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O que é esquizofrenia? Introdução • Os agentes an6psicó6cos têm a capacidade de reduzir os sintomas psicó6cos em uma variedade de condições, inclusive esquizofrenia, transtorno bipolar, depressão psicó6ca, psicoses senis, várias psicoses orgânicas e psicoses induzidas por substâncias. • Além disso, são capazes de melhorar o humor e de reduzir a ansiedade e os distúrbios do sono, porém não cons6tuem o tratamento de escolha quando esses sintomas representam o transtorno primário em pacientes não psicó6cos. An6psicó6cos An6psicó6cos Neurolép6cos An6equizofrênicos Tranquilizantes maiores Fármacos para tratar esquizofrênia= uma das formas mais comuns (1%) e debilitantes de doença mental A6nge jovens, é incapacitante, pode ser crônica • Um neurolép)co é um sub6po de agente an6psicó6co que provoca elevada incidência de efeitos colaterais extrapiramidais (EEP) em doses clinicamente efe6vas ou catalepsia em animais de laboratório. • Os fármacos an)psicó)cos “a3picos” cons6tuem, na atualidade, o 6po mais usado de an6psicó6co. História • Clorpromazina e Reserpina primeiros fármacos para psicoses. • A clorpromazina é um agente neurolép)co, ou seja, provoca catalepsia em roedores e EEP nos seres humanos. • A descoberta de que sua ação an6psicó6ca relaciona-se com o bloqueio dos receptores de dopamina (D ou DA) levou à iden6ficação de outros compostos como an6psicó6cos entre as décadas de 1950 e 1970. História • A descoberta da clozapina em 1959 levou ao reconhecimento de que os an6psicó6cos não precisam causar EEP em seres humanos em doses clinicamente efe6vas. • A introdução de fármacos an6psicó6cos resultou em modificações pronunciadas no tratamento da doença, in- clusive hospitalização de curta duração, em lugar de vitalícia. PSICOSE • DENOTA UMA VERIEDADE DE TRANSTORNOS MENTAIS ALUCINAÇÕES, DELIRIOS, ISOLAMENTO SOCIAL, APATIA, PERDA DE SENSIBILIDADES EMOCIONAIS ESQUIZOFRENIA: caracterizada principalmente por sensório claro, porém com transtorno pronunciado do pensamento CATATÔNICA (RIGIDEZ) RESIDUAL (AFASTAMENTO SOCIAL) HEBEFRÊNICA DESORGANIZAÇÃO DE PENSAMENTOS PARANÓIDE (DELIRIOS E ALUCINAÇÕES) SINTOMAS POSITIVOS DELÍRIOS E ALUCINAÇÕES INSÔNIA E AGITAÇÃO (CATATONIA) TRANSTORNO DE PENSAMENTO E DESORGANIZAÇÃO DO DISCURSO COMPORTAMENTO INCONTROLÁVEL SINTOMAS NEGATIVOS FALTA DE INICIATIVA EMPOBRECIMENTO AFETIVO (anedonia) E ISOLAMENTO SOCIAL PERDA DE COERÊNCIA COM O AMBIENTE JOVENS IDOSOS Causas • A esquizofrenia é considerada um transtorno de neurodesenvolvimento: significa a presença de alterações estruturais e funcionais do cérebro até mesmo in utero em alguns pacientes, ou o seu desenvolvimento na infância e adolescência, ou ambos. • A esquizofrenia é um transtorno genético com alta hereditariedade. • Não existe um único gene envolvido. As teorias atuais sustentam a participação de múltiplos genes, com mutações comuns e raras, incluindo grandes deleções e inserções (variações no número de cópias), combinando-se para produzir uma apresentação clínica e evolução muito variegadas. ANTIPSICÓTICOS DE 1ª GERAÇÃO ANTIPSICÓTICOS DE 1ª GERAÇÃO ANTIPSICÓTICOS TIPICOS NEUROLÉPTICOSANTAGONISTAS DA DOPAMINA COCAÍNA ANFETAMINAS L-DOPA Farmacodinâmica primeiros fármacos antipsicóticos fenotiazínicos : protótipo clorpromazina no sintoma nervoso central, autônomo e endócrino bloqueio do receptor D2 Efeitos adversos receptores α-adrenérgicos e muscarínicos, histamínicos H1 e 5-HT2. Distonias agudas: tremores, Parkinson Discinesias tardias: movimentos involuntários muito fortes, da língua, face, incapacitante, comum na cronicidade q DOP AGE INIBINDO A LIBERAÇÃO DE PROLACTINA q O BLOQUEIO PODE INDUZIR O EXCESSO DE LIBERAÇÃO DE PROLACTINA PELA GLÂNDULA PITUITÁRIA q HOMENS (GINECOMASTIA, IMPOTÊNCIA, INFERTILIDADE E DIMINIÇÃO DE ESPERMATOZÓIDE q MULHERES (AMENORRÉIA E INFERTILIDADE) ANTIPSICÓTICOS ANTIPSICÓTICOS TIPICOS AGONISTAS PARCIAS D2 ANTIPSICÓTICOS ATIPICOS MECANISMO DE AÇÃO EM COMUM (REDUÇÃO DA TRANSMISSÃO DOPAMINÉRGICA) ANTAGONISTAS DE 2ª GERAÇÃO (ATÍPICOS) ANTAGONISTAS DE SEROTONINA-DOPAMINA CAPACIDADE DE DISSOCIAÇÃO DE D2 CLOZAPINA ANTIPSICÓTICOS DE SEGUNDA GERAÇÃO SÃO AGONISTAS 5-HT1A • ZIPRASIDONA , QUETIAPINA E CLOZAPINA AO PROMOVER O AGONISMO DE 5-HT1A • AUMENTARIA A LIBERAÇÃO DE DOPAMINA E REDUÇÃO DE 5- HT NO DA CPF AÇÃO DOS ANTIPSICÓTICOS agentes antipsicóticos atípicos e alguns típicos são, pelo menos, tão potentes na inibição dos receptores 5-HT2 quanto na inibição dos receptores D2 Farmacociné)ca • Absorção e distribuição • São, em sua maioria, absorvidos rapidamente, porém de modo incompleto. • Muitos sofrem metabolismo de primeira passagem significa6vo. Por conseguinte, doses orais de clorpromazina e 6oridazina apresentam uma disponibilidade sistêmica de 25 a 35%, ao passo que o haloperidol, cujo metabolismo de primeira passagem é menor, apresenta uma disponibilidade sistêmica média de cerca de 65%. • A maioria dos fármacos an6psicó6cos é altamente lipossolúvel e liga-se às proteínas (92 a 99%). Esses fármacos tendem a ter grandes volumes de distribuição (geralmente mais de 7 L/kg) • apresentam uma duração de ação clínica muito mais longa do que seria es6mado a par6r de suas meias-vidas plasmá6cas. Isso se equipara à ocupação prolongada dos receptores de dopamina D no cérebro pelos fármacos an6psicó6cos }picos. • Os metabólitos da clorpromazina podem ser excretados na urina várias semanas após a úl6ma dose do fármaco adminis- trado cronicamente. • As formulações injetáveis de ação longa podem causar algum bloqueio dos receptores D2 no decorrer de 3 a 6 meses após a úl6ma injeção. Recidivas O intervalo de tempo até a ocorrência de recidiva dos sintomas psicóticos é muito variável após a interrupção dos fármacos antipsicóticos. O tempo médio para a ocorrência de recidiva é de 6 meses em pacientes estáveis com esquizofrenia que interrompem o uso de medicação. A clozapina é uma exceção: ocorrência de recidiva após a sua suspensão é geralmente rápida e grave. Nunca deve ser interrompida de modo abrupto, a não ser que haja necessidade clínica devido à ocorrência de efeitos colaterais, como miocardite e agranulocitose, que constituem verdadeiras emergências médicas. Metabolismo • Os fármacos an6psicó6cos são, em sua maioria, quase totalmente metabolizados por oxidação ou desme6lação, catalisadas por enzimas microssômicas hepá6cas do microssomo P450: CYP2D6, a CYP1A2 e a CYP3A4 são as principais isoformas envolvidas Metabolismo Hepá)co INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS QUANDO OS FÁRMACOS ANTIPSICÓTICOS SÃO COMBINADOS COM OUTROS AGENTES PSICÓTICOS OU FÁRMACOS – COMO O CETOCONAZOL – QUE INIBEM VÁRIAS ENZIMAS DO CITOCROMO P450. NAS DOSES CLÍNICAS TÍPICAS, OS FÁRMACOS ANTIPSICÓTICOS NÃO COSTUMAM INTERFERIR NO METABOLISMO DE OUTROS FÁRMACOS. Caso clínico • Um estudante de ensino médio de 17 anos é encaminhado a uma clínica psiquiátrica para avaliação de suspeita de esquizofrenia. Após o estabelecimento do diagnós6co, o haloperidol é prescrito em uma dose gradualmente crescente, de modo ambulatorial. O fármaco diminui os sintomas posi6vos do paciente, porém acaba causando efeitos colaterais intoleráveis. Apesar de seu custo mais elevado, a risperidona é então prescrita; no decorrer de várias semanas de tratamento, a risperidona atenua os sintomas, e é tolerada pelo paciente. • Quais os sinais e sintomasque sustentam um diagnós6co inicial de esquizofrenia? • No tratamento da esquizofrenia, quais são os benecios oferecidos pelos fármacos an6psicó6cos a}picos em comparação com os agentes tradicionais, como o haloperidol? • Além do tratamento da esquizofrenia, que outras indicações clínicas exigem a consideração de fármacos nominalmente classificados como an6psicó6cos?