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Bianca Paes
BASES I
AULA 1 - 11.08
Dados epidemiológicos: principais doenças que causam morte: infecções do trato
respiratório, diarreias e doenças entéricas e tuberculose.
Vale ressaltar, que devido ao uso irracional dos antibióticos, nós temos cepas
multirresistentes e a não resposta a antibioticoterapia. Com isso, temos que fazer
tratamento com antibióticos de segunda linha que pioram a resistência das nossas
bactérias que são importantes para nossa microbiota, consequentemente reduzindo-as.
Quimioterapia - são substâncias químicas utilizadas no tratamento das doenças
infecciosas e neoplásicas, em concentrações toleradas pelo hospedeiro, apresentam
toxicidade baixa para as células normais do hospedeiro e alta para o agente agressor.
Logo, tanto antibióticos quanto antineoplásicos. Elas não sabem diferenciar qual célula é
maligna e qual não é.
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Bianca Paes
Agentes oncostáticos - que não impedem o tumor de evoluir, são mais seletivos, vão
direto na célula tumoral e paralisam elas.
Agentes antineoplásicos - impedem que o tumor evolua, logo impede a divisão celular,
porém impede as células malignas e benignas.
Antimicrobianos - se dividem em vários outros de acordo com a característica do
agressor, exemplo: bactérias, parasitas, fungos, vírus.
Efeito Colateral x Reação Adversa
Efeito Colateral: Sempre são as propriedades do fármaco, e a partir dela podemos ter
sintomas já esperados, comuns, algo capaz de ocorrer.
Reação Adversa: É quando não esperamos por aquele efeito, pois não está na
propriedade do fármaco, e sim é como o organismo do paciente reage a ele, a resposta
que ele possui para o fármaco.
A classificação dos antibióticos, pode ser quanto à:
- Estrutura química, se são derivados de aminoácidos, açúcares, acetatos e
propionatos, entre outros. EX: penicilinas, beta lactâmicos foram classificados de
acordo com sua estrutura.
- Espectro de ação, que pode ser pequeno ou amplo, agindo sobre protozoários,
fungos, bactérias gram-positivos, gram-negativas, entre outros.
- Efeito sobre microorganismo, pode ser bactericida - rompimento das células - ou
bacteriostático - inibição na síntese, divisão, multiplicação
- Mecanismo de ação
1. Estrutura Química
GRAM POSITIVA E GRAM NEGATIVA - parede celular (peptideoglicano), membrana
celular (proteínas e lipídios), possui estrutura enzimática, nuclear, podendo causar
mecanismo de efluxo (jogar o medicamento para fora), como se fosse uma bomba de
sodio e potassio, visto que possui mecanismos intracelulares. Portanto o medicamento
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Bianca Paes
precisa entrar na célula, pois o DNA/RNA está dentro dela.
As paredes da GRAM POSITIVA e sua membrana são menos complexas, no entanto sua
constituição é diferenciada
Na membrana da GRAM NEGATIVA temos duas camadas, uma espessa - composta de
fosfolipídios e lipídios- o antibiótico precisa ser lipossolúvel pra atravessar a membrana
2. Mecanismo de ação: Como o antibiótico vai agir no microorganismo
● Inibidor da síntese (formação) de parede celular - aumentando sua
permeabilidade e assim se rompendo: BACTERICIDA. (Exemplos:
penicilinas, bacitracina, cefalosporinas, vancomicina…
● Promove vazamento através das membranas celulares - ficam no meio da
membrana, impedindo que os lipídios se liguem e deixem a membrana
íntegra. Consequentemente, aumenta a permeabilidade e assim elas se
rompem: BACTERICIDA. (Exemplos: polimixina, nistatina… normalmente
são antifúngicos)
● Inibe a síntese proteica - inibe a divisão delas, não consegue reconstituir
nada para formar uma nova bactéria, não há aumento da produção:
BACTERIOSTÁTICO. (Exemplos: tetraciclinas, cloranfenicol, eritromicina,
clindamicina…)
● Inibidor da síntese de DNA/RNA - inibe a divisão: BACTERIOSTÁTICO
(Exemplos: metronidazol, rifamicina…)
● Interfere com o metabolismo intermediário - inibe a divisão, mata a longo
prazo: BACTERIOSTÁTICO (Exemplos: sulfonamidas, etambutol,
trimetoprima…)
3. Espectro de ação: Amplitude de efeito
● Antimicrobianos de espectro estreito: (pouco)
É quando o antibiótico consegue atingir apenas poucos tipos ou espécies de
microrganismos, que no caso são sensíveis a esse agente. EX: antibiótico que
atinge apenas organismos GRAM-POSITIVAS ou GRAM-NEGATIVAS
● Antimicrobianos de espectro estendido: (intermediário)
Trata-se de um espectro intermediário. É quando o antibiótico pode atingir
bactéria GRAM-POSITIVAS e ALGUMAS GRAM-NEGATIVAS
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Bianca Paes
● Antimicrobianos de espectro amplo: (grande)
Conseguem afetar uma grande variedade de organismos TANTO
GRAM-POSITIVAS, QUANTO GRAM-NEGATIVAS. Consequentemente, também
podem afetar microrganismos (bactérias) não patogênicas.
Antibiograma
Indicar qual o melhor antibiótico de acordo com o sítio, deve se pensar no
paciente como um todo, a sensibilidade depende de onde está sendo a infecção.
AULA 2 - 18.08
Teste de susceptibilidade aos microrganismos: São bioensaios conduzidos in vitro que
visam testar a fragilidade das bactérias aos antimicrobianos, podendo ser:
- Avaliação qualitativa: É o ANTIBIOGRAMA, que é um disco de difusão. Consegue
saber qual o melhor antibiótico para aquele tipo de bactéria. Coloca-se o
antibiótico no meio e mede o diâmetro de distância da colônia de bactérias (meio
de cultura) para onde está o antibiótico.
- Avaliação quantitativa: É o CIM e o CBM. Consegue saber qual a concentração
mínima para usá-lo como tratamento, e não ter subdose, que leva a resistência
O CIM é a concentração inibitória mínima que o fármaco deve atingir para efetivamente
inibir a multiplicação dos microrganismos, ele é feito durante a produção do fármaco
(Bacteriostático, pois impede apenas a multiplicação)
- A CIM como medida é importante em casos de bactérias multirresistentes,
endocardites, meningites, quando o antibiótico não tem boa penetração no sítio
infecciosos, osteomielites; pois usamos antibióticos muito nefrotóxicos, por
exemplo: Vanco, Genta...
Então se realiza, a dosagem de nível sérico (o quanto aquele medicamento está presente
na corrente sanguínea e, consequentemente, se está sendo adequado para o tratamento -
SERVE para ajuste de dose, se está fazendo efeito terapêutico e evitar grande toxicidade;
efeito excessivo (subdose)) e vemos a concentração plasmática e se está dentro da
quantidade da CIM, para ajudar nos parâmetros de diminuição ou aumento da dose.
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Bianca Paes
O CBM é a concentração mínima bactericida que o fármaco deve atingir para eliminar as
células bacterianas no organismo. (Bactericida, mata; rompe as células bacterianas)
OBSERVAÇÃO: Os agentes bactericidas com CBM baixa são a melhor escolha, logo são
mais preferíveis que os Bacteriostáticos com CIM baixo.
ANTIBIOGRAMA
➔ Interpretando:
Meio de cultura - o disco todo
As bolinhas mais escuras são os antibióticos, do mesmo tamanho, cada um com sua CIM.
Mede-se o diâmetro, pois irá crescer as colônias de bactérias em torno do disco (as mais
claras), e assim:
1. Quanto mais longe crescer do disco mais sensível, vulnerável ela é ao antibiótico,
pois significa que ela só consegue crescer, se desenvolver longe do antibiótico.
Portanto o halo deve ser maior para indicar melhor antibiótico.
2. Quanto mais perto do disco mais resistente ao antibiótico, logo consegue se
desenvolver perto do antibiótico.
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Bianca Paes
Resistência Bacteriana:
Ocorre uma adaptação evolutiva entre a bactéria e a droga.
- O que causa o aumento da resistência:
❖ Uso excessivo e indiscriminado de antibióticos;
❖ Uso de antibióticos durante muito tempo e/ou em doses inadequadas;
❖ Falta de informação;
❖ Febre de outra etiologia
- Os mecanismos bioquímicos de resistência das bactérias são:
❖ Elas são capazes de produzir enzimas que inativam o antibiótico;
❖ Provocam alterações de sítios sensíveis ou que se ligam aos antibióticos;
❖ Provoca redução de acúmulo de antibiótico no interior da bactéria (similar
a bomba de sódio e potássio, não permite a entrada);
❖ Formam uma via metabólica que evita a reação inibida peloe Anidulafungina
➔ Mecanismo de ação: Inibição da síntese de parede celular, através da inibição
não competitiva da síntese de 1,3 beta-glucan, que causa estresse osmótico, e
consequentemente, provoca a lise da célula fúngica - Fungicida
❖ Caspofungina:
➢ Liga-se altamente às proteínas do plasma
➢ É metabolizado no fígado (possui alta hepatotoxicidade), logo devemos
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corrigir a dose pela metade para paciente que possui lesão hepática grave,
não sendo necessário dose de ataque nessa situação.
➢ Penetra pouco no LCR
➢ Meia vida curta = 9/10 hrs
❖ Micafungina:
➢ Aprovada para o tratamento de candidíase esofágica e para profilaxia
antifúngica em receptores de transplantes de células tronco
hematopoiéticas
➢ Farmacocinética: Baixa biodisponibilidade por via oral, alta ligação a
proteínas plasmáticas e metabolismo hepático
➢ Preferência para crianças - primeira escolha
➢ Possui menor toxicidade aprovada
➢ Efeitos adversos: Liberação de histamina, cefaleia e febre
Obs: As equinocandinas são usadas para candida sistêmica e para aspergilose
(pulmonar) também, porém a primeira escolha é a Anfotericina B (mesmo ela sendo mais
tóxica)
ALÉM DISSO, O FUNGO:
PARACOCCIDIOIDOMICOSE
➔ O tratamento não é específico com antifúngico, para escolher o melhor
medicamento é necessário avaliar a gravidade da doença, o custo e a toxicidade.
➔ Vale ressaltar, que quando grave deve ser de forma injetável - venoso
➔ Três drogas com eficácia comprovada:
★ Trimetoprim-sulfametoxazol - mais barato - grave
★ Itraconazol
★ Anfotericina B - mais cara. Nefro e Cardiotóxico - muito grave
Obs: Se for um paciente cardiopata por exemplo, não posso usar Anfotericina B, pois
apresenta cardiotoxicidade.
Obs: Se for um paciente com insuficiência renal o melhor é usar o Itraconazol, mas se for
muito grave não dá para usá-lo, pois vamos optar por uma forma venosa
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Bianca Paes
AULA 8 - 20.10
ANTIVIRAIS
O VÍRUS
❖ Não possui parede celular e sistemas enzimáticos, por isso o vírus entra
dentro das células e utiliza todas as estruturas pertencentes para conseguir
se nutrir, multiplicar e proliferar. Com isso, o tratamento também deve
penetrar na célula, apresentando assim alta taxa de toxicidade.
❖ Estrutura dos vírus:
➢ Material Genético: DNA ou RNA - informações necessárias para a produção
de novo vírus. Obs: Os de DNA são mais fáceis de tratar que os de RNA
➢ Capsídeo: é um envoltório protéico do vírus para separar o material
genético
➢ Envelope: são as glicoproteínas, exposição de antígenos
➢ Vírion: partícula viral quando está fora da célula hospedeira
❖ Especificidade viral: o vírus só consegue infectar a célula que tiver em sua
membrana substâncias às quais ele possa se ligar, atacando apenas
determinados tipos de células.
❖ O tratamento para essas infecções virais será sintomático, potencialização do
sistema imune (única forma endógena para combater o vírus, antes dele se
proliferar), bem como o uso de fármacos antivirais (que vão ser tóxicos, pois irão
precisar atingir nossas células)
❖ A seletividade do medicamento é dificultada, visto que utilizam o metabolismo do
hospedeiro, consequentemente irá apresentar certo grau de citotoxicidade.
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❖ O vírus utiliza os receptores da própria célula para entrar nela (proteínas de
membrana):
➢ Citocinas (receptores de IL-2 nos linfócitos T)
➢ Neurotransmissores (receptor beta adrenérgico)
➢ Canais iônicos (receptor de Ach)
➢ Glicoproteínas (glicoptn CD4 dos linfócitos T)
❖ O hospedeiro também realiza defesa contra o vírus, por meio de:
➢ Propagação da resposta inata e adquirida
■ Resposta imune inata: Nessa resposta temos macrofagos e células
NK. Como o vírus utiliza o mecanismo da célula fica mais difícil
identificar, já que na circulação ele fica na forma de virion (que
é uma forma não infectante)
■ Resposta imune adquirida: As células dendríticas vão apresentar a
célula infectada (o antígeno) para uma resposta mais especializada.
➢ Ativação de linfócitos TCD8 (citotóxicos):
■ Liberação de proteínas líticas - provoca lise
■ Apoptose
■ Liberação de citocinas
➢ Aumento das células de NK (serial killer)
❖ Escape do vírus:
➢ diminui a liberação de citocinas
➢ diminuição do peptídeo antigênico (produção e apresentação) - a célula
perde a capacidade de reconhecer que aquele é um corpo estranho
➢ interferência da via apoptótica - interfere na sequência e mantém a viva
➢ expressão de moléculas homólogas ao MHC da classe I - eles ficam
semelhantes ao TCD8, fazendo com que o TCD8 não ataque eles
❖ Replicação de vírus de DNA
1. O vírus consegue entrar na célula
2. Ele deposita o material genético no núcleo, sumindo o capsídeo
3. As nossas proteínas começam a trabalhar para ele
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Bianca Paes
4. Transcrição, tradução são iniciados
5. Síntese do DNA viral
6. Tradução
7. Agrupamento de partículas do vírus
8. Se organiza em capsídeo e membrana
❖ Replicação do vírus de RNA
1. O início é semelhante, então irá primeiro entrar na célula
2. Ao ocorrer a fusão, já começará o mecanismo de multiplicação da partícula
viral.
3. Protease - participa da formação da transcriptase reversa, montagem e
brotamento do virón
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Bianca Paes
OS ANTIVIRAIS
❖ Mecanismo de ação: A ação do medicamento não atua diretamente no vírus, mas
sim em alguma etapa do ciclo celular afetada, podendo agir nas enzimas ou nos
nucleotídeos pra que não continue. Bem como, evitar a entrada do vírus na célula
❖ Os alvos para terapia antiviral (onde eles atingem)
➢ Ciclo de replicação viral
➢ Adsorção do vírus
➢ Penetração do vírus e desnudamento
➢ Replicação dos componentes virais
➢ Maturação, montagem e liberação do vírus
➔ Todos os antivirais são VIRUSTÁTICOS
➔ Características desejadas dos antivirais:
◆ Amplo espectro e toxicidade mínima
◆ Inibição completa da replicação viral e atividade frente a mutantes
resistentes
◆ Atingir o alvo sem interferir no sistema imune do hospedeiro
◆ Poucas interações medicamentosas
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Bianca Paes
1. ANTIVIRAIS DOS VÍRUS DE DNA
★ Para tratamento da Herpes Simples e Varicela-zoster
Os principais medicamentos são:
➔ Aciclovir, Valaciclovir, Penciclovir, Fanciclovir
Mecanismo de ação: Os medicamentos são derivados de bases nitrogenadas
(guanosina), com isso eles enganam os vírus atuando como uma base nitrogenada a ser
utilizada por eles, impedindo a formação do material genético viral.
Efeitos Adversos: Náuseas, diarréia e cefaléia.
Obs: A escolha de um princípio ativo depende do acometimento hepático, pois por
exemplo, o valaciclovir é um pró fármaco que ao ser ingerido irá passar pelo fígado e ser
transformado, ativado em aciclovir, consequentemente sobrecarregando o fígado ou
tendo dificuldade para ativá-lo.
Obs: Dando prioridade para dar o máximo de quantidade do medicamento durante o
dia, na qual o horário de replicação viral é maior.
ACICLOVIR
❖ Farmacocinética:
➢ Alta distribuição no LCR, por isso é utilizado para Meningite Viral
➢ Feito por via oral, tópica e intravenosa
➢ Ele tem interação e faz ligação cruzada por outros antivirais
➢ Ele é formado pelo valaciclovir, que é o pró fármaco do aciclovir.
➢ É diurno
❖ Resistência dos vírus:
➢ Alteração da DNA polimerase
❖ Efeitos adversos específicos:
➢ Nefropatia cristalina ou nefrite intersticial - quando feito IV
➢ Efeitos neurológicos (tremores, delírios e convulsões) - quando feito IV
➢ Não pode ser administrado em gestantes
VALACICLOVIR
❖ Ele é um pró fármaco (inativado), ele é biotransformado em aciclovir. Bom, pois
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não perde na primeira passagem - Metabólito ativo Aciclovir
❖ Não é bom para pacientes com problemas renais, pois o fígado irá “trabalhar
mais” e demorar mais para ativá-lo. E nem para grávidas
❖ Feito via oral
FANCICLOVIR
❖ Ele é um pró fármaco (inativo), que será biotransformado em penciclovir -
Metabólito ativo Penciclovir
❖ Faz 2x a 3x por dia, dando prioridade para dar o máximo de quantidade do
medicamento durante o dia, naqual o horário de replicação viral é maior.
❖ Excreção urinária
❖ Feito por via oral
★ Para tratamento de infecções por citomegalovirus
Normalmente acomete pessoas com sistema imune comprometido com doenças
autoimunes, imunológicas. Logo é uma infecção oportunista e leva a doenças de órgãos
alvo: retinite, colite, esofagite, doença do SNC e pneumonite
Mecanismo de ação: inibição de proteínas, como por exemplo DNA polimerase que vão
atuar na via do folato, impedindo a síntese do material genético
Medicamentos principais:
➔ Ganciclovir e Valganciclovir
GANCICLOVIR
❖ Usado em CMV, HSV, VZV, EBV, HH-6 e HHV-8
❖ Consegue pegar formas mutantes de resistência
❖ 50% consegue entrar no LCR
❖ Feito via oral, intravenoso ou implante intraocular (colírio)
❖ Não é usado em mulheres grávidas
VALGANCICLOVIR
❖ Ele é um pró fármaco, que é biotransformado no Ganciclovir - Metabólito ativo
❖ Bem absorvido via oral
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2. FÁRMACOS ANTIRRETROVIRAIS
Trata de vírus que possuem material genético de RNA, todos são vias orais, podendo
tratar AIDS, Influenza. Divide-se em:
➔ Inibidores nucleosídeos da transcriptase reversa (INTR)
➔ Inibidores não nucleosídeos da transcriptase reversa (INNTR)
➔ Inibidores da protease (IP)
➔ Inibidores de entrada
➔ Inibidores da integrase
Mecanismos de ação:
Obs: Inibidor da integrase - medicamento Raltegravir: Boa opção para tratamento inicial
de tuberculose grave em pacientes com aids
Seleção do fármaco para tratamento de AIDS:
➔ Potência
➔ Sensibilidade
➔ Tolerabilidade
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➔ Conveniência e otimização da adesão
Protocolo de HIV:
➔ 2 INTR + 1 inibidor de integrase OU
➔ 2 INTR + 1 inibidor da protease + ritonavir OU
➔ 2 INTR + 1 INNRT
Protocolo de adulto para HIV
➔ Tenofovir (TDF)/ Lamivudina (3TC) + Dolutegravir (DTG)
➔ Se não tiver TDF, usar Zidovudina (AZT)
➔ Se não tiver DTG, usar ATV + RTV
➔ Se não tiver ATV + RTV, usar DRV + RTV
Protocolo de HIV para grávida
➔ Tenofovir (TDF)/ Lamivudina (3TC) + Dolutegravir (DTG) - após 12 semanas
➔ Alterar o DTG por ATV + RTV - antes de 12 semanas
★ Fármacos INTR
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➔ Possui muita interação medicamentosa, pois são metabolizados no fígado
➔ A Entrictarabina (FTC) possui solução oral é extremamente tóxica para crianças e
grávidas e pacientes com IR ou pois possui propilenoglicol.
➔ Lamivudina (3TC) - PRINCIPAL, muito bem tolerada e possui menos risco que as
outras e mais benefícios. Mais utilizada
➔ Tenofovir (TDF) - era uma das principais, bem tolerada também
➔ Zidovudina (AZT) -
★ Fármaco INNRT
➔ Não é análogo a nenhuma base nitrogenada
➔ O mais usado é o Efavirenzo, ERA uma escolha inicial
★ Fármacos inibidores da protease
➔ Os principais são: Ritonavir, Lopinavir, Atazanavir
➔ O Ritonavir está associado a arritmia cardíaca, motivo no qual levou a
diminuição da prescrição
➔ Todos podem gerar: resistência à insulina, aumentos dos triglicerídeos e
aparência cushingóide
➔ Medicamentos que não podem ser prescritos juntos: amiodarona
(antialitcos), ergotomins e benzodiazepínicos
★ Fármacos inibidores de entrada
➔ Poucos utilizados para HIV, usados para outros infecções virais
➔ São eles: Enfuvirtida e Maraviroque
★ Fármacos inibidores da integrase
➔ Enzima responsável pela integração do DNA viral ao DNA hospedeiro
➔ Representantes: Raltegravir e Dolutegravir
➔ O dolutegravir não pode ser usado associado a rifampicina, quando o
paciente tem tuberculose
➔ Medicamentos recentemente incorporados no SUS
➔ Usa-se dolutegravir em pacientes vivendo com HIV maior de 12 anos
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Bianca Paes
★ Farmacos ANTI-Influenza
➔ São eles: Amantadina e Rimantadina, Oseltamivir e Zanamivir
★ Fármacos ANTI-hepatites
➔ São os interferons: alfa, beta e gama
➔ Ribavirina e Adefovir dipivoxil, Entecavir e Telbivudina
58antibiótico
- Como ocorre a disseminação da resistência:
❖ Transferência de bactérias entre pessoas;
❖ Transferência entre genes de resistência entre bactérias;
❖ Transferência entres genes de resistência entre elementos genéticos dentro
da bactéria
É necessário avaliar a dinâmica (mecanismo do medicamento) e cinética (tempo)
OBSERVAÇÃO: Se o medicamento não é feito venoso, acontece o aumento da
concentração, chega ao máximo e reduz, principalmente falando na via oral. Se for
venoso, a primeira dose já começa no pico e depois cai.
1. Farmacocinética Clínica:
Cmin: Indica o nível sérico da queda do fármaco, medido logo antes de administrar uma
nova dose (uma hora antes), chamado no “vale”. Indica a concentração sérica mínima
(concentração do fármaco no sangue).
Cmax: Indica o nível sérico de pico do fármaco, medido uma hora depois de administrar
uma nova dose. Indica a concentração sérica máxima.
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Bianca Paes
2. Padrões de erradicação dos antibacterianos:
Concentração dependente: Quando o antibiótico tem eficácia proporcional ao nível que a
concentração sérica, logo excede a CIM. Realiza-se as doses sempre espaçadas, pois o
início dele depende de concentrações maiores, conhecido como dose de ataque (no
primeiro dia) e depois reduz aos valores padrões. Exemplo: Tigeciclina, antibiótico com
espectro maior, logo mais específico, faz dose de ataque de 200 mg, pois a dose dele
normal é de 100 mg.
- Preciso de uma dose que obtenha alta concentração no sangue logo no primeiro
dia e depois nos dias seguintes, faço a manutenção com a dose no valor normal.
- Normalmente, são antibióticos de espectro maior, mais fortes e que não são a
primeira opção de tratamento.
Tempo dependente: Quando um antibiótico é eficaz por um período longo acima da CIM.
Exemplo: betalactâmicos, glicopeptídeos (vanco); realiza-se uma infusão contínua, logo
infundi-la com soro por 24 horas, principalmente quando atinge 40% do tempo maior
que a CIM.
- São aqueles que quanto mais tempo em contato com as bactérias, mais ele
consegue erradica-las.
- Pode ser em dripping.
Associação de antibióticos:
1. Indicações
➢ Infecções polimicrobianas (mais de uma bactéria, até mesmo sendo uma infecção
bacteriana e antifúngica);
➢ Efeito sinérgico entre drogas - interação que multiplica os resultados;
➢ Prevenção do desenvolvimento de microrganismos resistentes;
➢ Redução na dose de droga que é mais potencialmente tóxica - interação
medicamentosa benéfica, exemplo: vanco e outro medicamento, para que a vanco
não seja tão nefrotóxica;
➢ Tratamento empírico de infecções graves (ainda sem diagnóstico, sem
antibiograma, com isso tenta atingir todos os aspectos até sair o resultado);
➢ Pacientes imunocomprometidos ou endocardite infeccioso
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Bianca Paes
2. Devemos levar em conta para associar os antibióticos
- Bacteriostático + Bactericida = pode ser uma associação antagonista, para
paralisar e depois romper
- Bacteriostático + Bacteriostático = pode causar efeito aditivo ou sinérgico, para
parar várias etapas daquelas bactérias
- Bactericida + Bactericida = efeito sinérgico, um agindo na parede e outro na
membrana provocando maior rompimento, logo há mais garantia de que de fato
irá ocorrer o rompimento.
3. Desvantagens:
➢ Risco de toxicidade;
➢ Aspectos econômicos;
➢ Seleção de microrganismos resistentes
4. Profilaxia da infecção com antimicrobianos:
➢ Profilaxia de endocardite; tuberculose; febre reumática; meningite
meningocócica; cirurgias gastrointestinal e genito urinária (Cipro e Metronidazol
antes e depois 48hrs); em procedimentos cirúrgicos contaminados e sujos (como: a
ressecção do colo) e algumas cirurgias limpas (inserção de prótese valvar ou
articular) para não desenvolver nenhuma infecção; também em feridas
penetrantes e traumáticas; e superinfecções.
➢ Sepse é uma infecção geral grave do organismo causada por germes patogênicos, é
uma síndrome de resposta inflamatória sistêmica ou SIRS, causada por uma
infecção severa.
Farmacocinética X Farmacodinâmica
Farmacocinética (PK): dose, absorção, distribuição tissular, concentração no metabolismo
e eliminação.
Farmacodinâmica (PD): Relação entre níveis séricos e seu efeito farmacológico (CIM)
para matar as bactérias.
OBSERVAÇÃO: Alvo terapêutico- são as bactérias.
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Bianca Paes
AULA 3 - 01.09
Origem dos antibióticos: É proveniente dos próprios microrganismos, e a partir daí
consegue sintetizar uma substância química que consegue atingir alguma estrutura
básica do próprio microrganismos
não usada no brasil
CLASSIFICAÇÃO DOS ANTIBIÓTICOS
ESTRUTURA
QUÍMICA
ESPECTRO DE
ATIVIDADE
TIPO DE
ATIVIDADE
Exemplos de
antibióticos
Sulfonamidas e drogas
relacionadas
X Bacteriostática Sulfametoxazol,
Dapsona (DDS, sulfona)
Quinolonas X Bactericida Norfloxacina,
Ciprofloxacino
Antibióticos
Betalactâmicos
Espectro
Estreito
Bactericida Penicilinas,
Cefalosporinas,
Carbapenemas,
Monobactâmicos
Tetraciclinas Espectro Amplo Bacteriostática Doxiciclina
Derivados do
nitrobenzeno
Espectro Amplo Bacteriostática Cloranfenicol
Aminoglicosídeos Espectro Bactericida Gentamicina,
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Bianca Paes
ESTRUTURA
QUÍMICA
ESPECTRO DE
ATIVIDADE
TIPO DE
ATIVIDADE
Exemplos de
antibióticos
Estreito Estreptomicina
Macrolídeos Espectro
Estreito
Bacteriostático Eritromicina,
Azitromicina
Polipeptídicos X Bactericida Bacitracina,
Colistina,
Polimixina B
Glicopeptídeos Espectro Amplo Bactericida Vancomicina,
Telavancina
X Espectro Amplo Bactericida Rifampicina
OBSERVAÇÕES:
- O espectro estreito causa menos resistência às bactérias, pois atinge um grupo
específico delas.
- Mecanismos de ações: (já descritos acima e com seu tipo de atividade)
TOXICIDADE:
1. Toxicidade Relativa X Toxicidade Absoluta
- Seletiva Absoluta: causam danos quase exclusivamente aos microrganismos,
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Bianca Paes
causando menos efeito colateral. Sabemos que ele é tóxico, porém menos.
- Seletiva Relativa: causam danos aos microrganismos, porém também podem
trazer danos ao organismo dos pacientes. Tóxicos para todo tipo de célula, logo
afetam mais as pessoas.
2. Toxicidade Sistêmica:
Refere-se aos efeitos tóxicos causados como resultado da absorção e distribuição de
uma substância que afeta todo o organismo, ao invés de uma área específica (local),
ou seja, numa área distante à do seu ponto de entrada. A maioria das substâncias
químicas que produzem toxicidade sistémica não causam um grau de toxicidade
semelhante em todos os órgãos, mas costuma causar uma toxicidade importante em
um ou dois órgãos. Estes são referidos como os órgãos alvo da toxicidade dessa
substância química.
Fármacos com baixo índice de toxicidade, indica na verdade uma toxicidade mais
direcionada para algum tecido, do que para todo o organismo.
- Fármacos com baixo índice terapêutico: indica que a dose tóxica é muito próxima
da dose terapêutica, a janela terapêutica é curta. Exemplos:
➢ Aminoglicosídeos (amicacina e gentamicina): ototóxico e nefrotoxicidade,
ao usar eles e não desenvolveR nenhuma dessas deficiências (SENDO VISTO
EM EXAMES), pode tomar ele tranquilo, pois não causará mais problemas
➢ Tetraciclinas: lesão hepática e renal
➢ Cloranfenicol: depressão da Medula Óssea (QUASE NÃO É MAIS USADO,
pois sua toxicidade é irreversível)
➢ Polimixina B: toxicidades renal e neurológica
➢ Vancomicina: perda da audição e lesão renal
➢ Anfotericina B: toxicidades renal, medular e neurológico
- Fármacos com alto índice terapêutico: indica que a dose tóxica está muito distante
da dose terapêutica, logo uma janela terapêutica maior. Exemplos: Penicilinas,
Cefalosporinas, Eritromicina.
OBSERVAÇÃO:
- Por isso, quanto mais baixo o índice terapêutico, mais importante é realizar a dosagem
sérica antes de aplicar uma nova dose e depois de aplicar, pois assim conseguimos
observar a toxicidade e se houve algum prejuízo, servindo como bom monitoramento.
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https://toolbox.eupati.eu/glossary/absorcao/?lang=pt-pt
https://toolbox.eupati.eu/glossary/toxicidade/?lang=pt-pthttps://toolbox.eupati.eu/glossary/toxicidade/?lang=pt-pt
https://toolbox.eupati.eu/glossary/toxicidade/?lang=pt-pt
https://toolbox.eupati.eu/glossary/toxicidade/?lang=pt-pt
Bianca Paes
- Muitos medicamentos dependem das idades, por exemplo em neonato, podemos ter:
Síndrome do bebê cinzento causado por cloranfenicol durante a gravidez ou kernicterus
(encefalopatia bilirrubínica) causado por sulfonamidas.
- Deposição nos ossos e dentes em formação prejudicando a arcada dentária das crianças
causada pela tetraciclina.
- Síndrome do homem vermelho é causada pela vanco, pois aumenta a sensibilidade
(hipersensibilidade), provocando edemas; rubor, processos alérgicos…
- Trocar o medicamento pelo mesmo espectro de ação, por exemplo: se quiser mandar
alguém para casa, temos que fazer uma escolha do antibiótico oral.
3. Se tivermos pacientes dependentes da função renal (Insuficiência Renal):
- Devemos diminuir ou corrigir a dose. No caso de uma uma IR leve (alteração de
creatinina abaixo de 60) altera-se a dose da AMG, da vanco e das cefalosporinas.
No caso de uma IR moderada a grave, altera-se a fluorquinolonas, carbenicilina e
clotrimazol.
- Evitar fármacos, como: cefalotina, cefaloridina (não tem no brasil), tetraciclinas
(exceto doxiciclina)...
4. Se tivermos pacientes dependentes da função hepática (Insuficiência Hepática):
- Devemos diminuir ou corrigir a dose, dos: cloranfenicol; metronidazol;
rifampicina; clindamicina.
- Evitar fármacos, como: Tetraciclinas, estolato de eritromicina, pefloxacina…
- Sempre corrigir dose se for hepatotóxico, já que o fígado faz metabolismo, e se ele
não estiver bom, não conseguirá metabolizar o fármaco todo, aumentando assim
o efeito dele, e por isso diminuímos a dose.
5. Se tivermos pacientes dependentes de fatores genéticos, como:
- Pacientes deficientes de G6PD, é um distúrbio genético que pode resultar na
destruição de glóbulos vermelhos após uma doença aguda ou uso de certos
medicamentos, por isso evitamos o uso de sulfonamidas, cloranfenicol e
fluoroquinolonas, porque pode causar Anemia Hemolítica.
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Bianca Paes
6. Se tivermos pacientes GESTANTES:
- Os mais seguros são: penicilinas, cefalosporinas (cefalexina) e eritromicina
- Todos os outros devem ser evitados, pois causam riscos para o feto, como: Surdez
(a AMG); Ossos e dentes (a Tetraciclina). Bem como, causa risco para a gestante,
como: necrose gordurosa do fígado; pancreatite e lesão renal (a Tetraciclina).
******AÇÃO DOS ANTIBIÓTICOS*****
1. Se tivermos pacientes dependentes de fatores locais, como:
- Se houver presença de pus e secreções, terá fagocitos, resíduos celulares e proteínas, na
qual podem se ligar ao fármaco e criar condições desfavoráveis para a sua ação. Por isso,
devemos administrar junto ao antibiótico nesse caso um antiinflamatório, pois fará com
que a secreção diminua e ajudará o antibiótico a ter maior estabilidade para realizar sua
ação e não se juntar a infecção.
- Presença de hematomas, provocará a ligação dos fármacos à hemoglobina, tornando
mais difícil do antibiótico se estabilizar, visto que vai formar um complexo naquela
região e muito das vezes irreversível, podendo até mesmo o remédio não realizar seu
efeito. Usamos: penicilinas, cefalosporinas e tetraciclinas.
- Diminuição do PH no local da infecção, acaba provocando a diminuição da atividade
dos aminoglicosídeos e macrolídeos (azitromicina), pois o ambiente está mais ácido, logo
a atividade de absorção diminui, por isso o melhor é fazer em jejum ou após duas horas a
alimentação com 250ml de água (para melhor absorção), visto que o PH estará menos
ácido, estará “normal”.
Observação: Os antibióticos podem atingir a mucosa do estômago, devido a liberação do
ácido gástrico, por isso toma-se fármacos para enjoos para evitar este desgaste ou causar
uma lesão.
- Abscesso, causa o comprometimento da penetração na área, por isso há necessidade de
drenar o abscesso.
- Presença de material necrótico e corpos estranhos
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Bianca Paes
2. A escolha do antibiótico depende:
Espectro de atividade, Tipo de atividade, Sensibilidade do microrganismo, Toxicidade
relativa, Perfil farmacocinético, Vias de administração, Evidências de eficácia e custo.
3. Uso combinado de antibióticos:
- Para obter um sinergismo, alguns exemplos:
❖ Sulfametoxazol + trimetoprima (bactrim)
❖ Carbenicilina/ ticarcilina + gentamicina (AMG) = Pseudomonas aeruginosa
❖ Amoxicilina + ác. clavulânico
- Reduzir a gravidade ou incidência dos efeitos adversos
- Prevenir o desenvolvimento de resistência
❖ Valor nas infecções crônicas - tratamentos prolongados ( Tuberculose,
H.pylori, Hanseníase), ficar monitorando se há melhoras do sintoma, a
carga bacteriana…
- Ampliar o espectro de ação
❖ Tratamento de infecções mistas (peritonite, ITU, abscesso cerebral,
infecções ginecológicas) - normalmente, usa-se Clindamicina +
metronidazol
❖ Tratamento inicial de infecções graves
❖ Topicamente (bacitracina + neomicina - uso tópico, na pele)
4. Uso profilático de antibióticos:
- Profilaxia de microrganismos específicos:
- Prevenção de infecção em situações de alto risco:
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Bianca Paes
INIBIDORES DE PAREDE CELULAR
- Quem realiza esse processo é o Beta Lactâmico, que são as penicilinas;
cefalosporinas; monobactâmicos e carbapenens), logo o mecanismo de ações delas
é: Inibição da síntese (formação) da parede celular bacteriana, o que causa o
ROMPIMENTO das células.
- Possui efeito bactericida, logo provoca a inibição irreversível da transpeptidase
(responsável pela formação das ligações cruzadas que formam a parede celular).
1. Mecanismos de resistência das bactérias às penicilinas e cefalosporinas:
- Ela diminui a afinidade das peptidoglicanos pelo antibiótico, mudando a formação
delas e, consequentemente, fazendo com que elas não se liguem para que impeça
a ocorrência da transpeptidase de fixar a parede celular, uma ponta a outra.
Provocando assim, uma não efetividade do fármaco, pois o antibiótico não irá
reconhecer o local.
- Promove a incapacidade do agente penetrar no local de ação, a bactéria duplica
sua camada lipídica, deixando a parede mais resistente e espessa.
Nas GRAM-POSITIVAS, as peptideoglicanas ficam mais externas, só uma camada de
parede. Enquanto, nas GRAM-NEGATIVAS, elas ficam mais internas cobertas por uma
camada espessa de lipopolissacarídica, que funciona como uma barreira.
Consequentemente, os primeiros antibióticos foram muito mais eficazes na
gram-positiva do que na gram-negativa, devido suas características, complexidades
serem menores, até atingiam as gram-negativas porém com mais dificuldade.
OBSERVAÇÃO:
- As bactérias Gram-Positivas, como a Staphylococcus aureus, libera a enzima beta
lactamase, que por sua vez quebra (cliva) o anel beta lactâmico, que é a principal
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Bianca Paes
estrutura reconhecida do antibiótico.
- Beta-lactamases: gram-positivos secretam grandes quantidades (extracelular e
plasmídeos) e gram-negativas secretam pequenas quantidade (espaço
periplasmático) desta enzima.
- Bomba de efluxo, PRINCIPALMENTE, nas gram-negativas.
Para entender:
Neste caso, ocorrem alterações químicas no próprio fármaco, que os prejudicam ao
realizar sua ação. As gram positivas possuem muita enzima beta-lactamase o que
prejudica na ação do antibiótico, devido essas enzimas clivagem (quebrarem) o anel beta
lactâmico, que é a principal estrutura reconhecida do antibiótico. Já as gram negativas,
utilizam da bomba de efluxo para prejudicar a ação dos antibióticos.
Além delas produzirem mecanismos de resistência ao mecanismo de ação do fármaco,
que são: impedindo a penetração do fármaco no local, principalmente a gram-negativa,
pois sua parede celular é mais espessa e mais interna. Bem como, diminuindo a
afinidade dos peptidoglicano pelo antibiótico, pois elas conseguem alterar a estrutura
delas e fazer com que o antibiótico não reconheça, logo ele não consegue se ligar a
estrutura e impedir a transpeptidase (que faz as ligações da paredecelular
AULA 4 - 08.09
OS BETA LACTÂMICOS
As classes são: Penicilinas, Monobactâmicos, Cefalosporinas e Carbapenêmicos.
Estrutura Química: Todos possuem anel beta lactâmico, o que altera são os seus radicais.
Vale ressaltar que, as bactérias rompem esse anel, afetando toda a estrutura. Também
possuem um anel de tiazolidina Além disso, há as enzimas: Penicilinase e Amidase, que
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Bianca Paes
são enzimas que ajudam a manter a estrutura, elas vão fazer uma reação química,
hidrólise das moléculas para que elas possam ter atividade ou então serem eliminadas, e
transformar em ácidos penicilínicos ou amino penicilânicos.
As primeiras moléculas apresentaram alguns problemas, são eles: ser sensíveis ao ácido,
não eram ativas em bactérias gram negativas e as bactérias resistentes tem b-lactamases,
que clivam o anel e logo a estrutura.
Forem feitas alterações, tornaram elas ácidas resistentes (podendo ser via oral), de amplo
espectro, e b-lactamases resistentes, devido a adição de clavulanato, sulbactam, que
impedem as b-lactamases de degradar a amoxicilina, ou ampicilina. Logo, agora temos
penicilinas ácidas e b-lactamases resistentes.
1. PENICILINAS
Grupo 1: São sensíveis à penicilinase (que sofrem):
❖ Benzilpenicilina ou penicilina G - Benzetacil
❖ Penicilina V
Grupo 2: São resistentes à penicilinase:
❖ Oxacilina (muito usada)
❖ Meticilina (passou a ter s. aureus resistente - marsa)
Grupo 3: São as de espectro aumentado (aminopenicilinas):
❖ Amoxicilina
❖ Ampicilina
Grupo 4: São antipseudomonas (carboxipenicilinas)
❖ Ticarcilina - Timintim
Grupo 5: São as de quarta geração (ureidopenicilinas)
❖ Azlocilina
❖ Mezlocilina
❖ Piperacilina - Tazocin
Observação: Beta lactamases resistentes são as antiestafilocócica, pois o estafilococos
foram os primeiros a mostrar resistência
Associação de penicilina e inibidor de Beta lactamase (A PARTIR DA TERCEIRA
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Bianca Paes
GERAÇÃO)
● Ampicilina + Sulbactam
● Amoxicilina + Ácido-clavulânico
● Ticarcilina + Ácido-clavulânico
● Piperacilina + Tazobactam
➔ É importante ressaltar:
Observar se o antibiótico é nefrotóxico, por exemplo: se o paciente tem insuficiência
renal e vamos administrar penicilina G (Benzetacil) venoso, temos que diminuir a dose
em 50 a 75%. No entanto, a penicilina antiestafilocócica (Oxacilina) não tem necessidade
de alteração da dose, pois não causa toxicidade para o paciente. Já as de espectro
ampliado, são as mais tóxicas (Amoxicilina e clavulanato de potássio). As de quarta
geração (quinto grupo) entram no parâmetro de 50-75%. Mesmo diminuindo a dose, não
muda a ação, pois ao filtrar pouco com uma dose pequena, será o mesmo que uma dose
normal com a filtração normal.
SE TIVER CORREÇÃO DE DOSE É NEFROTÓXICO
Analisando esse gráfico, podemos perceber que quando
uma penicilina, como exemplo: Amoxicilina atua sozinha o
efeito dela contra as bactérias é muito pequeno, pois em
pouco tempo há grande proliferação de bactérias, bem como
se só for tratado com ácido clavulânico, não haverá efeito.
Sendo os dois, semelhantes há não tratar com fármaco algum.
Lógico, que há uma diferença na quantidade de bactérias,
porém é mínima. Portanto, quando tratamos com amoxicilina
e ácido clavulânico, não há proliferação de bactérias, pois ao
decorrer do tempo, diminui o número, permitindo a ação.
Ação Antibiótica Prolongada
As penicilinas tem ação prolongada, devido sua estrutura química
A concentração sérica (no sangue)
mostra que a penicilina G benzatina
dura muito mais tempo no sangue,
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Bianca Paes
podendo chegar a 7 dias, e em doses muito baixas, devido a sensibilidade das células
bacterianas a ela, por exemplo, a Treponema (que causa Sífilis) precisa de uma
baixíssima dose para ficar sensível ao antimicrobiano.
Reações indesejáveis
- Reação de hipersensibilidade (1%), devido a exposição a produtos de degradação:
anafilaxia; febre; dermatite esfoliativa; broncoespasmo; e erupções. O tratamento
é feito com adrenalina, anti-histamínico e glicocorticóides.
- Diarreia: ampicilina
- Neutropenia: nafcilina ou piperacilina
- Disfunção plaquetária: carbenicilina (doses elevadas)
- Nefrite intersticial: meticilina
- Convulsões: Penicilina G por via intratecal ou em pacientes com insuficiência
renal
- Hipernatremia/hipercalemia: Penicilina G sódica ou potássica (infectados, altas
doses, retenção de fluidos, hipertensão.
2. CEFALOSPORINAS
● Foram separadas do grupo, pois são provenientes de outra bactéria, as
Cephalosporium acremonium, que foram descobertas depois.
● Apresentam espectro de ação amplo
● São resistentes à ação da penicilinase estafilocócica
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Primeira Geração:
❖ Espectro útil ESTREITO : Estreptococos - Staphylococcus aureus
❖ São estáveis frente ao ácido, contra beta lactamases, ativo contra cepas G+ ( MSSA
- Staphylococcus aureus suscetível à; S.pyogenes) e moderadamente ativo contra
G-, dificilmente tratamos em pacientes Gram -
❖ São elas: Cefazolina (Cefalotina também quando há cefazolina está em falta),
Cefalexina, Cefradina e Cefadroxil
❖ Normalmente feita via oral, apenas cefazolina e cefalotina que são parental
Segunda Geração:
❖ Tem como espectro útil INTERMEDIÁRIO: E.coli; Klebsiella e Proteus (logo, mais
potentes contra Gram -) e também pela H. Influenzae (que é Gram +)
❖ São menos ativas contra a G+ que as de primeira geração
❖ São elas: Cefuroxima, Cefaclor, Cefoxitina
❖ Normalmente feita via oral, porém a cefuroxima pode ser feita parental
Terceira Geração:
❖ Tem como espectro útil INTERMEDIÁRIO: Enterobacteriaceae, Pseudomonas
aeruginosa (Logo, maioria bactérias gram negativas)
❖ Moderadamente ativos contro anaeróbios
❖ Um pouco menos ativas do que os de primeira geração contra a gram +
❖ São elas: Ceftriaxona e Ceftazidima, Cefotaxima também é pouco usado.
❖ Feita via parental
❖ USADO EM CASOS DE MENINGITE - POIS É O MAIS DIRETO.
Quarta Geração:
❖ Tem espectro útil AMPLO: comparável com a terceira geração e mais resistente a
algumas beta lactamases, apresenta um espectro mais equilibrado
❖ Apresenta permeabilidade de membrana elevada
❖ Ativas contra G+ e G-
❖ Modéstia atividade contra anaeróbios
❖ É a Cefepima
❖ Realizada parenteral
❖ Muito usual quando tem mais de uma bactéria ou quando precisa de uma ação
rápida.
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Bianca Paes
ESPECTRO DE AÇÃO
Na primeira geração observamos um espectro estreito, na qual há mais gram positivas
do que negativas, na segunda vemos um intermediário e na terceira mais pra gram
negativa do que pra gram positiva, sendo estreita também.
Reações adversas:
- Reações de hipersensibilidade: reatividade cruzada penicilina e cefalosporina
- Nefrotoxicidade (menos que os AMG e polimixinas)
- Diarreia (uso VO prolongado e cefoperazona)
- Hipoprotrombinemia e distúrbios hemorrágicos pp com fármacos de segunda
geração
- Intolerância ao álcool
- Não existem testes cutâneos específicos para as cefalosporinas.
AULA 5 - 15.09
CONTINUAÇÃO DOS BETA LACTÂMICOS…
3. CARBAPENÊMICOS
● É produzido por Streptomyces cattleya
● Possui espectro de atividade mais amplo que os outros Beta lactâmicos
● O principal representante é o Imipenem (administrado em combinação com a
cilastatina, que é um inibidor de desidropeptidase tubular renal), mas também há
o ertapenem e Meropenem (PRINCIPALMENTE)
● Possui atividade contra microrganismos aeróbios e anaeróbios - amplo espectro -
(Estreptococos, Enterococos, Estafilococos e Listeria)
● São os mais resistentes às beta lactamases, logo não sofre degradação
● Alta afinidade por PBP
● O imipenem causa cardiotoxicidade, evitando usar em crianças
● O meropenem é o melhor em custo benefício, ertapenem tem um custo muito alto
● Efeitos indesejáveis: distúrbios gastrointestinais, manchas nos dentes e convulsões
(principalmente no imipenem)
● Administração venosa
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● Tempo de meia vida 1 hora
Observação: O meropenem não consegue se estabilizar por muito tempo em soro
fisiológico, no máximo três horas, em soro glicosadodura 8 horas. Importante, observar
o horário que foi manipulado. Além disso, ele é muito bom para pacientes com restrição
hídrica, pois é possível concentrar uma boa quantidade dele no sangue.
4. MONOBACTÂMICOS
● Produzido por Chromobacterium violaceum
● Principal representante: Aztreonam
● Espectro Estreito: atividade apenas contra gram Negativos
● Excelente contra enterobactérias e pseudomonas
● Alta afinidade por enzimas PBP (peptideoglicanas, que ajudam a entrar na célula),
com isso ele acaba agindo rápido.
● É útil pois pode substituir a penicilina e cefalosporinas em pacientes alérgicos
● Boa opção para evitar nefrotoxicidade, ototóxicos, sendo ótimo para substituir os
AMG (gentamicina ou amicacina)
● Efeitos indesejáveis: distúrbios gastro intestinais, flebite, hipersensibilidade,
neurotoxicidade, diarreia, nefrite
● Administração via venosa e intramuscular
● Tempo de meia vida é quase 2 horas (para sua excreção renal)
Observação: Os monobactâmicos são muito semelhantes aos AMG, pois os dois tem
atividade principalmente por gram negativa, mas propriamente dita, infecções
respiratórias, por isso quando um paciente apresentar alguma toxicidade ao AMG, o
melhor é trocar pelo Aztreonam.
GLICOPEPTÍDEOS
➔ Os principais representantes: Vancomicina (tricíclicas) e Teicoplanina
(tetracíclicas)
➔ O DIFERENCIAL DELAS: possuem boa perfusão dos tecidos de difícil acesso,
chegando em altas concentrações nestes tecidos, como por exemplo: osso, um
paciente que possui osteomielite a melhor forma de tratamento é com
vancomicina ou teicoplanina.
➔ Sua estrutura química é composta por aminoácidos e açúcares, e são estruturas
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Bianca Paes
cíclicas complexas
Observação: Para colite pseudomembranosa tem que fazer local e sistêmica, local para
ocorrer a perfusão
VANCOMICINA E TEICOPLANINA
● Características químicas: Glicopeptídeos, hidrossolúvel e estável - não sofre
interferência de sub-enzima, conseguindo ficar bastante tempo no local da
infecção.
● Espectro de ação: Gram + (principalmente estafilococos B lactamases)
● Mecanismo de ação: Altera a síntese de RNA, Afeta a função da MP - membrana
plasmática, aumentando a permeabilidade e, PRINCIPALMENTE, Impede o
alongamento quando se liga a cadeia carboxi-terminal em crescimento ( que
significa inibir síntese da parede) BIOSTÁTICA E BACTERICIDA
● Indicações: Pneumonia, abscesso de pele e partes moles, osteomielite, sepsis,
meningite e endocardite. Como medida profilática para cirurgia cardíaca,
neurológica e ortopédica. Além disso, neuropenia febril (em associação) e
enterocolite por C. difficile - se tiver um diagnóstico precoce usa se: metronidazol,
e em caso grave usa vanco.
● Efeitos adversos: Dor local, febre, calafrios, formigamento, náuseas, síndrome do
homem vermelho, erupções cutâneas, leucopenia e eosinofilia, nefrotoxicidade (a
teico é menos do que a de vanco) e ototoxicidade em doses altas.
● Cinética: Administração via venosa, tempo de meia vida é de 6-8 horas, não é
absorvida via oral (ao não ser para tratamento de enterocolite, pois eu não quero
que ela seja absorvida e sim fique naquele local), possui alta distribuição (pois
possui baixas ligações a proteínas plasmáticas) e o paciente pode ter insuficiência
renal ou hepática de 6 a 10 dias, após começa-lo a tomar.
LIPOPEPTÍDEOS - DAPTOMICINA
➔ É um antibiótico semi-sintético, similar à vancomicina
➔ Espectro de ação estreito e com atividade de ação contra gram +
➔ Atividade bacteriana:
1. MRSA - Staphylococcus aureus resistente à meticilina - usa-se a daptomicina que
possui potência igual ou superior a vancomicina
2. S.epidermidis - potência 2 ou 4 vezes maior que a vanco ou teico
3. Enterococos e Listeria - tem menor ação que vancomicina, no entanto pode ter
ação contra Enterococcus Vancomicina Resistente (EVR)
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Bianca Paes
➔ Ele é o antibiótico que apresenta maior potência BACTERICIDA contra
estafilococos e enterococos resistentes à vancomicina
➔ Mecanismo de ação: realiza inibição da síntese do peptidoglicano da parede
celular (inibição da síntese da parede celular), inibição da síntese do ácido
lipoteicóico da membrana plasmática (inibição da mp) - morte bacteriana em 60
min, mesmo em bactérias que sejam desprovidas de membrana. BACTERICIDA
➔ O efeito pós-antibiótico contra estafilococos e enterococos pode durar de 1-6 hrs -
sai da circulação sanguínea, mas o que chegou nas bactérias continua por horas
➔ Cinética: Não é absorvido por via oral, sua administração é por via venosa,
duração da meia vida por 6 horas, não atravessa a barreira hematoencefálica,
clearance renal: 86% (sobrecarga), se liga em 94% a proteínas plasmáticas (por
isso, ela tem uma duração e uma distribuição menor do que a vanco, já que a
vanco fica livre)
➔ Efeitos adversos: Miosite - fraqueza muscular e mialgia das mãos, punhos e
antebraços, precedidas de elevação da CPK sérica, vale ressaltar que o efeito é
reversível com a retirada do fármaco
➔ USO CLÍNICO: É considerado uma alternativa para o tratamento de infecções por
Gram + resistentes à vancomicina e à teicoplanina. Seu nome comercial é o
Cubicin (cubist) e é usado, principalmente, para infecções de pele e tecido celular
subcutâneo por estafilococos e estreptococos. Também está sendo usada para
sepse e endocardite.
QUINOLONAS E FLUOROQUINOLONAS
➔ Estrutura química: São análogos sintéticos do ácido nalidíxico. Mesmo sendo da
mesma classe, eles são bem diferentes. A quinolina apresenta nitrogênio,
enquanto as fluoroquinolonas apresentam flúor.
➔ Mecanismo de ação: Promove a inibição da DNA girases e da topoisomerase IV -
BACTERIOSTÁTICO, porém quando as bactérias são incapazes de sobreviver frente
às lesões do DNA, se torna BACTERICIDA
Observação: A inibição do DNA girase impede o relaxamento positivo da super espiral de
DNA que é necessário para a transcrição e replicação normal. Já a inibição da
topoisomerase IV interfere com a separação do DNA replicado em células filhas durante
a divisão celular.
➔ Mecanismo de resistências: redução de permeabilidade, alteração da dna girases e
topoisomerase IV, principais microrganismos com resistência: Staphylococcus,
Pseudomonas, E.coli, N. gonorrhea, Serratia, Streptococcus pneumoniae
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Bianca Paes
Primeira Geração - QUINOLONAS
❖ Ácido Nalidíxico
❖ Restrito para bactérias aeróbias gram negativas
❖ TRATAMENTO DE INFECÇÃO URINÁRIA, por E. coli, Klebsiella e Proteus
Segunda Geração - FLUOROQUINOLONAS
❖ Os principais são: Ciprofloxacina, Norfloxacina e Levofloxacina
❖ Excelente para gram - e atividade moderada a boa contra gram +
❖ Pouca atividade contra anaeróbios
❖ Principais microrganismos: Enterobacteriaceae, E. coli, Klebsiella sp., H. influenzae;
Chlamydia pneumoniae ou trachomatis, Pseudomonas aeruginosa, S.aureus
sensíveis à meticilina
Terceira geração - FLUOROQUINOLONAS
❖ Os principais são: Gatifloxacina, Moxifloxacina
❖ Maior atividade contra gram + como S. pneumoniae, S. aureus resistentes à
meticilina e possui boa atividade contra as bactérias anaeróbias!!!!
➔ Aspectos Farmacocinéticas das fluorquinolonas (segunda e terceira geração): A
maioria são de administração via oral que são bem absorvidas (podendo assim, o
paciente ter alta e tomar em casa), não interagem com alimentos e sua
biodisponibilidade é de 80-95%.
As fluorquinolonas se concentram em tecidos, rim, próstata, pulmão e tecido ósseo. Além
disso, a maioria não chega no sistema nervoso central. Ela é metabolizada no fígado e
elimina renal.
Elas atingem maiores níveis do que a concentração sérica, pois por mais que ela esteja na
corrente sanguínea com uma certa quantidade, ela deposita no tecido também, pois elas
se concentram nas células. Por isso, não dá certo fazer dosagem sérica neste caso, tendo
uma ótima resposta terapêutica.
➔ Indicações Clínicas:
- INFECÇÕES DO TRATO URINÁRIO por enterobacteriaceae - as fluorquinolonas são
equipotentes (segunda geração)
- DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSIVEL por Prostatite, N.gonorrhoeae…elas
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Bianca Paes
são uma alternativa para azitromicina e ceftriaxona
- MENINGITE - usar Ciprofloxacina e Ofloxacina
- INFECÇÕES GASTROINTESTINAIS E ABDOMINAIS por E.coli, Salmonella…
- INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS por S. pneumoniae, H.influenzae, S. aureus, P.
aeruginosa, Chlamydia pneumoniae…
- INFECÇÕES DOS TECIDOS MOLES, ÓSSEAS E ARTICULAÇÕES - Osteomielite e
artrite séptica por S. aureus e bastonetes gram negativo, doses altas - tempo
prolongado, MAS NÃO É A PRIMEIRA ESCOLHA!
➔ Efeito adverso: Distúrbios gastrointestinais (diarreia, náuseas, vômitos e
desconforto abdominal), neurológicos - em idosos +AINES - (cefaléia, vertigem,
insônia, alteração de humor e convulsões), cutâneas/alérgicas, anormalidades da
função hepática (hepatite aguda - Trovafloxacina), arritmias por prolongamento
do intervalo QT ( Levofloxacina, Gatifloxacina, Moxifloxacina)
➔ Contra-indicações: Gestantes, pois podem causar abortamentos fetais em tratados
com doses elevadas, e pacientes pediátricos, pois pode causar lesões das
cartilagens e articulações em crianças em crescimento.
AULA 6 - 22.09
MACROLÍDEOS
➔ Estrutura química: Apresenta anel da lactona macrocíclica
➔ PRINCIPAIS REPRESENTANTES: Eritromicina, Azitromicina, Claritromicina
➔ Espectro antimicrobiano semelhante a Penicilina G
➔ Mecanismo de ação: São inibidores da síntese protéica (ribossomos) - não ocorre
a multiplicação/divisão celular/ proliferação - BACTERIOSTÁTICO
➔ Cinética: Administração via oral ou via intravenosa
➔ Mecanismos de resistências:
1. Efluxo do antibiótico por um mecanismo ativo, EX: S. aureus fazem 50% de
resistência e o S. pneumoniae
2. Produção de uma enzima metilase que modifica o sítio ribossomal e reduz
afinidade com os macrolídeos, pois modifica a estrutura e o fármaco não
reconhece, sendo metabolizado e eliminado sem fazer efeito
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Bianca Paes
3. Mutação cromossomal que altera o sítio de ligação e reduz a afinidade. Ex:
bacteroides, cocos gram +
4. Hidrólise do macrolídeo por estelares produzidas por enterobacteriaceae
➔ Análise Farmacocinético: Administrados pela via oral ou via intravenosa
OBSERVAÇÃO: Temos que pensar que, se sabemos que as bactérias possuem muitos
mecanismos de resistência, como a S. aureus que tem 50%, o melhor é usar outro
antibiótico para evitar o uso desnecessário dele.
➔ Indicações terapêuticas:
- Tratamento das infecções brandas respiratórias, como: pneumonia, sinusite e
faringite, de pele e tecidos moles, otite média por streptococcus, staphylococcus e
pneumococos - sendo uma alternativa às penicilinas em pacientes alérgicos,
usando Azitromicina
- Tratamento da pneumonia comunitária por pneumococos, chlamydia
pneumoniae…
- Tratamento das INFECÇÕES POR CHLAMYDIA - respiratória, neonatal, genital e
ocular - AZITROMICINA, QUANDO A TETRACICLINA É CONTRA-INDICADA
- Tratamento de infecções UROGENITAIS não complicadas - AZITROMICINA
- Tratamento para H. PYLORI - CLARITROMICINA + OMEPRAZOL + AMOXICILINA
- Tratamento para COQUELUCHE, TÉTANO, DIFTERIA - ERITROMICINA
- Tratamento para acne - Eritromicina + peróxido de benzoíla
- Tratamento para infecções disseminadas causadas porMycoplasma intracelulares
em pacientes aidéticos - Claritromicina ou Azitromicina
- Tratamento para SÍFILIS - ERITROMICINA, SE FOR ALÉRGICO A BENZILPENINCILI
OBSERVAÇÃO: A H. Pylori já tem mecanismo de resistência, então quando o tratamento
triplo dela (claritromicina + omeprazol + amoxicilina) não funciona, trocamos para
tetraciclina + metronidazol OU Levofloxacina (quinolonas)
1. ERITROMICINA
- Espectro ativo estreito - principalmente as gram positiva, exemplo: Estreptococos,
Estafilococos, pneumococos. Também com: Mycoplasma, Chlamydia
- de 6 em 6 horas
- Interação com os alimentos
- Ela é pró cinética, aumenta a peristalse
2. CLARITROMICINA
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- Espectro ativo amplo - gram positiva e gram negativa
- de 12 em 12 horas
3. AZITROMICINA
- Espectro ativo amplo - gram positivo e gram negativo
- Mais confortável por ser uma vez ao dia e em quantidade de dias menores
- Alta distribuição por ter poucas ligações com proteínas
➔ Efeitos adversos:
- Efeitos Gastrointestinais: Dispepsia, náuseas e vômitos, diarréia, anorexia e dor
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abdominal
- Reações Alérgicas: Febre, erupções, edemas e urticária
- Disfunção auditiva: Perda de audição, surdez e ou tinido
- Disfunção hepática: hepatite e icterícia colestática
- Palpitações e arritmias ( eritromicina aumenta QT)
LINCOSAMIDAS
Faz parte da classe: a Lincomicina e a Clindamicina (este que estudamos)
CLINDAMICINA:
➔ Mecanismo de ação: Inibição de síntese proteica, BACTERIOSTÁTICO
➔ Cinética: melhor absorção oral. Pode administrar oral, tópica ou intravenosa.
Ampla distribuição, boa perfusão! Chega aos ossos e articulações, mas não
atravessa a barreira hemato encefálica. Se liga 99% às proteínas plasmáticas,
fazendo um pouco de acumulo nos leucocitos, macrofagos e abscessos, sendo uma
vantagem para o último, visto que consegue penetrar e se estabilizar em em
infecções purulentas e com secreção.
➔ Espectro de ação semelhante a eritromicina - gram + e anaeróbios, também em
casos de malária (plasmodium vivax)
OBSERVAÇÃO: Os bacilos gram negativos são anaeróbios resistentes.
➔ Indicações terapêuticas:
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- Tratamento das infecções por Anaeróbios, especialmente B. fragilis, como por
exemplo: abscessos pulmonares, intra-abdominal, pélvico e peritonite
- Tratamento das infecções ósseas e articulações por estafilococos - devido boa
perfusão
- Conjuntivite bacteriana por estafilococos - uso tópico
- Tratamento adjuvantes das encefalites e pneumonia em pacientes com AIDS
➔ Efeitos adversos: diarréia, erupções cutâneas, colite pseudomembranosa.
AMINOGLICOSÍDEOS
➔ Origem: Espécies de streptomyces
➔ Estrutura química: Derivados aminociclitol
➔ Os principais são: Estreptomicina (usado em endocardite), Gentamicina,
Tobramicina (usado na forma de colírio, pomada) e a Amicacina - Sistêmicos, e
Neomicina - tópicos
➔ Farmacocinética: Feita por intravenosa, sua excreção é 100% renal, uma pobre
absorção oral. Distribuição extracelular.
➔ Mecanismo de ação: Inibem a síntese protéica - BACTERIOSTÁTICO, e a longo
prazo a bactéria sofre lise, logo BACTERICIDA
➔ Mecanismos de resistência:
1. Produção de enzimas bacterianas (acetilases, adenilases e fosforilases) que inativa
os AMG. Ex: enterococcus
2. Falha na permeação do antibiótico para o meio intracelular, ex: ausência do
sistema transporte: oxigênio-dependente
3. Baixa afinidade com o ribossomo bacteriano. Ex: E.coli, Pseudomonas,
enterococcus 50% de resistência, logo não é usado AMG para infecção
gastrointestinal.
➔ Espectro de ação ESTREITO: Age principalmente sobre os bacilos aeróbios gram
negativos (Enterobacter, Klebsiella, P. aeruginosa, Proteus, E. coli, Citrobacter) e
pequena ação sobre a gram + (enterococcus, streptococcus e staphylococcus) e,
neste caso precisam estar acompanhadas de um Beta lactâmico ou vancomicina.
➔ Indicações terapêuticas:
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- Infecções por bactérias entéricas aeróbicas gram negativas - tratamento para ITU,
biliares, pulmonares, peritonite, apendicite, abscessos abdominais causado por
E.coli, Klebsiella, Proteus…
- Infecções graves por Staphylococcus aureus, streptococcus e enterococcus - deve
estar associado a um beta lactâmico ou vancomicina
- Infecção por Pseudomonas aeruginosa - beta lactâmico antipseudomonas (quarta
geração) + gentamicina ou amicacina.
➔ Efeitos adversos:
- Ototoxicidade irreversível, pode causar disfunção da cóclea (zumbidos e
impedimento auditivo) e disfunção vestibular (cefaleia, distúrbios GI, vertigem)
- Nefrotoxicidade
- Hipersensibilidade
➔ Associação: Penicilinas + aminoglicosídeos = Efeito Sinérgico
ALTERAÇÃO DO METABOLISMO DO ÁCIDO FÓLICO
➔ Principais antimicrobianos:
❖ Sulfonamidas (Sulfadiazina)
❖ Sulfametoxazol + Trimetoprim (cotrimoxazol - BACTRIM) - amplo espectro
➔ Mecanismo de ação: inibidor competitivoque atua na síntese de metabólitos
essenciais (ácido fólico) - São BACTERIOSTÁTICOS
➔ Possui amplo espectro de ação, atuando nas Gram + e Gram -
➔ Indicado nas ITU altas e baixas, uretrites e prostatites agudas ou crônicas
➔ O sulfametoxazol é um análogo estrutural do ácido para-aminobenzóico (PABA) e
compete com o verdadeiro PABA para inibir a síntese do ácido diidrofólico, etapa
intermediária na formação do tetrahidrofólico.
➔ O trimetoprim atua inibindo a enzima diidrofolato redutase, impedindo assim a
formação do metabólito ativo do ácido tetrahidrofólico no final do processo.
OBSERVAÇÃO: A maioria dos MASA são suscetíveis a TMP-SMX, principalmente aqueles
adquiridos na comunidade. Porém, muitos patógenos são resistentes a ele, como
Pseudomonas aeruginosa, Bacteroides fragilis…
POLIMIXINA E / POLIMIXINA B
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➔ Mecanismo de ação: Quebram a estrutura da membrana celular bacteriana ao
interagir com seus fosfolipídeos - BACTERICIDA
➔ São indicadas para bactérias gram negativas, infecções de pele, ouvidos, olhos e
membranas submucosas
➔ Possuem ação seletiva sobre as gram negativas devido sua especificidade pelas
moléculas lipopolissacarídios existentes em sua membrana externa
➔ São extremamente nefrotóxicas
➔ Poli E: usada para nebulização
➔ Poli B: promove ativação do melanócito
NITROIMIDAZOL: METRONIDAZOL E TINIDAZOL
➔ É ummedicamento que usa em bactéria e protozoário
➔ Ele é um pró fármaco, ou seja, precisa ser metabolizado (modificado) para
conseguir agir, sendo que essa metabolização ocorre de maneira local no sítio de
ação, e é por isso que ele não faz hepatotoxicidade. Ele age através do dano
oxidativo ao DNA celular, que ocorre quando elétrons são doados pelos
microrganismos para o metronidazol, havendo então liberação de radicais livres,
sendo inativado de novo para pró fármaco, logo sem atividade.
➔ O O2 compete como receptor de elétrons com o metronidazol, e é por isso que não
age em microrganismos aeróbios, já que os anaeróbios não terão carga
➔ Mecanismo de ação: Causa dano oxidativo local ao DNA - BACTERIOSTÁTICO
➔ Espectro de ação amplo: bactérias anaeróbias gram + e gram -, Trichomonas
vaginalis, Entamoeba e Giardia (protozoários), pode ser usado em H. Pylori
➔ Não tem eficácia contra bactérias aeróbias e que residem na cavidade oral.
➔ Contra indicações: Gestantes, pacientes amamentando e pacientes em uso de
dissulfiram
➔ Indicação terapêutico: Tratamento de amebíase e tricomoníase, endocardites,
infecções no sistema nervoso central e infecções ósseas
➔ Efeitos adversos: náuseas, vômitos, boca seca, neurotoxicidade dose-dependente.
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AULA 7 - 20.10
ANTIFÚNGICOS
Características dos fungos:
➔ São microrganismos com facilidade de adaptação e de proliferação, portanto
são muito difíceis de serem tratados, principalmente as infecções sistêmicas que
caem na circulação sanguínea e vão para os tecidos.
➔ São oportunistas, logo se aproveitam da imunidade baixa, do desequilíbrio da
microbiota, tornando-os assimmais resistentes.
➔ Algumas peculiaridades da estrutura do fungo favorecem e facilitam para o
medicamento ser mais seletivo para ele.
➔ Eles possuem vias metabólicas homólogas para produção de energia, síntese de
proteínas e divisão celular, logo não utilizam nossas estruturas celulares e
portanto, são independentes.
Populações mais suscetíveis a infecções fúngicas:
➔ Pacientes cirúrgicos e em UTI
➔ Pacientes imunocomprometidos
➔ Pacientes com próteses
★ Uso de antibióticos de amplo espectro; cateteres intravenosos e infecção pelo HIV
Tipos de fungo
➔ Leveduras - forma
esférica
➔ Bolores - forma
filamentosa
★ Os dermatófitos estão
presentes nas maiorias
infecções superficiais
➔ Fungos dimórficos
➔ Outros…
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A detecção pode ser por meio de:
➔ Microscopia ótica;
➔ PCR;
➔ Western blot;
➔ Detecção de antígenos e;
➔ Identificação de metabólitos fúngicos
* Ao fazermos a detecção, descobrimos apenas qual é o fungo e a maior parte deles
respondem a boa parte dos medicamentos, o que vai diferenciar é o tipo de terapia
(terapia venosa; terapia tópica…). Tendo assim, maior facilidade para a escolha do
medicamento.
* Todos os remédios antifúngicos são Citotóxicos, Nefrotóxicos e podem até ser
Neurotóxicos. Sendo necessário realizar monitoramento de enzimas hepáticas; função
renal…
Patogenia das infecções fúngicas depende de:
➔ Inter-relação entre sistema imune do hospedeiro
★ Quanto mais grave imunocomprometido, mais alta (grave) será a chance de gerar
patogenicidade maior do fungo. Logo, mais grave será a infecção. No entanto, se
houver um sistema imunológico bom, o risco de ter uma infecção fúngica que
prejudique a vida do paciente é mínima.
➔ Patogenicidade de determinado fungo
★ Há fungos que são mais agressivos, que perfundem e atacam mais os tecidos, logo
são mais patogênicos e, consequentemente, têm maior capacidade de causar
doenças.
Tipos de infecções:
➔ Superficiais
➔ Cutâneas
➔ Subcutâneas
➔ Sistêmicas
1. Primárias: se ela for a causadora da doença
2. Oportunistas: se ela acontece durante uma outra doença, que gera algum
comprometimento e ela se oportuna disso. Exemplo: infecção intestinal -
uso de antibiótico provoca desequilíbrio na microbiota, consequentemente
proliferação fúngica.
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★ Exemplo: Vaginose - bacteriana. Candidíase é a consequência fúngica, logo
oportunista.
Bioquímica da membrana e da parede celular dos fungos :
➔ Sua estrutura possui uma parede celular, núcleo, mitocôndrias, retículo
endoplasmático, complexo de golgi e uma membrana nuclear. Logo, não possui
muitas organelas específicas, parede celular espessa, peptidoglicano…
➔ Eles possuem vias metabólicas homólogas para produção de energia, síntese
de proteínas e divisão celular, logo não utilizam nossas estruturas celulares e
portanto, são independentes.
➔ Membrana composta por fosfolipídios, que possui como maior constituinte o
Ergosterol. O fungo produz Ergosterol, um colesterol próprio do fungo, que está
presente na membrana.
➔ Parede celular é mais externa, possui uma parte composta por glicoproteínas
Beta-1,6-glucana e por Beta 1,3-glucana que são responsáveis por impedir a
permeabilidade da célula
* Uma das possibilidades do antifúngico é inibir a cadeia de produção do ergosterol,
podendo atuar na inibição da síntese do lipídio que irá formar o ergosterol, que irá
formar o fungo, fazendo com que ele se rompa e evitando que ele se prolifere.
Classes dos antifúngicos:
➔ Alilaminas, Benzilaminas - inibem a enzima esquelenopoxidade, impedindo a
formação do lanosterol pelo esqualeno e, consequentemente inibindo a síntese do
lipídio que irá formar o ergosterol - a membrana do fungo.
➔ AZÓIS (Cetoconazol, Miconazol) - inibe a enzima 14-alfa-esterol desmetilase,
impedindo assim a formação do ergosterol, inibindo a síntese da membrana
celular e aumentando assim a permeabilidade, classificada como fungicida
(rompimento da célula).
★ Os AZÓIS são divididos em
dois subgrupos:
○ Imidazólicos
○ Triazólicos
➔ Os antifúngicos mais novos agem nas
glicoproteínas da parede celular,
inibindo elas, e assim rompendo a
célula, devido + permeabilidade.
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Obs: Fungicida - rompimento da célula. Fungiostatico - inibe a proliferação da célula.
Considerações gerais:
➔ São doenças graves, eles são oportunistas e há o surgimento de fungos
resistentes
➔ São agentes na natureza em formas de vida livre, sendo parte da microbiota
normal do homem ou em reservatórios animais. Quando desequilibra a
microbiota pode causar aumento do fungo provocando a patogenia.
➔ São microrganismos de reprodução relativamente lenta, ele vai
gradativamente se transformando em outro fungo. Ao usar um medicamento, ele
só irá agir em um local, no entanto todo o restante continuará proliferando
lentamente, logo ele demora para formar suas enzimas e proteínas, aparecendo
com o tempo em outros locais.
➔ Necessidade de tratamento prolongado,pois é necessário tentar cobrir todas as
etapas de reprodução e divisão celular dele para evitar que ele volte a aparecer.
➔ Falta de correlação entre os testes de sensibilidade in vitro com a resposta in vivo,
como por exemplo é igual no antibiograma.
Classes e agentes farmacológicos:
➔ O que seria o antifúngico ideal: * não existe
★ Baixa toxicidade
★ Amplo espectro de ação
★ Múltiplas vias de administração
★ Excelente penetração no LCR (líquido cefalorraquidiano), urina e osso
Obs: Muita das vezes acontece do remédio não penetrar corretamente, e acabar
causando uma lesão hepática medicamentosa ou algo do gênero. Normalmente,
realiza-se uma cirurgia quando está no osso, para retirar aquela região infectada pelo
fungo e não precisar expor ao medicamento.
Obs: Só há um medicamento que consegue penetrar no LCR sem causar nenhuma
toxicidade/ dano letal.
➔ Mecanismos de ação e Grupos Farmacológicos:
★ Parede celular - Equinocandinas são os últimos desenvolvidos e são
divididos em três: Micafungina, Anidulafungina e Caspofungina
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(Fungicida)
★ Inibição da síntese de ergosterol - Alilaminas, Benzilaminas, Imidazólicos e
Triazólicos (Fungicida)
★ Síntese de DNA - Flucitosina (Fungistático)
★ Membrana Plasmática - Polienos são eles: Anfotericina B e Nistatina
(Fungicida)
★ Fuso mitótico (impede a reprodução, divisão) - Griseofulvina (Fungistático)
POLIENOS
1. ANFOTERICINA B
➔ Proveniente do S.nodosus - Antibiótico poliênico
➔ Evolução: Antigamente eram muito nefrotóxicos e não conseguia ficar o
tempo de tratamento necessário, pois antes de encerrar o paciente já
apresentava uma insuficiência renal, porque eram moléculas grandes e
acabam sobrecarregando os rins para ser metabolizada e eliminada. HOJE,
ela é lipossomal, protegendo um pouco mais o rim e conseguindo ser
melhor filtrado, no entanto não deixou de ser nefrotóxico.
Obs: Em casos de paciente com problema renal regulamos a dose para conseguir usar
➔ Mecanismo de ação: Inibição da síntese de ergosterol provocando
aumento da permeabilidade na membrana plasmática e consequentemente
rompendo a célula vai ocorrer uma lesão oxidativa e a célula vai lisar
(morrer) - Fungicida
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➔ Resistência dos fungos:
★ Os fungos diminuem a quantidade de ergosterol na membrana para não afetar.
★ Os fungos modificam a molécula do esterol para não ser possível reconhecê-la e
conseguirem se ligar a ela.
➔ Farmacocinética:
★ Ele é quase insolúvel em água e possui baixa absorção oral menor que 5%
★ Sem proteção contra a luz, ela não é fotossensível (que precisa proteger)
★ Administrado intravenoso OU injetável 0,1 mg/ml da solução, pode ser feita por
bomba de infusão para ser uma administração lenta em 4 hrs ou por gotejamento
★ Dose inicial para qualquer faixa etária - 2,5 mg/kg /dia até 5 mg/kg/dia
★ Só pode ser reconstituída e diluída em soro glicosado
○ Obs: Não pode ser muito concentrado, deve ser diluída em 300 ml
○ Obs: Paciente diabético vai ser apenas monitorado
○ Obs: Em soro fisiológico, as micelas são rompidas e perde a proteção da
nefrotoxicidade
○ Obs: É um desafio fazer ele em pacientes com restrição hídrica
★ Sistema de liberação é associado a lipídios (anfotericina B lisossômica)
★ Tempo de meia vida longo = 15 dias o que é extremamente necessário para o
antifúngico, visto sua reprodução lenta
★ Não se altera na insuficiência renal e em hepatopatias
○ Obs: Não altera em nada, mas piora a doença
★ Não é removida por hemodiálise, logo não precisa ser reposto pós hemodiálise
★ Pode ser prescrita na gravidez
★ Feita APENAS 1 vez ao dia
➔ Atividades Antifúngica:
★ Ela cobre os mais patogênicos e agressivos
★ Leveduras: Candida, Cryptococcus neoformans.
★ Dimórficos: Histoplasma capsulatum, Blastomyces dermatitidis (Microrganismo
responsáveis por micoses endêmicas).
★ Filamentosos: Aspergillus fumigatus e Mucor (Fungos filamentosos patogênicos)
Obs: Para infecções fúngicas do SNC (que não respondem a outros agentes - ela não é a
primeira escolha, a primeira escolha é fluconazol) fazemos injeção intratecal.
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Bianca Paes
➔ Efeitos Adversos:
★ Toxicidade relacionada à infusão (tempestade de citocinas)
○ Febre, calafrios, espasmos, vômitos, cefaléia e hipotensão
○ Pré medicação com glicocorticóides, analgesios e opioides como: AAS,
Paracetamol e ibuprofeno 20 minutos antes de infusão. Além disso,
hidrocortisona imediatamente antes da infusão e Meperidina intravenoso
lento para não ter reações na infusão.
○ Toxicidade infusional: durante a infusão pode ser gerado toxicidade
★ Toxicidade mais lenta: toxicidade dependente da dosagem
○ Anormalidades nas provas de função hepática
○ Cardiotoxicidade
○ Grau variável de anemia (diminui eritropoietina)
○ Toxicidade renal (NEFROTÓXICO) - lesão renal
■ Perda de K+ e MG++
■ Lesão Tubular
■ Insuficiencia renal
➔ Prevenção da Toxicidade:
★ Hidratação adequada
★ Repor K+ e MG++
★ Aplicar em dias alternados
★ Eritropoietina - diferenciação celular para eritrócitos (glóbulos vermelhos) e ela
tem 90% da produção renal, e quando temos lesão renal perdemos a capacidade
de produzir eritropoietina, podendo causar assim uma anemia associada a doença
crônica, porém na verdade é por conta da toxicidade do medicamento.
★ Transfusão
★ Eletrocardiograma, taxa de filtração, creatinina - para acompanhar
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2. NISTATINA
➔ Tetraeno - uma molécula extremamente complexa, grande. Sendo
impossível ser feita a absorção dela no organismo em nenhum sentido
➔ Produzido por S. noursei
➔ Mecanismo de ação: Inibição da síntese de ergosterol provocando
aumento da permeabilidade na membrana plasmática e consequentemente
rompendo a célula vai ocorrer uma lesão oxidativa e a célula vai lisar
(morrer) - Fungicida
➔ Farmacocinética:
★ Não absorve vira oral, APENAS para bocheco
★ Não administrar via sonda
★ Espectro diminuído/curto
★ Sendo feito via tópica
★ Pode reduzir o efeito Saccharomyces boulardii (probiótico fúngico)
➔ Atividades Fúngicas:
★ Espectro e indicação: candidíase cutânea e de mucosas (mucosites) PRIMEIRA
ESCOLHA - mas já há cepas resistentes, precisando de um antifúngico com um
espectro maior ou com outras moléculas diferentes.
➔ Efeitos Adversos:
★ Sintomas gástricos: Diarréia, náuseas, epigastralgia, dermatite de contato - devido
aglutinação
★ Síndrome de Stevens Johnson e Rash - devido uso indevido tópico
★ Mialgia, vaginite e tosse
★ Gestação: Fator de risco B.
★ Lactação NÃO há efeitos adversos
Obs: Fator de risco A e B pode ser usado na gestante, quando é C pode usar mas deve-se
monitorar algum parâmetro, pois pode causar algum dano, no entanto o benefício se
sobrepõe ao risco. Vale ressaltar que quando é D é necessário considerar trocar o
medicamento e o X é proibido, logo não se usa em gestantes.
GRISEOFULVINA
➔ Produzido por Penicillium griseofulvum
➔ Possui micro cristais - ultramicronizada, o que facilita a entrada dela entrada no
fungo
➔ Mecanismo de ação: Inibição do fuso mitótico (divisão celular), logo inibe a
síntese de RNA e DNA do fungo, impedindo assim a divisão e a proliferação do
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Bianca Paes
fungo - Fungistático
➔ Os fungos ainda não possuemmecanismos de resistência contra ela
➔ Farmacocinética:
★ Administrado por via oral apresenta biodisponibilidade variável
★ Meia vida longa = 9 a 22 horas
★ Ela é captada pela pele recém formada e concentra-se na queratina
★ Realiza excreção renal, porém não apresenta nefrotoxicidade rápido
★ Pode causar um momento de transaminase, podendo causar uma lesão
renal, mas é bem raro.
➔ Atividades Fúngicas:
★ Dermatófitos
○ Infecções de pele, cabelos e unhas -tinhas
○ Usados durante 2-6 semanas em intervalos de 6 horas
○ 10-15 mg/kg por dia em crianças e em adultos 500 mg a 1 g
○ Duração depende do local da infecção - da facilidade do local
➔ Efeito Adverso:
★ Evitar uso na gravidez
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FLUCITOSINA
➔ É uma pirimidina fluorada análoga de citosina
➔ Mecanismo de ação:Inibição da síntese de DNA, consequentemente inibe a
divisão celular e a proliferação da célula - Fungistática
➔ Resistência dos fungos: alteram o metabolismo da flucitosina
➔ Farmacocinética:
★ Usado em associação com a Anfotericina B, sendo por isso ela não é
considerada uma boa escolha
★ Via oral, comprimidos de 500 mg
★ Possui seletividade fúngica, por conta das células dos mamíferos não
conterem citosina permease/desaminase, logo é mais seguro pois não dá
tanta toxicidade para nossas células.
★ Tempo de meia vida curto = 3/4 hrs
➔ Atividades Fúngicas:
★ Cryptococcus, Cândida (criptococose e candidíase) e os agentes da
cromomicose, cromoblastomicose - uso individual
★ Infecções sistêmicas variadas (difundida no sangue) - associada à
anfotericina B e azóis
➔ Efeitos adversos:
★ Supressão da medula óssea (leucopenia e trombocitopenia)
★ Náuseas, vômitos, diarreia, disfunção hepática e Rash
★ Aumento relativo da transaminase TGO e TGP 5% elevado
★ Contra indicado na gravidez
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INIBIDORES DA SÍNTESE DE ERGOSTEROL
A inibição da síntese de ergosterol acontece por meio da inibição de duas enzimas
importantes e essenciais para sua formação que ao serem inibidas acabam aumentando
a permeabilidade da célula e fazendo elas se romperem (sofrem lise) sendo assim
Fungicidas, são elas as enzimas:
★ Esqualeno epoxidase
★ 14 alfa-esterol desmetilase (citocromo P450)
Agora vamos aos antifúngicos que provocam isso:
1. ALILAMINAS E BENZILAMINAS
➔ Os representantes da ALILAMINAS são: Terbinafina e Naftifina
➔ O representante da BENZILAMINAS é: Butenafina
➔ Mecanismo de ação: São inibidores da esqualeno epoxidase, provocando
acumúlo do metabólito tóxico do esqualeno, pois o esqualeno não é
sintetizado pela enzima, já que ela é destruída. Fazendo assim com que a
célula seja rompida - Fungicida.
➔ Não são medicamentos que serão muito utilizados (primeira escolha)
❖ Terbinafina
➔ Atividade Fúngica: Onicomicose e tinha do corpo, pé e couro cabeludo
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Bianca Paes
❖ Naftifina e Butenafina
Obs: Podemos usa-las nas tinhas, porém é preferível os Azóis quando se trata de uma
superfície maior, visto que terá a possibilidade de fazer oral e tópica, potencializando.
➔ Farmacocinética:
★ Formulação por via tópica
★ Meia vida longa = 300 horas
★ É um fármaco ceratolítico
★ Possui amplo espectro de atividade antifúngica
➔ Atividades Fúngicas:
★ Onicomicose e tinha do corpo, pé e do couro cabeludo
➔ Efeitos Adversos:
★ Hepatotoxicidade
★ Exacerbação da psoríase, Lúpus eritematoso, Síndrome de Stevens-Johnson: Pele
★ Contra indicado para mulheres grávidas e para pacientes com insuficiência renal
➔ Interações Medicamentosas:
★ Cimetidina
★ Rifampicina
2. AZÓIS - IMIDAZÓIS E TRIAZÓIS
➔ São compostos sintéticos
➔ Os imidazóis são menos específicos que os triazóis
➔ Os representantes principais dos IMIDAZÓIS (possuem dois nitrogênios)
são: Cetoconazol, Clotrimazol e Miconazol
➔ Os representantes principais dos TRIAZÓIS (possuem três nitrogênios) são:
Itraconazol, Fluconazol, Voriconazol e Posaconazol.
➔ Mecanismo de ação: Inibição da enzima 14 alfa-esterol desmetilase
(citocromo P450), inibindo assim a formação do ergosterol e a síntese da
membrana, provocando o rompimento da célula - Fungicida
◆ Resistência dos fungos:
★ Diminuição da concentração intracelular do medicamento
★ Provocam o aumento ou a alteração da enzima
➔ Características Gerais:
★ A maioria é feita por via oral ou injetável, e alguns por via tópica
★ Baixa toxicidade (por via tópica)
★ Inibidores do citocromo P450 - o que garante interação medicamentosa
★ São os com maior espectro: Candida, Cryptococcus, Histoplasma, Paracoccidioides,
Coccidioides, Sporotrichum, Blastomyces e Dermatófitos
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Bianca Paes
2.1 IMIDAZÓIS
➔ Possuem dois nitrogênios na composição
➔ Farmacocinéticas:
★ Feita via oral e topicamente
★ Absorção favorecida em ambiente ácido, como o estômago. Por isso, se recomenda
o consumo de alimentos gordurosos, pois aumenta o ácido clorídrico.
★ Pouca penetração no LCR e na urina
★ Faixa terapêutica estreita, ou seja a dose terapêutica é muito próxima da dose
tóxica, sendo importante tomar cuidado
➔ Efeitos Adversos:
★ Ginecomastia e infertilidade - devido inibição da síntese de esteróides
★ Irregularidades menstruais
★ Hepatotoxicidade
★ Prurido
➔ Interações medicamentosas:
★ Bicarbonato, antiácidos, antagonistas H2, bloqueadores de bombas de prótons -
Aumenta o PH do estômago, e acaba sendo ruim para a absorção do medicamento
★ Terfenadina e Astemizol em níveis elevados
➔ Os mais importantes dessa classe:
❖ Cetoconazol - primeira opção
➢ Maior inibição do P450
➢ Estreita faixa terapêutica
➢ Não atinge o SNC
➢ Usado para síndrome de Cush, pois inibe síntese de hormônios esteróis e
gonadais
➢ Hepatotoxicidade, pois há aumento de transaminase
➢ Afeta metabolismo de outros fármacos - interação medicamentosa
❖ Miconazol - mais direcionado
➢ Administrado por via oral, principalmente, mas pode ser topicamente
também
➢ Pode ser usado em tinhas do pé, pois tem uma boa penetração
➢ Meia vida plasmática curta
➢ Possui boa penetração (atinge boas concentrações terapêuticas) em: ossos,
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Bianca Paes
articulações e tecido pulmonar. Enquanto, no fígado é inativado, logo é
muito bom, pois não teremos metabólitos tóxicos, apenas inativos que
serão eliminados.
➢ Mais direcionado para algumas infecções
❖ Clotrimazol
➢ É utilizado apenas na forma tópica, também tem aplicação vaginal
➢ Ele interfere no transporte de aminoácidos para o interior do
microrganismo, através de uma ação sobre a membrana celular.
➢ Se não tiver jeito usamos ele
2. 2 TRIAZÓIS
➔ Possuem três nitrogênios na composição
➔ Os mais importantes dessa classe:
❖ Itraconazol
➢ Feito por via oral e a absorção em meio ácido é aumentada
➢ Via intravenosa não tem no Brasil
➢ Meia vida longa = 36 horas
➢ Altamente lipossolúvel
➢ Mais potente dos Azóis - uma dose menor para fazer efeito
➢ Não vai penetrar no LCR
➢ Atividades Fúngicas: Micoses superficiais, histoplasmosis,
paracoccidioidomicose, esporotricose, aspergilose (combinado com
Anfotericina B) e candidíase oral ou vaginal.
➢ Efeitos adversos: Náuseas e vômitos, prurido e rash, TGO e TGP elevadas
(aumento das transaminases), Cefaleia e tontura, e Hipopotassemia com
doses elevadas
❖ Voriconazol
➢ Usa-se na forma venosa quando quer usar itraconazol de forma venoso,
mas não tem no Brasil
➢ Pode ser feita via oral ou via venosa em doses de 400 mg/dia
➢ Alta biodisponibilidade oral
➢ Absorção aumentada por alimento e PH ácido
➢ O espectro é igual a da Itraconazol
➢ Efeitos adversos: Distúrbios visuais e dermatite por fotossensibilidade,
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Bianca Paes
por isso faremos um uso mais restrito para apenas quando tiver certeza da
infecção ou já tiver usado algo antes
➢ Interação Medicamentosa: diminui com ciclosporina, tacrolimo
(imunossupressores) e inibidores da HMG-CoA redutase (lovastatina,
fluvastatina…)
❖ Posaconazol
➢ Via oral apenas em doses de 800 mg/dia
➢ Biodisponibilidade oral baixa
➢ Absorção aumentada pelo PH ácido
➢ Interação Medicamentosa: ela diminui com ciclosporina e tacrolimo
❖ Fluconazol *mais usado ultimamente
➢ Feito via oral ou intravenosa
➢ Possui excelente biodisponibilidade por via oral
➢ O único que consegue atingir concentrações elevadas no LCR, por isso ele é
o escolhido para o tratamento da Meningite Criptocócica
➢ Meia vida longa = 25 hrs
➢ É o azól que possui menos efeitos sobres as enzimas microssomais
hepáticas e que com mais amplo espectro
➢ Atividades Fúngicas: Criptococose e Candidíase
➢ Efeitos adversos: Náuseas e vômitos, Rash e Síndrome do Steven Johnson,
TGO e TGP elevados, cefaléia e convulsões, e Hepatite sintomática.
➢ Interações medicamentosas:
○ Aumenta níveis de varfarina, ciclosporina, fenitoína…
○ Tem seu efeito reduzido por fenobarbital, carbamazepina e
isoniazida
EQUINOCANDINAS
➔ Seus representantes são: Caspofungina, Micafungina

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