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Fisiopatologia e Dietoterapia dos 
Distúrbios Intestinais 
Curso de Nutrição - UNESA 
Fisiopatologia da Nutrição e Dietoterapia I 
Profa. Alessandra Frasnelli 
Docente responsável 
Funções Intestinais 
• Secreção: 
– hormônios intestinais 
– Enzimas intestinais 
 
• Recebe secreções digestivas: 
– Bile 
– Suco gástrico 
 
• Maior parte da digestão e 
absorção de nutrientes 
Fatores que provocam desequilíbrio na 
Microbiota intestinal 
Alimentação 
desequilibrada 
Bebida alcoolica 
Fumo 
Infecção 
intestinal 
Antibióticos 
Estresse físico 
Idade 
Qualidade Alimentar X Microbiota Intestinal 
Uso de Probióticos nas Doenças Intestinais 
• Inibição de adesão bacteriana. 
 
• Síntese de compostos que inibem o 
crescimento e desenvolvimento 
bacteriano. 
 
• Estimula resposta imune intestinal. 
Sintomas comuns da Disfunção Intestinal 
Sintomas 
INTESTINAIS 
Diarréia 
Constipação Flatulência 
Esteatorréia 
Gases intestinais e Flatulência 
• Gases intestinais: N2, O2, CO2, H2, 
CH4(metano); 
 
• Quantidade normal no TGI: 200mL/dia 
• Excreção normal pelo TGI: 700mL/dia 
 
• Excesso de gases = “flatulência” 
 
• Causas: 
– inatividade, 
– diminuída motilidade intestinal, 
– aerofagia, 
– certos componentes alimentares 
– doenças do TGI 
 
• Sinais e sintomas: 
– aumento do volume e 
sequência de arrotos 
(eructações); 
– distensão abdominal; 
– cólicas; 
 
• Fator principal no aumento da 
produção de gases: 
– fermentação bacteriana a 
partir de carboidratos; 
 
Estimulantes da Fermentação bacteriana 
FERMENTAÇÃO 
(Formação de Flatos) 
Amidos 
resistentes 
Lactose 
(INTOLERÂNCIA) 
Álcool 
Sorbitol 
Frutose e 
sacarose 
(EXCESSO) 
Estaquiose e 
rafinose 
(LEGUMINOSAS) 
Fibras 
solúveis 
Constipação 
DEFINIÇÕES: 
• fezes endurecidas e esforço para 
defecar com movimentos intestinais 
não frequentes; 
• Retenção de material fecal no cólon; 
• Sensação de esvaziamento incompleto 
do reto após o ato de defecar. 
 
Evacuação NORMAL: 
• 2 ou 3x/dia 
• 2 em 2 dias 
• Até 3x/semana 
• Desde que: fezes normais: volume, 
forma, consistência e cor. 
Causas da CONSTIPAÇÃO 
Alterações do reflexos 
intestinais 
 (sistema neurorreceptor) 
Constipação 
funcional 
ATÔNICA Espástica 
Lesões 
orgânicas 
Lesões primárias 
do SN entérico 
Tumor Trauma Infecção 
CAUSAS DA CONSTIPAÇÃO 
Sistêmicas/Neurogênicas/Metabólicas 
 Efeitos colaterais de medicamentos 
 Anormalidades endócrinas e metabólicas (Diabetes, hipotireoidismo, uremia e 
hipercalcemia) 
 Doença de Parkinson 
 Inatividade física 
 Ignorar a vontade de defecar 
 Doenças vasculares do IG 
 Doenças neuromusculares levando a deficiência de função de músculos voluntários 
 Dieta pobre em fibra 
 Insuficiente ingestão de líquidos 
 Gravidez 
Gastrointestinais 
 Câncer 
 Doenças do TGI superior 
 Doenças do TGI inferior: 
 - Incapacidade de propulsão ao longo do cólon (inércia colônica) 
 - Malformações anorretais ou obstrução da saída 
 Síndrome do cólon irritável 
 Fissura anal ou hemorróidas 
 Abuso de laxantes 
 Doença de Hirschsprung 
Causas MAIS 
COMUNS 
Tensão 
emocional 
Uso de 
fármacos 
Perda do 
tônus da 
musculatura 
intestinal 
Inatividade 
física Deficiência de 
POTÁSSIO e 
TIAMINA 
Hipotonia do 
SNS 
Abusos de 
agentes 
LAXATIVOS 
(LAXANTES) 
Dieta 
inadequada 
(Fibras, água) 
Constipação 
ATÔNICA 
Deficiência de 
POTÁSSIO e TIAMINA 
Alteram a função TÔNICA intestinal 
Inibição do SN parassimpático 
HIPOTONIA 
CONSTIPAÇÃO ATÔNICA 
LAXANTES 
Hábito intestinal 
NÃO FISIOLÓGICO 
HIPOTONIA 
CONSTIPAÇÃO 
ATÔNICA 
Alterações do reflexos 
intestinais 
↓ excitabilidade do NERVO 
VAGO 
↓ ESPASTICIDADE da 
musculatura colônica 
RESISTÊNCIA da progressão 
da musculatura colônica 
Constipação ESPÁSTICA 
Distensão abdominal e DOR 
Fibras modificadas pela 
cocção e subdivisão 
Conduta dietoterápica na CONSTIPAÇÃO 
• GORDURA emulsionada: 
– Azeite 
– Creme de leite 
• Estimulam CCK e Bile 
• ↑ Peristalse 
 
• TIAMINA e POTÁSSIO: 
– ↑ função tônica do intestino 
– ↑ excitabilidade do SN 
parassimpático 
 
• LÍQUIDOS 
 
 
• FIBRAS (hidrofílica): 
– ↑ bolo fecal 
– Estímulo mecânico da peristalse 
 
• FRUTAS CRUAS: 
– ↑ ácidos orgânicos: 
• ↑ peristalse 
– ↑ potássio: 
• Estímulo motor da musculatura 
intestinal 
 
• Caldo da ameixa preta: 
– Ácido deiidroxifenilisatina 
– Ação laxativa 
 
Evitar alimentos ricos em ENXOFRE 
• Agrião, brócolis, alho, couve, 
couve-flor, repolho, batata doce, 
pepino, milho verde, nabo, 
rabanete, pimentão, lentilha, 
goiaba, melão, melancia, jaca, 
uva, gema de ovo, leguminosas. 
 
• Verificar tolerância do paciente. 
 
• MOTIVO: flatulência 
Coquetel Laxativo 
• 5 ameixas (Ácido deiidroxifenilisatina) de 
molho prévio sob refrigeração no dia anterior 
(12/24h) (1 copo de água = 200ml) 
 
• 1 colher de sopa de creme de leite OU azeite 
(gordura emulsionada) 
 
• 1 laranja média (ác. orgânico + celulose + 
potássio) 
 
• 1 fatia média de mamão com sementes (papaía 
+ ác. orgânico + potássio) 
 
• 1 colher de chá de levedura de cerveja seca OU 
1 colher de sopa de germe de trigo (Tiamina) 
 
• Bater tudo no liquidificador e consumir 
preferencialmente em jejum. 
 
 
Diarréia 
DEFINIÇÃO: 
 
• Evacuação frequente de fezes 
líquidas, normalmente > 3x/dias 
 
• geralmente excedendo 300mL 
 
• acompanhada por perda excessiva 
de líquido e eletrólitos, 
especialmente sódio e potássio 
 
MECANISMOS: 
• Trânsito intestinal excessivamente 
rápido através do ID; 
 
• Reduzida digestão enzimática do 
material alimentar; 
 
• Reduzida absorção de líquidos e 
nutrientes; 
 
• Secreção aumentada de líquidos 
pelo TGI ou perdas exsudativas; 
 
Causas da Diarréia 
• Doenças inflamatórias 
 
• Infecções por fungos, bactérias ou agentes 
virais 
 
• Medicamentos 
 
• Consumo excessivo de açúcares 
 
• Superfície absortiva de mucosa insuficiente 
ou lesada 
 
• Ressecção GI 
 
• Desnutrição (atrofia das vilosidades 
intestinais) 
 
Tipos de Diarréias 
Tipos Manifestações e Causas 
Características e Situações 
clínicas 
Diarréias 
osmóticas 
Ocorre quando solutos 
osmoticamente ativos estão 
presentes no trato intestinal e são 
pouco absorvidos. 
 Síndrome de Dumping; 
 Após ingestão de lactose 
mediante deficiência de lactase; 
 São aliviadas pelo jejum. 
Diarréias 
secretórias 
São resultantes de: 
 Secreção intestinal ativa de 
eletrólitos e água pelo epitélio 
intestinal, 
 Exotoxinas bacterianas, vírus 
 Aumento da secreção de 
hormônios intestinais. 
 Não são aliviadas pelo jejum; 
Diarréias 
exsudativas 
 Associada a lesão na mucosa; 
 Extravasamento de muco, 
sangue e proteínas 
plasmáticas; 
 Acúmulo de eletrólitos e água 
no intestino 
 Pode envolver produção e 
liberação de Prostaglandinas; 
 Associada à colite ulcerativa 
crônica, doença de Crohn e 
enterite de radiação. 
Tipos de Diarréias 
Tipos Manifestações e Causas Características e Situações clínicas 
Diarréias 
induzidas por 
medicamentos 
 Alguns medicamentos 
podem causar diarréia, 
porém em especial os 
ANTIBIÓTICOS: 
ANTIBIÓTICOS: 
 Reduz a flora bacterial habitual; 
 Reduz a conversão de moléculas 
osmoticamente ativa (carboidratos e 
aminoácidos)em gases e AGCCs; 
 Os AGCCs facilitam a absorção de 
eletrólitos e água no cólon; 
 Podem aumentar a motilidade 
intestinal e as secreções GI; 
 Permitem proliferação de organismos 
patogênicos 
Diarréias de 
contato mucoso 
limitado 
 Deve-se à destruição ou 
diminuição da mucosa 
saudável (doenças 
inflamatórias intestinais); 
 Resultam de condições de 
mistura de quimo e 
exposição deste ao epitélio 
intestinal lesado; 
Ocorre na doença de Crohn ou após 
a ressecção intestinal extensa; 
Complicação: 
 Esteatorréia que pode favorecer ao 
crescimento bacteriano excessivo e 
reduzidas concentrações de sais 
biliares. 
CARACTERÍSTICAS 
 DA DIETA RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS PARA DIARRÉIA 
VET ANP 
PROTEÍNA 
Hiperprotéica, para reposição e hipercatabolismo 
1,2 a 1,8g/kg/dia 
EVITAR/RESTRINGIR: PURINAS (caldos concentrados de carne): Estimulam 
peristaltismo 
CARBOIDRATOS 
Normo a hipoglicídica, sem concentração de dissacarídeos para evitar fermentação 
e desconforto abdominal 
Priorizar: carboidratos COMPLEXOS (3,5 a 4,5g/Kg peso) 
EVITAR/RESTRINGIR: Açúcares (Lactose e frutose) 
LIPÍDEOS 
Hipolipídica para não estimular a peristalse e causar saciedade 
Priorizar combinação de TCL/TCM (fácil absorção) 
0,6 a 1g/kg/dia 
VITAMINAS Complementar pelas perdas, em especial a TIAMINA pela função TÔNICA no intestino 
MINERAIS Complementar pelas perdas, em especial POTÁSSIO pela função TÔNICA no intestino 
FIBRAS 
Restrita em fibras INSOLÚVEIS (aceleram o trânsito intestinal) 
Priorizar as fibras SOLÚVEIS: Pectina (Hidrofílica): ↑ viscosidade; ↑ AGCC 
(recuperação da integridade intestinal) 
CARACTERÍSTICAS 
 DA DIETA RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS PARA DIARRÉIA 
LIQUIDOS 
Hiper (>1,2ml/kcal/dia) 
Reposição e manutenção da hidratação 
FRACIONAMENTO Aumentado, para minimizar a sensação de saciedade precoce. 
VOLUME Diminuído e concentrado para evitar desconforto abdominal 
TEMPERATURA Evitar frios ou gelados e jejum para não acelerar o trânsito intestinal 
CONSISTÊNCIA Líquida até branda, de acordo com a evolução e tolerância do paciente. 
GRUPO ALIMENTAR RECOMENDADO EVITADO 
Leite e derivados Ricota, iogurte, se tolerados leite 
Carnes e caldos de carne Preferencialmente as carnes 
BRANCAS (aves e peixes) bem cozidas 
Carnes vermelhas e caldos de 
carne concentrados 
Cereais e derivados Fontes de fibras solúveis Fontes de fibras insolúveis 
Frutas e sucos Frutas cozidas e sucos diluídos a 25% 
ou 50%, suco de limão, água de côco 
Sucos puros e frutas cruas 
Hortaliças Cozidas, devendo ser evitadas as 
folhosas, em caldo 
Cruas e folhosas 
Esteatorréia 
Esteatorréia 
• Excesso de gordura nas fezes (94% 
a 98% da gordura ingerida é 
perdida) 
 
• Manifestação presente em todas as 
doenças que causam má-absorção; 
 
• Consequências: 
– Deficiência de AGE 
– Deficiências de vitaminas lipossolúveis 
– Deficiência de Ca, Zn e Mg 
 
Causas: 
• Insuficiência de lipase pancreática 
• Área funcional insuficiente pequena para 
absorção de lipídeos (síndrome do intestino 
curto, doença celíaca, doenças inflamatórias 
intestinais) 
• Secreção inadequada de bile após doenças 
hepáticas ou obstrução biliar 
• Má absorção de sais biliares resultante da 
síndrome de alça cega (ressecção ou 
inflamação envolvendo a porção distal do íleo, o 
local de reabsorção dos sais biliares) 
• Diminuição da re-esterificação de ácidos 
graxos, com diminuição da formação e 
transporte de quilomícrons 
(abetalipoproteinemia e linfangiectasia 
intestinal) 
 
Cuidado Nutricional na Esteatorréia 
Em caso de perda de peso: 
• Dieta HIPERCALÓRICA, HIPER 
proteíca e HIPER glicídica 
• Podem ser necessárias 
suplementações de de vitaminas 
e minerais (Ca, Zn, Mg e Fe) 
• Lipídeos conforme tolerância 
(HIPOlipídica) 
• Usar TCM (8 a 10) 
• TCM = 1g = 8,3kcal 
Doenças do Intestino Delgado 
Doença Celíaca 
Espru tropical 
Deficiência de 
Dissacaridases 
Doenças 
Inflamatórias 
Intestinais 
Doença Celíaca 
• Enteropatia sensível ao GLÚTEN 
 
• Reação as proteínas do GLÚTEN: 
– Gliadina (TRIGO) (+ estudada) 
• Rica em PROLINA e GLUTAMINA 
• Estimulam a resposta imune. 
 
– Hordeína (CEVADA) 
 
– Secalina (CENTEIO) 
 
– Avidina (AVEIA) 
Doença 
Celíaca 
Predisposição 
Genética 
COMPONENTE IMUNE: 
anticorpos a frações 
alimentares de proteínas 
específicas 
LESÃO DO ID: 
- atrofia e achatamento dos vilos; 
- redução da área de absorção; 
- deficiências celulares de dissacaridases e 
peptidades; 
- redução dos transportadores de nutrientes. 
MANIFESTAÇÕES INTESTINAIS: 
Diarréia crônica; 
Constipação crônica; 
Má-absorção de vitaminas e 
minerais. 
Manifestação da Doença Celíaca 
Manifestações Nutricionais e Extra-intestinais da Doença Celíaca e das Doenças Associadas 
Nutricionais 
 Anemia (ferro, folato, B12) 
 Osteomalácia, osteopenia, fraturas (deficiência de vit. D, absorção de cálcio inadequada) 
 Coagulopatias (deficiência de vit. K) 
 Hipoplasia de esmalte dentário 
 Retardo de crescimento, retardo puberal, baixo peso 
 Deficiência de lactase 
Extraintestinais 
 Mal-estar (mesmo sem anemia) 
 Artrites e artralgias 
 Dermatite herpetiforme 
 Infertilidade, aumento do risco de abortamento 
 Esteatose hepática 
 Hepatites 
 Sintomas neurológicos: ataxia, polineuropatia, convulsões, que podem ser relacionados à nutrição 
 Síndromes psiquiátricas 
Doenças Associadas 
 Doenças auto-imunes: diabetes tipo 1, tireoidite, hepatite, doenças vasculares do colágeno 
 Doenças malignas 
 Deficiências de IgA 
Tratamento Nutricional na Doença Celíaca 
• EXCLUIR: trigo, centeio, aveia e 
cevada 
 
• INCLUIR: milho, batata, arroz, soja, 
tapioca, amaranto, quinoa, painço, 
araruta e trigo sarraceno. 
 
• Aveia parece ser o alimento que 
menor causa manifestações 
intestinais. 
 
• Restringir LACTOSE (intolerância) 
CARACTERÍSTICAS 
 DA DIETA RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS PARA DOENÇA CELÍACA 
VET ANP 
PROTEÍNA Hiperprotéica, para reposição e hipercatabolismo 
CARBOIDRATOS 
ANP - EXCLUIR: trigo, centeio e cevada 
AVEIA = pode ser usada em quantidades moderadas de acordo com peristalse intestinal. 
Priorizar: milho, batata, arroz, soja, tapioca, amaranto, quinoa, painço, araruta e trigo 
sarraceno. RESTRINGIR Lactose 
Priorizar as fibras SOLÚVEIS: Pectina (Hidrofílica): ↑ viscosidade; ↑ AGCC (recuperação da 
integridade intestinal) 
LIPÍDEOS 
Hipolipídica para não estimular a peristalse e causar saciedade 
Priorizar combinação de TCL/TCM (fácil absorção) 
0,6 a 1g/kg/dia 
VITAMINAS 
Complementar pelas perdas, em especial vitaminas lipossilúveis, ácido fólico, B12 
(macrocitose), tiamina e outras do complexo B; Priorizar também vitamina K para minimiar 
HIPOPROTROMBINEMIA (hemorragias); vitamina D (evitar hipocalcemia e tetania) 
MINERAIS Complementar pelas perdas, em especial Mg, Suplementar Ca e Fe. 
ALIMENTOS A 
SEREM EVITADOS 
Restrita em fibras INSOLÚVEIS (aceleram o trânsito intestinal); CALDOS PURÍNICOS; 
alimentos ricos em enxofre, flatulentos e de difícil digestão (desconforto abdominal) 
ALIMENTOS FONTES DE GLÚTEN. 
Espru Tropical 
• É uma síndrome de diarréia adquirida por 
CONTAMINAÇÃO BACTERIANA intestinal. 
 
• Diarréia do tipo infecciosa aguda 
 
• CAUSA: contaminação do intestino por 
bactérias; 
 
 
 
Manifestações clínicas e Conseqüências: 
• Crescimento bacteriano excessivo; 
• Alterações da motilidade GI; 
• Encurtamento das vilosidades 
intestinais (vilos anormais); 
• Alterações da superfície celular menos 
graves; 
•Atrofia da mucosa gástrica inflamada; 
• Secreção diminuída de ácido clorídrico 
e de fator intrínseco; 
 
Espru Tropical 
Sinais e Sintomas: 
• Diarréia; 
• má-absorção; 
• anorexia; 
• distensão abdominal; 
• anemia, 
 
Sintomas de Deficiência nutricional: 
• cegueira noturna 
• glossite 
• Estomatite e queilose, 
• Palide e anemia (ferro, folato e B12). 
 
 
 
Tratamento: 
• restauração de fluidos, eletrólitos 
• Aumentar aporte protéico, vitaminas, 
minerais 
• folato oral (10 a 20mg/dia) + Ferro 
• Reposição de B12 intramuscular 
• Restringir alimentos excitantes 
intestinais, flatulentos e de difícil 
digestão. 
Tratamento medicamentoso: 
• Antibiótico + cortisol 
 
Deficiência de Enzimas da Borda em Escova 
Intestinal 
• Deficiência das enzimas intestinais 
(dissacaridases). 
 
• Causas: 
– Defeitos congênitos raros (deficiência 
de sacarase, isomaltase ou lactase); 
 
– Formas secundarias a doenças com 
lesão do epitélio intestinal (doença de 
Crohn ou doença celíaca); 
 
– Forma geneticamente adquirida (defic. 
de lactase) geralmente até 2 anos; 
 
Intolerância à Lactose 
• Mais comum das deficiências 
enzimáticas intestinais (LACTASE) 
 
• Intolerância a carboidratos mais 
comum 
 
• Pode afetar indivíduos de todas 
as faixas etárias (+ freqüente na 
> idade) 
 
• Causa primária: 
– deficiência de lactase 
 
 
• Causas secundárias: 
– Infecção virais ou bacterianas do 
ID; 
– Doenças inflamatórias intestinais; 
– HIV+; 
– Desnutrição; 
 
• Conseqüência: 
– lactose intacta no IG onde 
bactérias fermentam a AGCCs e 
gases (CO2 e H2) 
 
Diagnóstico da deficiência da Lactase 
• História de sintomas GI após 
ingestão de leite. 
 
• Determinação do pH fecal: 
– Normal= 5,5 a 6,5 
– Na def. = < 5,5 
 
• Detecção da atividade da lactase 
(biópsia jejunal) 
 
• Teste de absorção de lactose: 
– Jejum 8h 
– Oferta de lactose 2g/kg a 50g 
– Elevação da glicemia em 25mcg/mL 
 
Reposição de enzimas digestivas 
Fontes alimentes com reduzido teor de Lactose 
Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) 
Doença 
inflamatória 
Intestinal 
Ativação anormal da 
resposta imune da 
mucosa. Resposta 
sistêmica secundária. 
Lesão das céls. do ID e/ou 
do IG com má absorção, 
ulceração ou 
estreitamento 
Diarréia, perda de peso e 
deficiência de 
crescimento 
“Irritante” desconhecido: 
viral, bacteriano ou 
autoimune? 
Predisposição Genética 
Tratamento médico nas DII 
• Induzir e manter a remissão e 
o estado nutricional 
• Medicamentos: 
– Corticosteróides 
• prednisolona e metilprednisolona 
– Agentes anti-inflamatórios 
• Aminosalicilatos 
• Sulfasalazina 
• mesalazina 
– Agentes imunossupressores: 
• Azatioprina (Imuran) , 
mercapitorina e ciclosporina. 
– Antibióticos 
– Infliximab (anti TNF-α) 
Doença de Crohn 
• Pode envolver qualquer parte do TGI; 
 
• 50% a 60% dos casos envolvem tanto 
o íleo distal como o cólon; 
 
• 15% a 25% dos casos envolvem apenas 
o ID ou apenas o cólon. 
 
• Envolvimento da mucosa transmural 
(afetando todas as camadas da 
mucosa) 
 
 
Doença de Crohn 
• ↑ Ig G e ↓ IgA: 
– permitindo a ligação de 
antígenos ao tecido intestinal 
– contribui para a inflamação 
intestinal. 
 
• Segmentos inflamados 
separados de saudáveis; 
 
• Acometimento mais comum: 
íleo distal e cólon direito; 
 
Retocolite Ulcerativa 
• Doença mucosa (não afeta toda as 
camadas da mucosa) apresentando 
processo inflamatório ativo no 
epitélio; 
 
• Caracterizada por inflamação em 
segmentos contínuos do intestino. 
 
• Podendo acometer: 
– ânus, reto, sigmóide e colon 
descendente (colite esquerda); 
 
• Sangramento é mais comum. 
 
Colite ulcerativa Doença de Crohn 
Apresentação Diarréia com sangue 
Doença perianal 
Dor abdominal (65%) 
Massa abdominal 
Histopatogia 
Ausência de granulomas 
Pouca inflamação 
Úlceras mais profundas 
Pseudopólipos 
Abscessos nas criptas 
Granulomas 
Mais inflamação 
Úlceras rasas 
fibrose 
Manifestações 
extraintestinais 
Colangite esclerosante 
Pioderma gangrenoso 
Eritema nodoso 
Poliartrite migratória 
Cálculos biliares 
Complicações 
Megacólon tóxico 
Câncer 
Estreitamentos e fístulas são muito 
raros 
Fístulas 
Estreitamentos 
Má absorção 
Doença perianal 
Câncer 
PRINCIPAIS PROBLEMAS NUTRICIONAIS NAS DIIs 
Anemias relacionadas as perdas de sangue e baixa ingestão alimentar 
Estreitamento GI que levam a náuseas, crescimento bacteriano excessivo e diarréia 
Inflamação e ressecções cirúrgicas resultando em diarréia e má absorção de sais biliares, macro e 
micronutrientes 
Secreções GI aumentadas com inflamações e trânsito GI aumentado 
Dor abdominal, anorexia, náusea, vômito, edema e diarréia 
Aversões alimentares, ansiedade e medo de comer 
INTERAÇÕES DROGAS-NUTRIENTES: 
•Corticóides: ↓ absorção de CÁLCIO e ↑ degradação proteica (proteólise muscular) 
•Sulfassalazina: : ↓ absorção de ÁCIDO FÓLICO e é irritante gástrico 
•Colestiramina (DIARRÉIA): retentor de sais biliares. : ↓ absorção de gorduras e vitaminas lipossolúveis. 
Favorecendo a perda de Ca, Zn e Mg. 
Restrições alimentares: autoimpostas ou iatrogênicas 
Falha de crescimento, perda de peso, deficiências de micronutrientes e desnutrição protéico-calórica. 
CARACTERÍSTICAS 
 DA DIETA RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS nas DIIs 
VET 
ANP 
Cuppari: GEB x FA x 1,75 (hipermetabolismo) 
Dan: 30 a 35kcal/kg/dia 
Teixeira Neto: 40kcal/dia 
PROTEÍNA 
HIPERPROTÉICA 
Cuppari e Dan: 1 a 1,5g/kg/dia – DESNUTRIDOS: 2g/kg/dia 
Teixeira Neto: 1,5 a 2.0g/kg/dia 
CARBOIDRATOS 
NORMOGLICÍDICA. Isenta de LACTOSE, controle de mono e dissacarídeos (DIARRÉIA) 
Rica em fibras SOLÚVEIS (↑ AGCC ) e RESTRIA em fibras INSOLÚVEIS 
LIPÍDEOS 
HIPOLIPÍDICA (< 20% das calorias totais) para não estimular a peristalse (PIORAM A DIARRÉIA) . 
Utilizar TCM (má-absorção intestinal) 
SUPLEMENTAR ÔMEGA-3 (antiinflamatório) 
ANTIFERMENTATIVA 
Evitar alimentos formadores de gases: Agrião, brócolis, alho, couve, couve-flor, repolho, batata doce, 
pepino, milho verde, nabo, rabanete, pimentão, lentilha, goiaba, melão, melancia, jaca, uva, gema de ovo, 
leguminosas. Bebidas gasosas, excessos de açúcar e doces concentrados. 
VITAMINAS E 
MINERAIS 
Estimula-se a suplementação devido as restrições e limitações alimentares 
Atentar: ZINCO e VITAMINA C – proteção ANTIOXIDANTE (inflamação); perda absortiva de 
vitaminas lipossolúveis e Ca, Mg, Zn e Fe 
MONITORAR possível deficiência de B12 (crescimento bacteriano e ressecção íleo-cecal) 
VOLUME Diminuído 
FRACIONAMENTO Aumentado 
Doenças do Intestino Grosso 
Síndrome do 
Intestino Irritável 
Doença 
Diverticular 
Câncer de Cólon 
Síndrome do Intestino Irritável (SII) 
Síndrome do Intestino Irritável (SII) 
• Sintomas devem estar presentes pelo 
menos 12 semanas no último ano e 
pelo menos 2 ou 3 características: 
– desconforto aliviado por 
defecação, 
– início associado a alteração de 
frequência das fezes 
– início associado a alteração na 
forma das fezes. 
 
• Mais comum em mulheres; 
• Mediada pelo sistema nervoso 
entérico; 
Sintomas crônicos recorrentes: 
• desconforto abdominal, 
• alteração da motilidade intestinal, 
• distensão abdominal, 
• sensação de evacuação incompleta, 
• muco nas fezes, 
• Dor, esforço ou urgência para defecar 
• Diarréia sem dor OU constipação crônica 
 
Fatores que podem agravar os sintomas da SII 
1. Uso de laxantese medicamentos sem 
prescrição médica; 
 
2. Uso de antibióticos; 
 
3. Cafeína; 
 
4. Doenças GI prévia; 
 
5. Irregularidade no sono ou repouso; 
 
6. Irregularidade na ingestão hídrica. 
 
Fatores que podem agravar os sintomas da SII 
7. Secreção anormal de hormônios 
peptídeos ou neurotransmissores; 
 
8. Fatores estressantes da vida 
(mudanças de emprego, viagens, 
reposicionamento ou situações 
sociais desconfortáveis) 
 
9. Trauma psicossocial (abuso 
sexual ou físico) 
 
10. Padrões alimentares 
 
Cuidado Nutricional na SII 
• Dieta RICA em fibras (25g) 
• AUMENTAR ingestão hídrica 
• Evitar excessos de: 
– Gorduras 
– Cafeína 
– Açúcar 
– Frutose 
– Lactose (predisposição à diarréia) 
– Refeições volumosas 
– Alimentos fermentativos 
– Alimentos de difícil digestão 
Doença Diverticular (Diverticulose) 
• Herniações saculares 
(divertículos) da parede do cólon. 
 
• Incidência aumenta com a idade; 
 
• Na maioria se apresenta de 
forma assintomática. 
 
• Causas possíveis: 
– constipação crônica 
– aumento das pressões no cólon. 
 
 
Doença Diverticular (Diverticulose) 
• Fatores envolvidos: 
– Estrutura do cólon 
– Motilidade intestinal deficiente 
– Predisposição genética 
– Dieta pobre em fibras durante 
toda a vida 
• Complicações: 
– Sangramento suave sem dor; 
– Hábitos intestinais alterados; 
– Diverticulite 
 
Diverticulite 
• Complicação da diverticulose 
 
• Processo inflamatório 
 
• Formação de Abscesso 
 
• Perfuração Aguda 
 
• Sangramento agudo 
 
• Obstrução 
 
• Sepse 
 
Cuidado Nutricional na Diverticulose 
DIVERTICULOSE: 
• Dieta RICA em: 
– Fibras 
– LÍQUIDOS 
• RESTRIÇÃO DE ALIMENTOS COM 
SEMENTES!!! 
 
DIVERTICULITE: 
• Dieta ORAL com POUCO RESÍDUO 
• Dieta enteral ELEMENTAR (hidrolisada – 
sem resíduo) 
• Complicada = NPT 
• Após melhora da inflamação: 
– Dieta oral 
– Oferta gradativa de fibras 
Câncer Intestinal (Cólon) 
• Causa obstrução intestinal 
 
• Fatores de risco alimentares: 
– Dieta pobre em fibras 
– Rica em gordura, álcool e carne 
vermelha. 
 
• Outros fatores de risco: 
– DIIs 
– Pólipos intestinais 
Estreitamento e Obstrução Gastrintestinais 
• Presença de tumores 
• Cicatrizes de cirurgias intestinais (DIIs, enterites por radiação,...) 
 
Síndrome da Alça Cega 
• Distúrbio caracterizado pelo 
crescimento bacteriano 
excessivo; 
• Causas: 
– Estase do Trato intestinal; 
– Doença obstrutiva: 
– Enterite por radiação; 
– Formação de fístula ou reparo 
cirúrgico do intestino; 
 
Síndrome da Alça Cega 
Conseqüências: 
• Desconjugação dos ácidos biliares pela ação 
de bactérias; 
• Ácidos biliares desconjugados: são citotóxicos e 
menos eficazes para formar micelas; 
•  absorção de gordura (esteatorréia); 
• Lesão na borda em escova pelos efeitos tóxicos 
dos produtos do metabolismo bacteriano; 
• Perda de enzimas: má absorção de 
carboidratos; 
 
Tratamento: 
• Remoção da alça cega (CIRURGIA) 
• Antibióticos; 
• Dieta sem lactose ou até NPT; 
 
 
Cirurgias Intestinais 
Ressecção DUODENAL 
• Sem grandes consequências 
na 1ª e 2ª porção e se for 
preservado o canal bíleo-
pancreático 
Ressecção Jejunal 
• Redução da área de superfície; 
• Preserva secreções exócrinas 
bileo-pancreáticas intestinais: 
– CCK 
– Secretina 
• Pode acarretar intolerância à 
lactose 
• Duodeno ou íleo poderão 
compensar a absorção dos 
nutrientes que antes eram 
absorvidos no jejuno. 
 
Ressecção ILEAL 
• Má-absorção de vit. B12 e fator intrínseco 
•  da capacidade de emulsificar lipídeos 
• Má absorção de sais biliares (prejudicando 
digestão e absorção de lipídeos) 
• Má-absorção de AG e vitaminas lipossolúveis; 
• Formação de hidroxi-ácidos graxos pelas 
bactérias do cólon 
• Combinação de AG não absorvidos com cátions 
divalentes (Cálcio, Zinco e Magnésio), formando 
sabões minerais insolúveis, o que resulta na 
má-absorção deles também. 
• Formação de sabões  da absorção de oxalatos 
no cólon = HIPEROXALÚRIA e  de cálculos de 
oxalato renal; 
 
Hemicolectomia DIREITA 
Hemicolectomia ESQUERDA 
Colectomia TOTAL 
Apendicectomia 
Terapia Nutricional após Ressecções 
Intestinais 
Dieta ORAL após Ressecções Intestinais 
• VOLUME: pequeno 
 
• FRACIONAMENTO: aumentado 
 
• SEM FIBRAS insolúveis. 
 
• RESTRITA em LACTOSE, sacarose e 
derivados 
 
• Suplementar: GLUTAMINA 
 
• Adicionar FIBRA SOLÚVEL: ↑ AGCC 
Ileostomia 
Colostomia 
Ostomias 
Intestinais 
Ileostomias 
Ileostomia pós-colectomia TOTAL 
Colostomias 
Colostomia 
Síndrome do Intestino Curto (SIC) 
• Consequência de ressecções 
significantes do ID 
• Resulta em ressecções de 40 e 50% 
do ID 
• Ressecções somente do IG, não 
produz SIC 
• Ressecção do IG associada com 
ressecção também de ID, resulta em: 
– Elevado risco de desidratação; 
– Distúrbios eletrolíticos; 
– Desnutrição; 
 
• Razões para ressecções do Intestino 
no adulto: 
– Doença de Crohn; 
– Enterocolite por radiação; 
– Infarto Mesentérico; 
– Doença Maligna; 
– Traumatismo; 
 
• Razões para ressecções do Intestino 
em crianças: 
– Anomalias congênitas do TGI; 
– Enterocolite necrotizante; 
 
 
Isquemia mesentérica X SIC 
Doença de Crohn X SIC 
Complicações da SIC 
• Má-absorção de micro e 
macronutrientes 
 
• Desequilíbrio de líquidos e eletrólitos: 
– perda hidroeletrolítica por diarréia 
maciça ou na fase de pós-operatório 
imediato. 
 
• Redução do Peso corporal 
 
• Deficiência de Crescimento em 
crianças 
 
Terapia Nutricional na SIC pós-operatório 
imediato 
• Jejum digestivo 
• Uso de antiácidos e 
bloqueadores H2: 
– ↓ acidez 
– ↓ hipersecreção gástrica 
• NPT (venosa) 
– Repor nutrientes 
– Acertar desquilíbrio 
hidroeletrolítico 
– Suplementada com glutamina 
dipeptídica. 
 
FASES FASES DE REINTRODUÇÃO ALIMENTAR POR VIA ENTERAL NA SIC DURAÇÃO 
I 
Água de côco + amido de tapioca 
Dieta ENTERAL ELEMENTAR (AMINÁCIDOS) OU OLIGOMÉRICA (PEPTÍDEOS) 
1 mês 
II 
Dieta com alimentos POUCO formadores de RESÍDUOS INTESTINAS = SEM RESÍDUO. 
Pouco fermentativa. 
HIPOLIPÍDICA, restrita OU isenta de DISSACARÍDEOS. 
1º A 3º mês 
III Dieta Fase II + TCM + Caldo de leguminosas 3º ao 5º mês 
IV 
Dieta Fase III + 50% TCL + 50% TCM (30 a 50g/dia) + folhas tenras + frutas cruas 
selecionadas 
5º ao 7º mês 
V 
Dieta adaptada às necessidades do paciente 
Restrita apenas nos alimentos introduzidos já nas fases anteriores que não foram 
bem tolerados 
Após 7º mês em 
diante 
CARACTERÍSTICAS 
 DA DIETA RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS na SIC 
VET Teixeira Neto: 30 a 40kcal/dia 
PROTEÍNA 
HIPERPROTÉICA 
Chemin: 1,5 a 2.0g/kg/dia 
Teixeira Neto – NPT: 1 a 1,5g/kg/dia 
CARBOIDRATOS Adequação complementar das calorias totais, após estabelecer a oferta protéica e de lipídeos 
LIPÍDEOS 
Teixeira Neto – NPT: 20 a 30% do VET 
Até 30% do VET 
Transplante de Intestino Delgado (TID) 
• Único opção terapêutica para 
pacientes com falência intestinal 
irreversível 
 
• NPT deixa de ser uma 
possibilidade terapêutica. 
 
• Restabelece o prazer de 
degustar alimentos 
 
• Aumenta sobrevida 
Terapia Nutricional após TID 
• NPT 
– 1 a 2 dias após o TID 
• Retorno da peristalse (7º ao 
10º dia pós-operatório): 
– Dieta enteral por 
JEJUNOSTOMIA 
– Baixo volume de infusão 
– AdministraçãoCONTÍNUA 
– Suplementada com GLUTAMINA 
– TCM 
Outubro de 2011 - Alannah Shevennel passou por uma 
cirurgia de câncer extenso em que recebeu o 
transplante de seis órgãos. Operada em outubro no 
Hospital Infantil de Boston, nos Estados Unidos, ela 
retornou para casa em fevereiro de 2012. Ela teve o 
estômago, pâncreas, baço, fígado, intestino delgado e 
esôfago substituídos

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