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Neste manual você encontra uma explicação, de forma clara e 
objetilia, dos passos necessários para formatar um Tra6a/ho 
Científico rigorosamente dentro das normas técnicas adotadas no 
Bras{/. 
ATUALIZADO - está ri gorosam ente de acordo com as últimas 
mudanças das Normas da ABNT e da Língua Port1.1guesci .. -. 
DIDÁTICO- traz explicações fáceis de serem entendidç:~s ; além de 
inúmeros exemplos, para que qualquer estudante formate, ~()in 
segurança e correção, seu próprio Trabalho Científi_7-0.:- :, :· .,_-
ENSINA como faze r as referências de dados de livros, revistas, 
manuais, discos, f ilmes, mapas, COs, OVOs, fitas de vícteo, 
dicionários, programas de computador, internet, além" de mu"itos 
outros. 
TRAZ, ainda, capítul os adicionais como Baü Tira-dúvidas· e l.jm 
Glossário de termos mais relevantes, além de _.- um . Pronto 
. ·~ - ·. 
Socorro Gramat ical , com va liosas dicas d~ ' _- L.íngua 
Portuguesa, já dentro das normas do Acordo Ortogr.áfico._-
Sucesso de vendas, desde sua primeira edição em 1993, este livro 
vem acompanhando ;~s constantes mudanças das normas da ABNT 
para se manter sempre atualizado, sendo, por isso, recorrienqa_do 
por professores e especialistas na área em diversas Universidadeys e 
Instituições de ensino em todo o Brasil. 
Agência Brasileira do ISBj"-J 
Pedidos: 
Dáctilo-Pius· 
(Qualidade fala maiS âlto) 
Rua Conde de Porto Alegre, ;387/03 _ 
Bairro Floresta · 
CEP 90220-211 -Porto Alegre/RS · 
Tel.: (5'1)3395 2820 - fax: (5-1)3395 3557 
e-mail: pedro@furaste.córii.br : 
pedrofuraste@hotr)lilil.com 
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Com Orientações de 
Língua Portuguesa e 
Novo Acordo Ortográfico 
NORMAS 
, 
TECN I CAS 
PARA O TRABALHO CIENTÍFICO 
! ReCl;mendado em 
1 Universidades de 
' todo o Brasil 
178 edição 
Revista e atualizada 
Pedidos e informações: 
Serviços Datilográficos e Computacionais Especializados 
Editoração - Revisão de Dissertações, Teses, Livros 
Assessoria Linguística e Gramatical - Orientação - Cursos 
Aulas particulares de Redação, Língua Portuguesa e Normas Técnicas 
Rua Conde de Porto Alegre, 387/ 03 
CEP 90220-211 - Porto Alegre/RS - Bairro Floresta 
Fone: (51) 3395 2820 - Fax: (51) 3395 3557 
pedrofuraste@hotmail.com 
pedro@furaste.com.br 
Onde a qualidade fala mais alto desde 1984 
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NORMAS TÉCNICAS 
PARA O 
TRABALHO CIENTÍFICO 
Pedro Augusto Furasté 
Diretor Técnico da Dáctilo-Pius 
Especialista em Língua Portuguesa 
Psicoterapeuta Reencarnacionista 
Psicanalista Institucional e Clínico 
NORMAS TÉCNICAS 
PARA O 
TRABALHO CIENTÍFICO 
EXPLICITAÇÃO DAS NORMAS DA ABNT 
Registro na Biblioteca Nacional n" 82.579 ~ -
178 edição 
Atualizada e ampliada 
2013 
© by Pedro Augusto Furas/é - 1993· 
Reservados todos os direitos conforme a legislação vigente. 
Direitos Autorais e Propriedade Intelectual garantidos por lei. 
Proibida toda e qualquer reprodução sem autorização, por escrito, do autor. 
(Art. 184/Código Penal e Lei 9.610 de 19102/1998) 
Ficha Catalográfica: 
F983n Furasté, Pedro Augusto. 
Normas Técnicas para o Trabalho 
Científico: Explicitação das Normas 
da ABNT. - 17. ed. - Porto Alegre: 
Dáctilo Plus, 2013. 
o 
CDD 001.4 
CDU 001.81 
Bibliotecária respÕnsável : IDA ROSSI - CRB-10/771 
Preciso registrar aqui os agradecimentos à 
Delegacia Regional da Associação Brasileira de Normas Técnicas 
(AB NT) 
pelo apoio e disponibilidade que sempre encontrei quando lá estive. 
L-r 
Ninguém está proibido de fazer melhor do que eu. 
Maninho Lutero 
Ofereço àquela por quem estou cada vez mais apaixonado: 
-minha doce e meiga ?rlarffia f 
~ ~ ~Lai ao.o. m<Uc.o. Jc~: 
&'JtuuJo, !J~, ~/ 5Cetma, 
Jf~,Jf~"'~· 
OOacêa. o.ãc a ..niAJ..a .Y.Mk e me Jas.em. ~'a ca.da di-a, <f"""-~' 
<tU" tado.o- ao. ~ .Y.a~m a _pi?A'Ul.! 
Voe& 4® ~ 11Udlc, 11Udlc, I1Udlc ~ I 
SUMÁRIO 
INTRODUÇÃO . . .. . . . .. . .. . . . . . . . . . . .. . .. . .. . . . .. . ... ... ... . . ... .. . ... .. . . .. . .. .. .. .. . .. ... .. .. .. .. . .. ..... .. .. .. . 13 
1 DEFINIÇÕES ............. ....... .. ................................. .... ...... .... ...... ... .. ... ... ........... .. 15 
Tese .... ... .. ... ... .... .... ..... ...... ... ... .. ... ... ........... .. ........ .. .... .. ................... .. ... ... ... ...... 15 
Dissertação .. .. .. ... . . . .. . .. . . . .. . . . . . .. . . . . . . . .. . . . .. . . .. . . .. . . .. .. . . . . . .. . .... .. .. . . . .. . .... . .. . .. . . . . . . . . .. . . . 15 
Trabalhos acadêmicos e/ou similares (Trabalho de conclusão de 
curso - TCC, Trabalho de graduação interdisciplinar- TGI e outros .......... 15 
Projeto de pesquisa . . . .. . . .... . .. ... ... .. ... . .. .. . .... ..... .. . .. . .. . ............. ....... ...... ... ..... . . .. . .. 16 
Relatório de estágio . .... . .... . .. . ... .. . .. ... .. . .. . .. . ... .. .. ... .... ... . ... ...... . . . .. .. .. .. ... .. ..... .. .... . 16 
Artigo científico ... ... ... .. . . . . . . .. . . . ... . . . .. . . . . . .. . . . .. .. .. . .... . . . .. . . . . ..... ..... .......... .. ... ... .. .. .. . . . 16 
Trabalho escolar.. .. .. ... ..... ..... ...... .. ... .......... .... .......... .. .... .... .. ... .. ...... .. ......... ....... 16 
Monografia .. .. . . ..... .. . .. . . . . . . . . . . . .. .. . . . . .. ... . . . . ... . . .. . . . . . .. ... . ..... .... . .. . .. . . . .... . .... . . . . . . ..... . . . 16 
2 FOLHAS, DATILOGRAFIA/ DIGITAÇÃO ..... .. .. ....... .. ... .. .... ...... .. .. ....... .... .. ..... 17 
Papel ofício ..... ...................... .. ....... ........... ................... ...... .. ... .. ... .. ........ ........ ... 17 
Digitação . .. .... . . .. . .. . . . .. . . . . . . . . .. . . .. ... . . . . . .. ... . ... . . .. . .. . ... . . . . .... .... .. .. . . .. . . .. . . . .. . . . ... . . .. . ... . . 18 
Tipo de letra (fonte) . .. .. .. .. .. ..... .. .... .. . .. . .. .. .. .. .. .. .. .. ... ... .. ... ..... . ... .. .... .. . .. .. .. ... .. .. .. .. 18 
Tamanho da letra (fonte) .... ....... .... .. .. ....... ..................... .... .. ..... .. ..... .. ......... ...... 19 
Siglas ................ ..... .. .. .. ............. .. ... .. ...................... .. ... .. .. .. ............... .. ... ... ........ . 19 
Qualidade . . .. . . . . ... . . .... . .. . . ... . . . . . ... .. . .. ... . . ... . . .. ..... .. ... . .. . .. .. . .. .. . .. ... ... .. .. . . .. .. . ... .. .. . . . . . 19 
3 MARGENS E ESPAÇOS .......... .. ............... ........ ...... ... ......... ... .. .. .... .............. ... 20 
Margens .... .... .................. ....... .. .......... .................. ............ ... ... .. ... ..... ... ............. 20 
Alinhamento da margem direita ..................... .. ... .. .................. .... .... .. ................ 21 
Títulos. ................... .. ......... .... ...................................... ............... .. ........ ............. 22 
Espacejamento .. . .. .. . . ... . .... . .. . ... .. .. .... . .. . .. . ... . ... . .. . .. . .. . . . . . .. . .... .... .. . .. ... . . . . . ... .. . .. . .. . . 24 
Título dos capítulos (seções primárias) .. .. .... .......... ......... .......... .... ....... ......... 24 
Título dos subcapítulos (seções secundárias em diante) .............................. -24 
Entre as linhas do texto .. .. ... .. ...... .. ...... .... .... .... ... ... .... ..... .. ... .. ...... ..... .... .. .. .. ... 24 
Entre parágrafos .. . . .. . . . .. . . ... . .. . .. . .. ... .. .... ... . . .. . .. . . .. .. ............ .... .... ... ... ... . . . .. . . .. .. . . 24 
Entre as linhas das citações longas, notas, referências, resumos, 
obras consultadas ou rodapé .... .. ...................... ............ ...... ............... ... .. ... 24 
Início de parágrafos e citações ..................... ........... ... ..... ... ................ ... .. ..... .. . 24 
4 PAGINAÇÃO ..... ... .. ....... ... .. ..... .. .. ............................ ... ................. .. .... ... ... ........ 27 
5 ESTRUTURA DO TRABALHO CIENTÍFICO .... .. .. ................. ..... .. ... ... .... .. .... 29 
Teses, Dissertações e Trabalhos Acadêmicos ... .......... ............. ... ...... ... .... ....... 29 
6 CAPA ........... ........... ... ....... ................. .. ... ..... ...... ..... ... .......... ............................ 31 
7 LOMBADA .. ....... .. .. ......... ..... .... .... ... ...... ......... .. .......... ......... ........... ........... ... .... 33 
8 FOLHA DE ROSTO .. ...... .... .... .. .... .. .. . .. ..... .. .. . .. .. .. .. .. ... .. .... .. .. .... ...... .. ... ...... ...... 35 
9 FICHA CATALOGRÁFICA ..................................................... .. ... .. ...... ... ......... 37 
10 ERRATA ....... .. .............. .. ............. ... ... ........ ....... ... ....................... ... .. ... ........... 38 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico Furasté 
11 FOLHA DE APROVAÇÃO 39 
12 DEDICATÓRIA ......... .... ... .. ... .... ............................. .... ......................... .. ... ..... . 41 
13 AGRADECIMENTOS ..... ....... ..... .. ... ... .... .. .. .. ... ...... ..... .. .. .... .... .. ... .. ... ..... ... ..... .. 42 
14 EPÍGRAFE ...... ..................................... .. .............. .... ... ...... ....... ... .. .... ........ ..... 43 
15 RESUMO EM LÍNGUA VERNÁCULA ...... .. ....... ........ ... .. ..... ...... .... ................ 44 
16 RESUMO EM LÍNGUA ESTRANGEIRA .. ... .. .... ... .. .......... .. ................ ... ..... .... 46 
17 LISTAS ........... ..... .. .... .... ........ .......... ....... ... ...... ... ... ................ .... ......... ..... ... .... 47 
Listas de ilustrações .. ........ .... ...... .. .... ....... .. ................ ... ........ .... .... ... .... ..... .... . 47 
Lista de tabelas ...... .. .... ......... ... ......... ... .... .. ... .. ........ ........... ... ......... .... ..... ... .... 47 
Listas de abreviaturas e siglas ................................. .. .... .... ........ ......... .. ........ . 47 
Listas de símbolos ...................... ........ .... .. .. .. ....... ..... ....... .... .. ..................... .... 47 
18 SUMÁRIO ..... .. ... ... ....... ........... ......... ..... .... .. ..... ... .... ....... .. ...... .. .... ... .... .. .. ....... 48 
Espacejamento no sumário ............. ......... ... .... .... .. ..... ....... .. .. ..... .................... 48 
Destaque ... .... .... ... ..... ........ ......... ... ... .. .. .. .... ...... .. .. ....... .. ........ ............. ..... ....... 48 
19 SEÇÕES E ALÍNEAS .............. .... .... ............. ... .......... .. ...... .. .. ... ...... ... ............ 50 
Título das seções . . .. . . . . . .. . . .. .. .. . . .. . .. .. . ... . .. .. . . .. .. ... . . .. . .. . . . . . . . ... . . . . . . . . . ... . . . . . . . .. .. . . . . . 50 
Indicativo de seção .. ...... .. .... ................ ......... .. .. ................. ... ... ... ..... .......... ... .. 51 
Alíneas ... .. ....... ....... ... ... .. .. ......... ....... ............. ...... ....... ... .. .. .... .. ... ....... .. .... ..... .. 53 
Subalíneas ..................... ..... .. ...... .. .. .. ............... .. .. ... .. ... .. ..... .. .. ...... ...... .... .. ..... 54 
20 ClT AÇÕES .. . . . . . . . . . . . . . . .. . .. . . .. ... ... .. . . .. ... .. ... . ... .. .... . . . .. . ... . .. . . .. .. . . . .. . . . ... . . .. . . . . .. . . . . . . . 55 
Citação indireta ou livre (paráfrase)... .. .... .. ... .. .... ..... .. .... ... .... .. .................. ...... 55 
Citação direta ou textual (transcrição) ................................. .............. ... ........... 57 
Breves ................ ........ ....... ........... .. ... ........... .. .. .. ......... .................... .... ...... 57 
Longas. .... ............ ... ..... ......... .. ........................ ... ............ .... ... ........... ..... ... .. 57 
Sistemas de chamada das citações....... ... .... .. ... ........................ .......... .. ........ . 61 
Sistema numérico de chamada .. ...... .. .. ... .. .. .. .... ..... .......... .... .... .... ... ... ...... ...... 61 
Sistema alfabético de chamada (autor-data) .................................................. 62 
Citação de citação ... . ... . .. .. .. .. ... . .. . .. ... . .. . .. . . .... .. .. . .. . . . . . . .. . . ... . .. . . . . . .... . . .. .. . . . ... . . ... . 66 
21 NOTAS DE RODAPÉ.... ......... .. .. .. .. .... .... ........................ .. .......................... .. .. 66 
22 ILUSTRAÇÕES .. ........... .. .. .. .................. ... .... ..... .......... .......... .. ........ .. .. ......... . 69 
23 TABELAS .. ................................ ......... ... ..................... .. .. ....... .... ......... ........... 71 
Partes da tabela ... .... ..... .. ........... ......... .. ...... ..... ........ ..... .. ..... ..... ........ ...... ... .. .. 71 
Título da tabela . . . . . . .. .. ... ... .... .. . . .. . .. ... . . . . .. . .. . .. ... . . .. . . . . . . . . . . . . . . .. .. . . .. . . .... . .. . .. . .. . . . . . . . 72 
Tracejamento .... ... .. .. ...... ....... ..... .. .. .... .... .. ... .. ... .. .. .................... .... ... ...... ......... 72 
Cabeçalho .... ....... ...... ...... .... .. ..... .............. ... .. ..... ....... .... ... ... ... ....... ... ..... ... .. .... 72 
Coluna indicadora . .... ......... .... .... ........ ... .. ... ....... ... .. .. .... ..... .. .... ... .. ...... ......... .... 72 
Unidades de medida .. .. ... ... ... .. .......... ... ................. .. .. ......... ................... ..... ............ 72 
Furasté 7 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 
24 APÊNDICES I ANEXOS .... ....... .. .. ...... .. ...... .... .. ...... .... ............ .......... ........... .. 73 
Apêndices ......... ......... ....... ...... ............................ ... .... .... .. ....... .. .... .. ... ...... ... .. .. 73 
Anexos ........... .... ... .......... .. .. .. ... ....... .. ... .... ........ ...... .... ... ....... ... ..... .. .. .... .... ...... 74 
25 GLOSSÁRIO .. ... ....... ...... .. ..... ..... .... .. ............ ... .............. ...... .. .. ... ......... .... .... ... 75 
26 REFERÊNCIAS . . . .. .. .. . . ... .... ... .. . . .. ....... .. .... . .. . .. .. .. .. . .... . . . . . .. . . . . . . . . . . . ... . . .. . . . . . . .. . . . . 76 
Elementos . . .... . . ..... . ... .... . . . . .. . . . . . ... .. .. ... . .. . .. . . . . .. . . .. . .. .. . . . .. ... . . . . . ... . . . . .. . . .. .. . . . . . . . .. . . 77 
Obras consultadas . .. . ... .... . .... . .. .. .. .. . . ... .. . . .. .. .. . . ... . .. . . . . .. .. .. . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . .. . . . 78 
Observação importante .. ... ...... ...... ..... ... ... ..... ....... ...... .. ... ... .. .. ... ...... ... ..... :... .. . 79 
Autor pessoal .. . . . ......... ........ ..... ........ ... .... ..... ... . ... . . ..... . . . . .. ... . . . . . . ... .. .. . . . . . . .. . .. ... 79 
Uma observação oportuna sobre o et a/. ........ .. .... ............ .. ........ ..... .. ....... ... .. 82 
Autor entidade .. .. . . . ... ... . . .. . .. .. . . .. .. . . .. .... . .. . .. .. . .. . . .. . . .. . .. . . ... . . . . . . . . . . . . . . .. .. . . . . . .. . . . . . . . . 82 
Título ... .......... ... ... .. .. .... .... ... .... ... ....... .. ... ... ........ .......... ........... .... ...... ..... .......... 83 
Edição ... ... ... ..... ....... .. ................ ... ...... ...... ....... ............. .. .... ... ....... .. .. ........ ...... 85 
lmprenta ...... .. ...... .. .. ...... ... .... ... ....... .. ... ...... ......... ........ .... .. ... .... ... ....... .... ......... 86 
Local.. ..................... ... ........ ................... .. ........... .. .... ...... ... ........ ....... .... ....... . 86 
Editor. .... ........ ... .. .. ..... ...... .. ...... ...... ... .. ........ .................... ....... ....... .. ..... ..... ... 87 
Data....... .. ...... .. .............. .... .... ... ............. ... .. ... ..... ..... .. ... ...... .. .... ....... .... .... .... 88 
Descrição física ..... .. ......................... ... .................... ... ......... ..... ..... .... ..... . ....... 89 
Observação .. . . . . .... . . .. .... . . . . .. .. . . . . ... . .. ... . . . . .. ... . ... . .. . ... . . . .. ... . . .. .. . . . . . . . . .. ... . . . . . . . . . .. . . . 90 
Séries e coleções ... ............ .. ... .. ... .... .. ...... .... .... .... ... ... ....... .... ..... ... ................. 91 
Ordenação . .. ... .. . . . . .... .. . . ... . .. . . . . . . . . .. .. ... . . . . . .. .. . .. ... . .. . . ... . .. . . ... .. . . . .. . . . ..... .. . . . . . .. . .. .. . 92 
Traduções ....... .. ..... ..... ... ... .. ..... .. .. .................... .. ..... ........ ......... ..... ... ...... .... .. .. 94 
Referências .... ........... ... ..... .. . :.... ..... ... .. ................. .. ............ ....... .... ... .. .... ..... ... 95 
Documentos referenciados no todo ..... .... .. .. ... .. .... .. . .. . .. ... .. .. .. .... .. ............... 95 
Livros, monografias, guias, folhetos ...... ...................... ... ....... .. .. ...... .... ... 95 
Com um só autor ........................... ...... ... ................. .. ....... ..... .. .. .. .. ... 95 
Com dois autores ... ... ..... ........ ..... ...... .. . .. .. .. .. .. . .. .. ..... .... .. .. . .. .. .. .. .. ... .. 95 
Com três autores .... .. ................................... ...... .... .... .... ................... 96 
Com mais de três autores ... .... ...... ......... .... .. .. .... .. ... ... .......... .... ... .. . .. 96 
Teses, dissertações e trabalhos de conclusão de curso ...... .. .......... .... 96 
Relatórios de estágio ou de pesquisa ................. ...... ..... .... ..... ..... .. .. ..... 97 
Manuais, catálogos, almanaques .... ...... .... ... .... .... .... ... ............. .... ........ 97 
Dicionários (no todo), enciclopédias (no todo) ... ................. .. .......... ... .. 98 
Coleção de revistas e periódicos .. ...... .. ..... .... . .. .... .. .. .. .. .... .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. 98 
Legislação: emendas constitucionais e textos legais 
infraconstitucionais - lei complementar e ordinária, medidas 
provisórias, decretos em todas as formas, resolução do Senado 
Federal - normas emanadas das entidades públicas e privadas -
ato normativo, portaria, resolução, ordem de serviço, instrução 
normativa, comunicado, aviso, circular, decisão administrativa ....... ... 98 
Jurisprudência: acórdãos, decisões, súmulas, enunciados e 
sentenças das cortes ou tribunais .. ................... ..... ..... .... ................. . 99 
Anais, recomendações de congressos, seminários, encontros .. ........ .. 100 
Trabalhos apresentados em eventos (congressos, seminários, 
encontros, conferências, palestras e assemelhados) ..... ........... .. ...... 1 00 
Constituições .. . . .. . . . .. . . . .. .. . . . .. . .. . . ... .. . .. .. .. . ... .. . . .. .. . . . . ... . . . . . .. .. . . .. . .. . . . . . .. . .. . . . 1 01 
Publicações de órgãos governamentais, empresas, associações, 
entidades e instituições coletivas .......... ......... ....... ........ .. .......... .. .... 101 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico Furasté Furasté 9 Normas Técnicas para o Trabalho Científtco 
Separatas .. ... .. ........... ...... ... ... .. ......... ... .... ..... ... .. ..... ....... ... .. ... .... ....... .... 101 Referência em meios eletrônicos . . . . . .. . . . ... .. .. .. . .. .. . . .. .. . . . .. . .. . . .. . . . . .. . . . .. .. . . . 115 
Documentos referenciados em parte . . .. .. . .. . . . .. . .. . .. .. . . .. . . . . . .. . . . .. . . . . . . . . . .. .. . .. . . 1 02 
Capítulo, ou parte, de livros, separatas, teses, monografias, 
Arquivos em disquetes .... ............... ... ... ..... ....... ... .. ............. ... ... .. .. ... ..... 115 
CD-Rom ....... .... ...... .. ............... ...... ...... ....... .. ... .... ... ...... ......... .. ....... ....... 115 
dissertações, foi h e tos . . . . .. .. . . . . . . . . .... .... .... .. . .. . . ... .. .. ....... .. .. ... . . .. . . .. . ... ... 1 02 Referência on-line- internet ... .......... ............... ................. ... .. .. ....... ... .. . 115 
Parte sem indicação do autor ... .... ...... ......... ..... ...................... ...... .. .. 102 Documento no todo . .. .. . .. .. . .. . . .. . . . .... ......... .. .. . .. . .. ..... .. .. . ... . .. .. . .. .. .. .. ... . 116 
Parte com indicação do autor .................... ...... .......................... ... .. .. 102 Documento em parte .... .... .. .... ...... ... ...... ... ...... .. .. .... .... .... .. ..... ........... 116 
Parte em que o autor é o mesmo da obra ... ... .. .. .... ..... .. ........ ... ........ 103 Artigo ou matéria de revista . . . . . . . . . . . . .... .. . .. . ........ .. .. .. . . .. .. .. . .. .. .. . . . . . . .. .. . 116 
Obras publicadas com mais de um volume, tomo, etc. ............... ......... 103 
Artigos em revistas ou periódicos ..... ... ....... ..... .... .. .... .............. ..... ........ 1 03 
Artigo ou matéria de jornal ...... ..... ........ ........ .. ....... ... ... .... ................. 116 
Verbete de enciclopédia eletrônica .. ...... .......... ... ...... .... ............... .. ... 117 
Com Autoria explicitada .. ... ..... .. .. ...... .... ...... ... ... ..... .... .... .... .... ......... .. 103 
Sem Autoria explicitada . .. .. . . ... .. .... ... .. . ....... .... .. .... .... .... ... . . .... ..... ... .. .. 104 
Blog .. ... ...................... ... ............... .. .. .. .... ... ... ..... ...... ..... ....... ..... ..... ... . 117 
Homepage . ... .. . . .... .. . .. . . .. . .. . . . .. . . . .. ... ... ... ... .. . .. .... .... .. ... . ... . . .. . .. . .. . . . .... ... 117 
Número especial de revista ou periódico .. ....... ... ................. ........ .......... 104 E-mail ...... .......... ..... .... ................... .... ... ... ... ... ..... .. ......... ...... .. .... ... .... 117 
Fascículo de revista ou periódico ....... ... ... ... ...... ...... .... ....... ...... ... ..... .. ... 104 
Artigos em jornal, suplementos, cadernos, boletim de empresa ... ....... 105 
BBS (Bulletin Board System) .... .... . ........ .. .. .. ..... ... ... ...... ........... .. ... .... 118 
Trabalho apresentado em evento .. ... .......... ................ ... .... ..... .... ...... 118 
Com autoria explicitada .... ............ .. .... ........ ...... .... ....... ... .. .. ..... ..... .... 1 05 Documento jurídico .... ... .. .. .... .... ....... .... ... .. .... .. .... .... ... .. ... .... .. .. .. ... .. .. 118 
Sem autoria explicitada ......... .. ................... .......... .... ..... ..... ... .. ...... ... 1 05 Documento de acesso exclusivo em meio eletrônico ... ... .. ... .... ... ..... 119 
Trabalhos publicados em anais de eventos .. ........ ..... ........... ..... .... ....... 105 FTP(file Transfer Protocol) .... ........ .. .. ... .. ... ...... ..... ... ....... .. ... .. .... ....... 119 
Enciclopédias .. . . .. . . . . . . .... .... ..... ... . . .... ..... .. . .. .... ... .. .. .. . ... . ... . ... . . ... .. ..... ... . . . 1 06 Base de dados . . . .. . .. . . .. . .. . .. ........ ... . .. . . .. .. ... .. ... . .... .. .. . ... . .. . .. . .. ... .. . . .... .. 119 
Dicionários ....... .... .. ................. .. ..... .......... ......... .................... .. ... .. .. ..... .. 106 
Outros tipos de referência . . . .. . . . . .. . . . . .. . . ... . . ...... .. . . . . . . . . . . .. . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . .. . .. . . . . 1 06 
Aspectos gráficos relevantes . . . . .. . . ... . ... .. . . .. .. . .. . ... .. ... . . . .. . . ... . . . . . . ... .. . . . . .. . . .. . . . ... . . . 120 
Entrevistas, relatos, palestras, debates, conferências ... ... ... .... ... ...... .. .. 106 27 RELATÓRIO DE ESTÁGIO .... ... .... ... .. ......... ...... ............... ... ... .... ...... .. ......... .. 121 
Orais - ao vivo ou em gravação ........ ... .. .... . .. .. .. .... ..... ... ......... ..... ...... 106 Elementos pré-textuais ... ........... .. ....... .. ..... ...... .... .. ...... .... ........... .. .. ................ 122 
Impressas ........................ ... .. .. ... ... ........... ... .... .... ..... .. .... ...... ...... ..... .. 107 Capa ........ ... ........ ............... ... .... ....... .. ........ ........ .. ... .... .. ... .. ..... ................ ... 122 
Programas de rádio e televisão ..... .. ... ............ .. ... .... ....... ... ... ..... ... .. ...... 107 Lombada ... .. ............ ........ ... ... ........... ...... ...... ... ... ... .... ....... .. .. .. ... ....... ..... .. .. . 123 
Gravações em discos, fitas cassete ou CO .. ... .... .... .. ..... ... .. ... ... .... ... ..... 108 Folha de rosto .. .. .... ..... .. ........ ..... ..... ... .... ..... .. .... ........ ...... .. .... .... .... ..... ..... .. 123 
No todo ... ... ..... .. .... .... .. .. ... ..... .. .... .... ... ... .... .... ....... ... ....... ..... .. .. ..... .... 108 Errata ....... ......... .. ... ..... ............... .... ............... .. ..... ...... .. .. ......... ........ .......... 124 
Em parte .. . . .. . ... . . . . . .. .. . . .. .. . . . .. . . . . . .... .. .. . .. .. . . . . .. .. .. . .. . ..... ... . .. .. . .. . . . . . ... . .. . 1 08 Agradecimentos ... ... ..... ....... ... ............ .... ... .... ... ... ............. .... .... .. ...... ......... 124 
Gravações em fita de vídeo .. .... ... .... .. ........ ....... ..... ... .... .. ..... ...... .. ......... 108 Listas ....... .. ........... .. .. .. .. ... .... .. .... .................... .... ......... .... .... ... .............. .... . 124 
Catálogos .. .... ..... ....... .... ... .... ..... ...... .... ...... .... ..... ........ .. ...... .... .......... ... . 109 Sumário .... ... ....... ..... ... .... .. .... ....... ..... ...... .. .. ... ............. .. ...... .. .... ... ............. 124 
Bíblia ...... .. .... .... .... ......... .... ...... .. .... ..... ..... ..... .... ... .. ... ... ... .. ... .... ... ....... .... 109 Elementos textuais ........ .. ..... .. .... ... .... ... ... ..... .... .... ..... .......... .... ... .... .... ...... .. ... 124 
No todo .. .... ............ .. ...... .. ........ ........ ..... .... .. .. ... ..... .. .. .. .. ... .... ..... .... .. 109 Introdução .. ....... .... ... .... .... .. .... ..... .......... .. .. .... ....... .. .. .... .. .. ... ....... .......... ..... 124 
Em parte .... ........ .... ...... ....... .. .. ......... .... .... .... .... .. .. ...... ... .. .. .... .... .. .. ... 109 
Atas de reuniões ....... .. ... ... .. ........... ...... ... .......... ...... ... .. ... .. ................ .. .. 109 
Apresentação da instituição .. .. .. ...... .... ............ .. .... ....... .. .. ... ... ........ .... .. ..... 124 
Desenvolvimento ........ ......... ....... .. ...... ....... ..... .... .. ....... ... ... ....... .............. .. 125 
Manuais ...... .. .... ....... .... ... ..... ... .. ............. .... .... .. .. ......... : .... ... : ..... .. .......... 11 O Conclusão .. ........ ..... .. ...... ... .. .. ... .. ... .. ... ... .. ... ..... ... ....... ...... ... .............. ........ 125 
Resenhas, recensões . . . . . .. .. . . ... . . . . .. .. ..... .. .. . . . . .. ... . ... .. . ... . ... . .. . . . .. ... . . . ... . . . . 11 O Elementos pós-textuais ........ ... .. .. ............ .... ...... ....... ............ ......... ... ... ..... .... . 125 
Patentes . .. . . .. . . . . . . ... .. .. . . ... . . .. .... ...... .. . . .. . ... .. ... ... ..... .. ... .. .... ... ... .. . . . ... . . . . . . . 11 O Obras consultadas ....... .... ... .. ........... .. .......... .. ... ........ ... ... .. ... ..... ...... .... .... .. 125 
Documentos cartográficos (mapas, atlas, globos, fotos aéreas) ... ....... 11 O Apêndices .. ... ..... ...... ....... .. .. ... .... ... .. ... .. .... ... ..... ....... ..... ...... ..... ... ... ... .... ..... 125 
Bulas de remédios ...... .... .. ... .................... ....... .... ... .. .......... ... .......... .. .... 111 Anexos .. ... ........................ .. ....... ........ ....... ..... .... .. .. .... ... .... .. .... ... ........ ....... . 125 
Cartões postais .. ....... .......... .. ... .... ......... .. .. ... .... ......... ........ .. .... .............. 111 Configuração do relatório . . .. . ... . .. . ... .. . . .. . ... . ... . . . . .. .. . . . . . . . .. .... .. . .... . . . .. .. ..... .. .. . . . . . 126 
Cartas, telegramas, corresponências .. ..... ... ... ..... .... . ..... ........ ........ ....... 111 
Filmes- videocassete, longa metragem ou OVO .... .... ... ........ .. ..... ....... 112 28 RELATÓRIO TÉCNICO E I OU CIENTÍFICO .. ... ... ..... ....... ..... ... .... ............ .... 127 
Workshop -com autor declarado ou sem autor declarado ..... .. ..... .. .... 112 Capa .. ...... .. ......... ..... ..... .. ..... .. ... ..... ..... ....... .... .... ................. ..... ... ... ... ..... ....... . 128 
Fotografias . . .. . .. . . . .. .. . . ..... .. .. .. . . . .. . .. . ... . ... . . .. . . .. .. .. . .. . ... .. ... . .. . . ... . .. . .. . . . . .. . .. . . 112 Lombada ... ... . .. .. .. . .. . ... .... . .. . . .. . ... ... .. .... .. .. . ... . . .. . ... . .. . .. .. .. ... . .. .. ... .. .. ........... ... .. . . 129 
Mapas e globos . . . . . . . . . . . .. . . ... . . . . .. . . . . .. . . .. . ..... . .. . .. ... ... .. ...... .. . ... . . ... . . . . .... . . . . . 113 Folha de rosto .... .... .. .... ...... ...... .. .... ...... ..... ....... .... ... ... ..... .... ...... .... .. ..... .... ..... 129 
Bibliografias ............ ... ..... ... .. .. ........... .... ... ........ ............ ... .. ... .... ..... ........ 113 Verso da Folha de rosto .... .. .. .. ..... ........ .. ....... ...... ... .... .... ...... .. ........... ... .... ... .. 129 
Biografias . . . .. . .. . . . . . . . . . ... . . . . ... . . . .. . . . . . . .. . .... ... .. .. .. . . . .... ... ... . . . . . .... .. .. .. . . . . . . . . . . . 113 Errata ..... ....... ................. ......... ..... ....... ... .. ..... .......... ..... .............. ......... .. ... ... ... 129 
Microfichas .... .. ... .... ... .... .. ... ........ ...... ..... ... .............. ...... .. .......... ... ...... ... 113 Numeração de volumes ... ......... ... ... ...... ... ........ ... ... .. ........ .. .... ...... .. ... .... .. ... .... 129 
Microfilmes ...... ................ ... ... .. ... .... .. .. ........... ... ... ....... ... ...... ..... ...... ..... . 114 
Informações verbais ... ..... .... .... ..... .. .. .... ... ... ... ... ...... .. .. .. .. ... ....... .... .. .. .... 114 
Numeração de partes ... ...... .... ... ... ..... .... .... ... ...... ...... ... .... .... ...... .................... 130 
Numeração das páginas .... ... ...... ..... .......... ..... .... ...... .... ... .... .......... ... .. ........... 130 
Referências a documentos em meio eletrônico e internet ........ ...... ... ....... 114 Titulas sem indicativo numérico ............. .... .... ..... .. ... ..... ..... .. ........... ..... .. ....... 130 
Nonnas Técnicas para o Trabalho Científi co 10 Furasté Furasté 11 Normas Técnicas pa:ra o Trabillho Científico 
Notas de rodapé . .. . . . . ... . .. . .. . .. .. . . . . .. . . .. .. . . .. .. . . . .. ... . . . . .. . .. . . .... . .. .. . . . . .. . .. ..... . . . .. . . . . .. 131 Expressões e pronomes de tratamento .......... .......... .. .. .... .... .. .. .. .. ... .. .. .. .. .. ... 185 
Siglas ....... .. .. ................ ... .... ... .. ... ... ... ..... .. .. ...... .. ..... .. .... .... ... ...... .. ....... ...... ..... 131 Plural de nomes compostos .... .... .. .. ......... .... .......... ...... .............. .... ...... .. .... ... 187 
Prefácio (ou apresentação) .. .. .. .. .... .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .... .. .. .. .. .. .... .. .. . 131 Substantivos ..... ... .... .... ......... ... .. .... .. .. .. ..... .... .. .. ..... ...... ..... ...... ..... ..... . ... ... 187 
Resumo ......... .... ...... .... ....... .. ... .. .... ...... ...... ... .... ...... ... .............................. ... .. . 131 Adjetivos ......... ...... ..... .... ..... .... ... .. ..... .... ......... .. ..... ...... ......... ...... ... ..... ...... 188 
Listas ..... ... ........ .. .. ......... ......... ..... .... .... ......... .... ............ ... ..... .... ............ ... ...... 131 Crase ... ............... ... ..... .. ..... .... .................... .. .. ........ .... ........... .... ........ ............ 189 
Sumário . . .. . . . . . . .. . . . . .... .. .. . ..... . .. . .. .. . .. . . . ... . . .. .. ... . .. . . . .. . .. . . . . . .. . . ....... ... . ... . .... . . . .. . . ... 132 Este I Esse I Aquele .... .. .... .. .......... ...... .. .. .. .. .. ...... .. .. .. .... .. .......... .. . .. .. .. .... .. .... . 192 
Formatação ... .... .. ............ ........... ... .... .... ... .. .......... ........ .. .. .. .. .......... ......... ...... 132 
Introdução .................... ... .... ....... .. ............ .. ........ ...... .. ... ..... .... .... .......... .... ... .. 133 
Desenvolvimento . .... . .... ..... ... . .... . .... .... . . ... .. .. .... .. . . . . . .. .. .... . ... . . . . . .. . . . .... . . ... . . .. ... . 133 
Uso do hífen .................. .. ........ ........ ... .. ........ ........... ........ ....... . ....... ......... ..... . 193 
I -Conforme as regras anteriores ao Acordo Ortográfico .... .. .......... .... ...... ... 193 
11 - Conforme as novas regras do Acordo Ortográfico .. .. .. .. .... .. .... .... .... .... .. .. 196 
Conclusões ou recomendações ...... ........ .. ............................ .. .............. .. ...... 134 
Referências bibliográficas ... .. ....... ... ........ .. ..... ........... ................... ...... ........... 134 
Apêndice(s) ........ ........ .. ... .. .......... .. .. .. ........... ...... .... ...... .. ..... .. ................. .. .. ... 134 
Anexo(s) .... .................... ... ................ ............ ...... ....... .. ... .... .. ............ ....... ...... 134 
Agradecimentos ...... .. ... ....... .... ... .. ... ..... ..... ... .... ................... ....... .... .... ..... ....... 135 
Orientações ortográficas . . .. .. . . . .. . .. ... . .. . . . ... . .. .. . . ... . . . . . ..... . .. . . .. . . . . .. .. .. . .. . . . . . ... .. . . . 200 
Separação silábica .. . . .. .. . . .... . . . .. . .. .. .. . .. . .. .. . . .. .. . . ... . . . . . . ...... .. . .. .. . . .. .. .. . .. . . . . . .. . . .. . . 203 
Por que I Por quê I Porquê I Porque ..................... ...... ............... .. .... .. .. .. ...... 204 
Uso da vírgula e do ponto-e-vírgula ............ .... ......................... .. .. .. .......... .. .. . 205 
Gentílicos brasileiros .. .... .. .. .... ................. .. ....... .... .... ... ..... ... ......... .. ..... .. .... .... 207 
Ilustrações .... ... ... ... ... ... ... ..... ...... ....... ... .. .... .......... ..... ...... ..... ...... ... ..... ............ 135 
Tabelas ... .. ...... ............ .... ... ........................ .. ........ .... ..... ... ....... .. .... .. ..... ...... .... 135 
Abreviaturas ... .. ... ..... ............................... ........ ..... ..... .................. .. : ... .... ... ..... 208 
Algumas abreviaturas muito utilizadas .. .... .. .. .. .. .. .. .. .. .. ...... .. .. .. .. .............. ...... 209 
Glossário .. . .. . ... . . . ... .. . .. .. . . . .. . . . .. . .. .. . .. .. . . . .. .. .. . .. ... . . . . .. . .. . ... ... . .... . . . .. . . .. . . .. . . . . .. .. . ... 135 Grafia dos numerais .. .. .......... .... .. .. .................. .. ........... .. ............... .. .............. 211 
Índice ....... .. .................................. .... ... .. .. ....... .... ..... .... .. ................................ 135 Abreviatura dos meses .................... ........ .. ........ .... .............. .. .. .. .... .. ............ . 215 
Formulário de identificação ........ .... .. .. .... .. .......................... .. .. .. .... ...... .. .. ....... 136 
34 RAPIDINHAS GRAMATICAIS .... .......... .. .. .. .............. .... .......... .. .... .. ............ .. . 215 
29 PROJETO DE PESQUISA .............. .. .............. .. ............ .. .... .. ...... .. ...... .. .. .. ...... 138 1. Acerca de I a cerca de I cerca de I há cerca de .. .. .. .. .. .. .. .. .... .... ... 215 
Capa ..... ...................... ......................... ......... ..... ..... .. ....... ...... ............ .. ........ .. 139 2. Adequar .. ............ ....... ........... .. .................. .. .................... .............. 216 
Lombada . .. . . ... . . . ... . ... .... ........... ... .. .. ... . . . . . . .. .. . . . .. . . . . . . . . .. . . .. .. .. . . . . ... .. . . .. . . . .. . . . . ... . . 139 3. Afim I a fim .... ...... .. ............ .. .... .. .. .... ........ ...... .... .. ..... .. .. .. ...... .. ....... 216 
Folha de rosto ........... .. .. ..... ... ..... .... ..... .. .... .. ....... ......... ......... .. ... ..... ...... ... ...... 139 4. Ambos I ambos os .. .......... .... .. .. .. ........ .... ................ .. .... .. .. .... ...... .. 216 
Introdução .. .. .. ....... .. .. .... .... ..... .. .......... .. .......... ... ....... ............. .. .............. .. ...... 140 5. Anexo ..... .. ....... .. .... ... ... .... .. .. .. .. ..... ...... ...... .. ..... ... ........ ... .............. . 216 
Desenvolvimento ...... .... ... .. ......... .. .... .......... .... ..... .. .. .. ........ ........... .. .......... ..... 142 6. A nível de .......... .... .................. .. .. .. .. .. .... ................ .... .. .. .. .. ........ .. .. 216 
Elementos pós-textuais ... ........... .. ... .. ..... .... ... ... ........... .... ... .. .. .. ...... ... .. .... .. .... 143 7. Anti-inflamatório ... ......... .. .... .. ............ ........ ... ... .. ...... ... ... ................ 217 
Pré-projeto ..... ... .................... ........... ............. .. .... .............. .. ... .... ...... .. .. .. ........ 143 8. Ao encontro de I de encontro a ........ ........ .... ........ .... .... .... .. .. ...... .. 217 
Configuração do projeto .......... .. .. .. .............. .... ............ .... ....................... ....... 146 9. Ao invés de I em vez de ........ .. .. .... .. .. ..................................... .... .. 217 
1 O. Aonde /onde ............ .. .............................. .. .............. .. .. .... ............ . 217 
30 ARTIGO CIENTÍFICO ("papel'') .... .. .... .. .... .. ........ .. .. .... ...................... ... -.. .. .... 147 11 . À-toa I à toa ............................ .... .. ..................................:~ .. ~ ...... .. 217 
Elementos pré-textuais ..... ............... .. ... ..... ... ............ .... .... ... .. ....... ... ....... ... .... 149 
Elementos textuais ....... ............ .. ... .. .... ... ... .......... .......... .... .. ...... .. ... ... ..... ....... 149 
12. Bastante I bastantes ...................... .... ........ ........ .... .. .... .. .. .. .... ....... 217 
13. Colaborar I corroborar ............ .. .... .. .. .. .... .. .. ...... .. .. .. .. .. ...... .. .. ........ 218 
Introdução ....................... ... .. .... ................ ....... .. .... ........ .. ................ ..... ...... 149 
Desenvolvimento ...... .. ... .. .. ....... .. ..... ......... ....... ...... .......................... .. ......... 150 
14. Competir I eu compito .......... .. .............. .. ........................ ....... .... .... 218 
15. Conjuntura I conjetura I conjectura .... .. ................ .. ........ .. ........... .. 21 8 
Conclusão .. ................... ........ ... ........... ... ...... .... ......... ... ........ ................ ... ... 150 16. Decerto .... .... .. .. .. .... .. .... .. ...... .. ...... .. ........ .... .. .. ............... .. ...... ...... .. 218 
Elementos pós-textuais ......... ........ ... .............. ... .............. .. ....... ............ ... ...... 150 17. Dentre I entre ............ .. ........ .. .. .. .. .. .......... .. .......... .. ........ .. ........ .... .. 218 
Configuração do artigo .................... .......... .. ........ .... .......... .. .......................... 152 
Estrutura resumida do artigo .. ... .. .. . .. .. ...... .... .. .. .... .. .. .. .. .. .. .... .. .... .. .... .... .. .... .. .. 153 
Exemplo de artigo (início) ........... .... .. ...... ........ ................... .... ... ... ..... .. .. .. ... ..... 154 
18. Deparar ...... .. ......... ... ................... ........ ... .... ................... .. ............ .. 218 
19. Dia a dia I dia-a-dia .............................. ...... .................................. 218 
20. Em face de I face a I face ao .. .... .. .. .. .......................... ...... .. : ...... .. . 219 
21 . Entretanto I no entanto ........ .. .... .... .... .... .... .... .. .. ........ ... ... .. .. .. ....... 219 
31 BAÚ TIRA-DÚVIDAS .... .... .... .. ........ .. .. .. .......... .. .... .. ....................................... 155 22. Estresse I stress ........ .. ...... .. ............... .. .... .... ...... .... ......... .. ...... .. ... 219 
23. Faz cinco ...... .................... ... ...... ... ....... ...... ... .. ..... ....... .. .. .. ............ 219 
32VOCABULÁRIO BÁSICO .. .. ................ .. ...... .. .... ...... .... ... .... ...... .... .. .... .. .. .... ... 159 24. Fim de semana ................ ........ .. .... .......... .... .... .. .... .... .. ...... ..... .. .. .. 219 25. Frente a frente .. .. .................. .... .. ...... ...... .. .... .. .. .. .... .. .. .. .... .. .......... 219 
26. Há .. . atrás .............. .. .......... .. .. .... .. .... .. ........ .... .. ...... .. .. .. .......... .. ..... 219 
33 PRONTO-SOCORRO GRAMATICAL ...... .. .... .... .................. .. ............ .. ......... 182 
Nova acentuação gráfica .. .. .. .. ................ .... .. .. .. .. .. .. .. .... .. .. .. .. .. ...... .. .. .. .. ......... 182 
Regras de acentuação gráfica antigas .............. .. ...................... .. .. .... .... .... .... 184 
27. Habeas corpus ........ .. .. .. ............................ .. ........ .... .. .. .......... .. ..... 219 
28. Havia I haviam, Houve I houveram .... .. ...... .. .. .. ........ .. .. .. ........ .. .... 219 
29. Hora extra I horas extras ........ .. .... .. ...... ........ .............. .. ................ 219 
Algumas abreviaturas latinas muito usadas e sua tradução .. , .. .... .. .. .. ........... 185 30. Horas I h ............ .. .. ...... .......... .. .... .. ...... .... ........ .... ........ .. ............... 220 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 12 Furasté 
31. Incerto I inserto .. ...... ...... .......... .......... ...... .... ........ .... ...... ... ..... ... .... 220 
32. Inexorável .. ... .... .... ...................... .... ... ...... ......... .... .. ... ... ... .. ........... 220 
33. lnobstante I Não obstante ...... ... ......... .. .. .................... ............. ...... 220 
34. Ir a I ir para .............................. ..................................................... 220 
35. Item I itens .. .. ............. ........ .... .. ...... .... ..... ...... ..... .. ....... ...... .. ....... ... 220 
36. Já ... antes .. .. ... ... .. ... .... ..................... .... ........ ... .. ...... .. .. .. ...... ... .... ... . 220 
37. Já ... mais .. ........... ....... ..... .. .. .. ... .. .. .... .......... ... ............. ....... ...... ..... . 220 
38. km .... .. .......... ............ ...... .......... .... ... ..... ....... ..... ...... ...... ... .............. 220 
39. Mandado I mandato .. ........ .. .................................... ... ........... ....... . 221 
40. Meio I meia I meios I meias .. ..... .. .... ... ......... .. ... ...... .. .. ........... .. ..... 221 
41. Meritíssimo .... ........ .... .... ........... ....... ... ............ .. .. ........ .. .. ........... ... 221 
42. Mesmo I mesma .............. .... ......................................................... 221 
43. Morar .... ..... .... .... ........ .... ... ........ ........ ...... .. .................. .. ........ .... .. .. 221 
44. Muito que fazer I muito o que fazer ..... ....... ........ .. ............ .. .. ........ 221 
45. Nada a ver ........................ .. .. ...... ......... ...... ..... .. .. ... ....... .... ............ 222 
46. Nenhum I nem um ......... ...... .... ..... .. ......... ... .................................. 222 
47. Página- abreviatura .. .. .... .... ... .......... ..... ..... ....... .. .... ..... .... ...... .. .... 222 
48 . Pôr I botar ................ ...... ....... .. ........ .. ... .... ... ...... .. .. .. .. .. .. .............. .. 222 
49 . Por causa de .. .................... .... .. .. .. ......... .. ...... ............... .. .... ...... .... 222 
50. Porcentagem I percentagem .... ...... .. ............. .. .. .... .. .. ................. .. 222 
5'1. Por ora I por hora .... ...... .. .. ............ ........... ....... ... .. ................... ..... 222 
52. Portuguesmente ............ .. ............ ... ............ ......... .. .. .... .. .......... ..... 222 
53. Preestabelecer ............. ... ......... ..... ............... ........ ....... ... ...... ... ..... 223 
54. Reaver ..... ............. .... .. ... .... .... .. .. .. .. ..... ...... .... .. ............ ... .... .. .. ... .. .. 223 
55. Recorde ... .... ... ........ ...... ...... .... .......... ............................................ 223 
56. Reivindicação ...... ... .... ... ... .. ... .. ... ................... ... ..... .. ... ......... ..... .... 223 
57. Rio-grandense .... ......... ..... ...... ............... ................... .. ... .. .......... ... 223 
58. Sucinto I suscitar .. ...... ............ ..... ..................... ............ ................ 223 
59. Supérfluo ..................... .. ... ... ........... ...... ..... ........... ... ... .. ... ..... ........ 223 
60. Tão pouco I tampouco ...... .. .. .. ... .... .......... .. .... ........ .... ... ................ 223 
61. Ter de I ter que ............ .... .. ... .... ........ .. .......... .. .. ........ ........ .. .. ........ 223 
62. Todo I todo o ...... .... ...... ........ .. .......................... ......... .... .. .. ...... ..... 224 
63. Torácico ...... ........ ......... ...... ....... .. .. .. .... .. ... ............... ............ ... ... .. .. 224 
64. Tu e ele ireis I tu e ele irão .. .... .. .. ...... .. .... .. .... .. .. ...... .. .. ........ ...... ... 224 
65. Ultravioleta ....... .. ........ .. ... .... ... .. .... .. ..... ....... .. .. ... ..... .. .... ... .. .... ... ... .. 224 
66. Um dos que ......... .... .... .................... .... .. .... ............ ... .. .................. 224 
67. Vimos I viemos .. .. ......................................................................... 224 
68. Xampu . .. .. . . . .. . .... . . .. . ... . . .. .. .. . ... .. .. .. .. . .. . . .. .... .. ... . . . . . .. . . . .. . ... . . .. . . . ... . . .. . 224 
69. Xerocar I xerografar ...... ...... ....... ..... .... .. .. ... ........... .... ....... .. ....... .... 224 
70. Xerox I Xérox .............. .. ..... .. ............... .. ...... .. ..................... .. ......... 224 
NORMAS DA ABNT CONSULTADAS ................. .. .... .. .... .. .. .. ....... ........ ... .... ...... 225 . 
POSFÁCIO ....... ........... ............. .. .... .. ........ .. ... .... ..... ....... ...... ................................ 226 
Post-scriptum .. ... ... ... ........... ...... ....... ... .. ......... .. .... ........ ...................... ... .. .. .. .. 227 
ANEXO A- NORMAS DE VANCOUVER ... .. ... .. ... ................................ ........ ..... 228 
ANEXO 8- RESENHA ........ .. ............. .. ........ .... .. .. .. ...... .... .. .. ...... .. .... .. .. ...... .. .. .. .. 231 
Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 13 Furasté 
INTRODUÇÃO 
No Brasil, desde 1940, o fórum nacional responsável pela 
Normatização,1 especificação técnica que descreve as regras , linhas de 
orientação ou características mínimas de determinados produtos ou 
serviços, é a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A ABNT 
possui vários Comités Nacionais, dentre eles, o CB-14 - Finanças, Bancos, 
Seguros, Comércio, Administração e Documentação, que normatiza, 
entre outras coisas, a formatação dos Trabalhos Científicos 2 e de outros 
documentos. 
Uma de nossas principais metas , neste livro, é tomar mais fácil e 
menos confuso o esforço que os estudantes ainda precisam fazer para 
formatar seus Trabalhos Científicos, elucidando as principais dúvidas e 
apontando alguns caminhos. Embora a Intemet traga muitos dados, 
explicações e exemplos, é preciso ter cuidado, pois muitos deles estão 
desatualizados, defasados ou absolutamente errados. 3 
Outra de nossas metas é propor o estabelecimento de uma 
uniformidade de emprego entre as diversas Instituições de Ensino, já que 
ela ainda não existe, quanto às exigências a serem feitas relativamente á 
formatação e à apresentação técnica dos Trabalhos Científicos. Procuramos, 
para isso, explicitar algumas das orientações a serem seguidas para a 
formatação e a apresentação, especialmente de teses, dissertações, artigos 
científicos , projetos, monografias, trabalhos de conclusão de curso, relatórios 
e outros. 
Necessário é que se chame a atenção para o fato de que alguns 
professores e orientadores, de algumas instituições, estão seguidamente a 
exigir de seus alunos e orientandos trabalhos dentro de n ormas oriundas de 
diferentes fontes, misturando dados de normas cientificas intemacionais e 
de diferentes normas da própria ABNT, com as normas específicas para um 
determinado tipo de trabalho: -Esse fato tem ensejado inúmeros dissabores 
e descontentamentos, tanto para os estudantes como para os próprios 
professores e orientadores que carecem de uma linha de ação única. 
Infelizmente, apesar de todos os esforços em contrário, temos 
acompanhado algumas Instituições que estabelecem manuais próprios, 
"inventando" normas de apresentação e formatação fora do preconizado 
pela ABNT, numa atitude em descompasso com o interesse de toda a 
comunidade acadêmica que sente a real necessidade de uma uniformidade. 
Chamamos a atenção, novamente , ao fato de que, para a elaboração e 
apresentação de livros e folhetos , artigos em jornais, fólderes e 
assemelhados, bem como revisão de originais e ou tros trabalhos 
característicos e próprios de determinadas especialidades , existem normas 
específicas e que fogem dos objetivos desse nosso livro, razão pela qual não 
as explicitaremos . 
Nosso intuito, por essa razão, é ajudar a traçar uma linha de ação 
única, dirigida especialmente para quem quer realizar um Trabalho 
Científico sério e rigorosamente dentro dos padrões oficiais brasileiros. 
1 Normalização ou normatização na Língua Portuguesa é a mesma coisa. São termos sinônimos. 
2 Assim são chamados os Trabalhos realizados dentro da metodologia que emprega Normas Técnicas. 
3 Evidentemente que a consulta direta às Normas da ABNT é o caminho mais indicado e mais recomendado. 
Normas Técnicas para o Traballio Científico 14 Furasté 
Desejamos que este livro consiga atingir seu objetivo que é o de divulgar as 
normas oficiais brasileiras e que venha facilitar a vida de toda a 
comunidade acadêmica. 
Assim, sempre à luz direta do que está preconizado pelas normas 
oficiais, as Normas Brasileiras de Redação 4 (NBR) da ABNT, 
estabelecemos, no inicio, as diferenças existentes entre as várias formas que 
pode assumir um Trabalho Científico. 
A seguir, apresentamos a estrutura dos diversos trabalhos; as 
exigências quanto a papel, digitação, paginação, espaços e margens das suas 
diferentes partes , sempre de acordo, repetimos, com o estabelecido pelas 
últimas normas da ABNT. 
A forma de referenciar as obras consultadas, a maneira de fazer uma 
citação e tantas outras dúvidas que nos assustam quando realizamos nosso 
Trabalho Cientifico são vistas após . 
Informamos, igualmente, que a ABNT promove periodicamente 
atualizações, cancelamentos e substituições em suas normas, 5 e que 
este livro já incorporou todas as havidas até a data de sua publicação, 
permanecendo, como sempre, ABSOLUTAMENTE ATUALIZADO. 
Na última parte do livro, trazemos um Pronto-Socorro Gramatical 
que mostra dicas e orientações de Língua Portuguesa, já devidamente 
ajustado com o Acordo Ortográfico.6 O objetivo é ajudar a resolver 
pequenos (e outros nem tão pequenos) entraves que se apresentam na hora 
da elaboração textual. Tratamos de assuntos como acentuação, pontuação, 
ortografia, uso do hífen, crase, vocabulário, uso dos porquês, grafia de 
numerais, emprego de expressões de tratamento, abreviaturas e muitos 
outros casos . 
Por derradeiro, em forma de Anexo, trazemos orientações sobre as 
Referências de Vancouver, normas restritas a publicações na área médica. 
Queremos, aqui, ainda, agradecer as manifestações de apoio e, 
principalmente, as colaborações e sugestões de alguns dos nossos estimados 
leitores , muitas delas vindas de distantes pontos desse nosso Brasil, e que 
foram (e continuam sendo) gradativamente incorporadas nas diversas 
reedições 7 deste livro. 
flui ÇJ~~ffwuzdE 
pedro@furaste.com.br 
pedrofuraste@hotmail.com 
pedrofuraste@yahoo.com.br 
4 Conferir as Normas da ABNT que foram consultadas para a elaboração deste li vro, na p. 225. _ 
5 Alterações especialmente ocorridas nas nonnas: NBR 6022, NBR 6023, NBR 6024, NBR 6027, NBR 10) 20, 
NBR 19719, NBR 15287 e NB R 14724, substituição da NBR 6026 pela NBR 6021 , além do cancelamento das 
normas NBR 10522, NBR 10523 e NBR 12899. As últimas alterações ocorridas foram em 11/01/2013 na 
NBR6027. Até a publicação desta edição, nada mais havia mudado. . . . . 
6 Acordo Ortográfico firmado entre os países de Língua Portuguesa - Aogo1a, Bras il , Cabo Verde, Gume-Btssau, 
Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe e que entrou em vigor em I" de janeiro de 2009. . 
7 As reedições e reimpressões de nosso livro ocorrem para que possamos mantê-lo sempre atualiZado. Elas se 
devem às atualizações e modificações promovidas nas diversas normas pela ABNT. Ver nota 5. 
Furasté 15 Normas Técnicas para o Traballio Científico 
1 DEFINIÇÕES 
Antes de tratar das Normas Técnicas para a elaboração dos trabalhos 
científicos,é preciso explicitar algumas definições de termos e expressões que 
serão utilizados neste livro. 8 Essa necessidade prende-se ao fato de encontrarmos 
definições diferentes na bibliografia disponível, muitas das quais contraditórias, 
o que sempre gera muita confusão entre alunos e professores. 
A própria Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) 
encarrega-se de desfazer a maioria das dúvidas que envolvem os termos, 
trazendo, em suas diversas normas, as defmições para eles. Sem entrar no mérito 
de cada uma dessas definições (não é esse o nosso objetivo), esclarecemos que 
serão utilizadas, neste livro, as acepções trazidas pela ABNT. Quando ocorre de 
a ABNT não trazer a definição, essa, então, será adotada com base no uso 
consagrado pelos diversos autores consultados, na tradição e pelo uso comum 
que delas fazem as diversas Instihlições de Ensino. 
a) TESE - Documento que representa o resultado de um trabalho experimental ou 
exposição de um estudo científico de tema único e bem delimitado. Deve ser 
elaborado com base em investigação original, constituindo-se em real contribuição 
para a especialidade em questão. É feito sob a coordenação de um orientador 
(doutor) e visa à obtenção do título de DOUTOR ou similar. 9 
b) DISSIEIRTAÇÃO - Documento que representa o resultado de um trabalho 
experimental ou exposição de um estudo científico retrospectivo, de tema único e 
bem delimitado em sua extensão, com o objetivo de reunir, analisar e interpretar 
informações. Deve evidenciar o conhecimento de literatura existente sobre o 
assunto e a capacidade de sistematização do candidato. É feito sob a coordenação 
de um orientador (doutor), visando à obtenção do título de MESTRE. 1o Trata-se de 
uma exigência do Parecer 977/65 do Conselho Federal de Educação. 
c) TRABAlHOS ACADÊMICOS e/ou similares: (Trabalho de Conclusão 
de Curso (TCC), Trabalho de Graduação Interdisciplinar (TGI) e outros) -
Documento que representa o resultado de estudo, devendo expressar conhecimento 
do assunto escolhido, que deve ser obrigatoriamente emanado da disciplina, 
módulo, estudo independente, curso, programa e outros ministrados. Deve ser feito 
sob a coordenação de um orientador. 11 
8 Para esclarecimento de outros termos, consulte o Vocabulário Básico que apresentamos na pág. 159. 
9 NBR 14724:2011 , item 3.32. 
10 NBR 14724:2011, item 3. 10. 
11 NBR 14724:2011, item 3.33. 
Normas Técniéas para o Trabalho Científico 16 Furasté 
d) PROJETO DIE PESQUISA- Documento que apresenta o plano previamente 
traçado para o desenvolvimento do trabalho final. A ABNT 12 define projeto como 
"descrição da estrutura de um empreendimento a ser executado" e projeto de 
pesquisa como sendo "uma das fases da pesquisa. É a descrição da sua estrutura." 
e) RELATÓRIO TÉCNICO e/ou CIENTÍFICO - Documento que descreve 
formalmente o progresso ou o resultado de pesquisa científica e/ou técnica. 13 O 
relatório técnico-científico apresenta, sistematicamente, informações suficientes 
para um leitor qualificado, traça conclusões e faz recomendações. É estabelecido 
em função e sob a responsabilidade de um organismo ou de pessoa a quem será 
submetido. 
f) ARTIGO CIIENTÍFECO - É parte de uma publicação com autoria declarada que 
apresenta e discute ideias, métodos, técnicas, processos e resultados nas mais 
diversas áreas do conhecimento. 14 
g) TIRAIBAII..HO ESCOlAR - Trabalho, normalmente, exigido sem qualquer 
compromisso com normas científicas. São resumos, sínteses, análises, recensões, 
questionários e tarefas de aula. 
h) MONOGRAFIA - Item não seriado, isto é, item completo, constituído de uma só 
parte, ou que se pretenda completar em um número preestabelecido de partes 
separadas. 1s É um estudo particularizado que se faz de um determinado assunto ou 
tema, ou de um conjunto de aspectos de determinado assunto ou tema. É o nome 
genérico que serve para diversos trabalhos científicos: Artigos, Teses, Dissertações, 
Trabalhos de Conclusão de Curso e assemelhados. 
12 NBR 15287:20 11, itens 3.13 e 3.14. 
13 NBR 10719:2011, item 3.20. 
14 NBR 6022:2003, item 3.3. 
15 NBR 6023:2002, item 3.7. 
Furasté 17 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
2 FOLHAS, DATILOGRAFIA/ DIGITAÇÃO 
PAPEl OFÍCIO 
A ABNT adota a chamada "Série A" para estabelecer os tamanhos 
padrões das folhas de papel. Essa série estabelece múltiplos e submúltiplos de 
tamanhos para papéis, a partir do formato padrão AO, que mede 84lrnrn x 
1189rnrn. A partir do corte do papel em seus diversos formatos, ternos as 
seguintes medidas, ou sejam, os seguintes tamanhos (formatos) de folhas: 
formato Al - 84lmm X 594mm 
formato A2 - 594mm X 420mm 
formato A3 - 420mm X 297mm 
.._____) formato A4 - 297mm X 210mm 
formato AS - 210mm X 148mm 
formato A6 - 148mm X 105mm 
formato A7 - 105mm X 74mm 
formato AS - 74mm X 52mm 
O chamado "PAPEL OFÍCIO", atualmente, é aquele que se apresenta no 
fonnato A4, ou seja, com 297mm x 210mm (ou 29,7cm x 21cm). 16 
Com a ah1alização da NBR 14 724: em abril de 2011, o papel a ser utilizado pode 
ser o branco ou o reciclado. 17 
É preciso ter cuidado especial quando da ocasião de se fazer cópias 
xerográficas, para que seja utilizado o mesmo tipo de papel e que se mantenha o 
mesmo tamanho, posto que algumas máquinas operam com folhas de tamanhos 
diversos, diferentes do padrão oficio, A4. 
Outro aspecto a se considerar é a espessura do papel, chamada de 
gramatura ou grarnagern, que deve ser a mesma no original e nas cópias. As 
grarnaturas mais utilizadas são as de 75g/m2 e 90g/m2. Sua especificação foi 
padronizada pela norma ISO 536. 18 
16 NBR 14724:20 11 , item 5.1. 
17 A padronização e controle das cores do papel reciclado ainda é um grande problema para a indústria do papel. 
Uma dificuldade importante, que se apresenta especialmente no Brasil, é o fato de que muitos dos papéis 
fabricados aqui possuem alvejante óptico em sua composição. Esse aditivo faz o papel "parecer" mais 
"branco", no entanto, quando analisado, fica evidente que, na verdade, o papel tende ao azul, pela ação do 
alvejante. No caso de papéis reciclados esse é um grande desafio, pois, apesar de todos os esforços da 
indústria papel eira para garantir a qualidade de produção, não se consegue o branco total. 
18 Ver gramatura no Vocabulário Básico, pág.l59. 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 18 Furasté 
DIGITAÇÃO 
A diaitacão de um trabalho científico deve ser feita em espaco LS . No 
o ' 
verso da folha de rosto deve constar a Ficha Catalográfica feita conforme o 
Código de Catalogação Anglo-Americano (CCAA2). 19 
A ABNT sugere que a digitação dos elementos textuais e pós-textuais do 
trabalho seja feita somente na frente (anverso), ou na frente e no verso das 
folhas, ou seja, o autor do trabalho pode optar por usar apenas um lado da folha 
ou usar os dois . 20 
Toda a impressão do trabalho científico deve ser feita na cor preta, 
podendo utilizar outras cores nas ilustrações.21 Os erros de digi_ta?ão, 
datilo!rrafia e/ou de impressão que, porventura, ocorrerem podem ser corngtdos 
"' ?? 
através de uma Errata. --
Há algum tempo, os computadores substituíram as máquinas de escrever na 
feitura de trabalhos científicos. Logicamente não há qualquer restrição quanto à 
continuidade do uso das máquinas, desde que a qualidade, as medidas, as 
margens, os espaços, a acentuação, os caracteres, a dimensão do papel (21cm x 
29,7cm), etc, sejam rigorosamente os mesmos ditados pelas normas da ABNT. 
TIPO DE LETRA (fonte) 
No computador, temos a chance de escolher o tipo de letra (fonte) a ser 
utilizado. Por se tratar de um trabalho formal, devemos ter bom-senso na escolha 
da letra. 
A ABNT não faz menção sobre qual tipo de letra que deva ser 
utilizado. São recomendadas, porém, (veja-se que recomendação não é 
obrigatoriedade) as letras: 
Times New Roman ou Ar i aiNo entanto, se não houver indicação contrária por parte da Instituição ou 
do Orientador do trabalho, algumas outras podem ser utilizadas, obedecendo 
sempre ao bom-senso, é claro. 
19 Ver mais informações no Capítulo 9- Ficha Catalográfica, pág. 37. . . . . 
2o A ABNT na NBR 14724:2011 , item 5. 1, apenas SUGERE, e sugestão não implica obngação- fica a cnteno 
do autor do trabalho acatar ou não a sugestão feita . Uma boa conversa com o orientador ou com o professor 
ajuda a fazer a escolha. 
21 NBR 14724:2011, item 5. 1. 
22 Ver mais informações no Capítulo 10 - Errata. pág 38. 
Furasté 19 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
TAMANHO DA LETRA (da fonte) 
Outra facilidade que os computadores nos oferecem é a escolha do 
tamanho da fonte, ou seja, o tamanho da letra. O tamanho da fonte tecnicamente 
é chamado de pitch. 
O pitch que deve ser usado num trabalho, recomendado23 pela ABNT, é 
o pitch 12 - para o corpo do texto; e o pitch 1024 - para as citações lonaas ?~ o ' 
notas de rodapé, paginação e legenda de ilustrações e das tabelas. _, 
Novamente chamamos a atenção para que se saiba que recomendação não 
implica obrigação. Mas, atenção, o tamanho das letras não é uniforme, ele varia 
de um tipo de letra para outro, não são todos iguais (veja na lista acima). Então, 
se optarmos por um outro tipo de letra que não seja Times New Roman ou 
Arial, devemos analisar seu tamanho e escolher aquele cujo tamanho mais se 
aproxilpe do indicado. Pode haver uma oscilação entre o pitch 11 e o pitch 14. 
E muito importante que se ressalte que, aos títulos de seções e subseções, 
não se deve dar qualquer tipo de destaque que se relacione com o tamanho da 
letra, isto é, não se deve aumentar o seu tamanho. 
SIGLAS 26 
Quando se fizer necessário o uso de siglas para amenizar o texto, deve-se 
colocar a forma completa do nome em questão e a sigla correspondente, entre 
parênteses, na primeira aparição. Nas demais oportunidades, usa-se apenas a 
sigla. Vejamos um exemplo: 
O trabalho deve ser digitado conforme as normas da Associação Brasileira de 
Normas Técnicas (ABNT) para ser considerado oficial. Se o trabalho não estiver 
formatado dentro das normas da ABNT, não estará dentro daquilo que ser quer 
oficialmente brasileiro. 
QUALIDADE 
Como a maioria dos estudantes não é datilógrafo, é natural, e 
perfeitamente permitido, que se mande digitar/datilografar o trabalho por 
pessoas ou firmas especializadas, mas deve-se ter muito cuidado na escolha 
desse tipo de profissional, uma vez que nem todos os datilógrafos conhecem 
as normas técnicas oficiais e não se responsabilizam pelo que fazem. Muitos 
chegam a anunciar que seus trabalhos são feitos dentro das normas da ABNT, 
mas as desconhecem totalmente. 
23 Chamamos a atenção para o fato de a ABNT (NBR 14724:2011 , item 5.1.) recomendar o tipo e o tamanho da 
letra. Recomendar não implica obrigar, mas é claro que o bom-senso deve prevalecer. Em caso de dúvida, 
consulte-se o Orientador do Trabalho- ele é quem dará a palavra final. 
24 A ABNT diz apenas que deve ser "tamanho menor e uniforme". - NBR 14724:2011, item 5.1 
25 No caso de máquinas de escrever, mantém-se o mesmo tamanho. A não ser que a máquina permita a troca de 
esfera, de margarida ou outro recurso que permita diminuir a letra. 
26 Consulte, no fmal do livro, no Pronto Socorro Gramatical, o item Siglas, pág. 208. 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 20 Furasté 
" ~ A qualidade deve falar mais alto num momento desses, já que a 
responsabilidade é toda do autor do trabalho, e as bancas examinadoras não aceitam 
que a culpa por eventuais erros seja atribuída aos datilógrafos. 
3 MARGENS E ESPAÇOS 
MAIRG/ENS 
Conforme a ABNT, 27 as margens, para a chamada "mancha do texto" em 
todas as folhas dos diversos tipos de trabalho científico, devem ser: 
FRENTE (Anverso) 
margem esquerda: 3cm 
margem superior: 3cm 
margem direita: 2cm 
maroem inferior 2cm 
VERSO 
margem esquerda: 2cm 
margem superior: 3cm 
margem direita: 3cm 
margem inferior 2cm 
Mas, atenção, se o autor do trabalho optar por aceitar a sugestão da ABNT 
de utilizar ambos os lados da folha (verso e anverso) deve ter o cuidado de 
manter as margens dentro do apresentado acima. 
Veja abaixo: 
Frente (Anverso) 
~~----r-----'-~=>-------.. --.-----1~ ~f------<;~----, ~ 
&&ri M 
Verso 
,---, Ir--. 
j 2cm t== > < 
! 
Furasté 21 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
Observe-se que não se deve ampliar os 3cm da margem esquerda como 
forma de compensação de uma possível encadernação do trabalho. Essa margem 
já é maior que as demais justamente por esse motivo. Da mesma forma, a 
margem superior é de 3cm para poder destacar o número da página que será 
colocado ao alto e à direita. 28 
ALINHAMENTO DA MARGEM DIREITA 
O alinhamento da margem direita não é obrigatório. Apenas não se pode 
avançar além do limite estabelecido. É terminantemente proibido o uso de 
qualquer recurso do tipo tapa-margem (travessões, barras, hifens) para tentar 
fazer esse alinhamento. 
É possível e permitido, no entanto, o alinhamento feito com o recurso da 
expansão 29 de linhas que os computadores fazem, desde que o espaço entre as 
palavras da linha não seja exagerado e deixe um verdadeiro "buraco" no texto. O 
ideal é não ultrapassar o espaço correspondente a três letras. 
Outro cuidado importante é com relação à partição silábica na 
translineação (passagem de uma linha para outra). Deve-se SEMPRE observar, 
rigorosamente, os preceitos gramaticais. 30 
É bom lembrar que nunca se coloca o hífen 
da partição silábica abaixo da última sílaba, mas 
ao lado da sílaba. Tanto texto manuscrito como 
digitado. Deve ser: 
~s-I 
sim 
e não as/ 
sim 
Igualmente se pode fazer uso dos recursos dos programas de computador 
que se utilizam da possibilidade de hifenizar as separações, ou não permitir que 
elas aconteçam, mantendo todas as palavras inteiras na página. É claro que, ao 
justificar o texto, novamente, deve-se atentar para o detalhe de o espaçamento 
entre as palavras não ficar exagerado. Aconselha-se que o espaço entre as 
palavras não ultrapasse o equivalente ao espaço de três letras, como dissemos 
acima. 
28 Ver mais informações no Capítulo 4 - Paginação, pág. 27. 
29 Recurso chamado de "Justificar" no Word, nos microcomputadores. 
30 Ver mais informações no Capítulo 33- Pronto Socorro Gramatical, pág. 182. 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 22 
Observe-se a representação gráfica a seguir, ambas corretas: 
TÍTUlOS 
margem 
alinhada 
c-
M!H 
Furasté 
margem 
não 
A ABNT não faz nenhuma recomendação sobre a distância que devam 
manter da borda superior os títulos que não possuem indicativo numérico. 
São eles: Errata, Agradecimento, Lista de Ilustrações, Lista de 
Abreviaturas e Siglas, Lista de Símbolos, Sumário, Introdução, Conclusão, 
Referências, Apêndice(s), Anexo(s), Glossário. 
Ela diz apenas que se coloque cada um desses títulos centralizado e em 
nova página. Dessa forma, não havendo explicitamente nada a favor ou contra. 
pode-se inferir que o espaço de 8 em da borda superior do papel, que sempre se 
observou, ainda pode ser usado, Q!!, se assim for desejado, que se deixe apenas 
os 3 em da borda, como em qualquer outra página de texto. Fica, então, a 
critério do autor essa opção. 
Mais uma vez, recomendamos combinar com o professor orientador a 
forma a ser adotada.31 
Qualquer que seja o espaço deixado da borda superior, o título deve 
pe1manecer centralizado na linha. Quando se deixam os Sem da borda, separa-
se do texto por três linhas em branco. Quando se deixam os 3cm, deixa-se 
apenas uma linha em branco. 
Os títulos que recebem indicativos numéricos 32 devem ficar alinhados à 
31 Em nossos exemplos, nesses casos, adotaremos sempre a distância de 8 em da borda superior. 
" Sãotodas as divisões do texto que contêm as matérias consideradas afins na exposição ordenada do assunto. 
São as diferentes seções do texto. A propósito: Introdução e Conclusão não são seções do texto, mas partes 
do trabalho. Seção é a divisão de uma parte, são os capítulos e subcapítulos. Veja a esse respeito o que se diz 
no capítulo 19 Seções e Alíneas, pág. 50, e, especialmente na pág. 52. 
Furasté 23 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
esquerda, com o numeral separado por um único espaço. 33 Estes ficarão 
distantes 3cm da borda superior. 
Os títulos das seções secundárias em diante ficarão alinhados à 
esquerda, como veremos logo adiante. 
É oportuno lembrar, mais uma vez, que a letra a ser utilizada nos títulos, 
sejam eles quais forem, deve ser a mesma e do mesmo tama nho que a utilizada 
no corpo do trabalho. Não se deve alterar o tipo nem o tamanho. 
Vejamos a disposição dos títulos e/ou elementos na página: 
Títulos e/ou elementos 
Capa .... .. .. ...... ........... .. ............ ... .. ... ........... . 
Lombada ....................... ...................... .. ... . 
Folha de rosto ........ ... .. ...... ...... .. ...... ...... . 
Errata ...... .. ..................................... ......... . 
Folha de aprovação ...................... ...... .. . 
Dedicatória ............. .... ... ............. .... ... .. .. . 
Agradecimento .................. ......... ........... . 
Epígrafe .... ............................. ................. . 
Resumo em Língua Portuguesa ...... .... . 
Resumo em Língua Estrangeira ......... . 
Listas .... ...................... ..... ........ ... ......... .. .. . 
Sumário .... ... ... ... ................ .......... .. .......... . 
Introdução ... ........ ... .............................. . . 
Seção primária ............. .. .. ..................... . 
Seções secundárias ...... .. ........ .. ............ . 
Seções terciárias ..... ..... .. .... ................. . 
Seções quaternárias ..... .. .. .............. ..... . 
Seções quinarias ........... ........................ . 
Conclusão .... .. .......... ... ..... .. ... ......... ... .. .. .. . . 
Referências ...... ................... .. ............... .. . 
Glossário .................... .... .. .. ........... ........ .. . . 
Apêndices ......... .. .. ....... .. ..... .......... ....... .... . 
Anexos ..... ...... .. .. .......... .. .... .. ... .... ... .. ...... .. . 
Índice ... ..... ... .. ... ... ....... .. ....................... : .. . . 
variável 
variável 
variável 
variável 
variável 
variável 
variável 
variável 
Disposição na página 
centralizado a Bem da borda superior* 
centralizado a Bem da borda superior* 
centralizado a Bem da borda superior* 
centralizado a Bem da borda superior* 
centralizado a Bem da borda superior* 
alinhado à esq. a 3cm da borda superior 
alinhado à esq. na sequência do texto 
alinhado à esq. na sequência do texto 
alinhado à esq. na sequência do texto 
alinhado à esq. na sequência do texto 
centralizado a Bem da borda superior* 
centralizado a Bem da borda superior* 
centralizado a Bem da borda superior* 
variável 
variável 
centralizado a Bem da borda superior* 
* Lembramos que é nossa opção esse espaço, conforme explicamos na página antenor. 
33 NBR 6024:2003 , item 3.2. 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 24 Furasté · 
ESPACEJAMENTO 
Título dos capítulos {seções primárias) 
Os títulos de início de capítulo, como já dissemos, devem estar distantes 
3cm da borda superior do papel e alinhados à esquerda, sempre em página 
ímpar. 
Os títulos devem ser separados do texto que vem em seguida por uma 
linha em branco. 34 
Titulos dos subcapítulos {seções secundárias em diante) 
Os . títulos das seções secundárias (subseções) em diante devem estar 
alinhados à esquerda. Deve-se deixar uma linha em branco entre o título da 
seção e o texto anterior bem como do texto que o sucede .35 Portanto, segue na 
mesma página. 
!Entre as linhas do texto 
O espacejamento entre as linhas do texto do trabalho é o espaço 1,5. 36 
!Entre parágrafos 
A ABNT 37 diz que todo o texto deve ser digitado em espaço 1,5. Isso 
significa que, inclusive os parágrafos devem ser separados uns dos outros por 
apenas um espaço l,S, .a exemplo do restante do texto. 
Portanto, não se deixa linha em branco entre os parágrafos. 
Entre as linhas de citações longas, notas, legendas, referências, 
resumos, obras consultadas ou rodapé 
Em citações longas, notas de qualquer natureza, referências, resumos (em 
vernáculo ou língua estrangeira), legendas das ilustrações e das tabelas, natureza 
do trabalhos, obras consultadas ou notas de rodapé o espaço deve ser o 
simples.38 
INÍCIO DE PARÁGRAFOS E CITAÇÕES 
Cada parágrafo do texto deve ter seu miCIO com uma entrada 
aproximada entre lcm e l,Scrn da margem esquerda, ou o equivalente a um 
34 A NBRl4724:2011, item 5.2.2, diz que os títulos das seções primárias e das subseções "devem ser separados 
do texto que os precede ou que os sucede por um espaco de entrelinhas de 1 5." Isso equivale a dizer que 
se deve deixar uma linha em branco. 
35 Ver nota anterior. 
36 NBR l4724:20ll, item 5.2. 
37 NBRI4724:2011, item 5.2. 
38 NBRI4724:2011, item 5.2. 
Furasté 25 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
toque na tecla T AB 39 no computador. Esse distanciamento da margem não é 
rígido, porém é GRAMATICALMENTE indispensável, seja no texto em si 
seja nas citações. 
As citações longas devem ser localizadas com entrada de 4cm da margem 
esquerda, mantendo a exigência do lcm I l,Scm (ou um TAB) para o início de 
parágrafo. 
Esquematicamente, podemos representar uma página de início de capítulo 
da seguinte maneira (observem-se as distâncias assinaladas): 
número da página 2cm da borda 
~ "" superior 
Titulo do Capitulo espaço de 3crií"'da borda superior "-:., :~ 
alinhado com a --~ W i# ';t ;;p! " ......._!--- 2cm da borda 
margem direita 
espaço 1,5 
entre as linhas 
margem de 3cm -~ 
parágrafo a 1,5cm <L-----;:, 
r----
citação a 4cm ·--~-----------§§~~ de re-entrada, escrita com 
espaço simples 
entre as linhas, 
LETRA 
MENOR e 
SEM ASPAS 
traço d:_ 3 em 
~t- margem de 2cm 
----...L.-~-
rodapé com espaço -~-~::::::::::::;::::~~;L_L margem de 2cm 
simples entre as linhas 
39 A tecla T AB no computador pode variar de I ,25cm e I ,5cm. Essa não é urna medida rigorosa. 
Normas T écnicas para o Traball1o Científico 26 Furasté 
Selecionamos uma página comum de um trabalho para visualizar melhor: 
3cm 
2cm 
número da página ---1>-
feita mensa mente, as análises em tomo das taxas tendem a comprar suas variações 
3cm 
1----~ mês a mês. Em decorrência, os fatores sazonais são levados em consideração, 
fazendo com que o leitor perca a dimensão do fenômeno no tempo e fique com a 
impressão de que as oscilações da taxa, no decorrer do ano, indiquem uma 
diminuição real do nível de desemprego. ' ----1 chamada para o rodapé 
citação a 4cm de 
re-entrada, escrita 
com espaço 
simples entre as 
linhas, LETRA 
MENOR e SEM 
ASPAS 
1,5cm 
~ A PME do IBGE não se constitui uma pesquisa sobre emprego/desemprego 
adequada na análise das peculi<1ridades inerentes ao mercado de trabalho 
brasileiro, visto que a PME, ao adotar os mesmos critérios e conceitos utilizados 
nos Censos Dernognificos e na PNAD, traz dentro de si ns mesmas limitações e 
críticas desses levantamentos, aliadas às restrições da própria PME, já 
anteriom1ente apontadas (BRAGA, 1937, p. 73). 
'pontuação fora dos parênteses 
numeral · 2.1 EMPREGO E DESEMPREGO _ __,,___,--__ _ letras versais, sem negrito 
separado ~ 
por ~ 
apenas um 
espaço 
alinhado 
na 
margem 
letras minúsculas e negrito 
1,Scm ...-"' Finalmente implantada em 1984 pela Fundação Sistema Estadual de Análise 
de Dados (SEADE) a PED propõe-se aelaborar um levantamento conjuntural de 
/emprego e desemprego n Estado de São Paulo. 
espaço--
1·5 Portanto não se poderia deixar de analisar um outro ângulo, já que a nova 
entre 
as 
linhas 
e entre 
os 
pará-
grafos 
perspectiva que se abre, vislumbra a possibilidade de se obterem dados mais precisos 
e mais dinâmicos para as pesquisas que serã() feitas a partir da base de da1os 
implantada com todos os aparatos técnicos do mercado e adotados pelo setor. 
filete com 3cm de extensão 
1 Uma maneira simples de contorn ar os problemas consiste em comparar a taxa de cada mês com a do 
/
mesmo mês do ano anterior, pois elimina a dificuldade envolvida na variação sazonal do índice, 
quando analisado de um mês para o outro. 
espaço simples 
entre as linhas 2cm 
Furasté 27 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
4 PAGINAÇÃO 
Todos os trabalhos científicos devem ter suas páginas numeradas 
sequencialmente, em algarismos arábicos inteiros; a partir da primeira página da 
parte textual, a 2cm das bordas. 40 Quando o trabalho for digitado no anverso 
(frente) e verso da folha, a numeração das páginas deve ser colocada: 
a) no anverso: no canto superior direito; 
b) no verso: no canto superior esquerdo. 
Se for usado apenas um lado da folha (anverso), a numeração será 
colocada no canto superior direito. 
só NO ANVERSO: I ' 
I 
I 
I 
INTii.ODtiÇÃO 
NO ANVERSO E NO VERSO: 
contadas, mas 
não paginadas 
40 NBR 14724:2011, item 5.3. 
* ~c t · d' · 
"'?" an o supenor ne1to 
* +--t----1f--_,~ a 2cm das bordas 
* -1--1--t--t_,. superior e direita. 
Canto superior 
direito, 2cm das 
bordas 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 28 Furasté 
Todas as páginas do trabalho devem ser contadas. Inicia-se a contagem 
pela folha de rosto, porém a numeração só passa a ser colocada (escrita) a 
partir da primeira página da parte textual (que corresponde à introdução do 
trabalho), em algarismos arábicos.41 
Então, nas páginas anteriores à Introdução, não aparecem os números, 
nem mesmo romanos, corno antigamente se fazia. Essas páginas são apenas 
contadas. 
Deve ficar claro que a contagem inicia na folha de rosto e que a capa42 
não entra na contagem das páginas. 
Exemplo de paginação apenas no anverso 
* 
'* 
Introdução ao final do 
trabalho - todas as páginas 
contadas e numeradas. 
Folha de Rosto, Folha de Aprovação, Dedicatória, 
Agradecimento, Resumo, Abstract, Listas e Sumário 
- são folhas que são contadas. mas não são numeradas. 
capa- não entra na contagem 
Se houver anexo(s) ou apêndice(s), suas pagmas serão igualmente 
numeradas de maneira que deem sequência à numeração do trabalho.43 
Só não serão numeradas se possuírem uma estrutura física diferente das 
páginas do trabalho, taís como cópias de páginas de outra publicação, 
formulários, mapas, fôlderes e/ou já possuírem uma paginação própria. 
41 NBR 14724:2011, item 5.3. 
42 Qualquer que seja o tipo de capa. 
43 NBR 14724:2011 , item 5.3. 
,. 
-~ 
Furasté 29 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
5 ESTRUTURA DO TRABALHO CIENTÍFICO 
TESES, 
DISSERTAÇÕES 
E A 
TRABALHOS ACADEMICOS 44 
Os trabalhos científicos possuem uma estrutura composta por elementos 
(partes) definidos que devem obedecer a uma ordenação sequencial lógica 
preestabelecida. Alguns desses elementos são considerados essenciais e outros 
opcionais. Os opcionais, como o nome indica, não são obrigatórios na 
apresentação do trabalho, sendo, portanto, dispensáveis. Lell}bramos que essa 
estrutura é estabelecida pela ABNT e não deve ser ignorada. 4) 
Teses, dissertações e trabalhos acadêmicos possuem uma estrutura que 
compreende duas partes, uma externa e outra interna. 
A parte externa é composta pela capa e pela lombada. 
A parte interna compõe-se, basicamente, de três elementos: 
a) ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS,46 que são aqueles que antecedem o 
corpo do trabalho, propriamente dito, com informações que ajudam na 
identificação, fmalidade e utilização do trabalho; 
b) ELEMENTOS TEXTUAIS, que é o corpo do trabalho, onde se faz a 
exposição da matéria e deve ter, fundamentalmente, três partes: a 
Introdução, o Desenvolvimento e a Conclusão; 
c) ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS, aqueles que complementam o 
trabalho e aparecem após o corpo propriamente dito ; 
Temos, então: 
44 Ver Relatórios de Estágio, pág. 121 ; Relatório Técnico e ou científico, pág. 127; Projeto de Pesquisa, 
Pré-projeto/Anteprojeto, pág. 138 e Artigo Científico ("Paper"), pág, 147. 
" NBR 147?4·2011 item 4 
46 É bom le;_b~ar q~e, na p~ginação, esses elementos pré-textuais são contados, mas não numerados. 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 30 
PARTE EXTERNA 
Capa (obrigatório) 
Lombada (opcional) 
PARTE INTERNA 
ELEMENTOS PRÉ~ TEXTUAIS 
F(llha de rosto (obrigatório) 
Errata (opcional) . 
Folha de apr'ovação (obrigatório) 
Dedicatória (opcional) 
Agradecimentos (opcional) 
Epígrafe · (opcional) 
Resumo em língua portuguesa (obrigatório) 
Resumo em língua estrangeira · (obrigatório) 
Lista de ilustrações (opcional) 
Lista de abreviaturas e siglas (opcional) 
Lista de símbolos (opcional) 
Sumário (obrigatório) 
ELEMENTOS TEXTUAIS: 
Introdução 
Desenvolvimento 
Conclusão 
ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS: 
·Obras consultadas (obrigatório) 47 
Glossário (opcional) 
Apêndice (opcional) 
Anexo (opcional) 
Índice (opcional) 
Furasté 
47 Obras consultadas é um elemento obrigatório que a ABNT chamou apenas de referência. Porém, para não 
se confundir com as Referências realizadas no decorrer do Trabalho, deve-se optar pelo título Obras 
Consultadas. 
'· f 
Furasté 31 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
Esquematicamente o trabalho deve ficar assim: 
..------------------:7 ------- 1 Capa 
.-~--::;?" --------- 2 Folha d!5'! rosto 
..,c:.:_,_---------------- -------- 3 Errata 
--------- 4 Folha de aprovação 
--------- 5 Dedicatória 
--------- 6 Agradecimentos 
--------- 7 Epígrafe 
--------- 8 Resumo em língua portuguesa 
--------- 9 Resumo em língua estrangeira 
--------- 10 Listas 
------- 11 Sumário 
--------- 12 INTRODUÇÃO 
} 13 DESENVOLVIMENTO 
.L.:,...-----------~ ~:....__----:7' ---------- 14 CONCLUSÃO 
---------- 15 Obras consultadas 
L..--=-~----------~ ..---~ ---------- 16 Glossário 
---------- 17 Apêndice 
------~--- 18 Anexo 
.----:::7 .......... . 19 Índice 
* Há, ainda, a lombada, que é opcional. 
Observações: 
o Os elementos numerados de 1 a 11 são os pré-textuais (não paginados); 
" Os elementos 12, 13 e 14 são os textuais (paginados); 
• Os elementos 15 a 19 são os pós-textuais (paginados). 
6 CAPA 
A Capa é um elemento obrigatório 48 que serve para proteção externa do 
trabalho. Na capa devem ser impressas apenas as informações indispensáveis 
que servem para identificação do trabalho, da mesma maneira que são 
apresentadas na folha de rosto. 
Há diferentes tipos de capa: 
a) capa padronizada pela instituição: a instituição estabelece um tipo de 
capa que deve ser adotado por todo e qualquer trabalho em seu 
âmbito; 
b) capa dura: nome dado à capa feita de percaline com os dados gravados 
à semelhança de um livro; 
48 A NBR 14724:2011 , item 4, estabelece como obrigatórios: Capa, Folha de Rosto, Folha de Aprovação, 
Resumo em língua vemácula, Resumo em Língua Estrangeira, Sumário, os elementos textuais e Referências. 
Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 32 Furasté 
c) brochura: feita com cartolina, ou com uma folha mais espessa; 
d) capa plástica, transparente, também chamada de capa témúca, que 
dispensa a gravação dos dados. 
As informações da capa devem ser apresentadas na seguinte ordem: 
a) nome da Instituição (opcional); 
b) nome do Autor; 
c) título do Trabalho; 
d) suqtítulo (se houver); 
e) número do volume (se houver mais de um); 
f)local (cidade onde se entrega o trabalho); 
g) ano da entrega: 
A ABNT não estabelece as distâncias desses elementos, por essa razão 
manteremos as distâncias consagradas pela tradicão. Não há nenhum rigor 
nessas distâncias - não há, portanto, necessidade de as bancas usarem 
'reguinhas' para verificá-las: 
a) nome da instituição (opcional) - centrado, em letras maiúsculas, em 
negrito, a ±3cm da borda superior, tamanho 12 a 14; 
b) nome do autor- centrado, em letras maiúsculas, em negrito, a ±Sem 
da borda superior, tamanho 12 a 14; 
c) título do trabalho- centrado na página, horizontal e verticalmente, em 
letras maiúsculas, em negrito, tamanho 12 a 14; 
d) subtítulo (se houver) - centrado, em letras maiúsculas, negrito, na 
linha seguinte, espaço simples, tamanho 12; 
e) número do volume (se houver mais de um) - centrado, em letras 
maiúsculas, negrito, na linha seguinte, espaço simples, tamanho 12; 
f) local (cidade onde se entrega o trabalho) - centrado, em letras 
minúsculas, a ±25 em da borda superior, tamanho 12; 
h) ano da entrega - centrado, em letras minúsculas, na linha seguinte, 
espaço simples, tamanho 12. 
Lembramos que essas distâncias não foram estabelecidas pela ABNT -
elas são meras sugestões, razão pela qual não se deve ter um rigor extremo nas 
medidas sugeridas, especialmente se a Instituição pede que seja colocado o seu 
logotipo encabeçando a capa. Se isso acontecer, devem ser colocados, o nome 
da Instituição e o do aluno, mais para baixo alguns centímetros, sem, no entanto 
alterar a posição dos demais elementos. 
Furasté 33 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
Vejamos um exemplo: 
a)± 3cm ------+-----+ FACULDADES RIO-GRANDENSES 
b) ±Sem-----+-----+ 
c) centrado na página ---t--1> 
d) uma linha após 
e) uma linha após 
f) ±25cm Porto Alegre 
g) uma linha após 2013 
., Todas as medidas são distâncias da borda superior. 
7 LOMBADA 
É um elemento opcional. Os dados da lombada, conforme a ABNT,49 
devem ser: 
a) nome do autor, que deve se lido do alto para o pé. Essa disposição 
permite que seja lido quando o livro estiver deitado, com a face para 
cima; 
b) título do trabalho, disposto da mesma forma; 
c) elementos de identificação do volume (se houver). 
49 NBNr 14724:2011, item 4.1.2. e NBR 12225. 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 34 Furasté 
Exemplo: 
ATENÇÃO: 
Claro está que, mais uma vez, o bom senso deve estar presente. 
Alguns Trabalhos não possuem espessura suficiente para ter uma LOMBADA, e 
como a ABNT não faz menção a isso, é preciso um entendimento do autor e seu 
orientador para saber a partir de que espessura deve-se colocar ou não. 
Por essa razão, é um elemento opcional 
Furasté 35 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
8 FOLHA DE ROSTO 
Para todos os Trabalhos, a Folha de Rosto é um elemento obrigatódo e 
deve conter todos os dados necessários para a sua identificação. 
A ABNT estabelece quais são os dados que devem ser indicados e 
apresenta a ordem (sequência) de sua colocação. Não faz menção a medidas, 
espacejamento nem a tamanho de letras,50 porém, baseados na bibliografia 
existente, na tradição e na prática exaustiva, sugerimos a seguinte distribuição : 
a) nome do autor - a ±Sem da borda superior, centrado, em negrito e 
letras maiúsculas, tamanho 12 a 14; 
b) título principal do trabalho - a ±llcm da borda superior, centrado, 
em negrito e letras maiúsculas, tamanho 12 a 14; 
c) subtítulo (se houver) - uma linha abaixo do título, espaço simples; 
centrado, em negrito e letras maiúsculas, tamanho 12 a 14, 
precedido de dois-pontos no título; 
d) número do volume (se houver mais de um) - uma linha abaixo do 
subtítulo, espaço simples, centrado, letras minúsculas, tamanho 12; 
e) a ±17cm da borda superior, do centro para a direita, em letras 
minúsculas, tamanho 12, deve constar a natureza do trabalho (tese, 
dissertação, trabalho de conclusão ... ), o objetivo do trabalho 
(aprovação na disciplina, formação no curso, grau pretendido), o nome 
da Instituição (Universidade, Centro, Instituto ou Faculdade; e a área 
de concentração (disciplina ou matéria); 
f) nome do(s) orientador(es) (e do co-orientador, quando houver) - a 
±22cm da borda superior, centrado, letras minúsculas, tamanho 12; 
g) local (cidade) da Instituição - a ±25cm da borda superior, centrado, 
letras minúsculas, tamanho 12; 
i) ano de entrega - uma linha abaixo, espaço simples, centrado, em 
letras minúsculas, tamanho 12. 
50 A ABNT, em sua NBR 14724:2005, item 5.1, afirmava que .. o projeto gráfico é de responsabilidade do autor 
do trabalho ... A ABNT retirou essa afirmação na atualização de 2011, mas fica implícito que ainda se deve 
ter em mente que toda responsabilidade é do próprio autor. Lembramos novamente que as distâncias são 
sugestões e aproximadas, não deve haver rigor nesse sentido. 
Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 36 
I 
l a)±Scm I AUGUSTO CARVALHO DA SILVA 
b)±11 em 
-------
. O TEMPO E O LUGAR NO ROMANCE DE 1930 
c} linha seguinte 
. LENDAS E HISTÓRIAS 
d) linha seguinte Volume 4 
Da metade para cima - MAIÚSCULO e NEGRITO I Da metade para baixo - minúsculo, sem destaques 
{ Dis'sertação e} ±17 em da borda de Mestrado em Literatura _Brasileira para a obtenção do titulo de Mestre superior, em Literatura Universidade Federal do Rio do centro para a G~ande do Sul Centro de Pós-Graduação e direita Pesquisa Faculdade de Filosofia e Letras 
Literatura Contemporânea 
t)±22cm Orientadora: Clarissa de Borba Henn 
j)±25cm Porto Alegre 
I} linha seguinte 2013 
Furasté 
I 
' 
I 
Furasté 37 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
9 FICHA CATALOGRÁFICA 
Elemento obrigatório. No verso da folha de rosto deve haver a ficha 
catalográfica, preparada de acordo com o código de catalogação anglo-
americana (CCAA2), em vigor. Ela compõe a folha de rosto, isto é, ela é 
considerada como um elemento que faz parte da folha de rosto. 
Deve-se sempre solicitar a uma bibliotecária que realize essa tarefa. Aliás 
é dever da Instituição colocar à disposição esse profissional para realizar essa 
tarefa, sem ônus, para o aluno. 
Cl73i 
77-0482 
F983 
Câmara Jr., Joaquim Mattoso, 1904 - 1970 
Manual de Expressão Oral e Escrita (por) J. Mattoso 
Câmara Jr. 4.ed. Petrópolis: Vozes, 1977. 160 p. 
I. Comunicação Oral 2. Linguagem e Línguas 
I. Título 
o 
Furasté, Pedro Augusto . 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico. 
Explicitação das Normas da ABNT. 17.ed. 
Porto Alegre: Dáctilo-Plus, 2013. 
o 
CDD 001.4 
CDU00l.81 
Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 38 Furasté 
10ERRATA 
Elemento opcional. A Errata é um recurso previsto na ABNT 51 e não se 
constitui em nenhum demérito para o autor, nem repercute em sua avaliação, 
uma vez que se destina a pequenos reparos relativos à apresentação fisica do 
trabalho em si (à datilografia, a erros ortográficos, omissões, trocas) e não ao 
conteúdo propriamente dito. 
Hoje em dia, com os avanços dos modernos editores de textos e seus 
recursos, a errata está sendo cada vez menos utilizada. Mas, se for o caso de se 
necessitar, ela pode ser feita numa folha avulsa ou encartada, acrescida ao 
trabalho depois de impresso, com dimensões reduzidas ou não, colocada logo 
após a folha de rosto, contendo a indicação da página 52 e da linha onde se 
encontra o problema, além da indicação: onde se lê, para o que está errado, e 
leia-se, para o que deve ser o correto. 
ERRATA 
pág. linha Onde se lê:··· Leia-se: 
15 23 Frustação frustração _ 
26 18 2030 . 2003 
35 12 revindicar reivindicar 
46 27 caiu um tombo levou um tombo 
55 20 Bicabornato de sódio bicarbonato de sódio 
78 23 Trouxxemos trouxemos 
120 19 pediu dele pediu para ele 
243 34 preoculpação preocupação 
256 23 ·nada é facio nada é fácil 
349 12 Tranqüilo tranquilo51 NBR 14724:201 1,item 4.2.1.2. 
52 A ABNT manda que se indique a folha, mas vê-se que, visivelmente, se confundiu FOLHA com PÁGINA. 
Deve-se, indicar, na verdade, a página onde se localiza o erro, uma vez que há paginação. 
~·· 
Furasté 39 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 
11 FOLHA DE APROVAÇÃO 
Elemento que se tomou obrigatório em todos os trabalhos científicos a 
partir da atualização da ABNT em agosto de 2001,53 deve ser colocado logo 
após a folha de rosto . 
A folha de aprovação deve conter: 
a) nome do autor (ou autores) do trabalho; 
b) título (por extenso) e subtítulo (se houver); 
c) natureza do trabalho; 
d) objetivo visado pelo trabalho; 
e) nome da instituição a que o trabalho é submetido; 
f) área de concentração; 
g) data da aprovação; 
h) nome, titulação e assinatura dos componentes da banca examinadora e 
Instituições a que pertencem. 
A ABNT esclarece que a data de aprovação e as assinaturas dos 
componentes da banca examinadora devem ser colocadas após a aprovação do 
trabalho. 
Não são fornecidos maiores detalhes quanto à forma que essa página deve 
ter, nem quanto a outras informações adicionais que os orientadores, via de regra, 
colocam. Deduz-se, então, que as Instituições e/ou os orientadores têm liberdade 
de redigir essa folha da maneira que lhes convier, desde que façam constar os 
itens exigidos pela Norma. 
53 Consta, hoje, na NBR 14724:2011, item 4.2.1.3. 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 40 
AUGUSTO CARVALHO DA SILVA 
O TEMPO E O LUGAR NO ROMANCE DE 1930 
LENDAS E HISTÓRIAS 
Dissertação de Mestrado em Literatura Brasileira para a obtenção 
do trtulo de Mestre em Literatura Universidade Federal do Rio 
Bonito,! Centro de Pós-Graduação e Pesquisa Faculdade de 
Filosofia e Letras, Literatura Brasileira 
Banca Examín~dora: 
Profa Ora. Clarissa de Borba Henn - CESMARS 
Prof. Dr. Marcelo Gomes de Oliveira Canuto - CEUCAR 
Profa. Ora. Heleonora Cabral dos Santos Andrade- CEUCAR 
....... , ......................... ........... ... ; ................................... . 
Prof. Dr. Orlandino Soares de Almeida- CESMARS 
Conceito: ..... ...................... ....... .. ... .. .................... ...................... .. .. . 
Rio Claro, .... . de ............. . . .. de ... 
Este é apenas um exemplo de como pode ser elaborada a folha de aprovação. 
Furasté Furasté 41 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
12 DEDICATÓRIA 
É um elemento opcional. Caso o autor deseje, pode dedicar seu trabalho a 
alguém que ele considere como importante, por motivos seus. Serve, também, 
para expressar uma homenagem a um grupo de pessoas em função de 
determinadas características. Deve ser colocada após a folha de aprovação. 
É preciso, no entanto, evitar-se fórmulas e chavões sentimentaloides e 
exageradamente piegas, para não cair no ridículo . Se for dedicado a mais de uma 
pessoa, cuide-se para que não sejam em número muito elevado, para não diluir a 
homenagem. 
Exemplo: 
Fica por 
conta do 
gosto do 
autor, e 
a seu 
critério, a 
forma, tipo 
de letra, 
moldura, 
etc. dessa 
página. 
DEDICATÓRIA 
Aos meus pais, ptl as :mgús cias c: 
preocupações que: passaram por minh:t. 
c:J.U S:l, por terem dedicado suas vidas a 
mim, pelo amor, carinho e estimulo que 
me ofereceram, dedico-lhes essa 
conquista como gratidão. 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 42 
13 AGRADECIMENTOS 
Elemento opcional. Pode-se agradecer a todas as pessoas e entidades que, 
de uma for:ma ou de outra, colaboraram decisivamente na realização do trabalho. 
O agradecimento deve ser breve, porém sincero, indicando, se quiser, o motivo 
do agradecimento. 
Exemplo: 
O modo 
de fazer 
essa 
página 
fica a 
critério do 
autor: 
forma, tipo 
de letra, 
moldura, 
espaços, 
etc. 
AGRADECIMENTO 
Agradeço a ajuda prestimosa de 
minha orientadora, Marília, pela 
paciência e carinho com que 
sempre me acolheu; 
A.,<>radeço a meus professores 
que sempre souberam me 
encaminhar nos estudos; 
Agradeço a meus colegas pelo 
apoio e pelo estímulo. 
r 
~-
Furasté 43 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
14 EPÍGRAFE 
Também chamada de dístico. É um elemento opcional. Trata-se de uma 
sentença, frase de efeito, um pensamento ou mesmo uma gravura, um poema ou 
um trecho de um texto que se relacione intrínseca ou extrinsecamente com o 
conteúdo do trabalho ou com quaisquer fatos ou situações relacionados com seu 
desenvolvimento. Também pode ser colocada uma epígrafe nas folhas de 
abertura de cada capítulo. 
O autor faz 
como 
desejar. 
Pode ser um 
pequeno 
texto, uma 
frase, enfim, 
algo 
relacionado 
com o tema 
do trabalho. 
É preciso ousar para dizer cientificamente que 
estudamos, 
aprendemos, 
ensinamos, . 
conhecemos nosso corpo inteiro. 
Com sentimentos, 
com as emoções, 
com os medos, 
com a paixão e também com a razão 
crítica. 
Jamais com estas apenas. 
É preciso ousar para jamai~ dicotomizar o 
cognitivo do emocional. 
Paulo Freire 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 44 Furasté 
15 RESUMO EM LÍNGUA PORTUGUESA 
Elemento obrigatório. 54 É o resumo em língua vernácula do trabalho de 
que fala a ABNT. Trata-se da apresentação fie l, breve e concisa dos aspectos 
mais relevantes do trabalho, apresentando as ideias essenciais, na mesma 
progressão e no mesmo encadeamento que aparecem no texto. Deve exprimir, 
em estilo objetivo, urna visão geral, ampla e, ao mesmo tempo, clara e objetiva 
do conteúdo do trabalho e das conclusões a que se chegou. O resumo deve 
ressaltar o objetivo, o método, os resultados e as conclusões do trabalho 
Não se pode confundir resumo 55 com resenha. 56. 
Existem quatro formas de resumo, 57 porém não vamos fazer menção às 
suas diferenças, pois foge à finalidade desse livro. 
No trabalho Científico, o resumo deve ser feito, em espaço simples, 
inclusive entre os parágrafos. 58 O texto é urna sequência corrente de frases 
concisas e não uma simples enumeração de tópicos. Deve-se usar o verbo na 
voz ativa e na terceira pessoa singular. Logo abaixo, devem ser colocadas as 
palavras representativas do conteúdo do trabalho, ou sejam, as palavras-chave 
e/ou descritores, separadas entre si por um ponto e encerradas também por um 
ponto. 
Quanto ao tamanho, a ABNT59 recomenda que se use de 150 a 500 
palavras nos resumos de relatórios técnico e/ou científicos e trabalhos 
acadêmicos (teses, dissertações, monografias, trabalhos de conclusão de curso e 
outros); de 100 a 250 palavras em artigos de periódicos e de 50 a 100 
palavras para os destinados a indicações breves. 
Vejamos um exemplo: 
54 NBR 14724:2011, item4.2.1.7. 
55 Veja-se a definição de Resumo Crítico no Vocabulário Básico, pág. 159. 
56 Veja, no Anexo B, como se faz urna Resenha, pág. 231 . 
57 Conforme a ABNT, NBR 6028 :2003: Resumo indicativo; Resumo informativo; Resumo informativo/indica-
tivo; Resumo crítico. 
58 A ABNT sugere que se evite uso de parágrafos -o texto deve seguir uma sequência única. Sugere igualmente 
que sejam evitadas frases negativas, símbolos, contrações não usuais, fórmulas, equações, diagramas. Se seu 
emprego for absolutamente imprescindível, devem ser definidas na primeira vez que surgirem. 
59 NBR 6028:2003, item 3.3.5. 
h. 
;i 
.~:;t 
~ 
.!f 
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r 
Furasté 
O Resumo em 
Língua 
Vernácula 
recebe o título 
de RESUMO, 
apenas. 
Espaço 
simples 
entre as linhas 
Deve trazer o 
essencial para 
que se saiba 
de que trata o 
trabalho. 
Lembre-se: 
nunca 
ultrapasse o 
número exigido 
de palavras. 
45Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
Bem da borda 
RESUMO 
~ 
3linhas 
em branco 
Este trabalho apresenta os procedimentos técnicos 
empregados na tradução. Assim, temos a definição de tradução e seus 
diferentes tipos, exemplos e tentativa de tradução automática, através de 
máquina de traduzir. Depois, temos os procedimentos técnicos com 
definições e exemplos. Faz-se menção à qualidade das traduções e 
coloca-se sugestões para melhorá-las. E uma tentativa de dar uma 
ampla visão do assunto tradução, sem se enveredar apenas por um só 
caminho, mas mostra-se também as diferentes opções existentes. 
Palavras-chave:Tradução. Tradução automática. Definições. 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 46 Furasté 
16 RESUP/10 EM LÍNGUA ESTRANGEIRA 
Elemento obrigatório.60 É a versão do resumo em língua vemácula para 
um idioma de divulgação internacional, inclusive das palavras-chave e/ou 
descritores. Deve ser, igualmente, digitado ou datilografado em espaço simples, 
inclusive entre os parágrafos. Mantém a exigência do número de palavras. 
Dá-se o título de Abstract, no inglês, Resumen, no espanhol e Résumé, 
no francês . A escolha do idioma para se fazer o resumo em língua estrangeira 
dependerá das fmalidades e dos objetivos do próprio trabalho. 
<-·~ 
-~ 
Deve ser seguido das palavras representativas do conteúdo do trabalho, ou ll' 
sejam, as palavras-chave e/ou descritores, na língua estrangeira, separadas entre 
si por um ponto e encerradas também por um ponto. No inglês: keywords; no 
espanhol: palabras clave e no Francês: mots-clés. 
O Resumo em Língua 
Estrangeira pode ser 
feito em qualquer 
idioma, dependendo 
da finalidade do 
Trabalho. 
Em geral, é feito em 
inglês. 
Espaço simples 
entre as linhas. 
Segue as mesmas 
normas que o 
Resumo em Língua 
Vernácula. 
60 NBR14724:20!1 , item 4.1.10. 
Sem da borda 
ABSTRACT 
.,..___ 3 linhas em branco 
This paper presenls lhe technical procedures used in 
lhe acl of translatlng. Thus, we have here lhe definitlon of 
wtranslation" and ils dlfferent klnds, examples and attempts 
of automatic translatlon, by means of translatlng machines. 
Aftef that, we have lhe technical procedures with definitions 
and examples. We mention lhe quality of translatlons and 
suggest how to 1m prove them. lt's an experiment for giving 
a w!de vlsion of the subject ~translalion", without choosing 
only one path to follow, but showing that there are also 
other ditferent options. ; 
Keywords: Translation. Automatic translation. Definition. 
j• 
Furasté 47 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
17 LISTAS 
LISTA DE ILUSTRAÇÕES 
Elemento opcional colocado antes do surnano. Deve conter, na ordem 
em que aparecem no texto, a identificação do elemento, seu título e paginação, 
como num smnário, para facilitar sua localização. Cada tipo de ilustração pode 
ter sua lista própria (dependendo de sua extensão) - quadros, lâminas, plantas, 
fotos, gráficos, organogramas, fluxogramas, esquemas, desenhos, croquis ... 
LISTA DE TABELAS 
Elemento opcional, colocado antes do sumano, que traz cada item 
designado pelo seu título, apresentado na ordem em que surgem no decorrer 
do trabalho, acompanhado da respectiva página, como ocotTe num sumário. 
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS 
Elemento opcional, colocado antes do sumano, que deve trazer a 
relação, em ordem alfabética, das abreviah1ras e/ou siglas que foram utilizadas 
no texto do trabalho com sua significação por extenso ao lado. A ABNT 
recomenda uma lista para abreviaturas e outra para siglas, quando forem muito 
extensas. Quando aparecem pela primeira vez no texto, a forma completa do 
nome precede a sigla que vem colocada entre parênteses.61 
LISTA DE SÍMBOLOS 
Elemento opcional, colocado antes do sumário, que deve trazer a relação 
dos símbolos que foram utilizadas no trabalho com sua significação por extenso 
ao lado. Os símbolos devem ser apresentados na ordem em que aparecem no 
decorrer do texto . 
1·-~~. 
LISTA DE ILUSTRAÇÕES 
Planta da enfermaria ........... ...•... 17 
Planta da oficina .... ....... .............. 25 
Planta da cozinha...... .......... ..... ... 29 
Planta do refeitório ... ... ................ 34 
Vis ta lateral do prédio ......... 38 
Vista frontal do prédio ..... ............ 41 
61 Ver página 19. Ver também pág. 208. 
Exemplo de lista de tabelas: 
l 3 linhas em branco _j LISTA DE ABREVIATURAS 
..,. 
cal. - catálogo 
cit.- citado 
caL - coleção 
doc. - documento 
gloss. - glossário 
grav.- gravado 
lncl. - induso 
org. - organizado 
obs.- observaç.ao 
publi. - publicado 
ver.- revisado 
. I 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 48 Furasté 
18 SUMÁRIO 62 
A fmalidade do Sumário é dar uma visão geral do Trabalho e facilitar a 
localização dos assuntos, apresentando das secões primanas até as 
guinárias.63 O Sumário deve conter os indicativos numéricos de cada seção, 
alinhados à esquerda, com os títulos das seções alinhados pela margem do 
título do indicativo mais extenso e o algarismo relativo à paginação, separados 
por uma linha pontilhada. Outrossim, lembramos que a NBR6027/2013 apenas 
r ecomenda esse alinhamento, o que conh·aria a norma NBR14724/2011, no 
item Indicativos de seção, que orienta que o Indicativo Numérico de uma seção 
deve ser separado apenas por um espaço de seu título. Fica, portanto, a critério 
do autor do trabalho, ouvido seu orientador, o que fazer, já que há choque nas 
detenninações das duas normas. 
O Sumário deve ser o último elemento pré-texhtal. Se houver mais de um 
volume, deve-se colocar o Sumário de toda a obra em cada um dos volumes para 
que se possa ter uma visão completa de seu conteúdo. 64 
Convém lembrar que, em inúmeros trabalhos, vê-se chamado de Índice 
aquilo que é Sumário e vice-versa. Só se pode chamar de Índice quando 
ultrapassar a indicação das seções para além das quinárias. O Índice é o 
detalhamento pormenorizado dos assuntos, nomes de pessoas, nomes 
geográficos, acontecimentos, datas e outros elementos que o autor deseja 
salientar, com a indicação de sua exata localização dentro do texto. Como 
consequência disso; temos Índice de Assunto, Índice Cronológico, Índice 
Onomástico e outros. O Sumário é meramente informativo enquanto que o 
Índice é explicativo. 
Mas atenção: não se devem colocar os elementos pré-texhmis no 
Sumário. 65 O Sumário, portanto, será iniciado com a Introdução. 
Espacejamento no Sumário 
O espacejamento entre as linhas do Sumário deve ser simples. Porém, 
entre uma seção e outra, deixa-se uma linha em branco. 
Destaque 
Deve haver um destaque entre os itens que se subordinam no Sumário . Os 
destaques a serem dados serão os mesmos dados no deconer do corpo do 
trabalho, 66 ou sejam: 
62 NBR 6027:2013. 
63 A NBR 6027:2003 determinava que se colocassem apenas até a seção terciária. Alterada em 11 de janeiro de 
2013, passou a exigir que sejam indicadas todas as seções, ou seja, até a seção quinária. 
64 NBR 14724:2005, item 4. J.l 5. 
65 NBR 6027:20 13, item 6.3 . 
6õ A NBR 6027:2013 , item 6.2 diz que a subordinação dos itens do sumário deve ser destacada com a mesma 
apresentação tipográfica utilizada nas seções do texto. 
Furasté 49 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
a) seções primárias: letras maiúsculas e negrito; 
b) seções secundárias: letras maiúsculas; 
c) seções terciátias: letras minúsculas e negrito; 
d) seções quaternárias: letras minúsculas, sem qualquer destaque; 
e) seções quinárias : letras minúsculas e itálico. 
1 MAIÚSCULO e NEGRITO 
1.1 SÓ MAIÚSCULO 
1.1.1 Minúsculo e negrito 
1.1 .1.1 Minúsculo 
1.1.1.1 .1 Minúsculo e itálico 
Como foi dito, agora, os títulos das seções, podem ser alinhados pela margem 
do título do indicativo mais extenso. 67 
~espaços 
Não se numera 
a 
INTRODUÇÃO 
Uma linhaem branco 
8 em da borda 
SUMÁRIO --» negrito, versa!, centrado 
INTRODUÇÃO ..........••........................•..... ........ ...... 8 
ENTENDENDO O FRANCHISING .... .............. .... ...•. 9 
O FHANCH!SING NO BRASIL ......... .......... ............. 12 
CONCEITUANDO O FRANCHISING ........ .... ..........• 14 
Sistema Americano ..... ....... ........................ ........... 18 
Sistema Europeu .. ........... ............... .. ..................... 20 
Espaço simples -+--~1 .2.2.1 Sistema Europeu do Leste ... ... ... ....... ...... .. .... .... .. ... . 23 
1.2.2.1.1 Nórdicos ...... ............ .. .. .. .. ...... ... .. .. ......•...... .. ........... 24 
Todas as 
SEÇÕES 
grafadas como 
no corpo do texto 
Esses títulos não 
são numerados 
porque são 
PARTES do 
trabalho e não 
SEÇÕES do texto 
3cm 
1.2.2.1.2 Escandinavos ............. .. ..... ... . :.......... .............. ... ..... 24 
1.2.2.2 Sistema Europeu do Oeste ....................... .. ..... .. ...... 25 
1.3 TI~OS DE FRANCHISING ............... ...... .. ...... ... .....• 26 
1.3.1 Tipo Aberto........... ................................................. 29 
1.3.2 Tipo Fechado ......... ...... ................ ...... ....... ............. 32 
1.4 VANTAGENS E DESVANTAGENS ..•...................... 37 
2 O FRANCHISING NO BRASIL .... ............................ 44 
2. 1 O INÍCIO NO BRASIL ..... ... ............ ............ .............. 47 
2.2 AS MAIORES FRANQUIAS ............ .... ........ ............. 51 
. 2.3· PERSPECTIVAS DE CRESCIMENTO ....... ........... ... 55 
3 CAPITAL E SEGURANÇA ........ ....... ..... ...... .. .. ..... ... 65+----l 
3. 1 SEGURANÇA NO SISTEMA ....... .......... ... ....... ... ..... 70 2 em 3.2 FALHAS PREVISÍVEIS ... ..... ............. ... ................... 78 
CONCLUSÃO .................. ........................ ..... ...... .. .. 85 
OBRAS CONSULTADAS ............ ........... ................ 94 
APÊNDICES ... ........ ......... ....................................... 100 
ANEXOS •.•....•............ ... ... ..................•......... ..... ..... 112 
i 
67 NBR 6027:20 13, item 5.1 e NBR 6024:2003, item 3.2. 
Algarismos alinhados 
na margem direita 
Normas Técnicas para o Traballio Científico 50 Furasté 
19 SEÇÕES E ALÍNEAS 
Os capítulos são chamados pela ABNT de seções primárias e podem ser 
divididos e subdivididos em seções secundárias, terciárias, etc. A ABNT 
sugere que não se exagere nas subdivisões, jamais ultrapassando a quinária. 
TÍTULOS DAS SEÇÕES 
Deve-se adotar a numeração progressiva para as seções do texto com 
algarismos arábicos. As seções pri!fiárias devem ser iniciados em pág~na 
nova, e ter seu título ALINHADO A ESQUERDA, separados do respectivo 
numeral por apenas um espaço e a 3cm da borda superior do papel. 
Com relação aos títulos que não possuem indicativo numérico, 68 a ABNT 
não faz nenhuma recomendação sobre a distância que devam manter da borda 
superior. Ela ·apenas recomenda que se coloque cada un: deles ~~ntralizado e 
em nova página. Dessa forma, não havendo recomendaçao exphcita a favor ou 
contra, pode-se inferir que o . espaço de 8 em da borda _superior d~ papel, que 
sempre se recomendou, ainda pode ser usado, ou, se assim ~o~ desejado, qu~ se 
observe apenas os 3 em da borda,. conio em qualquer outra pagma de texto. F_tca, 
então, a critério do autor essa opç~o. Mais uma ~~z, recomendamo~ combmar 
com o professor orientador a forma a ser adotada. Qualquer _que seja o. espaç7~ deixado da borda superior, o título deve permanecer centralizado na hnha. 
Quando se deixam os Sem da borda, separa-se o título do texto por três linhas 
em branco. Quando se deixam os 3cm, deixa-se apenas uma linha ~m branco. 
Para se dar o devido destaque, não se ·deve aumentar o tamanho. da letra, 
mas uti.Iizar-se apenas dos recursos de negrito, itálico e versal (também 
chamado de caixa alta ou simplesmente letra maiúscula) . . 
,bs títulos das seções secundárias {subseções) são alinh~dos à ~argem 
esquerda e .<festacados gradativamente, usando-se de maneira racwnal os 
recur130S disponíveis. 
Vejamos como ficam os diferentes títulos e subtíhtlos : 71 
68 São eles: Errata, Agradecimento, Lista de Ilustrações, Lista de Abreviaturas e. Siglas, Lista de Símbolos, 
Sumário, Introdução, Conclusão, Referências, Apêndice(s), Anexo(s), Glossan o. . 
69 Em nossos exemplos, nesses casos, adotaremos sempre a distância de 8 em da borda supen?r. . . . . 
70 Repito para que a explicação fiq ue bem clara e não levante dúvidas. Como os latmos p diZiam: Repeltlto 
mater studionun est. {A repetição é a mãe da sabedoria). 
71 Observar que o destaque dado no Sumário e no Texto para as seções deve ser o mesmo. 
Furasté 51 Normas Técnicas para o Traba lho Cientifico 
1 SEÇÃO PRIMÁRIA· MAIÚSCULO e NEGRITO 
1.1 SEÇÃO SECUNDÁRIA· SÓ MAIÚSCULO 
1.1.1 Seção terciária - minúsculo e negrito 
1.1.1.1 Seção quaternária- minúsculo e normal 
1.1.1.1.1 Seção quinária - minúsculo e itálico 
Todos os títulos de seções, primárias (1), secundárias (1.1), terciárias 
(1.1.1) bem como as demais, se houver, devem manter o mesmo tamanho da 
letra utilizada no texto. Deixa-se uma linha em branco entre os títulos das 
seções e os textos anterior e posterior. 
O tíh!lo das seções terciárias (1.1.1) em diante deve ser escrito de acordo 
com as nonnas utilizadas para a titulação em geral, ou sejam: 
a) quando o título possuir verbo, pontuação intermediária ou entonação 
final, é considerado uma oração, aí, então, apenas a inicial da 
primeira palavra será maiúscula e terá ponto final, exceção feita a 
nomes próprios. Exemplos: 
1.1 .9 Narrar é contar histórias. 
1.6.3 Ter ou ser: eis a questão. 
1.4.5 Que triste futuro! 
b) quando o tíhllo não possuir verbo, pontuação intermediária ou 
entonação fmal, é considerado uma frase, aí, então, a inicial de cada 
palavra será maiúscula, excetuando-se os artigos, as preposições e as 
combinações, e não terá ponto final. Exemplos: 
1.1.4 Preservação da Natureza 
1.6.9 O Movimento Escoteiro no Mundo de Hoje 
1.2.5 A Pedagogia das Minorias no Brasil 
INDICATIVO DE SEÇÃO 
O algarismo que antecede a cada título de seção recebe a denominacão de 
indicativo. Para esse indicativo, devem ser utilizados somente alga;ismos 
arábicos que são separados do tíhllo apenas por um espaço. Não se usa ponto, 
traço ou qualquer outro sinal entre eles. 
Esse algarismo pode ou não acompanhar o destaque dado ao título da 
seção (negrito, itálico, etc.). Deve-se, porém, manter uniformidade no trabalho. 
Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 52 
1 HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO ESCOLAR 
1.1 DADOS DO FUNDADOR 
1.1.1 Origem 
1.1.2 Obras realizadas 
1.1.2.1 Na Cidade 
1.1.2.2 No Bairro 
Furasté 
O indicativo de uma subsecão é composto pelo indicativo da seção a que 
pertence, seguido do número que lhe for atribuído na sequência do assunto, 
separado apenas por um ponto. 
1.1 TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS NA PRÁTICA 
1.1 .1 Pedagogia liberal 
1.1.2 Pedagogia progressista 
1.1 .2.1 Análise 
1.1.2.2 Considerações 
Introdução, conclusão, sumário, errata, agradecimentos, listas, 
referências, resumos, anexos, apêndices, glossário, por se constituírem 
PARTES independentes, jamais devem ser numeradas, tanto no decorrer do 
trabalho corno no sumário. Isso deve ser feito apenas nas seções e subseções do 
desenvolvimento do texto. 
Aqui faz-se necessário um esclarecimento importante. A ABNT não é 
suficientemente clara em algumas situações, o que ocasiona, muitas vezes, 
confusão na interpretação. É o caso de serem ou não numeradas a Introdução e 
a Conclusão. 
Na NBR14724:2011, item 4.2.2, está escrito que "o texto é composto de 
uma parte introdutória, que apresenta os objetivos do trabalho e as razões de sua 
elaboração; o desenvolvimento, que detalha a pesquisa ou estudo realizado euma parte conclusiva", Lendo-se atentamente, conclui-se que introdução, 
desenvolvimento e conclusão são os elementos textuais, isto é, as três partes 
que compõem, juntas, o corpo do texto em si. Conclui-se, portanto, que a 
introdução é a PARTE inicial do texto; o desenvolvimento é a PARTE 
principal do texto e a conclusão, a PARTE final do texto. Está bem claro que as 
três são PARTES do trabalho! 
Então, quando se fala em desenvolvimento do texto, temos aí uma 
PARTE do texto e é essa PARTE que se divide em SEÇÕES e SUBSEÇÕES. 
Portanto, as seções e subseções são divisões do desenvolvimento. Elas, juntas, 
seções e subseções, compõem o desenvolvimento do texto. Portanto, as 
SEÇÕES e SUBSECÕES é que devem ser identificadas, ou seja, numeradas. 
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Furasté 53 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
Repetindo, essas SEÇÕES e SUBSEÇÕES que são numeradas, são as divisões 
ocorridas no desenvolvimento. Mais uma vez, ficou claro que o que se numera 
são as divisões ocorridas no desenvolvimento. · 
Ora, corno Introdução e Conclusão não são divisões do 
Desenvolvimento, mas são OUTRAS PARTES do texto é lógico que se 
conclua que elas NÃO DEVEM SER NUMERADAS. 72 , 
Como INTRODUÇÃO e CONCLUSÃO são partes do texto, assim 
como o DESENVOLVIMENTO e não uma divisão deste, NÃO DEVEM 
SER NUMERADAS. 
NÃO DEVEM 
SER 
NUMERADAS 
ALÍNEAS 
SUMÁRIO 
INTRODUÇÃO 
1 A REDAÇÃO ESCOLAR 
2 PARTES DE UMA REDAÇÃO 
3 O PARÁGRAFO 
3.1 TIPOS DE DESENVOLVIMENTO 
3.2 TIPOS DE CONCLUSÃO DO PARÁGRAFO 
4 NARRAÇÃO 
5 DESCRIÇÃO 
6 DISSERTAÇÃO 
6.1 DISSERTAÇÃO OBJETIVA 
6.2 DISSERTAÇÃO SUBJETIVA 
CONCLUSÃO 
REFERÊNCIAS 
GLOSSÁRIO 
APÊNDICES 
ANEXOS 
Cada seção pode, ainda, ser dividida em alíneas (divisões menores sem 
grande pariicipação na estrutura geral do trabalho). Essas alíneas são ordenadas 
alfabeticamente por letras minúsculas seguidas de parênteses. o 
espacejamento entre as alíneas, entre as linhas das alíneas e entre o texto que as 
antecede e que sucede continua o mesmo do corpo do texto, ou seja, espaço 1,5. 
A disposição gráfica das alíneas obedece às seguintes regras: 
a) o trecho do texto anterior às alú1eas temlina por dois pontos; 
b) as alíneas são reentr adas em relação à margem esquerda como se 
fosse um parágrafo; 
72 Cuidado para não confundir NWdERAR as PÁGINAS DO TEXTO com NU/vfERAR as PARTES DO 
TEXTO. Aqui se está falando da numeração das SEÇÕES e SUBSEÇÕES do texto, e não das suas páginas. 
., 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 54 Furasté 
c) a matéria da alínea começa por letra minúscula e termina por ponto-e-
-vírgula. Apenas a última alínea termina por ponto; 
d) a segunda linha e as seguintes da alínea começam sob a primeira 
letra do texto da própria alínea; e 
e) no caso de serem cumulativas ou alternativas, pode-se acrescentar a 
conjunção ~ ou a conjunção Q!! após a penúltima alínea, depois da 
pontuação. 
SUIBALÍNEAS 
Dependendo da necessidade do texto, poderemos ter, ainda, as alíneas 
divididas em subalíneas. 73 
A subalínea é indicada por -um hífen colocado sob a primeira letra do 
texto da alínea correspondente, sendo que a segunda linha e as seguintes da 
matéria da subalínea começam sob a primeira letra do texto da própria alínea. A 
alínea anterior deve ser encerrada por vírgula. 
As linhas do texto da subalínea começam um espaço após o hífen; a 
pontuação das subalíneas é igual ao das alíneas; o espacejamento entre as 
subalíneas continua sendo espaço 1,5. 
São vários os modelos de fichas de leitura. Todos os modelos devem 
conter, no rrúnimo: 
Alíneas ..,....----1f--l> a) cabeçalho: dividido em três campos, 
. :v - o primeiro que inicia o assunto; 
.. ···:::::::>v - outro que apresenta o terna; 
:::: .. :· ······ .- - o último que traz a classificação da ficha; 
b) referência bibliográfica: identifica a autoria e procedência do 
documento; 
c) conteúdo: dependendo do modelo de ficha, pode ser, 
:::::···· ····-~ - um comentário; 
···· ... :::::! -uma citação; . 
- um esboço esquemático. 
73 Subalínea: de acordo com o acordo ortográfico, AGORA, o prefixo sub só admite hífen quando o elemento 
seguinte iniciar por H, R ou B . Como alínea começa por vogal, escreve-se tudo junto. Portanto: _subseção, 
subcapítulo, subtenente, subtotal, sub-habitação, sub-humano, sub-reitor, sub-remo, sub-base, sub-biblioteca. 
furasté 55 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifi co 
20 CITAÇÕES 
Citar é colocar em nosso texto alguma informação, palavras ou ideias que 
pertencem a outro autor. Por não ser de nossa autoria, todas as citações devem 
trazer a identificação de seu autor. 74 As citações podem ser colocadas no 
decorrer do próprio texto ou em notas de rodapé.75 Para facilitar o 
entendimento e para não truncar a leitura, porém, sugere-se que elas sejam 
sempre feitas no decorrer do texto . 
Há duas formas de se fazer uma citação: a citação indireta ou livre 
(também chamada de paráfrase) e a citação direta ou textual. Pode ocorrer, 
ainda, a chamada citação de citação. 
CITAÇÃO INDIRIETA ou liVRE (paráfrase) 
Chamamos de citação indireta ou livre (paráfrase) aquela citação na qual 
expressamos o pensamento de outra pessoa contido num parágrafo, numa 
parte do texto ou no texto inteiro, com nossas próprias palavras. Fazemos a 
interpretação das informações trazidas no texto e as transcrevemos da nossa 
maneira. 
Ao fazermos a citação, devemos indicar o nome do autor, em letras 
minúsculas, se estiver no corpo do texto, ou em letras maiúsculas, se estiver 
dentro dos parênteses, juntamente com o ano da publicação da obra em que se 
encontra a ideia por nós referida.76 Só se indicam as páginas quando for possível 
sua identificação, caso contrário não há necessidade de fazê-lo, já que a ideia 
pode estar sendo resumida de uma obra inteira, de um capítulo, de diversas 
partes ou de um conjunto delas . 
Vimos que, para nosso esclarecimento, precisamos seguir os preceitos 
encontrados, já que Guimarães estabelece que "a valorização da palavra pela 
palavra encarna o objetivo precípuo do texto literário" (2011, p. 32) e, se isso não 
ficar bem esclarecido, nosso trabalho será seriamente prejudicado. 
Ou: 
Vimos que, para nosso esclarecimento, precisamos seguir os preceitos 
encontrados, já que Guimarães estabelece que "a valorização da palavra pela 
palavra encarna o objetivo precípuo do texto literário" e, se isso não ficar bem 
esclarecido, nosso trabalho será seriamente prejudicado (2011, p. 32). 
Ou: 
Vimos que, para nosso esclarecimento, precisamos seguir os preceitos 
encontrados, já que ficou estabelecido que "a valorização da palavra pela palavra 
encarna o objetivo precípuo do texto literário" (GUIMARÃES, 2011, p.32) e, se isso 
não ficar bem esclarecido, nosso trabalho será seriamente prejudicado. 
74 A essa identificação de autoria, a ABNT chama de Referência. 
75 NBR I 0520:2002, item 4. 
76 NBR l 0520:2002, item 6.1.1. 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 56 Furasté 
. Se o autor possuir outras obras, elas serão diferenciadas pela data da 
publicação. Havendo mais de uma obra no mesmo ano, acrescentamos uma letra 
após a data. 77 
No caso do teatro ou do cinema quem melhor se definiu foi Antunes (201 O a) 
quando declarou que aqueles espaços haviam sido todos tomados pela geração de 
40. Po~ outro lado, ele próprio se contradisse, mais tarde (2010b), como já se 
contra_dissera noutras ocasiões, ao referir-se às decisões tomadas pelos autores da 
geraçao de 50. Isso é uma incongruência com a qual convivemos há muito tempo. 
Ou: 
No caso do teatro ou do cinema quem melhor se definiu foi o autor que 
(ANT~NES, 201 Oa) declarou que aqueles espaços haviam sido todos tomados pela 
geraçao de 40 .. ~or outro lado, ele próprio se contradisse, maistarde (ANTUNES, 
2010b), como Ja se contradissera noutras ocasiões, ao referir-se às decisões 
toma.das pelo~ au~ores da geração de 50. Isso é uma incongruência com a qual 
convivemos ha muito tempo. 
Quando, no transcmrer do texto, em citações indiretas ou livres, se faz 
menç~o, se.gui.das vezes, ao mesmo autor, na mesma obra, não é necessário que 
se repita a md1caçãodo ano para que o texto não fique muito travado. 
Quando for apresentada uma ideia de um determinado autor que se 
encontra em diversas fontes, ou seja, o mesmo autor em obras distintas, deve ser 
apresentado o ~orne desse autor seguido dos diferentes anos de -publicação, · 
separados por v1rgula. 
,Costenaro (1999, 2008, 2010) 
;viladino ( 2010, 2012) (COSTENARO, 1990, 2008, 2010). (VILADINO, 2010, 2012). 
As citações indiretas de autores diferentes, de obras diversas, que forem 
mencionados simultaneamente, devem ser separados por ponto-e-vírgula e 
apresentados em ordem alfabética. 78 
As próteses devem ficar ajustadas às necessidades intrínsecas dos 
respectivos pacientes (FAGUNDES, 2009; JUNGUES, 2010; RIBEIRO, 2011). 
77 NBR 10520:2002, item 6.1.3. 
78 NBR 10520:2002, item 6.1.5. 
.. 
1;-
Furasté 57 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 
CITAÇÃO DIRETA ou TEXTUAl (transcrição) 
São chamadas de citações diretas ou texh1ais aquelas em que se 
transcrevem exatamente as palavras do autor citado. As citações diretas ou 
textuais podem ser breves ou longas. 
Breves 
As citações diretas são consideradas breves quando sua extensão não 
ultrapassa três linhas. Essas citações devem integrar o texto e devem vir entre 
aspas. O tamanho da fonte (letra) da citação breve permanece o mesmo do 
corpo do texto (tamanho 12). 
Longas 
As citações com mais de três linhas são chamadas de longas e devem 
receber um destaque especial, com recuo (reentrada) de 4cm da margem 
esquerda, e mais 1,5cm para marcar o início de parágrafos. 
Aqui percebemos que a ABNT falhou num ponto. Quando se faz uma 
citação, é preciso deixar a distância de 4cm de reentrada e, também obedecer 
ao recuo do parágrafo. A ABNT não mencionou esse fato e deu seus exemplos 
sem esse recuo. Isso contraria as normas da gramática, além do fato de ficar sem 
sentido quando a citação possuir mais de um parágrafo. 79 Como ficam os 
demais? Com recuo ou sem recuo? Se tirarmos o recuo dos demais, estaremos 
alterando a estrutura do texto original - o que não se pode fazer! Se a ABNT foi 
cuidadosa com o uso do ponto final após as citações a fim de atender às regras 
gramaticais, igualmente aqui essas regras devem ser atendidas e respeitadas. 
Portanto, deve-se deixar um recuo de, aproximadamente 1,5cm (o 
equivalente a um toque na tecla TAB 80 do computador) para indicar o início de 
parágrafo nas citações. 
As citações longas, por já terem o destaque do recuo (reentrada de 4cm), 
não deverão ter aspas e o tamanho da fonte (letra) deve ser menor que o do 
texto81 (o tamanho sugerido é o tamanho 10). 
O espacejamento entre as linhas do corpo da citação deve ser de um 
espaço simples. Entre o texto da citação e o restante do trabalho, deve-se deixar 
uma linha em branco, antes e depois. 
79 Estranhamente os exemplos dados pela ABNT, em suas normas, são sempre de um único parágrafo. 
80 Um toque na tecla T AB pode variar entre 1 ,25cm a 1 ,5cm, dependendo do software util izado. 
81 NBR 10520:2002, item 5.3. 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 58 
i Há uma certa dificuldade quanto ao reconhecimento de O, A, OS, AS como 
pr.on1mes demonstrativos, mas essa dúvida é muito bem dirimida por Fernandes: ~ Os pronomes , A, OS e AS passam a ser pronomes ~ _ demonstrativos se e que numa frase puderem ser substituídos, sem 
alterar a estrut a dessa frase, respectivamente, por ISTO, ISSO, 
AQUILO, AQ LE, AQUELES, AQUELA, AQUELAS (2011, p. 19). 
J SEM ASPAS e letra menor, tamanho 10 
Havendo supressão de trechos dentro do texto citado, faz-se essa 
indicação com r·eticências entre colchetes [ ... ] : 82 
r-----~----------~------~----~--~ i 
junto d~a n~~~~sni~:~71~ar~~r~a,a~i~~~~ ~~~~:~c~~f~ ~~em u~~z~~~~ennc~al~~~d~d~~ -i 
linguagem [ ... ] há pinceladas de função conativa (CHALHUB, 2009, p. 37). ~ 
/ 
/ 
No início ou no fim da citação, as reticências são usadas apenas quando o 
trecho citado não é uma sentença completa. Entende-se por sentença completa 
aquela que o autor elaborou, com todos os seus elementos, isto é, uma sentença 
que contenha sujeito, predicado e seus complementos gramaticais exigidos. 
Caso contrário, se a sentença for completa, no início ou no término de citação, 
não se deve fazer o uso das reticências. É óbvio que se trata de parte de um 
todo, que se retirou um trecho, pmianto, não há necessidade de se indicar com as 
reticências. 
Encerrava seu discurso nomeando os que figurariam somente nos exercícios 
gerais, citando palavras de ordem, dentre as quais pudemos entender: 
[ ... ] muitas mortes, desaparecimentos e desolação haverão de 
varrer este pais de norte a sul, de leste a oeste e nada restará para a 
posteridade que sentirá a falta de um elo (MORGADO, 2009). 
Mais adiante, aqui lo que mais chocou a todos quantos o ouviam: 
Arrasem com tudo, queimem tudo, ponham tudo abaixo, destruam 
com tudo, não poupem ninguém, nem crianças, nem mulheres, nem 
velhos [ .. . ] (MORGADO, 2009). 
/ 
Se a citação for usada para completar uma sentença do autor do trabalho, 
82 NBR 10520:2002, item 5.4. - Deve-se ter um cuidado especial, pois antigamente essa supres~ão era indicada 
por parênteses. 
furasté 59 Normas Técnicas para o TrabaU10 Científico 
esta terminará em vírgula e aquela iniciará sem a entrada de parágrafo e com 
letra minúscula. 
A secretária ameaçou, dizendo que, _-i vírgula 
letra 
minúscula 
sem 
reentrada 
da próxima vez, a máquina ficará sem as peças de reposição, se 
ele não chegar e disser o que precisa ser dito, uma vez que não 
estou aqui para servir de adivinha para seus caprichos 
desencontrados e sem nexo (MARQUES, 2011, p. 34). 
Caso o texto do autor do trabalho seja uma continuação da citação, esta 
terminará por vírgula e o texto reiniciado sem entrada de parágrafo e com 
letra minúscula. 
Os gramáticos são claros quando assumem uma posição quanto ao emprego do 
pronome oblíquo no início de oração. Cega lia (2011, p. 419) diz claramente que: 
Iniciar a frase com o pronome átono só é licito na conversação fami liar, 
despreocupada, ou na língua escrita, quando se deseja reproduzir a fala dos 
personagens, I vírgula I 
porém nós sabemos que na prática não é bem assim que acontece - as normas, 
rigorosamente, são esquecidas por quase todos os usuários do idioma falado, 
principalmente nas ocasiões informais. 
Quando dentro do texto citado já existirem aspas, elas transformam-se 
em aspas simples (')(também chamada de apóstrofo). 83 
\ 
"O term~'espaço',~ um modo geral, só dá conta do lugar físico onde ocorrem os 
fatos da história" (VI LARES, 2011, p. 23). 
Se for feita alguma interpolação, acréscimo ou comentário durante a 
citação, que não seja do autor, deve-se fazê-lo entre colchetes [ ] : 
\. / 
Também chamado de corpo do trabalho~[o desenvolvimento]~em por finalidade 
expor, demonstrar e fundamentar a explicitação do assunto a ser abordado. É normalmente 
dividido em seções ou capítulos, que variam de acordo com a natureza do assunto 
(GARCIA, 2009, p.17). 
Quando, no texto citado, houver algum tipo de erro, ou algo inusitado, 
para que fique bem claro que esse erro foi cometido pelo autor do trecho e não 
83 Não confundir a palavra apóstrofo que é o sinal (')com apóstrofe que é uma figura de linguagem que 
consiste na interpelação ou invocação do leitor, ouvinte ou outra pessoa no decorrer de um texto. 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 60 Furasté 
por quem fez o trabalho, coloca-se, logo apóso erro, a palavra latina "sic", entre _ :~ 
parênteses, que significa "isso mesmo", "assim mesmo". Isso vale para qualquer .·~ 
tipo de erro, seja na forma, seja no conteúdo do trecho. --r 
·{~, 
~----E-. -p-re~c~is-o--qu_e __ s_e_b_u~s-q-ue __ a_e_s~p~o~nt_a_n-ie_d_a_d_e-(s-i~c)~p-a_r_a~s-e-f-ot_o_g-ra_f_a_r_m_e-lh_o_r __________ j 
F"-------------~---~--------~---~~- J - ~ Depois de muito falar e pouco dizer, o ministro afirmou que seu ministério estava 
pronto para decretar o fim da dívida externa do Brasil em 2011 (sic!). 
... 
Se algum destaque (grifo, negrito, itálico ou sublinhado) for dado, deve-
se indicar esse destaque, no final da citação, com a expressão grifo nosso, entre 
colchetes [ ]: 
A primeira citação de uma obra deve ter sua referência bibliográfica completa. As 
subsequentes citações da mesma obra podem ser referenciadas de forma abreviada, 
desde que não haja referências intercaladas de outras obras do mesmo autor (NBR 6023-
2010) [grifo n~sso]. 
Caso o texto citado traga algum tipo de destaque dado pelo autor do 
trecho, devemos usar a expressão grifo do autor, entre colChetes [ ]: 
A verdadeira felicidade é encontrada nos pequenos detalhes que vão se somando 
dia após dia de convivência com o ser amado (GUERRERO, 2010, p. 12) [grifo do autor]. 
_;<f 
/ 
Quando o texto citado for composto por informações orais obtidas em 
aulas, palestras, debates, comunicações, etc. deve-se, entre parênteses, colocar a 
observação informação verbal, 84 relacionando-se os dados disponíveis em nota 
de rodapé: 
. Eichenberg constatou que, na costa do Rio Grande do Sul, especialmente no litoral 
norte, há a presença abundante de coliformes fecais, especialmente nos meses · do verão 
(informação verbal 1). Essa presença tem causado graves transtornos a todos os veranistas. I . 
1 Em palestra proferida no Salão de Atos do Colégio Tiradentes, em 27 de dezembro de 201 O. 
Se for o caso de se fazer menção a algo contido em polígrafos, apostilas 
34 NBR 10520:2002, item 5.5. 
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Furasté 61 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
ou quaisquer materiais avulsos, faz-se a indicação do nome do autor, quando 
for possível sua identificação, acrescentando-se a observação 'polígrafo ', 
'material de propaganda', 'panfleto', etc. Procede-se da mesma forma com 
relação à data. Indica-se, se houver, caso contrário, registra-se s.d. (sem data). 
KNAPP, Ulrich. Separação de isótopos de urânio conforme o processo Nozzle: curso 
introdutório, 5-30 de set. de 2009. 26 f. Notas de Aula. Mimeografado. 
Quando se fizer a indicação de trabalhos ainda em elaboração, deve-se 
colocar todos os dados disponíveis, colocando a expressão no prelo85 e 
mencionando o fato de estar em elaboração, em nota de rodapé. 
O amor sempre deve prevalecer, mesmo nas situações de tensão ou de 
conflitos. Jamais se deve duvidar da força do amor, pois é ela que. nos leva adiante. A 
família deve ser, tenha ela a constituição que tiver, o centro de disseminação de amor 
e compreensão (SARTORI, P; EICHENBERG, M. Nossa Família, no prelo). 2 
I 
2 Livro de crônicas em elaboração com previsão de publicação ainda neste ano. 
As citações longas (mais de três linhas) 
não recebem aspas 
e a letra é menor (tamanho 1 O) do que a do texto (tamanho 12) 
SISTEMAS IDE CHAMADA DAS CJITAÇÕES 
As citações podem ser chamadas pelo sistema numérico ou pelo sistema 
alfabético (também chamado de autor-data). O sistema que for escolhido deverá 
ser utilizado uniformemente em todo o trabalho. 
Sistema numérico de chamada 
No sistema numérico de chamada, é feita uma numeração unzca e 
sequencial, ou para todo o trabalho, ou por capítulo ou por parte, utilizando-
-se algarismos arábicos. Não se reinicia a numeração a cada página. A chamada 
pode ser feita entre parênteses, alinhada ao texto ou como expoente (pouco 
acima da linha do texto). O algarismo da chamada deve ser colocado após a 
pontuação que fecha a citação : 
85 NBR l 0520:2002, item 5.6 - Usam-se as expressões: em preparação, em fase de elaboração ou no prelo 
(que significa que já está na editora ou na gráfica). 
~~ 
i 
Nonnas Técnicas para o Trabalho Científico 62 
O Código pode ser definido como um programa ou uma instrução que cria, e 
depois controla, a relação entre significante e significado. 1 
Outro aspecto básico da doutrina saussuriana é a do signo linguistico. o 
signo é o resultado de significado mais significante. 2 
1 GARCIA, Otto M. Comunicação em Prosa Moderna. S.Paulo: FGV, 1998. 
2 SAUSSURE, Ferdinand de. Curso de Linguística Geral. S.Paulo: Cultrix, 2006. 
O sistema numérico não deve ser utilizado quando há notas de rodapé, 
para que não ocorra confusão. Lembre-se que esse sistema está sendo utilizado 
para identificar as citações, e as notas de rodapé servem para outros tipos de 
comentários ou adendos ao texto. 
Sisil:ema a~ifalbéil:ico de clhlamada {aQJJil:or-dlail:a) 
a) com autor explícito : 
No sistema alfabético, também chamado de autor-data, indica-se a fonte 
pelo sobrenome do autor, maiúsculo, seguido da data da publicação (e da ~· 
página, no caso de citação direta) separados por vírgula e entre parênteses. A ~ 
identificação completa da obra se dará nas Referências que poderá estar no 
rodapé, no final do capítulo ou no final do Trabalho. 
Assim, numa citação breve, teremos: 
. Num trabalho recentemente publicado no Brasil vê-se que "o homem está 
cada vez mais se afastando de Deus" (TEIXEIRA, 201 O, p. 36). i 
Numa citação longa, fica assim: 
É sabido que o alcoolismo é uma doença consumptiva também do ponto de 
vista econômico, já que leva famílias inteiras à derrocada financeira, gastando até 
os últimos centavos que deveriam servir para a alimentação, vestuário, instrução, 
inclusive dos filhos, terminando, até mesmo, com quaisquer laços de fraternidade 
que se espera devam existir (RAMOS, 201 O, p. 138). 
I 
Furasté 63 Nonnas Técnicas para o Trabalho Científico 
Quando o nome do autor estiver contido na sentença, indica-se a data da 
publicação e os outros dados identificativos (volume, tomo, parte ... ) entre 
parênteses, logo após o nome do autor ou após a citação. 
Numa citação breve: 
A campanha de vacinação contra o sarampo, segundo Varei a (2011 , p.22), 
"foi um sucesso mais estrondoso do que se esperava". 
Ou: 
A campanha de vacinação contra o sarampo, segundo Varela , "foi um 
sucesso mais estrondoso do que se esperava" (2011, ·p.22) . 
Numa citação longa: 
Podemos ver que Carvalho (2008, p. 45) assim se expressa com relacão 
que estamos expondo: • 
Ou, então: 
As normas gramaticais não têm o objetivo de desenvolver nenhuma 
capacidade de expressão. O objetivo da gramática normativa é fornecer um 
Instrumental para que essa capacidade de expressão se exerça com precisão 
com clareza, com concisão, com elegância e até com criatividade. ' 
Podemos ver que Carvalh6 assim se expressa com relação ao que estamos 
expondo: 
As normas gramaticais não têm o objetivo de desenvolver nenhuma 
capacidade de expressão. O objetivo da gramática normativa é fornecer um 
instrumental para que es_sa capacidade de expressão se exerça com precisão, 
com clareza, com conc1sao, com elegância e até com criatividade (2008, p.45). 
Se, na citação, for utilizado um texto que foi traduzido, deve-se fazer a 
indicação ao final da referência. 
Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 64 Furasté 
O modo de produção da vida material condiciona o desenvolvimento da vida 
social, política e intelectual em geral. Não é a consciência dos homens que 
determina o ser seu: é o seu ser social que, inversamente, determina sua 
consciência (Marx apud Hanglost, 2009, p. 459, tradução nossa). 
' 
" Fazendo-se uso do sistemaautor-data, já se está identificando a passagem 
citada, pmianto não é necessário fazer quaisquer outros esclarecimentos em 
rodapé. Os demais dados sobre o autor e sua obra serão apresentados, na íntegra, 
nas referências. 
Quando acontecer a coincidência de aparecerem autores com sobrenomes 
iguais, a diferença será estabelecida pela inicial do prenome do autor: 86 
(CARDOSO, 8 . 2008). 
(CARDOSO, R. 2001 ). 
Cardoso, 8. (2008). 
Cardoso, R. (2001 ). 
Se persistir a coincidência, coloca-se o prenome por extenso: 87 
(SCHNEIDER, Celso. 2000). 
(SCHNEIDER, Camilo. 2000). 
Schneider, Celso. (2000). 
Schneider, Camilo.( 2000). 
Se for feita a indicação de diferentes autores simultaneamente, eles devem 
ser indicados, nas referências, separados por ponto-e-vírgula e em ordem 
alfabética: 88 
(CARDOSO, 1999; FERREIRA, 2001; GOULART, 2003) 
Cardoso; Ferreira; Goulart, (199-9; 2001; 2003). 
No texto, porém são apresentados como uma sequência normal de termos: 
(CARDOSO, 1999, FERREIRA, 2001 e GOULART, 2003) 
Cardoso, Ferreira e Goulart, (1999; 2001; 2003). 
Quando se fizer a indicação de diversos documentos, do mesmo autor, 
publicados num mesmo ano, faz-se a diferenciação pelo acréscimo de letras 
minúsculas, em ordem alfabética, após a data e sem espacejamento: 
86 NBR !0520:2002, item 6.1.2 . 
87 NBR l 0520:2002, item 6.1.2. 
88 NBR I 0520:2002, item 6.1.5 . 
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Furasté 
(FIGUEIREDO, 2003a) 
(FIGUEIREDO, 2003b) 
(FIGUEIREDO, 2003c) 
65 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
Figueiredo (2003a) 
Figueiredo (2003b) 
Figueiredo (2003c) 
Quando for feita indicação de diversos documentos de autoria de um 
mesmo autor, publicados em épocas diferentes e que estejam sendo 
mencionados simultaneamente, separam-se as datas por vírgulas : 89 
(LIMA, 1999, 2001, 2002, 2003). Lima (1999, 2001 , 2002, 2003). 
b) sem autor explícito: 
As orientações são as mesmas, porém inicia-se a referência pela primeira 
palavra do título seguida de reticências, a data da publicação e a página ou 
páginas, separadas por vírgulas e entre parênteses. Se o título iniciar por artigo 
(definido ou indefinido) ele deve pem1anecer na indicação. 
No texto: 
"Os alunos deverão se apresentar na data estipulada para efetuar suas 
respectivas matrículas" (MANUAL.. ., 2002, p. 16). 
Nas referências: 
MANUAL do Candidato. Instruções para Matrículas. Porto Alegre: 2002. p. 16. 
No texto: 
"Quando o torneiro mecânico Luiz Inácio Lula da Silva for empossado 
presidente da República nesta quarta-feira, uma nova era estará começando 
no Brasil" (UM DESAFIO .. . , 2002, p.4). 
Nas referências: 
UM DESAFIO do tamanho do Brasil. Zero Hora, Porto Alegre, p.4, dez.2002. 
89 NBR I 0520:2002, item 6.1.4. 
Normas Técnicas para o Traballio Cientifico 66 Furasté 
CITAÇÃO de CITAÇÃO 
Se, num trabalho, for feita uma citação de alguma passagem já citada em 
outra obra, direta ou indiretamente, deve-se indicar primeiramente o 
sobrenome do autor da passagem seguido da palavra latina apud (que 
significa segundo, conforme, de acordo com) e o sobrenome do autor que fez a 
citacão. Aí, então, desse úl~imo, faz-se a referência completa. Exemplo: 
"O sistema consiste em colocar o recém-nascido no berço, ao lado da mãe, logo 
após o parto ou algumas horas depois, durante. a estada de ambos na maternidade" 
(HARUNARI apud GUARAGNA, 1992, p. 79). 
Temos aí palavras escritas por Harunari e que foram citadas por Guaragna 
na página 79 de sua obra de 1992, e que estão sendo utilizadas, agora, nesse 
novo trabalho. 
"Segundo Fontana (apud OLIVEIRA, 2005, p. 328) os povos indígenas agrupavam-
se de acordo com seus interesses e necessidades. 
Neste caso, temos palavras de Fontana que foram citadas na página 328 da 
obra de Oliveira, em 2005, que trazemos para nosso trabalho. 
Já se tem encontrado por aí, citação de citação de citação. Ou seja, uma 
citação é feita num documento, depois copiada em outro e, mais uma vez 
copiada para outro trabalho. Um absurdo. Isso não se pode aceitar. Um trabalho 
científico deve pri!J1ar pela originalidade e pela pesquisa. É preciso que seu 
autor vá diretamente às fontes. Fazer citação de citação já é algo que se permita 
com certas restrições. 
21 NOTAS DE RODAPÉ 
A nota de rodapé de página é a maneira mais confortável para o leitor 
encontrar, na própria página, um esclarecimento que o autor pretende transmitir. 
São o-bservações, indicações ou aditamentos cujas inclusões, se fossem feitas no 
texto, prejudicariam a sequência lógica de seu desenvolvimento. Também 
podem ser feitas as identificações (referências) das obras citadas no decorrer do 
trabalho. As informações das notas de rodapé, porém, devem limitar-se ao 
mínimo necessário. Mas, atenção, se for feita a referência de uma obra 
(referência bibliográfica) na nota de rodapé, esta identificação não será feita 
novamente nas obras consultadas, no final do trabalho. 
Esclarecendo melhor. A obra que for referenciada no transcorrer do 
trabalho em nota de rodapé já está devidamente identificada, por essa razão não 
precisa ser novamente listada no conjunto das obras consultadas. Nas obras 
consultadas serão listadas aquelas obras foram usadas, mas que não foram 
mencionadas no decorrer do trabalho. 
Furasté 67 Normas Técnicas para o Traba lho Cientifico 
As notas de rodapé devem estar dentro das margens e numeradas com 
algarismos arábicos, numa sequência única e consecutiva para todo 0 trabalho 
d 't I d d 9o ' para ca a cap1 u o ou para ~a a parte o trabalho. são separadas do texto por 
um filete (traç_o) de, aproximadamente, 3cm, a partir da margem esquerda e 
devem ser escntas com letra de tamanho menor- pitch 10.91 
A nota de rodapé deve iniciar com a chamada (o algarismo) e escrita com 
espaço sim?le~. 92 Deve-se alinhar a segunda linha da nota abaixo da primeira 
letra da pnmeira palavra, a :f}m de dar destaque ao algarismo identificador da 
nota. Entre uma nota e outra não se deixa nenhum tipo de espaço. 93 
As notas de rodapé dividem-se em dois tipos: 
a) notas de referência: são as notas que identificam as fontes consultadas 
ou que remetem a outras obras. 
:CARVALHO, Heitor. As Luzes do Pensamento. São Paulo: Ediarte, 1989. p. 36. 
~ OSORIO, L.C. Medicina do ~d~lescente. Porto Alegre: Artes Médicas, 1982. p.85. 
MARITAIN, Jacques. Sete Liçoes sobre o Ser. São Paulo: Loyola, 1996. p. 112. 
b) notas explicativas: quando apresentam observações, acréscimos ou 
coL?-en~ários complementares para prestar esclarecimentos, comprovar 
ou JUStificar uma afirmação que não pode ser incluída no texto, ou, até 
mesmo, para remeter o leitor a outras partes do trabalho. 
Toda essa problemática já foi detidamente analisada por RICO, Jaime. Preto no Branco. Porto 
Alegre: Rocco, 1999. p. 234-8. 
2 idem, ibidem 
3 Os textos apresentados nesse capítulo são de autoria de alunos de escolas de periferia de Porto 
Alegre, com idades variando de treze a quinze anos. 
4 A questão da "coerência" foi detidamente analisada na primeira parte da obra. 
s Salvo o caso em que o autor nega a existência de Deus. 
~ Toda vez que se refere a essa situa~ão, os jogadores lembram a fatídica data de sua última derrota. 
Venfique o que fo1 explicado no cap1tulo 8 sobre a numeração das camisas dos jogadores. 
8 Confronte com a informação trazida no inicio do parágrafo anterior. 
90 NBR I 0520:2002, item 7.1. 
91 NBR 14724:2011 , item 5.2.1. 
92 O algarismo da entrada da Nota de Rodapé deve ser apresentado do mesmo modo que for utilizado na 
chamada no texto (sobrescrito ou eniTe parênteses). 
91 NBR I0520:2002, item 7. 
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Normas Técnicas para o Trabalho Científico 68 Furasté . t' 
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Deve-se dar preferência ao sistema alfabético para as citações no texto e 
ao numérico para as notas explicativas.94 
A primeira referência de uma obra em nota de rodapé deve ter sua 
indicação completa, com todos os dados. As referências subsequentes de uma 
mesma obra podem ser referenciadas de maneira abreviada. Veja que 
novamente a ABNT não estipula uma obrigatoriedade. Pode é possibilidade, por 
isso é possível manter-se a indicação completa em todas as notas. 95 
Se os dados forem abreviados, é permitido96 o uso de algumas expressões 
latinas, por extenso ou abreviadas, para dar mais clareza às informações: 
1 (JULIANI, 1987 apud MERC, 1983, p. 2-4). 
2 Segundo Correa (apud RIBEIRO, 1986, p. 54) pode-se calcular .. . 
idem ou id. =o mesmo (autor) 
3 LIMA, Carlos Alencastro. O Ribeirão Seco. São Paulo: Cortes, 2004. p. 34. 
4 1dem, p. 54. 
ibidem ou ib. = no mesmo lu ar, na mesma obra 
5 MOREIRA, Luis. 1999, p. 25. 
, 
6 1dem, ibidem. 
opus citatum ou o .cit. = obra citada 
7 CARDOSO, Mareio. Aventuras na Cura. Campos: Veritas, 2003, p: 276. 
8 OLIVENÇA, 2000, p. 345. 
9 CARDOSO, op. cit. p. 456. . 
94 NBR 10520:2002, item 7. 
95 Mais uma vez é bom lembrar que se deve manter uma uniformidade de ação. Quando se optar por uma 
forma, deve-se manter essa forma até o fim. 
96 Não só permitido como aconselhado. Quanto mais clara a explicação, melhor o seu entendimento. 
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Furasté 69 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
passim ou pas.= a ui e ali, em diversas assagens 
10 SUNIR, 1970, passim. 
loco cita to ou loc.cit. no lu ar citado 
11 COSTA; CARVALHO, 2001, p. 34-57. 
12 COSTA; CARVALHO, 2001, loc. cit. 
Cf. ou cf. = confira, con ·onte com 
13 Cf. BRAGA, 1992, p.34. 
14 FOGAÇA, 1997, p. 58 et seq. 
róximas 
As expressões idem (id.), ibidem (ib.), opus citatum (op. cit.), lo.co 
citatum (loc. cit.), e confira (cf) somente podem ser utilizadas em notas de 
rodapé situadas na mesma página da citação a que se referem. A ímica que 
pode também ser utilizada no corpo do texto é apud. 
22 ILUSTRAÇÕES 
As ilustrações ou figuras constituem-se em parte integrante do trabalho 
científico e desempenham papel significativo no seu desenvolvimento. 
A ABNT chama de ilustrações os desenhos, esquemas, fluxogramas, 
fotografias, gráficos, mapas, organogramas, plantas, quadros, retratos , 
diagramas, lâminas e outros elementos que, eventualmente, poderão ser 
utilizadas num trabalho científico para ilustrá-lo e completá-lo. 
A identificação deve ser feita na parte superior, com a palavra 
designativa, em letras minúsculas, seguida de seu número de ordem de 
ocorrência no texto, em algarismos arábicos, e do respectivo título. Após a 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 70 Furasté 
ilustração, indicar a legenda (se houver), de forma breve e clara, a fonte, notas 
e outras informações que sejam necessárias para sua melhor compreensão. 97 
Figura 1: Planta do setor de impressão gráfica 
Figura 2: Fluxograma do setor 
Figura 3: Foto da impressora principal 
Se o trabalho só possuir quadros, sem qualquer outro tipo de figuras, sua 
legenda poder ser antecedida da palavra "Quadro" no lugar de "Figura": 
Quadro 1: Indicadores sócio-econômicos da Região Sul 
Quadro 2: Divisão das etapas do encerramento 
Quadro 3: Dados significativos do Setor Três 
Quando forem utilizadas no corpo do trabalho, deverão constihlir-se num 
auxiliar para o esclarecimento e apoio das ideias que estão sendo apresentadas. 
Devem ser um elemento a mais e não uma mera repetição do que foi dito. 
As ilustrações devem aparecer o mais próximo possível do local do trecho 
onde foi mencionada pela primeira vez, centrada na folha, distante uma linha 
em branco do texto, dispensando consulta ao texto. 98 
Devem ser observadas condições mínimas necessanas para que, 
posteriormente, seja possível a obtenção de cópias do trabalho. Em vista disso, 
também é importante que quaisquer ilustrações obedeçam às dimensões do 
papel99 e as margens estabelecidas para o trabalho científico 100 quando isso não 
for possível, isto é, quando forem utilizados outros formatos de papel (plantas, 
desenhos técnicos, mapas etc.) estes deverão ser dobrados de forma que 
resultem no formato A4. 
Quando as ilustrações forem localizadas em anexo, devem ser auto-
explicativas, isto é, elas próprias deverão conter os dados e informações de 
modo que não obriguem o leitor a consultar o texto constantemente. 
Caso sejam utilizadas ilustrações retiradas de outros documentos, é 
necessária a indicação da respectiva fonte. Se a ilustração é de autoria do 
próprio autor do trabalho, não é necessária a fonte. Nunca se deve colocar 
expressões como "autoria própria " ou "do próprio autor " porque, quando não 
se indica a autoria, se pressupõe que seja o mesmo autor do trabalho. 
91 NBR 14724:20 11, item 5.8. 
98 NBR 14724:2011, item 5.8. 
99 Folhas em formato A4- 21,5cm x 27cm. 
100 Margem superior: 3cm; inferior: 2cm; esquerda: 3cm e direita: 2cm. 
Furasté 71 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 
[ 
23 TABELAS 
As tabelas constituem-se numa unidade autônoma e devem ser feitas de 
acordo com o prescrito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
(IBGE). 101 Elas devem ser numeradas consecutivamente com algarismos 
arábicos que seguem a palavra Tabela, escrita em letras minúsculas. 
Tabela 1 
Tabela 2 
Tabela 3 
Se a largura da tabela exigir, pode-se colocá-la no sentido longitudinal da 
folha, mas de maneira que, para sua leitura, a rotação do volume se efetue no 
sentido dos ponteiros do relógio. 
Se a extensão da tabela for szperior à pagzna, pode-se continuar na 
seguinte. Neste caso, não se delimita a tabela e, na folha seguinte, repete-se seu 
título e cabeçalho, acrescentando a palavra "continuação" ou abreviadamente 
"cont." No caso de uma tabela ser extensa e com poucas colunas, ela pode ser 
dividida verticalmente em partes iguais, colocadas lado a lado, separadas por um 
traço vertical duplo. 
Partes da tabela 
As tabelas são compostas de topo e centro, que por sua vez se subdivide 
em partes, assim distribuídos: 
a) topo- constituído pelo número de ordem e seu respectivo título; 
b) cabeçalho - espaço reservado para os títulos de cada coluna; 
c) corpo da tabela - composto de linhas e colunas separadas por 
traços verticais, destinadas aos dados numéricos; 
d) coluna indicadora - a primeira coluna e a que indica o conteúdo de 
cada linha; 
e) célula - espaço resultante do cruzamento de uma linha com uma 
coluna, destinado ao dado numérico; 
f) rodapé - localizado imediatamente após o fechamento da tabela; 
contém a indicação da fonte 102 e dados necessários para a 
101 Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Normas de apresentação tabular. 3.ed. llio 
de Janeiro: 1993. Disponível em: <http ://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/monografias/GEBIS%20-
%20RJ/normastabular.pdf.> 
102 Nunca se deve colocar expressões como 11autoria própria'' ou "do próprio autor " porque, quando não se 
indica a autoria, se pressupõe que o autor seja o mesmo do trabalho. 
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Nonnas Técnicas para o Trabalho Científico 72 Furasté 
explicação de algum de seus aspectos. Pode-se utilizar "nota" para 
um esclarecimento de ordem geral - quando houver mais de uma 
podem ser numeradas; ou "chamadas" para explicitação de dados 
relativos às linhas ou colunas. As chamadas serão feitas sempre em 
algarismos arábicos colocados entre parênteses. 
Titulo da tabela 
O título das tabelas deve ser escrito em letras minúsculas, centrado, em 
espaço simples e colocado na parte superior. Se acontecer de um título ocupar 
mais de uma linha, deve ser disposto de tal forma que cada linha seja centrada, 
formando uma pirâmide invertida. 
Tracejamento 
As tabelas devem ser fechadas , no alto e embaixo, por traços contínuos. 
Nos lados permanecem abertas. As colunasdevem ser separadas por traços 
verticais . 
Cabeçalho 
Os conteúdos das colunas devem ser escritas com a mesma letra utilizada 
no corpo da tabela. Nas subdivisões, se houver, o tipo de letra pode ser 
gradativamente menor. Os títulos devem ser centrados em relação à coluna a 
que pertencem. 
Coluna indicadora 
As informações da coluna indicadora são normalmente escritas com a 
primeira inicial maiúscula e são seguidas de uma linha pontilhada até encontrar 
a primeira coluna. · 
Unidades de medidas 103 
Quaisquer unidades de medidas ou grandezas mencionadas devem ser 
indicadas através de seus nomes ou símbolos, no cabeçalho da coluna onde 
aparecem, ou logo abaixo da legenda, no caso de todas as colunas exprimirem 
dados com a mesma medida. 
103 As unidades de medida devem obedecer ao disposto no Quadro Geral de Unidades de Medidas aprovado 
pela Resolução CONtviETRO n• I I, de 12 de outubro de 1988. 
Furasté 73 Nonnas Técnicas para o Trabalho Científico 
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indicadora Distribuição dos ocupados por setor de atividade 
[ legenda _r \ econômica na grande São Paulo em 2009/2012 Índices do nível de ocupação 
~ Períodos Setor de atividade econômica total 
[célula indústria comércio serviços(1 outros(2) 
- jan./dez./09 ... .. 33,0 14,8 41,3 10,9 100 ~ jan./dez./1 O ..... 31,2 16,0 42,5 10,3 100 jan./dez./11 ..... 32,4 17,3 39,4 11 ,O 100 
jan./dez./12 .... . 30,9 18,4 38,1 12,6 100 
Fonte: ABCDE/SP 
(1) Excluídos os empregados domésticos. 
(2) Englobam: construção civil , serviços domésticos, etc. 
Tabela 8 
Geração Bruta de Energia Elétrica por empresa 
f=-"-' Bahia, 2011 - 2012 (MWH) 
cabeçalho 
Ano Coelba Chesf Total 
~ 2011 126.971 15.379.199 982.423 I cél ula I 2012 119.482 16.735.199 982.423 
~ Fonte. Chesf, Coelba 
24 APÊNDICES/ ANEXOS 
APÊNDICES 
Elemento opcional. Trata-se de documento, texto, artigo ou outro 
material qualquer, elaborado pelo próprio autor, e que se destina apenas a 
complementar as ideias desenvolvidas no decorrer do trabalho. Não se trata de 
uma parte do trabalho em si, mas apenas de um elemento que vem ilustrar as 
ideias, acrescentar alguma nuance, algum aspecto interessante, mas que não 
chega a interferir na unidade geral. 
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Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 74 Furasté 
Os apêndices são identificados por letras maiúsculas consecutivas, 
seguidas de um travessão e o respectivo titulo. Essa identificação pode ser feita 
numa folha anterior para não interferir na estrutura física do apêndice, nesse 
caso, centraliza-se o tíhtlo do apêndice na extensão da folha. Sua paginação é 
progressiva e deve dar seguimento à do trabalho. 
AN!EXOS 
APÊNDICE A- Experiência com o Ensino Fundamental 
APÊNDICE B- Experiência com o Ensino Médio 
APÊNDICE C - Experiência com o Ensino Infantil 
Elemento opcional. Os anexos constihlem-se em suportes para 
fundamentação, comprovação, elucidação e ilustração do texto. São elementos 
não elaborados pelo autor. Devem ser destacados do texto para evitar uma 
ruphtra em sua sequência e continuidade. Sua paginação é progressiva e deve 
dar seguimento à do trabalho. 
A identificação dos anexos deve ser feita com letras maiúsculas e não 
com algarismos, seguida de travessão e o título. Essa identificação pode ser 
feita numa folha anterior para não interferir na estruhlra física do anexo, nesse 
caso, centraliza-se, vertical e horizontalmente, o tírulo do anexo na extensão da 
folha. 
ANEXO A- Regulamento interno 
ANEXO B - Estatuto do condomínio 
ANEXO C- Ata da reunião inaugural 
Se houver necessidade, pode-se fazer uma identificação progressiva de 
diversos elementos de um mesmo anexo com a colocação de algarismos 
arábicos após as letras indicativas: 
ANEXO A - Plantas do pavimento inferior 
ANEXO A1 -Vista de fundo 
ANEXO A2 -Vista lateral direita 
ANEXO A3- Vista de frente 
ANEXO B -Plantas do pavimento superior 
ANEXO B1- Vista de frente 
ANEXO B2- Vista de fundo 
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Furasté 75 Normas Técnicas p ara o Trabalho Cientifico 
Normalmente, os anexos podem se referir a: 
a) ilustrações que não são diretamente mencionadas no texto, mas que a 
ele dizem respeito; 
b) descrição de instiruições, equipamentos, técnicas e processos, 
especialmente em relatórios; 
c) material de acompanhamento que não pode ser utilizado no corpo do 
trabalho; 
d) modelos de fichas, formulários, impressos etc; 
e) jurisprudências específicas, leis, decretos e afins que não poderiam ser 
citados no corpo do trabalho. 
25 GLOSSÁRIO 104 
Elemento opcional. Quando se faz uso, no decorrer do trabalho, de 
palavras ou expressões que são exclusivas do âmbito do assunto explorado, ou 
são expressões técnicas de uso restrito, ou, ainda, são palavras ou expressões de 
sentido obscuro, pouco usuais, quase desconhecidas, é aconselhada a 
apresentação de um glossário, isto é, uma lista dessas palavras e/ou expressões 
com as respectivas significações ou definições. 
Deve ser localizado, em folha própria e paginada, após as Obras 
Consultadas, antes dos apêndices e anexos, se houver. 
GLOSSÁRIO 
Brownie - nome de um elemental doméstico. 
Criatura sem corpo físico, espectro de luz; 
Ciclope - Gigante com apenas um olho no centro 
da testa. 
Elfos - Criaturas encantadas que gostam de andar 
a cavalo. 
Elisio - Lugar ocupado pelos heróis e pelos 
homens virtuosos. 
Fada- Ente imaginário, do sexo feminino, a que se 
atribui a faculdade sobrenatural de prever o 
futuro. 
Gnomo - Cada um dos pequenos espíritos que 
presidem a tudo que a terra encerra. 
lemanjá - Orixá feminino, a mãe-d'água dos 
iorubanos. 
Ogum- Oríxá que preside as lutas e as guerras. 
Trai/- Criatura inimiga dos gnomos 
10
' Vocabulário em que se dá a explicação de palavras pouco usadas ou usadas apenas por wn grupo. 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 76 
26 REFERÊNCIAS 102 
Todos os procedimentos mencionados a seguir para a indicação das 
Referências estão rigorosamente baseados na NBR 6023, 
modificada, pela última vez, em agosto de 2002, pela 
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). 
Furasté 
De acordo com a ABNT, Referência é conjunto padronizado de 
elementos descritivos, retirados . de um documento, que pennite a sua 
identificação individual. Trata-se de uma lista ordenada dos documentos 
efetivamente citados no texto. Existindo, e geralmente existem, outros 
documentos que não são citados no decorrer do texto, deve-se fazer uma lista 
própria, separada, após a lista de referências, sob o título : Obras 
Consultadas .103 
A NBR 6023:2002 é a norma que, exclusivamente: 
a) especifica os elementos a serem incluídos em referências; 
b) fixa a ordem dos elementos das referências; 
c) estabelece convenções para transcrição e apresentação da fonte 
consultada. 
Essa norma destina-se a orientar a preparação e compilação de 
referências de material utilizado na elaboração dos diversos tipos de trabalho 
científico. Os elementos, essenciais e/ou complementares, que compõem a 
Referência devem ser apresentados numa sequência padronizada e uniforme, 
estabelecida pela ABNT. A pontuação segue padrões internacionais e deve ser 
uniforme para todas as referências . 
As Referências (identificação das obras efetivamente citadas no texto) 
podem ser localizadas : 
a) no rodapé de página; 
b) no final de cada capítulo; 
c) numa lista única no final do Trabalho. 
102 Em alguns casos, usamos nomes fi ctícios de pessoas, eventos, e outros dados, já que nosso objetívo é 
demonstrar o mais claramente possível a aplicação das normas da ABNT. 
103 Insistimos, fu ais u~a vez, que a Lista de Referências identifica as obras citadas no decorrer do tex to e 
Obras Consultadas é a listagem de todas as outras obras que foram utilizadas durante a pesquisa e 
elaboração do trabalhoembora não tenbam sido mencionadas no seu decorrer do trabalho. 
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Furasté 77 Normas Técnicas para o Traba lho Cientifico 
As referências devem ser alinhadas, somente à margem esquerda, 104 
inclusive da segunda linha em diante, de forma a se identificar individualmente 
cada documento. Devem ser digitadas em espaço simples e separadas entre si 
por uma linha em branco. 
O título da obra referenciada pode ser apresentado ou em negrito, ou em 
itálico ou sublinhado, mas de maneira uniforme em todas as referências. Nada 
impede que se utilize simultaneamente mais de uma maneira de destaque. Os 
demais elementos são apresentados unifonnemente em todas as referências. 
ELEMENTOS 
Os elementos a serem referenciados dividem-se em essenciais e 
complementares. Os elementos essenciais são aqueles que não podem faltar, 
sua presença é obrigatória. Os elementos complementares são aqueles 
opcionais, não obrigatórios, mas que, acrescentados aos essenciais, permitem 
melhor caracterizar as obras referenciadas facilitando a sua identificação. 
São elementos essenciais e, portanto, obrigatórios, de acordo com a 
ABNT, os seguintes: 
- Autor(es); 
-Título (e subtítulo, se houver); 
-Edição (a partir da segi.rnda); 
- Imprenta (local, editora, ano de publicação). 
São considerados complementares dados como: 
- indicação da página da obra consultada; 
- o número total de páginas de uma obra; 
- indicação de série, coleção, caderno, suplemento ... 
- indicação de volume, tomo, fascículo ... 
- ISBN; 
- periodicidade; 
-indicação de coluna, em jornais; 
- voto vencedor e voto vencido, em acórdãos e sentenças. 
Os elementos essenciais e os complementares devem ser retirados do 
104 Apesar de ainda ser encontrada, a reentrada para abaixo da terceira letra nas referênc-ias deixou de ser 
exigida desde a alteração da NBR6023 em agosto de 2000. 
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Normas Técnicas para o Trabalho Científico 78 
próprio documento a ser referenciado. 
Neste livro, os exemplos são dados, por uma questão de 
praticidade, via de regra, apenás com os dados essenciais. 
Furasté 
As referências que forem feitas devem obedecer, sempre, todas, aos 
mesmos princípios. Se houver a opção de serem indicados também os elementos 
complementares, estes devem ser incluídos em todas as referências, do início ao 
fim do trabalho. Da mesma forma, os recursos tipográficos utilizados nas 
referências devem ser os mesmos em todas as obras, isto é, deve-se optar por 
uma maneira e utilizá-la até o fim, mantendo uma unidade. 
Referência é a identificação, como dissemos, de toda publicação que foi 
mencionada no decorrer do trabalho. Isso pode ser feito, como também já 
vimos, no rodapé, no final de capítulo ou no final do Trabalho. É a identificação 
de algum trecho, idéia ou pensamento de outra pessoa, isto é, que não nos 
pertence, ou seja, identifica as citações feitas . 
OBRAS CONSUL TAD.AS 
Acreditamos que, na NBR 6023, a ABNT tenha cometido um pequeno 
"cochilo" que precisa ser consertado. Ela faz menção apenas a referências, ou 
seja, à identificação da obras utilizadas pelo autor e que estão efetivamente 
citadas no decorrer do trabalho (citações). Porém, é de se convir que outras 
obras, que não foram citadas, podem ter sido utilizadas. E certamente isso 
ocorre. E aí surge a questão: onde essas últimas devem aparecer? A ABNT não 
diz. 
Para fazer essa identificação, deve-se manter o mesmo sistema que se 
vinha fazendo antes das alterações da NBR 6023, em 2000, e ratificadas em 
2002. Ou seja, deve-se fazer a Referência das citações exatamente como o 
prescrito e, além disso, deve-se fazer a indicação das outras obras que foram 
utilizadas, mas que não aparecem no corpo do trabalho, sob um outro título, o de 
Obras Consultadas . 105 
Então, a Lista de Referências identifica as obras citadas no decorrer do 
trabalho (e podem ser colocadas no rodapé da página, no final do capítulo, ou 
no final do trabalho) e as Obras Consultadas englobam todas as obras 
utilizadas pelo autor para a realização de sua pesquisa e que não foram 
mencionadas no trabalho (essas serão localizadas no final do trabalho). Dessa 
forma, no final de um trabalho, é perfeitamente possível que ocorra a existência 
10; Ver o primeiro parágrafo deste capítulo. 
Furasté 79 Normas Técnicas pa ra o Trabalho Cientifico 
de uma Lista de Referências e, uma outra lista, a das Obras Consultadas. 
Observação importante 
Alguma confusão tem surgido, com certa frequência, devido a 
encontrarmos, na NBR 10719:1989 - Apresentação de Relatórios Técnico 
e/ou Científicos, orientações que são específicas para os relatórios técnico 
e/ou científicos, tais como: 
7.3.2.2 Não é recomendável a utilização de rodapé para referências 
bibliográficas, em virtude das dificuldades para diagramação e 
impressão. 
7.3.4 Não devem ser referenciadas fontes bibliográficas que não foram 
citadas no texto. 
7.3.4.1 Caso haja conveniência de referenciar material bibliográfico sem 
alusão explícita no texto, isto deve ser feito em sequência às 
referências bibliográficas, sob o 'título Bibliografia Recomendada. 
É preciso ficar atento para evitar confusões. Essas orientações, 
repetimos, são válidas APENAS para Relatórios Técnico e/ou Científicos. 
A apresentação das Referências e das Obras Consultadas 
é idêntica e seguem as orientações dadas a seguir. 
AUTOR PESSOAL 106 
O autor deve ser apresentado, tal como figura na obra referenciada, pelo 
SOBRENOME, em letras maiúsculas (versais), seguido dos outros nomes, em 
letras minúsculas, abreviados 107 ou não, separados por vírgula: 108 O ponto que 
se coloca a seguir é o ponto de separação de um dos campos de identificação da 
referência. 109 
BASSO, Olympio 
COSTA GAMA, Marina da 
PÁDUA, Marcelo Girino de 
As indicações de parentesco - Filho, Júnior, Neto, Sobrinho etc. fazem 
parte do nome e devem ser mencionadas por extenso, acompanhando o último 
106 A ABNT explica que a NBR 6023 adota os padrões de identificação correta para entrada de nomes, pessoas . 
e/ou de entidades de acordo com o Código de Catalogação Anglo-Americano, em vigor. 
107 O hábito de abreviar pertence a outros sistemas. Aqui sugerimos que não sejam abreviados, pois isso evita 
uma série de confusões na hora de fazer alguma referência, especialmente no corpo do Trabalho. 
108 NBR 6023:2002, item 8.1.1. 
109 Os campos essenciais de identificação de uma referência são: Autor, Título e lmprenta (local, editora e ano). 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 80 Furasté 
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sobrenome. Se o sobrenome pelo qual o autor é mais conhecido for um termo - ~­
composto, deve-se citá-lo por inteiro; se o sobrenome for precedido de . 
partículas, como "de", "da", "e", essas permanecem junto do prenome: 
JUCÁ FILHO, Cândido 
PEREIRA NETO, Vilmar Dias 
LIMA SOBRINHO, Paulo Roberto de 
SILVA FILHO, Plínio Alves da 
Não " induem indioaçõoe de titulo•, oargo•, guduaçõ", me•mo que · ~~­
apareçam na obra referenciada: Dr., Prof, M.M., Pe. , PhD. e outros. 
Se houver mais de um autor, separa-se um do outro por um ponto-e-
vírgula ( ; ) 110 seguido de um espaço. Até agosto de 2000, quando a NBR 6023 
foi alterada pela primeira vez, usava-se uma vírgula, o que, convenhamos, podia 
causar muitas confusões. Em boa hora isso foi mudado. 
Quando uma obra for escrita por um, dois ou t rês autores, tod os devem 
ser nomeados. 
LINS, Osman. Problemas lnculturais Brasileiros. 3.ed. São Paulo: Summus, 
1982. 
BONAZZI, Marisa; ECO, Umberto. Mentiras que parecem verdade. 4.ed. São 
Paulo: Summus, 1980. p. 265. · 
MOREIRA, Marília; FERNANDES, Lourdes; CASTRO, Vera Lúcia. Os Lobos do 
Asfalto. Campinas: Verbo, 2003. p. 325. 
·Quando houver mais de tr ês autores, indica-se apenas o nome do 
primeiro, acrescentando-se a expressão latina et al. 111FALCONE, Francesco. et ai. Como interpretar o choro do bebê. Porto Alegre: 
Luzes, 2000. 
Se a menção de todos os autores for indispensável, por conta de alguma 
exigência dos órgãos responsáveis (instituição de ensino, órgão fmanciador, etc), 
ou mesmo, por exigência do orientador do trabalho, então, nomeiam-se todos. 
110 NBR 6023:2002, item 8. 1.1. 
111 Ver explicação oportuna sobre o et ai. , na pág.82. 
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Furasté 81 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
FALCONE, Francesco; HENN , Martha; FERRAZ, Carlos ; BASSO, Olímpio; 
OLIVEIRA, Vanessa. Como Interpretar o choro do bebê. Porto Alegre: Luzes, 
2000. 
Quando houver organizador, coordenador, compilador, editor ou algo 
assemelhado, inicia-se a referência pelo nome do responsável, acrescentando-se, 
após o seu nome e entre parênteses, a designação correspondente : (Org.), 
(Coord.), (Comp.), (Ed.) etc. 
BROOKESMITH, Peter (Org.). O impossível acontece. São Paulo: Círculo do 
Livro, 1984. 
MELO, Maria Helena (Coord.). Meu Encontro Comigo Mesma. Porto Alegre: 
Continental, 2000. 
FIGUEIREDO. Adriana (Comp.); COUTINHO, Ramona; FREITAS, Diovana. Os 
Segredos de Nosso Diário. Caxias do Sul: Moacara, 2011. 
COSTA, Hamilton. (Ed.); SODRÉ, Carlos; WEBER, Mílton . A Construção do 
Saber. Campinas: Mundial , 1992. 
Se o documento não possuir autoria conhecida, a entrada é feita pelo seu 
título, sendo a primeira palavra escrita em letras maiúsculas, incluindo as 
partículas que houver (artigos, pronomes, preposições ... ). O termo anônimo não 
deve ser utilizado para substituir o nome de um autor desconhecido. 
A GRANDE Magia do Circo. São Paulo: Contrex, 1987. 
OS DESENCONTROS de dois Irmãos de Sangue. Rio de Janei ro: Santana, 
1988. 
PELOS CAMINHOS do Pago. Osório: Candeias , 1999. 
Quando o autor adotar pseudônimo na obra a ser referenciada, este é o que 
deve ser considerado para entrada. Porém, quando o verdadeiro nome for 
conhecido, deve-se indicá-lo entre colchetes após o pseudônimo. 
ATHAYDE, Tristão de [Alceu Amoroso Lima]. Debates pedagógicos. Rio de 
Janeiro: Schmidt, 1931 . 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 82 Furasté 
Quando necessário, pode-se acrescentar outras informações, conforme 
aparecem na obra referenciada. 
SZPERKOWICZ, Jerzy. Nicolás Copérnico: 1473-1973. Tradução de Victor M. 
Ferreras Tascón, Carlos H. de León Aragón. Varsóvia: Editorial Científica Polaca, 
1972.82 p. 
GOMES, O. O Direito de Família. Atualização e notas de Humberto Theodoro 
Júnior. 11.ed. Rio de Janeiro: Forense, 1955. 562p. 
Uma observação oportuna sobre o et a.l. 
No Latim, "et" significa "!1t", e "ai." é a abreviatura de "alii", que significa 
"outros" e é masculino; é, também, a abreviatura de "aliae", que significa "outras e é 
feminino, podendo, ainda, indicar as flexões latinas do genitivo, dativo, acusativo e 
nominativo. 
A pronúncia correta é "et ª-lii "e não" et ali[ ". 
Para evitar confusões e erros de regência nas citações, prefere-se fazer uso 
da forma abreviada, já que a abreviatura serve para todos os casos - masculino, 
feminino, singular ou plural. 
Et ai. é uma abreviatura e, por isso, não dispensa o ponto. 
Deve ser escrito corri caracteres normais, sem negrito, sem itálico ou 
sublinhado por se tratar de expressão ja incorporada ao domínio da nossa língua. 
AUTOR ENTIDADE 112 
Instituições, órgãos governamentais ou não, organizações, associações, 
empresas, sociedades podem ser consideradas "autores", e seus nomes serão 
referenciados em letras maiúsculas: 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR6023: Informação 
e documentação - Referências- Elaboração. Rio de Janeiro: 2000. 
SOCIEDADE GAÚCHA DE PRATICANTES DE CAPOEIRA. É praticando que 
se aprende. Porto Alegre: Cultural, 1997. 
ASSOCIAÇÃO PORTO-ALEGRENSE DE PROTEÇÃO AOS ANIMAIS. Dê um 
pouco de carinho aos animais. Porto Alegre: Cultural , 2001 . 
112 Ver nota 106. 
Furasté 83 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
Quando a entidade possuir uma denominação genérica, seu nome deverá 
vir precedido do órgão superior ou pelo nome da jurisdição geográfica à qual 
pertença. 
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria da Educação 
Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: língua portuguesa, primeiro 
e segundo ciclo. Brasília: 1997. 256p. 
BRASIL. Ministério da Justiça. Relatório de atividades do ano de 2000. 
Brasília: Imprensa Nacional, 2000. 125p. 
Quando a entidade possuir um nome específico de larga utilização, a 
entrada é feita diretamente pelo seu nome. 
BIBLIOTECA NACIONAL. Relatório da Diretoria Geral. Rio de Janeiro, 
1999. 
FUNDAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO. Perfil da 
administração pública paulista. 4.ed . São Paulo: 1986. 895p. 
Congressos, simpósios, seminários, encontros, conferências têm entrada 
pelo título geral do evento. Deve ser referenciado em letras maiúsculas, seguido 
de um algarismo arábico que indica o número do evento, o local e a data da 
realização, tudo separado por vírgulas, seguido da imprenta (local da 
publicação, editora e ano de publicação): 
SEMINÁRIO GAÚCHO DE CRIADORES DE ABELHAS, 4, Porto Alegre, 18 jan. 
1999. Caxias do Sul, Anais. Caxias do Sul: Montrex, 2005. 
CONGRESSO BRASILEIRO DE ESCRITORES, 3, São Paulo, 25 fev. 2000. 
Porto Alegre, Anais. Porto Alegre: AGE, 2000. 2.v. 
TÍTUlO 
Os títulos e subtítulos devem ser reproduzidos tal como aparecem nas 
obras ou trabalhos referenciados, separados por dois pontos. 
O título deve ser apresentado com destaque, que pode ser negrito, 
itálico, sublinhado ou uma combinação deles. O subtítulo, ou quaisquer 
acréscimos que tenha o título e que apareça depois dos dois -pontos, não recebe 
destaque algum: 
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Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 84 Furasté 
r~C~A--MA_R_G-~0. -L-u-is-.-A-s~s~e-s_s_o_n-·a_P_e_d_a_g_o~.g-,-.c-a_:_a_p-lic_a_ç_õ_e~s-i-nt-e-rd_i_s-ci-p~lin_a_r_e_s-. _P_o_rt_o_ l 
Alegre, Cultural , 1998. 76p. . ! 
LUCKESI, Cipriano et ai. Fazendo universidade: uma proposta metodológica. 
São Paulo: Cortez, 2000. I ~· 
A ABNT diz que o recurso tipográfico (negrito, grifo ou itálico) utilizado . ,~, 
para destacar o elemento título deve ser uniforme em todas as referências de um . 
mesmo documento. Nada existe em contrário de se usar mais de uma maneira de 
destaque, desde que seja uniforme em todo o trabalho. · ; 
a) negrito: 
SABINO, Fernando. O Grande Mentecapto. 2.ed. Rio de Janeiro: Record , 1979. 
b) grifo (ou itálico): 
SABINO, Fernando. O Grande Mentecapto . 2.ed. Rio de Janeiro: Record , 1979. 
c) negrito e grifo (ou itálico): 
SABINO, Fernando. O Grande Mentecapto. 2.ed. Rio de Janeiro: Record, 1979. 
Se o título fordemasiadamente longo, pode-se suprimir algumas palavras, 
desde que não sejam as primeiras, nem alterem o sentido. Essa supressão deve 
ser indicada por reticências. 
Vejamos o título: 
Psicologia da vida erótica, generalidades sobre o ataque histérico, 
.. conceito psicanalítico das perturbações psicógenas da visão. 
Pode ser apresentado assim: 
Psicologia da vida erótica, generalidades ... 
Se não existir título, deve-se atribuir uma palavra que identifique o 
conteúdo do documento, entre colchetes. 
SEMINÁRIO GAÚCHO DE PSICANALISTAS HUMANITÁRIOS, 1. , 2003, 
Porto Alegre . [Trabalhos apresentados]. Porto Alegre: Sociedade 
Psicanalitica Humanitária, 2003. 254p. 
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Furasté 85 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 
Quando se fizer referência a revistas ou periódicos na sua totalidade 
(toda a coleção) ou quando se está fazendo a referência a um número ou 
fascículo integralmente, o título deve figurar por primeiro, em letras 
maiúsculas. 
REVISTA BRASILEIRADE PUBLICIDADE E PROPAGANDA. Rio de Janeiro: 
Sabiá, 1997-1999. 
PRO-TESTE. Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. 
n. 125. jun. 2013. 2004. 
Em caso de autoria desconhecida, 113 a entrada é feita pelo título da obra. 
Como dissemos, mmca se utiliza o termo "anônimo". Caso a obra possua mais 
de um título ou, se o título' aparece em mais de um idioma, registra-se apenas o 
primeiro ou o que aparecer com mais destaque. 
EDIÇÃO 
Indica-se a edição somente a partir da segunda, com algarismo arábico 
seguido de ponto e da abreviahira da palavra "edição" (ed.), logo após o título.: 
MOREIRA, Vítor. O Espaço Azul. 4.ed. São Paulo: Polux, 2012. 
SÓDERSTEN, Bo; GEOFREY, Reed. lnternational economics. 3. ed. 
London: MacMillan, 1994. 
Podem ser indicados, de fonna abreviada, emendas, acréscimos, 
atualizações e revisões à edição. 
CHAVES, Adriano O. A Capoeira no Brasil. 3.ed. rev. e aum. Porto Alegre: 
Matrix, 2001. 
DI NA, Antonio. A fábrica automática e a organização do trabalho. 2. ed. atual. 
·Petrópolis: Vozes, 1987 
11 3 Ver página 81 , segundo parágrafo. 
~I" . . 
" ~ Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 86 Furasté 
IMPRIENTA 
Chama-se de imprenta a indicação que compreende o local, editora e ano 
da publicação da obra. O local é separado do nome da editora por dois pontos 
( : ) e esta, do ano, por vírgula, finalizando por ponto. 
São Paulo: Ática, 2008. 
Petrópolis: Vozes, 2011. 
Porto Alegre: Prodil, 2009. 
~ 
:.--. i 
j 
,I 
I 
~~ 
Quando algum dado é desconhecido e não há possibilidade de se fazer uma - ~ 
identificação positiva, registra-se abreviadamente, entre colchetes, conforme o - ~:·· 
caso: 
a) na falta do local: [S.I.] ou [ s.l.] 114 
b) na falta do editor: [S.n.] ou [S.ed.] ou [s .n.] ou [s.ed.] ~ 
•!• local 
O local da publicação deve ser referenciado tal como aparece na obra. Caso 
haja a indicação de mais de um local, indica-se o primeiro ou o que estiver em 
destaque. Se não houver indicação do local, coloca-se, entre colchetes a 
expressão S.l. ou s.l. (como apresentado acima). Não esquecer que o local é 
separado da editora por dois pontos. 
FREITAS, Juliano. Como passei em engenharia naquele ano. [s.l]: Milagres, 
20j0, 
BERNARDES, Ricardo. As Folhas Mortas. 4.ed. [ s.l.] : Nevada, 2012. : 
l . 
No caso de existirem locais homônimos acrescenta-se a indicação do 
estado, país etc. 
CAMARGO. Gustavo. Computação Gráfica Aplicada. Alvorada, RS: Matriz, 
2010. 
VIEIRA Juvenal. O Conhecimento Empírico. Alvorada, TO: Vórtice, 2009. 
Quando houver mais de um local para uma só editora, indica-se apenas o 
11 4 A letraS, pode estar maiúscula ou em minúscula, porém deve ser uniforme em todas as demais ocorrências. 
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Furasté 87 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 
primeiro ou o mais destacado na obra. Se uma obra foi publicada pela Editora 
Volga que tem sede em Petrópolis e Canoas, por exemplo: 
FERNANDES, Pelópidas; BASTOS, Clóvis. As Relutâncias do Reitor. 
Petrópolis: Volga, 202 
Se a localidade não aparecer na obra, mas for possíve l sua identificação, 
indica-se entre colchetes. 
FERNANDES, lvete. Passa ou Repassa. [Porto Alegre] : Global, 1998. 
•:• Editor 
O nome do editor deve aparecer da mesma maneira como é grafado na 
obra, abreviando-se prenomes e dispensando indicações de elementos de 
nah1reza jurídica ou comercial, desde que sejam dispensáveis para sua 
identificação. 
J. Olympio 
Atlas 
Mercur 
e não: Livraria José Olympio Editora 
e não: Editora Atlas Ltda. 
e não: Companhia Mercur de Publicações L TOA. 
Quando uma obra for publicada por duas editoras, devem ser indicadas as 
duas com seus respectivos locais (cidades), separados por vírgula. 
CAMPELO, Rute. A Corrida das Pontes. Porto Alegre: Matrix, São Paulo: 
Dupont, 2012. 
Caso sejam três ou mais editoras, registra-se apenas a primeira que 
aparece ou a mais destacada. Por exemplo: um guia hlrístico foi publicado por 
cinco editoras conveniadas: Vergueiro, Mercur, Dupont, Global e Polux e elas 
aparecem nessa ordem na obra. 
FAGUNDES, Carlos; NOGUEIRA, Vera . Dicas Interessantes para Turistas 
de Finais de Semana. Florianópolis: Vergueiro, 2013. 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 88 Furasté 
Quando o editor não é mencionado, faz-se, entre colchetes, a indicação 
abreviada: [S.n.] ou [s.n]"sine nomine ", ou: [S.ed.] ou [s.ed.] "sem editor" . 
HOBSBARTH, Maria lrene. O Poder Digestivo da Semente do Mamão. 
Cuiabá: [S.n.], 1999. 
Não há necessidade de se indicar o nome do editor quando ele é o próprio 
autor. O exemplo prático para essa situação é deste manual que você está lendo: 
FURASTÉ, Pedro Augusto. Normas Técnicas para o Trabalho Científico. 
17.ed. Porto Alegre: [S .ed.], 2013. 
ou simplesmente: 
FURASTÉ, Pedro Augusto. Normas Técnicas para o Trabalho Científico. 17.ed. 
Porto Alegre: 2013. 
·:· Data 
Indica-se a data com algarismos arábicos, sem pontuação, nem espaços. 
CAMARGO, Vitorino Arantes de. Era uma vez um verão em Cidreira. Cidreira: 
Beira-mar, 201 O. 
Caso não seja possível encontrar nenhuma data explícita na obra 
(publicação, distribuição, copirraite, impressão ... ) registra-se, entre parênteses, 
conforme se apurar: 115 
[2001 ou 2002) -·um oli outro ano 
,[2009?]- data provável. 
·[2003]- data certa, mas não indicada na obra 
[entre 2006 e 2009)- intervalo não deve ser superior a 20 anos 
[199-] ~ década certa 
[199?] - década provável 
[18--]- século certo 
[18--?] - século provável 
115 NBR 6023:2002, item 8.6.2. 
Furasté 89 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 
Assim: 
TEIXEIRA, Waldemar. Segredos da Culinária Chilena. 3.ed . Santos : Medina, 
[2008?]. 
ANTUNES, Jul iano. Técnicas Avançadas de Re-Harmonização. Canoas: 
Arenage, [199-] . 
Quando se tratar de publicação periódica, indica-se a data inicial e a data 
final do período da edição, quando se tratar de publicação encenada. Se a 
publicação ainda está em vigor, indica-se a data inicial seguida de um hífen e 
. um espaço seguido de ponto. 
INFORMAÇÃO E CULTURA. Porto Alegre: Diretório Estadual de Cultura, 1976-
1989. 
GLOBO RURAL. São Paulo: Rio Gráfica, 2010- . 
DESCRIÇÃO FÍSICA 
Ao fmal da referência, pode-se registrar o número total de páginas ou 
folhas, seguidos da abreviatura "p.", para páginas ou "f.", para folhas. 116 
VIEGAS, Anne. Acampamento Modelo. Porto Alegre: Lótus, 2001. 253 p. 
SCHUL TZBERGER, Victor. Músicas de Acalentar. Canoas: Nobre, 1987. 7 4 f. 
Quando a obra for publicada com mais de um volume, deve-se indicar a 
quantidade de volumes, seguida da abreviatura "v." 
RONDON, Mônica; RICHTER, América . Trabalho repetitivo: pavor ou 
paranoia? São Paulo: Viegas, 2009. 3v. 
Se for feita referência à parte de uma obra, deve-se mencionar os números 
das páginas inicial e final, precedidos da abreviatura "p." 
WORM. Gustavo. Reprogramando atitudes . In : Coletânea de Atitudes Posi-
tivas. Santos: Fulgor, 2012. p. 31-43. 
11 6 Se for feita a opção por indicar o número de páginas, deve-se fazê· lo em todas as obras. 
Nonnas Técnicas para o Trabalho Cientifico 90 Furasté 
Quando, porventura, for utilizada uma publicação ou obra que não seja 
paginada ou que seja irregularmente paginada, deve-se registrar esse fato. 
FLORES, Atanazildo. Curso Prático de Aritmética para Concursos. São Paulo: 
Cultura, 2011. Não paginado. 
PANDOLFO, Lucas. Magníficos Instrumentos de Cordas. Rio de Janeiro: Vital, 
2012. Paginação irregular. 
Observação: 
É oportuno lembrar que, quanto ao uso de numerais, para indicação de 
uma sequência, não se escreve os algarismos repetidos de um número. Se é para 
ser feita, por exemplo, menção das páginas que vão de 31 até 35, escreve-se: 
31-5, não repetindo o algarismo 3 do número 35 ; se forem páginasde 126 a 
129, escreve-se: 126-9, não repetindo o algarismo 1 nem o 2. Portanto, se for 
feita a indicação: 235-9 é porque se está fazendo referência às páginas 235 até 
239. 
FlORA VENTE, Álvaro. Alquimia Moderna. São Paulo: Cultura , 2011. p.145-9. 
GOULARTE, Márcia. Terremotos e Vulcões. Recife: Velgos, 2009. p. 1237-49. 
PAULINO, Lara. Correndo para a Forca. Rio de Janeiro: Vidigal, 2012. p. 435- 8. 
Para se fazer a indicação de quaisquer tipos de ilustrações, pode-se fazer a 
indicação abreviada: "il."; se for ilustração colorida, indica-se "il. color." 
SiLVA, Diovana. Estudos Sociais para Jovens. Porto Alegre: Glória, 2(J"~ 2. 
25p. il. 
LEE, Caro!. Como salvar minha vida sendo eu mesma. Porto Alegre, 2013. 
35p. il. calor. 
Em teses, dissertações ou outros trabalhos acadêmicos, deve ser indicado o 
tipo de documento (tese, dissertação, trabalho de conclusão etc.), o grau, a 
vinculação acadêmica, o local e a data da defesa, mencionada da folha de 
aprovação (se houver) . 
Furasté 91 Nonnas Técnicas para o Trabalho Científico 
INÁCIO, Francisco E. Transistores e Capacitares: componentes vitais nos 
circuitos eletrônicos. 2012. 1 05f. Trabalho de Conclusão de Curso 
(Especialização), aculdades Reunidas, Universidade São Carlos, 2013. 
Data da defesa Data da publicação 
COUTO E SILVA, M rgarete. uisa Escolar sobre Hábitos de Leitura 
no Ensino Médio m Porto Alegre. 201 O. 11 Op. Dissertação (Mestrado em 
Educação). Fac tiade de Letras, Universidade Estadual do Amazonas, 
Manaus, 2012. 
Cuidado para não confundir a data da defesa (ou apresentação) com a data 
de publicação. Na maioria dos casos é a mesma data, porém podem ser 
diferentes. 
SÉRIIES E COLEÇÕES 
Após todas as indicações podem ser incluídas informações sobre séries ou 
coleções que compõem a totalidade da obra. É indicado o título da série ou da 
coleção e sua numeração conforme figurem na obra, entre parênteses. 
CARVALHO, M. Guia Prático do Alfabetizador. São Paulo: Ática, 1994. 95 p. 
(Princípios, 243). 
MIGLIORI, R. Paradigmas da Educação. São Paulo: Aquariana, 1993. 20 p. 
(Visão do Futuro, v. 1 ). 
ROSENBERG, Flavio de Oliveira. Curso de Polímeros Incandescentes. Rio de 
Janeiro: Delta, 2000. 343 p. (Novas Experiências, v. 3). 
Para ficar mais prático para o leitor, sempre que se julgar necessário ou que 
for possível, pode-se acrescentar, ao final da referência, alguma nota 
esclarecedora. 
FURASTÉ. Pedro Augusto . Rapidinhas Gramaticais: manual de consulta rápida . 
Porto Alegre: Cultural , 2008. No prelo. 
PERELLÓ, Patrícia. Uma Leitura Inovadora de Freud. Porto Alegre: Sociedade 
Psicanalítica Porvir, 2002. Mimeografado. 
QUI ROGA, Fernando ·Adauto. Travessias Férreas no Estado do Rio Grande do 
Sul. Porto Alegre: Global, 2003. Polígrafos 1 e 2. · 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 92 Furasté 
ORDENAÇÃO 117 
É bom lembrar que a localização das referências, ou seja, a identificação 
das obras citadas no decorrer do trabalho, pode ser em nota de rodapé, ou no 
final do capítulo ou no final do trabalho. 
As referências dos documentos em notas de rodapé devem trazer as 
indicações completas na sua primeira aparição. Nas demais, podem ser 
resumidas ou não, a critério do autor. Sugere-se que se repita sempre para que 
fique mais clara a leitura e a compreensão por parte do leitor. 
As referências. dos documentos citados no decmTer do trabalho, 
apresentadas em notas de final de capítulo ou no fmal do trabalho, devem ser 
ordenadas de acordo com o sistema utilizado para citação no texto (numérico ou 
alfabético). 
Com o sistema numérico, as referências seguem a mesma ordem que 
aparecem no texto. São identificadas pelo algarismo indicativo (o mesmo da 
chamada). Para essa numeração, utilizam-se algarismos arábicos, sobrescritos ou 
não, que serão separados do nome do autor por um espaço em branco. Não se 
usa ponto, travessão, etc. 
1 MA TEUS, Maria Helena M. et ai. Gramática da Língua Portuguesa. 
Coimbra: Almedina, 1983. 
2 WINNJCOTT, D.W. A Criança e o seu Mundo. Rio de Janeiro: 
Zahar, 1977. 
3 GUIRAUD, Pierre. A Semiologia. Lisboa: Presença, 1978. 
4 VIEIRA, Waldo. Projeções da Consciência. 3.ed. Londrina: Ed. 
Universalista, 1989. 
5 ABERASTURY, A. et ai. Adolescência. 2.ed. Porto Alegre: Artes 
Médicas, 1983. 
Observe-se que a ordem seguida é a do aparecimento no texto. É 
importante lembrar, também, que a margem da segunda linha em diante, deve 
iniciar sob a primeira letra da entrada. 
Por sua vez, com o sistema alfabético, as referências são reunidas, sem 
numeração, numa única ordem alfabética. 
117 De acordo. com as normas NBR 6023 e NBR I 0520. 
Furasté 93 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 
ALMEIDA, Lourdes Catarina. Liberdade Consentida. São 
Paulo: Lótus, 1999. 
ALVES, Rubem. Filosofia da Ciência: uma introdução ao jogo e 
suas regras. 18.ed. São Paulo: Brasiliense, 1993. 
DAVJDSON, John. Energia Sutil. São Paulo: Círculo do 
Livro, 1987. 
LUFT, Celso Pedro. Novo Guia Ortográfico . Porto Alegre: Globo, 
1974. 
MARCONDES, E. Obesidade na Infância. Anais Nestlé, n.1 08, 
p.14-7, 1982. 
MARTINS, César Martinho. Formatação Ambiental. Porto 
Alegre: Ornatus, 1998. 
WOOLFKIND, Arthur Olavo. Campos de Energia Sutil. Rio de 
Janeiro: Everest, 2004. 
Até pouco tempo, exigia-se que a indicação fosse fe ita em sequência, 
porém essa sequência era duplamente indicada. Era colocada a ordem alfabética 
e, ainda, era feita uma numeração sequencial. Ora, isso era absolutamente 
desnecessário, pois se tratava nitidamente de uma dupla indicação para um fato 
único. Em boa hora a ABNT resolveu eliminar uma dessas duas indicações. 
Dessa forma, hoje, faz-se a indicação das obras apenas mantendo a ordem 
alfabética. A propósito, lembramos que as letras K, W e Y, voltaram a fazer 
parte de nosso alfabeto, aparecendo, respectivamente, após o J , V e X. 
BAZARIAN, Jacob. O Problema da Verdade. São Paulo: Círculo do 
Livro, 1986. 
DAVIDSON , John. Energia Sutil. São Paulo: Círculo do Livro, 1987. 
GUJRAUD, Pierre. A Semiologia. Lisboa: Presença, 1978. 
KAHTUNJ, Haideé. Psicoterapia Breve Analítica. 3.ed. São Paulo: 
Escuta , 2003. 
LUFT, Celso Pedro. Guia Ortográfico. Porto Alegre: Globo, 1974. 
MA TEUS, Maria Helena M. et ai. Gramática da Língua Portuguesa. 
Coimbra: Almedina, 1983. 
VIEIRA, Waldo. Projeções 
Londrina: Ed. Universalista, 1989. 
da Consciência. 3.ed. 
____ _____ _ _ ___. ___ _ 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 94 Furasté 
Na ordenação das obras, quando um autor for indicado mais de uma 
vez, o nome do autor pode 11 8 ser substituído por um traço (equivalente a seis 
espaços), seguido de ponto, da segunda referência em diante. Quando o título da 
obra é repetido, pode-se proceder da mesma forma, substituindo-se o título por 
um traço (igualmente equivalente a seis espaços), seguido de ponto. 
JAKOBSON, Roman. Linguística e Comunicação. São Paulo: Cultrix, 1969. 
___ . Diálogos. São Paulo: Cultrix, 1985. 
______ . 3.ed. São Paulo: Cultrix, 1990. 
Se algum elemento não figura na obra referenciada, mas é conhecido, 
indica-se esse elemento entre colchetes [ ] : 
SURITA, Zélia. Minha Vida com meu Cão. Porto Alegre: Logus, [2011] . 
BENTO, Márcio. O Computador em Pinhal. [Balneário Pinhal]: Global, 2012. 
RUSCHEL, Conceição. Santa Rita. Porto Alegre: [Global], 2012. 
Quando é impossível identificar a autoria, ou quando não há autoria 
especificada, começa-se a fazer a referência pelo título da obra ou do artigo, com 
a primeira palavra escrita em letras maiúsculas, desconsiderando-se artigos, 
pronomes e preposições e as demais palavras em letras minúsculas. 
OS CAMINHOS do Conhecimento Altrujsta . Porto Alegre: Libertas, 2010. 
DIAGÓSTICO do setor editorial brasileiro. São Paulo: Câmara Brasileira do 
Livro, 2012. 
TRADUÇÕES 
Quando se tratarde obra traduzida, após a indicação do título, pode-se 
acrescentar: Traduzido por (o nome do tradutor) e no fmal da referência, pode-
se colocar: Tradução de: (o título original), quando essas indicações forem 
mencionadas na obra. 
118 Mais uma vez lembramos que não se trata de uma obrigatoriedade. "pode" é diferente de "deve". 
Furasté 79 Normas Técnicas par a o Trabalho Cientifico 
de uma Lista de Referências e, uma outra lista, a das Obras Consultadas. 
Observação importante 
Alguma confusão tem surgido, com certa frequência, devido a 
encontrarmos, na NBR 10719:1989 -Apresentação de Relatórios Técnico 
e/ou Científicos, orientações que são específicas para os relatórios técnico 
e/ou científicos, tais como: 
7.3.2.2 Não é recomendável a utilização de rodapé para referências 
.bibliográficas, em virtude das dificuldades para diagramação e 
impressão. 
7.3.4 Não devem ser referenciadas fontes bibliográficas que não foram 
citadas no texto. 
7.3.4.1 Càso haja conveniência de referenciar material bibliográfico sem 
alusão explícita no texto, isto deve ser feito em sequência às 
referências bibliográficas, sob o título Bibliografia Recomendada. 
É preciso ficar atento para evitar confusões. Essas orientações, 
repetimos, são válidas APENAS para Relatórios Técnico e/ou Científicos. 
A apresentação das Referências e das Obras Consultadas 
é idêntica e seguem as orientações dadas a seguir. 
AUTOR PESSOAl 106 
O autor deve ser apresentado, tal como figura na obra referenciada, pelo 
SOBRENOME, em letras maiúsculas (versais), seguido dos outros nomes, em 
letras minúsculas, abreviados 107 ou não, separados por vírgula: 108 O ponto que 
se coloca a seguir é o ponto de separação de um dos campos de identificacão da 
referência. 109 ' 
BASSO, Olympio 
COSTA GAMA, Marina da 
PÁDUA, Marcelo Girino de 
As indicações de parentesco - Filho, Júnior, Neto, Sobrinho etc. fazem 
parte do nome e devem ser mencionadas por extenso, acompanhando o último 
106 A ABNT explica que a NBR 6023 adota os padrões de identificação correta para entrada de nomes, pessoas. 
e/ou de entidades de acordo com o Código de Catalogação Anglo-Americano, em vigor. 
107 O hábito de abreviar pertence a outros sistemas. Aqui sugerimos que não sejam abreviados, pois isso evi ta 
uma série de confusões na hora de fazer alguma referência, especialmente no corpo do Trabalho. 
108 NBR 6023:2002, item 8.1.1. 
109 Os campos essenciais de identificação de uma referência são: Autor, Título e lmprenta (local, editora e ano). 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 80 Furasté 
sobrenome. Se o sobrenome pelo qual o autor é mais conhecido for um termo 
composto, deve-se citá-lo por inteiro; se o sobrenome for precedido de 
partículas, como "de", "da", "e", essas permanecem junto do prenome: 
JUCÁ FILHO, Cândido 
PEREIRA NETO, Vilmar Dias 
LIMA SOBRINHO, Paulo Roberto de 
SILVA FILHO, Plínio Alves da 
Não se incluem indicações de títulos, cargos, graduações, mesmo que 
apareçam na obra referenciada: Dr., Prof, M.M., Pe., PhD. e outros. 
Se houver mais de um autor, separa-se um do outro por um ponto-e- ! ·.:· 
vírgula ( ; ) 110 seguido de um espaço. Até agosto de 2000, quando a NBR 6023 
foi alterada pela primeira vez, usava-se uma vírgula, o que, convenhamos, podia 
causar muitas confusões. Em boa hora isso foi mudado. 
Quando uma obra for escrita por um, dois ou três autores, todos devem 
ser nomeados. 
LINS, Osman. Problemas tncutturais Brasileiros. 3.ed. São Paulo: Summus, 
1982. 
BONAZZI, Marisa; ECO, Umberto. Mentiras que parecem verdade. 4.ed. São 
Paulo: Summus, 1980. p. 265. · 
MOREIRA, Marília; FERNANDES, Lourdes; CASTRO, Vera Lúcia. Os Lobos do 
Asfalto. Campinas: Verbo, 2003. p. 325. 
Quando houver mais de três autores, indica-se apenas o nome do 
primeiro, acrescentando-se a expressão latina et ai. 111 
FALCONE, Francesco. et ai. Como interpretar o choro do bebê. Porto Alegre: 
Luzes, 2000. 
Se a menção de todos os autores for indispensável, por conta de alguma 
exigência dos órgãos responsáveis (instituição de ensino, órgão financiador, etc), 
ou mesmo, por exigência do orientador do trabalho, então, nomeiam-se todos. 
110 NBR 6023:2002, item 8.1. 1. 
111 Ver explicação oporttma sobre o et ai. , na pág.82. 
Furasté 81 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
FALCONE, Francesco; HENN, Martha; FERRAZ, Carlos; BASSO, Olímpio; 
OLIVEIRA, Vanessa. Como Interpretar o choro do bebê. Porto Alegre: Luzes, 
2000. 
Quando houver organizador, coordenador, compilador, editor ou algo 
assemelhado, inicia-se a referência pelo nome do responsável, acrescentando-se, 
após o seu nome e entre parênteses, a designação correspondente: (Org.), 
(Coord.), (Comp.), (Ed.) etc. 
BROOKESMITH, Peter (Org.). O impossível acontece. São Paulo: Círculo do 
Livro, 1984. 
MELO, Maria Helena (Coord.). Meu Encontro Comigo Mesma. Porto Alegre: 
Continental , 2000. 
FIGUEIREDO. Adriana (Comp.); COUTINHO, Ramona; FREITAS, Diovana. Os 
Segredos de Nosso Diário. Caxias do Sul : Moacara, 2011. 
COSTA, Hamilton. (Ed.); SODRÉ, Carlos; WEBER, Mílton. A Construção do 
Saber. Campinas: Mundial, 1992. 
Se o documento não possuir autoria conhecida, a entrada é feita pelo seu 
título, sendo a primeira palavra escrita em letras niaiúsculas, incluindo as 
partículas que houver (artigos, pronomes, preposições ... ). O termo anônimo ~ão 
deve ser utilizado para substituir o nome de um autor desconhecido. 
A GRANDE Magia do Circo. São Paulo: Contrex, 1987. 
OS DESENCONTROS de dois Irmãos de Sangue. Rio de Janeiro: Santana, 
1988. 
PELOS CAMINHOS do Pago. Osório: Candeias, 1999. 
Quando o autor adotar pseudônimo na obra a ser referenciada, este é o que 
deve ser considerado para entrada. Porém, quando o verdadeiro nome for 
conhecido, deve-se indicá-lo entre colchetes após o pseudônimo. 
ATHAYDE, Tristão de (Alceu Amoroso Lima]. Debates pedagógicos. Rio de 
Janeiro: Schmidt, 1931 . 
~· · ( I 
I 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 82 Furasté 
Quando necessário, pode-se acrescentar outras informações, conforme 
aparecem na obra referenciada. 
SZPERKOWICZ, Jerzy. Nicolás Copérnico: 1473-1973. Tradução de Victor M. 
Ferreras Tascón, Carlos H. de León Aragón. Varsóvia: Editorial Científica Polaca, 
1972. 82 p. 
GOMES, O. O Direito de Família. Atual ização e notas de Humberto Theodoro 
Júnior. 11 .ed. Rio de Janeiro: Forense, 1955. 562p. 
Uma observação oportuna sobre o et al. 
No Latim, "~" significa "~", e "ai." é a abreviatura de "alii", que significa 
"outros" e é masculino; é, também, a abreviatura de "aliae", que significa "outras e é 
feminino, podendo, ainda, indicar as · flexões latinas do genitivo, dativo, acusativo e 
nominativo. 
A pronúncia correta é " et fl.lii "e não" et alil ". 
Para evitar confusões e erros de regência nas citações, prefere-se fazer uso 
da forma abreviada, já que a abreviatura serve para todos os casos - masculino, 
feminino, singular ou plural. 
Et ai. é uma abreviatura e, por isso, não dispensa o ponto. 
Deve ser escrito com caracteres normais, sem negrito, sem itálico ou 
sublinhado por se tratar de expressão já' incorporada ao domínio da nossa língua. 
AUTOR ENTIDADE 112 
Instituições, órgãos governamentais ou não, organizações, associações, 
empresas, sociedades podem ser consideradas "autores", e seus nomes serão 
referenciados em letras maiúsculas: 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR6023: Informação 
e: documentação - Referências - Elaboração. Rio de Janeiro: 2000. 
SOCIEDADE GAÚCHA DE PRATICANTES DE CAPOEIRA. É praticando que 
se aprende. Porto Alegre: Cultural, 1997. 
ASSOCIAÇÃO PORTO-ALEGRENSE DE PROTEÇÃO AOS ANIMAIS. Dê um 
pouco de carinho aos animais. Porto Alegre: Cultural, 2001. 
112 Ver nota 106. 
Furasté 83 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
Quando a entidadepossuir uma denominação genérica, seu nome deverá 
vir precedido do órgão superior ou pelo nome da jurisdição geográfica à qual 
pertença. 
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria da Educação 
Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: lingua portuguesa, primeiro 
e segundo ciclo. Brasília: 1997. 256p. 
BRASIL. Ministério da Justiça. Relatório de atividades do ano de 2000. 
Brasília: Imprensa Nacional, 2000. 125p. 
Quando a entidade possuir um nome específico de larga utilização, a 
entrada é feita diretamente pelo seu nome. 
BIBLIOTECA NACIONAL. Relatório da Diretoria Geral. Rio de Janeiro, 
1999. 
FUNDAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO. Perfil da 
administração pública paulista. 4.ed. São Paulo: 1986. 895p. 
Congressos, simpósios, seminários, encontros, conferências têm entrada 
pelo tíh1lo geral do evento. Deve ser referenciado em letras maiúsculas, seguido 
de um algarismo arábico que indica o número do evento, o local e a data da 
realização, tudo separado por vírgulas, seguido da imprenta (local da 
publicação, editora e ano de publicação): 
SEMINÁRIO GAÚCHO DE CRIADORES DE ABELHAS, 4, Porto Alegre, 18 jan. 
1999. Caxias do Sul, Anais. Caxias do Sul : Montrex, 2005. 
CONGRESSO BRASILEIRO DE ESCRITORES, 3, São Paulo, 25 fev. 2000. 
Porto Alegre, Anais. Porto Alegre: AGE, 2000. 2.v. 
TÍTUlO 
Os títulos e subtítulos devem ser reproduzidos tal como aparecem nas 
obras ou trabalhos referenciados, separados por dois pontos. 
O título deve ser apresentado com destaque, que pode ser negrito, 
itálico, sublinhado ou uma combinação deles. O subtítulo, ou quaisquer 
acréscimos que tenha o título e que apareça depois dos dois-pontos, não recebe 
destaque algum: 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 84 Furasté 
r-----~------------------------~--------------
CAMARGO, Luis. Assessoria Pedagógica: aplicações interdisciplinares. Porto 
Alegre, Cultural, 1998. 76p. 
7,w 
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: I ' LUCKESI, Cipriano et ai. Fazendo universidade: uma proposta metodológica. · 
São Paulo: Cortez, 2000. 
A ABNT diz que o recurso tipográfico (negrito, grifo ou itálico) utilizado 
para destacar o elemento título deve ser uniforme em todas as referências de um 
mesmo documento . Nada existe em contrário de se usar mais de uma maneira de 
destaque, desde que seja uniforme em todo o trabalho. 
a) negrito: 
SABINO, Fernando. O Grande Mentecapto. 2.ed. Rio de Janeiro: Record, 1979. 
b) grifo (ou itálico): 
SABINO, Fernando. O Grande Mentecapto. 2.ed. Rio de Janeiro: Record, 1979. 
c) negrito e grifo (ou itálico : 
SABINO, Fernando. O Grande Mentecapto. 2.ed. Rio de Janeiro: Record, 1979. 
Se o título for demasiadamente longo, pode-se suprimir algumas palavras, 
desde que não sejam as primeiras, nem alterem o sentido. Essa supressão deve 
ser indicadapor reticências. 
Vejan;os o título: 
Psicologia da vida erótica, generalidades sobre o ataque hfstérico, 
conceito psicanalítico dé!s perturbações psicógenas da visão. 
Pode ser apresentado assim: 
Psicologia da vida erótica, generalidades ... 
Se não existir título, deve-se atribuir uma palavra que identifique o 
conteúdo do documento, entre colchetes. 
SEMINÁRIO GAÚCHO DE PSICANALISTAS HUMANITÁRIOS, 1., 2003, 
Porto Alegre. [Trabalhos apresentados]. Porto Alegre: Sociedade 
Psicanalítica Humanitária, 2003. 254p. 
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Furasté 85 Normas Técnicas para o Traballio CientHico 
Quando se fizer referência a revistas ou periódicos na sua totalidade 
(toda a coleção) ou quando se está fazendo a referência a um número ou 
fascículo integralmente, o título deve figurar por primeiro, em letras 
maiúsculas. 
REVISTA BRASILEIRA DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA. Rio de Janeiro: 
Sabiá, 1997-1999. 
PRO-TESTE. Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. 
n. 125. jun. 2013. 2004. 
Em caso de autoria desconhecida, 113 a entrada é feita pelo título da obra. 
Como dissemos, nunca se utiliza o termo "anônimo". Caso a obra possua mais 
de um título ou, se o títuld' aparece em mais de um idioma, registra-se apenas o 
primeiro ou o que aparecer com mais destaque. 
EDIÇÃO 
Indica-se a edição somente a partir da segunda, com algarismo arábico 
seguido de ponto e da abreviatura da palavra "edição" ( ed.), logo após o título.: 
MOREIRA, Vitor. O Espaço Azul. 4.ed. São Paulo: Polux, 2012. 
SÓDERSTEN, Bo; GEOFREY, Reed. lnternational economics. 3. ed. 
London: MacMillan, 1994. 
Podem ser indicados, de fonna abreviada, emendas, acréscimos, 
atualizações e revisões à edição. 
CHAVES, Adriano O. A Capoeira no Brasil. 3.ed . rev. e aum. Porto Alegre: 
Matrix, 2001. 
DI NA, Antonio. A fábrica automática e a organização do trabalho. 2. ed. atual. 
Petrópolis: Vozes, 1987 
113 Ver página 81 , segtmdo parágrafo. 
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Normas Técnicas para o Trabalho Científico 86 Furasté 
iMPRENTA 
Chama-se de imprenta a indicação que compreende o local, editora e ano 
da publicação da obra. O local é separado do nome da editora por dois pontos 
( : ) e esta, do ano, por vírgula, finalizando por ponto. 
São Paulo: Ática, 2008. 
Petrópolis: Vozes, 2011 . 
Porto Alegre: Prodil, 2009. 
Quando algum dado é desconhecido e não há possibilidade de se fazer uma 
identificação positiva, registra-se abreviadamente, entre colchetes, conforme 0 
caso: 
a) na falta do local : [S.I.] ou [ s.l.] 114 
b) na falta do editor : [S.n.] ou [S.ed.] ou [s.n.] ou [s.ed.] 
•!• local 
O local da publicação deve ser referenciado tal como aparece na obra. Caso 
haja a indicação de mais de um local, indica-se o primeiro ou o que estiver em 
destaque. Se não houver indicação do local, coloca-se, entre colchetes a 
expressão S.l. ou s.l. (como apresentado acima). Não esquecer que o local é 
separado da editora por dois pontos. 
FREITAS, Juliano. Como passei em engenharia naquele ano. [s .l): Milagres, 
20,10. o 
BERNARDES, Ricardo. As Folhas Mortas. 4.ed. [ s.l.) : Nevada, 2012 .. 
i 
No caso de existirem locais homônimos acrescenta-se a indicação do 
estado, país etc. 
CAMARGO. Gustavo. Computação Gráfica Aplicada. Alvorada, RS: Matriz, 
2010. 
VIEIRA, Juvenal. O Conhecimento Empírico. Alvorada, TO: Vórtice, 2009. 
Quando houver mais de um local para uma só editora, indica-se apenas o 
11 4 A letra S, pode estar maiúscula ou em minúscula, porém deve ser uniforme em todas as demais ocorrências. 
Furasté 87 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
primeiro ou o mais destacado na obra. Se uma obra foi publicada pela Editora 
Volga que tem sede em Petrópolis e Canoas, por exemplo : 
FERNANDES, Pelópidas; BASTOS, Clóvis. As Relutâncias do Reitor. 
Petrópolis: Volga, 202 
Se a localidade não aparecer na obra, mas for possível sua identificação, 
indica-se entre colchetes. 
FERNANDES, lvete. Passa ou Repassa. [Porto Alegre]: Global, 1998. 
~:o !Editor 
O nome do editor deve aparecer da mesma maneira como é grafado na 
obra, abreviando-se prenomes e dispensando indicações de elementos de 
natureza jurídica ou comercial, desde que sejam dispensáveis para sua 
identificação. 
J. Olympio 
Atlas 
Mercur 
e não: Livraria José Olympio Editora 
e não: Editora Atlas Ltda. 
e não: Companhia Mercur de Publicações L TOA. 
Quando uma obra for publicada por duas editoras, devem ser indicadas as 
duas com seus respectivos locais (cidades), separados por vírgula. 
CAMPELO, Rute. A Corrida das Pontes. Porto Alegre : Matrix, São Paulo: 
Dupont, 2012. 
Caso sejam três ou mais editoras, registra-se apenas a primeira que 
aparece ou a mais destacada. Por exemplo: um guia turístico foi publicado por 
cinco editoras conveniadas: Vergueiro, Mercur, Dupont, Global e Polux e elas 
aparecem nessa ordem na obra. 
FAGUNDES, Carlos; NOGUEIRA, Vera. Dicas Interessantespara Turistas 
de Finais de Semana. Florianópolis: Vergueiro, 2013. 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 88 Furasté 
Quando o editor não é mencionado, faz-se, entre colchetes, a indicacão 
abreviada: [S.n.] ou [s.n] "sine nomine", ou: [S.ed.] ou [s.ed.] "sem editor". ' 
HOBSBARTH, Maria lrene. O Poder Digestivo da Semente do Mamão. 
Cuiabá: [S.n.], 1999. 
Não há necessidade de se indicar o nome do editor quando ele é o próprio 
autor. O exemplo prático para essa situação é deste manual que você está lendo : 
FURASTÉ, Pedro Augusto. Normas Técnicas para o Trabalho Científico. 
17.ed. Porto Alegre: [S.ed.], 2013. 
ou simplesmente: 
FURASTÉ, Pedro Augusto. Normas Técnicas para o Trabalho Científico. 17.ed. 
Porto Alegre: 2013. 
•!• Data 
Indica-se a data com algarismos arábicos, sem pontuação, nem espaços. 
CAMARGO, Vitorino Arantes de. Era uma vez um verão em Cidreira. Cidreira: 
Beira-mar, 201 O. 
Caso não seja possível encontrar nenhuma data explícita na obra 
(publicação, distribuição, copirraite, impressão ... ) registra-se, entre parênteses, 
conforme se apurar: 11 5 
i 
; [2001 ou 2002] - um ou outro ano 
, [2009?] - data provável 
·. [2003]- data certa, mas não indicada na obra 
[entre 2006 e 2009]- intervalo não deve ser supe~ior a 20 anos 
[199-]- qécada certa 
[199?] - década provável 
[18--]- século certo ·. 
[18--?] - seculo provável 
115 NBR 6023:2002, item 8.6.2. 
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Furasté 89 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 
Assim: 
TEIXEIRA, Waldemar. Segredos da Culinária Chilena. 3.ed. Santos : Medina, 
[2008?]. 
ANTUNES, Juliano. Técnicas Avançadas de Re-Harmonização. Canoas: 
Arenage, [199-]. 
Quando se tratar de publicação periódica, indica-se a data inicial e a data 
final do período da edição, quando se tratar de publicação encenada. Se a 
publicação ainda está em vigor, indica-se a data inicial seguida de um hífen e 
um espaço seguido de ponto. 
INFORMAÇÃO E CULTURA. Porto Alegre: Diretório Estadual de Cultura, 1976-
1989. 
GLOBO RURAL. São Paulo: Rio Gráfica, 2010- . 
DESCRIÇÃO FÍSICA 
Ao final da referência, pode-se registrar o número total de pagmas ou 
folhas, seguidos da abreviatura "p.", para páginas ou "f.", para folhas. 116 
VIEGAS, Anne. Acampamento Modelo. Porto Alegre: Lótus, 2001. 253 p. 
SCHUL TZBERGER, Victor. Músicas de Acalentar. Canoas: Nobre, 1987. 74 f. 
Quando a obra for publicada com mais de um volume, deve-se indicar a 
quantidade de volumes, seguida da abreviatura "v." 
RONDON, Mônica; RICHTER, América. Trabalho repetitivo: pavor ou 
paranoia? São Paulo: Viegas, 2009. 3v. 
Se for feita referência à parte de uma obra, deve-se mencionar os números 
das páginas inicial e final, precedidos da abreviatura "p." 
WORM. Gustavo. Reprogramando atitudes. In: Coletânea de Atitudes Posi-
tivas. Santos: Fulgor, 2012. p. 31-43. 
11 6 Se for feita a opção por indicar o número de páginas, deve-se fazê-lo em todas as obras. 
Normas Técnicas para o Traball10 Científico 90 Furasté 
Quando, porventura, for utilizada uma publicação ou obra que não seja 
paginada ou que seja irregularmente paginada, deve-se registrar esse fato. 
FLORES, Atanazildo. Curso Prático de Aritmética para Concursos. São Paulo:. 
Cultura, 2011. Não paginado. 
PANDOLFO, Lucas. Magníficos Instrumentos de Cordas. Rio de Janeiro: Vital , 
2012. Paginação irregular. 
Observação: 
É oportuno lembrar que, quanto ao uso de numerais, para indicação de 
uma sequência, não se escreve os algarismos repetidos de um número. Se é para 
ser feita, por exemplo, menção das páginas que vão de 31 até 35, escreve-se: 
31-5, não repetindo o algarismo 3 do número 35; se forem páginas de 126 a 
129, escreve-se: 126-9, não repetindo o algarismo 1 nem o 2. Portanto, se for 
feita a indicação: 235-9 é porque se está fazendo referência às páginas 235 até 
239. 
FlORA VENTE, Álvaro . Alquimia Moderna. São Paulo: Cultura, 2011 . p.145-9. 
GOULARTE, Márcia. Terremotos e Vulcões. Recife: Velgos, 2009. p. 1237-49. 
PAULINO, Lara. Correndo para a Forca. Rio de Janeiro: Vidigal, 2012. p. 435- 8. 
Para se fazer a indicação de quaisquer tipos de ilustrações, pode-se fazer a 
indicação abreviada: "il."; se for ilustração colorida, indica-se "il. color." 
SILVA, Diovana. Estudos Sociais para Jovens. Porto Alegre: Glória, 2012. 
25p. il. 
LEE, Carol. Como salvar minha vida sendo eu mesma. Porto Alegre, 2013. 
35p. il. colar. 
Em teses, dissertações ou outros trabalhos acadêmicos, deve ser indicado o 
tipo de documento (tese, dissertação, trabalho de conclusão etc.), o grau, a 
vinculação acadêmica, o local e a data da defesa, mencionada da folha de 
aprovação (se houver). 
Furas ré 91 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
INÁCIO, Francisco E. Transistores e Capacitares: componentes vitais nos 
circuitos eletrônicos. 2012. 105Í. Trabalho de Conclusão de Curso 
(Especialização), aculdades Reunidas, Universidade São Carlos, 2013. 
Data da defesa Data da publicação 
COUTO E SILVA, M rgarete . uisa Escolar sobre Hábitos de Leitura 
no Ensino Médio m Porto Alegre . 201 O. 110p. Dissertação (Mestrado em 
Educação). Fac tlade de Letras, Universidade Estadual do Amazonas, 
Manaus, 2012. 
Cuidado para não confundir a data da defesa (ou apresentação) com a data 
de publicação. Na maioria dos casos é a mesma data, porém podem ser 
diferentes. 
SÉRIES !E COlEÇÕES 
Após todas as indicações podem ser incl~ídas informações sobre séries ou 
coleções que compõem a totalidade da obra. E indicado o título da série ou da 
coleção e sua numeração conforme figurem na obra, entre parênteses. 
CARVALHO, M. Guia Prático do Alfabetizador. São Paulo: Ática, 1994. 95 p. 
(Princípios, 243). 
MIGLIORI, R. Paradigmas da Educação. São Paulo: Aquariana, 1993. 20 p. 
(Visão do Futuro, v. 1 ). 
ROSENBERG, Flavio de Oliveira. Curso de Polímeros Incandescentes. Rio de 
Janeiro: Delta, 2000. 343 p. (Novas Experiências, v. 3). 
Para ficar mais prático para o leitor, sempre que se julgar necessário ou que 
for possível, pode-se acrescentar, · ao final da referência, alguma nota 
esclarecedora. 
FURASTÉ. Pedro Augusto. Rapidinhas Gramaticais: manual de consulta rápida. 
Porto Alegre: Cultural, 2008. No prelo. · 
PERELLÓ, Patrícia. Uma Leitura Inovadora de Freud. Porto Alegre: Sociedade 
Psicanalítica Porvir, 2002. Mimeografado. 
QUIROGA, Fernando Adauto. Travessias Férreas no Estado do Rio Grande do 
Sul. Porto Alegre: Global, 2003. Polígrafos 1 e 2. 
Normas Técnicas para o Traballio Científico 92 Furasté 
ORDENAÇÃO 117 
É bom lembrar que a localização das referências, ou seja, a identificação 
das obras citadas no decorrer do trabalho, pode ser em nota de rodapé, ou no 
final do capítulo ou no final do trabalho. 
As referências dos documentos em notas de rodapé devem trazer as 
indicações completas na sua pr imeira aparição. Nas demais, podem ser 
resumidas ou não, a critério do autor. Sugere-se que se repita sempre para que 
fique mais clara a leitura e a compreensão por parte do leitor. 
As referências dos documentos citados no decorrer do trabalho, 
apresentadas em notas de final de capítulo ou no final do trabalho, devem ser 
ordenadas de acordo com o sistema utilizado para citação no texto (numérico ou 
alfabético) . 
Com o sistema numérico, as referências seguem a mesma ordem que 
aparecem no texto. São identificadas pelo algarismo indicativo (o mesmo da 
chamada). Para essa numeração, utilizam-se algarismos arábicos, sobrescritos ou 
não, que serão separados do nome do autor por um espaço em branco. Não se 
usa ponto, travessão, etc. 
1 MA TEUS, Maria Helena M. et ai. Gramática da Língua Portuguesa. 
Coimbra: Almedina, 1983. 
2 WINNICOTT, D.W. A Criança e o seu Mundo. Rio de Janeiro: 
Zahar, 1977 . 
. 
3 GUIRAUD, Pierre. A Semiologia. Lisboa: Presença, 1978. 
4VIEIRA, Waldo. Projeções da Consciência. 3.ed. Londrina: Ed. 
Universalista, 1989. 
5 ABERASTURY, A. et ai. Adolescência. 2.ed. Porto Alegre: Artes 
Médicas, 1983. 
Observe-se que a ordem seguida é a do aparecimento no texto. É 
importante lembrar, também, que a margem da segunda linha em diante, deve 
iniciar sob a primeira letra da entrada. 
Por sua vez, com o sistema alfabético, as referências são reunidas, sem 
n umeração, numa única ordem alfabética. 
117 De acordo. com as normas NBR 6023 e NBR I 0520. 
Furasté 93 Normas Técnicas para o Traballio Científico 
ALMEIDA, Lourdes Catarina. Liberdade Consentida. São 
Paulo: Lótus, 1999. 
ALVES, Rubem. Filosofia da Ciência: uma introdução ao jogo e 
suas regras . 18.ed. São Paulo: Brasiliense, 1993. 
DAVIDSON, John. Energia Sutil. São Paulo: Círculo do 
Livro ,1987. 
LUFT, Celso Pedro. Novo Guia Ortográfico. Porto Alegre: Globo, 
1974. 
MARCONDES, E. Obesidade na Infância. Anais Nestlé, n.108, 
p.14-7, 1982. 
MARTINS, César Martinho. Formatação Ambiental. Porto 
Alegre: Ornatus, 1998. 
WOOLFKIND, Arthur Olavo. Campos de Energia Sutil. Rio de 
Janeiro: Everest, 2004. 
Até pouco tempo, ex1gm-se que a indicação fosse feita em sequência, 
porém essa sequência era duplamente indicada. Era colocada a ordem alfabética 
e, ainda, era feita uma numeração sequencial. Ora, isso era absolutamente 
desnecessário, pois se tratava nitidamente de uma dupla indicação para um fato 
único . Em boa hora a ABNT resolveu eliminar uma dessas duas indicações. 
Dessa fonna, hoje, faz-se a indicação das obras apenas mantendo a ordem 
alfabética. A propósito, lembramos que as letras K, W e Y, voltaram a fazer 
parte de nosso alfabeto, aparecendo, respectivamente, após o J , V e·x. 
BAZARIAN, Jacob. O Problema da Verdade. São Paulo: Círculo do 
Livro, 1986. 
DAVIDSON, John. Energia Sutil. São Paulo: Círculo do Livro, 1987. 
GUIRAUD, Pierre. A Semiologia. Lisboa: Presença,1978. 
KAHTUNI , Haideé. Psicoterapia Breve Analítica. 3.ed. São Paulo: 
Escuta , 2003. 
LUFT, Celso Pedro. Guia Ortográfico. Porto Alegre: Globo, 1974. 
MA TEUS, Maria Helena M. et ai. Gramática da Língua Portuguesa. 
Coimbra: Almedina , 1983. 
VIEIRA, Waldo. Projeções 
Londrina: Ed. Universalista, 1989. 
da Consciência. 3.ed. 
Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 94 Furas tê 
Na ordenação das obras, quando um autor for indicado mais de uma 
vez, o nome do autor pode 118 ser substituído por um traço (equivalente a seis 
espaços), seguido de ponto, da segunda referência em diante. Quando o tíhilo da · 
obra é repetido, pode-se proceder da mesma forma, substituindo-se o título por ,_ 
um traço (igualmente equivalente a seis espaços), seguido de ponto. 
JAKOBSON, Roman. Linguística e Comunicação. São Paulo: Cultrix, 1969. 
___ . Diálogos. São Paulo: Cultrix, 1985. 
______ . 3.ed. São Paulo: Cultrix, 1990. 
Se algum elemento não figura na obra referenciada, mas é conhecido, 
indica-se esse elemento entre colchetes [ ] : 
SURITA, Zélia. Minha Vida com meu Cão. Porto Alegre: Logus, [2011]. 
BENTO, Márcio. O Computador em Pinhal. [Balneário Pinhal]: Global , 2012. 
RUSCHEL, Conceição. Santa Rita. Porto Alegre: [Global], 2012. 
Quando é impossível identificar a autoria, ou quando não há autoria 
especificada, começa-se a fazer a referência pelo título da obra ou do artigo, com 
a primeira palavra escrita em letras maiúsculas, desconsiderando-se artigos, 
pronomes e preposições e as demais palavras em letras minúsculas. 
OS CAMINHOS do Conhecimento Altruísta . Porto Alegre: Libertas, 2010. 
DIAGÓSTICO do setor editorial brasileiro. São Paulo: Câmara Brasileira do 
Livro, 2012. 
TRADUÇÕES 
Quando se tratar de obra traduzida, após a indicação do título, pode-se 
acrescentar: Traduzido por (o nome do tradutor) e no final da referência, pode-
se colocar: Tradução de: (o título original), quando essas indicações forem 
mencionadas na obra. 
118 Mais uma vez lembramos que não se trata de uma obrigatoriedade. "pode" é diferente de "deve". 
Furasté 95 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
PAWELS, Louis, BERGIER, Jacques. O Despertar dos Mágicos. Traduzido por 
Gina de Freitas. São Paulo : Círculo do Livro, [1985]. Tradução de: Le matin des 
magiciens. 
REFERÊNCIAS 
A seguir explicitaremos, detalhadamente, a maneira correta de se 
referenciar as obras citadas, ou apenas consultadas, de acordo com 0 
estabelecido pela NBR 6023/2002 da ABNT. 
Lembramos que, quando não existem alguns elementos no documento a 
ser referenciado, deve-se passar para o imediatamente seguinte, prosseguindo na 
sequência. 
Documentos referenciados no todo 
a) livros, monografias, guias, folhetos 
* com UM só autor 
Autor, ponto, Título, ponto, Edição (a partir da segunda), ponto, 
Local, dois-pontos, Editora, vírgula, Ano, ponto. 
CARO INALE, Elpídio. Os Sonhos Maravilhosos das Crianças. 6.ed. Pouso Alegre: 
Imagem, 2012. 
ROESCH, S. M. Projetos de estágio do curso de administração: guia para 
pesquisa, projetos, estágios e trabalhos de conclusão. 2.ed. Porto Alegre: Atlas, 
2011. 
OLIVEIRA, Jacson. Associação de Capoeira Filhos de Aruanda: seis golpes 
fatais . Porto Alegre: Rondon, 2005. 
* com DOIS autores 
Autor, ponto-e-vírgula, Autor, ponto, Título, ponto, Edição (a partir 
da segunda), ponto, Local, dois-pontos, Editora, vírgula, Ano, 
ponto. 
SANTOS, Lucas; CAMARGO, Ricardo. A Floresta Negra . Campinas: Polux, 2012 
SÓDERSTEN, Bo; GEOFREY, Reed. lnternational economics. 3. ed. Londoh: 
MacMillan , 2004. 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 96 Furasté 
* com TRÊS autores 
Autor, ponto-e-vírgula, Autor, ponto-e-vírgula, Autor, ponto, 
Título, ponto, Edição (a partir da segunda), ponto, Local, dois-
pontos, Editora, vírgula, Ano, ponto. 
SARTOR, Lúcia; BENTO, Márcio; CARDOSO, Gilberto. Gnomos e o Destino. 
Caxias: Ideal, 2001. 
NORTON, Peter; AITKEN, Peter; WIL TON, Richard. Peter Norton: A Bíblia do 
Programador. Rio de Janeiro: Campos, 2002. 
* com MAIS de TRÊS autores 
Nome do primeiro Autor, ponto, a expressão et al., ponto, Tíhllo, 
ponto, Edição (a partir da segunda), ponto, Local, dois-pontos, 
Editora, vírgula, Ano, ponto. 
SALVERO, Marília. et ai. Como ter nove filhos e sobreviver. 19.ed . Porto Alegre: 
Global, 2010. 
BRITO, Edson Via nna, et ai. Imposto de renda das pessoas físicas: livro prático 
de consulta diária. 6. ed. atual. São Paulo: Frase Editora, 1996. 
Observação: 
Quando se tem mais de três autores, deve-se escrever apenas 
o nome do primeiro dos autores que aparecem citados no livro, seguido 
da expressão et a/. Veja a respeito da expressão, na página 79. 
b) teses, dissertações, trabalhos de conclusão de curso 
Autor, ponto, Título e subtítulo (se houver), ponto, Ano da defesa, 
ponto, número de páginas ou folhas (opcional), ponto, Indicação de 
Monografia, Tese ou Dissertação, vírgula, Nome da Faculdade, Centro 
ou Instituto, vírgula, Nome da Universidade (por extenso), vírgula, 
Local do Curso, vírgula, Ano de Publicação, ponto. 
·. o ... 
_'":t -.; 
I 
Furasté 97 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
SANTANA, Maria Eugênia dos Santos. O Estudo de Textos em Turmas Iniciais de 
Segundo Grau em Escolas de Periferia de Porto Alegre: uma experiência em 
contextos diferentes. 2004. 235p. Dissertação (Mestrado em Educação) , Faculdade 
de Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2007. 
ZASLAVSKY, Susana Schwartz. Aprendizagem de história e tomada de 
consciência das relações espaço-temporais. 2003. 235 f. Dissertação (Mestrado 
em Educação), Faculdade de Educação, Universidade Federal do Rio Grande do 
Sul, Porto Alegre, 2004. 
BRAUNER, Maira Fabiana. Escolas, espaço de fabricação de imagens: patologias 
do olhar na relação professor-aluno. 2003. 280 f. Tese (Doutorado em Educação), 
Faculdade de Educação,Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 
2003. 
RIBEIRO, Odila Maria Gazzola Antonini; CUNHA, Rita Marlise da; SANTOS, Thais 
Valle dos. Supervisão escolar. um ativador do lúdico. 2003. 83 f. Monografia 
apresentada como pré-requisito para conclusão do Curso de Especialização em 
Supervisão Escolar, Faculdades Porto-Aiegrenses. Porto Alegre, 2003. 
c) relatórios de estágio ou de pesquisa 
Autor( es ), Coordenador, Instihlição responsável, ponto, Tíh!lo e 
subtíh!lo (se houver), ponto, Local de publicação, dois-pontos, Editor 
ou Instituição responsável pela publicação, vírgula, Ano de 
publicação, ponto, Indicação de Relatório, ponto. 
TEDESCO, Paulo Ricardo Oliveira. Conversação: Uma Proposta Alternativa para o 
Ensino de Língua Inglesa no Ensino Médio. Porto Alegre: FAPA, 1992. Relatório de 
Estágio. 
COMISSÃO NACIONAL DE ENERGIA ATÔM ICA. Departamento de Pesquisa. 
Relatório Anual 200ô. Brasília: UNBREA, 2006. Relatório. 
SOUZA, Ubiraci Espinelli Lemes de; MELHADO, Silvio Burratino. Subsídios para a 
avaliação do custo de mão-de-obra na construção civil. São Paulo: EPUSP, 
1991. Relatório. 
d) manuais, catálogos, almanaques ... 
Autor, ponto, Título, ponto, Subtítulo,(se houver), porrto, identificação 
da publicação, Local, dois pontos, Editora, vírgula, Ano, ponto. 
Normas Técnicas para o Traballio Científico 98 Furasté 
RIO GRANDE DO SUL. Secretaria do Meio Ambiente. Divisão de Planejamento de 
Parques Praças e Jardins. Estudo de Impacto Ambiental na Zona Sul da Capital.· 
Manual de Orientação. Porto Alegre: CORAG, 2000. · 
COLÉGIO ACADÊMICO RURAL. Processo Seletivo 2005. Manual do Candidato. 
Pouso Alegre, 2013. 
MUSEU DO IMIGRANTE. Instruções para melhor aproveitamento. Catálogo. 
Caxias do Sul, 2010 . 
ALMANAQUE ILUSTRADO DE CAPOEIRA. Capoeira e Respiração. Porto Alegre,-
Rondon, 201 O. 
e) dicionários (no todo), enciclopédias (no todo) 
Autor, ponto, Título, ponto, Edição (a pariir da segunda), ponto, 
Local, dois pontos, Editora, vírgula, Ano, ponto. 
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário Brasileiro da Língua 
Portuguesa. São Paulo: Melhoramentos, 1973. 
ENCICLOPÉDIA Mirador Internacional. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do 
Brasil, '1995. 20 v. 
f) coleção de revistas e periódicos 
Título, ponto. Local da Publicação, dois pontos, Editora, ponto. Data 
de início e data de encerramento da revista (se houver), ponto. 
BOL~TIM GEOGRÁFICO. Rio de Janeiro: IBGE, 1943-1978. 
EDUCAÇÃO & REALIDADE. Porto Alegre: UFRGS/FACED, 1975- . 
TRANSINFORMAÇÃO. Campinas: PUCCAMP. 1989-1997. 
g) legislação: emendas constitucionais e textos legais 
infraconstitucionais - lei complementar e ordinária, medidas 
provisórias, decretos em todas as formas, resolução do Senado 
Federal - normas emanadas das entidades públicas e privadas -
ato normativo, portaria, resolução, ordem de serviço, instrução 
normativa, comunicado, aviso, circular, decisão administrativa ... 
Furasté 99 Normas Técnicas para o Traballio Científico 
Local de abrangência ou Órgão responsável, ponto, Título 
(especificação da legislação), ponto, Numeração e Data, ponto, 
Ementa (se houver), ponto, Referência da publicação onde houve a 
veiculação precedida da expressão In: 
BRASIL. Decreto-lei n. 2423 de 7 de abril de 1988. Estabelece critérios para 
pagamento de gratificações e vantagens pecuniárias aos titulares de cargos e 
empregos da Administração Federal direta e autárquica e dá outras providências . 
Diário Oficial da União, Brasília, v. 126, n.66, p.6009, 8 abr. 1988. Seção 1. 
BRASIL. Lei 8.078, de 11 de setembro de 1990. Dispõe sobre a proteção do 
consumidor e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, v. 138, n. 
87, p. 8065, 12 set. 1990. Suplemento. 
SÃO Paulo (Estado). Decreto n. 42.822, de 20 de janeiro de 1998. Dispõe sobre a 
desativação de unidades administrativas de órgãos da administração direta e 
autarquias do estado e dá providências correlatas. Lex,Coletânea de Legislação e 
Jurisprudência, São Paulo, v. 62, n.3, p. 217-20, 1998. 
BRASIL. Medida provisória n. 569-9, de 11 de dezembro de 1997. Diário Oficial 
[da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 14 dez. 1997. 
Seção 1, p. 29514. 
BRASIL. Código Civil. Organização dos textos, notas remissivas e índices por 
Juarez de Oliveira. 46. ed. São Paulo: Saraiva, 1995. 
PORTO ALEGRE. Lei Orgânica do Município. Porto Alegre: Câmara Municipal , 
1990. 
h) jurisprudência (decisões judiciais): acórdãos, decisões, súmulas, 
enunciados e sentenças das cortes ou tribunais 11 9 
Local de abrangência, ponto, órgão judiciário competente, ponto, 
Título (natureza da decisão ou ementa), ponto, Número, ponto, Partes 
litigantes (se houver), ponto, Nome do relator antecedido da palavra 
Relator, ponto, Local, vírgula, Data do acórdão (quando houver), 
Referência da publicação que divulgou o documento (se for o caso), 
antecedido da expressão In: 
119 Os elementos podem variar de acordo com o documento a ser referenciado. Não podem faltar, no entanto: 
Jurisdição e órgão judiciário competente, título (natureza da decisão ou ementa) e número, partes envolvidas 
(se houver), relator, local, data e dados da publicação. 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico !00 Furaste 
BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Súmula n. 14. In: ___ . Súmulas. São~ 
Paulo: Associação dos Advogados do Brasil, 1994. p. 16. :~ ·-;! · 
BHASIL. Supremo Tribunal Federal. Deferimento de pedido de extradição~ .-t-t 
Extradição n. 41 O. Estados Unidos da América e José Antônio Fernandez. Relator:" , 
Ministro Rafael Mayer. 21 de março de 1984. In: Revista Trimestral d~ - - ~- ·, 
Jurisprudência, [Brasília], v. 109, p. 870-9, set. 1984. ,. - · 
BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Habeas-corpus n. 181.636-1, da 6a Câmara 
Civel do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Brasília, DF, 6 de dezembro de -
1994. Lex: Jurisprudência do ST J e Tribunais Regionais Federais, São Paulo, v. 1 o:. 
n. 103, p. 236-240, mar.1998. 
i) anais, recomendações de congressos, seminários, encontros ... 
Nome do Evento, vírgula, Número do Evento (se houver), vírgula, 
Ano, vírgula, Local de realização do evento, ponto, Título, ponto, 
Local de publicação, dois-pontos, Editor ou entidade responsável pela 
publicação, vírgula, Ano da publicação, ponto. 
CONGRESSO ULTRAMARINO DA LÍNGUA PORTUGUESA, 5., 1999, Florianópolis. 
Anais. Florianópolis: Ed.Sol e Mar, 1999. 
JORNADA INTERNA DE IN ICIAÇÃO CIENTÍFICA, 18., 1996, Recife. Livro de 
Resumos da XV/11 Jornada de lnicia.ção Científica. Recife: UFRJ, 1996. 
j) trabalhos apresentados em eventos (congressos, seminários, 
encontros, conferências, palestras ou assemelhados) 
Nome do Autor ou Entidade responsável, vírgula, Título do 
trabalho apresentado seguido da expressão In, dois pontos, Nome 
do Evento, vírgula, Número do Evento (se houver), vírgula, Ano, 
vú·gula, Local de realização do evento, ponto, Título do documento 
(anais, atas .. . ), ponto, Local de publicação, dois-pontos, Editor ou 
entidade responsável pela publicação, vírgula, Ano da publicação, 
ponto, página inicial e página fmal da parte referenciada, ponto. 
VARELLA, Gaetano Correa. Novas Linguagens do Cotidiano. In: CONGRESSO 
ULTRAMARINO DA LÍNGUA PORTUGUESA, 5, 2004, Florianópolis. Anais. 
Florianópolis: Ed.Sol e Mar, 1999. 123-38. 
MALAGRINO, W. et ai., Estudos Preliminares sobre o Efeito ... 1985. Trabalho 
apresentado ao 13. Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental, 
Maceió, 1985. 
Furasté !O! Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 
I) constituições 
Local de abrangência (País, Estado, Cidade), ponto, Título e subtítulo 
(se houver), ponto, Edição (a partir da segunda), ponto, Local de 
publicação, dois-pontos, Editor, vírgula, Ano, ponto. 
BRASIL. Constituição. Brasília: Senado Federal, 1988. 
RIOGRANDE DO SUL. Constituição do Estado do Rio Grande do Sul. Porto 
Alegre: Assembleia Legislativa, 1989. 
CACHOEIRINHA. Lei Orgânica do Município. Cachoeirinha: Câmara Municipal, 
1997. 
m) publicações de órgãos governamentais, empresas, associações, 
entidades e instituições coletivas 
Órgão responsável, ponto, Título e subtítulo (se houver), ponto, 
Edição (a partir da segunda), ponto, Local de publicação, vírgula, 
Editor (quando diferente do órgão responsável), vírgula, Ano, ponto. 
BIBLIOTECA PÚBLICA ZEFERINO BRASIL. Relatório plurianual de consultas. 
São Vendelino: Seta Edições, 1987. 
CONSELHO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO 
-CNPQ. Termo de compromisso. Florianópolis: Veritas, 1996. 
Quando a editora é a mesma instituição ou pessoa responsável pela autoria e 
já tiver sido mencionada, não é mais indicada: 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Pró-Reitoria de Graduação. 
Departamento de Controle e Registro Discente. Manual de Ingressos Extravesti-
bular para o Período Letivo 01/1. Porto Alegre, 1997. 
n) separatas 
Autor, ponto, Título, ponto, Local, dois-pontos, Editora, vírgula, Ano, 
ponto. A expressão: Separata de: dois pontos, Autor da obra, ponto, 
Título da obra, ponto, Local, dois-pontos, Editora, vírgula, Ano. 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 102 Furasté 
AGUIAR, Fernando. Escrita Fonêmica para o Português do Brasil. São Paulo: Ultra, 
1997. Separata de: FREITAS, Francisco. Língua Brasileira. São Paulo: Ultra, 1997 . . 
ANDRADE, Maurício. O Cartel das Minas. Rio de Janeiro: Veritas, 2003. Separata· 
de: CARDOSO, Miguel Augusto. A Era do Ouro no Brasil Colônia. Rio de Janeiro: 
Veritas, 2007. 
Documentos referenciados em parte 
a) capítulo, ou parte, de livros, separatas, teses, monografias, 
dissertações, folhetos ... 
* Parte sem indicacão do autor: 
Autor da obra onde está a parte, ponto, Título, ponto, Edição (a partir 
da segunda), ponto, Local, dois pontos, Editora, vírgula, Ano, ponto, 
Localização da parte referenciada: paginação, volume, tomo, parte, 
capítulo e título (se houver). 
SOARES, Fernandes; BURLAMAQUI, Carlos Kopke. Pesquisas Brasileiras, 1. e 2. 
graus. 4.ed. São Paulo: Formar, 1992. p. 201-11. cap. VIl. v. 3. 
FERREIRA, Milton Siqueira. Os Magos e a Verdade. 9.ed. São Paulo: Polux, 2000. 
p. 134-7. 
INSTIT,UTO BRASILEIRO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA. Manual 
de normas de editoração do IBICT . 2. ed. Brasília: 1993.41 p. 
* Parte com indicação do autor 
Autor da parte, ponto, Título da parte, ponto, Referência da 
Publicação antecedida da expressão In: 
TRAN, Valdemar. A Comida Chinesa. In: CHAVES, Válter. A Gastronomia Mundial. 
3.ed. Rio de Janeiro: Codecal, 1997. 
SIMON. Maria Cecília. A Consciência Mítica. In: HUNE, Leda Miranda (org.) . 
Metodologia Científica. 3.ed. Rio de Janeiro: Agir, 1989. 
Furasté 103 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
* Parte em que o autor é o mesmo da obra 
Autor, ponto, Título da parte, ponto, Referência da Publicacão 
antecedida da expressão In: substituindo-se o nome do autor por ~m 
traço de seis toques, ponto. 
NETO, Antonio Gil. Gramática: apoio ou opressão. In : __ . A Produção de 
Textos na Escola. São Paulo: Loyola, 1998. 
VASCONCELLOS, Neusa . A identidade Italiana no Rio Grande do Sul. In : 
__ . Os Italianos no Sul do Brasil. Caxias do Sul: Global, 2001. p. 132-9. 
b) obras publicadas com mais de um volume, tomo etc. 
Autor, ponto, Título da obra, ponto, Local de publicação, dois-pontos, 
Editor, vírgula, Ano, ponto, Volume, tomo, etc, vírgula, Tíh1lo do 
volume, tomo, etc. (se houver), ponto. 
VERGUEIRO, Oswaldo Henrique. As Forças Ocultas da Mente Humana. Rio 
de Janeiro : Lotus, 1998. Tomo IX. 
KERSTING. M. Félix. Antropologia Cultural: a ciência dos costumes. Rio de 
Janeiro: Fundo de Cultura, 1971 . v.2. 
c) artigos em revistas ou periódicos 
* com autoria explicitada 
Autor, ponto, Título do artigo, ponto, Nome da revista ou periódico 
(grifado), vírgula, Título do fascículo, suplemento ou número especial 
(se houver), vírgula, Local, vírgula, Volume (se houver), vírgula, 
Fascículo (se houver), vírgula, Páginas inicial e final do artigo, 
vírgula, Mês e ano, ponto. 
LARA FILHO, Durval de. Museu, objeto e informação. Transinformação, Campinas, 
v.2, n. 2, p. 163-9, maio/ago. 2009. 
FERREIRA, Jeferson. As Abelhas como Elementos de Ligação. Saúde e Vida, Belo 
Horizonte, v. 24, n. 1334, p. 23-4, jan./fev. 1998. 
PERASSOLI, Elaine Maria. Mulheres de Atenas. Revista Brasileira de Terapia 
Floral; São Paulo, n. 50, p. 22-9, abr./maio 2004. 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 104 Furasté 
* sem autoria explicitada 
Título do artigo (a primeira palavra com letras maiúsculas), ponto 
Nome da revista ou periódico (grifado), vírgula, Título do fascícul~ 
(se ~ouver), vírgula, Local, vírgula, Volume (se houver), vú·gula, 
Fasc1culo, (se houver), vírgula, Página inicial e fmal do artigo 
vírgula, Mês (abreviado) e ano, ponto. ' 
CABELOS por um fio. Criativa, São Paulo, v. IX, p.59-60, jul.1999. 
EM BUSCA do Elixir da longa Vida. Planeta, p. 40-1 , São Paulo, fev. 2005. 
d) número especial de revista ou periódico 
Tíh!lo(versal), ponto, Título da parte (se houver), ponto, Local da 
publicação, dois pontos, Editora, vírgula, Número, vírgula, Ano, 
vírgula, volume, ponto, Data da publicação, ponto. 
CONJUNTURA ECONÔMICA. As 500 maiores empresas do Brasil. Rio de 
Janeiro: FGV, n. 502, ano VIl, v.4, set. 1984. 
GAZETA MERCANTIL. Balanço anual 1997. são Paulo, n. 21, 1997. 
Suplemento. 
e) fascículo de revista ou periódico 
Título e subtítulo (se houver), ponto, Local da publicação, dois pontos, 
Editora, vírgula, Número do fascículo, Data da publicação. 
DINHEIRO: revista semanal de negócios. São Paulo: Ed. Três, n. 148, 28 jun. 
2000. . 
REVISTA BRASILEIRA DE GEOGRAFIA. Rio de Janeiro: IBGE, 1939. 
PRO TESTE. Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, 
n.33, fev. 2005. 
Furasté 105 Normas Técnicas para o Traball10 Científico 
f) artigos em jornal, suplementos, cadernos, boletim de empresa 
':' com autoria explicitada 
Autor do artigo, ponto, Título do artigo, ponto, Nome do jornal 
(grifado ou sublinhado), vírgula, Local da publicação, vírgula, Data 
(dia, mês, ano), ponto. 
OLIVEIRA, Alberto. Voluntários da Sorte. Zero Hora, Porto Alegre , 9 fev . 2005. 
NAVES, Paulo. Lagoas andinas dão banho de beleza. Folha de São Paulo. São 
Paulo, 28 jun. 1999. Folha Turismo. Caderno 8. 
SOUZA, Ary. CTBEL não libera tráfego em pontes em shopping na doca. O Liberal. 
Belém, 12 nov. 2009. Cidades , p.5. 
*sem autoria explicitada 
Título do artigo (a primeira palavra coú1 letras maiúsculas), ponto, 
Nome do jornal (grifado), vírgula, Local da publicação, vírgula, Data 
(dia, mês, ano), ponto. 
TAIM será reserva modelo no país. Zero Hora , Porto Alegre, 27 mar. 1993. 
DOMINGO de sol e calor em Porto Alegre. Zero Hora, Porto Alegre , 4 dez. 2009. 
UM NOVO Tempo: uma nova estrela no céu. Em Aquarius, Porto Alegre, jan. 2005. 
g) trabalhos publicados em anais de eventos 
Autor, ponto, Título do trabalho e subtítulo (se houver), ponto, 
Referência da publicação antecedida da expressão In:, ponto, Página 
inicial e fmal, ponto. 
FERNANDES, Maria Helenara. O Analfabetismo como Elemento Responsável pelo 
Subdesenvolvimento Brasileiro Atual. In : Congresso Nacional de Educadores e 
Sociólogos, 1997, Rio de Janeiro. Anais. Rio de Janeiro: ENAFERJ , 1997. p. 232-5. 
PRESTES, Francesco. Crédito Rural e Taxas de Juros. In: Encontro Sul-
Americano de Ruralistas, 2002, Campo Grande. Goiânia: Líber, 2002. p. 364-8. 
CONGRESSO LATINO-AMERICANO SOBRE A CULTURA ARQUITETÔNICA E 
URBANÍSTICA, 2., 1992, Porto Alegre. Anais .... Porto Alegre: Unidade Editorial, 
1997. p.267-89. 
SIMPÔSJO BRASILEIRO DE REDES DE COMPUTADORES,13., 1995, Belo 
Horizonte. Anais .. . Belo Horizonte: UFMG, 1995. p.65. 
Nonnas Técnicas para o Trabalho Científico 106 Furasté 
h) enciclopédias 
Autor do verbete, seção ou capítulo (se houver), ponto, Títul~ do 
verbete, seção ou capítulo, ponto, In: Nome da Enciclopédia, ponto, 
Local de publicação, dois-pontos, Editor, vírgula, Ano de publicação, 
ponto, Volume, vírgula, Página inicial e fmal. 
MONTEIRO, Abigail. Os Seres Vivos. In: Mundo Novo. São Paulo: Ritter, 1975. v. 4, 
123-35. 
MIRANDA, Jorge. Regulamento. In: Polis Enciclopédia Verbo da Sociedade e do 
Estado: Antropologia, Direito, Economia, Ciência Política. São Paulo: Verbo, 1987. 
v. 5, p. 266-278. 
i) dicionários 
Verbete, ponto, A palavra In, dois-pontos, Autor(es), ponto, Título do 
Dicionário, ponto, Edição (a partir da segunda), ponto, Local, dois-
pontos, Editora, vírgula, Ano, ponto, Página, ponto. 
MAMINHA. In: ROCHA, Ruth . Minidicionário Enciclopédico Escolar. São Paulo: 
Scipione, 2000. p. 389. 
HIPÔMETRO. In: AULETE, Caldas. Dicionário Contemporâneo da Língua 
Portuguesa. 4.ed. Rio de Janeiro: Delta, 1958. p. 2601 . v.lll. 
Outros tipos de referência 
a) entrevistas, relatos, palestras, debates, conferências ... 
* orais - ao vivo ou em gravação 
Nome do entrevistado (ou do entrevistador quando se quer dar mais 
destaque a este), (Sobrenome versa! e nome minúsculo) ponto. 
Assunto da entrevista, ponto, Local onde foi realizada, vírgula, 
Entidade promotora do evento (se for o caso), vírgula, Data (dia, mês 
e ano), ponto, Esclarecimento sobre o motivo da entrevista (se preciso 
for), seguido da expressão "Entrevista concedida a" seguida pelo 
nome do entrevistador (se não citado no início), ponto. 
Furasté 107 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
TORRES, Eduardo E. Mutirão Nacional Pioneiro. Porto Alegre, U.E.B., 22 jul. 
1997. Registro da organização do encontro de jovens. Entrevista concedida a Victor 
Meireles de Andrade. 
MELLO, Eduardo de. Coletânea. São Paulo, Praça da Sé, 4 set. 1998. Registro do 
encontro de jovens pintores de rua. Entrevista concedida a João Gabriel de Lima. 
*impressas 
Nome do entrevistado (ou do entrevistador quando se quer dar mais 
destaque a este), (Sobrenome versa! e nome minúsculo) ponto. 
Assunto da entrevista, ponto, Local onde foi realizada, vírgula, 
Entidade promotora do evento (se for o caso), vírgula, Data (dia, mês 
e ano), ponto, Indicação bibliográfica do veículo onde está impressa a 
entrevista. Esclarecimento sobre o motivo da entrevista (se preciso 
for), seguido da expressão "Entrevista concedida a", seguida do Nome 
do entrevistador (se não citado no início), ponto. 
SOUZA, Fabrício. A Greve dos Padeiros. Caxias do Sul, 17 abr.1997. Revista 
Cometa, Caxias do Sul, v. 3, n. 35, p. 5-6, 19 abr. 1997. Entrevista concedida a 
Walter Gomes de Sá. 
MELLO, Evaldo Cabral de. O passado no presente. Veja, São Paulo, n. 1528, 
p 9-11, 4 set. 1998. Entrevista concedida a João Gabriel de Lima. 
b) programas de rádio e televisão 
Assunto, em letras versais, ponto, Nome do Programa, em destaque, 
ponto, No-me da cidade, vírgula, nome da estação de rádio ou de 
televisão, vírgula, Data (dia, mês e ano), ponto, A expressão, em letras 
versais, Programa de Rádio ou Programa de Televisão, ponto. 
ACAMPAMENTO REGIONAL DE ESCOTEIROS. Conversas com o ouvinte. 
Candelária, Rádio Minerva , 23 jul.1999. Programa de Rádio. 
EM BUSCA DAS PEDRAS PRECIOSAS. Fantástico. São Paulo, Rede Globo, 
12 mar. 1997. Programa de Tv. 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 108 
c) gravações em discos, fitas cassete ou CD 
- no todo 
Furasté 
Nome do compositor, ponto, Título do Disco ou da Fita, em destaque, 
ponto, Local, dois pontos, Gravadora, vírgula, Ano, ponto, Título da 
faixa, vírgula, Tempo da gravação, ponto, Número de rotações por 
minuto, vírgula, Sulco ou Digital, vírgula, Número de canais sonoros, 
ponto, Número do disco ou da fita, ponto. 
MANCINI, Henry. 101 Strings -In The Sound of Magnificence. Rio de Janeiro: 
CID, 1985. Peter Gunn Theme, 3,45min. 33rpm, sulco, Stéreo. 5041 . 
FAGNER, R. Revelação. Rio de Janeiro: CBS, 1988. 1 fita cassete (60min), 3% pps, 
estéreo. 
- em parte 
Nome do compositor ou intérprete, ponto, Título da parte, ponto, 
Subtítulo (se houver), ponto, Indicação de responsabilidades: 
arranjadores, direção ... - se houver), ponto, a expressão In: A 
referência do todo conforme o item anterior, acrescentando o número 
da faixa ou parte. 
SIMONE. Jura secreta. Direção artística Marcelo Ramos. In: ___ . Face a face. 
São Paulo: EMI-Odeon , 1977. 1 CD (4min22seg). Remasterizado em digital. 
PAIM, Wilson. Paixão Campeira. In : Canto e Encanto Nativo. Caxias do Sul: Acit, 
1994. 1 CD, {4 min42seg). Faixa 2. 
d) gravações em fita de vídeo 
Título da fita, ponto, Nome do responsável (produtor -pode ser uma 
entidade), ponto, Local, vírgula, Data, ponto. Produtora, vírgula, 
Distribuidora, vírgula, Descrição da unidade física (bobina, cartucho, 
cassete, colorido ou preto e branco, legendado ou dublado, bitola), 
ponto, Sistema de Gravação (VHS, P AL-M, NTSC), ponto, Expressão 
em versa!: Fita de Vídeo, ponto. 
ELETRÔNICA, RADIOTÉCNICO, TELEVISÃO. Instituto Universal Brasileiro. São 
Paulo, 1993. 1 fita, 75 min, col, son., 8mm, VHS. Fita de Vídeo. 
OS PERIGOS do uso de tóxicos, Produção de Jorge Ramos de Andrade. 
Coordenação de Maria lzabel Azevedo. São Paulo: CERAVI, 1983. 1 fita, 30 min, 
col., son., 
Furasté 109 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
e) catálogos 
Autor (se houver), ponto, Nome da Instituição responsável (se 
houver), ponto, Título do catálogo, ponto, Local, vírgula, Data, ponto, 
Expressão em versa]: Catálogo, ponto. 
COLÉGIO ESPECIAL DE ENSINO MÉDIO. Normas e Procedimentos para 
Matrículas no ano 2004. Porto Alegre, 2003. Catálogo. 
f) Bíblia 
-no todo 
BÍBLIA, ponto, Idioma, ponto, Título, ponto, Edição (a partir da 
segunda), Tradução ou versão, ponto, Local, dois-pontos, Editora, 
vírgula, Ano, ponto. 
BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. 36.ed. Tradução Centro Bíblico Católico. São 
Paulo: Paulinas, 1990. 
-em parte 
BÍBLIA, ponto, Nome do Livro, vírgula, Título da parte (se houver), 
ponto, Número do capítulo, vírgula, Versículo inicial e versículo final, 
separados por hífen, ponto, Idioma, ponto, Título, ponto, Edição (a 
partír da segunda), ponto, Tradução ou versão (opcional), ponto, 
Local, dois-pontos, Editora, vírgula, Ano, ponto. 
BÍBLIA. I Crônicas, Recenseamento de Israel. 21, 1-6. Português. Bíblia Sagrada. 
35.ed. Tradução da Vulgata pelo Pe. Matos Soares. São Paulo: Paulinas, 1979. 
g) atas de reuniões 
Nome da Instituição, ponto, Local, ponto, Número da ata, ponto, 
Título da Ata, ponto, Livro, vírgula, Número da página inicial e da 
final, ponto. 
GRUPO ESCOTEIRO MARECHAL RONDON. Porto Alegre. Ata n. 82. Ata de 
Eleição de Diretoria Biênio 2000/2002. p. 123-5. 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Biblioteca Central. Ata da 
reunião realizada no dia 4 de julho de 1997. Livro 50, p. 1. 
!: 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 110 Furasté 
h) manuais 
Marca do Produto, ponto, Título, dois-pontos, especificação do 
produto, ponto, Local, dois pontos, data, (se houver). 
PHILLIPS. Manual de Instruções: OVO Player. Manaus, 2004. 
VOLKSWAGEN DO BRASIL. Manual de Instruções: Kombi. São Paulo: 1999. 
i) resenhas, recensões 
Nome do autor da Resenha ou recensão, ponto, Título (se houver), 
ponto, (referência completa da obra original). Indicação de Resenha. 
MAROBIN, Luiz. Farrapos- Guerra à gaúcha. MARIANTE. Hélio Moro. Farrapos-
Guerra à Gaúcha. Porto Alegre: Martins Livreiro, 1985. 155p. Resenha. 
WITTER, Geraldina Porto (Org.). Produção científica. Transinformação, Campinas, 
SP, v. 9, n. 2, p.135-137, maio/ago. 1997. Resenha. 
MATSUDA, C. T. Cometas: do mito à ciência.São Paulo: Ícone, 1986. SANTOS, P. 
M. Cometa: divindade momentânea ou bola de gelo sujo? Ciência Hoje, São Paulo, 
v. 5, n. 30, p. 20, abril. 1987. Resenha. · 
j) patentes 
Entidade Responsável com seus diversos segmentos, ponto, Autor ou 
autores (se houver), ponto, Título ou identificação do elemento 
registrado, ponto, Número da Patente, vírgula, Data do período do 
registro (início e término), ponto. 
DÁCTILO-PLUS. Unidade de Informática Aplicada . Elisa Helena Castro Romero. 
Conversor Automático de Software Interno. BR n. Pl 225894339528-20, 01 dez. 
2003, 31 dez. 2015. 
k) documentos cartográficos (mapas, atlas, globos, fotos aéreas ... ) 
Autor( es ), ponto, Título, ponto, Local, dois-pontos, Editora, vírgula, 
Ano, ponto, Designação específica (mapa, globo, Atlas, foto ... ), ponto, 
Escala. 
Furasté 111 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
ELLWANGER, Ricardo. Região Sul. Porto Alegre: Global, 2003. Mapa econômico. 
Escala: 1:2000. 
INSTITUTO GEOGRÁFICO E CARTOGRÁFICO. Regiões de Governo no Estado de 
S.Pau/o. São Paulo, 1994. Atlas. Escala 1 :600.000. 
ATLAS Geográfico Universal. Madrid: Everest, 2003. Atlas, Escalas variadas. 
I) bulas de remédios 
TÍTULO da medicação. Responsável técnico (se houver). Local: 
Laboratório, ano de fabricação. Indicação de Bula de remédio. 
NOVALGINA: dipirona sádica. São Paulo: Hoechst, [ 199?]. Bula de remédio. 
m) cartões postais 
TÍTULO. Local: Editora, ano. Número de unidades fisicas: indicacão 
&~ . 
BRASIL turístico: anoitecer sobre o Congresso Nacional -Brasília. São Paulo: 
Mercador. [198-]. 1 cartão postal: calor. 
n) cartas, telegramas, correspondências 
SOBRENOME, Prenome do Remetente. [Tipq de correspondência], 
data, local de emissão, a palavra para entre colchetes, SOBRENOME, 
PRENOME do Destinatário. Local a que se destina. total de folhas. 
Assunto em forma de nota. 
SANTOS, P. [carta] 27 jun. 1999, São Paulo [para] SILVA, M., Porto Alegre. 3f. 
Solicita informação sobre linha de pesquisa da Faculdade de Agronomia da UFRGS. 
Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 112 Furasté 
o) filmes 120 - videocassete, longa metragem ou DVD 
Título (Só primeira palavra em versa!), ponto, Subtítulo (se houver), 
ponto, Créditos (produtor, diretor, realizador, roteirista e outros, 
separados por ponto), ponto, Elenco principal (separados por ponto-e- ,:~ 
vírgula, ponto, Local, dois pontos, Produtora, vírgula, Especificação 
do suporte em unidades fisicas e duração, ponto. 
OS PERIGOS do uso de agrotóxicos. Produção de Jorge Ramos de Andrade. 
Coordenação de Maria lzabel Ribeiro. São Paulo: CERAVI, 1983. 1 fita de vídeo 
(30min), VHS, son., calor. 
O NOME das Rosa. Direção: Jean-Jacques Annaud, RosaProdução: 
Bernd Eichinger, Frankfurt (DE): Constantin Film, 1986, 1 DVD. 
CENTRAL do Brasil. Direção: Walter Salles Júnior. Produção: Martire de 
Clermont -Tonnerre e Arthur Cohn. Roteiro: Marcos Bernstein, João Emanuel 
Carneiro e Walter Salles Júnior. Intérpretes: Fernanda Montenegro; Marília Pêra; 
Vinicius de Oliveira; Othon Bastos e outros. [si.]: Lê Studio Canal; Riofilme, 1998. 
1 filme (106min), son, calor. 35mm. 
p) workshop - com autor declarado ou sem autor declarado 
Autor (se for declarado), ponto, Título da intervenção, ponto, a 
expressão In, dois-pontos, Título do W orkshop, vírgula, Número do 
workshop (se houver), ponto, Ano da apresentação, vírgula, Local da 
apresentação, ponto, Título da publicação (em destaque) Local, dois 
pontos, editora, vírgula, ano da publicação. Páginas. 
PRADO, Afonso Henrique Mirar]da de Almeida. Interpolação de imagens médicas. 
In : WÓrkshop de Dissertações em Andamento, 1. 1995, São Paulo. Anais ... São 
Pauló: IMCS, USP, 1995. p.2 
WORKSHOP DE DISSERTAÇÕES EM ANDAMENTO, 1. 1995, São Paulo. 'Anais ... 
São Paulo: ICRS, USP, 1995.39 p. 
q) fotografias 
AUTOR (Fotógrafo ou nome do estúdio) Título em destaque. Ano. 
Número de unidades fisicas: indicação de'cor; dimensões. 
120 Os elementos essenciais são: titulo, diretor, produtor, local, produtora, data e especificação do suporte em 
wü dades fisicas. Os demais são complementares e servem apenas para explicitar melhor. 
_.,, 
; 
Furasté 113 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 
HERMES, Fotos e Vídeos. Visão dos cânions dos Aparados da Serra. 2009. 
álbum (132 fot.): calor.; 17,5 x 13 em. 
Obs.: Fotografia de obras de arte devem ter entrada pelo nome do autor do original, seguido 
do título e da indicação do nome do fotógrafo, precedido da abreviatura fot. Tratando-se de 
um conjunto de fotografias com suporte fisico próprio como, por exemplo, um álbum. Esta 
informação deve preceder o número de fotos (como no exemplo acima). 
r) mapas e globos 
AUTOR(es) (se houver indicação). Título em destaque. Local: 
Editora, Ano. Número de unidades fisicas: indicação de cor, altura X 
largura. Escala. 
s) bibliografias 
AUTOR(es) . Título em destaque. Período de abrangência. Local: 
editora, ano. 
INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃOEM CIÊNCIA E 
TECNOLOGIA. Bibliografia Brasileira de Ciência da Informação. 
1984/1986. Brasília: IBICT, 1987. 
t) biografias 
Nome do biógrafo. Nome do Biografado, em destaque. Ano de 
nascimento (e de morte,se for o caso) do biografado. Local: editora, 
ano. 
SZPERKOWICZ, Jerzy. Nicolás Copérnico: 1473-1973. Tradução de Victor M. 
Ferreras Tascón, Carlos H. de León Aragón. Varsóvia: Editorial Científica 
Polaca, 1972. 
u) microi1chas 
Referenciar como a publicação original, mencionando-se ao fina l, o 
número de microfichas e redução, quando houver. 
:/ 
'· 
r:-
Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 114 Furasté 
SPINELLI, Mauro. Estudo da motricidade articulatória e da memona auditiva ern 
distúrbios específicos de desenvolvimento da fala. 1973. Tese (Doutorado em voz)_ 
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo. 3 microfichas 
v) microfilmes 
Referenciar como a publicação original, seguida da indicação de 
unidades físicas e da largura em milímetros. Sendo em negativo, usar 
a abreviatura neg., após o número de unidades físicas, precedida de 
dois pontos. 
ESTADO, Florianópolis. v. 27, n. 8283-8431. jul./dez. 1941 . 1 bobina de microfilme, 
35m. 
Informações Verbais 
Quando se possuir informações que foram transmitidas oralmente, seja em 
sala de aula, palestras, debates, conferências, comunicações, etc. deve-se fazer a 
indicação Informação Verbal, entre parênteses, e, em nota, que pode ser no 
rodapé, mencionar os dados disponíveis e que identifiquem a passagem. 121 
Moura então observou que as flores podiam ser repostas sem que houvesse 
nec~ssidade de transporte especial (informação ora1 1) e que isso significaria uma 
economia fantástica para a empresa exportadora. 
Ení conferência proferida na sala VIP do Centro de Convenções de Recife em 24 de janeiro de 
2005 para mais de quinhentos exportadores de flores. 
Referências a documentos em meio eletrônico e internet 
Os documentos disponíveis em meios eletrônicos estão cada vez mais 
difundidos e sua utilização, cada vez mais popular. A NBR 6023/2002 diz que 
as referências de documentos em meio eletrônico ou on-line devem obedecer 
aos mesmos padrões indicados para documentos monográficos convencionais, 
121 Ver maior expl icação e exemplificação na página 60. 
Furasté 115 Normas Técnicas para o Trabalho Cientitlco 
acrescidas das informações relativas à descrição física do meio eletrônico e 
identificação da localização na internet. Os documentos podem estar inseridos 
em disquetes, DVDs, CD-Rom, On-line (internet), etc. 
Há, ainda, alguns documentos que possuem acesso exclusivo em on-line 
como Base de Dados, Listas de Discussão, BBS, Sites,Arquivos em Disco 
Rígido, Programas, Mensagens Eletrônicas e outros. 
- Referência em meios eletrônicos 
a) arquivos em disquetes 
IRPF/05. Declaraçãodo Ajuste Anual. Secretaria da Receita Federal. Brasília: mar. 
2005. Disquete 3% pol. Windows. 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Biblioteca Central. Normas para 
apresentação de trabalhos. Curitiba: mar. 1998. 5 disquetes, 3'h pol. Word for 
Windows 7.0. · 
ABREU, Marilene Graci. Dicas de Redação para o ENEM. São Paulo: jan. 2002. 
Disquete 3 % pol. Power Point. 
b) CD-Rom 
KOOGAN, A.; HOUAISS, A. (Ed}. Enciclopédia e Dicionário Digital 98. Direção 
geral de: André Koogam Breikman. São Paulo: Delta, 1998. 5 CD-ROM. 
INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA-
IBICT. Base de Dados em Ciência e Tecnologia. Brasília: IBICT,n.1, 1966 . 
CD-ROM. 
MORFOLOGIA dos Artrópodes. In: Enciclopédia Multimídia dos Seres Vivos. 
São Paulo: Planeta De Agostini, 1998. 9 CD-ROM. 
- Referência on-line- Intemet 
Quando se tratar de obras consultadas on-line (na Internet), deve-se 
indicar os mesmos elementos exigidos das obras convencionais acrescido do 
URL 122 completo, entre os sinais < >, antecedidos da expressão: Disponível 
em: e seguido da informação: Acesso em: e a data. Opcionalmente pode-se 
acrescentar ainda o horário da consulta. 
122 URL- Unifonn Resource Locator (Localizador Uniforme de Recursos). Ver Vocabulário Básico, p. 181. 
Normas Técnicas para o Traball10 Cientifico 116 Furasté 
a) documento no todo 
ESTADO DE SÃO PAULO. Manual de r;edação e estilo. São Paulo, 1997.'-
Disponível em: <http://www1.estado.com.br/redac/manual.html>. Acesso em: 19 
maio 1998. 
MOURA, Gevilácio Aguiar Coêlho de. Citações e Referências a Documentos. 
Eletrônicos. Disponível em: <http://www.elogica.com.br/users/gmoura/refere.html> 
Acesso em: 10 fev. 2000. 
CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFPe, 4., 1996, Recife. Anais 
eletrônicos ... Recife : UFPe, 1996. Disponível em: 
<http://www.proquest.ufpe.br/anais/anais.htm >.Acesso em: 21 jan. 1997. 
b) documento em parte 
ALMEIDA, Maurício B.; BAX, Marcello P. Uma visão geral sobre antologias: pesquisa 
sobre definições, tipos, tipos, aplicações, métodos de avaliação e de construção. 
Revista Ciência da Informação, Brasília, v. 32, n. 3, 2003. Disponível em: 
<http://www.ibict.br/cionline/inicio.html>. Acesso em: 23 mar. 2004. 
GIS DAY. Geographical lnformation Systems. National Geography Society, 2003. 
Disponível em: <http://.www.gis.com> Acesso em: 26 jan. 2005. 
c) artigo ou matéria de revista 
HERNANDES, Moema. Envenenamento por Gás de Cozinha. Revista da Família, 
São Paulo, n.76, 15 fev. 2003. Disponível em: 
<http://www.terra.com.br/fam/1688/envenenamento.htm> Acesso em: 25 set. 2004. 
AS ROSAS do jardim do palácio. Vivências, Caxias do Sul, n. 16, 20 out. 2000. 
Disponível em:<http://www.terra.com.br/vivencia/rosas.htm> Acesso em: 12 jan. 
2004. i 
d) artigo ou matéria de jornal 
ACIDENTES no feriado assustam. Correio do Povo. Porto Alegre, 5 fev. 2002. 
Disponível em: <http://www.correiodopovo.net/jornal/acidentes.htm> Acesso em: 1 O 
jun.2004. 
TAVES, Rodrigo França. Ministério corta pagamento de 46,5 mil professores. Globo. 
Rio de Janeiro, 1 9 maio 1998. Disponível em: <http://www.oglobo.com.br> Acesso 
em 28 de maio de 1999. 
PEDROSO, Joaquim Antônio. O desmatamento da Amazônia . Matutino do 
Amazonas, Manaus, 20 jan. 2003. Disponível em: 
<http://www.matutinodoamazonas.br> Acesso em: 26 jan.2003. 
Furasté 117 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
e) verbete de enciclopédia eletrônica 
FOULKES, H.; CARTWRIGHT, R. Sleep. In: ___ Encyclopediá Britânica On-line. 
Disponível em: <http://www.britanica.com/bcom/eb/article>. Acesso em: 5 de fev. 
2000. 
f) blog 
PATINHAS- Blog dos animais. Disponível em: 
< http://patinhas-blogdosanimais.blogspot.com.bri > Acesso em: 2 jun. 2013. 
g) homepage 
ASSOCIAÇÃO MUNDIAL DE IRISDIAGNOSE- AMI. Disponível em: 
<http://www.amiris.com/portiindex.asp> Acesso em: 07 jul 2007 
NICOLAU, Paulo Fernando M. PSIQUIATRIA GERAL. Disponível em: 
<http://www.psiguiatriaqeral.com.br/index.htm> Acesso em: 03 jun. 2006 
AVES do Amapá. Disponível em: <http://www.bdt.org/bdt/avifauna/aves> Acesso 
em: 30 maio 2002. 
tAPAR. Londrina, Instituto Agronômico do Paraná, 1996-2000. Contém informações 
institucionais, técnicas, notícias, projetos, publicações e serviços. Disponível em: 
<http://w.celepar.br/iapar>. Acesso em: 18 jan . 2001. 
h) e-mail 
LIMA, Helena. Receitas Deliciosas da Tia Helena. Mensagem pessoal. Mensagem 
recebida por <pitágoras@vector.com.br> em 16 jan. 2008. 
SCHNEIDER, D. Publicação Eletrônica. Mensagem pessoal. Mensagem recebida 
por <bchemin@univates.br> em 18 ago. 2001 . 
RUSCHEL, Maria da Conceição. Informação sobre o desmatamento ocorrido. 
Mensagem pessoal recebida por <satorijunior@yahoo.com.br 
Nonnas Técnicas para o Traballio Cienti fico 11 8 Furasté 
i) BBS (Bulletin Board System) 
HEWLETT- Packard. Endereço BBS: hpcvbbs.cv.hp.com, login: new. Acesso em: 22 
maio 1998. 
UNIVERSIDADE da Carolina do Norte. Endereço BBS: launch pad. unc.edu. 
Login: lauch. Acesso em: 25 jun 2002. 
j) trabalho apresentado em evento 
GUNCHO, M.R. A educação à distância e a biblioteca universitária. In: SEMINÁRIO 
DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10., 1988, Fortaleza. Anais. Fortaleza: Tec 
Treina, 1998. Disponível em: 
<http://www.propesq .ufpe.br/anais/anais/educ/ce04.htm> Acesso em: 21 jan. 2000. 
FURASTÉ, Pedro Augusto. A Histeria em jovens de 14 a 18 anos. In: Encontro Sul 
Brasileiro de Psicanálise Pós-Freudiana . 1, 2004, Porto Alegre, Anais. Porto Alegre: 
Stork, 2005. Disponível em: <http://www.psiquesulbrasil.orq.br/encontro.htm> 
Acesso em: 12 dez. 2005. 
SOUZA, Thiago Lincka de. Biblioterapia: divulgando o profissional da informação. In: 
ENCONTRO NACIONAL DE ESTUDANTES DE BIBLIOTECONOMIA 
DOCUMENTAÇÃO, GESTÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 28., 2005, Belém.: 
Anais .. . Belém: [s .n.], 2005. Disponível" em: <htp://www2.ufpa.br/enebd/home.htm> 
Acesso em: 20 fev. 2006. 
k) documento jurídico 
BRASIL. , Supremo Tribunal Federal. Súmula n. 14. Não é admissível por ato 
administrativo, restringir, em razão de idade, inscrição em concurso para cargo 
público.:Disponível em: <http://www.truenetm.com.br/jurisneUsumusSTF.html> : 
Acesso em: 29 nov. 2000. 
' 
RIO GRANDE DO SUL. Constituição do estado do Rio Grande do Sul. Porto 
Alegre. Disponível em: <http://jol.com.br/legis/constituições/constrs/indice.htm> 
Acesso em: 30 out. 2004. 
BRASIL. Lei n. 9887, de 7 de dezembro de 1999. Altera a legislação tributária 
federal. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 8 
dez.1999. Disponível em: 
<http://www.in.gov.br/mp_leis/leis_texto .asp?ld=LE%209887> Acesso em: 22 dez. 
1999. 
Furasté 119 Normas Técnicas para o Traballio Científico 
l) documento de acesso exclusivo em meio eletrônico 
HACHIMU, Ricardo E. Primeiro Acampamento Modelo. Disponível em: 
<http://www.onix.unic.edu/pub/users/esa> Acesso em: 12 fev. 2004. 
O @ZIMUTE. Disponível em: <http://www.página.de/@zimute> v. I, n.13. Acesso 
em: 11 fev. 2001. 
JABLONSKI, Steve. Online Multiple Congential Anomaly/Mental Retardation 
(MCA/MR) Syndromes. Bethesda (MO): National Library of Medicine (US) . 
Disponível em: <http://www.nlm.nih.gov/mesh/ jablonski/syndrome title .html> 
Acesso em 20 ago 2002. 
m) FTP (File Transfer Protocol) 
GATES, Garry. Shakespeare and his muse.<ftp://ftp.guten.neUbard/muse.txt> 1 
Oct. 1996. 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Biblioteca Universitária. Current 
directory is/pub. <ftp:150.162.1.90> ,login: anonymous, password: guest, caminho: 
Pub. Acesso em: 19 maio 1998. 
GATES, Garry. Shakespeare and his muse.<ftp://ftp.guten.neUbard/muse.txt> 1 Oct. 
1996. 
n) Base de Dados 
ÁCAROS no Estado de São Paulo. In: FUNDAÇÃO TROPICAL DE PESQUISA E 
TECNOLOGIA "ANDRÉ TOSELLO". Base de Dados Tropical. 1985. Disponível 
em: <http://www.fat.org .br/acaro/sp/ >.Acessoem: 30 maio 2002. 
REVENGE, Samuel J. The Internet Dictionary. Avon: Futve, 1966. Base de 
Dados. Biblio: CELEPAR, 1966. 
PEIXOTO, Maria de Fátima Vieira . Função citação como fator de recuperação de 
Uma rede de assunto. In: IBICT. Base de Dados em Ciência e Tecnologia. 
Brasília: IBICT. Base de Dados em Ciência e Tecnologia , n.1 1999. CD-ROM. 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 120 Furasté 
Aspectos Gráficos Relevantes 
Espaçamento: as referências devem ser digitadas, usando espaço simples entre 
as linhas e espaço duplo para separá-las. 
Margem: As referências são alinhadas somente à margem esquerda. 
Pontuação: 
Usa-se ponto após o nome do autor/autores, após o título, edição e no final 
da referência; 
Os dois pontos são usados antes do subtítulo, antes da editora e depois do 
termo In: 
A vírgula é usada após o sobrenome dos autores, após a editora, entre o 
volume e o número, páginas da revista e após o título da revista; 
O ponto-e-vírgula seguido de espaço é usado para separar os autores; 
O hífen é utilizado entre páginas e, entre datas de fascículos sequenciais; 
A barra transversal é usada entre números e datas de fascículos não 
sequenciais (ex: 7/9, 197911981); 
O colchete é usado para indicar os elementos de referência, que não 
aparecem na obra referenciada, porém são conhecidos; 
O parêntese é usado para o título que caracteriza a fimção e/ou 
responsabilidade; de forma abreviada. (coord., org., comp.). 
As reticências - entre colchetes - são usadas para indicar supressão de 
tíh1los . 
Letras Maiúsculas (caixa alta) para: 
Sobrenome do autor; 
Primeira palavra do título quando esta inicia a referência; 
Entidades coletivas (na entrada direta); 
Nomes geográficos (quando anteceder um órgão governamental da 
administração: Ex: BRASIL. Ministério da Educação); 
Títulos de eventos (congressos, seminários etc.) 
Grifo: usa-se grifo, itálico ou negrito para: 
Título das obras que não iniciam a referência; 
Título dos periódicos; 
Nomes científicos, conforme norma própria. 
Furasté 121 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
27 RELATÓRIO DE ESTÁGIO 
O relatório de estágio constitui-se num tipo de trabalho bem específico, 
com nahu·eza e objetivos próprios e bem definidos. Visa à apresentação da 
descricão do local onde foi realizado o estágio, do período de sua duração e, 
principalmente, das atividades desenvolvídas pelo estagiário. 
Deve ser elaborado com base nas normas oficiais da ABNT, acatando, 
outrossim, características próprias e peculiares que lhe são dadas por algumas 
instituições, especialmente as voltadas para o ensino. Procuramos apresentar 
aqui uma uniformização dessas características. 
O relatório de estágio deve ser composto por alguns elementos (partes) 
específicos que lhe conferem a organicidade necessária para o devido 
acompanhamento e avaliação. São eles: 
Elementos Pré-textuais: 
Capa (obrigatório) 
_ Lombada (opcional) 
Folha de Rosto {obrigatório) 
Errata (opcional) 
Agradecimentos (opcional) 
Listas (opcional) 
Sumário (obrigatório) 
Elementos Textuais: 
Introdução (obrigatório) 
Apresentação ~a lnstituição{obrigatório) 
Desenvolvimento {obrigatório) 
Conclusão (obrigatório) 
Elementos Pós-textuais 
Obras Consultadas {obrigatório) 
Apêndices (opcional) 
Anexos (opcional) 
Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 122 Furasté 
Esquematicamente: 
---capa 
----folha de rosto 
-agradecimentos 
---errata 
----listas 
--sumário 
-- INTRODUÇÃO 
----APRESENTAÇÃO DA INSTITUIÇÃO 
} DESENVOLVIMENTO 
---- CONCLUSÃO 
---- obras consultadas 
---- apêndices 
----anexos 
ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS 
Capa 123 
É um elemento obrigatório que serve para proteção externa do trabalho. 
Na capa devem ser impressas apenas as informações indispensáveis que servem 
para identificação do trabalho, da mesma maneira que são apresentadas na folha 
de rosto. 
Há diferentes tipos de capa: 
a) capa padronizada pela instituição: a instituição estabelece um tipo de 
capa que deve ser adotado por todo e qualquer trabalho em seu 
âmbito; 
b) capa dura: nome dado à capa feita de percaline com os dados gravados 
à semelhança de um livro; 
c) brochura: feita com cartolina, ou com uma folha mais espessa; 
d) capa plástica, transparente, também chamada de capa térmica, que 
dispensa a gravação dos dados. 
Devem aparecer os seguintes dados identificativos: 
123 Conforme Capitulo 6- Capa- página 31. Repetimos para comodidade do leitor. 
; 
l 
Furasté 123 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 
a) nome da Instituição (opcional) - centrado, em letras maiúsculas, em 
negrito, a ±3cm da borda superior, tamanho 12 a 14; 
b) nome do Autor- centrado, em letras maiúsculas, em negrito, a ±Sem 
da borda superior, tamanho 12 a 14; 
c) título do Relatório- centrado na página, horizontal e verticalmente, em 
letras maiúsculas, em negrito, tamanho 12 a 14; 
d) subtítulo RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR- centrado, 
em letras maiúsculas, negrito, na linha seguinte, espaço simples, 
tamanho 12; 
e) número que identifica o tipo de relatório (opcional) - Em algarismo 
romano: "I" ou "II", sendo que "I" representa estágio curricular interno 
e "li" representa estágio curricular externo -junto ao subtítulo; 
f) local (cidade onde se entrega o trabalho) - centrado, em letras 
minúsculas, a ±2S em da borda superior, tamanho 12; 
g) ano da entrega - centrado, em letras minúsculas, na linha seguinte, 
espaço simples, tamanho 12. 
lombada 
Conforme capítulo 7, página 33. 
Folha de rosto 
Tomando por base o que temos no capítulo 8, página 35, a folha de rosto 
é um elemento obrigatório que deve conter todos os dados necessários para a 
sua identificação. A ABNT estabelece quais são os dados que devem ser 
indicados e apresenta a ordem (sequência) de sua colocação. Entretanto na folha 
de rosto do relatório de estágio, é preciso acrescentar informações referentes 
ao local (escola ou empresa) de realização do estágio; ao setor (se for o caso); 
período de realização; total de dias; total de horas; nome do supervisor; função; 
formação profissional. 
A ABNT não faz menção a medidas, espacejamento nem a tamanho de 
letras, porém, baseados na bibliografia existente, na tradição e na prática 
exaustiva, sugerimos a seguinte distribuição:124 
a) nome do autor - centrado, em letras maiúsculas, em negrito, a ±Sem 
da borda superior, tamanho 12 a 14; 
b) título do relatório- centrado na página, horizontal e verticalmente, em 
letras maiúsculas, em negrito, tamanho 12 a 14; 
c) subtítulo RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR- centrado, 
em letras maiúsculas, negrito, na linha seguinte, espaço simples, 
tamanho 12; 
124 Repetimos: As distâncias são sugeridas além de aproximadas, não deve haver rigor nesse sentido. 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico [24 Furasté 
d) número que identifica o tipo de relatório (opcional) - Em algarismo 
romano: "I" ou "II", sendo que "I" representa estágio curricular interno 
e "II" representa estágio curricular externo- junto ao subtítulo; 
e) a ±17cm da borda superior, do centro para a direita, em letras 
minúsculas, tamanho 12, deve constar as informações referentes ao 
local, setor, período de realização, total de dias, total de horas , nome 
do supervisor, função, formação profissional; 
f) local (cidade) da Instituição - a ±25cm da borda superior, centrado, 
letras minúsculas, tamanho 12; 
g) ano de entrega - uma linha abaixo, espaço simples, centrado, em 
letras minúsculas, tamanho 12; 
Errata 
Elaborada conforme capítulo 10, página 38. 
Ag;adecimentos 
Feitos conforme capítulo 13, página 42. 
ll..istas 
Feitas conforme capítulo 17, página 47. 
Sumário 
Mantendo as mesmas orientações do capítulo 18, página 48. 
ELEMENTOS TEXTUAIS 
Introdução 
A introdução abre o relatório propriamente dito,devendo ser apresentadas 
sucintamente as seguintes informações: 
- importância do estágio para a formação profissional do autor; 
- delimitação do tempo e espaço utilizados, ou seja, informar onde o 
estágio foi realizado e o período de duração; 
- organização estrutural do relatório. 
Apresentação da instituição 
Deverá trazer um histórico da escola ou da empresa e suas principais áreas 
de atuação. Deverá apresentar de forma detalhada o setor ou departamento onde 
foi desenvolvido o estágio. 
Furasté l 25 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 
Desenvolvimento 
É a parte central do relatório. É nele que se vão comunicar os resultados 
do estágio. Pode ser subdividido em seções e subseções, de forma a refletir o 
plano de estágio executado. 
Sendo assim, apresenta-se, de forma clara e sucinta, a rotina de trabalho e 
da coleta de dados, de maneira descritiva ou agrupada em gráficos e/ou tabelas . 
Faz-se a discussão dos dados, generalizações e apresentados os princípios 
básicos que tiveram comprovação nas observações. 
Deve-se, ainda: 
a) esclarecer as exceções, modificações, teorias e princípios relativos ao 
trabalho; 
b) indicar as aplicações teóricas ou práticas dos resultados obtidos; 
c) procurar elaborar, uma teoria para explicar as observações e resultados 
obtidos; 
d) revisar literatura, referindo-a no texto seguindo orientação da ABNT. 
e) discutir as ocorrências como um todo, avaliando causas, procedimentos 
e resultados e apresentado sua própria opinião com base nos 
conhecimentos adquiridos . 
Condu são 
É o resultado de uma análise crítica do trabalho executado, e de sua 
importância corno forma de contribuição para a formação profissional. 
Relaciona as dificuldades encontradas na realização do estágio; descreve os 
resultados e as conclusões obtidos, interpreta esses resultados e conclusões e -
apresenta comentários e sugestões, se for necessário, tudo de forma lógica, clara 
e concisa. 
!ElEMENTOS PÓS-TEXTUAIS 
Obras consultadas 
É a especificação das obras utilizadas para o desenvolvimento das 
atividades realizadas, em ordem alfabética dos sobrenomes dos autores. Ver 
capítulo 26, página 76. 
Apê1111dices 
Ver capítulo 24, página 73. 
Anexos 
Ver capítulo 24, página 73 . 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 126 Furasté 
CONFIGURAÇÃO DO RELATÓRIO 
Segue as mesmas orientações dos demais trabalhos científicos, quais 
sejam: 
a) folha- formato ofício- A4- 21 x 29,7; 
b) margens: superior e esquerda: 3cm; 
inferior e direita: 2cm; 
c) digitação: sugere-se letra tipo Times New Roman ou Arial, tamanho 
12, no corpo do texto e tamanho 10 nas citações, notas, referências e 
rodapés; 
d) títulos : alinhados à margem esquerda, com letra do mesmo tamanho do 
corpo do texto seguindo gradualmente os destaques disponíveis . Ver 
capítulo 19, página 50. 
Ficam, então, assim: 
1 SEÇÃO PRIMÁRIA- MAIÚSCULO e NEGRITO 
1.1 SEÇÃO SECUNDÁRIA- SÓ MAIÚSCULO 
1.1.1 Seção Terciária- Minúsculo e negrito 
1.1.1.1 Seção Quaternária - Minúsculo e normal 
1.1.1.1 .1 Seção Quinária - Minúsculo e itálico 
e) espaçamento: entre as linhas do corpo do texto, espaço 1,5; nos 
resumos, nas citações, notas, rodapés e referências, espaço simples. 
f) Se forem feitas, no decorrer do desenvolvimento, citações, essas devem ser 
formatadas conforme o capítulo 20, página 55 . 
g) entrada de parágrafo: de 1cm a 1,5cm, ou o equivalente a um toque na 
tecla T AB do micro, inclusive nas citações; 
h) paginação: algarismos arábicos no canto superior direito, a 2crn das 
bordas superior e direita; 
Furasté 127 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
28 RELATÓRIO TÉCNICO e/ou CIENTÍFICO 
Segundo a ABNT em sua norma NBR 10719/2011 , Relatório é o 
documento que descreve formalmente o progresso ou resultado de pesquisa 
científica e/ou técnica. 125 
O relatório técnico e/ou científico apresenta, sistematicamente, 
informação suficiente para um leitor qualificado e pode traçar conclusões ou 
fazer recomendações. 
A norma diz que, um relatório deve ter uma parte interna e outra, externa, 
1 . 1 126 compostas pe os segu_mtes e ementas: 
Parte Externa: 
Capa (opcional) 
Lombada (opcional) 
Parte Interna: 
Elementos pré~textuais 
Folha de rosto (obrigatório) 
Errata (opcional) 
Agradecimentos (opcional) . 
Resumo na língua vernácula (obrigatório) 
Lista de ilustrações (opcional) 
Lista de tabelas (opcional) 
Lista de abreviaturas e siglas (opcional) 
Lista de símbolos (opcional) 
Sumário (obrigatório) 
Elementos textuais 
Introdução (obrigatório) 
Desenvolvimento (obrigatório) 
Considerações finais (obrigatório) 
Elementos pós-textuais 
Referências (obrigatório) 
Glossário (opcional) 
Apêndice (opcional) 
Anexo (opcional) 
Índice (opcional) 
Formulário de identificação (opcional) 
Convém ressaltar que algumas Instituições já possuem, previamente 
estabelecidas, certas partes do relatório ou, às vezes, até o relatório inteiro, 
composto de formulários e fichas para serem preenchidos pelos seus 
funcionários, fugindo completamente do que foi exposto acima. 
"' NBR 1071 9:20 11, item 3.24. 
126 NBR I 07 19:20 11, item 4. 
!.-.....__ __ _ 
Normas Técnicas para o Traballio Científico 128 Furasté 
É bom lembrar igualmente que a NBR 10719:2011 traz orientações que 
são características exclusivas para Relatórios, não sendo válidas para os 
demais trabalhos científicos. 
O texto do desenvolvimento poderá ser dividido e subdividido em seções 
e subseções a exemplo dos demais trabalhos científicos recebendo o mesmo tipo 
de numeração progressiva, conforme prescrito nas NBR 6024 e NBR 6822 e que 
estão explicitadas no capítulo 19, p. 50. 
Esquematicamente: 
----------- capa 
----------folha de rosto 
-------- errata 
----------- agradecimento 
------------- resumo 
-------- listas 
---------- sumário 
--------- INTRODUÇÃO 
} DESENVOLVIMENTO 
------- CONSIDERAÇÕES FINAIS 
------ referências 
--------obras consultadas 
----------- glossário 
------ apêndices 
--------- anexos 
------- indice 
----------- formulário de identificação 
Capa 
Serve como proteção externa do trabalho e traz um conjunto de 
informações claras, precisas e concisas dando noção imediata sobre o conteúdo 
do relatório. 
A NBR10719:2011 recomenda que sejam incluídos: 
-o nome e endereço da instituição responsável (autoria); 
- o número do relatório. 
-o ISSN (se houver); 
- o título e subtítulo (se houver); 
-a classificação de segurança (se houver). 
Furasté 129 Normas Técnicas para o Traballio Científico 
lombada 
Se o volume for espesso, e se for possível uma impressão legível, deve 
conter: 127 
- nome do autor ou sigla da instituição responsável, 
. que deve ser lido do alto para o pé; 
- título do relatório; 
-elemento de identificação (número do relatório). 
!Foi h a de rosto 
Deve conter os elementos identifica ti vos do relatório . São os seguintes : 128 
a) nome do órgão ou entidade responsável; 
b) título e subtítulo (se houver), diferenciados tipograficamente; 
c) número de volume do relatório (se houver), em algarismos arábicos; 
d) código de identificação (se houver); 
e) natureza do projeto (se houver); 
f) classificação de segurança (se houver); 
g) nome(s) do(s) autores (podendo constar a respectiva titulação) ou nome 
instituição responsável pela elaboração; 
h) local e ano da publicação. 
Verso da folha de Rosto 
No verso da folha de rosto, podem, opcionalmente, aparecer outros dados 
complementares, como: 129 
a) comissão de estudos, colaboradores, coordenação geral entre outros; 
b) qualificação ou titulação doe elementos citados no item anterior; 
c) dados internacionais de catalogação, confonne o Código de 
Catalogação Anglo-Americano. 
Errata 
Se houver necessidade de uma Errata, esta deverá ser colocada logo apósa Folha de Rosto e deve ser elaborada conforme o apresentado no Capítulo 10, 
página 38. · 
Numeração de volumes 
Se o relatório for muito extenso, e a necessidade exigir, pode ser dividido 
em volumes. Esses volumes são identificados por algarismos arábicos, por 
extenso ou abreviadamente: 
127 Elaborada conforme a NBR 12225. 
128 NBR 10719:2011, item 4.1.2. 
129 NBR 10719:2011 , item 4. 1.2.2. 
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Normas Técnicas para o Trabalho Científico 130 
Volume 1; Volume 2; Volume3 
v. 1; v.2; v.3. 
Numeração de partes 
Furasté 
Quando um mesmo projeto comportar vários relatórios, estes podem ser 
reunidos como se fossem partes componentes de um todo único. 
Relatório sobre o Uso do Álcool Combustível 
Parte 1: Implantação do sistema 
Parte 2: Surgimento de problemas de abastecimento 
Parte 3: Perspectivas para os próximos anos 
Numeração das páginas 
Todas as .páginas pré-textuais, a partir da folha de rosto, devem ser 
contadas sequencialm(':nte mas não numeradas . A numeração deve figurar, a 
partir da primeira folha da parte textual, em algarismos arábicos. Portanto, 
independentemente do número de folhas que antecedem a Introdução, essa sempre 
iniciará com o número de página 1. 
No caso de o documento ser constituído de mais de um volume, deve ser 
mantida uma única sequência de numeração das páginas, do primeiro ao último 
volume. 
Havendo apêndice e/ou anexo, as suas páginas devem ser numeradas de 
maneira contínua e sua paginação deve dar seguimento à do texto principal. 
Ç)s números indicativos das páginas devem estar colocados no canto 
superior direit~.l, a 2cm das bordas (superior e direita). 
Títulos sem indicativo numérico 
Os tíh!los, sem indicativo numérico - errata, agradecimentos, lista de 
ilustrações, lista de abreviaturas e siglas, lista de símbolos, resumo, sumário, 
referências, glossário, apêndice, anexo e índice - devem ser centralizados e 
colocados a 8cm da borda superior do papel, distanciados to texto por três 
espaços. 
Furasté I3I Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 
Notas de rodapé 130 
Devem ser digitadas ou datilografadas dentro das margens, ficando 
separadas do texto por um espaço simples entre as linhas e por filete de 3 em, a 
partir da margem esquerda. Devem ser alinhadas, a partir da segunda linha da 
mesma nota, abaixo da primeira letra da primeira palavra, de forma a destacar 0 
expoente, sem espaço entre elas e com fonte menor (pitch 1 0). 
Siglas 
Todas as siglas, quando mencionadas pela primeira vez no texto, devem 
ser indicadas entre parênteses, precedida do nome completo. 
Exemplo: 
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) 
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 
!Prefácio (ou apresentação) 
Elemento que serve para dar esclarecimentos, justificativas e/ou a 
apresentação do documento. Geralmente é elaborado por outra pessoa que não 0 
autor. Seu uso fica restrito a relatórios a serem publicados. 
Resumo 
Condensação do relatório que apresenta sucintamente os aspectos mais 
relevantes, os resultados e/ou as conclusões do relatório. Por suas características 
para relatórios usa-se o resumo informativo. De sua leitura é que 0 usuári~ 
decidirá se vale a pena ler ou não o relatório inteiro. 
De acordo com a ABNT, 131 o resumo informativo deve constar entre 150 
e 500 palavras. 
Listas 
Se o conteúdo assim o exigir, pode-se acrescentar listas de símbolos, 
siglas e abreviaturas que forem utilizadas no decorrer do relatório. 
Se houver ilustrações (tabelas, figuras, quadros ... ), elabora-se uma lista de 
ilustrações como se fosse um sumário, apresentando-as na ordem em que 
aparecem no texto com a respectiva indicação da página onde se encontra. 
Estas listas devem figurar logo antes do sumário. 
130 Ver capítulo 2I, página 66. 
131 NBR 6028:2003, item 3.3.5. Ver Capítulo 15, pág. 44. 
r: 
r· 
L 
I. 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 132 
Furasté 
Sumário 132 
A finalidade do sumário é dar uma visão geral do conteúdo e facilitar 
localização dos assuntos . a 
_ O sumário deve conter o indicativo numérico de cada seção, o título da 
seçao e a paginação, separados por uma linha pontilhada. Os títulos das seções 
podem ser alinhados pela margem do título do indicativo mais extenso. O sumário : 
T I e o u t;~o e ementa pré-textual. Se houver mais de um volume, deve-se colocar 0 s~~ano de toda a obra em cada um dos seus volumes para que se possa ter uma 
v1sao completa de todo o conteúdo. 133 
O sumário é meramente informativo, por isso não se devem colocar os 
elementos pré-textuais. Portanto, ele inicia com a introdução. 
O espacejamento entre as linhas do sumário deve ser simples. Porém 
entre uma seção e outra, deixa-se uma linha em branco. Deve haver u~ 
destaque entre os itens que se subordinam no sumário. Os destaques a serem 
dados serão os mesmos dados no deconer do corpo do relatório, ou sejam: 
a) seções primárias: letras maiúsculas e negrito; 
b) seções secundárias: letras maiúsculas; 
c) seções terciárias : letras minúsculas e negrito; 
d) seções quaternárias: letras minúsculas, sem destaque; 
e) seções quinárias: letras minúsculas em itálico 
1 MAIÚSCULO e NEGRITO. 
1.1 MAIÚSCULO 
1.1.1 Minúsculo e negrito 
1.1.1.1 Minúsculo p .1.1.1.1 Minúsculo 
Até bem pouco tempo, para salientar mais os itens do Sumário era 
peiTDitido utilizar a reentrada para abaixo da primeira letra da linha ant;rior, 
porém essa reentrada não é mais permitida. 134 Ver exemplo na página 49. 
Formatação 
Os elementos pré-textuais devem iniciar no anverso da folha com 
exceção dos dados internacionais de catalogação-na-publicação que dev~m vir 
no verso da folha de rosto. 
132 Deve ser elaborado conforme a NBR 6027:2013. 
133 NBR 14724:2005, item 4.1.15. 
134 
NBR 6027:2013 e NBR 6024:2003, item 3.2. 
Furasté 133 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
A ABNT recomenda que os elementos textuais e pós-textuais sejam 
digitados ou datilografados no anverso e verso das folhas. 
O espaçamento entre linhas para o documento deve ser simples e as 
margens a serem mantidas, são: 
a) no anverso: esquerda e superior de 3 em e direita e inferior de 2 em; 
b) no verso, direita e superior de 3 em e esquerda e inferior de 2 em. 
O tamanho da fonte a ser usada em todo o documento é 12 e tipo da fonte 
padronizado para todo o documento, Times New Roman ou Arial. 
Para as citações com mais de três linhas, notas de rodapé, paginação, 
dados internacionais de catalogação-na-publicação, legendas, notas, fontes e 
títulos das ilustrações e tabelas devem ser em tamanho menor e unifonne: 
sugerimos tamanho 10. 
Introdução 
Na introdução devem ser brevemente apresentados os objetivos do 
relatório e as causas e/ou razões que o motivaram podendo relacioná-lo com 
outros trabalhos. 
Desenvolvimento 
O corpo do texto, propriamente dito, deve conter a explicitação do assunto 
a partir de raciocínio lógico, clareza, concisão e coerência. Pode ser dividido em 
seções e subseções como qualquer trabalho científico. 
Não se deve ultrapassar a quinta seção. Assim: 
1 SEÇÃO PRIMÁRIA 
1.1 SEÇÃO SECUNDÁRIA 
1.1.1 Seção Terciária 
1.1.1.1 Seção Quaternária 
1.1.1.1 .1 Seção Quinária 
O indicativo da seção, em algarismo arábico, deve estar alinhado à 
margem esquerda, separado do título por apenas um espaço. O título de cada 
seção deve guardar uma linha em branco do texto anterior e do texto posterior. 
O corpo do texto, propriamente dito, deve conter a explicitação do assunto 
a partir de raciocínio lógico, clareza, concisão e coerência. 
Normas Técnicas para o Traballio Científico 134 Furasté 
Conclusões ou recomendações 
Num relatório, excepcionalmente, as conclusões e recomendações podem 
ser divididas em subseções se a objetividade e a clareza assim o exigirem.Nessa seção devem figurar, de maneira clara e objetiva, as deduções e 
inferências tiradas dos resultados alcançados ou dos levantamentos realizados. 
Não devem ser apresentados dados novos, dados quantitativos ou resultados 
passíveis ainda de discussão. 
As recomendações feitas devem ser aquelas que se julgam necessárias, a 
partir das conclusões, para serem utilizadas mais adiante. 
Referências bibl iográficas 135 
No relatório devem ser referenciadas apenas 136 as obras que foram 
explicitamente citadas no decorrer do texto. Geralmente são colocadas ao final, 
mas se o relatório for muito extenso, podem ser colocadas após cada seção 
primária. 
Em caso de necessidade, por conta do conteúdo do relatório, pode ser 
sugerida alguma bibliografia extra, sob o título : Bibliografia recomendada. 137 
Apêndice(s) 138 
São elementos opcionais num relatório e servem para dar credibilidade ao 
conteúdo. O apêndice é material elaborado pelo próprio autor do relatório. 
Podem ser ilustrações, descrições de equipamentos, descrições de técnicas e 
processos. Não devem ser volumosos 
São identificados pela palavra "Apêndice" seguida de letras maiúsculas, 
separada de seu título por um travessão : 
Apêndice A - Planta do setor de queimados 
Apêndice B- Planta do setor de politraumatízados 
Apêndice C - Planta do bloco cirúrgico 
A paginação nos apêndices deve dar continuidade à paginação do 
relatório . 
Anexo(s) 139 
São elementos opcionais num relatório e também servem para dar 
135 Para elaboração das Referências, ver capítulo 26, página 76. 
136 ATENÇÃO: Essa orientação va le apenas para Relatórios, não é extensiva a outros Trabalhos Científicos. 
137 Essa recomendação serve apenas para Relatórios, não sendo admitida em outros Trabalhos Científicos. 
138 Ver capítulo 24, p. 73. 
139 Ver capitulo 24, p. 73 . 
Furasté 135 Normas Técnicas para o Traballio Cienti fico 
credibilidade ao conteúdo. O anexo é material elaborado por outra pessoa que 
não o autor do relatório. Podem ser ilustrações, descrições de equipamentos, 
descrições de técnicas e processos. Não devem ser volumosos 
São identificados pela palavra "Anexo" seguida de letras maiúsculas e seu 
título: 
Anexo A - Planta do setor de queimados 
Anexo B- Planta do setor de politraumatizados 
Anexo C- Planta do bloco cirúrgico 
A paginação nos anexos deve dar continuidade à paginação do relatório. 
Agradecimentos 140 
Elemento opcional. Devem ser feitos agradecimentos somente se forem 
realmente relevantes . 
I lustrações 
Qualquer que seja o tipo de ilustração, num relatório, sua identificação 
aparece na parte superior, precedida ·da palavra designativa (desenho, esquema, 
fluxograma, fotografia, gráfico, mapa, organograma, planta, quadro, retrato, 
figura, imagem, entre outros), seguida de seu número de ordem de ocorrência no 
texto, em algarismos arábicos, travessão e do respectivo título. Após a 
ilustração, na parte inferior, indicar a fonte consultada (elemento obrigatório, 
mesmo que seja produção do próprio autor), legenda, notas e outras informações 
necessárias à sua compreensão (se houver). A ilustração deve ser citada no texto 
e inserida o mais próximo possível do trecho a que se refere. 
Tabelas 
Devem ser citadas no texto, inseridas o mais próximo possível do trecho a 
que se referem e padronizadas conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e 
Estatística (IBGE). Ver Capítulo 23 , página 71. 
Glossário 14 1 
Vocabulário onde se esclarecem palavras ou expressões técnicas. 
Í ndice 
É um elemento opcional, utilizado, via de regra, em relatórios muito 
extensos . 
"" Ver capitulo 13, p. 42. 
14 1 Ver capitulo 25, página 75. 
Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 136 Furasté 
Num relatório, pode-se utilizar mais de um tipo de índice, de acordo com 
suas finalidades e praticidade ao leitor. 
Existem índices : 
a) gerais -nomes, assuntos, lugares ... 
b) cronológicos: nomes e fatos relacionados cronologicamente; 
c) sistemáticos : assuntos, nomes, espécies relacionados com algum tipo de 
sistema de classificação; 
d) onomásticos: ordena alfabeticamente nomes de pessoas, personagens, 
atores ou personalidades citadas ao longo do texto. 
formulário de identificação 
Trata-se de um elemento característico específico do relatório técnico ou 
científico. Essa ficha de identificação, em alguns casos, pode substituir a folha 
de rosto. 
Deve ser colocada antes da terceira e quarta capas, logo após o índice, se 
houver. Em geral, apresenta-se no formato de um formulário com campos a 
serem preenchidos com dados de identificação. 
A própria ABNT 142 apresentou uma ficha como sugestão a ser seguida e 
que apresentamos na página seguinte: 
142 NBR 10719:2011, Anexo A. 
Furasté 137 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 
Dados do relatório técnico e/ou cientifico 
Título e subtítulo Classificação de segurança 
N" 
Tipo de relatório Data: 
Título do projeto/programa/plano: N' 
Autor(es) 
Instituição executora e endereço completo: 
Instituição patrocinadora e endereço completo: 
Resumo: 
Palavras-chave/descritores 
Edição N' de páginas N° do vloume N' de Classificação 
ISSN Tiragem Preço 
Distribuidor: 
Observações 
[. 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 138 Furasté 
29 PROJETO DE PESQUISA- (NBR 15287:2011) 
O projeto de pesquisa foi concebido para ser uma descrição da estrutura 
do um empreendimento que se pretende seja realizado, ou seja, um esboço 
inicial do que se quer fazer. De acordo com a ABNT, o projeto é uma das fases 
da pesquisa; é a descrição da sua estrutura. 143 Serve para o acadêmico traçar o 
roteiro inicial daquilo que será seu trabalho. Esse roteiro certamente poderá 
sofrer algumas modificações, alguns acréscimos, algumas melhorias, enfim, 
poderá ser aprimorado, principalmente depois de iniciadas as pesquisas e obtidas 
as orientacões necessárias. 
O p~ojeto de pesquisa deverá compor-se dos seguintes elementos: 144 
Parte externa 
Parte interna 
{ capa lombada 
folha de rosto 
listas 
sumário 
introdução 
referencial teórico 
metodologia 
recursos 
cronograma 
referências 
glossário 
apêndice(s) 
anexo(s) 
__.-------------=- --------capa 
.--""'--------,7 -------folha de rosto 
-----listas 
------ sumário 
-------INTRODUÇÃO 
------ REFERENCIAL TEÓRICO 
----------·· METODOLOGIA 
------- RECURSOS 
------ CRONOGRAMA 
--------- referências 
------ glossário 
-------- apêndice 
-------- anexo 
Registre-se que não se pode estabelecer uma conclusão nos projetos, 
143 NBR 15287:2011. 
144 NBR 15287:2011. 
Furasté 139 Normas Técnicas p ara o Trabalho Científico 
porque é ali que serão apresentados os resultados obtidos depois de 
desenvolvido o projeto, analisados seus resultados e elaborado o trabalho fmal. 
Capa 
Elemento opcional. Se houver, apresenta as seguintes informações, 
dispostas da seguinte maneira: 
a) nome da entidade para a qual vai ser submetido - a ±3cm da borda 
superior, centrado, em negrito e letras versais, tamanho 12 a 14; 
b) nome(s) do(s) autor(es) - a ±Sem da borda superior, centrado, em 
negrito e letras versais, tamanho 12 a 14; 
c) título principal do trabalho - centr ado na página, horizontal e 
verticalmente, em negrito e letras versais, tamanho 12 a 14; 
d) subtítulo, se houver- na linha seguinte, espaço simples, centrado, em 
negrito e letras versais, tamanho 12; 
e) local (cidade) da instituição onde será apresentado - a ±25cm da borda 
superior, centrado, letras minúsculas, tamanho 12; 
f) ano de entrega do projeto - na linha seguinte, espaço simples, 
centrado, letras minúsculas, tamanho 12; 
Lombada 
Elemento opcional. Deverá ser elaborada com base na NBR 12225. Porém 
é claro que vai depender da espessura do volume final do Projeto. 
Folha de rosto 
Deve ser feitada mesma forma que a folha de rosto dos demais trabalhos 
científicos. 
Os elementos que devem ser apresentados são: 
a) nome do autor - a ±Sem da borda superior, centrado, em negrito e 
letras versais, tamanho 12 a 14; 
b) título p rincipal do trabalho- a ±Hem da borda superior, centrado, em 
negrito e letras versais, tamanho 12 a 14; 
c) subtítulo (se houver) - uma linha abaixo do título, espaço simples; 
centrado, em negrito e letras versais, tamanho 12 a 14, precedido de 
dois-pontos no título; 
d) número do volume (se houver mais de um) - uma linha abaixo do 
subtítulo, espaço simples, centrado, letras minúsculas, tamanho 12; 
e) a ±17cm da borda superior, do centro para a direita, em letras 
minúsculas, tamanho 12, deve constar a natureza do trabalho (tese, 
dissertação, trabalho de conclusão ... ), o objetivo do trabalho 
(aprovação na disciplina, formação no curso, grau pretendido), o nome 
da Instituição (Universidade, Centro, Instituto ou Faculdade; e a área 
de concentração (disciplina ou matéria); 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 140 Furasté 
f) nome do(s) orientador(es) (e do co-orientador, quando houver) _ a 
±22cm da borda superior, centrado, letras minúsculas, tamanho 12· 
g) local (cidade) da Instituição - a ±25cm da borda superior, centrado 
letras minúsculas, tamanho 12; ' 
h) ano de entrega - uma linha abaixo, espaço simples, centrado, em 
letras minúsculas, tamanho 12; 
Introdução 
Aqui reside uma das maiores confusões que encontramos quando se trata 
de trabalhos acadêmicos. afmal, deve-se ou não numerar a introdução de um 
trabalho? 
A resposta é NÃO quando se trata de um trabalho de conclusão, 
PORÉM num PROJETO DE PESQUISA, SIM. 
A confusão deve-se ao fato de a palavra INTRODUÇÃO estar sendo 
utilizada para designar DUAS coisas diferentes. Num trabalho de conclusão 
INTRODUÇÃO é uma PARTE do trabalho, como já explicitamos no capítul~ 
19 Indicativo de Seção. 
Já no projeto de pesquisa, a INTRODUÇÃO é onde devem ser 
apresenta_dos vários tópicos que comporão a pesquisa a ser desenvolvida. A 
ABNT, 14, inclusive, em seu texto, fala em PARTE INTRODUTÓRIA e não 
INTRODUÇÃO. 
Portanto, num trabalho de conclusão, por se tratar de uma PARTE do 
trabalho, NÃO se numera a introdução, porém num projeto de pesquisa, por se 
tratar de um elemento onde serão apresentados os vários tópicos que serão 
desenvolvidos, ela deve ser numerada SIM. 
Na INTRODUÇÃO do PROJETO de PESQUISA devem ser apresentados 
o tema do projeto e sua respectiva delimitação, o problema a ser abordado, 
a(s) hipóteses(s), bem como o(s) objetivo(s), geral e específicos, e a(s) 
justificativa(s) da escolha do tema, da sua relevância e de possíveis 
contribuições para a área em que se insere o projeto. 146 O texto da introdução 
pode ser feito numa sequência única, ou topicalizada, ou seja, já que a 
Introdução é numerada e, portanto, compõe uma seção primária, ela pode ser 
dividida em subseções. Por essa razão, diferentemente de outros trabalhos, a 
parte introdutória referida pela norma e chamada aqui, por respeito à tradição, de 
Introdução, será uma seção extensa, mais extensa que as demais seções do 
projeto. 
Assim: 
145 NBR 15287:2011. 
146 NBR 15287:20 I!. 
Furasté 
1 INTRODUÇÃO 
1.1 TEMA 
141 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
1.1.1 Delimitação do tema 
1.2 PROBLEMA 
1.3 HIPÓTESES 
1.4 OBJETIVOS 
1.4.1 Geral 
1.4.2 Específicos 
1.5 JUSTIFICATIVAS 
Explicitando melhor o que seja cada um desses elementos, temos: 
a) tema: é o assunto escolhido sobre o qual versará o trabalho; A escolha 
do tema está vinculada ao gosto pelo assunto a ser trabalhado. 
Trabalhar um assunto que não seja do agrado tornará a pesquisa num 
exercício de tortura e sofrimento. É preciso que se leve em 
consideração todas atividades que teremos que cumprir para executar o 
trabalho e adequá-la ao tempo de que se dispõe. Devemos ter 
consciência das nossas limitações quanto àquilo que nos propomos. 
b) delimitação do tema: é a definição de qual ou quais os enfoques do 
Tema serão explicitados no decorrer do trabalho. Delimitar é indicar 
qual será a abrangência do estudo a ser realizado, estabelecendo os 
limites do terriã. É importante lembrar que, quanto maior a abrangência 
do tema, mais dificil será a sua compreensão conceitual, e, 
inversamente, quanto menor sua abrangência, maior a compreensão. 
Para que fique mais compreensível assunto, é importante situá-lo em 
sua respectiva área de conhecimento, possibilitando, assim, que se 
visualize a especificidade do objeto no contexto de sua área temática; 
c) problema: é o centro vital de toda a elaboração do trabalho já que é a 
formulação da problemática que será explorada a partir da delimitação 
do tema. Devem ser formulados alguns problemas, questionamentos, 
dúvidas que o trabalho se proporá a resolver. O problema costuma ser 
apresentado em forma de uma frase interrogativa que vai expressar a 
dúvida que queremos esclarecer sobre o tema abordado. 
d) hipótese: dependendo da natureza do trabalho, pode-se estabelecer 
hipótese, ou seja, possível resposta ao problema estabelecido à qual 
desejamos chegar. Trata-se de uma afirmação (uma suposição), que 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 142 Furasté 
procura responder ao problema levantado quanto ao tema escolhido. O 
transcorrer do trabalho irá confirmar ou negar a hipótese levantada. 
Dependendo da complexidade do tema, pode ser subdividida. 
e) objetivos: definição, com precisão e clareza, das metas, propósitos e 
resultados concretos a que se pretende chegar. O objetivo geral é o fim 
último que se pretende alcançar. Para se atingir o objetivo geral, ele 
pode ser detalhado, desmembrado em outros - os específicos. os 
objetivos específicos são instmmentais para o objetivo geral e dão uma 
visão ernbasadora para o próprio Tema. Urna forma prática para se 
estabelecer os objetivos é iniciá-los sempre com o verbo no infinitivo: 
esclarecer, definir, procurar, permitir, demonstrar, registrar, 
apresentar, analisar, classificar, discutir, investigar, descrever, etc; 
f) justificativas: é apresentação dos motivos que levara~ à decisão de se 
abordar esse Terna dentro do universo acadêmico. E preciso que se 
coloquem as razões que levaram à escolha e que sustentam a realização 
do trabalho. Não se deve confundir a justificativa pela escolha do tema 
com a justificativa dos objetivos propostos . É o convencimento de que 
é fundamental ser efetivado o trabalho. Enfim, a justificativa exalta a 
importância do tema a ser estudado, ou justifica a necessidade 
imperiosa de se levar a efeito tal empreendimento; 
Desenvolvimento 
No desenvolvimento do projeto devem ser apresentados o referencial 
teórico a metodologia, população e amostra, se for o caso, recursos e 
cronograma. 
É fundamental que os elementos estejam bem organizados, especialmente 
aqui, para que o trabalho final possa ficar o mais objetivo e pertinente possível. 
É nece~sário que se faça um esboço do que se vai explicitar em cada parte e 
verificar se está sendo formado um todo fluente, um assunto levando ao outro, 
sem exageros, sem contradições, com coesão e com coerência. 
Esclarecendo melhor: 
a) referencial teórico: trata-se da apresentação do embasamento teórico 
sobre o qual se fundamentará o trabalho. São os pressupostos que darão 
suporte à abordagem do trabalho; 
b) metodologia: defmição explicação minuciosa, detalhada, rigorosa e 
exata dos procedimentos técnicos, das modalidades de atividades, dos 
métodos que serão utilizados. Procura responder as questões : O quê? 
Furasté 143 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 
Onde? Como? Quando? Ou outras pertinentes ao conteúdo. É a 
explicação do tipo de pesquisa que será feita, do instrumental a ser 
utilizado (questionário, entrevista etc), da equipe de pesquisadorese da 
divisão do trabalho, das formas de tabulação e tratamento dos dados, 
enfim, de tudo aquilo que se utilizou no trabalho de pesquisa. Vai 
depender, é claro, da natureza do trabalho, do tipo de pesquisa e dos 
objetivos propostos; 
c) população e amostra: dependendo do tipo e da finalidade do trabalho, 
é preciso que se determine o objeto de investigação; 
d) rec.ursos: previsão dos custos que envolvem a realização do trabalho. É 
a dotação orçamentária necessária que requer wna justificativa de 
gastos quando o projeto é feito sob encomenda de algum organismo. 
Para trabalhos acadêmicos toma-se dispensável e só serão incluídos 
quando o projeto for apresentado para uma instituição financiadora de 
projetos de pesquisa; 
e) cronograma: define-se a distribuição das tarefas e etapas que 
permitirão um aproveitamento racional e lógico da disponibilidade de 
tempo para a realização do trabalho. Estabelecem-se datas-limite para 
leitura, redação, revisão, datilografia, entrega e outras atividades. 
Elementos pós-textuais 
Referências, glossário, apêndices e anexos são os elementos que devem 
vir logo após e todos eles devem seguir as mesmas indicações feitas para os 
demais trabalhos científicos. 
Nas referências devem constar obrigatoriamente os documentos 
consultados no levantamento de literatura para a elaboração do projeto. Nela 
normalmente constam os documentos e qualquer fonte de informacão 
consultados. Essa listagem prévia pode ser modificada posteriormente. · 
Pré-projeto 
Tem surgido, com certa freqüência, a ex1gencia de pré-projetos ou 
anteprojetos (que são a mesma coisa). São esboços preliminares do projeto de 
pesquisa, ou seja, simples estudos preliminares daquilo que se tem em mente 
realizar. São, geralmente, solicitados para candidatos a cursos de Pós-Graduação 
com finalidade classificatória. 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 144 Furasté 
Exemplo do uma introdução com texto seguido: 
1 INTRODUÇÃO 
O presente Projêto de Pesquisa tem · corria tema analisar a AP.Iicabilidade da 
Internação Provisória no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA} e sua 
Aplicabilidade .n~ Instituto Carlos' santos da C~marca do Municipi~ de Porto Alegre. 
Vamos procurar saber . quais são os motivos alegados para o não 
cumprimento do prazo de 45 dias çle Internação P:ovisória previstos no ECA. Para 
tanto, estabelecemos como hipóteses a serem analisadas: 
a) Um dos principais motivos alegados para o não cumprimento é a falta 
de interesse dos responsáveis; 
b) Outra alegação, t~mbém , · para o não cumprimento do prazo de 45 dias 
de Internação Provisória prevista pelo ECA, é a falta · de· justiça 
especializ-ada em algumas com.arcas, especialmente no interior do 
estado. 
Temos como nosso objetivo" geral conhecer os motivos que levam a Justiça 
da Infância e Juventude a extrapolar o prazo . de 45 dias definido· pelo Estatuto da 
Criança e do Adolesi::~nte . Mais espe.cificarriente, .queremos verificar a realidade da 
dinãmica institucional quanto aós tramites judiçiais na comarca de Porto Alegre, no 
! que tange ao cumprimento do prazo de 45 dias pre~isto no Estatuto da Criança e do 
: Adolescente, além . de identificar, in l~co, se os requisitos de permanência dos 
I ' ' ' • 
adolescentes em Internação provisória no lnsiituto Carlos ~antas são cumpridos no 
f prazo legal sem interrupções de qualquer natureza. 
Furasté 
{ 
; . 
l 
145 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
Exemplo do uma Introdução com texto topicalizado: 
3cm 
3cm 
1 INTRODUÇÃO 
Aplicabilidade da Internação Provisória no Estatuto da Cri3nça e do Adolescente. 
1.1.1. Delimitação do Tema 
Aplicabilidade da Internação Provisória no Instituto Carlos Santos da Comarca Do 
Município de Porto Alegre. 
1.2 PROBLE~·A DE PESQUISA 
Quais são os motivos alegados para o não cumprimento do prazo de 45 dias de Internação 
Provisória prevista no ECA? 
1.3 HIPÓTESES 
um a linha 
em branco 
a) Um dos principais motivos alegados para o nã? cumprimento. 
b) Outro motivo alegado para o não cumprimento do prazo de 45 dias. +-----=====+es:n~;: :~s 
c) Alega-se também, para o não cumprimento do prazo de 45 dias de Internação Provisôria 
prevista pelo ECA, a falta de jusliça especializada nas comarcas do interior. 
1.4 OBJETIVOS 
1.4.1 Geral 
Conhecer os motivos que levam a justiça da Infância e Juventude a extrapolar o prazo 
de 45 dias definido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. 
1.4.2 Específicos 
a) Verificar a realidade da dinâmica institucional quanto aos tramites judiciais na comarca 
de Porto Alegre, que tange ao cumprimento do prazo de 45 dias previsto no Estatudo 
da Criança e do Adolescente. 
b) Identificar, in loco, se os requisitos de permanência dos adolescentes em Internação 
Provisõria no Instituto Carlos Santos são cumpridos no prazo legal sem interrupções de 
linhas 
2cm 
~. I . :I j 
:! 
., 
1. 
I 
l 
' 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 146 
Configuração do projeto 
folha- formato ofício- A4, ou seja: 21 em x 29,7cm; 
margens: superior e esquerda: 3cm; inferior.e direita, 2cm; 
. . 
digitação: sugere-se letra tipo Times New Roman ou Arial, tamanho 
12 no corpo do texto e 1 O nas citações, notas, referências e 
rodapés; · 
títulos: alinhados sempre à rriargem esquerda, com letra do niesmo 
tamanho do corpo do texto seguindo :os .destaques: negrito, 
versal, itálico, · . , . · 
espaçament~ : entre as linhas do corp'o 'do te:.do, espaço 1 .~; ~os 
resumos, nas . citaÇões, notas, rodapés e referências, espaço 
simples. 
entrada de parágrafó: 1 ,Sem ou o equivalente a um toque na tecla 
T AB do computador. . · 
Furasté Furasté 147 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
30 ARTIGO CIENTÍFICO ("paper") 147 
Artigo científico ou "paper" vem a ser a mesma coisa, e foi 
regulamentado recentemente pela ABNT. 148 Antes de se escrever um artigo 
científico, é preciso que se saiba qual a sua finalidade. A maioria das casas 
publicadoras e revistas especializadas possui normas próprias e específicas. 
Portanto, antes de tudo, é preciso certificar-se da existência de alguma exigência 
quanto à formatação do artigo. A ABNT regulamentou a apresentação dos 
artigos científicos exatamente para as ocasiões em que essas normas não são 
explicitadas, geralmente aqueles exigidos como forma de avaliação em 
instituições de ensino. 
Um bom exemplo são revistas na área médica que exigem seus artigos 
apresentados segundo as normas do Comitê Internacional de Editores de 
Revistas Médicas, conhecido como o "Grupo de Vancouver". As normas 
exigidas por esse grupo encontram-se no anexo A desse nosso livro. 149 
A própria ABNT encarregou-se de dar uma definição para artigo 
científico com o objetivo de uniformizar sua utilização. Diz a norma que artigo 
científico "é a parte de uma publicação com autoria declarada, que apresenta e 
discute ideias, métodos, técnicas, processos e resultados nas diversas áreas do 
conhecimento". 150 
Dependendo da finalidade a que o autor se propõe, existem duas 
modalidades básicas de artigo científico : 
a) artigo de divulgação: traz um relato sucinto de algumas informações 
atualizadas sobre determinado tema de interesse em alguma 
especialidade. Exige necessariamente uma rev1sao bibliográfica 
retrospectiva. Podem ser relatos de casos, comunicação ou notas 
prévias; 
b) artigo de revisão: resume, analisa e discute trabalhos j á publicados, 
revisões bibliográficas... Esse artigo pode ser: 
- anual ou periódico : contendo análise das publicações ocorridas em 
determinada área ou setor do conhecimento; 
- seletivo: contendo uma análise crítica a respeito de uma situação ou 
problema em particular e sua solução. 
147 Desculpem-nos quem não concorda, mas o uso de denominações em língua estrangeira não tem o menor 
sentido.Apenas servem para menosprezar a nossa já tão castigada Língua Portuguesa. Se há 
denominação em Português, por que se usar uma em língua estrangeira? Parece-me um esnobismo sem 
fundamento. 
148 NBR 6022:2003. 
149 Ver página 228. 
150 ABNT, NBR 6022:2003, item 3.3. 
Normas Técnicas para o Traballio Científico 148 Furasté 
O artigo científico possui algumas características próprias: 
a) são, em geral, publicados em revistas ou periódicos especializados, não 
se constituindo em matérias (ou parte delas) de livros; 
b) servem para apresentar resultados obtidos em estudos, pesquisas ou 
análises; 
c) permitem ao leitor, devido a serem completos, repetir a experiência ou 
a pesquisa; 
d) por serem documentos formais, possuem normas próprias para sua 
confecção. 
Em alguns casos, conforme a área de desenvolvimento e nahu·eza do 
assunto, o artigo científico pode servir para divulgar: 
a) resultados e procedimentos havidos em pesquisa de campo; 
b) relato de casos; 
c) relato de experiências; 
d) "review" - artigo especial que faz uma revisão bibliográfica de um 
tema específico. 
O artigo científico deve ser um texto integral, completo e sua estruhtra 
assemelha-se à dos demais trabalhos científicos: 
partes pré-textuais; 
partes textuais; 
partes pós-textuais. 
Da mesma forma que o projeto de pesquisa, o artigo científico apresenta-
se numa sequência única, nunca abrindo nova página, ou seja, é um todo único, 
uma só peça. Apesar de poder, às vezes, ser dividido e subdividido em seções e 
subseções, elas são colocadas uma imediatamente após o término da outra, 
separando-se apenas por uma linha em branco. 
Não há nenhum rigor, não se trata de nada científico, nem acadêmico, 
mas as partes do desenvolvimento de um artigo podem guardar entre si uma 
certa proporcionalidade, por exemplo: 
a) introdução: algo entre 15% e 20% do texto; 
b) desenvolvimento: em torno de 70% da extensão; · 
c) conclusão: entre 10% e 15% da extensão. 
Furasté 149 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
ELEMENTOS PIRIÉ-TEXTUAIS 
a) título e subtítulo (se houver) - o tíhüo é colocado logo no início do 
artigo, a 3cm da borda superior, diferenciado tipograficamente do 
subtítulo (se houver), ou separado por dois pontos ( : ). Deve dar uma 
ideia de forma lógica e breve do conteúdo com o menor número 
possível de palavras; 
b) autor (ou autores) - nome completo do autor (ou autores) de fonna 
direta e sem abreviaturas, seguido de uma chamada para nota de 
rodapé 151 onde devem ser dadas as credenciais (um brevíssimo 
currículo) do(s) autor(es) que o(s) credencie(m) na área de 
conhecimento do artigo: titulação, cargos, experiência, instituição a que 
pertence e o endereço eletrônico ou postal. 
c) resumo na língua do texto: elemento obrigatório- É a condensação 
do texto. Deve ser escrito de fmma clara, coerente e objetiva. Sua 
redação deve ser feita em espaçamento simples, deve-se usar a 
terceira pessoa do singular e os verbos escritos na voz ativa. 152 Deve 
ser uma sequência de frases concisas e não uma simples enumeração de 
itens. Sua extensão deve ficar entre 100 e 250 palavras. 153 É 
aconselhável que tenha apenas um parágrafo. 
d) palavras-chave - é um elemento obrigatório, escrito na língua do 
texto, colocado após o resumo. São de duas a quatro palavras, termos 
ou expressões retiradas do texto e que servem para representar seu 
conteúdo e pennitir sua identificação, posteriormente, além de poder 
ser agrupado por área ou por assunto. Devem aparecerantecedidas da 
expressão Palavras-chave antes de dois pontos (Palavras-chave:), e 
separadas por ponto e também encenadas por ponto. 
ELEMENTOS TEXTUAIS 
Introdução 
Serve para o leitor ter uma noção genérica do tema que será abordado. 
Uma boa introdução deve criar uma expectativa positiva no leitor e despertar seu 
interesse pela leihu·a do restante do artigo. Deve apresentar, basicamente, a 
delimitação do assunto, o(s) objetívo(s) do estudo e sua finalidade, o ponto-
de-vista sob o qual o assunto será tratado, enfim, os elementos necessários para 
situar o tema do artigo. 
151 Chamada com um asterisco para o primeiro autor; dois, para o segundo; três, para o terceiro, e assim por 
diante. 
'" NBR 6028:2003, item 3.3.2. 
153 NBR 6028:2003, item 3.3.,'\ 
Normas Técnicas para o Traballio Científico 150 Furasté 
Desenvolvimento 
O desenvolvimento é a fundamentação lógica do artigo e é, 
preferentemente, feito em uma única parte, podendo,. porém, dividir~se em 
seções e subseções da mesma forma que qualquer trabalho científico. 1' 4 Pode 
apresentar uma fundamentação teórica, uma metodologia utilizada, os resultados 
obtidos, a discussão realizada, enfim, deve caracterizar-se por aprofundar e 
analisar detalhadamente os aspectos conceituais mais imp01iantes. É preciso ter 
o cuidado para não fazer especulações, suposições ou afirmações que não 
possam ser sustentadas pelos dados obtidos no próprio texto ou naqueles que 
foram explicitamente citados. Deve-se restringir à discussão dos dados 
efetivamente ·obtidos, podendo, no entanto, relacioná-los a outros trabalhos e 
conhecimentos comprovadamente existentes. 
Conciusão 155 
A conclusão, além de guardar uma proporção relativa ao tamanho do 
artigo, deve guardar uma proporcionalidade também quanto ao conteúdo. Não 
deve conter palavreado desnecessário, nem exageros numa linguagem 
excessivamente técnica e rebuscada. A conclusão deve dar respostas às questões 
da pesquisa, correspondentes aos objetivos propostos e hipóteses levantadas. 
Deve ser breve, podendo, se necessário, apresentar recomendações e/ou 
sugestões para pesquisas futuras. Não devemos esquecer as principais 
características que são essenciais a uma boa conclusão: essencialidade, 
brevidade, personalidade. 
Algumas instituições e/ou orientadores, pedem que, no lugar de 
"Conclusão", se use "Considerações Finais" quando forem apresentadas várias 
respostas ou constatações obtidas para o problema proposto. Chamar de 
''Conclusões", assim no plural, não é recomendado - deve-se preferir, então, 
"Considerações Finais", dizem eles. Porém, essa expressão não é prevista pela 
ABNT. Por outro lado, se formos analisar gramática e linguisticamente, mesmo 
que no seu conteúdo sejam apresentadas várias respostas, a denominação é, por . 
si só, abrangente, já que ele é um fechamento para o trabalho em si e não 
parte das ideias nele trabalhadas. Ou seja, a conclusão fecha o trabalho . 
apresentando uma ideia ou mais de uma. Enfim, devemos, em todas as situações, 
usar o que a ABNT apontou: o termo Conclusão. Nada de "Conclusões", nem 
"Considerações Finais". 156 
ElEMENTOS PÓS-TEXTUAIS 
a) título (e subtítulo, se houver) em língua estrangeira, diferenciados 
154 Seguindo, é claro, as normas estabelecidas pela NBR 6022:2003 e NBR 6024:2003. 
155 NBR 6022:2002m item 6.2.3. 
156 NBR 6022:2003 , item 5.2: "Os elementos textuais constituem-se de: a) Introdução; b} Desenvolvimento; 
c) Conclusão. " 
Furasté 151 Normas Técnicas para o Traballio Científico 
tipograficamente ou separados por dois-pontos ( : ); 157 
b) resumo em língua estrangeira: elemento obrigatório. 158 Versão do 
resumo na língua do texto para uma língua estrangeira. Ver capítulo 
16, página 44; 
c) palavras-chave em língua estrangeira: elemento obrigatório. 159 Versão 
das palavras-chave na língua do texto para a língua estrangeira em 
questão. Ver capítulo 16, página 44; 
d) nota(s) explicativa(s): elemento opcional. Devem ser identificadas no 
texto, pelo sistema numérico, em sequência única para todo o artigo, 
usando algarismos arábicos sobrescritos. Podem ser colocadas no 
rodapé ou no final do artigo. 
e) referências - elemento obrigatório - é a identificação das citações 
realizadas no decorrer do artigo. Identifica a autoria e a obra de onde 
foram extraídos os pensamentos e/ouas passagens citadas. A sua 
identificação é feita pelo sistema Numérico ou pelo sistema 
Autor/data, devendo ser utilizada uma sequência única em todo o 
artigo. Poder constar no final do artigo ou no rodapé de página. 
Devem ser elaboradas de acordo com a NBR 6023:2002. Ver capítulo 
26- Referências, página 76; 
f) obras consultadas - elemento obrigatório - identifica todas as fontes, 
se for o caso, que foram utilizadas para a elaboração do artigo. São 
obras não contidas nas referências bibliográficas. Ver página 78. 
g) glossário - elemento opcional - lista de termos, em ordem alfabética, 
que são de pouco uso ou de entendimento dificil para o leitor. Serve 
para esclarecer algumas palavras que podem ser de uso exclusivo de 
algum nível culhtral, social ou de determinado gmpo. Ver capíh!lo 25, 
página 75; 
h) apêndice(s) - elemento opcional- documento elaborado pelo próprio 
autor e que serve para complementar alguma ideia contida no decorrer 
do artigo. Deve ser identificado por letras maiúsculas consecutivas e 
respectivo título separado por travessão. Ver capítulo 24, página 73 ; 
i) anexo(s) .- elemento opcional - documento não elaborado pelo autor 
que tem a fmalidade de auxiliar o entendimento de alguma passagem 
do artigo. Segue as mesmas orientações dadas ao apêndice, ou sejam, 
deve ser identificado por letras maiúsculas consecutivas e respectivo 
título separado por travessão. Ver capítulo 24, página 73 . 
151 NBR 6022 :2003. item 6.3.1. 
158 NBR 6022:2003. item 6.3.2. 
"
9 NBR 6022:2003. item 6.3.3. 
Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 152 Furasté 
CONFIGURAÇÃO DO ARTIGO 
O artigo científico segue as seguintes orientações: 
a) folha- formato ofício- A4, 2lcm x 29,7cm; 
b) mat·gens: superior e esquerda: 3cm; inferior e direita: 2cm; 
c) digitação: sugere-se letra tipo Times New Roman ou Arial, tamanho 
12, no corpo do texto, e tamanho 10 nas citações, notas, referências e 
rodapés; 
d) indicativo de seção: numeral que vem antes do título da seção, alinhado 
à margem esquerda, em algarismos arábicos, separados do seu título por 
apenas um espaço; 
e) títulos: alinhados à margem esquerda, com letra do mesmo tamanho do 
corpo do texto seguindo gradualmente os destaques disponíveis, 
separados por uma linha em branco do texto anterior e do texto posterior. 
Ver capítulo 19, página 50. 
f) espaçamento: entre as linhas do corpo do texto, espaço 1,5; porém, nos 
resumos, citações, notas, rodapés e referências, espaço simples. 
g) entrada de parágrafo: de 1cm a 1,5cm, ou o equivalente a um toque na 
tecla TAB do micro, inclusive em citações, se houver; 
h) numeração das seções - devem ser apresentadas de acordo com a 
NBR6024. Ou seja, seguem as mesmas orientações dadas no capítulo 19, 
página 50 para os trabalhos científicos em geral; 
n) citações - devem ser feitas conforme a NBR 10520:2002. Ver capítulo 20, 
págii:J.a 55; 
o) ilustrações, tabelas, gráficos - devem ser autoexplicativos sem 
necessidade de recorrer ao texto. Ver capítulos 22 e 23, páginas 69 e 71; 
p) siglas - quando ocorrem pela primeira vez no texto, deve-se apresentar a 
forma completa do nome antecedendo a sigla que vem colocada entre 
parênteses. Nas demais ocorrências, apresenta-se apenas a sigla. 
q) paginação: feita com algarismos arábicos no canto superior direito, a 
2cm das bordas superior e direita; 
J 
.j 
Furasté !53 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
ESTRUTURA RESUMIDA 100 ARTIGO 
Título do artigo e subtítulo (se houver): menor número de palavras 
possível que transcreva de forma adequada o conteúdo do trabalho. 
Nome do(s) autor(es) completo(s), sem abreviaturas; chamada para 
rodapé; 
* No Rodapé: as credenciais dos autores: cargo(s) que ocupa(m), 
Instituição é! que se vincula(m), e-mail ... 
Resumo: espaço simples de entrelinhas; Máximo 250 palavras; 
Redigido pelo próprio autor, seguindo a NBR 6028 da ABNT. 
Palavras-chave: de duas a quatro palavras retiradas do texto que 
traduzem o seu conteúdo, destinam-se a identificar e agrupar os artigos 
por assuntos ou áreas, para que possam ser localizados com mais 
facilidade nas bibliotecas.Separam-se por·apenas um ponto. 
Texto: da introdução até a conclusão, podendo ser dividido em seções 
e subseções. · 
Título e subtítulo, se houver, em língua estrangeira. 
Resumo em língua estrangeira. 
Palavras-chave do resumo em língua estrangeira. 
Notas explicativas, se for o caso. 
Referências bibliográficas. 
Glossário, se for o caso. 
Apêndices , se houver. 
Anexos, se houver. 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico !54 
EXEMPLO DE ARTIGO (início) 
Vejamos, pelo menos, como é a página de início de um artigo .160 
INTRODUÇÃO À MACROECONOMIA 
Cinthia Lemke·· 
Antônio César da Silva ** 
RESUMO 
Furasté 
Introdução à Macroeconomia diz -respeito ao .estudo dos principais fundamer1t'os da poiÚica 
macroeconômica, bem como seus objetivos e os ·· recursos utilizados para ,'ªlcançá-los. Este estudo 
esclarece as principais dúvidas a·respeito da macroeconomia, através dê uma análise simplificada de sua 
estrutura, dando ênfase a questões de, curto prazo, relacionadas com o nível de atividade, de emprego e de 
preços. Chegando a conclusao de que sozinhas as polfticas econômicas não são suficienteS -para alcançar 
os objetivos macroec.onõmicos. EI?S necessitaní da intervenção do ·governo nõ sentido d.e regÚiar a 
atividade econômica e levar a economia ao ple!no emprego. · · 
Palavras-chave: Metas; Politicas; Mercados 
INTRODUÇÃO 
A Macroeconomia, segundo Garcia e Vasconcellos (2002, p. 83), "[.,.] estuda 
a economia como um todo, ·analisando a , peterminação e o .CO!llportamento de 
grandes agregados, tais como: renda e produtq nacionais, nível geral. dé preços, 
emprego e desemprego, estoque de nioeda e taxas de juros, balanÇa de pagamentos 
e taxa de câmbio". .. . . . . 
Assim sendo, a Macroeconomia. faz uma abordagem global das unidades 
econômicas individuais e ·de mercados específicos: Por exemplo, essa teoria 
considera apenas o nível geral de·preços; e não atende as mudanças dos preços dos 
bens das diferentes indústrias. · 
N.este estudo, pretende~se estabelecer. os principai~ fundamentos .da Macroeconomia, 
bein conío seus objetivos e os (ecursos utilizaqos para ~lcariçá-los. . " 
1 .METAS DE POLÍTICA MACROECONÔMICA 
f A política . macroeconômica, como toda política··. possui metas a serem 
;3lingidas. Dentre essas melas temos: alto nívél de 'emprego, estabilidade de preços; 
distribuição da renda. e crescimentci econômico. · . · · · : 
;· · O alto nivel de emprego · é importante, pois, dessa forma, ·as pessoas · 
"recebem um salário e têm condições de adquirir mercadorias. Ao .contrário, o 
desemprego gera pouca demanda, fazendo com que os produtos permaneçam nas 
pratelei ras. Logo, se não · há procu~a de produtos, a ,produção diminui e 
consequentemente o lucro também. Assim existe u·ma preocupação quanto ao nivel 
de emprego para que haja um equilíbrio enlre .a demanda e a oferta. 
160 Obtido em: http://www.cesnors.ufsm.br/projetos/textos-academicos. Adaptado para esse livro. 
Furasté 155 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
3 1 BAÚ TIRA-DÚVIDAS 
Todas as folhas do trabalho devem ser contadas sequencialmente, mas não 
1 numeradas. Só se coloca o número nas páginas a partir da primeira página da 
oarte textual, ou seia, a primeira oáaina da introdução. 
2 Os algarismos que indicam o número da página devem ser arábicos. 
3 Em todos os trabalhos, o algarismo da página deve estar no canto superior. 
4 A distância do algarismo que indica a página deve ser de 2cm da borda superior e de 2cm da borda direita· (no anverso)- ou esauerda ( no verso). 
5 As margens das páginas dos trabalhos são: superior: 3cm; à esquerda: 3cm; inferior: 2cm; à direita: 2cm (no anverso da página) 
6 Não há diferença na paginaçãode teses, dissertações, traba lhos de conclusão. Todas 
são feitas do mesmo modo. 
Títulos das seções primárias (de capítulos) são alinhados na margem esquerda, 
7 a 3cm da borda superior, em folha distinta (folha nova) e que deve, também, ser 
I paainada. 
Títulos de seções que não possuem indicativo numérico (Sumário, Resumos, Listas, 
8 Introdução, Referências, Conclusão ... ) devem ser centralizados, a 3cm ou a Sem da borda superior, à escolha do autor do trabalho. Nós sugerimos Sem já que a ABNT 
não faz menção clara a essa distância. 
9 Entre o título das seções e o texto, anterior e posterior, deixa-se uma linha em branco. 
O nome do Autor de uma citação deve ser escrito com letras minúsculas no 
10 decorrer do texto e maiúsculas quando dentro de parênteses. 
11 O início de parágrafo dá-se entre 1,25cm e l,Scm da margem esquerda . 
12 A identificação do orientador deve ser feita na própria folha de rosto. 
13 Os títulos de seções são destacados gradativamente. 
14 O algarismo indicativo dos títulos deve ser separado apenas por um espaço, não devendo ser usado traço, ponto ou qualquer outro sinal. 
15 Contam-se e numeram-se as páginas iniciais de capítulos também. 
16 As alíneas são indicadas por letras minúsculas, seguidas de parênteses. 
17 As alíneas são separadas ent re si pelo mesmo espaçamento do texto (1,5). 
18 As subalíneas são indicadas por um hífen. 
19 Indice e Sumário não são a mesma coisa. Sumário é resumido; Indice é detalhado e 
extenso. No Sumário só se colocam até as seções terciárias. 
20 As citações que são feitas com reentrada (as longas) devem ser transcritas sem o 
emoreao de asoas e com letra menor (oitch 10). 
21 As citações que são feitas no corpo do texto (as curtas), devem ser encerradas entre 
aspas duplas. 
22 Entre texto e citação, antes e depois, deixa-se uma linha em branco. 
23 Numa citação, quando se retira um pedaço do texto original a ser citado, indica-se a 
supressão oor reticências, entre colchetes. 
24 Quando, dentro de um trecho a ser citado, houver aspas, elas se transformam em 
aspas simoles (aoóstrofo) . 
25 
Apud é utilizado para indicar que um autor foi citado por outro e está sendo citado 
novamente no trabalho. É a única expressão latina que pode ser usada nas notas e no 
corpo do trabalho. 
26 Quando se faz menção a informações que se ouviu, que alguém falou, em algum luaar faz-se a indicacão "informação oral". 
Normas Técn icas para o Trabalho Científico 156 Furasté Furasté 157 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
27 O algarismo que faz a chamada para uma nota de rodapé pode ser indicado 
sobrescrito e/ou entre p_arênteses. 
Nas notas de rodapé, deve-se usar espaço simples. Da segunda linha em diante, 
51 o texto da nota deve ser iniciado logo abaixo da primeira letra do texto da linha 
28 A numeração de todas as notas deve ser feita com algarismos arábicos em ordem 
crescente e consecutiva. 
anterior. 
52 As citações longas devem ser feitas com letra menor (pitch) 10. 
29 A indicação da página de onde se retirou a citação direta é obrigatória. 53 Nos rodapés, a letra a ser utilizada deve ser de tamanho menor (pitch) 10. 
30 O traço que separa a nota de rodapé do corpo do texto deve ter extensão de 3cm. 
31 A primeira citação de uma obra deve ter sua referência completa. As seguintes 
I podem ser abreviadas ou não. 
32 As tabelas devem ter uma numeração própria, independente e consecutiva . 
33 As tabelas são identificadas por números arábicos, antecedidos pela palavra Tabela, 
em letras minúsculas, assim : Tabela 1, Tabela 2, Tabela 3 ... 
34 As tabelas não devem ser fechadas lateralmente. 
54 Não se usa a expressão bibliografia, · a não ser que se esgotem TODAS as publicações existentes sobre o assunto. Usa-se obras consultadas. 
55 Não esquecer que capa e folha de rosto são diferentes. A capa possui apenas 
alquns dados da folha de rosto. 
56 Um trabalho DEVE ter capa e também DEVE ter folha de rosto. 
Agradecimento, Epígrafe e Dedicatória preferentemente devem ficar no canto inferior 
57 direito da página. É irrelevante qual a forma que se vai dar a eles, se se coloca um I 
35 As tabelas devem ser inseridas o mais próximo possível do texto que as menciona. 
36 As figuras são identificadas por números arábicos, antecedidos pela palavra Figura, 
em letras minúsculas assim: Fiqura 1, Fiqura 2 ... 
37 Os Anexos (se houver) e Apêndices (se houver) são colocados após as Referências, 
seguidos pelo Glossário, se houver. 
A identificação dos Anexos é feita por letras maiúsculas, em ordem crescente, 
38 colocadas após a palavra ANEXO escrita em letras maiúsculas, assim: ANEXO A, 
ANEXO B, ANEXO C ... 
quadro uma cercadura, etc. 
58 Não há nada quanto ao uso · de um determinado tipo de letra. Apenas se sugere Times New Roman ou Arial. 
59 o tamanho da letra (chama-se pitch} a ser utilizada deve ser 12, no texto, e 10, 
nas citações longas e notas de rodapé. 
60 O sumário é o último elemento pré-textual. 
61 No sumário, o espaço entre um título e outro deve ser duplo; entre os itens de um 
mesmo título, o espaço é o simples. 
39 Antes de cada anexo, deve-se colocar uma folha com a identificação do anexo (seu título, se houver, ou algo que o identifique). 62 
No sumário, não se usa a IREENTIRADA para cada subitem. A ABNT não aceita 
mais essa possibilidade. 
40 Todos os procedimentos que são adotados para Anexos, valem para Apêndices. 
41 Usar Errata não é demérito para o t rabalho. Errar é humano! 
Em trabalhos de qualquer porte - para certas disciplinas, principalmente disciplinas 
63 isoladas - em que são exigidas normas da ABNT, devem ser seguidas todas as 
orientações dadas para os trabalhos científicos, inclusive quanto à paginação, ou 
a critério do professor I orientador. 
A referência de documentos obtidos via internet deve ser feita como normalmente 
42 Nas Referências, o l\lome do Autor é transcrito da mesma forma como se encontrar 
na obra referenciada (grafia, abreviaturas e pseudônimos) 
64 se f az para documentos convencionais e, depois, deve ser indicado o URl. 
:(endereço completo) que deverá estar entre os sinais < > . 
A margem da segunda linha em diante numa referência,__in icja logo abaixo da 
43 primeira letra da linha anterior. Desde a publicação da NBR 6023:2000, não se 
coloca mais abaixo da terceira ietra como se fazia anteriormente. 
65 As indicações de documentos da Internet devem estar antecedidos pela expressão: Disponível em: e em seguida, o endereço da WEB (URL); 
66 Ao fim da referência de documentos da internet deve constar a expressão: Acesso 
em: e a data do acesso (quando se fez vários, indicar o último. 
44 Obras Consultadas não devem ser numeradas. Segue-se apenas uma ordem 
alfabética única. 
Os elementos que compõem as referências e as obras consultadas devem ser 
45 apresentados rigorosamente na sequência que foi padronizada pela ABNT na 
NBR6023. 
46 1\luma referência, qualquer dado conhecido, mas que não figura na obra, oode ser indicado desde que seja entre colchetes. 
47 Numa referência, quando não existir indicação de data, local ou editor, registra-se: S.d. para data; 5.1. para local e S.n. ou S.e. para editor. 
48 Quando não existe algum dado, na referência, passa-se imediatamente para o próximo, mantendo-se a pontuação exigida. 
49 Quando alguma expressão ou nome composto é sublinhado, é irrelevante se os 
espaços em branco são sublinhados ou não. 
Num títu lo de obra, quando referenciado, pode-se não mencionar os subtítulos. 
Se o nome for extenso, pode-se suprimir algumas palavras, desde que isso não 
50 interfira no sentido. O que vier após dois pontos num título igualmenmte pode ser 
deixado fora da referência, ou não receber destaque. 
67 Não se deve referenciar material eletrônico de curta duração nas redes. 
68 Recomenda-se, dentro do possível, que toda referência seja feita em línguaI portuguesa. 
69 Se o documento retirado de meios eletrônicos tiver mais de um autor, a indicação é feita do mesmo modo que a dos documentos convencionais. 
Deve-se procurar não dividir o URL ao passar de uma linha para a outra. Dividir 
70 somente quando for impossível colocá-lo inteiro numa mesma linha. Faz-se a divisão quando houver uma barra (/) . Porém, pode-se deixar espaço na linha anterior para 
manter o URL inteiro, independentemente do tamanho desse espaço. 
71 Dados essenciais em monografia (livros, dissertações, teses, no todo): Autor; Título 
e subtítulo· Edição (número); Imprenta (local: editora e ano) . 
Dados essenciais em Monografia em parte, sem autoria explícita (livros, 
72 dissertações, teses etc, no todo): Autor da obra em que está a parte; Título e 
subtítulo; Edição (número); Imprenta (local : editora e ano). Localização da parte no 
todo: páginas, volume, parte, capítulo e título da parte (se houver). 
Dados essenciais em Monografia em parte, com autor ia explícita (livros, 
73 dissertações, teses etc, no todo): Autor da parte, Título da parte; a expressão In: 
Autor da obra em que está a parte; Título e subtítulo; Edição (número); Imprenta 
- --- ·-- ---- - - - --- - - -
Nmmas Técnicas para o Trabalho Científico 158 Furasté 
(local: editora e ano). Localização da parte no todo: páginas, volume, parte, capítulo e 
título da parte (se houver). 
74 
Dados essenciais em publicações periódicas, no todo - título do periódico, 
revista, boletim etc; local de publicação, editora, data de inicio da coleção e data de 
encerramento da publicação (se houver). 
Dados essenciais em publicações periódicas, em parte, sem autoria explícita -
75 Título da parte (a primeira palavra em versa!); Título da publicação; Título do fascículo, 
se for o caso; Local de publicação, Volume (se for o caso); Fascículo se for o caso); 
Página inicial e página final; Mês e ano. 
Dados essenciais em publicações periódicas, em parte, com autoria explícita -
76 Nome do autor da parte; Título da parte, subtítulo (se houver); Título da publicação; Título do fascícu lo (se for o caso); Local de publicação, Volume (se for o caso); 
Fascículo se for o caso); Página inicial e página final; Mês e ano. 
Dados essenciais em fascículos, suplementos, números especiais com título próprio: 
77 Título da publicação; Título do fascículo, suplemento, número especial; Local de 
I publicação Editora· Indicação do número ano, volume· Data da publicação. 
Dados essenciais em artigos em jornais: Autor do artigo (se houver); Título do 
artigo, subtítulo (se houver); Título do jornal ; Local de publicação; Data com dia. mês 
78 e ano; Nome do caderno ou suplemento, quando houver; Página ou páginas do artigo 
referenciado. Quando não houver seção, caderno ou parte, a paginação do artigo 
precede a data; quando não houver autor, o Título inicia com palavra em versa!. 
As referências de documentos obtidos em meio eletrônico (especialmente internet) 
79 devem obedecer aos mesmos padrões indicados para os documentos tradicionais, 
acrescentando-se as informações relativas à descrição do meio eletrônico. 
80 Pode-se indicar documentos colhidos em e-mails, porém deve-se ter o cuidado para 
não perder o caráter científico e principalmente a credibilidade do que se colhe. 
81 Usa-se ponto após o nome do autor/autores, após o título, edição e no final da Referência. 
82 Os dois pontos são usados antes do subtítulo, antes da editora e depois do termo In: 
83 A vírgula é usada após o sobrenome dos autores, após a editora, entre o volume e o 
número páginas da revista e após o título da revista: 
84 O ponto-e-vírgula seguido de espaço é usado para separar os autores. 
85 O hífen é utilizado entre páginas (ex: 10-15) e, entre datas de fascículos seqüenciais (ex: 1998-1999). · 
86 A barra transversal é usada entre números e datas de fascículos não seqüenciais (ex: 7/9, 1979/1981). 
87 Os colchetes são usados para indicar os elementos de referência, que não aparecem 
na obra referenciada, porém são conhecidos (ex: [1991]). 
O parêntese é usado para indicar série, grau (nas monografias de conclusão de curso e 
88 especialização, teses e dissertações) e para o título que caracteriza a função ejou 
responsabilidade, de forma abreviada. (Coord ., Org ., Comp.). Ex: BOSI, Alfredo (Org.). 
89 As reticências são usadas para indicar supressão de títulos. Ex: Anais ... 
90 Nomes científicos, conforme norma própria devem ser escritos em itálico. 
Tudo o que vafe ser feito, va[e ser 6em feito. 
(Si r Baden Powe/1, f undador do movimento Escoteiro lvfundial ) 
Furasté 159 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifi co 
32 VOCABULÁRIO BÁSICO 161 
ABREVIAÇÃO - É parte da palavra escrita que indica ou resume a 
palavra toda, ou são letras ou sinais que representam uma ou mais 
palavras. São Abreviações as Abreviaturas e as Siglas. Ver mais 
na pág. 208. 
ABREVIATURA - Representação de uma palavra por meio de alguma 
ou algumas de suas sílabas ou letras: art. (artigo), pág. (página) ... 
Ver mais na pág. 208. 
ABSTRACT- ver Resumo. 
ACERVO - Com junto de obras ou bens que fazem parte de um 
patrimônio. Em informática é o conjunto de documentos de um 
arquivo. 
A CESSO DISCADO- É a forma mais comum de acesso à Internet. 
Precisa-se de um computador, um modem, uma linha telefônica e 
um provedor de serviços. Como o nome diz, o acesso à Internet é 
feito através da discagem via linha telefônica. 
ACÓRDÃO - Sentença que contém a resolução de recursos, em 
tribunais. 
ADENDOS- ver Apêndices. 
ADF- (Automatic Document Feeder) - Um acessório de scanner ou fax 
que alimenta automaticamente uma folha de cada vez. 
Normalmente, estes documentos já terão dados impressos. 
AGRADECIMENTOS - No Trabalho Científico, os agradecimentos 
devem ser dirigidos àqueles que realmente contribuíram de 
maneira relevante à elaboração do trabalho, restringindo-se ao 
mínimo necessário. 
ALGARISMOS ARÁBICOS - As numerações utilizadas no Trabalho 
Científico são, todas elas, efetuadas com algarismos arábicos: 
1 ,2,3,4,5 .. . jamais em algarismos romanos. Ver página 211 . 
16 1 Muitas dessas definições foram retiradas de normas da própri a ABNT; outras, de bibliografia especializada. 
Incluímos palavras e definições que não foram util izadas no livro, mas que julgamos importan tes para quem 
vai realizar um Trabalho Científico. 
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Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 160 Furasté 
ALGARISMOS ROMANOS - Não são utilizados em Trabalhos 
Científicos. A propósito, quando for utilizado, em outra ocasião, 
saiba-se que as letras que representam os algarismos romanos 
são sempre escritas em caracteres maiúsculos: I, V, X, L, C, D, 
M ... (Jamais: i, v, x, i, c, d, m ... ).Ver mais na página 211 . 
ALÍNEAS - Subdivisão de uma seção ordenada alfabeticamente por 
letras minúsculas seguidas de parênteses e que serve para 
enumerar os diversos enfoques em que foi dividida a seção. 
A MOSTRA - É uma parcela significativa do universo a ser explorado 
numa pesquisa ou numa coleta de dados. 
ANAIS - Publicação referente a palestras, atos e estudos de congressos 
científicos , literários ou de arte. 
ANÁLISE - Trabalho desenvolvido para avaliação dos dados recolhidos 
numa pesquisa e que servirá de base para o relatório de pesquisa. 
ANEXOS - Suportes elucidativos e indispensáveis à compreensão do 
texto, não elaborados pelo autor. Servem para fundamentação, 
comprovação e ilustração. Se houver mais de um anexo, . sua 
identificacão deve ser feita por letras maiúsculas e consecutivas. 
São con~tituídos de documentos que complementam a intenção 
comunicativa do trabalho. 
ANTEPROJETO -Ver Pré-projeto. 
ANVERSO - Rosto ou face principal da folha de papel. O lado oposto é 
o reverso ou verso da folha. Popularmente se usa "frente e verso" 
em vez de "anverso e reverso".APÊNDICES - Documentos elaborados pelo próprio autor que podem 
ser acrescentados no final trabalho com a finalidade de abonar ou 
documentar dados ou fatos citados no decorrer de seu 
desenvolvimento. São documentos que completam seu raciocínio 
sem , contudo, prejudicar a explanação feita no corpo do trabalho. 
APÓSTROFO - é comumente chamado de aspas simples (' ). É utilizado 
dentro de uma ci tação para chamar atenção de algum elemento, 
ou numa citação de citação, ocasião em que as aspas da primeira 
transformam-se em apóstrofos. Não confundir com éJpós trofe -
uma figura de linguagem em que se faz a invocação do leitor ou de 
outra pessoa durante o desenrolar de um texto. 
• - . ;!t!_.-
'Jt+ -
., Furasté 16 1 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 
ARTIGO CIENTÍFICO - Ver cap . 1 Definições, pág. 15. 
ARTIGO DE REVISÃO - Parte de uma publicação que resume, analisa 
e discute informações já publicadas. 
ARTIGO ORIGINAL - Parte de uma publicação que apresenta temas ou 
abordagens originais. 
ATRIBUTO - Faculdade ou qualidade que representa aquilo que é 
próprio de um ser. 
AUTOR - Pessoa física rE;!sponsável pela criação do conteúdo intelectual 
ou artístico de um documento. 
AUTOR ENTIDADE - Instituição, organização, empresa, comitê, 
comissão, entre outros, responsável por publicação em que não se 
distingue autoria pessoal. 
BANDA LARGA -Ver Cable Modem. 
BASE DE DADOS - É uma coleção de dados organizados de tal 
maneira que o acesso a eles, bem como a sua atualização, podem 
ser facilmente realizados. Também chamado de Database. 
BBS (Bulletin Board System) é um software, que permite a conexão, via 
telefqne, a um sistema através de um computador e interagir com 
ele, tal como hoje se faz com a Internet. 
BIBLIOGRAFIA - Enumeração completa da documentação para a 
pesquisa. Este título não é indicado pela ABNT para figurar em 
Trabalhos Científicos, dando preferência para Referências. 
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA - Obras complementares que o autor 
sugere sejam lidas para maiores esclarecimentos acerca do 
conteúdo do trabalho ou capítulo. Raramente é utilizada. 
BOLETIM - Artigo de jornal , resumindo as notícias do dia. Impresso de 
propaganda. 
BOOKMARK - também chamado entrada de hot/íst é um link salvo para 
um endereço da Web. 
BROWSER - O mesmo que Navegador. Também é chamado de Web 
Browser. 
Normas Técnicas para o Trabalho C ientífico 162 Furasté 
CABEÇALHO - palavra, frase , expressão ou iniciais, colocados no alto 
de um registro bibliográfico, para dar um ponto de acesso em 
catálogos, listas e outros suportes. 
CABLE MODEM - Conexão à Internet via cabo, eliminando o acesso 
discado. O computador fica o tempo todo conectado e a Internet, 
sempre disponível, sem que isso represente aumento de custo. 
Também é chamado de Banda Larga. 
CADERNO- Folha impressa, anverso e verso, que, depois de dobrada, 
resulta em 4, 8, 16, 32 ou 64 páginas. 
CAIXA ALTA- Letras escritas em caracteres maiúsculos. O mesmo que 
Versa/. Em algumas regiões é chamada de "Letra de fôrma ". 
CAPA - Proteção externa do Trabalho, de material flexível ou rígido. A 
primeira e a quarta capa são as faces externas da publ icação. A 
segunda e a terceira capa são as faces internas ou o verso _da 
primeira e quarta capa, respectivamente. Não deve ser confundida 
com a Folha de Rosto. Serve para apresentar apenas as 
informações básicas, indispensáveis do Trabalho. 
CAPÍTULO - o mesmo que Seção. 
CASE (Case Studies) -Abordagem qualitativa freqüentemente utilizada 
para coleta de dados na área de estudos organizacionais. peve-se 
preferir a forma aportuguesada: Estudo de Caso. A propos1to, ver 
nota de rodapé número 147. 
CIÊNCIA - É um conjunto organizado de conhecimentos relativos a uma 
determinada área do saber caracterizado por metodologia 
específica. Conhecimento prático utilizado para uma determinada 
finalidade. 
CITAÇÃO - Menção, no texto, de uma informação colhida em outra 
fonte. Pode ser direta (transcrição = reprodução literal do texto) e 
indireta (paráfrase = reprodução apenas das idéias do autor 
citado). Toda citação deve ter sua autoria identificada. 
CITAÇÃO DE CITAÇÃO- É a transcrição, direta ou indireta, de u~ te: to 
a que não se teve acesso ao original. Algum autor fez uma c1taçao 
de outro autor e nós estamos copiando essa mesma citação. 
Furaste 163 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
CLASSIFICAÇÃO DE SEGURANÇA - Grau de sigilo atribuído a um 
Relatório técnico-científico, de acordo com a natureza de seu 
conteúdo, a fim de limitar sua divulgação. 
COLEÇÃO - Conjunto limitado de itens, de um ou diversos autores 
reunidos sob um títu lo comum, podendo cada item ter título 
próprio. 
COLETA DE DADOS- É a fase da pesquisa em que se reúnem dados 
através de técnicas e métodos específicos. 
COLOFÃO - Indicação, no final do livro ou folheto, do nome do 
impressor, local e data da impressão e, eventualmente, outras 
características tipográficas da obra. 
COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA -Texto destinado a ser apresentado em 
curto espaço de tempo em congressos, seminários, simpósios, 
reuniões , academias, sociedades. Possui a estrutura de um Artigo 
Científico, porém sem apresentar divisões, isto é, trata-se de um 
texto único. Sua extensão não deve ultrapassar 15 páginas. A 
fina lidade é difundir resultados de pesquisa. 
COMPILADOR - Aquele que reúne documentos, leis ou outros escritos. 
CONCLUSÃO - É o epílogo, o remate, a parte final do trabalho e deve--
conter o fechamento geral das idéias relacionadas com os 
objetivos e hipóteses apresentadas no desenvolvimento do 
Trabalho. 
CONCLUSÕES - Sem propósito seu uso. Deve-se utilizar sempre o 
termo no singular, mesmo que sejam apresentadas várias 
conclusões, pois se trata da conclusão do Trabalho em si e não 
um mero enunciado das conclusões a que o autor chegou. 
CONHECIMENTO CIENTÍFICO É o conhecimento racional, 
sistemático, exato e verificável da realidade. Sua origem está nos 
procedimentos de verificação baseados na metodologia científica. 
CONHECIMENTO EMPÍRICO - Conhecimento obtido ao acaso, após 
inúmeras tentativas, ou seja , o conhecimento adquirido através de 
ações não planejadas. Chamam também de conhecimento vulgar; 
. 
·• 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 164 Furasté 
CONHECIMENTO FILOSÓFICO - É fruto do raciocínio e da reflexão 
humana. É o conhecimento especulativo sobre fenômenos 
gerando conceitos subjetivos. Busca dar sentido aos fenômeno~ · 
gerais do universo, ultrapassando os limites formais da ciência. 
CONHECIMENTO TEOLÓGICO - Conhecimento revelado pela fé divina 
ou crença religiosa. Não pode, por sua origem, ser confirmado ou 
negado. Depende da formação moral e das crenças de cada 
indivíduo. 
CONSIDERAÇÕES FINAIS - Termo absolutamente fora de propósito 
para a ABNT que não traz nenhum registro com essa expressão. 
CONTRACAPA - É o verso da capa . Não prevista pela ABNT para 
Trabalhos Científicos. 
COPYRIGHT - palavra inglesa, de uso internacional , indica propriedade 
literária ou di reito autoral , colocada no verso da folha de rosto de 
uma obra , acompanha o nome do beneficiário e o ano da primeira 
publicação. Seu símbolo é ©. 
CORPO DO TEXTO - É o desenvolvimento do tema pesquisado, 
dividido em seções e subseções. É uma das partes que compõem 
o trabalho, juntamente com a Introdução e a Conclusão. 
CRONOGRAMA - É o planejamento das atividades da pesquisa, 
descrito na Metodologia, dentro de um espaço pré-determinado de 
tempo. É apresentado normalmente em forma de um gráfico. 
CURRÍCULO - É o documento que fornece uma visão geral do 
interessado como indivíduo. 
CURRICULUM VITAE - O mesmo que Currículo. 
DATABASE- Ver Base de Dados. 
DEDICATÓRIA - Página opcional onde o autor presta homenagem a 
alguém, ou dedica seu trabalho . A forma de apresentaçãofica 
totalmente a critério do autor. 
DEDUÇÃO - Conclusão baseada em algumas proposições ou 
resultados de éxperiências. 
DESCRITORES - O mesmo que Palavras-chave. 
Furas tê 165 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
DESENVOLVIMENTO - Parte principal do texto de um trabalho que 
contém a exposição ordenada e pormenorizada do assunto. 
Divide-se em seções e subseções que variam em função da 
abordagem do tema e do método. 
DPI (Dots Per lnch - pontos por polegada) - Número de pontos por 
polegada (ou píxeis) de uma imagem. Também conhecido como 
resolução. Quanto maior for a resolução, melhor será a qualidade 
de impressão. 
DIREITO AUTORAL - Proteção legal que o autor ou responsável -
pessoa física ou jurídica - tem sobre a sua produção intelectual, 
científica, técnica, cultural ou artística; também chamado de 
copirraite (ou, em inglês: copyright). 
DISSERTAÇÃO - Ver cap. 1 Definições, pág . 15. 
DÍSTICO - O mesmo que Epígrafe. 
DOCUMENTO - Qualquer suporte que contenha informação registrada, 
formando uma unidade, que possa servir para consulta, estudo ou 
prova. Inclui impressos, livros, revistas, manuais, catálogos, 
manuscritos, registros audiovisuais e sonoros, imagens, textos da 
Internet, entre outros. 
DOCUMENTO ELETRÔNICO - Documento resgatado de um · suporte~--­
eletrônico que pode ser: On fine : sites da Web, sites de FTP, sites 
de Telnet, sites de Gopher, Correio Eletrônico, Listserv, 
Newsgroups; Outras fontes : CD-ROM, disquetes, fita magnética, 
bases de dados cambiáveis. 
DOMÍNIO - Identificação dos conjuntos dos meios eletrônicos vinculados 
à Internet. No domínio, identificam-se a Instituição responsável , o 
nome do meio utilizado, a categoria da instituição e o país de 
origem. 
DRAFT - o mesmo que Rascunho. 
E-BOOK -Livro digital (livro eletrônico) em formato digita l que pode ser 
lido em equipamentos eletrônicos como computadores, PDAs, 
Leitor de livros digitais ou , até mesmo, celulares que suportem 
esse recurso. Os formatos mais comuns de Ebooks são pdf, .doe, 
.odt, .txt, .lit e .opf. · · 
i. 
Nonnas Técnicas para o Trabalho Cieniífico 166 Furasté 
EDIÇÃO- Todos os exemplares de uma obra, produzidos a partir de um 
original ou matriz. Pertencem à mesma edição de uma obra todas 
as suas impressões, reimpressões, tiragens etc., produzidas 
diretamente ou por outros métodos, sem modificações, 
independentemente do período decorrido desde a primeira 
publicação. 
EDITOR- Responsável pela direção da publicação. 
EDITORA- Casa publicadora, pessoa(s) ou instituição responsável pela 
produção editorial. 
EDITORIAL- Texto onde o autor ou redator apresenta o conteúdo do 
documento, alterações nos objetivos e na forma da publicação, 
mudanças no corpo editorial e outras que se tornarem 
necessárias. 
ELEMENTOS DE REFERÊNCIA - São os elementos necessários para a 
composição da identificação das obras consultadas. Podem ser 
essenciais ou complementares. 
ELEMENTOS ESSENCIAIS - Elementos obrigatórios. São as 
informações indispensáveis para a identificação do documento 
utilizado. Devem ser retiradas do próprio documento. 
ELEMENTOS COMPLEMENTARES - Elementos opcionais. São as 
informações que permitem caracterizar melhgr . os documentos 
referenciados. Devem ser retiradas do próprio documento. 
ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS - São aqueles elementos que são 
colocados depois do corpo do texto, propriamente dito, do 
trabalho. São eles: Referências, Obras Consultadas, Apêndices, 
Anexos e Glossário. São chamados, também, de elementos pós-
liminares. 
ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS - São aqueles elementos que são 
colocados antes do corpo do texto, propriamente dito, do trabalho. 
São eles: Capa, Folha de Rosto, Errata, Folha de Aprovação, 
Epígrafe, Dedicatória, Agradecimentos, Resumos, Sumário e 
Listas. São chamados, também, de elementos preliminares. Esses 
elementos não devem ser paginados. 
ELEMENTOS TEXTUAIS - São aqueles elementos (partes) que 
compõem o corpo do trabalho propriamente dito. São eles: 
Introdução, Desenvolvimento e Conclusão. 
Furasté 167 Nonnas Técnicas para o Trabalho Científico 
ENCARTE- Folha ou caderno, em geral de papel ou fo rmato diferente, 
contendo ou não ilustrações, intercalado no miolo, sem ser incluído 
na numeração do documento. 
ENSAIO - Documento em que o autor desenvolve uma proposta pessoal 
sobre um determinado assunto. O autor, apesar de valer-se de 
conhecimentos universais, busca expressar seu modo particular de 
pensar, demonstrando independência quanto à abordagem do 
assunto. 
ENTIDADE - Instituição, sociedade, pessoa jurídica estabelecida para 
fins específicos. 
ENTRADA - elemento levado em consideração para determinar uma 
ordenação, tal como um nome, um cabeçalho, um título em obras 
técn ico-ci e nt ífi c as. 
ENTREVISTA - É um instrumento de pesquisa utilizado na fase de 
coleta de dados. 
EPÍGRAFE - Frase, pensamento ou, até mesmo, versos que são 
colocados no início de livros, trabalhos, capítulos, seções, etc. 
Pode ser de autoria própria ou não. Preferentemente devem estar 
relacionadas com o tema do Trabalho ou algo que nele se 
manifeste. Chamado também de Dístico. 
ERRATA - Indicação de erros porventura cometi dos e sua respectiva 
correção, com indicação de sua localização no texto. Apresenta-se 
quase sempre em papel avulso ou encartado, acrescido ao 
Trabalho depois de pronto. 
ESTRUTURA DO TRABALHO - Compreende os elementos pré-
textuais, textuais e pós-textuais de um trabalho. 
EXPERIMENTO - Situação provocada com o objetivo de observar a 
reação de determinado fenômeno . 
FALSA FOLHA DE ROSTO - Página opcional que pode ser colocada 
antes da Folha de Rosto contendo apenas o Título do Trabalho e o 
nome do Autor. Usual em livros e não em Trabalhos Científicos. 
FASCÍCULO- É uma unidade de uma publicação. Caderno ou grupo de 
cadernos de uma obra que se publica à medida que vai sendo 
Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 168 Furasté 
impressa; cada um dos números de uma publicação periódica que 
constitui volume bibliográfico. 
FICHA CATALOGRÁFICA - informações bibliográficas (catalogação na 
fonte) que deve aparecer no verso da folha de rosto de um 
trabalho científico. 
FICHAMENTO - armazenamento em fichas de dados e/ou informacões 
relevantes para a pesquisa. , 
FIGURA - Tipo específico de ilustração que compreende mapas 
desenhos, diagramas, organogramas, esquemas, fluxogramas: 
fotografias , gráficos, quadros... e serve para dar mais vida ao 
desenvolvimento do trabalho. 
FOLHA DE APROVAÇÃO- Folha que contém os elementos essenciais 
referentes à aprovação do Trabalho pelo Orientador e/ou pela 
Banca Examinadora. Não possui uma forma fixa ou 
preestabelecida. 
FOLHA DE ROSTO - Página inicial do Trabalho e que serve como fonte 
principal de sua identificação. Traz todos os elementos 
necessários para a identificação. É mais completa que a Capa. 
FONTE - Conjunto de caracteres que têm o mesmo tipo e 
características, como dimensão, espaço e itálico. 
FORMA TO A4 - Indica o tamanho oficial, atual, da folha de papel a ser 
utilizada para datilografia de Trabalhos Científicos. Suas 
dimensões são 21 em de largura por 29,7cm de altura. (A ABNT 
registra em milímetros: 21 Omm x 297mm). 
FORMULÁRIO DE IDENTIFICAÇÃO - Folha que apresenta dados 
específicos de identificação de um documento. 
FRAMES - Recurso do HTML que possibilita a apresentação simultânea 
de mais de uma página da Web. 
FTP - (File Transfer Protocol) - É o protocolo que permite a 
transferência de arquivos entre computadores. 
GLOSSÁRIO - É um vocabulário explicativo dos termos, conceitos , 
palavras ou expressões técnicas, antroponimias, zoonimias, 
·'il· 
Furasté 169 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
fitonimias , toponimias, frases utilizados no decorrer do trabalho e 
que podem dar margema interpretações errôneas ou que sejam 
desconhecidos do público alvo e não tenham sido explicitados no 
texto . 
GRÁFICO - É a representação visual de dados quantitativos ordenados 
ou quantitativos, geralmente recolhidos durante o trabalho de 
pesquisa. 
GRAMATURA · Os papéis são identificados pela sua gramatura (ou 
gramagem) que é a medida da espessura e densidade de um 
papel, expressa em gramas por metro quadrado (g/m 2). Sua 
especificação foi padronizada pela norma ISO 536. Quanto maior 
for a gramatura, mais "grosso" será o papel. Muitas vezes a 
gramatura é confundida com a espessura , que é a distância entre 
as duas faces. Em papéis do mesmo tipo, quanto maior a 
gramatura, maior a espessura, mas papéis diferentes podem ter a 
mesma gramatura e apresentar espessuras diferentes. 
GRIFO - A mesma coisa que Itálico. 
HIPERLINK ou simplesmente link, são as palavras destacadas ou as 
figuras de um hipertexto que produzem um salto para outra página 
da Web ou para outra parte da página exibida. 
HIPERTEXTO - É um documento eletrônico, como uma página da World 
Wide Web (www). 
HOME PAGE - Página de abertura de um serviço na Internet. É a 
página inicial de um site. A partir da Home page pode-se acessar 
as demais páginas do site. 
HOTLIST - o mesmo que Bookmark. 
HTML - (Hyper Text Markup Language) - Linguagem utilizada para criar 
hipertextos na Web. 
HTTP - (Hyper Text Transfer Protocol) - Protocolo utilizado na World 
Wide Web (www) que torna possível a movimentação de arquivos. 
ILUSTRAÇÕES- São tabelas e figuras que têm por objetivo fornecer 
uma visualização mais detalhada do que está sendo exposto no 
trabalho. Devem ser relevantes e não duplicar informações já 
contidas no texto. 
l:' ,, 
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i . 
Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 170 Furasté 
IMPRENTA- Nas referências bibliográficas, corresponde à indicação do 
local, editor e data da publicação referenciada. 
INCISO - Incisos são as divisões existentes no interior das alíneas. o 
mesmo que subalínea. 
INDICATIVO - Número ou grupo numérico anteposto a cada seção ou 
subseção que permite sua localização imediata. Separa-se do 
respectivo título por apenas um espaço. 
ÍNDICE- Enumeração detalhada de palavras ou frases, de assuntos, de 
nomes de pessoas, de nomes de locais, de acontecimentos 
ordenados segundo algum critério, que localiza e remete para as 
informações contidas n_o texto, com a indicação da(s) página(s) no 
texto onde aparecem. E diferente de Sumário. 
INDUÇÃO - "Processo mental por intermédio do qual, partindo de dados 
particulares, suficientemente constatados, infere-se uma verdade 
geral ou universal, não contida nas partes examinadas" (Lakatos; 
Marconi, 1991, p.4 7). 
INFORME CIENTÍFICO - É um texto sintético em que constam 
resultados parciais obtidos numa pesquisa, as circunstâncias em 
que se desenvolve essa pesquis~, dificuldades, sistema utilizado, 
procedimentos, tipo da pesquisa. E redigido em forma de Artigo. 
INSTRUMENTO DE PESQUISA - Material utilizado pelo pesquisador 
para colher dados para a pesquisa. 
INTERNET - Rede mundial de computadores que compõem uma 
poderosa ferramenta de comunicação. Dentre seus serviços mais 
conhecidos encontramos o correio eletrônico, às grupos de 
notícias e as publicações dos mais diversos assuntos, que vão 
desde religião e direitos humanos a sexo e esoterismo. 
ISBN - (lnternational Standard Book Number) - Número que os editores 
atribuem aos livros por eles publicados de modo que cada número 
corresponda a um e apenas um livro. 
ISDN - (lntegrated Service Digital Network) - Acesso à Internet via 
linhas digitais em que os dados trafegam em uma velocidade 
maior. Esse sistema permite o acesso à Internet e, 
simultaneamente, o uso da linha telefônica. 
Furasté 171 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
INTRODUÇÃO - Parte inicial do texto onde devem constar a delimitação 
do assunto tratado e os objetivos da pesquisa e outros elementos 
necessários para situar o tema do trabalho. 
ISSN - (lnternational Standard Serial Numbering em português: 
Numeração Internacional para Publicações Seriadas) - sigla 
adotada internacionalmente para indicar o número padronizado de 
uma publicação seriada (periódicos, jornais, anuários, revistas 
técnicas). O ISSN deve ser impresso em cada fascículo de uma 
publicação seriada, em posição destacada, na última capa , na 
ficha catalográfica e logo acima da legenda bibliográfica da folha 
de rosto. 
ITÁLICO - Diz-se do tipo um pouco inclinado para a direita e que imita a 
letra manuscrita; O mesmo que Grifo. 
KEYWORDS - Ver Palavras-chave. 
LANDSCAPE (orientação horizontal) - Nos termos de impressão, 
landscape é usado quando se descreve a orientação do papel. 
Neste caso a largura do papel é maior que a altura. 
LA TO SENSU - Em sentido lato, em sentido amplo. Nome dado aos 
cursos de Pós-Graduação em nível de Especialização. Opõe-se a 
Stricto Sensu. Ver Stricto Sensu. 
LEGENDA -Texto explicativo redigido de forma clara, concisa e sem 
ambiguidade, para descrever uma ilustração ou tabela. 
LEGENDA BIBLIOGRÁFICA - Conjunto de elementos destinados à 
identificação de um fascículo e/ou volume da publicação e dos 
artigos nela contidos. 
LÉXICO - Vocabulário especializado e geralmente sucinto de uma 
ciência, técnica ou domínio específico. Também pode significar o 
vocabulário pertencente a um determinado idioma. 
LINK - o mesmo que Hiperlink. 
LISTA - Enumeração de elementos selecionados do texto tais, como 
datas, ilustrações, exemplos, tabelas ... na ordem em que 
aparecem no corpo do trabalho. 
LIVRO - Publicação não periódica que contém acima de 49 páginas, 
excluídas as capas, e que é objeto de Número Internacional 
Normalizado para Livro (ISBN). 
F-
~: 
Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 172 Furasté 
LOMBADA - Parte externa da capa do Trabalho que reúne as margens 
internas das folhas, sejam elas costuradas, grampeadas, coladas 
ou mantidas juntas de outra maneira. É o dorso da publicação. 
MANCHA -Área de grafismo de um leiaute (layout) ou página; também 
chamada de mancha-gráfica. 
MA TERIA L DE CONSUMO - Material que têm duração limitada. São 
aqueles materiais que se deterioram como lápis, papel, giz, filmes 
fotográficos, fitas de vídeo, gasolina, material de limpeza (sabão, 
detergentes, vassouras, etc). 
MATERIAL PERMANENTE - Material que têm duração contínua. São 
aqueles materiais que se deterioram com mais dificuldade como 
automóveis, materiais audiovisuais (projetores, retroprojetores, 
máquinas fotográficas, filmadoras, etc.), mesas, cadeiras, 
armários, geladeiras, computadores etc. 
MÉTODO - Ordenação de um conjunto de etapas a serem cumpridas no 
estudo de uma ciência, na busca de uma verdade ou para se 
chegar a um determinado conhecimento. 
MÉTODO CIENTÍFICO - É o processo através do qual se trabalha para 
construir uma representação exata, confiável , consistente e não-
arbitrária do mundo. O Método Científico procura descartar 
influências de preconceitos e tendências ao testar uma hipótese ou 
teoria. Fundamenta-se na observação objetiva de um fato, na 
formulação de um problema, na proposta de hipóteses que 
possibilitem alternativas, realização de uma expenencia 
controlada, para testar a validade da hipótese, na criação de 
experimentos passíveis de repetição, que podem dar certo ou não, 
e na análise e revisão constantes de suas atividades. 
MODEM- Aparelho utilizado na Informática que traduz os sinais digitais 
da linguagem dos computadores para a linguagem, em geral 
analógica, da linha telefônica e vice-versa. 
MONOGRAFIA- Ver cap. 1 Def inições, pág. 15. 
NAVEGADOR - O programa utilizado para pedir a um servidor da rede 
mundial de computadores, uma página da Internet. Também é 
chamado de Browser. 
Furasté 173 Normas Técnicas para o TrabalhoCientifi co 
NORMAS OFICIAIS BRASILEIRAS - São consideradas, no Brasil , 
of iciais apenas as normas estabelecidas pela Associação 
Brasileira de Normas Técnicas - ABNT. Não se pode confundir as 
Normas oficiais brasileiras com normas estrangeiras que podem 
ser encontradas em diversas publicações. 
NOTAS DE REFERÊNCIA - Notas que indicam fontes consultadas ou 
remetem a outras partes da obra onde se tenha abordado o 
assunto. 
NOTAS DE RODAPÉ - São indicações, observações ou aditamentos ao 
texto feitos pelo autor, editor ou tradutor. São feitas no pé da 
página. Podem ser Notas de Referência ou Notas Explicativas . As 
Notas Expl icativas podem ter várias finalidades, podendo ser, 
inclusive, chamadas de outras maneiras, como Notas de 
Referência, Notas de Tradução. 
NOTAS DE TRADUÇÃO - São Notas utilizadas para apresentar a 
versão original de alguma passagem utilizada no texto do Trabalho 
e que foi retirada de um livro de outro idioma. Prefere-se colocar 
no corpo do Trabalho já a versão para o Português para não 
bloquear a leitura. A tradução, então, fica no Rodapé. Não deixa 
de ser uma Nota Explicativa. Ver Notas Explicativas. 
NOTAS EXPLICATIVAS - São Notas usadas para comentários ou 
esclarecimentos que não foram incluídos no texto. 
NOTAS REMISSIVAS - É uma Nota Explicativa que apenas remete o 
leitor para outra parte do Trabalho. 
OBRAS CONSULTADAS - É o conjunto total de obras que foram 
utilizadas na realização do trabalho. No corpo do Trabalho é feita a 
identificação das obras que foram mencionadas. Porém é certo 
que outras obras podem ter sido utilizadas para a realização das 
pesquisas e a feitura total do Trabalho. Essas obras que foram 
usadas e não citadas no decorrer do Trabalho, devem ser 
identificadas nas Obras Consultadas. 
OBRAS DE REFERÊNCIA - obra de uso auxil iar que permite obter 
informações sobre o assunto de interesse, tais como: dicionários, 
enciclopédias, índices etc. 
Normas Técnicas para o Traballw Científico 174 Furasté 
PÁGINA - Cada uma das faces de uma folha (anverso e verso). 
PÁ GINA NA INTERNET - O mesmo que Home Page. 
PÁGINAS CAPITULARES - Páginas de abertura das unidades maiores 
do texto, como partes , seções e capítulos, com apresentação 
gráfica uniforme ao longo do texto. 
PALAVRAS-CHAVE - Palavras representativas do conteúdo do 
documento, escolhidas em vocabulário controlado. Também pode 
ser chamado de Descritores . Equivale a Keywords no Abstract. 
PAPER - O mesmo que Comunicação Científica. 
PARÁFRASE - Citação livre de um texto. Transcrevemos apenas as 
idéias de um autor com nossas próprias palavras. 
PARTE - Cada um dos elementos textuais: Introdução, Desenvolvi-
mento e Conclusão. 
PDF (Portable Document Format) - É um formato de fichário eletrônico 
desenvolvido pela Adobe. Os fichários PDF contêm a mesma 
formatação que os documentos originais e podem ser vistos pelo 
Adobe Acrobat Reader sem necessidade da aplicação original. 
PESQUISA - Conjunto de atividades que têm por finalidade a 
descoberta de conhecimentos novos no domínio científico, 
artístico, literário, etc. É uma ação metódica para se buscar uma 
resposta . 
PERIODICIDADE - Intervalo de tempo entre a publicação sucessiva dos 
fpscículos de um mesmo título de publicação. 
PERIÓDICO - publicação editada em fascículos ou partes, a intervalos 
regulares ou não, por tempo indeterminado, na qual colaboram 
diversas pessoas, sob uma direção constituída. Pode tratar de 
vários assuntos em uma ou mais áreas do conhecimento . 
PITCH - Termo utilizado para designar o tamanho da fonte (letra) de um 
computador, impressora ou máquina eletrônica de datilografia. Na 
digitação do Trabalho Científico usa-se o pitch 12 no corpo do 
texto e o pitch 1 O nas notas de rodãf'lé e citações longas, por 
exemplo. 
Furasté 175 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
PORTAL - Página de abertura de um serviço. Essa página dispõe de um 
grande número de /inks para outras páginas do mesmo e de outros 
sites. Geralmente um Portal oferece acesso a sistemas de busca 
salas de bate-papo, apontadores para páginas de previsão d~ 
tempo ou de notícias. O portal não deixa de ser uma Home Page , 
só que ela remete a muitos lugares. 
PORTRAIT ou PAISAGEM (orientação vertical) - Nos termos de 
impressão, portrait é usado para descrever a orientação do papel. 
Neste caso, a altura da página é maior que a largura. 
PÓS-ESCRITO - O mesmo que Posfácio. 
POSFÁCIO - Acréscimo, esclarecimento ou justificação que se faz aos 
leitores numa edição posterior. 
POST SCRIPTUM - O mesmo que Posfácio. 
PREMISSAS - São proposições que vão servir de base para se chegar 
a uma conclusão. 
PRÉ-PROJETO - É um projeto que se quer anterior ao projeto 
propriamente dito. Normalmente é pedido para o candidato a uma 
vaga em Curso de Pós-Graduação a fim de se analisar a linha de 
pesquisa pretendida. 
PREFÁCIO - Apresentação, esclarecimento ou justificação que se faz 
aos leitores contendo a natureza extrínseca do trabalho. São 
feitos agradecimentos a pessoas e empresas que, porventura, 
tenham auxiliado na efetivação do trabalho científico. Via de regra , 
é elaborado por outra pessoa que não o autor e seu uso fica 
restrito a documentos a serem publicados. Utiliza-se apenas em 
livros. Num Trabalho Científico não se usa Prefácio. 
PROTOCOLO - É um conjunto de regras estabelecidas para reger a 
transferência de dados entre arquivos na Internet. 
PROJETO - Documento escrito com a finalidade de expl icitar o 
planejamento de uma pesquisa científica. O que torna diferente um 
projeto de um anteproj eto é a possibilidade de urna intervenção 
na revisão da literatura e demais dados. No anteprojeto , o 
pesquisador realiza suas primeiras tentativas de sistematização da 
pesquisa, é a fase inicial. Não há, ainda, uma definição 
aprofundada do tema, da metodologia adequada de 
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Normas Técnicas para o Trabalho Científico 176 Furasté 
implementação, análise e interpretação de resultados . Uma vez 
realizada essa primeira fase, faz-se uma reavaliação do processo 
à luz dos dados obtidos. A partir daí, constrói-se o projeto 
propriamente dito. 
PROVEDOR - Provedor de Servicos. É também conhecido pela sigla 
ISP. O provedor de serviço's o responsável pela tradução dos 
endereços da Web e pelo encaminhamento do serviço pedido ao 
servidor solicitado. 
PSEUDÔNIMO - Nome suposto de um autor; apelido que o próprio autor 
se dá para assinar uma obra. (Do latim pseudo= falso) . 
PUBLICAÇÃO PERIÓDICA - Publicação editada em unidades físicas 
sucessivas, com designações numéricas e/ou cronológicas e 
destinada a ser continuada indefinidamente. 
QUADRO - Os quadros são considerados pela ABNT como um tipo de 
Figura. Diferem-se das Tabelas, principalmente por serem 
fechados e não possuírem uma estrutura específica. 
RÁDIO - Sistema de acesso à Internet de alta velocidade. Os usuários 
são ligados a um rádio central em sua área que fica ligado 24 
horas por dia diretamente a uma central de distribuição. Não utiliza 
cabo nem linha telefônica. 
RASCUNHO - esboço, minuta preliminar em que são feitas as 
correções e adaptações necessárias até que o texto fique em sua 
forma definitiva. 
RECENSÃO- Ver Resumo Crítico. 
REEDIÇÃO - Edição diferente da anterior, seja por modificações feitas 
no conteúdo , na forma de apresentação do livro ou folheto (edição 
revista, ampliada, atualizada etc) ou seja por mudança de editor. 
Cada reedição recebe um número de ordem: 28 edição; 3a edição, 
etc. 
REENTRADA -A reentrada é o espaço a mais (4cm) que se deixa na 
margem esquerda em citações longas. Também é chamada de 
reentrada, ou simplesmente de entrada, a distância de 
aproximadamente 1 ,5cm que inicia um novo parágrafo. 
Furasté 177 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
REFERÊNCIAS - Conjuntopadronizado de elementos descritivos, 
retirados de um documento, que permite sua identificação 
individual. É um elemento obrigatório no Trabalho Científico para 
que se faça a identificação das obras utilizadas na sua realização . 
Deve seguir rigorosamente o disposto na NBR 6023. Quando se 
fizer Referência em Nota de Rodapé, no final do Trabalho haverá 
Obras Consultadas. Ver Obras Consultadas. 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS - O mesmo que Referências. 
REIMPRESSÃO - Nova impressão de um livro ou folheto, sem 
modificações no conteúdo ou na forma de apresentação, exceto as 
correções de composição ou impressão. 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO- Documento que contém relato completo e 
objetivo do cumprimento de estágio exigido regimentalmente por 
algumas instituições, contendo experiências vividas, programas 
desenvolvidos, objetivos propostos e alcançados e observações 
técnicas realizadas além de outras informações exigidas. 
RELATÓRIO DE PESQUISA - Documento que relata os dados obtidos 
em investigação de pesquisa, objetivando formalizar uma 
determinada ação como resultado. O mesmo que Relatório 
Técnico-científico. 
RELA TÓRIO TÉCNICO E I OU CIENTÍFICO - Ver c_ap. 1 Defin ições, 
pág . 15. 
REPERTÓRIO instrumento de pesquisa no qual são descritos, 
pormenorizadamente, documentos previamente selecionados, 
pertencentes a uma ou mais fontes, podendo ser elaborado 
segundo um critério temático, cronológico, onomástico ou 
geográfico. 
RESENHA 162 - Ver Resumo Crítico. 
RESOLUÇÃO - A resolução está relacionada com o número de 
elementos fundamentais de imagem que um dispositivo de 
impressão pode reproduzir. A resolução é medida em pontos por 
polegada (Dots Per lnch - DPI). 
RESUMO - Apresentação concisa dos pontos relevantes de um texto. É 
162 Constitui wna redundância fa lar-se em "resenha crítica" uma vez que toda resenha já é crítica. 
, . 
. ;~· . 
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 178 Furasté 
uma condensação fiel das idéias. Deve ser bastante sintético e 
incluir as idéias principais do trabalho, permitindo que se tenha 
uma visão sucinta do todo, principalmente das questões de maior 
importância e das conclusões a que se tenha chegado. Deve ser 
feito na língua vernácula (português) e numa outra de larga 
difusão, dependendo de seus objetivos e alcance. Recebe com9 
título : RESUMO - no português; ABSTRACT - no inglês; RESUME 
- no francês; INHAL T - no alemão; RESUMEN - no espanhol. 
RESUMO CRÍTICO - É um resumo redigido por um especialista 
contendo uma análise interpretativa completa de um documento. 
Pode ser descritivo ou crítico. É também chamado de recensão ou 
de resenha (Ver Anexo B, página 231 ). 
RESUMO INDICATIVO - Apresenta apenas os pontos principais do 
texto ou do trabalho, não trazendo dados qualitativos, quantitativos 
ou de qualquer outra espécie. É o modo mais indicado para 
prospectos, catálogos, etc. 
RESUMO INFORMATIVO - Apresenta informações suficientes para que 
o leitor possa se decidir sobre a conveniência da leitura do texto 
inteiro. Expõe finalidades, metodologia, resultados e conclusões. 
RESUMO INDICATIVO I INFORMATIVO - É a combinação que se pode 
fazer do Resumo Indicativo com o Resumo Informativo. 
REVISÃO DE LITERATURA - Levantamento realizado junto às 
bibliotecas ou serviços de informações existentes para localização 
e obtenção de documentos a fim de avaliar a disponibilidade de 
material que subsidiará o tema do trabalho de pesquisa. 
REVERSO - Lado oposto ao rosto ou face principal da folha de papel 
que também é chamado de Anverso. Popularmente se usa "frente 
e verso" em vez de "anverso e reverso". 
SEÇÃO 163 - Parte em que se divide o texto de um documento, 
numerada ou não, que contém as matérias consideradas afins na 
exposição ordenada do assunto. 
SEÇÕES PRIMÁRIAS - São as principais divisões do texto .d.e. um 
documento, denominadas de 'capítulos'. Podem ser subdrvrdrdas 
em outras partes. São o que chamamos de capítulos. 
163 A ABNT considera, nessa acepção, como sinônimos de seção: capítulo e tópico. 
Furasté 179 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
SEÇÕES SECUNDÁRIAS a As diversas divisões de uma seção primária 
(capítulo). Podem ser subdivididas em outras partes e assim 
sucessivamente, originando seções terciárias, quaternárias, etc. 
SEPARATA - Publicação de parte de um trabalho, com as mesmas 
características, estrutura e formatação do original. Recebe uma 
capa onde consta a expressão "Separata de" em evidência e o 
título do original. São utilizadas para distribuição pelo próprio autor 
da parte ou pelo editor. 
SERVIDOR- Servidor Web é a "máquina", o elemento físico, onde ficam 
armazenadas as páginas da Web e o responsável pelo envio das 
páginas solicitadas pelo usuário. 
S/C - O termo sic é uma palavra latina que quer dizer "assim mesmo" e 
é usado entre parênteses depois de uma expressão que contenha 
um erro gramatical ou um dito absurdo que o redator quer deixar 
claro que não é dele, mas da pessoa que falou ou escreveu aquilo. 
Ao colocar este termo no corpo do texto, mostramos ao leitor que é 
assim mesmo que estava no original, por mais errado ou estranho 
que pareça. 
SIGLA - Reunião das letras iniciais dos vocábulos fundamentais de uma 
denominação ou título (BANRISUL, UNESCO, AIDS, CPF, OAB). 
Ver pág. 208. 
SÍMBOLOS - São sinais que substituem o nome de uma coisa ou de 
uma ação: g - grama, H - hidrogênio, m - metro, § - parágrafo. 
Ver pág. 214. 
SINOPSE - o mesmo que Resumo. 
SISTEMA DE CHAMADA - Maneira pela qual são indicadas as 
citações ou referências. Pode ser sistema numérico ou sistema 
autor-data. 
SITE - É um conjunto de páginas na Wor/d Wide Web (Internet) 
hospedadas em um ou mais computadores. Todas as páginas do 
site estão sob a responsabilidade de uma pessoa, entidade, 
instituição ou empresa. Site é inglês; em português, é Sítio. 
SÍTIO - Ver Site. 
SOFTWARE - Conjunto de todos os recursos humanos, lógicos e de 
programação, instalação e de organização, com os quais se 
explora uma máquina, equipamento ou sistema em informática. 
Nonnas Técnicas para o Traball10 Cientifico 180 Furasté 
STRICTO SENSU - Em sentido restrito. Nome dado aos cursos de Pós-
Graduação em nível de Mestrado ou Doutorado. Opõe-se a Lato 
Sensu. Ver Lato Sensu. 
SUBALÍNEAS - Subdivisão de uma alínea, identificada por um hífen 
seguido de letra minúscula e que serve para enumerar os diversos 
assuntos em que foi dividida a alínea. Também chamadas incisos. 
SUBSEÇÃO - Parte em que se divide uma seção. A ABNT chama as 
subseções de seções secundárias, seções terciárias, etc. 
SUBTÍTULO - Informações apresentadas em seguida ao título, visando 
a esclarecê-lo ou complementá-lo, de acordo com o conteúdo do 
documento. 
SUMÁRIO - Enumeração das principais divisões, seções e capítulos, na 
mesma ordem em que a matéria é apresentada no corpo do 
trabalho. São indicadas no Sumário todas as divisões (das 
primárias até as quinarias. 
SUM/It1ARY - Sinônimo de Abstract. Ver Resumo. 
SÚMULA - Breve resumo sobre um assunto ou ponto de doutrina. 
SUPLEMENTO - Documento que se adiciona a outro para ampliá-lo ou 
aperfeiçoá-lo, sendo sua relação com aquele apenas editorial e 
não física, podendo ser editado com periodicidade e/ou numeração 
própria. 
TABELAS - São um tipo específico de Ilustração. Segundo o IBGE, é 
uma "Forma não discursiva de apresentar informações das quais o 
dado numérico se destaca como informação central. " São 
numeradas consecutivamente e colocadas o mais próximo 
possível de sua indicação no texto. Constituem-se numa unidade 
autônoma, possu indo uma estrutura prévia. Não devem ser 
fechadas lateralmente. 
TELNET - É um protocolo que permite a um computador, no caso, 
cliente, conectar-se a outro, que será o servidor, e passe a atuar 
como se fosse um terminal remoto desse servidor.TESE- Ver cap. 1 Definições, pág. 15. 
TIRA GEM- Total de exemplares impressos de uma obra ou de cada 
fascículo de uma publicação. 
Furasté 18 1 Nonnas Técnicas para o Trabalho Científico 
TÍTULO - Palavra, expressão ou frase que designa o assunto ou 
conteúdo de um texto ou de um documento. 
TOMO - Volume de obra impressa; cada uma das partes que compõem 
uma coleção. (Nem sempre um tomo corresponde a um volume). 
TRABALHO ACADÊMICO - Ver cap. 1 Definições, pág. 15. 
TRABALHO CIENTÍFICO- Nome dado aos trabalhos que devem seguir 
as Normas Técnicas. 
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC) - Ver cap. 1 
Definições, pág.15. 
TRABALHO ESCOLAR - Ver cap. 1 Definições, pág. 15. 
URL- (Uniform Resource Locator)- Localizador Uniforme de Recursos . 
É o endereço que permite a localização de um arquivo ou grupo de 
arquivos na Internet. Um URL é composto de três partes: 
VERSAL - Letras escritas com caracteres maiúsculos. O mesmo que 
Caixa Alta. Ver Caixa Alta. 
VOLUME - conjunto dos fascículos ou números de uma publicação. 
WEB - Web ou Website é o conjunto de páginas onde são publicados os 
conteúdos a serem divulgados: músicas, notícias, jogos, vídeos, 
publicações ... 
WEB BROWSER - O mesmo que Navegador. 
WWW - World Wide Web - É um subconjunto da Internet que se 
constitui de todos os recursos que utilizam o protocolo http:!! 
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Furasté 182 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
33 PRONTO SOCORRO GRAMATICAL 164 
LI N~O~V=A~A~C~E~N~T~U=A~Ç~Ã=O~~G~RA~·=F~I~C_A_1_65 ____________________ :J 
~~~a7r~eEgcr=a----~----~~------~--------~~~--~----------------~ 
Coloca-se acento em todas as palavras proparoxítonas: 
médico, árabe, lâmpada, público, pântano, pagar/amos, fôlego, árabe ... 
Em vogais e e o tônicas fica opcional o uso de acento agudo ou circunflexo 
quando em final de sílaba, seguidas de m ou n: 
acadêmico/ acadêmico, quilômetro/ quilómetro, 
gênio/ génio, polêmico/ polêmico, 
tônico/ tónico, jenÔJJteno / Jenómeno, 
cômodo/ cómodo, 
higiênico/ higiénico, 
gênero / gênero ... 
l2a regra ] 
Coloca-se acento nas palavras paroxítonas terminadas em: L, N, R, X, 
ditongo crescente (oral ou nasal), I(s), U(s), UM, UNS, ON, ONS, PS, Ã(s). 
túne~ hífon, ifper, tórax, órgão, série, táxi,jivtjitstt, bôntts, álbuns, próton, 
elétrons, bíceps, óifà ... 
Prefixos que tenham as terminações acima, não devem ser acentuados: 
super, semz~ inte1~ arqui, hiper, anti. .. 
Em vogais e e o tônicas fica opcional o uso de acento agudo ou circunflexo 
quando em final de sílaba, seguidas de m ou n: 
bônus/ bómts, pônei/ pónei, Antônio/ António, sêmen/ sêmen ... 
l3a regra 
Coloca-se acento nas palavras oxítonas terminadas em O(s), E(s), A(s) e nas 
terminadas por EM, ENS, com mais de uma sílaba. 
jacaré, guaraná, três, propôs, você, annazém, parabéns, harém. 
Conforme o Acordo Ortográfico, fica facultativo o emprego de acento agudo 
ou circunflexo em palavras que possuam variações de pronúncia, como: 
bebê/ bebê, bidé/ bidê, canapé/ canapé, caratê/ caratê, cocô/ cocó, rapé/ rapé, 
cômico/ cÔJJtico, cômodo/ cômodo, oxigênio/ oxigênio, pônei/ pônei .. . 
l4a regra 
Coloca-se acento no I (s) e no U (s) quando forem tônicos e estiverem 
antecedidos de vogal diferente e fonnarem sílaba, sozinho ou com §_,_ e não 
forem seguidos de NH: 
baú, Gttaíba, traíste, balaústre, Luís, Luís a, reúne, saída, bainha, tainha ... 
164 A abordagem feita no Pronto Socorro Gramatical toma por base a Língua Portuguesa oficial, padrão, nível 
culto já que é essa a abordagem exigida na maioria dos concursos públicos e nos exames vestibulares. 
165 De conformidade com o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, aprovado em Lisboa, em 12 de outubro 
de 1990, em vigor desde I o de janeiro de 2009. 
Furasté 183 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 
Quando I(s) e U(s) estiverem antecedidos de ditongo, não devem ser 
acentuados, exceto se estiverem no final da palavra: 
baiuca, Bocaittva, S attipe, jeiHra, reitmo, cmtila, boúmo ... 
Piatt~ teití, teiús, sttC?mtití ... 
lsa regra 
Coloca-se acento nos ditongos abertos ÊI(s), ÉU(s), ÔI(s), de palavras 
oxítonas: 
herói, chapétt, rétt, vétt, anéis, lençóis, anéis, coronéis, cétt, anzóis 
Foram abolidos os acentos em saabas não finais como: 
ideia,jiboia, beroico, seqttoia1 paranoia,joia, assembleia, epopeico, aleia, apoia, 
celuloide, boi a, destroier, tipo ia, estoico, esferoide, ttreia, claraboia, hebreia ... 
16a regra 
Coloca-se acento nas formas verbais da terceira pessoa plural do presente do 
indicativo dos verbos TER e VIR 
(eles) têm (eles) vêm. 
Em verbos derivados de ter e vir, coloca-se acento agudo na terceira pessoa 
do singular, e acento circunflexo na terceira pessoa do plural, do presente do 
indicativo: ele detém/ eles detêm, ele abstém/ eles abstêm, ele contém/ eles contêm, 
ele provém/ eles provêm, ele convém/ eles convêm, ele advém/ eles advêm ... 
l7a regra 
TreiTia deve ser utilizado ap_E!f1as em nomes estrangeiros e em seus derivados: 
Miiller, miilleriano, Hiibner, hiibneriano, Biinchen, Wiirther, Miihlen. .. 
lsa regra 
Coloca-se acento diferencial apenas nas seguintes palavras: 
pôr (verbo) para diferenciar de por (preposição) 
pôde (verbo,pret.) para diferenciar de pode (verbo, pres.) 
São facultativos os acentos diferenciais em: 
a) fôrma (substantivo) para diferenciar de forma (substantivo ou verbo); 
b) dêmos (primeira pessoa singular do presente do subjuntivo) para diferenciar 
de demos (primeira pessoa plural do pretérito perfeito do indicativo); 
c) nas formas verbais da primeira pessoa plural do pretérito perfeito do 
indicativo para diferenciar da primeira pessoa plural do presente do 
indicativo de verbos terminados em -ar: 
louvámos, amámos, contámos, jogámos, smtdámos, brigámos ... 
!i f; Furasté 184 Normas Técnicas para o Trabalho Científico 
I REGRAS DE ACENTUAÇÃO GRÁFICA ANTIGAS 166 J 
1 a regra 
Coloca-se acento em todas as palavras proparoxítonas . 
mÚico, árabe, lâmpada, público, pántallo, ótimo, pagaríamos, fôlego 
Coloca-se acento nas palavras paroxítonas terminadas em: L, N, R, X, 
ditongo(oral ou nasal) , I(s), U(s) , Um, UNS, ON, ONS, PS, Ã. 
tJíne~ hífen, '{/Jm; tórax, órgão, série, táxi, jiu:Jítsu, bônus, médit1m, álbu11s, próton, elétrons, bíceps, órfã ... 
3a regra 
Coloca-se acento no I(s) e no U(s) quando formarem hiatos com a vogal 
anterior e que seja diferente dele e não forem seguidos de NH. 
ba!Í, Guaíba, traíste, balatístl~, Luís, Ldsa, jeziíra, baiúca, traíra, rainha, fitinha 
Coloca-se acento nas palavras oxítonas terminadas em O(s), E(s), A(s) e nas 
terminadas por EM , ENS com mais de uma silaba. 
jacaré, g11am11á, três, propôs, você, mmazém, parabéns, haréiJI 
sa regra 
Coloca-se acento nos ditongos abertos EI, EU, OI, tônicos natos . 
idéia, jibóia, herói, chapé11, réu, véu, heróico, paranóia, /mçóis, sequóia 
Coloca-se acento nas terminações -ÔO, -ÊEM. 
apetftiçôo, atraiçôo, entôo, rebôo, reJIJÔO, ressôo, e11sabôo, lêem, dêeJJJ, vêem, crêeJJJ, ante vêem, descrêem, prevêem 
7 a regra 
Quando o "U" for pronunciado nos grupos GUE; GUI, QUE, QUI, leva acento 
agudo se for tônico e trema se for átono. 
enxágiie, freqiiente, freqiiéncia, eqiiidade, argúi, arg!Íis, argúem, obliqtíe, averigúe, averíg!Íes, ave1igtíem, obliqtíes, 
obliqtíem, aparjgiÍe, apa'{jgúes 
sa regra 
Coloca-se acento nas formas verbais da terceira pessoa plural do presente do 
indicativo dos verbos TER e VIR 
(eles) IÉM (eles) VÊ!VI 
ga regra 
Coloca-se acento diferencial nas seguintes palavras: 
pára (verbo) para (preposição) 
pôr (verbo) por (preposição) 
pólo(s) (subst.) polo (contração de por+ o) 
póla(s) (subst.) pola (contração de por+ a) 
pôlo(s) (subst.) polo (contração de por+ o) 
166 Validade prorrogada até 31 de dezembro de 2015. Até essa data, os dois sistemas (o antigo e

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