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IMPORTANTE Data limite para aplicaçag_ desta rova: 28/09/2019 UNIP EAD Código da Prova: 19625618049 Curso: CIÊNCIAS CONTÁBEIS Série: 1 Tipo: Bimestral - AP Aluno: 0518268 - RENATA BORGES FREITAS CASTRO I - Questões objetivas — valendo 10 pontos Gerada em: 24/09/2019 às 11h19 Instruçöes para a realização da prova: I. Leia as questões com atenção. 2. Confira seu nome e RA e verifique se o caderno de questão e folha de respostas correspondem à sua disciplina. 3. Faça as marcações primeiro no caderno de questões e depois repasse para a folha de respostas. 4. Serão consideradas somente as marcações feitas na folha de respostas. 5. Não se esqueça de assinar a folha de respostas. 6. Utilize caneta preta para preencher a folha de respostas. 7. Preencha todo o espaço da bolha referente à alternativa escolhida, a caneta, conforme instruçöes: não rasure, não preencha X, não ultrapasse os limites para preenchimento. 8. Preste atenção para não deixar nenhuma questão sem assinalar. 9. Só assinale uma alternativa por questão. IO. Não se esqueça de responder às questões discursivas, quando houver, e de entregar a folha de respostas para o tutor do polo presencial, devidamente assinada. 11. Nâo é permitido consulta a nenhum material durante a prova, exceto quando indicado 0 uso do material de apoio. 12. Lembre-se de confirmar sua presença através da assinatura digital (login e senha). Boa prova! Questões de múltipla escolha Disciplina: 536630 - INTERPRETAÇÃO E PRODUÇÃO DE TEXTOS Questäo 1: Leia a charge a seguir, de autoria de Laerte. Disponivel em: <http://40.media.tumbIr.com/e654441 e9cf174a5bd39bI 521 a95f98b/ tumblr_nvg2ejfcHRIqmgg1001_500.jpg>. Acesso em: 15 dez. 2015. Obs.: Nas faixas, da esquerda para a direita, leem-se as seguintes frases: "100 salários mínimos", "50 salários mínimos", "10 salários mínimos" e "5 salários mínimos" Com base na leitura, analise as afirmativas. l. O objetivo da charge é criticar as faixas exclusivas de ônibus, que provocam mais congestionamentos na; cidades. II. A quantidade e o tipo de veículos em cada faixa ilustram a distribuição de renda da população brasileira€Z III. O objetivo da charge é mostrar a ascensão da classe média, que pôde conquistar o sonho de adquirir um automóvel nos últimos anos. IV. De acordo com a charge, a maioria das pessoas tem renda na faixa de IO salários mínimos. Está correto o que se afirma apenas em: B) II e IV. C) III. D) IV. €) 11.8 Questão 2: Observe a ilustração a seguir. Disponível em: <https://br.pinterest.com/pin/34051442181 7058668/>. Acesso em: 30 jul. 2018. O objetivo da ilustração é: A) Enaltecer o papel das novas tecnologias no desenvolvimento do pensamento autônomo.U B) Mostrar que o homem depende da agricultura, pois todas as riquezas são decorrentes dela. C) Criticar a homogeneização do pensamento e do comportamento. D) Criticar as sociedades agrárias, que não têm acesso às tecnologias de comunicação. E) Denunciar o trabalho escravo, especialmente nas lavouras. Questão 3: O gráfico a seguir mostra o número de transplantes de rim, pâncreas e pulmão no Estado de São Paulo. a rin pulmão Disponível em: <http://www.folhadaregiao.com.br/noticia?117641>. Acesso em: 31 jul. 2009. Com base no gráfico, podemos dizer que o maior e o menor crescimento percentual no número de transplantes de 2007 para 2008 ocorreram respectivamente para os seguintes órgãos: À) Pulmão e rim. B) Rim e pulmão. C) Rim e pâncreas. D) Pâncreas e rim. E) Pâncreas e pulmão. Questão 4: Leia o texto, observe as imagens e analise as afirmativas a seguir. A mais grave crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial parece longe do fim. Atualmente, há ao menos 65 milhões de pessoas deslocadas de seus lares, dos quais 21,3 milhões vivem em situação de refúgio, A Siria é um dos países que registram o maior fluxo de refugiados. Palco de uma guerra civil que assola suas cidades há seis anos e de uma luta incessante contra o estabelecimento do grupo terrorista Estado Islâmico, a Síria é o país de origem de 4,9 milhões dessas pessoas. Uma delas é o artista sírio Abdalla AI OmarÏ Nascido na capital, Damasco, em 1986, deixou o país em 2011 em razão da violência. Agora, vive em Bruxelas, na Bélgica, com o status de refugiado. Seu trabalho mais recente tem urna proposta ousada: mostrar ao mundo como seria a vida dos atuais líderes globais, se refugiados fossem. Na série de pinturas, pertinentemente intitulada como "A Série da Vulnerabilidade" (The Vulnerability Series), o artista retrata nomes como o presidente americano Donald Trump, a premiê alemã Angela Merkel, o presidente russo Vladimir Putin e o sírio Bashar AI-Assad. Disponível em: <https://exame.abril.com.br/mundo/e-se-os-lideres-mundiais-fossem-refugiados-este- artistaresponde/>. Acesso em: 8 jan. 2018. l. O objetivo dos quadros é evidenciar a sensibilidade e a empatia dos líderes políticos, que sabem se colocar no lugar dos imigrantes e adotam medidas que visam a beneficiar os refugiados. II. Os quadros, ao retratarem líderes mundiais em situações de vulnerabilidade, têm a intenção de denunciar as precárias -condições a que são submetidos os refugiados e mostrar que qualquer pessoa poderia estar nessa situação. III. Ao atribuir aos políticos a vulnerabilidade, o artista mostra que somos todos iguais e que os que detêm o poder não devem ser responsabilizados pelas crise que atravessa os refugiados. Assinale a alternativa correta. A) Nenhuma afirmativa é correta. B) Apenas a afirmativa II é corretaX C) Apenas a afirmativa I é correta. D) Apenas a afirmativa III é correta. E) Apenas as afirmativas II e III são corretas. Questão 5: Sociedade e economia: globalização (desigualdade social). Leia a charge e o trecho de Milton Santos. Disponível em: <https://mcartuns.wordpress.com/2013/08/02/gIobalizacao-3/>. Acesso em: 15 ago. 2017. De fato; para grande parte da humanidade, a globalização está se impondo como uma fábrica de perversidades, O desemprego crescente torna-se crónico. A pobreza aumenta e as classes médias perdem em qualidade de vida. O saláno médio tende a baixar. A fome e o desabrigo se generalizam em todos os continentes. A mortalidade infantil permanece, a despeito dos progressos médicos e da informação. A educação de qualidade é cada vez mais inacessível. Alastram-se e aprofundam-se males espirituais e morais, como o egoísmo, o cinismo e a corrupção. A perversidade sistémica que está na raiz dessa evolução negativa da humanidade tem relação com a adesão desenfreada aos comportamentos competitivos que atualmente caracterizam as açöes hegemónicas Todas essas mazelas são direta ou indiretamente imputáveis ao presente processo de globalização. SANTOS, M. Por uma outra globalização, do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro: Record, 2001. Com base na leitura, analise as afirmativas. A charge e o texto apresentam visões antagônicas sobre o processo de globalização, pois a charge mostra a inclusão de todos, e o texto critica a perversidade da economia global. n II. Para Milton Santos, a perversidade caracterizada pelas desigualdades é intrínseca à globalização A charge destaca o aumento das ofertas de emprego promovido pela globalização, ao contrário do texto, que afirma que o desemprego é crescente e cónico. IV. A charge e o texto contrapõem-se ao discurso comum de que a globalização promove igualdade e crescimento a todos os países e classes sociais. É correto o que se afirma somente em: B) l, II e lV. C) II, e IV D) I e III. E) II e III. Questão 6: Observe a figura, retirada de uma reportagem da edição 73, de 2015, da revista Ser médico e analise as afirmativasa seguir. I. Segundo o gráfico, II.De acordo com o gráfico, 8,1% da população mundial concentram mais de 80% da riqueza mundial III. O gráfico mostra que a má distribuição de renda é responsabilidade dos países não desenvolvidos, como o Brasil.) IV. Na. base da pirâmide, encontram-se aproximadamente 3,4 bilhões de pessoas que, juntas, possuem 3% d riqueza global. Está correto o que se afirma somente em: A) II, III e IV. C) II e D) l, lie IV E) III e IV. Questão 7: Com base no texto a seguir, analise as afirmativas. O vírus letal da xenofobia Eliane Brum Uma epidemia, como Albert Camus sabia tão bem, revela toda a doença de uma sociedade. A doença que esteve sempre lá, respirando nas sombras (ou nem tão nas sombras assim), manifesta sua face horrenda. Foi assim no Brasil na semana passada. Era uma suspeita de ebola, fato suficiente, pela letalidade do vírus, para exigir o máximo de seriedade das autoridades de saúde, como aconteceu. Descobrimos, porém, a deformação causada por um vírus que nos consome há muito mais tempo, o da xenofobia. E, como o outro, o "estrangeiro", a "ameaça", era africano da Guiné, exacerbada por uma herança escravocrata jamais superada. O racismo no Brasil não é passado, mas vida cotidiana conjugada no presente. A peste não está fora, mas dentro de nós. Foi ela, a peste dentro de nós, que levou à violação dos direitos mais básicos do homem sobre o qual pesava uma suspeita de ebola. Contrariando a lei e a ética. seu nome foi exposto. Seu rosto foi exposto. O documento em que pedia refúgio foi exposto. Ele não foi tratado como um homem, mas como o rato que traz a peste para essa Oran chamada Brasil. Deste crime, parte da imprensa, se tiver vergonha, se envergonhará Ainda existe a espera de um segundo teste para o vírus do ebola. Não importa se der negativo ou positivo, devemos desculpas. Não sei se há desamparo maior do que alcançar a fronteira de um país distante, nessa solidão abissal. E pedir refúgio, essa palavra-conceito tão nobre, ao mesmo tempo tão delicada. E então se sentir mal, e cada um há de saber como a fragilidade da carne nos escava. Corrói mesmo aqueles que têm o melhor plano de saúde num país desigual. Ele, desabitado da língua, era desterrado também do corpo. Para alcançar o que viveu o homem desconhecido, porque o que se revelou dele não é ele, mas nós, é preciso vê-lo como um homem, não como um rato que carrega um vírus. Para alcançá-lo, é preciso vestir o homem. Mas só um humano pode vestir um humano. E logo ouviu-se o clamor. "Não é hora de fechar as fronteiras?", cobrou-se das autoridades. Que os ratos fiquem do lado de fora, onde sempre estiveram. Que os ratos apodreçam e morram. Para os ratos não há solidanedade nem compaixão. Parece que nada se aprendeu com a Aids, com aquele momento de vergonha eterna em que os gays foram escolhidos como culpados, o preconceito mascarado como necessária medida sanitária. E quem são os ratos, segundo parte dos brasileiros? Há sempre muitos, demais, nas redes sociais, dispostos a despejar suas vísceras em praça pública. No Facebook desde que a suspeita foi divulgada, comprovou-se que uma das palavras mais associadas ao ebola era "preto "Ebola é coisa de preto", desmascarou-se um no Twitter. "Alguém me diz por que esses pretos da Áfnca têm que vir para o Brasil com essa desgraça de bactéria (sic) de ebola", vomitou outro. "Graças ao ebola, agora eu taco fogo em qualquer preto que passa aqui na frente", defecou um terceiro. Acreditam falar, nem percebem que guincham. "Descrever uma epidemia é uma forma magistral de revelar as diversas formas de totalitarismo que maculam uma sociedade. Neste quesito, os brasileiros não economizaram. A divulgação, por meios de comunicação que atingem dezenas de milhões de pessoas, da foto de um homem negro, vindo da África, como suspeito de ebola, foi a apoteose do fantasma do estrangeiro como portador da doença", afirmou a esta coluna Deisy Ventura, professora de direito internacional da Universidade de São Paulo, pesquisadora das relações entre direito e saúde, autora do livro Direito e Saúde Global - O caso da pandemia de gripe A (HINI). "Veja que este fantasma é mobilizado em relação aos pobres, sobretudo negros, nunca em relação aos estrangeiros ricos e brancos. O escravagismo, terrível doença da sociedade brasileira, associa-se ao desejo conjuntural de dizer: este governo não deveria ter deixado essas pessoas entrarem, É uma espécie de lamento: tanto se esforçaram as elites para branquear este país, e agora querem preteá-lo?' A África desponta, de novo e sempre, como o grande outro. Todo um continente povoado por nuances e divers/dades reduzido à homogeneidade da ignorância - a um fora. Como disse um imigrante de Burkina Faso à repórter Fabiana Cambricoli, do jornal O Estado de S. Paulo: "Os brasileiros não sabem que Burkina Faso é longe dos países que têm ebola. Acham que é tudo a mesma coisa porque somos negros" Ele e dezenas de imigrantes de diversos países da África estão sendo hostilizados e expulsos de lugares públicos na cidade de Cascavel, no Paraná, onde o primeiro caso suspeito foi identificado. Tornaram-se "os caras com ebola apontados na rua "como os negros que trouxeram o vírus para o Brasil'. O ebola não parece ser um problema quando está na África, contido entre fronteiras. Lá é destino. O ebola só é problema, como escreveu o pesquisador francês Bruno Canard, porque o vírus saiu do lugar em que o Ocidente gostaria que ele ficasse. "A militarização da resposta ao ebola, que com a anuência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, em setembro último, passou da Organização Mundial da Saúde a uma Missão da ONU, revela que a grande preocupação da comunidade internacional não é a erradicação da doença, mas a sua contenção geográfica", reforça Deisy Ventura. Para o homem que alcançou o Brasil em busca de refúgio e teve sua dignidade violada na exposição de seu nome, rosto e documentos, ainda existe a espera de um segundo teste para o vírus do ebola. Não importa se der negativo ou positivo, devemos desculpas. Devemos reparação, ainda que saibamos que a reparação total é uma impossibilidade, e que essa marca pública já o assinala. Não é uma oportunidade para ele, é para nós. É preciso reconhecer o rato que respira em nós para termos alguma chance de nos tornarmos mais parecidos com um humano. Disponível em: <http://brasil.elpais.com/brasil/2014/10/1 3/opinion/1413206886 964834.htmI>. Acesso em: 13 out. 2014. I. Metaforicamente, a xenofobia é uma peste que se espalha na sociedade, alimentada por postagens em redes sociais. II. A xenofobia manifesta-se, no Brasil, contra o estrangeiro em geral, pois somos um povo ainda culturalmente atrasado. III ódio e o preconceito são geralmente dirigidos a grupos socialmente excluídos ou desprivilegiados. De acordo com o texto, é correto o que se afirma em: B) I, apenas. C) II, apenas. P) I e III, apenasAIS E) III, apenas. Questão 8: Leia o texto a seguir. A pipoca Rubem Alves A culinária me fascina. De vez em quando eu até me até atrevo a cozinhar. Mas o fato é que sou mais competente com as palavras do que com as panelas„ Por isso tenho mais escrito sobre comidas que cozinhado. Dedico-me a algo que poderia ter o nome de "culinária literária". Já escrevi sobre as mais variadas entidades do mundo da cozinha: cebolas, ora-pro-nóbis, picadinho de carne com tomate, feijão e arroz, bacalhoada, suflês, sopas, churrascos. As comidas, para mim, são entidades oníricas. Provocam a minha capacidade de sonhar. Nunca imaginei, entretanto. que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar Pois foi precisamente isso que aconteceu. A pipoca, milho mirrado, grãos redondos e duros, me pareceu uma simples molecagem, brincadeira deliciosa, sem dimensões metafísicas oupsicanalíticas. Entretanto, dias atrás, conversando com uma paciente, ela mencionou a ppoca. E algo inesperado na minha mente aconteceu. Minhas ideias começaram a estourar como pipoca. Percebi, então, a relação metafórica entre a pipoca e o ato de pensar. Um bom pensamento nasce como uma pipoca que estoura, de forma inesperada e imprevisível. A pipoca se revelou a mim, então, como um extraordinário ob]eto poético. Poético porque, ao pensar nelas, as pipocas, meu pensamento se pôs a dar estouros e pulos como aqueles das pipocas dentro de uma panela. Lembreime do sentido religioso da pipoca. A pipoca tem sentido religioso? Pois tem. Para os cristãos, religiosos são o pão e o vinho, que simbolizam o corpo e o sangue de Cristo, a mistura de vida e alegria (porque vida, só vida, sem alegria, não é vida..). Pão e vinho devem ser bebidos juntos. Vida e alegria devem existirjuntas. Lembrei-me, então. de lição que aprendi com a Mãe Stella, sábia poderosa do Candomblé baiano: que a pipoca é a comida sagrada do Candomblé. A pipoca é um milho mirrado, subdesenvolvido. Fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me livrar delas. Pois o fato é que, sob o ponto de vista de tamanho, os milhos da pipoca não podem competir com os milhos normais. Não sei como isso aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a ideia de debulhar as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem ser comidos. Havendo fracassado a experiência com água, tentou a gordura. O que aconteceu, ninguém jamais poderia ter imaginado. Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros quebra-dentes se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam comer. O estouro das pipocas se transformou, então, de uma simples operação culinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para os risos de todos, especialmente das crianças. É muito divertido ver o estouro das pipocas! Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá. Falando sobre os piruás com os paulistas, descobri que eles ignoram o que seja. Alguns, inclusive, acharam que era gozação minha, que piruá é palavra inexistente. Cheguei a ser forçado a me valer do Aurélio para confirmar o meu conhecimento da língua. Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar Meu •arnigo William, extraordinário professor pesquisador da Unicamp, especializou-se em milhos e desvendou cientificamente o assombro do estouro da pipoca. Com certeza ele tem uma explicação científica para os piruás. Mas, no mundo da poesia, as explicações científicas não valem. Por exemplo: em Minas "piruá" é o nome que se dá às mulheres que não conseguiram casar. Minha prima, passada dos quarenta, lamentava: "Fiquei piruå!' Mas acho que o poder metafórico dos piruás é maior. Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. Ignoram o dito de Jesus: "Quem preservar a sua vida perdê-la-á". A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo. Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira Nunca imaginei que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu. Disponível em: <http://www.releituras.com/rubemalves_pipoca.asp>.Acesso em: 3 out. 2013. Com base na leitura, analise as afirmativas a seguir. I. A pipoca é usada como metáfora para a transformação de pessoas fisicamente feias em bonitas. < II. O autor emprega a palavra "piruá" para pessoas duras que resistem às transformaçöes.ey III. O autor considera que só as pessoas não religiosas tornam-se piruás, pois são incapazes de se transformarem. Está correto o que se afirma somente em: CDII D) 'eli E) II e III. Questão 9: O Pisa, exame internacional desenvolvido e aplicado pela Organização para a Cooperação Acesso em: 3 jul. 2017. Brasil é 0 100 pais mais desigual do mundo Pais apresenta mais disparidades que vizinhos como Chile e México Marcelo Corrêa 21/3/2017 O Brasil é o décimo pais mais desigual do mundo, segundo dados divulgados nesta terça-feira no Relatório de Desenvolwmento Humano (RDH), elaborado pelas Nações Unidas. O levantamento usa como referência o chamado Índice de Gini, uma forma de calcular a disparidade de renda. O indicador varia de O a I - quanto menor, melhor No Brasil, ficou em 0,515 em 2015, mesmo número registrado pela Suazilândia, e maior que Vizinhos da América Latina, como Chile (0,505) e México (0,482). O ranking é liderado pela África do Sul, a nação mais desigual, com Gini de 0,634. Namíbia, com 0,610, e Haiti, com 0,608, completam o top 3. Todos esses três países têm Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) considerados baixos ou médios. O Brasil, que ficou estagnado em 2015, tem DH de 0,754, considerado alto. Já na parte de baixo da tabela, a Ucrânia se destaca como país menos desigual, com Gini de 0,241. Slovênia (0256) e Noruega (0,259) completam a lista das economias com menores disparidades de renda. A desigualdade social é apontada como um dos principais problemas do Brasil. Há vários anos, o ranking de desenvolvimento humano mostra como o país seria prejudicado por esse desequilíbrio, caso as disparidades fossem consideradas para calcular o IDH. No relatório mais recente, o Brasil perderia 19 posições no ranking, com os ajustes pela desigualdade. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/economia/brasil-o-lthpais-mais-desigual- domundo-21094828#ixzz40N96HYQB>. Acesso em: 17 jul. 2017. A charge tem como objetivo mostrar que o cidadão necessita de segurança (representada pelo muro alto e com arame), pois a criminalidade provocada pela desigualdade social é alta. II. O índice de Gini do Brasil revela que a desigualdade social é grande, mas a situação do país é melhor do que a de vizinhos latinos, como Chile e México. O Brasil apresenta alto Índice de Desenvolvimento Humano, apesar da grande concentração de renda. Q.) Está correto o que se afirma apenas em: <https://www.facebook.com/LinguagemGeografica/photos/ B) II IH.e./ D) I e III. E) II e III.