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SAÚDE DA CRIANÇA 
Desenvolvimento e Crescimento 
Crescimento: São alterações biológicas que implicam em aumento corporal da criança, considerando, 
especialmente, a evolução do peso, estatura e perímetros. O C e D são decorrências da associação de 
vários fatores, dependendo do organismo da criança e do ambiente onde vive. No estudo dos fatores do 
C, deve-se considerar os seguintes aspectos: 
Fatores Extrínsecos 
Fatores ambientais: o que determina o C e D da criança é a qualidade do meio de vida, da qual depende a 
boa saúde e a harmonia do desenvolvimento psíquico. 
Fatores nutricionais: A alimentação qualitativa e quantitativa da criança deve satisfazer as necessidades 
específicas ligadas ao crescimento nos períodos de C rápido, a falta de proteínas animais (sobretudo o 
leite) e a insuficiência de calorias são as carências mais prejudiciais para o organismo. Elas geram uma 
estagnação precoce da curva do peso. A altura só é perturbada se a carência persiste. 
Higiene de vida e higiene corporal: Higiene de vida: é o equilíbrio que resulta das relações entre as 
atividades, as refeições, o repouso e o sono. As condições de vida familiar e social nem sempre deixam as 
crianças seguirem seu próprio rítmo. 
Higiene corporal: A higiene do corpo é fonte de bem-estar e desempenha um papel importante na saúde, 
graças à diminuição dos riscos de erupções cutâneas, feridas e suas consequências, e também protegem 
as crianças contra as infecções de origem externa. 
A higiene é indispensável à saúde física e mental da criança e influi na construção de sua personalidade, 
seu desenvolvimento e na qualidade de sua inserção social. 
Condições sócio-econômicas e culturais: A situação sócio - econômica da família repercute no 
desenvolvimento somático e intelectual da criança. Ex.: o nível de instrução dos pais, a migração do meio 
rural ao urbano, os alojamentos superlotados e etc. 
Condições físico-afetivas: O equilíbrio físico-afetivo da criança repercute diretamente sobre seu apetite. 
A situação de carência afetiva acarreta angústia, tristeza e falta de apetite. 
Fatores Intrínsecos 
Fatores Genéticos: Até os três anos de idade, ação do meio é preponderante, mas depois dessa idade os 
fatores genéticos influenciam progressivamente e com crescente nitidez. Isto aparece principalmente nos 
seguintes fatores: 
Fator racial: Influencia o tamanho e a velocidade do C. 
Fator familiar: Pode falsear o diagnóstico. 
Fator de maturação óssea: Começa durante o segundo mês de vida fetal, quando os sais de cálcio são 
depositados na substância intracelular para formara cartilagem em primeiro lugar e em seguida o 
verdadeiro osso. Varia em função do sexo. A idade óssea do rapaz se realiza mais tarde que na menina. 
HORMÔNIO DA TIREIÓIDE 
Do nascimento ao fim do crescimento, a tiróide aumenta de volume e sua secreção é o principal 
regulador do crescimento, enquanto fator indispensável da evolução dos ossos. 
Parâmetros Antropométricos 
Justificativas: 
- Permite o diagnóstico precoce de desnutrição; 
-Utiliza-se equipamentos simples; 
- Fácil de aplicação; 
- Boa aceitação por parte da população. 
Índice Antropométricos 
 
-Peso/ Idade; 
-Altura/Idade; 
-Peso/ Altura; 
-Perímetro Cefálico/Idade. 
1) Peso É a medida mais importante para a avaliação do crescimento da criança e do seu estado nutricional. 
A curva de peso vai explicar a situação de saúde da criança e as medidas a tomar. Faz uma avaliação da 
situação nutricional e da eficácia das medidas preventivas, a nível individual e coletivo. 
Balança Utilizada: 
 Bebê; 
 Plataforma. 
 
Ganho ponderal mensal nos dois primeiros anos de vida 
até 3 meses 750 a 900 gramas por mês 
de 3 a 6 meses 600 gramas por mês 
de 5 meses a 1 ano 300 a 400 gramas por mês 
de 1 a 2 anos 200 a 300 gramas por mês 
 
 
Ganho ponderal anual de 2 a 7 anos 
de 2 a 3 anos 1.800g a 2.000 gramas por ano 
de 3 a 4 anos 1.800g ± por ano 
de 4 a 5 anos 1.650g ± por ano 
de 5 a 7 anos 1.500g ± por ano 
2) Estatura É a medida mais fiel do crescimento de uma criança. Deve ser avaliada do nascimento até a 
idade adulta. 
Valores Normais: 
No nascimento: ± 50 cm 
1º trimestre: 9 cm 
2º trimestre: 7 cm 
3º trimestre: 5 cm 
4º trimestre: 3cm 
 
A criança cresce 10 cm por ano, entre 1 e 3 anos. 
Para crianças acima de 2 anos teremos a seguinte fórmula: 
Estatura = idade x 5 + 80 
 A variação de estatura entre as crianças, depende em particular da estatura dos pais. 
 
3) Perímetro Cefálico (PC) É a circunferência do crânio. O controle da evolução do perímetro craniano tem 
por objetivo detectar uma anomalia cerebral (hidrocefalia ,microcefalia ou tumor). 
 
 
 
IDADE PC (CM) 
NASCIMENTO 35,0 
3 MESES 40,4 
6 MESES 43,4 
9 MESES 45,5 
1 ANO 46,6 
2 ANOS 48,9 
3 ANOS 49,2 
4 ANOS 50,4 
5 ANOS 50,8 
 
4) Perímetro torácico (PT): É a circunferência do tórax. Durante o crescimento, as proporções do corpo 
mudam. No nascimento, o segmento inferior é muito curto, depois ele se alonga progressivamente. Esta 
mensuração se faz sobretudo para investigar anomalias de desenvolvimento 
Relação entre PC e PT: 
- até 6 meses: PC é superior PT 
- cerca 6 meses: PC é igual PT 
- cerca 9 meses: PC é inferior PT 
 
IDADE PT (CM) 
NASCIMENTO 
3 MESES 
6 MESES 
9 MESES 
1 ANO 
3 ANOS 
4 ANOS 
5 ANOS 
 
 
5) Perímetro Abdominal(PA) É a circunferência abdominal. Valor é relativo até 2 anos, aproximadamente 
PC = PT = PA, em seguida passa a predominar o PT. 
 
 
Desenvolvimento É o aumento da capacidade do indivíduo na realização de funções cada vez mais 
complexas. A criança desenvolve controle neuromuscular, destreza e traços de caráter, funções que só 
podem ser medidas por meio de provas funcionais. É também chamado de maturação ou diferenciação. 
É um fenômeno qualitativo. 
 
Características Biológicas 
 
1.Posição supina(RN)–posição ereta- desenvolvimento motor; 
2.Aparelho visual e flexibilidade visual –visão e movimentos finos motores; 
3.Capacidade de comunicação- competência auditiva e a escuta; 
4.Evolução social-adaptação com meio. 
 
 
 
Fatores de maturação neurológica 
- Modificações anatômicas; 
- Estruturais; 
- Bioquímicas; 
- Funcionais; 
- Processos emocionais; 
- Processos cognitivos; 
- Experiências e aprendizagem. 
 
POSTURA FETAL RN 
LEVANTA O QUEIXO 1 MÊS 
LEVANTA O TÓRAX 2 MESES 
6 MESES SENTA APOIADO E ALCANÇA OBJETOS 
7 MESES SENTA SOZINHO 
9 MESES MANTÉM-SE EM PÉ APOIADO 
10 MESES ENGATINHA 
11 MESES ANDA COM AJUDA 
13 MESES SOBE DEGRAUS 
14 MESES FICA EM PÉ SOZINHO 
15 MESES ANDA SOZINHO 
DOIS ANOS BRINCA SOZINHO 
TRÊS ANOS DESENHA 
4 ANOS CONTA OU INVENTA PEQUENAS HISTÓRIAS 
 
INTRODUÇÃO- Crescimento 
 Importante instrumento de conhecimento da saúde individual e coletiva. 
 Processos dinâmicos que tem inicio na concepção e terminam na morte. 
 CRESCIMENTO X DESENVOLVIMENTO 
Crescimento: 
 Representa o desenvolvimento físico; 
 É expressão da hiperplasia e hipertrofia celulares; 
 É quantitativo: avaliação do peso e altura da criança; 
 Um dos indicadores de saúde mais importantes da criança 
Desenvolvimento: 
 Capacidade de uma criança de realizar tarefas cada vez mais complexas (novas habilidades); 
 Corresponde a aquisição de novas habilidades; 
 É qualitativo: difícil de medir de forma objetiva; 
Crescimento 
Tipos de Crescimento 
 CRESCIMENTO GERAL- altura e peso 
 CRESCIMENTO NEURAL – SNC e sua mielinização 
 CRESCIMENTO LINFÓIDE – imunidade (timo, gg linfáticos, amígdalas, adenóides e folículos linfóides 
intestinais) 
 CRESCIMENTO GENITAL 
AVALIAÇÃO DO CRESCIMENTO 
Dados Antropométricos – Peso, altura, PC e PT 
 
 
 
RN : PESO – Média= 3300g; diminui 10% nos primeiros dias; após 
20 a 30 g/ dia 
ESTATURA – 5O cm (média) 
PER. CEFÁLICO – 34 cm (média). PC>PT 
 
 
 
LACTENTE: Primeiro ano - PESO: PN X 2 aos 5m; PN X 3 aos 12 m 
EST: + 25cm aos 12 m 
PC: aumenta 12 cm até os 12 m, quando PC=PT 
Segundo ano – PESO: aumenta 2,5 kg/ano 
Est: aumenta 12 cm/ano 
PC: aumenta menos de 2 cm/ano 
 
 
PRÉ-ESCOLAR – Peso= aumento de 2 kg/ano 
Estatura = aumenta 6 a 8 cm/ano 
 
ESCOLAR – Peso – aumento de 2,5 a 3,5 kg/ano 
Est: aumento de 6 cm/ano 
 
ADOLESCENTE – Peso – aumento secundário ao aumento de altura 
Altura – aumento de 10 cm/ano (no estirão 
 
Regras Práticas 
PESO 
3-12 m: Idade (meses) + 9 
2 
1 a 6 a: Idade (anos) X 2 + 8 
7 a 12 a: Idade (anos) X7 – 5 
2 
 
 
ALTURA 
 2 a 12 anos: Idade (anos) X 6 + 77 
 
 
MONITORIZAÇÃO DO CRESCIMENTO 
 ESQUEMA MÍNIMO DE CONSULTAS 
No primeiro ano de vida: 1, 2, 4, 6 e 12 meses; 
No segundo ano de vida: 18 e 24 meses; 
No terceiro, quarto e quinto anos : pelo menos uma vez por ano. 
 CURVAS DE CRESCIMENTO 
 PERCENTIL – situa a posição do indivíduo em relação ao grupo de referência 
 DESVIO-PADRÃO ( ESCORE Z) – número de desvios padrão abaixo ou acima da mediana da população de 
referência em que se encontra o índice antropométrico da criança. NORMAL = entre –2 e +2 DP. 
 Monitorização do Crescimento 
 Monitorização 
do Crescimento 
 
Critérios para 
avaliação (pelo 
padrão NCHS) 
ESTATURANO
RMAL – Entre os 
percentis 3 e 97 
ANORMAL – Baixa Est. –  de p3 e 
 Alta Est. -  de p97 
CANAIS DE VIGILÂNCIA – Baixa est. - entre p10 e p3 
 Alta Est. - entre p90 e p97 
PESONORMAL – Entre os percentis p3 e p97 (correlacionar com a estatura) 
ANORMAL – Abaixo do p3 e acima do p97 
 
CANAIS DE VIGILÂNCIA (RISCO NUTRICIONAL) 
 
Entre os percentis 3 e 10 e 90 e 97, para baixo peso e sobrepeso, respectivamente. 
 
 
CRESCIMENTO COMPENSATÓRIO 
TENDÊNCIA SECULAR DO CRESCIMENTO 
Adolescentes 
 
Puberdade 
PUBERDADE FEMININA: 
 Telarca: aparecimento do broto mamário (é o 1° sinal); 
 Pubarca ou Adrenarca: surgimento dos pelos pubianos; 
 Menarca: primeira menstruação; 
 
PUBERDADE MASCULINA: 
 Aumento do volume dos testículos (é o 1° sinal); 
 Surgimento dos pelos pubianos; 
 Aumento do pênis em comprimento e espessura; 
Semenarca: 1ª ejaculação com sêmen; 
 Surgimento de pelos axilares e faciais; 
 Mudança do voz: estimulação androgênica. 
Nos meninos: 
 Testículos começam a crescer em torno dos 10 anos 
 Testículo esquerdo mais baixo que o direito; 
Nas meninas: 
 Surgimento do broto mamário entre 8 e 13 anos; 
 A menstruação ocorre 2 a 2,5a depois (broto mamário); 
 A maturação óssea se correlaciona com o Estádio de Tanner; 
Fases da Adolescência 
 PRECOCE ou INICIAL: (10 aos 14 anos) As características infantis começam a ser substituídas por outras 
mais maduras; 
 MÉDIA: (15 aos 17 anos)A maioria dos jovens nessa faixa etária já completaram suas modificações 
biológicas mais importantes; Busca desenvolver sua sexualidade; 
 TARDIA: (17 aos 20 anos) emergem os valores e comportamentos adultos e predomina uma identidade 
mais estável; 
Desenvolvimento Sexual 
Estágios de TANNER 
 Variam de 1 a 5; 
 Avaliam: 
 Pelos Pubianos: (P) 
 Mamas: (M) 
 Pênis(Genitais): (G) 
 Ex: 
 M3 P2 ou M4 P3 ou ... (feminino) 
 G4 P4 ou G4 P5 ou ... (masculino) 
Mamas (sexo feminino) 
 M1 Mama infantil, com elevação somente da papila. 
 M2 Broto mamário: aumento inicial da glândula mamária, com elevação da aréola e papila, formando 
uma pequena saliência. Aumenta o diâmetro da aréola, e modifica-se sua textura. 
 M3 Maior aumento da mama e da aréola, mas sem separação de seus contornos. 
 M4 Maior crescimento da mama e da aréola, sendo que esta agora forma uma segunda saliência acima 
do contorno da mama. 
 M5 Mamas com aspecto adulto. O contorno areolar novamente incorporado ao contorno da mama. 
 
Pêlos púbicos 
 
 P1 Ausência de pêlos pubianos. Pode haver uma leve penugem semelhante à observada na parede 
abdominal. 
 P2 Aparecimento de pêlos longos e finos, levemente pigmentados,lisos ou pouco encaracolados, ao 
longo dos grandes lábios. 
 P3 Maior quantidade de pêlos, agora mais grossos, escuros e encaracolados, espalhando-se 
esparsamente pela sínfise púbica. 
 P4 Pêlos do tipo adulto, cobrindo mais densamente a região púbica, mas ainda sem atingir a face interna 
das coxas. 
 P5 Pilosidade pubiana igual a do adulto, em quantidade e distribuição, invadindo a face interna das coxas. 
que assume tamanho e forma adulta. 
Genitais (sexo masculino) 
 G1 Pênis, testículos e escroto de tamanho e proporções infantis. 
 G2 Aumento inicial do volume testicular (>4ml). Pele escrotal muda de textura e torna-se 
avermelhada.Aumento do pênis mínimo ou ausente. 
 G3 Crescimento peniano, principalmente em comprimento. Maior crescimento dos testículos e escroto. 
 G4 Continua crescimento peniano, agora principalmente em diâmetro, e com maior desenvolvimento da 
glande. Maior crescimento dos testículos e do escroto, cuja pele se torna mais pigmentada. 
 G5 Desenvolvimento completo da genitália 
 
 
Pêlos púbicos 
 P1 Ausência de pêlos pubianos. Pode haver uma leve penugem semelhante à observada na parede 
abdominal. 
 P2 Aparecimento de pêlos longos e finos, levemente pigmentados,lisos ou pouco encaracolados, 
principalmente na base do pênis 
 P3 Maior quantidade de pêlos, agora mais grossos, escuros e encaracolados, espalhando-se 
esparsamente pela sínfise púbica. 
 P4 Pêlos do tipo adulto, cobrindo mais densamente a região púbica, mas ainda sem atingir a face interna 
das coxas. 
 P5 Pilosidade pubiana igual a do adulto, em quantidade e distribuição, invadindo a face interna das 
coxas.que assume tamanho e forma adulta. 
 
 
 
ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA 
 
 Atenção à Saúde da Mulher: 
 Atenção à Gestante e ao Recém-Nascido 
 Incentivo ao Aleitamento Materno 
 Acompanhamento do Crescimento e Desenvolvimento 
 Alimentação Saudável 
 Imunização 
 Atenção às Doenças Prevalentes: 
 Atenção à Saúde Bucal 
 Saúde Mental 
 Prevenção de acidentes, maus-tratos/violência e trabalho infantil. 
 Atenção à criança portadora de deficiência 
 Atenção à Saúde do Adolescente e Jovens: 
A consulta de puericultura 
Atribuições da equipe de enfermagem 
 Conhecer as características do crescimento e do desenvolvimento normal da criança; 
 Realizar o acolhimento frente as necessidades da criança; 
 Realizar ações educativas e de prevenção de doenças; 
 Desenvolver ações de vigilância em saúde e imunização; 
 Realizar cuidados de enfermagem e procedimentos de enfermagem 
CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO INFANTIL 
Padrões de crescimento e desenvolvimento 
 
 
A equipe de Atenção Básica 
 Promover o crescimento e do desenvolvimento 
 Diagnosticar riscos, atrasos e desvios em relação aos padrões de normalidades. 
 Proporcionar condições favoráveis para um crescimento e desenvolvimento saudável. 
 Realizar o encaminhamento necessário frente a situações de riscos ou anormalidades 
 
CRESCIMENTO 
 
Avaliação do crescimento 
 Consiste na avaliação dos índices antropométricos e das medidas de crescimento: 
 Ganho ponderal médio 
 Ganho estatural médio 
 Medidas antropométricas 
Identificação de riscos e diagnóstico precoce 
 Alimentação; 
 Doenças crônicas e agudas; 
 Condições de higiene; 
 Hábitos de vida: higiene mental, sono e repouso. 
 Cuidado e afeto; 
 Condições socioculturais; 
 Condições socioeconômicas; 
 Doenças crônicas e agudas 
 
Medidas de Crescimento 
 Ferramentas disponíveis: gráficos de avaliação, média populacional e 
conhecimento científico 
 
 
Instrumento de avaliação Peso x Idade 
Instrumento de avaliação estatura x idade 
DESENVOLVIMENTO 
Desenvolvimento infantil 
 Consiste na observação dos marcos e 
habilidades adquiridas e esperadas para 
cada faixa etária. 
 São previstas e sequênciais e são percebidasem crianças com desenvolvimento saudável 
Áreas do desenvolvimento 
 Motor 
 Cognitivo 
 Social 
 Afetivo 
Determinantes 
 Fatores genéticos 
 Fatores biológicos 
 Fatores ambientais 
Menores de 1 mês 
 Postura características; 
 Observa um rosto; 
 Reage ao som; 
 Eleva a cabeça; 
01 mês à menor que 2 meses 
 Sorriso social; 
 Abre as mãos; 
 Emite sons; 
 Movimenta ativamente os membros 
 
Aos 2 meses 
 Fixa e observa o rosto da mãe; 
 Segue objetos na linha média; 
 Reage ao som; 
 Eleva momentaneamente a cabeça em DV 
Aos 04 meses 
 Responde ao examinador com sorriso (interação através do olhar); 
 Segura objetos; 
 Eleva e sustenta a cabeça em DV; 
 Ri emitindo sons; 
 
Aos 6 meses 
 Se interessa em alcançar um brinquedo; 
 Leva objetos e os pés à boca; 
 “Volta-se” aos estímulos sonoros; 
 Rola de DV para DD; 
 Senta com apoio; 
 
Aos 9 meses 
 Brinca de “esconde – achou”; 
 Transfere objetos entre as mãos; 
 Duplica sílabas; 
 Senta sem apoio; 
 É curiosa e busca tudo ao redor; 
 Estranha pessoas fora de casa; 
 
Aos 12 meses 
 Imita gestos previamente ensinados; 
 Segura objetos em forma de pinça; 
 Produz “jargão”; 
 Anda com apoio; 
 Aponta o que deseja; 
 
Aos 15 meses 
 Executa gestos ensinados a pedido do examinador; 
 Coloca “blocos” na caneca; 
 Diz uma palavra**; 
 Anda sem apoio***; 
Aos 18 meses 
 Rabisca espontaneamente; 
 Produz 3 palavras; 
 Anda para trás; 
 Identifica 2 objetos em meio a outros três; 
Aos 02 anos 
 Retira uma peça de vestuário; 
 Constrói torre de 3 cubos; 
 Chuta a bola e dá pequenas corridas; 
 “Aponta figuras” e partes do corpo; 
 Aceita companhia mas brinca sozinha; 
Podem estar presentes 
 Subir e mexer em objetos; 
 Demonstrar vontade própria; 
Aos 03 anos 
 Alimenta-se sozinha; 
 Nomeia objetos como seus 
 Diz seu próprio nome e tem vontade própria 
 Gosta de histórias e é curiosa; 
 Brinca na presença de outras criança. 
Aos 04 anos 
 Gosta de brincar com outras crianças; brinca imitando o cotidiano; 
 Reconhece as cores branco e preto; utiliza frases gramaticais; 
 Veste-se com auxílio e ajuda a calçar os sapatos; sobe escadas sem apoio porém sem alternância dos pés. 
 Desaparecimento da ansiedade de separação materna. 
Aos 06 anos 
 Gosta de ouvir histórias e aprender canções; ver livros e revistas; 
 Veste-se e toma banho sozinha; 
 Escolhe suas roupas, sua comida e seus amigos; 
 Gosta de comentar seu cotidiano e contar histórias; 
 Apresenta orientação espacial e temporal*; Reconhece cores básicas*; 
 Sobe escadas alternando os pés sem apoio*; 
 
O MUNDO DA CRIANÇA 
VISÃO PSICOLÓGICA DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL 
Estágios do desenvolvimento 
• TEORIA PSICOSSEXUAL DE FREUD 
• TEORIA COGNITIVA DE PIAGET 
• TEORIA PSICOSSOCIAL DE ERIKSON 
Teoria psicossexual de Freud 
 A personalidade forma-se nos primeiros anos de vida 
 No desenvolvimento psicossexual o prazer muda de uma zona física para outra 
Estágios de desenvolvimento 
 Estágio oral (do nascimento a 12-18 meses) 
 Estágio anal (de 12-18 meses a 3 anos) 
 Estágio fálico (de 3 a 6 anos – genital inicial) 
 Latência (de 6 a 12 anos) 
 Estágio genital (adolescência e fase adulta) 
 
Estágio oral 
• A principal fonte de prazer do bebê 
• São as atividades orientadas para aboca, como sugar e alimentar-se. 
• - A alimentação é a fonte principal de prazer sensual. 
 
Estágio fálico 
• Período de “romance familiar”: Complexo de Édipo nos meninos e de Eletra nas meninas. 
• Ligações com o genitor do sexo oposto e rivalidade com o genitor do mesmo sexo. 
- A zona de gratificação muda para a região genital. 
 
Latência 
• Período relativamente calmo sexualmente, que se prolonga até a puberdade. 
• Há um intervalo na evolução da sexualidade. 
• Período de socialização, desenvolvimento de habilidades (escolares), aprender sobre si mesmo e sobre a 
sociedade. 
Genital 
• Período de maturidade sexual. 
- O objeto de erotização ou de desejo não está mais no próprio corpo, mas em um objeto externo ao 
indivíduo – o OUTRO. 
• Estágio final que se prolonga por toda a fase adulta. 
Teoria Cognitiva de Piaget 
 Período sensoriomotor: 
- Nascimento a 2 anos: o bebê passa de um ser que reage basicamente por meio de reflexos, para um ser 
capaz de organizar atividades em relação ao ambiente. 
- Aprende por meio das atividades sensorial e motora, conhece o mundo pela manipulação. 
 Período da Operações Concretas: 
- De 7 a 12 anos: a capacidade de reflexão é exercida a partir de situações concretas. 
A criança adquire uma autonomia crescente em relação ao adulto, passando a organizar seus próprios 
valores morais 
 Período das Operações Formais: 
- De 12 até a fase adulta: a pessoa é capaz de pensar em termos abstratos, lidar com situações hipotéticas 
e pensar em possibilidades. 
- No aspecto afetivo, o adolescente vive conflitos, deseja ser aceito pelos amigos e pelo adulto. 
- Crise de identidade: contestação, busca da maturidade, relação do indivíduo com o campo social. 
Teoria Psicossocial de Erikson 
1. Confiança básica X desconfiança (nascimento a 12-18 meses): Esperança. 
2. Autonomia x vergonha e dúvida(12-18 meses a 3 anos): Vontade 
3. Iniciativa x culpa(3 a 6 anos): Propósito. 
4. . Diligência x inferioridade(6 anos à puberdade): Habilidade. 
5. Identidade x confusão de identidade(puberdade a adulto jovem): Self – Fidelidade. 
6. Intimidade x isolamento(adulto jovem): Compromissos – Amor. 
7. Generatividade x estagnação(adulto médio): o adulto maduro preocupa-se em estabelecer e orientar a 
próxima geração ou então sente empobrecimento pessoal. – Cuidado. 
 Cada estágio contém uma “crise”. 
8. Integridade x desespero (velhice): a pessoa idosa adquire um senso de aceitação de sua própria vida, 
permitindo a aceitação da morte, ou cai em desespero. – Sabedoria. 
 E cada crise leva ao desenvolvimento saudável do ego. 
 
Ações de Enfermagem na Atenção à Saúde da Criança 
CONSIDERAÇÕES INICIAIS 
 Atenção à saúde da criança tem sido alvo de preocupação de profissionais da saúde, gestores e políticos, 
representando um campo prioritário de investimentos dentro dos cuidados à saúde da população. 
 Na década de 80, no Brasil, numa ação coordenada entre o governo federal, as Secretarias Estaduais e 
Municipais de Saúde e o Ministério da Saúde, baseado na análise das condições sanitárias e 
epidemiológicas da população, foi elaborado o programa de "Assistência Integral à Saúde da Criança 
ACOLHIMENTO 
 Recepção do usuário, desde sua chegada, responsabilizando-se integralmente por ele, ouvindo sua 
queixa, permitindo que ele expresse suas preocupações, angústias, e ao mesmo tempo, colocando os 
limites necessários, garantindo atenção resolutiva e a articulação com os outros serviços de saúde para a 
continuidade da assistência quando necessário. 
HUMANIZAÇÃO 
 
- É a ação ou efeito de humanizar, de tornar humano, se colocar no lugar do outro. 
- O cuidado de enfermagem é uma arte por natureza humanizada, pois sempre atende a necessidade de 
alguém, temos que agir conforme a própria essência da Enfermagem. 
 Na assistência integral à saúde da criança, cinco ações básicas surgiram como respostas do setor 
saúde aos agravos mais frequentes e de maior peso na mortalidade de crianças de 0 5 anos de idade: 
Aleitamento Materno e Orientação Alimentar para o Desmame, 
 Controle da Diarréia e desnutrição, 
 Controle das Doenças Respiratórias na Infância, 
 Imunização 
 Acompanhamento do Crescimento e do Desenvolvimento. 
 
Puericultura (do latim puer, pueris, criança) é a ciência que se dedica ao estudo dos cuidados com 
o desenvolvimento infantil. 
 
 Objetivo de detectar precocemente os mais diferentes distúrbios das áreas do crescimento estatural, 
nutricional e do desenvolvimento neuropsicomotor. 
 A detecçãoprecoce dos distúrbios é essencial para seu tratamento, uma vez que, quanto mais cedo se 
iniciarem as medidas adequadas, menos seqüelas haverá e melhor qualidade de vida futura. 
 
 
1ª PARTE - A CONSULTA PEDIÁTRICA – 
Temperatura axilar: 
Normotermia 36,0 – 37,0 
Hipotermia Abaixo de 36,0 
Temperatura subfevris 37,0 – 37,5 
Febre baixa 37,5 – 38,5 
Febre moderada 38,5 – 39,5 
Febre alta 39,5 – 40,5 
Febre muitoalta - hiperpirexia Acima de 40,5 
Verifica-se a temperatura, na axila, deixando o termômetro durante pelo menos 3 minutos. 
SINAIS VITAIS: Temperatura – Freqüência cardíaca, Freqüência respiratória e Pressão arterial 
 
 
Freqüência Cardíaca - Pulso: variáveis fisiológicas em repouso 
Faixa etária pediátrica Freqüência cardíaca/minuto 
*Recém-nascidos – de 0 a 28 dias de vida 130 – 160 
* Primeiro ano de vida 120 – 140 
* Segundo ano de vida 110 – 130 
*De 3 a 5 anos de vida 100 – 120 
* De 6 a 11 anos de vida 90 – 110 
Verifica-se a FC observando-se as pulsações da fontanela anterior, palpando as artérias centrais: femorais 
e braquiais no lactente até um ano de vida e carótidas nas crianças acima de um ano de vida ou 
auscultando diretamente o coração. As FC acima da média recebem o nome de taquicardia e as abaixo, 
de bradicardia 
 
Frequência Respiratória: variáveis fisiológicas em repouso 
Faixa etária pediátrica FR / MIN 
Recém-nascidos – de 0 a 28 dias de vida 40 – 45 
Lactente – até 2 anos de idade 25 – 35 
Pré-escolar 20 – 25 
Escolar 18 – 20 
Adolescente 16 - 20 
Verifica-se a FR, com o paciente em completo repouso físico e emocional, de preferência, dormindo, 
devendo ser observado, durante 1 minuto. As FR acima da média recebem o nome de taquipneia e as 
abaixo, de bradpnéia. 
Dispnéia: são movimentos respiratórios difíceis, osquais podem ser predominantemente 
inspiratórios,expiratórios 
Pressão Arterial normal em crianças. 
Idade P. sistólica P. diastólica 
Nascimento (12h, < 1000g) 39 - 59 16 - 36 
Nascimento (12h, 3000g) 50 - 70 25 - 45 
Recém-nascido (96 horas) 60 – 90 20 - 60 
Lactente (6 meses) 87 – 105 53 - 66 
Criança (2 anos) 95 - 105 53 - 66 
Idade escolar (7 anos) 97 - 112 57 - 71 
Adolescente 112 - 128 66 -80 
Condições que requerem rápida avaliação cardiopulmonar e potencial suporte cardiorrespiratório 
Frequência respiratória: 
Em neonatos acima de 60 rpm 
 2 meses até 1 ano > 50 
Acima de 1 ano maior que 40 
Frequência cardíaca 
Recém-nascido < 80 ou > 200 bpm 
0 - 1ano < 80 ou > 180 bpm 
1 - 8 anos < 80 ou > 180 bpm 
Acima de 8 anos < 60 ou > 160 bpm 
Alteração no nível de consciência: irritabilidade ou letargia inesperada ou ausência de resposta aos 
estímulos de familiares. 
*Convulsões - Febre acompanhada de petéquias 
*Trauma. 
*Queimaduras, totalizando acima de 10% de área de superfície corpórea. Aumento do esforço 
respiratório (retração, batimento de asa de nariz, gemido) 
*Diminuição dos sons inspiratórios 
*Cianose ou diminuição na saturação. 
 
Acompanhamento do Crescimento e do Desenvolvimento. 
 1 medidas corporais 
 Para o acompanhamento e avaliação do crescimento é necessário a tomada de medidas antropométricas 
tais como o peso, a estatura, comprimento ou altura, o perímetro cefácilo entre outros perímetros. 
 
O peso constitui uma medida de grande valor com índice do estado nutritivo. Uma observação isolada no 
entanto tem valor relativo devendo-se valorizar sempre a curva ponderal. 
Estatura medida mais fiel que o peso para se detectar anormalidades, porém menos prática e menos 
sensível. As alterações aparecerão mais tardiamente do que em relação ao peso. 
Perímetro encefálico (PC) até os 3 anos de vida, quando atinge o valor médio máximo de 49,5 cm, 
principalmente no primeiro ano, é de grande importância para a monitorização do crescimento craniano. 
Reflete o crescimento do cérebro em condições fisiológicas ou traduz um crescimento patológico ( tumor, 
hidrocefalia). 
Perímetro torácico (PT) é a medida da circunferência do tórax em centímetros. Até os 2 anos de idade 
tem valor como índice do estado nutritivo; Fita métrica passa pelos mamilos, com a criança em decúbito 
dorsal até os 3 anos de idade. 
Perímetro abdominal (PA) é a medida da circunferência do abdômen. Tem valor relativo, pois a medição 
pode variar bastante num mesmo indivíduo, se for realizada após a alimentação.Util para monitorizar a 
evolução de certas patologias: ascite, tumores e visceromegalias. Fita métrica passa pela cicatriz 
umbilical. 
 
Perimetros 
Até os 2 anos: aproximadamente PT = PC = PA; em seguida passa a predominar o PT 
Até 6 meses: PC maior que PT; a seguir, PT ligeiramente maior que PC 
Acompanhamento do Desenvolvimento Motor e intelectual da Criança 
1°mês.O bebê acompanha ruídos e objetos com os olhos. Ele também fixa o olhar no olhar do outro. É 
“durinho”, com a chamada hipertonia fisiológica. Ao colocarmos um objeto em suas mãos, ele as fecha 
rapidamente, por reflexo. 
2°mês. O bebê ainda tem o corpo duro e se movimenta em blocos. Também começa a sustentar a cabeça 
e aparecem os primeiros sorrisos para o cuidador, em resposta ao seu estímulo afetivo. 
3°mês Sustenta a cabeça voluntariamente e tenta alcançar objetos à frente. Nessa idade, os bebês estão 
amadurencendo as vias visuais. 
4 °mês Tem início nesse período a chamada fase oral e, por causa disso, ele começa a levar objetos à 
boca. Ele também usa o corpo todo para se comunicar e respeita o tempo da fala do interlocutor. 
5°mês O bebê começa a ficar sentado com apoio, que pode ser uma almofada, por exemplo. Algumas 
crianças podem começar a rolar pelo chão 
6 °mêsDessa etapa até o nono mês, é fundamental verificar se há um bom contato ocular: alguém olha e 
ele corresponde. Um sinal precoce de transtorno do desenvolvimento social e da comunicação é a falta 
desse contato de maneira consistente. Levar o pé à boca é normal nessa fase. 
Um ano Ao longo do primeiro ano, eles aprendem – cada um no seu tempo – a marchar sem apoio. Até 
por volta dos 15 meses, espera-se que falem dissílabos, como “mamã água” e “nenê colo”. 
Dois anos O pequeno nessa fase apresenta a fala comunicativa e não só o que o cuidador consegue 
entender e interpretar. Após os 24 meses, se não houver fala, deve-se investigar o motivo do atraso. Aos 
2 anos, eles também não são muito altruistas e compartilham pouco. Entre 18 e 30 meses, adoram 
brincar de faz de conta. 
Assistência de enfermagem 
 
 Orientar sobre a importância do controle do desenvolvimento da criança. 
 Realizar medidas antropométricas e anota e analisar os resultados e direcionar para intervenções ao de 
responsabilidade técnica. 
 Elogiar mães que não deixam de comparecer nas consultas de puericultura. 
 Saber avaliar desenvolvimento motor e intelectual da criança em relação a sua fixa etária e saber orientar 
e direcionar ao responsável técnico. 
Sobre a morte e a morte de uma criança 
A perda de um filhos pode ser uma das mais trágicas e aniquiladoras experiências do ser humano.A 
maneira pela qual o diagnóstico é comunicado aos pais tem importância vital na determinação de suas 
atitudes posteriores.se informados de forma abrupta ou de modo a eliminar qualquer esperança, 
poderão reagir a várias situações com extrema hostilidade.Porém a irritação deve ser sempre esperada, 
como resultado das defesas paternas.Os sentimentos de culpa reais ou imaginários quase sempre estão 
presentes nos pais. 
Censuram-se por desleixo, omissão ou impotência.a morte da criança pode ser também encarada, pelos 
pais, como forma de castigo por erros cometidos 
Considerações sobre a morte 
 MORTE (Dicionário Houaiss) 
 Fim da vida, interrupção definitivada vida humana, animal ou vegetal. Fim da existência de qualquer ser 
ou ente da natureza 
 Morte Clínica 
 Cardíaca: Insuficiência das contrações cardíacas devido a falência ventricular, após o fracasso de todas as 
manobras de RCP. Diagnosticada eletrocardiograficamente por assistolia. 
 Cerebral (Encefálica):Parada definitiva de toda a atividade cerebral com a cessação de toda a atividade 
respiratória espontânea e presença de exames complementares e testes físico-químicos confirmando 
esta falta de atividade, o que vai definir a morte para fins da lei. 
 A morte constitui ainda um medo universal, um acontecimento inexorável, um tabu, onde se evita 
debater e as crianças afastadas destas conversas 
 
 Do ponto de vista psiquiátrico em nosso inconsciente a morte nunca é possível quando se trata de nós 
mesmos. É inconcebível para o nosso inconsciente imaginar um fim real para a nossa vida na terra. 
Durante boa parte de nossa vida acreditamos em nossa imortalidade. Podemos até aceitar a morte do 
próximo, o que só reforça a confirmação inconsciente da nossa imortalidade. (“ainda bem que não fui 
eu”) 
 
O que mudou no mundo? 
 Diminuição considerável da mortalidade e aumento da expectativa de vida 
 Mortes passaram a ocorrer mais nos hospitais 
 Maior aparato tecnológico. Menos contato físico e mais distanciamento 
 Mudou o nosso modo de conviver e lidar com a morte, com o morrer e com os pacientes moribundos. 
 
O que mais mudou? 
 Hoje em dia morrer pode se tornar triste demais, tornando-se um ato mecânico, solitário e desumano, 
o paciente não raro é deslocado de seu ambiente familiar e levado as pressas para uma UTI. 
O que mudou com os médicos? 
 Em era de alta tecnologia estamos encarando cada vez menos os pacientes como seres humanos, não 
sabemos seu nome, chamamos pela sua patologia 
 Tendemos a nos afastar dos pacientes “condenados”. “Não há mais nada a fazer”. Prestamos mais 
atenção aos equipamentos e exames do que na expressão facial do paciente 
 Impedimos que familiares e filhos permaneçam ao lado daquele que está morrendo dentro de um 
hospital 
 Sustentamos longas discussões sobre dizer ou não a verdade ao paciente 
 Buscamos alta eficiência, correndo atrás de exames complementares, ficamos em computadores 
digitando Ctrl-C e Ctrl-V e esquecemos de conversar com a criança segurar a sua mão, sorrir e prestar 
atenção em uma pergunta 
Nós Médicos 
 Fomos formados e preparados para salvar vidas. Devemos: 
◦ Detectar e tratar condições pré-PCR 
◦ Ressuscitar e salvar vidas das crianças 
 Estamos preparados? 
◦ Até que ponto a faculdade nos prepara: 
◦ Para confrontar com a morte do seu paciente 
◦ Dar suporte aos membros da familia 
◦ Para lidar com este nosso “fracasso” 
Nossa realidade 
 Emergência: Morte por quadro agudo (Doenças respiratórias, Sepse, SMSL, estado de mal, Comas) 
 Enfermarias:Paciente Oncológicos, neuropatas, Doenças metabólicas, nefropatias, hepatopatias 
Morte aguda 
Contato foi menos íntimo e o envolvimento foi mais superficial. Fica mais fácil? 
 A maioria relata que a família principalmente deseja do profissional médico empatia e franqueza 
 O ideal é que o médico que assistiu a morte seja a pessoa a iniciar o suporte para a família 
 
 
Durante a reanimação 
 Pais fora do ambiente de reanimação de preferência, sendo que de tempo em tempo sendo informado da 
evolução clinica e do prognóstico 
Decisões de iniciar e interromper manobras de RCP 
 Inicie sempre RCP até vir à tona prova em contrário de que esta não é necessária; 
◦ Não iniciar se já existe declaração legal para não ressuscitar 
◦ O paciente tem sinais de morte irreversível como rigidez cadavérica e lividez permanente 
◦ Tentativas de RCP podem colocar em risco a vida do médico 
 A decisão de suspender as manobras de RCP em ambiente hospitalar é sempre da competência do 
médico 
Quando interromper? 
 Dentre os vários critérios, o mais significativo é o tempo de duração dos esforços de RCP 
 Se uma criança falha às manobras de RCP após o mínimo de 3 doses de adrenalina sem o retorno da 
circulação espontânea é improvável a sobrevivência da mesma, o que leva a um espaço de tempo de 20-
30 minutos 
 NÃO INTERROMPER AINDA SE 
◦ FV e TV sem pulso ainda não tratada com eletroterapia 
◦ Intoxicação por drogas de longo tempo de absorção e metabolismo 
◦ Hipotermia 
 No RN estima-se que a não resposta em 15 minutos de uma RCP bem administrada permite a decisão da 
interrupção da mesma 
Suporte para a família 
 Suporte emocional 
◦ Privacidade: Sala em que não haja riscos de interrupções, tenha se possível lenços de papel, copo de água 
e telefone 
◦ Comunicação imediata: palavras claras, precisas, sem termos técnicos. Diga morte, morreu. Evite 
expressões faleceu, foi a óbito 
Número mínimo de profissionais e consistência dos mesmos 
◦ Identifique-se,assim como qualquer outro profissional que ficar no recinto junto com você. 
◦ Pergunte ou já previamente saiba o nome dos pais 
◦ Sempre utilize o nome da criança 
◦ Sente-se junto com a família. Nunca fique de pé. Olhar nos olhos 
◦ Evitar pedidos de desculpas. Expresse solidariedade 
◦ Disponibilidade 
◦ Escutar em silêncio 
◦ Empatia 
◦ Respeito 
◦ Espere o inesperado 
◦ Reações inesperadas podem ocorrer como raiva, negação, surtos psicóticos ou mesmo estado de choque 
◦ Após todas comunicações, assegure que alguém ficará disponível, mas permita a privacidade da família 
para ela lidar com a dor da perda neste momento. 
◦ Evite fornecimento de sedativos: prejudicam a memória e a compreensão das informações 
◦ Intervenção psiquiátrica: surtos psicóticos agudos ou ideação suicida 
 Suporte técnico 
◦ Planejamento: Atestado de óbito, necropsia, funerária, preservação do corpo, informação para outros 
familiares 
◦ Orientar priorização de tarefas 
◦ Discutir sobre doação de órgãos 
 
 Frases que são micos 
 “Vocês têm outros filhos. Pense neles” 
 “Você tem que ser forte” 
 “Vocês ainda são jovens e podem ter outros filhos” 
 “Descansou” 
 “Foi a vontade de Deus” 
 
Do profissional médico 
 Não encarar a morte como uma falha pessoal e profissional. Não ter sentimentos de culpa e remorso. 
Profissional procura na família atitude de aceitação e suporte quando ele é que deve ser o indivíduo a 
fornecer suporte 
 Evitar comportamentos defensivos 
 Se você se sente a vontade não tema expressar seu pesar, choro, mas nunca inverta o papel de que a 
família passe a te dar suporte na intenção de você se sentir menos culpado pela sua “falha” 
Estágios sobre a morte e o morrer (pacientes crônicos terminais) 
 Negação 
 Raiva 
 Barganha 
 Depressão 
 Aceitação 
Do profissional médico 
 Necessidades emocionais: Podemos sentir tristeza, raiva, ansiedade, irritabilidade e exaustão. Dividir com 
outros profissionais ou a família 
 Necessidades físicas: alimentação, sono, repouso e um tempo sem envolvimento com tarefas 
estressantes diárias 
 Saber reconhecer o quanto seus próprios sentimentos comprometem na sua habilidade de conduzir a 
situação 
 Se necessário dispense alguns minutos para você se recompor (sala isolada, lanchonete) 
Cuidados paliativos 
Cuidados paliativos (OMS) 2002: 
 “Uma abordagem que aprimora a qualidade de vida dos pacientes e família que enfrentam problemas 
associados com doenças ameaçadoras de vida, através da prevenção e alívio do sofrimento, por meios de 
identificação precoce, avaliação correta e tratamento da dor e outros problemas de ordem física, 
psicossocial e espiritual.” 
“Quero que você sinta que me importo pelo fato de você ser você, que me importo até o último 
momento da sua vida e faremos tudo que estiver ao nosso alcance, não somente para ajudá-lo a morrer 
em paz,mas também para você viver até o dia da sua morte”. 
 Não confundir como desistência, não resolução, eutanásia ou suspensão das medicações 
 CP não apressa a morte,apenas a aceita como parte inexorável do processo 
 Evitar prolongamento indevido do sofrimento (distanasia) 
 Menos tecnologia e mais integração multidisciplinar 
 Cura da morte versus “não há mais nada a fazer” 
 Não matar versus não prolongar a agonia, o sofrimento e a morte 
 Humanização do cuidar: O desafio do cuidar do ser com competência humana e científica 
 Cuidado da dor e do sofrimento 
 A não maleficência: em primeiro lugar não faça mal 
 Resgatar a comunicação da equipe de profissionais de saúde, o paciente e a família diante deste 
momento de fragilidade 
 Cuidado integral 
 Trabalhar com a família do doente 
 Promover autonomia e dignidade do doente: elaborar com a família da criança objetivos terapêuticos 
 Conceito ativo de terapia. O cuidar continua quando não se pode mais curar 
 Proporcionar em torno do doente uma atmosfera de respeito, apoio e comunicação 
 Trabalho multidisciplinar 
Cuidado Paliativos- Indicações 
 Enfermidade avançada, progressiva e incurável 
 Falta de possibilidades razoáveis ao tratamento específico 
 Numerosos sintomas, intensos, multifatoriais e mutantes 
 Prognóstico de vida inferior a 6 meses 
 
Doação de órgãos 
 Pode ser difícil colocar inicialmente este tema no meio da crise e separar discussões sobre a doença da 
criança e o seu prognóstico e a discussão sobre a doação de órgãos. A família pode associar que sua 
conduta na ressuscitação pode ser influenciada pela decisão ou não de doar órgãos. Dê tempo para a 
família para absorver a informação sobre o prognóstico da criança antes de mencionar o tema doação de 
órgãos 
 As vezes é necessário um especialista para dar mais informações 
 Reforçar que este processo não adia os preparativos do funeral 
QUESTÕES 
• O processo de morte, desde o ponto de vista de cuidados, de um velho é diferente do de uma criança, 
adolescente ou adulto? 
• Quais os deveres associados ao paciente que está morrendo? 
• Como lidar com um paciente que solicita que a sua vida não seja mantida? 
 
Cirurgia Pediátrica e a Prática Ambulatorial 
Anomalias da posição do testículo 
n Criptorquia  o testículo cessa sua migração para a bolsa escrotal 
– encontra-se no trajeto embrionário 
n Ectopia  o testículo deixa o seu trajeto antes de penetrar na bolsa 
– encontra-se: no subcutâneo, na raiz na coxa, no períneo ... 
n Testículo retrátil  pode ser facilmente levado ao fundo da bolsa 
n diagnóstico clínico 
n palpação bilateral - avaliação genital 
n localização do testículo no trajeto 
n testículo impalpável? 
n criptorquia bilateral: cuidado!na associação 
com hipospádia  avaliação genética 
Anomalias da posição do testículo: tratamento 
n Criptorquia: orquidopexia 
– em torno de 1 ano de idade 
– obrigatoriamente antes de 2 anos 
n Testículo retrátil  acompanhamento clínico 
n uso de gonadotrofina coriônica 
Escroto agudo 
– Caracterizado por dor, edema, eritema do escroto, iniciados abruptament 
– O diagnóstico precoce é fundamental: - torção do testículo; torção da hidátide de Morgagni; 
orquite;epididimite; outros 
 
Torção do testículo COMUM PICO: 13 A 16 ANOS 
Torção de Hidátide MUITO COMUM PICO : 11 ANOS 
Epididimite RARO 0-6 MESES 
Orquite (sarampo) INCOMUM APÓS PUBERDADE 
Edema Ediopático INCOMUM 0-5 ANOS 
 
 
Fimose 
 Embriologia e desenvolvimento pós-natal do prepúcio 
 Conceito de fimose 
 Excesso de prepúcio 
 Cisto de esmegma 
 Balanopostite 
 Parafimose 
o Circuncisão: ritual x indicação médica 
 Indicação médica para o tratamento: 
o Balanopostite 
o Parafimose 
o Impossibilidade de retração do prepúcio após os 5 anos de idade 
 Tratamentos: uso de corticóides e postectomia 
Hipospádias 
 malformação congênita da uretra 
 meato uretral em posição ventral 
 pode estar associada a: 
o estenose do meato uretral 
o encurvamento peniano, torção da haste 
 diagnóstico diferencial: 
o genitália ambigua/intersexo 
o encurvamento peniano sem hipospádia 
EPIDEMIOLOGIA 
 Etiologia desconhecida 
 Incidência aproximada 3:1000 
 Distribuição racial: maior incidência nas populações mediterrâneas. 
 Aumento da incidência nos últimos 30 anos. 
 
 Fatores implicados: 
o Insuficiência androgênica; 
o Desordens genéticas; 
o Insuficiência placentária; 
o Possíveis fatores ambientais como estrogenóides, fertilizantes, pesticidas... 
o Alterações ou insuficiência de fatores de crescimento locais. 
Objetivos da correção 
 Corrigir a curvatura 
 Criar uma nova uretra 
 Criar um meato com aspecto próximo do normal 
 (Obter um jato urinário único, sem esforço e para frente.) 
 Plástica da bolsa escrotal 
 Adequada cobertura da pele com a preservação dos pontos anatômicos compatíveis ou próximos da 
normalidade 
Indicação cirúrgica 
 Idade ótima: 6 meses; antes dos dois anos. 
 Quando necessário: segunda operação 6 meses após a primeira. 
 Regime: cirurgia ambulatorial ou internação de 1 dia. 
o Uso de bloqueio caudal na anestesia 
o Uso de cateteres biocompatíveis macios. 
Hérnia umbilical 
 Incidência  1 em 5 crianças (21%) 
  maior na raça negra 
 84% das com peso entre 1000 e 1500g 
 Saco herniário: peritônio aderido à pele 
 Percentagem de crianças que irá necessitar de operação conforme o diâmetro do anel umbilical: 
n <0,5cm  42% 
n 0,5 a 1,5 cm  60% 
n >1,5 cm  84% 
Hérnia umbilical: quando operar? 
 Indicação operatória: defeito que não está fechando 
– Menino ou menina? 
– Aspecto do anel ao exame 
– Idade satisfatória para indicação: 3 anos 
 
Hérnia supra-umbilical 
 Defeito junto da cicatriz umbilical (superior) 
 Orifício em fenda 
 Nunca se fecha espontaneamente 
 Corrigido cirurgicamente como a hérnia umbilical 
o indicação operatória: ao diagnóstico 
Hérnia epigástrica 
 Defeito da linha alba 
 Única ou multiplas 
 Pequena: orifício < que 0,5cm 
 Nunca se fecha espontaneamente 
Y Indicação operatória: ao diagnóstico 
Outras afecções do umbigo 
 Granuloma umbilical 
 Persistência do ducto ônfalo-mesentérico 
 Divertículo de Meckel 
 Persistência do úraco 
 Onfalite 
Higroma 
 Malformação congênita dos vasos linfáticos 
 É mais de cem vezes mais comum na menina 
 80 a 90% dos casos se manifestam até o segundo ano de vida 
 Em 90% dos casos está localizado no trígono cervical posterior esquerdo 
 Tratamento: cirúrgico * 
Cistos e fístulas cervicais 
 Anomalias do sistema branquial: 
– cistos, fístulas, seios, remanescentes cartilaginosos e apêndices cutâneos 
 Persistência do ducto tireoglosso 
 Cistos dermóides e teratoma 
 Higromas 
 Outros 
 
 
Remanescentes branquiais 
Anomalias da primeira fenda branquial 
 Lesões raras: 1 a 8% dos casos 
– Aplasia, atresia, estenose do meato acústico externo 
– Fístula do conduto auditivo à região submandibular 
– Apêndices e seios auriculares * 
 Lesões com relação anatômica com o nervo facial (!) 
 
Anomalias da segunda fenda branquial 
 Lesões relativamente comuns 
 Mais comuns à esquerda 
 Bilaterais em 10 a 30 % dos casos 
 Fístulas, seios ou cistos: trajeto que vai da fossa tonsilar à borda anterior do esternocleidomastóideo 
 Tratamento: excisão cirúrgica 
Persistência do ducto tireoglosso: cisto tireoglosso 
 Persistência parcial ou total do ducto tireoglosso  cisto tireoglosso 
 Massa cervical congênita mais comum na infância 
 Indidência semelhante entre os sexos 
 Em geral o diagnóstico é feito nas duas primeiras décadas de vida 
Cisto tireoglosso 
 Apresentação: tumor cístico palpável na linha média do pescoço 
 Móvel à deglutição 
 Pode manifestar-se como abscesso, com fistulização secundária 
 Há possibilidade de degeneração malígna 
 Diagnóstico diferencial: 
o Tireóide ectópica: incidência de 1 a 2% 
o Cisto dermóide 
 Conduta: 
o Cintilografia da tireóide 
o Drenagem dos casos abscedados 
o Operação de Sistrunk: ressecçãodo trajeto do cisto até a base da lingua e da porção média do osso hióide 
Cisto dermóide e teratoma 
 São lesões relativamente pouco comuns 
 Cisto dermóide: composto de tecidos endodérmicos e ectodérmicos 
o Superficial e benígno 
o Não se move à deglutição 
 Teratoma: incidência < 1:20.000; 
o Contém os três folhetos embrionários 
o Chance de malignização de até 90% 
 
 
Torcicolo congênito 
 Tumor cervical que aparece entre a 2ª e 3ª semanas de vida 
 Edema do músculo esternocleidomastóideo 
 Lesão inicialmente dolorosa e restritiva 
 História natural: regressão do edema e fibrose do músculo 
 Tratamento: clínico / cirúrgico 
 Prognóstico: cura em 80% dos casos 
Rânula 
 Tumor cístico (pseudocístico) do assoalho da boca 
 Causada pela obstrução do ducto da glândula sublingual 
 Pode atingir dimensões maiores 
 Tratamento: cirúrgico  marsupialização. 
Adenomegalias cervicais 
história clínica completa 
foco infeccioso sem foco infeccioso 
tratar pesquisa de viroses e 
 tuberculose 
+  tratar -  pesquisa de neoplasia 
 (biópsia) 
 Infecciosa: 
o Bacteriana 
o Viral 
o Fúngica 
o Parasitária 
 Neoplásica (primária ou metastática) 
 Artrite reumatóide 
 Doenças de depósito 
 
Ações de Enfermagem na Atenção à Saúde da Criança 
 Humanização 
o É a ação ou efeito de humanizar, de tornar humano, se colocar no lugar do outro. 
o O cuidado de enfermagem é uma arte por natureza humanizada, pois sempre atende a necessidade de 
alguém, temos que agir conforme a própria essência da Enfermagem. 
o Na assistência integral à saúde da criança, cinco ações básicas surgiram como respostas do setor saúde 
aos agravos mais frequentes e de maior peso na mortalidade de crianças de 0 a 5 anos de idade: 
Aleitamento Materno e Orientação Alimentar para o Desmame, 
o Controle da Diarréia e desnutrição, 
o Controle das Doenças Respiratórias na Infância, 
o Imunização 
o Acompanhamento do Crescimento e do Desenvolvimento. 
 Controle das Doenças Respiratórias na Infância 
 
o São as doenças mais frequentes durante a infância, acometendo um número elevado de crianças, de 
todos os níveis sócio-econômicos e por diversas vezes. 
o Nas classes sociais mais pobres, as infecções respiratórias agudas ainda se constituem como importante 
causa de morte de crianças pequenas, principalmente menores de 1 ano de idade. 
o Os fatores de risco para morbidade e mortalidade são baixa idade, precárias condições sócio-econômicas, 
desnutrição, déficit no nível de escolaridade dos pais, poluição ambiental e assistência de saúde de má 
qualidade . 
 
 RESFRIADO 
o Inflamação catarral da mucosa rinofaríngea. 
o Possui como causas predisponentes: convívio ou contágio ocasional com pessoas infectadas, desnutrição, 
clima frio ou úmido, condições da habitação e dormitório da criança, quedas bruscas e acentuadas da 
temperatura atmosférica, susceptibilidade individual, relacionada à capacidade imunológica. 
 
 Principais sinais e sintomas: 
 Febre de intensidade variável, corrimento nasal mucosa e fluido (coriza), 
 Obstrução parcial da respiração nasal tornando-se ruidosa (trazendo irritação, principalmente ao lactente 
que tem sua alimentação dificultada) 
 Tosse (não obrigatória), falta de apetite, 
 Alteração das Fezes e vômitos (quando a criança é forçada a comer). 
 
 PNEUMONIA 
 Inflamação das paredes da árvore respiratória causando aumento das secreções mucosas, respiração 
rápida ou difícil, 
 Dificuldade em ingerir alimentos sólidos ou líquidos; piora do estado geral, tosse, 
 Aumento da frequência respiratória (maior ou igual a 60 batimentos por minuto); 
 Tiragem (retração subcostal persistente), gemido, períodos de apnéia ou guinchos (tosse da 
coqueluche), cianose, batimentos de asa de nariz, 
 Distensão abdominal, e febre ou hipotermia (podendo indicar infecção). 
 
 
 
 AMIGDALITES 
Muito frequente na infância, principalmente na faixa etária de 3 a 6 anos. Seu quadro clínico assemelha-
se a um resfriado comum. Principais sinais e sintomas: febre, mal estar, prostração ou agitação, anorexia 
em função da dificuldade de deglutição, presença de gânglios palpáveis, mau hálito, presença ou não de 
tosse seca, dor e presença de pus na amigdala. 
 
 SINUSITE 
"Desencadeada pela obstrução dos óstios de drenagem dos seios da face, favorecendo a retenção de 
secreção e a infecção bacteriana secundária" 
Caracteriza-se por tosse noturna, secreção nasal e com presença ou não de febre, sendo que raramente 
há cefaléia na infância. 
Casos recidivantes são geralmente causados por alergia respiratória. 
 
 RINITE 
Apresenta como manifestações clínicas a obstrução nasal ou coriza, prurido e espirros em salva; a face 
apresenta "olheiras"; dupla prega infra-orbitária; e sulco transversal no nariz, sugerindo prurido intenso. 
Pode ser causada por alergia respiratória, neste caso faz-se necessário afastar as substâncias que possam 
causar alergia. 
 
 BRONQUITE 
Inflamação nos brônquios, caracterizada por tosse e aumento da secreção mucosa dos brônquios, 
acompanhada ou não de febre, predominando em idades menores. Quando apresentam grande 
quntidade de secreção pode-se perceber ruído respiratório ("chiado" ou "ronqueira.) 
Propicia que as crianças portadoras tenham infecções com maior frequência do que outras. Pode se 
tornar crônica, levando a anorexia a uma perda da progressão de peso e estatura. 
Recomenda-se afastar substâncias que possam causar alergias. 
 
 
 ASMA 
Doença crônica do trato respiratório, sendo uma infecção muito frequente na infância. A crise é causada 
por uma obstrução, devido a contração da musculatura lisa, edema da parede brônquica. 
Manifesta-se através de crises de broncoespasmo, com dispnéia, acessos de tosse e sibilos presentes à 
ausculta pulmonar. São episódios auto-limitados podendo ser controlados por medicamentos com 
retorno normal das funções na maioria das crianças. 
 
 Fatores desencadeantes: 
Irritantes alimentares,infecções, agentes irritantes, poluentes atmosféricos e mudanças climáticas, 
fatores emocionais, exercícios e algumas drogas (ácido acetil salicílico e similares). 
 
Assistência de enfermagem 
o A enfermagem precisa estar atenta e orientar a família da criança sobre alguns fatores: 
• Preparar os alimentos sob a forma pastosa ou líquida, oferecendo em menores quantidades e em 
intervalos mais curtos, respeitando a falta de apetite e não forçando a alimentação; 
• Aumentar a oferta de líquidos: água, chás e suco de frutas, levando em consideração a preferência da 
criança; 
• Manter a criança em ambiente ventilado, tranquilo e agasalhada se estiver frio; 
 
TRUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO 
Ações de Enfermagem na Atenção à Saúde da Criança 
INTRODUÇÃO 
 Mortalidade por Causas Externas: 
 Mundo: 
 5 milhões anualmente - 9% da mortalidade mundial 
 Idade: 5 a 44 anos 
 Acidentes de trânsito: 1,2 milhões de mortes/ano 
 Mortalidade por Causas Externas: 
 Brasil: 
 3ª causa de mortalidade no Brasil 
 12,5% das mortes em 2009 (138.687 óbitos) 
 Principal causa de morte entre 10 e 19 anos 
 TCE 
 Acidentes de transportes terrestres: 26,5% 
 Acidentes por transportes terrestres: 1ª causa entre 10-14 anos 
DEFINIÇÃO 
 O trauma cranioencefálico (TCE) é causado por uma agressão ou por aceleração ou desaceleração de alta 
intensidade do cérebro dentro do crânio. Esse processo causa comprometimento estrutural e funcional 
do couro cabeludo, crânio, meninges, encéfalo ou de seus vasos. 
 
 
CLASSIFICAÇÃO 
 Mecanismo: Fechado ou Penetrante 
 Anatômica: 
 Extracraniana 
 Intracraniana: Focais e Difusas 
 Fraturas de crânio 
 Gravidade (Escala de Coma de Glasgow): 
 Leve: 14-15 
 Moderado: 9-13 
 Grave: 3-8 
 
 
ABORDAGEM 
 Atendimentopré-hospitalar 
 ABC 
 Colar Cervical 
 Classificação do TCE 
 Hospital de Trauma 
 Equipe treinada 
 Especialidades 
 UTI Pediátrica/ Centro Cirúrgico / Radiologia 
 Injuria cerebral primária 
 Redução ou interrupção do fluxo sanguíneo logo após o impacto 
 Cascata inflamatória por produção de radicais livre 
 Injuria cerebral secundária 
 Minutos a dias apos o TCE 
 Hipotensão 
 Hipóxia 
 Distúrbios hidroeletrolíticos 
 Hipertermia 
 Baixo Risco: 
 A criança permanece sempre alerta com exame neurológico normal 
 Não há suspeita de abuso ou de negligência 
 A criança reside próximo a um posto de atendimento de saúde, ou próximo do hospital onde foi atendida 
 Risco Intermediário: 
 Crianças com < 3 episódios de v mitos 
 Perda transitória da consciência 
 istória de letargia ou irritabilidade (melhorada até o exame) 
 Alteraç es no comportamento 
 Mecanismo de trauma desconhecido 
 Alto Risco: 
 Alteração do nível de consciência 
 Presença de anormalidadesneurológicasfocais, sinal de depressãodacalotacraniana, presença de 
sinaisclínicos de fraturacraniana, presença de irritabilidadeaomanuseio, fontanelaabaulada. 
 corrência de convuls ese ouv mitospersistentes. 
MONITORIZAÇÃO DA PRESSÃO INTRACRANIANA (PIC) 
 Hipertensão Intracraniana (HIC): 32-50% dos casos de TCE grave 
 Prognóstico neurológico e mortalidade 
 Pressão de Perfusão Cerebral (PAM – PIC) entre 40-50 mmHg 
 A monitorização da PIC parece modificar o desfecho clínico na população pediátrica, podendo ser 
considerada nos casos de TCE grave em crianças. 
NEUROMONITORIZAÇÃO AVANÇADA 
 Pressão Parcial de Oxigênio do Tecido Cerebral - Pbt 2 (≥10 mm g) 
 Saturação de Oxigênio da Veia Jugular – SJO2 (55-75%) 
 Pediatria: poucos estudos 
 
TOMOGRAFIA DE CRÂNIO 
 Idade < 2 anos 
 Glasgow< 15 
 Perda de consciência 
 V mitos (≥ 3 episódios) 
 Cefaléia intensa 
 Sinais de lesão de base de crânio 
 Amnésia 
 Uso de anticoagulação oral 
 Otorragia, rinoliquorragia 
 Crises epilépticas 
 Não há evidências para indicar repetição rotineira da tomografiA(>24 horas) 
 
SOLUÇÃO HIPEROSMOLAR 
 NaCl 3% 
 Dose na fase aguda: 6,5 a 10 ml/kg 
 Manutenção: 0,1 a 1ml/kg/hora 
 Manter osmolaridade< 360 mOsm/L 
 Deve ser utilizada de forma rotineira no tratamento do TCE grave com hipertensão intracraniana 
 Manitol 
 Dose:1g/kg 
 Redução da viscosidade (<75 minutos) 
 Efeito osmótico (início após 15-30 minutos – duração até 6 horas) 
 Não ha evidências suficientes para indicar o uso rotineiro em Pediatra 
CONTROLE DA TEMPERATURA 
 TCE Grave 
 Moderada Hipotermia (32-33º C) 
 Reduz metabolismo cerebral 
 Quando fazer? 
 Após 8 horas do TCE, com duração ≥ 48 horas 
 Precoce, imediatamente após o TCE, com duração de 24 horas EVITAR!!!! 
 Evitar mudanças na temperatura > 0,5º C/hora – Ideal 1º C/4 horas 
DRENAGEM DO LÍQUIDO CEFALORRAQUIDIANO 
 Uso de cateter de derivação ventricular externa (DVE)deve ser considerado nos casos de TCE grave com 
HIC 
 Drenagem lombar pode ser considerada nos casos de HIC refratária, num paciente com DVE 
funcionando, sem imagens sugestivas de lesões com efeito de massa na TC de crânio 
COMA BARBITÚRICO 
 Tiopental ou Pentobarbital 
 Redução do metabolismo cerebral – impacto na PIC 
 Altas doses podem ser indicadas nos casos de HIC refratária ao tratamento medicamentos ou cirúrgico 
 Efeitos hemodinâmicos 
 Não há indicação para uso precoce como forma de neuroproteção em crianças 
 
CRANIOTOMIA DESCOMPRESSIVA 
 TCE grave com sinais precoces de deterioração neurológica ou herniação 
 HIC refratária 
 
HIPERVENTILAÇÃO 
 PCO2 < 30mmHg – vasoconstricção cerebral 
 Evitar uso profilático nas primeiras 48 horas do TCE 
 Caso haja necessidade de uso por HIC refratária, recomenda-se utilizar neuromonitorização avançada 
(PbtO2) para evitar isquemia cerebral 
CORTICOSTERÓIDES 
 Sem efeito na HIC 
 Significativa supressão endógena do cortisol livre 
 Aumento no risco de pneumonia bacteriana 
 Uso não é recomendado no tratamento do TCE grave em crianças 
OUTRAS MEDICAÇÕES 
 Etomidato 
 Risco de supressão adrenal 
 Considerar nos casos de TCE grave com HIC refratária 
 Não há evidências para o uso de bloqueadores neuromusculares nos casos de TCE grave em pediatra. 
 Propofol não é recomendado para tratamento de TCE grave em pediatria 
 
PROFILAXIA COM DROGA ANTIEPILÉPTICA 
 78% das crises ocorrem nas primeiras 24 horas do TCE 
 Fenitoína 
 Uso profilático: redução de 25% 
 O uso profilático pode ser considerado nos casos de TCE grave em crianças 
 
DISTÚRBIOS NEUROLÓGICOS DO RN 
O Sistema Nervoso apresenta duas divisões: 
Sistema nervoso central (cérebro e a medula espinhal) 
Sistema nervoso Periférico (costituído de nervos cranianos e espinhais) 
Tem a função de controlar todas as atividades motoras, sensoriais autônomas, cognitivas e 
comportamentais. 
Convulsão: 
Descarga bio-energética emitida pelo cérebro que provoca contrações musculares gerais e generalizadas. 
Ataque episódico, que resulta da alteração fisiológica cerebral e que clinicamente se manifesta por 
movimentos rítmicos involuntários e anormais, que são acompanhados de alterações do tónus muscular, 
esfíncteres e comportamento. 
Crise convulsiva: 
Termo usado para designar um episódio isolado. 
Distúrbio convulsivo: 
 É um distúrbio crônico e recorrente, (epilepsia). 
Foco epileptogénico: 
Células hiper-excitaveis onde tem inicio uma descarga elétrica expontânea. As causas específicas das 
convulsões são variadas e podem ser classificadas como idiopáticas e adquiridas. 
Entre as causas de convulsões adquiridas estão: 
 Hipoxemia de qualquer etiologia, incluindo a insuficiência vascular, (febre na infância); 
 Lesão craniana; 
 Hipertensão; 
 Infecções do sistema nervoso central; 
 Condições metabólicas e tóxicas (insuficiência renal, hiponatremia, hipocalcemia, hipoglicemia, tumor 
cerebral, abstinência de drogas e álcool, e alergias; 
HIPONATREMIA: DIMINUIÇÃO DE SODIO. 
HIPOCALCEMIA: DIMINUIÇÃO DE POTASSIO 
Convulsões parciais 
o Convulsões parcial simples. 
o Convulsões parciais complexas. 
o Convulsões secundariamente generalizada. 
Convulsões de ausência: geralmente ocorrem em crianças. Como o nome implica, a pessoa fica ausente 
do mundo consciente por um breve período. 
o É como se a criança ficasse olhando para o espaço, apesar de as pálpebras se moverem e os músculos se 
contraírem. 
o Essas convulsões duram apenas alguns segundos e então, a criança continua a atividade tão rapidamente 
quanto antes. 
 Convulsões clônicas: causam convulsões ou movimentos involuntários em ambos os lados do corpo. 
Convulsões tônicas: resultam na contração súbita dos músculos. Essas convulsões são mais comuns 
durante o sono. 
Convulsões atônicas: envolvem a perda do controle muscular, fazendo a pessoa desmaiar ou cair. 
Embora ocorram rapidamente, elas podem causar desmaios súbitos, resultando em outros ferimentos. 
 Convulsões tônico-clônicas: envolvem uma combinação dos sintomas das convulsões tônicas e clônicas. 
A pessoa rapidamente se contrai, perde a consciência e então, convulsiona com movimentos 
involuntários dos braços e das pernas. 
 
O diagnóstico tem dois objetivos principais que são: 
 Definir o tipo de crise convulsiva; 
 Compreender a causa. 
 História completa 
 História completa 
 Exame físico e neurológico completo; 
 Exames laboratoriais (hemograma completo, glicemia, cálcio, uréia, liquido cefalo-raquidiano, etc.); 
 E.E.G 
 Cintigrafia cerebral; 
 Ressonância magnética; 
Uma importante responsabilidade do enfermeiro consiste em observar e registrar as seqüências dos 
sintomas. Em geral a natureza da convulsão indica o tipo de tratamento que é necessário. 
 Deitar o paciente no chão, quando possível. 
 Deitar o paciente nochão, quando possível. 
 Proteger a cabeça com acolchoamento para evitar a lesão. 
 Fornecer privacidade e proteger o paciente contra os olhares curiosos. 
 Afrouxar as roupas 
 Afastar qualquer mobília que possa machucar o paciente durante a crise. 
 Se o paciente estiver no leito, remover travesseiros e elevar as grades laterais. 
 Não tentar abrir a boca que esta cerrada em um espasmo para introduzir algo. 
 Nenhuma tentativa deve ser feita para conter o paciente durante a convulsão, porque as contrações 
musculares são fortes e a contenção pode produzir lesões. 
 Quando possível, coloque o paciente em decúbito lateral com a cabeça flexionada para diante o que 
permite que a língua caia para diante e facilite a drenagem da saliva e muco. 
 Manter o paciente em decúbito lateral para evitar a aspiração. Certifica-se de que a via aérea está pérvia. 
 O paciente ao despertar, deve ser reorientado para o ambiente 
 Se o paciente ficar agitado depois de uma convulsão, usar a persuasão tranqüila e contenção suave. 
Grupo de síndromes caracterizadas por convulsões recorrentes.São classificadas por padrões específicos 
de aspectos clínicos, a idade de início,história familiar e tipo de convulsão. 
A epilepsia pode ser primária(idiopática), ou secundária quando a causa é conhecida e a epilepsia é 
sintoma de outra condição subjacente. 
É uma série de convulsões que ocorre sem a recuperação plena de consciência entre as crises. 
O termo foi ampliado para incluir as convulsões clínicas ou elétricas continuas com duração mínima de 30 
minutos, mesmo sem comprometimento da consciência. 
Ele é considerado uma emergência médica, e produz efeitos cumulativos. Os episódios repetidos de 
edema e anóxia cerebral, pode levar a lesão cerebral irreversível e fatal. 
Dependendo da localização dos neurônios que realizam as descargas, as convulsões podem variar desde 
um simples episódio de olhar fixamente até movimentos convulsivos prolongados com perda de 
consciência. 
As convulsões podem ser classificadas de acordo com a área do cérebro envolvida e foram 
identificadas parciais simples e complexas, generalizadas e não-classificadas. 
 
 
Assistência de enfermagem 
 Prevenir a lesão; 
 Reduzir o medo de convulsões; 
 Melhorar o mecanismo de enfrentamento; 
 Fornecer a educação do paciente e família; 
 A cirurgia está indicada para pacientes cuja epilepsia resulta de tumores intracranianos, abcessos, cistos 
ou anomalia vasculares. Alguns pacientes apresentam alguns distúrbios convulsivos intratáveis que não 
respondem ao medicamento. 
 As metas do tratamento consistem em parar as convulsões o mais rápido possível, assegurar a oxigenação 
cerebral adequada e manter o paciente em estado livre de convulsões. Se o paciente permanece 
inconsciente e não responsivo, é introduzido um tubo endotraqueal com balão 
 
Imunização 
A imunização é definida como a aquisição de proteção imunológica contra uma doença infecciosa.Prática 
que tem como objetivo aumentar a resistência de um individuo contra infecções. É administrada por meio 
de vacina, imunoglobulina ou por soro de anticorpos. 
Vacina é uma substância produzida com bactérias ou vírus (ou partes deles)mortos ou enfraquecidos. 
Ao ser introduzida no corpo do ser humano, a vacina provoca uma reação (imunização) do sistema 
imunológico, promovendo a produção de anticorpos (leucócitos) contra aquela substância. 
 Desta forma, a vacina prepara o organismo para que, em caso de infecção por aquele agente patogênico, 
o sistema de defesa possa agir com força e rapidamente. 
Assim a doença não se desenvolve ou, em alguns casos, se desenvolve de forma branda. 
A importância da vacina 
A vacinação tem como objetivo estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos para proteger o 
organismo, em caso de contato com algum agente infeccioso, por meio do próprio agente, ou parte dele, 
em sua forma inativada ou atenuada. 
Desta maneira, ela atua para prevenir o surgimento de doenças causadas por vírus e bactérias, sendo 
geralmente administrada por via injetável. 
Embora todas as pessoas precisem ser vacinadas e exista um calendário específico para cada faixa etária, 
é importante destacar a importância da vacinação na infância, especialmente até os cinco anos de vida. 
É importante lembrar que até o primeiro ano de vida, a criança já deverá ter tomado todas as vacinas do 
esquema básico. 
Todas essas doses, gotinhas e injeç es, geralmente um “pesadelo” às crianças, são de fundamental 
importância para o seu desenvolvimento. 
 As vacinas podem ser dadas em postos de saúde, cobertas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) - sem 
custos para os pais, ou então em clínicas privadas. 
Composição das vacinas 
Uma vacina tem, em geral, 4 componentes: 
1) - O antígeno. O componente mais importante, cujas características dependente do tipo de vacina. Pode 
ser o agente infeccioso inativado ou atenuado, partes do agente, toxóides bacterianos inativados, etc. 
2) - O Solvente. O Pode ser apenas água estéril, mas pode também ter pequenas quantidades dos 
constituintes biológicos em que são produzidas as vacinas (proteínas, células de meios de cultura), 
3) - Conservantes, antibióticos, estabilizadores. Servem para evitar invasões bacterianas ou dar estabilidade 
ao antígeno. 
4) - Adjuvantes. Compostos à base de alumínio que aumentam o efeito da resposta imunológica do 
indivíduo vacinado. 
TIPOS DE VACINAS 
Vacinas vivas atenuadas 
Compostas de microrganismos vivos atenuados em laboratório, que devem ser capazes de multiplicarem-
se no organismo hospedeiro para que possa ocorrer a estimulação de uma resposta imune. 
A multiplicação do microorganismo vacinal não costuma ser capaz de causar doença. Exemplos de vacinas 
vivas atenuadas: Sarampo, caxumba, rubéola, pólio-Sabin, febre amarela, varicela, BCG. 
 
Vacinas inativadas 
Compostas de microrganismos inativados, o que significa que estes não mais se encontram vivos, logo 
incapazes de multiplicarem-se. 
 Exemplos de vacinas inativadas: DTP,hepatite A, hepatite B, raiva, pneumococo, meningococo, influenza. 
Vacinas combinadas 
São aquelas que contêm no mesmo frasco várias vacinas diferentes (por exemplo, a vacina tríplice viral 
contra o sarampo, caxumba e rubéola, e a vacina tríplice contra difteria, tétano e coqueluche). 
Vacinas conjugadas 
São imunobiológicos inativados conjugados com proteínas. 
A vacina meningocócica A e C e a pneumocócica 23-valente, 
Reações adversas das vacinas 
As reações locais são as mais freqüentes e incluem dor, edema no sítio de injeção. 
As reações sistêmicas incluem febre, mal-estar, rash cutâneo, mialgias, cefaléia e anorexia. Esses sintomas 
usualmente ocorrem 1-2 semanas após a administração de vacinas vivas atenuadas e são considerados 
como uma “doença” leve provocada pela multiplicação do microrganismo da vacina. 
Contra-indicações gerais à vacinação: 
• Alergia grave a uma dose prévia da vacina 
• Alergia grave a um dos componentes da vacina 
• Doença aguda moderada à grave 
Observação: As vacinas contra influenza (gripe) e febre amarela não são recomendadas a indivíduos 
alérgicos à proteína do ovo de galinha. Por não conter proteínas do ovo, a vacina contra o sarampo, 
caxumba e ubéola (SCR) pode ser seguramente aplicada em pessoas com alergia ao ovo. 
HPV 
Como era: 2 doses para meninas de 9 a 13 anos com intervalo de 6 meses; 3ª dose 5 anos depois. Como 
fica: 2 doses com intervalo de 6 meses para meninas de 9 a 13 anos. 
Poliomielite 
Como era: injeção aos 2 e 4 meses e gotinha aos 6 meses. 2 doses de reforço aos 15 meses e aos 4 anos 
(ambas de gotinha). 
Como fica: muda somente que a 3ª dose passa ser a injetável. 
Pneumonia 
Como era: 3 doses (2, 4 e 6 meses de idade) e reforço entre 12 e 15 meses. 
Como fica: 2 doses - aos 2 e 4 meses e um reforço aos 12 meses. 
Meningite 
Como era: 2 doses, aos 3 e 5 meses de idade, com reforço aos15 meses. 
Como fica:2 doses, aos 3 e 5 meses de idade, com reforço aos 12 meses. 
O perigo de não vacinar crianças 
O perigo dessa prática, além o de expor a própria criança ao risco de contrair doenças potencialmente 
graves, com o passar do tempo, se mais pessoas optarem por não vacinar seus filhos, doenças como 
sarampo,coqueluche, caxumba, por exemplo, já sob controle no nosso país, podem tornar-se novamente 
problema de saúde pública, trazendo malefícios para toda a sociedade 
Assistência de enfermagem 
• Orientar a finalidade da vacina. 
• Orientar sobre quantidade da doses a ser administrada. 
• Saber orientar sobre efeitos colaterais da vacina. 
• Indicar a próxima dose a ser tomada e explicar a importância de trazer a criança no dia correto. 
• Sempre elogiar quando mães trazem no dia correto e a carteirinha de vacinação esta atualizada. 
 
ATIVIDADE 
MONTAR UM CALENDARIO VACINAL 
QUAIS AS VACINAS CORRESPONDENTE PARA CADA IDADE 
 VIA DE APLICAÇÃO 
 DOSE DA VACINA 
 LOCAL DE APLICAÇÃO 
 AGULHA 
 PRINCIPAIS REAÇÃO ADVRESAS 
 QUAIS ORIENTAÇÕES. 
Acolhimento 
 Recepção do usuário, desde sua chegada, responsabilizando-se integralmente por ele, ouvindo sua 
queixa, permitindo que ele expresse suas preocupações, angústias, e ao mesmo tempo, colocando os 
limites necessários, garantindo atenção resolutiva e a articulação com os outros serviços de saúde para a 
continuidade da assistência quando necessário. 
Humanização 
 É a ação ou efeito de humanizar, de tornar humano, se colocar no lugar do outro. 
 O cuidado de enfermagem é uma arte por natureza humanizada, pois sempre atende a necessidade de 
alguém, temos que agir conforme a própria essência da Enfermagem. 
 
 Na assistência integral à saúde da criança, cinco ações básicas surgiram como respostas do setor saúde 
aos agravos mais frequentes e de maior peso na mortalidade de crianças de 0 a 5 anos de idade: 
Aleitamento Materno e Orientação Alimentar para o Desmame, 
 Controle da Diarréia e desnutrição, 
 Controle das Doenças Respiratórias na Infância, 
 Imunização 
 Acompanhamento do Crescimento e do Desenvolvimento. 
CONTROLE DA DIARRÉIA E DESNUTRIÇÃO 
A doença diarréica aguda é uma das principais causas de morbidade e mortalidade infantil nos países 
em desenvolvimento e um dos fatores que mais contribui para o agravamento do estado nutricional das 
crianças. 
POPULAÇÃO ACOMETIDA 
 Menores de 5 anos, particularmente lactentes 
 Periferia dos centros urbanos 
 Moradias insalubres 
 Área sem saneamento básico 
 Desnutridos 
DEFINIÇÕES 
 O número de evacuações diárias varia de acordo com a idade e a dieta. De forma geral, a diarréia é 
definida pela ocorrência de três ou mais evacuações, amolecidas ou líquidas, por dia. 
MANEJO ADEQUADO DAS CRIANÇAS COM DIARRÉIA AGUDA 
É a principal estratégia para reduzir a mortalidade por Doenças Diarréicas Agudas. 
 Componentes mais importantes: 
 Prevenção da desidratação; 
 Tratamento da desidratação; 
 Manutenção da alimentação da criança durante e após o episódio diarréico; 
A manutenção da alimentação na diarréia aguda é benéfica pois impede a deterioração do estado 
nutricional da criança e permite a regeneração do epitélio intestinal; 
A partir da década de 70, Desenvolveu-se paralelamente um método para hidratar por via oral: Terapia 
de Reidratação Oral (TRO), com uma solução de sais necessários à manutenção do equilíbrio orgânico, 
enquanto a doença segue o seu curso natural. 
Desde 1971, a OMS/UNICEF recomenda a utilização de uma fórmula única para a preparação da SRO que 
é eficaz no tratamento da desidratação por diarréia de qualquer etiologia em qualquer grupo etário. 
Esta fórmula é utilizada pelo Ministério da Saúde (MS), produzida pela Central de Medicamentos 
(CEME/MS), e tem a seguinte composição: COMPOSIÇÃO DO SRO Grama/Envelope 
Cloreto de Sódio 3,5g 
Citrato Trissódico 2,9g 
Cloreto de Potássio 1,5g 
Glicose 20g 
Sinais de desidratação 
 Observar a urina menos do que o habitual ou se não sente sede muitas vezes, verifique a cor da urina, 
 Se estiver bem hidratado a urina será límpida como água, se a urina for muito escura é um sinal de que 
precisa de beber mais líquidos. 
 Outros sinais de desidratação incluem a boca seca, 
 Diminuição da salivação, tonturas, olhos encovados, taquicardia e perda da elasticidade da pele. 
Assistência de enfermagem 
A criança com diarréia sem sinais de desidratação 
Recomendar o aumento da ingestão de líquidos preparados com ingredientes disponíveis nos domicílios: 
soro caseiro,chás,cozimento de cereais (arroz, milho), sopas e sucos. A mãe deverá ser orientada a 
oferecer depois de cada evacuação: 
Crianças até 12 meses - 50 a 100 ml (1/4 – meiocopo), 
Crianças acima de 12 meses - 100 a 200 ml (1/2 a 1 copo 
Ensinar a família a reconhecer os sinais de desidratação (olhos fundos, boca seca, pouca urina, muita 
sede). 
 
 
 
A criança com diarréia e sinais de desidratação 
A reidratação oral com o SRO é o tratamento de escolha para os pacientes com desidratação devido à 
diarréia e vômitos. 
A quantidade da solução ingerida dependerá da sede da criança. 
Apenas como uma orientação inicial, a criança deverá receber de 50 a 100 ml/Kg, no período de 4 a 6 
horas. 
Utilizar a hidratação venosa nas seguintes situações: 
 Quando a criança não ganha ou perde peso após as primeiras duas horas; 
 Quando a criança tem vômitos persistentes (quatro ou mais vezes, no mínimo, em uma hora 
 No caso de crise convulsiva com alteração do estado de consciência. 
Orientação final 
 Terminada a reidratação, a criança deverá receber alta . 
 Os familiares deverão ser informados que a diarréia poderá durar ainda alguns dias; 
 Fornecer dois envelopes de SRO cuja preparação deve ser ensinada e demonstrada; 
*Para as crianças que recebem outros alimentos, orientar a mãe para manter a alimentação normal. 
*Deve-se recomendar o uso de colheres e outros utensílios mais fáceis de serem mantidos limpos do que 
mamadeiras; . 
*Enfatizar a importância de acrescentar uma refeição diária até a recuperação nutricional; 
*Orientar sobre os sinais de piora: sede intensa, vômitos freqüentes, piora da diarréia, irritabilidade ou 
prostração. 
 
O brinquedo e o brinquedo terapêutico na prática assistencial à criança e 
família* 
DEFINIÇÃO DE BRINQUEDO/ BRINCAR 
Brincar deriva da palavra BRINCO, que vem do latim VÍNCULO, cujo significado é fazer laços, ligar-se. 
Brincar e Brincadeira: Ato ou situação de brincar. 
Brinquedo: Ato ou situação de brincar. Objeto utilizado para brincar 
Jogo e Brinquedo: sinônimos 
 Em inglês: Therapeutic play = brinquedo terapêutico 
 Toy = refere-se ao objeto, não se usa therapeutic toy! 
Características do comportamento de brincar 
 É uma atividade espontânea 
 Elemento de prazer 
 Livre de conflitos e tensões 
 Tem um fim em si mesma 
 Intensa motivação 
 Intrinsecamente reforçada e auto motivadora 
 Não tem resultado biológico imediato quanto a continuidade do individuo ou de espécie. 
 Formas exteriores relativamente específica à espécie 
 Quantidade, duração e diversidade relacionadas à posição filogenética 
 
 
Visão Contemporânea do Brincar 
 O brincar é uma necessidade natural da criança básica em toda a infância, sendo um fenômeno natural de 
aprendizagem. 
 Possui uma linguagem universal da criança 
 Direitos: 
-Declaração dos direitos da criança 
-UNICEF 
-ECA, cap. II, artigo 16, item IV 
Do Direito à Liberdade, ao Respeito e à Dignidade 
Art. 15. A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas 
humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos 
na Constituição e nas leis. 
Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: 
I - ir, vir e estar noslogradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições legais; 
II - opinião e expressão; 
III - crença e culto religioso; 
IV - brincar, praticar esportes e divertir-se; 
V - participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação; 
VI - participar da vida política, na forma da lei; 
VII - buscar refúgio, auxílio e orientação. 
Art. 17. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança 
e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, idéias 
e crenças, dos espaços e objetos pessoais. 
Art. 18. É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de 
qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor. 
Importância do brincar 
 “ A criança é um ser que brinca, e nada mais.” 
 “ É a única atmosfera na qual seu ser psicológico pode respirar e, consequentemente, agir.” 
CLAPAREDE, 1909 
“Brincar é a única atividade normal da mente que a criança apresenta.” 
FREUD 
“A inibição constante para brincar pode ser o único sintoma de neurose grave que a criança apresenta.” 
ABERASTURY 
“A característica essencial do BT , não está no material usado ou no resultado obtido, mas na atitude 
subjetiva da criança durante essa atividade, a qual é vivenciada de um prazer específico tão intenso que 
por si justifica a grande necessidade de atividade lúdica da criança” 
BUHLER; BUHLER. 
“ Brincar é um espaço potencial entre a realidade interna e externa, pois a criança traz, para dentro da 
brincadeira, objetos ou fenômenos da realidade externa, usando-os a serviço da realidade interna ou 
pessoal. “ 
WINNICOTT 
Objeto transicional -> transição entre a realidade e a vida interna da criança. 
“No brincar a criança aprende a agir numa esfera cognitiva ao invés de visual externa; desenvolve o 
pensamento abstrato em função da criança de uma situação imaginária.” VYGOTSKY 
O Brinquedo tem precedência sobre a satisfação das outras necessidades consideradas básicas, a não 
ser que o organismo esteja em elevado de tensão, medo ou privação.”MORAIS 
 Participação da criança 
o Observada 
o Solitária 
o Paralela 
o Associativa 
o Cooperativa ou jogo social 
 
 Quanto ao tipo de atividade: 
o Motora 
o Simbólica 
 
Variáveis que influenciam o brincar 
Relativas ao sujeito: 
-Idade 
-Sexo 
Relativas ao ambiente: 
-Cultura 
-Classe social 
- Tipo de brinquedo 
-Companhia durante o brinquedo 
-Novidade e complexidade 
 
A enfermagem e o Brinquedo no cuidado a saúde da criança 
 
Brinquedo 
o Estratégia de comunicação 
o Instrumento diagnóstico 
o Produção científica crescente 
o Emprego modesto na prática 
o Filosofia institucional 
o Formação profissional 
 
Criança hospitalizada: doença x brincar 
 
Funções do brinquedo 
 
 
o Recreativa 
o Estimuladora 
o Socializadora 
o Dramatização de papéis, terapêutico ou catártica. 
o Ludoterapia 
 
A Enfermagem e o BT 
 Florence Erickson/Pauline Barton: pioneira na utilização da entrevista com brincadeira. 
 Esther Moraes 
 Barreto( 1979), Ribeiro e Abrantes ( 1986)- mestrado 
 Entendendo a necessidade da criança –meio do BT. Carol Green 
 Opção saudável 
 para criança doente 
 GEBrinq - UNIFESP 
 
O Brincar no serviço de saúde 
Há dois tipos de brincadeiras: 
 
*Recreacional 
- Participação espontânea 
- Obter prazer 
 
 
*Terapêutica 
– Atividade especializadas, direcionadas para profissionais 
- Promovendo o bem estar físico e emocional ao experimentar situações de vida. 
 
Ludoterapia 
 Técnica psiquiátrica para tratamento de criança com distúrbio. 
 Somente é realizado com profissional especializado, ambiente controlado 30-60 min. 
 Permite a criança compreender os próprios sentimentos e comportamentos. 
 
Brinquedo Terapêutico (BT) 
 
 Técnica não diretiva indicada para criança em situação de crise, sessões de 15-45 min. 
Tipos: 
 
 Dramáticos- Alivia a tensão, reviver os fatos, dominando a situação, expressa sentimentos, necessidades 
e medos. 
 Instrucional- Esclarecer conceitos errôneos e expressar sentimentos. Aprender sobre um evento, como 
agir e como se sentirá no momento real. 
 Capacitador de funções fisiológicas, transformando em brincadeiras, atividades com fins terapêuticos. 
 
Materiais: 
 
 Variado ao suficiente para permitir a criança dramatizar situações, exteriorizar sentimentos. 
 Figuras da equipe, família, animais domésticos, comidas, objeto hospitalar... 
 
Técnica: 
 Deve possibilitar a criança brincar com inteira liberdade; 
 A criança é convidada a brincar; 
 Local deve ser o mais conveniente para a criança podendo ser o próprio leito, a mesa da enfermaria, a 
sala da recreação ou outras; 
 A criança é notificada que os brinquedos deverão ser devolvidos no final da sessão; 
 A criança é notificada do limite de duração da brincadeira e de que será avisada quando o tempo se 
esgotar; 
 Pais podem ou não ficar junto; 
 Material é apresentando, mas não identificado de imediato; 
 Atuar de maneira não diretiva, não sugere que brinquedo a criança deve usar ou que atividade deve 
desenvolver; 
 As perguntas são devolvidas, para que ela mesma tome decisão na brincadeira 
 
BT INSTRUCIONAL 
 
 Conta a história de uma criança que submeterá ao mesmo procedimento, linguagem simples e clara; 
 Fazer antes e depois do procedimento; 
 Duração: 1 min, horas, dias... 
Quando preparar (de acordo com a idade): 
 Toddler: Antes do procedimento. 
 Pré-escolares: 20-30 min. Antes 
 Cirurgia: 2 a 7 dias antes. 
 
Segurança do Brinquedo 
Princípios básicos: 
 Seleção 
 Supervisão 
 Manutenção 
 Armazenamento 
 Higienização 
Tamanho – se o brinquedo couber numa embalagem de filme fotográfico, NÃO É SEGURO, pode ser 
deglutido ou asfixiar a criança. 
 
Limpeza 
 Mesa/bancos - álcool 70% 
 Brinquedos de plástico e borracha - Lavagem semana com água e sabão neutro 
 Demais brinquedos: retirada pó com pano umedecido. 
 *Saliva, secreção, doença contagiosa: hipoclorito a 10%. 1 colher de chá em 1 l de água, imersão por 2 
min. 
 *Boneco de pano: lavar com água e sabão, secar ao sol com freqüência. 
 *Material perfuro cortante: trocar a cada sessão. 
 
O Alcance do BT 
 
 Relacionamento c/ a criança 
 Diminui a tensão 
 Obter informação relativa a conceitos e sentimentos da criança, a fim de estabelecer metas para a 
assistência de enfermagem. 
 Comunicar a criança: informação, valores, aceitação; 
 Promove modificações no comportamento da criança; 
 Prepara a criança p/ procedimentos e p/ experiências novas ou traumatizantes. 
 
 
CUIDADOS CRITICOS EM NEONATOLOGIA 
CONCEITO 
 Neonatologia: É a área da saúde que presta assistência ao recém- nascido até 28 dias. 
 Adaptação do neonato: o período de transição engloba as primeiras 24 horas, onde a adaptação do 
neonato da vida intra uterina para a vida extra uterina é mais critica. 
 
CLASSIFICAÇÃO IDADE GESTACIONAL 
RN TERMO: 37semanas a < 42 semanas 
RN PÓS-TERMO: > 42 semanas 
RN PRÉ-TERMO: < 37 semanas 
Limítrofe: 35 – 36 semanas (onde geralmente não apresenta intercorrencias e não necessita de cuidados 
especiais) 
Moderado: 31- 34 semanas 
Extremo: < 30 semanas( apresenta imaturidade dos seus órgãos e necessita de cuidados altamente 
especializados) 
CLASSIFICAÇÃO DO RN QUANTO AO PESO 
A.I.G. (Adequado para idade gestacional) é todo RN que nasce com peso > 2,5 a 4,0 Kg - entre percentil 
10 e 90. 
P.I.G. (Pequeno para idade gestacional) é todo RN que nasce com peso igual ou inferior a 2,5 Kg - abaixo 
do percentil 10 
G.I.G. (Grande para idade gestacional) é todo RN que nasce com peso igual ou superior de 4,0 Kg – acima 
do percentil 10 
INDICAÇÃO PARA A UTIN 
Baixo peso, <1500g, grandes ou pequenos para idade gestacional; 
 Pré-termo; 
 Filho de mãe diabética; 
 Malformação; 
 Suspeita de infecçãocongênita; 
 Icterícia não-fisiológica; 
 Pós-maturidade; 
 Asfixia perinatal; 
 Duração do parto ativo; 
 Anomalias congênitas importantes; 
 Anemia Aguda; 
 Síndrome Hemorrágicas; 
 Convulsões; 
 Pré e pós-operatório; 
 Prolapso de Cordão Umbilical; 
 Sofrimento fetal crônico, 
subagudo, ou agudo; 
 Placenta prévia ou 
descolamento de placenta; 
 Parto difícil ou 
tocotraumatismo; 
 Gravidez múltipla; 
 Parto cesárea (observação); 
 Parto pélvico (observação); 
 Oligo e polidrâmio; 
 Membrana Hialina ou outra 
dificuldade respiratória; 
 Sespis; 
 Doença hemolítica; 
 Cardiopatia congênita; 
 RN sintomático. 
TOCOTRAUMATISMO Lesões produzidas no feto durante o trabalho de parto, sendo mais freqüentes as 
do plexo braquial e da face. 
Oligoidrâmnio -significa menos líquido amniótico que o ideal dentro do útero. Hidrâmnios ou 
polidrâmnio é o excesso de líquido amniótico. 
ASSISTÊNCIA IMEDIATA AO RECÉM-NASCIDO 
 Preencher a ficha do RN com dados da história familiare materna, pregressos e atuais, e do trabalho de 
parto; Dispor sobre a mesa de atendimento do RN o seguinte 
Material: 
 Uma sonda de aspiração traqueal para cada RN; 
 Soro fisiológico; 
 Luvas; 
 Gaze esterilizada, anel de borracha e/ou de plástico (dispositivo específico) 
 Material para ligadura de cordão(pinças e tesoura); 
 Manter disponível, para qualquer emergência, o material e medicação para reanimação; 
 Receber o RN, secá-lo e colocar em campo estéril aquecido sob o calor radiante; 
 Levar o RN à mãe; 
 Identificar o RN com uma braçadeira, com o nome da mãe, no antebraço e tornozelo; 
 Em partos múltiplos, a ordem de nascimento deverá ser especificada nas pulseiras através de números 
(1, 2, 3, 4, etc.), após o nome da mãe; 
 Aspirar boca e depois narinas; 
 Passar a sonda nasogástrica para excluir atresia de coanas e esôfago; 
 Verificar a vitalidade do RN atavés do índice de Apgar no 1 °5° minutos, e, daí em diante, de 5 em 5 
minutos, até que o Apgar seja maior que 7; 
 Laquear o cordão a uma distância de 2cm do anel umbilical,usando álcool etílico a 70%. Verificar a 
presença de uma veia e duas artérias; 
 Pingar nitrato de prata a 1% (preparar diariamente em frascoescuro), uma gota em cada olho; 
 Lavar o estomago, se o líquido amniótico for meconial,sanguinolento ou purulento, com água destilada 
ou soro fisiológico; 
 Colocar o RN para mamar logo que finalizar as medidas de atendimento após o nascimento; 
 Durante a administração do Kanakion que será administrado via IM no vasto lateral da coxa esquerda do 
RN, algumas maternidades aplicam a vacina hepatite B que será IM no vasto lateral da coxa direita. 
 Registrar, na ficha do RN, sua impressão plantar e digital do polegar direito e do polegar direito da mãe; 
 Examinar a placenta; 
 Colher amostras de sangue de cordão para tipagem 
 Sangüínea e sorologias; 
 Colher sangue da mãe para tipagem sangüínea e reação 
 sorológica para sífilis, quando indicado. 
 Pesar o RN, mensurar a sua estatura, medir o perímetro cefálico, torácico e abdominal; 
TESTE DO APGAR: AVALIAÇÃO DOS 5 SENTIDOS DO RECÉM – NASCIDO: 
 FREQUENCIA CARDÍACA 
 RESPIRAÇÃO 
 REFLEXO 
 TÔNUS MUSCULAR 
 COR DA PELE 
 
 
PONTUAÇÃO: 
 SEM ASFIXIA – 8 A 10 
 COM ASFIXIA LEVE – 7 A 5 
 COM ASFIXIA MODERADA – 4 A 3 
 COM ASFIXIA GRAVE – 2- 0 
ASSISTÊNCIA MEDIATA AO RECÉM-NASCIDO 
São geralmente os cuidados que são prestados aos RN nas primeiras duas primeiras horas de vida. São 
cuidados mediatos: 
1) Higiene corporal; 
2) Exame físico completo; 
3) Avaliação das capacidades de alimentação; 
4) Avaliação da perda ponderal. 
DISTURBIOS CARDIACOS 
Aspecto anatômico e fisiológico 
O coração é um órgão oco constituído de músculo estriado especial e situa-se no centro do tórax. Entre os 
dois pulmões, no espaço denominado mediastino médio, ficando apoiado sobre o diafragma. 
 
Vasos que constituem o sistema cardiovascular 
Artérias: vasos que transportam sangue no sentido centrífugo em relação ao coração (para fora) 
Veias: vasos que transportam sangue no sentido centrípeto em relação ao coração (em direção ao 
coração) 
Capilares: arteríolas e vênulas 
 
O coração possui quatrocâmara distintas, separadas verticalmente por membranas denominadas septos e 
transversalmente por válvulas atrioventriculares. As duas superiores são denominadas átrios (direito e 
esquerdo). As duas inferiores são denominadas ventrículos (direito e esquerdo). Os átrios são câmera 
receptoras de sangue provenientes das circulações.O átrio direito recebe o sangue das veias cavas 
superiores e inferiores, e o átrio esquerdo das veias pulmonares. 
 
Os ventrículos são câmara propulsoras de sangue provenientes dos átrios para a circulação. O ventrículo 
direito recebe o sangue do átrio direito e o ejeta para a circulação pulmonar. O ventrículo esquerdo 
recebe o sangue do átrio esquerdo e o ejeta para a circulação sistêmica. 
 
O coração pode ser descrito como duas bombas que funcionam separadamente.O lado direito do coração 
recebe o sangue a ser oxigenado e o conduz até os vasos pulmonares. O sangue é oxigenado nos pulmões 
e transportado para o lado esquerdo do coração de onde é distribuído para todo o organismo.Assim do 
lado direito circula sangue venoso. E do lado esquerdo sangue arterial. 
 
Sinais e sintomas da cardiopatia congênita 
Os sinais e sintomas da cardiopatia congênita dependem da idade da criança e do tipo da cardiopatia. 
 
 Cianose (cor roxa na ponta dos dedos ou nos lábios); 
 Sudorese (suor excessivo); 
 Dificuldade de sucção 
 Cansaço excessivo durante as mamadas; 
 Palidez e apatia; 
 Baixo peso e pouco apetite; 
 Aumento da freqüência cardiaca 
 Irritação. 
 Taquipneia/ Dispnéia 
 Hepatomegalia 
 Anasarca 
 Nauseas e vômito. 
 Extremidades frias 
EXAMES CARDIOLOGICOS 
 Inspeção e palpação precordial 
 Palpação dos pulsos periféricos 
 Ausculta cardíaca 
 RX 
 ECG 
 Eco cardiograma 
Tratamento da cardiopatia congênita 
O tratamento da cardiopatia congênita pode ser feito através de uma cirurgia para correção do defeito. 
A cardiopatia congênita em recém-nascidos geralmente já foi diagnosticada antes do nascimento através 
da ultrassonografia e a urgência para a realização da cirurgia vai depender da gravidade do problema. 
Muitos casos demoram anos para serem diagnosticados e podem ser resolvidos de forma espontânea ao 
longo do crescimento da criança, fazendo com que sua vida seja normal. No entanto, casos mais graves 
necessitam de cirurgia ainda no primeiro ano de vida. 
EQUIPAMENTOS UTILIZADOS EM NEONATOLOGIA 
INCUBADORA: Mantém a temperatura e isola o RN possui controladores de temperatura; 
MONITOR DE FREQUENCIA CARDIACA: Fornece os batimentos cardiacos do RN, dispara o alarme quando 
ocorre alguma alteração nos batimentos do RN. 
MONITORES DE PRESSÃO: Fornecem o nível pressórico do RN. 
MONITOR DE FREQUENCIA RESPIRATÓRIA: Indica quantas respirações por minuto o RN apresenta. 
OXIMETRO: Indica qual a concentração de o2 através de um sensor na pele do Rn. 
BOMBA DE INFUSÃO: Usada para manter um fluxo contínuo de liquido evitando variações súbitas do 
volume sanguíneos e da glicemia. 
CUIDADOS DE ENFERMAGEM 
 Evitar a manipulação excessiva dos recém-nascidos para execução de rotinas médicas e de enfermagem, 
recomendando a criação de protocolos de manipulação mínima, nos quais os procedimentos médicos e 
rotinas são agrupados e definidos períodos de repouso após esses procedimentos. 
 Promover horários flexíveis de visita e as condições necessárias para que os pais se sintam bem-vindos; 
 Incentivar os pais a participarem nos cuidados; 
 Ajudar os pais a adaptarem-se à imagem do recém-nascido real; 
 Explicar aos pais todo o equipamento envolvido nos cuidados ao recém-nascido; 
 Contribuir para a diminuição de sentimentos de culpa por ter um recém-nascidoque necessita de 
cuidados de saúde especializados; 
 Incentivar a personalização do ambiente envolvente ao filho com fotos e adornos; 
 Promover a formação do vínculo afectivo com o recém-nascido, enfatizando a interacção mútua de modo 
a que no dia-a-dia percepcionem as necessidades do filho; 
 Incentivar os pais a estabelecerem contacto físico com o recém-nascido e explicar as formas de 
comunicação do recém-nascido; 
 Manter os pais sempre informados sobre o estado clínico do recém-nascido 
Débito cardíaco diminuído 
 Cuidados cardíacos (Limitação de complicações resultantes de um desequilíbrio entre suprimento e 
demanda de oxigênio ao miocárdio para paciente com sintomas de função cardíaca prejudicada); 
 Monitorar arritmias cardíacas inclusive distúrbios no ritmo e na condução; 
 Monitorar a frequência e o ritmo cardíacos; 
 Monitorar bulhas cardíacas; 
Precauções circulatórias (Proteção de uma área localizada com perfusão limitada); 
 
 Monitorar em busca de sintomas de oxigenação tissular inadequada (p. ex. palidez, cianose e enchimento 
capilar lento); 
 Realizar uma avaliação abrangente da circulação periférica (p. ex. pulsos, enchimento capilar, cor e 
temperatura das extremidades). 
Controle de energia (Regulação do uso de energia para tratar ou prevenir a fadiga e otimizar as funções); 
 Monitorar a resposta de oxigênio do paciente (p. ex. frequência da pulsação, ritmo cardíaco e frequência 
respiratória); 
 Limitar os estímulos ambientais (p. ex. iluminação e ruído) para facilitar o relaxamento; 
 Evitar atividades de cuidado durante o período de sono. 
Monitoração respiratória (Coleta e análise de dados do paciente para assegurar a permeabilidade das 
vias aéreas e a adequada troca de gazes); 
 Auscultar sons respiratórios, observando as áreas de ventilação diminuídas ou ausentes e presença de 
ruídos adventícios (sibilos, roncos etc); 
 Observar o padrão respiratório 4/4 h, atentar para dispnéia e anotar; 
 Observar movimentos do tórax, observando simetria e uso de músculos acessórios; 
 Monitorar padrões respiratórios: bradpnéia, taquipnéia, hiperventilaçao, respirações de Kussmaul, de 
Cheyne-Stokes; 
 
DISTÚRBIOS RESPIRATÓRIOS DO RN DE ALTO RISCO 
Logo após o nascimento, o RN terá de iniciar a respiração em poucos segundos. Seu pulmão deverá 
transformar-se rapidamente de um órgão preenchido de líquido e com pouco fluxo sanguíneo em um 
órgão arejado e com muito fluxo de sangue, que seja capaz de executar uma forma inteiramente 
diferente de respiração, ou seja, a troca direta de gás com o meio ambiente. 
A maioria das doenças respiratórias neonatais manifesta-se nas primeiras horas de vida, de forma 
inespecífica e, muitas vezes, com sobreposição de sinais e sintomas 
Sinais e sintomas respiratórios observados no período neonatal 
PADRÃO RESPIRATÓRIO Frequência respitória 
 Taquipnéia 
Ritmo e periodicidade da respiração 
 Apnéia 
 Respiração periódia 
TRABALHO RESPIRATÓRIO 
 
 
 
Batimentos de asas nasais 
Gemido expiratório 
Retrações Torácicas 
 Intercostal 
 
 
cor 
 Subcostal 
 Supraesternal 
 Esternal 
 
Cianose 
 
No período neonatal os valores normais variam de 40 a 60 respirações por minuto. Considera-se 
Taquipneia quando, em repouso ou durante o sono, a freqüência respiratória mantém-se 
persistentemente acima de 60 movimentos por minuto. 
A apneia é um distúrbio do ritmo da respiração. É caracterizada por pausa respiratória superior a 20 
segundos, ou entre 10 e 15 segundos se acompanhada de bradicardia, cianose ou queda de saturação de 
oxigênio. 
O batimento das asas nasais representa a abertura e o fechamento cíclico das narinas durante a 
respiração espontânea. 
O gemido expiratório resulta do fechamento parcial da glote (manobra de Valsalva incom pleta) durante 
a expiração para manter a CRF(capacidade residual funcional) e prevenir o colapso alveolar nas situações 
de perda de volume pulmonar. O gemido expiratório é um sinal muito comum nos RN acometidos pela 
SDR. 
Retrações torácicas Decorrem do deslocamento para dentro da caixa torácica, a cada respiração, entre as 
costelas (intercostal), nas últimas costelas inferiores (subcostal), na margem superior (supraesternal) e 
inferior do esterno (xifoide) 
Cianose Pode-se classificar a cianose em localizada ou periférica, e generalizada ou central. 
PRINCIPAIS DOENÇAS RESPIRATÓRIAS NO PERÍODO NEONATAL 
As afecções respiratórias que acometem o RN podem ser agrupadas da seguinte maneira: 
Imaturidade pulmonar • Síndrome do desconforto respiratório (SDR) 
 
Intercorrencias no processo de nascimento 
 
• Síndrome de aspiração do mecônio (SAM). 
• Taquipneia transitória do RN (TTRN). 
• Síndrome de escape de ar (SEAr). 
• Síndrome da hipertensão pulmonar persistente neonatal (HPPN). 
• Pneumonias 
Alteração no desenvolvimento e crescimento pulmonar antenatal 
 Malformações pulmonares: 
• Malformação adenomatoide cística. 
• Hipoplasia pulmonar. 
• Hérnia diafragmática congênita. 
• Derrame pleural congênito. 
• Enfisema lobar congênito 
Síndrome do desconforto respiratório ou Doença da Membrana Hialina 
• A SDR é a afecção respiratória mais freqüente no RN pré-termo, sendo mais comum nos RN prematuros 
com menos de 28 semanas de gestação, do sexo masculino, em filhos de mãe diabética e nos que 
sofreram asfixia ao nascimento. 
A deficiência quantitativa e qualitativa do surfactante alveolar é a principal causa da SDR 
Doença da Membrana Hialina (DMH) é uma patologia relacionada à deficiência de surfactante que leva a 
um colapso alveolar gerando um quadro de insuficiência respiratória. 
Acomete principalmente R.N.P.T, sendo responsável por grande parcela da morbi- mortalidade desses 
bebês. 
Incidência: 
A DMH atinge cerca de 50% dos RNs entre 26 e 28 semanas de IG e até 30% dos RNs entre 30 e 31 
semanas; isso porque a produção adequada de surfactante, em quantidade e em qualidade se dá a 
partir da 33ª semana de IG; portanto, a DMH está relacionada à imaturidade pulmonar. 
Fisiopatologia: O surfactante é uma substância lipoproteica que reveste os alvéolos internamente, 
diminuindo a tensão superficial na interface líquido-ar, mantendo a estabilidade alveolar.É produzido 
pelos pneumócitos tipo II. 
Com a sua falta ou diminuição temos: 
 Aumento da tensão superficial 
 Micro atelectasias difusas 
 Diminuição da complacência pulmonar e da CRF 
 Alteração da V/Q 
 Shunt intrapulmonar 
 Hipoxemia 
 Hipoperfusão pulmonar 
 Extravasamento de plasma sangüíneo 
 Formação de fibrinas (membrana hialina) 
Tratamento: 
 As medidas terapêuticas da DMH visam fundamentalmente conservar uma oxigenação adequada. 
(PaO2>ou=50mmHg),ventilação adequada (PaCO2< 45 mmHg) 
 Medidas gerais de manutenção térmica, calórica e hídrica. 
 Administração de surfactante natural ou sintético (a dose varia entre 50 e 200 ml/kg, podendo ser feita 
em 1 ou mais doses, sendo no máximo 4, com intervalos de 6 horas); 
 A administração é realizada com sonda através da cânula oro-traqueal. 
 Oxigenioterapia é uma medida que se mostra eficaz; apesar disso deve ser usada de maneira cautelosa a 
fim de evitar os efeitos tóxicos do O2 
Tratamento fisioterapêutico: 
 A fisioterapia deve ser realizada para amenizar as complicações da DMH. 
 Técnicas para reduzir o desconforto e melhorar a mecânica respiratória. 
 Tudo isso acelera o processo do desmame da ventilação mecânica reduzindo o tempo de exposição do RN 
aos efeitos deletérios da própria ventilação e do oxigênio. 
Prevenção: 
 O reconhecimento e a prevenção dos fatores de risco pré e pós-natal contribuem não só para a 
diminuição do número de casos da doença como também da morbi-mortalidade. 
 Uma das formas consiste na melhoria das condições de nascimento e na prevenção da prematuridade. 
 As medidas terapêuticas são a administração de glicocorticoídes à mãe, para aceleraro processo de 
maturação pulmonar e a utilização profilática de surfactante exógeno em RNs com risco para DMH. 
 
TAQUIPNÉIA TRANSITÓRIA DO RECÉM-NASCIDO 
Definição: Doença benigna, que acomete RN a termo e alguns pré-termo (>34 s), que se manifesta como 
taquipnéia logo após o nascimento, relacionada ao retardo de reabsorção de líquido alveolar 
FISIOPATOLOGIA: 
O pulmão fetal contém em seu interior líquido secretado pelo epitélio respiratório. O líquido pulmonar 
exerce pressão de distensão sobre as vias aéreas, que é um estímulo essencial para seu desenvolvimento 
e crescimento, em particular da porção respiratória. Ao final da gestação, a sua produção é de 4 a 5 mL/kg 
por hora, alcançando o volume de 25 a 30mL/kg. Durante o processo de nascimento ocorrem alterações 
cardiopulmonares importantes. Cessa a produção e secreção do líquido pulmonar, que é substituído por 
ar. 
A absorção do líquido pulmonar inicia-se antes do nascimento, com o início do trabalho de parto, por 
mecanismos ainda pouco conhecidos. Estima-se que cerca de 70% do líquido seja reabsorvido antes do 
nascimento. Durante a passagem pelo canal de parto, são eliminados cerca de 5 a 10% do líquido 
pulmonar e o restante é absorvido nas primeiras horas de vida pelos vasos linfáticos e capilares 
pulmonares. Atraso na reabsorção do líquido pulmonar leva à diminuição da complacência pulmonar e 
aumento do trabalho respiratório. 
FATORES DE RISCO 
 Parto cesáreo sem trabalho de parto; 
 Demora no laqueamento do cordão; 
 Hidratação materna excessiva; 
 Mãe diabética; 
 Mãe asmática; 
QUADRO CLÍNICO 
 FR entre 60 – 110 irpm; 
 Retração intercostal discreta; batimento de asas do nariz, ausculta normal; 
 Cianose que melhora com > O2; 
 Início precoce, com melhora do quadro em 12 a 24h, raramente até 72h; 
 Gasometria: < O2 discreta, pouca repercussão no pH. 
TRATAMENTO 
 É de suporte; 
 Oferta de O2 ( FiO2<40%) por cateter nasal ou CPAP; 
 Se FR> 60, recomenda-se alimentação através de SOG, pois a taquipnéia pode levar à incoordenação da 
respiração da respiração e deglutição, favorecendo a broncoaspiração de leite. 
Síndrome de aspiração do mecônio 
Conceito: 
É uma das patologias mais freqüentes em RNs pós-termo, atingindo 44% dos bebês nascidos após 42 
semanas.Resulta da aspiração intra-útero de líquido amniótico tingido de mecônio estando associada a 
alta morbidade e mortalidade neonatais. Caracteriza-se por graus variáveis de insuficiência respiratória, 
pela presença de mecônio nas cordas vocais e evidências radiológicas de aspiração; esses achados são 
indicativos de sofrimento fetal por hipoxia. 
Etiologia: 
O mecanismo pelo qual o feto elimina mecônio no útero é muito discutido; Acredita-se haver uma 
associação com as contrações uterinas regulares (trabalho de parto normal) visto que a eliminação do 
mecônio ocorre com mais freqüência na fase ativa do parto, mas existem outras teorias como: 
 Para Walker ecols. (1954, apud CASANOVA et al, 1995) O feto elimina o mecônio quando a SatO2 no 
sangue da veia umbilical caí para metade do nível normal do RN termo. 
 Saling (1968, apud CASANOVA et al, 1995) Sugere uma vasoconstricção mesentérica por isquemia 
intestinal como resposta compensadora à hipoxia, com conseqüente hiperperistaltismo acompanhado ou 
não de relaxamento do esfíncter anal. 
 
 Hon (1963, apud CASANOVA et al, 1995) Propõe que a compressão do cordão umbilical em fetos 
neurologicamente maduros induza a motilidade gastrontestinal e a dilatação do esfíncter anal. 
Outros fatores que induzem a eliminação do mecônio estão relacionados à mãe como: 
 Obesidade, 
 Tabagismo, 
 Cardiopatias, 
 DPOC, 
 Hipotensão aguda, 
 Prolapso de cordão, 
 DPP e placenta prévia
Fisiopatologia: 
 O feto têm mecanismos de toalete pulmonar intactos e reflexos protetores de VAS para assegurar que a 
glote entre em colapso e a laringe se feche ativamente durante a inspiração e se abra durante a 
expiração, o que limita ou impede o afluxo de líquido amniótico para o pulmão. Porém, esses reflexos são 
extremamente sensíveis e desaparecem quando ocorre hipoxemia. 
 Sofrimento fetal (hipoxemia)» aumento dos movimentos peristálticos e relaxamento do esfíncter anal» 
liberação de mecônio no líquido amniótico » broncoaspiração (na hora do nascimento) » partículas 
obstruem as VA, levando à hipoxemia, hipóxia, acidose e pneumonite. 
Quadro Clínico: 
Quando os RNS aspiram mecônio apresentam desconforto respiratório de graus variáveis logo após o 
nascimento. Segundo o boletim de Silverman-Anderseno desconforto pode ser: 
 Leve (primeiras 6 horas de vida), 
 Moderado (duração maior que 6 h) 
 Grave (necessitando de VM) 
 Quadro Clínico: O RN apresenta 
 
Impregnação meconial Atelectasia 
Cianose Hiperinsuflação 
Taquidispinéia Pneumotorax 
Tiragem, BAN Pneumomediatino 
Gemido Expiratórios Pneumonia Secundária 
Hipoxia Intensa PCA (comunicação entre a artéria aorta e artéria pulmonar) 
 
Tratamento clínico 
Independente de o mecônio ser grosso ou fino, cor de ervilha (recente) ou amarelo (antigo)...Verificar se 
o bebê é vigoroso. 
Verificar se o bebê é vigoroso.Isto significa verificar se: 
 O bebê está respirando ou chorando? 
 O tônus muscular está adequado? 
 O bebê está rosado? 
Se houver mecônio presente no líquido amniótico: 
 Aspiração de VA e cavidade oral logo após a saída da cabeça e antes do desprendimento das espáduas 
 Verificar se o bebê é vigoroso; se afirmativo, 
 Aspirar as secreções da boca e narinas 
 Prosseguir com os cuidados normais 
Não usar pressão positiva antes de aspirar o RN 
Se não estiver vigoroso: 
 Aspirar boca e traquéia 
 VMI s/n (ventilação mecânica invasiva) 
 Correção dos distúrbios ácido-básicos 
 Administração de surfactante 
 ECMO (oxigenador de membrana extra corpóreo) 
 Infusão de SF 0,9% na placenta 
A seqüência do tratamento é a tradicional: 
 Correção dos distúrbios ácido-básicos 
 Administração de surfactante 
 ECMO (oxigenador de membrana extra corpóreo) 
 Infusão de SF 0,9% na placenta 
Tratamento Fisioterapêutico 
 
DISTÚRBIOS NEUROLÓGICOS DO RN 
 CONVULSÕES NEONATAIS 
DEFINIÇÃO 
A convulsão no período neonatal constitui-se uma emergência que exige o reconhecimento da etiologia e 
imediata instituição terapêutica, pois representam a manifestação mais característica de 
comprometimento neurológico nessa faixa etária. 
CLASSIFICAÇÃO DAS CONVULSÕES 
As convulsões neonatais podem ser classificadas de acordo com as características clínicas em; 
• Sutis: é o tipo mais freqüente no período neonatal tanto no RN pré-termo como a termo. As 
manifestações mais freqüentes por fenômenos oculares (desvio ocular horizontal tônico, olhar fixo, piscar 
ou tremular das pálpebras), movimentos bucolinguais (mastigação, sucção, protrusão de língua), 
movimento dos membros (“pedalar”, “ nadar” ou movimento t nico de um membro), apnéia não 
associada com bradicardia (quando a apnéia convulsiva é prolongada, ou seja maior que 60 segundos, 
pode surgir bradicardia secundária a hipóxia), alterações autonômicas (mudança de cor da pele). 
Clônicas: Podem ser focal ou multifocal. 
Clônica focal – mais freqüente em recém-nascidos a termo e afeta um segmento muscular bem localizado 
(dedo, mão, antebraço, face, pé, tronco), e se caracteriza por contração rápida e relaxamento lento no 
mesmo ciclo de movimento. Diferenciam-se dos tremores que apresentam tempos iguais de contração e 
relaxamento. Esse tipo convulsivo tem sido associado à lesão cerebral localizada ou mais raramente à 
presença de distúrbios metabólicos. 
 
Clônica multifocal - ocorre com maior freqüência em recém-nascidos a termo, com movimentos clônicos 
multifocais podendo ser simultâneos em várias partes do corpo ou em uma sequencia não-ordenada 
(não-Jacksoniana). 
Tônicas: podem ser focal ou generalizada. 
Tônica generalizada - ocorre mais predominantementeem recém-nascidos prematuros e de baixo peso. 
Caracteriza-se por extensão tônica dos membros superiores e inferiores (mimetiza a posição de 
descerebração) ou flexão tônica dos membros superiores e extensão dos membros inferiores 
(semelhante a posição de decorticação). 
Tônica focal – manifesta-se como uma postura sustentada de um membro ou postura assimétrica do 
tronco e/ou pescoço. 
Mioclônicas - pode se manifestar tanto em recém-nascidos a termo como pré-termo. Contrações isoladas 
ou repetitivas, semelhantes a choques (muito breves) de um grupo muscular único (focais), de vários 
músculos (multifocais ou erráticas) ou simultâneas bilateralmente (generalizadas). 
As convulsões neonatais podem ter várias causas, mas a maioria está relacionada com uma combinação 
de fatores como Injúria Cerebral Hipóxico-Isquêmica, Hemorragia Intracraniana e alterações Metabólicas. 
INÍCIO DAS CONVULSÕES E ETIOLOGIA 
DE 0 A 3 DIAS 
• Encefalopatia ipóxico – isquêmica 
• ipoglicemia 
• ipocalcemia 
• emorragia intracraniana 
• Toxicidade de drogas – anestésicos locais, uso materno de cocaína 
• Síndrome de abstinência 
• Malformação cerebral 
• Infarto cerebral 
• Dependência de piridoxino ( Vitamina B6) 
 
DIAGNÓSTICO 
O diagnóstico das convulsões neonatais baseia-se na identificação dos fatores de risco e nas 
características de suas manifestações: 
 História da gestação e parto 
 História familiar 
 Período do início das convulsões 
 Tipo de convulsão 
 Patologias associadas 
 Exame clínico detalhado 
 Exame neurológico minucioso 
 Exames complementares (Laboratoriais, EEG, Tc de crânio, Ressonância magnética) 
CUIDADOS DE ENFERMAGEM 
1. Garantir vias aéreas livres aporte de oxigênio 
2. Assegurar ventilação e perfusões adequadas 
3. Manter a cabeceira elevada a 30º. 
4. Fazer monitorização cardíaca e da saturação de oxigênio. 
5. Suspender da dieta. 
6. Manter sonda nasogástrica ou orogástrica aberta. 
7. Garantir acesso venoso. 
8. Coletar de sangue para dosagem de glicose, eletrólitos inclusive, cálcio magnésio, lactato e gasometria. 
9. Fazer imediatamente glicemia pela fita reagente se esta for menor que 45mg% fazer push de glicose 
com soro glicosado a 10% - 2ml/Kg e manutenção com uma taxa de infusão de glicose (TIG) de 6 a 
8mg/kg/min. 
10. Drogas anticonvulsivantes: 
 Fernobarbital 
 Fenitonina 
 Midazolam 
 Tiopertal 
HEMORRAGIA INTRACRANIANA 
Definição 
A hemorragia dentro ou ao redor do cérebro ocorre principalmente em recém-nascidos prematuros, e é 
atribuída diretamente a imaturidade das estruturas cerebrais, especialmente nas zonas onde ocorre a 
proliferação celular e vascular do cérebro (matriz germinal). 
Ela pode ocorrer: 
1) Na região extra cerebral dentro dos espaços epidural,sub dural ou sub aracnóide; 
2) Nos parênquimas cerebrais e no cerebelo; 
3) Nos ventrículos cerebrais,matriz germinal sub ependimária, ou plexo coróide. 
Fatores de risco 
Vários fatores de risco são associados à HPIV 
Como baixa IG; 
Baixo peso de nascimento; 
Falta de administração pré-natal de corticoides; 
Via de parto vaginal; 
Baixo índice de apgar; 
Necessidade de ventilação mecânica; 
Administração de derivados sanguíneos; 
Presença de sépsis neonatal; 
Hipotensão; 
Apneia; 
Pneumotórax; 
Doença da membrana hialina; 
Persistência do canal arterial; 
Uso de dopamina; 
Surfactante; 
Altos números de aspiração endotraqueal; 
 
DIAGNÓSTICO 
Na maioria dos casos, a HPIV ocorre nos primeiros dias de vida do recém-nascido, e o quadro clínico 
depende da gravidade da hemorragia. O método diagnóstico mais utilizado tem sido a ultrassonografia 
transfontanelar, mostrando-se efetiva para o diagnóstico e seguimento desses pacientes. Como 
vantagens, destacam-se a facilidade de manuseio e de avaliação, a mobilidade do aparelho e ser método 
não-invasivo. 
 
CLASSIFICAÇÃO 
Classifica-se a hemorragia peri e intraventricular segun do os achados da ultrassonografia transfontanela 
ou da TC (tomografia computadorizada) do encéfalo em: 
Grau I: Hemorragia na matriz germinativa; 
Grau II: Hemorragia intraventricular sem dilatação dos ventrículos; 
Grau III: Hemorragia intraventricular com dilatação dos ventrículos; e 
Grau IV: Hemorragia com hematoma intraparenquimatoso (há envolvimento da matéria branca 
periventricular). 
Hemorragias de graus I e II são mais comuns, ocorrendo em cerca de 75% dos casos, geralmente sem 
grandes complicações. 
As de graus III e IV são mais graves e podem resultar em danos cerebrais crônicos. Após o diagnóstico e a 
subseqüente graduação da hemorragia, as crianças devem ser monitoradas com medidas freqüentes do 
perímetro cefálico e do volume ventricular para se detectar a hidrocefalia pós-hemorrágica. 
 Consequências 
A HPIV pode levar a graves conseqüências, como dificuldades na aprendizagem, distúrbios mentais, 
visuais e auditivos, alteração no desenvolvimento da linguagem e do sistema motor, hidrocefalia (25%), 
paralisia cerebral (66%) e alta mortalidade (30%). 
TRATAMENTO 
O tratamento da hemorragia peri e intraventricular inclui a correção das doenças de base que podem 
estar relacionadas com o surgimento da hemorragia, bem como suporte cardiovascular, respiratório e 
neurológico. A intervenção farmacológica é controversa e as drogas mais utilizadas são a indometacina e 
a acetazolamida. O tratamento cirúrgico é limitado à ocorrência de hidrocefalia pós-hemorrágica, cujo 
tratamento varia de acordo com a origem da patologia. 
ENCEFALOPATIA HIPÓXICO-ISQUÊMICA 
A encefalopatia hipóxico-isquêmica (EHI) é uma síndrome clínica com manifestações de intensidade 
variável. O exame neurológico e a evolução dependem do tempo, da gravidade e da duração do incidente 
hipóxico-isquêmico no cérebro do RN. 
Se a oxigenação e o fluxo sanguíneos são rapidamente restabelecidos a lesão e reversível do contrário 
podem desenvolver disfunções neurológicas permanentes. 
25% á 30% apresentam a seqüela mais importante, que é a paralisia cerebral (PC). Outras seqüelas são 
retardo mental e déficit de aprendizado em níveis variados e epilepsia. A asfixia perinatal é a principal 
causadora da EHI. 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
A EHI é um estágio avançado de hipóxia-isquemia tecidual, e suas manifestações clínicas dependem da 
duração, gravidade e momento do episódio hipóxico-isquêmico. 
 
GRAVIDADE 
Estabeleceram critérios para a classsificação da gravidade da EHI. 
Foram estabelecidos três graus de gravidade associados com o prognóstico evolutivo das crianças. 
No estágio II, o RN encontra-se letárgico, com dificuldade para se alimentar. A criança pode apresentar 
ocasionalmente episódios de apneia ou convulsões durante os primeiros dias.O quadro habitualmente se 
resolve em uma semana A asfixia é moderada, apresentando 30% de chances de incapacidades no futuro 
e 6% de evolução para o óbito 
No estágio III, ocorre estupor e a criança permanece hipotônica ou inconsciente as convulsões podem 
permanecer por muitos dias e são frequentes os episódios de apneia. A criança pode demorar semanas 
para melhorar ou nunca se recuperar. A asfixia é grave e as chances de óbito chegam a 60%. Os 
sobreviventes desenvolvem sequelas de intensidade variável. 
CUIDADOS DE ENFERMAGEM 
 Reanimação efetiva e rápida do RN asfixiado 
 Suporte Vital- ventilação e oxigenação 
 Manter a pressão de perfusão cerebral 
 Manter temperatura corporal ( 36,5C – 37,2C ) 
 Verificar taxa de glicose 
 Controle hídrico 
 Tratamento para convulsões 
Hemofilia 
 A hemofilia é uma doença congênita e hereditária. Seus portadores sofrem de hemorragias de difícil 
controle, e, estas, podem ocorrer tanto de forma espontânea como através de pequenos traumatismos. 
Estas hemorragias ocorrem devido a uma deficiência na coagulação existente no sangue dos hemofílicos. 
Esta deficiência genética costuma afetar mais comumente os homens. 
 Pessoas com esta deficiência,necessitam passar por constantes transfusões de sangue para garantirem 
sua sobrevivência. Os três tipos mais comuns de hemofilia são a hemofilia A, B, e C. 
Tratamento 
 Não há cura para a hemofilia. Controla-se a doença com injeções regulares dos fatores de coagulação 
deficientes. Alguns hemofílicos desenvolvem anticorpos (chamadas de inibidores) contra os fatores que 
lhe são dados através do tratamento 
Cuidados de enfermagem 
 Proteger de traumatismos; 
 Imobilizar as articulações em casos de hemorragias articulares; 
 Observar e anotar episódios hemorrágicos; 
 Adotar cuidados especiais na realização de tricotomias, lavagens intestinais, aplicação de calor; 
 Auxiliar na higiene oral, atentando para não machucar a gengiva e mucosa oral; 
 Providenciar cartão de identificação do hemofílico, que deverá conter: grupo sangüíneo, fator Rh, pessoa 
a ser avisada em caso de urgência, nome do médico e endereço do hospital em que faz tratamento. 
Anemia Falciforme 
 Anemia Falciforme é doença genética e hereditária, causada por anormalidade de hemoglobina dos 
glóbulos vermelhos do sangue, responsáveis pela retirada do oxigênio dos pulmões, transportando-o para 
os tecidos. Esses glóbulos vermelhos perdem a forma discóide, enrijecem-se e deformam-se, tomando a 
formato de " foice ".Os glóbulos deformados, alongados, nem sempre conseguem passar através de 
pequenos vasos, bloqueando-os e impedindo a circulação do sangue nas áreas ao redor. 
Como resultado causa dano ao tecido circunvizinho e provoca dor. O curso da doença é variável. Há 
doentes que apresentam problemas sérios com mais freqüência e outros têm problemas esporádicos de 
saúde.Geralmente é durante a Segunda metade do primeiro ano de vida de uma criança que aparecem os 
primeiros sintomas da doença. Exceção é feita nos casos onde o exame de sangue para detecção da 
doença foi realizado já no nascimento ou no berçário. Até atingir a idade escolar é comum a doença se 
manifestar, é raro isso não ocorrer. 
A Anemia Falciforme não deve ser confundida com o traço falciforme. Traço falciforme significa que a 
pessoa é tão somente portadora da doença, com vida social normal. 
 
SINAIS E SINTOMAS 
Crise de dor: é o sintoma mais freqüente da doença falciforme causado pela obstrução de pequenos 
vasos sanguíneos pelos glóbulos vermelhos em forma de foice. A dor é mais freqüente nos ossos e nas 
articulações, podendo, porém atingir qualquer parte do corpo. Essas crises têm duração variável e podem 
ocorrer várias vezes ao ano. Geralmente são associadas ao tempo frio, infecções, período pré-menstrual, 
problemas emocionais, gravidez ou desidratação; 
 
Icterícia (cor amarela nos olhos e pele): é o sinal mais freqüente da doença. O quadro não é contagioso e 
não deve ser confundido com hepatite. Quando o glóbulo vermelho se rompe, aparece um pigmento 
amarelo no sangue que se chama bilirrubina, fazendo com que o branco dos olhos e a pele fiquem 
amarelos; 
Síndrome mão-pé: nas crianças pequenas as crises de dor podem ocorrer nos pequenos vasos sanguíneos 
das mãos e dos pés, causando inchaço, dor e vermelhidão no local; 
Úlcera (ferida) de Perna: ocorre mais freqüentemente próximo aos tornozelos, a partir da adolescência. 
As úlceras podem levar anos para a cicatrização completa, se não forem bem cuidadas no início do seu 
aparecimento. Para prevenir o aparecimento das úlceras, os pacientes devem usar meias grossas e 
sapatos; 
Infecções: as pessoas com doença falciforme têm maior propensão a infecções e, principalmente as 
crianças podem ter mais pneumonias e meningites. Por isso elas devem receber vacinas especiais para 
prevenir estas complicações. Ao primeiro sinal de febre deve-se procurar o hospital onde é feito o 
acompanhamento da doença. Isto certamente fará com que a infecção seja controlada com mais 
facilidade; 
Sequestro do Sangue no Baço: o baço é o órgão que filtra o sangue. Em crianças com anemia falciforme, 
o baço pode aumentar rapidamente por sequestrar todo o sangue e isso pode levar rapidamente à morte 
por falta de sangue para os outros órgãos, como o cérebro e o coração. 
DIAGNOSTICO 
A detecção é feita através do exame eletroforese de hemoglobina. O teste do pezinho. 
TRATAMENTO 
Não há tratamento específico para a anemia falciforme, uma doença para a qual ainda não se conhece a 
cura. Os portadores precisam de acompanhamento médico constante (quanto mais cedo começar, 
melhor o prognóstico) para manter a oxigenação adequada nos tecidos e a hidratação, prevenir infecções 
e controlar as crises de dor. 
ATIVIDADES 
M.T.S, 33 anos I.G. de 31 semanas da entrada na maternidade em trabalho de parto, realizado anamnese 
SIC pela acompanhante, ela e moradora de rua, não realizou o pré- natal corretamente, faz uso de drogas 
ilícitas, tem múltiplos parceiros. Após o parto o RN apresentou dispnéia, cianose central, 
sudorese,retrações torácicas, gemidos. Após 2 horas apresentou desvio ocular, tremor das pálpebras, 
protrusão de língua, Apneia, movimentos de nadar e pedalar em MMIISS. 
Defina a possível patologia. 
Quais os cuidados imediatos 
Você como técnico de enfermagem qual seria sua conduta perante a situação. 
Defina os termos técnicos 
Cite 3 drogas utilizadas para crises de convulsões 
Defina Hemorragia intracraniana e os principais cuidados de enfermagem. 
Quais as principais complicações da Hemorragia intracraniana. 
Defina encefalopatia hipóxia isquemica, e os cuidados de enfermagem 
Defina hemofilia e os cuidados de enfermagem 
Defina anemia falciforme ,os sinais e sintomas , os cuidados de enfermagem e o diagnostico. 
Defina: 
Hipoglicemia Edema 
Hipocalcemia Algia 
Hipotensão Taquicardia 
Cianose Anasarca 
Pnemotorax Sudorese 
Hidrocefalia Hipoxemia 
Letargico 
Apneia 
Asfixia 
P.I.G. 
A.I.G 
G.I.G 
Edema 
Epistaxe 
 ICTERÍCIA DO RECÉM-NASCIDO, 
Também denominada icterícia neonatal, é uma condição fisiológica comum, na coloração da pele e 
branco dos olhos dos recém-nascidos, causada pelo excesso de bilirrubina na circulação sanguínea. 
A bilirrubina é um pigmento amarelado, resultante do metabolismo dos eritrócitos. 
Quando sua formação é superior a capacidade de metabolização hepática, a criança fica ictérica. A 
maioria dos recém-nascidos apresentam icterícia nos primeiros dias de vida, sem que isso signifique que 
há a presença de alguma doença, é chamada de icterícia fisiológica do recém-nascido. Todavia, algumas 
vezes, a icterícia ocorre devido a alguma doença, devendo ser devidamente diagnosticada e tratada. Essa 
é denominada icterícia não-fisiológica. Todos os dias, um pequeno número de glóbulos vermelhos no seu 
corpo morrem e são substituídos por novos. O fígado retira as células sanguíneas velhas, formando a 
bilirrubina. O fígado ajuda a decompor a bilirrubina para que possa ser retirada pelo corpo nas fezes. 
Quando muita bilirrubina acumula no corpo, pode ocorrer icterícia. 
A icterícia pode ocorrer se: Muitos glóbulos vermelhos estiverem morrendo ou se decompondo e indo 
para o fígado. 
O fígado fica sobrecarregado ou danificado. A bilirrubina do fígado é incapaz de passar pelo trato 
digestivo de maneira adequada. A icterícia muitas vezes é sinal de problema no fígado, vesícula biliar ou 
pâncreas. Infecções, o uso de certas drogas, câncer, doenças no sangue, pedras na vesícula etc... 
 
 
 TRANSPORTE DO RN 
 Dr. Raulê de Almeida/Paulo R. Margotto 
 Capítulo do livro Assistência ao Recém-Nascido de Risco, editado por Paulo R. Margotto, 2ª Edição, 
2004 
 Quando a assistência perinatal é regionalizada e hierarquizada, é possível a identificação do 
risco no pré-natal e o adequado planejamento para que o nascimento de risco ocorra em locais onde a 
assistência neonatal é adequada (a melhor forma de transportarum RN é dentro do útero) . Nesta 
condição, o transporte neonatal passa a ser apenas um complemento deste programa. A transferência 
neonatal visa adequar o nível de assistência neonatal às condições do RN. É importante um sistema de 
comunicação rápido. Quando o RN recuperou da patologia que determinou a transferência, este deve 
retornar ao hospital de origem para o término do tratamento (é a contra-referência). O transporte deve 
ser realizado por uma equipe treinada com 2 ou mais anos de experiência em Cuidados Intensivos 
Neonatais (médicos e enfermeiras) Um programa de treinamento em Ressuscitação Neonatal é exigido. 
 - Material: 
1. Grande porte: 
 Ambulância adequada. Bom espaço interior 
- Iluminação: luz branca; 
- Fonte de energia: bateria; 
- Fonte de calor: incubadora de transporte (com janela na cúpula, entrada para conexões e tubos, tendo 
como fonte de energia a bateria da ambulância); 
- Fontes de oxigênio: ar e vácuo; 
- Misturador, aquecedor, umidificador e medidor de gases (fluxômetro); 
- Bomba de infusão a pilha ou microgotas; 
- Suportes para frascos de soro; 
- Tensiômetro Doppler com manguito para RN; 
- Material para ventilação manual: ventiladores manuais, entre os quais o Continous Flow Reviver-CFR: 
este a aparelho de ventilação manual possibilita o controle da pressão inspiratória e expiratória, 
aumentando a segurança da ventiloterapia durante o transporte neonatal, protegendo o RN do 
barotrauma e da hipoventilação (consulte o capítulo de Assistência ao Recém-Nascido na Sala de 
Parto),máscaras e tubos endotraqueais adequados; 
- Oxímetro a pilha; 
- Saquinhos de areia (2); 
- Hood: pequeno. 
1. Pequeno porte: 
- Caixa de material para drenagem pleural (frasco para selo d'água, jelco nº 12, 14, 16, equipe comum, 
borracha de látex estéril e um frasco de solução fisiológica) 
- Caixa para flebotomia e cateterização umbilical 
- Estetoscópio 
- Caixa de emergência: laringoscópio, lâminas retas nº 0 e 1, tubos endo-traqueais nº 2,0 - 2, 5-3, 0-3,5 
- Borrachas (látex) para oxigenoterapia e aspiração: identificadas 
- Relógios de segundos 
- Lanterna pequena 
- Termômetro 
- Sondas de aspiração traqueal nº 4 a 6 
- Quatro braçadeiras para fixação do RN 
- Quatro alfinetes 
- Dois cabides 
- Dois cadarços ou fita umbilical 
- Eletrodos 
- Gel para eletrodos e Doppler 
- Lâminas para depilar couro cabeludo 
- Scalps nº 19-21-23-25-27 
- Agulhas (vários calibres) e seringas descartáveis: 3-5-10 ml 
- Seringa para abrir ampolas 
- Gases e compressas estéreis 
- Tesoura e pinça para clampeamento (duas) 
- Esparadrapo e micropores 
- Luvas: nº 7,5 e 8,0 
- Pilhas: pequena, média e grande 
- Fichas do RN e do transporte. 
 
 MEDICAMENTOS E SOLUÇÕES 
- Álcool iodado a 10% 
- Dextrostix 
- Labistix 
- Xilocaína gel 
- Albumina humana 
- Água destilada 
- Solução fisiológica 
- Solução de glicose 5% 
- Solução de glicose 10% 
- Cloreto de sódio 20% 
- Cloreto de potássio 15% 
- Gluconato de cálcio 10% 
- Bicarbonato de sódio 8,4% 
- Dopamina/Dobutamina 
- Digoxina injetável 
- Cedilanide 
- Adrenalina 1:1000 
- Lasix injetável 
- Manitol 
- Valium injetável 
- Gardenal injetável 
- Hidantal injetável 
- Amplictil injetável 
MEIO DE TRANSPORTE 
 Transportes envolvendo distâncias até no máximo de 300-400 Km, podem ser realizados com 
segurança em ambulância. Acima desta distância, recomenda-se o uso de helicópteros (autonomia de vôo 
de 3-4 horas) ou aviões. 
PACIENTES A SEREM TRANSFERIDOS 
QUSI RECÉM-NASCIDOS DEVEM SER ENTUBADOS PARA O TRANSPORTE 
Nas seguintes situações orienta-se a realização da intubação traqueal antes do transporte: 
-desconforto respiratório em pacientes com peso inferior a 1500g, mesmo que gasometricamente 
estáveis, pelo risco de fadiga muscular e apnéia durante o transporte 
-ritmo respiratório irregular ou superficial pelo risco de apnéia e/ou bradicardia durante o 
transporte 
-gasometria arterial antes do transporte mostrando uma paCO2 maior que 50mmHg, na vigência 
de doença respiratória aguda (de modo geral este valor indica algum grau de hipoventilação e risco de 
parada respiratória e bradicardia durante o transporte) 
-necessidade de concentrações de O2 superior a 60% para corrigir a hipoxemia, pois há grande 
risco de deterioração do quadro do RN, podendo ser necessária a utilização de técnicas de ventilação 
mais agressivas durante o transporte. 
 Havendo dúvidas quanto a intubação, é melhor fazer a intubação na Unidade antes do 
transporte, pelas melhores condições para a realização do procedimento. A intubação/extubação durante 
o transporte são situações de grande complexidade e exige da equipe muito habilidade e sobretudo, 
calma. A fixação da cânula deve ser realizada com atenção redobrada. 
 PATOLOGIAS: 
- Muito muito baixo peso (menos de 1000 g) 
- Menos de 32 semanas de idade gestacional 
- Insuficiência respiratória e apnéia com indicação de ventilação mecânica 
-hipertensão pulmonar; malformações pulmonares (hérnia diafragmática, hipoplasias pulmonares, 
enfisemas lobar congênito, quilotórax, malformação adenomatóide cística do pulmão) 
- Choque séptico e/ou meningite 
- Convulsão de difícil controle 
- Casos cirúrgicos de urgência 
- Cianose central com suspeita de cardiopatia congênita 
- Transfusão de substituição, quando o Hospital de origem não tiver condições de realizá-la 
- Anóxia perinatal severa com insuficiência respiratória 
- Tétano neonatal 
- Hidropsia fetal. 
PREPARO DO RN PARA O TRANSPORTE (HOSPITAL DE ORIGEM) 
- Solicitar vaga com o plantonista da Unidade 
- Fazer sumário clínico obstétrico e do RN 
- Orientar os pais e solicitar autorização para o transporte (a família deve estar bem informada das 
condições clínicas do RN, do risco de sua patologia, o local da remoção e sempre que possível, o 
prognóstico). 
- Anexar ao sumário: Radiografias e resultados dos exames realizados 
- Solicitar estudo da placenta ou encaminhar esta 
- Encaminhar sangue materno para tipagem e sorologias, caso estes exames não tenham sido realizados 
- Estabilizar o RN antes do transporte: 
- Instalação de Hidratação venosa (glicose a 5% ou 10%) 
- corrigir anemia 
- corrigir hipo ou hipertermia, verificar e anotar temperatura retal 
- corrigir hipoglicemia 
- corrigir acidose, se existente 
- manter vias respiratórias livres, e se necessário entubar e ventilar manualmente (RN abaixo de 1000g com 
desconforto respiratório deve estar sempre intubado antes da remoção) . 
- esvaziar o estômago e manter sonda oro-gástrica aberta 
- corrigir hipotensão arterial (avaliar pela perfusão periférica e pulso, caso não tenha o tensiômetro) 
- oxigenoterapia, o suficiente para aliviar a cianose 
- iniciar a digitalização em caso de insuficiência cardíaca; 
- controlar a convulsão, se existente. 
DURANTE O TRANSPORTE 
- Manter a homeostase 
- Evitar resfriamento ou hiperaquecimento 
- Controlar a FiO2, aliviar a cianose 
- Anotar eliminações, colocar saco coletor 
- Monitorizar a respiração: freqüência respiratória e Boletim de Silverman-Anderson 
- Monitorização cardio-circulatória: freqüência cardíaca, pulsos, pressão arterial, Perfusão periférica e cor 
da pele 
- Monitorização metabólica: Glicemia (dextrostix) 
- Monitorização neurológica: Estado de vigília, tônus, atividade, reatividade, reflexos, tremores, abalos e 
convulsão 
- Controlar perfusão venosa: equipe de mede-mede com escala em ml/min (colocar a quantidade de 
líquido suficiente para o transporte) 
- Verificar fixação de tubos, sondas, catéteres, eletrodos 
- Prevenir infecção: material descartável, material não descartável esterilizado (borracha de aspiração, 
oxigenoterapia, frascos e soluções), mãos limpas, uniformes adequados, material de grande porte limpo) 
- Orientar o motorista para um transporte calmo e seguro (verificar a qualidade do veículo, solicitar ao 
motorista uma condução regular, sem solavancos ou curvas repentinas; o conforto e a regularidade se 
colocam antesda velocidade). 
 Casos especiais de transporte: 
 
-Hérnia diafragmática: intubação e ventilação mecânica, esvaziamento gástrico, SOG aberta, cabeceira 
elevada 
-Atresia de esôfago: Posição semi-sentada, aspiração buco faringea freqüente 
-Pneumotórax hipertensivo: Dreno em selo d'água, antes de sair para o transporte 
-Malformações exteriorizadas: (onfalocele, gastrosquise, mielomeningocele, espina bífida): Envolver a 
lesão com gases úmidas em solução fisiológica morna, envolver o RN em campos aquecidos e 
esterilizados e evitar compressão da zona de malformação: uso de antibióticos profiláticos, se rotas. 
-Síndrome oclusiva: controlar a permeabilidade da SOG, aspirar antes e durante o transporte e anotar o 
volume de líquido aspirado; hidratação adequada 
-Convulsão: tentar controlar antes do transporte 
-Hérnia diafragmática: evitar utilização de máscara com pressão positiva; considerar CPAP traqueal ou 
ventilação mecânica; manter o RN em proclive e com SOG aberta 
Ocorrendo o Óbito durante o transporte: o RN retorna ao Hospital de origem. Para fins estatísticos , o 
óbito do RN transferido pertence ao Hospital de origem) 
AVALIAÇÃO DO TRANSPORTE 
 Embora o transporte infantil seja um componente chave no cuidado neonatal/perinatal, há uma falta de 
instrumentos adequados para avaliar o cuidado no transporte. 
 O SNAP-II (Score for Neonatal Acute Physiology - Version II) não é adequado para o transporte porque 
requer coleta de dados prolongados por mais de 12h. 
 Lee e cl examinaram todas as crianças, nascidas externamente, que foram transportadas por 8 Unidades 
de Cuidado Intensivo Canadense (N=2437 crianças), com uma proposta de criar um sistema baseado na 
fisiologia, validado e prático para a avaliação dos resultados de transporte de RN. 
 O estudo incluiu 1723 crianças (71%) que tenham dados completos do transporte. 
 O TRIPS compreende 4 itens: temperatura, pressão arterial, status respiratório e resposta ao estímulo 
álgico . 
 
Itens Pontos 
Temperatura (ºC) 
 
- < 36,1 ou > 37,6ºC............................................... 
- 36,1 - 36,5ºC ou 
 
 
 
37,2 - 37,6........................................................... 
- 36,6-37,1 ............................................................ 
 
Status Respiratório 
 
- Severo (apnéia, gasping entubado).................... 
- Moderado (FR  60/min e/ou 
PSaO2 85%)................................... 
- Nenhum (FR<60/min 
PSaO2 85)....................................... 
 
Pressão Arterial (mmHg) 
 
- <20 ..................................................................... 
- 20 - 40 ................................................................ 
- >40 ..................................................................... 
 
Resposta ao Estímulo Álgico 
 
- Nenhum, convulsão, relaxante muscular............ 
- Letargia, não chora............................................. 
- Chora, reage vigorosamente........................ 
8 
 
 
1 
 
0 
 
 
 
14 
 
 
 
5 
 
 
0 
 
 
 
 
26 
 
16 
 
0 
 
 
 
 
17 
 
6 
0 
 
 
 
 Os dados foram colhidos imediatamente antes da saída do Hospital de origem e imediatamente na 
chegada ao Hospital de referência (dentro de 15 minutos). Assim, a mudança na pontuação TRIPS medida 
antes e após o transporte inclui o efeito do cuidado proporcionado à criança pela equipe de transporte. 
 Os autores usaram a Curva ROC para avaliar a performance do TRIPS na predicção dos critérios padrões 
da mortalidade no 7º dia (idade gestacional  32 semanas e > 32 semanas) . Para as crianças  32 
semanas de gestação e com idade dentro de 72h de vida, o TRIPS foi avaliado para a predicção de 
hemorragia peri/intraventricular - HP/HIV severa ( grau 3 da classificação de Papile e cl). A HP/HIV é 
mais provável ser afetada pelo transporte do que qualquer outra morbidade maior na UTI Neonatal. 
 Para a mortalidade na UTI Neonatal nos primeiros 7 dias e para a mortalidade total, o TRIPS discriminou 
mortalidade de sobrevivência com a área sob a curva (Curva ROC) de 0,83 e 0,76 respectivamente. 
 O aumento e diminuição do escore TRIPS após o transporte foi associado com aumento e diminuição da 
mortalidade respectivamente. 
 Para a predicção de HP/HIV: a área sob a curva (Curva ROC) foi de 0,74. 
 O TRIPS é um escore de transporte neonatal baseado no risco, sendo útil na predicção da mortalidade 
no 7º dia, da mortalidade total da UTI Neonatal e HP/HIV severa. Houve um prognóstico correto da 
mortalidade no 7º dia quando o status do paciente mudou após o transporte. Assim, o TRIPS pode ser 
usado para examinar as possíveis razões para a mudança no status do paciente durante o transporte e 
para identificar soluções potenciais (exemplo: hipotermia - identificar intervenções, como, melhor 
monitoramento da temperatura e regulação melhor da incubadora de transporte). Muitas vezes a 
diminuição do TRIPS após o transporte pode ser devido à deterioração da criança em função da gravidade 
do seu quadro clínico. 
 O TRIPS pode ser usado para avaliar os aspectos não relacionados ao transporte; por exemplo: variações 
inter-hospitais no TRIPS do pré-transporte pode proporcionar subsídios no cuidado oferecido às crianças 
antes da chegada da equipe de transporte, podendo ser útil na identificação de intervenções potenciais, 
como, treinamento de ressuscitação, melhorando assim a estabilização das crianças antes da chegada da 
equipe de transporte. Assim, o TRIPS pode ser usado para monitorizar a qualidade do cuidado em 
Hospitais da comunidade antes do transporte da criança e seguir decisões para melhorar os recursos. 
 Os autores não encontraram diferenças significantes entre o TRIPS e o SNAP-II na predicção da 
mortalidade no 7º dia, na mortalidade total na UTI Neonatal e na HP/HIV severa. Assim, o TRIP poderia 
até ser usado para avaliar a severidade da doença no tempo de admissão na UTI Neonatal, mas isto 
requer validação separada em crianças nascidas no mesmo Hospital da UTI Neonatal. 
 O TRIP não é dirigido para a tomada de decisão ética e não deve ser usado como um substituto para o 
julgamento clínico. 
 O transporte intra-hospitalar, apesar das distâncias menores deve seguir as mesmas 
determinações aqui colocadas para o transporte entre hospitais. 
 Uma vez terminado o transporte, deverá ser feito a reposição do material gasto e preparo do 
equipamento para novo transporte. 
 É importante que seja mantida a educação continuada do pessoal envolvido com a 
assistência ao RN no transporte. 
 BIBLIOGRAFIA 
 
1. Marques A. Transporte Neonatal. IN: Marba STM, Filho Mezzacappa F. Manual de Neonatologia-
UNICAMP- Revinter, Rio de Janeiro, pg 7, 1998. 
2. Joaquim MCM, Filho Corrêa L, Jácomo AJ, Diniz EMA, Kopelman BI, Lopes JMA, Oliveira ND, Nader PJH, 
Margotto PR. Transporte do RN. Manual de Assistência ao Recém-nascido, Ministério da Saúde, Secretaria 
de Assistência à Saúde, Coordenação Materno—Infantil, pg 135, 1994. 
3. Hageman J. Neonatal transport: a protocol for ambulance transfer to a Neonatal Intensive Care Unit. J 
Perinatol 18: 411, 1998. 
4. Guinsburg R, Vieira ALP. Transporte do recém-nascido com problemas respiratórios. Clinica de 
Perinatologia 1/1:169, 2001 
5. Lee SK, Zupanci JAF. Transport risk index of phisiologic stability: a practical system for assessing infant 
transport care. J Pediatr 139:220, 2001

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