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1 
 
 
Apostila - Resumo 
 
 
 
 
 
 
IDENTIFICAÇÃO FORENSE 
 
 
 
CONTEÚDO DO ESTUDO: 
 
Identidades. 
Identificação médico-legal e jurídica. 
Processos de pesquisa utilizados no vivo, no morto, no esqueleto e locais de 
crime. 
 
 
 
IDENTIFICAÇÃO FORENSE – Conceitos básicos 
 
IDENTIDADE: conjunto de caracteres que torna uma pessoa ou coisa única. 
 
IDENTIFICAÇÃO: ato de verificar ou comprovar a identidade de alguém ou algo. 
Utiliza método científico. 
 
RECONHECIMENTO: reconhecer é conhecer de novo. É reconhecer por 
comparação empírica, sem utilizar técnica com base científica. 
 
 
Histórico 
 
Nos primórdios, os criminosos eram estigmatizados, com cicatrizes 
infligidas, marcação à ferro, tatuagens ou mutilados. 
Na metade do século XVIII esses métodos foram abolidos da maioria dos 
países. 
Com os anos, percebeu-se que havia criminosos reincidentes sendo 
tratados como primários, por não haver método de identificá-los. 
 
O 1º Método científico aceito: Antropometria de Bertillon - França (1879): 
Era um Sistema complexo, composto por assinalamento antropométrico, 
descritivo, com descrição de sinais particulares, fotografia frente e perfil. As 
impressões digitais só foram introduzidas no método de Bertillon em 1894. 
Já em 1858, na Índia, o britanico William James Herschel usava a 
impressão da mão no verso dos contratos. Com o tempo, Herschel percebeu que 
as impressões realmente podiam provar ou contestar a identidade das pessoas. 
Em 1880, Henri Faulds, em Tóquio publica artigo sobre impressões digitais 
como meio de identificação pessoal. 
Em 1892, Francis Galton, antropólogo britânico publica seu livro 
Impressões Digitais, estabelecendo suas características de individualidade e 
 
Prof. Susyara Medeiros 
Direito 
9º Período 
 
2 
permanência. 
Por fim, Juan Vucetich Kovacevich, nascido na Iugoslávia, naturalizou-se 
argentino e, aos 24 anos, ingressou na Polícia de La Plata, Buenos Aires, onde foi 
trabalhar no setor de identificação, que ainda se utilizava do sistema de Bertillon. 
Após conhecer o trabalho de Galton, Vucetich desenvolve seu próprio 
sistema de arquivamento e identificação por meio das impressões digitais. Em 
1891, seu sistema é implantado na Polícia de La Plata. 
No Brasil, o Decreto 4.764 de 5 de fevereiro de 1903 regulamentou a 
identificação criminal, que deveria utilizar-se da combinação de todos os métodos 
(descrição, antropometria, sinais particulares, cicatrizes, fotografias e impressões 
digitais, mas subordinando tudo ao método de Juan Vucetich, considerando a 
impressão digital a prova mais concludente da identidade do indivíduo. 
A identificação papiloscópica é, até hoje, o método mais utilizado. 
Contempla todos os requisitos para uma identificação segura: 
 
Requisitos biológicos: 
Unicidade – individualidade: apenas um indivíduo pode tê-los; 
Imutabilidade: os caracteres não mudam com o tempo; 
Perenidade: os caracteres resistem à ação do tempo. 
 
Requisitos Técnicos: 
Praticabilidade: o método deve ser simples, de fácil obtenção, registro e baixo 
custo; 
Classificabilidade: rapidez na localização em arquivos. 
 
 
 
 
IDENTIFICAÇÃO MÉDICO LEGAL/ PERICIAL 
 
 
Antropologia Forense 
 
Notas Introdutórias 
 
Em seu sentido mais amplo, representa o estudo do homem em sua 
totalidade, física e socioculturalmente, abrangendo o enfoque de outras ciências 
que tem como centro o ser humano. 
 
Para nosso estudo, importará a Antropologia Física, nos seguintes ramos: 
 
• Antropometria: mensuração das dimensões humanas, para obter a 
expressão quantitativa a forma do corpo; 
• Antroposcopia: determinação das características da configuração do 
corpo humano. 
 
 
Aplicação legal da ciência antropológica. 
 
OBJETIVO: 
Contribuir com a identificação de pessoas e de cadáveres e a determinação da 
causa da morte. 
 
APLICAÇÃO: 
A identificação antropológica é efetuada quando há necessidade de identificar a 
 
3 
espécie, sexo, idade e estatura. 
Casos de existem danos consideráveis ao cadáver, e que tornem outros meios de 
identificação inviáveis. 
Aplicação em desastres coletivos 
 
Objetivos do Exame: 
 
Via de regra, tal exame é solicitado pela autoridade competente quando do 
encontro de segmentos corporais, ossadas completas ou restos esqueletizados. 
 
Determinação: 
• Espécie; 
• Sexo. Estimativa: 
• Fenótipo/ cor da pele; 
• Idade; 
• Estatura. 
 
Auxiliar: 
• Causa mortis; 
• Instrumento causador; 
• Tempo de morte. 
 
 
 
1. Determinação da espécie 
 
Primeiro procedimento: classificar partes do corpo ou ossos em humanos, não 
humanos ou matéria inorgânica. 
Método: Morfologia dos ossos ou dos dentes (sobretudo os caninos); 
Diferenciação de pelos, pele, fezes, e DNA; Análise microscópica dos ossos. 
 
 
2. Determinação do sexo 
 
Realizado por meio de análises qualitativa ou morfológica, e análises 
quantitativas ou métricas. 
Método: Análise da pelve, é a principal. Seguida: crânio, esqueleto axial, ossos 
longos. 
 
 
3. Estimativa de idade 
 
Etapa fundamental na determinação do perfil biológico do indivíduo. 
Conceito: "o processo que consiste em avaliar o estágio de evolução ou involução 
de um organismo". Correia e Bezerra (2011, p. 517) 
No vivo há diversas aplicações. 
Método: Análise do desenvolvimento ósseo e dentário (sequencia de 
erupção); Miziara (2014), afirma que, no vivo, o desenvolvimento do sistema 
dentário é um dos melhores métodos para avaliação da idade. Características 
sexuais secundárias; avaliação de idade mental (no vivo); relação altura/peso. 
 
 
4. Estimativa da estatura 
 
Não há padrões brasileiros para estimativa de estatura. Quando há necessidade, 
utiliza-se de tabelas e fórmulas de origem europeia e norte americana. 
 
4 
5. Determinação da causa e tempo de morte 
 
As energias causadoras de danos ao organismo, e com possibilidade de êxito 
letal, serão estudadas na unidade de Traumatologia Forense. 
A chamada CRONOTANTOGNOSE, será estudada na unidade de Tanatologia. 
 
 
 
Sinais Particulares 
 
 
São sinais que, mesmo não identificando uma pessoa, podem excluí-la. 
Muito importante em casos de desastres de massa. Exemplos: 
 
• Mal formações; 
• Cicatrizes; 
• Calos de fratura óssea; 
• Tatuagens; 
• Sinais profissionais. 
 
 
 
OUTRAS FORMAS DE IDENTIFICAÇÃO 
 
Identificação por outros sinais: 
• Pelos dentes: confronto pela forma da arcada dentária, marcas de mordida, 
ângulo mandibular... 
• Palatoscopia; 
• Queiloscopia; 
• Superposição de imagens; 
• Retrato falado e Reconhecimento facial; 
• Íris; 
• Voz; 
• DNA. 
 
 
 
 
 
IDENTIFICAÇÃO POLICIAL / JUDICIÁRIA 
 
Finalidade criminal. 
Aplicação: 
• Documento rasurado ou com indício de falsificação; 
• Doc. Apresentado é insuficiente para identificar o indiciado; 
• Indiciado porta documentos de identidade distintos com informações 
conflitantes; 
• Quando for essencial à investigação, mediante despacho de juiz; 
• Constar registros policiais com uso de outros nomes ou qualificações; 
• Etc. 
 
Método: 
• Qualificação; 
• Boletim de vida pregressa; 
• Descrição detalhada das características físicas, sinais particulares, 
fotografia frente e perfil; 
• Identificação papiloscópica. 
 
5 
 
 
PAPILOSCOPIA 
 
Papiloscopia, palavra de origem greco latina, que significa Papilla = papila e 
Skopêin = examinar, é a ciência que trata da identificação humana por meio do 
exame das cristas papilares ou, como referem alguns autores, cristas de fricção 
existentes no corpo humano. 
 
 
Divisão da Papiloscopia quanto aos seus objetivos: 
 
• Criminal: trata do confronto entre vestígios(impressões digitais) latentes, 
que foram reveladas em locais de crime e/ou posteriormente em 
laboratório, quando se revela em materiais, objetos ou até no corpo da 
vítima, e padrões coletados da vítima, suspeitos ou de um banco de dados. 
• Civil: trata dos procedimentos de identificação civil de pessoas, vivas ou 
mortas. O foco principal é a identificação de pessoas através de 
documentos oficiais, como as carteiras de identidade, passaporte, etc. 
• Clínica: busca estudar as alterações nos desenhos papilares como 
decorrência de doenças ou de esforços repetitivos, ou a influencia de 
hereditariedade. 
 
 
Divisão da Papiloscopia quanto ao objeto de estudo 
 
A Papiloscopia é dividida em quatro partes: 
• Quiroscopia: processo de identificação por meio das impressões palmares; 
• Podoscopia: processo de identificação por meio das impressões plantares; 
• Poroscopia: processo de identificação por meio dos poros das papilas 
dérmicas; 
• Datiloscopia: processo de identificação humana por meio das impressões 
digitais. 
 
 
Impressão papilar ou impressão digital é a reprodução do desenho das cristas 
papilares em qualquer suporte. Esses desenhos recebem denominações 
específicas, conforme a região que se encontram: datilograma, quirograma e 
podograma. 
 
 
 
PRÍNCIPIOS FUNDAMENTAIS DA PAPILOSCOPIA 
 
PERENIDADE – é a propriedade que tem os desenhos papilares de se 
manifestarem definitivos entre o 4º e 6º mês de vida intra-uterina, até a completa 
decomposição cadavérica. 
 
IMUTABILIDADE – é a propriedade que tem os desenhos papilares de não 
mudarem sua forma original, desde o seu surgimento até a completa 
decomposição cadavérica. 
 
VARIABILIDADE – é a propriedade que tem os desenhos papilares de não se 
 
6 
repetirem, variando de região para região papilar e de pessoa para pessoa. 
Os desenhos papilares variam de dedo para dedo, de mão para mão, de indivíduo 
para indivíduo. 
 
CLASSIFICABILIDADE : É a capacidade que têm as impressões papilares de 
serem agrupadas em arquivos para que haja uma rápida consulta na identificação 
das mesmas. 
 
 
 
Vantagens do método papiloscópico: 
• Exatidão 
• Baixo custo 
 
 
 
COMO SE FORMA UMA IMPRESSÃO DIGITAL 
 
A pele secreta várias substancias que contribuem para a formação, 
composição e a detecção de impressões papilares ou digitais, palmares e 
plantares. 
Quimicamente, o suor humano das mãos é composto por 99% de água e 
1% de materiais sólidos, como aminoácidos e outros compostos nitrogenados. 
Desta forma, quando alguém toca uma superfície, estes compostos 
excretados pela pele são transferidos a esta superfície, deixando a forma das 
papilas dérmicas. 
Em função destes compostos, e suas características físicas e químicas, é 
que se escolhe o método de revelação das impressões digitais. 
Além de suor e sua composição, outras substancias também participam da 
composição de uma impressão digital, como: 
• Gordura; 
• Outras substâncias oleosas, tais como: protetor solar, hidrante, perfume 
etc. 
Essas substancias contribuem para “imprimir” o desenho digital em um 
suporte. 
 
 
Desenho Digital e impressão Digital (Datilograma) 
 
O desenho digital é a figura formada pelas cristas papilares. Portanto é o 
desenho das cristas papilares, ou seja, das linhas cheias, ou elevadas, e pode ser 
verificado diretamente no dedo. 
A impressão digital é a reprodução do desenho das papilas deixado sobre 
qualquer superfície lisa, ou seja, é a réplica invertida do desenho digital. 
 
Datilograma é o nome técnico, correto, da impressão digital. O datilograma 
é produzido pelo entintamento da polpa digital ou por manchas de suor e gorduras 
sobre um suporte liso e polido, podendo ser também produzido por decalque em 
suporte mole que venha a endurecer. 
 
Em um datilograma, as linhas impressas representam cristas papilares e os 
espaços intercalados são os sulcos interpapilares. Nele, existem as linhas, delta, 
os sistema de linhas, os poros, os pontos característicos, conforme explica 
Caballero (2012). 
 
7 
 
 
Figura 01: Desenho Digital e Datilograma 
Desenho Digital Impressão Digital ou Datilograma 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CLASSIFICAÇÃO E SUBCLASSIFICAÇÃO DAS IMPRESSÕES PAPILARES 
 
 
CLASSIFICAÇÃO PRIMÁRIA: 
 
Os quatro tipos fundamentais: 
Os sistemas de classificação das impressões digitais são baseados em 
tipos de impressões, que são tão frequentes, que podem ser considerados como 
base. 
Foi assim que Juan Vucetich considerou, a partir de seus estudos, os 
quatro tipos fundamentais, ou seja, os quatro tipos principais. 
A definição dos tipos fundamentais de uma impressão digital dependem da 
existência ou não do delta, bem como de sua quantidade e localização (FIGINI, 
2012). Os tipos fundamentais são arco, verticilo, presilha interna e presilha 
externa. 
 
Assim, a ausência de delta classifica a impressão como “Arco”. 
A presença de um delta a direita do observador define a impressão como 
“Presilha interna”. 
Se houver a presença de um delta à esquerda do observador caracteriza a 
impressão como “Presilha externa”. 
Havendo dois deltas, um à direita e outro a esquerda do observador 
determina a impressão como “Verticilo”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
 
 
Figura 2: Tipos fundamentais 
 
 
 
 
 
PONTOS CARACTERÍSTICOS 
 
São "acidentes" presentes entre as cristas papilares utilizados para 
identificar as impressões papilares através de suas coincidências. 
Os pontos característicos foram descritos pela primeira vez pelo cientista 
inglês Francis Galton, que os chamava de detalhes, e são imprescindíveis para o 
processo de identificação pelas impressões digitais, considerando suas 
propriedades qualitativas e quantitativas. 
Esses pontos ocorrem de forma aleatória, não se repetindo em conjunto. 
 
 
Figura 03: Pontos Característicos 
 
 
 
 
 
REVELAÇÃO DE IMPRESSÃO PAPILAR 
 
Técnica utilizada para busca e a visualização de impressões papilares, por 
meio da aplicação de processos físicos e químicos, em que as reações com as 
 
9 
secreções da pele farão com que a impressão latente contraste com o suporte. 
A escolha da técnica a ser utilizada na revelação de fragmentos de 
impressões papilares depende do tipo de superfície a ser pesquisada. 
 
TIPOS DE SUPERFÍCIE 
Toda superfície capaz de receber uma impressão papilar é denominada de 
suporte. Podemos classifica-lo em: 
1 - Suporte Primário é onde se encontra a impressão papilar latente. 
2 -Suporte Secundário é aquele que vai receber a impressão papilar latente 
pós revelada. 
 
 
REVELAÇÃO DE IMPRESSÃO PAPILAR 
Tipos de superfícies: 
- não absorvente e lisa; 
- não absorvente e rugosa; 
- absorvente e lisa; 
- absorvente e rugosa. 
 
Técnicas de revelação: 
• Pós reveladores 
• Reagentes de pequenas partículas 
• Cianoacrilato 
• Ninidrina 
• Iodo 
• Amigo black 
• etc 
 
 
Há três tipos básicos de impressões digitais que encontram-se comumente em 
locais de crime: as impressões visíveis, as impressões plásticas ou modelares e 
as impressões latentes. 
 
As visíveis podem ser observadas se a mão que as formou estava suja de 
tinta, pó, graxa ou mesmo sangue, deixando a impressão no local por 
transferência dessas substancias. 
Já as impressões digitais ocultas ou latentes, são aquelas que mesmo 
existindo, não são facilmente visíveis ao olho nu, e são resultado dos vestígios de 
suor e gordura que o dedo deixou em um determinado local. 
As impressões plásticas ou moldadas, são aquelas feitas pelos dedos 
pressionados contra certos materiais moles, formando uma impressão negativa 
dos desenhos digitais. São substancias como sabão, manteiga,barro, cera, 
pintura fresca, etc. 
 
 
 
 
 
CONFRONTO DE IMPRESSÃO PAPILAR 
 
 
Confronto Papiloscópico é a análise de duas ou mais impressões papilares 
com a finalidade de estabelecer a identidade das mesmas. Tal procedimento 
envolve peças que denominamos de questionada e padrão. 
 
 
10 
Trata-se de uma pesquisa detalhada entre duas ou mais impressões. A 
impressão papilar questionada que é aquela que foi coletada pelo Perito Criminal 
na cena do crime ou em objetos a ele relacionados, cuja identidade é 
desconhecida (coletada em local de crime), e a impressão papilar padrão que é 
aquela que integra o arquivo de padrões datiloscópicos, ou coletada de pessoas 
identificadas, seja em coleta direta ou apostas em documentos (suspeitos). 
 
Com base nos avanços da ciência, o Comitê de Padronização da 
International Association for Identification- IAI (Associação Internacional de 
Identificação), durante a 94ª Conferência Anual de Educação, realizada em 
Tampa, Florida aprovou a seguinte resolução: 
 
"Não existe atualmente nenhuma base científica para exigir uma quantidade 
mínima de informações detalhadas das cristas de fricção correspondente 
entre duas impressões para chegar a uma opinião de atribuição única da 
fonte." 
 
Desta forma, entende-se que cabe ao perito determinar com base nas 
análises quantitativa e qualitativa, se a impressão analisada apresenta quantidade 
de informações suficientes que permita individualizar. 
 
Por uso e costume, se busca a coincidência de, no mínimo, 12 (doze) 
pontos idênticos, na mesma localização, com a mesma "nomenclatura" e sem 
nenhum ponto discrepante, para atestar uma identidade. 
 
Mas há a possibilidade de confronto individualizador com menos pontos, 
conforme avaliação e responsabilidade do perito. 
 
 
 
PROCEDIMENTO DE CONFRONTO DE IMPRESSÃO PAPILAR 
 
Após a captura das imagens das impressões questionada e padrão, a 
análise deverá ser feita por meio de um software de tratamento de imagens. 
 
Níveis de detalhamento, independentes e consecutivos: 
 
• Nível I – definição da origem anatômica, observando a configuração da 
estrutura global, bem como o tipo fundamental. 
• Nível II – a trajetória das linhas papilares, a localização e o tipo de pontos 
característicos. 
• Nível III – compreende a análise microscópica das cristas, levando em 
consideração sua espessura e a localização relativa dos poros de cada 
crista. 
 
 
 
CONFRONTO DE IMPRESSÃO PAPILAR: RESULTADOS 
 
1. Individualização 
A individualização é obtida quando o perito determina que duas impressões 
papilares provém da mesma origem. Foram produzidas pela mesma pessoa. 
 
2. Confronto Negativo 
A exclusão é obtida quando o perito determina que duas impressões 
 
11 
papilares provém de origens diferentes. Foram produzidas por pessoas diferentes. 
Basta haver uma divergência. 
 
3. Sem Condições de Confronto (Inconclusão) 
Quando a impressão papilar não apresenta condições de confronto, por 
não apresentar elementos e nitidez suficientes, o perito fica impossibilitado de 
individualizar ou excluir a origem de uma impressão. Neste caso, diz-se que o 
resultado é inconclusivo. 
 
 
OBS. Verificação 
 
O exame deverá ser novamente realizado por outro perito que não tenha tido 
contato prévio com o caso, afim de confirmar ou não a conclusão do primeiro 
perito. Todos os exames devem ser verificados por outro perito, 
independentemente se o resultado foi pela individualização, exclusão ou 
inconclusão. 
Mas não há nenhuma necessidade de os dois assinarem o laudo. 
 
 
Referências 
 
1. BRASIL. Clemil Araújo. Papiloscopista Policial Federal (Comp.). Apostila do curso 
de Papiloscopia 1 da SENASP. Disponível em: <www.mj.gov.br/senasp>. Acesso em: 
01 out. 2009. 
2. BRITO, Liz Magalhães et al. Antropologia Forense. In: COUTO, Rodrigo 
Camargos. Perícias em Medicina Legal e Odontologia Legal. Rio de Janeiro: 
Medbook, 2011. Cap. 15. p. 321-416. 
3. CABALLERO, Samuel Alfonso Delgado. Papiloscopia: Certeza ou Dúvida? 
Apologia à Micropapiloscopia. Capinas, Sp: Millennium Editora, 2012. 
4. COSTA, Gracinete Duarte. Datiloscopia Básica. Apostila do Curso de Formação de 
Peritos Oficiais Criminais da Polícia Civil do Estado da Paraíba. ACADEPOL/PB. 
João Pessoa, 2014. 
5. FIGINI, Adriano Roberto da Luz. Datiloscopia e Revelação de Impressões 
Digitais. Campinas: Millennium Editora, 2012. 
6. GALEANO, Diego. Identidade cifrada no corpo: o bertillonnage e o gabinete 
antropométrico na polícia do Rio de Janeiro, 1894-1903. Bol. Mus. Pára. Emílio 
Goeldi. Ciênc. cantarolar. Belém, v. 7, n. 3, p. 721-742, dezembro de 
2012. Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1981-
81222012000300007&lng=en&nrm=iso>. acesso em 09 de dezembro de 2018. 
http://dx.doi.org/10.1590/S1981-81222012000300007. 
7. ISSBERNER, Carlos Alberto. MANUAL DE PAPILOSCOPIA: Classificação 
Datiloscópica – Pontos Característicos - Quiroscopia. Disponível em: 
<http://www.institutodeidentificacao.pr.gov.br/arquivos/File/2014_usar_essa_para_org
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08 nov. 2018. 
8. MARCICO, José Eduardo. Papiloscopia. Disponível em: 
<http://www.papiloscopia.com.br/>. Acesso em: 29 nov. 2018. 
9. MENDONÇA, Olavo. Meios de prova: Impressões digitais. Disponível em: 
<https://blitzdigital.com.br/tec-menu/meio-de-prova-impressoes-digitais/>. Acesso em: 
28 nov. 2018. 
10. VIOLATO, Ricardo Paranhos Velloso et al. BioCPqD: uma base de dados 
biométricos com amostras de face e voz de indivíduos 
brasileiros. Researchgate, Campinas, v. 9, n. 2, p.07-18, jul. 2013. Disponível em: 
<https://www.researchgate.net/publication/268811183_BioCPqD_uma_base_de_dad
os_biometricos_com_amostras_de_face_e_voz_de_individuos_brasileiros>. Acesso 
em: 05 jan. 2019.

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