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VENUTI
Curso de Ventilação
Mecânica em UTI
SUMÁRIO
1. Fisiologia Respiratória Aplicada à Ventilação Mecânica ....... 4 
2. Modos Básicos de Ventilação Mecânica Invasiva .............. 22 
3. Monitorização da Ventilação Mecânica: Troca Gasosa ...... 43 
4. Monitorização Respiratória na UTI: Mecânica e Imagem ...60 
5. Modos Avançados de Ventilação Mecânica ....................... 78 
6. Complicação da Ventilação Artificial: Influência 
da Ventilação Mecânica na Hemodinâmica \u2013 
Interação Coração-Pulmão ................................................. 93 
7. Complicação da Ventilação Pulmonar Artificial: 
Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica ................. 102 
8. Ventilação Mecânica nas Doenças Obstrutivas ................ 118 
9. Complicação em Ventilação Pulmonar Artificial: Lesão 
Pulmonar Induzida Pela Ventilação Mecânica (VILI) ......... 136 
10. Síndrome da Angústia Respiratória Aguda \u2013 Parte 1 ........ 141 
11. Síndrome da Angústia Respiratória Aguda \u2013 Parte 2 ........ 151 
12. Assincronia ........................................................................ 167 
13. Ventilação Mecânica em Situações Especiais .................. 176 
14. Ventilação Não Invasiva na Insuficiência 
Respiratória Aguda............................................................ 185 
15. Retirada da Ventilação Mecânica Invasiva ....................... 199
Diretrizes Brasileiras de Ventilação Mecânica 2013
Tema 1 \u2013 Indicação de Suporte Ventilatório 
Não Invasivo (VNI) e Invasivo (VMI): ............................................ 4
Tema 2 \u2013 Máscaras e Ventiladores para 
Aplicação de Ventilação Não Invasiva: ....................................... 9
Tema 3 \u2013 Intubação e Traqueostomia: ..................................... 16
 
Tema 4 \u2013 Regulagem Inicial do Ventilador Invasivo 
e Modos Ventilatórios Convencionais ....................................... 19
Tema 5 \u2013 Assincronia e Novos Modos em VM ......................... 23
DIRETORIA EXECUTIVA
BIÊNIO 2016/2017
Presidente
Mirella Cristine de Oliveira (PR)
Vice-Presidente
Paulo Ramos David João (PR)
Secretário Geral
Patrícia M. V. de Carvalho Mello (PI)
Tesoureiro
Marcos Antônio C. Gallindo (PE)
Diretor Executivo Fundo AMIB
Jorge Luis dos Santos Valiatti (SP)
Presidente Futuro
Ciro Leite Mendes (PB)
Presidente Passado
Fernando Suparregui Dias (RS)
 
AMIB
Associação de Medicina 
Intensiva Brasileira
Rua Arminda, 93 \u2013 7º andar 
Vila Olímpia
CEP 04545-100 \u2013 São Paulo \u2013 SP
(11) 5089-2642
www.amib.org.br
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Tema 6 \u2013 Ventiladores para Aplicação de 
Ventilação Invasiva .................................................. 33
Tema 7 \u2013 Monitorização do Paciente com 
Suporte Ventilatório ................................................. 44
Tema 8 \u2013 Sedação e Analgesia Durante 
Ventilação Mecânica ............................................... 49
Tema 9 \u2013 Ventilação Mecânica na Asma ................ 52
Tema 10 \u2013 Ventilação Mecânica no DPOC ............. 57
Tema 11 \u2013 Ventilação Mecânica na Pneumonia 
Adquirida na Comunidade (PAC) ............................ 62
Tema 12 \u2013 Pneumonia Associada a Ventilação 
Mecânica (PAV) ....................................................... 65
Tema 13 \u2013 Ventilação Mecânica no Paciente 
com Sepse .............................................................. 67
Tema 14 \u2013 Ventilação Mecânica na 
Síndrome da Angústia Respiratória 
Aguda (SARA) ou Síndrome do 
Desconforto Respiratório Agudo 
(SDRA): Diagnóstico, Recomendações 
e Cuidados .............................................................. 69
Tema 15 \u2013 Ventilação na Posição PRONA 
e Circulação Extracorpórea ..................................... 77
Tema 16 \u2013 Ventilação Mecânica no 
Trauma Torácico ..................................................... 85
Tema 17 \u2013 Ventilação Mecânica Durante 
Procedimentos Cirúrgicos ....................................... 87
Tema 18 \u2013 Ventilação Mecânica nos 
Pacientes Obesos ................................................... 91
Tema 19 \u2013 Ventilação Mecânica nos 
Pacientes Neurológicos .......................................... 93
Tema 20 \u2013 Ventilação Mecânica nos 
Pacientes Neuromusculares ................................... 96
Tema 21 \u2013 Ventilação Mecânica 
nos Cardiopatas .................................................... 100
Tema 22 \u2013 Ventilação Mecânica nas 
Doenças Intersticiais Pulmonares ......................... 103
Tema 23 \u2013 Retirada do Paciente da 
Ventilação Mecânica ............................................. 106
Tema 24 \u2013 Paciente com 
Desmame Prolongado ........................................... 113
 
Tema 25 \u2013 Alterações Hemodinâmicas no 
Paciente sob VMI \u2013 Cuidados Hemodinâmicos 
nos Pacientes sob VMI .......................................... 117
Tema 26 \u2013 Cuidados de Fonoaudiologia 
na Reabilitação do Paciente 
Pós-ventilação Mecânica ...................................... 123
Tema 27 \u2013 Cuidados de enfermagem nos 
pacientes em suporte ventilatório invasivo 
e não invasivo ........................................................ 126
Tema 28 \u2013 Cuidados de Fisioterapia nos 
Pacientes em Suporte Ventilatório ........................ 130
Tema 29 \u2013 Cuidados em Nutrição .......................132
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CURSO DE VENTILAÇÃO MECÂNICA PARA ADULTOS - AMIB
COORDENADOR NACIONAL:
Alexandre Marini Ísola
Médico pneumologista e intensivista
BOARD CONSULTIVO \u2013 VENUTI
Alexandre M. Ísola
São Paulo/SP
Bruno V. Pinheiro
Juiz de Fora/MG
Bruno F. Mazza
São Paulo/SP
Carmen Silvia Valente Barbas
São Paulo/SP
Debora Mazza
São Paulo/SP
Jorge Luis Valiatti
Catanduva/SP
Marcelo A. Holanda
Fortaleza/CE
Nazah Youssef
Curitiba/PR
Péricles Duarte
Cascavel/PR
Ricardo Goulart Rodrigues
São Paulo \u2013 SP
Sérgio Baldisseroto
Porto Alegre - RS
VERSÃO 2016.1
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CAPÍTULO 1 - FISIOLOGIA RESPIRATÓRIA APLICADA À 
VENTILAÇÃO MECÂNICA
Alexandre Marini Ísola
O corpo humano precisa manter obtenção contínua de oxigênio (O2) do ambiente, bem 
como liberar o gás carbônico (CO2) produzido pelas células do organismo para o ar ambiente. O 
O2 é usado pelas células como aceptor final de elétrons no processo de respiração, denominado 
devido a isso, de aeróbio. Nesse processo, a molécula de glicose (C6H12O6) é desmontada 
progressivamente, sendo a energia desse \u201cdesmonte\u201d armazenada em moléculas de Adenosina 
Tri-Fosfato (ATP). Como produtos desse processo químico, sobram CO2 e água (H2O). Ambos 
passam à corrente sanguínea e serão aproveitados e/ou expelidos pelo organismo pelos rins e 
pulmões. 
A interrupção desse processo pode se dar por inúmeras causas, e em diversos pontos da 
cadeia respiratória, conforme será detalhado adiante. Tal interrupção ocasionará uma Síndrome, 
denominada de Sd. de Insuficiência Respiratória Aguda (IRpA). A mesma tem início súbito e caso 
não venha a ser revertida ou corrigida em sua causa, levará o paciente ao óbito, vez que o corpo 
humano não consegue manter sua fisiologia sob respiração exclusiva anaeróbia, situação que 
será detalhada adiante.
Desta maneira, frente às mais variadas doenças e situações clínicas que podem ocasionar 
a IRpA, tornou-se necessário desenvolver, no decorrer da história, recursos cada vez mais 
elaborados que pudessem garantir o adequado suporte ao paciente até que o mesmo possa 
recuperar sua capacidade de respiração. A Ventilação artificial é um dos meios de suporte a esta 
situação. Compreender seu funcionamento, sua aplicação e seus riscos é essencial para se poder 
oferecer o melhor tratamento, com possibilidade real de cura, àqueles que dela necessitarem. 
Essa compreensão passa inicialmente pelo entendimento da fisiologia do sistema respiratório e 
circulatório voltadas para o processo de ventilação artificial, que