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DIFERENÇAS DE ANEMIAS

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ANEMIAS
A anemia, que literalmente quer dizer "sem sangue", é uma deficiência de glóbulos vermelhos e/ou da Hemoglobina. Isso resulta em uma redução da capacidade do sangue em transportar o oxigênio aos tecidos. 
4 QUADRO CLINICO GERAL Taquicardia, palpitações, dispnéia, sopros, taquipnéia, fraqueza, anorexia, insônia, sonolência diurna, irritabilidade, azia, disfagia, amenorréia, diminuição da libido, impotência, queda dos pelos ,unhas quebradiças. 
5 GENÉTICAS: Hemoglobinopatias (mais comuns hemoglobinopatia S, C, E e D) Síndromes Talassêmicas (talassemia alfa ou beta)Defeitos na membrana da hemácia: Eliptocitose e Esferocitose Anormalidades enzimáticas: deficiência de G6PD
6 NUTRICIONAIS: Deficiência de ferro (Anemia Ferropriva) Deficiência de vitamina B12 (Anemia megaloblástica)Deficiência de folato (Anemia megaloblástica)Desnutrição (Anemia Ferropriva e/ou Anemia megaloblástica)
7 Imunológicas: mediadas por anticorpos
CAUSAS DA ANEMIA Hemorragia Imunológicas: mediadas por anticorpos Efeitos Físicos: Trauma Queimaduras
8 Uso de medicamentos e exposição a produtos químicos:
CAUSAS DA ANEMIA Uso de medicamentos e exposição a produtos químicos: Anemia aplásica
9 CAUSAS DA ANEMIA Doenças Crônicas: Uremia Hipotireoidismo Hepatite
Doença Rena lNeoplasias
10 CAUSAS DA ANEMIA Infecções:
Virais: hepatite, HIV, Mononucleose, Citomegalovírus Bacterianas: septicemia Protozoários: Malária, Toxoplasmose, Leishmaniose
11 CLASSIFICAÇÃO DAS ANEMIAS:
A) QUANTO À FORMAMACROCÍTICASMICROCITICASNORMOCITICAS
12 B) QUANTO À ETIOPATOGENIA
perda de sangue (ou hemorragia), destruição excessiva dos glóbulos vermelhos (ou hemólise) ou deficiência na produção de glóbulos vermelhos.
13 As formas crônicas de anemia, podem levar a quadros de atrofias da mucosa oral. 
14 DIAGNÓSTICODAS ANEMIAS
15 Exames para avaliar a anemia
HEMOGRAMA: É o principal exame a ser realizado quando há uma suspeita de anemia. O mais importante é a avaliação da série vermelha (hemácias). Esta avaliação inclui :a determinação do número de glóbulos vermelhos, Hematócrito, Hemoglobina, índices hematimétricos (VCM, HCM e CHCM) e Avaliação do tamanho e das morfologia (formas) das hemácias.
16 Hemoglobina: segundo a Organização Mundial de Saúde é considerado anemia
Quando um adulto apresentar Hb<12,5g/dl,uma criança de 6 meses a 6 anos Hb<11g/dl ecrianças de 6 anos a 14 anos, uma Hb<12g/dl.
17 VCM (Volume Corpuscular Médio) é o índice mais importante , ajuda na observação do tamanho das hemácias e no diagnóstico da anemia: Microcíticas (<80fl, para adultos)Ex. ferropriva e talassemias Macrocíticas (>96fl, para adultos),Ex: megaloblastica e perniciosa Normais ou normocíticas (80-96fl).
18 HCM (Hemoglobina Corposcular Média): é o peso da hemoglobina na hémácia.
CHCM (Concentração de Hemoglobina Corposcular Média): é a concentração da hemoglobina dentro de uma hemácia. O intervalo normal é de 32-36g/dl.Hemácias Hipocrômicas (<32),Hemácias Hipercrômicas (>36) e Hemácias Normocrômicas (no intervalo de normalidade). elevado.
19 OUTROS EXAMES Contagem de Reticulócitos: para avaliar a produção de hemácias. Expresso em porcentagem, o valor normal é de até 2%. Ferritina: ajuda no diagnóstico da anemia ferropriva. DHL (ou Desidrogenase láctica ácida): enzima presente nas hemácias que ao serem lisadas aumentam seu nível plasmático. Haptoglobina Bilirrubina
20 Ferro Sérico: ajuda no diagnóstico da anemia ferropriva.
Eletroforese de Hemoglobina: para detectar o tipo de hemoglobinopatia. Teste para G6PD: para detectar deficiência da enzima G6PDRGO (ou Resistência Globular Osmótica): ajuda detecção de anemias hemolíticas. Teste de Coombs: para detectar se a anemia é um defeito extracorpuscular adquirido.
21 ANEMIA FERROPRIVA 
22 A deficiência de ferro na infância constitui um grave problema de saúde pública devido à alta prevalência e às significativas repercussões no desenvolvimento das crianças afetadas 
23 DEFICIÊNCIA DE FERROA deficiência de ferro é uma das causas mais comuns de anemia nos países em desenvolvimento, ela pode ser produzida de 3 maneiras: ingestão insuficiente de ferro; ferro não disponível para a eritropoiese, apesar de quantidades adequadas de ferro corporal;3) perda do ferro corporal inadequadamente reposta (perda sanguínea
24 A deficiência de ferro geralmente se instala após um longo período de déficit.
Primeiro ocorre o esgotamento das reservas de ferro nos hepatócitos e macrófagos do fígado, baço e medula óssea. Após o esgotamento das reservas o ferro plasmático diminui e o fornecimento de ferro à medula torna-se inadequado para a regeneração normal da hemoglobina.O nível de protoporfirina livre dos eritrócitos  aumenta, produzindo-se assim eritrócitos microcíticos e o nível da hemoglobina do sangue diminui.
25 Definição ↓ Hematócrito ↓ Hemoglobina ↓ Hemácias/ volume de sangue.
Síndrome clínica e quadro laboratorial caracterizado por:↓ Hematócrito↓ Hemoglobina↓ Hemácias/ volume de sangue.O hematócrito e níveis de hemoglobina variam: Fase do desenvolvimento Estimulação hormonalTensão de O₂ no ambiente Idade e sexo.
26 Classificação Morfologia ( VCM ) Fisiologia Diminuição da produção
Destruição Perdas hemorrágicas Microcítica Normocítica Macrocítica
27 Caracterização das anemias
Tipo de Anemia CHCM VCM Normocítica>3080 – 90Macrocítica>94Microcítica<80Hipocrômica microcítica<30
28 Os achados laboratoriais mais comuns:
Hipocromia Microcitose variáveis conforme o grau de deficiência de ferro. Volume Corpuscular Médio (VCM) encontra-se diminuído, Hemoglobina Corpuscular Média (HCM) pode estar diminuída e a Concentração de Hemoglobina Corpuscular Média (CHCM) apresenta-se diminuída
29 Hemoglobina Síntese
32 DEFICIÊNCIA DE PRODUÇÃO DE ERITRÓCITOS
Falta de tecido eritropoiético: Destruição Estimulantes (EPO)↓congênita. Invasão da medula óssea por elementos malignos.↓ Elementos essenciais à eritropoiese: Ferro Folato Vitaminas B 12, B 6 e C.
33 EXCESSO DE DESTRUIÇÃO DE ERITRÓCITOS (HEMÓLISE)
Agressão ao eritrócito: Toxinas Parasitas Imunológica Defeito do eritrócito: Arquitetura da membrana Enzimático Hemoglobina anormal Hiperesplenismo.
34 Fatores que contribuem para a deficiência de ferro na infância
• Necessidade de ferro para o crescimento• Dieta pobre em ferro• Limitada capacidade de absorção do ferro da dieta• Alta prevalência de parasitose intestinal • Perda sanguínea gastrointestinal
35 PERDAS HEMORRÁGICAS Agudas: Crônicas: Traumas Cirurgias
Hemorragias nos tratos gastrintestinal e genital Crônicas: Úlceras Tumores intestinais Parasitas intestinais Menstruações abundantes
36 Anemia Ferropriva Mais freqüente (atingindo 40 a 50% das crianças < 5 anos). Deficiência de Ferro: Aumento da necessidade Excesso de perda Má absorção GI de Fe Dieta deficiente em Fe Anemia materna Hemólise neonatal
37 Fisiopatologia Anemias Microcíticas
A principal causa de anemia microcítica em nosso meio é a deficiência de ferro, fator importante no processamento de uma hematopoiese satisfatória.Com a destruição constante das hemácias, liberam-se 15 a 30 mg/dia de ferro, compensado pelo aporte da mesma quantidade através dos eritrócitos jovens que são introduzidos em circulação.O ferro dos eritrócitos destruídos é fornecido aos eritroblastos, que através dos macrófagos, quer diretamente para o citoplasma dos eritroblastos.
38 Avaliação clínica inicial
• História detalhada com antecedentes gestacionais (sangramentos) e de parto• Prematuridade, gemelaridade• História dietética• Tendência a perda sanguínea• Retardo do crescimento• Natureza e frequência de infecções • Antecedentes familiares de anemia
39 MICROCITOSE E HIPOCROMIA
ANEMIA FERROPRIVAMICROCITOSE E HIPOCROMIA
40 HEMACIAS EM ALVO E MICROCITOSE 
41 Hemácias microcíticas e hipocrômicas
Anemia Ferropriva Diagnóstico Laboratorial Hemácias microcíticas e hipocrômicas Hemácias normais
 ERITROGRAMA Importante no estudo das anemias Avalia os Índices Hematimétricos Eritrócitos ♂ 4,5 a 5,5 x 1012/L ♀ 4,0 a 5,0 x 1012/L Hemoglobina ♂ 13 a 17 g/dL ♀ 12 a 15 g/dL
Hematócrito ♂ 40 a 52% ♀ 35 a 47% Índices HematimétricosVCM (Volume Corpuscular Médio) 80 a 100 fLHCM (Hemoglobina Corpuscular Média) 27 a 32 pgCHCM (Concentração de Hemoglobina Corpuscular Média) 32 a 36 dLRDW (Red Cell Distribution Width) 11,5 a 14,5 %Observação microscópica da morfologia dos eritrócitos
4  CLASSIFICAÇÃO MORFOLÓGICA DAS ANEMIAS
Índices Hematimétricos Morfologia EritrocitáriaVCM > 100 fLVCM fLVCM < 80 fL macrocíticanormo cíticamicrocítica
5 Classificação das anemias segundo o VCM e RDW
RDW elevado em não anêmicos é sinal precoce da def. ferro
6 Alterações da série eritróide 
7 ALTERAÇÕES MORFOLÓGICAS DAS HEMÁCIAS
ALTERAÇÕES DE TAMANHO (ANISOCITOSE)Eritrócitos de tamanho normal são denominados normócitos. Quando alterados em relação ao tamanho são denominados: Micrócitos diâmetro inferior a 7 . São encontrados: anemias por deficiência de ferro, talassemias e em algumas anemias hemolíticas.Anemia ferropriva: hemácias microcíticas hipocrômicas.-Talassemia minor: micrócitos, ocasionalmente hemácias em alvo, ponteado basófilo.
8 ALTERAÇÕES DE TAMANHO (ANISOCITOSE)
 Macrócitos diâmetro acima de 8 . Geralmente ocorrem nas anemias megaloblásticas, podendo ser encontrados também na anemia aplástica e doença hepática crônica.Anemia megaloblástica, esfregaço de (SP): macroovalócitos, hipersegmentação, trombocitopenia.Anemia secundária à doença hepática: macrócitos, hemácias em alvo. trombocitopenia
9 ALTERAÇÕES DE TAMANHO (ANISOCITOSE)
 Megalócitos apresentam-se bem maiores que o normal, geralmente de forma ovalada. Características das anemias megaloblásticas (deficiência de vitamina B12 e ácido fólico).Anemia megaloblástica (SP): megalócitos, micrócitos, neutrófilo hipersegmentado.Anemia megaloblástica, aspirado de medula óssea (MO): precursor eritrocitário – megaloblasto gigante
10 ALTERAÇÕES DE COR (ANISOCROMIA)
 Hemácias normais apresentam uma coloração rósea, com um halo central mais claro.
11 ALTERAÇÕES DE COR (ANISOCROMIA)
 Hipocromia as hemácias contêm menor quantidade de Hb e geralmente são microcíticas. Ocorre: anemias por deficiência de ferro, talassemia.Anemia por deficiência de ferro (Hb <10 g/dL): microcitose, hipocromia e poiquilocitose.
12 ALTERAÇÕES DE COR (ANISOCROMIA)
 Policromatofilia hemácia quando corada por corante panótico, apresenta uma basofilia (devido à presença de RNA) e uma acidofilia (devido à presença de DNA) mistas. Ocorre nas anemias hemolíticas.Policromasia (Wright-Geimsa).Anemia secundária à doença hepática: várias células em alvo, policromasia.
13 ALTERAÇÕES DE FORMA (POIQUILOCITOSE)
 A hemácia com forma normal é um disco bicôncavo e quando vista de frente, apresenta uma região central mais clara.
14 ALTERAÇÕES DE FORMA (POIQUILOCITOSE)
 Drepanócitos ou hemácias falciformes têm um aspecto característico de foice ou meia lua. São hemácias que contêm hemoglobina S. O encontro dessa forma de hemácia caracteriza a anemia falciforme e outras doenças falciformes (doença da HB SC e a interação Hb S/talassemia).Anemia falciforme: células falciformes, ocasionalmente hemácias em alvo.
15 ALTERAÇÕES DE FORMA (POIQUILOCITOSE)
 Ovalócitos ou eliptócitos são eritrócitos com forma ovalada. Possuem uma agregação bipolar de hemoglobina. Ocorrem em grande quantidade (90% ou mais) na anemia hereditária ovalocítica (ovalocitose hereditária). Estão presentes também nas anemias megaloblásticas, nas anemias por deficiência de ferro, nas talassemias, nas anemias falciformes e em condições normais (1%).
16 ALTERAÇÕES DE FORMA (POIQUILOCITOSE)
 Esferócitos são eritrócitos com diâmetro bastante reduzido, porém mais espessos que o eritrócito normal. Apresentam forma esférica podendo resultar de defeitos genéticos na membrana da hemácia (esferocitose hereditária) ou da interação entre hemácias cobertas com imunoglobulinas ou complemento (anemia hemolítica auto-imune). São ainda encontrados na anemia hemolítica microangiopática, na incompatibilidade do sistema ABO, no hiperesplenismo, na metaplasia mielóide, pós-esplenectonomia, na malária e como artefato (área fina da distensão sangüínea).
17 ALTERAÇÕES DE FORMA (POIQUILOCITOSE)
 Hemácias em alvo (target cell/leptócitos/codócitos) nesses eritrócitos a hemoglobina se concentra no centro e na periferia, deixando uma parte concêntrica descorada, o que dá o aspecto de “em alvo”. Ocorre nas talassemias (tal maior ou anemia de Cooley e tal menor), em pacientes com hemoglobinopatias (doença da Hb CC, anemia falciforme, doença da Hb SC, e traço Hb AC), nas doenças hepáticas crônicas, deficiência moderada de ferro e após esplenectomia.Hemoglobinopatia CC:hemácias em alvo (target cells).Hemoglobinopatia AC:hemácias em alvo (target cells).
18 ALTERAÇÕES DE FORMA (POIQUILOCITOSE)
 Hemácias crenadas (burr cells/equinócitos) são eritrócitos com projeções na borda externa da membrana que lembram uma engrenagem. Ocorrem nas doenças hepáticas, nos indivíduos com deficiência de piruvato quinase, nas doenças renais e nos indivíduos com úlcera péptica.
19 ALTERAÇÕES DE FORMA (POIQUILOCITOSE)
 Acantócitos (spurr cells) apresentam forma arredondada com proeminências pontiagudas (espículos) irregulares. São características de deficiência congênita de beta-lipoproteína (abetalipoproteinemia). Podem ser observados na anemia hemolítica microangiopática, na anemia sideroblástica, na anemia de Cooley, em pacientes portadores de cirrose, nas queimaduras graves, após esplenectomia, nas doenças renais e deficiências enzimáticas.
20 ALTERAÇÕES DE FORMA (POIQUILOCITOSE)
 Dacriócitos (hemácias em lágrimas/codócitos/tear-drop cells) são observados na metaplasia mielóide, no hiperesplenismo, nas talassemias maior e menor, nas anemias hemolíticas adquiridas, nas anemias megaloblásticas e nas metástases da medula óssea.
21 ALTERAÇÕES DE FORMA (POIQUILOCITOSE)
 Estomatócitos são eritrócitos cuja palidez central esférica é substituída por uma área de palidez em formato de fenda, dando aspecto de boca. Caracteriza um tipo de anemia hemolítica rara – estomatocitose hereditária. São ocasionalmente vistos no alcoolismo agudo e nas leucemias agudas em tratamento. Podem aparecer na distensão sangüínea decorrente de um artefato, o qual é produzido por um pH diminuído e exposição a compostos semelhantes a detergentes catiônicos.
22 ALTERAÇÕES DE FORMA (POIQUILOCITOSE)
 Esquizócitos (hemácias fragmentadas) são eritrócitos com formas triangulares, distorcidas, em virtude da fragmentação. São vistos mais freqüentemente em pacientes com hemólise maciça. Podem ocorrer na anemia hemolítica microangiopática, no hiperesplenismo, na metaplasia mielóide, na anemia megaloblástica, na anemia de Cooley, após terapia da leucemia aguda, nas queimaduras graves, na síndrome hemolítica urêmica.

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