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UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS FACULDADE DE ODONTOLOGIA DISCIPLINA DE FARMACOLOGIA RESUMO PROVA III ANDRESSA PINHO, MATHEUS FERNANDEZ, MARCELLA MARTINS E ROSIANE OLIVEIRA ANTIINFLAMATÓRIOS ESTEROIDAIS – GLICOCORTICÓIDES (GC) - São derivados de uma molécula de colesterol; - A função do colesterol é facilitar o movimento dos hormônios pelas membranas (lipossolúvel); - O cortisol é um GC endógeno liberado para corrente sanguínea através do eixo hipotálamo- hipófise; - O cortisol inibe a produção de cortisol, por feedback negativo. FUNÇÕES DOS GC 1. Regulação da homeostase; 2. Regulação eletrolítica; 3. Regulação do metabolismo. MECANISMO DE AÇÃO DOS GC Possui dois tipos de mecanismo, de ação genômica e não genômica, vejamos: AÇÃO GENÔMICA: tratamento longo, com doses pequenas e ação curta. 1. Os GC atravessam a parede da membrana facilmente (colesterol); 2. Após adentrar, ligam-se aos seus receptores específicos (receptores de GC) e encaminham-se para o núcleo celular; 3. O conjunto receptor + GC age no DNA afetando a expressão gênica de proteínas inflamatórias, como as interleucinas e o interferon. Além disso também é capaz de agir inibindo a produção de bradinicina, trombaxanos e PTG’s. AÇÃO NÃO GENÔMICA: tratamento curto, com doses altas e ação rápida. 1. Não depende de alterações no genoma; 2. Processo mediado por receptores de membrana e receptores citoplasmáticos/nucleares; 3. Influencia na função imune, na apoptose e na rápida inibição de ACTH; 4. Age diretamente na hipófise e/ou hipotálamo inibindo a liberação de ACTH. Toda ativação, migração, diapedese, parte inicial da resposta imune inata e resposta imune adquirida é inibida pelos GC’S, aqui tem-se a sua função IMUNOSSUPRESSORA. AINES X GC’S - AINES agem na cicloxigenase; - GC’S agem na fosfolipase A2 via lipomodulina, ou seja, sem a formação de ácido aracdônico a cascata fica comprometida e não há produção dos mediadores. O cortisol obedece o ciclo cicardiano, mantendo alta concentração pela manhã e baixa concentração pela noite. INIBEM TODO O PROCESSO INFLAMATÓRIO TODOS OS PASSOS DO PROCESSO INFLAMATÓRIO SÃO BLOQUEADOS OU RETARDADOS PELOS GC’S. EFEITOS DOS GC’S: anti-inflamatórios, antialérgicos e imunossupressores. - IMUNOSSUPRESSÃO: os GC’S diminuem o número de linfócitos B e T, monócitos e eosinófilos, induzindo a apoptose de células linfoides, diminuindo a liberação de histaminas e inibindo as células apresentadoras de antígenos (APC’s – célula dendrítica e macrófago). - ANTIALÉRGICO: reduzem a liberação de histamina por macrófagos e basófilos. Inibem a formação de leucotrienos (inflamação aguda, aumento da permeabilidade vascular, bronco constrição e vasoconstrição). - ANTI-INFLAMATÓRIA: agem na cascata do ácido araquidônico, como discutido anteriormente. INDICAÇÕES TERAPEUTICAS I. Processos inflamatórios crônicos e para diminuir processo inflamatório agudo (extração dentária); II. Utilizado como antialérgicos, com mecanismo de antagonizar os receptores de histamina. No processo alérgico agudo, o mais recomendado é administrar um anti-histamínico, pois ele bloqueia os receptores imediatamente. Já os GC’S inibem a liberação, num processo mais lento. No processo alérgico crônico, o mais recomendado é a administração de GC’S; III. Terapias farmacológicas de reposição hormonal em casos de insuficiência suprarrenal e doença de Addison (diminuição da produção de cortisol); IV. Supressão de processos inflamatórios. ODONTOLOGIA: ulcerações orais, estomatite ulcerativa, gengivite, uso tópico (pomada de aderência), condições que induzem processo inflamatório (cirurgias), exposição de dentina em meio oral, trauma, bruxismo, edema pós-operatório e reações alérgicas. ATENÇÃO: dependendo da estrutura do medicamento, ele pode ter afinidade e ligar-se, além do seu próprio receptor de GC’S, no receptor de ALDOSTERONA, expressando sua ação MINERALOCORTICÓIDE. Quando isso ocorre, há um aumento da absorção de sódio e água, retendo mais líquido no corpo. Os corticoides estimulam a expressão gênica de uma proteína chamada LIPOMODULINA OU MACROCORTINA, que inibe a FOSFOLIPASE A2. DIFERENÇA ENTRE GC’S SINTÉTICOS: a diferença se dá pelo resultado de alterações estruturais na molécula de cortisol, que afeta a sua BIODISPONIBILIDADE (quantidade de fármaco que realmente faz efeito), afetando processos: absorção gastrointestinal ou parental, meia-vida, metabolismo hepático, adiposo e nos tecidos alvos. Além de aumentar ou diminuir a sua solubilidade em água, favorecendo sua administração intravenosa e ampliando sua potência. A ALTERAÇÃO FISICO-QUÍMICA DO MEDICAMENTO (LIPOSSOLÚVEL OU HIDROSSOLÚVEL) VAI AFETAR A SUA ADMINISTRAÇÃO. Esse processo não ocorre necessariamente em GC’S, pode ocorrer nos hormônios femininos, em função de sua formação também ser proveniente de uma molécula de colesterol. A pílula anticoncepcional, por exemplo, contém PROGESTERONA, com ação mineralocorticoide. A aldosterona e o hormônio cortisol ligam-se com igual afinidade no receptor mineralocorticoide renal. Fisiologicamente, o cortisol tem ação mineralocorticoide. OS GC’S LIGAM-SE A RECEPTORES ESPECÍFICOS CORTICOIDES OU A MINERALOCORTICOIDES. - Existe uma enzima chamada de 11 BETA – HSD TIPO II, responsável por manter receptores mineralocorticoides livres para a aldosterona. O cortisol ativo, produzido pelo corpo, é inativado por essa enzima, então transforma-se em CORTISONA (pró fármaco inativo), para que então ele não tenha efeito mineralocorticoide. Essa enzima não possui ação sobre a aldosterona. Os corticoides podem ser divididos em CETOGLICOCORTICOIDES (dupla O ao invés de OH, não inativo – PREDNISONA) e HIDROXIGLICOCORTICOIDES (não inativado pela enzima 11 BETA – HSD TIPO II – PREDINISOLONA E DEXAMETASONA), e a diferença se dá pela alteração no carbono 11. A PREDNISONA é um pró-fármaco, sem ação. Quando ingerido, o medicamento é ativo no fígado, transformando-se em PREDNISOLONA e, com adição de um grupo OH, converte-se em HIDROXICORTICOIDE. A ação de ambas é igual, a diferença é que o mercado as criou em tempos distintos. I. PREDINISOLONA: É um glicocorticoide sintético, estruturalmente semelhante ao HIDROCORTISONA. A adição de uma ligação dupla entre os carbonos 1 e 2 do cortisol, faz com que a potência anti-inflamatória aumente de 4 a 5 vezes em relação ao cortisol. Com isso, sua meia-vida plasmática é prolongada, podendo ser administrada UMA DOSE ÚNICA DIÁRIA. II. DEXAMETASONA: Também possui adição de uma ligação dupla entre os carbonos 1 e 2 do cortisol, mas adiciona-se um grupo METIL no carbono 16 e FLUOR no carbono 9. Isso faz com que sua ação anti-inflamatória seja aumentada em até 30 vezes. Com a adição de METIL no carbono 16, há ação inibitória mineralocorticoide. É UMA DROGA PERFEITA! III. TRIANCINOLONA: ODONTOLOGIA Muito utilizado para ulcerações em via oral. AÇÃO CURTA: hidroxicortisona; AÇÃO INTERMEDIÁRIA: prednisolona e prednisona; AÇÃO LONGA: dexametasona e betametasona (ambas com efeito nulo mineralocorticoide). A DIFERENÇA NA AÇÃO MEDICAMENTOSA OCORRE DEVIDO AS DIFERENÇAS FARMACOCINÉTICAS E A SUA AÇÃO NO RECEPTOR. DICLOFENACO DE SÓDIO X DICLOFENACO DE POTÁSSIO: mesmo efeito, ambos possuem diclofenaco, sódio e potássio (facilitam a farmacocinética). Sais e ésteres são adicionados aos medicamentos para facilitar a absorção, distribuição, metabolização, meia-vida e excreção. A ação metabólica do organismo não altera de um para o outro. EFEITOS COLATERAISI. Hiperglicemia (diminuição da captação de insulina); II. Aumento da retenção líquida; III. Efeitos hormonais; IV. Osteoporose; V. Em crianças, a inibição do hormônio do crescimento pode gerar retardo no desenvolvimento da criança. ANSIOLÍTICOS – BENZODIAZEPÍNICOS DE USO ODONTOLÓGICO (BZP) A primeira indicação terapêutica dessa classe de fármacos é para o controle da ansiedade. Dependendo da dose, eles passam a ser sedativos e, com um maior aumento na dosagem, podem tornarem-se hipnóticos. O APRAZOLAN, por exemplo, possui função hipnótica já na dose terapêutica. BZP possuem extensa faixa de segurança terapêutica. ANSIOLÍTICOS > SEDATIVOS > HIPNÓTICOS FATORES QUE GERAM ANSIEDADE NO CONSULTÓRIO - Visão do instrumental; - Vibrações e sons das turbinas das canetas de rotação; - Sensação inesperada de dor. SINAIS DE ANSIEDADE E MEDO - Midríase; - Palidez; - Transpiração excessiva; - Aumento da pressão arterial ou frequência cardíaca. VANTAGENS DO USO DE BZP - Em pacientes hipertensos ou diabéticos, auxilia a manter a PA e a glicemia em níveis aceitáveis; - Prevenção das chamadas situações emergenciais (apneia, desmaios, etc). COMO CONTROLAR A ANSIEDADE DO PACIENTE? DIÁLOGO OU USO DE FÁRMACOS. 1. Ansiolíticos (mais utilizados); 2. Neurolépticos (anti-psicótico, sem uso odontológico); 3. Anti-histamínicos (crianças); 4. Beta-bloqueadores 4.1 – PROPANOLOL: beta bloqueador não seletivo, age bloqueando todos os receptores beta- adrenérgicos, inclusive os presentes nos músculos esqueléticos. Diminui toda ação nor- adrenérgica. 4.2 – ATENALOL: beta bloqueador seletivo cardiovascular. PORQUE BETA BLOQUEADORES? DIMUNUEM A FREQUÊNCIA CARDÍACA, AMENIZANDO OS EFEITOS NOR-ADRENÉRGICOS SEM PREJUDICAR A APRENDIZAGEM, COGNIÇÃO, ETC. - Aminoácido neurotransmissor inibitório do SNC; - Todos os neurônios são sensíveis ao GABA; - Aumento de Cl- (hiperpolarização da membrana); - Recaptado após sinapse; - GABA A, GABA B e GABA C. PRINCIPAL NEUROTRANSMISSOR: GABA O GABA é sintetizado a partir do GLUTAMATO (neurotransmissor EXCITATÓRIO). A sua síntese ocorre via GLUTAMINA e, na mitocôndria, transforma-se em glutamato, convertendo-se em GABA e posteriormente envolvido por vesículas que são liberadas na fenda sináptica. Após ser liberado e atuar em seus receptores, o neurotransmissor é transportado por GABA TRANSPORTADOR e pode seguir dois diferentes caminhos 1. Pode ser METABOLIZADO na fenda sináptica pela enzima GABA TRANSAMINASE e retornar para o neurônio pré-sináptico; 2. Pode ser transportado para uma célula da glia (astrócito ou oligodendrócito) e novamente transformado em GLUTAMATO. Logo, o glutamato se transforma em glutamina e retorna para o neurônio pré-sináptico, transformando-se novamente em GABA e retornando para o ciclo – processo inverso - (RECAPTAÇÃO). GLUTAMINA > GLUTAMATO > GABA (pré-sináptico) GABA > GLUTAMATO > GLUTAMINA (célula glial) RECEPTORES DE GABA: GABAA e GABAC: RECEPTORES IONOTRÓPICOS (CANAIS IÔNICOS) - IMPORTANTES GABAc: RECEPTORES METABOTRÓPICOS (PROTEÍNA G) 1. GABAA: atuação ansiolítica CANAL IÔNICO: o íon Cl- atravessa o canal receptor de GABA e entra no neurônio. Quando aumenta a concentração de GABA ligando-se ao receptor, há uma maior entrada de cloreto na célula, ou seja, mais carga negativa no neurônio, ou seja, mais inibida vai ficar a célula. Esse processo denomina-se HIPERPORLARIZAÇÃO (processo inibitório do impulso). RECAPTULANDO: células em repouso possuem polaridade positiva EXTERNAMENTE e negativa INTERNAMENTE. Quando ocorre potencial de ação no neurônio, ocorre a DESPOLARIZAÇÃO (inversão das cargas). 2. GABAB: Receptores metabotrópicos tipo proteína G. 3. GABAC: Não são importantes para discutir nesse momento. INDICAÇÃO BZP: I. Quadro de ansiedade, apreensão e medo não controlável por diálogo; II. Como medicação anestésica (MPA) nas intervenções odontológicas mais invasivas, envolvendo maior grau de traumatismo; III. Imediatamente após traumatismos dentais acidentais, situações emergenciais que envolvem um alto grau de ansiedade. CONTRA-INDICAÇÕES: I. Gestantes, crianças com comprometimento físico mental severo; II. Pacientes com hipersensibilidade a BZP; III. Administração com álcool, pois aumenta o efeito dos BZP. OS FÁRMACOS POTENCIALIZAM O EFEITO INBITÓRIO DE GABA VANTAGENS DE USO DOS BZP: I. Diminuem o metabolismo basal periférico e central, retardando o metabolismo dos anestésicos locais, permitindo o uso destes em menor quantidade; II. Reduzem o fluxo salivar e o reflexo do vômito; III. Provocam o relaxamento da musculatura esquelética. MECANISMO DE AÇÃO: - Os BZP possuem receptores específicos no SNC (GABAA). - OS BZP ligam-se em diferentes sítios de GABA, mas com o mesmo receptor. O GABA precisa estar presente para ter efeito. Os BZP atuam como moduladores alostéricos positivos (quando uma droga atua no MESMO receptor, mas em outro sítio de ação). Quando o BZP liga-se ao sítio do seu canal, potencializa o efeito de GABA, fazendo com que o canal abra e feche com maior frequência, aumento assim a entrada de íons cloreto na célula. Se associar álcool com BZP, esse sistema de abertura e fechamento do canal acontece freneticamente, evidenciando um risco para o indivíduo. - A ação dos BZP e do GABA inibe diversos sistemas de neurotransmissão, agindo como um depressor do SNC. O QUE DIFERENCIA OS BZP (CLORAZEPAN, BROMAZEPAN, LORAZEPAN, ENTRE OUTROS)? A diferença na estrutura química entre eles é responsável com que a farmacocinética seja distinta entre os diferentes medicamentos. O mecanismo GABA é igual para todos, mas a estrutura química deles define qual tem o início de ação mais rápido, maior duração, metabolismo, formação de metabólitos ativos. Por fim, o que os diferencia é a sua FARMACOCINÉTICA. ABSORÇÃO - São lipofílicos, ou seja, possuem rápida e completa absorção quando administrados via oral. A ingestão concomitante de alimentos reduz a velocidade de absorção. - Vias de administração: via oral, via intramuscular e via intravenosa. DISTRIBUIÇÃO - São lipofílicos, mais facilmente distribuídos nos tecidos. METABOLIZAÇÃO - Metabolizados no fígado. Quando administrados, os medicamentos podem ser inativados, principalmente por via oral, onde isso acontece com uma grande concentração de fármaco, o que torna a biodisponibilidade no sangue muito pequena. Alguns medicamentos são ativados, no caso dos pró-fármacos, como a prednisona e prednisolona (glicocorticoides). DURAÇÃO DE AÇÃO - Ação curta (3-8 horas): nidazolan (hipnótico); - Ação intermediária (16-20 horas): flunitrazepam (boa noite princess), alprazolam, bromazepam, cloxazolam. USO ODONTOLÓGICO. - Ação longa: diazepam, clonazepam. FLUMAZENIL – ÚNICO ANTAGONISTA dos BZP, muito utilizado para reverter os efeitos dos BZP em caso de overdose. ZOLPIDEM – indutor do sono, caracteriza-se como AGONISTA seletivo do receptor do sítio ativo de GABA. VANTAGENS: rápida absorção via oral, rápido início de ação, sem insônia rebote, menor risco de desenvolvimento de tolerância e dependência, pode ser antagonizado por FLUMAZENIL. DESVANTAGENS: sem propriedades ansiolíticas, anticonvulsivantes e miorrelaxantes. Pesadelos, alteração de humor. Não administrar com outros depressores do SNC. BZP NA ODONTOLOGIA: diazepam, lorazepam, bromazepam, alprazolam e funitrazepam. CITOCROMO P450: Citocromo P450 é uma superfamília ampla e diversificada de proteínas responsáveis por oxidar um grande número de substâncias para torná-las mais polares e hidrossolúveis. É importante para facilitar a excreção de substânciasindesejáveis, mas também são responsáveis pela ativação ou desativação de muitos fármacos, toxinas e pela síntese de hormônios esteroides e ácidos graxos. Podem ser encontrados em todos os seres vivos. Nos animais vertebrados se encontra principalmente nas células do fígado e do intestino delgado. Os BZD têm, em geral, metabolismo hepático preferencial, através de oxidação pelas enzimas do citocromo P450 e algumas outras. Apenas o lorazepam e o oxazolam sofrem metabolismo extra-hepático por se conjugarem a glicuronídeos, sendo, por isso, preferidos em pacientes com diminuição da função hepática. O citocromo P450 é um grupo de enzimas que atua no metabolismo da maioria dos medicamentos. As interações medicamentosas envolvendo os P450 podem ser de dois tipos: indução ou inibição enzimática. Inibição é a redução da atividade enzimática devido a interação direta com o medicamento podendo ser competitiva, não competitiva e imcompetitiva. A primeira é a competição entre o inibidor e o substrato pelo mesmo sítio ativo enzimático. O não competitivo o inibidor se fixa a um sítio enzimático distinto do substrato. Alguns alimentos também podem afetar inibindo a família P450, como aqueles ricos em flavonóides (cítricos, frutas vermelhas, chá verde, grapefruit, cacau, entre outros) provavelmente via intestinal. EFEITOS COLATERAIS I. Sonolência, confusão mental, déficit de memória e atenção, comprometimento de coordenação e ataxia; II. SUPERDOSAGEM: depressão respiratória podendo levar ao coma; III. Efeito paradoxal: ocorre o contrário, aumento da ansiedade. FÁRMACOS OPIÓIDES Classe derivada do ópio, possui a morfina como um dos medicamentos mais conhecidos do grupo, bem como a codeína (normalmente associada ao paracetamol/tilex), muito utilizado na odontologia. Atuam como fármacos analgésicos, agindo na DOR. Fisiologicamente, a dor ocorre por um mecanismo imediato mediado primeiramente por estímulos nos nociceptores, que por sua vez transmitem via potencial de ação, informações para o sistema nervoso. O caminho do impulso vai de encontro com a medula, onde ocorre a modulação, seguido pelo sistema nervoso que processa o estímulo da dor. É importante lembrar que temos duas vias para a dor, a dor por estímulo nociceptivo (sem necessariamente ter processo inflamatório) e aquela intermediada e/ou estimulada por substâncias inflamatórias oriundas de um processo inflamatório, seja ele crônico ou agudo (nesse caso, utiliza-se um AINE para inibição desses mediadores). Os opióides atuam na dor diretamente no SNC, ou seja, não necessariamente necessite de um processo inflamatório. A dor é modulada pelas vias nervosas da medula vertebral nociceptivo ASCEDENTE (os principais mediadores são a substância P e prostaglandinas) e inibitória/facilitadora DESCENDENTE (os principais mediadores: serotonina e epinefrina). Antidepressivos podem ser utilizados para dor, uma vez que eles aumentam a disponibilidade de serotonina e noradrenalina na fenda sináptica, inclusive na via inibitória da dor, cessando o processo doloroso caso associado ao SNC. A modulação da dor ocorre por vários neurotransmissores de diferentes sistemas. A serotonima e a noradrenalina são inibitórios, já o glutamato é estimulatório, ou seja, alguns mediadores químicos/neurotransmissores inibem o processo da dor, enquanto outros estimulam. Além disso, substância P e cininas são importantes estimuladores inflamatórios. Os opióides atuam em receptores do sistema nervoso central e, quando acoplado nesses receptores, inibem a liberação de alguns mediadores químicos estimulatório do processo doloroso, como o glutamato e substância P. DOR NOCICEPTIVA TRANSDUÇÃO Transdução dos estímulos mecânicos e químicos nocivos em sinais elétricos nos nociceptores. TRANSMISSÃO Sinais neuronais são transmitidos pela medula vertebral aos centros mais elevados quando reconhecidos como dor. MODULAÇÃO O sistema nervoso pode alterar a sensibilidade à dor pela inibição ou facilitação. NEUROTRANSMISSORES ENVOLVIDOS NA DOR I. SUBSTÂNCIA P – Liberados por neurônios; II. Bradinicina – Plasma, dor aguda; III. Prostaglandinas – células, COX; IV. Leucotrienos; V. Histamina. VIA INIBITÓRIA DA DOR: serotoninérgica e noradrenérgica. Assim, o aumento na concentração de NA e 5HT (receptor de serotonina) na sinapse, interrompe ou inibe a transmissão dos impulsos nervosos que conduzem sinais de dor para o encéfalo e medula. Os RECEPTORES OPIÓIDES, presentes em todos os pontos do trajeto do estímulo doloroso (da terminação nervosa ao tronco cerebral, tálamo e estruturas límbicas), quando estimulados minimizam a transmissão da dor. RECEPTORES OPIÓIDES Nesses receptores, ligam-se opióides ENDÓGENOS, substâncias sintetizadas pelo corpo e responsáveis pela analgesia e modulação do prazer: encefalinas, β- endomorfinas e dinorfinas. Os fármacos opiáceos, que também ligam-se a esses receptores, atuam como AGONISTAS, realizando sinergismo de potencialização. RECEPTOR FUNÇÃO AFINIDADE (ORDEM DE IMPORTÂNCIA) µ (MU) Analgesia supraespinhal, depressão respiratória, euforia, dependência física, sedação, efeito antidiurético, bradicardia. Endorfina, encefalinas e dinorfinas. DELTA Alterações no comportamento afetivo. Encefalinas, endorfinas e dinorfinas. KAPPA Analgesia espinhal, miose, sedação e disforia. Dinorfinas, enforfinas e encefalinas. Nenhuma droga é capaz de inibir todos esses mediadores. CARACTERÍSTICAS DOS PEPTÍDEOS OPIÓIDES ENDÓGENOS I. Armazenado em vesículas; II. Reposição demorada (horas ou dias), diferente dos demais neurotransmissores; III. Término da ação por difusão via membrana sináptica, mas sem receptação ativa, com clivagem por peptidases. OPIÓIDES São todas as drogas, naturais e sintéticas, com propriedades semelhantes à morfina, incluindo peptídeos endógenos. Ex.: Endorfina. OPIÁCEOS São substâncias/medicamentos (alcaloides) utilizados em clínica em situações de dor intensa (cirurgia, fraturas, grades queimaduras, doenças terminais). São derivados do ópio, como a morfina e algumas semi-sintéticas, como a codeína. EFEITOS DOS OPIÁCEOS I. Supressão da dor; II. Efeito euforizante; III. Depressão respiratória e supressão da tosse; IV. Náusea e vômitos; V. Hipotensão (morfina e meperidina); VI. Aumento do tônus e diminuição da motilidade do TGI (codeína); VII. Liberação de histamina e bronco constrição não asmática (importantes efeitos da morfina). MECANISMO DE AÇÃO - INIBIÇÃO DA TRANSMISSÃO NERVOSA: atuam por ligação reversível com um ou mais receptores no cérebro e na medula espinhal, inibindo impulsos nervosos e ativando as vias inibitórias, resultando na interrupção da transmissão da dor. - MECANISMO DA MORFINA: via receptor metabotrópicos (proteína G). Quando um ligante liga-se nesses receptores, ele pode inibir ou estimular a proteína G. Os receptores opióides (principalmente o µ), são ligados a proteína G inibitória. Quando a morfina liga-se aos receptores µ, ativa a proteína G inibitória e ela inibe a formação do segundo mensageiro (AMPcíclico) Além disso, a ativação do µ-receptor resulta na saída de potássio e consequentemente a hiperpolarização celular. Tanto a queda do AMPC, quanto a maior saída de potássio acarretam em uma menor entrada de Ca++, que inibe a liberação de neurotransmissores estimulatório da dor, como a substância P e o Glutamato. ANTAGONISTAS OPIÓIDES Em casos de overdose ou toxicidade de opiáceo, é administrado antagonistas opióides. Agem bloqueando o receptor e impedem que a droga ligue-se ou a retira do receptor. - NALOXONE: reversão opióide ou anestésica, com meia-vida curta; - NALTREXONE: dependênciade opióides e álcool. PARTICULARIDADE DOS OPIÁCEOS 1. Heroína não tem potencial terapêutico, droga de abuso; 2. Dolantina “agita” mais que a morfina, mas com ação analgésica curta (trabalho de parto); 3. Fentanil associa-se com anestésicos. CLORIDATO DE TRAMADOL Analgésico sintético, de baixa afinidade por receptores µ, muito utilizado na dor moderada (aguda), pós operatório e com menor depressão respiratória. FARMACOCINÉTICA A via de administração depende da necessidade do paciente, entretanto a via oral é a favorita. 1. Codeína possui boa disponibilidade oral; 2. Morfina é mais utilizada via parenteral, e assim como a meperidina, sofre extenso metabolismo de primeira passagem, sendo necessário um ajuste de dose (4 – 6 vezes maior) para serem utilizados via oral em dose única. TOLERÂNCIA: a droga causa um efeito, seu uso crônico diminui esse efeito, logo é necessário aumentar a dose para que tenha o efeito inicial. DEPENDÊNCIA: a pessoa dependente tem uma diminuição no controle do seu uso, continua então a utilizar independente dos efeitos adversos e da necessidade, desenvolvendo síndrome de abstinência quando tiver o seu uso cessado. INTERAÇÕES DAS DROGAS OPIÓIDES A mais importante interação medicamentosa desse grupo se dá com sedativos-hipnóticos, que podem causar depressão profunda do SNC, em especial, depressão respiratória. Ocorre quando os fármacos competem pela mesma enzima de metabolização. NOÇÕES GERAIS SOBRE ANTIBIÓTICOS (ATB) - São drogas que atuam nos microorganismos (M.O), possuindo diferentes terminologias, como por exemplo: quimioterapia, antibiótico (ATB), antimicrobiano e antibacteriano. - Os antibióticos podem ser classificados de acordo com o ponto de vista químico, ou seja, de acordo com a sua estrutura. Além disso, podem ser classificados por critério farmacodinâmico, como o seu mecanismo de ação. CLASSIFICAÇÃO PONTO DE VISTA QUÍMICO PONTO DE VISTA FARMACODINÂMICO β-lactâmicos Interferência na biossíntese da parede celular Aminoglicosídeos Interferência na síntese proteica Tetraciclinas Rifampicina Macrolídeos Quinolonas QUANTO AO TIPO DE AÇÃO: - BACTERIOSTÁTICO: cessam o crescimento bacteriano; - BACTERICIDA: matam as bactérias. ALÉM DA PROPRIEDADE DE CAUSAR PRAZER E ALIVIAR A DOR, UM ASPECTO IMPORTANTE DOS OPIÁCEOS É O SEU POTENCIAL DE ABUSO (TOLERÂNCIA E DEPENDÊNCIA). Os antibióticos são mais seletivos por interferirem na parede celular, componente exclusivo das bactérias que não está presente nas células humanas. Quando atuam nessas estruturas, os fármacos impedem a transformação do DNA em RNA e a consequente produção de proteínas essenciais para a sobrevivência da bactéria. QUANTO À AÇÃO EM GRUPOS DE BACTÉRIAS: - CONTRA G +; - CONTRA G -; - CONTRA PSEUDOMONAS. QUANTO A AMPLITUDE DO ESPECTRO BACTERIANO - PEQUENO; - MÉDIO; - LARGO. QUANTO A TOXICIDADE - OTOTÓXICOS; - NEFROTÓXICOS; - ALERGÊNICOS. ASSOCIAÇÃO DE ATB’S MOMENTO DE UTILIZAR: I. Infecções mais graves; II. Infecções mistas; III. Aumentar a atividade via sinergismo; IV. Prevenção de aparecimento de M.O resistentes; V. Incerteza de patógeno. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS - Incompatibilidades farmacêuticas (medicamentos que não podem ser utilizados juntos); - Interações a níveis de absorção - Íons que interferem na absorção de alguns antibióticos; - Interações na distribuição; - Interações no local de ação; - Interação ao nível de metabolismo (ATB + anticoncepcional), caso mais importante. MECANISMO DE RESISTÊNCIA DOS ATB’S: 1. INATIVAÇÃO ENZIMÁTICA: bactérias produzem toxinas que inativam os ATB’S. Os principais grupos afetados são: β-lactâmicos, cloranfenicol e aminoglicosídeos (mais comum). Por exemplo, a associação amoxicilina + clavulanato tem a função de evitar a inativação enzimática do ATB. 2. PERMEABILIDADE REDUZIDA NA ENTRADA DA CÉLULA: bactérias com capacidade de diminuir a permeabilidade da membrana. Os principais afetados são: aminoglicosídeos, quinolonas, cloranfenicol e β-lactâmicos. FALHA NA AÇÃO ANTIBIÓTICA 1. BACTÉRIA 1.1 – Falta de material coletado para exame e/ou exame bacteriológico incorreto; 1.2 – Resistencia bacteriana desenvolvida durante o tratamento; 1.3 – Mudança de agente etiológico; 1.4 – Supra-infecção; 1.5 – Presença de vírus. 2. PACIENTE 2.1 – Infecção secundária; 2.2 – Idade, gravidez, diabetes, edema, patologias renais, hepáticas, hematológicas, cardíacas e enzimáticas. 3. ANTIBIÓTICO 3.1 – Indicação terapêutica incorreta; 3.2 – Dose deficitária ou excessiva; 3.3 – Duração curta de tratamento; 3.4 – Desconhecimento sobre informações farmacodinâmicas e farmacocinéticas do medicamento; 3.5 – Associações antagônicas; 3.6 – Perturbações de excreção renal. DESVANTAGENS DE USO: I. Alto custo; II. Aumento da toxicidade; III. Antagonismo; IV. Resistência (principalmente). FLORA BACTERIANA USUAL - Mista, com predomínio de G + aeróbicas e anaeróbicas (PLACA DENTAL); - Placa bacteriana: modificação da placa dental. Composição bacteriológica variada, com aumento de G – anaeróbicas. QUINOLONAS: PRIMEIRA CLASSE - FLUORQUINOLONAS: ciprofloxacino (principal da classe) e ofloxacino – INFECÇÕES DENTAIS - LICOSAMINAS: clindamicina e lincomicina. FLUORQUINOLONAS: CIPROFLOXACINO E OFLOXACINO Antigamente chamado de ácido naldíxico, aumenta o espectro para os bacilos G- e possui boa atividade para alguns cocos G+, porém com pouca ou nenhuma ação sobre Streptococcus spp., Enterococcus spp. e anaeróbicos. MECANISMO DE AÇÃO: BACTERICIDA As quinolonas agem inibindo a atividade da DNA GIRASE ou TOPOISOMERASE II, essenciais a vida bacteriana. A DNA GIRASE torna a molécula de DNA compacta e biologicamente ativa. Ao inibir esse enzima, a molécula de DNA passa a ocupar grande espaço no interior da bactéria e suas extremidades livres determinam síntese descontrolada de RNAm e de proteínas, determinando a morte das bactérias, ou seja, bactericida. RESISTÊNCIA BACTERIANA: ações que as bactérias desempenham e impedem que o ATB de agir. - Alterações na enzima DNA GIRASE; - Mutações cromossômicas nos genes responsáveis pelas enzimas-alvo (DNA GIRASE); - Alterações na permeabilidade à quinolonas pela membrana celular bacteriana (porinas). RESUMO MICROBIOLOGIA BACTÉRIAS GRAM POSITIVAS E GRAM NEGATIVAS As bactérias possuem uma espessa (rígida) parede celular que mantém a integridade da célula e determina sua forma característica. O componente principal da parede celular, que também é responsável pela sua rigidez, é o peptideoglicano. As moléculas formadoras do peptideoglicano são sintetizadas no interior da célula e são transportadas pela membrana plasmática através do fosfolipídio bactoprenol-fosfato antes de se tornarem membros da estrutura da parede celular. Enzimas chamadas transpeptidases, então, ligam as cadeias peptídicas umas às outras, formando uma cadeia complexa; é a forma cruzada da ligação entre os compostos que formam a parede celular que dá à mesma sua força e resistência mecânica. Diferenças entre gram positivas e gram negativas: - Gram positivas possuem uma parede relativamente simples em estrutura, composta por várias camadas de peptideoglicano ligado uns aos outros por ligações cruzadas formando uma rede rígida e forte. Além disso, eles possuem ligações químicas com ácidos teicóicos. - Gram negativas possuem uma quantidade muitomenor de peptideoglicano do que as Gram- positivas. Isso faz com que sua parede celular não seja tão espessa e forte quanto a das outras supracitadas, mas sua estrutura é mais complexa devido ao fato da existência de uma membrana de lipoproteínas, polissacarídeos e fosfolipídios, que envolve sua parede celular. A essa membrana dá-se o nome de membrana externa. Proteínas incorporadas na membrana externa formam canais que permitem a passagem de água e pequenas moléculas para o “interior” da célula – que são as porinas. FARMACOCINÉTICA - São bem absorvidas por via oral. Alimentos não prejudicam sua absorção, mas retardam o pico sérico de 1 a 3 horas; - Cerca de 15 a 30% ligam-se a proteínas plasmáticas; - Volume de distribuição que chega aos tecidos geralmente é alto. - UTILIZAÇÃO TERAPÊUTICA: nas infecções odontogênicas o uso pode ser limitado devido ao alto custo de tratamento e facilidade de desenvolver resistência. o CIPROFLOXACINO: - M.O isolados de PERIODONTITE (Campilobacter, Fusobacterium, Peptococcus, Prevotella intermedia, Porphyromonas gingivalis) são altamente sensíveis ao medicamento. -TOXICIDADE São fármacos seguros, mas podem gerar desconforto no TGI, náuseas e vômitos, ação no SNC e em idosos pode causar cefaleia, tontura, insônia e alterações de humor. LINCOSAMINAS: CLINDAMICINA E LINCOMICINA CLINDAMICINA: maior representante de uso clínico, possui potência bacteriana aumentada, melhor taxa de absorção oral e menor taxa de resistência, quando comparado com a lincomicina. MECANISMO DE AÇÃO: BACTERICIDA E BACTERIOSTÁTICOS Atuam tanto como bactericidas, quanto bacteriostáticos, dependendo da dose e da espécie bacteriana. Agem inibindo a síntese proteica, ligando-se as subunidades 50S. Alteram a superfície bacteriana, facilitando a fagocitose dos M.O. RESISTÊNCIA BACTERIANA - Lento desenvolvimento, com menor possibilidade quando comparado ao ciprofloxacino; - Mutações no ribossoma bacteriano geram menor afinidade de capacidade de ligação ao fármaco. FARMACOCINÉTICA - Clindamicina – via oral, endovenosa e/ou tópica. Via intramuscular é muito dolorosa, deve ser evitada; - A absorção intestinal é menor (90%) em idosos e quando administrada junto com alimentos, reduz absorção. ESPECTRO DE ATIVIDADE - Cocos aeróbicos GRAM +; - M.O anaeróbicos (ciprofloxacino não possui atividade contra anaeróbicos, clamidicina sim); - São resistentes: Enterobactérias, Pseudomonas ssp., Acinetobacter sp. EFICÁCIA DA CLINDAMICINA - Quase todos os patógenos orais; - Anaeróbicos G- da flora periodontal; - Infecção odontogênicas – disseminadas pela mandíbula, maxila e regiões de cabeça e pescoço. Tem eficácia similar a penicilina, podendo ser utilizada caso o paciente tenha alergia a penicilina; - Alternativa para tratamento e prevenção de infecção odontogênicas: abscessos, infecção pós-operatória e pericoronalite; - Tratamento de infecções orodentária por coco G+ ou anaeróbicos, quando penicilina, cefalosporina e macrolídeos são ineficazes (ou seja, não é a primeira escolha). QUANDO OPTAR PRIMEIRO POR CLAMIDICINA? - Osteomielite mandibular; - Infecções odontogênicas: mandíbula, maxila e região de cabeça e pescoço. - TOXICIDADE Diarreias, reações alérgicas, esofagite e discrasias (raro), dor e flebite na aplicação parenteral. Não indicado para gestantes. β-LACTÂMICOS: SEGUNDA CLASSE A presença de anel lactona, indispensável para o seu funcionamento, é a estrutura química que caracteriza a classe. - PENICILINAS (MAIS IMPORTANTE); - CEFALOSPORINAS; - CARBAPENES; - MONOBACTANS. MECANISMO DE AÇÃO - Existem as transpeptidases, que são enzimas que catalisam a ligação entre as cadeias de peptideoglicanos (ou moreína), sendo responsável pela formação e integridade da parede celular; - Nas Gram +, a penetração é mais fácil, já as Gram - possuem na parede canalículos, formados por proteínas denominadas porinas, que bloqueiam a passagem do antibiótico; - Essa classe de antibióticos inibe as TRANSPEPTIDASES, e consequentemente inibe a síntese da parede celular - como já dito, as enzimas transpeptidases são essenciais para síntese da parede celular de uma bactéria. Essa síntese ocorre em 3 fases, e na 3ª fase ocorre a reação de transpeptidação, onde acontece a ligação cruzada das cadeias de mureína entre si; o antibiótico inibe a enzima responsável por essa reação (transpeptidases). O ATB SE LIGA ÀS TRANSPEPTIDASES, INIBINDO-AS NÃO OCORRE A LIGAÇÃO CRUZADA DAS MUREÍNAS (PEPTIDEOLGICANOS) DESINTEGRAÇÃO DA PAREDE CELULAR O QUE LEVA A AUTÓLISE E MORTE CELULAR – AÇÃO BACTERICIDA RESISTÊNCIA BACTERIANA - PRINCIPAL MECANISMO: inativação do ATB pelas β-lactamases, que são enzimas responsáveis pela hidrolise do anel β-lactâmico via quebra da ligação amida, ou seja, rompem o anel e impedem a ação farmacológica (principal fator de resistência à amoxilina); - Penetração reduzida do fármaco até as transpeptidases; - Bomba de efluxo: bactéria começa a formar canais que permite a entrada e saída de líquidos, o que faz com que ela infle e rompa; - Modificações das transpeptidades por mutação, transformação proteica que faz com que o medicamento perca afinidade. PENICILINAS: FLEMING, 1928. - Penicilinas naturais ou benzilpenicilinas; - Aminopenicilinas; - Penicilinas resistentes às penicilinases; - Penicilinas de amplo espectro. 1. PENICILINAS NATURAIS 2. PENICILINAS RESISTENTES AS PENICILINASES 3. PENICILINAS DE ESPECTRO AMPLIADO PENICILINAS C/ BENZILPENICILINAS PENICILINA V AMINOPENICILINAS PENICILINAS ANTI- PSEUDOMONAS Cristalina Fenoximetil penicilina Oxacilina Amoxicilina Piperaciclina Benzatina Amplicilina Ticarciclina Procaína Metamplicilina Carbeniciclina SENSÍVEIS À PENICILINASE Penicilinase é um tipo específico de lactamase que apresenta especificidade para penicilinas atuando através da hidrólise do anel beta-lactama. PENICILINA V: apenas para uso oral, utilizado em infecções odontogênicas leves e moderadas. AMINOPENICILINAS - Amoxicilina - Ampicilina EFEITOS COLATERAIS I. Reações de hipersensibilidade; II. Pode variar desde uma reação urticariforme até um choque anafilático; III. Mais comum entre as benzilpenicilinas, mas pode ocorrer com qualquer penicilina. CEFALOSPORINAS: TERCEIRA CLASSE Possuem a característica de se dividir em gerações (inúmeros medicamentos), o que diferenciam um do outro são os substituintes na estrutura química. Todas apresentam uma estrutura química básica, derivada do ácido 7-amino-cefalosporânico. Apresentam um anel, chamado de anel dihidrotiazínico, o qual confere às cefalosporinas a capacidade de resistência as penicilinases – enzimas produzidas pelas bactérias como mecanismo de resistência. - PRIMEIRA GERAÇÃO: mais utilizada CEFALEXINA, cefalotina, cefazolina, cefadroxila; - SEGUNDA GERAÇÃO: cefuroxima, cefaclor (tem também por via oral), cefoxitina; - Quarta e quinta geração têm melhor comportamento com relação a resistência. Não são resistentes as β-lactamases. Amoxicilina tem a absorção mais rápida e completa, a presença de alimentos não interfere na absorção, produz níveis séricos 2 a 3 vezes maior do que a mesma dose via oral de ampicilina. O PAPEL DA INDÚSTRIA FRENTE A RESISTÊNCIA BACTERIANA As penicilinas, em geral, apresentam uma grande resistência bacteriana. Essa resistência é feita a partir das β-lactamases. Então, esses antibióticos foram associados a inibidores da β- lactamases – ácido clavulânico, sulbactam, tazobactam. Eles inibem irreversivelmente as betalactamases.AMOXICILINA + ÁCIDO CLAVULÂNICO/CLAVULANATO DE POTÁSSIO Boa absorção via oral, baixa ligação plasmática, excelente atividade contra produtores de β- lactamases. Primeira opção na grande maioria das infecções – amplo espectro de ação. - Bactericidas; - Muito mais resistentes as betalactamases comparados com penicilinas (uma vantagem); - Administração via oral e parenteral; - Em função da sua estrutura lipossolúvel, podem atravessar placenta, barreira hematoencefálica e humor aquoso; - Excreção via renal, principalmente, com exceção da ceftriaxona, que é biliar. USOS EM ODONTOLOGIA I. Cefalosporina 1ª geração: via oral, são ativas contra aeróbicas gram positivas, e inativas contra anaeróbicas II. Escolha para pacientes com reações tardias a penicilina III. Parenterais – profilaxia de infecção pós-operatória (uso hospitalar) IV. Cefazolina tem o maior tempo de meia vida V. Cef 2ª geração: cefoxitina pode ser alternativa para infecção mistas (anaeróbios/aeróbios) de tecidos moles VI. Todos têm excreção pelo leito materno (sensibiliza lactante) EFEITOS COLATERAIS - Boa tolerância. As mais frequentes das reações adversar descritas, são: 1. Tromboflebite (1 a 5%); 2. Hipersensibilidade, de 5 a 16% nos pacientes com antecedente de alergia a penicilina, e 1 a 2,5% nos pacientes sem esse antecedente – reação cruzada entre antibióticos: se a pessoa já é alérgica a penicilina, tem possibilidade de ser alérgica a cefalosporina também; 3. A anafilaxia é muito rara; 4. Nos pacientes com história de reação de hipersensibilidade grave às penicilinas, o uso das cefalosporinas deve ser evitado; 5. Eosinofilia e neutropenia são raramente observadas (discrasias sanguíneas); 6. São pouco nefrotóxicas e hepatotóxicas. MACROLÍDEOS: QUARTA CLASSE - AZITROMICINA; - CLARITROMICINA; - ERITROMICINA. - ERITROMICINA: pouco utilizada, possui amplo espectro de ação em bactérias GRAM +, treponemas, microplasma e clamídias. Possui maiores efeitos adversos e é mais cara. FARMACOCINÉTICA: Pouco solúvel em água, inativada no suco gástrico e por isso é necessária a adição de sal para que seja absorvida (estearato, estolato). TOXICIDADE: - Desconforto epifástrico, cólicas abdominais, náuseas, vômito e diarreia; - Age na flora intestinal do TGI, possibilitando ifecções oportunistas como cândida; - Reações alérgicas são pouco comuns. - CLARITROMICINA: muito ativa contra GRAM +. Além disso, a principal vantagem quando comparada a eritromicina é que pode ser 2 – 4 vezes mais ativa contra estafilococcus e estrepococcus. - AZITROMICINA: entre os três, apresenta o maior espectro de ação. Além disso, possui um volume de distribuição alto: maior espectro de atividade a níveis teciduais, e uma meia-vida prolongada – único ATB com a posologia de 24h em 24h, em função do seu acúmulo nos tecidos e tempo de meia-vida maior. A maioria das enterobacterias são resistentes, pois não conseguem penetrar efetivamente na membrana externa. Azitromicina é melhor tanto pela farmacodinâmica e farmacocinética quanto em relação aos efeitos adversos e posologia, por isso é a primeira opção da classe. Em geral, é bem tolerada, porém pode ocorrer náusea, diarreia e desconforto abdominal, mas menos frequentes que os induzidos pelas outras duas drogas. MECANISMO DE AÇÃO: BACTERIOSTÁTICO, MAS EM ALTAS CONCENTRAÇÕES, BACTERICIDA Ligam-se a subunidade 50S do ribossoma bacteriano, impedindo o crescimento da cadeia peptídica, responsável por formar as proteínas em M.O sensíveis, ou seja, impedem a síntese proteica. Além disso, os macrolídicos podem causar alteração conformacional, modificando a síntese proteica por interferência na peptidação e translocação. RESISTÊNCIA BACTERIANA - Segunda classe com maior resistência (desvantagem da azitromicina), depois dos β-lactâmicos; - Podem ocorrer três tipos de alterações: 1. Redução na permeabilidade através da membrana bacteriana; 2. Produção de uma enzima metilase que modifica o alvo ribossômico, ou seja, o sítio ativo da droga (50S) ocasionando em uma redução da ligação do fármaco no alvo farmacológico (PRINCIPAL); 3. Hidrolise de moléculas do macrolídeo por estearases (características das enterobacterias). USO ODONTOLÓGICO - Infecções orodentais em segunda escolha; - Primeira opção contra bactérias anaeróbicas orais, muito utilizado em pessoas com dificuldade de posologia (de 24h x 24h); - Eficaz no tratamento de pericoronite, abscessos periodontais, celulite, cistos infectados; - Cobertura profilática de endocardite bacteriana em pacientes alérgicos a penicilina; - Alto risco de desenvolvimento de resistência bacteriana; - Excelente alternativa para alérgicos a penicilina; - Eficaz contra grande parte das bactérias GRAM + aeróbicas que causam as infecções orodentais. FARMACOCINÉTICA - Rapidamente absorvida via oral, mas interferida pela ingestão conjunta de alimentos e antiácidos; - Uso em jejum (1h ou 3h após as refeições); - Muito lipossolúvel, o que garante uma concentração tecidual 100x maior que a sérica; - Propriedade de atravessar a membrana e se concentrar nos lisossomos de algumas células. AMINOGLICOSÍDEOS: QUINTA CLASSE - Classe com maior efeito adverso, com pouca utilização odontológica; - Potentes bactericidas excretados pelos rins; - Pouco absorvidos via oral; - Via intravenosa e tópica; - Inativo contra anaeróbicos, atuam principalmente contra GRAM –; - Nefrotóxico e ototóxico. CLASSIFICAÇÃO I. Estreptomicina, canamicina, aminacacina, tobramicina; II. Gentamicina, sisomicina, netilmicina; III. Neomicina, paraomicina. MECANISMO DE AÇÃO - Interferência na síntese proteíca bacteriana; - Ligam-se a superfície celular, fixando-se na subunidade 30S do ribossoma, ocasionando uma leitura incorreta do RNAm e consequentemente a formação de peptídeos é fragilizada. USO ODONTOLÓGICO - Associados às penicilinas parenterais na profilaxia de bacteremias em procedimentos odontológicos em pacientes com valvas cardíacas artificiais (única aplicação encontrada). TOXICIDADE - ALTA TOXICIDADE! - NEFROTOTOXICIDADE após 7-10 dias de tratamento; - Gera proteinúria e insuficiência renal aguda do tipo não oligúrica, por necrose tubular. REVERSÍVEL; - Risco quando o fármaco é administrado junto com outras drogas nefrotóxicas, idade avançada, problemas renais; - OTOTOXIDADE IRREVERSÍVEL, presença de zumbidos e perda da audição para sons de alta frequência, quadro vertiginoso, ataxia, entre outros; - Não deve ser utilizado por muito tempo. TETRACICLINAS: SEXTA CLASSE - Grupo de menor importância, foi muito utilizado antigamente; - São bacteriostáticos e inibem síntese proteíca; - Amplo espectro de ação (gram positivas e negativas, anaeróbicas e aeróbicas; BAAR, espiroquetas, micoplasma, riquétsias, clamídias e protozoários; - Principais representantes: CLORIDATO DE TETRACICLINA, DOXICICLINA (mais utilizada, semi sintética de longa duração). MECANISMO DE AÇÃO Ligam-se de maneira reversível na região 30S do ribossoma, bloqueando a ligação do RNAt, impedindo a síntese proteica. Ademais, atuam sobre a flora normal do TGI, possibilitando o aparecimento de infecção oportunista, como cândida. USO CLÍNICO - Uso abusivo determinou o aparecimento de cepas resistentes, conferindo uma utilização limitada com anti-infeccioso de primeira escolha; - TETRACICLINA UTILIZADA COMO TRATAMENTO COADJUVANTE DA DOENÇA PERIODONTAL, age inibindo a atividade atividade da colagenase, que é uma enzima inflamatória. DOXICILINA: - Tratamento de periodontites; - Maior lipossolubilidade, com absorção oral mais rápida e meia-vida longa com intervalo entre doses; - Alternativa para pacientes alérgicosa penicilina. FARMACOCINÉTICA Uso principal via oral, com absorção no estômago e intestino delgado. A tetraciclina não pode ser administrada com leite, antiácidos, preparações contendo ferro e bismuto, pois inibe a absorção. TOXICIDADE - Pode gerar reações alérgicas, como urticárias, exantenas, edema periorbitário e reações anafiláticas; - Também pode gerar alterações de cor dos dentes em crianças, hipoplasia do esmalte dentário e crescimento ósseo anormal, principalmente com seu uso durante a gestação. TABELA-RESUMO SOBRE ANTIBIÓTICOS PEDRO PAULO DE ALMEIDA ANTIBIOTICO ESPECTRO DE AÇÃO MECANISMO DE AÇÃO /FARMACODINÂMICA RESISTÊNCIA BACT. FARMACOCINÉTICA QUANDO SE INDICA EFEITOS ADVERSOS QUINOLONAS fluoroquinolonas (ciprofloxacino) bacilos G- e cocos G+ inibe a ação da DNA girase ou topoisomerase II, impedindo a condensação do DNA que por sua vez ocupa um volume maior, além de apresentar defeitos nas sinsteses de RNAm - BACTERICIDA alteração da DNA girase, mutaçõs cromossomicas ou alteração da permeabilidade às quinilonas. boa absorção VIA ORAL, alimentos apesar de retardar o pico de nivel serico em 1-3h, não prejudica a absorção. infecções odontogenicas muito seguro, pode causar desconforto no TGI lincosaminas (clindamicina) cocos G+ aerobicos e MO anaerobicos G- Se liga a subunidade 50s do ribossomo impedindo a sintese proteica, altera superficie bact. Facilitando fagocitose - BACTERIOSTATICO OU BACTERICIDA mutações bacterianas, lento desenvolvimento. VO; IV e topica com absorção intestinal infecções odontogenicas de cabeça e pescoço (tratamento e prevenção), paciente alergicos a penicilina; osteomielite mandibular. diarreia, alergias, não indicado para pacientes gestante e lactantes. betalactâmicos (penicilinas) - geral cocos G+ e G-; S. aureaus e S. epidermis agem nas transpeptidases, impedindo a ligação cruzada das mureinas que desintegra sua P.C causando autolise - BACTERICIDA. ação das beta- lactamases (inativa o ATB) "amoxicilina é resistente"; penetração reduzida; bomba de efluxo; modificações nos receptores (mutações). em associação com inibidores de betalactamases são mais eficientes; VO - pouca biodisponibilidade plasmatica. ID ou SC - maior biodisponibilidade plasmatica. primeira opção na maioria das infecções. Uso oral para infecções leves e moderadas; hipersensibilidade, pode ocorrer choque anafilatico. ANTIBIOTICO ESPECTRO DE AÇÃO MECANISMO DE AÇÃO /FARMACODINÂMICA RESISTÊNCIA BACT. FARMACOCINÉTICA QUANDO SE INDICA EFEITOS ADVERSOS cefalosporinas (1. ger. - cefalexina; 2. ger. - cefuroxina) 1. GER. - aerobicos G+ e G-; 2. GER - G+ e G- inibe as enzimas transpeptidases interferindo na sintese dos peptideoglicanos e P.C - BACTERICIDA. VO; abs. Intestinal; pacientes com reações tardias à penicilina, infecções mistas em tecidos moles boa tolerância, pode causar hipersensibilidade, eosinifilia e neutrofilia - raro, pode atravessarr berreira HE e passa pelo leite. macrolídeos eritromicina G+, treponemas, micoplasma e clamideos Se liga a subunidade 50 s do ribossomo, impedindo a sintese proteica. BACTERIOSTATICO ou BACTERICIDA pouco soluvel em agua e inativada no suco gastrico, deve ser ingerida com sal para absorver. desconforto no TGI, age na flora normal, possbilitando infecções oportunistas. azitromicina G- e G+ aerobicos e anaerobicos Se liga a subunidade 50 s do ribossomo, impedindo a sintese proteica. BACTERIOSTATICO ou BACTERICIDA enterobacterias são resistentes, não penetra na MP. Redução da perm. Da MP; enzima metilase, hidrolise por estearases VO - alimentos e antiacidos impedem absorção; concentração no lisossomo; meia vida + prolongada infecções orodentais, alternativa para alegicos a penicilina, pericoronite, abcessos. aminoglicosideos (estreptomicina) G- se liga á subunidade 30s do ribossomo gerando peptideos não funcionais e interfere na sintese proteica - BACTERICIDA associada com as penicilinas no trat. De bacteremias em pacientes com valvas cardiacas artificiais. nefrotoxicidade e ototoxicidade tetraciclinas (cloridrato de tetracilcina G+, G-, aerobicas e anaerobicas se liga á subunidade 30s do ribossomo, impede ligação do RNAt e sintese proteica - BACTERIOSTATICO. Inibe colagenase (antiinflamatorio) VO absorção intestinal, não deve ser consumido com leite e antiacidos. alternativa para pacientes alergicos a penicilina. alergias,alteração de cor nos dentes de crianças, hipoplasia do esmalte dentário. Evitar uso durante gravidez Marque em cada afirmativa se é V ou F e escolha a opção certa, colocando a letra escolhida no parênteses: 1. ( ) Os antibióticos são fármacos curativos e os mais prescritos. ( ) São usados para matar ou inibir o crescimento dos microrganismos. ( ) Nunca levam ao aparecimento de resistência ( ) Podem ser bacteriostáticos ou bactericidas A – V, F, V, F B – V, V, V, V. C – V, V, F, V. D - F, F , F, F. E – F , F , V , F. 2. ( ) As Penicilinas inibem a síntese protéica da bactéria na porção 50s do ribossoma. ( ) As Cefalosporinas inibem a síntese protéica da bactéria na porção 30s do ribossoma. ( ) As Cefalosporinas inibem a síntese da parede celular ( ) A Azitromicina inibe a síntese da parede celular. A – V, F, V, F B – V,V,V,V. C – V, V, F, V. D - F, F ,F, F. E – F , F , V , F. 3. ( ) A amoxicilina é de espectro ampliado ( ) A penicilina V é usada por via parenteral ( ) A penicilina G é de pequeno espectro ( ) Não existem penicilinas de amplo espectro A – V, F, V, F. B – V, V, V, V. C – V, V, F, V. D - F, F ,F, F. E – F, F , V , F. 4. ( ) Os antibióticos podem provocar irritação gástrica ( ) A dor e a formação de abcessos está relacionada com a administração intramuscular ( ) A tromboflebite está relacionada com a administração endovenosa ( ) As penicilinas tem alto índice terapêutico. A – V, F, V, F. B – V,V,V,V. C – V,V, F, V. D - F, F ,F, F. E – F, F , V , F. 5. Selecione dois antibióticos que mais produzem reações alérgicas: ( ) Penicilinas ( ) Aminoglicosídeos ( ) Cefalosporinas ( ) Sulfas 6. Métodos que podem prevenir o aparecimento de resistência aos ATBs. ( )Não usar de modo indiscriminado e inadequado ( )Utilizar sempre por período curto de tempo ( )Preferir o uso de ATB de ação rápida e seletivos (espectro estreito) ( )Utilizar associação de fármacos quando houver necessidade de tratamento curtos. A – V, F, V, F. B – V,V,V,V. C – V, V, F, V. D - F, F ,F, F. E – F, F , V , F. 7. Em relação à superinfecção: ( ) Comumente associada ao uso de Atbs de pequeno espectro ( ) É a infecção primária aumentada ( ) Afeta mais comumente pacientes imunodeprimidos ( ) Nunca afeta a orofaringe A – V, F, V, F. B – V,V,V,V. C – V, V, F, V. D - F, F ,F, F. E – F, F , V , F. ( ) 8.( ) As cefalosporinas constituem a primeira escolha na Odontologia ( ) Utiliza-se muito a penicilina G em Odontologia ( ) A cefalotina e a cefazolina são de escolha para infecções por estafilococos aureus ( ) A penicilina V é muito útil por via intramuscular A– V, F, V, F. B – V,V,V,V. C – V, V, F, V. D - F, F ,F, F. E – F, F , V , F. 9.Marque o tipo de resistência que não constitui um problema clínico significativo: ( ) Adquirida ( ) Natural ( ) Cruzada 10. Qual das cefalosporinas apresenta maior atividade contra Pseudômonas Aeruginosa ? ( ) Cefalotina ( ) Cefpirona ( ) Cefoperazona ( ) Cefaclor Relacione a segunda coluna com a primeira, em relação às cefalosporinas: ( Pode colocar mais de um número) 1. Mais ativa contra gram + ( 1,3 ) Primeira geração 2. Mais ativa contra pseudomonas (2 ) Terceira geração 3. Cefalotina ( 4 ) Quarta geração 4. Cefpirona (0,5) Marque todos os exemplos de sinergismo de potenciação com as penicilinas: a- Penicilina + Aminoglicosídeos b- Penicilina V + Contraceptivos hormonais orais c. Amoxicilina + Ác. Clavulânico d. Penicilina G + Procaína e Benzatina e- Oxacilina e álcool (0,1) Porque as penicilinas e cefalosporinas são colocadas no mesmo grupo? (0,1) Cite a reação e a enzima que são alvos da inibição pelos beta lactâmicos. (0,1) Porque o Haemophilus é resistente à Penicilina G?