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FUNÇÃO EPATICA 
 
 
 
Funções de avaliação 
1. integridade hepática 
2. dano hepatocelular  enzimas 
3. capacidade de síntese: albumina, fatores coagulação 
4. função secretória: bilirrubina 
 
CARACTERISTICAS HEPATICAS 
Desenvolvimento: 
 morfológico: se completa no 3° mês gestacional 
 funcional: ativação enzimática mais tardia 
 capacidade regenerativa 
 
Injurias hepáticas  prejuízo funcional e liberação de substâncias intracelulares para a circulação. 
 
DANOS HEPATICOS 
A. Hepatocelular: lesões celulares tóxicas 
B. Hepatocanalicular: lesão ou obstrução de canalículos biliares 
 
Qual o significado clínico de uma alteração assintomática de um teste hepático? 
 Interpretar o teste juntamente com a sintomatologia, exame clínico e fatores de risco 
 Anormalidade de um único teste sugere causa não hepática de alteração 
 Nos assintomáticos a simples repetição do teste pode ser esclarecedora 
BILLIRUBINA 
Molécula tetrapirrólica linear que pode possuir duas formas estruturais 
 Z-Z trans: pouco hidrossolúvel 
 E-E cis: hidrossolúvel 
 
Este sistema enzimático hepático vai fazer a conjugação da bilirrubina que sai pelos canalículos biliares, no 
trato digestivo e vai para o intestino ou retornar no sangue e ir pelos rins. 
 
 
 
 
Quando as hemácias vão morrendo por lise a hemoglobina se converte em moléculas de bilirrubina. 
Este processo do metabolismo da bilirrubina tem uma participação importante do fígado. 
 
1. Essa molécula é inicialmente liberada da hemoglobina e vai cair no sangue e vai no círculo para ser 
distribuída no organismo. Inicialmente esta molécula é pouco hidrossolúvel e precisa de um 
carreador: ALBUMINA. 
2. Dessa forma ligada, a bilirrubina vai chegar até o fígado onde vai sofrer um processo de conjugação 
a uma molécula polar: ACIDO GLICURONICO; assim vai ficar mais hidrossolúvel e dessa forma 
consegue circular facilmente no sangue sem a necessidade da albumina e pode ser distribuída. 
Normalmente recebe duas moléculas (diglicuronídio) mas pode receber uma (monoglicuronídio) 
ficando um pouco menos hidrossolúvel. 
3. Ela vai principalmente para o sistema renal e intestinal onde vai ser convertida em outros 
metabolitos. 
4. Vai ser eliminada na urina 2% como bilirrubina (conjugada) o nas fezes como urobilinogeno 98%. 
 
PROVA DE AVALIAÇÃO HEPATO CELULAR 
 
Heme + O2  Biliverdina +Fe2++CO 
Oxidação microssomal: sistema hemo oxigenase 
Biliverdina +NADPH+H+ Bilirrubina +NADP+ 
Biliverdina redutase 
Bilirrubina + 8H+ Urobilinogeno 
Stercobilina 
Urobilina 
 
 
 
CONJUGADA = DIRETA 
 
NÃO CONJUGADA = INDIRETA  LIPOSSOLUVEL PODE PASSAR A MEMBRANA CELULAR  ELEVADA TOXICIDADE 
 
 
TIPOS DE BILIRRUBINA 
 α não conjugada 
 β monoglicuronideo 
 γ diglicuronídeo 
 δ ligada à albumina 
 
 
 
 
 
 
HIPERBILIRRUBINEMIA 
Elevação das concentrações de bilirrubina plasmática produz icterícia. 
 
A icterícia é a pigmentação amarela da pele, esclera, membranas, mucosas e outros tecidos. 
 acúmulo bilirrubina nas mucosas e tecidos. 
Ocasionada pelo deposito de bilirrubina nos tecidos, principalmente na esclera; 
possui elastina, proteína que apresenta afinidade pela bilirrubina. 
Valores de bilirrubina acima de 3-4 já levam a quadro de icterícia. 
 
Efeitos tóxicos da bilirrubina 
✗ inibe enzimas mitocondriais e a síntese proteica 
✗ interfere na síntese de DNA 
✗ inibe a captação de tirosina 
✗ inibe a função de receptores em canais iônicos 
✗ interfere em sinais neuroexcitatórios 
✗ impede a condução nervosa 
✗ aumenta os níveis celulares de lactato e diminui glicose 
✗ interfere no metabolismo cerebral da glicose 
 
Na síndrome hepato-renal, pela elevação da bilirrubina por insuficiência hepática, vai se evolver um quadro 
de insuficiência renal. O mecanismo é ainda de descobrir. 
 
 
 
CAUSAS DE ICTERÍCIA 
 Pré-hepaticas: antecedem o fígado. Doenças hemolíticas em geral que pra elevada hemólise 
liberam muita bilirrubina indireta e o fígado não consegue conjugar toda que vai acumular-se 
  icterícia hemolítica 
 
Icterícia neonatal: devida a imaturidade fisiológica 
enzimática do fígado (fisiológica) ou doença hemolítica do 
recém nascidos (eritroblastase fetal). 
As enzimas existem e são sintetizadas, mas não estão 
ativas. Se ativam com contato do nascido com a luz e 
bactérias. 
 
SÍNDROMES GENÉTICAS: 
 SÍNDROME de Crigler – Najjar 
Desordem hereditária autossômica rara causada 
pela deficiência total ou parcial do sistema 
enzimático de conjugação UDPGT (aumento 
bilirrubina indireta)  condição grave que leva a transplante hepático ou morte; 
kernicterus 
BTotal> 20 a 50 mg/dL TIPO1 
BTotal< 20 mg/dL TIPO2 
 
 SINDROME Dublin – Johnson 
Benigna, ocorre devido à expressão defeituosa do gene MRP2/ABCC2, codificando de um 
transportador de bilirrubina da membrana canalicular, dependente de ATP. Este transportador tem 
função de transportar a bilirrubina pelos canalículos biliares. 
Aumento bilirrubina direta  hiperbilirrubinemia 
Icterícia colestática recorrente. 
Hepatomegalia, fraqueza, anorexia, coluria, hipocolia fecal 
 
 
 
 
 
 
 
 SINDROME de Gilbert 
 
 
 
CONSEQUENCIAS ICTERICIA 
A bilirrubina não conjugada – indireta é lipossolúvel e está ligada à albumina e pode atravessar a barreira 
hematoencefálica. 
Em níveis elevados pode-se acumular no tecido nervoso causando lesão neuronal e desmielinização 
 quadro de kernicterus – encefalopatia bilirrubínica. 
A sua ocorrência depende de: concentração de bilirrubina no sangue e integridade da barreira 
hematoencefálica. 
Bem comum de acontecer em recém nascidos. 
 
DETERMINAÇÃO BILIRRUBINA 
 Paciente jejum 8h 
 SORO 
 Espectrofotometria direta (reação colorimétrica) 
 Enzimático: bilirrubina oxidase 
 HPLC 
 
 
AMÔNIA NH3 
 
Produzida pela desaminação oxidativa de AA 
provenientes do catabolismo proteico. 
 Baixas concentrações é metabolito normal no 
sangue 
 Se elevação é neurotóxica !!! 
Os teores de amônia dependem do fígado, 
diferentemente dos outros nitrogênios não proteicos que 
dependem dos rins. 
Elevação dos teores séricos de amônia estão associados a uma diminuição na capacidade de síntese das 
moléculas de ureia pelo fígado  vai acumular amônia. 
 
HIPERAMONEMIA é normalmente preocupante porque, como a ureia, a amônia é lipofílica e atravessa a 
barreira hematoencefálica e pode afeitar o SNC. 
Causada por: 
a. Enfermidade hepática severa leva a elevação importante 
 Aguda: hepatite viral fulminante, hepatite toxica 
 Crônica: cirrose 
b. Defeitos congênitos de enzimas do ciclo da ureia 
 
 
 
DETERMINAÇAO DE AMÔNIA 
 Jejum 8h 
 Abster- se de fumar 10-12h 
 PLASMA HEPARINIZADO 
 ENZIMATICO – ELETRODO ION SELETIVO especifico pela amônia 
 
 
 
NÃO É UMA DOSAGEM QUE FAZ PARTE DO PERFIL HEPATICO 
Fosfatase alcalina FA 
FAZ PARTE DAS DOSAGENS DO PERFIL HEPATICO 
 
Pertence a um grupo de enzimas que catalisam a hidrólise de vários fosfomonoésteres em pH=10 alcalino. 
Amplamente distribuída em tecidos humanos: inespecífica 
 Mucosa intestinal, fígado-trato canalículos biliares, túbulos renais, baço, ossos, leucócitos e placenta. 
 
Se dosa a FA total que representa maiormente a produção pelo fígado e pelos ossos. 
A forma predominante no SORO de adultos normais origina-se do fígado e ossos. 
 
No fígado é presente principalmente nos canalículos biliares, então não é uma prova de avaliação hepato 
celular, mas hepato-canalicular. 
 
HIPERFOSFATEMIA ALCALINA 
Ocasionada por condições que afetam as vias biliares – 
causas colestáticas: 
1. Obstrução colestase intra-hepática: defeito na 
drenagem da árvore biliar dentro do 
parênquima hepática. 
a. Carcinoma hepatocelular 
b. Hepatites virais *, toxicas ou 
medicamentosasc. Cirrose biliar primaria, doença 
autoimune 
Elevação muito rápida até 10x 
 
2. Obstrução colestase extra-hepática: defeito na drenagem das grandes 
vias biliares. 
a. Cálculos biliares 
b. Neoplasias da via biliar ou do pâncreas 
c. Colangite esclerosante, doença hepática crônica autoimune 
 
3. Ocasionada por condições que levam a uma hiperatividade das células 
ósseas (osteoblastos e osteoclastos) em casos de: 
a. Hiperparatireoidismo 
b. Doença de Paget – tumor maligno raro com aumento acima 
1000 U/L 
c. Tumores ósseos osteoblásticos primários ou secundários 
d. Fraturas ósseas 
e. Gravidez devido a placenta 
 
* as hepatites elevam mais outros níveis como a transaminase e a bilirrubina 
 
DETERMINAÇÃO FA 
 Jejum 8h 
 SORO ou PLASMA HEPARINIZADO 
 Métodos cinético colorimétrico do paranitrofenol 
 
. Doença de Paget 
 
LACTADO DESIDROGENASE – LDH 
NÃO É UMA DOSAGEM QUE FAZ PARTE DO PERFIL HEPÁTICO, mas pode ter solicitação a este fim. 
 
Enzima citoplasmática que converte piruvato em lactado por catalisação da oxidação no ciclo da ATP. 
A sua reação é reversível. 
Por ser presente em todas as células a sua inespecificidade é muito grande e é usada só em conjunto com 
outros marcadores. 
 
 
 
GGT – gama glutamil- transpeptidase 
 
 
ELEVA-SE DE MANEIRA MAIS SIGNIFICATIVA EM PATOLOGIAS DAS VIAS BILIARES DO QUE DOS 
HEPÁTICOS !!! 
 
 
Enzima no SORO de origem do sistema hepato-biliar nos 
canalículos biliares. 
 
Aumento de atividade no caso de: 
✗ Obstrução intra e extra hepática: cirrose, Colangite, colecistite, colelitíase. 
✗ Doença hepática relacionada ao uso de álcool com aumento isolado da GGT – método de triagem 
para alcoolismo 
✗ Fibrose cística 
✗ Doença hepatocelular: hepatite infecciosa, estase hepática. 
✗ Fármacos: barbitúricos, antimicrobians, benzodiazepínicos. 
 
Deve ser analisada junto com a FA para o 
diagnostico de doença hepatobiliar e para 
diferenciar causas ósseas de elevação da FA. 
 
A bilirrubina pode ser alterada em conjunto 
com FA e GGT. 
 
Determinação de GGT 
 Jejum 8h 
 Não álcool 24h 
 SORO 
 MÉTODO ENZIMATICO COLORIMETRICO: γ – glutamil – p – nitroanilina (automatizada) 
 
INTERFERENCIAS: valores falsamente elevados por fenitoína, fenobarbital, álcool . 
 
TRANSAMINASE ou AMINOTRANSFERASE – AST e ALT 
 
 
Entre AST e ALT muda o aminoácido que vai ser transferido. 
 
Presentes principalmente em hepatócitos, células musculares cardíacas e musculares esqueléticas. 
Marcadores de dano hepatocelular em caso de cirrose, hepatite, doença hepática alcoólica, e em caso de 
dano cardíaco – infarto agudo do miocárdio- ou dano muscular - miosite. 
São marcadores inespecífico porem a ALT é mais específica do tecido 
hepático e a AST é mais específica pelo tecido cardíaco. 
 
A AST está localizada tanto no citoplasma quanto nos mitocôndrios dos 
hepatócitos. Já a ALT tem só localização citoplasmática. 
 
ESEMPIO: se tenho um dano hepático mais intenso vou ter lesão maior 
nas células, e posso estar lesionando as mitocôndrias; então em um 
dano profundo hepático aumenta mais a AST do que a ALT. 
Em processos de lesão hepática grave aumenta mais a AST/ALT (não é 
que ALT não se eleva, mas se eleva de grau menor). 
 
 
 
Elevação 
1. Doenças hepatobiliares aumentam AST e ALT 
2. Dano hepático leve: lesões superficiais e difusas como hepatites em fase inicial 
 relação AST/ALT <1 
3. Dano hepático profundo associado a necrose hepática 
 atividade AST geralmente maior da ALT 
 relação AST/ALT >1 
Em caso de doença hepática alcoólica – cirrose AST/ALT>2 
 
Aumento isolado de ALT: considerar doença 
hepática. 
 
Aumento isolado AST: considerar outras 
causas de elevação (doença muscular, 
hemólise, lesão cardíaca). 
 
SÓ EM CASO DI FA, BILI E GGT NORMAIS !!! 
 
AST e ALT > FA e GGT 
 sugere lesão hepatocelular porque 
associado a elevação de outros 
marcadores hepáticos. 
(ou seja, quantas vezes se elevou em relação 
ao valor superior de normalidade?) 
 
 
 
 
 
Aumento de AST/ALT > 5xVR 
 Geralmente lesões agudas como: 
- hepatites virais agudas 
- hepatites medicamentosas 
- isquemia aguda por choque 
- hepatite autoimune 
- icterícia obstrutiva por passagem de cálculo 
 
 
Aumento de AST/ALT < 5xVR 
 tenho de pensar em outras fontes não hepáticas. 
o Doença muscular 
o Doença tireoidiana: Em caso de hipertireoidismo o metabolismo é acelerado e pode 
provocar atividade muscular mais intensa (taquicardia) 
o Verificar se o indivíduo fiz algum exercício físico no dia anterior 
o Posso pensar em consumo de álcool também 
 
 
 
 
 
 
 
Aumento de ALT <5x VR 
 
 
 
determinação transaminase 
 não é exigido preparo especial 
 SORO ISENTO DE HEMOLISE 
 ANÁLISE CINETICA COLORIMETRICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 aumento AST, ALT > 8x 
 Aumento GGT, FA < 3x 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aumento AST,ALT < 3x  
Aumento GGT,FA >4x

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