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ASPECTOS ANATÔMICOS DO COLO UTERINO

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progesterona faz com que o epitélio secrete muito 
muco, as células glandulares passam a ter uma 
secreção muito grande, porque se houver uma 
fecundação o muco irá ajudar o espermatozoide 
chegar ate o óvulo e ajuda a empurrar o óvulo 
fecundado até que consiga se implantar na parede 
uterina. 
INDICAÇÕES DA CITOLOGIA HORMONAL 
 Estudo diferencial das precocidades sexuais 
o Para saber se tem maturação no momento 
incorreto 
 Propedêutica da ovulação/anovulação 
o Paciente com problemas de fertilidade 
 Estudo da atividade estrogênica na pós-
menopausa 
o Paciente com algum tipo de sangramento 
após menopausa 
 Uso prolongado de anovulatórios 
o Dificuldade de engravidar 
 Vigilância nos tratamentos com hormônios 
o Principalmente para mulheres que fazem 
tratamento para engravidar 
COLETA 
A) Local: parede lateral vaginal (mais sensível à ação 
hormonal), terço posterior; 
B) Período: coleta seriada, 3/3 dias 
- Deve-se iniciar no primeiro dia após terminar a 
menstruação e acabar no último dia de sangramento 
subsequente. 
C) Orientações à paciente 
A atuação desses hormônios no colo uterino e na 
parede vaginal tem o que é chamado de trofismo 
vaginal, isso tem a ver com a resposta do epitélio 
com o hormônio que está atuando. 
TIPOS DE EPITELIOS ENCONTRADOS NO COLO 
UTERINO E PAREDE VAGINAL 
 
Trófico: epitélio maduro possui 
todas as camadas que chega até a 
camada superficial, ou seja, epitélio 
que tem o número máximo de 
diferenciação. 
Produção de estrógeno normal. 
Encontrado em condições 
menacme- paciente que ainda tem o 
ciclo reprodutivo acontecendo, ciclo menstrual 
normal, e estimulação hormonal exógena 
(medicação), é um indicador citológico de maturação 
epitelial, pela presença das células superficiais. 
 
 Hipotrófico/intermediário: não 
atingiu o trofismo total necessário, 
ou seja, não maturou até o final do 
processo. É um epitélio mais fino, 
células não conseguem maturar até o 
nível superficial, porque já tem uma 
redução do nível de estrógeno, que 
impossibilita o epitélio de maturar 
até a camada superficial, e encontra mais células da 
camada parabasal e células intermediárias no 
esfregaço. Produção de estrógeno moderado. Possui 
uma estimulação estrogênica fraca, a fase 
luteínica/plena (2º semestre de gravidez),pois a 
placenta já está desenvolvida o suficiente e está 
produzindo mais a progesterona e ela impede que a 
maturação chegue até o nível máximo/células 
superficiais. Consegue maturar até as células 
intermediárias. E quem faz uso de anovulatórios 
também costuma ter esse tipo de célula. 
 
Atrófico: epitélio típico das pacientes 
menospausada, porque tem uma 
queda brusca da produção de 
estrógeno, epitélio muito fino, não 
consegue mais maturar e ficam 
basicamente somente as células 
parabasais. Possui muita alteração 
degenerativa, porque as células 
estão mais envelhecidas. 
Nas pacientes menospausadas costumam ter um 
processo inflamatório crônico natural, porque as 
células quase não tem resistência nenhuma a 
agressões externas, então aparece muito histiócitos 
multinucleados e mononucleado, e infiltrado muito 
grande dos neutrófilos/polimorfos nucleados, 
devido ao processo inflamatório crônico, o que é 
normal devido as condições da paciente. Além da 
menopausa é encontrado também quando se tem 
uma insuficiência ovariana fisiológica: infância, pós-
menopausa, pós-parto, lactação- a prolactina tem 
efeito antagônico da progesterona, ela impede a 
maturação. E tem também as insuficiências 
ovarianas patológicas que é quando tem algum tipo 
alteração na produção de hormônio por um processo 
patológico. 
É possível classificar a atrofia: 
Atrofia leve: menos de 30% de CP 
Atrofia moderada: =30-50% de CP 
Atrofia acentuada: mais de 50% de CP 
As células parabasais podem ser isoladas ou se 
agrupar em arranjos que lembram sincícios. São 
comuns as alterações inflamatórias. Frequente 
encontro de núcleos desnudos devido à fragilidade 
do citoplasma das células parabasais. Comum o 
aparecimento de artefatos celulares de dessecação. 
Quando está muito atrófico pede-se ao medico uma 
administração local de estrógeno por curto período 
de tempo, e faz a repetição do exame em 3 meses 
porque consegue maturar ao menos a superfície e 
consegue ver se tem alguma alteração. 
 
PADRÃO TRÓFICO 
 
PADRÃO ATRÓFICO 
 
AÇÃO DOS HORMONIOS SOB O EPITÉLIO VAGINAL 
 
ESTRÓGENO 
 
• Diferenciação do epitélio 
o Matura até o nível máximo 
• Aumento volume água no muco cervical 
o Deixa o muco mais fluido 
• Lubridificação (Ato sexual) 
o Leva o espermatozoide ate o óvulo 
• Proliferação mucosa (endocérvice e endométrio) 
 
Hipotrofia 
PROGESTERONA 
• Amadurecimento até as células intermediárias, 
inibindo, contudo a diferenciação em células 
superficiais. 
• Aumento fluxo sanguíneo (aumenta leucócitos) 
• Aumento viscosidade do muco 
• Aumenta a flora bacteriana 
 
CITOLOGIA NORMAL NAS DIFERENTES IDADES 
Citologia na menina impúbere 
RECÉM-NASCIDA: 
•RN - 1 dia - padrão citológico igual ao da mãe, 
porque ela está exposta aos hormônios da mãe, ele 
não está em funcionamento próprio, então tem 
descamação de células intermediárias com variantes 
do tipo navicular e raríssimas células superficiais 
•RN - 3-7 dias - início da metabolização dos 
hormônios da mãe, e então não tem mais produção. 
•RN- 7-8 dias - predomínio de células parabasais, 
porque a menina tem epitélio atrófico devido ao 
hiperestrogenismo dela. 
•RN - 15 dia - o epitélio completamente atrófico 
 
PUBERDADE 
8-10 anos: instabilidade hormonal: O eixo 
hipotálamo-hipófise-ovariano após um longo 
período de repouso desperta hipófise gônadas e 
começa a estimular os ovários. 
12-15 anos: muitos ciclos são anovulatórios, porque 
ainda não está preparado para o funcionamento 
correto 
 
MENACME 
Fase menstrual: Fase menstrual - 1- 5 dias 
Fase proliferativa: Fase pré-ovulatória – 6 -13 dia 
Fase ovulatória: Fase ovulatória – 14 -16 dia 
Fase secretora (luteínica): Fase pós-ovulatória - 17- 
23 dia- Fase pré-menstrual – 24 -28 dia 
 
CICLO 
 
FASE MENSTRUAL 
Tipo celular mais frequente: célula intermediária, 
célula endometrial. O hormônio que estava em maior 
ação era a progesterona por isso as células 
encontradas serão as intermediárias. 
Descamação celular: agrupada (efeito da 
progesterona) 
Leucócitos: histiócitos 
Muco: muito muco 
Flora vaginal: baixa 
Hemácias: sempre presente por causa da 
descamação 
 
 
PRÉ OVULATÓRIA 6-13 dias 
estrógeno 
Tipo celular mais frequente: 
cai intermediária e aumenta 
superficial e pode aparecer 
endometrial. 
Descamação celular: isolada 
Leucócitos: diminuem 
Muco: pouco 
Flora vaginal: bacilos pequenos 
Hemácias: pouco ou ausente 
 
OVULATÓRIA 14-16 
dias 
Tipo celular mais 
frequente: cai células 
intermediárias e 
aumenta células 
superficiais 
Descamação celular: isolada 
Leucócitos: pouco 
Muco: pouco 
Flora vaginal: baixa 
Hemácias: baixa 
 
PÓS OVULATÓRIA 17-23 dias 
Tipo celular mais frequente: caem células 
superficiais e aumenta células intermediárias 
Descamação celular: agrupada 
Leucócitos: aumento 
Muco: aumenta 
Flora vaginal: BD citólise 
Hemácias: ausente 
 
PRÉ-MENSTRUAL 24-28 dias 
Tipo celular mais frequente: muita célula 
intermediária 
Descamação celular: agrupada 
Leucócitos: muito 
Muco: muito 
Flora vaginal: BD citólise 
Hemácias: ausente 
 
 
 
INDICES CELULARES 
Índice de maturação ou de Frost 
• É a relação existente entre N° de CPB/CI/CS (da 
célula mais jovem para a mais madura) 
• Ex.: 0/60/40 (% 0 de PB, 60% de CI e 40% de CS) 
• Muito usado 
• Contar pelo menos 300 células 
 
Valor de Maturação ou Índice de Meisels 
• Multiplicação do % de cada tipo celular,