TCC BIA

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RESPONSABILIDADE CIVIL DO ADVOGADO PELA PERDA DE UMA CHANCE
CIVIL LIABILITY OF THE LAWYER FOR THE LOSS OF A CHANCE
Beatriz Ferreira de Vasconcelos
(COLOCAR O NOME DO PROFESSOR PARA FAZER AS REFERENCIAS)
RESPONSABILIDADE CIVIL E SUA NATUREZA JURÍDICA
O ordenamento jurídico brasileiro não admite dano de nenhuma espécie, entretanto, na hipótese deste acontecer, nosso sistema normatiza o procedimento para a reparação do prejuízo. 
Maria Helena Diniz define a responsabilidade civil: 
\u201cA responsabilidade civil é a aplicação de medidas que obriguem uma pessoa a reparar dano moral ou patrimonial causado a terceiros, em razão de ato por ela mesma praticado, por pessoa por quem ela responde, por alguma coisa a ela pertencente ou de simples imposição legal.\u201d (DINIZ, Maria Helena, 2014, pag. 51)
	A responsabilidade civil consiste da reparação do dano causado a outrem de cunho material ou/e moral de forma ilícita, ocasionando diminuição do bem jurídico da pessoa, sendo este obrigado a repará-lo, vejamos:
A responsabilidade civil parte do posicionamento que todo aquele que violar um dever jurídico através de um ato lícito ou ilícito, tem o dever de reparar, pois todos temos um dever jurídico originário o de não causar danos a outrem e ao violar este dever jurídico originário, passamos a ter um dever jurídico sucessivo, o de reparar o dano que foi causado. O ato jurídico é espécie de fato jurídico (Cavalieri Filho, Sergio, Programa de Responsabilidade Civil, Ed. Atlas, 2008, p.2).
Conforme exposto anteriormente, a responsabilidade decorre de prática de ato ilícito. E ao estudarmos o instituto, Direito, percebe-se que a consequência logica-normativa de um ato ilícito, é uma sanção. Assim a natureza jurídica da responsabilidade, civil ou criminal, é sancionadora.
Parte histórica (bom fazer alguma citação doutrinária a cerca da parte históricas)
Em todos os tempos, o dano foi combatido pelo lesado. Contudo a maneira de combater foi se alterando de acordo com o pensamento dominante a época em que o dano se manifestava.
A responsabilidade civil, codificada no código civil, atualmente tem por base que aquele que causar dano a outrem deva reparar.
Portanto a matéria aqui tratada teve diversas perspectivas ao longo do tempo e evolução social. Ainda que a responsabilidade de dano sempre acompanhasse o desenvolvimento humano, importante se faz pontuar sua evolução histórica.
Sendo o Direito em todos os aspectos, não diferente na responsabilidade civil, um instituto de constante evolução à depender do espaço e tempo em que se der. 
A ideia de responsabilidade tem origem desde os tempos mais remotos, na antiguidade, o delito causado, gerava responsabilidade, todavia pela ausência de construção técnica jurídica não se cogitava indenização, inexistindo reparação civil.
O que ocorria era a vingança coletiva, que se caracterizava pela reação de grupos em face de agressores pela ofensa ocasionada a um de seus componentes. 
O dano sofrido por alguém gerava no outro uma reação instintiva imediata, quase sempre brutal e desmedida entre ação e reparação. Sem regras que disciplinassem a prática da responsabilização, prevalecia quem tivesse mais força, não só física, mas e/ou também social.
Posteriormente a vingança coletiva, evoluiu para a privada, que seria individual, onde os homens continuavam a fazer justiça com as próprias mãos, contudo, sob a regra da Lei de talião, expressa também na Lei das XII tábuas. Era a reparação do mal pelo mal, ainda um princípio primitivo, mas já com algum senso de ponderação entre dano e reparo.
\u201cO olho por olho\u201d, \u201cdente por dente\u201d, era a premissa da lei de talião, por mais brutal que pareça ser nesta não havia excesso, mas o dano era reparado na mesma media, prevalecia à reciprocidade entre dano e castigo.
Foi o Direito Romano que ofereceu os primeiros subsídios para a construção da responsabilidade civil semelhante da maneira que ocorre na atualidade jurídica. 
Superada as práticas anteriores, chegou-se a época da composição, a vingança foi gradualmente substituída pela composição. Ante a observância dos benefícios de reparar o dano mediante pecúnia e não simplesmente retribuir a lesão, porque esta não repararia, mas causaria duplo dano.
Foi a Lex Aquilia da Damno que trouxe melhor compreensão a cerca da reparação pecuniária. Esboçou também, a culpa como fundamento de responsabilidade, de tal forma, que, o lesante se isentaria de responsabilidade, caso não tivesse cometido dano mediante culpa.
Esta permaneceu no direito Romano com caráter de pena privada e também de reparação, até então não havia distinção entre responsabilidade civil de pena. 
Apenas mais tarde, com a chegada da idade Média que foi construída ideia de dolo e de culpa, diferenciando-se assim, a responsabilidade civil da pena. 
Contudo, em seguida, o dever de reparar não só baseou-se na culpa, (subjetiva), mas também, no risco (objetiva), ampliando assim, a indenização de danos sem existência de culpa. 
O nosso atual código civil, adota a regra de dualidade de responsabilidade civil. A responsabilidade civil subjetiva é regra geral, mas, coexiste com a responsabilidade civil objetiva.
A construção da responsabilidade civil se deu por meio dessa evolução, todavia, não pairou sobre esses sistemas reparatórios primitivos. Apesar de serem ideias repugnantes ao atual ordenamento jurídico, se justificam ao serem tomadas por perspectiva histórica e por fazerem parte do processo evolutivo.
Espécies De Responsabilidade Civil
Necessário se faz pontuar algumas observações acerca de responsabilidade civil, quanto suas espécies. Sendo essas, quatro, tais quais: Responsabilidade civil subjetiva, Responsabilidade civil objetiva, Responsabilidade civil extracontratual e Responsabilidade civil contratual.
A responsabilidade civil subjetiva é aquela que depende de culpa, pois decorre de dano causado por meio de ato doloso ou culposo. Conforme se extrai do artigo 186 do código civil de 2002 \u201cAquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito\u201d Logo, caracteriza-se a responsabilidade civil subjetiva, quando o agente causador do dano atuar com negligência ou imprudência, conforme artigo supramencionado. 
Mas há casos que não é necessário a comprovação de culpa do agente, bastando existir elo de causalidade entre dano e conduta. É o caso da responsabilidade civil objetiva, elencada no artigo 927, parágrafo único, do atual código civil \u201cHaverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem\u201d. 
Apesar da existência de características diversas que configuram responsabilidade civil subjetiva e responsabilidade civil objetiva, ainda existe dificuldade para diferencia-las na prática. Para ajudar na percepção se a responsabilidade civil advém de culpa ou negligência, podemos subdividir em responsabilidade civil extracontratual e contratual.
Quando a conduta do dano depreender-se de descumprimento contratual, presumir-se-á, culpa, caracterizando responsabilidade civil contratual. 
Por outro lado, se o dano decorre de violação legal, por força de ato ilícito do agente infrator, estamos diante de responsabilidade civil extracontratual ou aquiliana, pois veja, que, não existiu acordo preestabelecido, posteriormente descumprido, apenas uma conduta que ocasionou dano. (sujeito que bate em um automóvel).
Responsabilidade civil na constituição federal
A responsabilidade civil deve ser analisada, não só pela ótica do código civil, mas também, pela Constituição Federal, visto ser essa, a norma maior do Estado e está no centro do ordenamento jurídico.
Embora a matéria tratada pelo código civil, seja de direito privado, precisa estar em harmonia com a Lei Maior, que possui normas gerais de atuação do Estado em face da sociedade. Além de princípios básicos,