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EPITÁLAMO Aula 04 � O epitálamo é a região do diencéfalo situada superiormente ao sulco hipotalâmico, hipotálamo e subtálamo e posteriormente ao tálamo. Acima também do mesencéfalo. � O epitálamo é uma região pequena que possuem formações endócrinas e não endócrinas, ou seja, possuem regiões que vão produzir hormônios (formações endócrinas) e outras regiões que não produzem hormônios, cuja a ação está relacionada com o sistema límbico. Logo regiões não endócrinas do epitálamo participam da regulação e geração da nossa parte emocional comportamental. FORMAÇÕES ENDÓCRINAS: Glândula pineal (corpo pineal ou epífise) e órgão subcomissural (visível apenas em nível de microscopia) FORMAÇÕES NÃO ENDÓCRINAS: Trígonos das habênulas e seus núcleos, a comissura posterior, comissura das habênulas e estrias medulares. (comissura: feixe de fibras nervosas que cruzam o plano mediano no sentido perpendicular a ele.) B B B B B A C E D D E ESTRUTURAS E FUNÇÕES DO EPITÁLAMO Formações endócrinas: GLÂNDULA PINEAL ESTRUTURA: ● A glândula pineal é pequena e tem um formato levemente cônico, que se projeta sobre o teto do mesencéfalo (colículos superiores). Encontra-se presa no epitálamo por meio de feixes de fibras nervosas denominados de comissura posterior e comissura das habênulas. ● A glândula é revestida por tecido conjuntivo derivado da meninge pia-máter, ao embrulhar a glândula pineal, essa cápsula se intromete para o interior da glândula, subdividindo-a internamente em pequenos compartimentos que é preenchido por células neuroectodérmicas chamados de pinealócitos (“neurônios modificados” com atividade endócrina), além de mastócitos e células da glia. São esse pinealócitos que vão produzir melatonina. É altamente vascularizada, seus capilares sanguíneos são muitos porosos e desprovidos da barreira hematoencefálica (na barreira hematoencefálica o endotélio dos capilares é mais seletivo, impedindo a troca de qualquer substância), ela é desprovida da barreira por conta da sua produção de hormônio, sendo necessária à sua passagem pelos capilares para atingir a corrente sanguínea. FUNÇÃO: � Pelos pinealócitos, produzir melatonina. A melatonina só é produzida no escuro. A partir da serotonina, na ausência de luz e na presença da enzima HIOMT. � COMO SE DORME: A retina do olho capta a luminosidade, passa pelo nervo óptico, depois pelo trato óptico e por último por um feixe de fibras chamado de trato retino-hipotalâmico que se destaca do trato óptico e vai ate o núcleo supraquiásmatico, constantemente está passando informações para esse núcleo sobre a luminosidade. O núcleo supraquiásmatico envia essas informações para a formação reticular do tronco encefálico (para o núcleo parvocelular), os axônios desse núcleo ao receber a informação, enviam outros axônios que pelo trato reticuloespinal vão chegar na medula nos segmentos torácicos, no corno lateral, onde estão corpos celulares de neurônios pré-ganglionares do sistema nervoso autônomo simpático, desse corno lateral saem axônios que vão mandar informação para um neurônio pós-ganglionar. Esse neurônio pós-ganglionar fica fora da medula, dentro do canal vertebral em um gânglio (SNP) chamado de gânglio cervical superior. Os axônios dos neurônios desse gânglio se voltam para a caixa craniana, enroscados na túnica da artéria carótida interna, esse conjunto de axônios recebe o nome de plexo carotídeo, vão entrar em sinapse com os pinealócitos da glândula pineal e ativa-la pela liberação de noradrenalina. Finalmente ela fica sabendo a luminosidade do ambiente. Quando a glândula pineal começa a ficar sabendo que está escuro, ela começa a pegar as reservas de serotonina que ela possui e transforma em melatonina, por meio de uma enzima catalisadora (HIOMT). Essa melatonina uma vez na corrente sanguínea, vai ajudar o núcleo supraquiásmatico a regular nossos relógios biológicos. A medida que a melatonina vai sendo liberada o SN vai ficando sabendo disso e a atividade do S.A.R.A vai baixando e assim diminui a quantidade de impulsos que chegam no córtex cerebral e assim vem a sonolência. RESUMINDO: retina -> nervo óptico -> trato óptico -> trato retino-hipotalâmico -> núcleo supraquiásmatico -> fibras para formação reticular -> neurônios pós-ganglionares simpático do gânglio cervical superior -> fibras do plexo carotídeo -> liberação de noradrenalina na glândula pineal -> ativação da produção de melatonina a partir da serotonina. � O pico da sua produção é por volta das 3hrs da manhã e demora para ser totalmente metabolizada, por isso quando acordamos cedo, ainda sentimos muito sono. � CRONOTIPO: - Matutino: indivíduo que acorda cedo com boa disposição, ganha energia durante o dia e ao final do dia encontra-se cansado e de noite precisa dormir. - Vespertino: indivíduo que demora para acordar (10h/11h), durante o dia vai ganhando energia e a noite ainda tem muita energia, pronto para dormir apenas de madrugada. - Intermediário: balanceamento entre vespertino e matutino, se adapta a ambos os extremos. � Funções e efeitos da melatonina (pela produção natural): - Ação antigonadotrófica; - Sincronização do ritmo circadiano de sono/vigília; - Regulação da glicemia (inibe a liberação de insulina pelas ilhotas pancreáticas); - Estimula a apoptose de células cancerígenas; - Inibe a morte celular por apoptose em tec. normais; - Atua no baço, timo, medula óssea, macrófagos, neutrófilos e cél. T aumentando as respostas imunitárias. - Tem ação antioxidante, removendo os radicais livres. - A melatonina também é produzida na retina, intestino, cél. do sist. Imunitário e placenta, porém em pouquíssimas quantidades. Formações endócrinas: ORGÃO SUBCOMISSURAL � O órgão subcomissural é visível apenas em nível de microscopia, situado nas proximidades da comissura posterior da glândula pineal, cuja secreção a ação ainda não está bem comprovada, mas os indícios são que juntos com o hipotálamo ele vai atuar no controle do volume plasmático (quantidade de liquido no sangue). Regulando metabolismo de água e sai minerais do corpo. Formações NÃO endócrinas: TRÍGONO, COMISSURA E NÚCLEOS DAS HABÊNULAS ● O trígono das habênulas está localizado em cada lado da glândula pineal. Ele contém seus respectivos núcleos medial e lateral. ● Esses núcleos fazem parte do sistema límbico, monitorando e interferindo nos níveis de dopamina e serotonina do sistema límbico, inibindo as áreas de prazer e recompensa. ● Os núcleos das habênulas são conectados pelas fibras da comissura das habênulas. Formações NÃO endócrinas: ESTRIAS MEDULARES � Através das estrias medulares, os núcleos das habênulas recebem impulsos nervosos de uma região do hemisfério cerebral que fica no lobo frontal, chamada de área septal. � Área septal = representa um dos centros de prazer e recompensa, região que quando estimulada promove bem-estar e felicidade. Os núcleos do trígono das habênulas inibem a área septal e gera sensações de depressão. � Fazem parte do sistema límbico. � Estrias medulares � área septal � prazer e recompensa (trígono das habênulas o inibe) � depressão. Formações NÃO endócrinas: COMISSURA POSTERIOR - Representa um feixe de fibras nervosas de diferentes origens. Está presente bem no ponto onde o sulco hipotalâmico se desemboca no aqueduto do mesencéfalo. - Marca o limite entre mesencéfalo e diencéfalo.- Entre as fibras que constituem essas fibras da comissura posterior, existem axônios que estão vindo da área pré-tectal. No tronco encéfalo, no teto do mesencéfalo, em nível de colículo superior existe o par do núcleo pré-tectal. Fibras desses núcleos cruzam na comissura posterior do epitálamo para terminar em sinapse com o núcleo de Edinger-Westphal, que é um núcleo visceral do nervo oculomotor, participando do reflexo consensual. Esse núcleo inerva para o musculo constritor da pupila e ciliado. - Essa área permite a realização de um reflexo chamado de reflexo consensual. Esse reflexo permite que ao se estimular apenas a pupila de UM olho desse indivíduo, é possível ver a contração das pupilas de ambos os olhos. Se lesar a comissura posterior se perde o reflexo consensual. SUBTÁLAMO � O subtálamo é a região posterior do diencéfalo que se situa abaixo do sulco hipotalâmico, posteriormente ao hipotálamo e inferiormente ao epitálamo, bem na transição mesencéfalo e diencéfalo (delimitação visível). � O subtálamo é constituído por substância cinzenta e branca. O seu principal componente é um núcleo nervoso chamado de núcleo subtalâmico. � Entre o núcleo subtalamico e o tálamo, existe um resto do núcleo rubro, de subst. negra e de formação reticular. Essa região do subtálamo onde encontram-se essas pequenas continuidades mesencefalicas é chamada de zona incerta do subtálamo. OBS. Sandra falou: se eu perguntar na prova o que é zona incerta? RESP: é uma região do subtálamo situada entre o núcleo subtalâmico e o tálamo, que possui continuidades do núcleo rubro, subst. negra e formação recircular. O importante do subtálamo é entender as conexões, ou seja, de quem ele recebe impulsos nervosos e para onde ele envia impulsos nervosos. � A subst. branca do subtálamo é uma região de passagem de fibras nervosas que não entram em contato com os núcleos subtalâmico, a única fibra que entra em contato são as fibras do fascículo subtalâmico. Subtálamo – funções e conexões: GLOBO PÁLIDO (é um dos núcleos da base, no telencéfalo) ● O globo pálido envia impulsos para o núcleo subtalâmico e o núcleo por sua vez envia fibras para o globo pálido, fazendo parte do circuito pálido-subtálamo-palidal. ● Esses feixes de fibras nervosas que ligam o globo pálido com o núcleo subtalâmico é conhecido com fascículo subtalâmico. ● Logo o núcleo subtalâmico participa dos mecanismos de regulação da motricidade somática (junto com a formação reticular, junto com os núcleos da base, junto com o tálamo e cerebelo). ● Lesão do núcleo subtalâmico leva a síndrome denominada de hemibalismo (realização de movimentos com formato circular, contralateral, de maneira involuntária, principalmente com membros superiores e inferiores). POR QUE SURGE O HEMIBALISMO: do núcleo subtalâmico os neurônios enviam para o globo pálido um neurotransmissor glutamato. Esse glutamato no globo pálido tem a função de estimula-lo, que envia impulsos para o núcleo ventral lateral do tálamo, inibindo a atividade desse núcleo e se esse núcleo está com a atividade baixa, ele inibe parte da área motora primária, de maneira que essa área não gerará movimentos indesejados, apenas nos que está focada em realizar. As lesões no núcleo subtalâmico refletem nessa cadeia, deixando de mandar glutamato para o globo pálido, inibindo-o que para de controlar o tálamo, que livre desse controle começa a disparar uma serie de sinais para a área motora primaria e mov. Incontroláveis e indesejados surgem. O tratamento é com medicação ou cirúrgico. Vídeos sobre hemibalismo: - https://www.youtube.com/watch?v=ERnvNaqBp00 - https://www.youtube.com/watch?v=8HIMwBlk0zl