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AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA E ORIENTAÇÃO Ana beatriz vieira pinto; bianca caroline; emilly de oliveira nogueira de sá; isabela cristina torres; maria isabela da cruz; pollyana andrade ribeiro e sarah renata torres. FACULDADE WENCESLAU BRAZ ITAJUBÁ – MG 2019 1 pollyana 1 NÍVEL DE CONSCIÊNCIA “É definido como o conhecimento de si mesmo e do ambiente. É a capacidade do individuo de reagir quando esta em perigo ou de satisfazer suas necessidades biológicas e psicossociais. A consciência é o indicador mais sensível de disfunção ou insuficiência cerebral. Ela é dividida em dois componentes: o despertar e o conteúdo de consciência. “ (DICCINI, 2002) AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA 2 Ana beatriz 2 “É o estado de vigília apresentado pelo individuo, é a capacidade de abrir os olhos e estar acordado.” Regulado pelo sistema reticular ativador ascendente (SRAA), estrutura anatômica que vai do bulbo até o tálamo. (GOOGLE IMAGENS) DESPERTAR (DICCINI, 2002) AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA 3 isabela 3 É a somatória das funções mentais cerebrais (funções cognitivas e afetivas do individo); Depende das regiões corticais cerebrais; Lesões no cortéx cerebral: afasia, agnosia, apraxia etc; Alterações. CONTEÚDO DA CONSCIÊNCIA (DICCINI, 2002) AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA 4 Maria isabela 4 Perceptividade: função cortical; mecanismos de aprendizagem. Reatividade: é variável quando há perda da consciência e não depende do córtex; tronco cerebral; as respostas são reflexos. Elas podem ser: Inespecífica: a reação é abrir os olhos. À dor: a reação é retirar o membro. Vegetativa: controle das funções fisiológicas. PERCEPTIVIDADE E REATIVIDADE (DICCINI, 2002) AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA 5 pollyana 5 Memória: É a capacidade de fixar e armazenar experiências e percepções para recordar-se mais tarde; Atenção: É a capacidade de concentrar-se, focalizar-se em um assunto específico, sem distrair-se com os estímulos do ambiente. Linguagem:É a capacidade de utilizar a voz para comunicar pensamentos e sentimentos. Raciocinio: É a capacidade de alcançar o entendimento de atos e fatos, formular ideias, elaborar juízos, deduzir algo a partir de uma ou mais premissas. Orientação: É a capacidade de compreender o mundo objetivo em relação a si próprio. Estado afetivo: É a capacidade de expressar temporariamente os sentimentos ou os estados da mente. Emocional: É a capacidade de expor, de forma prolongada, os sentimentos que colore sua vida. FUNÇÕES COGNITIVAS AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA 6 sarah 6 Estimulo auditivo: tom de voz normal; avaliar o nível de orientação (auto-alo-crono); função cognitiva (memória, atenção, concentração, linguagem etc.). Estimulo tátil: leve toque sobre o braço do paciente; se não houver resposta, deve ser realizado estimulo doloroso: leito ungueal, esternal, trapézio e supra-orbital. ESTÍMULOS AUDITIVOS E TÁTEIS (DICCINI, 2002) AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA 7 isabela 7 Alerta; Estado Confusional Agudo (Delirium); Letárgico ou Sonolento; Obnubilado (Estado de transição entre a letargia e o estupor; alguma fontes omitem esse nível); Estupor; Coma. ALTERAÇÕES DO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA 8 sarah 8 ESCALA DE COMA DE GLASGOW A escala de coma de Glasgow é um método para definir o estado neurológico de pacientes com uma lesão cerebral aguda analisando seu nível de consciência; Foi em 1974 que Graham Teasdale e Bryan J. Jennett (do Instituto de Ciências Neurológicas de Glasgow) publicaram oficialmente a escala na revista Lancet. O objetivo era fornece uma metodologia de atendimento que apontasse tanto a profundidade do dano neurológico quanto a duração clínica de inconsciência e coma. 9 Avaliar a profundidade e a duração do coma e prognosticar a evolução dos pacientes com ou sem trauma cranioencefálico. ESCALA DE COMA DE GLASGOW (DICCINI, 2002) AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA 10 Maria isabela 10 ABERTURA OCULAR Obs: o despertar não implica estar consciente, mesmo com a presença da movimentação dos olhos. A avaliação dessa resposta não é valida se os olhos estivem impossibilitados de serem abertos devido a edema ou hematoma palpebral ou lesão nos nervos cranianos; essa condição deve ser anotada. (DICCINI, 2002) AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA 11 pollyana 11 Obs: A avaliação do indicador MRV não será possível quando a fala estiver impedida (por exemplo, na presença de tudo endotraqueal); essa condição deve ser anotada. RESPOSTA VERBAL (DICCINI, 2002) AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA 12 Maria isabela 12 Obs: o efeito de sedativos, curares, anestésicos, drogas e álcool interferem na resposta do paciente; portanto, a avaliação é prejudicada e a condição deve ser registrada. RESPOSTA MOTORA (DICCINI, 2002) AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA 13 Bianca 13 Varia de 3 a 15, sendo que os escores mais elevados indicam melhores condições do nível de consciência; A pontuação (15) significa que o tronco cerebral e o córtex estão preservados; A pontuação que indica o coma é ≤ 8; A pontuação 3, que indica um paciente aperceptivo ou arreativo, esta relacionada a distúrbios do tronco cerebral, sendo compatível, mas não é indicativo de morte encefálica. Na ECG1, a redução de 2 ou mais pontos significa que as condições do paciente estão se deteriorando, e uma redução de 3 ou mais pontos indica uma deterioração grave. PONTUAÇÃO DO ECG1 (DICCINI, 2002) AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA 14 isabela 14 A NOVA ATUALIZAÇÃO DA ESCALA DE GLASGOW Esse importante recurso foi atualizado em abril de 2018 Após uma publicação de um estudo no Journal of Neurosurgery (publicação oficial da Associação Americana de Cirurgiões Neurológicos) acrescentando outro importante fator para ser medido na escala: a reatividade pupilar; A modificação mais recente foi uma tentativa de obter melhores informações sobre o prognóstico no traumatismo cranioencefálico; Escala de coma de Glasgow com resposta pupilar (ECG-P). 15 ESCALA DE COMA DE GLASGOW ATUALIZADA A escala considera três fatores principais e determina uma pontuação de acordo com o nível de consciência, (espontaneamente ou através de estímulo); São eles: Abertura ocular, Resposta verbal e Melhor resposta motora; Após a análise desses fatores, a publicação de 2018 indica mais um ponto a ser observado: a Reatividade pupilar, que é subtraída da pontuação anterior, gerando um resultado mais preciso. 16 REATIVIDADE PUPILAR (ATUALIZAÇÃO 2018) Análise da reatividade pupilar: Este item foi adicionando como uma etapa posterior à contagem tradicional e que deve ser subtraída da conta geral, resultando em um panorama mais preciso da situação do paciente e permitindo ações mais rápidas para evitar consequências drásticas; Como por exemplo, a perda da reação pupilar foi associada a um aumento de 16% da mortalidade quando as duas pupilas reagiram, 38%quando apenas uma reagiu, e 59%, quando nenhuma pupila reagiu. 17 (GOOGLE IMAGENS) REATIVIDADE PUPILAR (ATUALIZAÇÃO 2018) A escala de coma de Glasgow tem sido o padrão-ouro para avaliar a gravidade do traumatismo cranioencefálico; Ao acrescentar a reatividade pupilar e os outros componentes no gráfico de prognóstico, demonstra-se que foi agregado valor à avaliação. 18 (GOOGLE IMAGENS) REATIVIDADE PUPILAR (ATUALIZAÇÃO 2018) Como analisar a reatividade pupilar : suspenda cuidadosamente as pálpebras do paciente e direcione um foco de luz para os seus olhos; Registre a nota correspondente à reação ao estímulo. Esse valor será subtraído da nota obtida anteriormente, gerando um resultando final mais preciso; Essas reações devem ser anotadas periodicamente para possibilitar uma visão geral do progresso ou deterioração do estado neurológico do paciente; 19 PONTUAÇÃO 20 O QUE MUDOU NA ESCALA DE COMA DE GLASGOW? Estrutura: Na escalaatualizada, as etapas de avaliação estão mais claras, dando maior ênfase nas pontuações individuais do que na soma total. As mudanças foram baseadas na experiência de médicos e enfermeiros pelo mundo. Nomenclatura: Apesar de manter o número de etapas na avaliação, alguns nomes foram alterados. Em vez de “abertura da dor”, é usado “pressão de abertura dos olhos” para que a natureza do estímulo seja registrada de forma mais precisa. A mudança também foi feita por conta da difícil definição de “dor” e pelo questionamento da necessidade ou até viabilidade dessa sensação no paciente em coma. Também foi feita a simplificação dos termos “palavras inadequadas” e “sons incompreensíveis” para “palavras” e “sons”. Resposta motora: Foi atualizada diferenciando a flexão “normal” e “anormal” para facilitar o prognóstico do paciente. 21 NÍVEL DE ORIENTAÇÃO Orientação: É a capacidade neurológica de captar o ambiente e de se orientar de forma adequada; A orientação pode ser relacionada a tempo, espaço, pessoa; Alterações "fisiológicas" da consciência. AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE ORIENTAÇÃO () 22 (Google imagens) bianca 22 CLASSIFICADAS COMO AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE ORIENTAÇÃO (RAMON,2005) 23 Bianca 23 A ORIENTAÇÃO DIVIDE-SE EM: () AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE ORIENTAÇÃO (RAMON,2005) 24 TIPOS DE DESORIENTAÇÃO Desorientação com turvação da consciência; Desorientação apática: Paciente está lúcido e percebe com clareza e nitidez o que se passa no mundo exterior. Não forma um juízo sobre a sua própria situação; AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE ORIENTAÇÃO (RAMON,2005) 25 Ana beatriz 25 Dupla orientação: Permanência simultânea da orientação verdadeira ao lado de uma falsa, ou seja, o mundo real sincrônico ao mundo psicótico; Desorientação oligofrênica: Alteração do nível de orientação pois não possui capacidade de correlacionar ambientes, pessoas e dias; Desorientação amnésica: Incapacidade do doente em fixar acontecimentos (memória), além de incapacidade de orientação com quadros demenciais. TIPOS DE DESORIENTAÇÃO AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE ORIENTAÇÃO (RAMON,2005) 26 sarah 26 Percepção autopsíquica, local e temporal; Avaliação do enfermeiro; Comprometimento da orientação; NÍVEL DE ORIENTAÇÃO AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE ORIENTAÇÃO (RAMON,2005) 27 (Google imagens) emilly 27 Cautela na avaliação temporal; Estágio onde a percepção é afetada; Casos de despersonalização; NÍVEL DE ORIENTAÇÃO AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE ORIENTAÇÃO (RAMON,2005) 28 emilly 28 Perda de personalidade total ou parcial; Perda do Controle da Atividade do “EU”. NÍVEL DE ORIENTAÇÃO AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE ORIENTAÇÃO (RAMON,2005) 29 (Google imagens) emilly 29 ANOTAÇÃO DE ENFERMAGEM 30 CONCLUSÃO Conclui-se com o presente trabalho que a avaliação do nível de consciência e orientação são um dos parâmetros mais importantes para se determinar as necessidades assistenciais de um cliente, principalmente daqueles com distúrbios neurológicos. Não obstante o grande avanço da tecnologia, introduzindo o uso de monitores na assistência aos doentes graves, a detecção do nível de consciência pelo médico e pela enfermagem, mediante métodos sistematizados, continua sendo indispensável à eficácia do tratamento, utilizando-se, para tanto, diversas técnicas. Assim possibilitando a realização de um cuidado de enfermagem mais exato e preciso, onde os fatores de erro sejam minimizados. 31 32 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS RAMON, J. Psicopatologia.2005. disponível em : < www.saudesp.gov.br> acesso em: 17 ago. 2019 BARROS, Alba Lucia Botura Leite de. Anamnese e exame físico: avaliação diagnóstica de enfermagem no adulto. Porto Alegre: Artmed, 2002. NEUROSURG J. Escala de coma de Glasgow ganha atualização esclarecedora. 2018. Disponivel em: http://portalsbn.org/portal/wp-content/uploads/2018/05/Escala-de-coma-de-Glasgow-ganha-atualizac%CC%A7a%CC%83o-esclarecedora.pdf Acesso em: 27 ago 2019. ROYAL COLLEGE OF PHYSICIANS AND SURGEONS OF GLASGOW. Registrando a escala de coma de Glasgow. Disponivel em: https://www.glasgowcomascale.org/recording-gcs/ Acesso em: 27 ago 2019. 33