow, but showing that there are also
other ditferent options. ;
Keywords: Translation. Automatic translation. Definition.
j•
Furasté 47 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
17 LISTAS
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
Elemento opcional colocado antes do surnano. Deve conter, na ordem
em que aparecem no texto, a identificação do elemento, seu título e paginação,
como num smnário, para facilitar sua localização. Cada tipo de ilustração pode
ter sua lista própria (dependendo de sua extensão) - quadros, lâminas, plantas,
fotos, gráficos, organogramas, fluxogramas, esquemas, desenhos, croquis ...
LISTA DE TABELAS
Elemento opcional, colocado antes do sumano, que traz cada item
designado pelo seu título, apresentado na ordem em que surgem no decorrer
do trabalho, acompanhado da respectiva página, como ocotTe num sumário.
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
Elemento opcional, colocado antes do sumano, que deve trazer a
relação, em ordem alfabética, das abreviah1ras e/ou siglas que foram utilizadas
no texto do trabalho com sua significação por extenso ao lado. A ABNT
recomenda uma lista para abreviaturas e outra para siglas, quando forem muito
extensas. Quando aparecem pela primeira vez no texto, a forma completa do
nome precede a sigla que vem colocada entre parênteses.61
LISTA DE SÍMBOLOS
Elemento opcional, colocado antes do sumário, que deve trazer a relação
dos símbolos que foram utilizadas no trabalho com sua significação por extenso
ao lado. Os símbolos devem ser apresentados na ordem em que aparecem no
decorrer do texto .
1·-~~.
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
Planta da enfermaria ........... ...•... 17
Planta da oficina .... ....... .............. 25
Planta da cozinha...... .......... ..... ... 29
Planta do refeitório ... ... ................ 34
Vis ta lateral do prédio ......... 38
Vista frontal do prédio ..... ............ 41
61 Ver página 19. Ver também pág. 208.
Exemplo de lista de tabelas:
l 3 linhas em branco _j LISTA DE ABREVIATURAS
..,.
cal. - catálogo
cit.- citado
caL - coleção
doc. - documento
gloss. - glossário
grav.- gravado
lncl. - induso
org. - organizado
obs.- observaç.ao
publi. - publicado
ver.- revisado
. I
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 48 Furasté
18 SUMÁRIO 62
A fmalidade do Sumário é dar uma visão geral do Trabalho e facilitar a
localização dos assuntos, apresentando das secões primanas até as
guinárias.63 O Sumário deve conter os indicativos numéricos de cada seção,
alinhados à esquerda, com os títulos das seções alinhados pela margem do
título do indicativo mais extenso e o algarismo relativo à paginação, separados
por uma linha pontilhada. Outrossim, lembramos que a NBR6027/2013 apenas
r ecomenda esse alinhamento, o que conh·aria a norma NBR14724/2011, no
item Indicativos de seção, que orienta que o Indicativo Numérico de uma seção
deve ser separado apenas por um espaço de seu título. Fica, portanto, a critério
do autor do trabalho, ouvido seu orientador, o que fazer, já que há choque nas
detenninações das duas normas.
O Sumário deve ser o último elemento pré-texhtal. Se houver mais de um
volume, deve-se colocar o Sumário de toda a obra em cada um dos volumes para
que se possa ter uma visão completa de seu conteúdo. 64
Convém lembrar que, em inúmeros trabalhos, vê-se chamado de Índice
aquilo que é Sumário e vice-versa. Só se pode chamar de Índice quando
ultrapassar a indicação das seções para além das quinárias. O Índice é o
detalhamento pormenorizado dos assuntos, nomes de pessoas, nomes
geográficos, acontecimentos, datas e outros elementos que o autor deseja
salientar, com a indicação de sua exata localização dentro do texto. Como
consequência disso; temos Índice de Assunto, Índice Cronológico, Índice
Onomástico e outros. O Sumário é meramente informativo enquanto que o
Índice é explicativo.
Mas atenção: não se devem colocar os elementos pré-texhmis no
Sumário. 65 O Sumário, portanto, será iniciado com a Introdução.
Espacejamento no Sumário
O espacejamento entre as linhas do Sumário deve ser simples. Porém,
entre uma seção e outra, deixa-se uma linha em branco.
Destaque
Deve haver um destaque entre os itens que se subordinam no Sumário . Os
destaques a serem dados serão os mesmos dados no deconer do corpo do
trabalho, 66 ou sejam:
62 NBR 6027:2013.
63 A NBR 6027:2003 determinava que se colocassem apenas até a seção terciária. Alterada em 11 de janeiro de
2013, passou a exigir que sejam indicadas todas as seções, ou seja, até a seção quinária.
64 NBR 14724:2005, item 4. J.l 5.
65 NBR 6027:20 13, item 6.3 .
6õ A NBR 6027:2013 , item 6.2 diz que a subordinação dos itens do sumário deve ser destacada com a mesma
apresentação tipográfica utilizada nas seções do texto.
Furasté 49 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
a) seções primárias: letras maiúsculas e negrito;
b) seções secundárias: letras maiúsculas;
c) seções terciátias: letras minúsculas e negrito;
d) seções quaternárias: letras minúsculas, sem qualquer destaque;
e) seções quinárias : letras minúsculas e itálico.
1 MAIÚSCULO e NEGRITO
1.1 SÓ MAIÚSCULO
1.1.1 Minúsculo e negrito
1.1 .1.1 Minúsculo
1.1.1.1 .1 Minúsculo e itálico
Como foi dito, agora, os títulos das seções, podem ser alinhados pela margem
do título do indicativo mais extenso. 67
~espaços
Não se numera
a
INTRODUÇÃO
Uma linhaem branco
8 em da borda
SUMÁRIO --» negrito, versa!, centrado
INTRODUÇÃO ..........••........................•..... ........ ...... 8
ENTENDENDO O FRANCHISING .... .............. .... ...•. 9
O FHANCH!SING NO BRASIL ......... .......... ............. 12
CONCEITUANDO O FRANCHISING ........ .... ..........• 14
Sistema Americano ..... ....... ........................ ........... 18
Sistema Europeu .. ........... ............... .. ..................... 20
Espaço simples -+--~1 .2.2.1 Sistema Europeu do Leste ... ... ... ....... ...... .. .... .... .. ... . 23
1.2.2.1.1 Nórdicos ...... ............ .. .. .. .. ...... ... .. .. ......•...... .. ........... 24
Todas as
SEÇÕES
grafadas como
no corpo do texto
Esses títulos não
são numerados
porque são
PARTES do
trabalho e não
SEÇÕES do texto
3cm
1.2.2.1.2 Escandinavos ............. .. ..... ... . :.......... .............. ... ..... 24
1.2.2.2 Sistema Europeu do Oeste ....................... .. ..... .. ...... 25
1.3 TI~OS DE FRANCHISING ............... ...... .. ...... ... .....• 26
1.3.1 Tipo Aberto........... ................................................. 29
1.3.2 Tipo Fechado ......... ...... ................ ...... ....... ............. 32
1.4 VANTAGENS E DESVANTAGENS ..•...................... 37
2 O FRANCHISING NO BRASIL .... ............................ 44
2. 1 O INÍCIO NO BRASIL ..... ... ............ ............ .............. 47
2.2 AS MAIORES FRANQUIAS ............ .... ........ ............. 51
. 2.3· PERSPECTIVAS DE CRESCIMENTO ....... ........... ... 55
3 CAPITAL E SEGURANÇA ........ ....... ..... ...... .. .. ..... ... 65+----l
3. 1 SEGURANÇA NO SISTEMA ....... .......... ... ....... ... ..... 70 2 em 3.2 FALHAS PREVISÍVEIS ... ..... ............. ... ................... 78
CONCLUSÃO .................. ........................ ..... ...... .. .. 85
OBRAS CONSULTADAS ............ ........... ................ 94
APÊNDICES ... ........ ......... ....................................... 100
ANEXOS •.•....•............ ... ... ..................•......... ..... ..... 112
i
67 NBR 6027:20 13, item 5.1 e NBR 6024:2003, item 3.2.
Algarismos alinhados
na margem direita
Normas Técnicas para o Traballio Científico 50 Furasté
19 SEÇÕES E ALÍNEAS
Os capítulos são chamados pela ABNT de seções primárias e podem ser
divididos e subdivididos em seções secundárias, terciárias, etc. A ABNT
sugere que não se exagere nas subdivisões, jamais ultrapassando a quinária.
TÍTULOS DAS SEÇÕES
Deve-se adotar a numeração progressiva para as seções do texto com
algarismos arábicos. As seções pri!fiárias devem ser iniciados em pág~na
nova, e ter seu título ALINHADO A ESQUERDA, separados do respectivo
numeral por apenas um espaço e a 3cm da borda superior do papel.
Com relação aos títulos que não possuem indicativo numérico, 68 a ABNT
não faz nenhuma recomendação sobre a distância que devam manter da borda
superior. Ela ·apenas recomenda que se coloque cada un: deles ~~ntralizado e
em nova página. Dessa forma, não havendo recomendaçao exphcita a favor ou
contra, pode-se inferir que o . espaço de 8 em da borda _superior d~ papel, que
sempre se recomendou, ainda pode ser usado, ou, se assim ~o~ desejado, qu~ se
observe apenas os 3 em da borda,. conio em qualquer outra pagma de texto. F_tca,
então, a critério do autor essa opç~o. Mais uma ~~z, recomendamo~ combmar
com o professor orientador a forma a ser adotada. Qualquer _que seja o. espaç7~ deixado da borda superior, o título deve permanecer centralizado na hnha.
Quando se deixam os Sem da borda, separa-se o título do texto por três linhas
em branco. Quando se deixam os 3cm, deixa-se apenas uma linha ~m branco.
Para se dar o devido destaque, não se ·deve aumentar o tamanho. da letra,
mas uti.Iizar-se apenas dos recursos de negrito, itálico e versal (também
chamado de caixa alta ou simplesmente letra maiúscula) . .
,bs títulos das seções secundárias {subseções) são alinh~dos à ~argem
esquerda e .<festacados gradativamente, usando-se de maneira racwnal os
recur130S disponíveis.
Vejamos como ficam os diferentes títulos e subtíhtlos : 71
68 São eles: Errata, Agradecimento, Lista de Ilustrações, Lista de Abreviaturas e. Siglas, Lista de Símbolos,
Sumário, Introdução, Conclusão, Referências, Apêndice(s), Anexo(s), Glossan o. .
69 Em nossos exemplos, nesses casos, adotaremos sempre a distância de 8 em da borda supen?r. . . . .
70 Repito para que a explicação fiq ue bem clara e não levante dúvidas. Como os latmos p diZiam: Repeltlto
mater studionun est. {A repetição é a mãe da sabedoria).
71 Observar que o destaque dado no Sumário e no Texto para as seções deve ser o mesmo.
Furasté 51 Normas Técnicas para o Traba lho Cientifico
1 SEÇÃO PRIMÁRIA· MAIÚSCULO e NEGRITO
1.1 SEÇÃO SECUNDÁRIA· SÓ MAIÚSCULO
1.1.1 Seção terciária - minúsculo e negrito
1.1.1.1 Seção quaternária- minúsculo e normal
1.1.1.1.1 Seção quinária - minúsculo e itálico
Todos os títulos de seções, primárias (1), secundárias (1.1), terciárias
(1.1.1) bem como as demais, se houver, devem manter o mesmo tamanho da
letra utilizada no texto. Deixa-se uma linha em branco entre os títulos das
seções e os textos anterior e posterior.
O tíh!lo das seções terciárias (1.1.1) em diante deve ser escrito de acordo
com as nonnas utilizadas para a titulação em geral, ou sejam:
a) quando o título possuir verbo, pontuação intermediária ou entonação
final, é considerado uma oração, aí, então, apenas a inicial da
primeira palavra será maiúscula e terá ponto final, exceção feita a
nomes próprios. Exemplos:
1.1 .9 Narrar é contar histórias.
1.6.3 Ter ou ser: eis a questão.
1.4.5 Que triste futuro!
b) quando o tíhllo não possuir verbo, pontuação intermediária ou
entonação fmal, é considerado uma frase, aí, então, a inicial de cada
palavra será maiúscula, excetuando-se os artigos, as preposições e as
combinações, e não terá ponto final. Exemplos:
1.1.4 Preservação da Natureza
1.6.9 O Movimento Escoteiro no Mundo de Hoje
1.2.5 A Pedagogia das Minorias no Brasil
INDICATIVO DE SEÇÃO
O algarismo que antecede a cada título de seção recebe a denominacão de
indicativo. Para esse indicativo, devem ser utilizados somente alga;ismos
arábicos que são separados do tíhllo apenas por um espaço. Não se usa ponto,
traço ou qualquer outro sinal entre eles.
Esse algarismo pode ou não acompanhar o destaque dado ao título da
seção (negrito, itálico, etc.). Deve-se, porém, manter uniformidade no trabalho.
Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 52
1 HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO ESCOLAR
1.1 DADOS DO FUNDADOR
1.1.1 Origem
1.1.2 Obras realizadas
1.1.2.1 Na Cidade
1.1.2.2 No Bairro
Furasté
O indicativo de uma subsecão é composto pelo indicativo da seção a que
pertence, seguido do número que lhe for atribuído na sequência do assunto,
separado apenas por um ponto.
1.1 TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS NA PRÁTICA
1.1 .1 Pedagogia liberal
1.1.2 Pedagogia progressista
1.1 .2.1 Análise
1.1.2.2 Considerações
Introdução, conclusão, sumário, errata, agradecimentos, listas,
referências, resumos, anexos, apêndices, glossário, por se constituírem
PARTES independentes, jamais devem ser numeradas, tanto no decorrer do
trabalho corno no sumário. Isso deve ser feito apenas nas seções e subseções do
desenvolvimento do texto.
Aqui faz-se necessário um esclarecimento importante. A ABNT não é
suficientemente clara em algumas situações, o que ocasiona, muitas vezes,
confusão na interpretação. É o caso de serem ou não numeradas a Introdução e
a Conclusão.
Na NBR14724:2011, item 4.2.2, está escrito que "o texto é composto de
uma parte introdutória, que apresenta os objetivos do trabalho e as razões de sua
elaboração; o desenvolvimento, que detalha a pesquisa ou estudo realizado euma parte conclusiva", Lendo-se atentamente, conclui-se que introdução,
desenvolvimento e conclusão são os elementos textuais, isto é, as três partes
que compõem, juntas, o corpo do texto em si. Conclui-se, portanto, que a
introdução é a PARTE inicial do texto; o desenvolvimento é a PARTE
principal do texto e a conclusão, a PARTE final do texto. Está bem claro que as
três são PARTES do trabalho!
Então, quando se fala em desenvolvimento do texto, temos aí uma
PARTE do texto e é essa PARTE que se divide em SEÇÕES e SUBSEÇÕES.
Portanto, as seções e subseções são divisões do desenvolvimento. Elas, juntas,
seções e subseções, compõem o desenvolvimento do texto. Portanto, as
SEÇÕES e SUBSECÕES é que devem ser identificadas, ou seja, numeradas.
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Furasté 53 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
Repetindo, essas SEÇÕES e SUBSEÇÕES que são numeradas, são as divisões
ocorridas no desenvolvimento. Mais uma vez, ficou claro que o que se numera
são as divisões ocorridas no desenvolvimento. ·
Ora, corno Introdução e Conclusão não são divisões do
Desenvolvimento, mas são OUTRAS PARTES do texto é lógico que se
conclua que elas NÃO DEVEM SER NUMERADAS. 72 ,
Como INTRODUÇÃO e CONCLUSÃO são partes do texto, assim
como o DESENVOLVIMENTO e não uma divisão deste, NÃO DEVEM
SER NUMERADAS.
NÃO DEVEM
SER
NUMERADAS
ALÍNEAS
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
1 A REDAÇÃO ESCOLAR
2 PARTES DE UMA REDAÇÃO
3 O PARÁGRAFO
3.1 TIPOS DE DESENVOLVIMENTO
3.2 TIPOS DE CONCLUSÃO DO PARÁGRAFO
4 NARRAÇÃO
5 DESCRIÇÃO
6 DISSERTAÇÃO
6.1 DISSERTAÇÃO OBJETIVA
6.2 DISSERTAÇÃO SUBJETIVA
CONCLUSÃO
REFERÊNCIAS
GLOSSÁRIO
APÊNDICES
ANEXOS
Cada seção pode, ainda, ser dividida em alíneas (divisões menores sem
grande pariicipação na estrutura geral do trabalho). Essas alíneas são ordenadas
alfabeticamente por letras minúsculas seguidas de parênteses. o
espacejamento entre as alíneas, entre as linhas das alíneas e entre o texto que as
antecede e que sucede continua o mesmo do corpo do texto, ou seja, espaço 1,5.
A disposição gráfica das alíneas obedece às seguintes regras:
a) o trecho do texto anterior às alú1eas temlina por dois pontos;
b) as alíneas são reentr adas em relação à margem esquerda como se
fosse um parágrafo;
72 Cuidado para não confundir NWdERAR as PÁGINAS DO TEXTO com NU/vfERAR as PARTES DO
TEXTO. Aqui se está falando da numeração das SEÇÕES e SUBSEÇÕES do texto, e não das suas páginas.
.,
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 54 Furasté
c) a matéria da alínea começa por letra minúscula e termina por ponto-e-
-vírgula. Apenas a última alínea termina por ponto;
d) a segunda linha e as seguintes da alínea começam sob a primeira
letra do texto da própria alínea; e
e) no caso de serem cumulativas ou alternativas, pode-se acrescentar a
conjunção ~ ou a conjunção Q!! após a penúltima alínea, depois da
pontuação.
SUIBALÍNEAS
Dependendo da necessidade do texto, poderemos ter, ainda, as alíneas
divididas em subalíneas. 73
A subalínea é indicada por -um hífen colocado sob a primeira letra do
texto da alínea correspondente, sendo que a segunda linha e as seguintes da
matéria da subalínea começam sob a primeira letra do texto da própria alínea. A
alínea anterior deve ser encerrada por vírgula.
As linhas do texto da subalínea começam um espaço após o hífen; a
pontuação das subalíneas é igual ao das alíneas; o espacejamento entre as
subalíneas continua sendo espaço 1,5.
São vários os modelos de fichas de leitura. Todos os modelos devem
conter, no rrúnimo:
Alíneas ..,....----1f--l> a) cabeçalho: dividido em três campos,
. :v - o primeiro que inicia o assunto;
.. ···:::::::>v - outro que apresenta o terna;
:::: .. :· ······ .- - o último que traz a classificação da ficha;
b) referência bibliográfica: identifica a autoria e procedência do
documento;
c) conteúdo: dependendo do modelo de ficha, pode ser,
:::::···· ····-~ - um comentário;
···· ... :::::! -uma citação; .
- um esboço esquemático.
73 Subalínea: de acordo com o acordo ortográfico, AGORA, o prefixo sub só admite hífen quando o elemento
seguinte iniciar por H, R ou B . Como alínea começa por vogal, escreve-se tudo junto. Portanto: _subseção,
subcapítulo, subtenente, subtotal, sub-habitação, sub-humano, sub-reitor, sub-remo, sub-base, sub-biblioteca.
furasté 55 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifi co
20 CITAÇÕES
Citar é colocar em nosso texto alguma informação, palavras ou ideias que
pertencem a outro autor. Por não ser de nossa autoria, todas as citações devem
trazer a identificação de seu autor. 74 As citações podem ser colocadas no
decorrer do próprio texto ou em notas de rodapé.75 Para facilitar o
entendimento e para não truncar a leitura, porém, sugere-se que elas sejam
sempre feitas no decorrer do texto .
Há duas formas de se fazer uma citação: a citação indireta ou livre
(também chamada de paráfrase) e a citação direta ou textual. Pode ocorrer,
ainda, a chamada citação de citação.
CITAÇÃO INDIRIETA ou liVRE (paráfrase)
Chamamos de citação indireta ou livre (paráfrase) aquela citação na qual
expressamos o pensamento de outra pessoa contido num parágrafo, numa
parte do texto ou no texto inteiro, com nossas próprias palavras. Fazemos a
interpretação das informações trazidas no texto e as transcrevemos da nossa
maneira.
Ao fazermos a citação, devemos indicar o nome do autor, em letras
minúsculas, se estiver no corpo do texto, ou em letras maiúsculas, se estiver
dentro dos parênteses, juntamente com o ano da publicação da obra em que se
encontra a ideia por nós referida.76 Só se indicam as páginas quando for possível
sua identificação, caso contrário não há necessidade de fazê-lo, já que a ideia
pode estar sendo resumida de uma obra inteira, de um capítulo, de diversas
partes ou de um conjunto delas .
Vimos que, para nosso esclarecimento, precisamos seguir os preceitos
encontrados, já que Guimarães estabelece que "a valorização da palavra pela
palavra encarna o objetivo precípuo do texto literário" (2011, p. 32) e, se isso não
ficar bem esclarecido, nosso trabalho será seriamente prejudicado.
Ou:
Vimos que, para nosso esclarecimento, precisamos seguir os preceitos
encontrados, já que Guimarães estabelece que "a valorização da palavra pela
palavra encarna o objetivo precípuo do texto literário" e, se isso não ficar bem
esclarecido, nosso trabalho será seriamente prejudicado (2011, p. 32).
Ou:
Vimos que, para nosso esclarecimento, precisamos seguir os preceitos
encontrados, já que ficou estabelecido que "a valorização da palavra pela palavra
encarna o objetivo precípuo do texto literário" (GUIMARÃES, 2011, p.32) e, se isso
não ficar bem esclarecido, nosso trabalho será seriamente prejudicado.
74 A essa identificação de autoria, a ABNT chama de Referência.
75 NBR I 0520:2002, item 4.
76 NBR l 0520:2002, item 6.1.1.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 56 Furasté
. Se o autor possuir outras obras, elas serão diferenciadas pela data da
publicação. Havendo mais de uma obra no mesmo ano, acrescentamos uma letra
após a data. 77
No caso do teatro ou do cinema quem melhor se definiu foi Antunes (201 O a)
quando declarou que aqueles espaços haviam sido todos tomados pela geração de
40. Po~ outro lado, ele próprio se contradisse, mais tarde (2010b), como já se
contra_dissera noutras ocasiões, ao referir-se às decisões tomadas pelos autores da
geraçao de 50. Isso é uma incongruência com a qual convivemos há muito tempo.
Ou:
No caso do teatro ou do cinema quem melhor se definiu foi o autor que
(ANT~NES, 201 Oa) declarou que aqueles espaços haviam sido todos tomados pela
geraçao de 40 .. ~or outro lado, ele próprio se contradisse, maistarde (ANTUNES,
2010b), como Ja se contradissera noutras ocasiões, ao referir-se às decisões
toma.das pelo~ au~ores da geração de 50. Isso é uma incongruência com a qual
convivemos ha muito tempo.
Quando, no transcmrer do texto, em citações indiretas ou livres, se faz
menç~o, se.gui.das vezes, ao mesmo autor, na mesma obra, não é necessário que
se repita a md1caçãodo ano para que o texto não fique muito travado.
Quando for apresentada uma ideia de um determinado autor que se
encontra em diversas fontes, ou seja, o mesmo autor em obras distintas, deve ser
apresentado o ~orne desse autor seguido dos diferentes anos de -publicação, ·
separados por v1rgula.
,Costenaro (1999, 2008, 2010)
;viladino ( 2010, 2012) (COSTENARO, 1990, 2008, 2010). (VILADINO, 2010, 2012).
As citações indiretas de autores diferentes, de obras diversas, que forem
mencionados simultaneamente, devem ser separados por ponto-e-vírgula e
apresentados em ordem alfabética. 78
As próteses devem ficar ajustadas às necessidades intrínsecas dos
respectivos pacientes (FAGUNDES, 2009; JUNGUES, 2010; RIBEIRO, 2011).
77 NBR 10520:2002, item 6.1.3.
78 NBR 10520:2002, item 6.1.5.
..
1;-
Furasté 57 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico
CITAÇÃO DIRETA ou TEXTUAl (transcrição)
São chamadas de citações diretas ou texh1ais aquelas em que se
transcrevem exatamente as palavras do autor citado. As citações diretas ou
textuais podem ser breves ou longas.
Breves
As citações diretas são consideradas breves quando sua extensão não
ultrapassa três linhas. Essas citações devem integrar o texto e devem vir entre
aspas. O tamanho da fonte (letra) da citação breve permanece o mesmo do
corpo do texto (tamanho 12).
Longas
As citações com mais de três linhas são chamadas de longas e devem
receber um destaque especial, com recuo (reentrada) de 4cm da margem
esquerda, e mais 1,5cm para marcar o início de parágrafos.
Aqui percebemos que a ABNT falhou num ponto. Quando se faz uma
citação, é preciso deixar a distância de 4cm de reentrada e, também obedecer
ao recuo do parágrafo. A ABNT não mencionou esse fato e deu seus exemplos
sem esse recuo. Isso contraria as normas da gramática, além do fato de ficar sem
sentido quando a citação possuir mais de um parágrafo. 79 Como ficam os
demais? Com recuo ou sem recuo? Se tirarmos o recuo dos demais, estaremos
alterando a estrutura do texto original - o que não se pode fazer! Se a ABNT foi
cuidadosa com o uso do ponto final após as citações a fim de atender às regras
gramaticais, igualmente aqui essas regras devem ser atendidas e respeitadas.
Portanto, deve-se deixar um recuo de, aproximadamente 1,5cm (o
equivalente a um toque na tecla TAB 80 do computador) para indicar o início de
parágrafo nas citações.
As citações longas, por já terem o destaque do recuo (reentrada de 4cm),
não deverão ter aspas e o tamanho da fonte (letra) deve ser menor que o do
texto81 (o tamanho sugerido é o tamanho 10).
O espacejamento entre as linhas do corpo da citação deve ser de um
espaço simples. Entre o texto da citação e o restante do trabalho, deve-se deixar
uma linha em branco, antes e depois.
79 Estranhamente os exemplos dados pela ABNT, em suas normas, são sempre de um único parágrafo.
80 Um toque na tecla T AB pode variar entre 1 ,25cm a 1 ,5cm, dependendo do software util izado.
81 NBR 10520:2002, item 5.3.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 58
i Há uma certa dificuldade quanto ao reconhecimento de O, A, OS, AS como
pr.on1mes demonstrativos, mas essa dúvida é muito bem dirimida por Fernandes: ~ Os pronomes , A, OS e AS passam a ser pronomes ~ _ demonstrativos se e que numa frase puderem ser substituídos, sem
alterar a estrut a dessa frase, respectivamente, por ISTO, ISSO,
AQUILO, AQ LE, AQUELES, AQUELA, AQUELAS (2011, p. 19).
J SEM ASPAS e letra menor, tamanho 10
Havendo supressão de trechos dentro do texto citado, faz-se essa
indicação com r·eticências entre colchetes [ ... ] : 82
r-----~----------~------~----~--~ i
junto d~a n~~~~sni~:~71~ar~~r~a,a~i~~~~ ~~~~:~c~~f~ ~~em u~~z~~~~ennc~al~~~d~d~~ -i
linguagem [ ... ] há pinceladas de função conativa (CHALHUB, 2009, p. 37). ~
/
/
No início ou no fim da citação, as reticências são usadas apenas quando o
trecho citado não é uma sentença completa. Entende-se por sentença completa
aquela que o autor elaborou, com todos os seus elementos, isto é, uma sentença
que contenha sujeito, predicado e seus complementos gramaticais exigidos.
Caso contrário, se a sentença for completa, no início ou no término de citação,
não se deve fazer o uso das reticências. É óbvio que se trata de parte de um
todo, que se retirou um trecho, pmianto, não há necessidade de se indicar com as
reticências.
Encerrava seu discurso nomeando os que figurariam somente nos exercícios
gerais, citando palavras de ordem, dentre as quais pudemos entender:
[ ... ] muitas mortes, desaparecimentos e desolação haverão de
varrer este pais de norte a sul, de leste a oeste e nada restará para a
posteridade que sentirá a falta de um elo (MORGADO, 2009).
Mais adiante, aqui lo que mais chocou a todos quantos o ouviam:
Arrasem com tudo, queimem tudo, ponham tudo abaixo, destruam
com tudo, não poupem ninguém, nem crianças, nem mulheres, nem
velhos [ .. . ] (MORGADO, 2009).
/
Se a citação for usada para completar uma sentença do autor do trabalho,
82 NBR 10520:2002, item 5.4. - Deve-se ter um cuidado especial, pois antigamente essa supres~ão era indicada
por parênteses.
furasté 59 Normas Técnicas para o TrabaU10 Científico
esta terminará em vírgula e aquela iniciará sem a entrada de parágrafo e com
letra minúscula.
A secretária ameaçou, dizendo que, _-i vírgula
letra
minúscula
sem
reentrada
da próxima vez, a máquina ficará sem as peças de reposição, se
ele não chegar e disser o que precisa ser dito, uma vez que não
estou aqui para servir de adivinha para seus caprichos
desencontrados e sem nexo (MARQUES, 2011, p. 34).
Caso o texto do autor do trabalho seja uma continuação da citação, esta
terminará por vírgula e o texto reiniciado sem entrada de parágrafo e com
letra minúscula.
Os gramáticos são claros quando assumem uma posição quanto ao emprego do
pronome oblíquo no início de oração. Cega lia (2011, p. 419) diz claramente que:
Iniciar a frase com o pronome átono só é licito na conversação fami liar,
despreocupada, ou na língua escrita, quando se deseja reproduzir a fala dos
personagens, I vírgula I
porém nós sabemos que na prática não é bem assim que acontece - as normas,
rigorosamente, são esquecidas por quase todos os usuários do idioma falado,
principalmente nas ocasiões informais.
Quando dentro do texto citado já existirem aspas, elas transformam-se
em aspas simples (')(também chamada de apóstrofo). 83
\
"O term~'espaço',~ um modo geral, só dá conta do lugar físico onde ocorrem os
fatos da história" (VI LARES, 2011, p. 23).
Se for feita alguma interpolação, acréscimo ou comentário durante a
citação, que não seja do autor, deve-se fazê-lo entre colchetes [ ] :
\. /
Também chamado de corpo do trabalho~[o desenvolvimento]~em por finalidade
expor, demonstrar e fundamentar a explicitação do assunto a ser abordado. É normalmente
dividido em seções ou capítulos, que variam de acordo com a natureza do assunto
(GARCIA, 2009, p.17).
Quando, no texto citado, houver algum tipo de erro, ou algo inusitado,
para que fique bem claro que esse erro foi cometido pelo autor do trecho e não
83 Não confundir a palavra apóstrofo que é o sinal (')com apóstrofe que é uma figura de linguagem que
consiste na interpelação ou invocação do leitor, ouvinte ou outra pessoa no decorrer de um texto.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 60 Furasté
por quem fez o trabalho, coloca-se, logo apóso erro, a palavra latina "sic", entre _ :~
parênteses, que significa "isso mesmo", "assim mesmo". Isso vale para qualquer .·~
tipo de erro, seja na forma, seja no conteúdo do trecho. --r
·{~,
~----E-. -p-re~c~is-o--qu_e __ s_e_b_u~s-q-ue __ a_e_s~p~o~nt_a_n-ie_d_a_d_e-(s-i~c)~p-a_r_a~s-e-f-ot_o_g-ra_f_a_r_m_e-lh_o_r __________ j
F"-------------~---~--------~---~~- J - ~ Depois de muito falar e pouco dizer, o ministro afirmou que seu ministério estava
pronto para decretar o fim da dívida externa do Brasil em 2011 (sic!).
...
Se algum destaque (grifo, negrito, itálico ou sublinhado) for dado, deve-
se indicar esse destaque, no final da citação, com a expressão grifo nosso, entre
colchetes [ ]:
A primeira citação de uma obra deve ter sua referência bibliográfica completa. As
subsequentes citações da mesma obra podem ser referenciadas de forma abreviada,
desde que não haja referências intercaladas de outras obras do mesmo autor (NBR 6023-
2010) [grifo n~sso].
Caso o texto citado traga algum tipo de destaque dado pelo autor do
trecho, devemos usar a expressão grifo do autor, entre colChetes [ ]:
A verdadeira felicidade é encontrada nos pequenos detalhes que vão se somando
dia após dia de convivência com o ser amado (GUERRERO, 2010, p. 12) [grifo do autor].
_;<f
/
Quando o texto citado for composto por informações orais obtidas em
aulas, palestras, debates, comunicações, etc. deve-se, entre parênteses, colocar a
observação informação verbal, 84 relacionando-se os dados disponíveis em nota
de rodapé:
. Eichenberg constatou que, na costa do Rio Grande do Sul, especialmente no litoral
norte, há a presença abundante de coliformes fecais, especialmente nos meses · do verão
(informação verbal 1). Essa presença tem causado graves transtornos a todos os veranistas. I .
1 Em palestra proferida no Salão de Atos do Colégio Tiradentes, em 27 de dezembro de 201 O.
Se for o caso de se fazer menção a algo contido em polígrafos, apostilas
34 NBR 10520:2002, item 5.5.
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Furasté 61 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
ou quaisquer materiais avulsos, faz-se a indicação do nome do autor, quando
for possível sua identificação, acrescentando-se a observação 'polígrafo ',
'material de propaganda', 'panfleto', etc. Procede-se da mesma forma com
relação à data. Indica-se, se houver, caso contrário, registra-se s.d. (sem data).
KNAPP, Ulrich. Separação de isótopos de urânio conforme o processo Nozzle: curso
introdutório, 5-30 de set. de 2009. 26 f. Notas de Aula. Mimeografado.
Quando se fizer a indicação de trabalhos ainda em elaboração, deve-se
colocar todos os dados disponíveis, colocando a expressão no prelo85 e
mencionando o fato de estar em elaboração, em nota de rodapé.
O amor sempre deve prevalecer, mesmo nas situações de tensão ou de
conflitos. Jamais se deve duvidar da força do amor, pois é ela que. nos leva adiante. A
família deve ser, tenha ela a constituição que tiver, o centro de disseminação de amor
e compreensão (SARTORI, P; EICHENBERG, M. Nossa Família, no prelo). 2
I
2 Livro de crônicas em elaboração com previsão de publicação ainda neste ano.
As citações longas (mais de três linhas)
não recebem aspas
e a letra é menor (tamanho 1 O) do que a do texto (tamanho 12)
SISTEMAS IDE CHAMADA DAS CJITAÇÕES
As citações podem ser chamadas pelo sistema numérico ou pelo sistema
alfabético (também chamado de autor-data). O sistema que for escolhido deverá
ser utilizado uniformemente em todo o trabalho.
Sistema numérico de chamada
No sistema numérico de chamada, é feita uma numeração unzca e
sequencial, ou para todo o trabalho, ou por capítulo ou por parte, utilizando-
-se algarismos arábicos. Não se reinicia a numeração a cada página. A chamada
pode ser feita entre parênteses, alinhada ao texto ou como expoente (pouco
acima da linha do texto). O algarismo da chamada deve ser colocado após a
pontuação que fecha a citação :
85 NBR l 0520:2002, item 5.6 - Usam-se as expressões: em preparação, em fase de elaboração ou no prelo
(que significa que já está na editora ou na gráfica).
~~
i
Nonnas Técnicas para o Trabalho Científico 62
O Código pode ser definido como um programa ou uma instrução que cria, e
depois controla, a relação entre significante e significado. 1
Outro aspecto básico da doutrina saussuriana é a do signo linguistico. o
signo é o resultado de significado mais significante. 2
1 GARCIA, Otto M. Comunicação em Prosa Moderna. S.Paulo: FGV, 1998.
2 SAUSSURE, Ferdinand de. Curso de Linguística Geral. S.Paulo: Cultrix, 2006.
O sistema numérico não deve ser utilizado quando há notas de rodapé,
para que não ocorra confusão. Lembre-se que esse sistema está sendo utilizado
para identificar as citações, e as notas de rodapé servem para outros tipos de
comentários ou adendos ao texto.
Sisil:ema a~ifalbéil:ico de clhlamada {aQJJil:or-dlail:a)
a) com autor explícito :
No sistema alfabético, também chamado de autor-data, indica-se a fonte
pelo sobrenome do autor, maiúsculo, seguido da data da publicação (e da ~·
página, no caso de citação direta) separados por vírgula e entre parênteses. A ~
identificação completa da obra se dará nas Referências que poderá estar no
rodapé, no final do capítulo ou no final do Trabalho.
Assim, numa citação breve, teremos:
. Num trabalho recentemente publicado no Brasil vê-se que "o homem está
cada vez mais se afastando de Deus" (TEIXEIRA, 201 O, p. 36). i
Numa citação longa, fica assim:
É sabido que o alcoolismo é uma doença consumptiva também do ponto de
vista econômico, já que leva famílias inteiras à derrocada financeira, gastando até
os últimos centavos que deveriam servir para a alimentação, vestuário, instrução,
inclusive dos filhos, terminando, até mesmo, com quaisquer laços de fraternidade
que se espera devam existir (RAMOS, 201 O, p. 138).
I
Furasté 63 Nonnas Técnicas para o Trabalho Científico
Quando o nome do autor estiver contido na sentença, indica-se a data da
publicação e os outros dados identificativos (volume, tomo, parte ... ) entre
parênteses, logo após o nome do autor ou após a citação.
Numa citação breve:
A campanha de vacinação contra o sarampo, segundo Varei a (2011 , p.22),
"foi um sucesso mais estrondoso do que se esperava".
Ou:
A campanha de vacinação contra o sarampo, segundo Varela , "foi um
sucesso mais estrondoso do que se esperava" (2011, ·p.22) .
Numa citação longa:
Podemos ver que Carvalho (2008, p. 45) assim se expressa com relacão
que estamos expondo: •
Ou, então:
As normas gramaticais não têm o objetivo de desenvolver nenhuma
capacidade de expressão. O objetivo da gramática normativa é fornecer um
Instrumental para que essa capacidade de expressão se exerça com precisão
com clareza, com concisão, com elegância e até com criatividade. '
Podemos ver que Carvalh6 assim se expressa com relação ao que estamos
expondo:
As normas gramaticais não têm o objetivo de desenvolver nenhuma
capacidade de expressão. O objetivo da gramática normativa é fornecer um
instrumental para que es_sa capacidade de expressão se exerça com precisão,
com clareza, com conc1sao, com elegância e até com criatividade (2008, p.45).
Se, na citação, for utilizado um texto que foi traduzido, deve-se fazer a
indicação ao final da referência.
Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 64 Furasté
O modo de produção da vida material condiciona o desenvolvimento da vida
social, política e intelectual em geral. Não é a consciência dos homens que
determina o ser seu: é o seu ser social que, inversamente, determina sua
consciência (Marx apud Hanglost, 2009, p. 459, tradução nossa).
'
" Fazendo-se uso do sistemaautor-data, já se está identificando a passagem
citada, pmianto não é necessário fazer quaisquer outros esclarecimentos em
rodapé. Os demais dados sobre o autor e sua obra serão apresentados, na íntegra,
nas referências.
Quando acontecer a coincidência de aparecerem autores com sobrenomes
iguais, a diferença será estabelecida pela inicial do prenome do autor: 86
(CARDOSO, 8 . 2008).
(CARDOSO, R. 2001 ).
Cardoso, 8. (2008).
Cardoso, R. (2001 ).
Se persistir a coincidência, coloca-se o prenome por extenso: 87
(SCHNEIDER, Celso. 2000).
(SCHNEIDER, Camilo. 2000).
Schneider, Celso. (2000).
Schneider, Camilo.( 2000).
Se for feita a indicação de diferentes autores simultaneamente, eles devem
ser indicados, nas referências, separados por ponto-e-vírgula e em ordem
alfabética: 88
(CARDOSO, 1999; FERREIRA, 2001; GOULART, 2003)
Cardoso; Ferreira; Goulart, (199-9; 2001; 2003).
No texto, porém são apresentados como uma sequência normal de termos:
(CARDOSO, 1999, FERREIRA, 2001 e GOULART, 2003)
Cardoso, Ferreira e Goulart, (1999; 2001; 2003).
Quando se fizer a indicação de diversos documentos, do mesmo autor,
publicados num mesmo ano, faz-se a diferenciação pelo acréscimo de letras
minúsculas, em ordem alfabética, após a data e sem espacejamento:
86 NBR !0520:2002, item 6.1.2 .
87 NBR l 0520:2002, item 6.1.2.
88 NBR I 0520:2002, item 6.1.5 .
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Furasté
(FIGUEIREDO, 2003a)
(FIGUEIREDO, 2003b)
(FIGUEIREDO, 2003c)
65 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
Figueiredo (2003a)
Figueiredo (2003b)
Figueiredo (2003c)
Quando for feita indicação de diversos documentos de autoria de um
mesmo autor, publicados em épocas diferentes e que estejam sendo
mencionados simultaneamente, separam-se as datas por vírgulas : 89
(LIMA, 1999, 2001, 2002, 2003). Lima (1999, 2001 , 2002, 2003).
b) sem autor explícito:
As orientações são as mesmas, porém inicia-se a referência pela primeira
palavra do título seguida de reticências, a data da publicação e a página ou
páginas, separadas por vírgulas e entre parênteses. Se o título iniciar por artigo
(definido ou indefinido) ele deve pem1anecer na indicação.
No texto:
"Os alunos deverão se apresentar na data estipulada para efetuar suas
respectivas matrículas" (MANUAL.. ., 2002, p. 16).
Nas referências:
MANUAL do Candidato. Instruções para Matrículas. Porto Alegre: 2002. p. 16.
No texto:
"Quando o torneiro mecânico Luiz Inácio Lula da Silva for empossado
presidente da República nesta quarta-feira, uma nova era estará começando
no Brasil" (UM DESAFIO .. . , 2002, p.4).
Nas referências:
UM DESAFIO do tamanho do Brasil. Zero Hora, Porto Alegre, p.4, dez.2002.
89 NBR I 0520:2002, item 6.1.4.
Normas Técnicas para o Traballio Cientifico 66 Furasté
CITAÇÃO de CITAÇÃO
Se, num trabalho, for feita uma citação de alguma passagem já citada em
outra obra, direta ou indiretamente, deve-se indicar primeiramente o
sobrenome do autor da passagem seguido da palavra latina apud (que
significa segundo, conforme, de acordo com) e o sobrenome do autor que fez a
citacão. Aí, então, desse úl~imo, faz-se a referência completa. Exemplo:
"O sistema consiste em colocar o recém-nascido no berço, ao lado da mãe, logo
após o parto ou algumas horas depois, durante. a estada de ambos na maternidade"
(HARUNARI apud GUARAGNA, 1992, p. 79).
Temos aí palavras escritas por Harunari e que foram citadas por Guaragna
na página 79 de sua obra de 1992, e que estão sendo utilizadas, agora, nesse
novo trabalho.
"Segundo Fontana (apud OLIVEIRA, 2005, p. 328) os povos indígenas agrupavam-
se de acordo com seus interesses e necessidades.
Neste caso, temos palavras de Fontana que foram citadas na página 328 da
obra de Oliveira, em 2005, que trazemos para nosso trabalho.
Já se tem encontrado por aí, citação de citação de citação. Ou seja, uma
citação é feita num documento, depois copiada em outro e, mais uma vez
copiada para outro trabalho. Um absurdo. Isso não se pode aceitar. Um trabalho
científico deve pri!J1ar pela originalidade e pela pesquisa. É preciso que seu
autor vá diretamente às fontes. Fazer citação de citação já é algo que se permita
com certas restrições.
21 NOTAS DE RODAPÉ
A nota de rodapé de página é a maneira mais confortável para o leitor
encontrar, na própria página, um esclarecimento que o autor pretende transmitir.
São o-bservações, indicações ou aditamentos cujas inclusões, se fossem feitas no
texto, prejudicariam a sequência lógica de seu desenvolvimento. Também
podem ser feitas as identificações (referências) das obras citadas no decorrer do
trabalho. As informações das notas de rodapé, porém, devem limitar-se ao
mínimo necessário. Mas, atenção, se for feita a referência de uma obra
(referência bibliográfica) na nota de rodapé, esta identificação não será feita
novamente nas obras consultadas, no final do trabalho.
Esclarecendo melhor. A obra que for referenciada no transcorrer do
trabalho em nota de rodapé já está devidamente identificada, por essa razão não
precisa ser novamente listada no conjunto das obras consultadas. Nas obras
consultadas serão listadas aquelas obras foram usadas, mas que não foram
mencionadas no decorrer do trabalho.
Furasté 67 Normas Técnicas para o Traba lho Cientifico
As notas de rodapé devem estar dentro das margens e numeradas com
algarismos arábicos, numa sequência única e consecutiva para todo 0 trabalho
d 't I d d 9o ' para ca a cap1 u o ou para ~a a parte o trabalho. são separadas do texto por
um filete (traç_o) de, aproximadamente, 3cm, a partir da margem esquerda e
devem ser escntas com letra de tamanho menor- pitch 10.91
A nota de rodapé deve iniciar com a chamada (o algarismo) e escrita com
espaço sim?le~. 92 Deve-se alinhar a segunda linha da nota abaixo da primeira
letra da pnmeira palavra, a :f}m de dar destaque ao algarismo identificador da
nota. Entre uma nota e outra não se deixa nenhum tipo de espaço. 93
As notas de rodapé dividem-se em dois tipos:
a) notas de referência: são as notas que identificam as fontes consultadas
ou que remetem a outras obras.
:CARVALHO, Heitor. As Luzes do Pensamento. São Paulo: Ediarte, 1989. p. 36.
~ OSORIO, L.C. Medicina do ~d~lescente. Porto Alegre: Artes Médicas, 1982. p.85.
MARITAIN, Jacques. Sete Liçoes sobre o Ser. São Paulo: Loyola, 1996. p. 112.
b) notas explicativas: quando apresentam observações, acréscimos ou
coL?-en~ários complementares para prestar esclarecimentos, comprovar
ou JUStificar uma afirmação que não pode ser incluída no texto, ou, até
mesmo, para remeter o leitor a outras partes do trabalho.
Toda essa problemática já foi detidamente analisada por RICO, Jaime. Preto no Branco. Porto
Alegre: Rocco, 1999. p. 234-8.
2 idem, ibidem
3 Os textos apresentados nesse capítulo são de autoria de alunos de escolas de periferia de Porto
Alegre, com idades variando de treze a quinze anos.
4 A questão da "coerência" foi detidamente analisada na primeira parte da obra.
s Salvo o caso em que o autor nega a existência de Deus.
~ Toda vez que se refere a essa situa~ão, os jogadores lembram a fatídica data de sua última derrota.
Venfique o que fo1 explicado no cap1tulo 8 sobre a numeração das camisas dos jogadores.
8 Confronte com a informação trazida no inicio do parágrafo anterior.
90 NBR I 0520:2002, item 7.1.
91 NBR 14724:2011 , item 5.2.1.
92 O algarismo da entrada da Nota de Rodapé deve ser apresentado do mesmo modo que for utilizado na
chamada no texto (sobrescrito ou eniTe parênteses).
91 NBR I0520:2002, item 7.
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i
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 68 Furasté . t'
f
Deve-se dar preferência ao sistema alfabético para as citações no texto e
ao numérico para as notas explicativas.94
A primeira referência de uma obra em nota de rodapé deve ter sua
indicação completa, com todos os dados. As referências subsequentes de uma
mesma obra podem ser referenciadas de maneira abreviada. Veja que
novamente a ABNT não estipula uma obrigatoriedade. Pode é possibilidade, por
isso é possível manter-se a indicação completa em todas as notas. 95
Se os dados forem abreviados, é permitido96 o uso de algumas expressões
latinas, por extenso ou abreviadas, para dar mais clareza às informações:
1 (JULIANI, 1987 apud MERC, 1983, p. 2-4).
2 Segundo Correa (apud RIBEIRO, 1986, p. 54) pode-se calcular .. .
idem ou id. =o mesmo (autor)
3 LIMA, Carlos Alencastro. O Ribeirão Seco. São Paulo: Cortes, 2004. p. 34.
4 1dem, p. 54.
ibidem ou ib. = no mesmo lu ar, na mesma obra
5 MOREIRA, Luis. 1999, p. 25.
,
6 1dem, ibidem.
opus citatum ou o .cit. = obra citada
7 CARDOSO, Mareio. Aventuras na Cura. Campos: Veritas, 2003, p: 276.
8 OLIVENÇA, 2000, p. 345.
9 CARDOSO, op. cit. p. 456. .
94 NBR 10520:2002, item 7.
95 Mais uma vez é bom lembrar que se deve manter uma uniformidade de ação. Quando se optar por uma
forma, deve-se manter essa forma até o fim.
96 Não só permitido como aconselhado. Quanto mais clara a explicação, melhor o seu entendimento.
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Furasté 69 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
passim ou pas.= a ui e ali, em diversas assagens
10 SUNIR, 1970, passim.
loco cita to ou loc.cit. no lu ar citado
11 COSTA; CARVALHO, 2001, p. 34-57.
12 COSTA; CARVALHO, 2001, loc. cit.
Cf. ou cf. = confira, con ·onte com
13 Cf. BRAGA, 1992, p.34.
14 FOGAÇA, 1997, p. 58 et seq.
róximas
As expressões idem (id.), ibidem (ib.), opus citatum (op. cit.), lo.co
citatum (loc. cit.), e confira (cf) somente podem ser utilizadas em notas de
rodapé situadas na mesma página da citação a que se referem. A ímica que
pode também ser utilizada no corpo do texto é apud.
22 ILUSTRAÇÕES
As ilustrações ou figuras constituem-se em parte integrante do trabalho
científico e desempenham papel significativo no seu desenvolvimento.
A ABNT chama de ilustrações os desenhos, esquemas, fluxogramas,
fotografias, gráficos, mapas, organogramas, plantas, quadros, retratos ,
diagramas, lâminas e outros elementos que, eventualmente, poderão ser
utilizadas num trabalho científico para ilustrá-lo e completá-lo.
A identificação deve ser feita na parte superior, com a palavra
designativa, em letras minúsculas, seguida de seu número de ordem de
ocorrência no texto, em algarismos arábicos, e do respectivo título. Após a
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 70 Furasté
ilustração, indicar a legenda (se houver), de forma breve e clara, a fonte, notas
e outras informações que sejam necessárias para sua melhor compreensão. 97
Figura 1: Planta do setor de impressão gráfica
Figura 2: Fluxograma do setor
Figura 3: Foto da impressora principal
Se o trabalho só possuir quadros, sem qualquer outro tipo de figuras, sua
legenda poder ser antecedida da palavra "Quadro" no lugar de "Figura":
Quadro 1: Indicadores sócio-econômicos da Região Sul
Quadro 2: Divisão das etapas do encerramento
Quadro 3: Dados significativos do Setor Três
Quando forem utilizadas no corpo do trabalho, deverão constihlir-se num
auxiliar para o esclarecimento e apoio das ideias que estão sendo apresentadas.
Devem ser um elemento a mais e não uma mera repetição do que foi dito.
As ilustrações devem aparecer o mais próximo possível do local do trecho
onde foi mencionada pela primeira vez, centrada na folha, distante uma linha
em branco do texto, dispensando consulta ao texto. 98
Devem ser observadas condições mínimas necessanas para que,
posteriormente, seja possível a obtenção de cópias do trabalho. Em vista disso,
também é importante que quaisquer ilustrações obedeçam às dimensões do
papel99 e as margens estabelecidas para o trabalho científico 100 quando isso não
for possível, isto é, quando forem utilizados outros formatos de papel (plantas,
desenhos técnicos, mapas etc.) estes deverão ser dobrados de forma que
resultem no formato A4.
Quando as ilustrações forem localizadas em anexo, devem ser auto-
explicativas, isto é, elas próprias deverão conter os dados e informações de
modo que não obriguem o leitor a consultar o texto constantemente.
Caso sejam utilizadas ilustrações retiradas de outros documentos, é
necessária a indicação da respectiva fonte. Se a ilustração é de autoria do
próprio autor do trabalho, não é necessária a fonte. Nunca se deve colocar
expressões como "autoria própria " ou "do próprio autor " porque, quando não
se indica a autoria, se pressupõe que seja o mesmo autor do trabalho.
91 NBR 14724:20 11, item 5.8.
98 NBR 14724:2011, item 5.8.
99 Folhas em formato A4- 21,5cm x 27cm.
100 Margem superior: 3cm; inferior: 2cm; esquerda: 3cm e direita: 2cm.
Furasté 71 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico
[
23 TABELAS
As tabelas constituem-se numa unidade autônoma e devem ser feitas de
acordo com o prescrito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). 101 Elas devem ser numeradas consecutivamente com algarismos
arábicos que seguem a palavra Tabela, escrita em letras minúsculas.
Tabela 1
Tabela 2
Tabela 3
Se a largura da tabela exigir, pode-se colocá-la no sentido longitudinal da
folha, mas de maneira que, para sua leitura, a rotação do volume se efetue no
sentido dos ponteiros do relógio.
Se a extensão da tabela for szperior à pagzna, pode-se continuar na
seguinte. Neste caso, não se delimita a tabela e, na folha seguinte, repete-se seu
título e cabeçalho, acrescentando a palavra "continuação" ou abreviadamente
"cont." No caso de uma tabela ser extensa e com poucas colunas, ela pode ser
dividida verticalmente em partes iguais, colocadas lado a lado, separadas por um
traço vertical duplo.
Partes da tabela
As tabelas são compostas de topo e centro, que por sua vez se subdivide
em partes, assim distribuídos:
a) topo- constituído pelo número de ordem e seu respectivo título;
b) cabeçalho - espaço reservado para os títulos de cada coluna;
c) corpo da tabela - composto de linhas e colunas separadas por
traços verticais, destinadas aos dados numéricos;
d) coluna indicadora - a primeira coluna e a que indica o conteúdo de
cada linha;
e) célula - espaço resultante do cruzamento de uma linha com uma
coluna, destinado ao dado numérico;
f) rodapé - localizado imediatamente após o fechamento da tabela;
contém a indicação da fonte 102 e dados necessários para a
101 Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Normas de apresentação tabular. 3.ed. llio
de Janeiro: 1993. Disponível em: <http ://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/monografias/GEBIS%20-
%20RJ/normastabular.pdf.>
102 Nunca se deve colocar expressões como 11autoria própria'' ou "do próprio autor " porque, quando não se
indica a autoria, se pressupõe que o autor seja o mesmo do trabalho.
l'
Nonnas Técnicas para o Trabalho Científico 72 Furasté
explicação de algum de seus aspectos. Pode-se utilizar "nota" para
um esclarecimento de ordem geral - quando houver mais de uma
podem ser numeradas; ou "chamadas" para explicitação de dados
relativos às linhas ou colunas. As chamadas serão feitas sempre em
algarismos arábicos colocados entre parênteses.
Titulo da tabela
O título das tabelas deve ser escrito em letras minúsculas, centrado, em
espaço simples e colocado na parte superior. Se acontecer de um título ocupar
mais de uma linha, deve ser disposto de tal forma que cada linha seja centrada,
formando uma pirâmide invertida.
Tracejamento
As tabelas devem ser fechadas , no alto e embaixo, por traços contínuos.
Nos lados permanecem abertas. As colunasdevem ser separadas por traços
verticais .
Cabeçalho
Os conteúdos das colunas devem ser escritas com a mesma letra utilizada
no corpo da tabela. Nas subdivisões, se houver, o tipo de letra pode ser
gradativamente menor. Os títulos devem ser centrados em relação à coluna a
que pertencem.
Coluna indicadora
As informações da coluna indicadora são normalmente escritas com a
primeira inicial maiúscula e são seguidas de uma linha pontilhada até encontrar
a primeira coluna. ·
Unidades de medidas 103
Quaisquer unidades de medidas ou grandezas mencionadas devem ser
indicadas através de seus nomes ou símbolos, no cabeçalho da coluna onde
aparecem, ou logo abaixo da legenda, no caso de todas as colunas exprimirem
dados com a mesma medida.
103 As unidades de medida devem obedecer ao disposto no Quadro Geral de Unidades de Medidas aprovado
pela Resolução CONtviETRO n• I I, de 12 de outubro de 1988.
Furasté 73 Nonnas Técnicas para o Trabalho Científico
T b I 5
I
a e a
coluna l
indicadora Distribuição dos ocupados por setor de atividade
[ legenda _r \ econômica na grande São Paulo em 2009/2012 Índices do nível de ocupação
~ Períodos Setor de atividade econômica total
[célula indústria comércio serviços(1 outros(2)
- jan./dez./09 ... .. 33,0 14,8 41,3 10,9 100 ~ jan./dez./1 O ..... 31,2 16,0 42,5 10,3 100 jan./dez./11 ..... 32,4 17,3 39,4 11 ,O 100
jan./dez./12 .... . 30,9 18,4 38,1 12,6 100
Fonte: ABCDE/SP
(1) Excluídos os empregados domésticos.
(2) Englobam: construção civil , serviços domésticos, etc.
Tabela 8
Geração Bruta de Energia Elétrica por empresa
f=-"-' Bahia, 2011 - 2012 (MWH)
cabeçalho
Ano Coelba Chesf Total
~ 2011 126.971 15.379.199 982.423 I cél ula I 2012 119.482 16.735.199 982.423
~ Fonte. Chesf, Coelba
24 APÊNDICES/ ANEXOS
APÊNDICES
Elemento opcional. Trata-se de documento, texto, artigo ou outro
material qualquer, elaborado pelo próprio autor, e que se destina apenas a
complementar as ideias desenvolvidas no decorrer do trabalho. Não se trata de
uma parte do trabalho em si, mas apenas de um elemento que vem ilustrar as
ideias, acrescentar alguma nuance, algum aspecto interessante, mas que não
chega a interferir na unidade geral.
~-·
~
Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 74 Furasté
Os apêndices são identificados por letras maiúsculas consecutivas,
seguidas de um travessão e o respectivo titulo. Essa identificação pode ser feita
numa folha anterior para não interferir na estrutura física do apêndice, nesse
caso, centraliza-se o tíhtlo do apêndice na extensão da folha. Sua paginação é
progressiva e deve dar seguimento à do trabalho.
AN!EXOS
APÊNDICE A- Experiência com o Ensino Fundamental
APÊNDICE B- Experiência com o Ensino Médio
APÊNDICE C - Experiência com o Ensino Infantil
Elemento opcional. Os anexos constihlem-se em suportes para
fundamentação, comprovação, elucidação e ilustração do texto. São elementos
não elaborados pelo autor. Devem ser destacados do texto para evitar uma
ruphtra em sua sequência e continuidade. Sua paginação é progressiva e deve
dar seguimento à do trabalho.
A identificação dos anexos deve ser feita com letras maiúsculas e não
com algarismos, seguida de travessão e o título. Essa identificação pode ser
feita numa folha anterior para não interferir na estruhlra física do anexo, nesse
caso, centraliza-se, vertical e horizontalmente, o tírulo do anexo na extensão da
folha.
ANEXO A- Regulamento interno
ANEXO B - Estatuto do condomínio
ANEXO C- Ata da reunião inaugural
Se houver necessidade, pode-se fazer uma identificação progressiva de
diversos elementos de um mesmo anexo com a colocação de algarismos
arábicos após as letras indicativas:
ANEXO A - Plantas do pavimento inferior
ANEXO A1 -Vista de fundo
ANEXO A2 -Vista lateral direita
ANEXO A3- Vista de frente
ANEXO B -Plantas do pavimento superior
ANEXO B1- Vista de frente
ANEXO B2- Vista de fundo
I
I
f
!
I
t
Furasté 75 Normas Técnicas p ara o Trabalho Cientifico
Normalmente, os anexos podem se referir a:
a) ilustrações que não são diretamente mencionadas no texto, mas que a
ele dizem respeito;
b) descrição de instiruições, equipamentos, técnicas e processos,
especialmente em relatórios;
c) material de acompanhamento que não pode ser utilizado no corpo do
trabalho;
d) modelos de fichas, formulários, impressos etc;
e) jurisprudências específicas, leis, decretos e afins que não poderiam ser
citados no corpo do trabalho.
25 GLOSSÁRIO 104
Elemento opcional. Quando se faz uso, no decorrer do trabalho, de
palavras ou expressões que são exclusivas do âmbito do assunto explorado, ou
são expressões técnicas de uso restrito, ou, ainda, são palavras ou expressões de
sentido obscuro, pouco usuais, quase desconhecidas, é aconselhada a
apresentação de um glossário, isto é, uma lista dessas palavras e/ou expressões
com as respectivas significações ou definições.
Deve ser localizado, em folha própria e paginada, após as Obras
Consultadas, antes dos apêndices e anexos, se houver.
GLOSSÁRIO
Brownie - nome de um elemental doméstico.
Criatura sem corpo físico, espectro de luz;
Ciclope - Gigante com apenas um olho no centro
da testa.
Elfos - Criaturas encantadas que gostam de andar
a cavalo.
Elisio - Lugar ocupado pelos heróis e pelos
homens virtuosos.
Fada- Ente imaginário, do sexo feminino, a que se
atribui a faculdade sobrenatural de prever o
futuro.
Gnomo - Cada um dos pequenos espíritos que
presidem a tudo que a terra encerra.
lemanjá - Orixá feminino, a mãe-d'água dos
iorubanos.
Ogum- Oríxá que preside as lutas e as guerras.
Trai/- Criatura inimiga dos gnomos
10
' Vocabulário em que se dá a explicação de palavras pouco usadas ou usadas apenas por wn grupo.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 76
26 REFERÊNCIAS 102
Todos os procedimentos mencionados a seguir para a indicação das
Referências estão rigorosamente baseados na NBR 6023,
modificada, pela última vez, em agosto de 2002, pela
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Furasté
De acordo com a ABNT, Referência é conjunto padronizado de
elementos descritivos, retirados . de um documento, que pennite a sua
identificação individual. Trata-se de uma lista ordenada dos documentos
efetivamente citados no texto. Existindo, e geralmente existem, outros
documentos que não são citados no decorrer do texto, deve-se fazer uma lista
própria, separada, após a lista de referências, sob o título : Obras
Consultadas .103
A NBR 6023:2002 é a norma que, exclusivamente:
a) especifica os elementos a serem incluídos em referências;
b) fixa a ordem dos elementos das referências;
c) estabelece convenções para transcrição e apresentação da fonte
consultada.
Essa norma destina-se a orientar a preparação e compilação de
referências de material utilizado na elaboração dos diversos tipos de trabalho
científico. Os elementos, essenciais e/ou complementares, que compõem a
Referência devem ser apresentados numa sequência padronizada e uniforme,
estabelecida pela ABNT. A pontuação segue padrões internacionais e deve ser
uniforme para todas as referências .
As Referências (identificação das obras efetivamente citadas no texto)
podem ser localizadas :
a) no rodapé de página;
b) no final de cada capítulo;
c) numa lista única no final do Trabalho.
102 Em alguns casos, usamos nomes fi ctícios de pessoas, eventos, e outros dados, já que nosso objetívo é
demonstrar o mais claramente possível a aplicação das normas da ABNT.
103 Insistimos, fu ais u~a vez, que a Lista de Referências identifica as obras citadas no decorrer do tex to e
Obras Consultadas é a listagem de todas as outras obras que foram utilizadas durante a pesquisa e
elaboração do trabalhoembora não tenbam sido mencionadas no seu decorrer do trabalho.
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Furasté 77 Normas Técnicas para o Traba lho Cientifico
As referências devem ser alinhadas, somente à margem esquerda, 104
inclusive da segunda linha em diante, de forma a se identificar individualmente
cada documento. Devem ser digitadas em espaço simples e separadas entre si
por uma linha em branco.
O título da obra referenciada pode ser apresentado ou em negrito, ou em
itálico ou sublinhado, mas de maneira uniforme em todas as referências. Nada
impede que se utilize simultaneamente mais de uma maneira de destaque. Os
demais elementos são apresentados unifonnemente em todas as referências.
ELEMENTOS
Os elementos a serem referenciados dividem-se em essenciais e
complementares. Os elementos essenciais são aqueles que não podem faltar,
sua presença é obrigatória. Os elementos complementares são aqueles
opcionais, não obrigatórios, mas que, acrescentados aos essenciais, permitem
melhor caracterizar as obras referenciadas facilitando a sua identificação.
São elementos essenciais e, portanto, obrigatórios, de acordo com a
ABNT, os seguintes:
- Autor(es);
-Título (e subtítulo, se houver);
-Edição (a partir da segi.rnda);
- Imprenta (local, editora, ano de publicação).
São considerados complementares dados como:
- indicação da página da obra consultada;
- o número total de páginas de uma obra;
- indicação de série, coleção, caderno, suplemento ...
- indicação de volume, tomo, fascículo ...
- ISBN;
- periodicidade;
-indicação de coluna, em jornais;
- voto vencedor e voto vencido, em acórdãos e sentenças.
Os elementos essenciais e os complementares devem ser retirados do
104 Apesar de ainda ser encontrada, a reentrada para abaixo da terceira letra nas referênc-ias deixou de ser
exigida desde a alteração da NBR6023 em agosto de 2000.
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Normas Técnicas para o Trabalho Científico 78
próprio documento a ser referenciado.
Neste livro, os exemplos são dados, por uma questão de
praticidade, via de regra, apenás com os dados essenciais.
Furasté
As referências que forem feitas devem obedecer, sempre, todas, aos
mesmos princípios. Se houver a opção de serem indicados também os elementos
complementares, estes devem ser incluídos em todas as referências, do início ao
fim do trabalho. Da mesma forma, os recursos tipográficos utilizados nas
referências devem ser os mesmos em todas as obras, isto é, deve-se optar por
uma maneira e utilizá-la até o fim, mantendo uma unidade.
Referência é a identificação, como dissemos, de toda publicação que foi
mencionada no decorrer do trabalho. Isso pode ser feito, como também já
vimos, no rodapé, no final de capítulo ou no final do Trabalho. É a identificação
de algum trecho, idéia ou pensamento de outra pessoa, isto é, que não nos
pertence, ou seja, identifica as citações feitas .
OBRAS CONSUL TAD.AS
Acreditamos que, na NBR 6023, a ABNT tenha cometido um pequeno
"cochilo" que precisa ser consertado. Ela faz menção apenas a referências, ou
seja, à identificação da obras utilizadas pelo autor e que estão efetivamente
citadas no decorrer do trabalho (citações). Porém, é de se convir que outras
obras, que não foram citadas, podem ter sido utilizadas. E certamente isso
ocorre. E aí surge a questão: onde essas últimas devem aparecer? A ABNT não
diz.
Para fazer essa identificação, deve-se manter o mesmo sistema que se
vinha fazendo antes das alterações da NBR 6023, em 2000, e ratificadas em
2002. Ou seja, deve-se fazer a Referência das citações exatamente como o
prescrito e, além disso, deve-se fazer a indicação das outras obras que foram
utilizadas, mas que não aparecem no corpo do trabalho, sob um outro título, o de
Obras Consultadas . 105
Então, a Lista de Referências identifica as obras citadas no decorrer do
trabalho (e podem ser colocadas no rodapé da página, no final do capítulo, ou
no final do trabalho) e as Obras Consultadas englobam todas as obras
utilizadas pelo autor para a realização de sua pesquisa e que não foram
mencionadas no trabalho (essas serão localizadas no final do trabalho). Dessa
forma, no final de um trabalho, é perfeitamente possível que ocorra a existência
10; Ver o primeiro parágrafo deste capítulo.
Furasté 79 Normas Técnicas pa ra o Trabalho Cientifico
de uma Lista de Referências e, uma outra lista, a das Obras Consultadas.
Observação importante
Alguma confusão tem surgido, com certa frequência, devido a
encontrarmos, na NBR 10719:1989 - Apresentação de Relatórios Técnico
e/ou Científicos, orientações que são específicas para os relatórios técnico
e/ou científicos, tais como:
7.3.2.2 Não é recomendável a utilização de rodapé para referências
bibliográficas, em virtude das dificuldades para diagramação e
impressão.
7.3.4 Não devem ser referenciadas fontes bibliográficas que não foram
citadas no texto.
7.3.4.1 Caso haja conveniência de referenciar material bibliográfico sem
alusão explícita no texto, isto deve ser feito em sequência às
referências bibliográficas, sob o 'título Bibliografia Recomendada.
É preciso ficar atento para evitar confusões. Essas orientações,
repetimos, são válidas APENAS para Relatórios Técnico e/ou Científicos.
A apresentação das Referências e das Obras Consultadas
é idêntica e seguem as orientações dadas a seguir.
AUTOR PESSOAL 106
O autor deve ser apresentado, tal como figura na obra referenciada, pelo
SOBRENOME, em letras maiúsculas (versais), seguido dos outros nomes, em
letras minúsculas, abreviados 107 ou não, separados por vírgula: 108 O ponto que
se coloca a seguir é o ponto de separação de um dos campos de identificação da
referência. 109
BASSO, Olympio
COSTA GAMA, Marina da
PÁDUA, Marcelo Girino de
As indicações de parentesco - Filho, Júnior, Neto, Sobrinho etc. fazem
parte do nome e devem ser mencionadas por extenso, acompanhando o último
106 A ABNT explica que a NBR 6023 adota os padrões de identificação correta para entrada de nomes, pessoas .
e/ou de entidades de acordo com o Código de Catalogação Anglo-Americano, em vigor.
107 O hábito de abreviar pertence a outros sistemas. Aqui sugerimos que não sejam abreviados, pois isso evita
uma série de confusões na hora de fazer alguma referência, especialmente no corpo do Trabalho.
108 NBR 6023:2002, item 8.1.1.
109 Os campos essenciais de identificação de uma referência são: Autor, Título e lmprenta (local, editora e ano).
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 80 Furasté
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sobrenome. Se o sobrenome pelo qual o autor é mais conhecido for um termo - ~
composto, deve-se citá-lo por inteiro; se o sobrenome for precedido de .
partículas, como "de", "da", "e", essas permanecem junto do prenome:
JUCÁ FILHO, Cândido
PEREIRA NETO, Vilmar Dias
LIMA SOBRINHO, Paulo Roberto de
SILVA FILHO, Plínio Alves da
Não " induem indioaçõoe de titulo•, oargo•, guduaçõ", me•mo que · ~~
apareçam na obra referenciada: Dr., Prof, M.M., Pe. , PhD. e outros.
Se houver mais de um autor, separa-se um do outro por um ponto-e-
vírgula ( ; ) 110 seguido de um espaço. Até agosto de 2000, quando a NBR 6023
foi alterada pela primeira vez, usava-se uma vírgula, o que, convenhamos, podia
causar muitas confusões. Em boa hora isso foi mudado.
Quando uma obra for escrita por um, dois ou t rês autores, tod os devem
ser nomeados.
LINS, Osman. Problemas lnculturais Brasileiros. 3.ed. São Paulo: Summus,
1982.
BONAZZI, Marisa; ECO, Umberto. Mentiras que parecem verdade. 4.ed. São
Paulo: Summus, 1980. p. 265. ·
MOREIRA, Marília; FERNANDES, Lourdes; CASTRO, Vera Lúcia. Os Lobos do
Asfalto. Campinas: Verbo, 2003. p. 325.
·Quando houver mais de tr ês autores, indica-se apenas o nome do
primeiro, acrescentando-se a expressão latina et al. 111FALCONE, Francesco. et ai. Como interpretar o choro do bebê. Porto Alegre:
Luzes, 2000.
Se a menção de todos os autores for indispensável, por conta de alguma
exigência dos órgãos responsáveis (instituição de ensino, órgão fmanciador, etc),
ou mesmo, por exigência do orientador do trabalho, então, nomeiam-se todos.
110 NBR 6023:2002, item 8. 1.1.
111 Ver explicação oportuna sobre o et ai. , na pág.82.
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Furasté 81 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
FALCONE, Francesco; HENN , Martha; FERRAZ, Carlos ; BASSO, Olímpio;
OLIVEIRA, Vanessa. Como Interpretar o choro do bebê. Porto Alegre: Luzes,
2000.
Quando houver organizador, coordenador, compilador, editor ou algo
assemelhado, inicia-se a referência pelo nome do responsável, acrescentando-se,
após o seu nome e entre parênteses, a designação correspondente : (Org.),
(Coord.), (Comp.), (Ed.) etc.
BROOKESMITH, Peter (Org.). O impossível acontece. São Paulo: Círculo do
Livro, 1984.
MELO, Maria Helena (Coord.). Meu Encontro Comigo Mesma. Porto Alegre:
Continental, 2000.
FIGUEIREDO. Adriana (Comp.); COUTINHO, Ramona; FREITAS, Diovana. Os
Segredos de Nosso Diário. Caxias do Sul: Moacara, 2011.
COSTA, Hamilton. (Ed.); SODRÉ, Carlos; WEBER, Mílton . A Construção do
Saber. Campinas: Mundial , 1992.
Se o documento não possuir autoria conhecida, a entrada é feita pelo seu
título, sendo a primeira palavra escrita em letras maiúsculas, incluindo as
partículas que houver (artigos, pronomes, preposições ... ). O termo anônimo não
deve ser utilizado para substituir o nome de um autor desconhecido.
A GRANDE Magia do Circo. São Paulo: Contrex, 1987.
OS DESENCONTROS de dois Irmãos de Sangue. Rio de Janei ro: Santana,
1988.
PELOS CAMINHOS do Pago. Osório: Candeias , 1999.
Quando o autor adotar pseudônimo na obra a ser referenciada, este é o que
deve ser considerado para entrada. Porém, quando o verdadeiro nome for
conhecido, deve-se indicá-lo entre colchetes após o pseudônimo.
ATHAYDE, Tristão de [Alceu Amoroso Lima]. Debates pedagógicos. Rio de
Janeiro: Schmidt, 1931 .
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 82 Furasté
Quando necessário, pode-se acrescentar outras informações, conforme
aparecem na obra referenciada.
SZPERKOWICZ, Jerzy. Nicolás Copérnico: 1473-1973. Tradução de Victor M.
Ferreras Tascón, Carlos H. de León Aragón. Varsóvia: Editorial Científica Polaca,
1972.82 p.
GOMES, O. O Direito de Família. Atualização e notas de Humberto Theodoro
Júnior. 11.ed. Rio de Janeiro: Forense, 1955. 562p.
Uma observação oportuna sobre o et a.l.
No Latim, "et" significa "!1t", e "ai." é a abreviatura de "alii", que significa
"outros" e é masculino; é, também, a abreviatura de "aliae", que significa "outras e é
feminino, podendo, ainda, indicar as flexões latinas do genitivo, dativo, acusativo e
nominativo.
A pronúncia correta é "et ª-lii "e não" et ali[ ".
Para evitar confusões e erros de regência nas citações, prefere-se fazer uso
da forma abreviada, já que a abreviatura serve para todos os casos - masculino,
feminino, singular ou plural.
Et ai. é uma abreviatura e, por isso, não dispensa o ponto.
Deve ser escrito corri caracteres normais, sem negrito, sem itálico ou
sublinhado por se tratar de expressão ja incorporada ao domínio da nossa língua.
AUTOR ENTIDADE 112
Instituições, órgãos governamentais ou não, organizações, associações,
empresas, sociedades podem ser consideradas "autores", e seus nomes serão
referenciados em letras maiúsculas:
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR6023: Informação
e documentação - Referências- Elaboração. Rio de Janeiro: 2000.
SOCIEDADE GAÚCHA DE PRATICANTES DE CAPOEIRA. É praticando que
se aprende. Porto Alegre: Cultural, 1997.
ASSOCIAÇÃO PORTO-ALEGRENSE DE PROTEÇÃO AOS ANIMAIS. Dê um
pouco de carinho aos animais. Porto Alegre: Cultural , 2001 .
112 Ver nota 106.
Furasté 83 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
Quando a entidade possuir uma denominação genérica, seu nome deverá
vir precedido do órgão superior ou pelo nome da jurisdição geográfica à qual
pertença.
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria da Educação
Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: língua portuguesa, primeiro
e segundo ciclo. Brasília: 1997. 256p.
BRASIL. Ministério da Justiça. Relatório de atividades do ano de 2000.
Brasília: Imprensa Nacional, 2000. 125p.
Quando a entidade possuir um nome específico de larga utilização, a
entrada é feita diretamente pelo seu nome.
BIBLIOTECA NACIONAL. Relatório da Diretoria Geral. Rio de Janeiro,
1999.
FUNDAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO. Perfil da
administração pública paulista. 4.ed . São Paulo: 1986. 895p.
Congressos, simpósios, seminários, encontros, conferências têm entrada
pelo título geral do evento. Deve ser referenciado em letras maiúsculas, seguido
de um algarismo arábico que indica o número do evento, o local e a data da
realização, tudo separado por vírgulas, seguido da imprenta (local da
publicação, editora e ano de publicação):
SEMINÁRIO GAÚCHO DE CRIADORES DE ABELHAS, 4, Porto Alegre, 18 jan.
1999. Caxias do Sul, Anais. Caxias do Sul: Montrex, 2005.
CONGRESSO BRASILEIRO DE ESCRITORES, 3, São Paulo, 25 fev. 2000.
Porto Alegre, Anais. Porto Alegre: AGE, 2000. 2.v.
TÍTUlO
Os títulos e subtítulos devem ser reproduzidos tal como aparecem nas
obras ou trabalhos referenciados, separados por dois pontos.
O título deve ser apresentado com destaque, que pode ser negrito,
itálico, sublinhado ou uma combinação deles. O subtítulo, ou quaisquer
acréscimos que tenha o título e que apareça depois dos dois -pontos, não recebe
destaque algum:
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Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 84 Furasté
r~C~A--MA_R_G-~0. -L-u-is-.-A-s~s~e-s_s_o_n-·a_P_e_d_a_g_o~.g-,-.c-a_:_a_p-lic_a_ç_õ_e~s-i-nt-e-rd_i_s-ci-p~lin_a_r_e_s-. _P_o_rt_o_ l
Alegre, Cultural , 1998. 76p. . !
LUCKESI, Cipriano et ai. Fazendo universidade: uma proposta metodológica.
São Paulo: Cortez, 2000. I ~·
A ABNT diz que o recurso tipográfico (negrito, grifo ou itálico) utilizado . ,~,
para destacar o elemento título deve ser uniforme em todas as referências de um .
mesmo documento. Nada existe em contrário de se usar mais de uma maneira de
destaque, desde que seja uniforme em todo o trabalho. · ;
a) negrito:
SABINO, Fernando. O Grande Mentecapto. 2.ed. Rio de Janeiro: Record , 1979.
b) grifo (ou itálico):
SABINO, Fernando. O Grande Mentecapto . 2.ed. Rio de Janeiro: Record , 1979.
c) negrito e grifo (ou itálico):
SABINO, Fernando. O Grande Mentecapto. 2.ed. Rio de Janeiro: Record, 1979.
Se o título fordemasiadamente longo, pode-se suprimir algumas palavras,
desde que não sejam as primeiras, nem alterem o sentido. Essa supressão deve
ser indicada por reticências.
Vejamos o título:
Psicologia da vida erótica, generalidades sobre o ataque histérico,
.. conceito psicanalítico das perturbações psicógenas da visão.
Pode ser apresentado assim:
Psicologia da vida erótica, generalidades ...
Se não existir título, deve-se atribuir uma palavra que identifique o
conteúdo do documento, entre colchetes.
SEMINÁRIO GAÚCHO DE PSICANALISTAS HUMANITÁRIOS, 1. , 2003,
Porto Alegre . [Trabalhos apresentados]. Porto Alegre: Sociedade
Psicanalitica Humanitária, 2003. 254p.
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Furasté 85 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico
Quando se fizer referência a revistas ou periódicos na sua totalidade
(toda a coleção) ou quando se está fazendo a referência a um número ou
fascículo integralmente, o título deve figurar por primeiro, em letras
maiúsculas.
REVISTA BRASILEIRADE PUBLICIDADE E PROPAGANDA. Rio de Janeiro:
Sabiá, 1997-1999.
PRO-TESTE. Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Defesa do Consumidor.
n. 125. jun. 2013. 2004.
Em caso de autoria desconhecida, 113 a entrada é feita pelo título da obra.
Como dissemos, mmca se utiliza o termo "anônimo". Caso a obra possua mais
de um título ou, se o título' aparece em mais de um idioma, registra-se apenas o
primeiro ou o que aparecer com mais destaque.
EDIÇÃO
Indica-se a edição somente a partir da segunda, com algarismo arábico
seguido de ponto e da abreviahira da palavra "edição" (ed.), logo após o título.:
MOREIRA, Vítor. O Espaço Azul. 4.ed. São Paulo: Polux, 2012.
SÓDERSTEN, Bo; GEOFREY, Reed. lnternational economics. 3. ed.
London: MacMillan, 1994.
Podem ser indicados, de fonna abreviada, emendas, acréscimos,
atualizações e revisões à edição.
CHAVES, Adriano O. A Capoeira no Brasil. 3.ed. rev. e aum. Porto Alegre:
Matrix, 2001.
DI NA, Antonio. A fábrica automática e a organização do trabalho. 2. ed. atual.
·Petrópolis: Vozes, 1987
11 3 Ver página 81 , segundo parágrafo.
~I" . .
" ~ Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 86 Furasté
IMPRIENTA
Chama-se de imprenta a indicação que compreende o local, editora e ano
da publicação da obra. O local é separado do nome da editora por dois pontos
( : ) e esta, do ano, por vírgula, finalizando por ponto.
São Paulo: Ática, 2008.
Petrópolis: Vozes, 2011.
Porto Alegre: Prodil, 2009.
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Quando algum dado é desconhecido e não há possibilidade de se fazer uma - ~
identificação positiva, registra-se abreviadamente, entre colchetes, conforme o - ~:··
caso:
a) na falta do local: [S.I.] ou [ s.l.] 114
b) na falta do editor: [S.n.] ou [S.ed.] ou [s .n.] ou [s.ed.] ~
•!• local
O local da publicação deve ser referenciado tal como aparece na obra. Caso
haja a indicação de mais de um local, indica-se o primeiro ou o que estiver em
destaque. Se não houver indicação do local, coloca-se, entre colchetes a
expressão S.l. ou s.l. (como apresentado acima). Não esquecer que o local é
separado da editora por dois pontos.
FREITAS, Juliano. Como passei em engenharia naquele ano. [s.l]: Milagres,
20j0,
BERNARDES, Ricardo. As Folhas Mortas. 4.ed. [ s.l.] : Nevada, 2012. :
l .
No caso de existirem locais homônimos acrescenta-se a indicação do
estado, país etc.
CAMARGO. Gustavo. Computação Gráfica Aplicada. Alvorada, RS: Matriz,
2010.
VIEIRA Juvenal. O Conhecimento Empírico. Alvorada, TO: Vórtice, 2009.
Quando houver mais de um local para uma só editora, indica-se apenas o
11 4 A letraS, pode estar maiúscula ou em minúscula, porém deve ser uniforme em todas as demais ocorrências.
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Furasté 87 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico
primeiro ou o mais destacado na obra. Se uma obra foi publicada pela Editora
Volga que tem sede em Petrópolis e Canoas, por exemplo:
FERNANDES, Pelópidas; BASTOS, Clóvis. As Relutâncias do Reitor.
Petrópolis: Volga, 202
Se a localidade não aparecer na obra, mas for possíve l sua identificação,
indica-se entre colchetes.
FERNANDES, lvete. Passa ou Repassa. [Porto Alegre] : Global, 1998.
•:• Editor
O nome do editor deve aparecer da mesma maneira como é grafado na
obra, abreviando-se prenomes e dispensando indicações de elementos de
nah1reza jurídica ou comercial, desde que sejam dispensáveis para sua
identificação.
J. Olympio
Atlas
Mercur
e não: Livraria José Olympio Editora
e não: Editora Atlas Ltda.
e não: Companhia Mercur de Publicações L TOA.
Quando uma obra for publicada por duas editoras, devem ser indicadas as
duas com seus respectivos locais (cidades), separados por vírgula.
CAMPELO, Rute. A Corrida das Pontes. Porto Alegre: Matrix, São Paulo:
Dupont, 2012.
Caso sejam três ou mais editoras, registra-se apenas a primeira que
aparece ou a mais destacada. Por exemplo: um guia hlrístico foi publicado por
cinco editoras conveniadas: Vergueiro, Mercur, Dupont, Global e Polux e elas
aparecem nessa ordem na obra.
FAGUNDES, Carlos; NOGUEIRA, Vera . Dicas Interessantes para Turistas
de Finais de Semana. Florianópolis: Vergueiro, 2013.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 88 Furasté
Quando o editor não é mencionado, faz-se, entre colchetes, a indicação
abreviada: [S.n.] ou [s.n]"sine nomine ", ou: [S.ed.] ou [s.ed.] "sem editor" .
HOBSBARTH, Maria lrene. O Poder Digestivo da Semente do Mamão.
Cuiabá: [S.n.], 1999.
Não há necessidade de se indicar o nome do editor quando ele é o próprio
autor. O exemplo prático para essa situação é deste manual que você está lendo:
FURASTÉ, Pedro Augusto. Normas Técnicas para o Trabalho Científico.
17.ed. Porto Alegre: [S .ed.], 2013.
ou simplesmente:
FURASTÉ, Pedro Augusto. Normas Técnicas para o Trabalho Científico. 17.ed.
Porto Alegre: 2013.
·:· Data
Indica-se a data com algarismos arábicos, sem pontuação, nem espaços.
CAMARGO, Vitorino Arantes de. Era uma vez um verão em Cidreira. Cidreira:
Beira-mar, 201 O.
Caso não seja possível encontrar nenhuma data explícita na obra
(publicação, distribuição, copirraite, impressão ... ) registra-se, entre parênteses,
conforme se apurar: 115
[2001 ou 2002) -·um oli outro ano
,[2009?]- data provável.
·[2003]- data certa, mas não indicada na obra
[entre 2006 e 2009)- intervalo não deve ser superior a 20 anos
[199-] ~ década certa
[199?] - década provável
[18--]- século certo
[18--?] - século provável
115 NBR 6023:2002, item 8.6.2.
Furasté 89 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico
Assim:
TEIXEIRA, Waldemar. Segredos da Culinária Chilena. 3.ed . Santos : Medina,
[2008?].
ANTUNES, Jul iano. Técnicas Avançadas de Re-Harmonização. Canoas:
Arenage, [199-] .
Quando se tratar de publicação periódica, indica-se a data inicial e a data
final do período da edição, quando se tratar de publicação encenada. Se a
publicação ainda está em vigor, indica-se a data inicial seguida de um hífen e
. um espaço seguido de ponto.
INFORMAÇÃO E CULTURA. Porto Alegre: Diretório Estadual de Cultura, 1976-
1989.
GLOBO RURAL. São Paulo: Rio Gráfica, 2010- .
DESCRIÇÃO FÍSICA
Ao fmal da referência, pode-se registrar o número total de páginas ou
folhas, seguidos da abreviatura "p.", para páginas ou "f.", para folhas. 116
VIEGAS, Anne. Acampamento Modelo. Porto Alegre: Lótus, 2001. 253 p.
SCHUL TZBERGER, Victor. Músicas de Acalentar. Canoas: Nobre, 1987. 7 4 f.
Quando a obra for publicada com mais de um volume, deve-se indicar a
quantidade de volumes, seguida da abreviatura "v."
RONDON, Mônica; RICHTER, América . Trabalho repetitivo: pavor ou
paranoia? São Paulo: Viegas, 2009. 3v.
Se for feita referência à parte de uma obra, deve-se mencionar os números
das páginas inicial e final, precedidos da abreviatura "p."
WORM. Gustavo. Reprogramando atitudes . In : Coletânea de Atitudes Posi-
tivas. Santos: Fulgor, 2012. p. 31-43.
11 6 Se for feita a opção por indicar o número de páginas, deve-se fazê· lo em todas as obras.
Nonnas Técnicas para o Trabalho Cientifico 90 Furasté
Quando, porventura, for utilizada uma publicação ou obra que não seja
paginada ou que seja irregularmente paginada, deve-se registrar esse fato.
FLORES, Atanazildo. Curso Prático de Aritmética para Concursos. São Paulo:
Cultura, 2011. Não paginado.
PANDOLFO, Lucas. Magníficos Instrumentos de Cordas. Rio de Janeiro: Vital,
2012. Paginação irregular.
Observação:
É oportuno lembrar que, quanto ao uso de numerais, para indicação de
uma sequência, não se escreve os algarismos repetidos de um número. Se é para
ser feita, por exemplo, menção das páginas que vão de 31 até 35, escreve-se:
31-5, não repetindo o algarismo 3 do número 35 ; se forem páginasde 126 a
129, escreve-se: 126-9, não repetindo o algarismo 1 nem o 2. Portanto, se for
feita a indicação: 235-9 é porque se está fazendo referência às páginas 235 até
239.
FlORA VENTE, Álvaro. Alquimia Moderna. São Paulo: Cultura , 2011. p.145-9.
GOULARTE, Márcia. Terremotos e Vulcões. Recife: Velgos, 2009. p. 1237-49.
PAULINO, Lara. Correndo para a Forca. Rio de Janeiro: Vidigal, 2012. p. 435- 8.
Para se fazer a indicação de quaisquer tipos de ilustrações, pode-se fazer a
indicação abreviada: "il."; se for ilustração colorida, indica-se "il. color."
SiLVA, Diovana. Estudos Sociais para Jovens. Porto Alegre: Glória, 2(J"~ 2.
25p. il.
LEE, Caro!. Como salvar minha vida sendo eu mesma. Porto Alegre, 2013.
35p. il. calor.
Em teses, dissertações ou outros trabalhos acadêmicos, deve ser indicado o
tipo de documento (tese, dissertação, trabalho de conclusão etc.), o grau, a
vinculação acadêmica, o local e a data da defesa, mencionada da folha de
aprovação (se houver) .
Furasté 91 Nonnas Técnicas para o Trabalho Científico
INÁCIO, Francisco E. Transistores e Capacitares: componentes vitais nos
circuitos eletrônicos. 2012. 1 05f. Trabalho de Conclusão de Curso
(Especialização), aculdades Reunidas, Universidade São Carlos, 2013.
Data da defesa Data da publicação
COUTO E SILVA, M rgarete. uisa Escolar sobre Hábitos de Leitura
no Ensino Médio m Porto Alegre. 201 O. 11 Op. Dissertação (Mestrado em
Educação). Fac tiade de Letras, Universidade Estadual do Amazonas,
Manaus, 2012.
Cuidado para não confundir a data da defesa (ou apresentação) com a data
de publicação. Na maioria dos casos é a mesma data, porém podem ser
diferentes.
SÉRIIES E COLEÇÕES
Após todas as indicações podem ser incluídas informações sobre séries ou
coleções que compõem a totalidade da obra. É indicado o título da série ou da
coleção e sua numeração conforme figurem na obra, entre parênteses.
CARVALHO, M. Guia Prático do Alfabetizador. São Paulo: Ática, 1994. 95 p.
(Princípios, 243).
MIGLIORI, R. Paradigmas da Educação. São Paulo: Aquariana, 1993. 20 p.
(Visão do Futuro, v. 1 ).
ROSENBERG, Flavio de Oliveira. Curso de Polímeros Incandescentes. Rio de
Janeiro: Delta, 2000. 343 p. (Novas Experiências, v. 3).
Para ficar mais prático para o leitor, sempre que se julgar necessário ou que
for possível, pode-se acrescentar, ao final da referência, alguma nota
esclarecedora.
FURASTÉ. Pedro Augusto . Rapidinhas Gramaticais: manual de consulta rápida .
Porto Alegre: Cultural , 2008. No prelo.
PERELLÓ, Patrícia. Uma Leitura Inovadora de Freud. Porto Alegre: Sociedade
Psicanalítica Porvir, 2002. Mimeografado.
QUI ROGA, Fernando ·Adauto. Travessias Férreas no Estado do Rio Grande do
Sul. Porto Alegre: Global, 2003. Polígrafos 1 e 2. ·
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 92 Furasté
ORDENAÇÃO 117
É bom lembrar que a localização das referências, ou seja, a identificação
das obras citadas no decorrer do trabalho, pode ser em nota de rodapé, ou no
final do capítulo ou no final do trabalho.
As referências dos documentos em notas de rodapé devem trazer as
indicações completas na sua primeira aparição. Nas demais, podem ser
resumidas ou não, a critério do autor. Sugere-se que se repita sempre para que
fique mais clara a leitura e a compreensão por parte do leitor.
As referências. dos documentos citados no decmTer do trabalho,
apresentadas em notas de final de capítulo ou no fmal do trabalho, devem ser
ordenadas de acordo com o sistema utilizado para citação no texto (numérico ou
alfabético).
Com o sistema numérico, as referências seguem a mesma ordem que
aparecem no texto. São identificadas pelo algarismo indicativo (o mesmo da
chamada). Para essa numeração, utilizam-se algarismos arábicos, sobrescritos ou
não, que serão separados do nome do autor por um espaço em branco. Não se
usa ponto, travessão, etc.
1 MA TEUS, Maria Helena M. et ai. Gramática da Língua Portuguesa.
Coimbra: Almedina, 1983.
2 WINNJCOTT, D.W. A Criança e o seu Mundo. Rio de Janeiro:
Zahar, 1977.
3 GUIRAUD, Pierre. A Semiologia. Lisboa: Presença, 1978.
4 VIEIRA, Waldo. Projeções da Consciência. 3.ed. Londrina: Ed.
Universalista, 1989.
5 ABERASTURY, A. et ai. Adolescência. 2.ed. Porto Alegre: Artes
Médicas, 1983.
Observe-se que a ordem seguida é a do aparecimento no texto. É
importante lembrar, também, que a margem da segunda linha em diante, deve
iniciar sob a primeira letra da entrada.
Por sua vez, com o sistema alfabético, as referências são reunidas, sem
numeração, numa única ordem alfabética.
117 De acordo. com as normas NBR 6023 e NBR I 0520.
Furasté 93 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico
ALMEIDA, Lourdes Catarina. Liberdade Consentida. São
Paulo: Lótus, 1999.
ALVES, Rubem. Filosofia da Ciência: uma introdução ao jogo e
suas regras. 18.ed. São Paulo: Brasiliense, 1993.
DAVJDSON, John. Energia Sutil. São Paulo: Círculo do
Livro, 1987.
LUFT, Celso Pedro. Novo Guia Ortográfico . Porto Alegre: Globo,
1974.
MARCONDES, E. Obesidade na Infância. Anais Nestlé, n.1 08,
p.14-7, 1982.
MARTINS, César Martinho. Formatação Ambiental. Porto
Alegre: Ornatus, 1998.
WOOLFKIND, Arthur Olavo. Campos de Energia Sutil. Rio de
Janeiro: Everest, 2004.
Até pouco tempo, exigia-se que a indicação fosse fe ita em sequência,
porém essa sequência era duplamente indicada. Era colocada a ordem alfabética
e, ainda, era feita uma numeração sequencial. Ora, isso era absolutamente
desnecessário, pois se tratava nitidamente de uma dupla indicação para um fato
único. Em boa hora a ABNT resolveu eliminar uma dessas duas indicações.
Dessa forma, hoje, faz-se a indicação das obras apenas mantendo a ordem
alfabética. A propósito, lembramos que as letras K, W e Y, voltaram a fazer
parte de nosso alfabeto, aparecendo, respectivamente, após o J , V e X.
BAZARIAN, Jacob. O Problema da Verdade. São Paulo: Círculo do
Livro, 1986.
DAVIDSON , John. Energia Sutil. São Paulo: Círculo do Livro, 1987.
GUJRAUD, Pierre. A Semiologia. Lisboa: Presença, 1978.
KAHTUNJ, Haideé. Psicoterapia Breve Analítica. 3.ed. São Paulo:
Escuta , 2003.
LUFT, Celso Pedro. Guia Ortográfico. Porto Alegre: Globo, 1974.
MA TEUS, Maria Helena M. et ai. Gramática da Língua Portuguesa.
Coimbra: Almedina, 1983.
VIEIRA, Waldo. Projeções
Londrina: Ed. Universalista, 1989.
da Consciência. 3.ed.
____ _____ _ _ ___. ___ _
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 94 Furasté
Na ordenação das obras, quando um autor for indicado mais de uma
vez, o nome do autor pode 11 8 ser substituído por um traço (equivalente a seis
espaços), seguido de ponto, da segunda referência em diante. Quando o título da
obra é repetido, pode-se proceder da mesma forma, substituindo-se o título por
um traço (igualmente equivalente a seis espaços), seguido de ponto.
JAKOBSON, Roman. Linguística e Comunicação. São Paulo: Cultrix, 1969.
___ . Diálogos. São Paulo: Cultrix, 1985.
______ . 3.ed. São Paulo: Cultrix, 1990.
Se algum elemento não figura na obra referenciada, mas é conhecido,
indica-se esse elemento entre colchetes [ ] :
SURITA, Zélia. Minha Vida com meu Cão. Porto Alegre: Logus, [2011] .
BENTO, Márcio. O Computador em Pinhal. [Balneário Pinhal]: Global, 2012.
RUSCHEL, Conceição. Santa Rita. Porto Alegre: [Global], 2012.
Quando é impossível identificar a autoria, ou quando não há autoria
especificada, começa-se a fazer a referência pelo título da obra ou do artigo, com
a primeira palavra escrita em letras maiúsculas, desconsiderando-se artigos,
pronomes e preposições e as demais palavras em letras minúsculas.
OS CAMINHOS do Conhecimento Altrujsta . Porto Alegre: Libertas, 2010.
DIAGÓSTICO do setor editorial brasileiro. São Paulo: Câmara Brasileira do
Livro, 2012.
TRADUÇÕES
Quando se tratarde obra traduzida, após a indicação do título, pode-se
acrescentar: Traduzido por (o nome do tradutor) e no fmal da referência, pode-
se colocar: Tradução de: (o título original), quando essas indicações forem
mencionadas na obra.
118 Mais uma vez lembramos que não se trata de uma obrigatoriedade. "pode" é diferente de "deve".
Furasté 79 Normas Técnicas par a o Trabalho Cientifico
de uma Lista de Referências e, uma outra lista, a das Obras Consultadas.
Observação importante
Alguma confusão tem surgido, com certa frequência, devido a
encontrarmos, na NBR 10719:1989 -Apresentação de Relatórios Técnico
e/ou Científicos, orientações que são específicas para os relatórios técnico
e/ou científicos, tais como:
7.3.2.2 Não é recomendável a utilização de rodapé para referências
.bibliográficas, em virtude das dificuldades para diagramação e
impressão.
7.3.4 Não devem ser referenciadas fontes bibliográficas que não foram
citadas no texto.
7.3.4.1 Càso haja conveniência de referenciar material bibliográfico sem
alusão explícita no texto, isto deve ser feito em sequência às
referências bibliográficas, sob o título Bibliografia Recomendada.
É preciso ficar atento para evitar confusões. Essas orientações,
repetimos, são válidas APENAS para Relatórios Técnico e/ou Científicos.
A apresentação das Referências e das Obras Consultadas
é idêntica e seguem as orientações dadas a seguir.
AUTOR PESSOAl 106
O autor deve ser apresentado, tal como figura na obra referenciada, pelo
SOBRENOME, em letras maiúsculas (versais), seguido dos outros nomes, em
letras minúsculas, abreviados 107 ou não, separados por vírgula: 108 O ponto que
se coloca a seguir é o ponto de separação de um dos campos de identificacão da
referência. 109 '
BASSO, Olympio
COSTA GAMA, Marina da
PÁDUA, Marcelo Girino de
As indicações de parentesco - Filho, Júnior, Neto, Sobrinho etc. fazem
parte do nome e devem ser mencionadas por extenso, acompanhando o último
106 A ABNT explica que a NBR 6023 adota os padrões de identificação correta para entrada de nomes, pessoas.
e/ou de entidades de acordo com o Código de Catalogação Anglo-Americano, em vigor.
107 O hábito de abreviar pertence a outros sistemas. Aqui sugerimos que não sejam abreviados, pois isso evi ta
uma série de confusões na hora de fazer alguma referência, especialmente no corpo do Trabalho.
108 NBR 6023:2002, item 8.1.1.
109 Os campos essenciais de identificação de uma referência são: Autor, Título e lmprenta (local, editora e ano).
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 80 Furasté
sobrenome. Se o sobrenome pelo qual o autor é mais conhecido for um termo
composto, deve-se citá-lo por inteiro; se o sobrenome for precedido de
partículas, como "de", "da", "e", essas permanecem junto do prenome:
JUCÁ FILHO, Cândido
PEREIRA NETO, Vilmar Dias
LIMA SOBRINHO, Paulo Roberto de
SILVA FILHO, Plínio Alves da
Não se incluem indicações de títulos, cargos, graduações, mesmo que
apareçam na obra referenciada: Dr., Prof, M.M., Pe., PhD. e outros.
Se houver mais de um autor, separa-se um do outro por um ponto-e- ! ·.:·
vírgula ( ; ) 110 seguido de um espaço. Até agosto de 2000, quando a NBR 6023
foi alterada pela primeira vez, usava-se uma vírgula, o que, convenhamos, podia
causar muitas confusões. Em boa hora isso foi mudado.
Quando uma obra for escrita por um, dois ou três autores, todos devem
ser nomeados.
LINS, Osman. Problemas tncutturais Brasileiros. 3.ed. São Paulo: Summus,
1982.
BONAZZI, Marisa; ECO, Umberto. Mentiras que parecem verdade. 4.ed. São
Paulo: Summus, 1980. p. 265. ·
MOREIRA, Marília; FERNANDES, Lourdes; CASTRO, Vera Lúcia. Os Lobos do
Asfalto. Campinas: Verbo, 2003. p. 325.
Quando houver mais de três autores, indica-se apenas o nome do
primeiro, acrescentando-se a expressão latina et ai. 111
FALCONE, Francesco. et ai. Como interpretar o choro do bebê. Porto Alegre:
Luzes, 2000.
Se a menção de todos os autores for indispensável, por conta de alguma
exigência dos órgãos responsáveis (instituição de ensino, órgão financiador, etc),
ou mesmo, por exigência do orientador do trabalho, então, nomeiam-se todos.
110 NBR 6023:2002, item 8.1. 1.
111 Ver explicação oporttma sobre o et ai. , na pág.82.
Furasté 81 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
FALCONE, Francesco; HENN, Martha; FERRAZ, Carlos; BASSO, Olímpio;
OLIVEIRA, Vanessa. Como Interpretar o choro do bebê. Porto Alegre: Luzes,
2000.
Quando houver organizador, coordenador, compilador, editor ou algo
assemelhado, inicia-se a referência pelo nome do responsável, acrescentando-se,
após o seu nome e entre parênteses, a designação correspondente: (Org.),
(Coord.), (Comp.), (Ed.) etc.
BROOKESMITH, Peter (Org.). O impossível acontece. São Paulo: Círculo do
Livro, 1984.
MELO, Maria Helena (Coord.). Meu Encontro Comigo Mesma. Porto Alegre:
Continental , 2000.
FIGUEIREDO. Adriana (Comp.); COUTINHO, Ramona; FREITAS, Diovana. Os
Segredos de Nosso Diário. Caxias do Sul : Moacara, 2011.
COSTA, Hamilton. (Ed.); SODRÉ, Carlos; WEBER, Mílton. A Construção do
Saber. Campinas: Mundial, 1992.
Se o documento não possuir autoria conhecida, a entrada é feita pelo seu
título, sendo a primeira palavra escrita em letras niaiúsculas, incluindo as
partículas que houver (artigos, pronomes, preposições ... ). O termo anônimo ~ão
deve ser utilizado para substituir o nome de um autor desconhecido.
A GRANDE Magia do Circo. São Paulo: Contrex, 1987.
OS DESENCONTROS de dois Irmãos de Sangue. Rio de Janeiro: Santana,
1988.
PELOS CAMINHOS do Pago. Osório: Candeias, 1999.
Quando o autor adotar pseudônimo na obra a ser referenciada, este é o que
deve ser considerado para entrada. Porém, quando o verdadeiro nome for
conhecido, deve-se indicá-lo entre colchetes após o pseudônimo.
ATHAYDE, Tristão de (Alceu Amoroso Lima]. Debates pedagógicos. Rio de
Janeiro: Schmidt, 1931 .
~· · ( I
I
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 82 Furasté
Quando necessário, pode-se acrescentar outras informações, conforme
aparecem na obra referenciada.
SZPERKOWICZ, Jerzy. Nicolás Copérnico: 1473-1973. Tradução de Victor M.
Ferreras Tascón, Carlos H. de León Aragón. Varsóvia: Editorial Científica Polaca,
1972. 82 p.
GOMES, O. O Direito de Família. Atual ização e notas de Humberto Theodoro
Júnior. 11 .ed. Rio de Janeiro: Forense, 1955. 562p.
Uma observação oportuna sobre o et al.
No Latim, "~" significa "~", e "ai." é a abreviatura de "alii", que significa
"outros" e é masculino; é, também, a abreviatura de "aliae", que significa "outras e é
feminino, podendo, ainda, indicar as · flexões latinas do genitivo, dativo, acusativo e
nominativo.
A pronúncia correta é " et fl.lii "e não" et alil ".
Para evitar confusões e erros de regência nas citações, prefere-se fazer uso
da forma abreviada, já que a abreviatura serve para todos os casos - masculino,
feminino, singular ou plural.
Et ai. é uma abreviatura e, por isso, não dispensa o ponto.
Deve ser escrito com caracteres normais, sem negrito, sem itálico ou
sublinhado por se tratar de expressão já' incorporada ao domínio da nossa língua.
AUTOR ENTIDADE 112
Instituições, órgãos governamentais ou não, organizações, associações,
empresas, sociedades podem ser consideradas "autores", e seus nomes serão
referenciados em letras maiúsculas:
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR6023: Informação
e: documentação - Referências - Elaboração. Rio de Janeiro: 2000.
SOCIEDADE GAÚCHA DE PRATICANTES DE CAPOEIRA. É praticando que
se aprende. Porto Alegre: Cultural, 1997.
ASSOCIAÇÃO PORTO-ALEGRENSE DE PROTEÇÃO AOS ANIMAIS. Dê um
pouco de carinho aos animais. Porto Alegre: Cultural, 2001.
112 Ver nota 106.
Furasté 83 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
Quando a entidadepossuir uma denominação genérica, seu nome deverá
vir precedido do órgão superior ou pelo nome da jurisdição geográfica à qual
pertença.
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria da Educação
Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: lingua portuguesa, primeiro
e segundo ciclo. Brasília: 1997. 256p.
BRASIL. Ministério da Justiça. Relatório de atividades do ano de 2000.
Brasília: Imprensa Nacional, 2000. 125p.
Quando a entidade possuir um nome específico de larga utilização, a
entrada é feita diretamente pelo seu nome.
BIBLIOTECA NACIONAL. Relatório da Diretoria Geral. Rio de Janeiro,
1999.
FUNDAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO. Perfil da
administração pública paulista. 4.ed. São Paulo: 1986. 895p.
Congressos, simpósios, seminários, encontros, conferências têm entrada
pelo tíh1lo geral do evento. Deve ser referenciado em letras maiúsculas, seguido
de um algarismo arábico que indica o número do evento, o local e a data da
realização, tudo separado por vírgulas, seguido da imprenta (local da
publicação, editora e ano de publicação):
SEMINÁRIO GAÚCHO DE CRIADORES DE ABELHAS, 4, Porto Alegre, 18 jan.
1999. Caxias do Sul, Anais. Caxias do Sul : Montrex, 2005.
CONGRESSO BRASILEIRO DE ESCRITORES, 3, São Paulo, 25 fev. 2000.
Porto Alegre, Anais. Porto Alegre: AGE, 2000. 2.v.
TÍTUlO
Os títulos e subtítulos devem ser reproduzidos tal como aparecem nas
obras ou trabalhos referenciados, separados por dois pontos.
O título deve ser apresentado com destaque, que pode ser negrito,
itálico, sublinhado ou uma combinação deles. O subtítulo, ou quaisquer
acréscimos que tenha o título e que apareça depois dos dois-pontos, não recebe
destaque algum:
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 84 Furasté
r-----~------------------------~--------------
CAMARGO, Luis. Assessoria Pedagógica: aplicações interdisciplinares. Porto
Alegre, Cultural, 1998. 76p.
7,w
;t:
{i ··.~
{,. '
: I ' LUCKESI, Cipriano et ai. Fazendo universidade: uma proposta metodológica. ·
São Paulo: Cortez, 2000.
A ABNT diz que o recurso tipográfico (negrito, grifo ou itálico) utilizado
para destacar o elemento título deve ser uniforme em todas as referências de um
mesmo documento . Nada existe em contrário de se usar mais de uma maneira de
destaque, desde que seja uniforme em todo o trabalho.
a) negrito:
SABINO, Fernando. O Grande Mentecapto. 2.ed. Rio de Janeiro: Record, 1979.
b) grifo (ou itálico):
SABINO, Fernando. O Grande Mentecapto. 2.ed. Rio de Janeiro: Record, 1979.
c) negrito e grifo (ou itálico :
SABINO, Fernando. O Grande Mentecapto. 2.ed. Rio de Janeiro: Record, 1979.
Se o título for demasiadamente longo, pode-se suprimir algumas palavras,
desde que não sejam as primeiras, nem alterem o sentido. Essa supressão deve
ser indicadapor reticências.
Vejan;os o título:
Psicologia da vida erótica, generalidades sobre o ataque hfstérico,
conceito psicanalítico dé!s perturbações psicógenas da visão.
Pode ser apresentado assim:
Psicologia da vida erótica, generalidades ...
Se não existir título, deve-se atribuir uma palavra que identifique o
conteúdo do documento, entre colchetes.
SEMINÁRIO GAÚCHO DE PSICANALISTAS HUMANITÁRIOS, 1., 2003,
Porto Alegre. [Trabalhos apresentados]. Porto Alegre: Sociedade
Psicanalítica Humanitária, 2003. 254p.
i
I
I
I
f
I
L
Furasté 85 Normas Técnicas para o Traballio CientHico
Quando se fizer referência a revistas ou periódicos na sua totalidade
(toda a coleção) ou quando se está fazendo a referência a um número ou
fascículo integralmente, o título deve figurar por primeiro, em letras
maiúsculas.
REVISTA BRASILEIRA DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA. Rio de Janeiro:
Sabiá, 1997-1999.
PRO-TESTE. Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Defesa do Consumidor.
n. 125. jun. 2013. 2004.
Em caso de autoria desconhecida, 113 a entrada é feita pelo título da obra.
Como dissemos, nunca se utiliza o termo "anônimo". Caso a obra possua mais
de um título ou, se o títuld' aparece em mais de um idioma, registra-se apenas o
primeiro ou o que aparecer com mais destaque.
EDIÇÃO
Indica-se a edição somente a partir da segunda, com algarismo arábico
seguido de ponto e da abreviatura da palavra "edição" ( ed.), logo após o título.:
MOREIRA, Vitor. O Espaço Azul. 4.ed. São Paulo: Polux, 2012.
SÓDERSTEN, Bo; GEOFREY, Reed. lnternational economics. 3. ed.
London: MacMillan, 1994.
Podem ser indicados, de fonna abreviada, emendas, acréscimos,
atualizações e revisões à edição.
CHAVES, Adriano O. A Capoeira no Brasil. 3.ed . rev. e aum. Porto Alegre:
Matrix, 2001.
DI NA, Antonio. A fábrica automática e a organização do trabalho. 2. ed. atual.
Petrópolis: Vozes, 1987
113 Ver página 81 , segtmdo parágrafo.
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Normas Técnicas para o Trabalho Científico 86 Furasté
iMPRENTA
Chama-se de imprenta a indicação que compreende o local, editora e ano
da publicação da obra. O local é separado do nome da editora por dois pontos
( : ) e esta, do ano, por vírgula, finalizando por ponto.
São Paulo: Ática, 2008.
Petrópolis: Vozes, 2011 .
Porto Alegre: Prodil, 2009.
Quando algum dado é desconhecido e não há possibilidade de se fazer uma
identificação positiva, registra-se abreviadamente, entre colchetes, conforme 0
caso:
a) na falta do local : [S.I.] ou [ s.l.] 114
b) na falta do editor : [S.n.] ou [S.ed.] ou [s.n.] ou [s.ed.]
•!• local
O local da publicação deve ser referenciado tal como aparece na obra. Caso
haja a indicação de mais de um local, indica-se o primeiro ou o que estiver em
destaque. Se não houver indicação do local, coloca-se, entre colchetes a
expressão S.l. ou s.l. (como apresentado acima). Não esquecer que o local é
separado da editora por dois pontos.
FREITAS, Juliano. Como passei em engenharia naquele ano. [s .l): Milagres,
20,10. o
BERNARDES, Ricardo. As Folhas Mortas. 4.ed. [ s.l.) : Nevada, 2012 ..
i
No caso de existirem locais homônimos acrescenta-se a indicação do
estado, país etc.
CAMARGO. Gustavo. Computação Gráfica Aplicada. Alvorada, RS: Matriz,
2010.
VIEIRA, Juvenal. O Conhecimento Empírico. Alvorada, TO: Vórtice, 2009.
Quando houver mais de um local para uma só editora, indica-se apenas o
11 4 A letra S, pode estar maiúscula ou em minúscula, porém deve ser uniforme em todas as demais ocorrências.
Furasté 87 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
primeiro ou o mais destacado na obra. Se uma obra foi publicada pela Editora
Volga que tem sede em Petrópolis e Canoas, por exemplo :
FERNANDES, Pelópidas; BASTOS, Clóvis. As Relutâncias do Reitor.
Petrópolis: Volga, 202
Se a localidade não aparecer na obra, mas for possível sua identificação,
indica-se entre colchetes.
FERNANDES, lvete. Passa ou Repassa. [Porto Alegre]: Global, 1998.
~:o !Editor
O nome do editor deve aparecer da mesma maneira como é grafado na
obra, abreviando-se prenomes e dispensando indicações de elementos de
natureza jurídica ou comercial, desde que sejam dispensáveis para sua
identificação.
J. Olympio
Atlas
Mercur
e não: Livraria José Olympio Editora
e não: Editora Atlas Ltda.
e não: Companhia Mercur de Publicações L TOA.
Quando uma obra for publicada por duas editoras, devem ser indicadas as
duas com seus respectivos locais (cidades), separados por vírgula.
CAMPELO, Rute. A Corrida das Pontes. Porto Alegre : Matrix, São Paulo:
Dupont, 2012.
Caso sejam três ou mais editoras, registra-se apenas a primeira que
aparece ou a mais destacada. Por exemplo: um guia turístico foi publicado por
cinco editoras conveniadas: Vergueiro, Mercur, Dupont, Global e Polux e elas
aparecem nessa ordem na obra.
FAGUNDES, Carlos; NOGUEIRA, Vera. Dicas Interessantespara Turistas
de Finais de Semana. Florianópolis: Vergueiro, 2013.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 88 Furasté
Quando o editor não é mencionado, faz-se, entre colchetes, a indicacão
abreviada: [S.n.] ou [s.n] "sine nomine", ou: [S.ed.] ou [s.ed.] "sem editor". '
HOBSBARTH, Maria lrene. O Poder Digestivo da Semente do Mamão.
Cuiabá: [S.n.], 1999.
Não há necessidade de se indicar o nome do editor quando ele é o próprio
autor. O exemplo prático para essa situação é deste manual que você está lendo :
FURASTÉ, Pedro Augusto. Normas Técnicas para o Trabalho Científico.
17.ed. Porto Alegre: [S.ed.], 2013.
ou simplesmente:
FURASTÉ, Pedro Augusto. Normas Técnicas para o Trabalho Científico. 17.ed.
Porto Alegre: 2013.
•!• Data
Indica-se a data com algarismos arábicos, sem pontuação, nem espaços.
CAMARGO, Vitorino Arantes de. Era uma vez um verão em Cidreira. Cidreira:
Beira-mar, 201 O.
Caso não seja possível encontrar nenhuma data explícita na obra
(publicação, distribuição, copirraite, impressão ... ) registra-se, entre parênteses,
conforme se apurar: 11 5
i
; [2001 ou 2002] - um ou outro ano
, [2009?] - data provável
·. [2003]- data certa, mas não indicada na obra
[entre 2006 e 2009]- intervalo não deve ser supe~ior a 20 anos
[199-]- qécada certa
[199?] - década provável
[18--]- século certo ·.
[18--?] - seculo provável
115 NBR 6023:2002, item 8.6.2.
I
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Furasté 89 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico
Assim:
TEIXEIRA, Waldemar. Segredos da Culinária Chilena. 3.ed. Santos : Medina,
[2008?].
ANTUNES, Juliano. Técnicas Avançadas de Re-Harmonização. Canoas:
Arenage, [199-].
Quando se tratar de publicação periódica, indica-se a data inicial e a data
final do período da edição, quando se tratar de publicação encenada. Se a
publicação ainda está em vigor, indica-se a data inicial seguida de um hífen e
um espaço seguido de ponto.
INFORMAÇÃO E CULTURA. Porto Alegre: Diretório Estadual de Cultura, 1976-
1989.
GLOBO RURAL. São Paulo: Rio Gráfica, 2010- .
DESCRIÇÃO FÍSICA
Ao final da referência, pode-se registrar o número total de pagmas ou
folhas, seguidos da abreviatura "p.", para páginas ou "f.", para folhas. 116
VIEGAS, Anne. Acampamento Modelo. Porto Alegre: Lótus, 2001. 253 p.
SCHUL TZBERGER, Victor. Músicas de Acalentar. Canoas: Nobre, 1987. 74 f.
Quando a obra for publicada com mais de um volume, deve-se indicar a
quantidade de volumes, seguida da abreviatura "v."
RONDON, Mônica; RICHTER, América. Trabalho repetitivo: pavor ou
paranoia? São Paulo: Viegas, 2009. 3v.
Se for feita referência à parte de uma obra, deve-se mencionar os números
das páginas inicial e final, precedidos da abreviatura "p."
WORM. Gustavo. Reprogramando atitudes. In: Coletânea de Atitudes Posi-
tivas. Santos: Fulgor, 2012. p. 31-43.
11 6 Se for feita a opção por indicar o número de páginas, deve-se fazê-lo em todas as obras.
Normas Técnicas para o Traball10 Científico 90 Furasté
Quando, porventura, for utilizada uma publicação ou obra que não seja
paginada ou que seja irregularmente paginada, deve-se registrar esse fato.
FLORES, Atanazildo. Curso Prático de Aritmética para Concursos. São Paulo:.
Cultura, 2011. Não paginado.
PANDOLFO, Lucas. Magníficos Instrumentos de Cordas. Rio de Janeiro: Vital ,
2012. Paginação irregular.
Observação:
É oportuno lembrar que, quanto ao uso de numerais, para indicação de
uma sequência, não se escreve os algarismos repetidos de um número. Se é para
ser feita, por exemplo, menção das páginas que vão de 31 até 35, escreve-se:
31-5, não repetindo o algarismo 3 do número 35; se forem páginas de 126 a
129, escreve-se: 126-9, não repetindo o algarismo 1 nem o 2. Portanto, se for
feita a indicação: 235-9 é porque se está fazendo referência às páginas 235 até
239.
FlORA VENTE, Álvaro . Alquimia Moderna. São Paulo: Cultura, 2011 . p.145-9.
GOULARTE, Márcia. Terremotos e Vulcões. Recife: Velgos, 2009. p. 1237-49.
PAULINO, Lara. Correndo para a Forca. Rio de Janeiro: Vidigal, 2012. p. 435- 8.
Para se fazer a indicação de quaisquer tipos de ilustrações, pode-se fazer a
indicação abreviada: "il."; se for ilustração colorida, indica-se "il. color."
SILVA, Diovana. Estudos Sociais para Jovens. Porto Alegre: Glória, 2012.
25p. il.
LEE, Carol. Como salvar minha vida sendo eu mesma. Porto Alegre, 2013.
35p. il. colar.
Em teses, dissertações ou outros trabalhos acadêmicos, deve ser indicado o
tipo de documento (tese, dissertação, trabalho de conclusão etc.), o grau, a
vinculação acadêmica, o local e a data da defesa, mencionada da folha de
aprovação (se houver).
Furas ré 91 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
INÁCIO, Francisco E. Transistores e Capacitares: componentes vitais nos
circuitos eletrônicos. 2012. 105Í. Trabalho de Conclusão de Curso
(Especialização), aculdades Reunidas, Universidade São Carlos, 2013.
Data da defesa Data da publicação
COUTO E SILVA, M rgarete . uisa Escolar sobre Hábitos de Leitura
no Ensino Médio m Porto Alegre . 201 O. 110p. Dissertação (Mestrado em
Educação). Fac tlade de Letras, Universidade Estadual do Amazonas,
Manaus, 2012.
Cuidado para não confundir a data da defesa (ou apresentação) com a data
de publicação. Na maioria dos casos é a mesma data, porém podem ser
diferentes.
SÉRIES !E COlEÇÕES
Após todas as indicações podem ser incl~ídas informações sobre séries ou
coleções que compõem a totalidade da obra. E indicado o título da série ou da
coleção e sua numeração conforme figurem na obra, entre parênteses.
CARVALHO, M. Guia Prático do Alfabetizador. São Paulo: Ática, 1994. 95 p.
(Princípios, 243).
MIGLIORI, R. Paradigmas da Educação. São Paulo: Aquariana, 1993. 20 p.
(Visão do Futuro, v. 1 ).
ROSENBERG, Flavio de Oliveira. Curso de Polímeros Incandescentes. Rio de
Janeiro: Delta, 2000. 343 p. (Novas Experiências, v. 3).
Para ficar mais prático para o leitor, sempre que se julgar necessário ou que
for possível, pode-se acrescentar, · ao final da referência, alguma nota
esclarecedora.
FURASTÉ. Pedro Augusto. Rapidinhas Gramaticais: manual de consulta rápida.
Porto Alegre: Cultural, 2008. No prelo. ·
PERELLÓ, Patrícia. Uma Leitura Inovadora de Freud. Porto Alegre: Sociedade
Psicanalítica Porvir, 2002. Mimeografado.
QUIROGA, Fernando Adauto. Travessias Férreas no Estado do Rio Grande do
Sul. Porto Alegre: Global, 2003. Polígrafos 1 e 2.
Normas Técnicas para o Traballio Científico 92 Furasté
ORDENAÇÃO 117
É bom lembrar que a localização das referências, ou seja, a identificação
das obras citadas no decorrer do trabalho, pode ser em nota de rodapé, ou no
final do capítulo ou no final do trabalho.
As referências dos documentos em notas de rodapé devem trazer as
indicações completas na sua pr imeira aparição. Nas demais, podem ser
resumidas ou não, a critério do autor. Sugere-se que se repita sempre para que
fique mais clara a leitura e a compreensão por parte do leitor.
As referências dos documentos citados no decorrer do trabalho,
apresentadas em notas de final de capítulo ou no final do trabalho, devem ser
ordenadas de acordo com o sistema utilizado para citação no texto (numérico ou
alfabético) .
Com o sistema numérico, as referências seguem a mesma ordem que
aparecem no texto. São identificadas pelo algarismo indicativo (o mesmo da
chamada). Para essa numeração, utilizam-se algarismos arábicos, sobrescritos ou
não, que serão separados do nome do autor por um espaço em branco. Não se
usa ponto, travessão, etc.
1 MA TEUS, Maria Helena M. et ai. Gramática da Língua Portuguesa.
Coimbra: Almedina, 1983.
2 WINNICOTT, D.W. A Criança e o seu Mundo. Rio de Janeiro:
Zahar, 1977 .
.
3 GUIRAUD, Pierre. A Semiologia. Lisboa: Presença, 1978.
4VIEIRA, Waldo. Projeções da Consciência. 3.ed. Londrina: Ed.
Universalista, 1989.
5 ABERASTURY, A. et ai. Adolescência. 2.ed. Porto Alegre: Artes
Médicas, 1983.
Observe-se que a ordem seguida é a do aparecimento no texto. É
importante lembrar, também, que a margem da segunda linha em diante, deve
iniciar sob a primeira letra da entrada.
Por sua vez, com o sistema alfabético, as referências são reunidas, sem
n umeração, numa única ordem alfabética.
117 De acordo. com as normas NBR 6023 e NBR I 0520.
Furasté 93 Normas Técnicas para o Traballio Científico
ALMEIDA, Lourdes Catarina. Liberdade Consentida. São
Paulo: Lótus, 1999.
ALVES, Rubem. Filosofia da Ciência: uma introdução ao jogo e
suas regras . 18.ed. São Paulo: Brasiliense, 1993.
DAVIDSON, John. Energia Sutil. São Paulo: Círculo do
Livro ,1987.
LUFT, Celso Pedro. Novo Guia Ortográfico. Porto Alegre: Globo,
1974.
MARCONDES, E. Obesidade na Infância. Anais Nestlé, n.108,
p.14-7, 1982.
MARTINS, César Martinho. Formatação Ambiental. Porto
Alegre: Ornatus, 1998.
WOOLFKIND, Arthur Olavo. Campos de Energia Sutil. Rio de
Janeiro: Everest, 2004.
Até pouco tempo, ex1gm-se que a indicação fosse feita em sequência,
porém essa sequência era duplamente indicada. Era colocada a ordem alfabética
e, ainda, era feita uma numeração sequencial. Ora, isso era absolutamente
desnecessário, pois se tratava nitidamente de uma dupla indicação para um fato
único . Em boa hora a ABNT resolveu eliminar uma dessas duas indicações.
Dessa fonna, hoje, faz-se a indicação das obras apenas mantendo a ordem
alfabética. A propósito, lembramos que as letras K, W e Y, voltaram a fazer
parte de nosso alfabeto, aparecendo, respectivamente, após o J , V e·x.
BAZARIAN, Jacob. O Problema da Verdade. São Paulo: Círculo do
Livro, 1986.
DAVIDSON, John. Energia Sutil. São Paulo: Círculo do Livro, 1987.
GUIRAUD, Pierre. A Semiologia. Lisboa: Presença,1978.
KAHTUNI , Haideé. Psicoterapia Breve Analítica. 3.ed. São Paulo:
Escuta , 2003.
LUFT, Celso Pedro. Guia Ortográfico. Porto Alegre: Globo, 1974.
MA TEUS, Maria Helena M. et ai. Gramática da Língua Portuguesa.
Coimbra: Almedina , 1983.
VIEIRA, Waldo. Projeções
Londrina: Ed. Universalista, 1989.
da Consciência. 3.ed.
Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 94 Furas tê
Na ordenação das obras, quando um autor for indicado mais de uma
vez, o nome do autor pode 118 ser substituído por um traço (equivalente a seis
espaços), seguido de ponto, da segunda referência em diante. Quando o tíhilo da ·
obra é repetido, pode-se proceder da mesma forma, substituindo-se o título por ,_
um traço (igualmente equivalente a seis espaços), seguido de ponto.
JAKOBSON, Roman. Linguística e Comunicação. São Paulo: Cultrix, 1969.
___ . Diálogos. São Paulo: Cultrix, 1985.
______ . 3.ed. São Paulo: Cultrix, 1990.
Se algum elemento não figura na obra referenciada, mas é conhecido,
indica-se esse elemento entre colchetes [ ] :
SURITA, Zélia. Minha Vida com meu Cão. Porto Alegre: Logus, [2011].
BENTO, Márcio. O Computador em Pinhal. [Balneário Pinhal]: Global , 2012.
RUSCHEL, Conceição. Santa Rita. Porto Alegre: [Global], 2012.
Quando é impossível identificar a autoria, ou quando não há autoria
especificada, começa-se a fazer a referência pelo título da obra ou do artigo, com
a primeira palavra escrita em letras maiúsculas, desconsiderando-se artigos,
pronomes e preposições e as demais palavras em letras minúsculas.
OS CAMINHOS do Conhecimento Altruísta . Porto Alegre: Libertas, 2010.
DIAGÓSTICO do setor editorial brasileiro. São Paulo: Câmara Brasileira do
Livro, 2012.
TRADUÇÕES
Quando se tratar de obra traduzida, após a indicação do título, pode-se
acrescentar: Traduzido por (o nome do tradutor) e no final da referência, pode-
se colocar: Tradução de: (o título original), quando essas indicações forem
mencionadas na obra.
118 Mais uma vez lembramos que não se trata de uma obrigatoriedade. "pode" é diferente de "deve".
Furasté 95 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
PAWELS, Louis, BERGIER, Jacques. O Despertar dos Mágicos. Traduzido por
Gina de Freitas. São Paulo : Círculo do Livro, [1985]. Tradução de: Le matin des
magiciens.
REFERÊNCIAS
A seguir explicitaremos, detalhadamente, a maneira correta de se
referenciar as obras citadas, ou apenas consultadas, de acordo com 0
estabelecido pela NBR 6023/2002 da ABNT.
Lembramos que, quando não existem alguns elementos no documento a
ser referenciado, deve-se passar para o imediatamente seguinte, prosseguindo na
sequência.
Documentos referenciados no todo
a) livros, monografias, guias, folhetos
* com UM só autor
Autor, ponto, Título, ponto, Edição (a partir da segunda), ponto,
Local, dois-pontos, Editora, vírgula, Ano, ponto.
CARO INALE, Elpídio. Os Sonhos Maravilhosos das Crianças. 6.ed. Pouso Alegre:
Imagem, 2012.
ROESCH, S. M. Projetos de estágio do curso de administração: guia para
pesquisa, projetos, estágios e trabalhos de conclusão. 2.ed. Porto Alegre: Atlas,
2011.
OLIVEIRA, Jacson. Associação de Capoeira Filhos de Aruanda: seis golpes
fatais . Porto Alegre: Rondon, 2005.
* com DOIS autores
Autor, ponto-e-vírgula, Autor, ponto, Título, ponto, Edição (a partir
da segunda), ponto, Local, dois-pontos, Editora, vírgula, Ano,
ponto.
SANTOS, Lucas; CAMARGO, Ricardo. A Floresta Negra . Campinas: Polux, 2012
SÓDERSTEN, Bo; GEOFREY, Reed. lnternational economics. 3. ed. Londoh:
MacMillan , 2004.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 96 Furasté
* com TRÊS autores
Autor, ponto-e-vírgula, Autor, ponto-e-vírgula, Autor, ponto,
Título, ponto, Edição (a partir da segunda), ponto, Local, dois-
pontos, Editora, vírgula, Ano, ponto.
SARTOR, Lúcia; BENTO, Márcio; CARDOSO, Gilberto. Gnomos e o Destino.
Caxias: Ideal, 2001.
NORTON, Peter; AITKEN, Peter; WIL TON, Richard. Peter Norton: A Bíblia do
Programador. Rio de Janeiro: Campos, 2002.
* com MAIS de TRÊS autores
Nome do primeiro Autor, ponto, a expressão et al., ponto, Tíhllo,
ponto, Edição (a partir da segunda), ponto, Local, dois-pontos,
Editora, vírgula, Ano, ponto.
SALVERO, Marília. et ai. Como ter nove filhos e sobreviver. 19.ed . Porto Alegre:
Global, 2010.
BRITO, Edson Via nna, et ai. Imposto de renda das pessoas físicas: livro prático
de consulta diária. 6. ed. atual. São Paulo: Frase Editora, 1996.
Observação:
Quando se tem mais de três autores, deve-se escrever apenas
o nome do primeiro dos autores que aparecem citados no livro, seguido
da expressão et a/. Veja a respeito da expressão, na página 79.
b) teses, dissertações, trabalhos de conclusão de curso
Autor, ponto, Título e subtítulo (se houver), ponto, Ano da defesa,
ponto, número de páginas ou folhas (opcional), ponto, Indicação de
Monografia, Tese ou Dissertação, vírgula, Nome da Faculdade, Centro
ou Instituto, vírgula, Nome da Universidade (por extenso), vírgula,
Local do Curso, vírgula, Ano de Publicação, ponto.
·. o ...
_'":t -.;
I
Furasté 97 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
SANTANA, Maria Eugênia dos Santos. O Estudo de Textos em Turmas Iniciais de
Segundo Grau em Escolas de Periferia de Porto Alegre: uma experiência em
contextos diferentes. 2004. 235p. Dissertação (Mestrado em Educação) , Faculdade
de Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2007.
ZASLAVSKY, Susana Schwartz. Aprendizagem de história e tomada de
consciência das relações espaço-temporais. 2003. 235 f. Dissertação (Mestrado
em Educação), Faculdade de Educação, Universidade Federal do Rio Grande do
Sul, Porto Alegre, 2004.
BRAUNER, Maira Fabiana. Escolas, espaço de fabricação de imagens: patologias
do olhar na relação professor-aluno. 2003. 280 f. Tese (Doutorado em Educação),
Faculdade de Educação,Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre,
2003.
RIBEIRO, Odila Maria Gazzola Antonini; CUNHA, Rita Marlise da; SANTOS, Thais
Valle dos. Supervisão escolar. um ativador do lúdico. 2003. 83 f. Monografia
apresentada como pré-requisito para conclusão do Curso de Especialização em
Supervisão Escolar, Faculdades Porto-Aiegrenses. Porto Alegre, 2003.
c) relatórios de estágio ou de pesquisa
Autor( es ), Coordenador, Instihlição responsável, ponto, Tíh!lo e
subtíh!lo (se houver), ponto, Local de publicação, dois-pontos, Editor
ou Instituição responsável pela publicação, vírgula, Ano de
publicação, ponto, Indicação de Relatório, ponto.
TEDESCO, Paulo Ricardo Oliveira. Conversação: Uma Proposta Alternativa para o
Ensino de Língua Inglesa no Ensino Médio. Porto Alegre: FAPA, 1992. Relatório de
Estágio.
COMISSÃO NACIONAL DE ENERGIA ATÔM ICA. Departamento de Pesquisa.
Relatório Anual 200ô. Brasília: UNBREA, 2006. Relatório.
SOUZA, Ubiraci Espinelli Lemes de; MELHADO, Silvio Burratino. Subsídios para a
avaliação do custo de mão-de-obra na construção civil. São Paulo: EPUSP,
1991. Relatório.
d) manuais, catálogos, almanaques ...
Autor, ponto, Título, ponto, Subtítulo,(se houver), porrto, identificação
da publicação, Local, dois pontos, Editora, vírgula, Ano, ponto.
Normas Técnicas para o Traballio Científico 98 Furasté
RIO GRANDE DO SUL. Secretaria do Meio Ambiente. Divisão de Planejamento de
Parques Praças e Jardins. Estudo de Impacto Ambiental na Zona Sul da Capital.·
Manual de Orientação. Porto Alegre: CORAG, 2000. ·
COLÉGIO ACADÊMICO RURAL. Processo Seletivo 2005. Manual do Candidato.
Pouso Alegre, 2013.
MUSEU DO IMIGRANTE. Instruções para melhor aproveitamento. Catálogo.
Caxias do Sul, 2010 .
ALMANAQUE ILUSTRADO DE CAPOEIRA. Capoeira e Respiração. Porto Alegre,-
Rondon, 201 O.
e) dicionários (no todo), enciclopédias (no todo)
Autor, ponto, Título, ponto, Edição (a pariir da segunda), ponto,
Local, dois pontos, Editora, vírgula, Ano, ponto.
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário Brasileiro da Língua
Portuguesa. São Paulo: Melhoramentos, 1973.
ENCICLOPÉDIA Mirador Internacional. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do
Brasil, '1995. 20 v.
f) coleção de revistas e periódicos
Título, ponto. Local da Publicação, dois pontos, Editora, ponto. Data
de início e data de encerramento da revista (se houver), ponto.
BOL~TIM GEOGRÁFICO. Rio de Janeiro: IBGE, 1943-1978.
EDUCAÇÃO & REALIDADE. Porto Alegre: UFRGS/FACED, 1975- .
TRANSINFORMAÇÃO. Campinas: PUCCAMP. 1989-1997.
g) legislação: emendas constitucionais e textos legais
infraconstitucionais - lei complementar e ordinária, medidas
provisórias, decretos em todas as formas, resolução do Senado
Federal - normas emanadas das entidades públicas e privadas -
ato normativo, portaria, resolução, ordem de serviço, instrução
normativa, comunicado, aviso, circular, decisão administrativa ...
Furasté 99 Normas Técnicas para o Traballio Científico
Local de abrangência ou Órgão responsável, ponto, Título
(especificação da legislação), ponto, Numeração e Data, ponto,
Ementa (se houver), ponto, Referência da publicação onde houve a
veiculação precedida da expressão In:
BRASIL. Decreto-lei n. 2423 de 7 de abril de 1988. Estabelece critérios para
pagamento de gratificações e vantagens pecuniárias aos titulares de cargos e
empregos da Administração Federal direta e autárquica e dá outras providências .
Diário Oficial da União, Brasília, v. 126, n.66, p.6009, 8 abr. 1988. Seção 1.
BRASIL. Lei 8.078, de 11 de setembro de 1990. Dispõe sobre a proteção do
consumidor e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, v. 138, n.
87, p. 8065, 12 set. 1990. Suplemento.
SÃO Paulo (Estado). Decreto n. 42.822, de 20 de janeiro de 1998. Dispõe sobre a
desativação de unidades administrativas de órgãos da administração direta e
autarquias do estado e dá providências correlatas. Lex,Coletânea de Legislação e
Jurisprudência, São Paulo, v. 62, n.3, p. 217-20, 1998.
BRASIL. Medida provisória n. 569-9, de 11 de dezembro de 1997. Diário Oficial
[da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 14 dez. 1997.
Seção 1, p. 29514.
BRASIL. Código Civil. Organização dos textos, notas remissivas e índices por
Juarez de Oliveira. 46. ed. São Paulo: Saraiva, 1995.
PORTO ALEGRE. Lei Orgânica do Município. Porto Alegre: Câmara Municipal ,
1990.
h) jurisprudência (decisões judiciais): acórdãos, decisões, súmulas,
enunciados e sentenças das cortes ou tribunais 11 9
Local de abrangência, ponto, órgão judiciário competente, ponto,
Título (natureza da decisão ou ementa), ponto, Número, ponto, Partes
litigantes (se houver), ponto, Nome do relator antecedido da palavra
Relator, ponto, Local, vírgula, Data do acórdão (quando houver),
Referência da publicação que divulgou o documento (se for o caso),
antecedido da expressão In:
119 Os elementos podem variar de acordo com o documento a ser referenciado. Não podem faltar, no entanto:
Jurisdição e órgão judiciário competente, título (natureza da decisão ou ementa) e número, partes envolvidas
(se houver), relator, local, data e dados da publicação.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico !00 Furaste
BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Súmula n. 14. In: ___ . Súmulas. São~
Paulo: Associação dos Advogados do Brasil, 1994. p. 16. :~ ·-;! ·
BHASIL. Supremo Tribunal Federal. Deferimento de pedido de extradição~ .-t-t
Extradição n. 41 O. Estados Unidos da América e José Antônio Fernandez. Relator:" ,
Ministro Rafael Mayer. 21 de março de 1984. In: Revista Trimestral d~ - - ~- ·,
Jurisprudência, [Brasília], v. 109, p. 870-9, set. 1984. ,. - ·
BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Habeas-corpus n. 181.636-1, da 6a Câmara
Civel do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Brasília, DF, 6 de dezembro de -
1994. Lex: Jurisprudência do ST J e Tribunais Regionais Federais, São Paulo, v. 1 o:.
n. 103, p. 236-240, mar.1998.
i) anais, recomendações de congressos, seminários, encontros ...
Nome do Evento, vírgula, Número do Evento (se houver), vírgula,
Ano, vírgula, Local de realização do evento, ponto, Título, ponto,
Local de publicação, dois-pontos, Editor ou entidade responsável pela
publicação, vírgula, Ano da publicação, ponto.
CONGRESSO ULTRAMARINO DA LÍNGUA PORTUGUESA, 5., 1999, Florianópolis.
Anais. Florianópolis: Ed.Sol e Mar, 1999.
JORNADA INTERNA DE IN ICIAÇÃO CIENTÍFICA, 18., 1996, Recife. Livro de
Resumos da XV/11 Jornada de lnicia.ção Científica. Recife: UFRJ, 1996.
j) trabalhos apresentados em eventos (congressos, seminários,
encontros, conferências, palestras ou assemelhados)
Nome do Autor ou Entidade responsável, vírgula, Título do
trabalho apresentado seguido da expressão In, dois pontos, Nome
do Evento, vírgula, Número do Evento (se houver), vírgula, Ano,
vú·gula, Local de realização do evento, ponto, Título do documento
(anais, atas .. . ), ponto, Local de publicação, dois-pontos, Editor ou
entidade responsável pela publicação, vírgula, Ano da publicação,
ponto, página inicial e página fmal da parte referenciada, ponto.
VARELLA, Gaetano Correa. Novas Linguagens do Cotidiano. In: CONGRESSO
ULTRAMARINO DA LÍNGUA PORTUGUESA, 5, 2004, Florianópolis. Anais.
Florianópolis: Ed.Sol e Mar, 1999. 123-38.
MALAGRINO, W. et ai., Estudos Preliminares sobre o Efeito ... 1985. Trabalho
apresentado ao 13. Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental,
Maceió, 1985.
Furasté !O! Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico
I) constituições
Local de abrangência (País, Estado, Cidade), ponto, Título e subtítulo
(se houver), ponto, Edição (a partir da segunda), ponto, Local de
publicação, dois-pontos, Editor, vírgula, Ano, ponto.
BRASIL. Constituição. Brasília: Senado Federal, 1988.
RIOGRANDE DO SUL. Constituição do Estado do Rio Grande do Sul. Porto
Alegre: Assembleia Legislativa, 1989.
CACHOEIRINHA. Lei Orgânica do Município. Cachoeirinha: Câmara Municipal,
1997.
m) publicações de órgãos governamentais, empresas, associações,
entidades e instituições coletivas
Órgão responsável, ponto, Título e subtítulo (se houver), ponto,
Edição (a partir da segunda), ponto, Local de publicação, vírgula,
Editor (quando diferente do órgão responsável), vírgula, Ano, ponto.
BIBLIOTECA PÚBLICA ZEFERINO BRASIL. Relatório plurianual de consultas.
São Vendelino: Seta Edições, 1987.
CONSELHO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO
-CNPQ. Termo de compromisso. Florianópolis: Veritas, 1996.
Quando a editora é a mesma instituição ou pessoa responsável pela autoria e
já tiver sido mencionada, não é mais indicada:
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Pró-Reitoria de Graduação.
Departamento de Controle e Registro Discente. Manual de Ingressos Extravesti-
bular para o Período Letivo 01/1. Porto Alegre, 1997.
n) separatas
Autor, ponto, Título, ponto, Local, dois-pontos, Editora, vírgula, Ano,
ponto. A expressão: Separata de: dois pontos, Autor da obra, ponto,
Título da obra, ponto, Local, dois-pontos, Editora, vírgula, Ano.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 102 Furasté
AGUIAR, Fernando. Escrita Fonêmica para o Português do Brasil. São Paulo: Ultra,
1997. Separata de: FREITAS, Francisco. Língua Brasileira. São Paulo: Ultra, 1997 . .
ANDRADE, Maurício. O Cartel das Minas. Rio de Janeiro: Veritas, 2003. Separata·
de: CARDOSO, Miguel Augusto. A Era do Ouro no Brasil Colônia. Rio de Janeiro:
Veritas, 2007.
Documentos referenciados em parte
a) capítulo, ou parte, de livros, separatas, teses, monografias,
dissertações, folhetos ...
* Parte sem indicacão do autor:
Autor da obra onde está a parte, ponto, Título, ponto, Edição (a partir
da segunda), ponto, Local, dois pontos, Editora, vírgula, Ano, ponto,
Localização da parte referenciada: paginação, volume, tomo, parte,
capítulo e título (se houver).
SOARES, Fernandes; BURLAMAQUI, Carlos Kopke. Pesquisas Brasileiras, 1. e 2.
graus. 4.ed. São Paulo: Formar, 1992. p. 201-11. cap. VIl. v. 3.
FERREIRA, Milton Siqueira. Os Magos e a Verdade. 9.ed. São Paulo: Polux, 2000.
p. 134-7.
INSTIT,UTO BRASILEIRO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA. Manual
de normas de editoração do IBICT . 2. ed. Brasília: 1993.41 p.
* Parte com indicação do autor
Autor da parte, ponto, Título da parte, ponto, Referência da
Publicação antecedida da expressão In:
TRAN, Valdemar. A Comida Chinesa. In: CHAVES, Válter. A Gastronomia Mundial.
3.ed. Rio de Janeiro: Codecal, 1997.
SIMON. Maria Cecília. A Consciência Mítica. In: HUNE, Leda Miranda (org.) .
Metodologia Científica. 3.ed. Rio de Janeiro: Agir, 1989.
Furasté 103 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
* Parte em que o autor é o mesmo da obra
Autor, ponto, Título da parte, ponto, Referência da Publicacão
antecedida da expressão In: substituindo-se o nome do autor por ~m
traço de seis toques, ponto.
NETO, Antonio Gil. Gramática: apoio ou opressão. In : __ . A Produção de
Textos na Escola. São Paulo: Loyola, 1998.
VASCONCELLOS, Neusa . A identidade Italiana no Rio Grande do Sul. In :
__ . Os Italianos no Sul do Brasil. Caxias do Sul: Global, 2001. p. 132-9.
b) obras publicadas com mais de um volume, tomo etc.
Autor, ponto, Título da obra, ponto, Local de publicação, dois-pontos,
Editor, vírgula, Ano, ponto, Volume, tomo, etc, vírgula, Tíh1lo do
volume, tomo, etc. (se houver), ponto.
VERGUEIRO, Oswaldo Henrique. As Forças Ocultas da Mente Humana. Rio
de Janeiro : Lotus, 1998. Tomo IX.
KERSTING. M. Félix. Antropologia Cultural: a ciência dos costumes. Rio de
Janeiro: Fundo de Cultura, 1971 . v.2.
c) artigos em revistas ou periódicos
* com autoria explicitada
Autor, ponto, Título do artigo, ponto, Nome da revista ou periódico
(grifado), vírgula, Título do fascículo, suplemento ou número especial
(se houver), vírgula, Local, vírgula, Volume (se houver), vírgula,
Fascículo (se houver), vírgula, Páginas inicial e final do artigo,
vírgula, Mês e ano, ponto.
LARA FILHO, Durval de. Museu, objeto e informação. Transinformação, Campinas,
v.2, n. 2, p. 163-9, maio/ago. 2009.
FERREIRA, Jeferson. As Abelhas como Elementos de Ligação. Saúde e Vida, Belo
Horizonte, v. 24, n. 1334, p. 23-4, jan./fev. 1998.
PERASSOLI, Elaine Maria. Mulheres de Atenas. Revista Brasileira de Terapia
Floral; São Paulo, n. 50, p. 22-9, abr./maio 2004.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 104 Furasté
* sem autoria explicitada
Título do artigo (a primeira palavra com letras maiúsculas), ponto
Nome da revista ou periódico (grifado), vírgula, Título do fascícul~
(se ~ouver), vírgula, Local, vírgula, Volume (se houver), vú·gula,
Fasc1culo, (se houver), vírgula, Página inicial e fmal do artigo
vírgula, Mês (abreviado) e ano, ponto. '
CABELOS por um fio. Criativa, São Paulo, v. IX, p.59-60, jul.1999.
EM BUSCA do Elixir da longa Vida. Planeta, p. 40-1 , São Paulo, fev. 2005.
d) número especial de revista ou periódico
Tíh!lo(versal), ponto, Título da parte (se houver), ponto, Local da
publicação, dois pontos, Editora, vírgula, Número, vírgula, Ano,
vírgula, volume, ponto, Data da publicação, ponto.
CONJUNTURA ECONÔMICA. As 500 maiores empresas do Brasil. Rio de
Janeiro: FGV, n. 502, ano VIl, v.4, set. 1984.
GAZETA MERCANTIL. Balanço anual 1997. são Paulo, n. 21, 1997.
Suplemento.
e) fascículo de revista ou periódico
Título e subtítulo (se houver), ponto, Local da publicação, dois pontos,
Editora, vírgula, Número do fascículo, Data da publicação.
DINHEIRO: revista semanal de negócios. São Paulo: Ed. Três, n. 148, 28 jun.
2000. .
REVISTA BRASILEIRA DE GEOGRAFIA. Rio de Janeiro: IBGE, 1939.
PRO TESTE. Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Defesa do Consumidor,
n.33, fev. 2005.
Furasté 105 Normas Técnicas para o Traball10 Científico
f) artigos em jornal, suplementos, cadernos, boletim de empresa
':' com autoria explicitada
Autor do artigo, ponto, Título do artigo, ponto, Nome do jornal
(grifado ou sublinhado), vírgula, Local da publicação, vírgula, Data
(dia, mês, ano), ponto.
OLIVEIRA, Alberto. Voluntários da Sorte. Zero Hora, Porto Alegre , 9 fev . 2005.
NAVES, Paulo. Lagoas andinas dão banho de beleza. Folha de São Paulo. São
Paulo, 28 jun. 1999. Folha Turismo. Caderno 8.
SOUZA, Ary. CTBEL não libera tráfego em pontes em shopping na doca. O Liberal.
Belém, 12 nov. 2009. Cidades , p.5.
*sem autoria explicitada
Título do artigo (a primeira palavra coú1 letras maiúsculas), ponto,
Nome do jornal (grifado), vírgula, Local da publicação, vírgula, Data
(dia, mês, ano), ponto.
TAIM será reserva modelo no país. Zero Hora , Porto Alegre, 27 mar. 1993.
DOMINGO de sol e calor em Porto Alegre. Zero Hora, Porto Alegre , 4 dez. 2009.
UM NOVO Tempo: uma nova estrela no céu. Em Aquarius, Porto Alegre, jan. 2005.
g) trabalhos publicados em anais de eventos
Autor, ponto, Título do trabalho e subtítulo (se houver), ponto,
Referência da publicação antecedida da expressão In:, ponto, Página
inicial e fmal, ponto.
FERNANDES, Maria Helenara. O Analfabetismo como Elemento Responsável pelo
Subdesenvolvimento Brasileiro Atual. In : Congresso Nacional de Educadores e
Sociólogos, 1997, Rio de Janeiro. Anais. Rio de Janeiro: ENAFERJ , 1997. p. 232-5.
PRESTES, Francesco. Crédito Rural e Taxas de Juros. In: Encontro Sul-
Americano de Ruralistas, 2002, Campo Grande. Goiânia: Líber, 2002. p. 364-8.
CONGRESSO LATINO-AMERICANO SOBRE A CULTURA ARQUITETÔNICA E
URBANÍSTICA, 2., 1992, Porto Alegre. Anais .... Porto Alegre: Unidade Editorial,
1997. p.267-89.
SIMPÔSJO BRASILEIRO DE REDES DE COMPUTADORES,13., 1995, Belo
Horizonte. Anais .. . Belo Horizonte: UFMG, 1995. p.65.
Nonnas Técnicas para o Trabalho Científico 106 Furasté
h) enciclopédias
Autor do verbete, seção ou capítulo (se houver), ponto, Títul~ do
verbete, seção ou capítulo, ponto, In: Nome da Enciclopédia, ponto,
Local de publicação, dois-pontos, Editor, vírgula, Ano de publicação,
ponto, Volume, vírgula, Página inicial e fmal.
MONTEIRO, Abigail. Os Seres Vivos. In: Mundo Novo. São Paulo: Ritter, 1975. v. 4,
123-35.
MIRANDA, Jorge. Regulamento. In: Polis Enciclopédia Verbo da Sociedade e do
Estado: Antropologia, Direito, Economia, Ciência Política. São Paulo: Verbo, 1987.
v. 5, p. 266-278.
i) dicionários
Verbete, ponto, A palavra In, dois-pontos, Autor(es), ponto, Título do
Dicionário, ponto, Edição (a partir da segunda), ponto, Local, dois-
pontos, Editora, vírgula, Ano, ponto, Página, ponto.
MAMINHA. In: ROCHA, Ruth . Minidicionário Enciclopédico Escolar. São Paulo:
Scipione, 2000. p. 389.
HIPÔMETRO. In: AULETE, Caldas. Dicionário Contemporâneo da Língua
Portuguesa. 4.ed. Rio de Janeiro: Delta, 1958. p. 2601 . v.lll.
Outros tipos de referência
a) entrevistas, relatos, palestras, debates, conferências ...
* orais - ao vivo ou em gravação
Nome do entrevistado (ou do entrevistador quando se quer dar mais
destaque a este), (Sobrenome versa! e nome minúsculo) ponto.
Assunto da entrevista, ponto, Local onde foi realizada, vírgula,
Entidade promotora do evento (se for o caso), vírgula, Data (dia, mês
e ano), ponto, Esclarecimento sobre o motivo da entrevista (se preciso
for), seguido da expressão "Entrevista concedida a" seguida pelo
nome do entrevistador (se não citado no início), ponto.
Furasté 107 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
TORRES, Eduardo E. Mutirão Nacional Pioneiro. Porto Alegre, U.E.B., 22 jul.
1997. Registro da organização do encontro de jovens. Entrevista concedida a Victor
Meireles de Andrade.
MELLO, Eduardo de. Coletânea. São Paulo, Praça da Sé, 4 set. 1998. Registro do
encontro de jovens pintores de rua. Entrevista concedida a João Gabriel de Lima.
*impressas
Nome do entrevistado (ou do entrevistador quando se quer dar mais
destaque a este), (Sobrenome versa! e nome minúsculo) ponto.
Assunto da entrevista, ponto, Local onde foi realizada, vírgula,
Entidade promotora do evento (se for o caso), vírgula, Data (dia, mês
e ano), ponto, Indicação bibliográfica do veículo onde está impressa a
entrevista. Esclarecimento sobre o motivo da entrevista (se preciso
for), seguido da expressão "Entrevista concedida a", seguida do Nome
do entrevistador (se não citado no início), ponto.
SOUZA, Fabrício. A Greve dos Padeiros. Caxias do Sul, 17 abr.1997. Revista
Cometa, Caxias do Sul, v. 3, n. 35, p. 5-6, 19 abr. 1997. Entrevista concedida a
Walter Gomes de Sá.
MELLO, Evaldo Cabral de. O passado no presente. Veja, São Paulo, n. 1528,
p 9-11, 4 set. 1998. Entrevista concedida a João Gabriel de Lima.
b) programas de rádio e televisão
Assunto, em letras versais, ponto, Nome do Programa, em destaque,
ponto, No-me da cidade, vírgula, nome da estação de rádio ou de
televisão, vírgula, Data (dia, mês e ano), ponto, A expressão, em letras
versais, Programa de Rádio ou Programa de Televisão, ponto.
ACAMPAMENTO REGIONAL DE ESCOTEIROS. Conversas com o ouvinte.
Candelária, Rádio Minerva , 23 jul.1999. Programa de Rádio.
EM BUSCA DAS PEDRAS PRECIOSAS. Fantástico. São Paulo, Rede Globo,
12 mar. 1997. Programa de Tv.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 108
c) gravações em discos, fitas cassete ou CD
- no todo
Furasté
Nome do compositor, ponto, Título do Disco ou da Fita, em destaque,
ponto, Local, dois pontos, Gravadora, vírgula, Ano, ponto, Título da
faixa, vírgula, Tempo da gravação, ponto, Número de rotações por
minuto, vírgula, Sulco ou Digital, vírgula, Número de canais sonoros,
ponto, Número do disco ou da fita, ponto.
MANCINI, Henry. 101 Strings -In The Sound of Magnificence. Rio de Janeiro:
CID, 1985. Peter Gunn Theme, 3,45min. 33rpm, sulco, Stéreo. 5041 .
FAGNER, R. Revelação. Rio de Janeiro: CBS, 1988. 1 fita cassete (60min), 3% pps,
estéreo.
- em parte
Nome do compositor ou intérprete, ponto, Título da parte, ponto,
Subtítulo (se houver), ponto, Indicação de responsabilidades:
arranjadores, direção ... - se houver), ponto, a expressão In: A
referência do todo conforme o item anterior, acrescentando o número
da faixa ou parte.
SIMONE. Jura secreta. Direção artística Marcelo Ramos. In: ___ . Face a face.
São Paulo: EMI-Odeon , 1977. 1 CD (4min22seg). Remasterizado em digital.
PAIM, Wilson. Paixão Campeira. In : Canto e Encanto Nativo. Caxias do Sul: Acit,
1994. 1 CD, {4 min42seg). Faixa 2.
d) gravações em fita de vídeo
Título da fita, ponto, Nome do responsável (produtor -pode ser uma
entidade), ponto, Local, vírgula, Data, ponto. Produtora, vírgula,
Distribuidora, vírgula, Descrição da unidade física (bobina, cartucho,
cassete, colorido ou preto e branco, legendado ou dublado, bitola),
ponto, Sistema de Gravação (VHS, P AL-M, NTSC), ponto, Expressão
em versa!: Fita de Vídeo, ponto.
ELETRÔNICA, RADIOTÉCNICO, TELEVISÃO. Instituto Universal Brasileiro. São
Paulo, 1993. 1 fita, 75 min, col, son., 8mm, VHS. Fita de Vídeo.
OS PERIGOS do uso de tóxicos, Produção de Jorge Ramos de Andrade.
Coordenação de Maria lzabel Azevedo. São Paulo: CERAVI, 1983. 1 fita, 30 min,
col., son.,
Furasté 109 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
e) catálogos
Autor (se houver), ponto, Nome da Instituição responsável (se
houver), ponto, Título do catálogo, ponto, Local, vírgula, Data, ponto,
Expressão em versa]: Catálogo, ponto.
COLÉGIO ESPECIAL DE ENSINO MÉDIO. Normas e Procedimentos para
Matrículas no ano 2004. Porto Alegre, 2003. Catálogo.
f) Bíblia
-no todo
BÍBLIA, ponto, Idioma, ponto, Título, ponto, Edição (a partir da
segunda), Tradução ou versão, ponto, Local, dois-pontos, Editora,
vírgula, Ano, ponto.
BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. 36.ed. Tradução Centro Bíblico Católico. São
Paulo: Paulinas, 1990.
-em parte
BÍBLIA, ponto, Nome do Livro, vírgula, Título da parte (se houver),
ponto, Número do capítulo, vírgula, Versículo inicial e versículo final,
separados por hífen, ponto, Idioma, ponto, Título, ponto, Edição (a
partír da segunda), ponto, Tradução ou versão (opcional), ponto,
Local, dois-pontos, Editora, vírgula, Ano, ponto.
BÍBLIA. I Crônicas, Recenseamento de Israel. 21, 1-6. Português. Bíblia Sagrada.
35.ed. Tradução da Vulgata pelo Pe. Matos Soares. São Paulo: Paulinas, 1979.
g) atas de reuniões
Nome da Instituição, ponto, Local, ponto, Número da ata, ponto,
Título da Ata, ponto, Livro, vírgula, Número da página inicial e da
final, ponto.
GRUPO ESCOTEIRO MARECHAL RONDON. Porto Alegre. Ata n. 82. Ata de
Eleição de Diretoria Biênio 2000/2002. p. 123-5.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Biblioteca Central. Ata da
reunião realizada no dia 4 de julho de 1997. Livro 50, p. 1.
!:
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 110 Furasté
h) manuais
Marca do Produto, ponto, Título, dois-pontos, especificação do
produto, ponto, Local, dois pontos, data, (se houver).
PHILLIPS. Manual de Instruções: OVO Player. Manaus, 2004.
VOLKSWAGEN DO BRASIL. Manual de Instruções: Kombi. São Paulo: 1999.
i) resenhas, recensões
Nome do autor da Resenha ou recensão, ponto, Título (se houver),
ponto, (referência completa da obra original). Indicação de Resenha.
MAROBIN, Luiz. Farrapos- Guerra à gaúcha. MARIANTE. Hélio Moro. Farrapos-
Guerra à Gaúcha. Porto Alegre: Martins Livreiro, 1985. 155p. Resenha.
WITTER, Geraldina Porto (Org.). Produção científica. Transinformação, Campinas,
SP, v. 9, n. 2, p.135-137, maio/ago. 1997. Resenha.
MATSUDA, C. T. Cometas: do mito à ciência.São Paulo: Ícone, 1986. SANTOS, P.
M. Cometa: divindade momentânea ou bola de gelo sujo? Ciência Hoje, São Paulo,
v. 5, n. 30, p. 20, abril. 1987. Resenha. ·
j) patentes
Entidade Responsável com seus diversos segmentos, ponto, Autor ou
autores (se houver), ponto, Título ou identificação do elemento
registrado, ponto, Número da Patente, vírgula, Data do período do
registro (início e término), ponto.
DÁCTILO-PLUS. Unidade de Informática Aplicada . Elisa Helena Castro Romero.
Conversor Automático de Software Interno. BR n. Pl 225894339528-20, 01 dez.
2003, 31 dez. 2015.
k) documentos cartográficos (mapas, atlas, globos, fotos aéreas ... )
Autor( es ), ponto, Título, ponto, Local, dois-pontos, Editora, vírgula,
Ano, ponto, Designação específica (mapa, globo, Atlas, foto ... ), ponto,
Escala.
Furasté 111 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
ELLWANGER, Ricardo. Região Sul. Porto Alegre: Global, 2003. Mapa econômico.
Escala: 1:2000.
INSTITUTO GEOGRÁFICO E CARTOGRÁFICO. Regiões de Governo no Estado de
S.Pau/o. São Paulo, 1994. Atlas. Escala 1 :600.000.
ATLAS Geográfico Universal. Madrid: Everest, 2003. Atlas, Escalas variadas.
I) bulas de remédios
TÍTULO da medicação. Responsável técnico (se houver). Local:
Laboratório, ano de fabricação. Indicação de Bula de remédio.
NOVALGINA: dipirona sádica. São Paulo: Hoechst, [ 199?]. Bula de remédio.
m) cartões postais
TÍTULO. Local: Editora, ano. Número de unidades fisicas: indicacão
&~ .
BRASIL turístico: anoitecer sobre o Congresso Nacional -Brasília. São Paulo:
Mercador. [198-]. 1 cartão postal: calor.
n) cartas, telegramas, correspondências
SOBRENOME, Prenome do Remetente. [Tipq de correspondência],
data, local de emissão, a palavra para entre colchetes, SOBRENOME,
PRENOME do Destinatário. Local a que se destina. total de folhas.
Assunto em forma de nota.
SANTOS, P. [carta] 27 jun. 1999, São Paulo [para] SILVA, M., Porto Alegre. 3f.
Solicita informação sobre linha de pesquisa da Faculdade de Agronomia da UFRGS.
Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 112 Furasté
o) filmes 120 - videocassete, longa metragem ou DVD
Título (Só primeira palavra em versa!), ponto, Subtítulo (se houver),
ponto, Créditos (produtor, diretor, realizador, roteirista e outros,
separados por ponto), ponto, Elenco principal (separados por ponto-e- ,:~
vírgula, ponto, Local, dois pontos, Produtora, vírgula, Especificação
do suporte em unidades fisicas e duração, ponto.
OS PERIGOS do uso de agrotóxicos. Produção de Jorge Ramos de Andrade.
Coordenação de Maria lzabel Ribeiro. São Paulo: CERAVI, 1983. 1 fita de vídeo
(30min), VHS, son., calor.
O NOME das Rosa. Direção: Jean-Jacques Annaud, RosaProdução:
Bernd Eichinger, Frankfurt (DE): Constantin Film, 1986, 1 DVD.
CENTRAL do Brasil. Direção: Walter Salles Júnior. Produção: Martire de
Clermont -Tonnerre e Arthur Cohn. Roteiro: Marcos Bernstein, João Emanuel
Carneiro e Walter Salles Júnior. Intérpretes: Fernanda Montenegro; Marília Pêra;
Vinicius de Oliveira; Othon Bastos e outros. [si.]: Lê Studio Canal; Riofilme, 1998.
1 filme (106min), son, calor. 35mm.
p) workshop - com autor declarado ou sem autor declarado
Autor (se for declarado), ponto, Título da intervenção, ponto, a
expressão In, dois-pontos, Título do W orkshop, vírgula, Número do
workshop (se houver), ponto, Ano da apresentação, vírgula, Local da
apresentação, ponto, Título da publicação (em destaque) Local, dois
pontos, editora, vírgula, ano da publicação. Páginas.
PRADO, Afonso Henrique Mirar]da de Almeida. Interpolação de imagens médicas.
In : WÓrkshop de Dissertações em Andamento, 1. 1995, São Paulo. Anais ... São
Pauló: IMCS, USP, 1995. p.2
WORKSHOP DE DISSERTAÇÕES EM ANDAMENTO, 1. 1995, São Paulo. 'Anais ...
São Paulo: ICRS, USP, 1995.39 p.
q) fotografias
AUTOR (Fotógrafo ou nome do estúdio) Título em destaque. Ano.
Número de unidades fisicas: indicação de'cor; dimensões.
120 Os elementos essenciais são: titulo, diretor, produtor, local, produtora, data e especificação do suporte em
wü dades fisicas. Os demais são complementares e servem apenas para explicitar melhor.
_.,,
;
Furasté 113 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico
HERMES, Fotos e Vídeos. Visão dos cânions dos Aparados da Serra. 2009.
álbum (132 fot.): calor.; 17,5 x 13 em.
Obs.: Fotografia de obras de arte devem ter entrada pelo nome do autor do original, seguido
do título e da indicação do nome do fotógrafo, precedido da abreviatura fot. Tratando-se de
um conjunto de fotografias com suporte fisico próprio como, por exemplo, um álbum. Esta
informação deve preceder o número de fotos (como no exemplo acima).
r) mapas e globos
AUTOR(es) (se houver indicação). Título em destaque. Local:
Editora, Ano. Número de unidades fisicas: indicação de cor, altura X
largura. Escala.
s) bibliografias
AUTOR(es) . Título em destaque. Período de abrangência. Local:
editora, ano.
INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃOEM CIÊNCIA E
TECNOLOGIA. Bibliografia Brasileira de Ciência da Informação.
1984/1986. Brasília: IBICT, 1987.
t) biografias
Nome do biógrafo. Nome do Biografado, em destaque. Ano de
nascimento (e de morte,se for o caso) do biografado. Local: editora,
ano.
SZPERKOWICZ, Jerzy. Nicolás Copérnico: 1473-1973. Tradução de Victor M.
Ferreras Tascón, Carlos H. de León Aragón. Varsóvia: Editorial Científica
Polaca, 1972.
u) microi1chas
Referenciar como a publicação original, mencionando-se ao fina l, o
número de microfichas e redução, quando houver.
:/
'·
r:-
Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 114 Furasté
SPINELLI, Mauro. Estudo da motricidade articulatória e da memona auditiva ern
distúrbios específicos de desenvolvimento da fala. 1973. Tese (Doutorado em voz)_
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo. 3 microfichas
v) microfilmes
Referenciar como a publicação original, seguida da indicação de
unidades físicas e da largura em milímetros. Sendo em negativo, usar
a abreviatura neg., após o número de unidades físicas, precedida de
dois pontos.
ESTADO, Florianópolis. v. 27, n. 8283-8431. jul./dez. 1941 . 1 bobina de microfilme,
35m.
Informações Verbais
Quando se possuir informações que foram transmitidas oralmente, seja em
sala de aula, palestras, debates, conferências, comunicações, etc. deve-se fazer a
indicação Informação Verbal, entre parênteses, e, em nota, que pode ser no
rodapé, mencionar os dados disponíveis e que identifiquem a passagem. 121
Moura então observou que as flores podiam ser repostas sem que houvesse
nec~ssidade de transporte especial (informação ora1 1) e que isso significaria uma
economia fantástica para a empresa exportadora.
Ení conferência proferida na sala VIP do Centro de Convenções de Recife em 24 de janeiro de
2005 para mais de quinhentos exportadores de flores.
Referências a documentos em meio eletrônico e internet
Os documentos disponíveis em meios eletrônicos estão cada vez mais
difundidos e sua utilização, cada vez mais popular. A NBR 6023/2002 diz que
as referências de documentos em meio eletrônico ou on-line devem obedecer
aos mesmos padrões indicados para documentos monográficos convencionais,
121 Ver maior expl icação e exemplificação na página 60.
Furasté 115 Normas Técnicas para o Trabalho Cientitlco
acrescidas das informações relativas à descrição física do meio eletrônico e
identificação da localização na internet. Os documentos podem estar inseridos
em disquetes, DVDs, CD-Rom, On-line (internet), etc.
Há, ainda, alguns documentos que possuem acesso exclusivo em on-line
como Base de Dados, Listas de Discussão, BBS, Sites,Arquivos em Disco
Rígido, Programas, Mensagens Eletrônicas e outros.
- Referência em meios eletrônicos
a) arquivos em disquetes
IRPF/05. Declaraçãodo Ajuste Anual. Secretaria da Receita Federal. Brasília: mar.
2005. Disquete 3% pol. Windows.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Biblioteca Central. Normas para
apresentação de trabalhos. Curitiba: mar. 1998. 5 disquetes, 3'h pol. Word for
Windows 7.0. ·
ABREU, Marilene Graci. Dicas de Redação para o ENEM. São Paulo: jan. 2002.
Disquete 3 % pol. Power Point.
b) CD-Rom
KOOGAN, A.; HOUAISS, A. (Ed}. Enciclopédia e Dicionário Digital 98. Direção
geral de: André Koogam Breikman. São Paulo: Delta, 1998. 5 CD-ROM.
INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA-
IBICT. Base de Dados em Ciência e Tecnologia. Brasília: IBICT,n.1, 1966 .
CD-ROM.
MORFOLOGIA dos Artrópodes. In: Enciclopédia Multimídia dos Seres Vivos.
São Paulo: Planeta De Agostini, 1998. 9 CD-ROM.
- Referência on-line- Intemet
Quando se tratar de obras consultadas on-line (na Internet), deve-se
indicar os mesmos elementos exigidos das obras convencionais acrescido do
URL 122 completo, entre os sinais < >, antecedidos da expressão: Disponível
em: e seguido da informação: Acesso em: e a data. Opcionalmente pode-se
acrescentar ainda o horário da consulta.
122 URL- Unifonn Resource Locator (Localizador Uniforme de Recursos). Ver Vocabulário Básico, p. 181.
Normas Técnicas para o Traball10 Cientifico 116 Furasté
a) documento no todo
ESTADO DE SÃO PAULO. Manual de r;edação e estilo. São Paulo, 1997.'-
Disponível em: <http://www1.estado.com.br/redac/manual.html>. Acesso em: 19
maio 1998.
MOURA, Gevilácio Aguiar Coêlho de. Citações e Referências a Documentos.
Eletrônicos. Disponível em: <http://www.elogica.com.br/users/gmoura/refere.html>
Acesso em: 10 fev. 2000.
CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFPe, 4., 1996, Recife. Anais
eletrônicos ... Recife : UFPe, 1996. Disponível em:
<http://www.proquest.ufpe.br/anais/anais.htm >.Acesso em: 21 jan. 1997.
b) documento em parte
ALMEIDA, Maurício B.; BAX, Marcello P. Uma visão geral sobre antologias: pesquisa
sobre definições, tipos, tipos, aplicações, métodos de avaliação e de construção.
Revista Ciência da Informação, Brasília, v. 32, n. 3, 2003. Disponível em:
<http://www.ibict.br/cionline/inicio.html>. Acesso em: 23 mar. 2004.
GIS DAY. Geographical lnformation Systems. National Geography Society, 2003.
Disponível em: <http://.www.gis.com> Acesso em: 26 jan. 2005.
c) artigo ou matéria de revista
HERNANDES, Moema. Envenenamento por Gás de Cozinha. Revista da Família,
São Paulo, n.76, 15 fev. 2003. Disponível em:
<http://www.terra.com.br/fam/1688/envenenamento.htm> Acesso em: 25 set. 2004.
AS ROSAS do jardim do palácio. Vivências, Caxias do Sul, n. 16, 20 out. 2000.
Disponível em:<http://www.terra.com.br/vivencia/rosas.htm> Acesso em: 12 jan.
2004. i
d) artigo ou matéria de jornal
ACIDENTES no feriado assustam. Correio do Povo. Porto Alegre, 5 fev. 2002.
Disponível em: <http://www.correiodopovo.net/jornal/acidentes.htm> Acesso em: 1 O
jun.2004.
TAVES, Rodrigo França. Ministério corta pagamento de 46,5 mil professores. Globo.
Rio de Janeiro, 1 9 maio 1998. Disponível em: <http://www.oglobo.com.br> Acesso
em 28 de maio de 1999.
PEDROSO, Joaquim Antônio. O desmatamento da Amazônia . Matutino do
Amazonas, Manaus, 20 jan. 2003. Disponível em:
<http://www.matutinodoamazonas.br> Acesso em: 26 jan.2003.
Furasté 117 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
e) verbete de enciclopédia eletrônica
FOULKES, H.; CARTWRIGHT, R. Sleep. In: ___ Encyclopediá Britânica On-line.
Disponível em: <http://www.britanica.com/bcom/eb/article>. Acesso em: 5 de fev.
2000.
f) blog
PATINHAS- Blog dos animais. Disponível em:
< http://patinhas-blogdosanimais.blogspot.com.bri > Acesso em: 2 jun. 2013.
g) homepage
ASSOCIAÇÃO MUNDIAL DE IRISDIAGNOSE- AMI. Disponível em:
<http://www.amiris.com/portiindex.asp> Acesso em: 07 jul 2007
NICOLAU, Paulo Fernando M. PSIQUIATRIA GERAL. Disponível em:
<http://www.psiguiatriaqeral.com.br/index.htm> Acesso em: 03 jun. 2006
AVES do Amapá. Disponível em: <http://www.bdt.org/bdt/avifauna/aves> Acesso
em: 30 maio 2002.
tAPAR. Londrina, Instituto Agronômico do Paraná, 1996-2000. Contém informações
institucionais, técnicas, notícias, projetos, publicações e serviços. Disponível em:
<http://w.celepar.br/iapar>. Acesso em: 18 jan . 2001.
h) e-mail
LIMA, Helena. Receitas Deliciosas da Tia Helena. Mensagem pessoal. Mensagem
recebida por <pitágoras@vector.com.br> em 16 jan. 2008.
SCHNEIDER, D. Publicação Eletrônica. Mensagem pessoal. Mensagem recebida
por <bchemin@univates.br> em 18 ago. 2001 .
RUSCHEL, Maria da Conceição. Informação sobre o desmatamento ocorrido.
Mensagem pessoal recebida por <satorijunior@yahoo.com.br
Nonnas Técnicas para o Traballio Cienti fico 11 8 Furasté
i) BBS (Bulletin Board System)
HEWLETT- Packard. Endereço BBS: hpcvbbs.cv.hp.com, login: new. Acesso em: 22
maio 1998.
UNIVERSIDADE da Carolina do Norte. Endereço BBS: launch pad. unc.edu.
Login: lauch. Acesso em: 25 jun 2002.
j) trabalho apresentado em evento
GUNCHO, M.R. A educação à distância e a biblioteca universitária. In: SEMINÁRIO
DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10., 1988, Fortaleza. Anais. Fortaleza: Tec
Treina, 1998. Disponível em:
<http://www.propesq .ufpe.br/anais/anais/educ/ce04.htm> Acesso em: 21 jan. 2000.
FURASTÉ, Pedro Augusto. A Histeria em jovens de 14 a 18 anos. In: Encontro Sul
Brasileiro de Psicanálise Pós-Freudiana . 1, 2004, Porto Alegre, Anais. Porto Alegre:
Stork, 2005. Disponível em: <http://www.psiquesulbrasil.orq.br/encontro.htm>
Acesso em: 12 dez. 2005.
SOUZA, Thiago Lincka de. Biblioterapia: divulgando o profissional da informação. In:
ENCONTRO NACIONAL DE ESTUDANTES DE BIBLIOTECONOMIA
DOCUMENTAÇÃO, GESTÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 28., 2005, Belém.:
Anais .. . Belém: [s .n.], 2005. Disponível" em: <htp://www2.ufpa.br/enebd/home.htm>
Acesso em: 20 fev. 2006.
k) documento jurídico
BRASIL. , Supremo Tribunal Federal. Súmula n. 14. Não é admissível por ato
administrativo, restringir, em razão de idade, inscrição em concurso para cargo
público.:Disponível em: <http://www.truenetm.com.br/jurisneUsumusSTF.html> :
Acesso em: 29 nov. 2000.
'
RIO GRANDE DO SUL. Constituição do estado do Rio Grande do Sul. Porto
Alegre. Disponível em: <http://jol.com.br/legis/constituições/constrs/indice.htm>
Acesso em: 30 out. 2004.
BRASIL. Lei n. 9887, de 7 de dezembro de 1999. Altera a legislação tributária
federal. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 8
dez.1999. Disponível em:
<http://www.in.gov.br/mp_leis/leis_texto .asp?ld=LE%209887> Acesso em: 22 dez.
1999.
Furasté 119 Normas Técnicas para o Traballio Científico
l) documento de acesso exclusivo em meio eletrônico
HACHIMU, Ricardo E. Primeiro Acampamento Modelo. Disponível em:
<http://www.onix.unic.edu/pub/users/esa> Acesso em: 12 fev. 2004.
O @ZIMUTE. Disponível em: <http://www.página.de/@zimute> v. I, n.13. Acesso
em: 11 fev. 2001.
JABLONSKI, Steve. Online Multiple Congential Anomaly/Mental Retardation
(MCA/MR) Syndromes. Bethesda (MO): National Library of Medicine (US) .
Disponível em: <http://www.nlm.nih.gov/mesh/ jablonski/syndrome title .html>
Acesso em 20 ago 2002.
m) FTP (File Transfer Protocol)
GATES, Garry. Shakespeare and his muse.<ftp://ftp.guten.neUbard/muse.txt> 1
Oct. 1996.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Biblioteca Universitária. Current
directory is/pub. <ftp:150.162.1.90> ,login: anonymous, password: guest, caminho:
Pub. Acesso em: 19 maio 1998.
GATES, Garry. Shakespeare and his muse.<ftp://ftp.guten.neUbard/muse.txt> 1 Oct.
1996.
n) Base de Dados
ÁCAROS no Estado de São Paulo. In: FUNDAÇÃO TROPICAL DE PESQUISA E
TECNOLOGIA "ANDRÉ TOSELLO". Base de Dados Tropical. 1985. Disponível
em: <http://www.fat.org .br/acaro/sp/ >.Acessoem: 30 maio 2002.
REVENGE, Samuel J. The Internet Dictionary. Avon: Futve, 1966. Base de
Dados. Biblio: CELEPAR, 1966.
PEIXOTO, Maria de Fátima Vieira . Função citação como fator de recuperação de
Uma rede de assunto. In: IBICT. Base de Dados em Ciência e Tecnologia.
Brasília: IBICT. Base de Dados em Ciência e Tecnologia , n.1 1999. CD-ROM.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 120 Furasté
Aspectos Gráficos Relevantes
Espaçamento: as referências devem ser digitadas, usando espaço simples entre
as linhas e espaço duplo para separá-las.
Margem: As referências são alinhadas somente à margem esquerda.
Pontuação:
Usa-se ponto após o nome do autor/autores, após o título, edição e no final
da referência;
Os dois pontos são usados antes do subtítulo, antes da editora e depois do
termo In:
A vírgula é usada após o sobrenome dos autores, após a editora, entre o
volume e o número, páginas da revista e após o título da revista;
O ponto-e-vírgula seguido de espaço é usado para separar os autores;
O hífen é utilizado entre páginas e, entre datas de fascículos sequenciais;
A barra transversal é usada entre números e datas de fascículos não
sequenciais (ex: 7/9, 197911981);
O colchete é usado para indicar os elementos de referência, que não
aparecem na obra referenciada, porém são conhecidos;
O parêntese é usado para o título que caracteriza a fimção e/ou
responsabilidade; de forma abreviada. (coord., org., comp.).
As reticências - entre colchetes - são usadas para indicar supressão de
tíh1los .
Letras Maiúsculas (caixa alta) para:
Sobrenome do autor;
Primeira palavra do título quando esta inicia a referência;
Entidades coletivas (na entrada direta);
Nomes geográficos (quando anteceder um órgão governamental da
administração: Ex: BRASIL. Ministério da Educação);
Títulos de eventos (congressos, seminários etc.)
Grifo: usa-se grifo, itálico ou negrito para:
Título das obras que não iniciam a referência;
Título dos periódicos;
Nomes científicos, conforme norma própria.
Furasté 121 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
27 RELATÓRIO DE ESTÁGIO
O relatório de estágio constitui-se num tipo de trabalho bem específico,
com nahu·eza e objetivos próprios e bem definidos. Visa à apresentação da
descricão do local onde foi realizado o estágio, do período de sua duração e,
principalmente, das atividades desenvolvídas pelo estagiário.
Deve ser elaborado com base nas normas oficiais da ABNT, acatando,
outrossim, características próprias e peculiares que lhe são dadas por algumas
instituições, especialmente as voltadas para o ensino. Procuramos apresentar
aqui uma uniformização dessas características.
O relatório de estágio deve ser composto por alguns elementos (partes)
específicos que lhe conferem a organicidade necessária para o devido
acompanhamento e avaliação. São eles:
Elementos Pré-textuais:
Capa (obrigatório)
_ Lombada (opcional)
Folha de Rosto {obrigatório)
Errata (opcional)
Agradecimentos (opcional)
Listas (opcional)
Sumário (obrigatório)
Elementos Textuais:
Introdução (obrigatório)
Apresentação ~a lnstituição{obrigatório)
Desenvolvimento {obrigatório)
Conclusão (obrigatório)
Elementos Pós-textuais
Obras Consultadas {obrigatório)
Apêndices (opcional)
Anexos (opcional)
Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 122 Furasté
Esquematicamente:
---capa
----folha de rosto
-agradecimentos
---errata
----listas
--sumário
-- INTRODUÇÃO
----APRESENTAÇÃO DA INSTITUIÇÃO
} DESENVOLVIMENTO
---- CONCLUSÃO
---- obras consultadas
---- apêndices
----anexos
ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS
Capa 123
É um elemento obrigatório que serve para proteção externa do trabalho.
Na capa devem ser impressas apenas as informações indispensáveis que servem
para identificação do trabalho, da mesma maneira que são apresentadas na folha
de rosto.
Há diferentes tipos de capa:
a) capa padronizada pela instituição: a instituição estabelece um tipo de
capa que deve ser adotado por todo e qualquer trabalho em seu
âmbito;
b) capa dura: nome dado à capa feita de percaline com os dados gravados
à semelhança de um livro;
c) brochura: feita com cartolina, ou com uma folha mais espessa;
d) capa plástica, transparente, também chamada de capa térmica, que
dispensa a gravação dos dados.
Devem aparecer os seguintes dados identificativos:
123 Conforme Capitulo 6- Capa- página 31. Repetimos para comodidade do leitor.
;
l
Furasté 123 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico
a) nome da Instituição (opcional) - centrado, em letras maiúsculas, em
negrito, a ±3cm da borda superior, tamanho 12 a 14;
b) nome do Autor- centrado, em letras maiúsculas, em negrito, a ±Sem
da borda superior, tamanho 12 a 14;
c) título do Relatório- centrado na página, horizontal e verticalmente, em
letras maiúsculas, em negrito, tamanho 12 a 14;
d) subtítulo RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR- centrado,
em letras maiúsculas, negrito, na linha seguinte, espaço simples,
tamanho 12;
e) número que identifica o tipo de relatório (opcional) - Em algarismo
romano: "I" ou "II", sendo que "I" representa estágio curricular interno
e "li" representa estágio curricular externo -junto ao subtítulo;
f) local (cidade onde se entrega o trabalho) - centrado, em letras
minúsculas, a ±2S em da borda superior, tamanho 12;
g) ano da entrega - centrado, em letras minúsculas, na linha seguinte,
espaço simples, tamanho 12.
lombada
Conforme capítulo 7, página 33.
Folha de rosto
Tomando por base o que temos no capítulo 8, página 35, a folha de rosto
é um elemento obrigatório que deve conter todos os dados necessários para a
sua identificação. A ABNT estabelece quais são os dados que devem ser
indicados e apresenta a ordem (sequência) de sua colocação. Entretanto na folha
de rosto do relatório de estágio, é preciso acrescentar informações referentes
ao local (escola ou empresa) de realização do estágio; ao setor (se for o caso);
período de realização; total de dias; total de horas; nome do supervisor; função;
formação profissional.
A ABNT não faz menção a medidas, espacejamento nem a tamanho de
letras, porém, baseados na bibliografia existente, na tradição e na prática
exaustiva, sugerimos a seguinte distribuição:124
a) nome do autor - centrado, em letras maiúsculas, em negrito, a ±Sem
da borda superior, tamanho 12 a 14;
b) título do relatório- centrado na página, horizontal e verticalmente, em
letras maiúsculas, em negrito, tamanho 12 a 14;
c) subtítulo RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR- centrado,
em letras maiúsculas, negrito, na linha seguinte, espaço simples,
tamanho 12;
124 Repetimos: As distâncias são sugeridas além de aproximadas, não deve haver rigor nesse sentido.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico [24 Furasté
d) número que identifica o tipo de relatório (opcional) - Em algarismo
romano: "I" ou "II", sendo que "I" representa estágio curricular interno
e "II" representa estágio curricular externo- junto ao subtítulo;
e) a ±17cm da borda superior, do centro para a direita, em letras
minúsculas, tamanho 12, deve constar as informações referentes ao
local, setor, período de realização, total de dias, total de horas , nome
do supervisor, função, formação profissional;
f) local (cidade) da Instituição - a ±25cm da borda superior, centrado,
letras minúsculas, tamanho 12;
g) ano de entrega - uma linha abaixo, espaço simples, centrado, em
letras minúsculas, tamanho 12;
Errata
Elaborada conforme capítulo 10, página 38.
Ag;adecimentos
Feitos conforme capítulo 13, página 42.
ll..istas
Feitas conforme capítulo 17, página 47.
Sumário
Mantendo as mesmas orientações do capítulo 18, página 48.
ELEMENTOS TEXTUAIS
Introdução
A introdução abre o relatório propriamente dito,devendo ser apresentadas
sucintamente as seguintes informações:
- importância do estágio para a formação profissional do autor;
- delimitação do tempo e espaço utilizados, ou seja, informar onde o
estágio foi realizado e o período de duração;
- organização estrutural do relatório.
Apresentação da instituição
Deverá trazer um histórico da escola ou da empresa e suas principais áreas
de atuação. Deverá apresentar de forma detalhada o setor ou departamento onde
foi desenvolvido o estágio.
Furasté l 25 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico
Desenvolvimento
É a parte central do relatório. É nele que se vão comunicar os resultados
do estágio. Pode ser subdividido em seções e subseções, de forma a refletir o
plano de estágio executado.
Sendo assim, apresenta-se, de forma clara e sucinta, a rotina de trabalho e
da coleta de dados, de maneira descritiva ou agrupada em gráficos e/ou tabelas .
Faz-se a discussão dos dados, generalizações e apresentados os princípios
básicos que tiveram comprovação nas observações.
Deve-se, ainda:
a) esclarecer as exceções, modificações, teorias e princípios relativos ao
trabalho;
b) indicar as aplicações teóricas ou práticas dos resultados obtidos;
c) procurar elaborar, uma teoria para explicar as observações e resultados
obtidos;
d) revisar literatura, referindo-a no texto seguindo orientação da ABNT.
e) discutir as ocorrências como um todo, avaliando causas, procedimentos
e resultados e apresentado sua própria opinião com base nos
conhecimentos adquiridos .
Condu são
É o resultado de uma análise crítica do trabalho executado, e de sua
importância corno forma de contribuição para a formação profissional.
Relaciona as dificuldades encontradas na realização do estágio; descreve os
resultados e as conclusões obtidos, interpreta esses resultados e conclusões e -
apresenta comentários e sugestões, se for necessário, tudo de forma lógica, clara
e concisa.
!ElEMENTOS PÓS-TEXTUAIS
Obras consultadas
É a especificação das obras utilizadas para o desenvolvimento das
atividades realizadas, em ordem alfabética dos sobrenomes dos autores. Ver
capítulo 26, página 76.
Apê1111dices
Ver capítulo 24, página 73.
Anexos
Ver capítulo 24, página 73 .
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 126 Furasté
CONFIGURAÇÃO DO RELATÓRIO
Segue as mesmas orientações dos demais trabalhos científicos, quais
sejam:
a) folha- formato ofício- A4- 21 x 29,7;
b) margens: superior e esquerda: 3cm;
inferior e direita: 2cm;
c) digitação: sugere-se letra tipo Times New Roman ou Arial, tamanho
12, no corpo do texto e tamanho 10 nas citações, notas, referências e
rodapés;
d) títulos : alinhados à margem esquerda, com letra do mesmo tamanho do
corpo do texto seguindo gradualmente os destaques disponíveis . Ver
capítulo 19, página 50.
Ficam, então, assim:
1 SEÇÃO PRIMÁRIA- MAIÚSCULO e NEGRITO
1.1 SEÇÃO SECUNDÁRIA- SÓ MAIÚSCULO
1.1.1 Seção Terciária- Minúsculo e negrito
1.1.1.1 Seção Quaternária - Minúsculo e normal
1.1.1.1 .1 Seção Quinária - Minúsculo e itálico
e) espaçamento: entre as linhas do corpo do texto, espaço 1,5; nos
resumos, nas citações, notas, rodapés e referências, espaço simples.
f) Se forem feitas, no decorrer do desenvolvimento, citações, essas devem ser
formatadas conforme o capítulo 20, página 55 .
g) entrada de parágrafo: de 1cm a 1,5cm, ou o equivalente a um toque na
tecla T AB do micro, inclusive nas citações;
h) paginação: algarismos arábicos no canto superior direito, a 2crn das
bordas superior e direita;
Furasté 127 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
28 RELATÓRIO TÉCNICO e/ou CIENTÍFICO
Segundo a ABNT em sua norma NBR 10719/2011 , Relatório é o
documento que descreve formalmente o progresso ou resultado de pesquisa
científica e/ou técnica. 125
O relatório técnico e/ou científico apresenta, sistematicamente,
informação suficiente para um leitor qualificado e pode traçar conclusões ou
fazer recomendações.
A norma diz que, um relatório deve ter uma parte interna e outra, externa,
1 . 1 126 compostas pe os segu_mtes e ementas:
Parte Externa:
Capa (opcional)
Lombada (opcional)
Parte Interna:
Elementos pré~textuais
Folha de rosto (obrigatório)
Errata (opcional)
Agradecimentos (opcional) .
Resumo na língua vernácula (obrigatório)
Lista de ilustrações (opcional)
Lista de tabelas (opcional)
Lista de abreviaturas e siglas (opcional)
Lista de símbolos (opcional)
Sumário (obrigatório)
Elementos textuais
Introdução (obrigatório)
Desenvolvimento (obrigatório)
Considerações finais (obrigatório)
Elementos pós-textuais
Referências (obrigatório)
Glossário (opcional)
Apêndice (opcional)
Anexo (opcional)
Índice (opcional)
Formulário de identificação (opcional)
Convém ressaltar que algumas Instituições já possuem, previamente
estabelecidas, certas partes do relatório ou, às vezes, até o relatório inteiro,
composto de formulários e fichas para serem preenchidos pelos seus
funcionários, fugindo completamente do que foi exposto acima.
"' NBR 1071 9:20 11, item 3.24.
126 NBR I 07 19:20 11, item 4.
!.-.....__ __ _
Normas Técnicas para o Traballio Científico 128 Furasté
É bom lembrar igualmente que a NBR 10719:2011 traz orientações que
são características exclusivas para Relatórios, não sendo válidas para os
demais trabalhos científicos.
O texto do desenvolvimento poderá ser dividido e subdividido em seções
e subseções a exemplo dos demais trabalhos científicos recebendo o mesmo tipo
de numeração progressiva, conforme prescrito nas NBR 6024 e NBR 6822 e que
estão explicitadas no capítulo 19, p. 50.
Esquematicamente:
----------- capa
----------folha de rosto
-------- errata
----------- agradecimento
------------- resumo
-------- listas
---------- sumário
--------- INTRODUÇÃO
} DESENVOLVIMENTO
------- CONSIDERAÇÕES FINAIS
------ referências
--------obras consultadas
----------- glossário
------ apêndices
--------- anexos
------- indice
----------- formulário de identificação
Capa
Serve como proteção externa do trabalho e traz um conjunto de
informações claras, precisas e concisas dando noção imediata sobre o conteúdo
do relatório.
A NBR10719:2011 recomenda que sejam incluídos:
-o nome e endereço da instituição responsável (autoria);
- o número do relatório.
-o ISSN (se houver);
- o título e subtítulo (se houver);
-a classificação de segurança (se houver).
Furasté 129 Normas Técnicas para o Traballio Científico
lombada
Se o volume for espesso, e se for possível uma impressão legível, deve
conter: 127
- nome do autor ou sigla da instituição responsável,
. que deve ser lido do alto para o pé;
- título do relatório;
-elemento de identificação (número do relatório).
!Foi h a de rosto
Deve conter os elementos identifica ti vos do relatório . São os seguintes : 128
a) nome do órgão ou entidade responsável;
b) título e subtítulo (se houver), diferenciados tipograficamente;
c) número de volume do relatório (se houver), em algarismos arábicos;
d) código de identificação (se houver);
e) natureza do projeto (se houver);
f) classificação de segurança (se houver);
g) nome(s) do(s) autores (podendo constar a respectiva titulação) ou nome
instituição responsável pela elaboração;
h) local e ano da publicação.
Verso da folha de Rosto
No verso da folha de rosto, podem, opcionalmente, aparecer outros dados
complementares, como: 129
a) comissão de estudos, colaboradores, coordenação geral entre outros;
b) qualificação ou titulação doe elementos citados no item anterior;
c) dados internacionais de catalogação, confonne o Código de
Catalogação Anglo-Americano.
Errata
Se houver necessidade de uma Errata, esta deverá ser colocada logo apósa Folha de Rosto e deve ser elaborada conforme o apresentado no Capítulo 10,
página 38. ·
Numeração de volumes
Se o relatório for muito extenso, e a necessidade exigir, pode ser dividido
em volumes. Esses volumes são identificados por algarismos arábicos, por
extenso ou abreviadamente:
127 Elaborada conforme a NBR 12225.
128 NBR 10719:2011, item 4.1.2.
129 NBR 10719:2011 , item 4. 1.2.2.
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f :I
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" T'
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 130
Volume 1; Volume 2; Volume3
v. 1; v.2; v.3.
Numeração de partes
Furasté
Quando um mesmo projeto comportar vários relatórios, estes podem ser
reunidos como se fossem partes componentes de um todo único.
Relatório sobre o Uso do Álcool Combustível
Parte 1: Implantação do sistema
Parte 2: Surgimento de problemas de abastecimento
Parte 3: Perspectivas para os próximos anos
Numeração das páginas
Todas as .páginas pré-textuais, a partir da folha de rosto, devem ser
contadas sequencialm(':nte mas não numeradas . A numeração deve figurar, a
partir da primeira folha da parte textual, em algarismos arábicos. Portanto,
independentemente do número de folhas que antecedem a Introdução, essa sempre
iniciará com o número de página 1.
No caso de o documento ser constituído de mais de um volume, deve ser
mantida uma única sequência de numeração das páginas, do primeiro ao último
volume.
Havendo apêndice e/ou anexo, as suas páginas devem ser numeradas de
maneira contínua e sua paginação deve dar seguimento à do texto principal.
Ç)s números indicativos das páginas devem estar colocados no canto
superior direit~.l, a 2cm das bordas (superior e direita).
Títulos sem indicativo numérico
Os tíh!los, sem indicativo numérico - errata, agradecimentos, lista de
ilustrações, lista de abreviaturas e siglas, lista de símbolos, resumo, sumário,
referências, glossário, apêndice, anexo e índice - devem ser centralizados e
colocados a 8cm da borda superior do papel, distanciados to texto por três
espaços.
Furasté I3I Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico
Notas de rodapé 130
Devem ser digitadas ou datilografadas dentro das margens, ficando
separadas do texto por um espaço simples entre as linhas e por filete de 3 em, a
partir da margem esquerda. Devem ser alinhadas, a partir da segunda linha da
mesma nota, abaixo da primeira letra da primeira palavra, de forma a destacar 0
expoente, sem espaço entre elas e com fonte menor (pitch 1 0).
Siglas
Todas as siglas, quando mencionadas pela primeira vez no texto, devem
ser indicadas entre parênteses, precedida do nome completo.
Exemplo:
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
!Prefácio (ou apresentação)
Elemento que serve para dar esclarecimentos, justificativas e/ou a
apresentação do documento. Geralmente é elaborado por outra pessoa que não 0
autor. Seu uso fica restrito a relatórios a serem publicados.
Resumo
Condensação do relatório que apresenta sucintamente os aspectos mais
relevantes, os resultados e/ou as conclusões do relatório. Por suas características
para relatórios usa-se o resumo informativo. De sua leitura é que 0 usuári~
decidirá se vale a pena ler ou não o relatório inteiro.
De acordo com a ABNT, 131 o resumo informativo deve constar entre 150
e 500 palavras.
Listas
Se o conteúdo assim o exigir, pode-se acrescentar listas de símbolos,
siglas e abreviaturas que forem utilizadas no decorrer do relatório.
Se houver ilustrações (tabelas, figuras, quadros ... ), elabora-se uma lista de
ilustrações como se fosse um sumário, apresentando-as na ordem em que
aparecem no texto com a respectiva indicação da página onde se encontra.
Estas listas devem figurar logo antes do sumário.
130 Ver capítulo 2I, página 66.
131 NBR 6028:2003, item 3.3.5. Ver Capítulo 15, pág. 44.
r:
r·
L
I.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 132
Furasté
Sumário 132
A finalidade do sumário é dar uma visão geral do conteúdo e facilitar
localização dos assuntos . a
_ O sumário deve conter o indicativo numérico de cada seção, o título da
seçao e a paginação, separados por uma linha pontilhada. Os títulos das seções
podem ser alinhados pela margem do título do indicativo mais extenso. O sumário :
T I e o u t;~o e ementa pré-textual. Se houver mais de um volume, deve-se colocar 0 s~~ano de toda a obra em cada um dos seus volumes para que se possa ter uma
v1sao completa de todo o conteúdo. 133
O sumário é meramente informativo, por isso não se devem colocar os
elementos pré-textuais. Portanto, ele inicia com a introdução.
O espacejamento entre as linhas do sumário deve ser simples. Porém
entre uma seção e outra, deixa-se uma linha em branco. Deve haver u~
destaque entre os itens que se subordinam no sumário. Os destaques a serem
dados serão os mesmos dados no deconer do corpo do relatório, ou sejam:
a) seções primárias: letras maiúsculas e negrito;
b) seções secundárias: letras maiúsculas;
c) seções terciárias : letras minúsculas e negrito;
d) seções quaternárias: letras minúsculas, sem destaque;
e) seções quinárias: letras minúsculas em itálico
1 MAIÚSCULO e NEGRITO.
1.1 MAIÚSCULO
1.1.1 Minúsculo e negrito
1.1.1.1 Minúsculo p .1.1.1.1 Minúsculo
Até bem pouco tempo, para salientar mais os itens do Sumário era
peiTDitido utilizar a reentrada para abaixo da primeira letra da linha ant;rior,
porém essa reentrada não é mais permitida. 134 Ver exemplo na página 49.
Formatação
Os elementos pré-textuais devem iniciar no anverso da folha com
exceção dos dados internacionais de catalogação-na-publicação que dev~m vir
no verso da folha de rosto.
132 Deve ser elaborado conforme a NBR 6027:2013.
133 NBR 14724:2005, item 4.1.15.
134
NBR 6027:2013 e NBR 6024:2003, item 3.2.
Furasté 133 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
A ABNT recomenda que os elementos textuais e pós-textuais sejam
digitados ou datilografados no anverso e verso das folhas.
O espaçamento entre linhas para o documento deve ser simples e as
margens a serem mantidas, são:
a) no anverso: esquerda e superior de 3 em e direita e inferior de 2 em;
b) no verso, direita e superior de 3 em e esquerda e inferior de 2 em.
O tamanho da fonte a ser usada em todo o documento é 12 e tipo da fonte
padronizado para todo o documento, Times New Roman ou Arial.
Para as citações com mais de três linhas, notas de rodapé, paginação,
dados internacionais de catalogação-na-publicação, legendas, notas, fontes e
títulos das ilustrações e tabelas devem ser em tamanho menor e unifonne:
sugerimos tamanho 10.
Introdução
Na introdução devem ser brevemente apresentados os objetivos do
relatório e as causas e/ou razões que o motivaram podendo relacioná-lo com
outros trabalhos.
Desenvolvimento
O corpo do texto, propriamente dito, deve conter a explicitação do assunto
a partir de raciocínio lógico, clareza, concisão e coerência. Pode ser dividido em
seções e subseções como qualquer trabalho científico.
Não se deve ultrapassar a quinta seção. Assim:
1 SEÇÃO PRIMÁRIA
1.1 SEÇÃO SECUNDÁRIA
1.1.1 Seção Terciária
1.1.1.1 Seção Quaternária
1.1.1.1 .1 Seção Quinária
O indicativo da seção, em algarismo arábico, deve estar alinhado à
margem esquerda, separado do título por apenas um espaço. O título de cada
seção deve guardar uma linha em branco do texto anterior e do texto posterior.
O corpo do texto, propriamente dito, deve conter a explicitação do assunto
a partir de raciocínio lógico, clareza, concisão e coerência.
Normas Técnicas para o Traballio Científico 134 Furasté
Conclusões ou recomendações
Num relatório, excepcionalmente, as conclusões e recomendações podem
ser divididas em subseções se a objetividade e a clareza assim o exigirem.Nessa seção devem figurar, de maneira clara e objetiva, as deduções e
inferências tiradas dos resultados alcançados ou dos levantamentos realizados.
Não devem ser apresentados dados novos, dados quantitativos ou resultados
passíveis ainda de discussão.
As recomendações feitas devem ser aquelas que se julgam necessárias, a
partir das conclusões, para serem utilizadas mais adiante.
Referências bibl iográficas 135
No relatório devem ser referenciadas apenas 136 as obras que foram
explicitamente citadas no decorrer do texto. Geralmente são colocadas ao final,
mas se o relatório for muito extenso, podem ser colocadas após cada seção
primária.
Em caso de necessidade, por conta do conteúdo do relatório, pode ser
sugerida alguma bibliografia extra, sob o título : Bibliografia recomendada. 137
Apêndice(s) 138
São elementos opcionais num relatório e servem para dar credibilidade ao
conteúdo. O apêndice é material elaborado pelo próprio autor do relatório.
Podem ser ilustrações, descrições de equipamentos, descrições de técnicas e
processos. Não devem ser volumosos
São identificados pela palavra "Apêndice" seguida de letras maiúsculas,
separada de seu título por um travessão :
Apêndice A - Planta do setor de queimados
Apêndice B- Planta do setor de politraumatízados
Apêndice C - Planta do bloco cirúrgico
A paginação nos apêndices deve dar continuidade à paginação do
relatório .
Anexo(s) 139
São elementos opcionais num relatório e também servem para dar
135 Para elaboração das Referências, ver capítulo 26, página 76.
136 ATENÇÃO: Essa orientação va le apenas para Relatórios, não é extensiva a outros Trabalhos Científicos.
137 Essa recomendação serve apenas para Relatórios, não sendo admitida em outros Trabalhos Científicos.
138 Ver capítulo 24, p. 73.
139 Ver capitulo 24, p. 73 .
Furasté 135 Normas Técnicas para o Traballio Cienti fico
credibilidade ao conteúdo. O anexo é material elaborado por outra pessoa que
não o autor do relatório. Podem ser ilustrações, descrições de equipamentos,
descrições de técnicas e processos. Não devem ser volumosos
São identificados pela palavra "Anexo" seguida de letras maiúsculas e seu
título:
Anexo A - Planta do setor de queimados
Anexo B- Planta do setor de politraumatizados
Anexo C- Planta do bloco cirúrgico
A paginação nos anexos deve dar continuidade à paginação do relatório.
Agradecimentos 140
Elemento opcional. Devem ser feitos agradecimentos somente se forem
realmente relevantes .
I lustrações
Qualquer que seja o tipo de ilustração, num relatório, sua identificação
aparece na parte superior, precedida ·da palavra designativa (desenho, esquema,
fluxograma, fotografia, gráfico, mapa, organograma, planta, quadro, retrato,
figura, imagem, entre outros), seguida de seu número de ordem de ocorrência no
texto, em algarismos arábicos, travessão e do respectivo título. Após a
ilustração, na parte inferior, indicar a fonte consultada (elemento obrigatório,
mesmo que seja produção do próprio autor), legenda, notas e outras informações
necessárias à sua compreensão (se houver). A ilustração deve ser citada no texto
e inserida o mais próximo possível do trecho a que se refere.
Tabelas
Devem ser citadas no texto, inseridas o mais próximo possível do trecho a
que se referem e padronizadas conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE). Ver Capítulo 23 , página 71.
Glossário 14 1
Vocabulário onde se esclarecem palavras ou expressões técnicas.
Í ndice
É um elemento opcional, utilizado, via de regra, em relatórios muito
extensos .
"" Ver capitulo 13, p. 42.
14 1 Ver capitulo 25, página 75.
Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 136 Furasté
Num relatório, pode-se utilizar mais de um tipo de índice, de acordo com
suas finalidades e praticidade ao leitor.
Existem índices :
a) gerais -nomes, assuntos, lugares ...
b) cronológicos: nomes e fatos relacionados cronologicamente;
c) sistemáticos : assuntos, nomes, espécies relacionados com algum tipo de
sistema de classificação;
d) onomásticos: ordena alfabeticamente nomes de pessoas, personagens,
atores ou personalidades citadas ao longo do texto.
formulário de identificação
Trata-se de um elemento característico específico do relatório técnico ou
científico. Essa ficha de identificação, em alguns casos, pode substituir a folha
de rosto.
Deve ser colocada antes da terceira e quarta capas, logo após o índice, se
houver. Em geral, apresenta-se no formato de um formulário com campos a
serem preenchidos com dados de identificação.
A própria ABNT 142 apresentou uma ficha como sugestão a ser seguida e
que apresentamos na página seguinte:
142 NBR 10719:2011, Anexo A.
Furasté 137 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico
Dados do relatório técnico e/ou cientifico
Título e subtítulo Classificação de segurança
N"
Tipo de relatório Data:
Título do projeto/programa/plano: N'
Autor(es)
Instituição executora e endereço completo:
Instituição patrocinadora e endereço completo:
Resumo:
Palavras-chave/descritores
Edição N' de páginas N° do vloume N' de Classificação
ISSN Tiragem Preço
Distribuidor:
Observações
[.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 138 Furasté
29 PROJETO DE PESQUISA- (NBR 15287:2011)
O projeto de pesquisa foi concebido para ser uma descrição da estrutura
do um empreendimento que se pretende seja realizado, ou seja, um esboço
inicial do que se quer fazer. De acordo com a ABNT, o projeto é uma das fases
da pesquisa; é a descrição da sua estrutura. 143 Serve para o acadêmico traçar o
roteiro inicial daquilo que será seu trabalho. Esse roteiro certamente poderá
sofrer algumas modificações, alguns acréscimos, algumas melhorias, enfim,
poderá ser aprimorado, principalmente depois de iniciadas as pesquisas e obtidas
as orientacões necessárias.
O p~ojeto de pesquisa deverá compor-se dos seguintes elementos: 144
Parte externa
Parte interna
{ capa lombada
folha de rosto
listas
sumário
introdução
referencial teórico
metodologia
recursos
cronograma
referências
glossário
apêndice(s)
anexo(s)
__.-------------=- --------capa
.--""'--------,7 -------folha de rosto
-----listas
------ sumário
-------INTRODUÇÃO
------ REFERENCIAL TEÓRICO
----------·· METODOLOGIA
------- RECURSOS
------ CRONOGRAMA
--------- referências
------ glossário
-------- apêndice
-------- anexo
Registre-se que não se pode estabelecer uma conclusão nos projetos,
143 NBR 15287:2011.
144 NBR 15287:2011.
Furasté 139 Normas Técnicas p ara o Trabalho Científico
porque é ali que serão apresentados os resultados obtidos depois de
desenvolvido o projeto, analisados seus resultados e elaborado o trabalho fmal.
Capa
Elemento opcional. Se houver, apresenta as seguintes informações,
dispostas da seguinte maneira:
a) nome da entidade para a qual vai ser submetido - a ±3cm da borda
superior, centrado, em negrito e letras versais, tamanho 12 a 14;
b) nome(s) do(s) autor(es) - a ±Sem da borda superior, centrado, em
negrito e letras versais, tamanho 12 a 14;
c) título principal do trabalho - centr ado na página, horizontal e
verticalmente, em negrito e letras versais, tamanho 12 a 14;
d) subtítulo, se houver- na linha seguinte, espaço simples, centrado, em
negrito e letras versais, tamanho 12;
e) local (cidade) da instituição onde será apresentado - a ±25cm da borda
superior, centrado, letras minúsculas, tamanho 12;
f) ano de entrega do projeto - na linha seguinte, espaço simples,
centrado, letras minúsculas, tamanho 12;
Lombada
Elemento opcional. Deverá ser elaborada com base na NBR 12225. Porém
é claro que vai depender da espessura do volume final do Projeto.
Folha de rosto
Deve ser feitada mesma forma que a folha de rosto dos demais trabalhos
científicos.
Os elementos que devem ser apresentados são:
a) nome do autor - a ±Sem da borda superior, centrado, em negrito e
letras versais, tamanho 12 a 14;
b) título p rincipal do trabalho- a ±Hem da borda superior, centrado, em
negrito e letras versais, tamanho 12 a 14;
c) subtítulo (se houver) - uma linha abaixo do título, espaço simples;
centrado, em negrito e letras versais, tamanho 12 a 14, precedido de
dois-pontos no título;
d) número do volume (se houver mais de um) - uma linha abaixo do
subtítulo, espaço simples, centrado, letras minúsculas, tamanho 12;
e) a ±17cm da borda superior, do centro para a direita, em letras
minúsculas, tamanho 12, deve constar a natureza do trabalho (tese,
dissertação, trabalho de conclusão ... ), o objetivo do trabalho
(aprovação na disciplina, formação no curso, grau pretendido), o nome
da Instituição (Universidade, Centro, Instituto ou Faculdade; e a área
de concentração (disciplina ou matéria);
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 140 Furasté
f) nome do(s) orientador(es) (e do co-orientador, quando houver) _ a
±22cm da borda superior, centrado, letras minúsculas, tamanho 12·
g) local (cidade) da Instituição - a ±25cm da borda superior, centrado
letras minúsculas, tamanho 12; '
h) ano de entrega - uma linha abaixo, espaço simples, centrado, em
letras minúsculas, tamanho 12;
Introdução
Aqui reside uma das maiores confusões que encontramos quando se trata
de trabalhos acadêmicos. afmal, deve-se ou não numerar a introdução de um
trabalho?
A resposta é NÃO quando se trata de um trabalho de conclusão,
PORÉM num PROJETO DE PESQUISA, SIM.
A confusão deve-se ao fato de a palavra INTRODUÇÃO estar sendo
utilizada para designar DUAS coisas diferentes. Num trabalho de conclusão
INTRODUÇÃO é uma PARTE do trabalho, como já explicitamos no capítul~
19 Indicativo de Seção.
Já no projeto de pesquisa, a INTRODUÇÃO é onde devem ser
apresenta_dos vários tópicos que comporão a pesquisa a ser desenvolvida. A
ABNT, 14, inclusive, em seu texto, fala em PARTE INTRODUTÓRIA e não
INTRODUÇÃO.
Portanto, num trabalho de conclusão, por se tratar de uma PARTE do
trabalho, NÃO se numera a introdução, porém num projeto de pesquisa, por se
tratar de um elemento onde serão apresentados os vários tópicos que serão
desenvolvidos, ela deve ser numerada SIM.
Na INTRODUÇÃO do PROJETO de PESQUISA devem ser apresentados
o tema do projeto e sua respectiva delimitação, o problema a ser abordado,
a(s) hipóteses(s), bem como o(s) objetivo(s), geral e específicos, e a(s)
justificativa(s) da escolha do tema, da sua relevância e de possíveis
contribuições para a área em que se insere o projeto. 146 O texto da introdução
pode ser feito numa sequência única, ou topicalizada, ou seja, já que a
Introdução é numerada e, portanto, compõe uma seção primária, ela pode ser
dividida em subseções. Por essa razão, diferentemente de outros trabalhos, a
parte introdutória referida pela norma e chamada aqui, por respeito à tradição, de
Introdução, será uma seção extensa, mais extensa que as demais seções do
projeto.
Assim:
145 NBR 15287:2011.
146 NBR 15287:20 I!.
Furasté
1 INTRODUÇÃO
1.1 TEMA
141 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
1.1.1 Delimitação do tema
1.2 PROBLEMA
1.3 HIPÓTESES
1.4 OBJETIVOS
1.4.1 Geral
1.4.2 Específicos
1.5 JUSTIFICATIVAS
Explicitando melhor o que seja cada um desses elementos, temos:
a) tema: é o assunto escolhido sobre o qual versará o trabalho; A escolha
do tema está vinculada ao gosto pelo assunto a ser trabalhado.
Trabalhar um assunto que não seja do agrado tornará a pesquisa num
exercício de tortura e sofrimento. É preciso que se leve em
consideração todas atividades que teremos que cumprir para executar o
trabalho e adequá-la ao tempo de que se dispõe. Devemos ter
consciência das nossas limitações quanto àquilo que nos propomos.
b) delimitação do tema: é a definição de qual ou quais os enfoques do
Tema serão explicitados no decorrer do trabalho. Delimitar é indicar
qual será a abrangência do estudo a ser realizado, estabelecendo os
limites do terriã. É importante lembrar que, quanto maior a abrangência
do tema, mais dificil será a sua compreensão conceitual, e,
inversamente, quanto menor sua abrangência, maior a compreensão.
Para que fique mais compreensível assunto, é importante situá-lo em
sua respectiva área de conhecimento, possibilitando, assim, que se
visualize a especificidade do objeto no contexto de sua área temática;
c) problema: é o centro vital de toda a elaboração do trabalho já que é a
formulação da problemática que será explorada a partir da delimitação
do tema. Devem ser formulados alguns problemas, questionamentos,
dúvidas que o trabalho se proporá a resolver. O problema costuma ser
apresentado em forma de uma frase interrogativa que vai expressar a
dúvida que queremos esclarecer sobre o tema abordado.
d) hipótese: dependendo da natureza do trabalho, pode-se estabelecer
hipótese, ou seja, possível resposta ao problema estabelecido à qual
desejamos chegar. Trata-se de uma afirmação (uma suposição), que
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 142 Furasté
procura responder ao problema levantado quanto ao tema escolhido. O
transcorrer do trabalho irá confirmar ou negar a hipótese levantada.
Dependendo da complexidade do tema, pode ser subdividida.
e) objetivos: definição, com precisão e clareza, das metas, propósitos e
resultados concretos a que se pretende chegar. O objetivo geral é o fim
último que se pretende alcançar. Para se atingir o objetivo geral, ele
pode ser detalhado, desmembrado em outros - os específicos. os
objetivos específicos são instmmentais para o objetivo geral e dão uma
visão ernbasadora para o próprio Tema. Urna forma prática para se
estabelecer os objetivos é iniciá-los sempre com o verbo no infinitivo:
esclarecer, definir, procurar, permitir, demonstrar, registrar,
apresentar, analisar, classificar, discutir, investigar, descrever, etc;
f) justificativas: é apresentação dos motivos que levara~ à decisão de se
abordar esse Terna dentro do universo acadêmico. E preciso que se
coloquem as razões que levaram à escolha e que sustentam a realização
do trabalho. Não se deve confundir a justificativa pela escolha do tema
com a justificativa dos objetivos propostos . É o convencimento de que
é fundamental ser efetivado o trabalho. Enfim, a justificativa exalta a
importância do tema a ser estudado, ou justifica a necessidade
imperiosa de se levar a efeito tal empreendimento;
Desenvolvimento
No desenvolvimento do projeto devem ser apresentados o referencial
teórico a metodologia, população e amostra, se for o caso, recursos e
cronograma.
É fundamental que os elementos estejam bem organizados, especialmente
aqui, para que o trabalho final possa ficar o mais objetivo e pertinente possível.
É nece~sário que se faça um esboço do que se vai explicitar em cada parte e
verificar se está sendo formado um todo fluente, um assunto levando ao outro,
sem exageros, sem contradições, com coesão e com coerência.
Esclarecendo melhor:
a) referencial teórico: trata-se da apresentação do embasamento teórico
sobre o qual se fundamentará o trabalho. São os pressupostos que darão
suporte à abordagem do trabalho;
b) metodologia: defmição explicação minuciosa, detalhada, rigorosa e
exata dos procedimentos técnicos, das modalidades de atividades, dos
métodos que serão utilizados. Procura responder as questões : O quê?
Furasté 143 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico
Onde? Como? Quando? Ou outras pertinentes ao conteúdo. É a
explicação do tipo de pesquisa que será feita, do instrumental a ser
utilizado (questionário, entrevista etc), da equipe de pesquisadorese da
divisão do trabalho, das formas de tabulação e tratamento dos dados,
enfim, de tudo aquilo que se utilizou no trabalho de pesquisa. Vai
depender, é claro, da natureza do trabalho, do tipo de pesquisa e dos
objetivos propostos;
c) população e amostra: dependendo do tipo e da finalidade do trabalho,
é preciso que se determine o objeto de investigação;
d) rec.ursos: previsão dos custos que envolvem a realização do trabalho. É
a dotação orçamentária necessária que requer wna justificativa de
gastos quando o projeto é feito sob encomenda de algum organismo.
Para trabalhos acadêmicos toma-se dispensável e só serão incluídos
quando o projeto for apresentado para uma instituição financiadora de
projetos de pesquisa;
e) cronograma: define-se a distribuição das tarefas e etapas que
permitirão um aproveitamento racional e lógico da disponibilidade de
tempo para a realização do trabalho. Estabelecem-se datas-limite para
leitura, redação, revisão, datilografia, entrega e outras atividades.
Elementos pós-textuais
Referências, glossário, apêndices e anexos são os elementos que devem
vir logo após e todos eles devem seguir as mesmas indicações feitas para os
demais trabalhos científicos.
Nas referências devem constar obrigatoriamente os documentos
consultados no levantamento de literatura para a elaboração do projeto. Nela
normalmente constam os documentos e qualquer fonte de informacão
consultados. Essa listagem prévia pode ser modificada posteriormente. ·
Pré-projeto
Tem surgido, com certa freqüência, a ex1gencia de pré-projetos ou
anteprojetos (que são a mesma coisa). São esboços preliminares do projeto de
pesquisa, ou seja, simples estudos preliminares daquilo que se tem em mente
realizar. São, geralmente, solicitados para candidatos a cursos de Pós-Graduação
com finalidade classificatória.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 144 Furasté
Exemplo do uma introdução com texto seguido:
1 INTRODUÇÃO
O presente Projêto de Pesquisa tem · corria tema analisar a AP.Iicabilidade da
Internação Provisória no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA} e sua
Aplicabilidade .n~ Instituto Carlos' santos da C~marca do Municipi~ de Porto Alegre.
Vamos procurar saber . quais são os motivos alegados para o não
cumprimento do prazo de 45 dias çle Internação P:ovisória previstos no ECA. Para
tanto, estabelecemos como hipóteses a serem analisadas:
a) Um dos principais motivos alegados para o não cumprimento é a falta
de interesse dos responsáveis;
b) Outra alegação, t~mbém , · para o não cumprimento do prazo de 45 dias
de Internação Provisória prevista pelo ECA, é a falta · de· justiça
especializ-ada em algumas com.arcas, especialmente no interior do
estado.
Temos como nosso objetivo" geral conhecer os motivos que levam a Justiça
da Infância e Juventude a extrapolar o prazo . de 45 dias definido· pelo Estatuto da
Criança e do Adolesi::~nte . Mais espe.cificarriente, .queremos verificar a realidade da
dinãmica institucional quanto aós tramites judiçiais na comarca de Porto Alegre, no
! que tange ao cumprimento do prazo de 45 dias pre~isto no Estatuto da Criança e do
: Adolescente, além . de identificar, in l~co, se os requisitos de permanência dos
I ' ' ' •
adolescentes em Internação provisória no lnsiituto Carlos ~antas são cumpridos no
f prazo legal sem interrupções de qualquer natureza.
Furasté
{
; .
l
145 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
Exemplo do uma Introdução com texto topicalizado:
3cm
3cm
1 INTRODUÇÃO
Aplicabilidade da Internação Provisória no Estatuto da Cri3nça e do Adolescente.
1.1.1. Delimitação do Tema
Aplicabilidade da Internação Provisória no Instituto Carlos Santos da Comarca Do
Município de Porto Alegre.
1.2 PROBLE~·A DE PESQUISA
Quais são os motivos alegados para o não cumprimento do prazo de 45 dias de Internação
Provisória prevista no ECA?
1.3 HIPÓTESES
um a linha
em branco
a) Um dos principais motivos alegados para o nã? cumprimento.
b) Outro motivo alegado para o não cumprimento do prazo de 45 dias. +-----=====+es:n~;: :~s
c) Alega-se também, para o não cumprimento do prazo de 45 dias de Internação Provisôria
prevista pelo ECA, a falta de jusliça especializada nas comarcas do interior.
1.4 OBJETIVOS
1.4.1 Geral
Conhecer os motivos que levam a justiça da Infância e Juventude a extrapolar o prazo
de 45 dias definido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.
1.4.2 Específicos
a) Verificar a realidade da dinâmica institucional quanto aos tramites judiciais na comarca
de Porto Alegre, que tange ao cumprimento do prazo de 45 dias previsto no Estatudo
da Criança e do Adolescente.
b) Identificar, in loco, se os requisitos de permanência dos adolescentes em Internação
Provisõria no Instituto Carlos Santos são cumpridos no prazo legal sem interrupções de
linhas
2cm
~. I . :I j
:!
.,
1.
I
l
'
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 146
Configuração do projeto
folha- formato ofício- A4, ou seja: 21 em x 29,7cm;
margens: superior e esquerda: 3cm; inferior.e direita, 2cm;
. .
digitação: sugere-se letra tipo Times New Roman ou Arial, tamanho
12 no corpo do texto e 1 O nas citações, notas, referências e
rodapés; ·
títulos: alinhados sempre à rriargem esquerda, com letra do niesmo
tamanho do corpo do texto seguindo :os .destaques: negrito,
versal, itálico, · . , . ·
espaçament~ : entre as linhas do corp'o 'do te:.do, espaço 1 .~; ~os
resumos, nas . citaÇões, notas, rodapés e referências, espaço
simples.
entrada de parágrafó: 1 ,Sem ou o equivalente a um toque na tecla
T AB do computador. . ·
Furasté Furasté 147 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
30 ARTIGO CIENTÍFICO ("paper") 147
Artigo científico ou "paper" vem a ser a mesma coisa, e foi
regulamentado recentemente pela ABNT. 148 Antes de se escrever um artigo
científico, é preciso que se saiba qual a sua finalidade. A maioria das casas
publicadoras e revistas especializadas possui normas próprias e específicas.
Portanto, antes de tudo, é preciso certificar-se da existência de alguma exigência
quanto à formatação do artigo. A ABNT regulamentou a apresentação dos
artigos científicos exatamente para as ocasiões em que essas normas não são
explicitadas, geralmente aqueles exigidos como forma de avaliação em
instituições de ensino.
Um bom exemplo são revistas na área médica que exigem seus artigos
apresentados segundo as normas do Comitê Internacional de Editores de
Revistas Médicas, conhecido como o "Grupo de Vancouver". As normas
exigidas por esse grupo encontram-se no anexo A desse nosso livro. 149
A própria ABNT encarregou-se de dar uma definição para artigo
científico com o objetivo de uniformizar sua utilização. Diz a norma que artigo
científico "é a parte de uma publicação com autoria declarada, que apresenta e
discute ideias, métodos, técnicas, processos e resultados nas diversas áreas do
conhecimento". 150
Dependendo da finalidade a que o autor se propõe, existem duas
modalidades básicas de artigo científico :
a) artigo de divulgação: traz um relato sucinto de algumas informações
atualizadas sobre determinado tema de interesse em alguma
especialidade. Exige necessariamente uma rev1sao bibliográfica
retrospectiva. Podem ser relatos de casos, comunicação ou notas
prévias;
b) artigo de revisão: resume, analisa e discute trabalhos j á publicados,
revisões bibliográficas... Esse artigo pode ser:
- anual ou periódico : contendo análise das publicações ocorridas em
determinada área ou setor do conhecimento;
- seletivo: contendo uma análise crítica a respeito de uma situação ou
problema em particular e sua solução.
147 Desculpem-nos quem não concorda, mas o uso de denominações em língua estrangeira não tem o menor
sentido.Apenas servem para menosprezar a nossa já tão castigada Língua Portuguesa. Se há
denominação em Português, por que se usar uma em língua estrangeira? Parece-me um esnobismo sem
fundamento.
148 NBR 6022:2003.
149 Ver página 228.
150 ABNT, NBR 6022:2003, item 3.3.
Normas Técnicas para o Traballio Científico 148 Furasté
O artigo científico possui algumas características próprias:
a) são, em geral, publicados em revistas ou periódicos especializados, não
se constituindo em matérias (ou parte delas) de livros;
b) servem para apresentar resultados obtidos em estudos, pesquisas ou
análises;
c) permitem ao leitor, devido a serem completos, repetir a experiência ou
a pesquisa;
d) por serem documentos formais, possuem normas próprias para sua
confecção.
Em alguns casos, conforme a área de desenvolvimento e nahu·eza do
assunto, o artigo científico pode servir para divulgar:
a) resultados e procedimentos havidos em pesquisa de campo;
b) relato de casos;
c) relato de experiências;
d) "review" - artigo especial que faz uma revisão bibliográfica de um
tema específico.
O artigo científico deve ser um texto integral, completo e sua estruhtra
assemelha-se à dos demais trabalhos científicos:
partes pré-textuais;
partes textuais;
partes pós-textuais.
Da mesma forma que o projeto de pesquisa, o artigo científico apresenta-
se numa sequência única, nunca abrindo nova página, ou seja, é um todo único,
uma só peça. Apesar de poder, às vezes, ser dividido e subdividido em seções e
subseções, elas são colocadas uma imediatamente após o término da outra,
separando-se apenas por uma linha em branco.
Não há nenhum rigor, não se trata de nada científico, nem acadêmico,
mas as partes do desenvolvimento de um artigo podem guardar entre si uma
certa proporcionalidade, por exemplo:
a) introdução: algo entre 15% e 20% do texto;
b) desenvolvimento: em torno de 70% da extensão; ·
c) conclusão: entre 10% e 15% da extensão.
Furasté 149 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
ELEMENTOS PIRIÉ-TEXTUAIS
a) título e subtítulo (se houver) - o tíhüo é colocado logo no início do
artigo, a 3cm da borda superior, diferenciado tipograficamente do
subtítulo (se houver), ou separado por dois pontos ( : ). Deve dar uma
ideia de forma lógica e breve do conteúdo com o menor número
possível de palavras;
b) autor (ou autores) - nome completo do autor (ou autores) de fonna
direta e sem abreviaturas, seguido de uma chamada para nota de
rodapé 151 onde devem ser dadas as credenciais (um brevíssimo
currículo) do(s) autor(es) que o(s) credencie(m) na área de
conhecimento do artigo: titulação, cargos, experiência, instituição a que
pertence e o endereço eletrônico ou postal.
c) resumo na língua do texto: elemento obrigatório- É a condensação
do texto. Deve ser escrito de fmma clara, coerente e objetiva. Sua
redação deve ser feita em espaçamento simples, deve-se usar a
terceira pessoa do singular e os verbos escritos na voz ativa. 152 Deve
ser uma sequência de frases concisas e não uma simples enumeração de
itens. Sua extensão deve ficar entre 100 e 250 palavras. 153 É
aconselhável que tenha apenas um parágrafo.
d) palavras-chave - é um elemento obrigatório, escrito na língua do
texto, colocado após o resumo. São de duas a quatro palavras, termos
ou expressões retiradas do texto e que servem para representar seu
conteúdo e pennitir sua identificação, posteriormente, além de poder
ser agrupado por área ou por assunto. Devem aparecerantecedidas da
expressão Palavras-chave antes de dois pontos (Palavras-chave:), e
separadas por ponto e também encenadas por ponto.
ELEMENTOS TEXTUAIS
Introdução
Serve para o leitor ter uma noção genérica do tema que será abordado.
Uma boa introdução deve criar uma expectativa positiva no leitor e despertar seu
interesse pela leihu·a do restante do artigo. Deve apresentar, basicamente, a
delimitação do assunto, o(s) objetívo(s) do estudo e sua finalidade, o ponto-
de-vista sob o qual o assunto será tratado, enfim, os elementos necessários para
situar o tema do artigo.
151 Chamada com um asterisco para o primeiro autor; dois, para o segundo; três, para o terceiro, e assim por
diante.
'" NBR 6028:2003, item 3.3.2.
153 NBR 6028:2003, item 3.3.,'\
Normas Técnicas para o Traballio Científico 150 Furasté
Desenvolvimento
O desenvolvimento é a fundamentação lógica do artigo e é,
preferentemente, feito em uma única parte, podendo,. porém, dividir~se em
seções e subseções da mesma forma que qualquer trabalho científico. 1' 4 Pode
apresentar uma fundamentação teórica, uma metodologia utilizada, os resultados
obtidos, a discussão realizada, enfim, deve caracterizar-se por aprofundar e
analisar detalhadamente os aspectos conceituais mais imp01iantes. É preciso ter
o cuidado para não fazer especulações, suposições ou afirmações que não
possam ser sustentadas pelos dados obtidos no próprio texto ou naqueles que
foram explicitamente citados. Deve-se restringir à discussão dos dados
efetivamente ·obtidos, podendo, no entanto, relacioná-los a outros trabalhos e
conhecimentos comprovadamente existentes.
Conciusão 155
A conclusão, além de guardar uma proporção relativa ao tamanho do
artigo, deve guardar uma proporcionalidade também quanto ao conteúdo. Não
deve conter palavreado desnecessário, nem exageros numa linguagem
excessivamente técnica e rebuscada. A conclusão deve dar respostas às questões
da pesquisa, correspondentes aos objetivos propostos e hipóteses levantadas.
Deve ser breve, podendo, se necessário, apresentar recomendações e/ou
sugestões para pesquisas futuras. Não devemos esquecer as principais
características que são essenciais a uma boa conclusão: essencialidade,
brevidade, personalidade.
Algumas instituições e/ou orientadores, pedem que, no lugar de
"Conclusão", se use "Considerações Finais" quando forem apresentadas várias
respostas ou constatações obtidas para o problema proposto. Chamar de
''Conclusões", assim no plural, não é recomendado - deve-se preferir, então,
"Considerações Finais", dizem eles. Porém, essa expressão não é prevista pela
ABNT. Por outro lado, se formos analisar gramática e linguisticamente, mesmo
que no seu conteúdo sejam apresentadas várias respostas, a denominação é, por .
si só, abrangente, já que ele é um fechamento para o trabalho em si e não
parte das ideias nele trabalhadas. Ou seja, a conclusão fecha o trabalho .
apresentando uma ideia ou mais de uma. Enfim, devemos, em todas as situações,
usar o que a ABNT apontou: o termo Conclusão. Nada de "Conclusões", nem
"Considerações Finais". 156
ElEMENTOS PÓS-TEXTUAIS
a) título (e subtítulo, se houver) em língua estrangeira, diferenciados
154 Seguindo, é claro, as normas estabelecidas pela NBR 6022:2003 e NBR 6024:2003.
155 NBR 6022:2002m item 6.2.3.
156 NBR 6022:2003 , item 5.2: "Os elementos textuais constituem-se de: a) Introdução; b} Desenvolvimento;
c) Conclusão. "
Furasté 151 Normas Técnicas para o Traballio Científico
tipograficamente ou separados por dois-pontos ( : ); 157
b) resumo em língua estrangeira: elemento obrigatório. 158 Versão do
resumo na língua do texto para uma língua estrangeira. Ver capítulo
16, página 44;
c) palavras-chave em língua estrangeira: elemento obrigatório. 159 Versão
das palavras-chave na língua do texto para a língua estrangeira em
questão. Ver capítulo 16, página 44;
d) nota(s) explicativa(s): elemento opcional. Devem ser identificadas no
texto, pelo sistema numérico, em sequência única para todo o artigo,
usando algarismos arábicos sobrescritos. Podem ser colocadas no
rodapé ou no final do artigo.
e) referências - elemento obrigatório - é a identificação das citações
realizadas no decorrer do artigo. Identifica a autoria e a obra de onde
foram extraídos os pensamentos e/ouas passagens citadas. A sua
identificação é feita pelo sistema Numérico ou pelo sistema
Autor/data, devendo ser utilizada uma sequência única em todo o
artigo. Poder constar no final do artigo ou no rodapé de página.
Devem ser elaboradas de acordo com a NBR 6023:2002. Ver capítulo
26- Referências, página 76;
f) obras consultadas - elemento obrigatório - identifica todas as fontes,
se for o caso, que foram utilizadas para a elaboração do artigo. São
obras não contidas nas referências bibliográficas. Ver página 78.
g) glossário - elemento opcional - lista de termos, em ordem alfabética,
que são de pouco uso ou de entendimento dificil para o leitor. Serve
para esclarecer algumas palavras que podem ser de uso exclusivo de
algum nível culhtral, social ou de determinado gmpo. Ver capíh!lo 25,
página 75;
h) apêndice(s) - elemento opcional- documento elaborado pelo próprio
autor e que serve para complementar alguma ideia contida no decorrer
do artigo. Deve ser identificado por letras maiúsculas consecutivas e
respectivo título separado por travessão. Ver capítulo 24, página 73 ;
i) anexo(s) .- elemento opcional - documento não elaborado pelo autor
que tem a fmalidade de auxiliar o entendimento de alguma passagem
do artigo. Segue as mesmas orientações dadas ao apêndice, ou sejam,
deve ser identificado por letras maiúsculas consecutivas e respectivo
título separado por travessão. Ver capítulo 24, página 73 .
151 NBR 6022 :2003. item 6.3.1.
158 NBR 6022:2003. item 6.3.2.
"
9 NBR 6022:2003. item 6.3.3.
Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 152 Furasté
CONFIGURAÇÃO DO ARTIGO
O artigo científico segue as seguintes orientações:
a) folha- formato ofício- A4, 2lcm x 29,7cm;
b) mat·gens: superior e esquerda: 3cm; inferior e direita: 2cm;
c) digitação: sugere-se letra tipo Times New Roman ou Arial, tamanho
12, no corpo do texto, e tamanho 10 nas citações, notas, referências e
rodapés;
d) indicativo de seção: numeral que vem antes do título da seção, alinhado
à margem esquerda, em algarismos arábicos, separados do seu título por
apenas um espaço;
e) títulos: alinhados à margem esquerda, com letra do mesmo tamanho do
corpo do texto seguindo gradualmente os destaques disponíveis,
separados por uma linha em branco do texto anterior e do texto posterior.
Ver capítulo 19, página 50.
f) espaçamento: entre as linhas do corpo do texto, espaço 1,5; porém, nos
resumos, citações, notas, rodapés e referências, espaço simples.
g) entrada de parágrafo: de 1cm a 1,5cm, ou o equivalente a um toque na
tecla TAB do micro, inclusive em citações, se houver;
h) numeração das seções - devem ser apresentadas de acordo com a
NBR6024. Ou seja, seguem as mesmas orientações dadas no capítulo 19,
página 50 para os trabalhos científicos em geral;
n) citações - devem ser feitas conforme a NBR 10520:2002. Ver capítulo 20,
págii:J.a 55;
o) ilustrações, tabelas, gráficos - devem ser autoexplicativos sem
necessidade de recorrer ao texto. Ver capítulos 22 e 23, páginas 69 e 71;
p) siglas - quando ocorrem pela primeira vez no texto, deve-se apresentar a
forma completa do nome antecedendo a sigla que vem colocada entre
parênteses. Nas demais ocorrências, apresenta-se apenas a sigla.
q) paginação: feita com algarismos arábicos no canto superior direito, a
2cm das bordas superior e direita;
J
.j
Furasté !53 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
ESTRUTURA RESUMIDA 100 ARTIGO
Título do artigo e subtítulo (se houver): menor número de palavras
possível que transcreva de forma adequada o conteúdo do trabalho.
Nome do(s) autor(es) completo(s), sem abreviaturas; chamada para
rodapé;
* No Rodapé: as credenciais dos autores: cargo(s) que ocupa(m),
Instituição é! que se vincula(m), e-mail ...
Resumo: espaço simples de entrelinhas; Máximo 250 palavras;
Redigido pelo próprio autor, seguindo a NBR 6028 da ABNT.
Palavras-chave: de duas a quatro palavras retiradas do texto que
traduzem o seu conteúdo, destinam-se a identificar e agrupar os artigos
por assuntos ou áreas, para que possam ser localizados com mais
facilidade nas bibliotecas.Separam-se por·apenas um ponto.
Texto: da introdução até a conclusão, podendo ser dividido em seções
e subseções. ·
Título e subtítulo, se houver, em língua estrangeira.
Resumo em língua estrangeira.
Palavras-chave do resumo em língua estrangeira.
Notas explicativas, se for o caso.
Referências bibliográficas.
Glossário, se for o caso.
Apêndices , se houver.
Anexos, se houver.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico !54
EXEMPLO DE ARTIGO (início)
Vejamos, pelo menos, como é a página de início de um artigo .160
INTRODUÇÃO À MACROECONOMIA
Cinthia Lemke··
Antônio César da Silva **
RESUMO
Furasté
Introdução à Macroeconomia diz -respeito ao .estudo dos principais fundamer1t'os da poiÚica
macroeconômica, bem como seus objetivos e os ·· recursos utilizados para ,'ªlcançá-los. Este estudo
esclarece as principais dúvidas a·respeito da macroeconomia, através dê uma análise simplificada de sua
estrutura, dando ênfase a questões de, curto prazo, relacionadas com o nível de atividade, de emprego e de
preços. Chegando a conclusao de que sozinhas as polfticas econômicas não são suficienteS -para alcançar
os objetivos macroec.onõmicos. EI?S necessitaní da intervenção do ·governo nõ sentido d.e regÚiar a
atividade econômica e levar a economia ao ple!no emprego. · ·
Palavras-chave: Metas; Politicas; Mercados
INTRODUÇÃO
A Macroeconomia, segundo Garcia e Vasconcellos (2002, p. 83), "[.,.] estuda
a economia como um todo, ·analisando a , peterminação e o .CO!llportamento de
grandes agregados, tais como: renda e produtq nacionais, nível geral. dé preços,
emprego e desemprego, estoque de nioeda e taxas de juros, balanÇa de pagamentos
e taxa de câmbio". .. . . . .
Assim sendo, a Macroeconomia. faz uma abordagem global das unidades
econômicas individuais e ·de mercados específicos: Por exemplo, essa teoria
considera apenas o nível geral de·preços; e não atende as mudanças dos preços dos
bens das diferentes indústrias. ·
N.este estudo, pretende~se estabelecer. os principai~ fundamentos .da Macroeconomia,
bein conío seus objetivos e os (ecursos utilizaqos para ~lcariçá-los. . "
1 .METAS DE POLÍTICA MACROECONÔMICA
f A política . macroeconômica, como toda política··. possui metas a serem
;3lingidas. Dentre essas melas temos: alto nívél de 'emprego, estabilidade de preços;
distribuição da renda. e crescimentci econômico. · . · · · :
;· · O alto nivel de emprego · é importante, pois, dessa forma, ·as pessoas ·
"recebem um salário e têm condições de adquirir mercadorias. Ao .contrário, o
desemprego gera pouca demanda, fazendo com que os produtos permaneçam nas
pratelei ras. Logo, se não · há procu~a de produtos, a ,produção diminui e
consequentemente o lucro também. Assim existe u·ma preocupação quanto ao nivel
de emprego para que haja um equilíbrio enlre .a demanda e a oferta.
160 Obtido em: http://www.cesnors.ufsm.br/projetos/textos-academicos. Adaptado para esse livro.
Furasté 155 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
3 1 BAÚ TIRA-DÚVIDAS
Todas as folhas do trabalho devem ser contadas sequencialmente, mas não
1 numeradas. Só se coloca o número nas páginas a partir da primeira página da
oarte textual, ou seia, a primeira oáaina da introdução.
2 Os algarismos que indicam o número da página devem ser arábicos.
3 Em todos os trabalhos, o algarismo da página deve estar no canto superior.
4 A distância do algarismo que indica a página deve ser de 2cm da borda superior e de 2cm da borda direita· (no anverso)- ou esauerda ( no verso).
5 As margens das páginas dos trabalhos são: superior: 3cm; à esquerda: 3cm; inferior: 2cm; à direita: 2cm (no anverso da página)
6 Não há diferença na paginaçãode teses, dissertações, traba lhos de conclusão. Todas
são feitas do mesmo modo.
Títulos das seções primárias (de capítulos) são alinhados na margem esquerda,
7 a 3cm da borda superior, em folha distinta (folha nova) e que deve, também, ser
I paainada.
Títulos de seções que não possuem indicativo numérico (Sumário, Resumos, Listas,
8 Introdução, Referências, Conclusão ... ) devem ser centralizados, a 3cm ou a Sem da borda superior, à escolha do autor do trabalho. Nós sugerimos Sem já que a ABNT
não faz menção clara a essa distância.
9 Entre o título das seções e o texto, anterior e posterior, deixa-se uma linha em branco.
O nome do Autor de uma citação deve ser escrito com letras minúsculas no
10 decorrer do texto e maiúsculas quando dentro de parênteses.
11 O início de parágrafo dá-se entre 1,25cm e l,Scm da margem esquerda .
12 A identificação do orientador deve ser feita na própria folha de rosto.
13 Os títulos de seções são destacados gradativamente.
14 O algarismo indicativo dos títulos deve ser separado apenas por um espaço, não devendo ser usado traço, ponto ou qualquer outro sinal.
15 Contam-se e numeram-se as páginas iniciais de capítulos também.
16 As alíneas são indicadas por letras minúsculas, seguidas de parênteses.
17 As alíneas são separadas ent re si pelo mesmo espaçamento do texto (1,5).
18 As subalíneas são indicadas por um hífen.
19 Indice e Sumário não são a mesma coisa. Sumário é resumido; Indice é detalhado e
extenso. No Sumário só se colocam até as seções terciárias.
20 As citações que são feitas com reentrada (as longas) devem ser transcritas sem o
emoreao de asoas e com letra menor (oitch 10).
21 As citações que são feitas no corpo do texto (as curtas), devem ser encerradas entre
aspas duplas.
22 Entre texto e citação, antes e depois, deixa-se uma linha em branco.
23 Numa citação, quando se retira um pedaço do texto original a ser citado, indica-se a
supressão oor reticências, entre colchetes.
24 Quando, dentro de um trecho a ser citado, houver aspas, elas se transformam em
aspas simoles (aoóstrofo) .
25
Apud é utilizado para indicar que um autor foi citado por outro e está sendo citado
novamente no trabalho. É a única expressão latina que pode ser usada nas notas e no
corpo do trabalho.
26 Quando se faz menção a informações que se ouviu, que alguém falou, em algum luaar faz-se a indicacão "informação oral".
Normas Técn icas para o Trabalho Científico 156 Furasté Furasté 157 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
27 O algarismo que faz a chamada para uma nota de rodapé pode ser indicado
sobrescrito e/ou entre p_arênteses.
Nas notas de rodapé, deve-se usar espaço simples. Da segunda linha em diante,
51 o texto da nota deve ser iniciado logo abaixo da primeira letra do texto da linha
28 A numeração de todas as notas deve ser feita com algarismos arábicos em ordem
crescente e consecutiva.
anterior.
52 As citações longas devem ser feitas com letra menor (pitch) 10.
29 A indicação da página de onde se retirou a citação direta é obrigatória. 53 Nos rodapés, a letra a ser utilizada deve ser de tamanho menor (pitch) 10.
30 O traço que separa a nota de rodapé do corpo do texto deve ter extensão de 3cm.
31 A primeira citação de uma obra deve ter sua referência completa. As seguintes
I podem ser abreviadas ou não.
32 As tabelas devem ter uma numeração própria, independente e consecutiva .
33 As tabelas são identificadas por números arábicos, antecedidos pela palavra Tabela,
em letras minúsculas, assim : Tabela 1, Tabela 2, Tabela 3 ...
34 As tabelas não devem ser fechadas lateralmente.
54 Não se usa a expressão bibliografia, · a não ser que se esgotem TODAS as publicações existentes sobre o assunto. Usa-se obras consultadas.
55 Não esquecer que capa e folha de rosto são diferentes. A capa possui apenas
alquns dados da folha de rosto.
56 Um trabalho DEVE ter capa e também DEVE ter folha de rosto.
Agradecimento, Epígrafe e Dedicatória preferentemente devem ficar no canto inferior
57 direito da página. É irrelevante qual a forma que se vai dar a eles, se se coloca um I
35 As tabelas devem ser inseridas o mais próximo possível do texto que as menciona.
36 As figuras são identificadas por números arábicos, antecedidos pela palavra Figura,
em letras minúsculas assim: Fiqura 1, Fiqura 2 ...
37 Os Anexos (se houver) e Apêndices (se houver) são colocados após as Referências,
seguidos pelo Glossário, se houver.
A identificação dos Anexos é feita por letras maiúsculas, em ordem crescente,
38 colocadas após a palavra ANEXO escrita em letras maiúsculas, assim: ANEXO A,
ANEXO B, ANEXO C ...
quadro uma cercadura, etc.
58 Não há nada quanto ao uso · de um determinado tipo de letra. Apenas se sugere Times New Roman ou Arial.
59 o tamanho da letra (chama-se pitch} a ser utilizada deve ser 12, no texto, e 10,
nas citações longas e notas de rodapé.
60 O sumário é o último elemento pré-textual.
61 No sumário, o espaço entre um título e outro deve ser duplo; entre os itens de um
mesmo título, o espaço é o simples.
39 Antes de cada anexo, deve-se colocar uma folha com a identificação do anexo (seu título, se houver, ou algo que o identifique). 62
No sumário, não se usa a IREENTIRADA para cada subitem. A ABNT não aceita
mais essa possibilidade.
40 Todos os procedimentos que são adotados para Anexos, valem para Apêndices.
41 Usar Errata não é demérito para o t rabalho. Errar é humano!
Em trabalhos de qualquer porte - para certas disciplinas, principalmente disciplinas
63 isoladas - em que são exigidas normas da ABNT, devem ser seguidas todas as
orientações dadas para os trabalhos científicos, inclusive quanto à paginação, ou
a critério do professor I orientador.
A referência de documentos obtidos via internet deve ser feita como normalmente
42 Nas Referências, o l\lome do Autor é transcrito da mesma forma como se encontrar
na obra referenciada (grafia, abreviaturas e pseudônimos)
64 se f az para documentos convencionais e, depois, deve ser indicado o URl.
:(endereço completo) que deverá estar entre os sinais < > .
A margem da segunda linha em diante numa referência,__in icja logo abaixo da
43 primeira letra da linha anterior. Desde a publicação da NBR 6023:2000, não se
coloca mais abaixo da terceira ietra como se fazia anteriormente.
65 As indicações de documentos da Internet devem estar antecedidos pela expressão: Disponível em: e em seguida, o endereço da WEB (URL);
66 Ao fim da referência de documentos da internet deve constar a expressão: Acesso
em: e a data do acesso (quando se fez vários, indicar o último.
44 Obras Consultadas não devem ser numeradas. Segue-se apenas uma ordem
alfabética única.
Os elementos que compõem as referências e as obras consultadas devem ser
45 apresentados rigorosamente na sequência que foi padronizada pela ABNT na
NBR6023.
46 1\luma referência, qualquer dado conhecido, mas que não figura na obra, oode ser indicado desde que seja entre colchetes.
47 Numa referência, quando não existir indicação de data, local ou editor, registra-se: S.d. para data; 5.1. para local e S.n. ou S.e. para editor.
48 Quando não existe algum dado, na referência, passa-se imediatamente para o próximo, mantendo-se a pontuação exigida.
49 Quando alguma expressão ou nome composto é sublinhado, é irrelevante se os
espaços em branco são sublinhados ou não.
Num títu lo de obra, quando referenciado, pode-se não mencionar os subtítulos.
Se o nome for extenso, pode-se suprimir algumas palavras, desde que isso não
50 interfira no sentido. O que vier após dois pontos num título igualmenmte pode ser
deixado fora da referência, ou não receber destaque.
67 Não se deve referenciar material eletrônico de curta duração nas redes.
68 Recomenda-se, dentro do possível, que toda referência seja feita em línguaI portuguesa.
69 Se o documento retirado de meios eletrônicos tiver mais de um autor, a indicação é feita do mesmo modo que a dos documentos convencionais.
Deve-se procurar não dividir o URL ao passar de uma linha para a outra. Dividir
70 somente quando for impossível colocá-lo inteiro numa mesma linha. Faz-se a divisão quando houver uma barra (/) . Porém, pode-se deixar espaço na linha anterior para
manter o URL inteiro, independentemente do tamanho desse espaço.
71 Dados essenciais em monografia (livros, dissertações, teses, no todo): Autor; Título
e subtítulo· Edição (número); Imprenta (local: editora e ano) .
Dados essenciais em Monografia em parte, sem autoria explícita (livros,
72 dissertações, teses etc, no todo): Autor da obra em que está a parte; Título e
subtítulo; Edição (número); Imprenta (local : editora e ano). Localização da parte no
todo: páginas, volume, parte, capítulo e título da parte (se houver).
Dados essenciais em Monografia em parte, com autor ia explícita (livros,
73 dissertações, teses etc, no todo): Autor da parte, Título da parte; a expressão In:
Autor da obra em que está a parte; Título e subtítulo; Edição (número); Imprenta
- --- ·-- ---- - - - --- - - -
Nmmas Técnicas para o Trabalho Científico 158 Furasté
(local: editora e ano). Localização da parte no todo: páginas, volume, parte, capítulo e
título da parte (se houver).
74
Dados essenciais em publicações periódicas, no todo - título do periódico,
revista, boletim etc; local de publicação, editora, data de inicio da coleção e data de
encerramento da publicação (se houver).
Dados essenciais em publicações periódicas, em parte, sem autoria explícita -
75 Título da parte (a primeira palavra em versa!); Título da publicação; Título do fascículo,
se for o caso; Local de publicação, Volume (se for o caso); Fascículo se for o caso);
Página inicial e página final; Mês e ano.
Dados essenciais em publicações periódicas, em parte, com autoria explícita -
76 Nome do autor da parte; Título da parte, subtítulo (se houver); Título da publicação; Título do fascícu lo (se for o caso); Local de publicação, Volume (se for o caso);
Fascículo se for o caso); Página inicial e página final; Mês e ano.
Dados essenciais em fascículos, suplementos, números especiais com título próprio:
77 Título da publicação; Título do fascículo, suplemento, número especial; Local de
I publicação Editora· Indicação do número ano, volume· Data da publicação.
Dados essenciais em artigos em jornais: Autor do artigo (se houver); Título do
artigo, subtítulo (se houver); Título do jornal ; Local de publicação; Data com dia. mês
78 e ano; Nome do caderno ou suplemento, quando houver; Página ou páginas do artigo
referenciado. Quando não houver seção, caderno ou parte, a paginação do artigo
precede a data; quando não houver autor, o Título inicia com palavra em versa!.
As referências de documentos obtidos em meio eletrônico (especialmente internet)
79 devem obedecer aos mesmos padrões indicados para os documentos tradicionais,
acrescentando-se as informações relativas à descrição do meio eletrônico.
80 Pode-se indicar documentos colhidos em e-mails, porém deve-se ter o cuidado para
não perder o caráter científico e principalmente a credibilidade do que se colhe.
81 Usa-se ponto após o nome do autor/autores, após o título, edição e no final da Referência.
82 Os dois pontos são usados antes do subtítulo, antes da editora e depois do termo In:
83 A vírgula é usada após o sobrenome dos autores, após a editora, entre o volume e o
número páginas da revista e após o título da revista:
84 O ponto-e-vírgula seguido de espaço é usado para separar os autores.
85 O hífen é utilizado entre páginas (ex: 10-15) e, entre datas de fascículos seqüenciais (ex: 1998-1999). ·
86 A barra transversal é usada entre números e datas de fascículos não seqüenciais (ex: 7/9, 1979/1981).
87 Os colchetes são usados para indicar os elementos de referência, que não aparecem
na obra referenciada, porém são conhecidos (ex: [1991]).
O parêntese é usado para indicar série, grau (nas monografias de conclusão de curso e
88 especialização, teses e dissertações) e para o título que caracteriza a função ejou
responsabilidade, de forma abreviada. (Coord ., Org ., Comp.). Ex: BOSI, Alfredo (Org.).
89 As reticências são usadas para indicar supressão de títulos. Ex: Anais ...
90 Nomes científicos, conforme norma própria devem ser escritos em itálico.
Tudo o que vafe ser feito, va[e ser 6em feito.
(Si r Baden Powe/1, f undador do movimento Escoteiro lvfundial )
Furasté 159 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifi co
32 VOCABULÁRIO BÁSICO 161
ABREVIAÇÃO - É parte da palavra escrita que indica ou resume a
palavra toda, ou são letras ou sinais que representam uma ou mais
palavras. São Abreviações as Abreviaturas e as Siglas. Ver mais
na pág. 208.
ABREVIATURA - Representação de uma palavra por meio de alguma
ou algumas de suas sílabas ou letras: art. (artigo), pág. (página) ...
Ver mais na pág. 208.
ABSTRACT- ver Resumo.
ACERVO - Com junto de obras ou bens que fazem parte de um
patrimônio. Em informática é o conjunto de documentos de um
arquivo.
A CESSO DISCADO- É a forma mais comum de acesso à Internet.
Precisa-se de um computador, um modem, uma linha telefônica e
um provedor de serviços. Como o nome diz, o acesso à Internet é
feito através da discagem via linha telefônica.
ACÓRDÃO - Sentença que contém a resolução de recursos, em
tribunais.
ADENDOS- ver Apêndices.
ADF- (Automatic Document Feeder) - Um acessório de scanner ou fax
que alimenta automaticamente uma folha de cada vez.
Normalmente, estes documentos já terão dados impressos.
AGRADECIMENTOS - No Trabalho Científico, os agradecimentos
devem ser dirigidos àqueles que realmente contribuíram de
maneira relevante à elaboração do trabalho, restringindo-se ao
mínimo necessário.
ALGARISMOS ARÁBICOS - As numerações utilizadas no Trabalho
Científico são, todas elas, efetuadas com algarismos arábicos:
1 ,2,3,4,5 .. . jamais em algarismos romanos. Ver página 211 .
16 1 Muitas dessas definições foram retiradas de normas da própri a ABNT; outras, de bibliografia especializada.
Incluímos palavras e definições que não foram util izadas no livro, mas que julgamos importan tes para quem
vai realizar um Trabalho Científico.
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Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 160 Furasté
ALGARISMOS ROMANOS - Não são utilizados em Trabalhos
Científicos. A propósito, quando for utilizado, em outra ocasião,
saiba-se que as letras que representam os algarismos romanos
são sempre escritas em caracteres maiúsculos: I, V, X, L, C, D,
M ... (Jamais: i, v, x, i, c, d, m ... ).Ver mais na página 211 .
ALÍNEAS - Subdivisão de uma seção ordenada alfabeticamente por
letras minúsculas seguidas de parênteses e que serve para
enumerar os diversos enfoques em que foi dividida a seção.
A MOSTRA - É uma parcela significativa do universo a ser explorado
numa pesquisa ou numa coleta de dados.
ANAIS - Publicação referente a palestras, atos e estudos de congressos
científicos , literários ou de arte.
ANÁLISE - Trabalho desenvolvido para avaliação dos dados recolhidos
numa pesquisa e que servirá de base para o relatório de pesquisa.
ANEXOS - Suportes elucidativos e indispensáveis à compreensão do
texto, não elaborados pelo autor. Servem para fundamentação,
comprovação e ilustração. Se houver mais de um anexo, . sua
identificacão deve ser feita por letras maiúsculas e consecutivas.
São con~tituídos de documentos que complementam a intenção
comunicativa do trabalho.
ANTEPROJETO -Ver Pré-projeto.
ANVERSO - Rosto ou face principal da folha de papel. O lado oposto é
o reverso ou verso da folha. Popularmente se usa "frente e verso"
em vez de "anverso e reverso".APÊNDICES - Documentos elaborados pelo próprio autor que podem
ser acrescentados no final trabalho com a finalidade de abonar ou
documentar dados ou fatos citados no decorrer de seu
desenvolvimento. São documentos que completam seu raciocínio
sem , contudo, prejudicar a explanação feita no corpo do trabalho.
APÓSTROFO - é comumente chamado de aspas simples (' ). É utilizado
dentro de uma ci tação para chamar atenção de algum elemento,
ou numa citação de citação, ocasião em que as aspas da primeira
transformam-se em apóstrofos. Não confundir com éJpós trofe -
uma figura de linguagem em que se faz a invocação do leitor ou de
outra pessoa durante o desenrolar de um texto.
• - . ;!t!_.-
'Jt+ -
., Furasté 16 1 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico
ARTIGO CIENTÍFICO - Ver cap . 1 Definições, pág. 15.
ARTIGO DE REVISÃO - Parte de uma publicação que resume, analisa
e discute informações já publicadas.
ARTIGO ORIGINAL - Parte de uma publicação que apresenta temas ou
abordagens originais.
ATRIBUTO - Faculdade ou qualidade que representa aquilo que é
próprio de um ser.
AUTOR - Pessoa física rE;!sponsável pela criação do conteúdo intelectual
ou artístico de um documento.
AUTOR ENTIDADE - Instituição, organização, empresa, comitê,
comissão, entre outros, responsável por publicação em que não se
distingue autoria pessoal.
BANDA LARGA -Ver Cable Modem.
BASE DE DADOS - É uma coleção de dados organizados de tal
maneira que o acesso a eles, bem como a sua atualização, podem
ser facilmente realizados. Também chamado de Database.
BBS (Bulletin Board System) é um software, que permite a conexão, via
telefqne, a um sistema através de um computador e interagir com
ele, tal como hoje se faz com a Internet.
BIBLIOGRAFIA - Enumeração completa da documentação para a
pesquisa. Este título não é indicado pela ABNT para figurar em
Trabalhos Científicos, dando preferência para Referências.
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA - Obras complementares que o autor
sugere sejam lidas para maiores esclarecimentos acerca do
conteúdo do trabalho ou capítulo. Raramente é utilizada.
BOLETIM - Artigo de jornal , resumindo as notícias do dia. Impresso de
propaganda.
BOOKMARK - também chamado entrada de hot/íst é um link salvo para
um endereço da Web.
BROWSER - O mesmo que Navegador. Também é chamado de Web
Browser.
Normas Técnicas para o Trabalho C ientífico 162 Furasté
CABEÇALHO - palavra, frase , expressão ou iniciais, colocados no alto
de um registro bibliográfico, para dar um ponto de acesso em
catálogos, listas e outros suportes.
CABLE MODEM - Conexão à Internet via cabo, eliminando o acesso
discado. O computador fica o tempo todo conectado e a Internet,
sempre disponível, sem que isso represente aumento de custo.
Também é chamado de Banda Larga.
CADERNO- Folha impressa, anverso e verso, que, depois de dobrada,
resulta em 4, 8, 16, 32 ou 64 páginas.
CAIXA ALTA- Letras escritas em caracteres maiúsculos. O mesmo que
Versa/. Em algumas regiões é chamada de "Letra de fôrma ".
CAPA - Proteção externa do Trabalho, de material flexível ou rígido. A
primeira e a quarta capa são as faces externas da publ icação. A
segunda e a terceira capa são as faces internas ou o verso _da
primeira e quarta capa, respectivamente. Não deve ser confundida
com a Folha de Rosto. Serve para apresentar apenas as
informações básicas, indispensáveis do Trabalho.
CAPÍTULO - o mesmo que Seção.
CASE (Case Studies) -Abordagem qualitativa freqüentemente utilizada
para coleta de dados na área de estudos organizacionais. peve-se
preferir a forma aportuguesada: Estudo de Caso. A propos1to, ver
nota de rodapé número 147.
CIÊNCIA - É um conjunto organizado de conhecimentos relativos a uma
determinada área do saber caracterizado por metodologia
específica. Conhecimento prático utilizado para uma determinada
finalidade.
CITAÇÃO - Menção, no texto, de uma informação colhida em outra
fonte. Pode ser direta (transcrição = reprodução literal do texto) e
indireta (paráfrase = reprodução apenas das idéias do autor
citado). Toda citação deve ter sua autoria identificada.
CITAÇÃO DE CITAÇÃO- É a transcrição, direta ou indireta, de u~ te: to
a que não se teve acesso ao original. Algum autor fez uma c1taçao
de outro autor e nós estamos copiando essa mesma citação.
Furaste 163 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
CLASSIFICAÇÃO DE SEGURANÇA - Grau de sigilo atribuído a um
Relatório técnico-científico, de acordo com a natureza de seu
conteúdo, a fim de limitar sua divulgação.
COLEÇÃO - Conjunto limitado de itens, de um ou diversos autores
reunidos sob um títu lo comum, podendo cada item ter título
próprio.
COLETA DE DADOS- É a fase da pesquisa em que se reúnem dados
através de técnicas e métodos específicos.
COLOFÃO - Indicação, no final do livro ou folheto, do nome do
impressor, local e data da impressão e, eventualmente, outras
características tipográficas da obra.
COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA -Texto destinado a ser apresentado em
curto espaço de tempo em congressos, seminários, simpósios,
reuniões , academias, sociedades. Possui a estrutura de um Artigo
Científico, porém sem apresentar divisões, isto é, trata-se de um
texto único. Sua extensão não deve ultrapassar 15 páginas. A
fina lidade é difundir resultados de pesquisa.
COMPILADOR - Aquele que reúne documentos, leis ou outros escritos.
CONCLUSÃO - É o epílogo, o remate, a parte final do trabalho e deve--
conter o fechamento geral das idéias relacionadas com os
objetivos e hipóteses apresentadas no desenvolvimento do
Trabalho.
CONCLUSÕES - Sem propósito seu uso. Deve-se utilizar sempre o
termo no singular, mesmo que sejam apresentadas várias
conclusões, pois se trata da conclusão do Trabalho em si e não
um mero enunciado das conclusões a que o autor chegou.
CONHECIMENTO CIENTÍFICO É o conhecimento racional,
sistemático, exato e verificável da realidade. Sua origem está nos
procedimentos de verificação baseados na metodologia científica.
CONHECIMENTO EMPÍRICO - Conhecimento obtido ao acaso, após
inúmeras tentativas, ou seja , o conhecimento adquirido através de
ações não planejadas. Chamam também de conhecimento vulgar;
.
·•
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 164 Furasté
CONHECIMENTO FILOSÓFICO - É fruto do raciocínio e da reflexão
humana. É o conhecimento especulativo sobre fenômenos
gerando conceitos subjetivos. Busca dar sentido aos fenômeno~ ·
gerais do universo, ultrapassando os limites formais da ciência.
CONHECIMENTO TEOLÓGICO - Conhecimento revelado pela fé divina
ou crença religiosa. Não pode, por sua origem, ser confirmado ou
negado. Depende da formação moral e das crenças de cada
indivíduo.
CONSIDERAÇÕES FINAIS - Termo absolutamente fora de propósito
para a ABNT que não traz nenhum registro com essa expressão.
CONTRACAPA - É o verso da capa . Não prevista pela ABNT para
Trabalhos Científicos.
COPYRIGHT - palavra inglesa, de uso internacional , indica propriedade
literária ou di reito autoral , colocada no verso da folha de rosto de
uma obra , acompanha o nome do beneficiário e o ano da primeira
publicação. Seu símbolo é ©.
CORPO DO TEXTO - É o desenvolvimento do tema pesquisado,
dividido em seções e subseções. É uma das partes que compõem
o trabalho, juntamente com a Introdução e a Conclusão.
CRONOGRAMA - É o planejamento das atividades da pesquisa,
descrito na Metodologia, dentro de um espaço pré-determinado de
tempo. É apresentado normalmente em forma de um gráfico.
CURRÍCULO - É o documento que fornece uma visão geral do
interessado como indivíduo.
CURRICULUM VITAE - O mesmo que Currículo.
DATABASE- Ver Base de Dados.
DEDICATÓRIA - Página opcional onde o autor presta homenagem a
alguém, ou dedica seu trabalho . A forma de apresentaçãofica
totalmente a critério do autor.
DEDUÇÃO - Conclusão baseada em algumas proposições ou
resultados de éxperiências.
DESCRITORES - O mesmo que Palavras-chave.
Furas tê 165 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
DESENVOLVIMENTO - Parte principal do texto de um trabalho que
contém a exposição ordenada e pormenorizada do assunto.
Divide-se em seções e subseções que variam em função da
abordagem do tema e do método.
DPI (Dots Per lnch - pontos por polegada) - Número de pontos por
polegada (ou píxeis) de uma imagem. Também conhecido como
resolução. Quanto maior for a resolução, melhor será a qualidade
de impressão.
DIREITO AUTORAL - Proteção legal que o autor ou responsável -
pessoa física ou jurídica - tem sobre a sua produção intelectual,
científica, técnica, cultural ou artística; também chamado de
copirraite (ou, em inglês: copyright).
DISSERTAÇÃO - Ver cap. 1 Definições, pág . 15.
DÍSTICO - O mesmo que Epígrafe.
DOCUMENTO - Qualquer suporte que contenha informação registrada,
formando uma unidade, que possa servir para consulta, estudo ou
prova. Inclui impressos, livros, revistas, manuais, catálogos,
manuscritos, registros audiovisuais e sonoros, imagens, textos da
Internet, entre outros.
DOCUMENTO ELETRÔNICO - Documento resgatado de um · suporte~--
eletrônico que pode ser: On fine : sites da Web, sites de FTP, sites
de Telnet, sites de Gopher, Correio Eletrônico, Listserv,
Newsgroups; Outras fontes : CD-ROM, disquetes, fita magnética,
bases de dados cambiáveis.
DOMÍNIO - Identificação dos conjuntos dos meios eletrônicos vinculados
à Internet. No domínio, identificam-se a Instituição responsável , o
nome do meio utilizado, a categoria da instituição e o país de
origem.
DRAFT - o mesmo que Rascunho.
E-BOOK -Livro digital (livro eletrônico) em formato digita l que pode ser
lido em equipamentos eletrônicos como computadores, PDAs,
Leitor de livros digitais ou , até mesmo, celulares que suportem
esse recurso. Os formatos mais comuns de Ebooks são pdf, .doe,
.odt, .txt, .lit e .opf. · ·
i.
Nonnas Técnicas para o Trabalho Cieniífico 166 Furasté
EDIÇÃO- Todos os exemplares de uma obra, produzidos a partir de um
original ou matriz. Pertencem à mesma edição de uma obra todas
as suas impressões, reimpressões, tiragens etc., produzidas
diretamente ou por outros métodos, sem modificações,
independentemente do período decorrido desde a primeira
publicação.
EDITOR- Responsável pela direção da publicação.
EDITORA- Casa publicadora, pessoa(s) ou instituição responsável pela
produção editorial.
EDITORIAL- Texto onde o autor ou redator apresenta o conteúdo do
documento, alterações nos objetivos e na forma da publicação,
mudanças no corpo editorial e outras que se tornarem
necessárias.
ELEMENTOS DE REFERÊNCIA - São os elementos necessários para a
composição da identificação das obras consultadas. Podem ser
essenciais ou complementares.
ELEMENTOS ESSENCIAIS - Elementos obrigatórios. São as
informações indispensáveis para a identificação do documento
utilizado. Devem ser retiradas do próprio documento.
ELEMENTOS COMPLEMENTARES - Elementos opcionais. São as
informações que permitem caracterizar melhgr . os documentos
referenciados. Devem ser retiradas do próprio documento.
ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS - São aqueles elementos que são
colocados depois do corpo do texto, propriamente dito, do
trabalho. São eles: Referências, Obras Consultadas, Apêndices,
Anexos e Glossário. São chamados, também, de elementos pós-
liminares.
ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS - São aqueles elementos que são
colocados antes do corpo do texto, propriamente dito, do trabalho.
São eles: Capa, Folha de Rosto, Errata, Folha de Aprovação,
Epígrafe, Dedicatória, Agradecimentos, Resumos, Sumário e
Listas. São chamados, também, de elementos preliminares. Esses
elementos não devem ser paginados.
ELEMENTOS TEXTUAIS - São aqueles elementos (partes) que
compõem o corpo do trabalho propriamente dito. São eles:
Introdução, Desenvolvimento e Conclusão.
Furasté 167 Nonnas Técnicas para o Trabalho Científico
ENCARTE- Folha ou caderno, em geral de papel ou fo rmato diferente,
contendo ou não ilustrações, intercalado no miolo, sem ser incluído
na numeração do documento.
ENSAIO - Documento em que o autor desenvolve uma proposta pessoal
sobre um determinado assunto. O autor, apesar de valer-se de
conhecimentos universais, busca expressar seu modo particular de
pensar, demonstrando independência quanto à abordagem do
assunto.
ENTIDADE - Instituição, sociedade, pessoa jurídica estabelecida para
fins específicos.
ENTRADA - elemento levado em consideração para determinar uma
ordenação, tal como um nome, um cabeçalho, um título em obras
técn ico-ci e nt ífi c as.
ENTREVISTA - É um instrumento de pesquisa utilizado na fase de
coleta de dados.
EPÍGRAFE - Frase, pensamento ou, até mesmo, versos que são
colocados no início de livros, trabalhos, capítulos, seções, etc.
Pode ser de autoria própria ou não. Preferentemente devem estar
relacionadas com o tema do Trabalho ou algo que nele se
manifeste. Chamado também de Dístico.
ERRATA - Indicação de erros porventura cometi dos e sua respectiva
correção, com indicação de sua localização no texto. Apresenta-se
quase sempre em papel avulso ou encartado, acrescido ao
Trabalho depois de pronto.
ESTRUTURA DO TRABALHO - Compreende os elementos pré-
textuais, textuais e pós-textuais de um trabalho.
EXPERIMENTO - Situação provocada com o objetivo de observar a
reação de determinado fenômeno .
FALSA FOLHA DE ROSTO - Página opcional que pode ser colocada
antes da Folha de Rosto contendo apenas o Título do Trabalho e o
nome do Autor. Usual em livros e não em Trabalhos Científicos.
FASCÍCULO- É uma unidade de uma publicação. Caderno ou grupo de
cadernos de uma obra que se publica à medida que vai sendo
Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 168 Furasté
impressa; cada um dos números de uma publicação periódica que
constitui volume bibliográfico.
FICHA CATALOGRÁFICA - informações bibliográficas (catalogação na
fonte) que deve aparecer no verso da folha de rosto de um
trabalho científico.
FICHAMENTO - armazenamento em fichas de dados e/ou informacões
relevantes para a pesquisa. ,
FIGURA - Tipo específico de ilustração que compreende mapas
desenhos, diagramas, organogramas, esquemas, fluxogramas:
fotografias , gráficos, quadros... e serve para dar mais vida ao
desenvolvimento do trabalho.
FOLHA DE APROVAÇÃO- Folha que contém os elementos essenciais
referentes à aprovação do Trabalho pelo Orientador e/ou pela
Banca Examinadora. Não possui uma forma fixa ou
preestabelecida.
FOLHA DE ROSTO - Página inicial do Trabalho e que serve como fonte
principal de sua identificação. Traz todos os elementos
necessários para a identificação. É mais completa que a Capa.
FONTE - Conjunto de caracteres que têm o mesmo tipo e
características, como dimensão, espaço e itálico.
FORMA TO A4 - Indica o tamanho oficial, atual, da folha de papel a ser
utilizada para datilografia de Trabalhos Científicos. Suas
dimensões são 21 em de largura por 29,7cm de altura. (A ABNT
registra em milímetros: 21 Omm x 297mm).
FORMULÁRIO DE IDENTIFICAÇÃO - Folha que apresenta dados
específicos de identificação de um documento.
FRAMES - Recurso do HTML que possibilita a apresentação simultânea
de mais de uma página da Web.
FTP - (File Transfer Protocol) - É o protocolo que permite a
transferência de arquivos entre computadores.
GLOSSÁRIO - É um vocabulário explicativo dos termos, conceitos ,
palavras ou expressões técnicas, antroponimias, zoonimias,
·'il·
Furasté 169 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
fitonimias , toponimias, frases utilizados no decorrer do trabalho e
que podem dar margema interpretações errôneas ou que sejam
desconhecidos do público alvo e não tenham sido explicitados no
texto .
GRÁFICO - É a representação visual de dados quantitativos ordenados
ou quantitativos, geralmente recolhidos durante o trabalho de
pesquisa.
GRAMATURA · Os papéis são identificados pela sua gramatura (ou
gramagem) que é a medida da espessura e densidade de um
papel, expressa em gramas por metro quadrado (g/m 2). Sua
especificação foi padronizada pela norma ISO 536. Quanto maior
for a gramatura, mais "grosso" será o papel. Muitas vezes a
gramatura é confundida com a espessura , que é a distância entre
as duas faces. Em papéis do mesmo tipo, quanto maior a
gramatura, maior a espessura, mas papéis diferentes podem ter a
mesma gramatura e apresentar espessuras diferentes.
GRIFO - A mesma coisa que Itálico.
HIPERLINK ou simplesmente link, são as palavras destacadas ou as
figuras de um hipertexto que produzem um salto para outra página
da Web ou para outra parte da página exibida.
HIPERTEXTO - É um documento eletrônico, como uma página da World
Wide Web (www).
HOME PAGE - Página de abertura de um serviço na Internet. É a
página inicial de um site. A partir da Home page pode-se acessar
as demais páginas do site.
HOTLIST - o mesmo que Bookmark.
HTML - (Hyper Text Markup Language) - Linguagem utilizada para criar
hipertextos na Web.
HTTP - (Hyper Text Transfer Protocol) - Protocolo utilizado na World
Wide Web (www) que torna possível a movimentação de arquivos.
ILUSTRAÇÕES- São tabelas e figuras que têm por objetivo fornecer
uma visualização mais detalhada do que está sendo exposto no
trabalho. Devem ser relevantes e não duplicar informações já
contidas no texto.
l:' ,,
'
i .
Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 170 Furasté
IMPRENTA- Nas referências bibliográficas, corresponde à indicação do
local, editor e data da publicação referenciada.
INCISO - Incisos são as divisões existentes no interior das alíneas. o
mesmo que subalínea.
INDICATIVO - Número ou grupo numérico anteposto a cada seção ou
subseção que permite sua localização imediata. Separa-se do
respectivo título por apenas um espaço.
ÍNDICE- Enumeração detalhada de palavras ou frases, de assuntos, de
nomes de pessoas, de nomes de locais, de acontecimentos
ordenados segundo algum critério, que localiza e remete para as
informações contidas n_o texto, com a indicação da(s) página(s) no
texto onde aparecem. E diferente de Sumário.
INDUÇÃO - "Processo mental por intermédio do qual, partindo de dados
particulares, suficientemente constatados, infere-se uma verdade
geral ou universal, não contida nas partes examinadas" (Lakatos;
Marconi, 1991, p.4 7).
INFORME CIENTÍFICO - É um texto sintético em que constam
resultados parciais obtidos numa pesquisa, as circunstâncias em
que se desenvolve essa pesquis~, dificuldades, sistema utilizado,
procedimentos, tipo da pesquisa. E redigido em forma de Artigo.
INSTRUMENTO DE PESQUISA - Material utilizado pelo pesquisador
para colher dados para a pesquisa.
INTERNET - Rede mundial de computadores que compõem uma
poderosa ferramenta de comunicação. Dentre seus serviços mais
conhecidos encontramos o correio eletrônico, às grupos de
notícias e as publicações dos mais diversos assuntos, que vão
desde religião e direitos humanos a sexo e esoterismo.
ISBN - (lnternational Standard Book Number) - Número que os editores
atribuem aos livros por eles publicados de modo que cada número
corresponda a um e apenas um livro.
ISDN - (lntegrated Service Digital Network) - Acesso à Internet via
linhas digitais em que os dados trafegam em uma velocidade
maior. Esse sistema permite o acesso à Internet e,
simultaneamente, o uso da linha telefônica.
Furasté 171 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
INTRODUÇÃO - Parte inicial do texto onde devem constar a delimitação
do assunto tratado e os objetivos da pesquisa e outros elementos
necessários para situar o tema do trabalho.
ISSN - (lnternational Standard Serial Numbering em português:
Numeração Internacional para Publicações Seriadas) - sigla
adotada internacionalmente para indicar o número padronizado de
uma publicação seriada (periódicos, jornais, anuários, revistas
técnicas). O ISSN deve ser impresso em cada fascículo de uma
publicação seriada, em posição destacada, na última capa , na
ficha catalográfica e logo acima da legenda bibliográfica da folha
de rosto.
ITÁLICO - Diz-se do tipo um pouco inclinado para a direita e que imita a
letra manuscrita; O mesmo que Grifo.
KEYWORDS - Ver Palavras-chave.
LANDSCAPE (orientação horizontal) - Nos termos de impressão,
landscape é usado quando se descreve a orientação do papel.
Neste caso a largura do papel é maior que a altura.
LA TO SENSU - Em sentido lato, em sentido amplo. Nome dado aos
cursos de Pós-Graduação em nível de Especialização. Opõe-se a
Stricto Sensu. Ver Stricto Sensu.
LEGENDA -Texto explicativo redigido de forma clara, concisa e sem
ambiguidade, para descrever uma ilustração ou tabela.
LEGENDA BIBLIOGRÁFICA - Conjunto de elementos destinados à
identificação de um fascículo e/ou volume da publicação e dos
artigos nela contidos.
LÉXICO - Vocabulário especializado e geralmente sucinto de uma
ciência, técnica ou domínio específico. Também pode significar o
vocabulário pertencente a um determinado idioma.
LINK - o mesmo que Hiperlink.
LISTA - Enumeração de elementos selecionados do texto tais, como
datas, ilustrações, exemplos, tabelas ... na ordem em que
aparecem no corpo do trabalho.
LIVRO - Publicação não periódica que contém acima de 49 páginas,
excluídas as capas, e que é objeto de Número Internacional
Normalizado para Livro (ISBN).
F-
~:
Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 172 Furasté
LOMBADA - Parte externa da capa do Trabalho que reúne as margens
internas das folhas, sejam elas costuradas, grampeadas, coladas
ou mantidas juntas de outra maneira. É o dorso da publicação.
MANCHA -Área de grafismo de um leiaute (layout) ou página; também
chamada de mancha-gráfica.
MA TERIA L DE CONSUMO - Material que têm duração limitada. São
aqueles materiais que se deterioram como lápis, papel, giz, filmes
fotográficos, fitas de vídeo, gasolina, material de limpeza (sabão,
detergentes, vassouras, etc).
MATERIAL PERMANENTE - Material que têm duração contínua. São
aqueles materiais que se deterioram com mais dificuldade como
automóveis, materiais audiovisuais (projetores, retroprojetores,
máquinas fotográficas, filmadoras, etc.), mesas, cadeiras,
armários, geladeiras, computadores etc.
MÉTODO - Ordenação de um conjunto de etapas a serem cumpridas no
estudo de uma ciência, na busca de uma verdade ou para se
chegar a um determinado conhecimento.
MÉTODO CIENTÍFICO - É o processo através do qual se trabalha para
construir uma representação exata, confiável , consistente e não-
arbitrária do mundo. O Método Científico procura descartar
influências de preconceitos e tendências ao testar uma hipótese ou
teoria. Fundamenta-se na observação objetiva de um fato, na
formulação de um problema, na proposta de hipóteses que
possibilitem alternativas, realização de uma expenencia
controlada, para testar a validade da hipótese, na criação de
experimentos passíveis de repetição, que podem dar certo ou não,
e na análise e revisão constantes de suas atividades.
MODEM- Aparelho utilizado na Informática que traduz os sinais digitais
da linguagem dos computadores para a linguagem, em geral
analógica, da linha telefônica e vice-versa.
MONOGRAFIA- Ver cap. 1 Def inições, pág. 15.
NAVEGADOR - O programa utilizado para pedir a um servidor da rede
mundial de computadores, uma página da Internet. Também é
chamado de Browser.
Furasté 173 Normas Técnicas para o TrabalhoCientifi co
NORMAS OFICIAIS BRASILEIRAS - São consideradas, no Brasil ,
of iciais apenas as normas estabelecidas pela Associação
Brasileira de Normas Técnicas - ABNT. Não se pode confundir as
Normas oficiais brasileiras com normas estrangeiras que podem
ser encontradas em diversas publicações.
NOTAS DE REFERÊNCIA - Notas que indicam fontes consultadas ou
remetem a outras partes da obra onde se tenha abordado o
assunto.
NOTAS DE RODAPÉ - São indicações, observações ou aditamentos ao
texto feitos pelo autor, editor ou tradutor. São feitas no pé da
página. Podem ser Notas de Referência ou Notas Explicativas . As
Notas Expl icativas podem ter várias finalidades, podendo ser,
inclusive, chamadas de outras maneiras, como Notas de
Referência, Notas de Tradução.
NOTAS DE TRADUÇÃO - São Notas utilizadas para apresentar a
versão original de alguma passagem utilizada no texto do Trabalho
e que foi retirada de um livro de outro idioma. Prefere-se colocar
no corpo do Trabalho já a versão para o Português para não
bloquear a leitura. A tradução, então, fica no Rodapé. Não deixa
de ser uma Nota Explicativa. Ver Notas Explicativas.
NOTAS EXPLICATIVAS - São Notas usadas para comentários ou
esclarecimentos que não foram incluídos no texto.
NOTAS REMISSIVAS - É uma Nota Explicativa que apenas remete o
leitor para outra parte do Trabalho.
OBRAS CONSULTADAS - É o conjunto total de obras que foram
utilizadas na realização do trabalho. No corpo do Trabalho é feita a
identificação das obras que foram mencionadas. Porém é certo
que outras obras podem ter sido utilizadas para a realização das
pesquisas e a feitura total do Trabalho. Essas obras que foram
usadas e não citadas no decorrer do Trabalho, devem ser
identificadas nas Obras Consultadas.
OBRAS DE REFERÊNCIA - obra de uso auxil iar que permite obter
informações sobre o assunto de interesse, tais como: dicionários,
enciclopédias, índices etc.
Normas Técnicas para o Traballw Científico 174 Furasté
PÁGINA - Cada uma das faces de uma folha (anverso e verso).
PÁ GINA NA INTERNET - O mesmo que Home Page.
PÁGINAS CAPITULARES - Páginas de abertura das unidades maiores
do texto, como partes , seções e capítulos, com apresentação
gráfica uniforme ao longo do texto.
PALAVRAS-CHAVE - Palavras representativas do conteúdo do
documento, escolhidas em vocabulário controlado. Também pode
ser chamado de Descritores . Equivale a Keywords no Abstract.
PAPER - O mesmo que Comunicação Científica.
PARÁFRASE - Citação livre de um texto. Transcrevemos apenas as
idéias de um autor com nossas próprias palavras.
PARTE - Cada um dos elementos textuais: Introdução, Desenvolvi-
mento e Conclusão.
PDF (Portable Document Format) - É um formato de fichário eletrônico
desenvolvido pela Adobe. Os fichários PDF contêm a mesma
formatação que os documentos originais e podem ser vistos pelo
Adobe Acrobat Reader sem necessidade da aplicação original.
PESQUISA - Conjunto de atividades que têm por finalidade a
descoberta de conhecimentos novos no domínio científico,
artístico, literário, etc. É uma ação metódica para se buscar uma
resposta .
PERIODICIDADE - Intervalo de tempo entre a publicação sucessiva dos
fpscículos de um mesmo título de publicação.
PERIÓDICO - publicação editada em fascículos ou partes, a intervalos
regulares ou não, por tempo indeterminado, na qual colaboram
diversas pessoas, sob uma direção constituída. Pode tratar de
vários assuntos em uma ou mais áreas do conhecimento .
PITCH - Termo utilizado para designar o tamanho da fonte (letra) de um
computador, impressora ou máquina eletrônica de datilografia. Na
digitação do Trabalho Científico usa-se o pitch 12 no corpo do
texto e o pitch 1 O nas notas de rodãf'lé e citações longas, por
exemplo.
Furasté 175 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
PORTAL - Página de abertura de um serviço. Essa página dispõe de um
grande número de /inks para outras páginas do mesmo e de outros
sites. Geralmente um Portal oferece acesso a sistemas de busca
salas de bate-papo, apontadores para páginas de previsão d~
tempo ou de notícias. O portal não deixa de ser uma Home Page ,
só que ela remete a muitos lugares.
PORTRAIT ou PAISAGEM (orientação vertical) - Nos termos de
impressão, portrait é usado para descrever a orientação do papel.
Neste caso, a altura da página é maior que a largura.
PÓS-ESCRITO - O mesmo que Posfácio.
POSFÁCIO - Acréscimo, esclarecimento ou justificação que se faz aos
leitores numa edição posterior.
POST SCRIPTUM - O mesmo que Posfácio.
PREMISSAS - São proposições que vão servir de base para se chegar
a uma conclusão.
PRÉ-PROJETO - É um projeto que se quer anterior ao projeto
propriamente dito. Normalmente é pedido para o candidato a uma
vaga em Curso de Pós-Graduação a fim de se analisar a linha de
pesquisa pretendida.
PREFÁCIO - Apresentação, esclarecimento ou justificação que se faz
aos leitores contendo a natureza extrínseca do trabalho. São
feitos agradecimentos a pessoas e empresas que, porventura,
tenham auxiliado na efetivação do trabalho científico. Via de regra ,
é elaborado por outra pessoa que não o autor e seu uso fica
restrito a documentos a serem publicados. Utiliza-se apenas em
livros. Num Trabalho Científico não se usa Prefácio.
PROTOCOLO - É um conjunto de regras estabelecidas para reger a
transferência de dados entre arquivos na Internet.
PROJETO - Documento escrito com a finalidade de expl icitar o
planejamento de uma pesquisa científica. O que torna diferente um
projeto de um anteproj eto é a possibilidade de urna intervenção
na revisão da literatura e demais dados. No anteprojeto , o
pesquisador realiza suas primeiras tentativas de sistematização da
pesquisa, é a fase inicial. Não há, ainda, uma definição
aprofundada do tema, da metodologia adequada de
111
l ll . '
l~i 1 i.
!;'
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 176 Furasté
implementação, análise e interpretação de resultados . Uma vez
realizada essa primeira fase, faz-se uma reavaliação do processo
à luz dos dados obtidos. A partir daí, constrói-se o projeto
propriamente dito.
PROVEDOR - Provedor de Servicos. É também conhecido pela sigla
ISP. O provedor de serviço's o responsável pela tradução dos
endereços da Web e pelo encaminhamento do serviço pedido ao
servidor solicitado.
PSEUDÔNIMO - Nome suposto de um autor; apelido que o próprio autor
se dá para assinar uma obra. (Do latim pseudo= falso) .
PUBLICAÇÃO PERIÓDICA - Publicação editada em unidades físicas
sucessivas, com designações numéricas e/ou cronológicas e
destinada a ser continuada indefinidamente.
QUADRO - Os quadros são considerados pela ABNT como um tipo de
Figura. Diferem-se das Tabelas, principalmente por serem
fechados e não possuírem uma estrutura específica.
RÁDIO - Sistema de acesso à Internet de alta velocidade. Os usuários
são ligados a um rádio central em sua área que fica ligado 24
horas por dia diretamente a uma central de distribuição. Não utiliza
cabo nem linha telefônica.
RASCUNHO - esboço, minuta preliminar em que são feitas as
correções e adaptações necessárias até que o texto fique em sua
forma definitiva.
RECENSÃO- Ver Resumo Crítico.
REEDIÇÃO - Edição diferente da anterior, seja por modificações feitas
no conteúdo , na forma de apresentação do livro ou folheto (edição
revista, ampliada, atualizada etc) ou seja por mudança de editor.
Cada reedição recebe um número de ordem: 28 edição; 3a edição,
etc.
REENTRADA -A reentrada é o espaço a mais (4cm) que se deixa na
margem esquerda em citações longas. Também é chamada de
reentrada, ou simplesmente de entrada, a distância de
aproximadamente 1 ,5cm que inicia um novo parágrafo.
Furasté 177 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
REFERÊNCIAS - Conjuntopadronizado de elementos descritivos,
retirados de um documento, que permite sua identificação
individual. É um elemento obrigatório no Trabalho Científico para
que se faça a identificação das obras utilizadas na sua realização .
Deve seguir rigorosamente o disposto na NBR 6023. Quando se
fizer Referência em Nota de Rodapé, no final do Trabalho haverá
Obras Consultadas. Ver Obras Consultadas.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS - O mesmo que Referências.
REIMPRESSÃO - Nova impressão de um livro ou folheto, sem
modificações no conteúdo ou na forma de apresentação, exceto as
correções de composição ou impressão.
RELATÓRIO DE ESTÁGIO- Documento que contém relato completo e
objetivo do cumprimento de estágio exigido regimentalmente por
algumas instituições, contendo experiências vividas, programas
desenvolvidos, objetivos propostos e alcançados e observações
técnicas realizadas além de outras informações exigidas.
RELATÓRIO DE PESQUISA - Documento que relata os dados obtidos
em investigação de pesquisa, objetivando formalizar uma
determinada ação como resultado. O mesmo que Relatório
Técnico-científico.
RELA TÓRIO TÉCNICO E I OU CIENTÍFICO - Ver c_ap. 1 Defin ições,
pág . 15.
REPERTÓRIO instrumento de pesquisa no qual são descritos,
pormenorizadamente, documentos previamente selecionados,
pertencentes a uma ou mais fontes, podendo ser elaborado
segundo um critério temático, cronológico, onomástico ou
geográfico.
RESENHA 162 - Ver Resumo Crítico.
RESOLUÇÃO - A resolução está relacionada com o número de
elementos fundamentais de imagem que um dispositivo de
impressão pode reproduzir. A resolução é medida em pontos por
polegada (Dots Per lnch - DPI).
RESUMO - Apresentação concisa dos pontos relevantes de um texto. É
162 Constitui wna redundância fa lar-se em "resenha crítica" uma vez que toda resenha já é crítica.
, .
. ;~· .
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 178 Furasté
uma condensação fiel das idéias. Deve ser bastante sintético e
incluir as idéias principais do trabalho, permitindo que se tenha
uma visão sucinta do todo, principalmente das questões de maior
importância e das conclusões a que se tenha chegado. Deve ser
feito na língua vernácula (português) e numa outra de larga
difusão, dependendo de seus objetivos e alcance. Recebe com9
título : RESUMO - no português; ABSTRACT - no inglês; RESUME
- no francês; INHAL T - no alemão; RESUMEN - no espanhol.
RESUMO CRÍTICO - É um resumo redigido por um especialista
contendo uma análise interpretativa completa de um documento.
Pode ser descritivo ou crítico. É também chamado de recensão ou
de resenha (Ver Anexo B, página 231 ).
RESUMO INDICATIVO - Apresenta apenas os pontos principais do
texto ou do trabalho, não trazendo dados qualitativos, quantitativos
ou de qualquer outra espécie. É o modo mais indicado para
prospectos, catálogos, etc.
RESUMO INFORMATIVO - Apresenta informações suficientes para que
o leitor possa se decidir sobre a conveniência da leitura do texto
inteiro. Expõe finalidades, metodologia, resultados e conclusões.
RESUMO INDICATIVO I INFORMATIVO - É a combinação que se pode
fazer do Resumo Indicativo com o Resumo Informativo.
REVISÃO DE LITERATURA - Levantamento realizado junto às
bibliotecas ou serviços de informações existentes para localização
e obtenção de documentos a fim de avaliar a disponibilidade de
material que subsidiará o tema do trabalho de pesquisa.
REVERSO - Lado oposto ao rosto ou face principal da folha de papel
que também é chamado de Anverso. Popularmente se usa "frente
e verso" em vez de "anverso e reverso".
SEÇÃO 163 - Parte em que se divide o texto de um documento,
numerada ou não, que contém as matérias consideradas afins na
exposição ordenada do assunto.
SEÇÕES PRIMÁRIAS - São as principais divisões do texto .d.e. um
documento, denominadas de 'capítulos'. Podem ser subdrvrdrdas
em outras partes. São o que chamamos de capítulos.
163 A ABNT considera, nessa acepção, como sinônimos de seção: capítulo e tópico.
Furasté 179 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
SEÇÕES SECUNDÁRIAS a As diversas divisões de uma seção primária
(capítulo). Podem ser subdivididas em outras partes e assim
sucessivamente, originando seções terciárias, quaternárias, etc.
SEPARATA - Publicação de parte de um trabalho, com as mesmas
características, estrutura e formatação do original. Recebe uma
capa onde consta a expressão "Separata de" em evidência e o
título do original. São utilizadas para distribuição pelo próprio autor
da parte ou pelo editor.
SERVIDOR- Servidor Web é a "máquina", o elemento físico, onde ficam
armazenadas as páginas da Web e o responsável pelo envio das
páginas solicitadas pelo usuário.
S/C - O termo sic é uma palavra latina que quer dizer "assim mesmo" e
é usado entre parênteses depois de uma expressão que contenha
um erro gramatical ou um dito absurdo que o redator quer deixar
claro que não é dele, mas da pessoa que falou ou escreveu aquilo.
Ao colocar este termo no corpo do texto, mostramos ao leitor que é
assim mesmo que estava no original, por mais errado ou estranho
que pareça.
SIGLA - Reunião das letras iniciais dos vocábulos fundamentais de uma
denominação ou título (BANRISUL, UNESCO, AIDS, CPF, OAB).
Ver pág. 208.
SÍMBOLOS - São sinais que substituem o nome de uma coisa ou de
uma ação: g - grama, H - hidrogênio, m - metro, § - parágrafo.
Ver pág. 214.
SINOPSE - o mesmo que Resumo.
SISTEMA DE CHAMADA - Maneira pela qual são indicadas as
citações ou referências. Pode ser sistema numérico ou sistema
autor-data.
SITE - É um conjunto de páginas na Wor/d Wide Web (Internet)
hospedadas em um ou mais computadores. Todas as páginas do
site estão sob a responsabilidade de uma pessoa, entidade,
instituição ou empresa. Site é inglês; em português, é Sítio.
SÍTIO - Ver Site.
SOFTWARE - Conjunto de todos os recursos humanos, lógicos e de
programação, instalação e de organização, com os quais se
explora uma máquina, equipamento ou sistema em informática.
Nonnas Técnicas para o Traball10 Cientifico 180 Furasté
STRICTO SENSU - Em sentido restrito. Nome dado aos cursos de Pós-
Graduação em nível de Mestrado ou Doutorado. Opõe-se a Lato
Sensu. Ver Lato Sensu.
SUBALÍNEAS - Subdivisão de uma alínea, identificada por um hífen
seguido de letra minúscula e que serve para enumerar os diversos
assuntos em que foi dividida a alínea. Também chamadas incisos.
SUBSEÇÃO - Parte em que se divide uma seção. A ABNT chama as
subseções de seções secundárias, seções terciárias, etc.
SUBTÍTULO - Informações apresentadas em seguida ao título, visando
a esclarecê-lo ou complementá-lo, de acordo com o conteúdo do
documento.
SUMÁRIO - Enumeração das principais divisões, seções e capítulos, na
mesma ordem em que a matéria é apresentada no corpo do
trabalho. São indicadas no Sumário todas as divisões (das
primárias até as quinarias.
SUM/It1ARY - Sinônimo de Abstract. Ver Resumo.
SÚMULA - Breve resumo sobre um assunto ou ponto de doutrina.
SUPLEMENTO - Documento que se adiciona a outro para ampliá-lo ou
aperfeiçoá-lo, sendo sua relação com aquele apenas editorial e
não física, podendo ser editado com periodicidade e/ou numeração
própria.
TABELAS - São um tipo específico de Ilustração. Segundo o IBGE, é
uma "Forma não discursiva de apresentar informações das quais o
dado numérico se destaca como informação central. " São
numeradas consecutivamente e colocadas o mais próximo
possível de sua indicação no texto. Constituem-se numa unidade
autônoma, possu indo uma estrutura prévia. Não devem ser
fechadas lateralmente.
TELNET - É um protocolo que permite a um computador, no caso,
cliente, conectar-se a outro, que será o servidor, e passe a atuar
como se fosse um terminal remoto desse servidor.TESE- Ver cap. 1 Definições, pág. 15.
TIRA GEM- Total de exemplares impressos de uma obra ou de cada
fascículo de uma publicação.
Furasté 18 1 Nonnas Técnicas para o Trabalho Científico
TÍTULO - Palavra, expressão ou frase que designa o assunto ou
conteúdo de um texto ou de um documento.
TOMO - Volume de obra impressa; cada uma das partes que compõem
uma coleção. (Nem sempre um tomo corresponde a um volume).
TRABALHO ACADÊMICO - Ver cap. 1 Definições, pág. 15.
TRABALHO CIENTÍFICO- Nome dado aos trabalhos que devem seguir
as Normas Técnicas.
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC) - Ver cap. 1
Definições, pág.15.
TRABALHO ESCOLAR - Ver cap. 1 Definições, pág. 15.
URL- (Uniform Resource Locator)- Localizador Uniforme de Recursos .
É o endereço que permite a localização de um arquivo ou grupo de
arquivos na Internet. Um URL é composto de três partes:
VERSAL - Letras escritas com caracteres maiúsculos. O mesmo que
Caixa Alta. Ver Caixa Alta.
VOLUME - conjunto dos fascículos ou números de uma publicação.
WEB - Web ou Website é o conjunto de páginas onde são publicados os
conteúdos a serem divulgados: músicas, notícias, jogos, vídeos,
publicações ...
WEB BROWSER - O mesmo que Navegador.
WWW - World Wide Web - É um subconjunto da Internet que se
constitui de todos os recursos que utilizam o protocolo http:!!
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Furasté 182 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
33 PRONTO SOCORRO GRAMATICAL 164
LI N~O~V=A~A~C~E~N~T~U=A~Ç~Ã=O~~G~RA~·=F~I~C_A_1_65 ____________________ :J
~~~a7r~eEgcr=a----~----~~------~--------~~~--~----------------~
Coloca-se acento em todas as palavras proparoxítonas:
médico, árabe, lâmpada, público, pântano, pagar/amos, fôlego, árabe ...
Em vogais e e o tônicas fica opcional o uso de acento agudo ou circunflexo
quando em final de sílaba, seguidas de m ou n:
acadêmico/ acadêmico, quilômetro/ quilómetro,
gênio/ génio, polêmico/ polêmico,
tônico/ tónico, jenÔJJteno / Jenómeno,
cômodo/ cómodo,
higiênico/ higiénico,
gênero / gênero ...
l2a regra ]
Coloca-se acento nas palavras paroxítonas terminadas em: L, N, R, X,
ditongo crescente (oral ou nasal), I(s), U(s), UM, UNS, ON, ONS, PS, Ã(s).
túne~ hífon, ifper, tórax, órgão, série, táxi,jivtjitstt, bôntts, álbuns, próton,
elétrons, bíceps, óifà ...
Prefixos que tenham as terminações acima, não devem ser acentuados:
super, semz~ inte1~ arqui, hiper, anti. ..
Em vogais e e o tônicas fica opcional o uso de acento agudo ou circunflexo
quando em final de sílaba, seguidas de m ou n:
bônus/ bómts, pônei/ pónei, Antônio/ António, sêmen/ sêmen ...
l3a regra
Coloca-se acento nas palavras oxítonas terminadas em O(s), E(s), A(s) e nas
terminadas por EM, ENS, com mais de uma sílaba.
jacaré, guaraná, três, propôs, você, annazém, parabéns, harém.
Conforme o Acordo Ortográfico, fica facultativo o emprego de acento agudo
ou circunflexo em palavras que possuam variações de pronúncia, como:
bebê/ bebê, bidé/ bidê, canapé/ canapé, caratê/ caratê, cocô/ cocó, rapé/ rapé,
cômico/ cÔJJtico, cômodo/ cômodo, oxigênio/ oxigênio, pônei/ pônei .. .
l4a regra
Coloca-se acento no I (s) e no U (s) quando forem tônicos e estiverem
antecedidos de vogal diferente e fonnarem sílaba, sozinho ou com §_,_ e não
forem seguidos de NH:
baú, Gttaíba, traíste, balaústre, Luís, Luís a, reúne, saída, bainha, tainha ...
164 A abordagem feita no Pronto Socorro Gramatical toma por base a Língua Portuguesa oficial, padrão, nível
culto já que é essa a abordagem exigida na maioria dos concursos públicos e nos exames vestibulares.
165 De conformidade com o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, aprovado em Lisboa, em 12 de outubro
de 1990, em vigor desde I o de janeiro de 2009.
Furasté 183 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico
Quando I(s) e U(s) estiverem antecedidos de ditongo, não devem ser
acentuados, exceto se estiverem no final da palavra:
baiuca, Bocaittva, S attipe, jeiHra, reitmo, cmtila, boúmo ...
Piatt~ teití, teiús, sttC?mtití ...
lsa regra
Coloca-se acento nos ditongos abertos ÊI(s), ÉU(s), ÔI(s), de palavras
oxítonas:
herói, chapétt, rétt, vétt, anéis, lençóis, anéis, coronéis, cétt, anzóis
Foram abolidos os acentos em saabas não finais como:
ideia,jiboia, beroico, seqttoia1 paranoia,joia, assembleia, epopeico, aleia, apoia,
celuloide, boi a, destroier, tipo ia, estoico, esferoide, ttreia, claraboia, hebreia ...
16a regra
Coloca-se acento nas formas verbais da terceira pessoa plural do presente do
indicativo dos verbos TER e VIR
(eles) têm (eles) vêm.
Em verbos derivados de ter e vir, coloca-se acento agudo na terceira pessoa
do singular, e acento circunflexo na terceira pessoa do plural, do presente do
indicativo: ele detém/ eles detêm, ele abstém/ eles abstêm, ele contém/ eles contêm,
ele provém/ eles provêm, ele convém/ eles convêm, ele advém/ eles advêm ...
l7a regra
TreiTia deve ser utilizado ap_E!f1as em nomes estrangeiros e em seus derivados:
Miiller, miilleriano, Hiibner, hiibneriano, Biinchen, Wiirther, Miihlen. ..
lsa regra
Coloca-se acento diferencial apenas nas seguintes palavras:
pôr (verbo) para diferenciar de por (preposição)
pôde (verbo,pret.) para diferenciar de pode (verbo, pres.)
São facultativos os acentos diferenciais em:
a) fôrma (substantivo) para diferenciar de forma (substantivo ou verbo);
b) dêmos (primeira pessoa singular do presente do subjuntivo) para diferenciar
de demos (primeira pessoa plural do pretérito perfeito do indicativo);
c) nas formas verbais da primeira pessoa plural do pretérito perfeito do
indicativo para diferenciar da primeira pessoa plural do presente do
indicativo de verbos terminados em -ar:
louvámos, amámos, contámos, jogámos, smtdámos, brigámos ...
!i f; Furasté 184 Normas Técnicas para o Trabalho Científico
I REGRAS DE ACENTUAÇÃO GRÁFICA ANTIGAS 166 J
1 a regra
Coloca-se acento em todas as palavras proparoxítonas .
mÚico, árabe, lâmpada, público, pántallo, ótimo, pagaríamos, fôlego
Coloca-se acento nas palavras paroxítonas terminadas em: L, N, R, X,
ditongo(oral ou nasal) , I(s), U(s) , Um, UNS, ON, ONS, PS, Ã.
tJíne~ hífen, '{/Jm; tórax, órgão, série, táxi, jiu:Jítsu, bônus, médit1m, álbu11s, próton, elétrons, bíceps, órfã ...
3a regra
Coloca-se acento no I(s) e no U(s) quando formarem hiatos com a vogal
anterior e que seja diferente dele e não forem seguidos de NH.
ba!Í, Guaíba, traíste, balatístl~, Luís, Ldsa, jeziíra, baiúca, traíra, rainha, fitinha
Coloca-se acento nas palavras oxítonas terminadas em O(s), E(s), A(s) e nas
terminadas por EM , ENS com mais de uma silaba.
jacaré, g11am11á, três, propôs, você, mmazém, parabéns, haréiJI
sa regra
Coloca-se acento nos ditongos abertos EI, EU, OI, tônicos natos .
idéia, jibóia, herói, chapé11, réu, véu, heróico, paranóia, /mçóis, sequóia
Coloca-se acento nas terminações -ÔO, -ÊEM.
apetftiçôo, atraiçôo, entôo, rebôo, reJIJÔO, ressôo, e11sabôo, lêem, dêeJJJ, vêem, crêeJJJ, ante vêem, descrêem, prevêem
7 a regra
Quando o "U" for pronunciado nos grupos GUE; GUI, QUE, QUI, leva acento
agudo se for tônico e trema se for átono.
enxágiie, freqiiente, freqiiéncia, eqiiidade, argúi, arg!Íis, argúem, obliqtíe, averigúe, averíg!Íes, ave1igtíem, obliqtíes,
obliqtíem, aparjgiÍe, apa'{jgúes
sa regra
Coloca-se acento nas formas verbais da terceira pessoa plural do presente do
indicativo dos verbos TER e VIR
(eles) IÉM (eles) VÊ!VI
ga regra
Coloca-se acento diferencial nas seguintes palavras:
pára (verbo) para (preposição)
pôr (verbo) por (preposição)
pólo(s) (subst.) polo (contração de por+ o)
póla(s) (subst.) pola (contração de por+ a)
pôlo(s) (subst.) polo (contração de por+ o)
166 Validade prorrogada até 31 de dezembro de 2015. Até essa data, os dois sistemas (o antigo e