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Capítulo Alterações Patrimoniais Corretivas DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO DEPRECIAÇÃO Imaginemos que no dia 01/01/X0, você compre um automóvel por R$ 10.000,00 e o utilize por 1 ano. Assim, no dia 01/01X1 você resolve vendê-lo. Desconsiderando os aspectos especulativos e inflacionários, naturalmente você não conseguirá vendê-lo por R$ 10.000 e sim por um preço inferior. Isto porque o carro perdeu valor devido à utilização. O carro depreciou e a contabilidade registra esta perda de valor. Esta perda de valor é registrada no balanço através de uma conta denominada "Depreciação Acumulada". Supondo que este automóvel tenha perdido 20% do seu valor, esta conta figuraria no Balanço Patrimonial da seguinte forma: ATIVO PERMANENTE - IMOBILIZADO Veículos...................................10.000 Depreciação Acumulada....(2.000) Observe que a Depreciação Acumulada é uma conta do Ativo com saldo credor, chamada de conta retificadora. É uma exceção às contas do ativo, que normalmente tem saldo devedor e por isto aparece entre parênteses (indicando que deve ser diminuído da conta Veículos). GANHOS OU PERDAS DE CAPITAL A conta Veículos do exemplo anterior figura no balanço pelo valor de $ 10.000, porém não é este o seu valor. Seu valor é: $ 8.000 ($ 10.000 – $ 2.000). O valor desta subtração é chamado de valor contábil. O lucro ou prejuízo que você obtém com a venda deste veículo é calculado tomando por base o valor contábil. Assim se você vender este veículo por $ 9.000, obteve um lucro de $ 1.000 ($ 9.000 – $ 8.000). Se vender por um valor inferior a $ 8.000, terá prejuízo com a venda. Os ganhos ou perdas de capital serão determinados no confronto entre o valor contábil do bem e o resultado obtido na sua alienação ou baixa. O valor contábil, para efeito de determinação dos Ganhos ou Perdas de Capital, compreende o saldo pelo qual o bem está registrado na escrituração comercial, diminuído, se for o caso, dos encargos de depreciação, amortização ou exaustão acumuladas. Exemplo: Alienação de Bens do Ativo Permanente - Venda, à vista, em janeiro do exercício atual, de uma máquina (constante do Ativo Imobilizado) por $ 1.750, conforme Nota Fiscal n9 2.831. Valores constantes do Balanço anterior: Conta Móveis e Utensílios 3.400 Conta Depreciação Acumulada 2.040 1o) Apurar o valor contábil do Bem: Valor contábil = valor registrado na contabilidade, menos encargos de depreciação: 3.400 – 2.040 = 1.360 2o) Apurar o Ganho ou a Perda de Capital, entre o valor da alienação e o valor contábil, apurado no item 1o , subtraindo o menor do maior: Valor da alienação 1.750 Valor contábil (1.360) Ganho 390 Obtivemos lucro na alienação, ou seja, Ganho de Capital no valor de R$ 390. Depreciação - conceito A depreciação é o fenômeno contábil que expressa a perda de valor que os valores imobilizados de utilização sofrem no tempo, por força de seu emprego na gestão. Conceitua-se depreciação como sendo a diminuição do valor dos bens corpóreos que integram o ativo permanente, em decorrência de desgaste ou perda de utilidade pelo uso, ação da natureza ou obsolescência. O encargo da depreciação poderá ser computado como custo ou despesa operacional, conforme o caso. A depreciação dos bens utilizados na produção será custo, enquanto a depreciação dos demais bens há de ser registrada como despesa operacional. Início da Depreciação Começamos a depreciar um bem a partir do momento em que o bem é instalado, posto em serviço ou em condições de produzir. Se comprarmos um bem em janeiro de X0, e começarmos a utilizá-lo em julho de X0, vamos contabilizar a depreciação a partir de julho. Contabilização A depreciação é contabilizada debitando-se a parcela depreciada em conta de resultado (como custo ou despesa) e creditando-se em conta ativa retificadora: Despesas (ou custo) de Depreciação a Depreciação Acumulada ..........................$$ A conta devedora é de resultado e representa o encargo econômico suportado pela entidade (diminuindo o lucro do exercício). A conta credora retifica o bem do ativo sujeito à depreciação. Integra o Balanço Patrimonial, sendo demonstrada juntamente com a conta do bem que ela retifica, subtraindo o seu saldo. Exemplo: Uma empresa possui uma máquina cujo valor registrado na contabilidade em 31.12.X0 é de R$ 100.000,00. Esta máquina, no decorrer do ano de X0, perdeu valor correspondente à importância de R$ 10.000,00. Em 31.12.X0, é feito o seguinte lançamento Despesa de Depreciação a Depreciação Acumulada - Máquinas 10.000,00 No Balanço de 31/12/X0, aparecerá o seguinte no Ativo Imobilizado: ATIVO PERMANENTE IMOBILIZADO Máquinas 100.000,00 (-) Depreciação Acumulada (10.000.00) 90.000,00 Observe que, ao final de determinado período, o bem estará totalmente depreciado e constará no balanço com o valor contábil equivalente a zero. Fixação da taxa anual de depreciação Como regra geral, a taxa de depreciação será fixada em função do prazo durante o qual se possa esperar a utilização econômica do bem, pelo contribuinte, na produção dos seus rendimentos (RIR/99, art. 310). Para efeitos fiscais, a taxa de depreciação é determinada tomando-se como base o prazo de vida útil determinado para cada espécie de bem. Taxas de Depreciação Quanto maior a taxa de depreciação adotada para um determinado equipamento, menor o lucro líquido do exercício (já que a parcela depreciada é lançada como despesa). Para efeitos didáticos vamos considerar que o imposto de renda é calculado aplicando-se um percentual sobre o lucro líquido. Assim, quanto maior a taxa adotada menor o imposto de renda a pagar. Considerando os fatos acima, a Receita Federal fixou taxas máximas de depreciação para determinados bens, como por exemplo: Edifícios: 4% ao ano ( 25 anos de vida útil ) Veículos: 20% ao ano ( 5 anos de vida útil ) Máquinas: 10% ao ano ( 10 anos de vida útil) Móveis e Utensílios: 10% ao ano ( 10 anos de vida útil ) Tratores: 25% ao ano ( 4 anos de vida útil ) Computadores e periféricos (hardware): 20% ao ano ( 5 anos de vida útil ) Caso a empresa deseje adotar uma taxa maior do que as referidas acima, deve obter um laudo pericial de instituto técnico especializado que comprove que a vida útil do bem é diferente das apontadas acima. Exemplo: a empresa adquire uma determinada máquina e obtém laudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) de que esta durará 8 anos. Ela pode, então, utilizar a taxa anual de 12,5%. Exemplo: se a vida útil do bem é de 10 anos, a taxa de depreciação anual é 100% ÷ 10 = 10%. Ou seja, se o bem é depreciado totalmente (100%) em 10 anos, isto significa que se vai depreciar anualmente 10% do seu valor. O encargo de depreciação anual é obtida multiplicando-se 10% pelo custo do bem: Encargo anual de depreciação: 10% de R$ 100.000,00 = R$ 10.000,00 Se a vida útil fosse de 8 anos, teríamos: Taxa anual de Depreciação: 100% = 12,5% 8 Encargo anual de depreciação: 12,5% de R$ 100.000,00 = R$ 12.500,00 Note que o encargo de depreciação pode também ser obtido pela determinação de quotas, conforme abaixo: QUOTA DE DEPRECIAÇÃO ANUAL = __ VALOR DO BEM . N0 DE ANOS DE VIDA ÚTIL Exemplo: No caso de uma máquina cujo custo seja de R$ 100.000,00 e cuja vida útil estimada seja de 10 anos: Encargo de Depreciação anual: R$ 100.000.00 = R$ 10.000,00 10 Se a vida útil estimada fosse de 8 anos, teríamos: Quota de Depreciação anual: R$ 100.000.00 = R$ 12.500,00 ... e assim por diante. 8 Momento da depreciação - taxa ajustada. Como já comentamos anteriormente, a Receita Federal considera como dedutível apenas a depreciação lançada a partir da época em que o bem é instalado, posto em serviço ou em condições de produzir.Deste modo, se a empresa adquire o bem num determinado mês e o coloca em funcionamento no mês seguinte, só poderá deduzir como despesa a depreciação correspondente a partir do mês de funcionamento. Um problema interessante ocorre quando o bem é adquirido no decorrer do ano. Nessa situação, deve-se utilizar uma taxa de depreciação ajustada. Exemplo: bem adquirido em 30.03.X4 utilização a partir de 01-04-X4 valor de aquisição: R$ 50.000,00 vida útil estimada: 10 anos Taxa anual de depreciação = 100% = 10 % 10 Esta é a taxa anual a ser utilizada. Entretanto, no 1o ano, o bem só foi utilizado durante 9 meses. A taxa ajustada do 1o ano será: Taxa ajustada: 10% x 9 = 7,5% 12 Observe que, nesse caso, no final do 10o ano, o bem ainda não estará totalmente depreciado. 1o ano 7,5% 9 anos seguintes (10% ao ano): 90,0% Total ao final de 10 anos 97,5% No 11o ano, usar-se-ão os 2,5% restantes: Taxa ajustada: 10% x 3 = 2,5% 12 Cálculo da depreciação de bens adquiridos usados A taxa anual de depreciação será fixada tendo em vista o maior dos seguintes prazos: metade do prazo de vida útil admissível para o bem adquirido novo; restante da vida útil do bem, considerada esta em relação à primeira instalação ou utilização desse bem. Depreciação acelerada Consiste a depreciação acelerada em duas espécies a serem consideradas: a) Aquela que é reconhecida e registrada contabilmente, relativa à diminuição acelerada do valor dos bens móveis, resultante do desgaste pelo uso em regime superior ao normal, e será calculada com base ao numero de horas diárias de operação. b) Aquela relativa à depreciação acelerada incentivada considerada como beneficio fiscal e reconhecida, apenas pela legislação tributária, para fins da apuração do lucro real, sendo registrada no LALUR (Livro de Apuração do Lucro Real). A aplicação da depreciação acelerada que deverá ser registrada contabilmente (no que concerne aos bens móveis poderão ser adotados, em função do número de horas diárias de operação) dar-se á pelos seguintes coeficientes: a) 1,0 – Para um turno de 8 horas de operação b) 1,5 – Para dois turnos de 8 horas de operação c) 2,0 – Para três turnos de 8 horas de operação Para que uma pessoa jurídica possa adotar o regime de depreciação acelerada é necessário que ela comprove sua necessidade. Observações: As taxas fixadas são máximas. Naturalmente se a companhia quiser adotar taxas inferiores às máximas poderá fazê-lo. Mas neste caso "não tem volta". Se uma empresa, por exemplo, começa a depreciar um veículo utilizando uma taxa de 10% ao ano (menor que a taxa máxima que é de 20%) no primeiro ano, não poderá depreciar 30% no segundo ano para compensar. Se a empresa quiser adotar taxas maiores que aquelas recomendadas pelo imposto de renda, ela poderá fazê-lo desde que obtenha laudo pericial de instituto especializado que comprove que a vida útil do bem é menor que a vida útil fixada pelo fisco. As empresas deveriam obter laudo pericial para todos os seus bens e adotar as taxas definidas no laudo. Assim teríamos uma taxa definida para cada bem, mas o que ocorre na realidade é adotar-se as taxas recomendadas pelo imposto de renda para evitar problemas com o fisco. Existem vários métodos da depreciação como, por exemplo: Método da linha reta (ou linear) Método da soma dos dígitos. Método do saldo decrescente Etc. Vamos utilizar somente o método da linha reta (ou linear) já que é o único permitido pelo RIR (Regulamento do Imposto de Renda). Este método consiste em aplicar um percentual sobre o valor do bem lançando o valor correspondente a resultado. EXEMPLO: A Cia. Demissões em Massa adquiriu uma máquina em 01/01/X0, colocando-a em funcionamento em 01/07/X0. O prazo de vida útil desta máquina é de 5 anos e seu preço de aquisição é de R$ 10.000 . Supondo que está máquina seja vendida em 01/04/X2 por $ 8000, qual o lucro que a empresa obteve com esta operação? Resolução A taxa de depreciação anual é de 2000 ( 20% x 10.000 ) No ano X0, a máquina depreciou R$ 1000 ( apenas 6 meses ) No ano X1, a depreciação foi de R$ 2000 e no ano X3, a depreciação foi de R$ 500 (2000 / 12 x 3 ) Logo a depreciação total até a data da venda é de R$ 3500. Assim o lucro seria calculado: Valor da Máquina 10.000 ( - ) Depreciação Acumulada (3.500) = Valor Contábil 6.500 Valor de Venda 8.000 (-) Valor Contábil (6.500) (=) Lucro 1.500 NOTA: o encargo de depreciação somente é computável no resultado do exercício a partir da época em que o bem é instalado, posto em serviço ou em condições de produzir. O valor da depreciação acumulada não poderá ultrapassar o custo de aquisição do bem a que se refere corrigido monetariamente. O mesmo se aplica à amortização e à exaustão. Os encargos de depreciação dos bens do Ativo Imobilizado que tenham ocorrido durante a fase pré- operacional serão escriturados no Ativo Diferido para posterior amortização, no prazo mínimo de cinco anos e máximo de dez anos. Não é admitido o registro de quota de depreciação em relação aos seguintes bens: terrenos, salvo em relação aos melhoramentos e construções; prédios e construções não alugados nem utilizados por seu proprietário na produção de seus rendimentos ou imóveis destinados à venda; bens que normalmente aumentam de valor com o tempo, como obras de arte ou antiguidades; bens em relação aos quais seja registrada quota de exaustão. OUTRAS INFORMAÇÕES IMPORTANTES Valor Contábil do elemento patrimonial (Bem, Direito, Obrigação ou Patrimônio Líquido) ou de resultado (Despesa ou Receita) é o valor pelo qual o respectivo elemento está registrado na Contabilidade. O Valor Contábil das contas sujeitas à depreciação, amortização ou exaustão corresponde ao valor original deduzido dos encargos com depreciação, amortização ou exaustão acumuladas. Valor residual é a diferença entre o valor original do bem e o valor a ser depreciado, nos casos em que o tempo de vida útil do bem seja superior ao prazo em que ele será utilizado em uma determinada atividade, sendo posteriormente reaproveitado em outra atividade ou vendido. Essa expressão tem sido utilizada com dois sentidos: a) Para expressar o valor que não deverá ser depreciado, quando se tratar de bem de uso da empresa. Exemplo: Móveis e Utensílios: Custo de aquisição 500 (—) Valor residual ( 50) Valor a ser depreciado 450 Deverá ser considerado a existência de valor residual se ele for informado. Caso contrário, a depreciação deverá ser calculada com base no valor original do bem. b)Como sinônimo de Valor Contábil, isto é, correspondendo ao Valor Original do bem e deduzido das quotas de depreciação, amortização ou exaustão acumulada. AMORTIZAÇÃO Segundo o Regulamento do Imposto de Renda, denomina-se amortização a importância registrada na contabilidade (recuperação econômica do capital aplicado), como custo ou encargo, a título de: I – Despesas que contribuam para formação do resultado de mais de um exercício social. Exemplos: Despesas pré-operacionais, Despesas com pesquisa e desenvolvimento de novos produtos; II – Direitos cuja existência ou exercício tenha duração limitada ou bens cuja utilização tenha prazo legal ou contratual limitado e desde que em nenhuma hipótese caiba indenização, como: a) bens intangíveis ou direitos de uso, como, por exemplo: patentes de invenção, fórmulas e processos de fabricação; b) investimento em bens que, nos termos da lei ou contrato que regule a concessão de serviço público, devem reverter ao poder concedente, ao final do prazo de concessão; c) direitos autorais, licenças, autorizações para exploração de determinada atividade econômica, concessões para exploração de serviços públicos, bem como o custo de aquisição, prorrogação ou modificaçãode contratos de qualquer natureza, inclusive de exploração de fundos de comércio; d) custo das construções e benfeitorias em bens locados, arrendados ou cedidos por terceiros; A taxa anual de amortização será fixada tendo em vista o número de anos restantes de existência do direito ou o número de exercícios sociais em que deverão ser usufruídos os benefícios das despesas registradas no ativo diferido. A amortização dos componentes do Ativo Diferido sujeita-se a dois prazos: a) um mínimo de cinco anos, para fins fiscais; b) um máximo de dez anos, que é aplicável a todas as pessoas jurídicas que possuam escrituração contábil regular. O lançamento característico da amortização é: Amortização a Amortização Acumulada Exemplos, cálculos e contabilização 1) Uma empresa dispende R$ 300.000,00 com a pesquisa e desenvolvimento de um produto novo a ser lançado no mercado. Tais gastos foram classificados no Ativo Permanente Diferido. A empresa estima que tal produto permanecerá à venda no mercado por um período superior a 10 (dez) anos. Cálculo da taxa: como a vida útil do bem é de dez anos, prazo máximo permitido para a amortização, segundo a Lei das S/A: Taxa = 100% = 10%ao ano. 10 anos Cálculo da amortização anual = 10% x R$ 300.000,00 = R$ 30.000,00 Contabilização: Despesa de Amortização a Amortização Acumulada 30.000,00 2) Uma empresa realiza uma benfeitoria num imóvel que aluga de terceiros para a consecução de seus objetivos sociais. O custo da benfeitoria alcançou R$ 80.000,00 e o prazo de duração do contrato de aluguel, contado a partir da instalação da benfeitoria, é de 5 anos. Taxa = 100% = 20% ao ano. 5 anos Cálculo da amortização: 20% X R$ 80.000,00 = R$ 16.000,00 Contabilização Despesa de Amortização a Amortização Acumulada 16.000,00 A conta Amortização Acumulada constará no balanço como redutora da conta cujo valor foi amortizado de forma semelhante à conta Depreciação Acumulada, que é redutora da conta cujo bem foi depreciado. Exemplo Balanço Patrimonial Ativo Permanente Imobilizado Benfeitorias em Prédios de Terceiros 80.000,00 (—) Amortização Acumulada (16.000.00) (=) Valor ou Custo Contábil 64.000,00 Diferido Pesquisa e Desenvolvimento de Produtos 300.000,00 (—) Amortização Acumulada (30.000,00) (=) Valor ou Custo Contábil 270.000,00 EXAUSTÃO A exaustão corresponde à perda de valor de recursos minerais ou florestais em virtude de sua exploração pela empresa detentora de direitos sobre a mesma. A taxa de exaustão é calculada através de uma relação entre o volume de minério ou recurso florestal extraído anualmente e a potencialidade total prevista da mina ou da floresta. Para se determinar o valor a ser deduzido como exaustão, multiplica-se a respectiva taxa pelo custo dos direitos de exploração do recurso, custo este que deverá estar registrado no Ativo Permanente da empresa. O lançamento característico da exaustão é: Exaustão a Exaustão Acumulada Exemplo: a) custo de obtenção dos direitos de lavra: R$ 18.000.000,00 b) reserva potencial de exploração do minério: 1.000.000 toneladas c) minério extraído no decorrer do ano: 100.000 toneladas Taxa = 100.000 = 10% 1.000.000 Quota de exaustão: 10% x R$ 18.000.000,00 = R$ 1.800.000,00 Contabilização Despesa de Exaustão a Exaustão Acumulada1.800.000,00 A conta Exaustão Acumulada constará do Balanço como redutora da conta do Ativo Permanente onde estiver registrado o custo da lavra. Exercícios Questão 1 – Marque a alternativa correta: 1. As contas Computadores e Periféricos, Jazidas de Carvão e Despesas de Organização estão sujeitas, respectivamente, a: a) Depreciação, Amortização e Exaustão. b) Depreciação, Exaustão e Amortização. c) Exaustão, Depreciação e Amortização. d) Amortização, Depreciação e Exaustão. 2. A depreciação tem por fim: a) integrar como despesa ou custo do exercício parte do valor gasto na aquisição de bens de uso. b) integrar como custo ou despesa do exercício parte do valor gasto com bens imateriais. c) integrar como despesa ou custo do exercício parte do valor gasto com recursos minerais. d) N.D.A. 3. A exaustão abrange: a) somente os bens imateriais. b) todos os bens tangíveis do Ativo Permanente. c) somente os recursos naturais contabilizados no Ativo Imobilizado. d) a depreciação quando inferior à amortização. 4. Não se depreciam: a) bens tangíveis. b) veículos, móveis e utensílios. c) bens cujo tempo de vida útil seja superior a um ano. d) bens cujo tempo de vida útil seja inferior a um ano. 5. Quota de depreciação é o: a) percentual que deve ser aplicado sobre o valor do bem. b) valor obtido pela aplicação da taxa sobre o valor do bem. c) saldo da conta Depreciação Acumulada. d) valor do bem diminuído da depreciação. 6. Desgaste pelo uso, obsolescência e ação da natureza são causas da: a) Depreciação. b) Amortização. c) Exaustão. d) N.D.A. 7. Quando um bem é utilizado em apenas um turno de 8 horas diárias, a ele deve ser aplicada: a) taxa de depreciação acelerada. b) taxa de depreciação normal multiplicada pelo coeficiente 1,5. c) taxa de depreciação normal multiplicada pelo coeficiente 2. d) taxa de depreciação normal. 8. Depreciação Acumulada a Depreciação - Este lançamento é utilizado para: a) contabilizar a depreciação. b) contabilizar a amortização. c) contabilizar a exaustão. d) N.D.A. 9. Na contabilização da quota de exaustão: a) a conta debitada denomina-se Exaustão Acumulada. b) a conta creditada denomina-se Exaustão. c) a conta debitada denomina-se Depreciação. d) a conta debitada representa despesa ou custo do período. 10. Na contabilização das quotas de depreciação, amortização e exaustão, a conta credora será sempre: a) uma conta de Despesa. b) uma conta retificadora do Ativo Permanente. c) uma conta de Resultado. d) N.D.A. 11. A taxa de depreciação de bens adquiridos usados será fixada tendo em vista: a) o maior dos seguintes prazos: metade da vida útil admissível para o bem adquirido novo ou o restante da vida útil considerada a data da primeira instalação para utilização do bem. b) a metade do tempo de vida útil. c) o valor do bem novo ou a metade do valor pago na aquisição. d) N.D.A. 12. A maior parte das contas sujeitas à amortização, em obediência à legislação tributária (Regulamento do Imposto de Renda) e à legislação Comercial (Lei nr 6.404/76), somente será amortizada: a) pela taxa de 10% a.a. b) pela taxa de 20% a.a. c) no mínimo em 5 e no máximo em 10 anos. d) no mínimo em 4 e no máximo em 20 anos. 13. Apure o valor do Ganho ou da Perda de Capital correspondente aos seguintes eventos: 1 Venda de um veículo por R$ 30.000, à vista. O veículo apresentava os seguintes valores na Contabilidade: a) valor registrado na conta Veículos = R$ 20.000; b) valor da conta Depreciação Acumulada = R$ 8.000. Resultado: ____________________. 2 Venda de um micro, marca Tecnol, com impressora, a prazo, por R$ 3.000. A conta correspondente apresentava a seguinte situação na Contabilidade: a) valor registrado na conta computadores = R$ 5.000 b) valor referente a Depreciação Acumulada = R$ 1.500 Resultado: ____________________ Questão 2: A Loja F adquiriu, em 30/09/00, um veículo por $18.000,00. Sabendo-se que a taxa de depreciação relativa a veículos é de 20% ao ano, qual será o valor da despesa de depreciação desse veículo, referente ao exercício a se encerrar em 31/12/00? Questão 3: Uma empresa encerrou em agosto do corrente ano um projeto contabilizado do ativo diferido no valor de $10.000.000,00. Para fins de planejamento financeiro, determine quanto de despesa de amortização a empresa irá contabilizar até o fim do ano corrente, sabendo que o período de amortizaçãodeverá ser de 5 anos. Questão 4: A empresa Sono Suave, uma industria de colchões, decidiu aumentar sua produção. Para isto planeja comprar uma máquina que produz molas de aço, um dos componentes de seu principal produto. A fim de elaborar um estudo de viabilidade, o departamento financeiro deseja saber qual deverá ser o montante de despesa de depreciação desta máquina no seu primeiro exercício de funcionamento. Sabendo que a máquina será adquirida em maio do corrente ano ao preço de $ 1.000.000,00 e que ao final de 10 anos seu valor residual será de $50.000,00, ajude o departamento financeiro. Uma sociedade empresária adquiriu uma máquina por R$120.000,00, em 1º.7.2012. A máquina foi instalada e colocada em condições de funcionamento no dia 1º.1.2013. A vida útil é de 10 anos, não há valor residual e a depreciação é calculada pelo método linear. Com base nessas informações, a depreciação acumulada do bem em 28.2.2014 é de: a) R$20.000,00. b) R$18.000,00. c) R$14.000,00. d) R$12.000,00. Uma entidade pública registrou um veículo para compor seu ativo imobilizado pelo custo de aquisição de R$78.000,00. No ato da contabilização, a entidade determinou que esse veículo terá um valor residual de R$21.000,00 e uma vida útil de cinco anos; o Método das Cotas Constantes foi escolhido para apropriação da depreciação. Diante dessas informações, assinale a opção CORRETA. a) A depreciação anual é no valor de R$4.200,00. b) A depreciação mensal é no valor de R$1.300,00. c) O valor depreciável do veículo será de R$57.000,00. d) O valor depreciável do veículo será de R$78.000,00. A empresa Mina Boa adquiriu em janeiro de 2010 a concessão de uma mina (com prazo indeterminado) com capacidade total de 500 t. ao custo de $ 2.000.000,00. Ao final do exercício de 2012 apurou- se, pelas informações do departamento de engenharia da empresa, que foram extraídas 50 t. de minério por ano. A empresa reconhecerá no resultado do exercício de 2012 despesas de: a) Depreciação de $ 200.000,00. b) Amortização de $ 200.000,00. c) Exaustão de $ 200.000,00. d) Amortização Acumulada de $ 200.000,00. e) Depreciação Acumulada de $ 200.000,00. O contador de uma entidade, ao preparar as demonstrações contábeis obrigatórias, necessita realizar a contabilização da depreciação dos bens do imobilizado, conforme preceitua as normas de contabilidade e o Regulamento do Imposto de Renda. Considerando os preceitos para o registro da depreciação, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( )Terrenos são bens que não podem ser depreciados. ( )A conta Depreciação Acumulada é classificada no Passivo Circulante. ( )Antiguidades e obras de artes devem ser depreciadas. ( )Imóveis não relacionados à produção ou comercialização de bens e serviços não devem ser depreciados. A sequência está correta em: a) F, F, V, F b) V, F, V, F c) V, V, V, F d) F, V, F, V e) V, F, F, V