agua
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A água do planeta
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Quando olhamos do espaço uma imagem do 
planeta Terra é possível observar a presença de muita água. 
Por que será? Mas, olhando ao meu redor 
não parece ser tanta assim!
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Água
A Terra é o único planeta conhecido a ter água na forma líquida em tão grandes extensões. 
Essa água nem sempre esteve aí. Deve ter surgido há bilhões de anos, a partir da intensa ati-
vidade vulcânica que existia no planeta. Acumulada nas grandes depressões da crosta terrestre, 
formou oceanos, mares, rios e lagos. 
Cerca de 73% da superfície do planeta é coberta de água, que pode estar nos oceanos, 
nos continentes e na atmosfera. Toda a água do planeta forma a hidrosfera. 
Observe como toda essa água está distribuída em nosso planeta:
Mares e oceanos 
97,5%
 97,5% da água do planeta está nos mares e 
oceanos. A água dos oceanos contém maior 
quantidade de sais dissolvidos, provenien-
tes do solo e das rochas. Por essa razão é 
que denominamos água salgada. A média é 
de 3,3% a 3,7% de sal no mar, entretanto a 
salinidade varia muito de um mar ou oceano 
para o outro. Se toda a água dos oceanos 
secasse, teríamos uma área com o tamanho 
do continente africano coberta de sal.
 1,98% da água do planeta está congelada 
nos polos e nas grandes altitudes, consti-
tuindo as geleiras. Acredita-se que se toda 
a água em estado sólido derretesse, o nível 
dos mares subiria, cobrindo grande parte 
dos continentes.
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Água congelada 
1,98%
Água subterrânea 
0,51%
Rios e lagos 
0,009%
Vapor de água 
0,001%
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 0,009% está nos rios e lagos. É a água 
que chamamos de doce, mas também 
contém sais minerais dissolvidos, en-
tretanto em menor quantidade que 
na água salgada dos oceanos. 
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 0,51% são águas subterrâneas, a água 
penetra formando os lençóis d\u2019água 
subterrâneos nos poros das rochas per-
meáveis.
 0,001% no máximo está na atmosfera, 
em forma de vapor de água.
Aquífero 
O Brasil é um país privilegiado quando o assunto é água. Cerca de 11,6% de toda a água 
doce do mundo está no Brasil, a maior parte na região Amazônica. Mas, existe uma grande parte 
de água que não está visível aos nossos olhos, são as águas subterrâneas, como as do Aquífero 
Guarani. Um dos maiores aquíferos do mundo, com cerca de 1,2 milhões de quilômetros quadrados, 
enterrado embaixo de oito estados brasileiros, além do Paraguai, Argentina e Uruguai.
Um aquífero não se trata de um mar ou um lago subterrâneo sob nossos pés, 
mas uma vasta camada de rocha porosa encharcada de água. A água ocupa o espaço 
existente entre os grãos de areia.
Observe nesta imagem um pedaço do aquífero: 
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1. Além do Guarani, sob a superfície de São Paulo há outro reservatório chamado Aquífe-
ro Bauru, que se formou mais tarde. Ele é muito menor, mas tem capacidade suficiente 
para suprir as necessidades de fazendas e pequenas cidades.
2. O líquido escorre muito devagar pelos poros da pedra e leva décadas para caminhar 
algumas centenas de metros. Enquanto desce, ele é filtrado. Quando chega, está lim-
pinho.
3. Nas margens do aquífero, a erosão expõe pedaços do arenito. São os chamados aflo-
ramentos. É por aqui que a chuva entra, e também por onde a contaminação pode 
acontecer.
4. A cada 30 metros de profundidade, a temperatura do solo sobe 1 grau Célsius. Assim, 
a água lá do fundo fica aquecida. Nesse ponto, ela está a quase 50 graus.
(Superinteressante, ed. 142. jul 1999.)
Água nos seres vivos
Sem água, a vida no planeta não seria da forma como conhecemos; ela é fundamental, 
inclusive no processo de fotossíntese. Em muitas espécies de seres vivos, como nos seres 
humanos, a água auxilia entre outras coisas no controle de temperatura corporal e no transporte 
das substâncias necessárias a todas as partes do corpo.
Agora, observe estas imagens:
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5% 67% 93% 90% 95% 70%
As partes pintadas de azul representam a quantidade de água nos seres vivos. Como você 
pode notar, a água é um elemento abundante na maior parte dos seres. Essa quantidade varia 
de espécie para espécie. A água-viva, como o próprio nome sugere, tem muita água em sua 
estrutura, cerca de 95%. Você mesmo é formado em parte por água. Cerca de 65% a 70% da sua 
massa corresponde à água presente em seu corpo, compondo células, sangue, urina, suor e até 
ossos, que contêm, aproximadamente, 22% de água. 
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Vivendo sem água
E como viver nos desertos, onde a água é uma raridade? Nesses locais, a sobrevivência é 
muito difícil, a falta de água é um dos desafios a serem vencidos, exigindo de seus habitantes 
adaptações a essas condições. Entre os animais, é comum esconderem-se durante as horas mais 
quentes do dia, beber pouca ou nenhuma água, suar e urinar muito pouco. 
O rato-canguru é um roedor que vive nos desertos de areia. Ele quase nunca bebe água, 
raramente urina, suas fezes são muito secas e só sai à noite para se alimentar. Consegue 
aproveitar ao máximo a água presente nas sementes secas.
Algumas espécies de besouros que habitam o Deserto da Namíbia (no sul da África) apro-
veitam a água da névoa que ocorre nessa região. Eles elevam as pernas traseiras e colocam a 
cabeça para baixo, pois nessa posição a névoa se condensa sobre seu corpo e as gotinhas de 
água escorrem até a sua boca, garantindo suas necessidades. 
A água no mundo 
A água tem se tornado um elemento de disputa entre nações. Um relatório do Banco 
Mundial, datado de 1995, alerta para o fato de que \u201cas guerras do próximo século serão 
por causa de água, não por causa do petróleo ou política.\u201d
Hoje, cerca de 250 milhões de pessoas, distribuídas 
em 26 países, já enfrentam escassez crônica de água. 
Em 30 anos, o número de pessoas saltará para 
3 bilhões em 52 países. Nesse período, a quanti-
dade de água disponível por pessoa em países do 
Oriente Médio e do norte da África estará reduzida 
em 80%.
A projeção que se faz é que, nesse período, 8 bilhões de pessoas habitarão a terra, 
em sua maioria, concentradas nas grandes cidades. Daí, será necessário produzir mais 
comida e mais energia, aumentando o consumo doméstico e industrial de água. Essas 
perspectivas fazem crescer o risco de guerras, porque a questão das águas torna-se 
internacional.
Em 1967, um dos motivos da guerra entre Israel e seus vizinhos foi justamente a 
ameaça, por parte dos árabes, de desviar o fluxo do Rio Jordão, cuja nascente fica nas 
montanhas no sul do Líbano. O Rio Jordão e seus afluentes fornecem 60% da água ne-
cessária à Jordânia. A Síria também depende desse rio. 
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A populosa China também sofre com o problema. O grande crescimento populacional 
e a demanda agroindustrial estão esgotando o suprimento de água. Das 500 cidades que 
existem no país, 300 sofrem com a escassez de água. Mais de 80 milhões de chineses 
andam mais de um quilômetro e meio por dia para conseguir água e assim acontece com 
inúmeras nações. 
Um levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU) aponta duas sugestões 
básicas para diminuir a escassez de água: aumentar a sua disponibilidade e utilizá-la 
mais eficazmente. Para aumentar a disponibilidade, uma das alternativas seria o aprovei-
tamento das geleiras; a outra seria a dessalinização da água do mar. 
Esses processos são muito caros e tornam-se inviáveis para a maioria dos
Lacerd's
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